Um Poço e Tres Rebanhos

Meditação do dia 27/06/2019 

 “E olhou, e eis um poço no campo, e eis três rebanhos de ovelhas que estavam deitados junto a ele; porque daquele poço davam de beber aos rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.” (Gn 29.2)

 Um Poço e Tres Rebanhos – Nada na Bíblia é dito de uma vez e nem de uma vez por todas. Ela é uma revelação completa da verdade e da vontade de Deus para os povos e nações, em todos os tempos. Ela trabalha com princípios, e como tal ela não fica obsoleta, vencida ou necessitando de reparos, emendas ou fica arcaica. Ela é a Palavra de Deus e tanto quanto ele é eterna. Nossa fé está fundamentada na certeza de que Deus é um ser inteligente e que se comunica com suas criaturas e manifesta a sua vontade de forma compreensível e aceitável. Não é verdade que ele criou todas as coisas e as esqueceu ou entregou ao seu próprio destino. Deus ama a sua criação e tem um plano muito bem definido para tudo e isso inclui até a minha vida e a sua; esse fato da criação divina, da soberania divina e do seu amor, isso tudo nos dá dignidade e valor. Não somos um bando de ovelhas sem pastor vagando pelos campos da vida à mercê dos perigos e predadores. Como diz no Salmo 100: “Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto” (Sl 100.3). De fato e de direito, somos o seu povo e rebanho do seu pasto ou do seu pastoreio como nos é ensinado no Salmo 23 e em João 10, onde Jesus se apresenta como o Bom Pastor, que dá a vida pelas suas ovelhas e ninguém é capaz de arrebatar uma de suas mãos. Jacó estava de viagem e em algum momento ele avista um povo no meio do campo e por perto estavam três rebanhos de ovelhas. Em primeira instancia, vejo a experiência dele como pastor de ovelhas na fazendo de Isaque seu pai, onde a cena lhe era familiar. Por alguma razão, ele detectou que eram rebanhos distintos, pode ser que estavam separados, guardando espaço entre um e outro. O fato é que ele percebeu isso. Nem sempre as pessoas percebem o que está claro bem diante de seus olhos. Alguém poderia descrever como um poço e algumas ou muitas ovelhas ali por perto. Saber com precisão indica que ele sabia muito sobre pastoreio, e podia divisar  coisas que só um pastor saberia. Deus nos deu habilidades, sabedoria e dons sobrenaturais para cuidar de nós mesmos e de outras pessoas ao nosso redor. Alguns de nós recebeu do Espirito Santo dons pastorais, isso é maravilhoso e de muita responsabilidade, porque sendo ele que distribui, ele escolhe a seu critério que deva receber esse ou aquele dom e habilidade. Deus nunca erra, não se engana e nem se atrapalha ao fazer qualquer coisa; sendo assim, posso ser grato pelos dons e habilidades que tenho, porque são presentes personalizados, feitos sob medida para mim e para o tempo e lugar em que me encontro. Vendo a vida e o ministério por esse ponto de vista, me alegro muito com um texto bíblico específico: Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos, (Pv 27.23). Isso me acompanha e me guia desde que entendi o meu chamado pastoral. Qualquer que seja os seus dons e seu chamado, procure ver no meio do campo o poço e os rebanhos a quem Deus quer que você ministre!

 

Senhor, o campo é vasto, grande e poucos obreiros, mas é o Senhor mesmo que chama, capacita e executa o teu plano. Graças dou pela minha vocação pastoral e pelo tempo e lugar que pude servir e ainda sirvo. Que a tua vontade se cumpra na vida de cada um dos teus filhos que estão buscando a sua perfeita vontade no sentido de ministério. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Um Poço no Campo

Meditação do dia 26/06/2019 

 “E olhou, e eis um poço no campo, e eis três rebanhos de ovelhas que estavam deitados junto a ele; porque daquele poço davam de beber aos rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.” (Gn 29.2)

 Um Poço no Campo – Avistar um poço quando se está viajando num lugar deserto é uma visão agradável e animadora. O povo de Deus e suas jornadas, quer literalmente falando como os patriarcas e toda a nação de Israel fizeram nos tempos bíblicos antigos, ou sentido figurado, com alusão a vida espiritual e nosso relacionamento com Deus, sempre irá nos conduzir a um poço de água, ou poços. Não são encontros fortuitos ou aleatórios, dando sorte, mas sempre representam o cuidado de Deus em suprir o básico e necessário para os seus filhos e refrigerar-lhes a alma. Todo cansado, precisa de água e descanso. Jesus é a água da vida, aquele que sacia a nossa sede de forma permanente e definitiva. Jesus é o nosso melhor refúgio e descanso, ele oferece para todos os cansados e sobrecarregados. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt 11.28,29). Na sua jornada, Jacó avistou um poço no meio do campo; isso por si só já era uma boa notícia, mas para quem anda com Deus, está em obediência e no caminho da sua vocação, aliançado com Deus e firme nas promessas, uma boa notícia nunca vem sozinho, pois Deus tem sempre mais para os que nele confiam. O poço no meio do campo, já sugere que haja uma civilização por perto; há pessoas que suprem ali as suas necessidades. Ali há uma fonte de bênçãos. Onde há um poço no meio de um campo, há pessoas e há produtividade, alguém ali faz, produz, realiza alguma coisa. Ali certamente tem oportunidade para quem chega. Tudo isso precisa de confirmação, e para isso é preciso aproximação, o que nos sugere sociabilidade, desejo de ver pessoas, encontrar pessoas e criar relacionamentos. Gostamos de estar com pessoas e quando estamos solitários a muito tempo, isso é ainda mais precioso e convidativo. Jacó estava chegando a um novo lugar, seria por ali que ele iria iniciar a sua vida. Ali terminaria uma etapa e começaria outras. Gostamos da verdade vendida pelos publicitários, de que a primeira impressão é a que fica! Deixar uma primeira impressão boa ao chegar é muito bom e se for correspondido, bem recebido e acolhido, então não tem preço. Isso pode nos ensinar sobre nossos relacionamentos com novas pessoas que encontramos quando viajamos e visitamos outras pessoas, familiares, igrejas ou quando participamos de algum evento dentro da comunidade cristã. Pode muito bem servir para receber bem as pessoas novas que se aproximam de nossa comunidade de fé. Os visitantes em nossos cultos e reuniões onde elas são e serão sempre bem vindas. Um poço no meio do campo é uma bênção!

 

Senhor, obrigado pelos cuidados pastorais oferecidos a todos nós, como povo teu e rebanho do teu pastoreio. Obrigado pelas pessoas e igrejas que são verdadeiros oásis de conforto e refrigério para muitas vidas cansadas, que estão procurando socorro e ao nos encontrar, encontrarão também o caminho para saciarem sua sede. Deus seja louvado por todos que calorosamente recebem os que se aproximam. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Caminho

Meditação do dia 25/06/2019 

“Então pôs-se Jacó a caminho e foi à terra do povo do oriente;” (Gn 28.22)

