Tamar, a Nora de Judá

Meditação do dia: 21/09/2021

“Judá, pois, tomou uma mulher para Er, o seu primogênito, e o seu nome era Tamar.” (Gn 38.6)

Tamar, a Nora de Judá – Estamos meditando e aprendendo com a  história de algumas mulheres que em sua naturalidade não eram da linhagem dos hebreus ou israelitas, mas que de alguma forma entraram para a família e construíram um legado de valor muito grande. Cada pessoa, como você e eu tem uma história, uma origem, uma cultura e oportunidades de realizar coisas que dão significado e honra como abençoa as vidas ao nosso lugar. Essa mulher que aprenderemos dela na meditação de hoje, é daquelas pessoas que não assistem a vida passar diante de si, mas tomam as rédeas e fazem o seu destino, assumindo riscos e lutando com todas as suas forças para alcançar seus objetivos. Na vida e história dela, poderíamos discorrer sobre maternidade, viuvez, obediência, ética ou a falta dela, sagacidade, capacidade criativa para bolar planos de longo alcance, uma pessoa calculista e hoje, diríamos que seria uma “influencer” que arrastaria muitos seguidores. Seu nome era comum Tamar, vem de Palmeira, Tamareira. Era cananeia, e aparece na história bíblica ao se casar com Er, o filho primogênito de Judá, filho de Jacó. O contexto histórico para o povo de Deus na época não era nada fácil. Judá e seus irmãos haviam se livrado de José, vendido como Escravo para o Egito e Jacó estava triste, de luto e inconsolável, e Judá saiu de casa e foi se aventurar em carreira solo entre os cananeus. Nessa mistura de emoções fortes e exacerbadas, problemas de consciência e comportamento ele se misturou com os amigos cananeus e até se casou com a filha de um homem cananeu chamado Suá; o nome de sua esposa não é citado, mas eles tiveram três filhos, Er, Onã e Selá. Viveu por ali tempo suficiente para os filhos alcançarem idade de se casarem, assim aparece Tamar. Nas entrelinhas podemos perceber que os filhos de Judá receberam influencias profundas de maldade e impiedade e imoralidade dos parentes e amigos cananeus. Por algumas dessas práticas Er, veio falecer e o registro bíblico é que fora uma sentença de Deus. Judá perdeu um filho e Tamar perdera o marido. Sogro e nora acertaram trilhar o caminho comum da cultura e costumes da época e a nora viúva sem filhos, se casaria com o cunhado para gerar descendentes e o primeiro filho seria contado como do falecido, para que tivesse o nome e a herança contada na genealogia. Onã, o segundo filho de Judá era tão ímpio e perverso quanto o irmão e egoísta o suficiente não querer gerar um filho e perpetuar o nome da família do irmão; por isso também morreu. Judá perdeu um segundo filho e Tamar perdera o segundo marido e sem ter filhos. Uma história muito triste e marcada de tragédias, dor e morte. Podemos também inferir o quanto Tamar desejava ter filhos, pois ela se submetera aos costumes, mesmo que tivesse dado tudo errado ela ainda ficou aguardando a promessa do sogro, para que esperasse na condição de viúva na casa de seus pais até que Selá, o seu terceiro filho tivesse idade e responsabilidade para se casar. “Então disse Judá a Tamar sua nora: Fica-te viúva na casa de teu pai, até que Selá, meu filho, seja grande. Porquanto disse: Para que porventura não morra também este, como seus irmãos. Assim se foi Tamar e ficou na casa de seu pai” (Gn 38.11).  Assumir o peso de um casamento incomum e com uma esposa um tanto quanto mais velha que ele, tão somente para produzir descendência a seus irmãos parece que não estava nos planos do jovem Selá. Ele não estava disposto e Judá seu pai também não agiu como combinado e isso fez revelar-se a Tamar cheia de atitudes e iniciativas, para assumir o controle de sua vida. Não estamos aqui, abençoando ou santificando os erros e a astúcia arquitetada por ela, para atingir os seus fins, mas estamos diante dos fatos que a Palavra de Deus registra como de fato aconteceram. Anos e gerações depois, Davi, citou para o então rei Saul um provérbio que no seu tempo já era antigo, sobre procedimentos humanos: “Como diz o provérbio dos antigos: Dos ímpios procede a impiedade; porém a minha mão não será contra ti” (1 Sm 24.13). Os goianos nos seus ditados populares costumam dizer que “a necessidade faz o sapo pular e também faz o gato comer sabão!” Pode ser verdade para o sapo e o gato, mas o cristão, ou a pessoa de bem não pode tomar decisões erradas, consciente disso em nome de estar pressionado por uma grande necessidade. O justo vive da fé! Isso precisa ser forte o suficiente e o bastante para continuarmos acreditando e praticando o que se espera de nós. se do ímpio procede a impiedade, do justo então é esperado a justiça, a verdade e a retidão, mesmo em tempos difíceis. Tamar tinha o sonho de ser mãe e estava disposta a lutar por isso, e lutou, colocando o seu nome, a sua honra e sua vida em risco. Vale tudo para alcançar uma bênção? Veremos na próxima meditação. Fique ligado e vigilante!

Senhor, obrigado pela vida e o privilégio de podermos alcançar a paternidade ou maternidade, que é uma bênção e ainda tem promessas de estarmos contribuindo para o teu reino  e as tuas promessas se estendam de geração em geração, preservando a fé, a santidade e a verdade por muitos séculos e séculos, como vemos na história do teu povo nas sagradas Escrituras. Estamos disponíveis ao teu governo e aos teus planos, mas queremos fazer da tua maneira e no teu tempo. Oramos pedindo sabedoria e discernimento, e agradecemos tudo o que temos recebido de tuas mãos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Bila, a Serva de Raquel

Meditação do dia: 20/09/2021

“E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha.” (Gn 29.29)

Bila, a Serva de Raquel – Estamos trabalhando no nosso crescimento espiritual através da prática da meditação bíblica e a aplicação dos conceitos aprendidos, para que nos sirva de alimento, consolo, conforto e renovação das nossas esperanças por compreendermos que os propósitos do Senhor nosso Deus são muito grandes e abrangentes e em muitos casos quase incompreensíveis à nossa razão e lógica; mas podemos nos apegar à nossa fé e prosseguirmos passo a passo, dia após dia, certos de que seremos vencedores, a exemplo das pessoas que passaram por momentos e situações até mais severos do que os nossos e ainda assim elas prevaleceram e deixaram seus nomes gravados indelevelmente na história do povo de Deus. Hoje veremos sobre Bila, não só contemporânea de Zilpa, que tratamos ontem, mas também ela era serva do mesmo senhor, que igualmente a deu de presente à Raquel, ao se casar com Jacó. O nome Bilah significa “hesitante ou tímida.” Mui provavelmente era quase uma menina, ou adolescente, quando foi dada como serva para Raquel. Existem versões das quais não se pode confirmar ou mesmo confiar, que afirmam que tanto Zilpa quanto Bila poderiam ser filhas de Labão, com alguma concubina e nesse caso eram meio-irmãs de Lia e Raquel. Há até mesmo uma versão oriunda de um testamento apócrifo que diz que o pai de Bila e Zilpa se chamava Roteus. Ele fora levado ao cativeiro, mas resgatado por Labão, o pai de Raquel e Lia, que deu a Roteus uma esposa chamada Euna, que eram então os pais das moças. Existem alguns paralelos na história da vida de Bila muito parecidos com o que ocorreram a Zilpa; pois além de ser dada como serva à filha de seu senhor, no caso, à Raquel, que tendo problemas com a infertilidade e sendo a esposa amada de Jacó, recorreu ao costume de gerar filhos através de uma outra mulher. Interessante notar que nesse caso, a serva ao gerar filhos, passava a uma condição social de ser considerada também uma esposa, ainda que sem os mesmos direitos da legitima e sua senhora. Bila foi a mãe de dois filhos, que se tornaram integrantes das doze tribos da nação de Israel. Dã e Naftali e um de seus descendentes famosos foi Sansão. Bila passou por uma situação muito difícil e digamos, constrangedora, por ter sido assediada por Rubem, o filho mais velho de Jacó e Lia. “E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. E eram doze os filhos de Jacó” (Gn 35.22). Embora hajam muitas versões e variantes sobre esse incidente, em nenhum caso ela é tratada como se houvesse cometido um erro ou ofensa com a gravidade de um adultério. Tudo aponta para uma situação em que ela fora enganada por Rubem, que tentou se passar pelo pai. O que lhe custou a perda do direito legal de primogenitura e de herança em dobro em relação a seus irmãos, conforme a bênção proferida por seu pai antes de morrer. “Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama” (Gn 49.3,4). Permitam-me relatar em poucas palavras as versões para o ocorrido. Com a Morte de Raquel, no nascimento de Benjamim, Jacó teria entrado num luto sem fim, consumida pela dor e se recusava a ser consolado e passou a dormir só, sem mais visitar qualquer das esposas, e segundo algumas fontes, à mando de Raquel prestes a morrer, a cama dela fora levado pr a tenda de Bila, sua serva e muito próxima dela afetivamente para consolar Jacó; como ele se afastou, Rubem aproveitou a ocasião e tentou se passar pelo pai mas foi descoberto. Uma outra linha de pensando afirma que ele agiu em defesa da mãe que estava se sentindo desprezada e ele então retirou a cama de Raquel da tenda de Bila e a levou para a tenda de Lia sua mãe. O fato é que não se menciona reprimenda ou punição à Bila, o que leva a crer que ela fora vítima tanto quanto Jacó. Desejamos aplicar para nossas vidas, a lição de que podemos servir e sermos honrados, honestos e corretos ainda assim poderá acontecer fatos difíceis e ruins sobre os quais não temos controle, ou somos vítimas e precisaremos depender do favor e da compreensão de outras pessoas e ainda que isso venha ou não acontecer, ainda podemos continuar sendo o que somos e nos propusemos ser na vida, porque fazemos o certo, por que é certo, não porque é mais fácil, mais cômodo ou lucrativo. Vimos que Zilpa e Bila, eram estrangeiras, fora da linhagem e servas sem muitos direitos e garantias, mas elas participaram ativamente da formação do povo de Deus, contribuindo com quatro tribos, o equivalente a um terço do total.

Pai, agradecemos pela oportunidade de contribuir com a formação e o alargamento das tendas do Reino de Deus. Nossa contribuição pode ser pequena e pouco expressiva aos olhos humanos, mas aquele que planejou todas as coisas, sabe a importância da função de cada um e do propósito para o qual ele foi criado. Queremos aceitar o nosso papel e nossa responsabilidade na construção dos teus planos para todos nós. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Zilpa, a Serva de Lia

Meditação do dia: 19/09/2021

“E Labão deu sua serva Zilpa a Lia, sua filha, por serva.” (Gn 29.24)

Zilpa, a Serva de Lia – Estamos meditando e aprendendo com a vida de mulheres maravilhosas que ficaram na historia do povo de Deus, mesmo que por nascimento, não eram originárias da linhagem escolhida, mas de alguma forma, vieram a fazer parte de suas vidas e se tornaram instrumentos providenciais para a formação do povo da promessa e as bênçãos das alianças se tornassem realidade, tal qual as conhecemos. Fica o meu pedido e apelo aos leitores leiam e aproveitem esses texto sempre com um olhar crítico construtivo, mas do ponto de vista histórico, não julguem a moral, a ética e as ações dessas pessoas à luz do nosso modo de vida e padrões atuais. Isso prejudicaria o seu próprio entendimento da história como história e também porque uma das boas razões por estudarmos a história é justamente para que os erros do passado não voltem a ser repetidos no presente. Algumas culturas e costumes ficaram no passado bíblico e por mais difícil que nos seja imaginar, mas ainda no século 21 há algumas culturas e povos em que alguns dessas práticas são “normais e legais;” como já escrevemos antes, tudo o que sabemos não é tudo que existe! Hoje discorreremos sobre Zilpa, outra mulher importante na história bíblica e com poucas vezes mencionada, quase que exclusivamente no livro de Gênesis. Seu nome apresenta algumas significações que variam, mas bonitas e interessantes: Tradicionalmente atribui-se a este nome os significados ‘gota‘ e ‘gotejar‘, mas existem outras leituras que aplicam sentidos mais metafóricos como ‘persistência‘ ou ainda ‘perseverança‘, ressaltando a importância que a própria fé indica sobre continuar acreditando e agindo de acordo com os preceitos do Senhor. Zilpa também faz referências às perfeições que a natureza enquanto obra divina apresenta aos homens para que a vida deles possa ser melhor.Por essas características como “persistência” e “Perseverança” também encontrar-se há o significado de “A Vencedora.” Estamos diante de outra personagem bíblica que teve a sua vida marcada por decisões sobre as quais ela não tinha nenhuma força ou poder de controlar seu destino e mesmo assim, elas construíram um legado inestimável para o tempo e a eternidade. Zilpa era uma serva de Labão, o pai de Lia e Raquel, sendo ele também tio e sogro de Jacó. Dentro dos padrões de costumes e cultura do seu tempo, ela  foi dada de presente de casamento para Lia. Então inferimos que ela era de confiança e da intimidade da família, vinda à partir do casamento da filha de seu senhor, servir como dama de companhia ou mesmo uma serviçal doméstica. Não há nenhum registro de conflitos entre a serva e sua senhora ou outros membros da família, o que nos remete a entender que ela sabia o seu lugar e o seu papel e como tal, fez o seu melhor. Anos mais tarde, após Lia  ficar um longo perigo sem gerar novos filhos com Jacó, além dos quatro primeiros filhos e vendo a competição com a irmã Raquel, que era a esposa amada e preferida de Jacó, Lia apelou para os recursos costumeiros do seu tempo, que permitia que nesse propósito de gerar filhos ou mais filhos, a esposa poderia concordar ou providenciar uma concubina, que seria como uma outra esposa sem os mesmos direitos de esposa e os filhos nascidos seriam contados como do casal  e com os devidos direitos de filiação e herança. Foi assim que Zilpa deu a Jaco e a Lia dois filhos, Gade e Aser, que se tornaram dois patriarcas ou duas tribos da nação de Israel. Assim sendo, a contribuição de Zilpa foi deveras muito importante e determinante para a história do povo de Deus. Nossa aplicação espiritual e moral para os nossos dias, quando militamos aqui na terra como Igreja, o novo povo de Deus, podemos entender e aceitar que os propósitos eternos de Deus, podem ser plenamente realizados através de nós, ainda que isso aconteça de forma que não vejamos como o modo convencional ou natural das coisas acontecerem. Valorizamos a importância da pessoa com sua integridade e direitos e temos isso como uma bênção de Deus; mas quando algo indesejado, não planejado ou mesmo um ato grave altera o curso de uma vida, podemos crer no amor e na capacidade da redenção de Cristo para reconstruir vidas e refazer a história da pessoa. Também quando alguém ainda não conhece bem os caminhos do Senhor e cometeu erros que mudaram seus planos e sonhos, ainda assim Deus é fiel e salva, liberta e transforma tudo o que estava destinado a ser uma tragédia em uma vida de bênçãos, alegrias e muito louvor para a sua glória. Deus pode consertar qualquer vaso quebrado, é só levar a ele os cacos. Não fique vivendo e remoendo o seu passado e as oportunidade perdidas, construa uma nova história e viva o melhor de Deus para você; pode ser que sua atitude faça com que sua nova vida seja ainda mais cheia de significados do que se nada precisasse ser restaurado. A vida de Zilpa pode nos ensinar que a persistência é a maior virtude daqueles que têm a Fé como norte de vida.

Pai nosso que estás nos céus, verdadeiramente seja santificado o teu nome agora e sempre em nossas vidas, pelas escolhas que fizermos e pela vida que podemos viver para tua honra e louvor, abraçando os nossos desafios e aceitando com humildade as nossas poucas capacidade de fazer sucesso por nossos próprios esforços, mas podemos confiar que os pensamentos são muito mais elevados do que os nossos e os teus caminhos mais altos e melhores do que os nossos; então conduza-nos pelas veredas direitas por amor do teu nome; vê se há em nós algum caminho mau, e guia-nos pelo teu caminho eterno. Oramos em fé no nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Débora, a Ama de Rebeca

Meditação do dia: 18/09/2021

“E morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho cujo nome chamou Alom-Bacute.”(Gn 35.8)

Débora, a Ama de Rebeca – Te convido a vir conosco nessa jornada de meditar sobre a vida de mulheres, que originalmente não faziam parte do povo de Deus, mas que entraram para a história e merecem o nosso respeito e consideração. Desde quando iniciei na leitura da Bíblia, esse versículo incrustrado como um diante em meio a uma rocha, me chamava a atenção e me perguntava, o por que dessa mulher ter esse registro tão diminuto, mas que deveria ter um significado, porque nada na Bíblia é dito de uma vez e nem de uma vez por todas; é preciso paciência, perseverança até alcançar sabedoria para apreciar pequenas coisas. O primeiro destaque que faço sobre Débora, (Deborah, no Hebraico) significa “Abelha.” Seu nome só é citado aqui, quando de sua morte. Uma vida toda de serviço e dedicação e quando morre, seu nome é lembrado. Isso não é ruim, nem descaso, mas é uma honra e um tributo que Deus fez questão de deixar registrado na sua Palavra, a uma pessoa que se caracterizou por servir aos servos de Deus. A primeira aparição dela foi quando Rebeca aceitou a proposta de casamento de Isaque levada a ela por Eliézer o servo de Abraão, que fora até Harã na casa dos familiares de Abraão para que Isaque se casasse com alguém da sua própria linhagem. Quando Rebeca aceitou o pedido e partiu para Canaã, Débora, que era sua ama, foi com ela. “Então despediram a Rebeca, sua irmã, e sua ama, e o servo de Abraão, e seus homens. E Rebeca se levantou com as suas moças, e subiram sobre os camelos, e seguiram o homem; e tomou aquele servo a Rebeca, e partiu” (Gn 24.59,61). Débora deixou sua terra, sua família e seus costumes para acompanhar Rebeca e a servir. Ela se tornou parte daquela família, conhecendo Abraão, Isaque e deve ter sido também a ama de Jacó e Esaú. Registros não bíblicos dão conta que ela depois de certo tempo passou a viver com Jacó e sua família, isso provavelmente depois da morte de Rebeca, com quem ela era muito ligada, deve ter visto Rebeca nascer, crescer, se casar, ter filhos conforme a promessa e a bênção de Deus e estar com sua senhora até quando morreu. Não é preciso exercício de raciocínio para acreditar que ela esteve presente em todos os grandes momentos de Rebeca, na luta para ter filhos, na gestação de gêmeos briguentos no ventre e depois ver os meninos crescerem e um dia se separarem. Deve ter sofrido com Rebeca ao ver as decisões de Esaú e a saudade que sentia de Jacó tão distante. Aqui acredito estar a razão dela ter ido viver com Jacó quando não mais tinha Rebeca para assistir. A importância dela era sem dúvida marcante na vida de Jacó, pois ao falecer, ele a sepultou num lugar muito especial e marcante, em Betel, local onde ele encontrara Deus quando saíra de casa exilado. Ele a sepultou debaixo de um carvalho e chamou aquele lugar de “Alom-Bacute” que significa “Carvalho do pranto, ou do choro.” Por uma questão de dias, talvez menos que uma semana depois, nasceria Benjamim, o caçula de Jacó e Raquel, com toda certeza, Débora queria muito participar dessa emoção, pois depois de criar Rebeca, os filhos dela e ver Jacó casado com as duas sobrinhas de sua senhora e ainda poder participar do nascimento de um dos filhos de Jacó seria a coroação de uma vida de sucesso. Mas ela se foi, e logo em seguida, foi Raquel também, quando teve trabalho no parto. Jacó perdeu duas mulheres importantes de sua vida em poucos dias, e isso a história não conta, mas está nas entrelinhas. Minha aplicação é para as pessoas que dedicaram uma vida inteira em servir e abençoar pessoas e famílias, alguns que criaram seus próprios irmãos, ou sobrinhos e até netos ou filhos de amigos ou se dedicou a tal ponto que sua história ficou esquecida. Não esquecida diante de Deus, como foi com Débora! Sua maior recompensa é a satisfação de um trabalho bem feito, ter cumprido seu papel. O servo verdadeiro, é anônimo e importa que o seu senhor ou senhora seja conhecido (a) e honrado. Não existe grande servo, ou é grande ou é servo. Mas diante de Deus não existe essas distinções e a história de Débora, com um único versículo prova isso. Quando chegarmos na eternidade, poderemos encontrar muitas dessas pessoas que foram anônimas, desconhecidas, invisíveis até aos olhos de muitos, mas não de Deus. Um testemunho, de muitos textos e meditações que escrevi até hoje, houve muitos emocionantes, belos, mas esse foi especial, o escrevi com o coração apertado e os olhos marejados e parei algumas vezes para abrandar a emoção. Débora, me desculpe, por não ter prestando tanto atenção na sua vida e no seu exemplo. Tiro o chapéu para você, e pode aguardar, vou te cobrar um abraço daqueles que talvez só Jacó tenha ganhado. A gente se vê!

Senhor, agradecemos pela vida de serviço, Débora fez parte da formação do seu povo e estava presente e disponível para servir sempre que as matriarcas e os patriarcas precisavam. Ela conheceu todos eles, aprendeu a conhecer ao Senhor através deles e abençoou suas vidas. Queremos servir a ti e às pessoas que farão toda a diferença no teu reino. Esse é o nosso tempo e a nossa vez. Agradecemos a Jesus pelo exemplo de  servir e nos conduzir a seguir seu modo de vida. Abençoados somos e abençoados seremos pela fidelidade àquilo que é esperado de nós. Em o nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Agar, a Egípcia

 Meditação do dia: 17/09/2021

“Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.” (Gn 16.3)

Agar, a Egípcia – Vamos começar nossa série sobre as mulheres de origem estrangeiras que de alguma forma, marcaram a história do povo de Deus e tem seus nomes registrados para o tempo e a eternidade. Começaremos por Agar, mas não será mais do mesmo, uma repetição, porque já escrevemos uma série inteira sobre essa mulher e foi muito abençoador. A série até se tornou um livro que foi dedicado às mulheres da Igreja Batista Monte das Oliveiras, aqui em Guararapes, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, em Março deste ano. Ao escrever agora nessa nova temática, entendi que ela merece muito estar na lista, porque para todos os efeitos, consideramos que Israel e por extensão o povo de Deus, começa com Abraão, o nosso pai da fé; e Agar fez parte importante da vida dele e por causa das promessas de Deus e nas tomadas de decisões ela se viu envolvida e gerou um filho do patriarca. Sem o bairrismo de amarmos a Israel e descendermos espiritualmente deles e por ter os descendentes de Ismael como rivais em muitas coisas, não podemos deixar de apreciar o agir de Deus na vida de Agar, tanto é que por ela ser quem era e fazer o que fez, agindo em fé e obediência a Deus, foi abençoada e ganhou sua própria promessa de Deus. Isso não é pouca coisa! “Disse-lhe também o anjo do Senhor: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome Ismael; porquanto o Senhor ouviu a tua aflição” (Gn 16.11). Ela era uma serva de Abraão e Sara; era uma egípcia; era uma mulher vivendo num contexto histórico e cultural muito difícil à luz do que entendemos hoje, mas não era invisível aos olhos de Deus. Ela sofreu, foi afligida e não tinha meios legais e humanos de fazer valer quaisquer direitos pessoais, mas Deus a contemplou e a socorreu e lhe deu uma grande promessa. Mais importante do que receber uma revelação de Deus é ter fé coragem de obedecer e acreditar até ver aquilo se cumprir. Agar foi esse tipo de mulher de fé, que serve de exemplo e modelo para qualquer mulher atual. Observe bem o que lhe foi dito: “E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai minha senhora. Então lhe disse o anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo de suas mãos. (Gn 16.8,9). O anjo lhe ordenou voltar e se humilhar para sua senhora e ele voltou e se submeteu, porque agora ela tinha a sua própria promessa e aquele era o caminho de Deus honrá-la. Se ela não recebeu livramento da situação, ela o recebeu na situação. Pelo fato do filho que nasceria ser filho de Abraão, o amigo de Deus, esse menino levaria as marcas de descender de uma pessoa boa e justa, de muita comunhão com Deus e comprometido com a vontade Deus, assim Ismael seria naturalmente um homem abençoado. “E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação” (Gn 17.20). Deus até antecipou que Ismael teria doze filhos e se multiplicaria grandissimamente em grande nação, sendo também o cumprimento da promessa de que Abraão seria pai de muitas nações. Quero aplicar aqui como se fosse uma conclusão, para mim, para todos os adoradores de Deus e uma palavra para as mulheres cristãs – Acontecem e acontecerão muitas coisas em nossas vidas, que por alguma razão foge ao nosso controle ou responsabilidade e somos premidos e até obrigados a agir como não gostaríamos, como aconteceu com Agar. Ela não foi imoral, indecente, leviana, mas ainda assim se viu numa situação sem direito de escolha como pessoa humana, tornou-se uma consorte para gerar filhos para sua senhora. Ele não pediu e não buscou aquilo, ela talvez tivesse seu próprio sonho e esperava ter uma família. Mas Deus cuidou dela e cuida de nós em TODA e QUALQUER situação; nada está fora ou longe do governo de Deus e não podemos deixar de acreditar no seu amor e no seu propósito, ainda que não vejamos da nossa ótica como isso acontecerá, mas podemos crer. Mudanças de rotas podem ser caminhos alternativos de Deus para alcançarmos algo melhor do que o bom que estamos querendo. Agar, já ouvira sobre Deus através de seus senhores Abraão e Sara, mas agora ela teve a sua própria experiencia e se tornou uma adoradora e deixou um memorial para a posteridade que eternizava sua fé. “E ela chamou o nome do Senhor, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê? Por isso se chama aquele poço de Beer-Laai-Rói; eis que está entre Cades e Berede” (Gn 16.13,14). Tenha sua própria experiencia com Deus e não viva na sombra da experiencia de seus pais, seu pastor, sua igreja. Ao falar com Deus e sobre Deus diga: “O meu Deus que me vê!”

Senhor Deus que me vê, me conhece, me ama e me aceita! Diante de ti não há nada encoberto, longe ou difícil demais para que não possas me abençoar ou oferecer cuidado e respostas. Neste dia, queremos louvar-te por nos acolher em amor e nos socorrer nos momentos difíceis ou até mesmo naqueles nos quais não temos controle, mas entregamos a nossa vida e todos os cuidados em tuas mãos, pedindo graça e sabedoria para agirmos como verdadeiros adoradores daquele que sempre está conosco. Abençoamos a vida de cada mulher que está ao alcance da nossa intercessão, para que se levantem no poder do teu Espírito, para um dia de bênçãos e vitórias, onde estão e pela fé poderão transformar a situação presente e difícil num testemunho do poder do teu amor. Renove as forças das tuas filhas e como Agar, que elas tenham uma visão nova de tua glória, do teu caráter e do teu poder. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Estrangeiros?

Meditação do dia: 16/09/2021

“Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;” (Ef 2.19)

Estrangeiros? – Com esse texto da meditação de hoje, pretendo fazer uma ponte ligando uma idéia que venho alimentando a algum tempo, que por sinal continuará alinhado com o propósito de meditar sobre a Palavra de Deus, também de forma temática, baseando-me também em personagens bíblicas cujas histórias considero relevantes para meu crescimento espiritual e humano. O texto escolhido para hoje pode não ser o tema e nem estar tão inserido na proposta, mas serve muito bem encabeçar. Outra questão é que entre os textos sobre José, que fechamos ontem e o próximo personagem, que mui provavelmente será Moisés, eu resolvi dar uma atenção a um tema feminino, mas nem por isso, mas pelo papel dessas mulheres na história de Israel e do povo de Deus no passado e que serve de lastro para muita coisa que conhecemos e experimentamos na Nova Aliança. Quero destacar nos próximos dias e inicialmente não pretendo alongar muito, mas estou pretendo escrever sobre algumas mulheres que originalmente eram “estrangeiras” (me permitam usar esse termo, que não é adequado para todas); por que elas adentraram no povo de Deus e cavaram seus espaços e foram pessoas muito importantes naquele contexto. Hoje então, não irei falar sobre nenhuma delas, dando um spoiler para vocês, mas apenas introduzindo o assunto dos próximos dias. Como servos de Deus, adoradores do Senhor único e Criador de todas as coisas e isso inclui todos os povos, sabemos que Deus não faz acepção de pessoas, “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” (At 10.34) Deus é Deus e está muito acima dessas questiúnculas humanas separatistas e que gostam de segregar uns e superestimar outros, as vezes até rotulando de forma muito abrangente a todos, como se todos fossem iguais. “Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores” (Tg 2.1,9). No trata diário como pais e como família sabemos que uma das coisas mais desiguais que existe é quando os tentam tratar a todos os filhos iguais, mesmo sabendo que são diferentes, com características, personalidades, gostos e preferencias. No afã de ser justos incorrem exatamente no contrário, sendo justamente injustos. Então, vou deixar em suspense os corações de vocês e o meu também, porque permitindo que o Espírito Santo nos oriente conforme a sua unção preciosa, vamos escrever seguindo a direção desse vento do Espírito e pode ser que nem utilizemos uma sequencia lógica, seja cronológica ou de determinados graus de importância e autoridade que elas exerceram. Bem-vindos às cenas dos próximos capítulos das mulheres super poderosas da nossa história.

Senhor Deus e Pai, agradecemos pelas pessoas que vieram a fazer e construir a história do teu povo aqui na terra e nos serviram de modelos e pudemos tirar lições de suas experiencias. Queremos demonstrar  respeito e consideração por cada pessoa que tem a sua história e como todo ser humano, precisa de redenção em Cristo Jesus. Obrigado pela minha vida vida e a minha história e de tantas outras pessoas que foram alcançadas pela graça infinita e bondosa do Senhor. Agrademos de coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Pela Fé

Meditação do dia: 15/09/2021

“Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos.” (Hb 11.22)

Pela Fé – É fascinante tudo o que temos na Bíblia e na história do povo de Deus sobre a fé. Não menos fascinante é que com todos os seus predicados, não temos textualmente na Palavra de Deus uma definição de fé. O mais próximo disso que em muitas ministrações cumpre esse papel, sem o ser é o primeiro versículo do capitulo onze da Carta aos Hebreus. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11.1). É mais fácil descrever a fé do que defini-la. Esse capítulo particularmente é dedicado ao assunto fé; os mais poéticos chamam-no de “A Galeria dos Heróis da Fé.” Convenhamos que realmente é um título que faz jus às suas descrições e narrativas. Os antigos, ou os primeiros a andarem com Deus, o fizeram pela fé e obtiveram bons resultados e deixaram suas vidas e registros como testemunho para as novas gerações, das quais você e eu agora fazemos parte, como igreja militante. Igualmente pela mesma fé, deles e nossa entendemos que os mundos e tudo que há foram criados e aceitamos pacificamente a verdade bíblica como saudável e suficiente para dar a credibilidade que precisamos para fundamentar nossa fé no Deus Criador e nos recursos por ele utilizados. Nossa fé em nenhum momento entra em choque ou rota de colisão com a ciência, muito pelo contrário, a ciência é uma bênção da multiforme sabedoria e graça de Deus distribuída aos homens como dádiva e cumpre muito bem o seu papel de validar tudo o que a Palavra de Deus afirma. É a fidelidade de Deus e capacidade de perfeição que possibilita leis tão precisas e fixas no universo, permitindo assim a factilidade científica. A sabedoria e o conhecimento são dons de Deus, tanto quanto a fé. “Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz” (Dn 2.20-22). Somos dirigidos pela nossa fé e ela base segura. “Mas o justo viverá pela fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Hb 10.38). O Escritor aos Hebreus incluiu José na galaria daquelas pessoas ousadas e que fizeram a diferença nos seus tempos, lançando as bases para que após eles, pudessem ser edificadas todas as próximas etapas do maior projeto de Deus em relação à humanidade. Pela fé, próximo de sua morte, ele mencionou aos que as promessas de Deus estavam logo à frente, para que eles perseverassem firmes e levassem seus restos mortais, porque ela queria ficar na posse daquilo que dentro de seu coração, pela fé, a promessa sempre estivera de pé. Estamos vivendo sob os auspícios da iminente volta de Cristo à terra para cumprimento de sua promessa de levar a sua igreja e consumar a obra da redenção, incluindo as etapas de restaurações e purificações necessárias e descritas para os finais dos tempos. Divisamos isso pela fé! As aparências do mundo ao nosso redor, de que tudo está muito firme, muito consolidado e que as coisas sempre serão como sempre foram, é uma ilusão e uma armadilha para quem estiver desprevenidos na fé. Vivemos, trabalhamos e servimos aqui, mas não somos daqui e nem pretendemos ficar aqui. Deus tem coisas melhores para todos nós.

Senhor, obrigado por alimentar a nossa fé com a esperança firme de que todas as tuas Palavras se hão de cumprir a seu tempo. Pela fé podemos esperar confiantes e firmes a cada dia. Te louvamos de todo o nosso coração e nos fortalecemos na fé através das verdades eternas do Senhor. Oramos com gratidão em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus Dá Graça e Sabedoria

Meditação do dia: 14/09/2021

“E livrou-o de todas as suas tribulações, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa.” (At 7.10)

Deus Dá Graça e Sabedoria – Nosso propósito nunca foi escrever temas doutrinários. Sempre fiz questão de reafirmar que o propósito principal dessas meditações é a busca por alimento saudável na Palavra de Deus, sem viés doutrinário. Primamos por teologia saudável, até porque é ingrediente primordial para uma vida devocional equilibrada e abençoadora. Mas o foco não está em defender teses de doutrinas e ensinamentos, mas buscar de forma contemplativa e reverente, absorver as delícias de um banquete proporcionado pelo Espírito Santo ao investirmos nosso tempo, atenção e intenção na prática da meditação bíblica. A graça de Deus é um tema muito gostoso de se estudar, quer como doutrina ou mesmo como devoção. Ela está presente no toda da vida cristã, à começar pela salvação. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie (Ef 2.8,9). Outras manifestações da graça de Deus expressa nas Escrituras que muito nos chama a atenção e uma delas foi uma revelação que o Apóstolo São Paulo teve, quando buscava a Deus por livramento de uma ação contra sua vida que muito o incomodava e então o próprio Senhor lhe falou: “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2 Co 12.9). Deus respondeu sua oração, não como ele queria, mas como precisava e foi assim que ele assimilou a vontade de Deus e passou a viver focado em ser um instrumento de poder nas mãos do Senhor, ao invés de livramento pessoal. Outra menção dessa graça maravilhosa é nos Salmos e ela me parece tão profunda, que não acredito que já a tenha entendido numa profundidade madura o suficiente, ainda preciso de graça sobre essa compreensão. Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam. (Sl 63.3 ARA). Na versão Corrigida em português, Graça é traduzida por “benignidade.” No nosso texto de hoje, Estevão no seu discurso perante as autoridades religiosas, testemunha que a história do seu povo foi marcada pela operação poderosa de Deus, através de pessoas que se dispuseram a servi-lo, também servindo aos próximo e até às pessoas que lhe tentaram fazer mal. Deus deu graça e sabedoria a José! Não temos nenhuma sombra de dúvidas sobre isso. Um jovem simples e pacato sendo instrumento tão poderoso para provocar mudanças e quebrar paradigmas, com ações de muita sabedoria, fé e ousadia em falar e agir em nome do seu Deus único. Ainda quando iniciante ali no Egito, José fez escolhas de fazer a diferença e se apegar à sua fé, mesmo que tivesse que tomar posição sozinho, ele o fez. José esteve por muitos anos no Egito, mas o Egito nunca esteve dentro de José. Nada daquilo que era contra a sua fé, seus costumes e tradições, ele manteve separado e sem se contaminar. Lembrando que as nossas escolhas revelam o nosso caráter. José foi agraciado, e não havia como ser diferente.

Deus de toda a graça e bondade, agradecemos pelo seu amor demonstrado por nós através de Jesus Cristo, teu amado filho. Ele deixou a sua glória e a eternidade para vir ao nosso mundo e ao nosso sistema corrompido e marcado pelo egoísmo, mas ele nos amou de tal maneira que deu sua vida para nos ter de volta na família de Deus. Agradecemos, por agora podemos alcançar a salvação pela graça, sem nenhuma intervenção nossa na tentativa de pagar por aquilo que não temos recursos. Receba nossas vidas como ofertas de amor e gratidão na condição de filhos amados, adotados legitimamente, pela adoção do Espírito Santo. Para glória de Deus, através de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus Presente na Vida

Meditação do dia: 13/09/2021

“E livrou-o de todas as suas tribulações, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa.” (At 7.10)

Deus Presente na Vida – Minha intenção, se me permitem compartilhá-la sobre o fechamento dessa série sobre José, seria caminhar na mesma pegada de fé que guiou sua jornada terrena até entrar no descanso merecido com as devidas honras de seus familiares e da corte egípcia, enquanto durou aquela dinastia. Essas descrições que encontramos em Atos são fatos conhecidos, comprovados e aceitos pela comunidade israelita por muitos séculos; as histórias eram contadas e recontadas para serem lembradas, servissem de guias para as novas gerações. O advento da igreja de Cristo, nascendo dentro do judaísmo e das mesmas tradições de fé no Deus único e que cumprira suas promessas até a chegada do Messias, ainda que não reconhecido por todos eles. Aqui está um cristão, diácono da igreja em Jerusalém, diante das altas autoridades da nação e da fé deles, testemunhando e fazendo a aplicação das histórias do seu povo, no caminho da redenção através de Jesus Cristo, que para esses novos seguidores não havia nenhuma dúvida de quem Jesus era e como ele estava conectado a todas as promessas de Deus e dentro das alianças patriarcais. Estevão, tinha conhecimento e raiz profunda na cultura e na tradição de seu povo, como nas doutrinas e leis espirituais da Palavra de Deus. Meu destaque hoje é para as declarações feitas de que Deus “livrou a José de todas as suas tribulações” – É fato que Deus esteve com José o tempo todo e em todas as circunstancias que lhe ocorreram. É fato que Deus está conosco, hoje, agora no século 21 tão presente e tão cuidadoso quanto o foi com José. Quando olhamos detalhadamente para os fatos, e pudemos ainda que de forma simples e rasa, ler, meditar e pensar sobre quase todos os registros sobre José, mas como a Bíblia é viva e eficaz, com certeza não cobrimos tudo e voltando a meditar, aprenderemos muitas outras verdades que se apresentam novas a cada dia. As lutas, provas, tribulações e sofrimentos que se abateram sobre aquele jovem, foram de fato, instrumentos e ferramentas nas mãos poderosas de Deus para trabalhar o seu caráter, aperfeiçoar suas habilidades, torna-lo disciplinado e produtivo. Essas ainda são as razões porque você e eu passamos pelos mesmos processos da escola de Deus. E as Escrituras todas, concordam que são para o nosso bem. “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. Mas espero que entendereis que nós não somos reprovados” (2 Co 13.5,6). “Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tg 1.2-4). Ninguém gosta, naturalmente de passar aperto, provação e tribulação. Eu não gosto disso, tanto quanto não gosto de tomar vacina, injeção, ir ao dentista ou fazer assepsia de ferimentos. Mas  todas essas coisas são boas nos seus resultados e o incômodo é menor que os males que elas previnem. Em João 15, ao falar sobre a videira verdadeira, que Jesus admitiu ser ele mesmo em quem todos nós devemos estar ligados, ele citou a importância da disciplina do agricultor, que no caso é Deus, para uma maior produtividade. “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado” (Jo 15.1-3). Aceitemos com humildade e singeleza as correções e disciplinas de nosso Pai celestial, para nosso crescimento e sua honra e glória.

Senhor, nos te adoramos em todo tempo e o queremos fazer com alegria e discernimento em sabedoria espiritual. Graças te damos por não desistir de nós e não nos deixar à própria sorte, sem disciplina e sem tratamentos. Reafirmamos a nossa condição de filhos e servos, aceitos, amados e acolhidos na tua família, para propósitos eternos e grandes, maravilhosos e que serão glória para o teu nome. Através de Jesus, aceita e recebe o nosso culto e a nossa adoração, partindo de corações agradecidos, em Cristo, por Cristo e para Cristo, eternamente, amém.

Pr Jason

Ruben & José

Meditação do dia: 11/09/2021

“Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel (pois ele era o primogênito; mas porque profanara a cama de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; de modo que não foi contado, na genealogia da primogenitura,” (1 Cr 5.1)

Ruben & José – Que diferença faz? O tempo se encarrega de apagar tudo! Já ouvimos isso muitas vezes e por diversas razões, mas é quase unanimidade que é sobre fazer coisas erradas, não acertar ou consertar e tocar a vida para frente como se nada houvesse acontecido. Imaginamos que se tudo começasse no nascimento e tudo acabasse na morte física, quem sabe seria uma alternativa aceitável ou no mínimo racional. Mas nem as filosofias e religiões de origem não cristãs e até pagãs lutam com uma tal eternidade ou vida pós-morte, para melhor ou para pior em conformidade com as ações praticadas em vida. O cristianismo acredita piamente que começamos a vida na concepção e entramos pela eternidade à dentro, certos de que essa vida física e material aqui é uma passagem temporária, depois que o pecado entrou na história humana e a obra da redenção foi levada a efeito num propósito eterno através do sacrifício vicário de Cristo lá na cruz no Monte Calvário nos arredores de Jerusalém, no início da nossa “era cristã. Os antigos hebreus, ainda nos tempos dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó (Israel), cultuavam a Deus, o criador o sacerdócio da fé era exercido pelo pai de família, que passava o legado ao filho mais velho, que era treinado para ser o líder e o sacerdote. Quando da distribuição da herança, ele recebia o dobro de bens e propriedades que os demais irmãos, justamente por se dedicar a cuidar da liderança e religiosidade dos demais e tendo assim menos tempo para cuidar dos negócios. Jacó teve doze filhos, o primogênito era Ruben, filho de Lia. Seria preparado para sua função, mas antes disso ele “aprontou” praticando imoralidade sexual, com uma concubina de seu pai, serva de Raquel e mãe de Dã e Naftali. Por essa atitude Ruben foi desclassificado e perdeu o direito de primogenitura e liderança. “Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama” (Gn 49.3,4). Por motivo de violência desmedida os dois próximos na linha de sucessão foram também alijados, “Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência. No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua teima arrebataram bois. Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel” (Gn 49.5-7). A liderança caiu para Judá, o quarto filho de Jacó e Lia. “Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (Gn 49.8-10). O direito da herança dupla Jacó passou para o primogênito dele com Raquel, a esposa amada, assim José através de Manassés e Efraim, recebeu o dobro dos demais. Judá ficou com a liderança administrativa conforme a sua bênção recebida do pai. “Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos do abismo que está embaixo, com bênçãos dos seios e da madre. As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais, até à extremidade dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos” (Gn 49.25,26). Pequenas ações intempestivas e irresponsáveis podem causar danos espirituais irreparáveis em gerações e gerações, como vimos. Não foram esquecidas e nem ficaram sem a devida correção por Jacó e certamente por Deus. Cuidado com o “não faz mal” – “não tem problema” – “todo mundo faz” – “estamos agora em outro tempo!” Fazemos o certo, porque é certo!

Senhor, obrigado por cuidar para que a tua Palavra e a tua vontade seja feita em todo tempo e para a eternidade. O pecado faz estragos e causa danos na vida que as pessoas não imaginam a responsabilidade de andar em santidade e justiça diante de ti. Agradecemos a obra da redenção em Cristo. Em nome de quem oramos, amém.

Pr Jason