A Mulher Cananéia

Meditação do dia: 30/09/2021

“E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.” (Mt 15.22)

A Mulher Cananéia – Estamos aprendendo lições de vida com mulheres de origem estrangeiras, que de alguma forma, adentraram para o povo de Deus e tiveram seus feitos e suas vidas nos registros sagrados da Palavra de Deus. Nossa convidada de hoje é uma mãe, de quem pouco sabemos e esse pouco foi suficiente para impressionar Jesus e incomodar os discípulos que andavam com ele. Nos registros do Evangelho de Marcos, consta que O Senhor Jesus e seus discípulos foram para a região de Tiro e Sidon, que eram cidades fenícias; ela era de origem grega, siro-fenícia de nascimento. “E esta mulher era grega, siro-fenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio” (Mc 7.26). O que uma mãe não faz, pelos filhos? Podemos deduzir que a possessão da filha daquela mulher não era algo recente, ou que acabara de acontecer; e a razão para tal, era que essa mulher vir ao encontro de Jesus, assim que soube de sua presença naquela região, Marcos fez questão de dizer que a intenção primária de Jesus, era não deixar saber que ele estava por ali, mas de alguma forma ela descobriu e procurou ajuda pra libertar a filha. O fato dela não ser israelita, não foi impedimento para a sua busca e ela tinha informações precisas de quem era Jesus e isso indica que suas lutas com a condição de sua filha, subjugada por espíritos malignos, a levara a encontrar respostas e soluções, mas já sabemos que não encontrou. O conhecimento demonstrado por ela mostra que já havia fé em seu coração, podemos ver isso por uma série de demonstrações: a) Ela foi em busca de Jesus especificamente; b) Ela o chamou de “Filho de Davi;” c) ela pediu misericórdia por si mesma; d) Ela reconheceu a condição miserável em que a filha se encontrava. Todos nós já ouvimos muitas pregações e ensinos sobre essa passagem e em muitas delas é enfatizado a provação dela, mesmo quando veio a Jesus. “Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 15.23,24). Ela não foi atendida de pronto pela Mestre; os discípulos não se mostraram hospitaleiros e acolhedores e quando Jesus tratou com ela o fez de forma a testar a qualidade de sua fé e a intensidade de sua busca. Essa é uma lição que aprecio, porque nem sempre estamos interessados o suficiente para abrir mão de nosso orgulho, vaidade ou imagem pessoal. Por natureza não gostamos de ser confrontados e muito menos ser afrontados. Ela suportou o impacto, absorveu o golpe e demonstrou humildade e coerência, por saber que estava tratando com alguém que tinha poder e autoridade espiritual para falar com ela, corrigi-la, mas também abençoar sua vida e libertar sua filha. “Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!” (Mt 15.25). Adoração combina muito bem com humildade e submissão. Ela não se sentiu insultada, mas desafiada a receber aquilo que para muitos seria natural receberem, mas eles não tinham verdadeiro interesse. “Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores” (Mt 15.26,27). Temos o registro como Jesus ficou surpreso quando um Oficial romano, falou com ele sobre autoridade, de forma que Jesus não precisa ir à sua casa, porque ele não merecia, mas bastava uma palavra e o seu criado ficaria curado (Mt 8.8-10). Agora, uma outra pessoa não israelita, provoca admiração em Jesus, por demonstrar uma qualidade de fé muito rara, mas extremamente eficiente. “Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã” (Mt 15.28). Essas são razões muito fortes para me levar a admirar essa mulher e a sua luta por sua filha. Sou grato a Deus pela inspiração sagrada dos evangelistas que relataram esses testemunhos, porque pessoas vieram a Jesus e foram ajudadas e hoje Cristo está presente ainda no mundo através da igreja; a proclamação do Evangelho está sob nossa responsabilidade e não podemos falhar em anunciar com poder e autoridade.

Obrigado Senhor Jesus, pela sua graça e bondade para com as nossas vidas. Mesmo quando ainda não sabemos, o teu cuidado já se revela providencial para com cada uma das nossas necessidades. Graças te damos pelas vidas que dão um belo testemunho de suas vidas de fé e devoção ao Senhor e são capazes de superar as dificuldades e os obstáculos, mas perseveram e vencem. Oramos pelas irmãos que batalham pelos seus filhos para que possam ser salvos e libertos de todo o mal e acompanha-las na fé e no amor ao Senhor. Graças, por essas vidas, no teu poderoso nome nos oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

A Mulher Samaritana

Meditação do dia: 29/09/2021

“Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.” (Jo 4.7)

A Mulher Samaritana – Nos propusemos a escrever uma pequena série de meditações na Palavra de Deus, tendo como base a vida e a experiencias de mulheres que se destacaram na história do povo de Deus. Elas edificaram famílias, mudaram situações e fizeram a diferença para que hoje tivéssemos todos esses testemunhos de vida e serviço. Vimos que desde mulheres simples, servas e escravas, até da nobreza palaciana, de muitas formas diferentes, elas se destacaram por suas lutas e com coragem e muita fé, abençoaram e abençoam até os dias de hoje e será assim para a eternidade. Temos algumas dessas preciosas irmãs nos registros do Novo Testamento e não seria justo, deixa-las de fora desta seleção. Essas já foram mais privilegiadas por viverem no tempo para a qual todas as outras lutaram e acreditaram que um dia chegaria. Começaremos por essa distinta personagem que é figura importantíssima nas revelações das grandes verdades da graça de Deus através do próprio Deus e nosso Senhor Jesus Cristo. Também não temos o seu nome, mas isso nunca fez diferença para a comunidade cristã ao longo de dois milênios. Os samaritanos, se tornaram rivais dos judeus e menosprezados, tratados com estrangeiros, desde a divisão do reino de Israel e com a consequente dispersão do reino do Norte, levados cativos e substituídos por populações estranhas à terra e ao culto ao verdadeiro Deus. “No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou a Samaria, e levou Israel cativo para a Assíria; e fê-los habitar em Hala e em Habor junto ao rio de Gozã, e nas cidades dos medos, E o rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e Sefarvaim, e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e eles tomaram a Samaria em herança, e habitaram nas suas cidades (2 Rs 17.6,24). Essa mistura de povos, trouxe os cultos pagãos e produziu costumes muito reprováveis para a Terra Prometida. “Porém cada nação fez os seus deuses, e os puseram nas casas dos altos que os samaritanos fizeram, cada nação nas cidades, em que habitava. Assim temiam ao Senhor, mas também serviam a seus deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados. (2 Rs 17.29,33). No tempo da restauração quando voltaram do cativeiro  e começaram a reconstruir Jerusalém, como registrado nos livros de Esdras e Neemias, essa população não foi aceita para ajudar devido a condição de idolatria deles. “Então lhes respondi, e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar: e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém” (Ne 2.20). Essa animosidade persistia entre os povos judaicos e samaritanos até os dias do Novo Testamento. “Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)” (Jo 4.9).  Agora entendo melhor o contexto da vida dessa mulher e do porquê da resistência dela no início do diálogo com Jesus, podemos então compreender a grandiosidade da graça e misericórdia de Deus para com todos os homens,  para os quais o seu amor se estende, cobrindo toda e qualquer diferença que o pecado causou. Como outras mulheres que estudamos nessa série, ela tinha um passado e um histórico de andar longe do caminho de Deus. Não podemos afirmar que ela era envolvida com imoralidades ou tinha uma vida desregrada, mas o fato é até para aqueles dias, o comportamento social e familiar dela, a expunha socialmente a uma vida de exclusão pelos inúmeros casamentos e descasamentos. É muito instrutivo pensarmos, que Jesus Cristo, sendo homem, judeu e respeitado como mestre, viesse a escolher justamente uma mulher, de origem samaritana e marginalizada pela sociedade, para fazer as maiores revelações sobre sua pessoa e ministério e porque não, também sobre Deus e o culto verdadeiro. Ela foi a primeira pessoa a quem Jesus disse que ele era o Messias, o Cristo esperado por todo o povo de Deus. “A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo” (Jo 4.25,26). É ou não é, uma privilegiada de Deus e da história!? Como dizem as pessoas da imprensa, ela teve uma “exclusiva,” um verdadeiro furo de reportagem. Jesus havia atraído a atenção dela com um “quebra-gelo” lhe pedindo água e assim abriu a porta para o diálogo e diante da negativa dela de lhe dar água, por ele ser judeu, ele despertou o interesse dela ao lhe oferecer um tipo especial de água, que certamente lhe interessaria, não só por não ter mais sede, como também por precisar mais vir ao poço buscar água e se expondo aos olhares críticos e comentários maldosos dos  vizinhos e moradores da cidade. O ensino mais tremendo sobre Deus e a adoração verdadeira, também foi fruto dessa conversa de Jesus com essa mulher. Nenhuma revelação tão clara, incisiva e espiritual, até então se conhecia. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.23,24). Essa mulher samaritana foi impactada profundamente pelo Evangelho de Cristo e imediatamente ele testemunhou ousadamente para muita gente de sua cidade, o que produziu uma colheita abundante de vidas que creram na mensagem do Senhor Jesus. “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo? E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (Jo 4.28,29,41,42). O poder do testemunho de uma pessoa com vida transformada, é a grande lição e aplicação para as nossas vidas, através dessa mulher samaritana. Ela está na história, está nos nossos corações como alguém que teve a oportunidade de conhecer a Jesus e não desperdiçou a chance. Como dizia aquele jargão comercial: “Essa mulher é gente que faz!”

Grande é o Senhor nosso Deus, Pai de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, que em amor e graça veio a esse nosso mundo conturbado e carente para transformar vidas em instrumentos de alcançar tantas outras pessoas, que também estão perdidas e desorientadas como ovelhas que não tem pastor. Te louvamos, oh! Senhor, pelas vidas que o Evangelho tem alcançado e transformado; também agradecemos pelas pessoas que tem dado tudo de si para que muitas vidas sejam alcançadas. Oramos por mulheres, que nos nossos dias estão comprometidas com a causa de Deus e estão servindo em muitas áreas e abençoando vidas e fazendo a diferença, que sejam abençoadas e frutíferas em tua seara. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Mulher de Jó

Meditação do dia: 28/09/2021

“Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre.” (Jó 2.9)

A Mulher de Jó – Por não sabermos determinadas coisas isso não significa que elas não existem. Tudo que sabemos não é exatamente tudo que existe. É assim que a nossa meditação de hoje, vai em busca de uma mulher que não tem o seu nome mencionado, mas fez parte da história e foi esposa de um homem admirável e reconhecido em todo o mundo, como o homem mais paciente que já houve. Todos lhe atribuem o título de “O pai da paciência” e ele não atingiu esse nível, sem uma boa razão; foi com muito sofrimento e fé no Deus a quem ele servira em toda a sua vida. Eles foram contemporâneos de Abraão, em termos cronológicos, mas como essas meditações não obedecem lógicas em linhas temporais ou mesmo de assuntos, e por se tratar de uma pessoa que diríamos anônima, ela se encaixa bem por aqui mesmo. Essa irmã, me inspira e me ajuda a olhar certos aspectos na vida que não parecem visíveis a todos, mas cada família e cada pessoa tem os seus momentos difíceis, e como cada um de nós encaramos isso, pode fazer toda a diferença. A esposa de Jó era uma mulher bem sucedida na vida; bem casada, excelente condição financeira e patrimonial, já que eram os mais ricos daquela região do oriente; tinha uma família maravilhosa, com sete filhos e três filhas, que eram muito unidos e estavam sempre se confraternizando. Temos razões para dar créditos a essa mulher, porque precisamos ver as coisas também do ponto de vista dela, no seu devido contexto e não julga-la pelas poucas linhas dedicadas a ela no livro. Seria muito cômodo, taxa-la de desequilibrada, ou fraca de fé alguém que não demonstrou força no momento que o marido mais precisava. Se o próprio Jó, foi paciente com ela e a aceitou, por que seríamos nós, muitos anos depois, no tempo da graça em Cristo Jesus, a rejeitá-la? Uma família do povo de Deus está estruturada sobre as bases de um lar onde um marido e uma esposa servem de referencia para os filhos e através desse modelo, se molda uma sociedade em torno de valores importantes. As mães precisam da segurança que a família oferece para o bem-estar de todos e se algo interfere, isso vai afetar a harmonia interior e medidas serão tomadas especialmente pela mulher que fará o possível e até um pouco mais para proteger os seus. Eu e você sabemos o que a mulher de Jó não sabia, que havia uma guerra espiritual acontecendo e o Diabo estava procurando razões para desacreditar a fé e a firmeza da fé daquela família. A permissão divina foi dada e a sessão de provações teve início e foram tempos difíceis para eles. Devemos lembrar que Deus jamais permite alguma provação que seja maior que a nossa capacidade de vencer. “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1 Co 10.13). Algum de nós consegue se identificar com uma esposa e mãe, que num curto espaço de tempo de dias ou horas, vê desaparecer toda a sua riqueza? Rebanhos de gado, camelos, ovelhas, jumentos foram roubados, ou mortos por invasores e acidentes da natureza. Servos e empregados foram mortos em ataques de bandidos. Os dez filhos foram massacrados num desabamento inexplicável da casa onde estavam reunidos. O seu esposo contraiu uma doença infecciosa de um momento para outro e todo o seu corpo foi tomado de feridas e tumores, que não dava alívio e ele se viu obrigado a assentar-se em cinzas e raspar suas feridas com cacos de cerâmica. Diga-me, como uma mulher nessas circunstancias deveria reagir? Quando sabemos as razões de um sofrimento ou infortúnio, podemos nos condescender com nossa situação, ou assumir as responsabilidades e até mesmo implicar os responsáveis. Jó e sua esposa não tinham a menor noção do que se passava nas esferas espirituais e nas implicações sobre eles aqui no plano físico. Jó apelou para sua fé e confiança, de que a justiça divina não permitia dúvidas de sua parte quanto ao caráter de Deus, e em algum momento a verdade se estabeleceria. “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó19.25). A grande lição da vida e da experiencia da mulher de Jó para nossas vidas, é que ao passarmos por provações e dificuldades, podemos confiar em Deus e sabermos que em hipótese alguma ele nos desampara ou nos entrega à própria sorte. O inimigo de nossas almas, aposta que servimos a Deus em troca de favores e bênçãos e que assim que cessar as bênçãos também se esgota a nossa adoração e nosso temor de Deus. Não servimos a Deus porque ele nos dá coisas ou nos cerca de graças e bênçãos – servimos a Deus porque o conhecemos como o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; que criou todas as coisas e em santo amor, nos guia, governa em tudo. Louvamos a Deus por suas bênçãos, e o adoramos por ser quem ele é. Deus é Deus, para todo sempre eternamente, amém. Uma outra lição importante dessa família, é que no devido tempo, sob as condições ditadas por Deus, eles estavam disponíveis para abençoar e interceder pelos amigos, que nem foram tanto amigos assim, mas ao obedecerem a Deus, suas vidas foram restauradas e as bênçãos voltaram em maior medida do que possuíam antes. Fico fascinado, com o resultado do agir de Deus, pois eles eram adultos, a madurecidos, com filhos adultos quando a tragédia se abateu sobre eles, mas foram de tal forma renovados e revigorados, que ainda tiveram outros sete filhos e três filhas, e viram esses filhos crescerem, pois o  relato diz que eram as mulheres mais belas daquele lugar. “E assim abençoou o Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro; pois teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas. Também teve sete filhos e três filhas. E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque. E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. E depois disto viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos, e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. Então morreu Jó, velho e farto de dias” (Jó 42.12-17). Isso sim, é história com final feliz, destes podem dizer: “… e viveram felizes para sempre!”

Senhor, agradecemos pela vida e pela história dessa mulher, que nem sabemos o nome, mas podemos admirá-la e reconhece-las pelo seu papel na vida de Jó e no legado para a eternidade na vida do povo do Senhor. Precisamos de modelos e de seguirmos os bons exemplos de fé e devoção ao Senhor nosso Deus. Tu és digno de receber todo o louvor e toda a adoração dos teus filhos e servos, por que és fiel e justo em todos os teus caminhos e santo em todas as tuas obras. Oramos com gratidão em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Jael, a Mulher de Héber, o Queneu

Meditação do dia: 27/09/2021

“Porém Sísera fugiu a pé à tenda de Jael, mulher de Héber, queneu; porquanto havia paz entre Jabim, rei de Hazor, e a casa de Héber, queneu.” (Jz 4.17)

Jael, A Mulher de Héber, o Queneu – Estamos meditando na Palavra de Deus, seguindo personagens femininas notáveis, que fizeram algo em favor do povo de Deus e assim colocaram seus nomes na história. Nossa mulher maravilha de hoje é Jael, de uma tribo cananeia, nômade, que já existiam na terra de Canaá desde os tempos de Abraão. “Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates; E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu (Gn 15.18,19). Jetro o sogro de Moisés era queneu, e algumas dessas famílias se tornaram amigas dos hebreus e viveu entre eles, havendo a possibilidade que Héber e sua família sejam descendentes de Jetro, e que vieram no êxodo para Canaã, onde peregrinavam. “E Héber, queneu, se tinha apartado dos queneus, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés; e tinha estendido as suas tendas até ao carvalho de Zaanaim, que está junto a Quedes” (Jz 4.11). Jael significa “Cabra Nubiana,” ou “Cabra montês,” nome muito comum entre os povos orientais, especialmente em Israel, com a designação “Yael.” Depois de vinte anos sob forte opressão do rei Jabin de Hazor, que possuía uma grande exército e novecentos carros de guerra de ferro, o que indica o auto poderio militar; os israelitas clamaram a Deus por socorro. Era no tempo dos Juízes, antes de Israel ter um rei. Nesse tempo era governado pela juíza Débora. Ela convocou em nome do Senhor a um homem da tribo de Naftali, por home Baraque; ele atendeu ao chamado mas só aceitava ir à guerra contra o rei Jabim se a profetisa e juíza Débora fosse com ele na batalha. Por Essa atitude, ela profetizou que ele venceria e libertaria Israel, mas a honra da batalha seria de uma mulher e não dele. “E disse ela: Certamente irei contigo, porém não será tua a honra da jornada que empreenderes; pois à mão de uma mulher o Senhor venderá a Sísera. E Débora se levantou, e partiu com Baraque para Quedes” (Jz 4.9). O exército de Jabim e o famoso comandante Sísera, foram atraídos para o vale de um reibeiro, que transbordou com as chuvas da noite anterior e dificultou para os carros e cavalos e assim eles foram exterminados pelo pequeno exército de israelitas. Sísera, fugiu à pé e buscou abrigo no acampamento de Héber, que tinha boas relações com o reino de Hazor e foi acolhido por Jael, que ofereceu a hospitalidade oriental, que garante proteção e segurança para o hóspede. Mas Sísera não contava com a amizade e boas relações entre os queneus e os israelitas, que de certa forma também sofriam com a dura opressão aos israelitas. Ele estava extremamente cansado e exausto e dormiu logo após saciar sua sede; ele pediu água e ela lhe deu leite, talvez para melhor alimentado pudesse dormir o seu último sono. Jael foi de mansinho e cravou uma estaca de armar tendas, com um martelo em sua fronte; de forma que ele morreu dormindo. Quando Baraque, o comandante israelita chegou no acampamento ela já o recebeu com a notícia de que o homem procurado por ele estava ali, na sua tenda já imobilizado. Como profetizado por Débora, Baraque venceu a batalha e livrou a Israel do jugo do rei Jabim, mas a honra da batalha foi de Jael, que se tornou heroína nacional e cantada em versos e prosas pelo seu feito. “E cantou Débora e Baraque, filho de Abinoão, naquele mesmo dia, dizendo: Louvai ao Senhor pela vingança de Israel, quando o povo se ofereceu voluntariamente. Bendita seja entre as mulheres, Jael, mulher de Héber, o queneu; bendita seja entre as mulheres nas tendas. Água pediu ele, leite lhe deu ela; em prato de nobres lhe ofereceu manteiga. À estaca estendeu a sua mão esquerda, e ao martelo dos trabalhadores a sua direita; e matou a Sísera, e rachou-lhe a cabeça, quando lhe pregou e atravessou as fontes. Entre os seus pés se encurvou, caiu, ficou estirado; entre os seus pés se encurvou, caiu; onde se encurvou, ali ficou abatido” (Jz 5.1,2,24-27). As aplicações das lições dessa narrativa: Começo por destacar que quando os homens fogem do seu chamado ou de assumir integralmente o seu papel, Deus levanta pessoas, mulheres corajosas, destemidas, ousadas no Senhor para produzir grandes mudanças. Nossos campos missionários são prova disso e a grandeza do trabalho feminino nas igrejas e no reino de Deus, são testemunhas dos feitos delas. Outra lição importante é que não existe lugar distante, pequeno, desconhecido ou fora do alcance da graça de Deus para fazer grandes feitos para Deus. Jael tinha uma vida nômade, vivendo em tendas e mudando de lugar para lugar, e agora ela estava longe dos demais membros de sua tribo, mas estava no lugar certo para realizar o trabalho de sua vida. Sua habilidade com os instrumentos de armar uma tenda indica que era laboriosa, e disposta ao trabalho pesado, mas também era gentil e hospitaleira, sabendo receber nobres e hospedar pessoas importantes. Ela também estava bem informada e se interessava pelo bem estar do povo de Deus, ainda que tivesse boas relações com quem estava no poder, ela escolheu ficar do lado da justiça e das promessas de Deus. Por isso e muito mais, Jael está entre as grandes pessoas que abençoaram o povo de Deus e construiu a sua história, mesmo sendo de origem não israelita.

Senhor, obrigado por acolher com amor a todas as pessoas e salvar perfeitamente aqueles que se achegam a ti, em Cristo Jesus. Somos gratos por estarmos construindo um reino e para servir ao Senhor, podemos e devemos servir as pessoas e fazer da nossa vida um oportunidade abençoadora. Em Cristo Jesus, a nossa origem deixa de ser um problema e passa a ser uma manifestação da tua multiforme graça e poder, pois somos acolhidos, aceitos e amados, formando uma única família, um único povo, um só corpo, com uma só fé. Por tudo isso, receba o nosso louvor e gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Rute, a Nora de Noemi

Meditação do dia: 26/09/2021

“Os quais tomaram para si mulheres moabitas; e era o nome de uma Orfa, e o da outra Rute; e ficaram ali quase dez anos.” (Rt 1.4)

Rute, A Nora de Noemi – Tempos difíceis produzem homens fortes; homens fortes produzem tempos bons; tempos bons produzem homens fracos; homens fracos produzem tempos difíceis! Está aí a explicação para muitas perguntas e dúvidas que as pessoas têm sobre os acontecimentos mundiais. Hoje em nossa meditação bíblica, estaremos desfrutando da companhia de uma mulher das mais fantásticas dos relatos bíblicos. Uma moabita, portando descendente de Ló, sobrinho de Abraão; mas ainda assim contado entre os povos estrangeiros em relação a Israel e que também durante o êxodo não facilitou as coisas para os peregrinos do deserto. À primeira vista e olhando por um prisma humano e material, poderia ser dito que Rute nascera para sofrer ou fracassar. Mas as atitudes dela foram determinantes para mudar o curso de sua historia e de muitas outras pessoas, inclusive a nós nos dias de hoje. Ela entra para a história, ao se casar com um dos filhos de Noemi, que viera com a família para Moabe, fugindo de uma época de crise e escassez na terra de Canaã. Eram descendentes da tribo de Judá e moradores da cidade de Belém. Num espaço de quase dez anos eles se instalaram, casaram-se com moças nativas e sofreram a morte de todos os três homens da família, o marido de Noemi e seus dois filhos. As três mulheres ficaram viúvas e naquelas circunstancias, desamparadas e precisavam recomeçarem suas vidas, Noemi pretendia voltar para sua terra natal e se abrigar com os familiares e recomendou que suas noras também voltassem para suas famílias e tentassem de alguma forma reconstruírem suas vidas. A outra nora, chamada Orfa, concordou e voltou para casa dos pais. Rute tomou uma atitude diferente e isso fez toda a diferença. Embora Noemi insistisse para que ela desistisse, ela proferiu uma das mais lindas citações sobre amar e ser fiel a quem lhe fez bem: “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti (Rt 1.16,17). O que estamos vendo é o resultado do discipulado que Noemi fez, transmitindo vida e fé no Deus verdadeiro, para que aquela jovem tivesse a determinação de deixar sua terra natal, seus familiares e suas crenças para se abrigar em uma terra até então estranha e numa condição difícil de recomeçar a vida. Rute é o testemunho do que uma vida comprometida com Deus pode fazer, mesmo em tempos difíceis e em condições hostis. Ao chegar em Belém, ela não esperou as soluções caírem do céu e mostrou seu uma pessoa de iniciativas e de muita disposição para vencer na vida. Ela se dispôs a ir trabalhar na roça, para buscar o sustento para si para sua sogra a quem ela se sentia na obrigação de ajudar e amparar. Havia uma lei de amparo e cuidado com os pobres que os israelitas observavam e Rute se valeu dela. “E, quando fizerdes a colheita da vossa terra, não acabarás de segar os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Lv 23.22). Não existe trabalho indigno, se é feito com amor e respeito, levando em consideração que somos responsáveis por levantar o nosso sustento e das pessoas sob nossa responsabilidade. Procurando espigas e “bitucas” como dizem os paulistas, Rute encontrou bem mais do que suprimentos de sobrevivência. Ela ganhou a bênção de uma cidade inteira, encontrou um marido rico e homem de Deus, entrou para a genealogia da família real de Israel, se tornou a nora de outra mulher fantástica, que foi Raabe e tem até um livra da Bíblia com o seu nome e está na linhagem humana de Jesus. Depois ainda dizem que trabalhar na roça não leva ninguém para frente! A história dessa mulher tem os melhores ingredientes para  um romance de primeira grandeza, com drama, sofrimento, dor, perdas, recomeço difícil e alcançar um lugar de destaque. Quero  fechar essa meditação de hoje, com aquilo que considero o reconhecimento das pessoas e autoridades daquela cidade, à Rute e seu esposo Boaz. “E todo o povo que estava na porta, e os anciãos, disseram: Somos testemunhas; o Senhor faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Lia, que ambas edificaram a casa de Israel; e porta-te valorosamente em Efrata, e faze-te nome afamado em Belém. E seja a tua casa como a casa de Perez (que Tamar deu à luz a Judá), pela descendência que o Senhor te der desta moça” (Rt 4.11,12). Está nas nossas mãos tomar as decisões que farão de nossas vidas algo que faça a diferença para nós e para o reino de Deus. Como costumo dizer: As nossas escolhas revelam o nosso caráter.

Senhor, estamos agradecidos pela vida e as oportunidades de servir a ti ao servir as pessoas que estão próximas de nós. aprendemos com a vida de Rute, que ao se importar e desejar honrar as pessoas que cuidaram dela, foi também favorecida e agraciada com o teu cuidado e proteção. Hoje, vivemos na época da graça e da fé em Jesus Cristo e a nossa história vai sendo escrita e conduzida dia a dia sob os teus cuidados, assim podemos confiar que o teu melhor sempre estará disponível a cada um de nós. Agradeço por nos escolher para participarmos da construção de um Reino que é maior e mais duradouro do que nós mesmos e pela tua bondade podemos construir para a eternidade. Obrigado pelas pessoas que investem suas vidas nas nossas, com o testemunho de sua fé e seus dons, talentos e graça. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Raabe, Salva Por Um Fio

Meditação do dia: 25/09/2021

“E Josué, filho de Num, enviou secretamente, de Sitim, dois homens a espiar, dizendo: Ide reconhecer a terra e a Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e dormiram ali.” (Js 2.1)

Raabe, Salva Por um Fio – por trás de cada rosto sempre tem uma história que precisa ser contada, precisa ser conhecida. Todas as pessoas que conhecemos não nasceram no dia em que as conhecemos e tudo o que sabemos delas, necessariamente não é tudo sobre elas. Servimos a um Deus grande, poderoso e que se relaciona amorosamente com suas criaturas e com sua criação. Deus é amor e em sua perfeição de caráter e natureza, as pessoas são importantes para ele e para os propósitos dele; sendo assim, ninguém é descartável, inútil ou sem valor. Entre as várias pessoas que temos estudado nesses últimos dias, temos aprendido muito com mulheres que por alguma razão entraram para a linhagem do povo escolhido e deixaram marcas muito relevantes e significativas na  construção da nação e por consequência, para o plano eterno da redenção em Cristo Jesus. Hoje é a vez de aprendermos com Raabe, uma mulher cananeia, moradora da cidade de Jericó, que seria a primeira cidade a ser conquistada pelos filhos de Israel. A história dela faz parte da narrativa de como Deus agiu poderosamente em favor do seu povo, mobilizando o seu exército de anjos para deitar por terra a fortaleza que era a cidade de Jericó. “E sucedeu que, estando Josué perto de Jericó, levantou os seus olhos e olhou; e eis que se pôs em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua; e chegou-se Josué a ele, e disse-lhe: És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos? E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do SENHOR. Então Josué se prostrou com o seu rosto em terra e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo? Então disse o príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim” (Js 5.113-15). Um príncipe, um General de Exército nunca vem sozinho. A história de Raabe é uma das mais belas e completas ilustrações sobre a obra da Redenção; quando Deus alcança a pessoa pecadora, em sua condição de degradação e destituída de privilégios e oportunidades e a transforma completamente. Tudo que a pessoa precisa fazer é exercitar a sua fé no poder de Deus,  como fez Raabe. Ela tal qual a sua cidade e seu reino estavam condenados à destruição e eles tinham ciência disso; mas ela agiu em direção ao socorro e livramento, em vez de endurecer-se e procurar salvar a si mesma pelos seus próprios esforços. Os espias de Israel chegaram a sua casa, que talvez fosse uma hospedaria e para eles seria um bom lugar para obterem informações. Ela os acolheu e testemunhou sobre a condição do seu coração e de todos os moradores da cidade, que estavam apavorados com a iminente destruição. As notícias de como Deus tirara os hebreus do Egito e as maravilhas no deserto deram a eles a certeza de Canaã seria conquistada sem maiores resistências. A primeira e grande preocupação de Raabe foi com a salvação dela e de seus familiares. Ela foi ousada e intrépida em propor uma negociação que lhe assegurasse o favor dos israelitas mediante sua colaboração. Isso mostra que qualquer pessoa pode ser salva e alcançada pela graça de Deus, através de manifestar sua fé e buscar a Deus de todo o coração. Raabe foi intercessora em prol de sua família, porque não queria a bênção só para si; muito interessante esse aspecto, porque ela intercedeu por eles, mas ficou com a responsabilidade de trazê-los para a condição onde poderiam ser salvos. Não haveria salvação em nenhum outro lugar em Jericó, senão naquela casa marcada por um fio vermelho pendurado, assim como não há salvação fora da pessoa de Jesus. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12). A beleza da graça de Deus está em fazer por nós muito além daquilo que pensamos ou pedimos, exatamente porque o amor de Deus vai muito além da nossa compreensão e ele já está trabalhando em nossas vidas e além dela, muito antes de percebermos alguma coisa. Raabe foi salva da destruição de sua cidade e  também foi protegida e acolhida como alguém importante e que se pôs como aliada do povo de Deus. Na promessa da aliança do Senhor com Abração contemplava isso: “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Além de mudar de vida e passar a viver entre o povo de Israel, ela teve sua vida reconstruída e adentrou para o povo de Deus, se casando com alguém da tribo de Judá e quando ela aparece novamente no texto sagrada é de forma muito honrosa e privilegiada. Pela genealogia descrita em Mateus, ela casou-se com Salmon, foi a mãe de Boaz e sogra de Rute, avó de Obede, bisavó de Jessé, o pai de Davi e lá na ponta vem José, marido de Maria, os pais de Jesus. “E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé; E Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias” (Mt 1.5,6). Milagres acontecem, porque eles são intervenções poderosas de Deus para abençoar pessoas e a vida e a história de Raabe nos revela que Deus salva e transforma; situações dadas como perdidas e sem solução, podem ser transformadas em lindas histórias de amor e fé. A graça de Deus sempre esteve, está e estará acessível a qualquer um que colocar sua fé em Jesus e em sua Palavra. Permitamos que Deus mude, construa e reconstrua nossas vidas e histórias. As vezes não é suficiente apenas virar a página, é preciso trocar o livro!

Senhor, agradecemos pela salvação que está disponível em Cristo Jesus, acessível a todos nós, porque ele é a porta, a verdade e a vida. O Senhor pode nos dar uma nova vida e escrever uma nova história à partir de onde estamos e quando colocamos nossa fé para funcionar, baseados na graça salvadora e transformadora que o sacrifício de Jesus Cristo na cruz nos dá. Graças,  graças te rendemos! Em nome e poder de Jesus, amém. Pr Jason

Zípora, a Esposa de Moisés

Meditação do dia: 24/09/2021

“E Moisés consentiu em morar com aquele homem; e ele deu a Moisés sua filha Zípora,” (Êx 2.21)

Zípora, a Esposa de Moisés – Estamos trabalhando num projeto de meditação bíblica, nos baseando nas figuras de mulheres estrangeiras de nascimento que entraram para a família dos filhos de Israel e deram relevantes contribuições, para a formação e preservação deles, no começo de sua história. Zípora a nossa mulher influente de hoje, aparece ao encontrar-se com Moisés, que fugia do Egito e de Faraó, abrigando-se nas terras de Midiã. Era filha de um sacerdote chamado Jetro ou Reuel que tinha sete filhas. Zípora trouxe em comum com Rebeca, ter encontrado o seu casamento na beira de um poço. Rebeca em sua terra natal, Harã na Mesopotamia, quando Elizer chegou para procurar uma esposa para o filho de seu senhor, ela estava pegando água no poço e serviu a ele e à sua comitiva. Agora foi a vez de Zípora, que cuidava  dos rebanhos de seu pai e enfrentava problemas com pastores de rebanhos locais, que eram agressivos e ela e suas irmãos foram ajudadas por um desconhecido chamado Moisés. Um convite para uma refeição e as coisas aconteceram, casamento e dois filhos. Embora os registros sejam poucos, eles aparecem em cenas fortes; o que faz crer que era uma mulher muito determinada e resistente em suas convicções. Vejo isso, na passagem quando ela e Moisés com os filhos se dirigiam ao Egito, onde Moisés ira libertar os filhos de Israel, e aconteceu um episódio dramático numa pousada ou estalagem onde se hospedaram. “E aconteceu no caminho, numa estalagem, que o Senhor o encontrou, e o quis matar. Então Zípora tomou uma pedra aguda, e circuncidou o prepúcio de seu filho, e lançou-o a seus pés, e disse: Certamente me és um esposo sanguinário. E desviou-se dele. Então ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão” (Ex 4.24-26). Apesar de controverso, darei a versão mais comum e aceita desse texto bíblico. Ela não deve ter aceito a circuncisão do segundo filho, provavelmente pela dor e sofrimento visto no primeiro filho; Nesse episódio Moisés foi confrontado por Deus por não ter circuncidado o próprio filho, como parte da aliança entre Deus e Abraão e todos os seus descentes. Moisés estava a caminho de libertar os filhos de Israel do cativeiro egípcio, mas estava em desconformidade com sua fé e aliança e foi cobrado com rigor. Para evitar a morte do menino (alguns acreditam ser do próprio Moisés), Zípora assumiu a responsabilidade e ela mesma circuncidou o filho em emergência e lançou aos pés de Moisés dizendo-lhe que ele era um esposo sanguinário, devido à tal prática. Foi então que eles decidiram, que ela voltaria para casa de seu pai com os meninos e Moisés iria sozinho para o Egito, o que de fato aconteceu. Ela volta à cena quando vai ao encontro de Moisés e o povo já liberto e caminhando em peregrinação rumo à Canãa. Seu pai, Jetro foi leva-la à Moisés que celebrou com um jantar especial. “Vindo, pois, Jetro, o sogro de Moisés, com seus filhos e com sua mulher, a Moisés no deserto, ao monte de Deus, onde se tinha acampado, Disse a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com tua mulher e seus dois filhos com ela” (Ex 18.5,6). Os filhos de Moisés e Zípora, foram Gerson que significa “Peregrino em terra estranha” e Eliézer, “Deus é minha ajuda.” Uma próxima aparição de Zípora, é só uma menção de seu nome numa  atitude de ciúmes e preconceito de Arão e Miriam, irmãos de Moisés, numa provocação que custou muito caro especialmente para Miriam. “E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita” (Nm 12.1). A motivação da desavença entre os irmãos fora causada por pretensões de cunho familiar, uma vez que Moisés era o mais novo entre os três e eles se sentiam prejudicados em se submeter à sua autoridade. A possível origem ou naturalidade de Zípora, uma africana, descendente de Cusi, ou Cuxe um dos filhos de Cam, filho de Noé; sendo que os israelitas eram descendentes de Sem, o outro filho de Noé. Pelo desfecho dos fatos, tudo indica que eles estavam com ânimos acirrados contra Moisés e nada tão relevante assim com sua esposa. Deus tomou as dores de Moisés e puniu severamente a Miriam pela atitude de rebeldia e ofensas à Moisés que representava muito para Deus naquela missão. Aplicando em nossas vidas, podemos aprender com a vida dessa mulher, que entrou para a família do povo de Deus, sendo a esposa do Libertador, legislador, e um homem de uma proximidade muito íntima com Deus e o responsável pela libertação e organização do povo em uma nação. Como vimos, José se casou com uma Egípcia da nobreza, filha de um sacerdote idólatra, mas ela facilitou seu treinamento e preparo para as lidas da corte. Agora Zipora, uma filha de um sacerdote temente ao Deus Criador, se casa com Moisés, que fora criado na corte Egípcia e preparado para liderar seu povo. Vemos ela entrar na história dando sua contribuição com filhos e família, não sendo mais citada nas Escrituras. Ela cumpriu o seu destino e o seu propósito, é tudo tua nos importa nessa vida. Qualquer que seja a nossa participação e contribuição no reino de Deus, devemos honrar a oportunidade e permitir que a graça divina seja plena em nossas vidas. O tempo por vir e a eternidade sempre revelará o valor e a importância de pessoas que não sabemos muito sobre suas vidas e ministérios.

Agradecemos ao Senhor nosso Deus pela vida e os propósitos em torno dela. Queremos servir e o faremos com alegria e contentamento, pois a graça do Senhor sempre estará nos assistindo em todos os momentos. Pedimos sabedoria par agirmos em favor da causa à nossa frente, por teu, Senhor é o reino, o poder e a glória para todo sempre. Cada um dos teus filhos e servos são importantes e foram criados e preparados para algo muito especial, sendo isso que nos dá valor e dignidade. Agradecemos em nome de Jesus, o privilégio de servir, amém.

Pr Jason

Azenate, a Esposa de José

Meditação do dia: 22/09/2021

“E Faraó chamou a José de Zafenate-Panéia, e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e saiu José por toda a terra do Egito.” (Gn 41.45)

Azenate, a Esposa de José – Estamos caminhando em meditações baseadas em personagens femininas da Bíblia, cujas origens necessariamente não eram da linhagem do povo escolhido. Por algumas razões elas vieram a fazer parte de alguma família entre os hebreus e se destacaram de forma brilhante e maravilhosa, ficando seu registro para a história e formação do povo de Deus, algumas até entrando para a linhagem de famílias na linha sucessória do futuro Messias, ou Jesus Cristo. Hoje, estaremos vendo sobre a pessoa de Azenate, que entrou para o seleto grupo ao ser dada por Faraó como esposa para José, no dia da sua ascensão pessoal. Ele fora tirado do cárcere naquela manhã para ajudar na interpretação dos sonhos do Faraó e não mais voltou parar a condição de escravo e prisioneiro. Ganhou vestes novas, anel real, um desfile de apresentação pública, foi nomeado governador do Egito, sendo a segunda pessoa em autoridade no reino e ganhou também uma esposa, a Azenate, filha de um sacerdote dos muitos deuses que eram cultuados Egito. O nome Asenate ou Azenate significa “sagrada de Anath” ou “devotada a deusa Neith.” Começamos aqui o nosso aprendizado que é muito significativo na caminhada espiritual. Gostamos tanto da expressão utilizada pelo apóstolo São Paulo, onde ele afirma “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Ao nos depararmos com nossa própria limitação, escolhemos o caminho da obediência o mais literal possível dos ensinos bíblicos e do que entendemos ser a vontade de Deus, deixando pouquíssimas margens para a flexibilidade. Até dizemos que “toda regra tem suas exceções, mas seguimos as regras e não as exceções.” No curso comum e normal da vida e do padrão de povo escolhido é muito razoável pensarmos que dificilmente José se casaria com Azenate por escolha pessoal. Seu pai e sua história apontavam na direção de evitar moças estrangeiras e alheias ao culto ao Deus Altíssimo. Mas agora já familiarizados com os propósitos divinos para a vida e o treinamento especial que José precisaria receber, todas as coisas que lhe aconteceram tinham propósitos maiores e passavam pelo controle de qualidade de Deus. Nada lhe aconteceu por acaso ou acidente de percurso! Até o Casamento. Não temos nos registros bíblicas maiores detalhes ou informações sobre a vida dessa mulher e de suas ações, senão que era filha de um sacerdote que fazia parte da elite e nobreza, mui provavelmente diretamente ligado ao Faraó. Sou levado a crer que era uma boa moça e admirada e protegida do rei, porque quando ele ficou deslumbrado com José e escolheu ser generoso e lhe favorecer com as maiores honrarias possíveis, foi essa a moça que ele escolheu. Por não sabermos muito, podemos deduzir com base nas referencias da vida e do caráter de José, que por mais preparada que ela fosse na fé e cultos egípcios, ela passou a conhecer um homem extraordinário, de uma fé inabalável e uma sabedoria ímpar, que não haveria outras alternativas senão ver e abraçar a sua fé e servir ao mesmo Deus. Digo isso, porque Potifar, nem o sistema prisional do Egito e a dura escravidão ou mesmo o Faraó, dobraram José em relação à sua fé e o culto ao seu Deus. É bem provável, que nem o próprio sogro de José ousaria desafiá-lo, porque contra fatos não há argumentos. Azenate gerou dois filhos cujos nomes contam a historia e a fé de José: “E nasceram a José dois filhos (antes que viesse um ano de fome), que lhe deu Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. E chamou José ao primogênito Manassés, porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai. E ao segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição” (Gn 41.50-52).  Deus me fez esquecer e Deus me fez crescer – Os filhos eram memoriais de sua fé e do testemunho de que Deus cuidou de tudo. Para José crescer ele precisou esquecer o seu passado de sofrimento e da casa de seu pai para dedicar-se inteiramente a uma causa importante. Quando os irmãos de José apareceram pela primeira vez no Egito e José reconheceu-os, certamente isso chegou ao conhecimento de Azenate, que agora teria razões para saber mais da história e das origens de seu esposo e também a presença deles, mexeu com José e deve ter sido dias tensos até quando eles vieram como convidados para uma refeição com o governador e sua família. Ela deve ter dado um apoio e suporte emocional muito grande até que tudo fosse esclarecido e finalmente pudessem se revelar, ele como o irmão desaparecido, ela como cunhada e os dois filhos como sobrinhos e poderem ter notícias legítimas dos demais hebreus que estavam em Canaã, especialmente Israel, o patriarca. Azenate entrou para o povo de Deus, como uma estrangeira, egípcia de uma fé totalmente oposta ao que se esperaria, mas tem o seu papel de importância e grandeza. Conhecendo o coração de Jacó/Israel, apaixonado pelo filho José, poder reencontrá-lo depois de ser dado como morto de forma trágica, e casado com uma mulher muito especial, da nobreza do maior império do seu tempo e ter netos para paparicar e transmitir mais da herança espiritual e das alianças com o Deus Altíssimo; é certo que Jacó ficou orgulhoso e feliz com a nora que cuidara tão bem de seu filho. Concluo esse meu raciocínio, ao observar que a influencia da família de Azenate, a posição social dela e os privilégios que seus filhos tinham, nada disso foi suficiente para atraí-los tanto quanto fazerem parte do povo de Deus e comporem as doze tribos, porque ambos foram adotados por Israel e nomeados entre seus doze filhos. Aplicando: Azenate tinha origem e destino para ser e atender as demandas da fé e cultos egípcios e seguir uma linhagem sacerdotal e quem sabe, até se tornar uma sacerdotisa egípcia. Mas teve a oportunidade de conhecer e servir ao Deus verdadeiro através de José e abriu mão de sua vida anterior fez parte dos propósitos eternos do povo de Deus. O significado do nome de uma pessoa, pode ser forte, mas não o suficiente para anular a graça de Deus com a sua conversão e decisão de seguir uma fé verdadeira. Você e eu podemos fazer a nossa história e mudar o nosso destino, através da fé em Cristo. Na história do povo de Deus, entraram estrangeiras, servas, livres, nobres e a fé nivelou o ministério de todas elas.

Senhor agradecemos pela vida de mulheres corajosas e decididas que se entregam de coração e alma para edificarem seus lares e construírem um legado de fé preciosa e forte na vida de suas famílias. Obrigado por abençoar todas as pessoas, sem distinção alguma e acolher em amor servos e livres, nobres e plebeus, transformando em filhos e herdeiros através de Jesus Cristo e sua obra redentora. Somos gratos pela vida de José e sua família, porque uma homem como aquele precisava de uma esposa à altura, até mesmo para ajuda-lo nas lidas da vida sofisticada os palácios e da alta administração, para onde José fora levado para cumprir o seu propósito. Agradecemos por vidas maravilhosas que ainda fazem a diferença para glória de Deus e crescimento do reino. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tamar, a Nora de Judá (2)

Meditação do dia: 22/09/2021

“E deram aviso a Tamar, dizendo: Eis que o teu sogro sobe a Timna, a tosquiar as suas ovelhas.” (Gn 38.13)

Tamar, a Nora de Judá (2) – A terceira Lei de Newton afirma que as forças de ação e reação apresentam a mesma intensidade e a mesma direção, porém o sentido é contrário.Parece que Tamar já conhecia esse princípio e valeu-se dessa força para alcançar seus intentos. Ao escrever essa meditação bíblica sobre a pessoa de Tamar, uma cananeia esperta e astuta que entrou para a história do povo de Deus como uma matriarca de uma das tribos de Israel e uma tribo de fato forte e influente até os dias de hoje. A Bíblia narra os fatos como foram e a nós compete acolher as lições e ensinamentos que edificam e abençoam nossas vidas; aprendemos muito com nossos acertos, mas é evidente que aprendemos muito mais com os erros e derrotas que acontecem nos percursos da nossa jornada. O que sou hoje e o que você é e também o que estamos experimentando é resultado de toda a somatória de nossos erros e acertos e decisões que tomamos até agora. Semeamos e colhemos. Como vimos, Tamar havia perdido dois maridos sucessivamente e Judá, seu sogro perdera os dois filhos e agora ficara viúvo, sendo afetado emocionalmente com o luto e o pesar, mas enquanto ele passava por isso, sua nora estava observando a vida dele e as atitudes, posso dizer que ela o estudava fria e calculadamente para no momento oportuno, aplicar uma medida corretiva nele e assim também fazer valer os seus direitos. Ela foi avisada de que ele estava retomando suas atividades e estaria em determinado lugar; foi aí que ela colocou um plano ardiloso, sutil e muito calculado. Afirmo por iniciativa própria que ela fez isso, conhecendo as falhas de caráter e as fraquezas e tendências de Judá. Como sua nora e pela convivência ela sabia o que o atrairia e não é que ela tinha razão? Precisamos lembrar o que nos ensina Tiago, no Novo Testamento: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. Não erreis, meus amados irmãos” (Tg 1.14-16). Pela história dos patriarcas, nos lembramos que tanto Abraão, quanto Isaque lutaram para que seus filhos não se casassem com moças cananeias, porque o padrão de moralidade e escrúpulos eram muito lassos e o objetivo deles eram criarem uma linhagem santa e separada para edificarem uma nação comprometida com Deus e capaz de produzir uma linha sucessória genética e moralmente preparada para abrigar a vinda do Messias. A vida descuidada que Judá estava vivendo nesse período de sua vida, comprometia sua fé e abriu oportunidade para que sua Nora, procurasse empregar todos os meios que lhe fosse possível para gerar filhos da linhagem de Judá, para que assegurasse sua parte nas promessas de Deus, que certamente ela tomara conhecimento. Também, uma jovem senhora, duas vezes viúva, teria poucas oportunidades de uma vida realizável na sua cultura e no seu tempo, já que não tinha descendentes. Foi assim que ela atraiu a atenção e bem mais do isso do seu sogro e por esse caminho escuso, ela gerou dois filhos à Judá e com eles ela entrou para a família do povo de Deus. Vamos aplicar em nossas vidas algumas observações que o Evangelho de Jesus tem marcado nesses tempos todos; Ninguém é descartável para Deus e todo e em todo lugar que invocar o nome do Senhor será salvo e abençoado. Deus não faz acepção de pessoas e nem as impede de buscar realizações porque pecaram, erraram ou agiram mal, o arrependimento e a conversão são capazes de mudar tudo e assim a pessoa pode reescrever sua história. Tamar é uma prova disso, como eu sou e você também o é. Deus não levou em conta o nosso tempo da ignorância, mas nos alcançou com graça salvadora e generosa. Anos mais tarde, a história já contava sobre Tamar com uma perspectiva bem diferente daquilo que encontramos em Gênesis. Nos tempos dos juízes, talvez mais de quinhentos anos depois temos um  registro interessante, quando outro descendente de Judá estava se casando com uma viúva estrangeira, ele foi abençoado pelos cidadãos de sua cidade e familiares nos seguintes termos: “E todo o povo que estava na porta, e os anciãos, disseram: Somos testemunhas; o Senhor faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Lia, que ambas edificaram a casa de Israel; e porta-te valorosamente em Efrata, e faze-te nome afamado em Belém. E seja a tua casa como a casa de Perez (que Tamar deu à luz a Judá), pela descendência que o Senhor te der desta moça.” (Rt 4.11,12). Entre os descendentes de Tamar alguns são de fatos famosos, como Boaz, que casou com Rute, mas também os rei Davi e Salomão e um famoso carpinteiro de Nazaré, conhecido como Jesus Cristo, o Leão de Judá! Outro registro que faço questão de mencionar é que ao descrever a incrível sabedoria de Salomão, o escritor o comparou a outros homens que foram muito sábios. “E era a sabedoria de Salomão maior do que a sabedoria de todos os do oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios. E era ele ainda mais sábio do que todos os homens, e do que Etã, ezraíta, e Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol; e correu o seu nome por todas as nações em redor” (1 Rs 4.30,31). Esses homens aí eram netos de Tamar e Judá, filhos de Perez. Eles viveram nos bons tempos de José lá no Egito e devem ter aproveitado bem a oportunidade de estudar e desenvolverem-se. Se não fossem bons, não seriam usados em comparação a Salomão. Quero fechar essa meditação me alegrando com Tamar, porque ela mudou a sua história e entrou para a linhagem messiânica e de acordo com as palavras de um de seus descendentes, ela tinha muito do que se alegrar. “Grandemente se regozijará o pai do justo, e o que gerar um sábio, se alegrará nele” (Pv 23.24). Tamar foi de fato uma Tamareira muito frutífera e abençoadora.

Senhor, agradecemos pela oportunidade de viver e lutar por dias melhores sem nos acomodar com as dificuldades ou desistirmos dos nossos sonhos. A história de Tamar nos mostra uma pessoa batalhando pelo sonho de ser mãe e os filhos dela vieram a ser pessoas de bem e ajudaram a construir a nação escolhida e até mesmo a linhagem real da qual veio a servir de berço para o nosso Redentor. Podemos não entender certas coisas, mas podemos confiar que o Deus a quem servimos é sábio e grande o suficiente para cuidar de nós e da nossa vida como um todo. Quero interceder pelas irmãs, nos dias de hoje que batalham pela bênção e oportunidade de serem mães de filhos que sirvam ao Senhor e engrandeçam os teus poderosos feitos. Que elas sejam recompensadas pela fé firme e persistente de que tudo é possível e sendo dentro da tua perfeita vontade, irá acontecer milagres e maravilhas, mas as tuas Palavras se cumprirão. Agradecemos em nome de Jesus, em fé, amém.

Pr Jason

Tamar, a Nora de Judá

Meditação do dia: 21/09/2021

“Judá, pois, tomou uma mulher para Er, o seu primogênito, e o seu nome era Tamar.” (Gn 38.6)

Tamar, a Nora de Judá – Estamos meditando e aprendendo com a  história de algumas mulheres que em sua naturalidade não eram da linhagem dos hebreus ou israelitas, mas que de alguma forma entraram para a família e construíram um legado de valor muito grande. Cada pessoa, como você e eu tem uma história, uma origem, uma cultura e oportunidades de realizar coisas que dão significado e honra como abençoa as vidas ao nosso lugar. Essa mulher que aprenderemos dela na meditação de hoje, é daquelas pessoas que não assistem a vida passar diante de si, mas tomam as rédeas e fazem o seu destino, assumindo riscos e lutando com todas as suas forças para alcançar seus objetivos. Na vida e história dela, poderíamos discorrer sobre maternidade, viuvez, obediência, ética ou a falta dela, sagacidade, capacidade criativa para bolar planos de longo alcance, uma pessoa calculista e hoje, diríamos que seria uma “influencer” que arrastaria muitos seguidores. Seu nome era comum Tamar, vem de Palmeira, Tamareira. Era cananeia, e aparece na história bíblica ao se casar com Er, o filho primogênito de Judá, filho de Jacó. O contexto histórico para o povo de Deus na época não era nada fácil. Judá e seus irmãos haviam se livrado de José, vendido como Escravo para o Egito e Jacó estava triste, de luto e inconsolável, e Judá saiu de casa e foi se aventurar em carreira solo entre os cananeus. Nessa mistura de emoções fortes e exacerbadas, problemas de consciência e comportamento ele se misturou com os amigos cananeus e até se casou com a filha de um homem cananeu chamado Suá; o nome de sua esposa não é citado, mas eles tiveram três filhos, Er, Onã e Selá. Viveu por ali tempo suficiente para os filhos alcançarem idade de se casarem, assim aparece Tamar. Nas entrelinhas podemos perceber que os filhos de Judá receberam influencias profundas de maldade e impiedade e imoralidade dos parentes e amigos cananeus. Por algumas dessas práticas Er, veio falecer e o registro bíblico é que fora uma sentença de Deus. Judá perdeu um filho e Tamar perdera o marido. Sogro e nora acertaram trilhar o caminho comum da cultura e costumes da época e a nora viúva sem filhos, se casaria com o cunhado para gerar descendentes e o primeiro filho seria contado como do falecido, para que tivesse o nome e a herança contada na genealogia. Onã, o segundo filho de Judá era tão ímpio e perverso quanto o irmão e egoísta o suficiente não querer gerar um filho e perpetuar o nome da família do irmão; por isso também morreu. Judá perdeu um segundo filho e Tamar perdera o segundo marido e sem ter filhos. Uma história muito triste e marcada de tragédias, dor e morte. Podemos também inferir o quanto Tamar desejava ter filhos, pois ela se submetera aos costumes, mesmo que tivesse dado tudo errado ela ainda ficou aguardando a promessa do sogro, para que esperasse na condição de viúva na casa de seus pais até que Selá, o seu terceiro filho tivesse idade e responsabilidade para se casar. “Então disse Judá a Tamar sua nora: Fica-te viúva na casa de teu pai, até que Selá, meu filho, seja grande. Porquanto disse: Para que porventura não morra também este, como seus irmãos. Assim se foi Tamar e ficou na casa de seu pai” (Gn 38.11).  Assumir o peso de um casamento incomum e com uma esposa um tanto quanto mais velha que ele, tão somente para produzir descendência a seus irmãos parece que não estava nos planos do jovem Selá. Ele não estava disposto e Judá seu pai também não agiu como combinado e isso fez revelar-se a Tamar cheia de atitudes e iniciativas, para assumir o controle de sua vida. Não estamos aqui, abençoando ou santificando os erros e a astúcia arquitetada por ela, para atingir os seus fins, mas estamos diante dos fatos que a Palavra de Deus registra como de fato aconteceram. Anos e gerações depois, Davi, citou para o então rei Saul um provérbio que no seu tempo já era antigo, sobre procedimentos humanos: “Como diz o provérbio dos antigos: Dos ímpios procede a impiedade; porém a minha mão não será contra ti” (1 Sm 24.13). Os goianos nos seus ditados populares costumam dizer que “a necessidade faz o sapo pular e também faz o gato comer sabão!” Pode ser verdade para o sapo e o gato, mas o cristão, ou a pessoa de bem não pode tomar decisões erradas, consciente disso em nome de estar pressionado por uma grande necessidade. O justo vive da fé! Isso precisa ser forte o suficiente e o bastante para continuarmos acreditando e praticando o que se espera de nós. se do ímpio procede a impiedade, do justo então é esperado a justiça, a verdade e a retidão, mesmo em tempos difíceis. Tamar tinha o sonho de ser mãe e estava disposta a lutar por isso, e lutou, colocando o seu nome, a sua honra e sua vida em risco. Vale tudo para alcançar uma bênção? Veremos na próxima meditação. Fique ligado e vigilante!

Senhor, obrigado pela vida e o privilégio de podermos alcançar a paternidade ou maternidade, que é uma bênção e ainda tem promessas de estarmos contribuindo para o teu reino  e as tuas promessas se estendam de geração em geração, preservando a fé, a santidade e a verdade por muitos séculos e séculos, como vemos na história do teu povo nas sagradas Escrituras. Estamos disponíveis ao teu governo e aos teus planos, mas queremos fazer da tua maneira e no teu tempo. Oramos pedindo sabedoria e discernimento, e agradecemos tudo o que temos recebido de tuas mãos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason