Procuro Meus Irmãos

Meditação do dia: 30/06/2020

 “E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles apascentam.” (Gn 37.16)

Procuro Meus Irmãos – No livro “O Contrabandista de Deus” do irmão André, um holandês que fez história e ministério contrabandeando bíblias e suprimentos para os cristãos nos países comunistas, nos anos sessenta e setenta. Fundou a Missão Portas Abertas, que ainda hoje serve de voz para a igreja e os cristãos perseguidos. Num trecho da sua narrativa ele conta que chegou em um pais fechado e tinha marcado encontro com um contado, que demorou para aparecer e enquanto isso, ele que não falava uma única palavra naquele idioma, começou a conversar com as pessoas ali, utilizando as suas Bíblias, abrindo em um versículo e apontava cada um lia na sua língua e assim sabiam do que se tratava. Assim lhe perguntaram o que ele fazia ali, e ele então abriu sua Bíblia em Gn 37.16 e mostrou que buscava os seus irmãos. Li esse livro nos anos setenta logo após a minha conversão e até hoje, todas as vezes que passo por esse texto, me lembro do Irmão André e sua jornada de apoio aos cristãos atrás da Cortina de Ferro. José estava na sua jornada em obediência ao pedido de seu pai, indo ao encontro de seus irmãos, que originalmente estavam apascentando seus rebanhos nas imediações da cidade de Siquém. Vamos pensar aqui hoje no nosso trabalho de fazer a obra de Deus, juntamente com as muitas outras pessoas que também estão empenhadas no serviço do Reino de Deus. O trabalho quando feito em parcerias pode ser muito mais eficaz e a produtividade pode ser multiplicada várias vezes. Quando o trabalho é iniciante, ou pequeno, o esforço maior é para que aja crescimento e multiplicação numérica e ao mesmo tempo, já estruturado com boa base, para que suporte o peso do crescimento. Toda edificação só atinge o nível que suas bases suportam, senão tudo irá ruir e dará perca total. Pastores de igreja pequenas, líderes de ministérios iniciantes e ainda pequenos, devem lembrar-se dos ensinos de Jesus sobre os construtores que edificaram suas casas sobre o que acreditaram – um sobre a rocha e outro sobre a areia. O tempo e as tempestades da vida se encarregaram de validar o trabalhar de cada um. Quando o rebanho já é grande, exige-se cuidados adicionais e mais investimentos em especializações por áreas, para que o todo seja atendido com qualidade. Ministérios concentrados na figura de uma única pessoa não é saudável. A obra é de Deus e não humana; homens passam, falham, morrem e um ou a combinações desse fatores podem destruir algo que consumiu muito tempo e energia de muitas pessoas boas, santas e dedicadas. Procurar os irmãos pode ser pensado como buscar ajuda, apoio, parcerias e pessoas com quem podemos prestar contas e caminhar juntos. Todos temos pontos fortes e fracos e os dons no Corpo de Cristo são diversificados, exatamente para que todo o corpo seja beneficiado. Os dons e talentos de cada membro e parceiros servem de ajuda para produzir um discipulado que espelhe a multiforme graça de Deus. Nenhuma pessoa sozinha é boa e completa o suficiente para exteriorizar toda a plenitude de Cristo como Cabeça da igreja. É preciso reconhecer estamos num corpo e dependemos da participação dos outros membros. “Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” (Rm 12.4,5). O ministério colegiado é gratificante, embora exija o melhor de cada um em cem por cento de comprometimento, mais confiança recíproca, tolerância em níveis maiores, muita renúncia e disposição de servir. Vai encarar? Morrer para a individualidade e viver para a comunidade não é um processo fácil e agradável, mas é um excelente caminho ministerial.

Senhor Jesus, obrigado por ter feito um bom trabalho de discipulado, com os doze e assistido ainda multidões e no devido tempo estavas lá no Calvário, se entregando por todos nós. Graças rendemos porque o teu discipulado criou as bases para sustentar a Tua IGREJA, até hoje e para todo o sempre. É o Senhor pessoalmente que edificas a tua igreja, por isso nem mesmo as portas do inferno podem contra ela. Obrigado por levantar ministros e obreiros para a tua seara e diversificar os dons e os talentos para servirmos com qualidade, mas juntos, em comunhão e cooperação. Em teu nome, Jesus, oramos agradecidos. Amém.

Pr Jason

O Que Procuras?

Meditação do dia: 29/06/2020

 “E achou-o um homem, porque eis que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe o homem, dizendo: Que procuras?” (Gn 37.15)