A Caminho – Para efeito de reflexão, os mínimos detalhes significam muito e dali podemos extrair lições preciosas para nossa edificação. Jacó acabara de experimentar sua primeira grande revelação de Deus em sua vida. Ele ficara em estado de graça e quase em êxtase no seu espírito. Fora uma experiencia transformadora e que lhe atrai u para mais perto de Deus. Foi o evento da vida, até então. Entendendo Betel como o grande evento inicial e transformado da vida, entendemos que ele tem seu momento de celebração, mas não é razão para ficar estático ali, esperando que tudo isso continue para todo sempre. Jacó estava num local inapropriado para morar ou permanecer e também ele tinha um destino certo. Saíra de casa com o propósito de chegar em Harã; e também temos que levar em conta que Harã não era um fim em si mesmo; aquele lugar seria o seu ponto de partida para a vida e ministério. Estava lá para trabalhar, encontrar uma esposa, gerar filhos e assim iniciar uma nação, essa era a promessa, a profecia e era isso que estava no seu coração. O motivo das boas experiências com Deus e o sobrenatural é preparar a pessoa para continuar, tomar o caminho já proposto e seguir o seu verdadeiro objetivo. Ninguém deveria viver sem um destino escolhido, traçado e determinado, em que a pessoa estivesse convicto de ali é que deveria gastar suas forças e energias. A vida tem que ter um sentido, um propósito e um destino. Somos peregrinos sim, mas em cada peregrinação individual deve haver uma missão menor, dentro de uma visão maior que completa a parcela de contribuição para a formação do reino de Deus. Para algumas pessoas, isso está dentro de sua vida cotidiana, ao ajudar e cooperar com seus dons e ministérios dentro contexto da sua igreja local. Se você tem um dom ou ministério evangelístico, você deve ganhar almas como ninguém mais! Se você tem um talento para consolidação e discipulado; você deve se empenhar e produzir discípulos que se reproduzem exponencialmente. Se você tem um dom apascentador, deve cuidar das pessoas, mesmo sem tem essa função oficializada ou como um cargo ministerial dentro do quadro de obreiros da igreja. A realização pessoal e ministerial de cada um no corpo de Cristo, não tem nada à ver com cargos e funções eclesiásticas. Os dons clamam dentro da pessoa para serem utilizados; a Seara continua grande como nos tempos que Jesus disse. É no ministério pessoal que cada um se realiza e da sentido de propósito para sua vida. Não espere ser ordenado, consagrado, separado, convidado e empossado. Tudo isso pode vir à acontecer em função de se estar servindo com qualidade e excelência. Se ponha a caminho. Deixe o evento poderoso que marcou sua vida e ande para a terra que no momento é o seu itinerário. Em termos de vocação, a primeira coisa a se pensar é que fomos chamados para nos consagrar primeiramente a Deus e à sua vontade, não a um cargo, uma posição ou privilégio! Betel foi maravilhoso, mas deve ficar para trás, você e eu devemos seguir em frente.

 

Ao Deus Todo-Poderoso, que encontra com seus filhos e servos, proporcionando transformações poderosas em suas vidas, a ti, Senhor, nos consagramos e entregamos o direito de sermos instrumentos em tuas mãos. Pode ser que a nossa herança seja neste lugar onde estamos, mas há treinamentos previstos e necessários em outros lugares e precisamos ver as coisas do teu ponto de vista. Oramos por sabedoria e discernimento espiritual, no nome poderoso de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Dízimo é Gratidão

Meditação do dia 24/06/2019 

 “E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.” (Gn 28.22)

 Dizimo é Gratidão – Falar de dízimo não é um assunto atraente, principalmente vindo de um pastor; mas é um assunto tão bíblico como qualquer outro e faz parte das boas práticas da fé e das disciplinas espirituais que todos os servos de Deus devem cultivar em suas vidas. A primeira citação sobre o assunto foi feito no tempo de Abraão, quando do seu encontro com Melquizedeque, sacerdote de Deus e a quem o patriarca honrou lhe entregando um décimo de tudo o que recuperara em despojos quando foi à guerra para libertar seu sobrinho Ló. Evidencias históricas constam que dizimar já era uma prática antiga nos tempos de Abraão entre os povos e civilizações. Então não se pode atribuir a uma invenção da cabeça de Abraão empolgado por ter conseguido êxito no combate e libertação de reféns daquelas cidades-estados próximos de sua residência. Nem tampouco vale atribuir à Lei dada aos Israelitas. Isso é vereda antiga, acompanha a humanidade e a prática de cultuar a Deus. Com exceção da avareza, não há nenhuma outro justificativa para se negar esse tributo de fé que na verdade nem faz parte do culto, ele É CULTO! O dizimo praticado no cristianismo, tem esse DNA de Jacó e de Abraão; que o fizeram inicialmente (em termos de registro sacro) por gratidão e reconhecimento da presença provedora do Altíssimo. Alguém sabiamente disse que o dízimo é a muralha que o adorador edifica ao redor de si para evitar a avareza. Reconhecemos ao senhorio de Deus sobre tudo o que está em nossas mãos, pois o exercício da boa mordomia nos leva reconhecer que todo pertence a Deus e nós somos apenas e tão somente mordomos, administradores desses bens. Sabemos que todo mordomo precisa agir com responsabilidade e fidelidade, porque os bens são do seu senhor e compete a ele administrar e tornar aquilo produtivo. Quando a nação de Israel esteve longe de Deus e envolvida em desvios de conduta e práticas idólatras e sofrendo por seus pecados, a nação foi exortada pelo profeta Malaquias, para que retornassem para Deus e para as práticas de seus cultos, incluindo trazer “todos os dízimos” à casa do tesouro, para que houvesse mantimentos e provisões para os sacerdotes (M. 3.10). Nos tempos de Nosso Senhor Jesus, ele foi atacado e pressionado, julgado e criticado em todas as áreas, mas ninguém acusou Jesus de não ser um dizimista; pode acreditar, com aquele farisaísmo todo daquelas pessoas, elas não perdoariam e não o insultariam por ser um “mestre” que não cumpria a lei. Eu, não tenho problema com isso – Jesus era judeu, vindo de um lar piedoso e cumpridor da lei e sem dúvida alguma ele era dizimista. Mas não estou tentando de convencer disso; apoio a prática, como algo que só enriquece a pessoa que generosamente reconhece a Deus como dono e senhor de tudo e é aquele que lhe provê tudo e em todas as necessidades. Dizimar é uma forma de adorar e agradecer, sem se apropriar daquilo que pertence pro direito a Deus.

 

Senhor, graças damos por todas as provisões dispensadas para comigo e minha família e também para com a igreja local. Mesmo em tempo de crises e dificuldades, a mão do Senhor continua poderosa e generosa sobre nós. Tudo é teu e o reconhecemos como Senhor dos céus e da terra, o legitimo proprietário, e nos os mordomos e administradores, nosso dízimo sempre será um tributo de louvor e gratidão, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Meditação do dia 23/06/2019 

 “E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus”; (Gn 28.21)

 Quem me será por Deus? – Escolhas, muitas escolhas e é assim que o mundo gira. Não fazer escolha alguma, já é uma escolha. Deixar ou permitir que outros escolham por nós, também é uma escolha. Independente de quais das alternativas a pessoa tomar ou aceitar, ela será responsável por tais escolhas e colherá as consequências como resultado natural daquilo que admitiu como sua preferencia. Para nós, que nascemos num contexto de civilização, informalmente declarados “cristãos,” com pouca variação ou opção de fé para escolher, formou-se um mentalidade da ética e moral judaico-cristão, sem que as pessoas de fato tenham um compromisso com Deus e sua Palavra, e muito menos com sua vontade. Temos religião demais e espiritualidade de menos. Mas hoje, pegaremos um gancho no voto de Jacó, para meditarmos e chegarmos à algum lugar, que esperamos seja uma opção melhor. Para quem gosta de aventuras em trilhas, caminhadas como esporte ou hobby, sabe da importância de um mapa, supondo-se que tal pessoa saiba ler um mapa; sendo assim, não ter mapa nenhum é preferível do que ter um mapa errado. Espiritualmente também precisamos pensar na caminhada da vida, que todos fazem e toda pessoa chegará um dia a um posto de prestação de contas. Jacó, nascera num lar comprometido com Deus, o Altíssimo e seu pai nascera em cumprimento de uma promessa de uma aliança entre Deus e seu avô Abraão. A mãe de Jacó se casou com Isaque, seu pai, numa aventura recheada de intervenções divinas para que os termos da aliança entre Abraão e ele se cumprisse. O próprio Jacó, nascera como resposta de orações do pai e da mãe, e já fora predito que ele prevaleceria contra seu irmão e seria grande e produziria nações e reis. Estamos dizendo, que parece que tudo já estava resolvido e garantido na vida dele, mesmo antes de nascer; ou então que se ele não fizesse nada para mudar, as coisas já seriam boas e bem sucedidas. Mas é claro que não é assim, automático. Nesse encontro espiritual que teve com Deus, ele identificou perfeitamente bem o Deus de seus pais e com quem já tinha algum relacionamento, via sacerdócio paterno, mas agora ele estava estabelecendo o seu próprio relacionamento pessoal. Ele fez um voto em relação à sua segurança na jornada e o desejo de retornar um dia para cumprir seu papel na aliança, sendo o herdeiro legítimo da Terra de Canaã. Contudo ele incluía uma cláusula importante e personalizada no seu acordo com Deus, na qual Esse Deus de Abraão, Isaque, seria também, por vontade pessoal e escolha pessoal, o Deus a quem ele serviria. Ele estava deixando de andar na sombra da fé do pai e avô, para andar com as próprias pernas e levar adiante a aliança divina, não como um fardo ou obrigação recebida dos pais, mas algo que ele queria, assumia e empenhava-se pessoalmente. Anos mais tarde, exatamente já na posse desta terra, Josué, desafiou os descendentes de Jacó: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). Porque você serve a Deus? Quem escolheu, você ou outras pessoas? Já nasceu nessa fé? Pense, ore, escolha!

 

Senhor, tu és o meu Deus, fiz essa decisão ainda na minha juventude-adolescencia e confirmo quantas vezes for necessário, que reafirmo a minha disposição de continuar nesse caminho, que Jesus, a verdade e a vida. Obrigado por me guiar em todos esses anos e me possibilitar crescer e te conhecer mais e melhor. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Voltar em Paz

Meditação do dia 22/06/2019 

 “E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; (Gn 28.21)

 Voltar em Paz – Pensando aqui com os meus botões, se tem alguém, que teve uma vida cheia de tribulação e lutas, esse camarada foi Jacó. Mas isso nos dá motivos de meditar nas experiências dele e assim, divisar em nós e em nossas experiências, as boas práticas que nos alimentarão e servirão de combustível para mais rodagem em nossa jornada. Ele estava em situação difícil em casa, depois dos meios utilizados para chegar na bênção paternal e as relações com o irmão estavam muito ruins. Agora estava seguindo caminho para Harã, uma terra desconhecida e lá reiniciaria tudo do zero. Nessa primeira noite fora de casa teve uma experiência sobrenatural e espiritual que transformaria sua vida para sempre. Ao fazer seu voto ao Senhor, ali naquela manhã, ele lembrou de seu ministério de ser bênção em família e que a sua terra era Canaã, e ele pretendia voltar o quanto antes, mas gostaria de voltar EM PAZ! A definição mais singela de paz, é “ausência de conflitos,” certamente isso é mais bem empregado em termos de povos e nações. Quando pensamos em pessoas e famílias, a idéia de viver em paz, precisa ser mais aprofundada, pois não estar em choque e brigando ainda é pouco para significar estar em paz. Como cristãos, adotamos o Príncipe da Paz como Senhor em nossas vidas e adotamos um estilo de vida pacífico e segundo os ensinamentos apostólicos, dependendo de nós, não haverá conflitos. “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). subentende-se, que seremos provocados, quer por pessoas ou situações e circunstancias para nos tirar dessa posição de descanso e confiança e assim, quando depender de nós, faremos as escolhas de quem não só deseja a paz, mas trabalha por ela. A base de sustentação disso é o próprio Senhor de nossas vidas. Deixovos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27). Quando olhamos para a vivencia de Jacó, lá em Harã, com o tio Labão, entendemos bem que não foi fácil para ele. Se ele recebera um nome com significado de ser alguém trapaceiro, suplantador, ele viu que seus grandes feitos (mal feitos), era coisa de amadores, diante da sagacidade e desonestidade do tio. Ainda bem que não acreditamos em Karma, senão… mas cremos na lei da semeadura, tudo aquilo que o homem semear, isso ele ceifará; e Jacó colheu com gosto e desgosto tudo e mais um pouco do que fizera. Lembrando algo que ainda veremos mais à frente, até instantes antes de encontrar o irmão Esaú, na sua volta, ele viveu conflitos e angústias. Jacó, porém, jamais desacreditou de Deus, de suas promessas e mesmo do seu voto. Assim foi sua vida inteira, até quando foi morar no Egito, com José, as coisas nunca foram fáceis para ele; mesmo assim, ele nunca facilitou para a descrença, incredulidade, murmuração ou entrar em crise. Ele andou em alto nível com Deus e com sua fé. No fim, é isso que conta. Ser aprovado!

 

Senhor, obrigado por dar-nos a sua paz e segurança, ainda que as circunstancias ao nosso redor digam o contrário, para nós, o Senhor continua o mesmo, ontem, hoje e eternamente. A tua fidelidade é inigualável e felizes são aqueles que confiam em ti em todo tempo. Obrigado Espírito Santo por guiar os nossos corações a isso. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Jacó Fez Voto

Meditação do dia 21/06/2019 

 “E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; (Gn 28.19)

 Jacó Fez Voto – Fazer voto é uma prática usual entre os cristãos e isso para quem entende do assunto, sabe-se que é uma coisa séria, é palavra empenhada diante do sagrado e com isso não se brinca. Quanto ainda era seminarista, voltei de férias para casa e num bate papo com minha mãe, ela me contou um sonho que teve, e ela estava associando a um voto que fizera e esquecera de cumprir e ela entendia que o boleto acabara de chegar e na verdade tudo que ela queria era apenas que eu confirmasse o que ela já sabia e confirmei; afinal, prefiro ficar do lado do sagrado! Ela me contou que à uns tempos atrás havia orado sobre algo e caso a resposta fosse positiva, ela iria confeccionar uma toalha de mesa e dar de presente para a igreja, uma congregação quase em frente à nossa casa. Ela recebeu a bênção e tocou a vida. Nesses dias da minha chegada ela sonhara que o pastor da congregação, que por sinal era nosso vizinho, chegou para ela com uma toalha de mesa toda podre e esburacada, imprestável e sem conserto, pedindo que ela consertasse porque era a única que a igreja tinha e estava naquele estado lastimável. Não era preciso ter dom de discernimento e muito menos receber uma revelação sobre o significado do sonho. Ela cumpriu sua promessa imediatamente. Jacó se viu diante do Senhor e sendo contemplado com tantas bênçãos, ele entendeu que seria plausível fazer um voto e ele o fez. Os versos seguintes concluem a narrativa dos termos onde ele invoca a bênção da continua presença e companhia na viagem, provisões básicas de comida e vestes, o que para nós também se subentende, um teto para viver e um feliz retorno à casa dos seus pais; a parte dele seria em ter ao Senhor por seu Deus; aquela Pedro erguida como coluna, seria um local de adoração, e se comprometeu a ser dizimista em tudo que ganhasse.  Sabemos que ele cumpriu sua promessa, e o fez porque o Deus Altíssimo, que o conhecia antes dele nascer já tinha tudo planejado e sempre seria fiel à sua Palavra. Nos tempos de Salomão ele deixou um sábio conselho sobre votar: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. melhor é que não votes do que votares e não cumprires” (Ec 5.4,5). Nós, somos daqueles que cumprem a palavra diante de Deus e do próximo. Voto deve ser algo sério que demanda uma medida de consagração e dedicação valiosa. Mas precisa-se fazer uso da sensatez, para não incorrer em emoção demais e vontade de menos e depois não ter como cumprir o que foi votado.

 

Senhor obrigado pela lição que podemos aprender da experiência de Jacó naquela manhã do encontro contigo; ele teve sua vida transformada, e respondeu com dedicação e honrou ao Senhor com sua vida e seus bens, estabelecendo uma generosidade de quem reconhece a ti como Senhor e soberano sobre tudo, incluindo a vida financeira. Agradecemos em nome de Jesus pelo suprimento de nossas necessidades de forma tão abundante em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Um Memorial

Meditação do dia 19/06/2019 

 “Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela.(Gn 28.18)

 Um Memorial – Como o nome mesmo diz, é algo para se manter na memória; algo para se lembrar. Alguma coisa aconteceu ali, ou em função de tais feitos é erigido um monumento para marcar ou para celebrar aquilo, eternizando assim o que se pretende. Para nós cristãos, a Ceia do Senhor e um Memorial até que ele venha para buscar a sua igreja. Celebramos sua morte e ressurreição como sacrifício vicário único, total e suficiente para nossa redenção e olhando para o futuro, aguardamos a sua volta, então até que isso aconteça, celebramos a Ceia em memória dele e de sua obra. Embora isso possa ser de tamanha importância como a Obra da Redenção, também pode ser algo simples e corriqueiro. As celebrações de bodas de casamento, reafirmam o princípio. Celebrações de aniversários, datas importantes para a pessoa, família, ou estado, são marcas que relembram ou remetem a alguma coisa importante. Isso pode ser materializado com monumentos, obeliscos, estátuas, placas e outros mais. Jacó levantou-se bem cedo, ainda de madrugada, naquela noite especial de encontro com o Senhor e ratificação das alianças patriarcais, que Deus reafirmara com ele em sonho nessa noite. Assim que se levantou e tomou ciência de tudo e da importância de tais fatos, ele tomou a pedra que usara como travesseiro, possivelmente de formato achatado, mas um tanto quanto maior em cumprimento, fixando de alguma forma para que permanecesse em forma de coluna e consagrou-a como sendo algo sagrado de agora em diante e também tornando aquele lugar em lugar especial devido o seu encontro com Deus. O derramar do azeite sobre a pedra, evoca ao sagrado por testemunha do que se estava fazendo ali. Para nós, significa a presença e a atuação do Espírito Santo em nossas vidas e nas tarefas que Deus nos dá. A prática de levantar monumentos era muito comum já naqueles tempos, não sendo uma invenção de Jacó. Na lei dada aos hebreus no Êxodo, houve regulamentação para evitar a prática da idolatria, como era normal entre os povos com quem Israel manteria contatos. “Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus”  (Lv 26.1). Mas nem todo memorial encaminha para a idolatria ou práticas erradas. Jacó estava marcando um fato determinante, significativo e de relevância para ele e seu futuro. Quando Deus opera algo maravilhoso em sua vida, uma cura, ou livramento em um acidente de carro, por exemplo, você vai e testemunha na igreja a bênção recebida e incentiva os demais a confiar no poder e no amor de Deus por eles. Aquele testemunho (depoimento) é um memorial. Quando você convida pessoas para uma confraternização, por gratidão a determinado acontecimento (novo emprego, promoção), isso é um memorial. Quando você vai comer pizza com a família, porque as notas dos filhos vieram boas, isso é um memorial. Quando você ora e pede algo a Deus e aquilo se confirma, e você celebra, isso é um memorial. Na Lei, Deus instituiu determinadas festas anuais, para serem celebradas todos os anos, em perpetuidade, de geração em geração…. isso são memoriais. Descubra os que você já tem e outros que podem ser levantados, que demonstram sua gratidão e reconhecimento em sua vida.

 

Senhor, sou grato pela minha salvação alcançada em Cristo Jesus, quando ainda jovem e assim pude dedicar toda a parte produtiva da minha vida ao teu serviço e hoje, tenho muita alegria por tudo que aconteceu e por tantas bênçãos e vitórias. Oro por um avivamento na vida dos meus irmãos para que eles tenham a oportunidade de lembrar os teus grandes feitos para com eles e muitos memoriais serem levantados para glória do Altíssimo, o Criador dos Céus e da Terra. Memoriais que determinam como começaram e como estão hoje e indicam os caminhos para as próximas etapas que estão por vir. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Betel, a Casa de Deus

Meditação do dia 17/06/2019 

 “E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.(Gn 28.17)

 Betel – A Casa de Deus – Ao acordar do seu sono e rever o sonho que tivera, revolucionou a vida de Jacó. Ele ficou chocado, impactado com a constatação de que estivera e estava num lugar muito especial. As suas conclusões embora fruto do temor que lhe fora infundido, não estavam fora da realidade espiritual. Ele realmente estava na presença de Deus de uma forma que nunca percebera antes. O meio de se conhecer a Deus e as verdades espirituais acontecem a nível de espírito e por revelação. Não se aprende verdades espirituais por meios e mecanismos intelectuais ou de raciocínios. “Tudo por meu Pai foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Lc 10.22). Quando Jesus perguntou aos discípulos quem eles diziam que ele era, a resposta de Pedro não só fora a melhor, como também não procedera dele ou de suas observações; ele recebera uma revelação divina. “E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus” (Mt 16.17). É muito comum as pessoas desejarem aprender a Palavra de Deus pelos mesmos processos mentais e intelectuais pelos quais aprendem todas as demais ciências e habilidades e não funciona assim. Ou pessoas letradas, cultas, doutas, tentarem por esses meios captarem verdades espirituais da Palavra de Deus e também não flui nada. Deus é espirito, e só interage com espírito, é adorado em espírito e se revela por esse mesmo canal. A Palavra de Deus também é espirito e assim, o meio mais acessível a ela é pelo espírito, preferencialmente cheio do Espírito Santo. Como vivemos num plano físico, com um corpo físico e desenvolvemos mais e lidamos quase o tempo todo com as coisas físicas, mentais e emocionais, precisamos aperfeiçoar os meios espirituais de acesso a Deus e à sua Palavra. É uma dádiva, uma permissão divina que nos conecta ao plano espiritual; quando investimos tempo em oração e comunhão com ele, em adoração e louvor constante, ficamos muito mais sensíveis as manifestações espirituais e assim temos contato com as realidades espirituais. Jacó estava tendo a sua primeira grande experiência, e foi chocante, na verdade ele ficou apavorado. A experiência nos parece terrível, num sentido bom, mas consumidora e a parte física não é tão resistente diante da força espiritual que se manifesta pela presença de Deus. A impressão de Jacó fora a de que se deitara na porta da casa de Deus, bem na porta dos céus! Betel é a experiência inicial da vida das pessoas, onde elas encontram e conhecem a Deus. É uma experiência transformadora e daqui para frente virão outras tantas oportunidades, para aperfeiçoar a pessoa nesse relacionamento. Como dizem as pessoas sobre a primeira vez, que a gente nunca se esquece, isso vale e muito para o primeiro encontro com Deus. Veja bem, isso não tem ligação com quanto tempo se frequenta igrejas, se vai ao monte ou ao vale, participa de vigílias, campanhas, votos e propósitos. Betel é primeira e mais marcante experiência, é o encontro com Deus, pessoal e individual. É só sua, é só minha! Deus e eu! Deus e você!

 

Senhor, obrigado por se revelar a nós, teus filhos. Precisamos te conhecer e a melhor forma é tua mesma, por revelação do Espírito Santo. Oramos por experiências como esta para cada um e todos nós. precisamos te conhecer pessoalmente e termos a nossa vida impactada e transformada definitivamente. Jesus, pedimos isso em teu nome, amém.

 

Pr Jason

Acordando do Sono

Meditação do dia 17/06/2019 

 “Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia.(Gn 28.16)

 Acordando do Sono – No mundo das finanças e investimentos a uma máxima muito respeitada que diz: “Ausência de evidencia não é evidencia de ausência.” O fato de Jacó acordar do seu sono e constatar que Deus estava naquele lugar, não significa que antes dessa percepção Ele já não estava lá. A percepção de Jacó apenas constatou um fato real, que a fé resolveria sem problemas. Não foi apenas Jacó a apresentar esse comportamento; pois o vemos constantemente se repetindo entre os irmãos ao nosso redor nos círculos cristãos. Quanto maior o grau de envolvimento com um tempo devocional de qualidade, de adoração verdadeira e intimidade com o Senhor, maiores são as probabilidades de experiências novas de revelação da majestade divina. Porque alguém adquire só hoje uma experiência de encontro com o Senhor, não significa que estava longe ou sozinho na sua jornada e só agora Deus se apresentou. Figuradamente quem estava dormindo era Jacó e não Deus. O mesmo se pode pensar e declarar sobre nós na atualidade. Cremos que Deus é soberano, supremo, que em sua sabedoria ele guia e dirige tudo em santo amor e acima de tudo é Onipresente. Enquanto Deus está atendo e cuidando de tudo, nos envolvemos em atividades que atrai a atenção para outras coisas e depois ficamos surpresos com uma possível revelação da pessoa do Senhor nosso Deus. Acordar de sonhos tem muitas conotações e acepções nas Escrituras; como cada caso é um caso, podemos começar pela parte mais simples, como aqui, Jacó estava literalmente dormindo e sonhando e pela manhã acordou e aí sim se notar que estava consciente de que sonhara e tanto no sonho, quanto na realidade, Deus estava presente e isso era notório. No Salmo 126.1 aparece a expressão, mas agora com um sentido de despertar-se para uma realidade tão boa que até parece sonho. Foi o retorno do povo do cativeiro. “Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.” Pensando no caso de Jacó isso é animador, porque ele não era alguém negligente, não estava fugindo de qualquer responsabilidade; ao contrário, estava indo em direção ao seu projeto de vida e de constituir uma família para viver as promessas de Deus e perpetuar as alianças já estabelecidas e agora, conhecidas dele, por uma revelação muito pessoal. Esse acordar aqui é um passo à mais na experiência de vida e de relacionamento com Deus. Assim, acordar é bom, estamos progredindo em direção aos alvos de Deus para nossa vida.

 

Senhor, obrigado por falar conosco em todo tempo e ter uma maneira toda especial de lidar com cada um de seus filhos. Isso renova e reforça a nossa fé e convicção de que estamos servindo e construindo o teu projeto. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason