Meditação do dia 05/10/2015
I Sm 1.13 “Porquanto Ana no seu coração falava; só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada.”
Do fundo do coração – O coração, ah! O coração! Como descrevê-lo ou como mensurá-lo? Desde os poetas, aos artistas de todas e quaisquer categorias, fazem alusão ao coração e de como ele é capaz de levar a pessoa a dimensões inimagináveis. Quando na direção certa, focado nos princípios certos, o coração é capaz de guiar para grandes coisas. Hoje, temos uma história que não fica de fora de nenhuma meditação sobre consagração a Deus. Ana, poderia ser aquilo que dizemos quando uma pessoa tem tudo para ser feliz e realizada, mas ainda faltava alguma coisa. Era casada com um bom homem, próspero, que a amava e cuidava bem dela e procurava atender-lhe os desejos e honrá-la como esposa. Numa cultura onde filhos eram bênçãos e ter filhos era sinônimo de ser abençoado por Deus e não ter filhos era exatamente o contrário; motivo para desgosto, humilhação e vergonha. Com uma cabeça ocidental moderna, é muito limitado a compreensão de tais coisas. Mas os antigos hebreus, firmaram sua cultura e seus valores sobre verdades reveladas por Deus aos patriarcas e eles perseguiam isso com todas as suas forças. Vou citar apenas duas dessas colunas de sua cultura de promessas: A primeira é a promessa messiânica, da vinda de um descendente adâmica, via hebreus, que seria o salvador da raça humana. Tendo isso em mente, eles valorizavam toda e qualquer coisa que viabilizasse o cumprimento dessa promessa em seus dias ou estarem preparando o caminho para que ela se cumprisse; por isso eles tinham regras tão rígidas quanto à moralidade sexual, casamentos puros entre a mesma raça e porque não, ter filhos, afinal, esse Messias seria filho de alguém deles. Isso veio a se cumprir com Maria e José, lá em Belém, a nossa história do natal. A segunda promessa era a que através deles Deus abençoaria todas as famílias da terra, portanto, para abençoarem, teriam que ser abençoados. Para eles, passar um legado de uma geração para outra era questão de honra e seria o meio de cada um contribuir para que o projeto maior fosse alcançado. Portanto, não ter filhos, não ter herança, não dar continuidade geracional era uma tragédia. Hoje, até os cristãos pensam que ter um filho, é meramente uma conquista de status, ou até um peso no orçamento e uma possibilidade de colocar alguém para sofrer e assim eles resolvem produzir e consumir tudo que podem com eles mesmos; numa escala de prioridades, ter filhos fica lá no fim da fila, depois de estudo, pós, casa própria, carro, móveis, promoção, estabilidade, etc e se sobrar tempo na agenda então pensão em filhos. O plano de Deus, é problema de Deus! Então foi derramar sua alma diante de Deus e falar com ele de todo o seu coração! Ela fez o certo, porque Deus concorda com ela: “Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jr 29.12,13). Lugar de abrir o coração e derramar a alma é diante de Deus, em oração. Muitos trocam a presença de Deus pelas redes sociais e lá expõem suas vidas para serem curtidas e comentadas por todos, incluindo quem não pode fazer muito ou nada por elas. Onde você expõe suas dores e necessidades do coração? Ana oferece um bom exemplo e um bom modelo. Experimente!
Pr Jason