Meditação do dia: 24/09/2026
“Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.” (Sl 57.1)
À Sombra do Onipotente – Quando lemos o Salmo 91, embora muitos criaram um certo misticismo infundado sobre esse salmo, como se ele tivesse algum poder sobrenatural mágico e servisse como amuleto para tantos, até mesmo deixando uma Bíblia grande aberta nesse texto para “proteção” da casa. Claro, isso não faz sentido, e nem devemos incentivar tais práticas, pois levará certamente a pessoa a confiar mais no salmo 91 aberto na Bíblia, do que no Deus Todo-Poderoso, descrito nele e em quem devemos colocar nossa fé e nossa confiança. “¹Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente ²diz ao Senhor: “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio.” ⁴Ele o cobrirá com as suas penas, e, sob as suas asas, você estará seguro; a sua verdade é proteção e escudo” (Sl 91.12,4). Na perspectiva da Novo Aliança, Deus habita dentro de cada um dos seus filhos, que foram regenerados pelo Espírito Santo e são agora o santuário onde Deus habita. Assim, o conceito do Salmo, agora é aplicado pela vida de comunhão e intimidade espiritual, através de uma vida de fé e devoção muito boa, crescente e constante. Essa alma (pessoa) descansa à sombra do Onipotente, o que significa, que ela vive e lida com uma intimidade e proximidade grande na presença do Senhor. Percebe-se que ela não ora como se falasse com um Deus lá no céu, longe, distante; mas é como ela falasse com ele bem de perto, como se fala com alguém que está próximo e numa posição mais elevada, então olhamos para trás e para cima, e conversamos. Essa pessoa revela ter em Deus o seu refúgio e sua fortaleza, um Deus em quem ela confia e a base de sua proteção é a verdade de Deus como sendo um escudo. Andar pela fé é um desafio maravilhoso e o melhor projeto de vida que uma pessoa pode escolher para si. Quando Jesus proferiu o seu sermão profético sobre a cidade de Jerusalém, que o rejeitava, da mesma forma que ela sempre fizera com Deus e com os seus santos profetas, ele citou um juízo que viria sobre ela, mas também citou o grande desejo do seu coração, de protege-la e abriga-la carinhosamente, mas ela o rejeitou. “³⁷Jerusalém, Jerusalém! Você mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, mas vocês não quiseram! ³⁸Eis que a casa de vocês ficará deserta” (Mt 23.37,38). O amor de Deus sempre esteve disponível para a cidade de Jerusalém, como a cidade do grande rei, e a capital do seu povo; Deus estava tratando com uma cidade, como se trata com uma pessoa; assim como ele trata com uma nação ou povos, abençoando, corrigindo e também aplicando os juízos. Sempre com o propósito de produzir justiça e paz, o que abençoaria os povos e facilitaria a sua graça salvadora ser conhecida. Como indivíduos, já alcançados pela salvação em Cristo Jesus, cultivemos a comunhão, encontrando em Deus o nosso refúgio e fortaleza, onde podemos nos abrigar e prosseguir na vida de fé.
Senhor, obrigado por se colocar à disposição de todos nós, para uma abençoar e revelar a tua grandeza, santidade e justiça, que produz paz e nos faz crescer diante de Deus e sermos bênçãos na vida das pessoas que andam perdidas e desgarradas, mas somos as respostas que as boas novas da salvação pode proporcionar a eles. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.
Pr Jason