Efraim Diante de Manassés

Meditação do dia: 19/01/2020

 “Assim os abençoou naquele dia, dizendo: Em ti abençoará Israel, dizendo: Deus te faça como a Efraim e como a Manassés. E pôs a Efraim diante de Manassés. (Gn 48.20)

Efraim Diante de Manassés – O Deus imutável, capaz de criar e gerenciar leis imutáveis e inalteráveis de precisão cirúrgica num universo de dimensões imensuráveis, também altera situações e ordens quando precisa sem que isso intervira no girar da roda da vida. Ele presa muito pela hierarquia e mesmo sendo soberano, sabe e respeita a pessoa em autoridade ainda que seja um mero mortal. Mas ao mesmo tempo ele se opõe a qualquer prepotente que se arrogue a ser mais do que é. Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6). em toda a Escritura Sagrada, somos instados a reverenciar os mais velhos, valorizar a primogenitura e respeitar as autoridades; mas não é esse o primeiro caso em que Deus preferencia uma pessoa mais jovem em detrimento do mais velho. Claro, que isso não ter nada à ver com salvação e vida eterna que são passos que as pessoas individualmente tem que tomar e são exercícios de fé. Mas na própria família, Jacó, mesmo sendo gêmeo com Esaú, levou vantagem sobre o irmão e a herança paterna em termos de alianças ficou ele. Entre seus filhos, Ruben era o mais velho mas por comportamentos desrespeitosos, perdeu o posto e o entre os doze, o que mais se sobressaiu foi Judá, que era o quarto filho. Mas o status de levar o dobro da herança ficou para José, através das duas tribos de Manassés e Efraim, que estamos vendo agora, que o mais novo também logrou êxito sobre o irmão mais velho. Situações que hoje exigem estudo de casos, e até mesmo dá para tese de mestrado e doutorado, sobre comportamento humano. Mas há coisas complicadas para se tratar, quando se tenta apropriar de verdades espirituais com atitudes emocionais ou intelectuais. E são coisas que teoricamente sabemos que não se misturam. Estou me referindo aqui, à bênção proferida por Israel ao netos. Isso é atividade espiritual de ministração sob autoridade de Deus. Se alguém olhar e tomar o ato espiritual do ponto vista comportamental, psicológico da atualidade, ele vai entender que não há bênção nenhuma, mas apenas uma atitude reprovável de buling e preconceito, rejeição de uma pessoa em detrimento de outra. Cuidado com o ponto de vista de quem lê, escreve, prega, ensina, publica e influencia. Segundo o apóstolo São Paulo “coisas espirituais se comparam com coisas espirituais.” As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido (1 Co 2.13-15).

Senhor, obrigado por ser Senhor e Soberano sobre tudo e sobre todos. O direito da eleição é teu e o exerces de forma maravilhosa e não afeta o teu amor e nem os teus planos eternos para vida. O que precisamos é de sabedoria espiritual para discernirmos o espirito da Palavra e como foi que aquela verdade foi assimilada e acolhida naqueles corações que eram piedosos diante de ti. Nos curvamos diante de tua majestade e mão poderosa que conduz todas as coisas. Entendemos e aceitamos que do teu jeito é sempre melhor e o Senhor tem razão. Somos servos e podemos nos orgulhar disso, pois servimos a um Deus grande, amoroso e generoso, que tem alianças de bênçãos e que os teus propósitos sempre se cumprem. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Pais Sabem

Meditação do dia: 18/01/2020

 “Mas seu pai recusou, e disse: Eu o sei, meu filho, eu o sei; também ele será um povo, e também ele será grande; contudo o seu irmão menor será maior que ele, e a sua descendência será uma multidão de nações.” (Gn 48.19)

Os Pais Sabem – Há uma fase na vida da criança, em que os pais são seus heróis; eles sabem tudo, podem tudo, tem todas as respostas, protegem como ninguém, sabem fazer coisas incríveis e criam receitas deliciosas e compreendem as dores e medos e improvisam soluções… meu pai, meu herói! Ali, se cria um elo muito forte de admiração e respeito pela figura de alguém sempre presente e muito capaz. Ela também é boa para os pais que se sentem valorizados e admirados e atenua aquela insegurança da paternidade, onde todos se perguntam: “será que vou dar conta?” exceções à parte, todos passamos por isso, quem já é pai esteve dos dois lados da fase. Mas como o próprio nome já diz “fases” passam, e com elas lá se vão nossos sonhos de permanecer no Olimpo da vida dos filhos. À medida que eles vão crescendo, novos horizontes vão se descortinando e novos heróis vão surgindo e vamos ficando longe nessas preferencias. Com a maturidade, vem também a outra fase, que é voltar a admirar os pais pela sabedoria e capacidade de prevalecer contra as adversidades. Muitos deles com bem menos recursos e potencialidades, criaram uma família inteira, bancando tudo e se virando nos trinta e entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Voltamos a reconhecer que realmente o velho era bom mesmo. Fora dessas questões de fases emocionais pueris ou de maturidade, os pais foram talhados por Deus para cumprir funções muito importantes na vida dos filhos, para cria-los e guia-los por veredas que são tão eternas quanto a própria sociedade humana. Como temos compartilhado várias vezes, há coisas que não temos como ensinar, apenas se pode aprender; isso pode ser aplicado à paternidade. Quando chega a nossa vez, começamos a entender muita coisa da vida e do comportamento dos nossos pais; agora aquelas coisas começam a fazer sentido. Fatos e atos que se repetem com frequência, leva á perfeição ou melhoram com o tempo. Praticar sensibilidade e simpatia em família estimula relacionamentos saudáveis de criatividade e confiança. Mesmo quando não sabemos as respostas ficamos felizes em saber que fomos ouvidos, ou ouvimos; quando oramos juntos e buscamos respostas, nos alegramos nas bênçãos e sofremos nas perdas e crescemos juntos. Israel colocou as mãos trocadas na imposição sobre os netos, isso é coisa que não se vê todos os dias; provavelmente nem mesmo Israel sabia porque estava fazendo daquele jeito, mas ele estava seguindo uma intuição interior tão forte que equivalia a saber; e foi isso que ele disse a José: Eu o sei, meu filho, eu o sei… Por isso defendemos ardorosamente o ato dos pais abençoar seus filhos. Não é dizer: ‘Deus te abençoe, meu filho.’ Mas uma condição, uma atitude de fazer uso da força interior do Espírito Santo, para proferir uma ordem de autorização capaz de prevalecer sobre o natural e esperado, para criar um universo de bênção e favor divino sobre a vida dos filhos. Fazer declarações de fé, do tipo: Eu abençoo você com…. declaro em fé que…. invoco sobre ti…. como dois rapazes jovens e solteiros, diante do pai e avô e este dizer, esse aqui será um grande povo e abençoado, mas este aqui também será e maior ainda que este outro. José não sabia, mas Jacó sabia, como ele sabia eu não sei, mas ele sabia! Eu incentivo isso aqui na Monte das Oliveiras, os pais orarem por seus filhos e ajuda-los a encontrarem os propósitos divinos para eles. Se Deus não guiar os pais para isso, quem é então que poderá receber e fazer essas ministrações? São os pais sim! Se cremos que esse texto é verdadeiro, então ele deve fazer parte disso: Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta. (Sl 127.3-5). Se Deus nos confiou os filhos, é certo que ele nos capacita a ser bem sucedidos como pais. Isso faz sentido para você? Para mim, faz!

Senhor, obrigado pelo privilégio da paternidade, onde aprendo e cresço e ainda posso ser útil. Sou grato por vindo de uma família funcional e abençoada, onde meus pais foram e são modelos ainda hoje, tanto para nós filhos, quando para as novas gerações. Obrigado pelas muitas lições que a tua Palavra libera para nos capacitar na experiência de viver a tua vontade e facilitar o ministério paterno aos nossos filhos. Oramos por eles, como o rebanho primário que está sob nossos cuidados e assim sendo bem sucedidos como pais, poderemos já estar ensinando eles a serem eficientes e construtivos nos caminhos do Senhor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Bênção

Meditação do dia: 17/01/2020

 “O anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes, e seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus pais Abraão e Isaque, e multipliquem-se como peixes, em multidão, no meio da terra.” (Gn 48.16)

A Bênção – O livro de Gênesis é o primeiro da Bíblia e por muitas razões tem esse nome, pois registra a gênesis de muitas coisas. É quase possível dizer que tudo que conhecemos e muita coisa que ainda não sabemos, tem o seu início aqui nesse livro. De vez em quando descobrimos uma nova verdade ou princípio que aqui se iniciou. Até que alguma coisa seja feita ou praticada pela primeira vez, não há um manual de funcionamento e nem regras para replicar; então algo surge, algum tempo depois o modelo é copiado, repetido e vem a se tornar um padrão e ou dali deriva os próximos passos. Uma sociedade humana que se inicia com duas pessoas, tem sérias limitações, ao mesmo tempo que a demanda é também muito pequena. Descobrir quem foi que iniciou a saga de abençoar é fácil, pois Deus foi criando e abençoando o que fazia e assim isso chegou ao homem, que viveu por um bom tempo em estreita relação de amizade e comunhão com o Criador. E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra (n 1.22,27,28). Assim, sendo, a origem do homem é divina, e o aprendizado de coisas boas veio da observação, tal qual o pecado e o mal veio do distanciamento e do pecado de rebelião contra a vontade conhecida de Deus. Ao ser criado e abençoado ele também recebeu mandatos de procriação e multiplicação, domínio e governo sobre a criação e sem dúvida alguma a idéia de tudo isso acontecer dentro de um círculo de bênçãos. Uma pessoa abençoada produz uma família abençoada que produz uma sociedade abençoada, que trás essas marcas para tudo o que empreende. O progresso, a prosperidade, a felicidade, a boa gestão e bom uso dos recursos faz parte de um processo de vida e bênção. Vida está associado a bênção, a Deus; assim como morte e destruição estão associadas ao mal e ao pecado, à ignorância. Israel invocou a bênção que já fazia parte de uma linhagem de bênçãos projetada por Deus, desde a promessa primeira de redenção ainda no Éden, logo após o pecado aparecer, e foi sustentado até uma aliança pessoal, imutável e intransferível com Abraão e seus descendentes. Os filhos de José eram o quinto elo dessa corrente. Sugiro que cada leitor ore e busque informações de suas origens espirituais, quem foram os primeiros convertidos na sua linhagem, as suas características, os desafios, as vitórias e assim você pode construir um legado histórico e conta-lo a sua próxima geração. Eu me converti primeiro que meus pais e ajudei nos passos deles rumo à Cristo, influenciei minhas irmãs, mais novas que eu e me casei com uma pessoa que vinha de uma linhagem mais longa de fé, o avô dela já era cristão antes dela nascer. Veja, que minhas duas filhas tem um legado diferente do meu e uma história espiritual mais consolidada, que poderão passar adiante. Estude a sua história ou construa uma nova, agora que sabe o quanto isso é maravilhoso e faz parte de algo muito intenso no coração de Deus.

Pai, obrigado por ter uma história para contar e bênçãos muitas, pois fui alcançado em tempo oportuno e favorável. O Senhor me deu a oportunidade de escrever uma nova história e reescrever a história da família tal qual a recebi. Abençoe os passos da nova geração e sustente-a tal qual foi comigo. Sou grato por conhecer a verdade e ser liberto por ela e a busca pela excelência foi uma meta maravilhosa na minha caminhada de fé. sou grato pelo perdão e restauração e feliz por segundas oportunidades em muitas ocasiões. Cada um dos teus filhos tem e estão escrevendo suas histórias e em todas elas tem a marca da redenção em Cristo. O grande valor da nossa história é a tua presença nela. Obrigado pela bênção  na minha vida, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Legado

Meditação do dia: 16/01/2020

 “E abençoou a José, e disse: O Deus, em cuja presença andaram os meus pais Abraão e Isaque, o Deus que me sustentou, desde que eu nasci até este dia;” (Gn 48.15)

Um Legado – Não sei precisar em termos de horas, quanto tempo José, seus filhos e Israel passaram juntos naquele quarto, nesse dia de abençoar os meninos. Mas parece que o tempo não passou tão depressa, ou isso não fazia o menor sentido. Mas sei que a preciosidade daqueles instantes, juntos tem uma profundidade e uma riqueza espiritual tão imensa, que precisaremos muitas e muitas meditações para mais lições e mais aprendizado. Isso, claro, não contando aqueles momentos em que o silencio é tão eloquente, ou um olhar diz muito mais do que um discurso inflamado e um toque na mão, no ombro, um afago nos cabelos, um toque no queixo, um aperto na bochecha, um apertar de nariz nas crianças; coisas da intimidade e carinho entre familiares em situação de afetividade. Ainda penso nos olhares fixos no chão, pelos meninos enquanto os adultos falavam. Vou até criar um exercício de raciocínio: Ali estavam dois pais, três filhos, dois irmãos, dois netos e um avô, num momento único, que ficou eternizado. Israel, ao abençoar os meninos, ele invocou sobre José, o grande legado de sua vida e a razão de tudo pelo qual ele batalhou, sofreu, lutou e perseverou. Ele tinha uma aliança com o Deus de seus pais Abraão e Isaque; que um dia impuseram as suas mãos e abençoaram a próxima geração, que levaria adiante um legado de muita responsabilidade, para fazer diferença na história de todos os povos e todas as nações em todos os tempos. Ele sabia, pois era um adolescentes de dezessete anos, quando Abraão foi recolhido por Deus e sepultado por Isaque e Ismael e ele e Esaú estavam ali, vendo uma lenda viva da fé, encerrando a sua jornada vitoriosa e deixando bem encaminhado a sua tarefa. Israel, podia lembrar-se de como ele chegou a ter as mãos de Isaque sobre sua cabeça e proferindo a bênção, mesmo que ele trapaceara para ter os resultados, o preço por aquilo fora de fato muito grande e sobrou sofrimentos e solidão para mais gente do que só para ele. Agora, estava chegando a sua hora e tinha muitas cabeças para impor as mãos e proferir a bênção em nome de seus antepassados que andaram na fé e esse mesmo Deus, andou com ele e o sustentou por todos os anos de sua vida. Esse tipo de reconhecimento é rico e poderoso. Todos, desde então, não começaram nada sozinho, pois sempre houve gerações antes de nós e por razões que desconhecemos, passaram um legado para nós e encontramos a porta da salvação e o caminho de significado de identidade e destino para uma vida repleta de significados e propósitos. Há coisas que nunca (embora nunca seja muito tempo) iremos entender, mas podemos crer e aceitar como parte da bondade de Deus. É uma verdade que quanto maior o nosso conhecimento, maior o nosso universo e não é por acaso, que somos servos do Senhor e criador do universo. Como Israel, também fomos nascidos para algo muito especial e grande, grande o bastante para ser maior do que nós e pelo qual vale a pena viver e morrer, desgastar-se totalmente na sua realização. Como a moral daquelas parábolas de Jesus ensina: Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a (Mt 13.44-46). Tudo por um reino!

Senhor, que as lições daquele encontro de família, que produziu tanta riqueza para o Reino dos Céus, nos inspire a valorizar o nosso legado espiritual, que em Cristo se tornou nosso, como agora descendentes de Abraão, e herdeiros pela fé, pois andamos nas pisadas dele. Legado é bênção, é herança forte e eterna que a fé nos permite desfrutar e passar para frente. Israel agradeceu pela herança recebida de Abraão e Isaque e agora ele a passava para José, Efraim e Manassés – ele passou adiante como recebera. Em nome de Jesus, faremos isso no nosso tempo e na nossa vez. Amém.

Pr Jason

Propositadamente

Meditação do dia: 15/01/2020

 “Mas Israel estendeu a sua mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos propositadamente, não obstante Manassés ser o primogênito.” (Gn 48.14)

Propositadamente – Vamos pensar juntos um pouquinho sobre a atitude de Israel no processo de abençoar seus netos. Temos que olhar um texto bíblico ou qualquer texto do passado, com um olhar de quem viveu aquele momento. A reta interpretação exige que entremos no pensamento do autor, para que consigamos ver as coisas pelo mesmo prisma que ele. Quando nossa mente consegue perceber na mesma sintonia que as pessoas ouvintes, leitoras ou circunstantes da época entenderam, então verdadeiramente chegamos à verdadeira interpretação e compreensão do texto. Isso está diretamente ligado àquilo que me referi na meditação anterior sobre a capacidade de compreender e extrair riquezas dos textos, fazendo uso dos equipamentos e ferramentas disponíveis na nossa realidade atual. Nossa mente está programada, digamos com lentes da atualidade e vemos tudo por essa ótica, e assim, ficamos privados de aprendizagem real, porque aquilo que enxergamos é diferente daquilo que vivemos na atualidade. Um exemplo: vamos nos imaginar lá no Jardim do Éden, pouco depois da criação de Adão; estamos observando ele, mas ele não pode nos perceber, somos expectadores. Adão está com sede e é a primeira vez na vida dele e nesse mundo que alguém tem sede; o que ele faz? Ele nunca bebeu água, não tem copo, nem canudinho, ele nunca viu alguém utilizando as mãos como conchas para beber. Veja, já estamos pensando e falando de tecnologias, ferramentas, instrumentos, artefatos, utilidades domésticas e naquele primeiro dia não havia isso. Problemas produzem soluções. Ele precisa utilizar a sua inteligência e criatividade para solucionar problemas e facilitar a vida. Percebeu que ainda é assim até o dia de hoje? Surgem problemas e situações que nunca enfrentamos e a solução está dentro de nós, ou criamos a resposta ou vamos atrás de alguém que já passou por isso e resolveu. Os humanos podem acumular conhecimento e experiências e passar já de forma adiantado para as próximas gerações, não precisamos aprender tudo de novo seguindo o instinto a cada nova geração. Se formos literalmente olhar Israel naquela reunião, do ponto de vista atual, já diríamos que ele está cometendo um erro muito grave, ao preferenciar um neto em detrimento de outro; isso causa um trauma terrível na criança e ela crescerá frustrada, baixa auto estima, propensa a depressão e com estímulos negativos de que não importa o que ela fizer ou quanto se esforce, ela nunca será boa o suficiente como o irmão; ele sim é o cara! Em nossos dias, seria “normal” se um dos nossos adolescentes ao ler esse relato dissesse: “Se fosse comigo, eu odiaria o vovô pra sempre!” ou então ele ficaria enfurecido e iria passar o resto da sua vida tentando provar que o velho não sabia de nada e que ele seria melhor que o irmão à qualquer custo. Poderia criar uma rivalidade e competição desmedida entre os dois. Um crítico moderno dirá que a Bíblia estimula comportamentos segregadores e hostilidade familiar. Toda essa coisa, tem bem menos de cem anos e os adeptos das tais ciências comportamentais tem produzidos mais problemas que soluções para a humanidade.
A educação e os bons princípios daqueles dias de José e seus filhos, produziam nas crianças o compromisso com o respeito a autoridade e sabedoria dos pais e avós e assim, eles ansiavam pela bênção deles para que soubessem o melhor caminho para cumprirem o seu propósito de vida. Saber que um e outro teriam caminhos distintos na vida não feria e nem desanimava ninguém. Eles não esperavam vida fácil e moleza, se beneficiando da lei do menor esforço. Sabiam de seus destinos e do papel que lhes cabiam e as palavras dos anciãos os direcionavam para a maturidade e busca de sentido e propósito. Israel, propositadamente impôs suas mãos seguindo a orientação do seu coração, pelo Espírito de Deus, para dizer que seriam duas tribos vencedoras, uma seria maior que a outra, mas significa pior, ruim, maldita, inútil e amaldiçoada. Esse excesso de busca de razão do fracasso é uma mera desculpa para não servir e buscar a excelência. Ser menor ou maior diante de Deus não desqualifica, aprova ou reprova, senão pelos pecados cometidos. Como diziam os antigos, olha para a sua mão, nem todos os dedos são iguais. Você precisa ser você! Precisa cumprir o seu propósito! Não é se medindo e comparando com os outros. Voltando à nossa mão, cada dedo tem e cumpre funções que o outro não faz e a habilidade de um completa a necessidade do outro e o corpo todo é beneficiado e na ausência ou inoperância de um, os outros se desdobram e se adaptam para suprir sem achar que está sendo sobrecarregado. Isso é corpo. Voce consegue entender isso? Olha o que Paulo ensina:
Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários (I Co 12.18-22). Atente para o texto sublinhado! Só e tudo isso!

Pai, obrigado pelas lições de sabedoria e capacidade de solucionar problemas que tens e utiliza delas para nos instruir e estimular a criatividade. Graças a tua generosidade, a obra da redenção está ativa e produzindo frutos para a eternidade, como é a tua vontade e o teu propósito. Abençoado seja a compreensão de cada dia que alcançamos pela tua Palavra e ajuda do Espírito Santo. Obrigado pela vida de Jesus operar em nós poderosamente. Em nome dele oramos, amém.

Pr Jason

De Mãos Trocadas

Meditação do dia: 14/01/2020

 “Mas Israel estendeu a sua mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos propositadamente, não obstante Manassés ser o primogênito.” (Gn 48.14)

De Mãos Trocadas – Aqui, nós vamos pensar sobre uma coisa muito simples, mas nem tanto. Poderíamos tão somente divagar sobre imposição de mãos – por que não? Mas também poderíamos falar sobre intuição – concordam? Também poderíamos abordar os dons espirituais de revelação, (se me permitem usar esse termo). Já num campo bem mais familiar, até poderia falar sobre “manias de velhos.” Ainda assim sobraria assuntos que todos nós gostaríamos de mencionar que não seria fugir do tema e nem deixar de ser genuinamente bíblicos. Alguém já poderá ter pensando que falar sobre respeito aos mais velho, cairia muito bem aqui também. Tem razão, é verdade. Não estou brincando com vocês e nem exercitando a criatividade, mas conduzindo vocês a fazerem bom uso das muitas possibilidades de se meditar num texto bíblico, que numa primeira leitura o texto parece tão simples que nem tem tema algum que possa ser escrutinado. Fico muitas vezes fascinado quando alguém vai fazer uso da palavra para ministrar e tem uma sacada genial de um texto simples, que nos surpreende e deixa o nosso coração extasiado com a sabedoria contida na Palavra de Deus e que embora já tenhamos cavado ali muitas vezes, chega alguém com uma ferramenta mais simples do que a nossa e escava e tira preciosidades maravilhosas, que a gente fica boquiaberto e não tem como não exclamar: “Como eu nunca tinha visto isso por esse ângulo?” Gosto de ilustrar aos alunos ou ouvintes sobre a arte de preparar e entregar sermões (Homilética), que cada pregar é como um construtor, que recebe uma quantidade de materiais para construir; O que cada um produz, depende da capacidade e criatividade. Enquanto um faz um barraco, outro faz um castelo. Com o estudo da Bíblia também é assim. Quem sabe aproveitar mais e melhor os muitos materiais e a versatilidade deles, produzem coisas tremendas. Outra comparação prática e muito próxima de todos nós, é uma boa cozinheira, como nossas mães, avós e tias, etc. Com algumas sobras e um pouco de ingredientes elas produzem delícias que ficam na memória da gente por toda a vida. Nesse texto, eu gosto muito de ver a reação produzida em José, pela maneira nada habitual que seu pai iniciou o processo de abençoar seus filhos. Quando um mais novo começa a fazer algo de forma não usual, os mais velhos, dizem: “Não é assim que se faz. Não foi assim que te ensinei!” Mas quando eles quebram a ordem estabelecida, que conhece o caráter e a capacidade da pessoa, fica apenas observando e se perguntando: “O que será que ele tá fazendo!?” Imagine Israel perguntando: “Quem quer ser abençoado com a mão esquerda? Quem quer ser abençoado com a mão direita do vovô?” Não faz sentido. Mas ali havia lições a serem ensinadas e lições a serem aprendidas. Feliz aqueles que mantém seus corações abertos e desejosos de aprenderem, sem estar viciados ou contaminados pela retórica do usualmente correto. Pode ser que nossos conceitos não passem de “preconceitos.” Para mim, acho que ser abençoado pela mão esquerda de Israel é bem melhor do que com a direita de Esaú.

Pai, obrigado por nos fazer crescer e amar a verdade e a justiça e desejar experimentar o melhor daquilo que tens para nós, que é Jesus. Fomos abençoados por aquele que se assenta à destra do Todo Poderoso e lá na cruz ele estendeu os dois braços e teve as duas mãos perfuradas, para nos trazer a cura, a saúde, a libertação, a vitória e a proteção que há para todos que nele creem. O sangue de Jesus nos garante uma proteção plena e eterna e pela fé temos o estender de suas mãos sobre nossas vidas. Quem está nas mãos de Cristo está bem e ninguém lhe toca e ninguém o arrebata dali. Nesse nome a poder e nessas mãos há bênçãos para todos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Da Maneira Certa

Meditação do dia: 13/01/2020

 “E tomou José a ambos, a Efraim na sua mão direita, à esquerda de Israel, e Manassés na sua mão esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele.” (Gn 48.13)

Da Maneira Certa – Do jeito certo depende do que estamos falando ou como as coisas são vistas em determinadas circunstancias. Quem o livro Senhores da Terra, de Don Richardson, sobre aqueles nativos lá da Papua, fica impressionado com aquela civilização que tinha os valores de traição, como uma grande virtude. Quanto maior a capacidade de trair um amigo ou pessoa de confiança, melhor era a pessoa. Não à toa que ao ouvirem o Evangelho, eles se apaixonaram logo de cara por Judas Iscariotes. Nas minha infância no interior de Goiás, recordo dos costumes dos antigos que eram repassados e aí de quem quebrasse um protocolo daqueles. Quando alguém passava uma faca para outra pessoa, ela sempre o fazia pegando na lâmina, para o receptor pegar o cabo. A explicação: Indica confiança e boa intenção. Um canivete deveria ser devolvido como recebido, se aberto ou fechado. Explicação: A pessoa entrega aberto, é sorte aberta ou boa; fechado, também é não te desejando sorte. Quando adultos bebiam, vinho ou pinga etc. e um menor desejasse beber e fosse permitido dar para que experimentasse (um dose bem pequena), eles não entregavam na mão dela, mas colocavam o copo no chão, explicando que ela recebera da mão de um adulto porque isso não era permitido e que ela não estava autorizada a beber. Sempre que um vizinho ou amigo enviava um presente, se viesse numa vasilha retornável, teria que devolver com alguma coisa, como forma de gratidão e reconhecimento. Entre nós, sempre damos prioridade e preferencia para as crianças, na alimentação, se não houver para todos, então só elas recebem. Entre indígenas e povos sertanejos, ribeirinhos amazônicos e alguns outros, na escassez de alimentos, a preferencia é do provedor da casa. A idéia é que ele precisa para providenciar para os demais. Nesse texto, para hoje, Israel pediu que os meninos de José fossem levados a ela para os abençoarem e assim, oficialmente receberem a condição de filhos de Israel, para serem contados com os demais; José sabia como a tradição exigia, que o mais velho deveria estar sob a mão direita e o mais novo sob à esquerda do abençoador, em caso de bênção simultânea. Foi assim que ele procedeu, respeitando as normas convencionais dos costumes entre todos os povos. Pode isso não parecer importante, ainda mais nos nossos dias, quando a mentalidade Pós-Moderna, não reconhece e não respeita nenhum modelo estabelecido e não suporta valores absolutos, como autoridade, Deus, família, verdade, etc. Enquanto para os mais velhos, certas formalidades são importantes, sendo consideradas as ausências delas como desrespeito e irreverencia; para outros, a bênção sim, é que é importante, como ela acontece não. Nossa fé e nossas práticas, são sim, baseadas na Palavra de Deus, que como Ele é eterna e imutável. Aceitamos e negociamos aspectos temporais e culturais, mas nunca, jamais os de valores eternos ou doutrinários essenciais. Nisso, somos ortodoxos. Por exemplo: oração – orar é importante, mais do que a posição ou local onde se ora. Até nisso, precisamos ser cheios do Espírito Santo e buscar discernimento para não fazermos de nossas preferencias a regra e assim violar a verdade divina. Cuidado com dar mais atenção ao exterior do que o interior, ou em nome de um desfazer o outro. A comunhão permite uma intimidade com Deus e acesso constante à sala do trono, mas precisa ser lembrado, que quem está no trono e é Senhor da sala, ainda é o Onipotente, Todo Poderoso, o Altíssimo. Intimidade aqui não é sinônimo de irreverencia e desrespeito. Temperar bem as palavras que se fala com familiares, crianças, filhos e pessoas sob nossa autoridade e influencia é coisa séria. Religiosidade e espiritualidade são coisas muito diferentes e podem até estar em extremos opostos.

Pai, a tua graça é maravilhosa e suficiente para nos guardar e manter abençoados. Os povos e seus costumes não estão acima da verdade revelada na tua Palavra. Cremos no teu caráter santo, justo e perfeito e pedimos sabedoria dos céus para lidarmos com as coisas temporais e passageiras, que servem de canais para certas realizações, mas só a verdade e justiça devem prevalecer em nossos atos. Somos gratos pela liderança e direção do Espírito Santo que está conosco para nos guiar a toda a verdade e agradar em tudo aquele que fez tudo por nossa salvação e crescimento. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Filhos Que Deus Me Deu

Meditação do dia: 12/01/2020

 “E José disse a seu pai: Eles são meus filhos, que Deus me tem dado aqui. E ele disse: Peço-te, traze-mos aqui, para que os abençoe.” (Gn 48.9)

Filhos Que Deus me Deu – Fiquei pensando sobre como as coisas acontecem e formam unidades que aparentemente não seria fácil de se formar. Quando olhamos para a igreja, como Corpo de Cristo, nos deparamos com isso na sua forma mais plena possível. Pois onde o Evangelho é pregado, discípulos são formados e o místico Corpo de Cristo se forma ali e está intimamente ligado a um grande número de outros núcleos de povo de Deus espalhando mundo à fora. Numa família, que é uma estrutura muito bem estruturada, cada membro é completamente diferente um do outro e quando se amplia os círculos, mais evidente ficam as diferenças. Foi assim que observei essas conversas entre Israel e José, incluindo também os meninos Efraim e Manassés. Os doze filhos que se tornaram os patriarcas da nação, cada um formando uma tribo da nação, nasceram numa família e embora houvesse diferenças enormes de idade, entre eles, por exemplo, quando Benjamim nasceu, Rubem já era homem adulto, juntamente com os mais velhos. Cresceram juntos e tiveram educação e formação pastoril, lidando com gado, ovelhas e essas lidas do campo. Provavelmente Benjamim foi mais poupado, ou recebeu alguma atenção diferenciada por ser órfão de mãe desde o nascimento, e ainda cedo perdeu a companhia de José. Deixando Canaã para trás e vivendo muitos anos no Egito, José se distanciou dessa formação e depois das provas, aos trinta anos compareceu diante do Faraó e desde então passou a ter uma vida palaciana, elitizada e culta, ligado à administração de alto escalão. Seus filhos nasceram privilegiados, com o nível social e a grandeza de recursos disponível ao pai por seu um líder de respeito e o homem de confiança do monarca do Egito. Graças a Deus, que as ideologias políticas vigentes hoje em dia, não estavam em vigor ao que tudo indica, senão iria haver atritos enormes dos hebreus palestinenses filhos dos irmãos de José, contra os dois filhos nobres de José. A “oligarquia opressora” contra os trabalhadores oprimidos ou os primos ricos e os primos pobres. Mas ao vermos como as coisas andaram, tudo indica que José fez um excelente trabalho de discipulado com seus dois filhos, pois não há nenhum registro sequer de segregação de Efraim e Manassés em relação aos outros e nem de uma atitude de sentimento de inferioridade dos demais para com eles. Se tornaram doze tribos e é só isso que encontramos nas Escrituras. José respondeu ao pai dizendo que aqueles eram os seus filhos que Deus lhe dera ali (no Egito). Nasceram no Egito, filho de uma mãe egípcia, netos de um sacerdote dos cultos egípcios, mas prevaleceu a aliança de bênção de Abraão, Isaque e Israel. Nasceram no Egito, mas eram tão hebreus, canaanitas quantos os demais. José estava no Egito por questão de ministério, de estar no centro da vontade de Deus e mesmo tendo que viver certos dilemas da vida da corte, ele manteve a sua identidade e seus filhos se identificaram com a fé do pai e com a aliança com Deus. José não era esponja que absorvia qualquer coisa que se encostava nele. Não era o tipo de pessoa termômetro, que apenas mede e mostra a temperatura ambiente; ele era termostato, que transforma a temperatura ambiente para ficar no padrão determinado por ele. Parece com alguma coisa que Jesus disse: Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou (Jo 17.14-16). E aí? Termômetro ou Termostato? Cristão chuchu ou Cristão prá Chuchu?

Senhor Jesus, obrigado por nos abrigar no teu corpo, que universal, glorioso e acolhedor. Na cruz todas as diferenças são niveladas e o novo nascimento faz as nossas vidas tomarem destinos e sentidos tão maravilhosos que só mesmo sendo parte disso para saber o quanto é bom. Temos experimentado o valor da unidade, mesmo sendo de povos, nações, tribos e línguas distintos, mas em Cristo, somos um só corpo. Obrigado por isso. Amém.

Pr Jason

Israel e os Filhos de José

Meditação do dia: 11/01/2020

 “E Israel viu os filhos de José, e disse: Quem são estes?” (Gn 48.8)

Israel e os Filhos de José – Todos nós gostamos da história de Israel, como um patriarca da fé e aquele tipo de homem afetivo, familiar e que em tantos aspectos nos identificamos com ele, nas mais diversas fases de sua vida. Foi um jovem rico, filho de um pai piedoso, amado pela mãe e que até aos dezessete anos pode desfrutar da companhia do avô Abraão, um quase mito em termos de fé e adoração ao Deus verdadeiro. Quando adulto, trapaceou com a mãe para obter a bênção paternal e firmar-se como o herdeiro da Aliança com Deus e essa atitude precipitada lhe custou o exilio para Harã, a terra de sua mãe, onde viveu com o tio; um homem inescrupuloso, capaz de fazer trapaças e dar prejuízos para se dar bem. Ali, Jacó cresceu e se tornou um homem forte, o progenitor de uma linhagem de muitos filhos, que se tornaria uma nação em breve. De volta a sua terra natal com grandes riquezas, mas também foi um tempo de muitas provações e experiências doloridas. Ainda no caminho, perdeu a esposa Raquel, bem no nascimento do seu décimo segundo filho. Viu os filhos fazerem coisas complicadas e violentas. Mais tarde perdeu José, numa aventura de vingança dos irmãos, que temia a ascensão do irmão mais jovem. Essa passagem de sua vida, com o silencio de Deus para com ele no tocante ao paradeiro de José, compõe um quadro de crescimento espiritual e um tipo de treinamento que ambos não estariam prontos para suportar se fosse de outro modo. O amor paterno, jamais permitiria a Israel saber onde estava o filho e não o obrigasse a resgatá-lo. Assim como ele crescera longe dos pais na sua vida de fé e devoção a Deus; agora era a vez de José, passando por veredas apertadas no Egito, mas com um caráter muito bem consolidado pelo temor a Deus, fez com que ele conseguisse a aprovação dos homens e de Deus, mesmo na adversidade e sem as proteções que uma família pudesse oferecer. José foi forjado de jovem mimado, a um estadista de respeito e capaz de comandar um império inteiro, numa época de crise e fome em toda aquela terra. O reencontro de pai e filho foi não só emocionante, mas providencial para a sobrevivência da nação ainda em forma embrionária. José foi o suporte que a nação precisava para nascer e se fortalecer. José tinha dezessete anos de idade quando se ausentou de casa, a serviço do pai e nunca mais voltou. Agora, no Egito, eles puderam viver outros dezessete anos, que foi o tempo de vida de Israel, após chegar na terra dos faraós. Hoje, numa visita com status de despedida, ali estão novamente três gerações, frente a frente, para que a bênção fosse canalizada de uma para a outra e assim fluísse abrindo caminho para construir uma eternidade. Quem são estes? Foi a pergunta de um ancião, cujos anos pesavam sobre seus olhos e a impossibilidade de ver claramente os netos, não limitava a visão do coração e da fé. Quem de alguma forma não alimentara mais esperanças de ver o filho, agora estava grato por estar sob seus cuidados e ainda poder abraçar e abençoar os netos. Os desejos do coração do justo, realmente são contemplados por Deus. Que Israel viva para sempre, para glória de Deus e assim as promessas também nos alcance a nós e aos nossos filhos também.

Pai, obrigado por saber que a nossa fé está firmada em Ti e em promessas de um Deus que não falha e não deixa de cumprir sua vontade, que santa, boa, agradável e perfeita para todos os seus filhos. Pedimos sabedoria para viver a cada dia o que tens reservado para nós. queremos ser cheios do Espírito Santo para termos condições de fazermos um bom trabalho e trazer glória para o teu santo nome. A nossa história está bem fundamentada naquilo que o Senhor construiu na vida de pessoas tão especiais como Abraão, Isaque e Israel. Deles, descendem os profetas e santos de Deus e deles vem a igreja, o Corpo de Cristo, que proclama a obra da redenção. Somos um e trabalhamos por um Reino, um Senhor, uma fé, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Que Acontece no Caminho

Meditação do dia: 10/01/2020

 “Vindo, pois, eu de Padã, morreu-me Raquel no caminho, na terra de Canaã, havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata; e eu a sepultei ali, no caminho de Efrata, que é Belém.” (Gn 48.7)

O Que Acontece no Caminho – Viajei nesse começo de ano para Aparecida de Goiania, na região metropolitana de Goiania, onde moram meus pais e outros familiares. Metade do percurso desta vez, fiz por uma nova rota, que sabia da sua existência mas nunca havia me aventurado por ela. Gostei e provavelmente vou repetir outras vezes. Lá ainda fui passear num sítio de amigos, à sessenta quilômetros, um terço disso em estrada de terra. Em ambos os trajetos, novidades à cada nova curva e novos horizontes se me deparavam. Exigia mais atenção e despertava mais curiosidade e também apreensão. Isso me trás ao coração e à mente algumas verdades para a meditação de hoje. Foi daí que me veio a idéia contida no título – “O que acontece no caminho.” Vimos marcas de acidentes, vimos acidentes, vimos memoriais de vítimas em curvas perigosas que levaram as autoridades e limitar velocidades para evitar novas ocorrências; vimos imprudências e perigos provocados por irresponsabilidades e etc. Tudo isso são aplicações que servem para a vida de fé na caminhada com Deus e é disso que se trata o registro do depoimento de Israel, falando com José, sobre um episódio certamente dolorido para ambos. Israel fala da perda de Raquel, sua amada esposa, mãe de José e de Benjamim, que ele teve que sepultar não no jazigo da família em Macpela, mas à beira do caminho quase chegando em Belém, quando ele estava à caminho de casa, para reencontrar Isaque, no regresso de sua peregrinação em Harã. José estava ali ouvindo o pai falar de como foi a morte de sua mãe, que o deixou ainda tão criança, no meio do caminho numa viagem para uma terra que ele ainda não conhecia. A perda foi justamente quando do nascimento de Benjamim, o irmãozinho dele, que nunca veio a conhecer a mãe. Estamos pensando em perdas que acontecem no meio da caminhada. Elas não estavam previstas em nossos planos e não tínhamos como nos prevenir. Israel tinha onze filhos e estava feliz com a chegada do décimo segundo, ainda mais por ser de Raquel. José estava feliz por ganhar um irmão com quem compartilhar e crescer juntos no lugar novo para onde estavam indo. Veio a morte e separou marido e mulher, mãe e filhos. Israel não podia desistir de nada, nem de continuar a viagem e nem de liderar seus filhos e nem do bebê recém nascido; ele não tinha nem mesmo tempo de parar para lamentar. Essa é a vida de líderes, de pessoas com responsabilidades nos ombros. Israel chegou na casa do Pai e não tinha mais a linda Raquel para apresentar ao pai e até Esaú que havia conhecido a cunhada no caminho à pouco tempo não a veria novamente. Pego o verso inteiro e fico olhando, entrecortando os pedaços, cada um trazendo um significado e uma lição, que ainda acontece também conosco, e muitos leitores dessa meditação se identifica. Olhem: Vindo, pois, eu de Padã, morreu-me Raquel no caminho, na terra de Canaã, havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata; e eu a sepultei ali, no caminho de Efrata, que é Belém.” (cada trecho sublinhado tem um significado). Israel estava dentro da vontade de Deus, saindo de um lugar que deveria sair, indo para um lugar que deveria ir, estava perto, e ali, ele teve que sepultar uma parte de si, uma preciosidade dada por Deus, e ficou no caminho de Efrata. Quando ele falava isso com José, que imagens ele tinha no coração? O que aquilo faria em José, ouvindo isso de seu pai, sobre sua mãe, nos momentos derradeiros juntos? Minha lição particular é que Israel sepultou Raquel, na beira do caminho, perto de Belém, e continuou sua vida, seus sonhos, os projetos de Deus e foi firme e fiel até o fim. Agora seria a vez de José, entregar seus dois filhos, sepultar o pai e continuar governando o Egito, até chegar a sua hora. Hoje, eu, você, nós… parece que tem horas que temos que sepultar algo que morreu, deixa-lo ali e continuar com a vida, com o ministério e sendo fiel até o fim, até o fim…

Senhor, preciso de discernimento e ajuda para compreender que as coisas acontecem durante a caminhada e precisamos continuar com ela. Algo precioso tem que ficar sepultado, porque já morreu, mas nós precisamos prosseguir. O que morre tem que ficar, não pode ser carregado, nem servir de peso e nem limitar nosso relacionamento contigo. Em nome de Jesus, abençoa os que precisam fazer algo a respeito de alguma coisa que morreu e eles insistem em não sepultar, ou ficar ali prostrados e recusando a prosseguir. Precisam de luz e Jesus é a luz do mundo e os teus filhos tem essa verdade dentro deles. Oramos por libertação, cura e compreensão sobre a vida no caminhar com contigo. Amém.

Pr Jason