A Hora de Raquel Chegou

Meditação do dia: 27/02/2020

E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre. (Gn 30.22)

A Hora de Raquel Chegou – Deus se lembrar é uma figura de linguagem, pois o Eterno não se esquece, Ele não se descuida e não deixa de estar atento aos acontecimentos de nossas vidas, do contrário, não seria Deus. Estava chegando a hora e a vez de Raquel ser mãe. O fato dela ser estéril não afeta em nada os projetos de Deus, pois Sara, a primeira matriarca passou por isso até aos noventa anos, quando Isaque nasceu; Rebeca, a esposa de Isaque esteve casada por vinte anos na mesma condição e quando chegou a sua vez, eram gêmeos, Jacó e Esaú. Agora era a vez da experiência de Jacó e sua amada esposa, que vinham lutando a um bom tempo. Para Jacó estava um tanto mais confortável, pois Lia já lhe dera seis filhos e uma filha. O que podemos aprender com experiências tais como estas? Desistir não faz parte da jornada de fé do povo de Deus! Então o caminho aponta para frente, prosseguir e perseverar até que as promessas se realizem. Ao observarmos o texto, vemos que Deus ouviu a voz de
Raquel; se ouviu é porque ela estava falando, ela estava orando e insistindo na busca por uma bênção que lhe traria satisfação interior e realização de seu papel de esposa e mãe. Todos sabemos a importância da oração, na concretização dos projetos que estão em nossas mãos. Precisamos trabalhar e nos esforçar como se tudo dependesse de nós, ao mesmo tempo que temos orar e buscar intensamente a Deus como se tudo dependesse só dele. Somos parceiros de Deus na tarefa de criação, e desde o início, já ao primeiro casal, ele abençoou e ordenou que se multiplicasse. A capacidade biológica de gerar é humana, mas quando fatores alheios à nossa vontade aparecem e interferem no processo, uma das alternativas é orar buscar em Deus as respostas. Em algumas situações, até foge ao controle e a capacidade clínica de ajuda através das ciências médicas e especialmente nós, filhos de Deus, temos o recurso da oração e da busca do favor divino. A mãe do profeta Samuel, foi uma guerreiras em oração por um filho e também tinha a concorrência de uma rival, que a fazia sofrer pela sua condição, ainda que amada e apreciada pelo marido.
Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente (I Sm 1.10). Acreditamos sem sombra de dúvidas, de que a vida de oração e a intensidade que se atribui a uma busca sincera e específica, se torna determinante para a resposta da oração. O profeta Jeremias disse: Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jr 29.12,13). As orações dessas pessoas, passam da normalidade para o clamor intenso e depois para súplica fervorosa e culmina numa atividade intensa de fervor, desespero fértil e quebrantamento de alma, disposto ao auto sacrifício, em busca de um resultado que não pode ser outro senão a resposta positiva. Os maiores exemplos bíblicas nessa área resultaram em filhos que foram marcantes na história do povo de Deus e que fizeram a diferença nos seus tempos. Isaque, Jacó, José, Sansão, João Batista entre outros claros exemplos de reversão de situação pela oração. Mas isso não se aplica unicamente a mulheres e homens desejando filhos; a idéia ou princípio da concepção é válida para todas as experiências onde a fé vai em busca e de encontro ao seu milagre. Aquilo que parece natural, aceitável e que pode ser procrastinado, não é reconhecido pela fé criativa de quem está disposto a pagar um preço diante de Deus em oração para modificar o seu prognóstico. Raquel foi abençoada e sua madre foi aberta e ela pode conceber e gerar um filho, porque também lutou por isso, crendo até mesmo contra as esperanças, até a vitória definitiva.

Pai, nós cremos que o Senhor não falha e não deixa envergonhado aqueles que colocam fé em ti e nas tuas promessas. Abençoados sejam os que reagem positivamente em oração e buscam em ti a resposta para seus problemas e suas dificuldades. Quando a resposta chega, ela de fato abençoa e faz valer a pena toda a busca e a experiência de aprender contigo. Oramos por perseverança e fé, mesmos que os sinais não apareçam, o Senhor é a fonte da nossa confiança. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Guerra das Mandrágoras

Meditação do dia: 26/02/2020

E foi Rúben nos dias da ceifa do trigo, e achou mandrágoras no campo. E trouxe-as a Lia sua mãe. Então disse Raquel a Lia: Ora dá-me das mandrágoras de teu filho.(Gn 30.14)

A Guerra das Mandrágoras – Volta e meia o universo bíblico apresenta algumas curiosidades que cruzam a fronteira do conhecimento humano natural e entra para o místico e deixa muita gente de cabelo em pé. Certamente todos os leitores primários da Bíblia quando deparam com essa passagem ficam imaginando coisas, o que será que não está dito claramente, mas que desperta a curiosidade, isso sem dúvida é fato. mandrágora é uma planta, uma espécie de arbusto, que produz uma flor em forma de sino e um fruto amarelo, carnoso e aromático, podendo até chegar a ser tóxico. Suas raízes são bulbosas e assemelha-se a um feto humano. Daí a facilidade dele ter entrado na lista mística e da superstição humana. Seus frutos eram tidos como contendo propriedades afrodisíacas e ainda, que essa planta tinha o poder de curar a esterilidade das mulheres. Os árabes antigos a chamavam de “maçãs do diabo” por causa dessas qualidades afrodisíacas. Muito bem, agora dá para ter uma noção, porque as duas irmãs Raquel e Lia, partiram para a briga devido as mandrágora que Rubem, o primogênito de Jacó e Lia, encontrara no campo. A esta altura do campeonato, Lia tinha quatro filhos e a serva de Raquel lhe dera dois filhos; ela mesma não tinha nenhum. Lembrando que estamos lendo a história de duas mulheres do Oriente médio antigo, que embora tivessem certo conhecimento de Deus e estivessem casadas com Jacó, um homem mais comprometido com Deus e com as alianças, elas não eram “evangélicas” e “puritanas” tais quais fervilha a imaginação das pessoas ao lerem as paginas da Bíblia. Qualquer uma delas e das mulheres de sua época, estariam dispostas a fazerem o que fosse necessário para superar o estigma da esterilidade, que era quase que uma maldição e motivo de desprezo e solidão. Raquel vinha lutando com sua irmã, numa competição desleal, pois Lia se casara com o noivo dela e já tinha quatro filhos; ela estava tentando contornar a situação através do concubinato e de repente o sobrinho mais velho aparece com a “planta mágica” que poderia acabar com todos os seus problemas. Eu não sei se acredito, mas elas acreditavam, tanto é que o tempo fechou entre elas. Ao pedir umas frutas para a irmã, ela foi recebida como uma proposta indecente: “Você já tomou meu marido e agora quer se dar bem com as Mandrágoras do meu filho?!” Elas levavam a coisa tão à serio, que Raquel propôs “alugar o marido” tendo como pagamento algumas daquelas frutas e Lia aceitou. Oh! Frutinha cara! Lia se deu bem, pois com esse aluguel ela veio a ter mais dois filhos. O que era ruim para Raquel, ficou mais tenso ainda, pois Lia se firmara ainda mais na disputa com seis filhos e uma filha. Amados, olhando as coisas comparativamente, muitos de nós aqui, seríamos Raquel, outros seriam Lia e ainda outros Jacó e até mesmo Rubem. Cada um dentro de seu contexto tem suas necessidades e suas carências e todos estão dentro de um plano e projeto maior no qual também a mão de Deus está operando. Quantas pessoas cristãs passam por crises e se sentem sozinhos, desesperados e eis que surge uma luz e ele percebe que nunca esteve só, nunca fora desamparado e que o amor e o cuidado de Deus o acompanhou o tempo todo em meio às provas e dificuldades, e justamente por esse cuidado amoroso, foi que ele acabou vencendo. Quantas tragédias se tornam oportunidades de virar o jogo e começar tudo de forma diferente, que de outra forma nunca seria feito. Podemos até pensar que duas mulheres adultas, casadas, servas de Deus não deveriam brigar por “frutinhas” que o filho de uma achou no campo; mas identificar com os outros em seus sofrimentos e experiências, ajuda-nos a entender que somos dependentes da graça divina, para responder anseios que não entendemos e não temos respostas prontas. As irmãs e casais que amam a Jesus e lutam pela bênção de ter seus filhos e travam uma batalha contra a infertilidade ou males que inibem a possibilidade de gerar naturalmente, merecem a nossa solidariedade e apoio em oração e amor. São lutas verdadeiras, aquilo é significativo para elas.

Senhor, nós oramos a ti, porque queremos estar perfeitamente encaixados no propósito que tens para cada um de nós e muitos travam verdadeiras batalhas para chegarem aonde está a bênção e a realização deles. Filhos que farão a diferença num mundo e numa época determinada pelo Senhor. Não sabemos muito e nem temos uma visão perfeita do futuro, senão pela fé, na fidelidade daquele que nos chamou e nos outorgou ministérios e comissões de transformar um mundo insólito. Oramos hoje, fortalecendo as mãos de todos os que lutam pela promessa de um filho que lhes traga conforto e consolo, mas também que venha ter significado para o reino de Deus, como foi com os filhos que Raquel veio a ter depois de tantas lutas e batalhas. Abençoamos as vidas que perseveram em fé, adoração, gratidão e louvor o tempo todo, se fortalecendo em Deus, quando tudo está dizendo o contrário. Em nome de Jesus, ministrando fertilidade poderosa de Deus para essas vidas e queremos ver os sonhos se materializando em seus braços e tirando sorrisos de nossos lábios e louvores ao nosso Deus, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Grandes Lutas

Meditação do dia: 25/02/2020

 Então disse Raquel: Com grandes lutas tenho lutado com minha irmã; também venci; e chamou-lhe Naftali. (Gn 30.8)

Grandes Lutas – Uma caminhada, uma jornada, uma batalha, uma corrida, uma vida! Essas e muitas outras são figuras alegóricas muito utilizadas para comparar com a vida cristã. Ou até uma combinação de diversos desses fatores. Algo muito importante nisso tudo é que são experiências muito pessoais, e aquilo que é determinante para um, não é necessariamente para outros. O que tem um grande peso para um, não faz diferença para outros. O contexto da vida de cada um determina os pesos. Estou lendo um livro sobre tomada de decisões e a certo altura ele faz uma comparação com aspectos da vida alemã com a vida americana. No natal, os alemães gostam muito de enfeitar a arvore de natal com velas acesas, isso é uma tradição eles apreciam muito. Os americanos que também apreciam o natal, acham insano, alguém enfeitar a árvore com velas acesas. Isso é irresponsável, pois pode incendiar a casa toda. Eles tem pavor dessa idéia. Acontece que quase a totalidade das casas dos alemães são de pedra ou alvenaria, portanto a possibilidade de incêndio é mínima; já a casa dos americanos é basicamente de madeira e revestimentos inflamáveis, portanto a chance de incêndio é enorme. Os americanos gostam demais de armas e as tem aos montes e os filhos ainda adolescentes já ganham armas de grosso calibre e aprendem a atirar e caçar. Os alemães tem pavor de armas, e acham insano alguém tem armas em casa e é muito irresponsável presentear um garoto adolescente com um rifle de grosso calibre. A lógica em cada um dessas culturas tem motivos diferentes. Há cristãos que vivem dizendo que estão em luta, passando por lutas, mas sai de uma já vem outra. Outros entendem que as lutas fazem parte das experiências da vida cristã, mas podemos aprender com elas e adotar os mecanismos de vitória que as Escrituras fornecem; assim podemos nos concentrar mais no aprendizado do que nas lutas em si. O apóstolo Paulo nos ensinou que: Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. (Ef 6.12). Sendo seres espirituais, lidando com a fé e a comunhão com Deus, isso se dá a nível espiritual; estamos servindo e trabalhando pela grandeza de um reino que é espiritual e como tal são as adversidades que encontramos, e assim também as armas que devemos utilizar deverão ser espirituais e poderosas em Deus. Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.
Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo
(2 Co 10.3-5). Raquel considerava que estava travando grandes lutas contra sua irmã. Isso não é verdade, ainda que as duas fossem esposas rivais pela atenção e afeição de Jacó, as duas  estava na condição de progenitoras das nação de Israel e a nação seria composta de doze tribos e formariam uma unidade. Tirar os olhos do verdadeiro inimigo é facilitar a queda e cometer arbitrariedades. Isso nos faz lembrar Dom Quixote, lutando com os moinhos de vento, como se fossem inimigos reais. Deus é poderoso para nos sustentar e nos dar vitória, mas precisamos saber com quem de fato devemos lutar. Não somos nós que determinamos os nossos adversários. Lutamos por justiça e verdade.

Senhor, obrigado por nos instruir e nos aconselhar para enfrentarmos as batalhas nossas de cada dia. Iniciamos já certos de que maior é aquele que está conosco do que aquele que está contra nós. vivemos, lutamos e vencemos pela fé em Cristo. Pedimos sabedoria e discernimento para prevalecermos em justiça e fé. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Raquel e Bila

Meditação do dia: 24/02/2020

 E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; coabita com ela, para que dê à luz sobre meus joelhos, e eu assim receba filhos por ela. (Gn 30.3)

Raquel e Bila – Ao propor meditar na Palavra de Deus, seguindo a vida e a história de uma pessoa a cada vez, acabamos por nos deparar com assuntos, que deveria ficar quietos, ou não ser mencionando, porque podem ser esquisitos, polêmicos ou até agressivos. Mas pensando bem, porque Deus permitiria o registro de tais passagens das vidas de servos comprometidos, se elas não tivesse propósitos para se cumprirem e verdades a serem ensinadas? Concordo, que com a nossa cabecinha ocidental, sentimos muito desconforto com temos como escravidão, bigamia, concumbinato e outros parecidos. Mas a narrativa fiel não seria de fato fiel se omitisse essas histórias e nos passasse uma falsa segurança de que as coisas não são como são. Embora seja um assunto tabu, com o qual temos pouca familiaridade, mas era comum e um mecanismo aceito socialmente para dirimir necessidades e demandas daqueles tempos. Quando uma homem estava casado e a sua esposa não podia gerar filhos e herdeiros, eles tinham esse mecanismo, de lançar mão de uma serva ou escrava da família, que era meramente uma propriedade, e ela era dada ao marido para que viesse a ter filhos; e esses filhos eram tidos e contados como filhos legítimos do casal. Abraão fez uso disso  com Agar e aqui vemos Raquel também promovendo o concubinato para que ela viesse a ter filhos. Quando olhamos para a situação do ponto de vista espiritual, encontramos os mecanismos humanos, improvisando soluções espirituais, muitas vezes sem nem mesmo consultar a Deus ou ter esgotado todos os recursos. Veja que anos mais tarde Raquel veio a se tornar mãe de José e Benjamim. Como os homens não tem muito acesso ao futuro, eles concluem por iniciativa própria que já é hora de tomar uma decisão e fazer alguma, antes que seja tarde demais. Tanto Abraão e Sara quanto Jacó e Raquel, viram depois que Deus tinha plena noção do tempo e os meios para fazer o milagre acontecer. Não posso dizer que isso não aconteceu só com nossos patriarcas, mas em tantas outras situações, nos lançamos em busca de alternativas, que nem sempre são o ideal, mas que nos parece o melhor caminho. O fato também dos arranjos sociais serem perfeitamente aceitos e aprovados, não significa que é o padrão adotado por Deus em situações difíceis, porque par Deus não existe impossíveis. Antes de dar um jeitinho, vamos buscar mais orientações e aconselhamentos com pessoas idôneas e maduras que possam nos ajudar a ver a vontade de Deus. Há coisas que são moral e legalmente aceitos, mas espiritualmente reprovadas; e cabe ao povo de Deus discernir qual a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Senhor, obrigado por ser perfeito e santo em todas as tuas obras. Obrigado por revelar a sua vontade a todos aqueles que buscam conhecer, amar e servir com excelência. Somos gratos pelas possibilidades de vivermos o melhor do Senhor em nossas vidas. Não queremos só a aprovação dos homens e da sociedade, nosso compromisso maior é com o Eterno, o Todo Poderoso, o Altíssimo, agradar ao Senhor, nos interessa e muito. Oramos pedindo sabedoria e graça, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Ação e Reação

Meditação do dia: 23/02/2020

 Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel, e disse: Estou eu no lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre?(Gn 30.2)

Ação e Reação – Salomão escreveu que A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira (Pv 15.1). Raquel teve um surto intempestivo de raiva, ira, ciúmes, frustração e humilhação tudo junto e misturado que culminou num ataque de fúria contra o marido que até então estava sem saber de tudo que se passava nela. A pressão social exercida sobre ela, e a própria avaliação dela sobre sua condição de infertilidade, a levou a uma situação de estresse total. Ela veio derramar tudo aquilo através de um pedido desesperado por uma solução rápida e definitiva: “Quero ter filhos, senão eu morro!” Aqui tem mais coisas do que aparentemente percebemos, porque a reação dela externamente refletia o caos interno em que ela vinha vivendo nos últimos tempos. Toda ação produz uma reação igual e contrária, preconiza a terceira Lei de Newton. Nas palavras de Salomão, palavras brandas, afasta a ira, tanto de quem fala, quanto de quem ouve ou recebe; palavras duras, ríspidas, suscita a ira, também dos dois lados da comunicação. O nosso casal vinte, se viu numa discussão acalorada, por uma exigência até certo ponto descabida de Raquel e uma resposta exasperada de Jacó, que não se via no controle da situação e muito menos estava ao seu alcance resolver. Do ponto de vista dele, ter filhos era seu grande sonho, sua realização e ainda mais com ela, mas isso estava sob os cuidados de Deus que lhe prometera filhos e de todo a situação dele já estava bem encaminhada, pois já tinha quatro filhos, o que era o dobro do que seu pai tivera e quatro vezes mais do que seu avô. Mas relacionamento conjugal não sobrevive só porque os cálculos e as contas fazem sentido. Somos pessoas e somos completos com espírito, alma e corpo e todos precisam estar bem e em harmonia, a vida emocional é tão importante quanto a vida espiritual e a biológica. Construir relações saudáveis é uma experiência na qual precisamos crescer. Vimos que embora Jacó amasse Raquel e ela o amasse também e juntos superassem muitas lutas e adversidades, de repente se viram num momento de desgaste e conflitos, provocando ira e indignação. Irar não é pecado, Irai-vos, e não pequeis (Ef 4.27); mas o que fazemos quando estamos irados pode sim, se constituir em coisas ruins e danos a vida espiritual e à comunhão com Deus. A incapacidade de se controlar num momento de acesso de raiva, pode levar a pessoa a falar o que não gostaria, não precisaria e não deveria. Também pode produzir ações violentas e perda de controle sobre si e pode terminar em tragédia. Uma sugestão, é que não aja, não reaja sob efeito da ira! Não fale nada, não se mexa, não pegue objeto nenhum e não desconte em nada! Ore em sua mente e seu coração! Engula e se auto controle, chore se preciso for, mas não vá tirar satisfação, não intimide o outro e é preferível arcar com o prejuízo e dano à sua reputação por não fazer nada, do que por fazer algo impensado e que não se pode mais consertar ou voltar atrás. Entre Jacó e Raquel ficou tudo bem! E esse é o modelo e o exemplo que queremos, mas sabemos de muitos finais diferentes desse, que não desejamos para ninguém.

Senhor, obrigado pelas lições que a vida cristã e a história do povo de Deus nos aponta para guiar as nossas ações e atitudes. Queremos louvor ao Senhor com tudo o que somos e com tudo que fazemos, e para isso precisamos muito da ajuda do Espírito Santo para nos guiar em toda a verdade e nos auxiliar no autocontrole pessoal. Queremos cultivar atitudes de perdão e reconciliação, ao mesmo tempo que desejamos compreender as pessoas em suas dificuldades. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Pressão Por Resultados

Meditação do dia: 22/02/2020

 Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, se não morro. (Gn 30.1)

Pressão Por Resultados – Escolhi esse título por entender que isso identificaria mais pessoas com o drama de Raquel. Cada um a sua modo e a seu tempo enfrenta sua realidade que pressiona por resultados. As crianças se sentem pressionadas a crescer, depois para arrumarem um amor e depois para casar e depois para ter filhos e depois para ter netos; em relação à carreira profissional é exatamente a mesma coisa; quem é vocacionado, sente na pele tal qual em outras áreas da vida. Nossa querida Raquel, que no começo da narrativa de sua história tudo parecia que se encaminharia do modo mais fácil e natural, vencendo até mesmo os obstáculos mais comuns para as moças do seu tempo. Do dia do seu casamento em diante a sua vida tomou outros contornos e foram aumentando e de uma aparente chuva suave e calma, foi se tornando uma tempestade com enchentes caudalosas e que começava a ameaçar muita coisa. Sua irmã que também tinha dificuldades de gerar filhos, já tinha agora quatro filhos, o que nos leva a entender que o dilema já durava no mínimo mais de cinco anos. Quem pensava que a irmã ficaria para titia, estava agora nesse condição e para aquela época, uma mulher não poder gerar filhos, acarretaria uma pressão imensa sobre ela e sendo que a rival era a irmã, a familiaridade facilita o deboche e os insultos velados. Poderíamos lidar aqui, com várias vertentes de sub temas, como: não gerar filhos – a inveja entre irmãs – pressão sobre o marido – depressão e desejo de morrer ou ameaças de suicídio. Quando olho uma expresso tal qual a que Raquel fez uso na conversa-desabafo com Jacó “me dá filhos se não morro;” eu olho como inicialmente uma força de expressão intensa, de que a pressão está grande; por outro lado, ela se viu tão diminuída, que até para imaginar ela frente a frente com o marido que ia entrando em casa e ela todo agitada, nervosa, surtando, balançando as mãos, a cabeça e dizendo aos gritos: “Me dá filhos se não morro!!! Eu não aguento mais!!!” Jacó não deve entendido nada, como a maioria dos maridos, nem sabe do que está acontecendo… “deu a louca nessa mulher!? É ela que tem que me dar filhos e vem para cima de mim, como se fosse eu a causa do problema!” Amados, não brinquem com a auto estima de outras pessoas que estão em situação de fragilidade; por dentro, não se pode ver o que se passa com a pessoa. O que mais vemos são pessoas oferecendo respostas simplistas para situações complexas. Casais que nunca conversaram abertamente sobre determinados assuntos, achando que todos sabem como as coisas são! O cônjuge tem tudo, falta o que? Nossa relação está ótima! Nossa comunicação é em alto nível! Eu ou o outro não ligamos para isso… quando a verdade está muito longe disso. Problemas não surgem para serem engavetados para que o tempo resolva. Brechas, rachaduras, começam com um pequeno impacto e surge uma fenda quase que imperceptível, mas a falta de cuidado e atenção minam até as melhores e mais seguras estruturas. Lembram das barragens de rejeitos da Mineradora Vale? Mariana, Brumadinho, etc. acúmulos e descaso se tornam tragédias anunciadas. Por que uma mulher bonita, bem casada, com o amor da sua vida, vivendo próximo aos familiares, participante de uma aliança maravilhosa com Deus, vendo o patrimônio e a família crescendo, de repente surta e diz que quer morrer? Já perceberam que ninguém, nem mesmo os cristãos são e estão imunes aos problemas da vida? Mesmo tendo melhores e meios de soluções, ainda assim precisamos prestar atenção aos sintomas e sinais. Até bem pouco tempo ninguém levava à sério a depressão, até que virou epidemia e atingiu até crianças, agora se reconhece como estado de saúde. Separação de casais, divórcio, suicídio eram assuntos distantes para o público evangélico, agora não mais! Cuide-se! Cuide de quem você ama e dê a devida atenção enquanto não se tornou tarde demais e caro demais ou irrecuperável.

Senhor, sabemos que não sabemos muito e que o Senhor conhece todas as coisas e tem os meios de ajuda e socorro. Nossa oração e intercessão hoje é para aqueles que se encontram numa situação em que não imaginavam ser possível, mas que de repente são atingidos e não sabem o que fazer. Pedimos sabedoria e graça, para que possam discernir que são amados e aceitos por ti, e que também o Corpo de Cristo pode ajudar e apoiar. Abençoa, ó Pai, esses corações e guia-os até as soluções definitivas. Pedimos cura e saúde para todos, no nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Raquel Era Estéril

Meditação do dia: 21/02/2020

 “Vendo, pois, o Senhor que Lia era desprezada, abriu a sua madre; porém Raquel era estéril.(Gn 29.31)

Raquel Era Estéril – Com o passar do tempo, as coisas mudam, os valores mudam e aquilo que era apreciado passa a ser depreciado; aquilo que era rejeitado passa a ser acolhido e valorizado. A vida da sociedade vive de ciclos, e em cada etapa algo aparece e depois desaparece e como disse Salomão, O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós (Ec 1.9,10). Incluo aqui, a fertilidade humana – ter muitos filhos até a pouco tempo era sinal de bênção, saúde, era privilégio, causava inveja em quem não podia ter ou tinha poucos. Estamos vivendo dias em que isso não é mais desejado, ao contrário, é recusado, ter filhos já é considerado um estorvo para a carreira profissional, realização pessoal, fora o custo financeiro. Até casais cristãos, e solteiros cristãos estão cultivando essas idéias e dizem estarem preocupados em construir um mundo melhor – mais vai deixar esse mundo melhor para quem? Para que? Isso contraria os propósitos divinos para a vida de todos. Não estou fazendo apologia a encher a casa de crianças e agir sem responsabilidades. A vida no sentido biológico, procura realizar sua maior vocação, que é a reprodução de sua espécie, para assim continuar existindo. Mas hoje vamos falar de situações que Raquel teve que enfrentar na sua vida e que os filhos de Deus e seus ministérios passam por experiências semelhantes e precisamos saber como agir, com base na experiência de quem foi vencedor. Raquel descobriu que era estéril e isso para aquela época era algo muito triste para uma mulher e sua família. Gerar filhos fazia parte das bênçãos de pessoais e familiares. Ela se casara com um homem diferente dos demais, pois ele existia para cumprir uma chamada divina, de gerar filhos que se tornariam uma grande nação. Ele tinha uma aliança pessoal com Deus, assim como seu pai antes dele e o avó, também. Não se tratava de uma convicção fanática ou idéia obsessiva de alguém com mania de grandeza e poder. A tia dela, Rebeca, fora buscada para fazer parte dessa aliança e também lutara contra a esterilidade e por fim, em resposta de orações, veio a ter dois filhos, e um era exatamente o marido de Raquel. A expectativa dela era de ter filhos com o homem que ela amava, pois isso contribuiria para a promessa de Deus da qual ela agora também fazia parte. Não gerar filhos abriria uma porta favorável a possibilidade de uma outra esposa consorte, que na verdade já estava de posse desse direito, sua irmã mais velha, que também estava lutando sua própria batalha para ter filhos e legitimar seus direitos como esposa. É bom entendermos, que se por um lado elas tinham obstáculos de ordem física e biológica, para gerar filhos, Jacó tinha fé e a promessa de Deus, de que ele voltaria para Canaã com muitos filhos. Aqui está a vida real querendo contradizer as promessas de Deus. As dificuldades para se realizar coisas boas sempre existiram e sempre existirão. Não era só esterilidade física e biológica tentando atrapalhar a vida de Jacó e sua família. Por trás dessa cortina de “coisas naturais” estava os planos de alguém querendo frustrar os planos de Deus para a vinda do Messias, o Cristo. Se aquela era a linhagem da promessa, seria dali que surgiria aquele que esmagaria a cabeça da serpente. A aparente naturalidade de coisas, pode estar ocultando uma ação orquestrada do mal. Mas se o maligno tinha sua mão peluda naquilo, também havia a poderosa mão de Deus. Quem criou o homem e a mulher e os abençoou e deu-lhes o mandado cultural de crescer e se multiplicar, tem os meios de contornar problemas no percurso. Deus sempre tem a última palavra para nossas vidas! Não importam as decisões e declarações certeiras da ordem natural, pois um mover sobrenatural é capaz de reverter tudo. Os planos de Deus a existência de Israel como nação escolhida, passava pelo ventre estéril de Raquel, pois ela seria a mãe de José, que garantiria a sobrevivência de todos anos mais tarde no Egito. Eu não sei nada do futuro e não posso ver nada lá na frente, nem eu e nem você; mas sabemos que Deus está no controle da nossa história e de toda a história. Assim, dá até para ser fatalista e dizer: “O que tem de ser, será!” Faz com que a mulher estéril habite em casa, e seja alegre mãe de filhos. Louvai ao Senhor (Sl 113.9). Ele pode!

Senhor, nada e ninguém pode impedir o teu agir e o teu maravilhoso plano se concretizar. Dentro da tua perfeita vontade, todas as coisas são possíveis e mesmo com as nossas limitações, fazemos parte de algo muito maior do que nós mesmos e muito mais importante do que aparentemente compreendemos. Nossas fraquezas e limitações não são empecilhos diante de ti. Nos consagramos a permanecer disponíveis para sermos tudo aquilo para o qual fomos criados e assim teus propósitos se hão de cumprir em nós e através de nós; pois através da igreja a tua multiforme graça se revelará trazendo salvação e glória. Oramos em fé em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Raquel X Lia

Meditação do dia: 20/02/2020

 E possuiu também a Raquel, e amou também a Raquel mais do que a Lia e serviu com ele ainda outros sete anos. (Gn 29.30)

Raquel X Lia – Por que sempre alguém tem que ser contra alguma coisa? Uma boa pergunta, para ser respondida com precisão, necessita de enveredar por muitas informações e pesquisas, desde as ciências do comportamento humano, até as intrincadas teias da teologia. Para dizer que não falei das flores, tudo começou lá no Jardim do Éden, não com Eva e sua irmã, pois ela não tinha irmã; mas com o pecado que corrompeu as emoções e deteriorou as relações entre as pessoas. A desconfiança faz com que todos se tornem suspeitos e possíveis concorrentes ou mesmo rivais, quando não, inimigos. Já que nesta vida nada se cria, mas tudo se copia, Raquel por algum tempo da sua vida espelhava-se na mãe como figura feminina modelo, e na irmã mais velha, pois como todas as outras pessoas, “quando eu crescer, quero ser igual a você!” Como não temos elementos descritivos de traços das personalidades de Lia e Raquel, nem mesmo fragmentos, como temos de Labão, o pai delas; dele podemos deduzir com certeza, que era ambicioso, avarento, trapaceiro de mão cheia e tirar vantagens em benefício próprio era com ele mesmo. Mas das filhas, temos poucos diálogos e poucas informações, mas ainda assim podemos ler nas entrelinhas; se a cultura ou costume local não permitia que uma filha se casasse antes da mais velha, então podemos pensar que a Raquelzinha, encontrar um amor e ter uma proposta de casamento muito boa, não deve ter caído bem para Lia. Mesmo que durante sete anos do trabalho de Jacó em pagamento do dote, fosse muito tempo, não foi o suficiente para Lia arranjar um pretendente e se casar, liberando assim a irmã mais nova. Aqui pode estar um gatilho para o acirramento dos ânimos entre elas. Digamos, que um delas tivesse gênio forte e fosse pirracenta, ou provocativa? “Alguém vai ficar pra titia!!!” Se a outra replicasse: “sabia que se eu não casar, você também não! E saiba que eu não estou com pressa!” Não importa, a vida não é como a gente gostaria que fosse, ou como planejamos que seja; a vida é como ela é, e ponto. Resumindo: As duas se casaram. E embora marido e “mulheres,” com permissão cultural para bigamia; no fundo o clima era que Jacó se casara com a cunhada e depois com a noiva amada. Raquel perdeu a irmã e ganhou uma rival pela disputa da afeição do marido e agora as duas lançava mãos de todas as armas que podiam para ficar com a fatia maior do bolo, quer dizer, do marido. O marido amava as duas, mais Raquel era mais amada e essa diferenciação fez crescer o sisma entre elas. Vamos ficar com o mais simples, olhando a vida e a caminhada de fé, com as variações que não estava nos planos de ninguém, mas surgiram e agora é isso que temos e é com isso que temos que lidar. Como lidar com as surpresas que aparecem e mudam os planos? Pais que precisam cuidar dos filhos sozinho, por razões circunstanciais fora de seu controle – mães que precisam se desdobrar para exercer os dois papeis de pai e mãe e manter a unidade da família – filhos que precisam assumir um papel de liderança ou arrimo familiar e tem que abrir mão dos sonhos e carreira por um dilema que caiu em sus mãos – crianças que precisam amadurecer cedo demais pelo peso das responsabilidades que se lhe apresentaram. Não vamos alistar aqui situações mais dolorosas que envolva pecados e destruições marcantes. Muitos de nós, ou entre nós, lidam com isso todos os dias. A nossa fé precisa ser forte o bastante e o suficiente para nos suportar e manter focados nos propósitos maiores e eternos de Deus. Sabendo que Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar (1 Co 10.13).

Obrigado, Senhor, por sermos mais do que vencedores em Cristo Jesus. Podemos vencer e prevalecer pela fé no Deus que supre tudo em todos  e é justo em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras. Nada está fora do seu olhar e do poder de suas mãos, operando Ele, quem impedirá? Somos teus filhos e somos preciosos diante de ti e ninguém pode tirar essas bênçãos de nossas vidas, porque foram nos dadas pela sua generosidade. Somos amados, aceitos e acolhidos na casa do Pai, na sala do trono e encontramos perdão e graça e ajuda no tempo oportuno. Somos fortalecidos no Senhor e na força do seu poder para andarmos de vitória em vitória, todos os dias, até a consumação dos séculos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Raquel Ganhou Mas Não Levou

Meditação do dia: 19/02/2020

 E disse Labão: Não se faz assim no nosso lugar, que a menor se dê antes da primogênita. (Gn 29.26)

Raquel Ganhou Mas Não Levou – Não adianta indignação e nem pedidos de explicação; essa história tem lá seus mistérios e seus segredos, que nossa razoabilidade não alcança. Mas hoje quero escrever sobre algo que não está escrito, não há qualquer menção e não deixa de estar ali, bem diante de nossos olhos. Raquel, sim, quero escrever sobre Raquel, a filha menor de Labão, a moça por quem Jacó se apaixonou e serviu por sete anos para ter o direito de se casar com ela. O casamento aconteceu, mas não aconteceu; houve uma festa com convidados e tudo mais, mas o que de fato aconteceu ninguém sabe, ninguém diz e também ninguém pergunta. Há um intervalo de tempo, da tarde até a manhã do dia seguinte, que é nublado, um nevoeiro de mistério e que nesse tempo aconteceu de tudo, inclusive nada. O dia do casamento é considerado o dia dos noivos, mais forte ainda para a noiva; ali está resumido todos os sonhos, todas as lutas e toda uma história que os levaram até aquele dia onde nada deveria dar errado e não deveria haver qualquer tipo de decepção. Mas eu lhes faço uma pergunta: Onde estava e onde esteve Raquel nesse tempo todo? Se eu for lançar mão da minha criatividade imaginativa, posso não acertar nada, mas não posso deixar de tentar. O noivo foi se arrumar, a noiva também, a cultura pedia certos mistérios de véus e grinaldas e aquelas histórias de “dá azar ver a noiva antes do casamento.” Jacó seguiu esse protocolo; Raquel também. Mas a noiva que apareceu não foi Raquel e a substituta estava tão bem no papel que nada foi descoberto da traição que estava armada. Será que Raquel não sabia desse aspecto da cultura local? Ela e Jacó nunca falaram sobre isso? Ela e ninguém avisou Jacó, que tinha um costume local a ser seguido naquele tipo de casamento? Ela fora sequestrada, chantageada para não dizer nada? Onde a esconderam? Dá para imaginar como Raquel ficou emocionalmente, na noite de seu próprio casamento, se ver obrigada a ver sua irmã tomando o seu lugar? Ela poderia pensar: “Já que tudo estava dando errado, quem sabe Jacó descubra que não sou eu!!” Deve ter sido uma longa noite de choro e indignação! Quem de nós consegue se identificar com Raquel se imaginando no lugar dela, o que faria eu? O que faria você? Será que isso tem à ver com a convivência da Igreja de Cristo com a Igreja falsa, apóstata no meio dos verdadeiros cristãos? Esse maldito joio não pode ser arrancado e temos que conviver com ele, e eles provocam, pirraçam, atrapalham e se impõem como sendo parte do todo. Confesso que tenho que exercitar a minha fé e disciplina para não viajar longe demais na busca por essas respostas. Temos que olhar o projeto como um todo e não nos fixarmos em um detalhe, que aparentemente, com um olhar totalmente ocidental e quatro mil anos de diferença, não tem o mesmo peso. Nossos irmãos e irmãs da igreja perseguida em muitos lugares do mundo, sabem muito mais sobre injustiças, torturas e dores do que nós. Aprender com situações que foge ao controle, e manter o foco na missão e crer ainda que não possa explicar. Raquel se sentiria traída por todos, pai, irmã, noivo, servas e convidados. Mas o interessante é que ela não viu ali o fim de sua vida; nem que sua vida fora arruinada! Raquel, só você sabe como foi!

Senhor, somos gratos pela sabedoria como o Senhor dirige todas as coisas e faz com elas cumpram propósitos nobre e elevados. Hoje nosso olhar e imperfeito e nossas emoções torcem os fatos para alinhar com aquilo que gostamos, apreciamos e entendemos. Nossa cultura é um valor, e nela vivemos e nela fomos salvos e chamados para servir; excetuando os pecados e males, todos os povos tem seus aspectos culturais que os identificam e um dia estaremos todos diante do trono, povos de todas as raças, línguas, tribos e nações, adorando aquele que se assenta no trono e ao Cordeiro. Até esse dia, permita a gente discernir o que de fato importa e faz diferença para o bem de todo o plano de redenção em Cristo Jesus, em nome dele oramos e adoramos, amém.

Pr Jason

Raquel Era Amada

Meditação do dia: 18/02/2020

 E Jacó amava a Raquel, e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor.(Gn 29.18)

Raquel Era Amada – A química entre Jacó e Raquel foi instantânea! Se alguém quer algum crédito para a teoria de amor à primeira vista, aqui está uma e muito forte! Os adeptos da “alma gêmea” também encontra aqui um sólido alicerce para construir seu castelo de sonhos e quem sabe esperar pela sua metade da laranja, ou a tampa da sua panela. Mas que o amor faz muito bem a qualquer pessoa e contribui para sua alto estima e dá esperança de ser feliz para sempre, embora na prática o amor romântico tem sempre umas pitadas de dor e separações doloridas. Mas ninguém nega que o amor e a paixão tem produzido muitas obras e peças artísticas maravilhosas. Mesmo para nós do ocidente liberal e subversivo, onde não se aceita nem pensar em casamento de cartas marcadas e escolhas às cegas feitas pelos pais e os famosos arranjos que causam arrepios, ainda assim não podemos negar todas essas coisas aconteceram e ainda acontecem até mesmo nos dias modernos. Pessoas que vão morar no exterior, por razões de imigração se valem de convenientes casamentos para permanecerem ou ganharem vantagens de cidadania. Isso nos tira o direito de pensar que os povos do oriente antigo e atual também foram e são muito radicais com os jovens e seus sonhos. Mas olhe exemplos como o mais famoso conto romântico, “Mil e uma noites,” é muito oriental; o belíssimo monumento indiano do Taj Mahal, é um palácio edificado em memória de um grande amor. Temos na Bíblia peças lindas sobre a descrição do amor, como até um livro inteiro sobre um romance muito intenso e que é uma alegoria sobre o amor de Deus pelo seu povo ou da união de Cristo e a igreja, sua noiva. O registro do Livro de I dos Reis sobre a grandiosidade do Rei Salomão descreve que suas habilidades como poeta, dizendo: E disse três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco (I Rs 4.32). Como compositor ele escreveu mil e cinco canções, mas uma dessas obras ficou imortalizado como “O Cântico dos Cânticos de Salomão.” Isso não chega a ser uma novidade, pois a Bíblia inteira é a narrativa da maior história de amor de todo o universo; Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16). Podemos ver em Raquel, um tipo da igreja como noiva de Cristo, que é encontrada e reconhecida e por quem o amor do amado é desmedido e exige dele um grande sacrifício que ele o faz sem achar pesado ou demais, tal era o valor que ele lhe atribuía. Esse lado do valor que Jacó demonstrou por Raquel e propôs um dote em forma de trabalho ao pai dela, que mesmo sendo um homem materialista e avarento, não fez nem contraproposta, indicando que era acima do esperado. Essa figura se repete em muitas outras alegorias nas páginas sagradas. O preço que foi pedido por nós é imenso e o amor de Deus aceitou pagar e pagou um alto preço. O pecado se encarregou de cegar os olhos humanos que desmerecem a si mesmos e atribuem pouco valor a si mesmos e usam isso como motivos das desmerecer o amor de Deus. Somos preciosos e embora a depravação causada pelo pecado, arruinou a criação toda, mas o Criador continua olhando para nós e vendo o que não vemos e disposto a pagar o que não acreditamos valer. Mas agora que somos novas criaturas, temos a mente de Cristo e as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo, então podemos acolher o amor e a aceitação de Cristo para conosco e experimentar os benefícios do seu sacrifício na cruz. Raquel podia se ver pelos olhos e gestos de Jacó que a via como ninguém mais, independente das evidencias contrárias ditas pelo pai, pela irmã e pela cultura vigente. Nós podemos nos ver pelo olhar de Cristo, da mesma forma que o Pai nos vê pelo filtro do Calvário, independente do que as pessoas dizem de nós, do que a sociedade diga, do que nossas raízes digam ou até nós mesmos. O que vale mesmo é crer que “…Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu (Ct 6.3).

Senhor, graças ao teu infinito amor estamos salvos e com todos os benefícios que a obra de Cristo no Calvário nos garante. Não há de nossa parte, nenhum merecimento, mas cremos e abraçamos a graça de Deus que nos deu vida em Cristo Jesus. As nossas palavras não expressam com precisão o quanto é grande o teu amor e nem o entendemos no todo, mas aceitamos pela fé, que somos amados, aceitos, acolhidos no Pai. Agradecemos o apoio, conforto e consolo que o Espírito Santo nos dá e assim nos mantem ligados no amor do Pai e do Filho e desfrutamos dessa perfeita comunhão. Obrigado, por tão grande amor. No nome poderoso de Jesus, amém!

Pr Jason