Pergunta Difícil

Meditação do dia 30/06/2017

 Os 9.5 – Que fareis vós no dia da solenidade, e no dia da festa do Senhor?

 Pergunta difícil – É um fato que pessoalmente eu procuro separar religião de Evangelho; entendo que o cristianismo é um relacionamento e não uma religião. Religião é algo humano, até no conceito da palavra, que é RELIGARE – aquilo que podemos fazer para agradar a Deus e cumprir sua vontade. Evangelho, ao contrário é uma boa notícia, aquilo que Deus fez por nós em Cristo Jesus; incluindo o fato que a BOA NOTÍCIA, não é uma mensagem, mas uma pessoa, Jesus! Conforme foi anunciado aos pastores nos arredores de Belém, na noite de natal. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lc 2.10,11). Assim, quando a religião toma o lugar da fé e do relacionamento com Deus, acontecem coisas que parecem boas, mas na verdade são muito ruins e desastrosas. Atos religiosos não substituem culto e devoção real; Deus não está atrás de rituais e cerimonias e que facilmente se tornam teatros representativos daquilo que deveria estar acontecendo. Cantar na igreja, necessariamente não é louvor; fazer um discurso bíblico moralista entusiasmado não significa que é proclamação da Palavra de Deus; reunir muitas pessoas religiosas ou fiéis não significa necessariamente que é culto a Deus; desenvolver empreendimentos lucrativos e prósperos, pode não ter nada a ver com fazer a obra de Deus; viver religiosamente de tempo integral bancado por uma instituição não pode ser confundido com “ministério.” Ser pastor, bispo, apóstolo, ministro, reverendo, obreiro e etc. não significa ser “homem de Deus.” As formas podem estar bem parecidas, os rituais bem alinhados e aparentemente não dá para dizer o que é verdadeiro e o que é imitação, mas Deus sabe; se tem alguém que entende de culto é ELE! Se tem alguém capaz de perceber e discernir falso e verdadeiro, imitação e autêntico, esse alguém é Deus, a quem a religiosidade e os religiosos querem tapear. No capítulo um do profeta Isaías, o Senhor diz que já está farto, cansado daqueles rituais e formalidades bem elaborados, mas praticados por vidas tortas e más. De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer (Is 1. 11-14). Meu amado(a), você pode imaginar-se diante de Deus, na sala do trono, num momento gostoso de intimidade com o Senhor e quando você levanta os olhos para contemplar a face de Deus, e o “vê balançando a cabeça negativamente, “ e te diz, “eu não aguento mais isso, não dá, não faz sentido!” Nem Deus estava aguentando aqueles culto e reuniões de solenidade! Aqui, Oséias, volta à mesma afirmação sobre os rituais e faz a pergunta: Que fareis vós no dia da solenidade, e no dia da festa do Senhor? O que fazer se Deus não está satisfeito com o que estamos preparando para apresentar a Ele? De pronto vejo duas alternativas: A primeira é a opção Caim – Acusar a Deus de parcialidade, preferencialismo e exagero nas exigências. A segunda opção é quebrantamento – Nos humilharmos, reconhecer nossa condição e reconhecer a pessoa de Deus. Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? (Is 58.6,7). Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo (I Pe 2.5). Alguma coisa será necessário fazer! Que fareis vós…?

 

Senhor, reconhecemos nossa condição nada maravilhosa diante de ti, a não ser pela graça de Cristo disponível a nós na redenção. Como filhos também somos adoradores e sacerdotes para ministrar a ti e aos nossos semelhantes, mas tudo é feito para ti e precisa ser agradável, pois o Senhor merece, é digno e os recursos são teus. Concede sabedoria aos nossos corações e ajude-nos no quebrantamento e mudança de atitude, para haja glória ao teu nome através das nossas vidas, em nome de Jesus. Amém.

 

Pr Jason

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Onde Foi Que Eu Errei?

Meditação do dia 29/06/2017

  Os 8.7 – Porque semearam vento, e segarão tormenta, não haverá seara, a erva não dará farinha; se a der, tragá-la-ão os estrangeiros.

 Onde foi que eu errei? – Essa citação bíblica é um paralelo, mas não necessariamente a origem do adágio popular “quem semeia vento, colhe tempestade;” Por se tratar de princípios eternos, a lei da semeadura faz com que essa verdade esteja presente em toda e qualquer área da vida humana. Em tempos de dificuldades, as pessoas recorrem a todo tipo de ajuda possível, mais preocupadas em alcançar alívio temporário do que solução permanente, com isso podem enredar-se com coisas de longa duração; um dia a casa cai, ou de outro modo mais moderno, “o boleto chega!” Como filhos de Deus, temos toda a sua imensa sabedoria distribuída na sua Palavra, para nos orientar e tomarmos boas decisões, com resultados permanentes. No Salmo 119.98-100 encontramos um acervo de ajuda para uma vida inteira de sucesso e prosperidade da maneira de Deus: Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo. Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação. Entendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos.” Sabedoria (98), entendimento (99) e prudência (100), são qualidades e habilidades que se formam naturalmente ao longo da vida e do exercício de estudar e adquirir conhecimentos e habilidades, tudo isso leva tempo e demanda investimento; mas aos que se dedicam à leitura, meditação e prática da Palavra de Deus, essas mesmas virtudes aparecem bem mais cedo e assim melhores resultados são possíveis, mesmo com pouca idade cronológica. Quando uma pessoa não leva em conta os princípios espirituais que conduzem à vida, pode agir de forma não sábia e assim semear aquilo que não desejará colher mais tarde. Também, seguindo o raciocínio bíblico do profeta Oséias, é possível não semear nada, não tomar decisões e é bom saber a decisão de não tomar decisão, já é por si só, uma decisão e trará consequências mais tarde. Quando alguém ouve o evangelho e o plano de salvação lhe é apresentado, acompanhado de um apelo ou desafio de entregar a vida a Cristo, recebendo-o como Senhor e Salvador; por vezes as pessoas escolhem “não escolher” porque estão confortáveis religiosamente, ou se negam a admitir sua condição. Essa decisão de não se decidir ao lado de Cristo, é a decisão de permanecer na condição que está, ou seja, fora dos planos da salvação. Ao apresentar o Evangelho, é bom que se apresente a verdade toda, que o projeto de Deus é alcançar, transformar e abençoar a vida toda da pessoa, e não apenas a alma, para que “dia…” ela não vá para o inferno. A salvação é apenas a porta de entrada para o grande e maravilhoso projeto divino para a vida dos seus filhos. Como disse o profeta, ao semear vento, virá uma colheita de tormenta, e assim não haverá seara e sem seara não tem grãos nem farinha, nem pão e ficará à mercê de saqueadores e estrangeiros à nossa vida.

Obrigado Senhor por ter a oportunidade de fazer escolhas e fazê-las dentro de princípios que estão na tua palavra, que é verdadeira, penetrante e eficiente; Peço sabedoria para viver bem e plenamente as tuas promessas. Que o meu coração esteja focado em fazer o bem e no devido tempo continuar semeando boas sementes. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Metade Crua

Meditação do dia 28/06/2017

  Os 7.8 – Efraim se mistura com os povos; Efraim é um bolo que não foi virado.

 Metade crua – Quando mais jovem, eu até achava essa citação um tanto engraçada; mas não mais! Agora, que sou adulto, pastor de igreja local e tenho responsabilidades que tem peso eterno sobre os meus ombros, posso ver isso de outro ângulo e na verdade, é algo sério. O profeta faz uso de uma figura muito comum e de fácil entendimento, para todos que o ouvira ou lera, como é o nosso caso. Só nesse capítulo, por pelo menos quatro vezes ele lançou mão da figura da confeitaria antiga, nos versos 4,6,7 e 8. Falado do trabalho do padeiro em acender o fogo, mantê-lo no padrão adequado, cuidar da massa e até sobre dormir e não cuidar do fogo e ele se tornar uma chama, inapropriada para assar pães e bolos; depois ele cita o povo aqui representado pela tribo de Efraim, que é o nosso tema. Nos nossos dias, com as novas tecnologias e uso científico de fornos e utensílios do gênero, dificilmente aconteceria o fato descrito pelo profeta, pois se produzem fornos que mantem a temperatura uniforme em todo o seu interior, de forma que o produto asse uniformemente, de uma só vez. Quando menino, lembro de ver minha mãe assar algumas gostosuras caseiras em forno de barro caipira, e em alguns casos ela colocava um prato com brasas sobre a forma ou vasilha com a massa, para que assim assasse uniformemente e simultaneamente. Caso contrário, era preciso interromper o processo e virar o bolo, porque aqueles fornos não tinham essa possibilidade. Mas o que mesmo quer dizer a expressão “bolo que não foi virado?” literalmente, ele está com um lado assado e outro cru, ou pré-assado; de qualquer forma, está impróprio para ser utilizado, além do desperdício de material e tempo sem produzir resultado alimentício. Se persistir, o lado assado queimará, passando do ponto até que o outro lado fique bom, de toda forma, o prejuízo está determinado. Espiritualmente, se trata de pessoas e instituições como igrejas e ministérios que fazem seus labores parcialmente comprometidos com Deus e sua vontade. Há um lado bom, promissor, agradável, apetitoso e convidativo que atrai e beneficia. Pode ser que um aspecto seja altamente eficiente, feito com execelencia e primor; mas há também um lado que não acompanha o todo e isto é suficiente para causar danos e trazer problemas. Encontramos pessoas generosas, que se doam e tem um coração tão grande por algo do reino de Deus, que comprometem ao extremo, mas simultaneamente tem traços de caráter, ou outros aspectos da vida, que acabam por destruir o lado bom do seu ministério. Igrejas com um louvor divino, arrebatador; mas uma administração com traços obscuros; Pastores e pregadores que são tremendos na palavra e no ensino, mas a vida pessoal, familiar ou financeira é um desastre total! São aqueles que utilizam os dois lados do martelo: Pregam bem de um lado, mas arrancam muito rápido com o outro lado. Essa figura pode ser vista e aplicada em muitas acepções e em todas elas, o apelo divino é o mesmo: Correção das falhas e atenção ao detalhes que mudam todo o resultado final do ministério da pessoa, família, igreja, denominação etc. Gosto muito de bolo, desde os mais simples, até aqueles sofisticados e caprichados, que se come só de vez em quando! Mas precisa estar bem assado, por inteiro, todos os lados. Deus também gosta de coisas plenas, completas, e que cumpram o seu propósito.

Pai, obrigado por mostrar no dia a dia de todos nós, que sempre nos dá o que tens de melhor, a começar por nos amar de tal maneira e nos dar o seu filho unigênito; por nos enviar o Espírito Santo, o Consolador, para estar conosco todos os dias, até a volta de Jesus, nos guiando e orientando para uma vida bem-sucedida em tudo. Que seja esse um dia de avaliações e ponderações no coração de cada um de todos nós, os teus filhos, para ver como somos e como estamos. Que o fogo do Espírito Santo e do avivamento nos proporcione experiências completas, de todos os lados e que não haja reservas ou pontos obscuros e escondidos sem a santa influencia transformadora do Senhor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Prossigamos em Conhecer a Deus

Meditação do dia 27/06/2017

  Os 6.3 – Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.

 Prossigamos em conhecer a Deus – Conhecer e continuar conhecendo a Deus; este é um desafio maravilhoso, porque quanto mais o conhecemos, mais temos por conhecer e simultaneamente, mais ele se dispõe a se revelar a quem se propõe buscar esse tipo de experiência. Entendemos bem que conhecer a Deus é bem mais do que obter informações sobre ele. As pessoas nas páginas da Bíblia que tiveram grandes encontros e experiências com Deus tiveram suas vidas transformadas por esse conhecimento e eles passaram a exercer algum tipo de influencia que fazia diferença. Podemos pensar assim sobre Noé, sobre Abraão, Isaque, Israel, José, Moisés, Josué, Samuel, Rute, Davi e etc. Abraão ficou conhecido como amigo de Deus, Moisés como o homem mais manso da terra, sobre Jó, o próprio Senhor Deus atestou sua integridade, sinceridade e temor; Davi ficou como o homem segundo o coração de Deus, Daniel foi chamado pelos seres angelicais como “muito amado.” Mas quero destacar umas poucas palavras que valem a pena a gente refletir. Quando Davi estava passando o bastão, ou o trono, para seu filho Salomão, em uma reunião com todo os ministros e líderes da nação, ele disse as seguintes palavras para o jovem rei: E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária; porque esquadrinha o Senhor todos os corações, e entende todas as imaginações dos pensamentos; se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre (1 Cr 28.9). Trato esse texto como as chaves do sucesso, e são três: a. Conheça o Deus de teu Pai – b. Sirva-o de coração perfeito e alma voluntária – c. Busque-o. Toda pessoa precisa ter a sua própria experiência com Deus que irá nortear sua vida e suas decisões; as experiências de nossos pais, pastores, mentores, líderes são maravilhosas e é um privilégio conviver e desfrutar das experiências dessas pessoas; mas um dia a gente tem que assumir a direção da vida e aí o que vale é o que conhecemos por experiência. Isso altera todo o resto, pois como serviremos bem alguém que não conhecemos profundamente e a quem temos certas reservas e temores? Como buscaremos de todo o coração a Deus se a nossa experiência for muito rasa? As orações tomarão uma formalidade religiosa e ficará com cara de obrigação e sendo assim, é muito pesado e difícil. Falar com um amigo chegado é outra história; não se necessita de agenda, assunto, lugar ou formalidade, onde nos encontramos e quando nos encontramos, vale cada instante. Outra pessoa que exagerou na dose sobre conhecer a Deus, foi o apóstolo São Paulo; sem medo de ser feliz, podemos dizer que com excessão de Jesus Cristo, nesta terra, ninguém conheceu e entendeu mais e melhor a Deus e seus os propósitos de redenção do que Paulo. Numa revelação única, rápida e profunda, Jesus passou para ele de “defunto problemático e herético” para “SENHOR,” a quem recebeu toda a dedicação, entusiasmo, energia e vitalidade e propósito de vida. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte (Fp 3.7-10). Quanto mais falamos, mas temos a cavar sobre isso, mas quero que vocês se apropriem daquelas verdades que João, escreveu na sua primeira carta, combatendo as heresias gnósticas sobre conhecer a Deus – nós, temos a melhor experiência possível, porque o Espírito Santo revelou a Cristo e a Deus em nosso espírito e ele mesmo é quem melhor pode ensinar sobre Deus e sua revelação e essa capacidade, essa unção que permite esse tipo de experiência está disponível a cada filho de Deus. E vós tendes a unção do Santo, e sabeis todas as coisas. E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis” (I Jo 2.20,27).

Pai, obrigado por te revelares a nós na pessoa de Jesus Cristo, que é a expressa imagem do Deus invisível; Graças de rendemos pela obra poderosa do Espírito Santo que nos convence do pecado, da justiça e do juízo e nos assiste em todo tempo, guiando-nos a toda a verdade, e a tua Palavra é a verdade. Obrigado por permitir que te conheçamos a cada dia mais e assim crescemos em tua graça e conhecimento. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Mudando os Limites

Meditação do dia 26/06/2017

  Os 5.10 – Os príncipes de Judá são como os que mudam os limites; derramarei, pois, o meu furor sobre eles como água.

 Mudando os limites – Li um artigo em um periódico cristão, sobre um tenista mal humorado e de um caráter não muito confiável, que brigava sempre dizendo que a bolinha tinha caído boa e mais tarde ele descobriu-se que em suas próprias quadras, ele mudava as linhas que demarcavam a quadra, sempre a mais para lhe beneficiar. Isso é trapaça e é horrível alguém não respeitar as leis e burlá-las em benefício próprio. Paulo ao escrever a Timóteo, disse que as regras precisam ser seguidas para que a premiação seja honrosa. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente (2 Tm 2.5). E aos Corintios também ele lembra as regras do jogo: Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis (1 Co 9;24). Deus apontava entre os pecados de Israel, essa trapaça institucionalizada, pois os líderes mudavam as regras conforme suas conveniências, mas sempre em prejuízo de alguém e em benefício de si mesmos. Essas trapaças também se infiltraram em alguns arraiais cristãos através de lideranças egoístas que manipulam o público e assembleias administrativas, para beneficiarem a si mesmos ou apadrinhados. Mas situação mais preocupante é quando as pessoas interpretam as Escrituras e as doutrinas, para encobrirem os seus pecados e atitudes erradas. Coisas que a as Escrituras afirmam serem pecados, serem erradas e reprováveis por Deus, eles contextualizam, dando novos nomes para os velhos hábitos. Costumo dizer, que “trocaram a coleira, mas o cachorro ainda é o mesmo.” Todos sabemos que limites são importantes em todas as instancias da vida. Sem limites, o risco é maior de acontecer uma tragédia de grandes proporções. Uma família onde não se tem ou não se respeitam limites, indica uma catástrofe anunciada por antecipação. Crianças precisam de limites, os cônjuges precisam de limites, a vida financeira familiar precisa de limites, o lazer exige limites, atividades de todos os níveis exigem limites, senão essa casa irá em direção ao desmoronamento. Igrejas precisam de limites, quer administrativos, quer financeiros, quer ministeriais. Em nome da espiritualidade, da chamada ministerial pode-se cometer desmandos e má gestão, que depois não tem reunião de oração e campanhas que dê jeito. A bênção de ter os dons espirituais em evidencia, a busca por milagres, curas e sinais maravilhosos, precisam estar delimitados por verdadeiros ensinos da Palavra para que o fanatismo, o engano e a infiltração do mal não produza confusão em vez de bênção e experiências com Deus. Obreiros, pastores e dirigentes que vivem mudando os marcos, os valores e as verdades abraçadas em nome do crescimento, da santidade e atualização, se fizerem isso fora dos limites da Bíblia e da boa interpretação, corre risco de se igualarem aos príncipes de Israel que mudavam os limites e a nação acabou por ir para o cativeiro e foram anos de sofrimento e tristeza. Estamos bem próximo da volta de Cristo, estamos no tempo de refinamento, depuração e aperfeiçoamento de vida; é apropriado preservar o que já está conquistado e valorizar a verdade abraçada.

Senhor Jesus, obrigado por preservar em nossos corações o desejo de servir com fidelidade, todos os dias até a tua volta. Os teus limites são suficientes para operarmos no poder do Espírito e conhecermos a graça salvadora de Deus. Livra-nos da cobiça desmedida e estabelecermos os nossos próprios limites, naquilo que a tua Palavra e a tua vontade já se confirmaram e nos foi revelado. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Faltou Conhecimento

Meditação do dia 25/06/2017

  Os 4.4 – O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.

 Faltou conhecimento – Isso é uma triste constatação, que merece reflexões mais profundas e cuidadosas para os nossos dias e nossos ministérios. Somos hoje uma igreja às vésperas da volta de Jesus Cristo à terra para buscar a sua noiva. Somos uma agencia missionária com um campo vastíssimo para ser alcançado e o número de não alcançados parece crescer demograficamente mais rápido do que a capacidade de reação da igreja com o evangelho. Nem vamos falar na situação do crescimento quase exponencial das religiões falsas e no aumento do ceticismo acadêmico que contribui para desvirtuar os treinamentos pastorais e missionários. Soma-se também a tudo isso, o avanço de religiões como o islã que vem investindo pesado na evangelização ou islamização a nível global. Sabe-se que há nações que investem cerca de até um por cento (1%) do seu PIB na causa islâmica, no Brasil mesmo, estamos sendo bombardeados maciçamente e somos a bola da vez do ponto de vista deles, já que aqui tudo é bem vindo e todos tem liberdade de fazer o que bem entender e ninguém cuida de nada até que seja tarde demais. Mas como adorador de Jeová, o Senhor dos Exércitos, minha atenção deve estar voltada para a fé cristã, sua importância, sua eficiência e nossa capacidade de divulga-la no poder do Espírito Santo, para produzir novas igrejas e novos obreiros comprometidos com essa causa. Me preocupa, a nova safra de obreiros que vem surgindo, sem bases e sem compromissos com a fé e com um evangelho transformador. Tenho convicção de que o Senhor Jesus tem um compromisso com a sua igreja e nem mesmo as portas do inferno prevalecerão contra ela; isso é um fato tão firme quanto o é a redenção, a volta de Cristo, a autoridade das Escrituras. Mas ver o povo de Deus sendo destruído porque lhe falta o conhecimento, me dói, pois recebi dons ministeriais de pastor-mestre, e gosto muito da área de conhecimento espiritual; assim, sinto como se não estivesse fazendo um bom trabalho. Na igreja local, trabalhamos com discipulado individual e sistemático, e não é incomum descobrir que o esquema foi furado e pessoas se tornaram membros da igreja local sem passar pelo programa mínimo de treinamento. Quando as coisas não vão bem, é então que descobrimos que algo não foi feito, ou não foi bem feito; refazer qualquer trabalho, é infinitamente mais dispendioso e desgastante do que fazer bem feito da primeira vez. Se a falta de conhecimento levou pessoas e nações a serem destruídas, o contrário também deve ser verdade: Muito e bom conhecimento produz edificação e permanentes frutos. Então, temos escolhas a fazer: Procurar não deixar faltar conhecimento e preferencialmente conhecimento de qualidade; ou assistirmos o desmoronamento das poucas edificações que foram realizadas.

Pai, abre os nossos olhos e conceda-nos uma graça especial de mudarmos em tempo oportuno o rumo em que nos encontramos como igreja e como liderança cristã. Permita que consigamos vencer e prevalecer sobre os dias maus e os métodos humanos religiosos que querem substituir o poder de Deus para salvar e transformar. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dias Difíceis

Meditação do dia 24/06/2017

  Os 3.4 – Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício, e sem estátua, e sem éfode ou terafim.

 Tempos difíceis – Se colocar no lugar de outros e captar o que sentem ou sofrem não é uma tarefa fácil, a menos que se infiltre de fato na experiência de forma empírica. Nós, cristãos, acreditamos numa forma de relacionamento com Deus e seu culto, com base na Nova Aliança, de maneira um tanto diferente do que os judeus criam. Não precisamos necessariamente de um templo, pois acreditamos que somos o santuário de Deus, pois o Espirito Santo habita em nós; Mas mesmo assim, percebemos o quanto os cristãos valorizam materialmente estar num templo, ainda que seja um salão ou um galpão, com uma placa identificando a “igreja.” Não precisamos mais recorrer à cerimoniais e rituais, uma vez que todos eles se cumpriram em Cristo, que foi o sacerdote e vítima lá no Calvário. Herdamos duas ordenanças, o batismo nas águas e a Ceia do Senhor que não tem data e nem muito para variar, para que alguém possa dizer: “Assim não…” Ao invés de ter de memorizar e aprender os rituais e significados de tantos elementos da fé e do culto, hoje temos as Escrituras Sagradas, em mãos, disponíveis a qualquer pessoa e de qualquer idade em todo e qualquer idioma e versão, de forma que os comentários e explicações estão à mão e não mais restrito a rabinos e mestres autorizados; mas mesmo com todas essas facilidades e comodidades, as Escolas Bíblicas Dominicais tem perdido espaço e os seminários teológicos que já foram formadores de líderes e pastores para conduzirem o rebanho, onde pessoas genuinamente chamadas iam e se preparavam, perderam espaço também. Teologia é matéria preferencial e qualquer um pode estudar e mesmo não estudando há centenas de pessoa sendo ordenadas ao ministério e alguns oferecendo curso de 30 dias já com certificado e carteirinha funcional com validade nacional (?). Mas o centro da minha meditação de hoje, é pensar na situação espiritual que ficou sobre os hebreus, que não disporiam de liderança política, sem rei e sem príncipes; mesmo sendo um povo de forte tradição tribal, sem liderança firme e estável, coisas desagradável acontece. Perderem o templo, que era um fator de unidade nacional e mesmo sendo mais um amuleto do que um ponto de referencia de fé, sem ele perderam muito da centralidade de sua fé; pois os cultos, os rituais e sacrifícios marcavam o calendário e as atividades, regendo até sobre aspectos da vida social e civil. Elementos de uso espiritual, que até dirimiam questões judiciais e outros pormenores, estavam todos ligados a fé e aos rituais e tudo isso lhes fora confiscado como medida disciplinadora e castigo pela idolatria. Mas a profecia diria que nos fins dos dias eles tornariam a buscar ao seu Deus e o trono de Davi seria novamente o foco do governo; logo bem sabemos que isso tem à ver com Jesus, o nosso Senhor Jesus, e para eles é o Messias esperado. Lembrando sempre, que a nossa fé, está apontada para um Deus único, verdadeiro, sem representação física e material, que é Senhor de tudo e em todo o tempo, que se manifesta em Pai, Filho e Espírito Santo; adorado em espírito e em verdade!

Senhor, graças te redemos e declaramos as tuas maravilhas, pois tudo pertence a ti e somos filhos, criados em Cristo Jesus, por obra e graça de tua misericórdia. Mais do que lugares e objetos, queremos estar na tua presença e em atitude de verdadeira adoração e honrando a tua santidade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Botar Azeitona na Empada Alheia

Meditação do dia 23/06/2017

  Os 2.8 – Ela, pois, não reconhece que eu lhe dei o grão, e o mosto, e o azeite, e que lhe multipliquei a prata e o ouro, que eles usaram para Baal.

 Botar azeitona na empada alheia – Já ouvi por diversas vezes esse provérbio, sempre dito em tom desabafo pela ingratidão sofrida, quando se ajuda alguém é o agradecimento ou o resultado vai beneficiar outra pessoa que nada fez. Tem também o paralelo a esse que dizem “não estar afim de enfeitar boneca para os outros!” Certamente não é agradável se esforçar e investir em algo e não ser reconhecido e ainda ver outros levando todos os louvores. Se humanamente não gostamos, imagina o coração de Deus em relação à idolatria. A nossa fé nos ensina que servimos e adoramos o Deus único, soberano e criador de todas as coisas; ele não apenas criou, como sustenta e abençoa e cuida de tudo o que diz respeito à suas criaturas e seus filhos. “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas (At 17.24,25). Oséias, que estava servindo de modelo para revelar a maneira egoísta de viver do povo de Deus, apresentou essa mensagem em que destaco esse texto, onde o Senhor afirma que a nação não reconhecia que todos os seus suprimentos de cereais e víveres, bens e riquezas, era um presente divino para suas vidas, mas eles tomavam esses produtos e usavam para cultuar ídolos, que afrontam a Deus e servem de armas do inimigo para desonrar a Deus e desviar o culto do verdadeiro Deus, para qualquer outra entidade, existente ou não, verdadeira ou não. O mesmo que vemos no Brasil e no mundo por todos os lados, festas e festivais celebrando colheitas e safras, prosperidade no trabalho e bons resultados – mas ao invés de atribuírem a Deus esses resultados, as pessoas celebram divindades e ídolos os mais diversos que são os “patronos e padroeiros” daquelas atividades. Temos assistido a tentativa da Educação, travestindo as festas juninas, originalmente dedicadas a três santos católicos, em um festividade da cultura caipira brasileira e assim adoçar a idolatria e afastar a recusa de cristãos em não permitirem suas crianças participarem nas escolas. Por outro lado, vem igrejas “contemporizando” e criando arraiais gospels com as mesmas receitas e práticas, apenas trocando para quem vai os vivas e os foguetórios. Como um bom batista, respeito a liberdade de cada um seguir seus caminhos. Mas a mensagem do profeta foi bem clara e dramatizada pela ação infiel de sua esposa, que deixou a estabilidade do lar da família para voltar à velha vida de imoralidades, usando os presentes e investimento que seu marido fizera nela e cujo resultado foi destrutivo para ela, pois ela foi explorada e abusada e abandonada em dificuldade. Cristãos que são abençoados e recebem prosperidade de Deus por uma vida de fidelidade e consagração, também caem em armadilhas sedutoras do mundo e investem tudo o que Deus lhe confiou em aventuras nada saudáveis e algumas até duvidosas moralmente e atraem a atenção do fisco e muitos deles perdem o temor e a bênção de Deus, voltando em muitas dificuldades. Lembrem-se de uma coisa: A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores (Pv 10.22).

Obrigado Pai, pela provisão de cada dia que tem sido bastante, suficiente e generosa. Que o coração dos teus filhos estejam focados em verdadeiros valores e que saibam usar de sabedoria e administrarem bem as riquezas e bens materiais que são teus e foram confiados a eles e a nós para desenvolvermos a causa do teu reino. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Direito ao Contraditório

Meditação do dia 22/06/2017

  Os 1.2 – O princípio da palavra do Senhor por meio de Oséias. Disse, pois, o Senhor a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do Senhor.

 O direito ao contraditório – A história de Oséias é mais conhecida entre os leitores da Bíblia pelo seu casamento, do que por sua vida de profeta. Como toda pessoa pública, a vida de Oséias ficou exposta a crítica e ao julgamento das pessoas suas contemporâneas e depois pela historia e até hoje ele está em evidencia. Para quem acredita numa teologia quadradinha, numa imutabilidade divina imutável, no sentido de “Deus só age assim e assim…” ditando os caminhos divinos e sem deixar qualquer margem para ele ser criativo, para essas pessoas, sempre haverá motivos de sobra para inventarem explicações. Para os que são inovadores e até descompromissados com parâmetros, tudo vale enquanto está bom e qualquer coisa, a gente muda novamente, afinal nesta vida tudo é inconstante, incluindo a própria constância. Acreditamos na soberania divina de forma plena, ou seja, sendo ele o criador e sustentador de todas as coisas, e em Cristo, foram criadas todas as coisas…Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém (Rm 11.36). Há certos propósitos que precisam serem atingidos e deles dependem outros aspectos eternos num intricado emaranhado de atos e fatos que só Deus mesmo sabe o que e porque; então ele tem sim, o direito de fazer o que tem que fazer para acontecer o que tem que acontecer sem nada disso fira ou ofenda sua divindade, majestade e poder. Como sendo perfeito, absolutamente perfeito, o Pai, o Filho e o Espírito Santo conseguem realizar todas as coisas sem que se comprometa sua integridade e caráter. Nenhum adorador, que de fato conhece a Deus, tem qualquer dúvida sobre as intenções da trindade. Quando não podemos entender, podemos crer e aceitar pela fé e isso não é casuísmo ou irresponsabilidade intelectual. O justo viverá da fé, isso é um fato. Mesmo que esse justo seja uma pessoa de letras e ciências, ele pode alimentar sua devoção a Deus ao mesmo tempo que estuda, pesquisa, verifica e busca provas para suas inquirições. Não há incompatibilidade entre fé e ciência, pois a origem das duas é a mesma – Deus! Ele é que gere todas essas coisas. Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz (Dn 2.20-22). Quem falou essas palavras de louvor e adoração a Deus, foi alguém de muita fé e piedade e um homem de letras e ciências de renome, respeitadíssimo, um estadista de primeira grandeza. Permitamos que o nosso coração esteja aberto para o amor redentor divino, que é evidente na trama da profecia e da vida de Oséias, tal qual é na nossa vida também. O nosso trabalho, a nossa vida, o nosso ministério e o nosso culto estão todos intrinsecamente conectados aos planos divinos de salvação, perdão e reconciliação. Assim como o Senhor salva pessoas boas e corretas, de vida íntegra moral e socialmente, também alcança pessoas de vidas arruinadas e destruídas em todos os sentidos; uns por que a si mesmos se arruinaram, outros foram vítimas de pessoas, circunstancias e sistemas. Oséias era gente boa e não se maculou em aventuras e escapadas, mas se pôs a disposição com sua vida e ministério, para servir de representação para o estado de toda a nação, que embora conhecesse a vontade divina, vivia fora desses propósitos. A história de todas as pessoas, dentro e fora de Israel e da Bíblia, é a mesma, como vemos na igreja, aliás, nós somos a igreja e mais do que ninguém podemos entender a carência humana e a graça divina. Oséias, se dispôs a enfrentar a sociedade, a cultura, os costumes e fé praticada nos seus dias em nome da obediência a voz de Deus; quem de nós está aberto a se opor ao aceito e respeitado pela cultura e prática dos nossos dias para servir a um propósito divino?

Senhor, os teus caminhos são caminhos santos, justos e bons; e sabemos que a tua vontade é boa, agradável e perfeita, então podemos sim andar sob a tua revelação e cumprir os teus propósitos. Pedimos uma visão mais ampla e mais clara para seguir e agradar-te em tudo, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Nome no Livro

Meditação do dia 21/06/2017

  Dn 12.1 – E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro.

 O nome no Livro – Livros de registros é o que não faltam nessa vida. Mesmo com a era digital, ainda se usam muitos livros pois par alguns ainda é preferível o ataque de fungos, traças e umidade, do que hackers e vírus cibernéticos. Ter o nome em um livro, pode parecer algo tão simples e até insignificativo, ou não! Imagina, o nome na capa, como autor ou co-autor! Dá prá imaginar o nome nas primeiras páginas, como honrado em prefaciar uma obra? Ou sendo homenageado pelo autor por alguma contribuição ou influencia positiva na vida ou no trabalho dele? Eu só Escrevi poucas coisas e menos ainda foram editadas, mas um livro despretensioso que escrevi para um trabalho interno na igreja, para a campanha de construção do novo templo, acabou extrapolando nossos limites e foi prefaciado pelo Pastor Enéas Tognini, então o nome do prefácio, vale muito e muito mais do que o do autor na da capa. Honra, a quem merece honras! Daniel fecha seu livro com um capítulo fora de série, um daqueles textos que é inigualável e diz muito em poucas palavras. Posso destacar nessa meditação, a ideia sobre o livro da vida, digamos assim; no conceito dos tempos de Daniel, o povo de Deus era exclusividade da linhagem hebraica; para nós, hoje na Nova Aliança, nem tanto, também nos incluímos e sem usurpação, pois pela fé somos também filhos de Abraão e herdeiros das mesmas promessas em Cristo Jesus. Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós (Rm 4.16). É descrito os fins dos tempos, com muitas aflições de níveis tão devastadoras, quais nunca se viu na terra, como acreditamos será no pós-arrebatamento e grande tribulação. Em meio a esse caos, aparece a graça misericordiosa de livramento do “povo de Deus,” com a ressalva de que se trata daqueles que tem o seu nome escrito no livro. Isso nos leva aos textos de Apocalipse e suas promessas de esperança: E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo (Ap 20.12,15). Existem os livros, e existe O LIVRO da vida. Nesse sim, nosso nome não pode deixar de estar registrado, e também pode estar riscado. Isso exige mais do que ser crente, gospel, do bem… é preciso ser salvo, ser filho de Deus, nascer de novo e permanecer na fé, perseverar até o fim…. aqui, sim, literalmente, é para os fortes, os vencedores!

Senhor, graças te damos e reconhecemos que mereces toda a honra e a glória que é devida ao teu nome. Por tuas obras de justiça e pelos grandes feitos pela redenção da raça humana decaída e perdida pelos seus pecados. Em Cristo agora somos novas criaturas e fomos legitimamente adotados como filhos e como tal somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; Obrigado, por escrever o meu nome no teu livro e fortalecer-me dia a dia para a perseverança dos santos e ser salvo pela graça de Cristo. No nome dele, a quem oramos e adoramos, amém.

Pr Jason