O Que Procuras? – O que move o mundo, são as perguntas ou as respostas? Nem sempre as respostas são tão óbvias e nem todos os peritos sabe de fato as variáveis possíveis de questões que alguém nunca perguntou ou a atenção de ninguém nunca esteve voltada para aquele ângulo. Na leitura de um texto sobre investimentos, me deparei com uma preciosidade, pelo conjunto da obra, vou reproduzir um trechinho: Em 1997, Robert Frank estava lecionando o tradicional curso de Introdução à Economia em Cornell, curvas de oferta e demanda, tudo dentro do esperado, quando uma aluna chamada Jennifer chamou sua atenção com uma pergunta inusitada. Por que as noivas gastam milhares de dólares em vestidos de casamento que elas nunca mais vão usar na vida, enquanto os noivos preferem alugar ternos que eles facilmente poderiam usar de novo em diversas ocasiões futuras? De um ponto de vista estritamente econômico, o comportamento dos noivos e noivas parece contraintuitivo. Os economistas diriam simplesmente que “não faz sentido”. Indo fundo na pergunta de sua aluna, Frank acabou chegando a uma crítica importante: aqueles que estudam muita teoria econômica acabam se tornando péssimos interlocutores em situações reais da vida pessoal ou profissional. A Jennifer estava pensando fora da curva, como é a linguagem atual. Um homem encontrou um jovenzinho, um adolescente perdido, vagando pelos campos periféricos de Siquém e percebendo que ele não era dali; estava trajando uma capa muito bonita, várias cores e parecia querer avistar algo ou alguém. Se dirigindo a ele perguntou “O que Procuras?” José sabia o que estava procurando, e deveria haver sinais evidentes do que procurava, pois era um grupo de dez pessoas, apascentando um rebanho, que por sinal deveria ser enorme. No oriente normalmente um pastor sozinho cuida de centenas de cabeças. Certamente não seria difícil localizar algo dessa dimensão, todavia ele não estava conseguindo. Em nossa jornada da vida e a vida espiritual não pode ser dissociada disso, encontramos esse cenário diversas vezes; em alguma situação nós é que estamos à procura, desorientados, embora saibamos o que precisa ser encontrado. Em outras situações encontramos pessoas cruzando os nossos campos de ações e percebemos que estão no lugar errado, se é que estão procurando alguma coisa. Por mais estrando que parece, em certas ocasiões, a pergunta não é feita e tudo se limita a troca de olhares, olhares vagos, descompromissados e alheios ao drama do outro. Uns de nós não querem se comprometerem com a jornada de outros; alguns não estão fazendo nem o seu trabalho e porque se meteria na seara dos outros? Hoje, a minha pergunta fora da pergunta é: Quem se importa? Eu me importo? Você se importa? Deus se importa? Me lembro de Jesus saindo de Jericó e um cego lhe veio ao encontro clamando: “E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se, e foi ter com Jesus. E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista. E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvo” (Mc 10.50-52). Jesus perguntou porque se importava, se interessava, ainda que muitos dos seus seguidores não se importaram e até tentaram silenciar e impedi-lo de chegar ao Mestre. Tenha horas que a gente pensa que muita coisa não mudou; o que tem de seguidor de Jesus mais dedicado a impedir e atrapalhar do em ajudar e facilitar o acesso das pessoas necessitadas ao amor e a graça de Deus. Por que Jesus perguntou o que ele queria? Não era óbvio que todo cego quer ver? Claro que não! Algum cego poderia dizer, cura não! Se eu for curado, não poderei pedir mais, terei que arrumar um trabalho! Cura não! Perderei meus benefícios previdenciários! Perderei o direito de prioritário! Perderei…. Se Deus mudar a minha vida para melhor, ficará pior! Assim tá ruim, mas tá bom, já me acostumei! Você já pensou na seriedade com que ora a Deus e até que ponto o seu caráter está envolvido em transformações verdadeiras? De fata, você sabe o que procura? Sabia que mais cedo ou mais tarde, um homem vai te encontrar e fazer a pergunta: “O que procuras?” Durante a escrita me veio ao coração uma canção antiga dos anos setenta, de Ozéias de Paula, que falava sobre “Ninguém se importa;” vou deixar o link, pode ser edificante ou ajudar em alguma coisa. https://youtu.be/wbmWDvToJY0

Senhor, Deus e Pai, de eternas misericórdias e bondades, agradecemos a oportunidade e o privilégio de estarmos à procura de alguma coisa, e o teu Espírito Santo sabe de todas as coisas, incluindo a sinceridade da nossa busca. Quando o Senhor nos encontra desorientados e perdidos e faz a pergunta chave, nem sempre sabemos responder de pronto, o que de fato estamos buscando. Trata oh! Senhor em boa medida com a nossa condição e guia-nos para encontros verdadeiros e transformadores, por tua bondade. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Andar Errante Pelo Campo

Meditação do dia: 28/06/2020

 “E achou-o um homem, porque eis que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe o homem, dizendo: Que procuras?” (Gn 37.15)

Andar Errante Pelo Campo – Os campos me fascinam desde muito cedo. Goiano do interior, crescido em roças e fazendas com todas as belezas e privilégios de desfrutar dos campos floridos, árvores frutíferas tanto dos pomares quanto nativas do cerrado; nadar e pescar nos córregos, riachos e cachoeiras e um sem número de outras coisas, que hoje me dá saudade e orgulho de ter aquilo aquelas coisas na minha infância e até o começo da juventude. O gosto pela natureza e pelos seus significados, foram enriquecidos com o conhecimento das Escrituras Sagradas, que tem tudo à ver com o estilo de vida interiorano, pois os principais personagens bíblicos foram pastores de gado, pescadores, agricultores de diferentes produtos e serviços. O Senhor Jesus fez tão bom uso das figuras e ilustrações da vida simples e das lidas com plantações, colheitas e prazeres da mesa farta, que qualquer caipira ao se converter a Cristo e estudar a Bíblia, se sente em casa e bem à vontade. Algumas expressões me atraem a atenção, porque literalmente significam algo e figuradamente produzem ensinamentos de uma riqueza maravilhosa. Posso dizer que “bem-aventurados” os que compreendem como aplicar a simplicidade das Escrituras para solucionar a complexidade da vida controlada pelo sistema que o mundo tenta nos empurrar. Talvez em sequencia simples eu apresente alguma evidencia do que estou incitando a mente de vocês. Começo com Abel e Caim: “E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou” (Gn 4.8). Vida sossegada, irmãos, quatro pessoas no mundo ainda quase perfeito, os dois iniciavam a vida de adoradores assumindo suas próprias responsabilidades de cultuar a Deus; cada um trouxe sua oferta. Caim chama o irmão para uma conversa estando “os dois no campo.” Simplicidade e confiança de um e maldade e perversidade de outro. Isso ainda produz aprendizagem até hoje! Outra citação que é muito viva no meu coração, é sobre Sansão: “Depois teve esta mulher um filho, a quem pôs o nome de Sansão; e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou. E o Espírito do SENHOR começou a incitá-lo de quando em quando para o campo de Maané-Dã, entre Zorá e Estaol” (Jz 13.24,25). Um homem nascido sob promessa divina, cresceu, abençoado por Deus, o Espírito de Deus começou a “incitá-lo para o campo.” Pessoas vocacionadas, cheias do Espírito, andando sob a bênção de Deus tem forte atração pelos campos, é prá lá que Deus os leva. Sansão era para o campo de Maané-Dã, entre duas cidades; qual o campo para o qual Deus te chama e o Espírito de “incita?” Vou reduzir as ilustrações senão vai se tornar uma série de meditações sobre o tema, mas vamos fechar com uma especial: Jesus: Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até a colheita? Eu, porém, vos afirmo: erguei os olhos e vede os campos, pois já estão brancos para a colheita (Jo 4.35). Jesus ensinando o valor do trabalho evangelístico aos seus discípulos e nos mostrando que os “campos estão aguardando trabalhadores.” Tem muito serviço a ser feito. Mas na experiencia de José na sua primeira viagem ao encontro dos seus irmãos, para fazer a vontade de seu pai, ele se perdeu em algum detalhe e acredito que o fato dos irmãos terem se deslocado da região de Siquém, o fez perambular, vagando para encontra-los e nessa procura passou a andar errante pelo campo. Ela tinha sentido de propósito, sabia o que estava procurando e o que tinha que fazer, mas ainda assim estava errante em sua caminhada. Encontramos membros de igrejas, obreiros leigos e pastores com boa formação e com autoridade e ministérios reconhecidos, mas que por razões outras, andam errantes no campo, as vezes no seu  próprio campo já demarcado e estabelecido. Igreja se perdem na sua missão e se transformam em muitas outras coisas e instituições, menos igreja. Autocrítica faz muito bem e deve periodicamente estar sendo exercitada individualmente e corporativamente para não incorrermos em nos perdermos e ainda que não deixemos de fazer nossa missão, mas poderemos atrasar e postergar decisões e ações. Quando se trata de campos brancos para a colheita, atrasos e desvios podem custar muto caro para todos, especialmente para as almas que se perdem sem serem alcançadas pelos ceifeiros do Senhor da Seara. Você está bem? Está na rota certa e no tempo certo? Não ande errante pelos campos da vida, ainda que seja a sua vida!

Pai, obrigado pela direção que o Espírito Santo oferece para todos os filhos e todos que prestam atenção, pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus, disse Paulo (Rm 8.14). Pedimos sabedoria e graça suficiente em Cristo Jesus, para andarmos pelos campos brancos, mas em ação produtiva e eficiente para que os frutos do penoso trabalhos dos semeadores e daqueles que cuidaram não se perca e as preciosas almas, vidas amadas e compradas pelo sacrifício de Cristo não sejam colhidas e acolhidas pelo amor do Pai. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Encontrado

Meditação do dia: 27/06/2020

 “E achou-o um homem, porque eis que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe o homem, dizendo: Que procuras?” (Gn 37.15)

Encontrado – A história de um é a história de muitos! Quando visto de um ponto de vista único, todos os homens se uniformizam e o nivelamento acaba fazendo a média, que em essência prevalece sobre os pontos mais baixos, mas está também distante dos picos mais altos. O profeta Isaias faz uma descrição da situação vista dos céus: Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos (Is 53.6). estou mantendo a linha de pensamento da aprendizagem pelo caminho da tipologia bíblica; assim olhamos a saga de José, que está entrelaçada com a de seu pai Israel, pois o filho é a continuidade da vida e da história do pai; está também conectada à vida de seus irmãos e o que acontece a um, influencia a todos, pois faziam parte de um propósito maior e mais abrangente que nem eles mesmos viam primariamente tudo. À medida que a trama toda vai se desenvolvendo, cada peça vai assumindo sua posição de relevância e complementando a de todos. Foi assim que partiram de irmãos briguentos a uma grande nação unida e aliançada com Deus e com a própria história através da fé e da adoração ao único Deus e Senhor das alianças. A nossa história, também não é nada diferente, pois fomos alcançados e entramos numa aliança eterna, já em andamento e batizados num corpo já em pleno funcionamento, sob as promessas e as bênçãos de Abraão. José partiu para sua jornada – que era também a missão dada pelo pai – para encontrar os irmãos. Ele aqui, nessa cena é um de nós, seguindo o caminho mas por razões múltiplas, se afastou e se perdeu. Todos já vimos isso acontecer ao nosso redor e até conosco mesmo. Isso é totalmente humano, faz parte da vida de todas pessoas. Parte com um destino certo, com uma visão certa e até a motivação correta; Mas o caminho é longo e oferece alternativas, distrações e oportunidades até que se descobre já desorientado e perdido, longe do caminho e mais longo do alvo proposto. Como humanidade chegamos a um tal ponto que precisou de intervenção divina: “Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Rm 3.12). Espiritualmente onde há uma necessidade, há também a fonte de recursos; de onde surgem os problemas, emerge também a solução; a causa das indagações é também de onde virá as respostas. Um homem envia o seu filho ao encontro dos irmãos, e um homem aparece para mostrar-lhe que estava perdido e necessitado de orientação e ajuda. Quem é esse homem? Pode ser eu, pode ser você, pode ser a igreja, mas sempre um homem estará sendo o instrumento de Deus para abençoar os demais homens. A doutrina da redenção mostra que todos os homens se perderam, mas a solução foi providenciada por meio de um homem, que veio de entre os homens. Missões, evangelismo, testemunho de vida e ministérios são homens levantados por Deus para mostrar aos outros homens a condição em que se encontram e o caminho de volta para encontrar os irmãos. Precisamos estar disponíveis a Deus e aos homens que são o nosso campo de serviço. Não importa o que façamos em nossas jornada e como ganhamos a vida em termos de trabalho; tudo termina sempre em gente, em pessoas. Deus ama pessoas, as perdidas, as já encontradas e as dispostas a encontrar as demais. Uns vão cuidar dos feridos, outros lidarão com treinar os resgatadores; uns estarão suprindo e provendo para os que vão e outros suprindo os que ficam e mantendo todos motivados, unidos e envolvidos. Tem lugar para todos, qual é o seu? Onde é seu posto. Você precisa ser encontrado e permitir se encontrar para continuar sua jornada.

Senhor, obrigado por vir nos encontrar quando estávamos perdidos e desorientados no caminho. Obrigado por sermos também os instrumentos expressão de teu amor por pessoas nesse mundo. Servir ao Senhor é servir também às pessoas. Abençoar pessoas é glorificar o teu nome e valorizar toda a obra da redenção que Jesus consumou lá na cruz. Obrigado, por esse tão imenso amor e cuidado. Nesse dia, queremos nos encontrar com o teu propósito e missão para cada um de nós. Estamos conscientes de que há trabalho a ser feito e muitas vidas para serem cuidadas e ajudadas, e a tua graça e o teu poder estará disponível a todos para a tarefa. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Hebrom & Siquém

Meditação do dia: 26/06/2020

 “E ele lhe disse: Ora vai, vê como estão teus irmãos, e como está o rebanho, e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom, e foi a Siquém.” (Gn 37.14)

Hebrom & Siquém – Qual a sua primeira grande viagem sozinho? Me lembro muito bem da minha primeira experiencia solo. O nervosismo da viagem, a responsabilidade do que ia fazer e a expectativa se apresentar sozinho, embora eu deveria ter treze anos. Agora dando uma olhadas nos modernos recursos, a minha jornada era de aproximadamente cem quilômetros e a de José era de aproximadamente oitenta quilômetros e ele com quatro anos à mais que eu. Separando-nos ainda uns quatro mil anos e nem levando em conta que iria eu ônibus e ele à pé. Os riscos dos dois eram imensamente diferentes, sendo que ele teria que enfrentar paradas para se alimentar, descansar e dormir pelo menos duas noites até chegar. Não estou falando dos perigos de feras selvagens, como leões, raposas, logos e até ursos; se Davi anos mais tarde matou um urso que atacou seu rebanho, significa que eles existiam naquele território. Comparações inúteis à parte, vamos observar que para cumprir uma ordem de seu pai e trazer notícias dos irmãos e dos rebanhos, José teria que literalmente empreender uma jornada, com todos os ingredientes que ela oferece. Como a vida de José pode ser observada por nós, como um modelo de aprendizado, obediência e vocação, seguir os seus passos também vai nos levar a ponderar as decisões que temos que tomar e que todas elas trazem consequências e ou resultados. Quero focar minha atenção nos valores da obediência solícita desse jovem, que desejava agradar ao pai e a obediência ainda que lhe viesse a custar alguma coisa, era a melhor decisão e ele nem mesmo cogitou questionar. Israel confiou uma tarefa grande ao filho; José acolheu aquela oportunidade como sua vez de ser realmente útil e comprovar que estava amadurecendo e seria confiável para missões maiores após cumprir aquela. Não sou engenheiro de obra pronta, para dizer que Israel estava expondo o filho a um perigo desnecessário e no mínimo deveria ter providenciado uma companhia de viagem, um servo ou adulto de confiança; sabemos que todos os pais já vestiram a pele de Israel, depois do resultado quando os outros filhos voltaram para casa e não José e sobrara apenas uns trapos da túnica colorida do filho. Ele deve ter pensado e repensado centenas de vezes e se culpado ou orado pedindo orientação e confirmação divina no seu coração sobre o que de fato acontecera. O que pode acontecer entre dois vales e setenta e sete quilômetros de distancia? José morava no vale de Hebrom e os irmãos estavam trabalhando com o gado no vale de Siquém. Figuradamente na jornada de fé, vales são lugares de aprendizado, humilhação e recomeços. Quem está no vale, para duas direções terá que subir até alcançar uma nova vista e se orientar. Em outras duas, provavelmente continuará no vale, subindo ou descendo, mas ainda no vale. Também se entende que vale é um lugar de serviço. É o correspondente ao avental; entre os montes das visões, sempre há o vale do serviço. Existe o banquete dominical, mas também o avental do serviço semanal. Fazem parte da vida do peregrino e do discípulo. Para José o roteiro original era de vale a vale, ida e volta. O intinerário foi alterado para cumprir propósitos maiores, que só a sabedoria e a providencia divina sabiam. Sabemos quando partimos e para onde, mas será uma jornada onde a fé será o elemento predominante e sem ela, não podemos agradar a Deus. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6).

Obrigado Senhor, Deus e Pai; graças te damos e reconhecemos que a nossa jornada precisa ter início, meio e fim, sendo que tens autoridade e direito de interferir no trajeto e nos fatos da caminhada. Nossa experiencia indica que és fiel em todo tempo e nada irá interferir nos propósitos santos e eternos que tens para com as nossas vidas. Como pais ou filhos, enviamos e somos enviados; delegamos tarefas e somos agraciados com oportunidades de servir e em todas elas, precisamos sermos fiéis e estarmos prontos para os desafios. Nosso coração confiará na tua capacidade de cuidar e proteger os que foram enviados e estão em jornadas que oferecem riscos e perigos; mas as vidas que serão ajudadas e abençoadas precisam desse cuidado e serviço. Envia, Senhor, mais servidores e caminhantes para essa jornada. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Enviar-te-ei a Eles

Meditação do dia: 24/06/2020

 “Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui.” (Gn 37.13)

Enviar-te-ei a Eles – Qual o primeiro tema que vem à sua mente quando ouves a expressão: Enviar-te-ei? Missões! Acertei? Na minha mente também. É quase indissociável uma coisa com a outra. Podemos hoje pensar um pouco em missões aqui, e até fazermos algumas ponderações, mas não vou prometer muito, mas ainda assim espero que o mover do Espírito Santo também esteja nessa direção nas vidas de todos vocês que estão lendo exatamente hoje. Nesta nossa caminhada devocional, queremos estar sensíveis a Deus, assim como desejamos que Ele esteja e está sempre sensível às nossas vidas, com as nossas demandas. Olhamos as Escrituras como um todo, sem dissociar uma parte da outra, porque ela nos foi dada por Deus, que tem uma visão muito mais ampla do que a nossa; e uma das razões do poder da Palavra de Deus é exatamente alargar a capacidade humana de aprender e crescer pela sabedoria espiritual, como disse Paulo aos Coríntios, “comparando coisas espirituais com espirituais” (I Co 2.13). Aqui hoje, lanço mão da tipologia bíblica onde o nosso patriarca representa o Pai, que envia o seu amado filho ao campo de missões. José sendo enviado pelo pai ao campo de trabalho dos irmãos, um mundo inóspito, hostil e nada acolhedor. Nos faz lembrar os registros que João descreve: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” (Jo 1.11,12). A iniciativa do envio foi do pai, nos dois casos, literalmente Israel desejava saber notícias dos filhos que estavam nas regiões de Siquém, apascentando os rebanhos; ela queria saber o estado deles e também dos rebanhos; coisas de pai, se certificar de que tudo estava indo bem e sob controle. No plano de redenção, a iniciativa também foi de Deus em buscar e salvar os que se haviam perdido. Deus não enviou uma filosofia, uma ideologia, uma religião, mas enviou seu filho e por razões muito óbvias. “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Rm 3.10.12). e o texto clássico que valida missões: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Quando se pensa biblicamente em missões, não se pensa em teoria! Deus não ficou teorizando lá na sua glória se enviaria ou não; se valeria a pena ou não; se o preço seria alto demais para resgatar aquele tipo de pessoas. Deus agiu intencionalmente. Jesus fez sua obra redentora completa, única, suficiente e irretocável e a colocou a disposição de todo aquele que  crer. Mas fez mais – como dizemos nos treinamentos de liderança: “Sucesso sem sucessor é fracasso!” A igreja, você e eu, somos a sucessão na missão de Deus para toda a humanidade que ainda precisa dele. Olha o que Jesus disse ao orar por nós, naquela semana de ministério íntimo: Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.
E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. E não rogo somente por estes,
(os onze) mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim (Nós); Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste (Jo 17.18-21). Não espere um chamado! Você e eu já fomos, já estamos chamados e inclusos. Estou desafiando vocês a se levantarem e se envolverem mais e com diligencia, presteza, excelência no trabalho de Deus. O Pai envia, o filho vai. Vamos? Sempre há algo a ser feito para quem se dispõe a servir.

Obrigado Pai, por chamar e determinar nossa tarefa na tua seara. Ela continua grande e os ceifeiros continham poucos, mas Jesus nos sugeriu que pedíssemos ao Senhor da seara que enviasse mais trabalhadores. Eles estão entre nós, somos nós e com os dons, talentos, oportunidades e recursos já disponíveis para fazermos o que precisa ser feito. Se algo novo precisar de atenção, tu providenciarás o necessário e o suficiente. Podemos confiar e descansar no teu cuidado. Oramos a ti, Senhor da Seara, que nos ajude a continuar até o dia determinado por tua sabedoria. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Irmãos Que Apascentam

Meditação do dia: 23/06/2020

 “Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui.” (Gn 37.13)

Os irmãos Que Apascentam – Todos nós, estamos familiarizados com os termos da vida pastoril muito utilizada nas Escrituras Sagradas. Daí emprestamos os muitos termos e atividades da vida cristã e ministerial. O provável mais conhecido versículo da Bíblia, chama Deus de “Meu Pastor,” e o salmo inteiro liga os cuidados de um pastor de ovelhas com o cuidado de Deus com os seus filhos, com sua igreja, com sua nação escolhida e com o seu Reino Eterno. Esse relacionamento é todo baseado na confiança e no caráter, onde as ovelhas obedecem, seguem, amam e confiam; enquanto o pastor governa, guia, alimenta e protege. Jesus é descrito e nos seus próprios ensinamentos se colocou como O  BOM PASTOR; excetuando-se de todos os demais, quer verdadeiros, quer falsos ou mercenários. Jacó disse à José, que seus filhos, estavam trabalhando com os rebanhos em Siquém. Eles desenvolviam um trabalho digno, responsável e importante, ainda que fosse necessário enfrentar adversidades como estar por muito tempo longe de casa, exposto ao relento do tempo, e sempre alertas para proteger o rebanho de perigos que poderia vir de muitas direções e surpresas nocivas e perigosas. Estamos olhando para situações onde pessoas se ocupam de atividades das quais também fazemos parte e estão relacionadas conosco. Estamos todos ligados a uma comunidade de fé e todos os irmãos e irmãs ali vivem no contexto de rebanho do Senhor sob os cuidados espirituais de um ministério levantado por Deus para cuidar e suprir os cuidados delas. Deus cuida de nós, através dos cuidados que oferecemos e recebemos do Corpo de Cristo, em termos terrestres. Somos a igreja do Senhor, não porque fazemos parte de uma entidade ou associação, mas por uma obra poderosa realizada em nossos corações pelo Espírito Santo. Nascemos de novo, fomos regenerados pelo poder de Deus e imediatamente batizados num Corpo místico, chamada Igreja. Assim como somos cidadãos de dois reinos, o terreno e o celestial, sendo um totalmente imperfeito, e o outro absolutamente maravilhoso com tudo nos devidos lugares; um governo humano, dando o seu melhor que ainda deixa muito à desejar; mas do outro lado somos súditos de um Rei justo, generoso, e que supre de fato infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, pela ação do Espirito Santo no interior de cada filho de Deus. A igreja como tal, é divina e humana simultaneamente. Assim, sem dúvida é perfeitamente imperfeita, ou se preferir imperfeitamente perfeita. Onde há o elemento humano, aí há fraquezas e falhas e onde isso está presente, há espaço e oportunidade para o sobrenatural de Deus agir poderosamente. José não era perfeito, nem um adolescente santo, mas um jovenzinho, com potencial e disposição iniciando o seu treinamento para a grandeza que viria à frente. Ela iria ao encontro de seus irmãos, que não eram nada perfeitos e nem estavam de ânimos piedosos e corações solícitos e pacientes. Do ponto de vista humana, era um encontro programado para dar tudo errado e terminar em tragédia. Mas quem sabia disso? Quem estava pronto para isso. Tudo o que o pai sabia era que os filhos apascentavam; tudo o que José sabia era que os irmãos apascentam. Poderia haver cooperação e todos estariam seguros e o pai informado e tranquilizado. Quem de nós estava intencionalmente preparado para enfrentar a pandemia e o isolamento social provocado pelo Corona Vírus? Nós não estávamos, mas Deus já sabia e ainda sabe e está no perfeito controle de todas as coisas. Assim como hoje eu sei que a situação de Jacó, José, os irmãos, o Egito, Faraó e a futura nação de Israel, tudo estava conectado e Deus estava no controle de tudo; assim, posso confiar que em 2020 aquele que é o mesmo ontem, hoje e o será eternamente, também está sentado no trono e tudo ficará bem. Posso confiar, posso descansar e o convido também a colocar o seu coração em compasso de espera e esperança nas mãos poderosas do Senhor. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra. O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (Sl 46.1-3,10,11).

Pai, graças te rendemos por estar nos apascentando o tempo todo e em todo o tempo. Obrigado pelos meus irmãos que também apascentam os rebanhos do Senhor que estão sob seus cuidados. Tal como eu, eles não são perfeitos e dependem tanto da tua graça infinita, como do ar para respirar. Clamamos por tua misericórdia e bondade sobre nossas vidas para podermos a contento cuidar das tuas ovelhas e pastoreá-las com conhecimento e com inteligência. Oramos pelos pastores e líderes, que amam o que trabalham a que foram chamados e vocacionados para servirem a Ti, servindo às pessoas. Obrigado pela porção de graça diária sobre nossas vidas e nossas famílias, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Israel & José

Meditação do dia: 22/06/2020

 “Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui.” (Gn 37.13)

Israel & José – Que importância tem as últimas palavras ou as conversas de um último encontro? Elas tomam dimensões gigantescas e importância e significado, para quem fica. Não é apenas as palavras, mas também o tipo de conversa, o assunto, a tonalidade, o respeito e a reverencia ou falta dela. Depois de algum tempo e de algum acontecimento que marca aquilo como a última oportunidade, faz surgir um valor sentimental e pode ficar até como legado. Nosso universo de relacionamentos estão repletos de relatos de pessoas conhecidas e queridas, que sem despedir, se despediu, sem avisar nada, deixou avisos muito claros de que aquilo era um etapa finalizada. Alguns atribuem essas situações a atividades espirituais, ou da parte interior, a verdadeira pessoa, que tem acesso a mais informações do que a nossa vã sanidade mental e emocional admite. Em termos de espiritualidade e intimidade com as realidades sobrenaturais do Espírito Santo, temos indícios como os ensinos do Apóstolo São Paulo, na Carta aos Coríntios – “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (1 Co 2.11,12). Fenômenos psíquicos, anímicos e espirituais que estão um tanto além da mera compreensão racional, permite a pessoa chegar a informações que digamos, “ela mesma não como sabe aquilo, mas sabe no seu interior.” José e Jacó, estavam travando um diálogo simples, uma conversa de pai e filho; o pai precisando de um favor, um serviço que um adolescente poderia fazer com facilidade e não seria nada fora da normalidade familiar. Havia disposição de cooperação da parte do filho em servir e produzir satisfação ao coração do pai. Eles, porém, não tinham como saber que aquela seria a última conversa entre eles por muitos anos, ao menos nos próximos vinte e dois anos e sendo que José ainda teria alguma condição de tentar contatos, mas o pai, ficou alijado dessa oportunidade. Quando a Bíblia nos chama a valorizar o hoje, porque é o único tempo sobre o qual temos qualquer controle e possibilidade de agir conscientemente, ela está sugerindo viver intensamente e com qualidade. Isaías fala sobre a brevidade poética da vida “Uma voz diz: Clama; e alguém disse: Que hei de clamar? Toda a carne é erva e toda a sua beleza como a flor do campo. Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente” (Is 40.6-8). O dia da salvação, isto é, o dia de resolver as questões de fato importantes, é hoje, é agora, enquanto tenho isso disponível. “(Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação)” (2 Co 6.2). Não deixe de dizer que ama, não deixe de pedir perdão, não deixe de perdoar, não deixe de ajudar, servir, facilitar agora, nessa oportunidade que parece apenas uma entre tantas outras que teremos pela vida à fora. “Ainda teremos muito tempo juntos…” tempo é o que não temos, nem controle sobre ele e os eventos que como o próprio tempo passam e não voltam mais, nunca mais! Então é hoje! É Agora!

Senhor, obrigado pelo momento que estamos tendo agora, juntos. Posso orar a ti e louvar o teu santo nome, posso agradecer pelas vidas e pelas muitas amizades, familiares e relacionamentos que temos. Algumas delas teremos por muito, muito tempo ainda, outras nem tanto e outras não sabemos nada! Mas precisamos de sabedoria e coragem para construir relacionamentos saudáveis e duradouros, de preferencia, para a eternidade. Obrigado pelo teu amor imenso e pela generosidade de nos permitir te conhecer e sermos amados de forma tão intensa e incondicional. Obrigado pelas vidas ao nosso redor e por tudo que elas significam e pelo que são. Graças, em nome daquele que vive para sempre, o nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Que Sonho é Este?

Meditação do dia: 21/06/2020

 “E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?” (Gn 37.10)

Que Sonho é Este? – Ninguém é muito chegado a aceitar a subversão. Com exceção dos próprios subversivos, todos os demais preferem a ordem, a constância e a rotina costumeira. Pessoas tem perfis de personalidade diferentes uns dos outros e assim elas podem até se agrupar pelas próprias conveniências; Há os conservadores, os inovadores, os ajustáveis e os arrastados. Inovadores não se ligam a nada e estão sempre prontos a começar algo diferente e não se importam se der errado; na verdade se torna um motivo à mais para fazer de novo e de novo. Os conservadores preferem que as coisas permaneçam como estão e como sempre estiveram. Para eles “em time que está ganhando, não se mexe!” Os ajustáveis ou adaptáveis, eles não tomam iniciativas logo, mas à medida que percebem que faz sentido e que pode ser bom, eles entram e se adaptam ao novo e seguem suas vidas. Os arrastados, como o próprio nome diz, eles vão porque alguém os arrastam; não gostam e não aceitam mudanças e estão sempre na defensiva. Esses grupos forma todos os nichos sociais, poderia até arriscar que de cada dez, quatro são conservadores, quatro são inovadores, um adaptável e um arrastado. O que isso nos interessa? Amplie isso para dentro de sua família e veja quem é quem; faça o mesmo na igreja, imagina uma congregação com cem pessoas e enquadre-os nos perfis e verá como os dons, as motivações e a administração são impactadas só pelo perfil de personalidade de cada um. Eu, Jason, sou adaptável – não sou tão chegado em mudanças e novidades me incomodam, mas assim que percebo as vantagens e os ganhos, procuro me adaptar e me acomodar ali, para melhor produtividade. Observar isso, é de muita importância para liderar grupos e trabalhar em equipes. Mas voltando ao sonho de José, ele tinha um cenário de muita hostilidade por parte dos irmãos, mas contava com o apoio e a simpatia do pai, que via nele um futuro para as pretensões de serem uma grande nação. Acontece que os frequentes sonhos dele estavam afetando a harmonia dentro de casa e os ânimos entre os outros dez filhos estão muito exaltados. Desta vez quando José contou o sonho de ter visto o sol, a lua e onze estrelas se inclinando diante dele, o próprio pai já se antecipou trazendo uma interpretação razoável, mas com um viés de reprovação. Jacó, viu abuso nas pretensões de José, como se o próprio José fabricasse os sonhos e ou tivesse controle de sonhar sobre o que quisesse. Havia uma ordem natural de família, quem dava as ordens e quem obedecia; também a cultura impunha um padrão de respeito e hierarquia patriarcal, que não estava sendo observado nos sonhos do filho. Isso não é normal! Deve ter sido o pensamento e as conclusões de Jacó; como um filho, o décimo primeiro entre doze, ousa ascender sobre os demais e ainda até mesmo subverter a ordem de comando, levando pai e mãe a se curvar diante dele? Tudo o que difere do nosso padrão de normalidade nos chama à atenção e tendemos a nos opor a isso. A ordem existe para ser mantida e respeitada para o bem de todos! Se seguimos essa linha, acabamos com as inovações e a criatividade dos inconformados, que são os que produzem mudanças significativas no mundo ao nosso redor. É o exercício do bom senso e do respeito que produz uma boa interação entre todos os perfis e assim cada um pode oferecer sua contribuição sem ser achatado ou atropelado pelos demais. Deus é criativo, inovador, adaptável e conservador ao mesmo tempo em um perfeito equilíbrio, de sorte todos os filhos pode olhar, se ver e dizer que é muito parecido com esse aspecto do Criador. Nós, os pais não podemos podar as asas criativas e inovadoras dos nossos filhos; nem empurrá-los para algo que os assustam e sim, permitir e cooperarmos para que suas qualidades e habilidades sejam saudavelmente desenvolvidas e utilizadas para realização pessoal deles, para a glória de Deus e para o crescimento do Reino de Deus. Há lugar para todos na família de Deus. Com a motivação certa, todos seremos abençoados e todos desenvolveremos nossos potenciais. Acredite, invista, apoie e ao mesmo tempo, exerça influencia saudável e abençoadora, na sua casa, na sua igreja e na sua sociedade. Contribua!

Pai, obrigado por nos criar à tua imagem e semelhança. Individualmente somos pequenos e não temos como expressar todos os aspectos da tua vida em nós, por isso precisamos da comunhão e da comunidade, para nos completarmos uns aos outros e os múltiplos dons e habilidades serem expressos em comunhão e amor. Obrigado pela redenção em Cristo que possibilita a morte do Eu e o renascimento da Comunidade. Formamos um só Corpo, com um propósito todo especial, projetado por ti, e onde há espaço para todos se expressarem. Louvamos a tua grandiosidade e capacidade de operar tudo em todos. Em nome de Jesus, o nosso Senhor, amém.

Pr Jason

O Sonho Estelar de José

Meditação do dia: 20/06/2020

 “E teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.” (Gn 37.9)

O Sonho Estelar de José “Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim?” (Jo 18.34). Esse tipo de linguagem é por demais comum na literatura e na comunicação dos povos orientais da antiguidade bíblica. O que equivale ao nosso: “eu não disse nada, você é quem está falando!” Ao observar José lidando com seus sonhos e enfrentando a oposição dos irmãos, percebemos que ele contava o sonho que tivera, mas ele mesmo não deu nenhuma interpretação, mas os próprios irmãos faziam isso, e até mesmo o pai. Mas não podemos fugir da possibilidade de que, como um adolescente inteligente, ele estava tirando vantagem da percepção que tinha de que em todos os sonhos ele estava em vantagem, e que ainda que fosse um mero sonho, ele sempre se dava bem. Como disse alguém, “um sonho que se sonha só, é só um sonho; mas sonho que se sonha juntos é realidade.” Como já escrevi anteriormente, sobre como se olha para as peças de um sonho e as coloca em ordem, elas são relevantes, ou não e cada uma deve ser vista dentro da verdade total e maior do possível significado. Aqui, por exemplo em seu sonho, José se referiu ter visto o sol, a luz e onze estrelas que se inclinavam a ele. O elemento principal do sonho anterior foi mantido, como se fosse uma duplicidade, ou sonhando em seguida sobre uma mesma verdade, tal qual ele viu nos sonhos de Faraó, no futuro. A Tônica, é que ele teria ascendência sobre os familiares. Mas os elementos novos, foram o sol e a lua. Figuradamente, todos entendem e aceitam pacificamente que se trata dos dois maiores astros do nosso sistema e que exercem as maiores influencias sobre nossas vidas e nosso ambiente terrestre. Ambos cercados de mistérios e misticismos desde os primórdios dos tempos. Particularmente, prefiro manter os meus pés no chão, ou seja, nem tanto ao mar e nem tanto à terra. Gosto muito do equilíbrio. Extremos são sempre limites perigosos. Não sei muito, ou quase nada de ciências cósmicas, mas não posso desprezar tanto o que cientificamente tem sido descoberto e estudado, quanto os indícios deixados na Palavra de Deus. Começando pelo início, o Criador os fez e os estabeleceu nos seus respectivos lugares, com funções e leis específicas que os regem. “E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom” (Gn 1,14-18). Veja bem, que em poucos versos, destaquei sublinhando vários termos relevantes para observarmos o que Deus disse sobre o que e porque estava fazendo aquilo. Assim como é preciso estudar meticulosamente um assunto e suas variáveis para se afirmar um tese, e ao mesmo tempo vão aparecendo as antíteses para derrubar ou reafirmar a direção das observações, assim também as verdades bíblicas e corretas sobre tais fenômenos, também atrai a atenção dos místicos, supersticiosos e assim vão surgindo as versões alopradas e cheias de embustes para capturar a atenção e o culto dos incautos e descuidados espiritualmente. Foi assim que a sociedade humana se uniu em torno da construção da Torre de Babel. “E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra” (Gn 11.4). Já nos tempos do profeta Isaías e Israel como nação, essas práticas já eram bem evoluídas e erradas, como sempre foram. “Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que há de vir sobre ti” (Is 47.13). Mas tem também o outro lado, assertivo e abençoador: “E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo. Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera. E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. E, vendo eles a estrela, regozijaram-se muito com grande alegria” (Mt 2.1,2,7,9,10). O Sol da Justiça, a Brilhante Estrela da Manhã tem lá sua glória também revelada pela sua criação. Mas nos curvamos só diante DELE, dos astros dele não!

Senhor obrigado por revelar seus planos e propósitos para nossas vidas, ainda que de forma que precisemos de tua ajuda para discernir o verdadeiro sentido e assim prestar a verdadeira adoração àquele que é o Criador e o Senhor de todas as coisas. Obrigado pelos dons e ministérios especiais que ajudam a discernir os tempos e os modos como tens tratado com os povos e as nações. Obrigado por Jesus ser o nosso Senhor em tudo e em todas as situações, cuidado de nós com amor e misericórdia. Somos gratos, no nome dele, amém.

Pr Jason