Não Sou Quem Sou

Meditação do dia 23/05/2019 

 “E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito; tenho feito como me disseste; levanta-te agora, assenta-te e come da minha caça, para que a tua alma me abençoe.(Gn 27.19)

 Eu Sou Quem Não Sou – Desde os primeiros ensaios para se tornar pregador em nossas igrejas, até mesmo um aprendiz de professor de EBD, temos aquelas raízes de algumas termos bíblicos com suas versões interpretativas ou ilustrativas que aprendemos explicar e aplicar. Lembro-me bem sobre SINCERIDADE – do latim “sine cera” e lá vem a história do artista escultor com suas estátuas trincadas e cobertas de cera, vendidas como perfeitas, até quanto o proprietário as deixa expostas ao sol e lá se vai a cera, derretendo e revelando não só defeito da obra, mas principalmente do caráter do artista. Outra das antigas é HIPOCRISIA – que tem suas raízes nas apresentações dos antigos teatros gregos onde o ator utilizava uma máscara para representar o papel encenado. Na verdade, aquilo não era real, era uma apresentação, debaixo da máscara havia uma pessoa com sua própria história e realidade. Assim, hipócrita é alguém que usa máscara no sentido figurado, desempenhando na vida real um papel que na verdade deveria ser apenas encenado; ele não é autêntico, honesto, confiável. Pensando em vida cristã, é uma lástima, um desastre, pois a transparência, a verdade, a sinceridade e todas as virtudes da natureza de Cristo deve prevalecer no interior de quem ganhou uma nova vida, nascida do Espírito, gerado pela Palavra de Deus, uma semente incorruptível e incontaminável, segundo os autores bíblicos Pedro e Tiago. “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre” (I Pe 1.23). “Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas” (Tg 1.18). Nosso amado Jacó, recebera um nome que agora valida a idéia de suplantador, enganador. Ao admitir participar da encenação arquitetada pela mãe que o ajuda a se travestir de Esaú e se apresentar ao pai e valer-se da boa fé de uma refeição caprichada e depois uma cerimonia espiritual de altíssima importância, com a bênção de Deus e a transmissão da herança dos direitos e responsabilidades das alianças já anteriormente celebradas entre Deus, o Altíssimo e seu avô Abraão e ratificada a seu pai Isaque, que passaria o bastão ao filho. Jacó assumiu mesmo o papel e afirmou para o pai: “…Eu sou Esaú, teu primogênito; tenho feito como me disseste; levanta-te agora, assenta-te e come da minha caça, para que a tua alma me abençoe. Ele não era Esaú; não era naturalmente o primogênito; não estava fazendo o que o pai mandara o outro fazer. Mesmo sendo totalmente fraudulento, era queria que: 1. O pai se levantasse; 2. Imediatamente; 3. Assentasse para comer; 4. Comer carne de cabrito se passando por carne de caça; 5. O abençoasse do fundo da alma. Os caipiras do interior diriam: “Venha a nós o vosso reino – mas fazer a tua vontade, nem pensar!” Não estou tentando malhar nosso amado irmão Jacó, nem mostrar que sou ou somos melhores ou mais piedosos, a idéia e refletir sobre o fato de que se deixarmos nos levar pelas circunstancias ao nosso redor, podemos ficar enredados e emparedados fazendo coisas que violam a nossa fé e a nossa consciência. Se passar por alguém ou algo que não somos, não é bom e não agrada a Deus e precisamos nos arrepender. Andar com Deus presume uma integridade e uma comunhão de idéias com ele e sua Palavra. Sejamos quem somos, afinal, Deus mesmo gosta de nós como nos criou, não precisamos atuar com máscaras para ostentar o que na verdade não somos e não é o que Deus tem para nós.

 

Senhor, obrigado por dar a cada um de nós uma personalidade única e ter um plano de bênção específico para todos os seus filhos. Somos quem somos por obra e graça da tua sabedoria e somos salvos, amados, acolhidos e abençoados pela fé em Cristo e sua obra perfeita na cruz. No nome dele, oramos agradecidos, amém.

 

Pr Jason

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Quem És Tu

Meditação do dia 22/05/2019 

 “E foi ele a seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui; quem és tu, meu filho?(Gn 27.18)

 Quem és Tu? – Nosso nome representa bem mais do uma palavra com certa sonoridade, ou um meio de nos diferenciar de outra pessoa. O nome é uma marca! Trás consigo um peso de prestígio, de sentido e valor. O nome se forma e se torna um distintivo, de forma que quando pronunciado produz uma reação em quem ouve. O nome pode preceder a pessoa abrindo ou fechando portas e oportunidades. É assim que o nome e a pessoa se confundem como se um e outro fossem a mesma coisa. Jacó se apresentou ao pai, disfarçado de Esaú e a primeira coisa que ouviu ao se anunciar, foi uma pergunta que ao mesmo tempo que inquire, também qualifica e autentica: “quem és tu, meu filho? uma pessoa pode ter um nome forte, poderoso, influente por nascimento, caso venha de uma dinastia já famosa com nome pronto, nesse caso está herdando o nome. Pode também conquistar por seu trabalho e esforço e assim com mérito fazer o seu nome grande. Pode ainda ganhar, ser lhe dado ou nomeado de forma legal, e assim se tornar um nome forte e poderoso. Jesus, tem o nome mais poderoso de todo o universo e em todos os tempos e para sempre e ele preenche os três requisitos citados. Certos nomes quando pronunciados diante de nós ou de pessoas, só pelo dito, já levanta reações, isto é, produz um certo impacto. Se alguém fica na dúvida, pergunta de imediato se está sendo referido sobre “tal pessoa mesmo?” Quantas pessoas nasceram em Nazaré da Galileia? Milhares! Mas há um “certo Galileu” que se diferencia de todos os demais. Se alguém “Maria,” logo vem a pergunta: A mãe de Jesus? E o que acontece quando alguém ouve o meu nome? O seu nome? Qual é a sensação ou reação imediata? Estamos falando então, do peso que nossa personalidade já empregou no nome. Saulo de Tarso, à caminho de Damasco encontrou com alguém que ele julgava estar morto e de qualquer outra forma, não tinha muito valor para ele. Mas como parecia uma revelação de Jeová, nenhum hebreu iria negar se indispor, foi quando ele perguntou: E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; (At 26.15). O poder do nome de Jesus foi suficiente para despedaçar todos os alicerces da crença e das atitudes daquele homem, digamos, numa única pancada. No Evangelho de João também tem uma narrativa que mostra o poder desse nome: Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se, e disse-lhes: A quem buscais? Responderam-lhe: A Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu. E Judas, que o traía, estava com eles. Quando, pois, lhes disse: Sou eu, recuaram, e caíram por terra (Jo 18.4-6). Não podemos deixar de fechar essa meditação sem citar o clássico dos clássicos: Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.9-11).

 

Obrigado Pai, porque este nome nos pertence. Amém!

 

Pr Jason

Momentos de Tensão

Meditação do dia 21/05/2019 

 “E com as peles dos cabritos cobriu as suas mãos e a lisura do seu pescoço;
E deu o guisado saboroso e o pão que tinha preparado, na mão de Jacó seu filho.
(Gn 27.16,17)

 Momentos de Tensão – Meditar na Palavra de Deus, deve nos proporcionar também uma sensação de participar da cena, vivenciar o que o personagem experimentou certamente enriquece o nosso aprendizado. Agora nós, os reles mortais que vivemos num tempo em que a obediência ao pais era algo levado muito à sério e não tinha muita margem para manobras evasivas e se livrar das consequências das artes e coisas erradas que fazíamos, podemos olhar e sentir na pele, o que Jacó estava passando. Se ver digamos, forçado pela mãe a forjar uma situação inusitada e nem tão simples de se ter sucesso, pois se passar por um irmão, não sendo gêmeo idêntico, não é tarefa muito fácil e a diferença física entre eles era gritante. Todo aquele tempo de ir ao curral, pegar o animal, abater, preparar a carne, fazer a refeição sob certo padrão de gosto que identificasse não só o prazer do pai, mas também se passar por carne de caça e preparado pelo máster chef Esaú. Bom, isso era com Rebeca e ela se deu muito bem. Depois veio a fase de caracterização do personagem, e vamos tirar o chapéu para a dona Rebeca, que foi boa em caracterizar um filho, improvisando roupas e adereços de tal forma que aproveitando a pouca visão do pai, se passaria razoavelmente bem. Podem imaginar o coração, a mente e a adrenalina que ele estava? E a cada minuto se aproximava mais o momento de tudo aquilo ser efetivamente testado e se tudo desse errado, as consequências seriam graves, muito graves. Percebo, que daqui em diante, com roupas alinhadas, disfarce aprovado pela mãe, comida na bandeja, com pão e o vinho para acompanhar, agora era a hora de respirar fundo e limpar a garganta e fazer o último teste de som para equalizar a voz ao tom do próprio Esaú e seja lá o que tiver de ser é agora ou nunca… e lá se foi ele devidamente incorporado ao personagem do irmão. Errar já é ruim, agora, errar consciente, simulando uma situação que se for testada de fato pode desmoronar, porque há também o componente emocional envolvido. Essa bandeja deve ter balançado bastante e foram os poucos passos mais longos e dramáticos que ele dera na vida. Nunca caminhar em direção ao pai fora um desafio mais comparável à tormento. Momentos que antecedem um grande acontecimento, que na verdade o que mais se quer é que ele termine, antes mesmo de iniciar. Acredito que os danos emocionais e o peso dele carregar isso, sabendo que tudo não terminaria com o fim da refeição, pois à qualquer momento o verdadeiro Esaú poderia irromper pelo quarto à dentro e desmascarar tudo e todos; na melhor das situações, quanto tempo vai durar essa farsa, até a verdade aparecer? E quando aparecer, como será? Estou pensando em situação nossa, agora, atual, quando um cristão está caminhando para um situação de pecado, de engano consciente, sabendo a mentira tem pernas curtas! Ou pessoas que no final do dia, ou da noite, terá que voltar para casa e encarar silenciosamente o cônjuge, os filhos, a família e ou apresentar aquela acomodação fraudulenta e suja! Amados, o Espírito que foi nos dado é Santo e guia-nos à verdade! Não viole sua consciência, sua fé por nada, nada mesmo. Um momento de prazer ou de gratificação pode custar o que se tem de mais precioso, que é a intimidade com Deus e o direito de lhe chamar de Pai e poder se abrigar à sombra de suas asas. Disfarce, só mesmo em teatro, mas como representação, não como condição de conduta.

 

Senhor, queremos a verdade, e sabemos que ela liberta e santifica; isso nos coloca mais perto de ti. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Obedecer a Mãe ou Trapacear o Pai?

Meditação do dia 20/05/2019 

 “E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, traze-mos. E foi, e tomou-os, e trouxe-os a sua mãe; e sua mãe fez um guisado saboroso, como seu pai gostava.(Gn 27.13,14)

 Obedecer a Mãe ou Trapacear o Pai? – Estamos também diante de um dilema ético, onde duas verdades fundamentais se confrontam e se faz necessário uma escolha dolorosa. Obedecer a mãe e com isso trapacear o pai. Qualquer que seja a opção, ela não é tão simples e ambas tem e teve consequências graves. Rebeca não abriu discussão, ela exigiu obediência, para que juntos pudessem executar um plano às escondidas, de forma que Isaque proferisse a bênção a Jacó sem perceber que estava ministrando no filho errado (errado no sentido de não ser o que ele pretendia). Ao mesmo tempo, nem a mãe e nem Jacó pensaram na reação de Esaú, que certamente reagiria. Parece que também não se preocuparam com os sentimentos e ou idoneidade de Isaque para perceber espiritualmente um cheiro de armação à sua volta. Olhando as coisas pela ótica de Jacó, entendemos, mas não podemos aceitar passivamente sua atitude. Ele não era um garoto novo e ingênuo. Já era um homem de quarenta anos; seu irmão já estava casado, ainda que contrariamente à vontade dos pais, com moças da terra de Canaã e o relacionamento com a sogra não era bom. “Ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu.
E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito”
(Gn 26.34,35). Por mais pressionado que estivesse, as escolhas ainda eram dele. Cada um de nós somos responsáveis pelas escolhas que fazemos por iniciativa própria ou por aceitação de que outros escolham por nós. Jesus fala de uma caminho largo e uma porta espaçosa e um caminho estreito com uma porta apertada. E afirma que muitos escolhem passar um caminho e uma porta e poucos escolhem o outro caminho e a outra porta (Mt 7.13,14). Ele estava falando de escolhas. Liberdade de opção. Ainda que alguns alegam que não escolheram, simplesmente seguiram a maioria, isso é um tipo de escolha. A pessoa está transferindo a responsabilidade de pensar, pesar, decidir e assumir a responsabilidade e apenas jogando com a filosofia de que a maioria sempre tem razão. A verdade dita por Cristo prova o contrário; a maioria escolhe errado. A voz do povo definitivamente não é a voz de Deus! A Palavra de Deus é a voz de Deus; a verdade é a voz de Deus. A escolha pode ser coletiva, mas as consequências serão individuais. Cada um responderá por si. Grandes decisões, grandes momentos requerem grandes responsabilidades. Eu creio, que se Rebeca e Jacó não tivessem armado esse teatro, Deus ainda teria os meios e as condições de fazer sua Palavra cumprir na vida de Jacó. Aqui, está aquele clássico, de querer ajudar a Deus, porque se conclui que ele não sabe, ou não vai agir, ou somos nós que temos que fazer as coisas acontecerem. O braço de Deus continua poderoso para operar e salvar.

 

Senhor, nos ajude a ver as coisas da tua perspectiva, e que nunca estás atrasado ou ausente. Mas tens o perfeito controle e governo de todas as coisas e que as tuas promessas são firmes e fiéis. Nada escapa ao teu controle. Permita fazermos escolhas conscientes e responsáveis, de forma que glorifiquemos o teu nome e honremos a nossa fé naquele que pode todas as coisas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Fim Justifica os Meios?

Meditação do dia 19/05/2019 

 “Porventura me apalpará o meu pai, e serei aos seus olhos como enganador; assim trarei eu sobre mim maldição, e não bênção.(Gn 27.12)

O Fim Justifica os Meios? – Essa é uma das perguntas que discute ética e outros conceitos de vida e ainda permanece dividindo as pessoas. Para os adoradores de Deus, do Deus Altíssimo, é preciso refletir antes de tomar decisões, pois elas expressam o nosso caráter e a determinação com que estamos lidando com nossas conquistas e o preço que estamos dispostos a pagar. Para ser abençoado, vale qualquer coisa, qualquer meio? O que na verdade, você e eu consideramos de fato “ser abençoado?” Em Provérbios 8.13 o sábio disse categoricamente, sem rodeios: “O temor do Senhor é odiar o mal;” Jacó desejava a bênção paternal e reconhecia o valor dela; estava disposto a lutar por consegui-la, mas não à qualquer preço. Ele estava considerando o ritual, a cultura e o respeito devido ao seu pai. Todo filho anseia e deseja de verdade ser apreciado e aprovado pelos pais, especialmente o pai. Numa ocasião festiva, cerimonial, onde livremente e sob a ordem de Deus, um pai vai proferir uma bênção ao filho, profetizando sobre sua vida e concedendo-lhe autoridade e direito de prevalecer, não é um momento para brincadeiras, especialmente produzir uma situação de engano. Jacó sabia que o pai o tocaria, o abraçaria e sobre esse afeto paternal e realização de ver o filho crescido, amadurecido e pronto para ser abençoado, nunca caberia um teatro e uma trapaça. Jacó resistiu às idéias da mãe, de conseguir aquilo à qualquer custo. Esaú estava disposto a trapacear o irmão, uma vez que não fora sincero com o pai dizendo-lhe que tinha algo a lhe contar sobre um acordo anterior que fizera com Jacó e assim o direito era de Jacó e não dele. A consciência de ser herdeiro das promessas de uma aliança eterna com o Deus de Abraão e Isaque, fazia de Jacó uma pessoa desejosa de bênção e não de uma maldição. Fazer a coisa certa do jeito errado, é errado. Fazer o certo no tempo errado, pode ser e dar errado. Também precisamos refletir, que em todo e qualquer situação, acionaremos o princípio espiritual da semeadura: Tudo o que plantamos, colheremos! Não há como fugir dessa realidade. Sinceridade só, não basta! Ter boas intenções, também não! Dizem que “de boas intenções, o inferno está cheio!” Nosso desafio é herdar a bênção de forma abençoada e abençoadora. Não deixar pontas, ou marcas de legalidade para o mal e o pecado nos alcançar mais tarde, o preço poderá ser devastador.

 

Senhor, nesse dia, olhamos para as tuas muitas misericórdias e nelas nos abrigamos. Somos carentes da tua sabedoria e de uma visão mais ampla e além do natural e material que se apresenta diante de nós. precisamos agir pela fé e ver o invisível e crer no incrível e assim com a tua ajuda, fazer o impossível. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Comeu, Bebeu, Levantou-se e Saiu

Meditação do dia 18/05/2019 

 “E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura.(Gn 25.34)

 Comeu, Bebeu, Levantou-se e Saiu – Esses quatro verbos contam a historia de uma pessoa que jogou pela janela um direito de herança de valor incalculável. Esaú agiu com grande descaso com as promessas de Deus a seus antepassados e com o futuro que lhe estava reservado. Alguém pode argumentar que havia uma profecia contra ele, que dizia que Jacó o suplantaria e seria mais poderoso do que ele. É fato! Havia a profecia e ela se realizou como toda Palavra de Deus. Mas a profecia não dizia ou indicava que por ser uma tribo ou nação menor que a do irmão; não indicava que seria um povo pecador, profano, alienado das alianças e concertos com Deus. Ele era descendente direto e legítimo de Abraão e Isaque, herdeiros e transmissores desses legados. A eleição de Jacó como ramo principal, não descaracterizava os direitos de Esaú. Não o empurrava para o limbo e o pecado. Ainda que cultivassem rivalidades eternas como povos, ainda assim ele poderia ser fiel a Deus e as alianças. O pecado no coração, aquele instinto de independência e frustração contra tudo e qualquer coisa que ameaça a vida do ego, faz com as pessoas tomem decisões erradas, pecaminosas e depois tentam justificar seus fracassos como obra do destino. Como a sina que lhe foi imposta. Digamos que haja uma profecia para dois irmãos, pastores ou líderes cristãos, cujo teor revele que um deles fará um ministério maior e de mais destaque que o outro. Muito bem; isso não é uma reprovação ou rejeição de um em detrimento de outro. Os dons, as habilidades, as escolhas de como fazer as coisas para Deus e até a escolha de locais de servir, determina diferenças. Mas em nada isso tem à ver com escolhas morais e levar o segundo a afirmar uma posição de rebeldia. “Já que não serei grande, então não vou me esforçar, pois de nada valerá o esforço!” Ou não ser zeloso, santo e dedicado. Não somos recompensados e aceitos ou medidos por Deus por números; mas por fidelidade em fazer com excelência o que nos vem à mão para fazer. Um ministério numa cidade grande ou região metropolitana que tem possibilidades de alcançar milhares de vidas é tão fundamental quando um ministério em uma periferia ou cidade pequena do interior ou até em regiões remotas e de difícil acesso. O valor de uma alma e o preço pago por Jesus por cada uma pessoa desse mundo, deve ser um santo estímulo a valorizarmos as vidas, as almas e não corrermos desenfreadamente por competir por apreço e bajulação sobre o que o mundo considera sucesso. Esaú, nessa situação personifica o obreiro mercenário, que busca unicamente satisfação ou gratificação pessoal. Comer, beber, ser aprovado. Se as coisas complicarem, levanta e vai embora.

 

Obrigado, Pai, por valorizar a perseverança e a resiliência dos teus filhos que aceitam aprender e serem moldados na batalha do dia a dia. Pedimos graça e sabedoria para andarmos em vitória e crescermos nas provas e valorizar as pessoas como o senhor mesmo as valoriza. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Juro Que Esconjuro

Meditação do dia 17/05/2019 

 “Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó.(Gn 25.33)

 Juro que Esconjuro – Mesmo em situações mais simples, sabemos o peso que tem um juramento. Mas só pensamos assim porque dentro de nós a um senso de honestidade e valores que impõe sobre nós a necessidade obrigatória de honrar a palavra dada em garantia. Quem jura já consciente de que não pretende honrar seu juramento não pode ser tratado como alguém confiável. Como não separamos a vida em departamentos e espaços separados como espiritualidade, trabalho, família, lazer, compromissos, vida social, mantendo sem conexões uma coisa com a outra, porque entendemos que a integralidade da pessoa e como mordomos de Deus, tudo é sagrado e tudo tem à ver com tudo. Somos o que somos, porque somos o que somos! Mas a religiosidade falsa,  insiste em entranhar na vida de pessoas piedosas e corrompe-las, ou pessoas que deveriam ser piedosas não tomam os devidos cuidados e se misturam com conceitos errôneos e afundam suas vidas em ruínas. O apóstolo Paulo disse algo ao seu discípulo Timóteo, o advertindo que é muito bom para efeito de comparação aqui nesse caso de Jacó e Esaú e na vida cristã que vivemos em comunidades de fé. “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Tm 3.5). Esse texto na versão NTLH diz da seguinte forma: “parecerão ser seguidores da nossa religião, mas com as suas ações negarão o verdadeiro poder dela. Fique longe dessa gente!” A conversa entre os irmãos lá no quintal, parecia ser conversa de gente de bem, pessoas tementes a Deus e comprometidas com a verdade, a justiça e as alianças com Deus. Jacó fez uma proposta de compra de algo que Deus lhe daria pelos meios corretos; Esaú se dispôs a vender algo que não poderia ser tratado assim e demonstrou desprezo por valores que nem fazia questão de entender. Jacó pediu garantias de que ele não voltaria atrás depois e ele jurou de “pés juntos” que estava vendido e entregue; palavra de homem, com juramento diante de Deus. Nós conhecemos o futuro dessa história e sabemos que ele não agiu como alguém que havia vendido sob juramento. Gente, não é porque “parece,” que é verdade! Nem todos os que se apresentam como piedosos, tementes, são de fato, aquela aparência prevalece enquanto os ventos forem favoráveis. Há uma enorme diferença entre APARENCIA DE PIEDADE e a EFICÁCIA DELA.

 

Pai obrigado pela tua verdade e o teu caráter santo, justo e verdadeiro. Em Cristo, sempre podemos confiar. Na tua Palavra sempre podemos nos abrigar, alimentar e encontrar descanso para nossa alma. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Para Que Serve Isso?

Meditação do dia 16/05/2019 

 “E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura?(Gn 25.32)

 Para que serve isso? – Li sobre um morador de rua, nos Estados Unidos, que era muito conhecido nas redondezas, onde perambulava e certo dia foi encontrado sem vida no beco onde dormia em meio aqueles papelões. As autoridades vieram e levaram o corpo e entre os pertences pessoais, havia um cinturão largo que ele usava por muitos anos e até o distinguia. Para surpresa geral, descobriu-se que esse cinturão estava recheado de notas altas de dólares; uma quantia tal que ele poderia ter vivido em excelentes condições por muitos anos. Mas para ele era apenas um cinturão e sua única utilidade era cingir a roupa. Também já ouvi de uma senhora pobre que utilizava uma pedra para escorar a porta do seu barraco e depois alguém perito, descobriu que era na verdade uma enorme pepita de diamante. Para ela era só uma pedra e a única utilidade era mesmo escorar a porta. Estamos dizendo que o conceito de “tesouro, ou algo valioso” depende do conhecimento de quem possui. Foi assim com Esaú, que não via nenhuma utilidade em ser primogênito, já que estava com muita fome e comer era mais importante do que ser ou não mais velho ou mais novo entre dois irmãos. O que era descartável para
Esaú, era o objeto de desejo e realização de Jacó. Que valor as coisas espirituais tem para mim, para você? Os dons e oportunidades que nos são dadas, com que grau de preciosidade nos encaramos isso? Os dois filhos de Isaque foram instruídos quanto as alianças com Deus e o valor delas para a posteridade; Jacó assimilou o conceito de construir algo grande, maior do que ele, com alcance muito além dele e dos seus dias. Pela fé ele poderia vislumbrar os acontecimentos contidos na promessa e assim trabalhar com satisfação e ambição por fazer aquilo acontecer, mesmo que ele nos seus dias não desfrutaria dessa plenitude. Ele entendia que estou fazendo coisas para além do seu tempo e para a eternidade. Ele podia contemplar reis, profetas, sacerdotes, multidões de pessoas abençoadas e abençoadoras fazendo o conhecimento do Deus único e verdadeiro alcançar todas as famílias da terra, como prometido a Abraão. Esaú só pensava no seu estômago rocando de fome, e se não comesse agora, não tinha mais salvação e nem futuro. Me faz lembrar uma citação do Apóstolo Paulo, sobre os povos de Creta, citados por um poeta nativo e ele lembrava Tito desses fatos: “Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos. Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé” (Tt 1.12,13). Pessoas cheias de maus hábitos, costumes e vícios e quando o evangelho chega, eles se convertem e senão forem doutrinados, querem ser cristãos, seguidores de Jesus, com toda a bagagem velha com a qual estão acostumados. Paulo disse que precisavam ser repreendidos severamente para que se tornassem sãos na fé. O Evangelho que não transforma, não é o Evangelho de Cristo! Precisamos incentivar os irmãos a verem e reconhecer os verdadeiros valores da fé e da vida espiritual em Deus. Para que serve a oração? Para que serve o Jejum? Para que serve o perdão? Para que serve a generosidade? Para que serve a fidelidade, a perseverança…? Isso tem algum valor, qual, quanto?

 

Senhor abra os nossos entendimentos para que tenhamos verdadeiros discernimentos entre o bom e o melhor, entre o certo e o aceitável. Permita que cresçamos dia a dia e adotemos valores de adultos na fé. Agradecemos essa ajuda, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Vende-se

Meditação do dia 15/05/2019 

 “Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura.(Gn 25.31)

 Vende-se – O comércio é tão antigo quanto a própria civilização humana. O intercambio comercial faz parte dos relacionamentos da vida. E a regra básica é que havendo procura, haverá oferta e isso regula os preços. É a lei de mercado. Com todas as possibilidades que isso proporciona, vem também a condição de se comprar mal, desperdiçar ou investir em superfluidades. O profeta Isaías fez uma chamada em nome do Senhor, para que as pessoas pensassem no que investem. “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura” (Is 55.1,2). Nem tudo está à venda e nem tudo pode ser comprado, embora os homens insistam em querer provar o contrário. Algo sagrado, tem um valor muito alto, mas não pode ter um preço. Um exemplo disso é o valor atribuído por Deus a uma pessoa. “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mt 16.26). a resposta divina para isso é que uma vida só pode ser trocada por outra vida, e foi o que Jesus fez na cruz, por cada um de nós. a versão de Pedro sobre isso é bem clara: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,” (I Pe 1.18,19). Na história de Esaú e Jacó, o que apareceu foi o oportunismo de um e a vulgaridade do outro que não demonstrou nenhum apreço, respeito ou valor por algo imaterial, mas que valia muito. Como criacionistas, adoradores do Deus Altíssimo, entendemos que toda pessoa foi criada para um propósito todo especial, artesanalmente projetado e planejado para ele. Vem com um kit de dons, talentos, habilidades e oportunidades únicas que o distingue de todos os demais seres na face da terra, nos seus dias e em todos os tempos; assim, na coleção de Deus não tem figurinha repetida e todas são especiais a seu modo e tempo. Se nascem gêmeos ou trigêmeos ou até outras possibilidades de variações de número, ainda assim, acreditamos que até a ordem de nascimento, está dentro de um planejamento maior e proposital de Deus. Esaú não compreendia assim e não fazia questão de compreender. Ele era focado no agora, no que me satisfaz no momento e no que posso ver e sentir. Foi assim, que Jacó fez a proposta de comprar algo que não se vende e não existe para ser comprado. As pessoas nascem assim, e não é um documento, um acordo ou manobra que mudará isso. Para Esaú, tudo tinha um preço e qualquer coisa poderia ser vendido e ele se vendeu. É com horror que contemplamos vendas de bêbês, por pais, juízes, gangs; venda de vaga no vestibular e nos cursos superiores; venda de certificados e diplomas de cursos que nunca foram feitos; venda de políticos, de favores, de posições e até venda de igrejas com porteira fechada, templo, móveis, membros e tudo! Outros se vendem por status social, por momentos de fama, para não assumirem seus erros ou assumindo erros de outros em troca de… por quantos anos a igreja oficial vendeu indulgencias, relíquias, e as versões disso ainda circulam nos arraiais cristãos e não cristãos. Pensemos sobre o que aceitamos comercializar, que valor tem para nós a plaquinha “VENDE-SE”.

 

Senhor, eis-nos aqui, diante daquele que tem todo o poder, todos os recursos e mesmo assim pagou um preço muito alto para ter de volta aquilo que tanto amava, eu, nós, a humanidade, vendida ao pecado e escravizada. Bendito seja a obra de Cristo na cruz que nos resgatou e nos trouxe para a liberdade dos filhos de Deus. Somos gratos, imensamente gratos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Guisado Vermelho

Meditação do dia 14/05/2019 

 “E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom.(Gn 25.30)

 O Guisado Vermelho – A turma da saúde alimentar defende que a pessoa é aquilo que ela come. Nada contra, nem à favor, muito pelo contrário. Mas a história também revela que muitas pessoas ganharam apelidos que os acompanharam pelo resto de suas vidas e alguns por gerações, por alguma relação com alguma comida. Conheci alguém que em tom de brincadeira, apostou com um amigo sobre quem comia mais doce, mais especificamente marmelada, naqueles tempos que elas vinham em caixinhas de madeira de meio quilo por unidade. Meu amigo, após a terceira, pediu mais uma e o amigo dele disse não e justificou: perco a aposta e pago o que comemos, mas você ficará com apelido de “quilo e meio.” Essa história gerou futuramente brigas, intrigas, lesão corporal, processo na justiça, condenação e multa e os danos foram muitos. Tudo por um quilo e meio de marmelada. Os torcedores paulistanos provocavam os torcedores santitas, perguntando se não haviam trazido peixe da baixada. Com o tempo a zoação se tornou o símbolo do clube praiano e não é mais ofensa; O porco com o Palmeiras veio pelo mesmo caminho. Em Natal, no RN, os torcedores do América criticavam os rivais do ABC por deixarem muito lixo e frascos nos estádios e diziam que se um dia eles viessem a ter o seu próprio estádio, o nome certamente seria “Frasqueirão.” Dito é feito, hoje ele tem um belo estádio e Parnamirim, e conhecido como queriam os adversários: Frasqueirão. Provavelmente muitos de vocês conhecem histórias semelhantes a essas, onde alguém acabou incorporando uma identidade, por uma situação do dia a dia. Pois bem, aquele ensopado saboroso, chegado no coloral, bem vermelhinho que Jacó fizera, produziu isso e mais um pouco na vida de Esaú. Ele comprou caro, comeu bem e quem sabe até derramou caldo pela barba e as vestes que ficaram vermelhas e isso lhe valeu o nome de Edom, que significa vermelho e essa característica o acompanhou por toda a sua vida e além dela, por seus descendentes vieram a se tornar uma nação como profetizado para Rebeca e ficou conhecido como o povo de Edom – e rivais de Israel por todos os seus dias de existência. Que escolhas fazemos que podem nos marcar, a princípio por mera brincadeira entre amigos e depois como marca distintiva e finalmente como traço de caráter? Como as pessoas nos observam o tempo todo e como figuras públicas estamos expostos, precisamos cuidar não só da nossa imagem pessoal, mas especialmente do testemunho do nome de Jesus e do Reino de Deus, que está diretamente associado a nós.

 

Pai, obrigado por nos permitir levar o teu nome e representar a tua graça diante dos homens que carecem da tua bondade e misericórdia. Pedimos corações sábios e decisões maduras e saudáveis para que sejas sempre honrado e glorificado através de nossas vidas e testemunhos. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason