Simeão é Devolvido

Meditação do dia: 26/02/2021

E ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos tem dado um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fora a Simeão.(Gn 43.23)

Simeão é Devolvido – Quando meditamos sobre essa história, e mais precisamente esses eventos pertinentes a essa reunião provocada por José, estamos olhando de certa forma para o futuro daqueles irmãos, um futuro profético, pois eles deveriam seguir unidos, ou pelo menos juntos, até as feridas cicatrizarem e os laços se fortalecerem de fato. Em cada etapa, algum dos personagens se torna uma figura profética, um tipo até mesmo representando a trindade divina, ainda que naquela altura e em todo o Velho Testamento, eles não viam ou concebiam Deus como trindade. Aqui, José está fora da família por muitos anos, eles o alijaram da companhia e presença e Deus providenciou o lugar adequado para ele crescer, amadurecer e chegar a vir aquele que poderia abençoar a todos no tempo oportuno. Para todos eles, incluindo Jacó, eles eram onze filhos, e seria desse número que viria a nação prometida por Deus. José foi o primeiro a reconhecer seus irmãos e à partir dali trabalhou para produzir a reunião de toda a família. Como estavam na ocasião, apenas dez, José exigiu a presença de Benjamim, enquanto ele não chegava, Simeão ficou retido. Agora com a chegada deles de volta de Canaã com o caçula, eles se encontraram na casa de José e Simeão foi liberado. Olhem, ali estava, na ótica deles, todos os filhos de Jacó, os onze filhos; para eles faltava José, porque eles haviam cometido um ato irresponsável e egoísta providenciando o desaparecimento de José. O único que faltava. Aqueles irmãos representam o povo de Deus em todos os tempos e como povo, ele tem um papel de muita importância, mas o começo de tudo é a formação da unidade pretendida por Deus. Israel (a nação) seria formada por doze tribos, doze, não onze. Os homens trabalharam para sumir com uma para evitar submissão de todos em relação a um deles. Isso precisa ser restaurado. Como igreja, estamos aqui na terra para uma missão e para cumprir a tal missão, precisamos estar em unidade e enquanto ela não se forma, o progresso e a prosperidade não vêm. José estava agindo como figura do ministério do Espírito Santo trabalhando para produzir unidade no Corpo de Cristo; assim ele providenciou os encontros e ainda que eles não entendiam ou sabiam o que se passava, alguém sabia e estava no controle. Deus está construindo unidade da sua igreja e ainda que muitos não conseguem ver e até nem trabalhem para isso, mas o plano maior e aquele que está no comando sabe como fazer as peças se encaixarem. Simeão é o irmão que está fora do grupo, está precisando ser reintegrado e acolhido. Pensemos nisso!

Senhor, obrigado pelo amor e graça dedicado aos teus filhos, que formamos o corpo de Cristo aqui na terra e trabalhamos para que o ministério de abençoar todas as famílias da terra. Obrigado por trazer de volta ao grupo os irmãos que se afastaram ou foram afastados. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Cadê o Dinheiro Que Estava Aqui?

Meditação do dia: 26/02/2021

E ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos tem dado um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fora a Simeão.(Gn 43.23)

Cadê o Dinheiro Estava Aqui? – Não me tornei roteirista de jornalismo investigativo do quadro do Fantástico e também não estou denunciando desfalque em alguma conta pública. Essa meditação tem sido aguardada por mim mesmo à muito tempo. Desde de que li esse texto pela primeira vez ainda no século passado, essa palavra do mordomo de José me atraiu, porque isso tem tudo à ver com caráter e boa administração, ainda mais quando se trata de bens públicos ou de responsabilidades sob nossos cuidados; Coisas essas nas quais José é exemplo de primeira grandeza. Não acredito que corrupção e tirar proveito de funções públicas seja algo que se diga que é “instituição brasileira.” Claro que temos nossas “jabuticabas” e isso não se isenta nem mesmo nos arraias da fé, em toda e qualquer matriz denominacional. Todos e todas tem janelas de vidro, portanto não é de bom alvitre atirar pedras. Deixe-me pontuar aqui, as idéias que estão povoando minha cabeça e imaginação: Começamos por afirmar que José era o governador, com grandes e plenos poderes em toda a terra do Egito, excetuando apenas o trono, onde Faraó era soberano. Também sabemos que ele era excelente administrador e havia feito um excelente trabalho nos anos de fartura e na fome que já estava em vigor conforme ele mesmo previra na interpretação dos sonhos do Faraó. Também era uma pessoa a esta altura, rica e com suficiência de recursos e autoridade para tomar decisões, que eram validadas pela chefe, sem questionamentos. Era homem de confiança. Como ele estava lidando com uma situação particular, pessoal e familiar até então confidencial a todos, provavelmente até da esposa, ele deu a ordem para que na primeira visita dos irmãos, o valor da compra deles fosse devolvido a cada um, de tal forma que todos eles encontraram o não só a mesma quantia, mas o mesmo dinheiro na bagagem, ou sacos de cereais. Levemos em conta que se tratava de moedas ou peças quase sempre de prata, que eram usadas como moeda corrente no comercio. E ordenou José, que enchessem os seus sacos de trigo, e que lhes restituíssem o seu dinheiro a cada um no seu saco, e lhes dessem comida para o caminho; e fizeram-lhes assim (Gn 42.25). A ordem de José fora precisamente executada pelos seus auxiliares e servidores. Mas sabemos que em termos financeiros não existe almoço grátis, alguém sempre paga a conta. Está inferido aqui, que José pagou pelos cereais adquiridos pelos irmãos, pois no texto de hoje, o seu mordomo, encarregado da administração da sua casa e que faria os aprontos necessários para o almoço especial entre eles, afirma que o dinheiro deles havia chegado a ele. “…o vosso dinheiro me chegou a mim.José não fez uso dos bens públicos sob sua guarda, para proveito próprio ou de sua família, o que chamamos de nepotismo, ele pagou pelos cereais e devolveu aos irmãos os valores que eles pagaram. Isso é exemplo de transparência e boa mordomia. Mesmo que no uso de suas atribuições ele poderia ter doado, vendido mais barato ou ficado com o dinheiro para si e devolver depois para eles. Ninguém no Egito, incluindo o Faraó, levaria em conta essa quantia de cereal ou de dinheiro, devido à gratidão que tinham para com ele e a confiança de que suas decisões eram boas e coerentes, de forma que o estado não sofreria qualquer dano. Aquilo que costumo escrever sempre: “Fazemos o certo, porque é certo; não porque é mais fácil, mais lucrativo ou dá menos trabalho.” É tão comum as pessoas confundirem o capital da sua própria empresa, com seus bens pessoais e misturar tudo e ir à falência. É tão comum e acham até normal, apropriarem de cargos, funções e bens sob suas guardas para o benefício próprio, que os honestos se passam por bobos ou incompetentes. Todos somos mordomos de Deus sobre tudo que nos foi confiado. Bens coletivos como o patrimônio da igreja, não é minha propriedade ou meu direito. Administrar isso sem se apropriar ou sem deixar outros o fazerem é nossa responsabilidade. Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel (1 Co 4.1,2). E outra palavra que não podemos sair de nossa vista é: E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens (Cl 3.23).

Senhor meu Deus e meu Pai, sou agradecido por receber a oportunidade de servir como mordomo dos bens a mim confiados. Nada é meu! Tudo é teu e deve ser cuidado e administrado como pertencente ao Senhor. Graças podemos dar pelo senhorio abençoador que exerces sobre tudo e todos; sempre suprindo muito mais abundantemente do que precisamos.  Buscamos sabedoria e graça para sermos fiéis e bons gestores da vida e de tudo que faz dela um grande presente com muita utilidade e propósito. Em nome de Jesus, obrigado, amém.

Pr Jason

Onde Está o Tesouro

Meditação do dia: 25/02/2021

E ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos tem dado um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fora a Simeão.(Gn 43.23)

Onde Está o Tesouro – Pra começo de conversa, o tesouro existe mesmo. Você e eu podemos não ter nos atentado para isso, mas há sim um tesouro, que cada pessoa possui e deve ser explorado. Paulo fala aos cristãos coríntios que o tesouro existe: Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós (2 Co 4.7). Sempre fui fascinado com este texto por ele falar sobre realidades tão grandes, preciosas e palpáveis, mas que exige certas medidas para desfrutar de todo o seu potencial. Está em foco a transcendência espiritual que há no servo de Deus, como templo do Espírito Santo e não apenas estático, mas dinâmico pois o Espírito Santo é criativo, é criador e vivificador. Esse conteúdo precioso está contido numa estrutura física-material, que é o corpo humano, sede do seu próprio espírito, que é a pessoa real, e onde habita o Espírito de Deus. O conteúdo é que é valioso, o frasco nem tanto, mas por extensão, se torna precioso e valioso pela utilidade. Uma das minhas aplicações de comparativos para melhor esclarecer, é o velho e saudoso pote de barro, onde os antigos depositavam água, até daí o termo “água potável” (?) Na primeira utilização, o vaso novo transfere para a água todo o gosto do barro, sendo necessário a troca de conteúdo várias vezes, até estar apropriado. Veja bem, o vaso, ou pote, é um recipiente adequado, mas precisa ser tratado até sua função ser possível sem interferir no conteúdo. Nós, como vasos de barro, e o termo é muito apropriado, porque até literalmente o somos; contendo uma preciosidade que é a pessoa e o poder do Espírito Santo. Como vasos vivos, tentamos manter o controle e assim a manifestação daquele precioso conteúdo é afetado pelo elemento humano. O quebrantamento, a rendição ou a consagração da nossa vida é que processa a purificação devida para n não interferência. Estou utilizando palavras bem suaves e generosas  para esses processos, mas Paulo não foi tão sutil e suave assim, ele faz uso de termos francos e direitos, como “mortificação,” “fazer morrer,” “subjugar “ e até mesmo “crucificar.” Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado (Rm 6.6). ou Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria (Cl 3.5). Ainda temos Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado (1 Co 9.27). ouvi de uma senhora muito pobre que vivia no seu casebre, e que um dia, um visitante ficou curioso com uma pedra que ela utilizava para escorar a porta e descobriu ser um enorme diamante. Ela vivera toda a sua vida de pose de um tesouro, mas por desconhecer, nunca usufruíra. Então, não basta ter um tesouro, é preciso reconhece-lo e fazer uso apropriado. Os irmãos de José nunca tinham visto aquilo como tesouro, mas como fonte de preocupação. Eles desconheciam a generosidade de alguém que lhes queria muito bem, muito acima e além de tesouros materiais e meios de adquirir alimentos para sobreviver. Eles foram do Egito até Canaã, sem saber que tinham um tesouro em suas posses; quando descobriram, ficaram arrasados e preocupados porque tinha potencial de escravidão e tristeza. Voltam ao Egito e ainda estavam convictos de algo que de fato não era. Quantas pessoas levam uma vida inteira para descobrir que sempre tiveram um tesouro e que poderiam ter se dado melhor se o utilizassem. Qual é o teu tesouro? Acredita que levei mais de 50 anos para descobrir a dádiva de escrever? Pois não sou muito diferente de tantos de vocês.

Pai, obrigado pelos tesouros distribuídos entre os seus filhos e todos podem fazer uso deles para se desenvolverem e até progredirem na vida pessoal, familiar e até ministerial. Graças pelos talentos disponíveis que torna a igreja um lugar tão maravilhoso de se conviver e construir histórias juntos. Obrigado Espírito Santo por desempenhar o maravilhoso trabalho de mordomo do Senhor da igreja, nos dizendo e revelando as bênçãos e os tesouros que dispuseste a cada um de todos nós. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Meu Deus e o Deus de Meu Pai

Meditação do dia: 24/02/2021

E ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos tem dado um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fora a Simeão.(Gn 43.23)

O Meu Deus e o Deus de Meu Pai – Não é a mesma coisa? Não se trata do mesmo Deus? Como já diziam os antigos, é mas não é! Pode ser, mas definitivamente não estamos falando da mesma coisa! Confundiu ainda mais? Então estamos no caminho certo, pois estamos falando de experiencias pessoais com o Deus Todo Poderoso, isso mesmo, o Criador de todas as coisas, a quem o patriarca Abraão gostava de chamar de “Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra.” Também gostei muito desse modo particular desenvolvido pelo pai Abraão, e que em minha tosca maneira de tentar imitar as pisadas do pai da fé, fico na sombra daquela fé de desfrutar da amizade e comunhão, que hoje é possível pela fé em Cristo, que me possibilitou servir em Espírito e em verdade, de modo que só mesmo pela fé, se tornou possível. Ouvi de alguém que me inspira respeito, que o Deus da nossa experiencia pode ser diferente daquele da nossa teologia. É possível ter uma teologia ortodoxa, sadia, equilibrada e certamente muito bem centrada nas Escrituras, mas isso não conferir com a vida experimental prática. Haverá uma discrepância entre o credo e a confissão real. Olhamos nas Escrituras e vemos Abel e Caim levantando altares, mas as conclusões de seus rituais de adoração e serviço foram muito distintas. Podemos observar Esaú e Jacó, que eram filhos e netos de pessoas tremendamente abençoadas em termos de fé e relacionamentos com Deus e que foram instruídos igualmente, mas a conduta de cada um evidencia um abismo entre uma vida e outra em termos espirituais. Os filhos de Jacó, agora estão enfrentando seus próprios dilemas de vida e a fé deles está sendo colocada à prova e para eles, a reprovação não podia ser uma opção. Enquanto estavam temerosos e inseguros, tentando se justificarem, recebem uma palavra positiva de um mordomo do governador, apontando-lhes um melhor caminho, onde o Deus deles, e o Deus de seu pai, estava operando maravilhas para reagrupar os irmãos em torno de uma aliança, já estabelecida e vital para o futuro da nação prometida. O Deus do pai deles, precisava se tornar também o Deus deles, por opção e fé, tal qual Jacó ao sair de casa, naquela primeira noite, ao sonhar com aquela escada que ligava céu e terra; ali ele experimentou andar pela fé, ali ele orou, fez voto, ungiu uma coluna e anos mais tarde voltar para cumprir sua palavra, porque tudo se tornara real. Podemos ter pais piedosos, igrejas e pastores fortes em Deus, mas cada um de nós precisa caminhar com os próprios pés. Como diz o provérbio irlandês: “Você precisa trabalhar o seu próprio crescimento, não importa o tamanho do seu avô!”

Pai, obrigado por ser o Deus de Abraão, Isaque e Jacó;  também dos profetas e apóstolos, o que importa é que és também o Deus da minha salvação. Sou grato pela oportunidade de conhecer a tua Palavra e nela experimentar Jesus, o autor e consumador da minha fé. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Temais

Meditação do dia: 23/02/2021

E ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos tem dado um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fora a Simeão.(Gn 43.23)

Não Temais – Considerando as situações de cada experiencia pessoal, podemos acolher com muita fé os ricos ensinamentos que a Palavra de Deus nos oferece, ainda que seja numa expressão pequena. Olhando os contextos da vida, é esperado que toda pessoa que receba uma palavra “NÃO TEMAS,” esteja passando por uma situação temerária. Exortar alguém a ser corajoso, não temer, sendo que ela não se encontra em perigo ou risco, não faz o menor sentido. Sabendo que Deus não desperdiça nada e não erra em qualquer detalhe, então estamos cientes de que aquele que conhece a mente e os corações, está dando uma palavra poderosa que aquele coração saberá discernir. Os irmãos de José tinham muitas razões para estarem temerosos; pois eles conheciam seus corações cheios de animosidade e intolerância que mostraram ao irmão, um garoto ainda e não só não foram compassivos e zelosos como irmãos, como também mentiram e persistiram no erro por todos esses anos. Na primeira viagem, se viram pressionados e cobrados pelo “sangue do irmão” que eles próprios disseram que viram a sua agonia pedindo socorro e eles não atenderam. Um deles ficou detido em prisão até a volta de todos com o irmão mais novo que o governador exigiu como condição para liberar o acesso deles ao mercado de cereais que eles dependiam para o sustento de suas casas. Acrescente-se a isso, que o dinheiro do pagamento de todos eles fora encontrado e eles não tinham explicação para nada disso. Por último agora, um convite inesperado e generoso demais da parte do governador para irem à sua casa para uma refeição especial. Aqui na nossa cultura costumamos asseverar que “quem não deve, não teme.” Outro lado da questão que precisamos examinar e levar em consideração é o fato de que nossa visão é muito limitada, e dificilmente conseguimos divisar numa mesma situação o agir sobrenatural de Deus e os movimentos naturais e materiais do cotidiano. Quase sempre leva algum tempo para ligarmos os pontos e então percebermos que Deus estava agindo ali, abrindo portas, realizando intervenções e colocando pessoas para servir de forma especial, para um fim maior e melhor dentro de sua vontade. Nem é tão estranho, orarmos sobre uma situação e quando ela acontece, ficamos deslumbrados e exclamamos: “Não acredito que está acontecendo!!!” Nesses tempos de pandemia, intensificamos o movimento de oração na igreja e particularmente estava orando por aprender mais sobre os dons espirituais, especialmente os de discernimento e sabedoria. Certa noite, estava orando sozinho no templo, quando baixou aquele clima sinistro, pesado e aterrador, parecia que o local seria invadido por hostes de demônios e sei lá o que mais; nunca passei tanto medo; clamei, repreendi, reivindiquei a autoridade do nome de Jesus e me abriguei encostado na parede, até que aquilo foi aliviando e passou. Alguns dias depois eu vim a receber o discernimento, de que aquilo era a forma de aprender a discernir verdades espirituais. Treinamento prático, ao vivo e à cores (escura melhor dizendo). Como discernir espíritos sem a presença de espíritos ou ações espirituais? Naquela hora, um “Não temas” cairia muito bem! Também os componentes emocionais e psicológicos presentes em nossas vidas fazem parte de nossas experiencias e elas podem ajudar ou atrapalhar as iniciativas do espírito. Por isso precisamos crescer na graça e no conhecimento de Cristo Jesus. Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade” (2 Pe 3.18).

Graças te damos Senhor, por toda a bondade e misericórdia demonstrado para conosco em Cristo Jesus. Pedimos sabedoria e ajuda para crescermos em tua graça e no teu conhecimento, porque tu és grandioso em poder e tens todos os componentes que nos permitem acessar as riquezas infinitas da sabedoria divina. Agradecemos por deixar o teu Espírito Santo para nos guiar a toda a verdade e assim nos desenvolver dia a dia até chegarmos a ser maduros, perfeitos em Cristo. Em nome de quem oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

Paz Seja Convosco

Meditação do dia: 22/02/2021

E ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos tem dado um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fora a Simeão.(Gn 43.23)

Paz Seja Convosco – Esta é sem dúvida uma das expressões mais bem vindas para todas as pessoas em praticamente todas as situações. Ela é uma saudação tranquilizadora para quando se está em temor, seja ele piedoso ou simplesmente em desassossego de alma. Por inúmeras vezes vemos personagens bíblicos terem experiencias de encontros sobrenaturais, com Deus, ou anjos, ou  tão somente uma revelação espiritual e isso lhes infunde um temor santo e as vezes lhes faltam as forças físicas para responderem aos instintos de permanecer firme e então ouvem essas palavras benditas que de fato trazem paz e descanso para suas almas. A constituição físico-material do ser humano é a sede do nosso espírito, ou da pessoa verdadeira. Em maioria absoluta, os cristãos acreditam serem um espirito que tem uma alma e moram num corpo físico. A verdadeira pessoa, é o espírito, que se torna a sede, o templo ou morada do Espírito Santo de Deus. O Espírito Santo não mora no nosso corpo, nossa cabeça, etc. Ele mora no nosso espírito. Deus é Espírito e assim nos criou à sua imagem e semelhança. Todos os relacionamentos de Deus com o ser humano são feitos à nível de espírito. Lidamos com as questões espirituais no nível do Espírito. A fé pertence ao domínio do espírito, por isso culto, adoração, comunhão, revelação, interação e manifestações espirituais acontecem no espírito, nunca na alma ou no corpo. Lembrando é claro, que somos uma pessoa completa e as partes são apenas para questões de estudo e entendimento. Mas interagimos como uma unidade. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Ts 5.23). Mas voltando ao nosso ponto histórico onde os irmãos de José estavam aflitos e com todos os receios possíveis, pensando mais no pior que lhes poderia acontecer do que na prosperidade e na bênção que estava às suas portas. Mas também quero destacar aquilo que dizemos sobre o poder da influencia saudável que deve ser uma marca constante dos servos de Deus. José sempre fora um homem de fé e de bom testemunho, mesmo no início de sua vida naquelas terras, ele foi construtivo e abençoador para com todas as pessoas. Todos que se relacionaram com ele foram abençoados pela companhia agradável de uma pessoa de fé, mas também o favor de Deus lhes acompanhava. Então, não é nada estranho nos depararmos com o seu mordomo pessoal, o homem de confiança sobre a sua casa tendo um comportamento abençoador, e fazendo uso de termos próprios da fé de José. Podemos chamar isso de “DISCIPULADO!” Compartilhar a fé de forma a influenciar e produzir transformações nas vidas. O Egito, famoso por seus “deuses e cultos” tão enraizados nas vidas das pessoas, que se confunde com o próprio estado e governo, já que até o Faraó era tido como deus. Não como José! José estava no Egito, mas o Egito nunca esteve em José! Ainda que fosse único em todos os níveis naquela cultura, ele exerceu influencia, casou-se com uma filha de sacerdote do culto egípcio, esteve na prisão, ascendeu ao poder e certamente frequentava as rodas sociais da elite, sem se contaminar, sem ceder e fazendo se respeitar. Isso não é desafio para nós, adoradores do mesmo Altíssimo, possuidor dos céus e da terra? Como está sendo sua influencia nas pessoas ao seu redor? Estou desafiando a mim e a vocês a melhorarmos nosso rendimento de forma intencional.

Pai, graças te damos por seu amor e graça infinita mostrada a nós, em relacionamentos de amor redentor, através de Jesus. Buscamos sabedoria e firmeza de propósitos para sermos eficientes no testemunho de nossa fé e comunhão contigo. Estamos aqui neste mundo para um propósito muito especial de abençoarmos as pessoas que precisam da luz do Evangelho de Cristo. Somos sal e luz e não podemos perder as qualidades que farão a diferença para essas vidas. Oramos por sabedoria em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

O Medo de Perder

Meditação do dia: 21/02/2021

Então temeram aqueles homens, porquanto foram levados à casa de José, e diziam: Por causa do dinheiro que dantes voltou nos nossos sacos, fomos trazidos aqui, para nos incriminar e cair sobre nós, para que nos tome por servos, e a nossos jumentos.(Gn 43.18)

O Medo de Perder – O que antes, por muitos anos ou séculos se percebia emocionalmente, mais recentemente foi medido estatística e matematicamente por experimentos de comprovação científica. Estamos falando dos efeitos psicológicos e emocionais nas perdas e ganhos da vida. Recentemente, em 2017, O norte-americano de 72 anos Richard Thaler venceu o Nobel de Economia por suas contribuições para a economia comportamental, juntando a economia e a psicologia. Em 2002 o ganhador do Nobel de Economia foi Daniel Kahneman (Tel Aviv, 05/03/1934) é um teórico da economia comportamental, a qual combina a economia com a ciência cognitiva para explicar o comportamento aparentemente irracional da gestão do risco pelos seres humanos. Em 17 anos, dois prêmios Nobel para teóricos da psicologia comportamental na economia. Já li os dois e vale a pena. Deixe-me trazer para a nossa prática de vida diária, o conceito referido por eles. A alegria de ganhar digamos cem reais é menor do que a dor de perder os mesmos cem reais. Quando alguém compra um produto numa promoção, por um preço muito bom, ele fica feliz, mas se descobrir que em outro estabelecimento poderia ter comprado o mesmo produto sem promoção por preço ainda melhor, ele tem uma tremenda frustração, embora tenha ganhado na compra. Por isso mesmo podemos ver as parábolas contadas na Bíblia, especialmente em Lucas capitulo quinze, conhecido como o capítulo das coisas perdidas. Jesus começou com a parábola do homem que tinha cem ovelhas e saiu numa busca frenética pela única que desgarrou. Depois conta a história da mulher que tinha dez moedas e perdeu uma dentro de casa e promoveu uma verdadeira faxina até encontrar aquela moeda de pouco valor. Finalmente ele fala dos dois filhos do fazendeiro que exigiu sua parte antecipada da herança e partiu desperdiçando tudo e voltando na miséria. Nos três exemplos fizeram festas e celebrações pela recuperação da perda. Tudo isso foi aplicado ao valor que Deus confere a cada pobre alma perdida no pecado e se converte de seus maus caminhos, voltando sua fé ao Criador. “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lc 15.7). As três histórias são finalizadas com a citação da alegria pela recuperação de um bem precioso que se perdera e finalmente foi encontrado. À semelhança de todos os homens, distantes de Deus e da verdadeira comunhão, os irmãos de José, estavam temerosos da possível perda que sofreriam, caso o governador resolvesse ser desleal e aproveitar de sua posição de autoridade sobre eles e prejudica-los. Só quando a confiança e o conhecimento verdadeiro veio em seus corações é que perceberam que todos os seus medos e temores eram injustificados, diante da generosa e abundante riqueza do coração e das intenções do governador para com eles. Isso é um convite para deixarmos de desconfiar do caráter de Deus e nos lançarmos confiadamente em seus braços e descansar nossas almas. Como o próprio Senhor disse através do profeta Jeremias: Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais (Jr 29.11).

 

Senhor, graças te rendemos e nos aproximamos de teu trono de graça e misericórdia, para acharmos graça em tempo oportuno. Somos carentes e necessitados de tua bondade e ela tem estado estendida para nós todos os dias e nem sempre temos nos atentado para isso. Agradecemos pela tão grande salvação revelada em Cristo Jesus. Obrigado, Pai, de todo o nosso coração, oramos em fé e agradecidos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Temor dos Homens

Meditação do dia: 20/02/2021

Então temeram aqueles homens, porquanto foram levados à casa de José, e diziam: Por causa do dinheiro que dantes voltou nos nossos sacos, fomos trazidos aqui, para nos incriminar e cair sobre nós, para que nos tome por servos, e a nossos jumentos.(Gn 43.18)

O Temor dos Homens – Como as palavras são objetos muito precisos, faz-se necessário desdobrar uma ambivalência como nesse caso, quando nos referimos a “TEMOR.” Ao consultarmos os possíveis sinônimos, encontramos duas definições mais práticas e acessíveis para validar o que estamos observando: 1. Falta de tranquilidade, sensação de ameaça; susto. 2. Por extensão, sentimento de profundo respeito e obediência. “a Deus.” Para efeito de nossa meditação hoje, consideramos isso suficiente; uma definição, digamos de temor humano, racional ou psicológico e uma vertente espiritual, se referindo a Deus e nosso relacionamento com ele. Ainda assim, se faz necessário situar as aplicações dentro dos devidos contextos, pois no sentido lato, devemos temer a Deus e não temer os homens. Somos instados a respeitar e reverenciar a Deus e não ter respeito e não se curvar aos homens. Isso em contexto de culto, adoração e rituais de fé. Quando focamos nos relacionamentos  sociais e questões de autoridade, a mesma Palavra de Deus, nos leva por questão de fé e testemunho, nos coloca em obediência e respeito à pessoas em autoridade e nesse caso nos submetermos com respeito e dar-lhe a devida honra e obediência, porque elas mesmas foram instituídas por Deus, para nosso bem e o bom andamento da sociedade. Até parece aquelas experiencias dos pais com os filhos quando pequenos: as crianças recebem elogios e palavras de afirmações que elas são grandes, fortes e podem fazer coisas grandes. Imediatamente, a criança quer pegar ou fazer algo muito acima de suas forças e os pais dizem: “Você ainda é muito pequeno, não forças e isso é para gente grande!” Na cabecinha delas fica a incógnita: “Afinal, sou grande e forte, ou pequena e fraca:” A bem da verdade, elas são as duas coisas, sem nenhuma contradição. Assim, as mesmas Escrituras Sagradas que afirmam: E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo (Mt 10.28). Também afirma: Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei. Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus. Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente (1 Pe 2.17-19). Nosso texto base para a meditação de hoje, nos leva a olhar objetivamente para o paralelo de idéias de como nós, humanos, nos comportamos diante das realidades espirituais que a vida com Deus nos proporciona. Guardando-se as devidas proporções na analogia, José era muito grande, poderoso e de certa forma inacessível aos seus irmãos se ele assim o quisesse. Sua condição de governador preposto de Faraó, o tornava “todo-poderoso” diante de plebeus estrangeiros, que vieram suplicar favores reais. Mas José escolheu atender e lidar pessoalmente com aqueles forasteiros, que mesmo face a face não o reconheceu. Ele criou situações, que do ponto de vista de seus irmãos, eram embaraçosas, difíceis, que os colocaram em situações de vulnerabilidade e terem que dar provas de idoneidade, quando aquilo era muito difícil de se fazer pelas escolhas erradas, sucessivas e dissimuladas que eles adotaram como estilo de vida. Agora, a transparência, a sinceridade e a verdade clara, era algo de difícil acesso para eles. A mesma coisa vista do ponto de vista de José, eram situações que mexiam com o coração e alma deles, chamando-os ao arrependimento e a fé criativa e abençoadora, como as alianças eternas que eles tinham no coração, mas as riquezas e os cuidados dessa vida estavam sufocando a produtividade, como Jesus ensinou na parábola do Semeador, quando a semente caiu entre os espinhos. E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera (Mt 13.22). José os convidou para um almoço especial em sua casa; algo não acessível a qualquer um, um banquete farto, rico e de boas companhias. Eles contudo, ficaram desconfiados e atemorizados, imaginando que na verdade se tratava de uma cilada, para tirar proveito deles, tomar suas riquezas, escraviza-los e até mesmo tomar seus jumentos. (ideias de jumentos mesmo!) Não é assim que os homens pecadores encaram o afável convite de Deus através das boas novas de salvação gratuita pela fé em Cristo Jesus? Quantos não pensam que Deus tá interessado em tomar seus brinquedos, suas riquezas, suas liberdades e fazer deles servos para toda a eternidade? O pecado enganado por seu coração perverso não imagina que é infinitamente melhor ser servo de Deus do que ser livre e sócio majoritário do capeta. Minha oração, hoje serão as palavras de uma canção dos velhos e bons tempos de John Newton:

A graça eterna de Jesus, que veio me libertar,
a mim tão grande pecador, ó graça singular.

Tal graça o medo me levou, desde o dia em que eu cri,
e bem feliz me transformou; tal nunca mereci.

Pr Jason

Levados Para a Casa de José

Meditação do dia: 19/02/2021

E o homem fez como José dissera, e levou-os à casa de José.(Gn 43.17)

Levados Para a Casa de José – Vamos lidar hoje em nossa meditação com situações que estão fora do nosso controle, mas há possíveis intenções boas mas ainda ocultas e que sendo assim produzem insegurança e inquietação. Naturalmente fiquemos inquietos e ansiosos quando não temos o controle da situação. Nos sentimos desconfortáveis e propensos a agir em qualquer direção, exceto aquietar-se. Talvez seja essa uma das razões porque andar e viver pela fé se torna um desafio tão grande para muitas pessoas. Pensando nos irmãos de José, que estavam passando por um período de provações muito grandes, e sempre em nível crescente, desde que conheceram o governador do Egito. A cada passo que eles davam, respondendo uma de suas indagações, eles se viam comprometidos com alguma situação fora de controle e que exigiria um novo movimento que por sua vez provocaria mais comprometimento e menos espaço de manobra para escapar. Nesse episódio eles acabam de chegar de viagem trazendo consigo o irmão mais novo, exigência do governador para comprovar a idoneidade deles e assim libertar o Simeão, que ficara como garantia. Trouxeram também o dinheiro que seria para pagar a primeira compra, mas que misteriosamente fora devolvido no saco de mantimento de cada um deles. Para evitar surpresas, trouxeram o dobro do dinheiro e ainda presentes para ganhar a simpatia do governador. Agora foram encaminhados para a residência particular do homem forte do Egito, e isso poderia  ser uma nova situação na qual eles não teriam como controlar e antes da alegria, veio a preocupação. Acredito que não só eles, mas a qualquer um de nós, ainda hoje, numa experiencia de viagem internacional, se ver cercado por limitações não previstas e as autoridades locais fazendo pressão e ao invés das permissões esperadas, nos conduzirem para a residência oficial do governador ou autoridade similar, também teríamos muitas perguntas e poucas respostas à princípio. Andar pela fé exige um nível de confiança muito grande entre o servo e o seu Senhor. Quando olhamos para a vida como uma jornada em que iniciamos a caminhada rumo à eternidade, sabemos que iremos enfrentar muitas situações nas quais teremos que exercitar a nossa fé no cuidado de Deus e esperar inteiramente nele. Os pilares da fé cristã, tal qual Jesus e seus apóstolos colocaram, mostram como Deus é bom e cuidadoso, não deixando faltar nada e ainda suprindo com generosidade toda a sorte de provisões para seus filhos e servos. No Sermão do Monte, ou mais conhecido como as bem-aventuranças, Jesus deixou muito claro, que podemos exercer a fé na capacidade do Pai Celestial, suprir sempre, sem necessidade de ficarmos ansiosos e preocupados com os cuidados dessa vida. Ele compara a capacidade suprema de Deus em fazer melhor do que o Rei Salomão fez ou poderia fazer; disse que Deus cuida das aves dos céus e das flores do campo, e com igual cuidado ele abençoaria os seus filhos que são muito mais importantes em valor diante dele. Os irmãos de José, ainda precisavam conhecer e assim poder confiar no caráter de José, tal qual nós, precisamos conhecer e confiar no caráter de Deus. As situações nos levam para lugares onde não temos poder e nem controle, mas aquele que é fiel está atento a tudo e não deixará de oferecer as melhores oportunidades de crescimento na fé e na sua graça. Podemos confiar, sempre.

Senhor, meu Deus e meu Pai, todos os dias nos deparamos com desafios de fé e podemos continuar acreditando no teu caráter e na tua fidelidade. Em Cristo podemos todas as coisas, porque ele nos fortalece e pagou um alto preço para que tudo estivesse disponível a nós pela fé. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Convite Para Almoço

Meditação do dia: 18/02/2021

Vendo, pois, José a Benjamim com eles, disse ao que estava sobre a sua casa: Leva estes homens à casa, e mata reses, e prepara tudo; porque estes homens comerão comigo ao meio-dia.(Gn 43.16)

Um Convite Para Almoço – Além da meditação nossa de hoje, sobre o convite-intimação de José para com os seus irmãos irem até sua humilde casa para almoçar ao meio dia, desejo aproveitar o tema para fazer um comercial de um trabalho muito legal, que está sendo implementado aqui na Monte das Oliveiras, especialmente entre as irmãs, à partir de um modelo já existente no Brasil e até onde sei, veio de Goiânia. Trata-se do que denominam de “A Experiencia da Mesa.” Fazer as refeições em família transforma relacionamentos. Você deve achar que estou exagerando, mas não estou. A experiência da mesa no seu lar é uma dedicação diária para a sua família e quem mora com você. Quando nos sentamos em uma mesa arrumada, temos a sensação de bem-estar e acolhimento, o que torna o momento da refeição ainda mais especial. Mas é importante termos a ciência de que, além de alimentar e fortalecer o nosso corpo, a mesa proporciona experiências que alimentam e fortalecem também o nosso relacionamento com quem está ali.  O Senhor se agrada da mesa. Desde quando a arquitetou, na época de Moisés “Faça também uma mesa de madeira de acácia com 90 centímetros de comprimento, 45 centímetros de largura e 67,5 centímetros de altura. Revista-a com ouro puro e coloque uma moldura de ouro ao seu redor. Enfeite-a com uma borda de 8 centímetros de largura e com uma moldura de ouro ao redor da borda. Coloque sobre a mesa os pães da presença, de modo que fiquem diante de mim o tempo todo” (Ex 25.23-25,30). Deus designou uma função linda para ela: ser o lugar aonde ficaria os pães da presença, o que agora nos é revelado como a própria presença de Jesus, o Pão da Vida. Ele, nosso Senhor, que tem poder para fazer muito mais do que esperamos, estando na mesa conosco, pode curar, restaurar, fortalecer e reconciliar nossos relacionamentos. O QUE SIGNIFICA A MESA? A palavra de Deus nos deixa em vários textos referências Bíblicas sobre a importância da mesa e para todas elas entendemos que precisamos  estudar mais a fundo a experiência em 4 pilares: 1. A MESA É LUGAR DE PROPÓSITO – É na mesa onde a família se reúne e que Deus se revela. Nenhum outro lugar e momento é tão oportuno para a revelação do caráter de Deus na família do que este, quando todos estão em torno da mesa. 2. A MESA É LUGAR DE PROVISÃO – Aprendemos a descansar naquele que não nos deixa faltar o pão nosso de cada dia. 3. A MESA É LUGAR DE PARTICIPAÇÃO – Na mesa fazemos a troca de experiências do cotidiano, sentimos prazer de estar juntos em comunhão construindo relacionamentos. 4. A MESA É LUGAR DE PREPARAÇÃO – O lugar que preparamos os filhos. Somos como arqueiros para lança-los como flecha. Para fechar, use o que você tem, dê o seu melhor, deposite amor e carinho ao colocar a mesa. Não faz diferença se sua mesa de jantar é arrumada para dois ou para doze. A presença divina à mesa não depende do número de pessoas, da qualidade da comida, da apresentação dos pratos ou da arrumação da mesa, mas sim da sua disposição em convidar Jesus para entrar em seu lar e se sentar em sua mesa. Deixe que a presença dele ali transforme sua família! Tá feito o merchandising para a Tatiane, maiores informações só com ela mesma. Ao olhar essa idéia, com o propósito de José naquele dia, temos que considerar que ele estava absolutamente certo em proporcionar um momento família, com todos à mesa, sem pressa e sem correria. Ele tinha planos e queria muito promover a unidade necessária para colocar toda a família de volta nos trilhos das promessas de Deus. Ninguém havia dito que à caminho de se tornar uma grande nação, eles teriam que passar pelo Egito, mas também não havia nada que dizia o contrário. José estava como o precursor, um embaixador e porque não, um arauto do Reino de Deus, nas terras do Faraó. Um almoço em família pode ser um instrumento de gerar comunhão e fortalecer laços que servirão para o preparo para tudo que o futuro reserva. “O caminho de Deus é perfeito; as promessas do Senhor sempre se cumprem; ele é escudo para todos que nele se refugiam” (Sl 18.30).

Graças te rendemos Senhor, por sua provisão toda especial de uma mesa onde todos são convidados e bem vindos, pois há provisão suficiente e abundante para todos, em Cristo Jesus. Ele é o Pão da Vida! Obrigado, porque não só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que procede do Senhor e cremos nisso e aceitamos a nossa porção de cada dia, na tua presença. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason