Quando a Bênção Assusta

Meditação do dia: 24/01/2021

E, abrindo um deles o seu saco, para dar pasto ao seu jumento na estalagem, viu o seu dinheiro; porque eis que estava na boca do seu saco.(Gn 42.27)

Quando a Bênção Assusta Quando somos garotos, que começamos a vislumbrar a vida e as possibilidades, descobrimos que não dá para ir muito longe sem dinheiro! O difícil é que para todo lado ouvimos dos adultos, que “a grana tá sempre curta!” Ganhar dinheiro para satisfazer todos os sonhos e principalmente as ilusões, vai ficando cada vez mais difícil á medida que começamos a realizar pequenos trabalhos ganhando uns trocados e assim vamos aprendendo. Mas não é raro ficar sonhando acordo com um “montão” de dinheiro! As lições vão se sucedendo e a vida segue, então verdades como as ditas por Salomão, começam a fazer sentido: Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade. Onde os bens se multiplicam, ali se multiplicam também os que deles comem; que mais proveito, pois, têm os seus donos do que os ver com os seus olhos? (Ec 5.10,11). É assim que a vida é, e assim que a roda gira! Deixe-me propor um exercício fictício só para testar o grau responsabilidade no uso do dinheiro. Suponhamos que você encontre uma caixa ou mala, num lugar isolado de pouco movimento e descobre que é dinheiro vivo, grana, muita grana mesmo! Sem nome, endereço ou qualquer meio de identificação. O que faria, ou fará? Voltando ao nosso assunto, um dos irmãos de José, não identificado, num serviço de rotina, cumprindo as obrigações corriqueiras do dia a dia de quem está viajando em caravana, numa das paradas para descanso e alimentação, descobriu um tesouro no saco de trigo. Todo o seu dinheiro que havia levado e pago pelas provisões estava ali na totalidade. Como naqueles tempos normalmente se usava um saquinho, ou pequena bolsa para portar o dinheiro, que era em metal, ouro ou prata. Era bênção, ou um erro ou descuido dos servos do governador ou era intencional, uma armadilha? O coração fica disparado, a respiração ofegante e a confusão mental atordoa o rapaz. Ele pode ter sido designado pelos demais para fazer uso de suas provisões para alimentar os animais e assim, todos não precisariam mexer nas arrumações da carga. Naquele instante, ele não sabe se mantém o segredo, se chama o líder dos irmãos e conta ou se faz uma reunião com todos para discutirem a situação. Ele sabia que os segredos entre eles vinham cobrando um preço excessivamente alto para produzir mais um. Estou ligando esse fato, aos problemas que aparecem em nossas vidas, que parecem simples e com uma decisão estará resolvido; mas à cada movimento nosso, se complica e surge um novo fator que torna mais complexo. No mundo dos negócios, empreendimentos e investimentos financeiros está repleto de histórias de alguém bem sucedido, capacitado e competente que caiu numa armadilha de esconder um pequeno erro, fácil de corrigir, contornar sem danos maiores, mas escolheu o caminho de resolver sozinho e ninguém ficar sabendo e a cada movimento afundou mais. Sei de caso  que arrastou a nação para um buraco de prejuízos e perda de confiança global, por um acidente desses de um indivíduo. Pensemos na nossa realidade de influencia espiritual e ministerial no reino de Deus. Um achado, que parece bênção, mas pode não ser! As aparências enganam, bons  mordomos precisam continuar fiéis e confiáveis. Pense nisso!

Senhor, graças te rendemos por suprir todas as nossas necessidades com abundancia e generosidade. Quase sempre temos mais que precisamos e recebemos com alegria e precisamos pensar em outros que são de fato menos afortunados, mas igualmente irmãos, teus filhos e são tão fiéis quanto o somos, mas alguns fatores não os favoreceram, mas podemos ser solidários, presentes e compassivos. Podemos lidar com as oportunidades de crescer e nos tornarmos relevantes, mas pedimos sabedoria para não deixarmos a verdade e a justiça fora das nossas ações e a compaixão precisa nos seguir o tempo todo. Podemos subir, sem pisar e sem derrubar ninguém ou trapacear para conquistar posições. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e nos leva a evitar o pecado. Em nome de Jesus, oramos por ajuda e graça diante do Senhor. Amém.

Pr Jason

As Ordens de José

Meditação do dia: 23/01/2021

E ordenou José, que enchessem os seus sacos de trigo, e que lhes restituíssem o seu dinheiro a cada um no seu saco, e lhes dessem comida para o caminho; e fizeram-lhes assim.(Gn 42.25)

As Ordens de José Estamos escrevendo textos com reflexões na Palavra de Deus, nos baseando na biografia de homens que fizeram a história acontecer em seus tempos. Os registros se tornaram história, compõem as Sagradas Escrituras de muitos povos e nações à milhares de anos. Nosso Brasil está caminhando para completar 521 anos de existência desde a sua descoberta, oficialmente falando. O povo israelita, de quem herdamos a fé, a adoração e as Escrituras que norteiam nossa vida e nossa relacionamento com Deus, contam com bem mais, sei que 28 de Setembro de 2020, os judeus celebraram o Dia do Perdão, do seu ano 5.781. São pelo menos onze vezes mais anos de existência do nós. Esses dez homens briguentos com José e Benjamim, foram os pilares da construção da nação escolhida e essas doze tribos as encontramos até no futuro, digo, na eternidade à nossa frente, nos registros de Apocalipse. E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel (Ap 21.12). Então eles fizeram mesmo a história e colocaram seus nomes na história, para sempre, literalmente. Estamos iniciando  o anos de dois mil e vinte e um, prosseguindo um tempo de muita incerteza e insegurança social e humanitária, devido a crise global pelo Corona Vírus, que começou lá na China e rapidamente ganhou o mundo todo, sem exagero, em um ano já ceifou mais de dois milhões e cinquenta mil vidas no mundo todo e o Brasil já alcançou a perda de duzentas e quinze mil mortes pelo vírus. A boa notícia é que já está em andamento a vacinação que pode frear essa pandemia. Esse é o tempo em que estamos vivendo, servindo e fazendo a história. José enfrentou tudo o que já vimos para ser preparado para ajudar na crise do seu tempo, que foi muito severa para todos, mas Deus lhes deu a graça e os recursos para serem administrados para não só minorar o sofrimento, como para salvar muitas vidas e também abrir as portas para que seu povo fosse acolhido no Egito, onde iria se desenvolver e vir a ser uma nação também. Aquele governador que parecia aos olhos dos filhos de Israel, alguém implacável e severo demais, também tinha um outro lado a ser mostrado e visto por eles, como alguém generoso, perdoador e acolhedor, que faria por eles muito mais do que poderiam imaginar. Na liberação de nove deles, as ordens do governador foram específicas para os servidores que deveriam abastecer com trigo com medidas abundantes, devolver a cada um o dinheiro que trouxeram para compra de cereais e lhes dessem provisões para a viagem, para que não precisassem diminuir a quantidade que levariam para suas famílias. Também isso incluía, dar-lhes uma lição ao descobrirem que o dinheiro deles estava de volta, de forma misteriosa e que isso poderia significar novas dificuldades nas negociações na volta ao Egito. Eles venderam o irmão por preço banal de escravo e dividiram entre eles e agora José dava a cada um deles, um presente de valor significativo. Essa é a grande lição de como retribuir a quem nos faz o mal, nos coloca em dificuldade e se aproveita de nossa situação de carência ou de incapacidade de reação em dado momento. Vingar ou Servir?

Pai amado, tenho muitos motivos para agradecer e louvor a ti pelos muitos benefícios que tens dispensado a mim, aos meus e ao povo do Senhor. Mesmo nesses dias difíceis e de isolamento social em que estamos vivendo, podemos agradecer o teu cuidado e a tua proteção para com o teu povo. Agradecemos pelos muitos dos nossos que venceram essa contaminação e prevaleceram sobre o mal, em resposta às orações e ao clamor dos teus filhos. Somos agradecidos pelos profissionais de todas as áreas que estão na linha de frente nesse combate e pelo esforço deles, milhares de vidas estão sendo poupadas e recuperadas voltando ao convívio familiar. Obrigado também pelo trabalho incansável dos cientistas e suas equipes no mundo todo, que produziram no menor tempo da história uma vacina que se mostra segura e eficaz para todos em todos os lugares. Nossa gratidão por cada um que torna possível qualquer passo de progresso e sucesso para poupar vidas. Agradecemos de coração em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

Simeão Foi o Escolhido

Meditação do dia: 22/01/2021

E retirou-se deles e chorou. Depois tornou a eles, e falou-lhes, e tomou a Simeão dentre eles, e amarrou-o perante os seus olhos.(Gn 42.24)

Simeão Foi o Escolhido Já escrevi uma meditação sobre a pessoa de Simeão, e lá falei um pouco sobre essa situação, vendo-a do ponto de vista do próprio Simeão. Esse era o segundo filho de Jacó, já devia dever homem adulto, pai de família, quando aconteceu aquela situação onde os irmãos amotinaram contra José, relembrando que Rubem o irmão mais velho não concordou em nada daquilo que acontecera e até trabalhou por evitar e talvez por isso mesmo foi traído pelos demais, que venderam José para a caravana de mercadores que se dirigiam para o Egito. Hoje, ao meditarmos novamente nesse texto, agora do ponto de vista da história de José, podemos levar em consideração que não havia da parte do governador do Egito, nenhuma maldade proposital, deliberada contra os irmãos ou sobre um individualmente; ele estava trabalhando para montar um quebra-cabeças com as informações que poderia extrair deles enquanto eles ainda não desconfiavam de que estavam frente à frente com o próprio irmão desaparecido, ou melhor, que eles fizeram desaparecer. Todos eles estavam amaciados por três dias detidos, para refletir sob observação de José. Ele era muito sábio e experiente para saber até onde ir com o experimento, porque na verdade, não poderia apertar demais e provocar uma ruptura emocional, mental ou mesmo física. Pressão demais poderia ser prejudicial; dizem que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose! Creio que como eu, vocês, leitores, também tenham a mesma curiosidade de saber por Simeão foi o escolhido. Literalmente do texto não temos como inferir alguma coisa, mas nada impede que exercitemos nossa criatividade, pensar nos relacionamentos deles, durante os dezessete anos em que coexistiram. Sabemos dos atritos provocados pelos sonhos que José tivera e lhes contara, provocando revolta e hostilidade da parte deles e até mesmo deixado o pai um tanto quanto preocupado com a possível interpretação de tais sonhos. Então é aqui, que me apego às entrelinhas. Quem muitos irmãos e se é um dos mais novos, muito falante, sonhador e que venha recebendo resistência de todos, mesmo depois de muitos anos, agora já todos adultos, levando suas vidas distintas, é possível separar e distinguir como era o comportamento de cada um. Quem era mais amável, tolerante, ou impaciente e até quem maltratava e merecia maiores cuidados. É assim que vejo a escolha de José, ao voltar da sala do choro, falou com eles e deve ter dado o tom da proposta de como seria a liberação de nove deles para voltarem com abastecimento para suas famílias e trazer o irmão mais novo, como forma de comprovação de idoneidade. Ele não fez sorteio, nem deixou que alguém se voluntariasse ou fosse apontado. Ele separou Simeão e o amarrou diante de todos eles. Imagino, com minha mente fértil, que aquilo tinha um propósito pedagógico e mexer com a memória emocional deles, porque não havia necessidade do rapaz ser amarrado, ele ficaria detido, mas não amarrado com restrição de movimentos e também não oferecia resistência ao governador e à guarda que deveria estar ali presente. Também foi o próprio José que o amarrou! Isso para mim é que é a chave de tudo. O modo como José se dirigiu a ele, o pegou entre os irmãos e o amarrou deveria fazer todos eles lembrarem de uma cena que só eles sabiam como aconteceu à muitos anos atrás. Deve ter sido Simeão quem o amarrou no meio dos irmãos e o entregou em agonia aos mercadores. Ele iria se lembrar e perguntar: Como esse homem sabe disso, ou porque fez igual eu fiz com meu irmão? Os outros também teriam muito o que pensar no caminho de volta para casa. Queridos, essas coisas também devem nos fazer pensar sobre nossas ações no passado, no presente, para evitar dores no futuro. Alguém mais e maior que eles, havia presenciado tudo o que eles fizeram e estava na hora de acertar as coisas. Conosco também é assim!

Obrigado Pai, por ser Onipresente, Onisciente e Onipotente sempre e em todo tempo. Nossa fé nos assegura que tu és justo em todos os teus caminhos e santo em todas as tuas obras; assim só podemos esperar coisas boas de ti. Somos adoradores e servos do Senhor, nossas vidas estão em tuas mãos e estamos num processo de crescimento e desenvolvimento como pessoas e como agentes de transformação para abençoar outras vidas que estão próximas de nós. Queremos fazer o certo porque é certo e porque te agrada, concede-nos a sabedoria e o discernimento necessário. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Retirada Estratégica

Meditação do dia: 21/01/2021

E retirou-se deles e chorou. Depois tornou a eles, e falou-lhes, e tomou a Simeão dentre eles, e amarrou-o perante os seus olhos.(Gn 42.24)

Retirada Estratégica Nos anos idos de juventude, exatamente na época do Seminário, quando vídeo cassete era a tecnologia mais avançada para se ver filmes, fomos agraciados certa tarde de sábado com um filme rodado no refeitório aberto para a galera toda. Cheguei entre os últimos e por isso tive de me contentar em ficar bem lá atrás, o que acabou sendo mais apropriado. O filme era “Poliana,” eu como bom goiano, cabra macho, daqueles que homem é homem não chora, me vi em apuros para não chorar e foi muito difícil mesmo, com disfarçadas e saídas estratégicas para não explodir – para nada, nada mesmo, porque quando terminou e todos foram saindo, eu fiquei mais envergonhado ainda, porque era o único “enxuto” entre os meninos e meninas! Tanto esforço para nada! Costumo dizer que o pior erro é aquele do qual nada aprendemos, e o interessante é que continuo insistindo nisso até hoje em alguns filmes, mesmo agora que já sou vovô. Tudo isso, para dizer que quem também se identificou comigo numa situação dessa de tentar conter um choro, quer de emoção alegre, triste, comovente ou o inesperado, sabe o que se passou com José diante de seus irmãos. Ele vinha fazendo uma bela atuação teatral no papel de governador durão e enquadrou os “espiões” sem mais nem menos e depois de três dias de xilindró, ele aparece lá com alguém piedoso e de coração mole, dizendo-se temente a Deus e disposto a facilitar as coisas para eles. No fundo, ele estava se desmontando, desmoronando de compaixão e de vontade de se revelar a eles e resolver tudo em família. Contudo, ele era equilibrado emocionalmente e aquela posição de governador exigia certas posturas cerimoniais, que não lhe permitia fazer-se de mole e bonzinho; pois também os seus próprios serviçais não estavam envolvidos na trama e não sabiam que ele estava lidando com familiares e que o verdadeiro propósito não era punir ou dificultar – era assunto de fórum muito íntimo e daquelas situações onde o próprio coração tem lá suas razões que até a própria razão desconhece. Foi assim, que para não jogar tudo à perder, José apresentou uma razão emergencial de ter que se retirar e sozinho chorar até liberar aquela represa de emoções em ebulição dentro do peito. Isso tem mais registros solidários nas Sagradas Escrituras, o mais importante e famoso é de Jesus, é claro! Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se. E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê. Jesus chorou (Jo 11.33-35).

Senhor, obrigado por revelar em tua Palavra, traços de humanidade tão grande quanto os nossos, pois tu és um de nós. Obrigado por se identificar em tudo com a vida e as coisas que ela proporciona e isso a torna mais rica e cheia de significados. Obrigado por sermos feitos à tua imagem e semelhança e assim podemos expressar pelos nossos semelhantes as mesmas emoções e sensações que tens e sentes ao ver a situação das pessoas. Podemos nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram e sentir compaixão por aqueles que dela necessitam. Somos amados, aceitos e alcançados onde estamos e como somos, excetuando-se o pecado e o mal. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Que Eles Não Sabiam

Meditação do dia: 20/01/2021

E eles não sabiam que José os entendia, porque havia intérprete entre eles.(Gn 42.23)

O Que Eles Não Sabiam Alguém ali falava dois idiomas e outros só falam um e alguém tirou vantagem positiva disso. Nesse sentido, conhecimento é poder, e José podia! O papel dos intérpretes afastava as chances dos rapazes perceberem com quem estavam lidando. São temas que muito me chamam a atenção na vida, porque o poder e a influencia de certas vantagens podem produzir coisas muito boas e abençoadoras, como podem se tornou vícios perniciosos. Uma vez que na fé cristã não se separa no cotidiano aquilo que se considera sagrado, do que seja secular, pois a mordomia espiritual considera tudo sagrado, pois tudo pertence a Deus e todas as coisas são feitas para ele e para a glória dele. Isso desperta a atenção de forma muito séria e comprometida com os traços de caráter das pessoas. Deus é perfeito, justo, reto e zeloso pela sua santidade e exige isso de quem lhe pertence. “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha.
E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel”
(Ex 19.5,6). Isso dito por Deus à Moisés para que transmitisse ao povo no deserto, já era conhecido por Abraão, Isaque e Israel que andaram estreitamente perto de Deus e tinham experiencias com o Todo-Poderoso. As próximas gerações tiveram experiencias um tanto mais rasa e muitos deles estavam apegados aos termos das alianças sabendo que o Deus de seus pais era muito poderoso e fiel para cumprir cada uma delas, incluindo dar-lhes a Terra da Promessa. Mas nem todos estavam ainda comprometidos com “SER” povo de Deus, com propósitos de evangelizar todas as nações e abençoar todas as famílias da terra. Assim como hoje muitas pessoas na igreja estão comprometidas em “SER” crentes, estão comprometidas com sua igreja local ou denominação, mas com pouca profundidade em termos de “Reino de Deus!” alguns nem consideram membros de outras denominações seus irmãos em Cristo. Muitos acreditam que no céu só ele e alguns dos da sua igreja estarão presentes. Alguns acreditam piamente que Deus é evangélico, ou católico ou que ele mistura tudo. Quando o Apóstolo São Paulo escreveu cristãos da cidade de Corintios sobre utilização dos dons espirituais, ele citou o seguinte: “Mas, se eu ignorar o sentido da voz, serei bárbaro para aquele a quem falo, e o que fala será bárbaro para mim. Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja” (1 Co 14.11,12). Está se referindo a evitar a ignorância sobre os dons carismáticos e se importar com a edificação da igreja. No uso dos dons a pessoa pode errar ao receber, ao interpretar, como como ao entregar o conteúdo recebido de Deus. O que determina a qualidade final é o caráter transformado e confiável do instrumento humano. Os dons sempre são autênticos, já as motivações, as intenções e as conveniências, essas são sempre humanas, e é aí que mora o perigo. O exemplo natural lá no Egito entre José e seus irmãos, era a espiritualidade de José, uma pessoa de caráter transformado, consagrado e de comunhão íntima com Deus; em contraste com seus irmãos, superficiais na espiritualidade, carnais nas atitudes e ignorantes no saber. Por isso José se valeu de entendê-los mas não ser entendido por eles. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Co 2.14,15).

Senhor, damos graças pela sabedoria e os dons divinos colocados à disposição da igreja para que ela possa realizar um ministério espiritual e sobrenatural aqui na terra, ajudando pessoas que estão precisando de amor e atenção. A igreja é o Corpo de Cristo, e a maneira mais eficiente e palpável de Deus compartilhar o seu amor e o seu cuidado com todos nós. Alguém se importou comigo e conosco, por isso estamos na família de Deus; então agora é a hora e o tempo de me importar e servir de canal para que a tua graça e bondade abençoe muitas vidas próximas de mim e de nós, como igreja do Senhor. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Eu Não Avisei?

Meditação do dia: 19/01/2021

E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido.(Gn 42.22)

Eu Não Avisei? Esse tipo de advertência, em forma de pergunta retórica é um fenômeno assustador para a população masculina, principalmente os casados, quando isso é dito por suas esposas, que os previnem de alguma atividade ou decisão e eles confiam mais na sua lógica e capacidade administrativa racional, do que no famoso “sexto sentido” delas. Quando tudo dá errado e ele volta para casa com aquela cara de quem comeu e não gostou, tudo que eles esperam agora é que elas NÃO DIGAM: “não te avisei?” Nem vou pedir para atirar a primeira pedra quem nunca passou por isso, quero evitar apedrejamento, ainda que virtual! No nosso texto de meditação para hoje, vemos um outro resultado da pressão que José provocou nos irmãos. Depois de três dias, falando somente eles com eles mesmos e sem poderem se afastar ou fugir do confronto, as revelações começaram a aparecer. Alguém disse que se lembrava da angústia de José implorando por ajuda e ninguém, nem o próprio declarante fez qualquer coisa para socorrer o garoto. Rubem, que não concordara com nada do que acontecera, mas se viu refém dos irmãos após ficar sabendo do destino dado ao irmão, podemos compreender a dor solitária que lhe sobreveio, porque ele pretendia devolver ao pai e evitar um desfecho mais violento da parte dos irmãos, que o enganaram também. Ele sabia que José não teve oportunidade de saber que ele não concordara com aquilo; mas agora era fato consumado e para complicar ele teve que participar do embrólio contado ao pai e ajudado a sustentar isso por todos esses anos. Poderia ser até uma boa notícia ver os irmãos se arrependendo do que fizeram, mas de que adiantaria isso agora, quando não tinha mais como corrigir? Também podemos ver que eles não só tinham como certa a morte de José, como assumiam que estava sendo requerido deles o sangue do irmão. Isso foi um tema que acompanhou os ensinamentos bíblicos do Velho Testamento e chegou aos tempos do Novo também, afinal, era a fé hebraica em andamento. Jesus mesmo fez citação nesse sentido: Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar. (Mt 23.35). Conforme o arranjo dos livros da Torah (Bíblia Hebraica), que começa com Gênesis e termina com Crônicas, diferentemente do arranjo das Escrituras Cristãs que iniciam com Gênesis e fecha com Malaquias – a declaração de Jesus significava o conteúdo todo em termos escrituristicos, as pessoas e a nação responderia diante de Deus pelo derramamento de sangue inocente. Insisto sempre que devemos fazer o certo porque é certo. Não porque é mais fácil, mais econômico ou exige menos da nossa parte. Nunca nos envolvermos em situações de injustiça e maldade, pois ainda seja tido como brincadeira, ou uma pegadinha, isso pode sair do controle e terminar em violência injustificada e não tem como voltar atrás. Sejamos sóbrios e vigilantes.

Senhor, nos apresentamos diante de ti com o nosso coração desejoso de justiça e retidão procedentes da verdade. Mesmo os erros da mocidade, podem deixar marcas tão profundas e doloridas que não se apagarão com o tempo. Pedimos sabedoria e capacidade de discernir o certo e o que é construtivo para ser praticado e experimentado em ambientes familiares e de convivência social na comunidade de fé. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Somos Culpados

Meditação do dia: 18/01/2021

Então disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia.(Gn 42.20)

Somos Culpados Ouvi uma história, a título de ilustração de sermão evangelístico, sobre um governador que foi visitar alguns presídios especiais que abrigava detentos em sua maioria com penas longas e até sentenciados à pena capital. Após as visitas, em entrevista coletiva ele se disse decepcionado, porque ele viera com a boa intenção de conceder perdão de penas para alguns daqueles detentos, mas ele não encontrou nenhum que admitisse que havia cometido crimes ou que fora sentenciado de forma justa. Todos, se diziam inocentes, injustiçados pelo sistema, e que eram “tutti bona gente.” Embora seja uma mera história, sabemos que entre os pecadores também essa é a mais pura verdade! Coletivamente, todos admitem que são pecadores, mas não no campo individual. José estava disposto a ver a verdade no íntimo de seus irmãos e para isso submeteu-os a uma condição de pressão enorme, para extrair o que de fato havia nos seus corações. Após os três dias de reclusão e com a condição de que um deles ficasse preso, enquanto os outros voltassem para casa e trouxessem o irmão mais novo, eles se viram pressionados e levados a conversar sobre algo que mui provavelmente eles se recusavam a tocar. Quando a angústia de sofrer injustamente, sem meios de apelação, o coração de todos eles voltou a uma cena semelhante onde eles viram um garoto apavorado, implorando ajuda e misericórdia e eles propositalmente não deram ouvidos. Comumente as pessoas chamam de ironia do destino, outros chamam de justiça da vida. Há um episódio que me impressiona muito até hoje, narrado na conquista de Canaã pelos israelitas nos tempos de Josué. Porém Adoni-Bezeque fugiu, mas o seguiram, e prenderam-no e cortaram-lhe os dedos polegares das mãos e dos pés. Então disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam as migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou. E levaram-no a Jerusalém, e morreu ali (Jz 1.6,7). Somos agraciados com a bênção da salvação em Cristo Jesus que morreu na cruz para salvar pecadores que se disponham a se arrependerem de seus pecados e estilo de vida distantes do ideal de Deus. O primeiro requisito para se candidatar à salvação é reconhecer-se como pecador e necessitado de misericórdia da parte de Deus. Nos escondermos atrás de nossas “bondades” e negar a verdadeira natureza de nossas intenções não facilita as coisas. O Espírito Santo faz um trabalho maravilhoso de nos convencer dos nossos pecados, nos conduz à solução que há disponível, mas que só poderemos acessar por livre iniciativa; é uma escolha deliberada de amar a verdade e rejeitar o pecado. Deus não força e não invade arbitrariamente nossa vida e nos priva da liberdade de decidir. Simultaneamente o mal engana, trapaceia e tortura a consciência culpada, produzindo uma tristeza mundana que conduz à morte. É importante salientar que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será Salvo.” (Rm 10.13). Essa oferta vale tanto para os pecadores de fora da igreja, quanto para os pecadores de dentro. Não se iludam e nem brinquem com algo tão sério, como a vida eterna.

Senhor, nos reconhecemos que somos carentes e necessitados de graça e misericórdia todos os dias. Renunciamos nossos projetos pessoais de salvar-nos a nós mesmos através das boas obras, da religiosidade e outros meios. Reconhecemos que só Cristo salva e que não há nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual possamos ser salvos a não ser o nome de Jesus. Oramos por arrependimento e graça, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Disposição Para Fazer

Meditação do dia: 17/01/2021

E trazei-me vosso irmão mais novo, com o que serão verificadas as vossas palavras, e não morrereis. E eles se dispuseram a fazê-lo.(Gn 42.20)

Disposição Para Fazer O Sábio rei Salomão escreveu que há tempo para tudo debaixo do céu. Isso inclui tempo de agir e tempo de esperar para agir. Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu (Ec 3.1). Os irmãos de José tiveram três dias de descanso e meditação compulsórios, sem agenda e planejamento, mas também sem a possibilidade de fazer uma se desejassem. Eles estavam numa situação em que não tinham controle algum sobre suas ações. Mas é interessante ver que eles estavam dispostos a agir, assim que lhes fora sugerido algo a ser feito, eles se dispuseram a fazer. Isso é muito bom. Estamos lidando aqui com as circunstancias que a vida propõe e essas possibilidades podem nos aparecer em diversas oportunidades. Podemos pensar que não temos alternativas, ou fomos privados de nossa liberdade de escolher, mas também pode ser verdade que isso aconteceu porque em algum ponto da jornada, tomamos decisões que nos conduziram a isso. Pode ser o chamado “Efeito Borboleta.” Há situações em que não agir já é um tipo de ação; não decidir já é uma decisão e não fazer nada pode ser sim, estar fazendo muita coisa, inclusive coisas ruins e destrutivas. Como saber como e quando agir? O que mais sabemos e que nada sabemos! Como cristãos precisamos de sabedoria e discernimento espirituais, pois é isso que está nas promessas da Nova Aliança, que recebemos em Cristo Jesus. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus (Rm 8.14). Nos capítulos finais do livro de Atos, temos a narrativa da atribulada viagem de Paulo à Roma, e que culminou em um naufrágio após dias e dias nos quais não se via raios de esperanças; mas Paulo estava seguro e confiante exatamente por conhecer os propósitos divinos para ele e para o Reino que estava sendo estabelecido. E, andando nós agitados por uma veemente tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio. E ao terceiro dia nós mesmos, com as nossas próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos (At 27.18-20). Paulo era um prisioneiro à caminho de julgamento diante do imperador de Roma; estavam embarcados num navio, agora praticamente desintegrado e sem a carga… mesmo assim, não era o fim e Paulo deveria agir como líder: Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio.
Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, Dizendo: Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo.
(At 27.22-24). Vejam, quem de fato detinha a autoridade ali era Paulo – porque Deus confiou a ele todas aquelas vidas. Não tem à ver com cargos ou funções, poder ou autoridade, mas Deus estar no controle e querer que seus filhos e servos atuem para mudar as coisas. Se proponha a fazer alguma coisa!

Obrigado Pai de amor, por nos dar a oportunidade de atuarmos em ambientes hostis e onde aparentemente não temos influencia maior. Uma palavra vinda de ti é suficiente para mudar todas as coisas. Queremos estar em sintonia com a tua perfeita vontade e termos o discernimento verdadeiro para fazermos a diferença e vencermos em teu nome. Graças te damos pela vida e pelos desafios que ela proporciona a cada dia. Em Cristo podemos ser mais do que vencedores e trazer honra e glória ao teu santo nome e levar as fronteiras do Reino o mais distante possível. Pedimos essa sabedoria e esse discernimento em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Irmão Mais Novo

Meditação do dia: 16/01/2021

E trazei-me vosso irmão mais novo, com o que serão verificadas as vossas palavras, e não morrereis. E eles se dispuseram a fazê-lo.(Gn 42.20)

O Irmão Mais Novo Já fui irmão mais novo entre os quatro rapazes lá de casa, depois perdi o posto para as quatro meninas, mas ficou aquela vaga de ser mais novo entre os homens, isso nunca me rendeu muitos privilégios, mas também não me trouxe prejuízos e com a bondade do Senhor, ainda somos uma família com muito mais acertos do que erros e ainda orbitamos em torna de nossos pais, que nos dão muita alegria de tê-los vivos e em boas condições ainda, já quase na casa dos noventa. Uma bênção sem dúvida alguma. Nossa geração ainda era de muitos filhos, o que proporcionava depois muitos tios, sobrinhos, primos e muita festa ao reunir a turma toda. Quando olhamos para a Bíblia falando de irmãos, já sabemos que é literalmente irmãos biológicos ou irmãos na fé, que são pessoas que reconheceram a Jesus Cristo como Senhor e Salvador pessoal, professando assim uma mesma fé universal, nos dando o privilégio de fazermos parte de uma grande família, com muitos filhos e discípulos do Senhor. Irmãos na fé são bênçãos de Deus em todos os sentidos e nesse relacionamento se adquire vínculos tão fortes e estáveis que em muitos casos são tão fortes quanto as afinidades biológicas e naturais. Esse texto, me faz lembrar outros que lidam com a questão da responsabilidade fraterna, tanto natural, quando espiritual. Os primeiros filhos humanos nesse mundo, os dois filhos de Adão e Eva, trouxeram para a história, essa faceta da vida, quando um não assumiu o seu dever de irmão que cuida e protege o outro e ainda dissimulou afirmando não saber de nada e não ter nenhuma responsabilidade para com o irmão. É claro que Deus não embarcou na aventura fictícia criada por Caim e o responsabilizou pelos atos cometidos. Temos também a citação de uma quebra de protocolo entre três filhos de Noé, após o desembarque pós-diluviano e isso também acarretou danos sociais e espirituais para a família e por extensão à sociedade humana da qual eles eram os legítimos representantes. (Confira Gn 9.20-27). Mais para frente encontramos Jacó e Esaú num clássico da experiencia humana em termos de valores, quando os dois se colocam em lados opostos em questões de fé e compromisso com a herança espiritual e as alianças com Deus. Um bem materialista e outro com vocação espiritual forte, mas com traços de caráter ainda por serem delineados em conformidade com a fé. Hoje estamos vendo, os filhos de Jacó, excetuando Benjamim, que novamente não está ligado aos feitos dos seus irmãos, mas que agora está sendo invocado como aquele que pode abrir as portas para os outros. É evidente que a mão e o coração de José está por trás de tudo isso, porque para ele é uma forma de garantia, de que alguma informação sobre si mesmo, que chegou distorcia ao conhecimento do pai, poderia ser colocado à prova apenas entre eles doze; se bem que para os dez, José não existia e eles estavam apenas pagando a conta pela maldade do desaparecimento dele. Ao pensar em cuidar dos nossos irmãos mais novos, dentro da Nova Aliança, estamos trabalhando com discipulado, pois é o caminho de exercer com a maior precisão os cuidados para que nossos novos irmãos possam crescer na graça e no conhecimento de Deus, sendo acompanhados pelos outros irmãos mais velhos de fé e que estarão agindo em obediência e fé. Todos somos responsáveis por todos. Não aceitamos a “síndrome de Caim” como normal na igreja de Cristo. Ocupamos funções diferentes, com graus de responsabilidades para cada nível, mas todos precisam estar envolvidos e comprometidos para que de fato tenhamos uma Igreja Discipuladora, gerando vida! E esse também é o nosso lema para dois mil e vinte um entre os Batista Nacionais. Fecho hoje, perguntando: Você atualmente está discipulando alguém intencionalmente? Está sendo discipulado e acompanhado por outros irmãos? Que tal nos comprometermos em fazer a diferença, mesmo em tempos de crise, pandemia e isolamento social?

Senhor Deus e Pai, nós queremos estar afinados com a tua perfeita vontade e sermos discípulos de Jesus e imitá-lo fazendo discípulos também. Somos gratos pelos irmãos que influenciaram as novas vidas e fizeram a diferença quando estávamos começando a nossa caminhada de fé. Queremos ser cheios do teu Espírito Santo para termos o poder necessário para sermos testemunhas efetivas e eficientes para oferecer uma alternativa espiritual para um mundo tão perdido e em trevas espirituais. Queremos abençoar, assim como somos abençoados e ajudar como fomos e somos ajudados até hoje. Oramos com gratidão e consagração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Cuidando da Fome

Meditação do dia: 15/01/2021

Se sois homens de retidão, que fique um de vossos irmãos preso na casa de vossa prisão; e vós ide, levai mantimento para a fome de vossa casa,(Gn 42.18)

Cuidando da Fome Não tenho experiencia própria sobre a fome. No máximo posso relator situações em que passei da hora da refeição e ou em viagem, não encontrar um lugar adequado para fazer uma parada e reabastecer. Mas mesmo assim, a fome é triste e dolorida, posso imaginar que numa situação onde falta o alimento e não há perspectiva de ter em breve, o que para muitas pessoas levam dias ou aquilo até faz parte da vida cotidiana delas, deve ser desesperador. Muito triste. Me recordo de ouvir o depoimento de alguém que estava em missão de socorro humanitário e alimentar em determinado lugar e encontrou uma senhora idosa, que para conter a dor da fome, amarrara algo em torno do estômago para suportar, mas felizmente ela foi socorrida e ajudada. José trouxe aos irmãos uma oportunidade para que eles resolvessem uma situação que os afligiam porque estar retidos ali, não ajudava em relação a comprovação de que não eram espiões; também não apressava a chegada de Benjamim, que seria o termo de garantia exigida pelo governador; mas também ainda tinham que lidar com questão alimentícia de suas famílias que estavam lá em Canaã e a parte mais difícil seria encarar o pai e conseguir a permissão para trazer Benjamim, sem ter mexer naquele passado difícil. Mas tinham que começar por algum lugar e agora o governador estava lhes oferecendo uma oportunidade. Algo que me desperta a atenção inicialmente no texto é a conexão com aquela situação onde Jesus e seus discípulos estavam retirados e foram acompanhados por uma grande multidão, que ao longo do dia ouviram os seus ensinamentos e estavam famintos, cansados e longe de casa e ou de recursos. Diante dos apelos dos discípulos Jesus disse-lhes: “… Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe: Iremos nós, e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer?(Mc 6.37). Mui provavelmente José já sabia o que iria fazer nos próximos passos em relação a eles, mas seria muito bom deixa-los em situação em que teriam que refletir, pensando não apenas neles e em suas ambições pessoais. A família estava sendo um instrumento apropriado para chama-los à realidade da vocação e das alianças celebradas com Deus. Para tornarem-se uma nação, eles precisavam ter consciência de uma identidade única e pela qual estivessem dispostos a lutar e defender até com o sacrifício da própria vida. Cuidar da fome de suas  famílias em Canaã, era importante, mas agora não era tudo, porque eles precisavam voltar ao Egito dar as garantias de quem eram mesmo pessoas de bem e responsáveis o suficiente para trazerem o irmão mais novo, que não estava ali exatamente porque o pai não confiava a segurança dele nas mãos dos irmãos. Jacó não sabia como José desaparecera, mas eles, os dez sabiam e portanto, se viam obrigado a aceitarem a desconfiança do pai sobre a capacidade deles de o protegerem. Ao nosso redor há incontáveis necessidades a serem supridas e as pessoas clamam a Deus por socorro, que se manifesta através da igreja e dos seus membros, para chegar até os necessitados. Somos testados em vários níveis de confiança e fidelidade para que possamos acessar os imensos tesouros da graça de Deus, através dos quais ele abençoa e supre para todos. Quando Paulo escreveu aos Corintios, ele afirma que os homens (de fora da igreja) tem expectativas de que Deus irá ajuda-los por meio de seus filhos. Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel (1 Co 4.1).

Pai, nós somos os teus filhos presentes nestes dias como igreja militante e com uma missão de representar o teu reino e fazer a tua vontade acontecer aqui na terra como ela aí nos céus. Agradecemos o privilégio de sermos mordomos de todos os bens, dons, talentos e oportunidades que estão disponíveis pela multiforme graça de Deus. Buscamos integridade de coração e disposição de servir com vigor e diligencia para que ninguém que clamar ao Senhor, fique sem ser assistido, porque não fomos precisos. Oramos por sabedoria e discernimentos espirituais, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason