Não Acharam Água

Meditação do dia: 24/01/2023

“Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água.” (Ex 15.22)

Não Acharam Água – Já estamos vivendo a algum tempo no que se convencionou chamar de “Pós-Modernidade.” Uma das características desse teórico sistema é a negação de realidades absolutas, preferindo a relatividade de situações. Nada que é absoluto é bem visto e a desconstrução é a palavra da moda. Deus para os cristãos é absoluto, a fé é absoluta, só há um caminho para a eternidade. Nem a verdade é considerada absoluta, porque a sua verdade pode ser tão verdadeira quando a minha e de outros. Outra característica conflitante que nós os mais velhos enfrentamos é a questão da lógica. Todos fomos formatados em nossa educação, cultura, valores no tempo que o modernismo apostou todas as fichas no racional, então a lógica e a exatidão foram fundamentais para todos nós. “Os números não mentem jamais!” Agora temos que realocar nossas funções mentais e as estruturas de pensamento para aceitar as “variáveis” e as pluralidades, já que agora, a única coisa constante, são as mudanças. Mas deixando as filosofias de porta de botecos de lado, vamos refletir sobre a constatação de Moisés e os hebreus, que depois de três dias de caminhada deserto a dentro, não acharam água. A lógica é dizer: Como achar água no deserto? Quem entra numa jornada dessas, tem que saber que deserto, água é muito escassa, ela precisa saber onde fica os possíveis oásis ou alguma fonte, porque não dá para contar com a sorte. Deserto e água não andam juntos. Trazendo isso para o nosso dia a dia e também para a vida cristã, onde o óbvio nem sempre é lógico. Também pelo fato de algo destoar da normalidade não significa que não haja solução ou que estamos errados. Muitos cristãos procuram viver experiencias de terem a bênção de Deus sobre suas vidas em todas as áreas, nada de anormal nisso, mas surge a questão da imaturidade espiritual e uma certa dependência viciosa em receber instruções e direções espirituais que podem fazê-las caírem em armadilhas de espertalhões e trapaceiros do mundo religioso. Outros confundem a perfeita vontade de Deus para suas vidas, quando nada dá errado ou contraria a normalidade. Vem também a questão de que fazendo aquilo que se tem por vontade de Deus, não há dificuldades, perdas e muito menos problemas. Jesus disse que no mundo teríamos provações; ele mesmo sofreu todo tipo de oposição e resistência, até mesmo atentado contra sua vida, desde o nascimento até chegar ao calvário e nem por isso ele estava fora da vontade de Deus. As lutas e adversidades, fazem parte do processo de crescimento e fortalecimento do nosso caráter e do preparo das pessoas de Deus para realizar grandes coisas. É fato, que todos os grandes homens e mulheres de Deus foram treinados num tipo de deserto. Ali, o jogo é bruto! Só os fortes ou os que dependem da fé, sobrevivem. Para os israelitas, eles descobriram isso no terceiro dia de jornada, e eles estavam só começando. Onde começam as provações também iniciam as provisões e os milagres de Deus, mas tem que entrar no deserto.

Senhor obrigado pelas dificuldades e provações que acontecem em nossas vidas, mas elas não vieram para nos derrotar ou destruir, mas para nos fortalecer na fé e na graça do Senhor. Quando aprovados,  os resultados serão abençoadores para todos nós e para a igreja de Cristo aqui na terra. Obrigado por andar conosco nos desertos da vida. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Três Dias no Deserto

Meditação do dia: 23/01/2023

“Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água.” (Ex 15.22)

Três Dias no Deserto – A vitória sobre Faraó e seus exércitos já ficou para trás, é passado! A celebração também já terminou e agora chegou a hora de marchar, afinal eles saíram do Egito para chegarem a um destino, que levaria muitos dias de caminhada. Entre a partida e a chegada há um espaço que deve ser levado em consideração, porque ali acontecem coisas. Entre o nosso nascimento e o fim dos nossos dias acontecem coisas, ou seja, a vida acontece. O que fazemos dentro desse espaço temporal pode definir o que somos e o propósito que estabelecemos para fazer uso da vida. “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5.10). Olha a importância que tem a expressão paulina “… o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” Recebemos um corpo quando nascemos e perdemos esse corpo quando morremos; tudo o que acontece conosco durante esse período de tempo, se conta como tempo útil do qual prestaremos conta. A conclusão lógica é que esse trajeto de existência é crucial e Deus irá pedir contas. Quando alguém embarca em uma viagem ou jornada, o percurso pode ser longo ou não, mas ele existe e nele há coisas para serem vistas, apreciadas, lições a aprender, serviços a prestar e não deixar que tudo seja um vazio imenso. Os israelitas se puseram em marcha e após três dias de caminhada, surgiu algo importante; os recursos que tinham até então se esgotaram. Nada de anormal até aí, recursos humanos e materiais se esgotam e também naquelas condições eles não tinham como ter e manter suprimentos que suportassem todo o trajeto, ainda que andassem continuamente, até chegar ao destino. A vida de fé proporciona esses eventos, não por incapacidade administrativa de Deus que está no comando de nossas vidas e ministérios. Acontecem porque precisamos aprender novas lições a cada dia e o fim de alguma coisa é oportunidade para o começo ou o surgimento de outras. Até a vida nasce da morte. “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12.24). Aos Romanos 6.8 Paulo afirma esse princípio vital da fé cristã: “Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos.” Três dias são suficientes para uma mudança completa no cenário de uma jornada. Na vida de fé, não é diferente! Quando seus recursos terminarem, isso não é o fim, pode ser o começo de algo ainda mais maravilhoso!

Senhor, agradecemos por partimos para uma jornada, ainda que seja no deserto, mas estamos sob as tuas ordens e seguindo um roteiro traçado por ti. Acreditamos sem tua sabedoria e capacidade de nos guiar por caminhos de vida e jamais nos colocarás em situação onde a tua graça e o teu poder não poderão nos ajudar. Expressamos nossa confiança na tua Palavra e sempre esperaremos em ti. Obrigado pelo teu previdente cuidado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Miriã a Profetisa

Meditação do dia: 22/01/2023

“Então Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças.” (Ex 15.20)

Miriã a Profetisa – O significado mais próximo do consenso sobre o nome dessa pessoa, seria “Senhora, ou Soberana,” de onde também vem a transliteração de “Maria.” Foi a irmã mais velha de Moisés e Arão, filha de Anrão e Joquebebe, que eram da tribo de Levi. Ficou mais conhecida por ser a fiel escudeira do menino colocado no cesto nas águas do Rio Nilo, e inteligentemente ela aproveitou bem a oportunidade quando viu a simpatia da princesa egípcia pelo bebê se se ofereceu para conseguir uma ama que criasse ou cuidasse dele e acabou dando certo e assim a família foi novamente reunida até quando chegou o tempo de Moisés ir morar em definitivo no palácio real. Voltou a se destacar nesse episódio após a travessia do Mar Vermelho e ela liderou o cortejo de cânticos e danças com salmos de louvor e adoração ao Senhor Deus. Aqui ela já é descrita como profetisa, então com certeza ela já exercia alguma função de liderança espiritual reconhecida pela comunidade israelita e certamente apoiava grandemente o trabalho dos irmãos, Moisés e Arão. Ela volta ao cenário quando numa crise de ciúmes pelo ministério e destaque de Moisés, ela se aliou com Arão e juntos conspiraram contra Moisés e ela arcou com as consequências de uma disciplina severa de Deus, para deixar o exemplo para toda a congregação de peregrinos. “E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita” (Nm 12.1). Para quem é mais novo no ramo, essa passagem bíblica descreve não apenas a questão do pecado deles contra Moisés, mas também é uma descrição do que hoje é um tema relevante, que é o racismo preconceituoso. Eles revelaram insatisfação com o fato de Moisés ter se casado com uma mulher “negra.” Claro que a vida e o ministério dela não pode ser resumido em um grande feito heroico na infância, uma grande celebração ministrando louvor após uma vitória e muito menos apagar tudo por uma ação impensada, errada e pecaminosa, que Deus levou muito à sério. Podemos e queremos aprender com a vida de todas as pessoas e ela nos serve muito bem de referencia e devemos trata-la com profundo respeito e reverencia. Aprender com os acertos e a dedicação de uma vida de fé e serviço ao seu povo e ajuda-los a confiar no Senhor seu Deus e caminhar em direção as suas promessas. Também precisamos aprender com suas fraquezas e fragilidades, pois ela não é nem melhor e nem pior que eu, você e os irmãos em Cristo, que estão à caminho do crescimento e aprendizado. Nossos erros também nos ensinam muito e graças a misericórdia do Senhor, temos oportunidade de sermos confrontados, nos arrepender e voltar a caminhar em fé. Ela certamente será uma das pessoas maravilhosas que encontraremos na eternidade e que ocupará posição de influencia e merecerá nossa consideração devido a sua folha de serviço e devoção ao reino de Deus, num tempo de extrema dificuldade e mesmo assim, ela estava de pé e liderando com o coração e influenciado positivamente. A ela, meus respeitoso e gratidão.

Senhor, obrigado pela vida, serviço, exemplos e modelo, que Miriã foi para o povo do Senhor naquelas circunstancias tão difíceis, mas que ela amou, serviu e influenciou. Somos gratos porque o Senhor levanta as pessoas certas para os tempos certos. Ela teve o seu tempo e a sua oportunidade e foi fiel. Agora é a minha e a nossa vez! Pedimos graça e forças para sermos tudo aquilo para o qual fomos criados, salvos, chamados e preparados para sermos e fazermos. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Senhor Reina

Meditação do dia: 21/01/2023

“O Senhor reinará eterna e perpetuamente;” (Ex 15.18)

O Senhor Reina – Vivemos num país de regime de governo democrático (tenho minhas dúvidas, mas…), como a nossa mudança radical de sistema de governo aconteceu em 1882, a cerca de duzentos anos atrás, as gerações atuais já não tem efeitos de quando eram governados por um rei ou imperador, como aconteceu. Mesmo nos povos que ainda tem a monarquia como regime, não são mais como foi na antiguidade, onde os reis eram soberanos absolutos, com todos os poderes e incluindo vida e morte de qualquer pessoa. Mas a idéia que a palavra impõe é realmente forte. Rei é rei! O que difere de um rei para outro e em termos de bondade ou maldade é o caráter da pessoa investida dessa autoridade. Aqui está a diferença entre o reino de Deus e o reino dos homens. O caráter de Deus é absolutamente santo, justo, reto e todos os predicados que pudermos citar.  Nesse cântico de vitória nas praias do Mar Vermelho, eles cantaram essa verdade: “O Senhor reinará eterna e perpetuamente…” Certamente eles estavam cantando uma verdade que acreditavam e queriam estar sob esse governo. Quando Deus fez as promessas e alianças com Abraão, ele citou que seus descendentes teriam reis… “E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto; E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti; E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti.” (Gn 17.5-7). O ser humano é um tanto quanto complicado, pois o pecado fez um trabalho de corromper e deturpar as principais características humanas que guardavam a imagem e semelhança do seu criador. Por sua limitação, prefere ser guiado pelo físico e material, aquilo que lhe é palpável, em detrimento da solidez da confiança em Deus. “Porque nele (Evangelho) se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé” (Rm 1.17). O justo vive pela fé, justo aqui se trata de quem exerce fé em Deus e escolhe viver nos seus termos. Em vez de serem governados por Deus, as pessoas preferem serem governadas por uma pessoa, porque elas podem ver, podem manipular, destituir, endeusar e etc. Acompanhando a história dos hebreus, vemos o quando Deus fez por eles, agiu, lutou, venceu, protegeu, prosperou e estabeleceu um sistema de governo muito eficiente, como vemos organizado depois que chegaram ao Monte Sinai. Mesmo com todas as evidencias, eles queriam ser iguais aos demais povos. “E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações” (1 Sm 8.5). Olhemos a opinião de Deus sobre isso: “E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles” (1 Sm 8.7). Poderíamos ir longe, sobre o governo de Deus e a rejeição humana dele e a busca por alternativas frustrantes. Espiritualmente um desfecho disso tudo foi no tempo de Jesus aqui na terra. “Portanto, estando eles reunidos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo? Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus” (Mt 27.17,20). Bom, sabemos que não será assim para sempre, afinal “para sempre” é muito tempo. “Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lc 1.32,33).

Senhor, agradecemos pelo privilégio de sermos chamados teus filhos e vivermos sob o teu governo. Te reconhecemos como aquele que vive e reina para sempre e eternamente. É uma honra nos prostrarmos diante de ti e do Senhor Jesus, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Te amamos e reverenciamos a tua santidade e o teu governo justo. Oramos com gratidão em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Palavras Proféticas

Meditação do dia: 20/01/2023

“Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.” (Ex 15.17)

Palavras Proféticas – Somos cristãos, evangélicos, primamos por ortodoxia doutrinária e cremos na plena inspiração das Escrituras Sagradas. Para nós, a Bíblia é a Palavra de Deus, diferentemente de outros grupos que asseveram que a Bíblia contém a Palavra do Senhor. Há textos de tamanha simplicidade, mas de verdades tão profundas e eternas, imutáveis e que para nós fazem todo sentido e nelas firmamos nossas bases. Entre esses, destaco aqui: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra (2 Tm 3.16,17). Também: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.20,21). E ainda: “Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Ap 19.10c). Para cristãos de nosso calibre, construir precisa ser sobre alicerces sólidos, como sob a rocha, citada por Jesus. Estou fazendo essa base inicial para chamar a atenção de você leitor, da ação profética contida em todo esse cântico entoado por Moisés e os israelitas. Posso entender e aceitar pacificamente que naquele culto de louvor e adoração a Deus por gratidão à grande vitória sobre o inimigo que pretendia destroça-los, eles, tomados pelo poder de Deus, cheios do Espírito de Deus, cantaram as verdades de sua fé e profetizaram verdades que só foram plenamente conhecidas muitas gerações à frente e maiormente, na Nova Aliança, com o advento do Espírito Santo sobre a Igreja e o novo entendimento que veio para o povo de Deus. Jesus mesmo tratou de imprimir novos conceitos a serem conhecidos, sobre o eterno propósito de Deus, desde a eternidade. “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24.44,45). Vou reproduzir aqui novamente o texto da meditação de hoje, para observarmos algumas verdades, que aludem a questões bem maiores sobre o entendimento de Deus, do culto, da fé e outros aspectos que agora fazem sentido para nós, mas ali no êxodo, só poderia ser a manifestação profética do Espírito Santo. “Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.” Todas essas verdades, frase por frase, podem ser aceitas como citação da Terra Prometida (Canaã); pode ser aceitas como referencia ao tabernáculo erigido por Moisés e os artesãos ainda no deserto do Sinai; podem ser aceitas como citação de Jerusalém como capital de Israel e do templo que veio a ser construído pelo rei Salomão. Nada impede que também vejamos isso como apenas licença poética, expressão de alegria e euforia por um momento de alegria muito intensa. Mas, prefiro acreditar em ação mais espiritual e profunda sob a unção do Espírito de Deus, lançando bases doutrinárias que se confirmaram no futuro deles, e que se tornaram verdades eternas da revelação divina. Para sempre e eternamente. Fique à vontade para meditar, pensar e concordar comigo ou discordar; mas o faça de modo proveitoso e edificante para sua fé e comunhão com Deus.

Senhor nosso Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, estamos vivendo na dispensação da graça de Cristo e sob a inspiração do Espírito Santo, que nos foi enviado por Cristo para nos guiar a toda a verdade, nos consolar e ensinar todas as coisas. Aceitamos que verdades espirituais só podem ser assimiladas pelo espírito humano sob a influencia do Espírito Santo. Só podemos conhecer a Deus se assim te aprouver se revelar a nós, caso contrário nossos esforços serão em vão. Humildemente pedimos ajuda e discernimento para não nos afastarmos da verdade revelada nas Escrituras, como Palavra de Deus. Te louvamos, adoramos e engrandecemos o teu santo e poderoso nome, nome que nos pertence em Cristo Jesus e é no nome dele que oramos a ti; Amém!

Pr Jason

A Obra Que Deus Faz

Meditação do dia: 19/01/2023

“Tu, com a tua beneficência, guiaste a este povo, que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.” (Ex 15.13)

A Obra Que Deus Faz – Sempre que olhamos para um texto bíblico, temos a primeira impressão, aquela mensagem clara, óbvia e transparente ali na superfície. À medida que cavamos mais como numa caça ao tesouro, vamos encontrando mais preciosidades e as vezes descobrimos verdades eternas, subjacentes e prontas a abençoar a iniciativa investigativa da pessoa ao procurar com mais atenção e intenção como resultado da meditação piedosa e eficiente. Nada na Bíblia é dito de uma vez e nem tão pouco de uma vez para sempre. As revelações divinas são sempre gradativas respeitando o estágio em que cada um de seus filhos se encontram e o nível de maturidade. Assim como uma mãe não dá feijoada para um bebê de poucos dias, mas leite e mantém uma dieta adequada à medida que ele cresce e desenvolve, até o dia em que ele irá saborear aquela feijoada caprichada com toda a família. Ninguém melhor do que o Espírito Santo para saber em que nível e estágio cada um de nós estamos posicionados; anos de casa não significa necessariamente crescimento espiritual e maturidade. Mas sabemos que a completa obra de Deus na vida de qualquer um de seus filhos seguem esses três estágios: Primeiro, a obra que Deus por nós, isto é, a salvação; em segundo lugar, a obra que Deus faz em nós, isto é, a santificação; e em terceiro lugar, a obra que ele faz através de nós, isto é, o serviço. Chegar no segundo e terceiro estágios são consequências naturais de um bom projeto de crescimento da igreja onde esta pessoa está congregando e também da dedicação e consagração dela própria. Uma igreja local pode ter bons ministérios e trabalhos bem consistentes e acessíveis, mas ela não pode fazer ninguém crescer; isso depende de como cada um participa, se alimenta e se exercita nas disciplinas espirituais e se conecta ao Corpo, doa e recebe nutrientes e vida. No texto, que é a letra do cântico que os israelitas estavam cantando e celebrando ao Senhor pela vitória maravilhosa sobre o Faraó e seu exército. Eles reconhecem a bondade e direção de Deus para com o povo que ele mesmo salvara; declaram que foi a força divina que agiu e o levou à uma condição de desfrutar da presença santa e gloriosa de Deus. “A habitação da tua santidade” citada na canção indica que uma condição alcançada por eles com a graça e a força divina foi um nível de comunhão com Deus, de grande aproximação, o que eles estão chamando de “habitação da santidade divina.” Não era apenas salvação no sentido de livramento físico, emocional e geográfico, de tirá-los do governo egípcio, afastá-los do território governado por Faraó e também salvá-los da morte em combate militar. Eles entendiam coisas mais profundas naquela obra de Deus.

Senhor, queremos reconhecer as tuas mãos poderosas operando em nossas vidas, mas não apenas em bênçãos materiais, como nossas vidas de trabalho, finanças e prosperidade, mas a salvação em Cristo, a santificação, a comunhão no Espírito e a graça nos acompanhando dia a dia em tudo fazemos e as tuas mãos prosperam. Seja louvado o teu santo nome, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quem é Deus Como o Senhor?

Meditação do dia: 18/01/2023

“Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas?” (Ex 15.11)

Quem é Deus como o Senhor? – Ninguém!!! Poderíamos fechar essa meditação com essa única palavra e estaria muito bem respondido. Mas não estamos apenas procurando respostas para o óbvio, mas sim nos alimentar das verdades da Palavra de Deus e nos edificar através das experiencias dos nossos queridos irmãos na fé, que no passado, no tempo deles, tiveram grandes encontros com Deus e isso ficou como legado para nossas vidas hoje. Basicamente nossa fé responde que não há outro deus ou deuses, senão o Senhor Jeová, único, e absoluto sobre tudo e todos. Mas o mundo não é feito só por cristãos ortodoxos, como no passado não havia apenas os adoradores desse Deus único. Desde que o pecado entrou no mundo ele foi afastando os homens da verdadeira fé e do verdadeiro Deus, de pouco em pouco, passo a passo, as idéias foram surgindo, tomando forma, e de repente, lá estava, uma entidade, uma celebração, um culto, uma divindade ao alcance das mãos e à medida que a civilização foi se desenvolvendo e formando novos grupos, também vieram as versões locais e tribais de deuses que se multiplicaram como praga de gafanhotos. Nos tempos de Abraão, já proliferavam as práticas politeístas em todo mundo. O Egito como um berço de civilização os reis já eram tidos como deuses e eram cultuados e venerados de todas as formas. Abraão foi chamado para servir a Deus e representa-lo num mundo que já era eivado de deuses de todas as formas e para todos os gostos. Ele serviu, testemunhou e viveu uma vida de fé e alianças muito firmes com o Deus criador, que ele gostava de chamar de “o Altíssimo, o possuidor dos céus e da terra!” Seus descendentes, herdeiros de todas as suas promessas, se tornou um povo, dentro de um contexto egípcio politeísta e que refutava com veemência a existência de um Deus sem rosto, sem forma e sem representação. Mas a fé deles prevaleceu contra tudo e contra todos e no devido tempo ali estavam eles, firmes, confiando e servindo aquele Deus que lhes dera promessas e agora vinha ao seu socorro. Faraó e os seus múltiplos deuses foram derrotados e afundados nas águas do Mar Vermelho, enquanto eles cantavam e celebravam com danças e nas suas canções faziam essas perguntas retóricas: “Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas?” Não deve ficar apenas na beleza poética, como se fosse uma fé triunfalista, mas como algo experiencial de cada um de todos nós que amamos esse mesmo Deus, o servimos de coração e alma e esperamos nele, tal qual aqueles antigos hebreus, antes, durante e depois de um grande livramento. Nossos corações precisam estar prontos e comprometidos na resposta, que não há, não houve e não haverá, jamais, alguém como o nosso Deus, para sempre e eternamente, amém.

Te adoramos Senhor, te reconhecemos e glorificamos o teu santo nome! Só o Senhor é Deus, eternamente e nos alegramos em servir e amar ao Senhor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Senhor é Homem de Guerra

Meditação do dia: 17/01/2023

“O Senhor é homem de guerra; o Senhor é o seu nome.” (Ex 15.3)

O Senhor é Homem de Guerra – Essa foi uma forma poética, figurada e que ilustrava perfeitamente o entendimento daquele povo, naquele contexto de luta pela sobrevivência. Eles sabiam pela observação e quem sabe, até por experiencias, que através das guerras os reis e povos faziam conquistas de novos territórios, conseguiam despojos e suprimentos necessários; também se defendiam de ataques e ações beligerantes de outros povos que por índole, entravam em guerra, simplesmente pelo prazer de brigar. Eles, estavam batalhando pela sobrevivência como povo e tentando conquistar o direito de saírem da condição de escravidão, para irem ao encontro das promessas que receberam pela fé. Faraó lutava por manter sua condição de soberano, senhor dos escravos e opressor, para nada e ninguém saísse de seus domínios sem a sua permissão, e essa nunca era concedida. A condição dos israelitas, do ponto de vista humano, era insustentável, mas também impossível de ser alterada. A idéia de serem livres e saírem do Egito, era considerada uma utopia, um sonho ou devaneio mental, como se fosse uma miragem. Faraó e os egípcios viam dessa forma; alguns israelitas também já tinham perdido a esperança e a fé, tanto em Deus como nas promessas. São os momentos da vida onde não se divisa qualquer perspectiva animadora; onde as portas se fecham, as luzes se apagam e as possibilidades desaparecem. O profeta Isaías fala de um remanescente que prevalece como aconteceu aqui no êxodo. “E haverá caminho plano para o remanescente do seu povo, que for deixado da Assíria, como sucedeu a Israel no dia em que subiu da terra do Egito” (Is 11.16). Um remanescente é um grupo pequeno que resta de toda a massa, que ainda acredita, ainda luta, espera e serve de catalisador para reascender a chama da esperança. Ali no antigo Egito, esses fiéis acreditaram que através de Moisés e Arão, Deus cumpriria suas promessas feitas aos antepassados e que eles sustentaram durantes esses longos anos de sofrimento, acreditando que de uma forma ou de outra, a liberdade aconteceria, pois estava contida na promessa. Lutar militarmente ou de qualquer outra forma contra o Egito e suas forças, era algo impraticável e ambos os lados sabiam disso. Na prática, Deus assumiu o comando de Israel e lutou com seu exército de anjos e com seu poder abateu todas as forças inimigas. Os israelitas então, conheceram a Deus como um “homem de guerra.” Você eu, nossas igrejas e o povo de Deus de forma geral no dia de hoje temos demandas que já sabemos serem humanamente impossíveis de serem realizadas, mas também sabemos que o Deus a quem servimos luta por nós e opera poderosamente, com mão forte em favor daqueles que nele esperam. Vivemos dias de muita racionalidade e muitas decisões feitas à base de emoções que são muito voláteis, mas a fé permanece firme e fundamentada no espírito e não na mente ou emoções. Tudo nos diz que não é assim, não dá para fazer desse jeito, os tempos são outros… mas quando voltamos para a Palavra de Deus, o que encontramos é muito firme, forte e permanente: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13.8). Deus ainda luta as nossas guerras!!

Pai, agradecemos as vitórias que temos conseguido, mas também pelas batalhas que travamos a cada dia. Reconhecemos a tua mão poderosa agindo por nós e lutando pela nossa causa. Nos consagramos a ti e à tua vontade para lutarmos pela justiça e a verdade, com as armas da justiça e contarmos com a tua presença poderosa conosco. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Deus de Meu Pai

Meditação do dia: 16/01/2023

“O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus, portanto lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei.” (Ex 15.2)

Deus de Meu Pai – O Brasil tem 523 anos considerados com a data do descobrimento em Abril de 1.500 D.C. Perto dos povos antigos, como egipcios, sírios, etíopes, libaneses, gregos, e outros mais, somos muito jovens, talvez mal saímos da adolescência. Há povos milenares, com história, cultura e raízes muito profundas e estabelecidas. Além de nossa miscigenação racial e os caminhos adotados como nação, ganhamos e perdemos muitas coisas. Também fazemos parte de um contexto de viver e existir em tempos de grandes transições e como denominamos, “tempos apocalípticos.” Claro que os cristãos não acreditam em “fim de mundo” liberalmente, como alguns prognósticos falsos e alarmistas proclamaram para a virada do milênio e até causou estragos em alguns setores da vida, mas logo tudo voltou ao normal. Também não acreditamos que as autoridades nacionais com suas alianças e organizações conseguirão contornar os grandes desafios globais e reverter os quadros atuais em níveis significativos, pois essas alianças sempre falham por ações egoístas exageradas de alguns e o excesso de poder concentrado em poucas mãos. O cobertor é sempre curto demais e se cobre a cabeça, descobre os pés e vice-versa. Nada disso é estranho para quem lê a Bíblia e acredita nas palavras de Jesus e de seus apóstolos; eles profetizaram tempos difíceis e angustias nos finais dos tempos que antecedem a volta do Senhor Jesus arrebatar a igreja e estabelecer seu reino milenar. “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1). As Tessalonicenses ele esclareceu: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?” (2 Ts 2.3-5). Uma questão confirmada para esses tempos é que o inimigo na sua preparação, tem roubado dos povos e nações muitos dos aspectos culturais, que são esteios, colunas que sustentam as civilizações e permite que elas se estabeleçam e se desenvolvam. São as chamadas “veredas antigas,” estabelecidas por Deus como valores universais, mas que o pecado e a rebelião dos povos mudam e destroem isso dos povos, para facilitar seus projetos de destruição. “Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele” (Jr 6.16). Na cultura ocidental, praticamente não há mais traços firmes desses marcos e alguns povos simplesmente não mais os conhecem. Nós, brasileiros somos um desses. Me responda: Qual é a veste típica brasileira? Qual a comida típica? Qual a dança típica? Qual a música típica? Qual a celebração típica nacional? A resposta: Não temos! Tempos tudo isso regionalizado, por estados ou regiões, mas não a nível nacional. Nada na cultura brasileira é permanente, até o passado é incerto. A título de exemplo, utilizando a Bíblia que é nossa regra de fé e prática; Deus fez uma aliança com Abraão e seus descendentes, quando ele não tinha filho. Isaque orava e clamava pelo “Deus de meu pai Abraão.” Jacó, orava e confiava no “Deus de meus pais Abraão e Isaque.” Os filhos de Jacó expressavam em suas orações: “O Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Jacó.” Quando se tornaram uma nação eles diziam: “o Deus de Abraão, Isaque e Israel…” e assim o fazem até hoje. A fé e o culto era passado de geração em geração. Eu me preocupo e dói meu coração ao ver quantos “desviados do Evangelho” desigrejados, apóstatas, heréticos e um grande número de “coisas” porque não dá para chamar de igrejas, pastores, ou comunidades de fé. Não tem raiz alguma. Discipulado verdadeiro é o caminho para que gerações de filhos de Deus prevaleçam produzam novas gerações vencedoras, firmes, conquistadoras. Os pais são responsáveis pelos seus filhos e cada geração é responsável pela próxima geração.

Senhor, te conhecemos nas escrituras como um Deus geracional, com pactos e alianças de valor eterno e firmados em Palavras eternas e confirmadas pelo sacrifício de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. A igreja está aqui, deixada pelo Senhor, para anunciar as boas novas e proclamar a graça de Deus para salvação de todo aquele que crê. O Senhor é o meu Deus, de geração em geração, por todos os séculos e por toda a eternidade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Habitação de Deus

Meditação do dia: 15/01/2023

“O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus, portanto lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei.” (Ex 15.2)

Habitação de Deus – Há boas e importantes diferenças entre a Velha e a Nova Aliança. As sombras, os símbolos e os rituais físicos-materiais apontavam para realidades maiores, mais firmes e permanentes que se realizaram na Nova Aliança. Em Cristo Jesus, sua vida, seus ensinos, feitos e sacrifício na cruz, ressurreição e ascensão gloriosa e até futura vinda, tudo que estava previsto e simbolizado nos cultos e rituais do Velho Testamento, agora são realidades palpáveis para todos os filhos de Deus. Um aspecto importante, foi citado aqui no cântico de Moisés e do povo, que eles fariam uma habitação para Deus. O que eles entendiam e podiam fazer, realmente fizeram, construíram um tabernáculo para cultuarem a Deus, através de seus sacrifícios, ofertas, com seus significados e aplicações espirituais através dos simbolismos. Esse tabernáculo era uma tenda móvel, muito bem feita artesanalmente com materiais de primeira qualidade, tecidos, objetos e tudo foi trabalhado por mãos muito habilidosas e ainda ungidas e supervisionadas por pessoas que receberam uma unção especial para servir naquelas questões. “Depois disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o Senhor tem chamado por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá. E o Espírito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento, ciência e em todo o lavor, E para criar invenções, para trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre, E em lapidar de pedras para engastar, e em entalhar madeira, e para trabalhar em toda a obra esmerada. Também lhe dispôs o coração para ensinar a outros; a ele e a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Encheu-os de sabedoria do coração, para fazer toda a obra de mestre, até a mais engenhosa, e a do gravador, em azul, e em púrpura, em carmesim, e em linho fino, e do tecelão; fazendo toda a obra, e criando invenções” (Ex 35.30-35). No devido tempo, meditaremos sobre todos esses aspectos e suas aplicações; por hora, apenas queremos ver a importância dada aos aspectos de fabricação, escolha de materiais e qualificação das pessoas para servirem na confecção de tudo que estava ligado àquele tabernáculo. Ele seria o centro da vida espiritual da nação e faria a conexão de fé e culto entre o povo e seu Deus. Na Nova Aliança, celebrada por Cristo na instituição da Ceia, na véspera de seu martírio, uma nova realidade ficou estabelecida. “Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mt 26.26-28 ARA). Nessa Nova Aliança, o conceito de casa de Deus, morada, tabernáculo de Deus e etc.  mudou completamente, assumindo uma possibilidade pouco imaginada possível na Velha Aliança. Agora Deus habita em pessoas e não mais em casas feitas por mãos humanas, materiais, perecíveis. “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (Jo 14.23). Os apóstolos em seus ensinamentos ampliaram os horizontes desse ensinamento neotestamentário. Paulo: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (I Co 6.19). Pedro: “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pe 2.5). Somos a morada de Deus, agora não vamos mais à casa de Deus, pois Ele habita em seu povo. Entender isso, faz muita diferença no cultuar e no servir a Deus.

Senhor, obrigado por construir em nossas vidas algo muito significativo e importante para ti e para todos nós. obrigado por sermos a mora do Senhor em Espírito. Buscamos entendimento e compreensão dessas verdades que muito abençoam as nossas vidas. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason