Quando Boas Intenções Não Bastam

Meditação do dia: 31/03/2020

 “Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai.” (Gn 37.22)

Quando Boas Intenções Não Bastam – “De boas intenções o inferno está cheio!” É o que diz um provérbio popular brasileiro; significando que nem sempre ter uma boa intenção é suficiente para consumar algo de importância. Até as piores ações já praticadas nesse mundo tiveram justificativas apresentadas como que sendo com boas intenções, mas algo deu errado. Rúben, desde o início desse episódio, era radicalmente contra qualquer ato de violência contra a vida e a pessoa de José, praticada pelos irmãos. Ele conseguiu vetar a idéia de sentença de morte imediata, assim que José chegasse a eles, e vendo as más intenções dos irmãos, agiu com certa sensatez para atrair a desconfiança dos oito irmãos e muito menos para si mesmo. Sendo o mais velho, e provavelmente no comando ali, propôs no eu coração trabalhar para devolver José são e salvo para o pai. Quando lidamos com situações em que há a participação de mais pessoas, não se pode prever categoricamente os próximos passos dos acontecimentos, pois pessoas podem ser imprevisíveis e normalmente o são; quando se trata de situações emergenciais e de alta complexidade, as possibilidades de reações inesperadas, podem ser ainda piores. Nessa aqui, havia o contexto de ser uma conspiração assassina, com manifestação de ódio, inveja, ciúmes e com oportunidades de ficarem impunes de qualquer ato. Uma frase atribuída a Beltrand Russel, o filósofo, diz: O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas. Rúben parece que tinha dúvidas sobre sua autoridade sobre seus irmãos e se conseguiria livrar a vida de José, levando em conta, que alguma medida de disciplina ou correção poderia sim, ser aplicada no irmão sonhador, mas no coração dele, aquilo seria apenas “fachada” para os irmãos se acalmarem e ele ter o controle da situação. Já os irmãos estavam cheios de certeza da maldade que queriam praticar e já até tinha as evidencias para apresentarem ao pai sobre o que “poderia ter acontecido com José.” Isso que aconteceu com Rúben, prenuncia fatos da vida e atitudes espirituais. O mal está por perto, se aproximando e está nas nossas mãos trabalhar por evitar que ele se materialize. Contemporizar nem sempre é eficaz! Apresentar uma solução meia boca para não desagradar a massa e não perder o status, pode culminar em levar os maus a pensarem que aceitamos participar, só não seremos tão ativos, mas estão liberados para agirem. Ao olhar a fala de Rúben, vejo energia e firmeza ao mesmo tempo que não exercia a liderança de fato. Ele diz a eles: Não derrameis sangue – lançai-o nesta cova – não lanceis mãos nele. Parece um tipo de concordo, mas nem tanto; podem fazer, mas não exagerem!!! Quando se trata de lidar com o mal, com o pecado, com o engano, não se deve adotar meias verdades, deixar margem de dúvidas. Rúben estava ali, representando o bem, a igreja, o cristão, digamos assim. Eles eram nove pessoas, oito estavam determinadas fazerem o mal e apenas um determinado a evita-lo. Os defensores da verdade, do bem, da fé, nunca seremos a maioria. Somos o sal da terra, quanto de sal se usa numa panela de arroz? Quanto de sal para um quilo de carne? A proporção é sempre pequena. Isso me lembra a recomendação de Paulo à Timóteo: E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições (2 Tm 3.12). Quem deseja fazer o que é certo, será perseguido, zombado e intimidado. A solução é treinar-nos a tomar posição sozinhos. Treinar nossos filhos, as crianças a tomarem posição sozinhos ao lado da fé, da verdade e da justiça. Elas sofrem uma grande pressão na sociedade delas, na classe, na escola; todos ali, querem que eles façam “igual a todos;”  nossos filhos precisam saber e de preferencia pelos pais e familiares, porque adotamos tal posição, porque nossa fé exige tal atitude. Bem explicado, eles compreendem e acolhem, porque o bem recompensa cada ação praticada. Mandar fazer, sem uma justificativa que faça sentido na cabecinha deles não ajuda. A força dos argumentos do mundo são fortes. Por isso a Palavra de Deus deve ser implantada desde pequenos. Considero muito interessante a expressão usada por Deus aos pais quanto ao ensino da Palavra aos filhos em Dt 6.7 E as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.” Você sabe o peso de uma INTIMAÇÃO? Precisamos fazer os treinamentos em todo o tempo, para quando a ocasião exigir, eles estejam preparados e tomem a decisão certa. Ficar do lado da maioria é muito mais cômodo e não exige responsabilidade individual. Isso não condiz com a fé cristã.

Pai, obrigado porque a tua Palavra responsabiliza cada um por seus atos, mas não inocenta e nem isenta quem se esconde atrás da multidão. Cada um dará conta de si mesmo diante do grande trono branco. Todos os dias os teus filhos em toda a face da terra precisam escolher entre o bem e o mal, entre o certo e o errado; todos os dias o Diabo, o mundo e a carne querem tornar razoáveis fazer o mal disfarçado de bem. Pedimos coragem e ousadia para não cedermos às comodidades do pecado. Fomos chamados para fazer a diferença e para isso é preciso ser valente, ser corajoso e depender do poder do Espírito Santo. Renova-nos a cada dia, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Rúben, O Protetor

Meditação do dia: 30/03/2020

 “E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos, e disse: Não lhe tiremos a vida.” (Gn 37.21)

Rúben, o Protetor – Estamos meditando na Palavra de Deus baseando-nos em vidas de pessoas que tiveram experiências que nos servem de lições para a vida e o ministério. A história das pessoas são importantes e são ricas, porque elas também, como nós tinham fraquezas, virtudes, erraram, acertaram, ganharam, perderam, sofreram e passaram pelas mesmas coisas que nós, apenas em épocas, lugares e situações diferentes; mas como dizem por aí, pessoas são pessoas, só muda mesmo é o endereço. Agora estamos iniciando meditar na vida dos filhos de Jacó, e começando pelo começo, Rúben é o primogênito. Esse é o terceiro texto sobre ele. Voltando aos princípios: Meditar é um processo espiritual e mental de se digerir a Palavra de Deus, de tal forma que ela venha a se tornar parte de nós. Para meditar, precisa-se ler com ATENÇÃO, mas também com INTENÇÃO! Se trabalha para descobrir coisas e lições que a leitura e o estudo mais casual não detecta. Posso lhes garantir que tenho aprendido muito, mas muito mesmo ao escrever sobre essas pessoas, que antes desse trabalho eram apenas ilustres desconhecidos. Em termos de ler a Bíblia, já completei 137 vezes, e estudo-a desde minha adolescência e fiz seminários, cursos, sou pastor á 35 anos e mesmo assim, até parece algumas dessas pessoas estão sendo me apresentadas agora. Sobre Rúben imaginava que escreveria dois textos e partia para outra, mas tem hora que a ignorância é uma bênção; vou tirar proveito disso para aprender mais e vocês, junto com os três leitores mais assíduos das meditações do dia, também vão serem beneficiados. Deus tenha misericórdia de nós e nos permita crescer em graça e sabedoria a cada dia. Voltando ao tema; os filhos de Jacó andam com José atravessados na garganta, por causa dos sonhos dele, e ninguém quer ter um irmão metido a besta, folgado, protegido pai, mimado e mais querido, se auto predizendo que será rei, que governará sobre todos os demais; como costumo dizer: O futuro é incerto, misterioso, opaco e imprevisível. A imaturidade do Zezinho foi levado à sério demais, a ponto de gerar uma conspiração de fratricídio. Foi aí que aparece Rúben, o irão mais velho e já tirou deles essa possibilidade. Ele agiu em defesa do irmão, levando em conta, que por mais ambiciosas que fossem as ações de José, eram apenas coisas de garoto, não havia perigo ou ameaça real e consubstanciada de imposição sobre eles; por isso ele não concordou com eles e agiu em defesa do irmão. Aqui foi uma ameaça legítima à vida do jovem; mas temos visto em nossos dias, acidentes e até ações fatais de irmãos contra irmãos, em ações de brincadeiras irresponsáveis ou por não saberem o limite das coisas e quando percebem já ultrapassaram as linhas de segurança. Pais, como Jacó, no mundo todo já perderam filhos, em situações internas de família. Quando criança, me lembro de primos em segundo grau, brincando de subir e pular de um banco de madeira, grande e pesado na sala de casa, até que o banco caiu sobre uma irmãzinha deles, ela devia ter uns 3 ou 4 anos de idade e estava sentado no chão comendo alguma coisa num prato. Foi fatal e instantâneo. Somos cristãos e absolutamente contra qualquer tipo de violência, somos pacíficos por opção; mas isso não tem impedido de acidentes e até mesmo situações de intempestivas emoções entre familiares e provocado dores. Rúben aqui é a voz da sensatez, da pacificação e do bom senso. O papel dos irmãos mais velhos ou mais ajuizados é servir e proteger os demais e servir de ponto de confiança para os indefesos e evitar abusos dos de fora e também dos de dentro de casa. Tem irmãos brigados por aí? Isso não é bom e não é de Deus, busquem a reconciliação? Tem irmãos revoltados e sem falar ou participar da família? Seja o elo de ligação da reconciliação e da bênção de Deus voltar a favorecer a todos. Alguém aí é implacável? Estamos em busca de pacificadores, pessoas decididas a serem mediadoras e buscar a paz e o bem. Siga o exemplo de Rúben. Sigamos esse exemplo! Vale também para irmãos na fé, entre membros de igreja, entre obreiros, pastores e instituições. Pode ser que cada um está de um lado da trincheira e se dizendo vítima e agindo em legítima defesa! Dois cristãos não podem estar brigando e um estar certo!

Senhor, a paz e a reconciliação é um ministério vocacional da igreja, Deus nos reconciliou consigo mesmo em Cristo Jesus e nos deu o ministério da reconciliação; de sorte que somos embaixadores de Cristo, pedindo aos homens que se reconciliem com Deus. Abençoamos os pacificadores que lutam e não desistem buscando soluções de amor e comunhão com base na redenção em Cristo. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Rúben, o Garoto das Mandrágoras

Meditação do dia: 29/03/2020

 “E foi Rúben nos dias da ceifa do trigo, e achou mandrágoras no campo. E trouxe-as a Lia sua mãe. Então disse Raquel a Lia: Ora dá-me das mandrágoras de teu filho.” (Gn 30.14)

Rúben, o Garoto das Mandrágoras – Já falamos sobre essa planta mística e seus frutos, então vou me ater a um outro aspecto da questão, para nossa edificação. A questão começa assim: Você acredita em feitiço? Mandinga? Supertições? Misticismos? Acredita em fantasmas? Assombração? Simpatia? Quase tenho certeza de ouvir um solene NÃO! Bem grandão assim mesmo!!! Só estou perguntando e perguntar não ofende! Não sei se Lia e Raquel acreditavam que comer ou fazer chá de Mandrágoras, resolvia o problema da esterilidade feminina, mas não é atoa de tudo que isso ficou registrado nas Escrituras. O fato é que Rúben encontrou essas frutas lá no campo e as trouxe de presente para a mãe e certamente ciente de que aquilo agradaria ela. Ele já deveria ser grandinho o suficiente para saber a luta que ela e a tia vinham lutando para terem mais filhos, aliás a tia não tinha nenhum filho até então. Também é fato que essas frutas provocaram um alvoroço nas mulheres, pois Raquel quis logo e se propôs pagar caro por elas; e.  Lia se propôs a vende-las já que achou um bom negócio. (lembrem-se que as duas eram Sírias, povo bom de negócios). Como já vimos, dessa negociação, Lia ganhou o direito de ter o marido para ela com exclusividade, e o tempo não foi relatado aqui, mas foi o suficiente para ela engravidar três vezes; de Issacar, Zebulom e Diná. O que eu vejo e é assim que acredito, nenhuma dessas crianças é fruto ou resultado de chá de Mandrágoras coisa nenhuma. O texto sagrado diz o seguinte: E ouviu Deus a Lia, e concebeu, e deu à luz um quinto filho (Gn 30.17). depois de um veio o outro e a menina Diná. Foi Deus não a fruta ou o licor de Mandrágoras, ou vitamina de Mandrágoras… Raquel também fez uso do fruto místico e ficou na espera de um milagre e ele veio, mas não porque Mandrágoras cortado em cruz, à meia noite na sexta-feira treze, na encruzilhada, espremida num véu de noiva e coado na …. do marido, tomado sete dias seguidas as sete horas e sete minutos olhando para uma criança, faz efeito. O que leio é: E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre (Gn 30.22). Foi daí que nasceu o Zezinho. Grande José!!! Aquelas duas maravilhosas mulheres, nossas irmãs na fé, estavam na alinhadas com as promessas de Deus, feitas à Abraão, Isaque e repetidas e reafirmadas com Jacó, quando ainda solteiro, antes de chegar lá em Harã e conhecer qualquer uma delas. Deus tinha interesse que elas viessem a ter filhos, a bênção de Deus faria o milagre acontecer, não só porque havia uma aliança, mas porque os propósitos eternos, maiores que Abraão, Isaque, Jacó, Lia e Raquel prescindiam de uma geração de pessoas que cumprissem a perfeita vontade de Deus. Elas tinham suas lutas e suas limitações pessoais é verdade, mas cada um de nós temos nossas próprias lutas e limitações e isso jamais vai interferir no plano de Redenção. Elas oraram e Deus ouviu as orações. Deus ainda ouve as orações dos seus filhos. Deus não precisa da ajuda de mandiga, simpatia ou misticismo para fazer a coisa acontecer. Ele é Deus! Ele está sentado no trono! Ele é Senhor de tudo e de todos o tempo todo. Coloque sua confiança em Deus, em Jesus, no Espírito Santo, na Palavra de Deus. Pare de correr atrás de unção isso, aquilo; pare de colocar pão na lata de arroz para não acabar; Pare de deixar a Bíblia aberta no Salmo 91 para proteção; plante as sementes de romã para colher frutos e não guardar na carteira para atrair dinheiro. Deus é que é a nossa fonte de recursos. Minha oração hoje e a sua também será a poesia inspirada de Paulo, escrita aos Romanos 11.33-36:

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

Pr Jason

Rúben e o Preço da Imoralidade

Meditação do dia: 28/03/2020

 “E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. E eram doze os filhos de Jacó.” (Gn 35.22)

Rúben e o Preço da Imoralidade – Pretenciosa é a minha iniciativa de escrever um texto de Meditação do dia sobre alguns dos doze filhos de Jacó, que formaram a nação de Israel. A minha motivação parte de alguns episódios que como as migalhas que João e Maria  deixavam na floresta, para marcar o caminho de volta, assim espero encontrar as lições da vida e para a vida, que ficaram por esse caminho. Como nos ensina Paulo aos Romanos, Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança (Rm 15.4).  A vida é muito curta para aprendermos tudo por tentativa e erro; o sábio é aprender com também com os erros dos outros e assim economizar tempo de aprendizagem. O pano de fundo desse acontecimento tem um contexto, que só a tradição registra, portanto valemo-nos disso e se você for à Wikipedia ou a um bom comentário bíblico, provavelmente chegará nesse mesmo lugar. Bila, foi dada por Labão de presente de casamento para Raquel; era uma serva e deveria ser uma menina ainda. Com a esterilidade de sua senhora e com o seu consentimento, Bila deixou a condição de serva e se tornou concubina, uma esposa à mais, digamos assim, com direitos e alguns privilégios. Com a morte de Raquel, e o luto prolongado e sofrido de Jacó, que segundo consta, não quis mais frequentar as tendas da esposa Lia e nem das concubinas Zilpa e Bila, preferindo curtir sua dor no leito de Raquel, aquele tipo de paixão recolhida, mórbida e cansativa, mas era um tipo de consolo para ele. Aproveitando a brecha, Rúben, entrou furtivamente à noite na tenda de Bila, se passando por Jacó, mas se deu mal, porque a farsa foi descoberta logo de manhã. Isso lhe custou muito caro pelo resto da vida! Voltemos um pouquinho, perceberam que os laços de sangue, trás as marcas de bênçãos mas também trás traços dos hábitos e costumes, que nem sempre são só positivos. Costume dizer que uma coisa terrível é ver os nossos erros andando com duas perninhas na frente da gente. (Me refiro a ver nossos filhos fazerem coisas exatamente como fazíamos). Jacó desde garoto foi mestre dos disfarces e enganava bem, a ponto de se passar por Esaú e roubar-lhe a bênção da primogenitura. Agora o filho mais velho dele se passa por ele para um ato de imoralidade com uma de suas esposas. No momento ele deve ter sido apenas advertido severamente, mas quando chegou a hora da verdade, foi muito dolorido: Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama (Gn 49.3,4). Jacó ao abençoar os filhos, abençoou Rúben, confirmou sua identidade e destino, mas reprovou seu comportamento imoral. Os pais tem muita dificuldade em separar a identidade do comportamento dos seus filhos. Com medo de amaldiçoar a identidade ao corrigir o comportamento, eles escolhem a permissividade e assim abençoam é o comportamento errado e pecaminoso dos filhos. Devemos abençoar e confirmar a identidade e reprovar e corrigir o comportamento. São duas coisas distintas e precisam ser tratadas assim. Rúben perdeu o direito de primogenitura, aquele que receberia porção dobrada da herança. Quem ficou com essa fatia foi José, através de Manassés e Efraim. Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão (Gn 48.5). Quando Israel já era uma nação estabelecida e fizeram se os registros oficiais das linhagens, aparece a mancha na tribo de Rúben: Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel (pois ele era o primogênito; mas porque profanara a cama de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; de modo que não foi contado, na genealogia da primogenitura (1 Cr 5.1). Meu desejo é que aprendamos com o alto preço pago por Rúben e seus descendentes por ele ter colocado o prazer carnal e a imoralidade sexual acima da pureza e do respeito. Deus deixou registrado para o tempo e a eternidade o prejuízo incalculável, por banalizar a santidade, a pureza, o respeito e a responsabilidade pelo sagrado, em troca de satisfazer a luxúria e as concupiscências da carne. Deus leva à sério tudo o que ele mesmo exigiu e prescreveu. Leia o registro de I Ts 4 sobre o padrão de santidade moral e sexual cristão e olha como Paulo fecha o tema: Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo” (I Ts 4.7,8). Até hoje, Rúben deve lembrar da besteira que fez e do quanto perdeu por sua falta de disciplina.

Senhor, graças te rendemos por sua santidade, justiça, retidão e pelo tratamento que dispensa a todos, sem distinção e sem acepção. Obrigado por corrigir o nosso comportamento sem quebrar a nossa identidade e ainda permitir que façamos parte dos teu propósitos eternos, por causa da provisão de perdão e redenção que há em Cristo Jesus. Somos carentes da tua misericórdia todos os dias; precisamos andar em santidade e novidade de vida todos os dias e darmos um testemunho de que levamos à sério as tuas Palavras e que estamos conscientes da presença do teu Espírito Santo habitando em nós e ele sabe de todas as coisas. Mesmo que os homens não saibam, não possam provar nada contra nós, ainda assim não estamos inocentes, porque aquele que tudo vê, que tudo sabe e tudo pode, esteve presente no ato, está presente no trato que damos à questão e será aquele que nos julgará no tempo certo. Santo é o Senhor e Justo em todos os teus caminhos. Agradeço porque Jesus deixou o Espírito Santo para nos guiar e ele nos convencerá dos nossos pecados, da justiça e do juízo, ele faz e fará isso, e tem feito. Precisamos de ajuda e graça para nos arrependermos e nos convertermos dos nossos caminhos maus e andar pelos teus caminhos eternos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Débora, a Ama de Rebeca

Meditação do dia: 27/03/2020

 

“E morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho cujo nome chamou Alom-Bacute.” (Gn 35.8)

Débora, a Ama de Rebeca – Vamos meditar hoje, pensando na vida e na história de uma outra mulher maravilhosa, mas totalmente anônima e sem nem sequer um registro de seus feitos, a não ser quando ela arrumou as malas as pressas para seguir viagem com a “Sinhá Moça,” Rebeca, e ela ali nem é coadjuvante, pois o papel principal é de Eliézer e Rebeca o de coadjuvante, ela é a moça da moça mais romântica do Oriente Antigo. Então despediram a Rebeca, sua irmã, e sua ama, e o servo de Abraão, e seus homens. E Rebeca se levantou com as suas moças, e subiram sobre os camelos, e seguiram o homem; e tomou aquele servo a Rebeca, e partiu” (Gn 24.49,61). A história mostra que as famílias abastadas, senhores, nobres e reis, tinham escravos de confiança, amas, que participavam intensamente da vida deles e alguns até mesmo exerciam influencias; como eram servos, escravos, alguns eram até dados de presente de casamento, como vimos Labão dar Bila e Zilpa para Lia e Raquel. Agora, provavelmente alguns além dos três leitores mais assíduos destas meditações, ficam se perguntando, por que o pastor Jason fica escarafunchando para achar essas pessoas escondidas e que nas leituras que fazemos da Bíblia, nem notamos que elas existem? É Justamente por isso! Acredito que toda pessoa, indistintamente de quem seja ou onde vive, tem uma história e ela teve ou exerceu importância para alguém e isso a torna importante. Por que uma serva, criada de uma sinhazinha teve menção nas Escrituras e quando ela morreu, foi registrado? Lembro de que Jesus disse de uma certa mulher, importunada pelos mais famosos, visíveis e protagonistas de plantão: Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória (Mc 14.9). Essa foi a mulher que quebrou o vaso de alabastro para ungir Jesus; todo mundo foi contra, meteram a boca, discriminaram, reprovaram-na, mas Jesus a honrou e deu a ela o que não deu a muitos – afirmou que onde o Evangelho for pregado, vão falar dela, para memória. Hoje em dia tem gente pegando carona na história dela, cantando em verso e prosa, que também quer quebrar o vaso de alabastro, quer se lambuzar do perfume, quer dar o mesmo para Jesus, e um punha do de conversa mole. Ela foi autentica, fez do coração, deu tudo, não pensou nela, nem no preço nem no que iam pensar dela. Hoje, nada se cria, tudo se copia! Pois bem, é assim também que vejo Débora, que seguiu a noiva, para o destino da noiva, perseguindo o sonho e o romance da noiva para estar à disposição e servir no que precisasse. Nunca mais foi citada, quem sabe poderia até ter pintado um clima de romance entre ela e Eliézer na jornada e chegado lá o “sinhozinho e a sinhazinha” ter dado a permissão para se casarem… (Isso é mera exercício de ficção minha, não vá encher a cabeça de minhoca, é minha a heresia romântica aqui, direitos autorais requeridos). Então e posso imaginar, que ela, Débora, viu Jacó nascer, crescer, apartou muita briga entre ele e Esaú; deve ter chorado muito ao ver o seu menino partir para a terra dela; é possível que ela até tenha dado dicas e informações de coisas e pessoas, lugares que ele poderia ir e lembrar dela e de casa. É muito provável que ela foi a companhia nas horas de chora de Rebeca pelo filho ausente e sem muitas informações; as duas devem ter sido parceiras de oração e clamor pelo retorno dele em segurança; é provável que ela tenha vibrado ao ficar sabendo que Jacó estava quase chegando em casa depois de tantos anos; que ele havia se casado com duas sobrinhas de sua senhora, filhas de Labão, que na infância e juventude deve ter dado muito trabalho para ela. Aquele misto de alegria e tristeza, ao ficar sabendo que não conheceria Raquel, que falecera no caminho, ali pertinho de casa, mas a satisfação de saber que Jacó chegaria e que ele tinha doze filhos e uma filha, doze!!! E ela iria querer abraçar um por um e voltar a acariciar o rosto de Jacó, que era agora um senhor, respeitável senhor, com um novo nome, Israel e que ele não era mais o trapaceiro e pregador de peças dos tempos de menino e rapaz. Aquele travesso, era um homem de Deus e estava de volta em casa, talvez a tempo de abraça-la ainda em viva, pois só estava esperando isso para terminar a sua missão. Se nada disso for verdade, for uma mera especulação minha, mesmo assim, eu tenho profundo respeito por ela, porque foi peça importante para a formação da nação escolhida e mesmo que o serviço dela era de serva, apenas uma ama, acredito que era uma ama amada, e assim será lembrada no tempo e na eternidade. (para registro pessoal: foi a primeira vez que escrevi um texto em lágrimas, chorei o tempo todo e dedico a ela essas emoções e alegria de registrar como alguém notável e valiosa, por que o foi).

Senhor, com essa meditação escrita em forma de quase ficção, eu desejo honrar e homenagear a Débora, a ama de Rebeca e também a todas as pessoas anônimas, que serviram ao Senhor e aos servos de Deus, consumindo suas vidas inteiras, sem nunca terem sabido o que era liberdade, mas nunca souberam que servir a pessoas tementes a Deus era escravidão e privação. Outros nossos, atuais que privaram-se de privilégios e oportunidades para cuidarem de outras pessoas, coisas do reino, da família e só mesmo a eternidade e o trono de Deus para fazer justiça e dar a cada um deles a merecida honra e recompensa. Queremos aprender o valor do servir e a importância de servir no lugar certo, na causa certa. Fortaleça-os e permita que renovem suas forças a cada dia; somos teus servos e será com esse tipo de pessoas que aprenderemos o nosso lugar e a nossa posição de servos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Lia & Raquel – In Memoriam

Meditação do dia: 26/03/2020

 E todo o povo que estava na porta, e os anciãos, disseram: Somos testemunhas; o Senhor faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Lia, que ambas edificaram a casa de Israel; e porta-te valorosamente em Efrata, e faze-te nome afamado em Belém.” (Rt 4.11)

Lia & Raquel – In Memoriam – Fechamos por horas as reflexões sobre a vida e a história de Lia, a esposa de Jacó e novamente o fazemos com uma parceria entre ela e a irmã, Raquel. Desde o começo eu já imagina passar por este texto do Livro de Rute, onde em uma frase elas mencionadas, e o modo e contexto em que isso foi feito enriquece muito o nosso aprendizado. Como dizem, nada na Bíblia é dito de uma vez e nem de uma vez por todas; porque as verdades bíblicas são sementes, que foram e vão sendo espalhadas por onde os semeadores e dispersores de sementes passam. Queremos conectar essa citação de pessoas numa reunião pública, festiva, celebrando a boa atitude de Boaz, uma figura que muito bem tipifica Cristo, pois ele é ali apresentado como o Parente Remidor, que transformou a situação de Noemi e diretamente a de Rute. Uma referencia que vem ao meu coração é a citação do salmista, Porque nunca será abalado; o justo estará em memória eterna (Sl 112.6). Lia e Raquel, em tese só queriam ser mulheres normais, como todas as moças dos seus dias, casarem, terem filhos, vê-los crescerem, verem os netos e ser felizes. Mas como creram nas promessas de Deus, se dispuseram a cooperar e lutaram pelo direito de serem esposas e mães e deixarem um legado através dos seus filhos, de fatos eles se tornaram uma grande nação e muitos anos depois, séculos e séculos de distancia entre elas e os dias de Rute, os seus nomes eram lembrados com orgulho e respeito a tal ponto de serem inseridos nas bênçãos do povo a alguém que iria se casar ao dizerem que a esposa dele fosse como Lia e Raquel, que juntas edificaram a casa de Israel. Isso é um memorial que vale a pena ser lembrado. Elas ficaram em memória eterna, todas as gerações de israelitas ao longo dos séculos até hoje, se orgulham delas. Todos nós cristãos, herdeiros das bênçãos de Deus e das promessas feitas à Abraão e seus descendentes, assim pela fé, também somos filhos de Lia e Raquel e o exemplo delas é nosso legado. Não pensamos muito em coisas que fazemos no momento e decisões que tomamos, mas algumas delas perpetuam para o tempo e a eternidade; hoje não pensamos em entrar para a história, mas pensamos em fazer a história. Estamos aqui para um propósito muito especial, e não podemos nos olvidar disso. Outra citação bíblica que desejo citar aqui, é a de Provérbios 31.30 Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada. Tudo o que é enganoso e tudo o que é vã se passarão e ficarão no esquecimento, mas as virtudes permanecerão. Lia era temente a Deus e ainda que em seus dias na terra ela não foi louvada, reconhecida, elogiada, mas ao contrário, foi pressionada, atribulada, resistida e maltratada, ele permaneceu de pé e o que ela construiu ficou para sempre. Que a sua e a minha riqueza e recompensa sejam tão eternas quanto no que investimos nossas vidas e recursos.

Senhor Deus e Pai, obrigado pelos teus planos de longa duração, que atravessam muitas das nossas gerações devido a nosso limitação de vida física. O que estamos construindo e fazendo acontecer é que importa e é o que deve prevalecer. Queremos e podemos olhar a nossa existência como uma corrida de revezamento, pois cada um tem o seu percurso e ali passamos para o próximo, o que de fato importa é quando a prova toda termina e podemos celebrar cada um e todos os percursos, pois a vitória aconteceu. Em Cristo, somos mais do que vencedores. Ele venceu o percurso mais difícil para vencermos também e diante do trono naquele dia, poderemos todos celebrar definitivamente e para sempre. Amém.

Pr Jason

A Sepultura de Lia

Meditação do dia: 25/03/2020

 Ali sepultaram a Abraão e a Sara sua mulher; ali sepultaram a Isaque e a Rebeca sua mulher; e ali eu sepultei a Lia. (Gn 49.31)

A Sepultura de Lia – Salomão no seu livro de sabedoria ensina que Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração (Ec 7.2). Pensar sobre a morte é mórbido, a menos que se esteja fazendo exercícios de reflexões sobre valores e decisões que se devem calcular antes de tomar, porque algumas ações, depois de feitas, são irreversíveis. Mas algumas pessoas praticam como forte de arte disciplinar, visitar sepulturas e ponderar sobre a vida daquelas pessoas e os feitos delas. Nada contra, mas não é minha praia. Prefiro deixar os mortos com os mortos, sossegados na deles, e continuar com a minha vida. Mas hoje, não quero falar de morte, nem de tristezas, mas observar na declaração de Israel para José, ao lhe recomendar que o sepultasse em Macpela, na Terra de Canaã, por ser a sepultura “oficial” dos patriarcas. Abraão comprou aquela propriedade com essa finalidade quando da morte de Sara e posteriormente Isaque e Ismael o sepultaram ali também. Veio a vez de Isaque sepultar Rebeca e Israel e Esaú sepultarem o pai; agora Israel afirma que lá ele sepultou Lia. Então Lia morreu ainda na terra de Canaã, antes deles irem para o Egito, onde Israel viveu por dezessete anos. Ele era viúvo, viveu muitos anos após as esposas, já que Raquel, falecera no nascimento de Benjamim, e agora ele revela que algum tempo antes deles imigrarem para o Egito, Lia também falecera. Interessante, que ela surgiu quase que anônima na história, e se não fosse a comparação com a beleza da irmã Raquel, provavelmente pouco se diria dela, e se não houvesse o estranho costume de casar a mais velha primeiro que a mais nova lá em Harã, e assim ela se viu casada com Jacó, também, quem sabe, tudo o que seria registrado era que Labão tinha duas filhas. Tão simples e tão anônima ela veio e se foi. Só muito anos mais tarde temos o registro de que ela fora sepultada primeiro que o marido como todas as matriarcas ancestrais, Sara e Rebeca, sua tia. A minha lição dessa observação, é que mesmo que não haja alardes, trombetas, tapetes vermelhos anunciando e proclamando a vida e os feitos de uma pessoa, ainda assim ela é importante pelo que ela faz, pelo que ela fez, pelo que ela construiu e não pelo que fizeram com ela ou por ela. Cada um de nós somos responsáveis por nossas vidas, a vida foi entregue a mim, para vive-la, desfrutá-la, administrá-la, experimentá-la e devolvê-la quando requerida pela Criador. Não se deve transferir as responsabilidades, quer pelas alegrias, quer pelas tristezas, pelos pecados ou pelas virtudes, pois cada um dará conta de si mesmo diante de Deus. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal (2 Co 5.10). Citações como: “Fulano é minha vida!” ou “Sicrano é mina perdição!” ou ainda, “Beltrano acabou com a minha vida!” e outras semelhantes, são na verdade, transferências de responsabilidades pessoais para terceiros. Cada um precisa ser ator principal de sua vida e existência. Cada um precisa assumir o comando das ações; sempre há uma escolha. Lia era a feia, a preterida, mas ela viveu, lutou em oração e foi esposa e mãe e matriarca de gerações de herdeiros das bênçãos da aliança com Deus. Ela foi sepultada no lugar de direito, de honra tal qual Sara e Rebeca. Não importa se ela era a menor das três, ela descansou de sua lida, como uma vencedora e reconhecidamente uma mãe para a nação de Israel. A eternidade revelará mais coisas dela e de muitos ilustres desconhecidos e anônimos, que são reconhecidos por Deus, embora nunca o foram pelos homens; mas quem se importa com isso, lá onde eles estão?

Senhor Deus e Pai, obrigado pela lição de vida e serviço de Lia, a tua serva. Obrigado pela vida e serviço de muitos que ninguém nem soube seus nomes e nunca fora citados, apreciados ou mesmo respeitados no seu tempo. Mas servimos um justo Juiz, que no devido tempo trará à luz todas as coisas, e a justiça se fará. Como filhos, servos e adoradores, a tua glória e a tua honra, sendo tributadas a ti somente é o que de fato nos interessa e de fato importa. Receba o nosso tributo de louvor pelos teus grandes feitos e pela bondade e misericórdia manifesta à nós, pecadores, arrependidos e convertidos, mas ainda assim, pecadores redimidos. A Jesus, toda honra e glória, a ele o nosso melhor, agora e sempre, amém.

Pr Jason

Diná – A Filha de Lia

Meditação do dia: 24/03/2020

E saiu Diná, filha de Lia, que esta dera a Jacó, para ver as filhas da terra.(Gn 34.1)

 Diná -A Filha de Lia – Lições muito preciosas podem ser extraídas desse capítulo de Gênesis; ele é triste, tem cenas lamentáveis, descreve coisas que são as piores que o ser humano pode fazer ao seu próximo e a si mesmo. Aqui também tem lições para a família, para os ministros, para líderes e autoridades em posição de governo e também mostra aquilo que muitos acham que é moderno, atual e contemporâneo, que são as atividades juvenis, suas imprudências e o que acontece nos “rolês” da vida. Entre mortos e feridos, que aliás são muitos, ainda se pode ver a graça de Deus estendida à aqueles que fazem parte das promessas. Nem tudo está perdido e nem se deve desistir porque algo deu errado. Um bom tema, ou título para este capítulo seria: “O que fazer quando tudo dá errado?” Na meditação de hoje, vou fazer uma ponte, ligando o devocional a duas pessoas simultâneas, Lia e Diná, mãe e filha. Diná, claro mereceria um texto só para ela, e quem sabe, ela o ganhe, mas por hora, vamos fazer um baião de dois. Imagine, Abraão, Isaque e o próprio Jacó tiveram predominantemente meninos, o que era muito importante para a linhagem da promessa; mas no pacote de Jacó veio uma menina, e não tenho dúvida que foi motivo de alegria e aquilo fazia muito bem para quem parecia que sempre viverá num quartel, rodeado só de marmanjos. Ela fora criada como a filha de um próspero fazendeiro, entre muitos irmãos e tinha todos os mimos e regalias que lhe permitia por ser filha única. Era uma adolescente, uma jovenzinha; deveria ser o orgulho e uma esperança para a mãe. Mas como dizem, a curiosidade matou o gato, e aqui estragou muita coisa. Vou resumir, porque o que nos interessa e como podemos aprender com a vida e a experiência das pessoas da Bíblia. Ao chegar na cidade de Siquém, já em Canaã, Diná saiu para alguma recepção, ou ver o movimento da cidade, como eram as garotas dali e quem sabe fazer amizades, afinal, acabava de chegar e se estabelecer; o pai havia comprado uma propriedade na periferia da cidade. Mas ela foi atraída para uma cilada romântica e isso acabou em violência sexual e sequestro, por parte do galã do pedaço, o jovem filho do líder local, o mais honrado deles, imagina a escória, como seria. Resumo da ópera: o pai entrou em choque quando soube o que aconteceu a sua filha, querem imaginar o que aconteceu à mãe? Fiquem à vontade, mas foi desesperador. Numa reunião de conselho de família, decidiram o que fazer e foi feito em certa medida; pois dois dos irmãos delas resolveram lavar a honra da irmã com sangue, saques e destruição de vidas e propriedades. Como se explica, que uma adolescente, num prazo, digamos de uma semana, conhece alguém, é violentada, sequestrada, liberta, pedida em casamento por um príncipe perdidamente apaixonado, disposto a pagar qualquer valor e fazer qualquer coisa para ficar com ela, se casa, vai para a casa do marido, os irmãos vão lá, promovem uma invasão domiciliar, o marido dela é morto com toda a sua família, fica viúva e levada de volta para casa. Um pai líder de fé e culto, um dos irmãos violentos seria o futuro ministro de louvor da nação… que tipo de terapia vocês recomendam para a Diná? Para a Lia? Aquela visita inocente ao “Siquém Shopping” não terminou nada bem. Mas a vida continua e é assim também para muitas mães e muitas filhas nas grandes cidades, nas pequenas cidades e até nos povoados. Ainda há a possibilidade desses abusos serem cometidos por pessoas da intimidade e confiança da vítima ou família. Temos visto líderes espirituais e religiosos metidos em sórdidas atitudes de abuso e violência moral, física e sexual contra crianças, jovens e pessoas indefesas e de boa fé. Acredito poucos podem entender a dor e a vergonha e os saldos que essas vidas precisam levar em suas jornadas depois disso. Mas a igreja e as pessoas de bem precisam se levantar e defender, proteger, denunciar e tomar medidas e não se omitir, pois saber fazer o bem e não fazer é pecado. Tão ruim quanto fazer o mal ao próximo, é ser conivente, omisso ou irresponsável. Para as vítimas, recentes ou de longa distancia, as que sofreram repetição e aquelas que se passou uma única vez, me solidarizo, sinto muito, peço perdão como sacerdote, como cidadão e te digo, que o amor e a graça de Deus não te desampararam, não te deixam e não aceite uma culpa falsa ou imposta pelas pessoas que deveriam ter de ajudado ou assistido. Creia na graça de Deus, acredite no poder redentor do sangue de Jesus, que te pode limpar e purificar de espírito, alma e corpo e os braços do Pai sempre estarão abertos para você. Troque o fardo de dor, vergonha e amargura, por um fardo leve e um jugo suave de Jesus. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt 11.28-30).

Pai amado, a minha oração hoje será uma intercessão de compaixão por todas as vítimas de violência e abuso, de forma que suas vidas foram modificadas pela sofrimento causado. Oro pela justiça divina, pelo juízo justo do Senhor em prol dessas almas e vidas mutiladas pelo pecado e maldade de pessoas egoístas e impuras. Algumas dessas que abandonaram a sua missão de ajudar e proteger. Peço por cura da alma, dos traumas emocionais e físicos e os prejuízos espirituais que isso causou. Há poder no nome de Jesus para libertar e quebrar as cadeias e restaurar a alegria da salvação, e promover gozo e regozijo novamente. Oro, clamo por misericórdia, verdadeira salvação, perdão e graça. Que hoje seja um dia de transformação promovida pela ação da Palavra de Deus, penetrando e dividindo alma e espírito, juntas e medulas, pensamentos e intenções do coração, porque ela é uma espada afiada que corta e penetra mais que uma espada de dois fios. Imponho minhas mãos e abençoou com cura e restauração de Deus, no poder do nome que é sobre todo nome, do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e livra e salva todo aquele que clama pelo seu nome e confia de todo o coração. Assim cremos e pedimos com gratidão, amém.

Pr Jason

Riqueza: De Onde Vem e Para Onde Vai

Meditação do dia: 23/03/2020

Porque toda a riqueza, que Deus tirou de nosso pai, é nossa e de nossos filhos; agora, pois, faze tudo o que Deus te mandou.(Gn 31.16)

 

Riqueza: De Onde Vem e Para Onde Vai – O propósito principal das nossas meditações, é a edificação pessoal, através do devocional como estilo de vida; Meditação na Palavra de Deus é um dos aspectos importantes de um bom momento à sós com Deus. Juntamente com a oração, a leitura, a intercessão, o louvor, a adoração e até se pode acrescentar outras disciplinas espirituais. Costumo dizer, que juntar duas ou mais coisas boas, a tendência é ficar melhor ainda. Veja bem, só o ato em si de separar um tempinho para o momento devocional, já é o exercício de disciplina; pois os afazeres e as inquietações da vida, insistem conosco o tempo todo, que há coisas mais sérias, mais urgentes e inevitáveis a serem feitas primeiro. Não é verdade! “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e TODAS AS DEMAIS COISAS, vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33). Foi o que Jesus disse! Ele entende isso de todos os lados possíveis: do lado divino, de quem é adorado e recebe orações e louvores, pois é Deus e estava na eternidade até se encarnar e vir estar entre nós em forma humana. Como homem, ele cultivava momentos devocionais à sós com Deus, levantava mais cedo, saía para ficar sozinho, jejuava, orava, louvava etc. Como mestre, ele era um Rabi, ainda que não com credencial da religião oficial, mas todos, até sacerdotes e escribas o reconheciam e sabemos que ele tinha autoridade no que fazia e ensinava. Ok. Feita a introdução e dadas as explicações que ninguém pedira, mas os três leitores mais assíduos que me acompanham acham que é bom esclarecer isso de vez em quando. Não tomo partido ou lado em questões doutrinárias e teológicas, embora claro, tenho minhas convicções e sou membro de uma Convenção e uma Ordem de Ministros, que primam pela boa saúde doutrinária, batisticamente falando. Mas aqui, é devocional, alimentar e apoio à prática devocional da Palavra de Deus. O texto de hoje, levaria a uma dessas boas razões para discutir sobre riquezas, materialismo, teologia disso ou daquilo, transferência de riquezas, boa mordomia e um caminhão de possibilidades; nesse caso, aproveita a dica e aprofunde na que melhor te servir. Entre a teologia da prosperidade e a teologia da miséria, escolho a teologia do equilíbrio bíblico – nem tanto ao mar e nem tanto à terra. Riquezas e bens são coisas, e coisas são para serem adquiridas, utilizadas, servidas, repassadas e transferidas e deve-se possuí-las, mas se deve ser possuído por elas. Riquezas e bens cumprem funções muito importantes e nobres, como podem destruir e corromper, mas em ambos os casos, o X da questão está no coração e no caráter das pessoas e não nos bens em si. Hoje, 23/0/03/20 o ouro está cotado a R$ 255,66) duzentos e cinquenta e cinco reais e sessenta e seis reais o grama; uma barra de um quilo, equivale a R$ 255.660,00. Essa barra vale isso em grana; pode servir para peso de papel sobre a mesa; pode servir para escorar a porta para o vento não bater; serve para enfeitar uma estante, serve para atirar num animal que está querendo atacar… em si, é só um peso de um quilo. Agora, o que ele vai provocar no coração de diferentes pessoas, tem à ver com escolhas morais, espirituais e valores de vida. Para Lia, os pais trabalham para cuidar dos filhos e dar-lhes os cuidados necessários, poder transferir alguma coisa para eles, sendo possível faz bem, mas tem coisas mais valiosas do que dinheiro, riquezas e bens. Há pessoas que são tão pobres, que a única coisa que eles tem na vida é dinheiro e eles já descobriram que isso não é tudo, aliás, alguns até se prontificam a dar tudo que possuem, por um pouquinho do que outros tem. Devemos ensinar e treinar nossos filhos sobre o valor das coisas e não sobre o preço. Devemos prepara-los para viver uma vida de fé, serviço, culto e temor de Deus, e não apenas para conseguir um emprego e arrastarem-se pela vida em função de salário e comida. Para os filhos e adoradores fiéis, Deus supre, sempre, com fartura, precisão e sem dores e preocupações: Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem (Sl 127.1,2; 128.1,2). Lia estava consciente de que apenas estava acontecendo um ato da justiça divina, pois aquilo que lhes fora de direito, e que o pai tirara, agora estava de volta como patrimônio para os filhos, que eram por direito e por aliança, os beneficiários das bênçãos materiais que acompanhavam a vida de Jacó, pela sucessão das bênçãos de Abraão na aliança com Deus. Ame as pessoas e utilize as coisas! É proibido fazer o contrário, nossa religião não permite!

Pai, somos filhos e herdeiros e co-herdeiros com Cristo das insondáveis riquezas da glória e do conhecimento de Deus. Todas essas coisas estão disponibilizadas e acessíveis para os trabalhadores do Reino e para os que confiam no Senhor e nas provisões divinas. Nada nos faltará, porque o Senhor é o nosso Pastor. Podemos todas as coisas, em Cristo que nos fortalece. Graças te rendemos e louvamos o teu santo nome, todos os dias, em todos os tempos e faremos isso de geração em geração, pelos séculos dos séculos, porque teu é o reino, o poder e a glória em Cristo Jesus. É nesse nome poderoso que oramos, amém.

Pr Jason

O Que Há Em Comum

Meditação do dia: 22/03/2020

Então responderam Raquel e Lia e disseram-lhe: Há ainda para nós parte ou herança na casa de nosso pai?(Gn 31.14)

 

O Que Há Em Comum – Pactos e alianças são celebradas entre duas ou mais partes, formando uma unidade forte e coesa, para que todos os lados se beneficiem, mas especialmente se liguem por elementos comuns. Alguém aí se lembra do tempo de escola primária, estudando matemática, com aqueles conjuntos de união e intersecção? É por aí! O elemento família, é comum e universal a todos. Mesmo variando de cultura para cultura, sobre os aspectos, os motivos e as formas de iniciar e finalizar, mas famílias tem em todo lugar. Os elos de ligação familiares são muito fortes, até pela questão de sangue; tendo o mesmo sangue, na hora do frigir dos ovos, como dizem os mineiros, prevalece a família e aí é todos contra todos, mas na minha família ninguém mexe. Lia e Raquel estavam mais amadurecidas como pessoas, e como mulheres, os filhos e as responsabilidades com o futuro dentro da aliança de bênção, eram fatores que amenizavam as desavenças e promovia a união entre elas, especialmente porque os filhos estavam ligados a isso; e quando se trata de filhos, as mães se derretem ou viram leoas acuadas e se tornam muito determinadas. Elas viram que o pai trabalhava mais pelos interesses próprios, mesmo com prejuízo da família e agora parece que ele adotara uma postura mais agressiva, aliado com os filhos, eram todos contra Jacó e sua turma; tidos como adversários e alguém que estava se apropriando dos bens e recursos deles e que certamente a qualquer momento levantaria acampamento e levaria as esposas e os filhos e bens; assim eles ficariam sem nada, se não tomassem alguma medida. As duas afinaram o discurso para fortalecer a posição do marido e enfrentarem juntas o adversário em comum – o pai. Elas estavam olhando para a herança espiritual dos filhos, na promessa de Deus a Jacó e agora era a hora de partir. Isso foi uma atitude de fé e coragem. Deixar tudo que conheciam, que lhes inspirava segurança e conforto e partir para uma terra, da qual fariam parte pela fé nas palavras de Deus, transmitida pelo marido Jacó. Quero lembrar aqui, para todos nós, cristãos importância do papel verdadeiro e legítimo do marido, como sacerdote e líder de sua casa. Líder do fé e do culto a Deus, mesmo que ele estivesse em terra estrangeira, sua fé e sua devoção permaneceram intactas e fortalecida dia a dia e transmitida e agora assimilada pelas esposas e pelos filhos. Há um paralelo na história de Jacó, porque como no início de todas as coisas, Deus, o criador afirmou: Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne (Gn 2.24). Jacó deixou pai e mãe e foi para outra terra e lá encontrou Lia e Raquel e constituiu família e mesmo sendo filho de fazendeiro rico, herdeiro de muitas coisas, deixou tudo e começou do zero e fez fortuna. Não é a fortuna que nos interessa; mas a liderança, a capacidade de lutar por aquilo que se crê. A pessoa pode nascer rica, mas não nasce preguiçosa. Trabalhar do ponto de vista da fé cristã, é um exercício da mordomia e da capacidade criativa e produtiva do ser humana, e daí se levanta o sustento e as provisões. Não se pode encarar o trabalho como resultado do pecado e uma espécie de maldição, pois não é. Trabalho é expressão dos dons e habilidades que todos precisam desenvolver e utilizar para seu próprio bem, de sua família e da sua comunidade, onde todos devem contribuir e participar. Jesus trabalhou e trabalha, Deus trabalha, o Espírito Santo trabalha, a igreja trabalha e um reino está sendo construído e firmado e isso não acontece sem trabalho.

Senhor, obrigado pelos dons e habilidades que nos foram dados como dádivas e através deles, se expressa a tua grandeza e capacidade de suprir e abençoar. Somos servos e mordomos de um Deus criativo, trabalhador e generoso, que efetuou uma grande obra para a redenção de toda a humanidade e tudo isso foi minuciosamente planejado e muitas etapas levadas a efeito até chegar o momento do Calvário. Te louvamos por tudo isso e agradecemos no nome poderoso de Jesus, amém.

Pr Jason