Pó Miúdo, Sarna e Úlceras

Meditação do dia: 10/08/2022

“E tornar-se-á em pó miúdo sobre toda a terra do Egito, e se tornará em sarna, que arrebente em úlceras, nos homens e no gado, por toda a terra do Egito.” (Ex 9.8)

Pó Miúdo, Sarna e Úlceras – Pelo título, meu coração e minhas emoções se mexem, pois não estou habituado com tais coisas acontecendo perto de mim e não tenho conhecimento de algo assim em larga escala aqui no Brasil. É fato que há regiões no nosso país em que existem situações de extrema pobreza, miséria e doenças entre a população; como também há pessoas em centros especializados de tratamento de saúde com males quase que inimagináveis para o público comum. Provavelmente a minha ignorância nesses casos pode ser compartilhada também por muitos outros cristãos que desconhecem realidades além das suas. Podemos aprender pela observação do que acontece nas descrições históricas, que tornam as nossas experiencias tão boas e o aprendizado verdadeiramente prático por sabermos que a Palavra de Deus é fiel e descreve com exatidão os seus registros. O rei do Egito naquele tempo, era soberano e totalitário no exercício do poder, além de se considerar um deus e como tal, desafiava a qualquer outro poder, mesmo que isso lhe custasse um alto preço. Moisés e Arão representavam ao Deus de Israel diante do rei e tudo o que eles desejavam e reivindicavam era que o rei atendesse a ordem de Deus, o Criador e com quem os hebreus tinham uma aliança que os tornavam herdeiros das promessas feitas à Abraão e aos demais patriarcas. Faraó não se dobrava e se recusava a reconhecer a existência e a manifestação desse Deus e muito menos estaria disposto a abrir mão de seus escravos. Ele entrou em rota de colisão com um poder imensamente maior do que imaginava. Sua teimosia penalizava a população, os animais, e a economia do país entrava em crise. É fato que Deus não tem prazer na morte ou no sofrimento de nenhuma pessoa, “Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias. Porque não aflige nem entristece de bom grado aos filhos dos homens (Lm 3.32,33). Ainda hoje, Deus permanece o mesmo e sua vontade permanece também intocável. São os pecados e as escolhas egoístas e vaidosas dos homens que produzem as próprias situações de sofrimento e dor. O nosso papel como igreja e povo de Deus é estar na intercessão e apresentando a mensagem do Evangelho, que é um convite a conversão e mudança de atitude, para uma reconciliação plena. Pode não ser fácil, mas é o nosso ministério.

Senhor, nós pedimos sabedoria e graça para não desistirmos diante da dureza dos corações dos homens, que mesmo diante do sofrimento e da dor, eles insistem em pecar e se rebelar contra a tua vontade. Só o Espírito Santo pode converter o coração humano, fazendo-o tornar-se para a verdade e encontrar a paz e a liberdade em Cristo. Conceda-nos graça e ousadia para persistirmos na fé de que o amor do Senhor prevalecerá sobre o ódio e a ignorância humana. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Mãos Cheias de Cinzas

Meditação do dia: 09/08/2022

“Então disse o Senhor a Moisés e a Arão: Tomai vossas mãos cheias de cinza do forno, e Moisés a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó;” (Ex 9.8)

Mãos Cheias de Cinzas – Botar a mão na massa é uma expressão muito comum entre nós, e tem aplicação prática para todos os gostos. Basicamente significa “trabalhar, ajudar, cooperar.” Agora temos uma versão nova, “botar a mão na cinza,” mas não é só isso, é para encher as mãos. Constantemente vemos as pessoas perguntarem sobre como elas podem fazer a obra de Deus; ou encontramos pessoas que não estão engajadas e dizem que não tem oportunidade de servir. Claro que isso não é totalmente verdade, porque viver de forma honesta, correta, produtiva e generosa é estar fazendo a vontade de Deus. Servir em alguma área específica, ou nos ministérios de cunho espiritual, depende de uma vocação ou chamada, ou simplesmente exercitar a boa mordomia dos atributos, talentos e oportunidades que Deus deu a cada um. Cada pessoa na Bíblia exerceu uma função e um ministério de importância e relevância para seu povo, e alguns alcançaram dimensões globais e até eternos, influenciando gerações e gerações e foram alicerces muito firmes. Abraão era um fazendeiro que servia a Deus, não fundou religião, não escreveu livros ou se colocou como alguém especial e o resultado é que ele foi muito  especial, quase seis mil anos depois, as três maiores religiões do mundo atual tem suas origens no patriarca. Davi era pastor de ovelhas, se tornou soldado, comandante de tropas e chegou a ser rei, o maior rei da história de sua nação. Ficou conhecido mundialmente por derrotar o gigante Golias, que para ele a provocação do filisteu era uma irreverencia a Deus. Escreveu poesias, salmos e cânticos e até hoje cantamos e nos inspiramos naquilo que ele fez de coração. Como não pensarmos em quem foi Moisés?! De príncipe mimado a pastor de ovelhas no sol causticante do deserto e depois chamado a ser um libertador do seu povo. Aqui Deus o manda encher as mãos de cinzas para jogar ao vento diante dos olhos de Faraó. Jogar cinzas pra cima é fazer a obra de Deus? Quando Deus ordena, sim! Entre as muitas coisas que se faz na presença de um rei, jogar cinzas pra cima não faz parte das boas práticas, mas Deus diz para fazer e ele o faz! Uma vez perguntou a Moisés: O que você tem nas mãos? Ele tinha uma vara ou cajado e isso era suficiente para os propósitos divinos naquela altura. Agora ele tinha cinzas e não era para ficar com ela nas mãos. Mais importante do que ter algo em mãos que sirva aos propósitos do Senhor é a disposição de fazer aquilo que ele queira e diga para se fazer, quando e onde. Mãos cheias, mãos vazias! Se for em obediência, então está tudo bem.

Obrigado, Pai, porque agradar ao Senhor, fazer a tua vontade e agir em obediência e fé é tudo o que precisamos todos os dias e em cada uma dessas situações podemos aprender e crescer. Os teus planos são perfeitos e não serão frustrados por nada e por ninguém, seja reis, sejam profetas, sejam grandes ou pequenos, tudo deve se submeter ao teu governo. Somos gratos por tua sabedoria e administração eficiente em nossas vidas e no teu reino. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Verificando

Meditação do dia: 08/08/2022

“E Faraó enviou a ver, e eis que do gado de Israel não morrera nenhum; porém o coração de Faraó se agravou, e não deixou ir o povo.” (Ex 9.7)

Verificando – Faraó não acreditava que o Deus de Israel tinha algum poder e muito menos que tivesse todo o poder! Era uma escolha pessoal dele acreditar nos deuses falsos, ídolos e objetos de culto de sua cultura, mas negava-se a acreditar nos testemunhos que presenciara diante de seus próprios olhos e com muitas testemunhas. Nesse episódio, ele fora advertido sobre uma praga que se abateria sobre os seus rebanhos e com o diferencial de que os rebanhos de propriedade dos hebreus não sofreriam nenhum efeito. Ele resistiu e no dia seguinte foi verificar se de fato aquilo teria acontecido. Podemos compreender que não é por falta de testemunhos, milagres e feitos poderosos que as pessoas não acreditam em Deus. Os pecadores conseguem exercer o seu livre direito de fazer escolhas, para escolher exatamente aquilo que é o oposto do que lhe está sendo oferecido generosamente por Deus. Eles podem acreditar e cultuar objetos e mitos que lhes é apresentado, mas se recusam a ver o que está claro diante de seus olhos. Depois de mais uma ação poderosa da parte de Deus através de Moisés e Arão, o rei do Egito endureceu mais uma vez o seu coração. Se ele pode endurecer ele também poderia quebrantar-se e se colocar em condições de ser abençoado. Pensando internamente no nosso caso, na  atualidade, depois de milhares de anos de palavras poderosas, feitos tremendos e testemunhos de todas as formas, além de termos a presença do Espírito Santo habitando em nós, ficamos indesculpáveis diante de Deus, por  reagirmos negativamente ao seu querer. Ainda assim, temos o apelo profético: “Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação” (Hb 3.15).

Pai, obrigado por nos guiar com tão grandes sinais e testemunhos do teu agir. Tua Palavra é suficiente para nós, pois ela expressa a tua vontade e estamos certos de que ela é boa, agradável e perfeita. Queremos manter nossos corações quebrantados e abertos para receber as revelações do teu amor e dos teus propósitos para nossas vidas. Oramos com atitudes confiantes e alegres, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tempo Assinalado

Meditação do dia: 07/08/2022

“E o Senhor assinalou certo tempo, dizendo: Amanhã fará o Senhor esta coisa na terra.” (Ex 9.5)

Tempo Assinalado – Estar no controle do tempo é algo que não está disponível para o ser humano. Vivemos, trabalhamos e servimos dentro de uma margem de tempo que não está sob o nosso absoluto controle; Deus não deu a nenhum de nós esse poder ou autoridade. Tentar agir como se dominasse o tempo é uma prática condenada nas Escrituras Sagradas. Tiago foi muito enfático: “Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo” (Tg 4.13-15). Deus sim, tem o domínio, o poder e o controle do tempo, podendo dispor dele como qualquer outra fonte de recursos. Uma teoria teológica afirma que lidamos com o tempo e a eternidade, sem podermos interferir, mas que Deus vive na eternidade, como afirma Is 57.15: “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos.” Essa mesma teoria diz que o tempo é um fator criado por Deus para as conveniências humanas, um meio de medir os acontecimentos. O profeta Daniel, expressou o seguinte: “Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos” (Dn 2.20,21). O tempo tal qual o conhecemos está associado nas suas medições ao sistema planetário em que nos situamos no universo. Os nossos dias, horas, meses e anos são determinados pelos movimentos da terra em relação a si mesma e em relação ao sol. Em outros sistemas planetários, segundo dizem os especialistas os dias podem ser mais curtos ou mais longos, os anos podem ter mais dias ou menos dias que os nossos aqui. Deus, então pode assinalar tempos se datas, prazos e medidas para que determinadas coisas aconteçam e também lhe permite predizer (para nós) fatos que só acontecerão no nosso futuro e isso se torna um grande mistério e que muita gente deseja saber como fazer isso. A experiencia tem nos mostrado que é muito difícil fazer previsão, especialmente do futuro!!! Através de Moisés, Deus lidava com Faraó e os israelitas prevendo fatos e fazendo acontecer exatamente como e quando ele disse. Uma medida sábia, é deixarmos nossas vidas nas mãos desse Deus tão poderoso e capaz de cuidar de tudo e nos fazer prosperar e sermos bem sucedidos na vida.

Obrigado, Pai, por controlar e fazer todas as coisas servirem aos teus propósitos, que são bons, santos e justos. Nossas vidas estão em tuas mãos e isso nos deixa muito à vontade para descansar em tuas promessas. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Gado Israelita e Gado Egípcio

Meditação do dia: 06/08/2022

“E o Senhor fará separação entre o gado dos israelitas e o gado dos egípcios, para que nada morra de tudo o que for dos filhos de Israel.” (Ex 9.2)

Gado Israelita e Gado Egípcio – Aparentemente que diferença faz um rebanho pertencer a uma pessoa e outro rebanho pertencer a outra e ambos serem criados lado a lado? Exceto se forem de raças ou espécies diferentes, diríamos que não há nenhuma diferença e o que suceder a um sucederá ao outro. Mas isso é apenas aparentemente. A vida piedosa das pessoas afeta ou influencia suas propriedades; incluindo os seus animais. Um texto do livro de Provérbios afirma o seguinte: “O justo tem consideração pela vida dos seus animais, mas as afeições dos ímpios são cruéis” (Pv 12.10). Uma história verdadeira e muito interessante aconteceu no tempo do grande avivamento no País de Gales. Os trabalhadores das minas de carvão tiveram que retreinar todos os animais de cargas que serviam nas minas porque durante muitos anos o palavreado utilizado por eles na condução dos animais era cheio de xingamentos e palavrões imorais. O avivamento gerou conversões aos milhares entre os mineradores, que se arrependeram e se converteram a Cristo e com isso deixaram os velhos hábitos de xingamentos e palavras indecentes e também o seu trato com os animais. O fato é que os animais não mais obedeciam os comandos como antes, obrigando-os a readequar o linguajar e assim tiveram que criar novos comandos para as tropas. A dureza do coração de Faraó traria agora uma nova possiblidade de castigo, desta feita sobre os seus animais; todos os rebanhos sofreriam com pestilências terríveis que dizimaria os rebanhos de todo o país. Podemos imaginar o efeito devastador na economia da nação, que isso causaria. Aqui no Brasil, quando acontece um foco de alguma doença no rebanho, como a febre aftosa, o que obriga a sacrificar todos os animais daquela propriedade imediatamente; ainda impõe-se barreiras sanitárias na região e até no estado inteiro, sem poder oferecerem quaisquer produtos e param as exportações de carnes e derivados. É uma lástima! Mesmo num mundo globalizado como o atual, as consequências alcançam proporções muito abrangentes. Quem não se lembra da febre da vaca louca na Inglaterra? Ou da gripe suína na China, e a gripe aviária? Todas com focos regionais, mas com danos na economia de muitos países. Lá no antigo Egito, Deus prometeu a Moisés e a Faraó, que a pestilência seria devastadora, mas apenas para o gado dos egípcios, isso seria um sinal de que não era um acidente da natureza ou uma casualidade; antes era algo intencional, dirigido especificamente aos rebanhos de propriedade egípcia, enquanto os animais dos israelitas não sofreriam nenhum dano ou efeito. Podemos imaginar, analisar e repensar os nossos conceitos sobre o poder de Deus em agir em favor daqueles que lhe obedecem e quando precisar exercer disciplina, ele o faz com extrema maestria. A escolha estava nas mãos do rei do Egito. Avisado ele foi e com tempo hábil. A minha convivência com irmãos de denominações diversas, me permite ver que alguns cultivam um temor ou até mesmo medo, de que a mão de Deus pese contra eles, por fazerem ou não fazerem determinadas coisas. A bem da verdade, devemos cultivar uma comunhão e uma obediência completa, de forma que não precisemos ser disciplinados para então descobrir o porque da disciplina. A obediência precede a revelação e a paz de Deus que excede todo entendimento deve ser o árbitro em nossos corações, é assim que a Palavra de Deus nos ensina. “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus (Fp 4.6,7).

Senhor Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, somos teus filhos graças a obra perfeita de Jesus lá na cruz. Reconhecemos as nossas limitações, mas também reconhecemos a grandeza do teu poder e sabemos que a tua poderosa mão está estendida para abençoar e proteger aqueles que te amam e se submetem aos teus conselhos. Tudo o que temos e somos pertence a ti e assim somos abençoados e protegidos no todo. Graças, sejam dadas a ti em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Uso da Força

Meditação do dia: 05/08/2022

“Porque se recusares deixá-los ir, e ainda por força os detiveres,” (Ex 9.2)

O Uso da Força – Todos sabemos de cor e salteado que Deus é Onipotente, isto é, tem todo o poder, além de ser Onisciente e Onipresente, então medir forças com ele não é sinal de inteligência. Desafiar alguém com tal capacidade, chega a ser um absurdo. O sábio rei Salomão, escreveu o seguinte: “Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor” (Pv 21.30). Moisés compareceu diante do Faraó para lhe reafirmar o que já lhe fora dito antes da parte de Deus: “Deixa o meu povo ir para me servir…” Isso já lhe havia sido dito antes e ele havia resistido e confrontado a Deus, não permitindo que o povo saísse e ainda acrescentou mais sofrimento e opressão. Conhecedor do coração do rei, Deus já antecipara que ele seria muito resistente e só mesmo com muita força e poder é que ele deixaria a nação israelita sair. O pecador sempre é avisado e advertido em tempo suficiente para mudar de atitude e arrepender-se para ser abençoado e não receber o justo castigo que merece. Não seria nenhuma novidade se o rei intentasse fazer uso da força, através dos seus exércitos para pressionar os escravos a desistirem da sua liberdade. Podemos aplicar aqui à nossa vida, sobre os meios utilizados para cuidarmos das coisas em torno de nossas vidas. Sempre há mais que uma opção de fazer as coisas; do jeito de Deus ou do nosso jeito. Quando recebemos uma ordem, instrução ou mandamento de Deus, isto constitui uma tarefa, que por sua vez é uma serviço à Deus e como tal seria razoável reconhecermos como culto a Deus. Tudo que fazemos, devemos fazê-lo como ao Senhor para lhe agradar, acima da vontade humana, que pode ser a nossa mesmo, ou de quem está em autoridade sobre nós. “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis (Cl 3.23,24). Faraó recebeu uma ordem de Deus e devia servir ao Deus de Israel e ser ricamente abençoado e recompensado, mas escolheu ser ele mesmo o centro do seu mundo e ao bater de frente com Deus, ele certamente não prevaleceria. Quando somos instruídos pela Palavra de Deus, ou através de seus mensageiros, os líderes da causa do Evangelho, podemos escolher imediatamente nos submeter ou fazer do nosso jeito e confrontar a vontade do Senhor, que já sabemos é sempre boa, agradável e perfeita. (Rm 12.2). É inútil medir forças com Deus, aprendamos isso o quanto antes, para evitar dissabores e entrarmos logo na herança que Ele mesmo já preparou para nós.

Senhor, nos submetemos a tua perfeita vontade, sabendo que os teus planos são bons e muito elevados acima dos nossos. Não mediremos forças contra ti e sempre queremos manter uma atitude e uma postura de adoradores e filhos que te servem voluntariamente, de todo o coração. Essa é a nossa oração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Salvos, Libertos, Para Servir a Deus

Meditação do dia: 04/08/2022

“Depois o SENHOR disse a Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.” (Ex 9.1)

Salvos, Libertos, Para Servir a Deus – Servir e adorar a Deus é inerente a vida do ser humano. Por “inerente” queremos seguir a fidelidade do próprio vocábulo: “que existe como um constitutivo ou uma característica essencial de alguém ou de algo.  Na Lógica, significa: “que só existe em relação a um sujeito, a uma maneira de ser que é intrínseca a este.” Acreditamos, pregamos, aceitamos como fato muito verídico que fomos criados por Deus e soprado em nos o fôlego da vida; assim, a vida com tudo que ela significa tem sua origem em Deus mesmo e a experiencia tem mostrado que essa conexão existe, é muito forte e o ser humano é atraído para Deus. Sem o saber por causa da cegueira espiritual e por consequência dos efeitos do pecado, o homem busca suprir essa carência e necessidade buscando em outras fontes, que nunca o satisfazem e ainda aprofunda mais o vazio interior. Fomos criados para servir a Deus em louvor, adoração, comunhão e companheirismo. Não servindo a Deus, o homem serve a qualquer outra coisa e busca satisfação em fontes erradas. No dizer do profeta Jeremias: “Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o Senhor. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas” (Jr 2.12,13). Toda pessoa salva em Cristo Jesus, o foi para servir a Deus com plenos poderes conferidos pela redenção efetuada por Cristo, através de seu sacrifício lá na cruz. Certa feita Jesus se referiu a si mesmo como aquele que verdadeiramente liberta: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.32,36). A diferença sobre o tipo de senhor que aceitamos para governar nossas vidas está no caráter dele. Jesus verdadeiramente nos ama e demonstrou isso, dando se a si mesmo em resgate de cada um ser humano perdido. Ele liberta através de pagar um preço elevado, mas que Deus reconhece como um valor que lhe convém pagar para ter de volta o homem que ele criou. Deus nos compra, nos liberta e nos permite fazer o tipo de escolha que podemos ou quisermos fazer. Toda escolha tem seus resultados ou consequências; isso também é inerente à liberdade de escolha. Posso escolher colocar minha mão no fogo, mas não posso escolher se queimará ou não. Posso escolher viver afastado de Deus, mas não posso escolher a consequência eterna disso. Assim, sendo, todo privilégio tráz consigo as responsabilidades. Servir a Deus é uma escolha, uma sábia escolha! Escrevendo aos cristãos de Corinto, Paulo disse: “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14,15). Constrangidos pelo amor de Cristo; é em resposta a esse amor que lhe consagramos toda a nossa vida e nos entregamos inteiramente a um estilo de vida que lhe agrada. Jeová ou Faraó? Jesus ou o pecado? A verdade ou o engano?  Salvação ou perdição? Céu ou inferno? Escolha à vontade!

Senhor Jesus, obrigado por vir a este mundo e se identificar conosco em nossas fraquezas e nos resgatar da servidão ao pecado. Reconhecemos a nossa incapacidade de nos salvar sem a tua intervenção poderosa. Vida por vida, foi isso que fizeste lá na cruz, nos substituindo e nos libertando completamente. Agradecemos ao Pai celestial por ter nos amado de tal maneira e feito um projeto tão grande para alcançar a todos os que se dispuserem a crer e receber o que ele fez. Louvado seja Deus! Amém.

Pr Jason

Deixa Ir

Meditação do dia: 03/08/2022

“Depois o SENHOR disse a Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.” (Ex 9.1)

Deixa Ir – O ministério de Moisés era libertar o povo hebreu do cativeiro egípcio e conduzi-lo através do deserto até a terra de Canaã, que lhe fora dada por promessa desde os tempos de Abraão e confirmado a todos os patriarcas. O trabalho de Faraó era governar o Egito, sua terra e seu território, um reino já consolidado. Nossa meditação nos leva a perceber as intenções em questão. Deus tencionava libertar Israel, porque era o povo com quem ele tinha uma aliança e estaria cumprindo uma palavra dada aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó e também aos doze filhos de Israel. As intenções de Faraó estavam centradas em não permitir que a vontade de Deus se estabelecesse, pois assim ele julgava que seria fraqueza de sua parte, permitir que um Deus desconhecido por eles, que não tinha representação física por meio de estátua, obelisco ou qualquer outra forma de imagem. Deus queria libertar e abençoar enquanto Faraó queria oprimir e escravizar. Os propósitos do Senhor incluíam torna-los uma nação e possuir seu próprio território e assim cumprirem um propósito redentor de abençoar todas as nações da terra. Os planos de Faraó, eram de aniquilação e extermínio, porque para os egípcios, escravos eram apenas objetos de utilidade de baixo custo e sem muita dificuldade de conseguir. Para Deus, pessoas são preciosas e valiosas, que ele criou para o seu louvor e glória; cada um é único e especial, sem comparação. Quando nós, como adoradores de Deus, muitos anos depois, paramos e refletimos sobre essa saga dos hebreus, percebemos que ela é uma figura perfeita da vida humana em todos os tempos. Deus quer abençoar e dar liberdade para crescer e expandir seus potenciais. O mundo e o mal, querem reprimir, enganar e manter as pessoas perdidas e escravizadas num reduto de sobrevivência e ainda tentam nos convencer de que já temos o suficiente ou mais que merecemos. O povo é gado para o mundo. É para ser consumido! Deus nos fez e nos vê como preciosidades e com muita dignidade. O próprio processo conduzido por Deus revela suas intenções. Ele não precisaria pedir permissão à Faraó para levar os filhos de Israel; mas ele agia respeitando a autoridade que ele mesmo conferia ao rei do Egito. Faraó tinha escolhas de obedecer e agir de forma que seria abençoado e retribuído por Deus pela perda da mão de obra e de tudo que aquela operação viesse a significar para os egípcios. A história poderia ser outra, mas a rebeldia humana insiste em resistir a Deus. Ainda hoje, nos dias da igreja, ainda há resistência dos dois lados, tal qual lá no Egito, pois os incrédulos tem seus entendimentos entenebrecidos contra o conhecimento de Deus e os de dentro da igreja lhes faltam o discernimento para apropriarem das bênçãos e direitos adquiridos em Cristo Jesus, pela fé. “Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração” (Ef 4.18).

Obrigado Senhor por escrever a nossa história de uma forma tão amorosa e redentora. Todos temos escolhas e podemos atender de imediato e deixar o teu povo ir para cumprir os elevados propósitos para os quais foram criados, ou podemos resistir e sofrer as consequências da dureza dos nossos corações. Em Cristo nós temos uma nova oportunidade de escrever uma nova página com um novo enredo, pela fé que alcançamos, para a glória de Deus, amém.

Pr Jason

Ainda Esta Vez

Meditação do dia: 02/08/2022

“Mas endureceu Faraó ainda esta vez seu coração, e não deixou ir o povo.” (Ex 8.32)

Ainda Esta Vez – A luta do bem contra o mal é sempre constante. Na verdade, nem sei se podemos falar de “luta do bem contra o mal,” pois na verdade, o bem é sempre pacífico e construtivo; o mal é que é perturbador e inquieto, nunca se satisfazendo com o que tem, mas procura corromper e destruir tudo que está ao seu alcance e assim força uma luta. Pessoas de bem, são maleáveis e se dispõem a construir relacionamentos saudáveis e duradouros. No processo de libertação que acontece na vida humana, o mal está sempre rondando a porta dos justos e forçando escolhas que a graça de Deus capacita a seus filhos fazerem boas decisões. Literalmente, lá no Egito, o Faraó queria fazer prevalecer a sua vontade, não apenas sobre os seus súditos, mas também sobre a vontade de Deus para os hebreus. A Bíblia recomenda que tenhamos boas atitudes para com as autoridades civis e legítimas, devemos cooperar e agir de forma construtiva. Quando porém, essa autoridade tenta se colocar acima de nossa fé e se propõe a resistir a verdade de Deus, então somos chamados a tomar uma posição de fé. Nossa atitude deve ser a de priorizar a vontade de Deus e a nossa fé, sem contudo deixar de arcar com as consequências civis impostas pela lei. Digamos que o estado nos proíba de cultuar a Deus, com pena de prisão em caso de desobediência. Nós optamos por desobedecer e cultuar a Deus, e aceitaremos ser detidos sem oferecer resistência. Se nos proibirem de pregar o Evangelho, seremos criativos, mas jamais deixaremos de cumprir a ordem do Senhor Jesus; mas nos submeteremos as consequências da nossa atitude de resistência. Em muitas situações seremos contemplados com livramento milagrosos e em outras não haverá livramento e contudo a vontade do Senhor permanecerá no centro de nossas vidas. O endurecimento do coração de Faraó, mais uma vez, confirma que a libertação verdadeira é produzida por obra de Deus. Uma grande lição que podemos tirar da experiencia macro, da libertação dos israelitas no Egito, é que ainda que as circunstancias digam, se mostrem contrárias, elas nunca superarão a verdade da promessa de Deus. Eles estavam ali naquela condição ruim, à muitos anos, muitos nem conheciam a Deus e só ouviram dos seus pais e anciãos que havia uma promessa de libertação e uma terra boa para onde iriam um dia. Nada se mostrava favorável, mas Deus se revelou a Moisés e Arão e disse que estava agindo para cumprir a promessa feita por ele à Abraão, Isaque e Israel. Ainda que o Egito inteiro e Faraó com todos os seus poderes, nada impediria o cumprimento da promessa de Deus. Quem tem uma promessa de Deus, tem algo muito firme e que ninguém e nada é capaz de impedir. Não desista das promessas de Deus. Nunca!

Senhor, nós confiamos em tua Palavra e sabemos que ele não falha e que o Senhor não tarda em cumprir. Somos adoradores do Deus Criador e sustentador de todas as coisas pela Palavra do seu poder. Em Cristo nós temos o cumprimento de todas as tuas palavras. Nos submetemos à tua sabedoria e no devido tempo tudo se encaixa e acontece, porque poderoso é o Senhor nosso Deus. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Enxames se Retiraram

Meditação do dia: 01/08/2022

“E fez o Senhor conforme a palavra de Moisés, e os enxames de moscas se retiraram de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; não ficou uma só.” (Ex 8.31)

Os Enxames Se Retiraram – Nossa literatura tem abundancia de fábulas em que os animais são protagonistas e ganham vida e a imaginação dos autores proporcionam-lhes verdadeira sabedoria e capacidade de ensinar lições aos humanos. Os contos populares sertanejos também contam causos de quando os bichos falavam e os fundos morais ensinam especialmente às crianças os valores que devem ser perpetuados como bens de família. A sabedoria popular está repleta de ditados, provérbios e adágios onde também os bichos são astros. Você alguém que é “amigo da onça?” – Será verdade que à noite “todo gato é pardo?” – Será que “cão que ladra, não morde?” E aquela pessoa “que é uma raposa?” A bem da verdade, “não quero nem saber quem pintou a zebra, mas quero o resto da tinta!” Na Bíblia temos uma jumenta que falou com voz humana para contestar a estupidez de um profeta que se vendeu para o pecado. “Então o Senhor abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes? E Balaão disse à jumenta: Por que zombaste de mim; quem dera tivesse eu uma espada na mão, porque agora te mataria. E a jumenta disse a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo em que me tornei tua até hoje? Acaso tem sido o meu costume fazer assim contigo? E ele respondeu: Não” (Nm 22.28-30). Por mais incrível que pareça, essa jumenta tinha mais visão e discernimento de espirito do que Balaão. Fora essa verdadeira lição animal, temos o desfile de animais no Éden para serem nomeados por Adão logo no início da criação. “Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea” (Gn 2.19-20). Ainda temos a maior de todas, com Noé e sua bicharada na arca. “Noé entrou na arca, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos, por causa das águas do dilúvio. Dos animais limpos e dos animais que não são limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra, entraram de dois em dois para junto de Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé” (Gn 7.7-9). Poderíamos acrescentar outras passagens que também seriam de grande instrução, pois ao meditarmos na Palavra de Deus podemos aprender sobre o perfeito governo e controle de Deus sobre toda a sua criação. Chamamos os animais de “irracionais,” contudo os vemos agirem sob o comando de Deus para fazerem coisas que pelo trabalho e adestramento humano, levaria muito tempo e seria muito dispendioso. Para atingir seus objetivos e abençoar o seu povo, Deus age soberanamente até mesmo sobre as leis da natureza que Ele mesmo estabeleceu e sustenta. Aqui no Egito, Moisés orou ao Senhor e uma infestação de moscas, se moveu ao comando de Deus e deixou todo o território tão misteriosamente quanto como apareceu. Isso, deve nos servir de estímulo e aumentar a nossa confiança na provisão de Deus, pois se Ele é poderoso para fazer isso para disciplinar um rei idólatra e de coração duro; o que o Senhor não faz pela salvação e proteção dos seus escolhidos?

Senhor, receba a nossa gratidão e a nossa confiança no teu poder de fazer todas as coisas pelo poderosa Palavra, que abençoa, protege e nos incentiva a confiar em ti. Somos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason