Enfim, Em Casa

Meditação do dia: 19/11/2019

  E Jacó veio a seu pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque.” (Gn 35.27)

Enfim, Em Casa –  Nosso adágio é que “o bom filho à casa torna!” Depois de uma longa jornada, quando um rapaz saiu de casa, enviado pelos pais para uma terra distante para viver com parentes maternos por um tempo. Agora está de volta, e com uma nova história. Foram anos de muito trabalho, muitas provações pessoais, mas também de muitas experiências com Deus. O resumo de tudo, se podemos assim dizer, é que saiu um rapaz e voltou um homem. Saiu alguém que corria risco de vida por atitudes não muito boas e voltou um homem com caráter transformado, uma resiliência incomum capaz de enfrentar todos os desafios e prevalecer. Costumamos dizer que a vida dá voltas, muitas voltas, e de repente estamos no novamente no ponto de origem. Aqui encontramos Israel, o antigo Jacó, de volta para casa, a casa dos pais; naquele tempo de sua saída, se dizia que Canaã era a Terra Prometida de Abraão e Isaque e que um dia seria dos seus descendentes, que seriam grandes em multidão. Encontramos no regresso, a Terra Prometida de Abraão, Isaque e Jacó com seus muitos filhos e uma tribo já numerosa. Essa volta para casa reflete a fidelidade de Deus para com suas promessas, pois quando ele partiu naquela primeira noite em Betel, houve um encontro e uma promessa da parte do Senhor, que agora está finalizada. E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado (Gn 28.13-15). Queremos relembrar aqui, e aplicar às nossas experiências de vida com Deus. Todos partimos numa jornada interior de crescimento e busca da nossa identidade e destino. Sempre temos que renunciar as facilidades e comodidades da vida natural, tal como Jacó, um filho de fazendeiro rico, sair de casa só com a roupa do corpo e algumas provisões para o caminho. Começar do zero é desafiador para qualquer e em qualquer época, mas o elemento fé não pode ser deixado para trás. Materialmente e em termos de recursos financeiros Jacó não pode levar nada; mas ele levou consigo uma herança de fé muito forte, se bem que ainda suas experiências pessoais com Deus eram poucas e rasas; mas elas cresceram e ele se fortaleceu. Mesmo vivendo na casa e na terra de um trapaceiro profissional, Jacó se firmou e se estabeleceu como um homem de caráter, cumpridor de sua palavra e honrado no seu serviço. A bênção de Deus o acompanhou tal como fora lhe prometido. Isso, é o que conta no processo de discipulado que Deus oferece. Sai como pode, mas volta como deve. Sai como homem e volta como homem de Deus. Conforme os ensinos de Tiago, as provações e tentações trabalham a nossa favor e devemos sair desse período fortalecidos, aprovados e satisfeitos. Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações;
Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma
(Tg1.2-4). Uma boa lição dessa experiência de Jacó é que ele não voltar para casa voltando para trás, retrocedendo, mas subindo, andando para frente, conquistando e se estabelecendo exatamente como o projeto de Deus para ele naquele tempo de sua vida. Gosto muito de sua chave de sabedoria que diz que “devemos estar no lugar onde as pessoas que serão usadas por Deus para nos abençoar nos vejam.” Nenhum de nós deve voltar para casa, se assim não for o plano de Deus e o tempo de Deus. Também não devemos ir em frente, sem uma revelação específica de que devemos fazer isso. O melhor lugar para se estar é no centro da perfeita vontade de Deus.

Senhor, nós estamos aqui, como peregrinos numa terra que não é nossa, pois a nossa pátria está nos céus, de onde aguardamos o nosso Senhor Jesus. Estamos aqui, mas não somos daqui; nossa estada aqui tem à ver com uma missão a ser cumprida e uma mensagem a ser proclamada. Obrigado por nos tornar participantes do teu projeto eterno, e pela motivação que vem ao nosso coração pelo Espírito Santo que habita em nós e nos guia a toda verdade. Queremos aprender a lição de hoje para hoje e assim andarmos em fé, obediência e humildade sob a tua direção, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Imoralidade em Família

Meditação do dia: 18/11/2019

  E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. E eram doze os filhos de Jacó.” (Gn 35.22)

Imoralidade em Família – O elefante está no meio da sala, incomodando todos da casa, todos os dias desde que ele era pequenino e entro pela porta e foi aceito, alimentado, protegido e cuidado. Cresceu, é um temendo estorvo, todos sentem-se incomodados, mas sofrem calados. Essa é uma história alegórica para ilustrar a necessidade de tomar decisões que promovam verdadeiras mudanças. Enquanto a situação atual persistir, incomodando, sendo prejudicial e destrutiva, mas for aceita e ninguém tomar a iniciativa de começar uma transformação, nada de fato vai acontecer. Literalmente, no caso do elefante na sala, alguém da casa precisa ficar tão incomodado que resolva derrubar uma parede e botar o paquiderme para fora e dizer chega! Sala de casa não é lugar para elefante, ele sai a qualquer custo. Assim também são outras questões em família, na empresa, na igreja e onde mais for preciso tomar novos rumos. Estou lançando mão dessa narrativa para falar sobre imoralidade. É um pecado de grande impacto e que faz estragos gigantescos numa pessoa, família e numa sociedade. Os cristãos (me refiro a nós evangélicos), Não estamos imunes e nem longe dessa situação. Somos um segmento da sociedade como um todo e embora tenhamos valores e disciplinas que visam nos proteger e evitar tais males, sabemos que não há garantias de cem por cento de integridade entre as pessoas dos nossos círculos. Efetivamente, os índices de violência doméstica, abuso sexual, abuso moral e abuso infantil, seguramente acontece em menor proporção entre nós, mas acontece. Como em todos os demais casos, normalmente os agressores e abusadores são pessoas próximas, de confiança e também em muitos casos, com autoridade e respeito da vítima, da família dela e da comunidade de convivência. Maior que o mal praticado por essas pessoas, é o silencio que envolve e acoberta tudo em nome de evitar um escândalo, ou preservar uma imagem e ou não causar mais males a outras pessoas e famílias que ainda não sabem ou não foram afetadas. Amados, o bem e o certo em alguma circunstancia pode vir a se tornar mal ou errado; mas o mau e errado, nunca, em circunstancia nenhuma virá se tornar certo. Somos vocacionados por fé para representar o amor de Deus em pessoa, na pessoa de Jesus e fazemos o certo porque é certo. Amamos o certo e o honesto e não é correto encobertarmos o mal sem fazer nada em prol das vítimas. Quando a Bíblia fala para salvar vidas, não se refere apenas a questões espirituais, metafísicas das pessoas, mas a pessoa integral, corpo alma e espírito, a vida humana. Primeiro, devemos medir, avaliar, peneirar nossas motivações e ações com critérios fortes e bíblicos. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Fp 4.8). Esse é o melhor crivo, filtro que conheço para medir se devo fazer ou aceitar qualquer coisa. Segundo, devemos ponderar os valores da nossa fé. Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?
Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus
(I Co 6.9-11). Em terceiro lugar, precisa pesar o valor que Deus atribui a essas práticas criminosas. Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem (Mt 18.6,7). Jesus atribuiu tão grande peso que disse ser preferível um suicídio por afogamento com uma pedra pesada no pescoço se lançando de um precipício do que provocar um mal que desvie um inocente. Também quando ele diz: “ai daquele que produz o escândalo,” deve despertar a atenção pelo sentido dessa expressão “ai dele!” Jacó enfrentou isso dentro de casa com um filho e com uma concubina; a sentença disciplinar veio no tempo da benção paterna aos doze filhos; Rubem simplesmente perdeu o direito de primogenitura e primazia da nação. Uma marca que vai para a eternidade. Não pule esses textos da Bíblia na suas leituras e estudos, eles ensinam muito. O drama de Jacó, serve de alerta e lição para nós, nós famílias e nossas igrejas. Não podemos acomodar ao sistema que o mundo quer impor sobre (in)moralidade, sexualidade, pureza e espiritualidade. Não podemos tapar o sol com a peneira e permitir que obreiros de mal caráter façam vítimas dentre o rebanho que lhes foram confiados. Todos temos responsabilidade de ajudar, acolher, cuidar mas também prevenir e delatar as más práticas e ou as oportunidades que se tornarão situações de abuso e violência.

Senhor, nós oramos pedindo sabedoria e graça, mas também coragem para enfrentar uma prática tão nociva e destrutiva que assola e afeta inocentes e principalmente pessoas indefesas e vulneráveis. Sabemos do poder salvador e restaurador que há na redenção em Cristo Jesus. Sabemos do poder do Senhor produzir cura interior e remover as marcas doloridas das lembranças e traumas dessas vidas que foram vitimadas. Clamo pelo poder do sangue de Jesus derramado na cruz para perdoar, limpar e purificar inteiramente as vidas que sofreram abusos ou estão em risco e não encontraram meios de denunciar ou se livrar. Espírito Santo, te peço que produzas fé e esperança nessas almas e aplique nelas o balsamo de Deus, para que sejam aliviadas e restauradas no nome de Jesus. Repreendo na autoridade da tua Palavra, as forças do mal que vitimizam e fazem que elas se sintam culpadas pelas próprias agressões sofridas. Pedimos proteção espiritual contra as trevas e a mentalidade da época que contrariam a tua palavra e destroem as almas de inocentes. Ordeno a volta da serenidade e da fe no amor e na esperança proposta pela salvação em Cristo Jesus. Pai, entre com tuas poderosas providencias, em favor de cada uma dessas vidas preciosas, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Estender a Tenda

Meditação do dia: 17/11/2019

  Então partiu Israel, e estendeu a sua tenda além de Migdal Eder.” (Gn 35.21)

Estender a Tenda – Para um povo nômade, que vivia em tendas e peregrinando de lugar para lugar, seguindo os ciclos apropriados para suas fontes de alimento, trabalho e segurança, a expressão estender a tenda é simbólico e de muita importância. Fala de apropriação, de crescimento e de se estender tomando posse daqueles espaços. Literalmente, eles encontravam um território com as condições adequadas e favoráveis para suas atividades e então se estabeleciam. Com essa atitude, estava demarcado o direito de posse e uso daquela terra e daqueles recursos, para que outros pretendentes respeitem e não se aproximem, o que seria contado como intimidação ou aproximação indevida, o que poderia causar conflitos. Veja um exemplo disso: E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos; porque os seus bens eram muitos; de maneira que não podiam habitar juntos. E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os perizeus habitavam então na terra (Gn 13.6,7). Quando meditamos devocionalmente na Palavra de Deus, a intenção é encontrar alimento espiritual e lições aplicáveis a nossa vida individual como cristãos, filhos de Deus e à nossas atividades ministeriais, que nos concedam apoio e consolo ou exortação e correção. Para todos os efeitos, a Bíblia é nosso guia de fé, nossa regra pela qual medimos e balizamos nossas ações. Se estivéssemos falando de literatura, então diríamos, que estamos lendo e interpretando o texto figuradamente, fazendo uso das regras de interpretação de textos. Quando é figurado, tem valor moral e aplicação dentro dessas mesmas regras. Quando crianças, nos contavam a história do Patinho Feio, e depois aplicavam o fundo moral, que ensina quem está deslocado de sua verdadeira origem se sente inadequado e diferente dos demais, mas quando encontra o seu espaço e seu verdadeiro papel, tudo se transforma e afeta o resto de sua vida. É um conceito de aceitação pessoal. Mas a Bíblia não é assim. Ela é viva e eficaz e é Palavra Deus, com autoridade espiritual. As experiências daquelas pessoas foram reais, elas de fato existiram, viveram, sofreram, venceram, serviram a Deus, se relacionaram com Ele e deixaram um legado de fé e experiências que nos servem de inspiração, conforto e consolo e oferecem rumo para todos os adoradores de Deus. “Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4). A Terra Prometida era de verdade, um território que conhecemos e está lá até hoje, onde estão nações modernas como Israel, Jordania, Palestina, Líbano, Síria, etc. Assim, como eles tomavam posse vivendo em cima dela, nós, espiritualmente vivemos pela fé e tomamos posse das promessas de
Deus em sua Palavra para nós. Eles visavam num futuro, formarem um reino como povo de Deus; hoje nós somos o povo de Deus, somos servos, súditos do Reino de Deus; o Messias que eles esperavam que viesse para os libertar, para nós é Cristo, o Senhor que veio, realizou a obra da redenção, morreu, ressuscitou e voltou ao Céu até o tempo da consumação dos tempos, quando voltará para implantar a parte final do projeto eterno de Deus. Ser fiel hoje, é tão real e importante quanto o era para Jacó e sua família. Ter que se levantar e seguir com vida, depois do nascimento do filho Benjamim e da morte da esposa, era real, como é para nós, levantar de manhã e encarar a vida profissional, familiar e ministerial, mesmo após luto, tristeza, alegrias e vitórias. A vida é a vida e como dizemos… “É vida que segue!”

Senhor, obrigado por tuas promessas que são firmes e eternas. Nenhuma de tuas palavras caem por terra sem que cumpram o determinas. Somos teus filhos e teus servos em resposta ao amor demonstrado lá na cruz. Permita que cresçamos dia a dia na comunhão contigo e com os demais irmãos de caminhada. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Uma Coluna Para Raquel

Meditação do dia: 16/11/2019

  E Jacó pôs uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de hoje.” (Gn 35.20)

Uma Coluna Para Raquel – Desde que o mundo é mundo e houve pessoas nele, o luto apareceu e desde Abel até hoje, temos que lidar com a morte, o luto e a memória dessas pessoas que passaram pelas nossas vidas. As culturas e costumes de cada povo apresentam maneiras diversas de lidar com o mesmo fato, mas o fato permanece. O modo como a Bíblia apresenta como as diversas culturas antigas lidavam com a morte de pessoas queridas, especialmente na cultura hebraica antiga, serve de parâmetros para a cultura atual que absorveu elementos de muitas gerações e muitos povos, para formar os seus próprios valores. A linha básica da nossa crença é que para Deus vivem todos e todos prestarão contas de seus atos. Portanto, Deus não é Deus de mortos, mas sim de vivos, pois para Ele todos vivem (lc 20.38). Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal (2 Co 5.10). Além do aspecto da perda da pessoa em si, ainda existem os contextos familiares e sociais que influenciam as reações que se sucedem ao fato morte. No caso de Jacó, Raquel era sua esposa preferida, a paixão de sua mocidade, e mãe de um de seus filhos, José e agora justamente no nascimento do segundo filho, acontece essa fatalidade. Ela se foi, mas Benjamim ficou para ser criado sem a presença da mãe. Ela tinha importância social para a tribo e influencia sobre a administração da casa e educação dos filhos e agora esse papel estava aberto a mudanças. Espiritualmente, Jacó iria lidar com a situação, pois ele tinha um ministério para desenvolver e a aliança dele com Deus era para muitas gerações à frente, até mesmo se tornar uma nação e esse projeto não poderia ser interrompido pela interferência da morte de uma pessoa, ainda que importante na vida do patriarca. Quando olhamos nossas vidas, como cristãos, vemos um chamado divino para realizarmos uma tarefa importante dentro do reino de Deus. Vocação não é apenas para ministérios específicos de pastores e obreiros de tempo integral nas lidas eclesiásticas funcionais. Assim, como a bênção do Deus Altíssimo compartilhada com Abraão, Isaque e Jacó, seriam herdadas pelos descendentes diretos e nações provindas deles, mas sempre dentro de um contexto de família, de pais para filhos, geração após geração, por todo o tempo e eternidade; e ainda estamos dentro desse contexto. O Evangelho que Jesus personifica, também tem objetivo de alcançar todas as famílias da terra, geração após geração e nas palavras de Jesus, “…e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém (Mt 28.20). Deus nos dá o privilégio de desfrutar da vida eterna em Cristo Jesus, servindo num propósito eterno, construindo um Reino eterno, mas fisicamente somos mortais e de curta duração. Não há nada errado nisso e nem ruim, a questão se torna negativa, quando as pessoas adotam uma postura de vida como se tudo que existisse fosse essa existência física limitada. Assim, vem o medo da morte, a insegurança do desconhecido e a incerteza do destino, quando todas essas coisas estão claras e patentes na Palavra de Deus. Paulo disse para os irmãos gregos de Tessalônica para não entrarem na mesma onda de desespero dos que não conhecem a Deus e não tem esperança, pois a fé em Jesus e a certeza da ressurreição produzem consolo e esperança. Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele (I Ts 4.13,14). Raquel morreu, Jacó sepultou-a, levantou uma coluna em sua memória que perdura na história da nação, pois ela é uma matriarca do povo escolhido, mas Jacó seguiu com sua vida e com seu destino. Os mortos ficam, os vivos continuam suas vidas; os que morrem, encerram suas atividades aqui; os que ficam ainda tem responsabilidades. Não é errado lembrar deles, mas parar a vida e perder a qualidade do serviço e da fé por causa dos mortos, sim, é errado, é ruim e compromete o nosso compromisso de fé.

Pai, autor da vida e Senhor de todos, somos gratos pelo dom da vida e pela oportunidade de viver e servir nessa vida e com essa vida. Tudo que o Senhor faz durará para sempre, sabemos que somos eternos, porque a vida de Cristo está em nós pela redenção e pela vida abundante que recebemos. Somos gratos pela vida e história de cada ente querido nosso que já cumpriram o seu papel e sua jornada aqui e foram recolhidas por ti e aguardam a ressurreição de todos os santos para a eternidade em Cristo Jesus. Precisamos de ajuda e discernimento para viver de fato e de verdade os teus propósitos e sermos tudo aquilo para o qual fomos criados e salvos pelo sacrifício de Jesus na cruz. Tua, oh! Senhor é a honra e a glória devida ao teu santo nome, em todo tempo e por todas as gerações, no nome precioso de Jesus, amém.

Pr Jason

Benoni é Benjamim

Meditação do dia: 15/11/2019

  E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim.” (Gn 35.18)

Benoni é Benjamim – Duas etapas marcantes para a vida de qualquer pessoa são o nascimento e a morte. Celebrando a vida, no início da história de alguém e no outro lado está o fim da vida, o fim da história de alguém. Jacó teve as duas experiências atreladas num mesmo evento; ao nascer o filho, morreu a esposa. Já passamos por isso em família, quando nasceu meu primeiro sobrinho, o primeiro neto de meus pais, a esposa do meu irmão faleceu. As emoções se misturam muito e no primeiros instantes não dá para se concentrar numa mais que na outra. Aqui, para nossa meditação está a oportunidade de pensar no que acontece numa família temente a Deus e que anda por seus caminhos em obediência e fé e mesmo assim acontecem coisas difíceis e que fazem parte da experiência humana. Se, naturalmente admiramos Jacó por suas atitudes positivas e determinadas, aqui está mais uma prova do caráter firme e da maturidade com que ele enfrentou a tragédia num momento em que era para ser de pura festa. Seria o nascimento do segundo filho de Raquel, a esposa amada; esse filho nasceria já na terra de Canaã, junto com os avós paternos e todas as promessas de Deus. Raquel e Lia passaram praticamente toda a vida de casadas litigando uma com a outra, buscando afirmação e a preferencia da atenção de Jacó. Esse parece ser o primeiro a vir sem um clima de disputa e num momento da vida delas de muitas realizações, pois estavam chegando no sonho da família, que era estar de volta à origem de Jacó e aos termos da Aliança de Deus com Abraão e Isaque. O menino nasceria após uma reconciliação do pai com Esaú, o irmão que ficara ofendido e pretendia vingança. Tudo estava alinhado para ser um tempo de festa em família. Lembram que sempre tenho escrito aqui, que o futuro é opaco, imprevisível e indecifrável aos sentidos humanos? Mas meu sentido nessa meditação não é focar na tragédia, mas focar na força de Jacó em se reerguer prontamente, como alguém que luta e prevalece como um príncipe, fazendo jus ao nome Israel. Devido às complicações do parto, Raquel percebeu que era o seu fim, que a alegria de ter um filho lhe custaria a vida; assim sendo deu a ele o nome de Benoni, que significa “Filho da minha dor” ou “Filho proveniente da minha dor.” Assim que ela faleceu, imediatamente Jacó renomeou o filho como Benjamim, porque significava “Filho da mão direita,” uma expressão simbólica para dizer filho da minha força, e filho da minha alegria. Jacó escolheu celebrar Benjamim como sua alegria e sua força e não como o provocador de uma tragédia, embora ele tivesse perdido ali a amada de sua alma. As dificuldades e as tragédias acontecem na vida dos humanos e elas podem chegar também aos servos de Deus. É preciso maturidade para assimilar o golpe e separar um fato de outro fato – A morte prematura de um filho ou de um cônjuge, não anula a aliança de Deus; não anula a fidelidade de Deus e muito menos cancela ou encerra os propósitos eternos de Deus para a vida daquelas pessoas. O propósito eterno de Deus é maior e está acima de qualquer outro fator e Deus é infinitamente sábio para frustrar seus próprios planos; Deus não é apanhado de surpresa e terá que improvisar de agora em diante. Nada, nada mesmo tira o governo das mãos poderosas de Deus. É uma mentira deslavado do inferno, que Ele não nos ama e perdeu o controle sem ligar para o que estamos sentindo. Toda e qualquer experiência de sofrimento que uma pessoa passar, Deus sabe, porque já experimentou, por amor a todos nós. Deus é um pai e perdeu um filho para a morte e não só isso, ele voluntariamente DEU seu filho unigênito para morrer na cruz por pessoas que não eram dignas. NUNCA aceite acusação contra o caráter de Deus, agindo egoisticamente como se você fosse o centro do universo e a única pessoa que não poderia passar por sofrimentos. Uma das razões de Jacó enfrentar a situação tão bravamente é que ele entendia que a aliança de Deus era com ele e com seus filhos, todos eles e não com seus sentimentos e frustrações. Como pastor, me sinto incomodado quando percebo pessoas cristãs desistindo da vida, do ministério, da alegria e da vida, só porque perdeu um ente querido. Alguns declaram: “ela era a minha vida!” Não! Não era e não é! A vida continua e os propósitos de Deus também! Podemos chorar, lamentar, entristecer pela perda, vivenciar o luto, mas isso tem um tempo adequado. Depois temos que nos levantar e prosseguir, até para honrar a nossa fé e a memória daquela pessoa. A vida é um presente de Deus e cremos só ele tem o direito de tirá-la e quando ele o faz ou permite acontecer, precisamos continuar gratos pela nossa vida e pelos propósitos para ela. Se estamos aqui é porque ainda há coisas a serem feitas. Veja o conceito do Apóstolo Paulo: Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher (Fp 1.20-22).

Pai amado, Senhor da vida e de tudo que ela significa. Somos teus filhos e fomos comprados pelo precioso sangue de Jesus, a quem deste para morrer em nosso lugar e assim termos vida e vida com abundancia. Nossa vida é derivada da morte e do sofrimento de teu filho. Viver de forma digna de honrar o teu investimento em nós; pedimos sabedoria para entender a importância da vida e da oportunidade de estar vivo para servir. Nossa vida em um propósito muito especial e está sob o teu controle e governo. Iremos glorifica-lo com a vida ou com a morte, firmes na fé e comprometidos com a tua causa, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Partiram de Betel

Meditação do dia: 14/11/2019

  E partiram de Betel; e havia ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, e deu à luz Raquel, e ela teve trabalho em seu parto.” (Gn 35.16)

Partiram de Betel – Por que partiram? Porque deixaram um lugar tão cheio de simbologia espiritual e onde literalmente Jacó se encontrou com Deus por duas vezes? Tenho muitas perguntas e sei que vocês também já pensaram assim como eu. Por que as pessoas não sossegam e se estabilizam onde tudo está dando certo? Jacó era um peregrino em sua própria terra; sua família seria uma grande nação e também peregrinaria em terras alheias até determinado tempo. Espiritualmente somos herdeiros desse estilo de vida, pois nossa pátria verdadeira não é aqui. Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo (Fp 3.20). Assim como algumas pessoas se sentem bem com um estilo de vida nômade, mudando o tempo todo; também tem aqueles que são sedentários, que se fixam e não saem mais dali por nada. Os dois estilos se defendem no confronto dizendo a mesma coisa: estão procurando melhores oportunidades. Os nômades, entendem que ficando fixos, perdem as boas chances que se apresentam aqui e ali. Já os sedentários, dizem que quanto mais mudam, mas prejuízos e desgastes acontecem. Estando estabelecidos, podem fixar e aproveitar melhor as oportunidades. Eu sou de estilo e perfil conservador; não gosto muito de mudanças, mas tenho temperamento prático e aquilo que precisar ser feito, tem que ser feito e me adapto logo a uma nova condição. Olhando a experiência de Jacó, ele estava seguindo em obediência a Deus e deveria seguir viagem e mesmo que Betel fosse muito bom e espiritualmente aconchegante, ele precisava chegar. No mundo das finanças há uma expressão que “Ex-ante” se referindo a impossibilidade de se prever ou decidir algo antes que ele aconteça como se já soubesse o resultado final por antecipação. Isso não existe, sempre que fazemos algo com resultado negativo, dizemos: “Se eu soubesse que o resultado seria esse, não teria feito.” Mas é claro que ninguém sabe o resultado final antes que ele aconteça. Na experiência cristã, andamos por fé e obediência a Palavra de Deus, qualquer que seja o resultado ou os próximos acontecimentos, encaramos como sendo possível vencer, pois estamos em obediência e dentro da vontade de Deus. Um resultado ruim, não significa necessariamente que estamos reprovados ou somos perdedores. A soma das experiências produzem crescimento e maturidade, que estão dentro dos planos de treinamento de Deus para nós. Nos dias próximos ao Pentecostes lá em Jerusalém, com todo aquele avivamento, curas, milagres e muita manifestação do poder de Deus, quem é que estaria pensando em se mudar para outros lugares e se afastar dali? Ninguém, contudo veio a perseguição e espalhou a igreja e com isso, espalhou também a evangelização, o poder, as curas, os milagres e graça de Deus acompanhou a todos. Desculpem o trocadilho infame, mas Saulo, “mesmo quando era mau, foi muito bom!” Ele foi instrumento para espalhar os cristãos e depois foi alcançado e passou a espalhar a fé que antes perseguia. Como pessoas crucificadas com Cristo e consagradas a Deus, não temos mais planos próprios, pois esse morreram com o velho homem na cruz. Agora só existem os planos de Deus, do qual somos cooperadores. Se for preciso mudar, mudamos, se for preciso ficar, ficamos. O melhor para se estar é no centro da vontade de Deus!

Jesus, bendito seja o teu nome e a tua glória. Somos teus servos e teus ministros, comprados pelo precioso sangue, separados para um propósito tão especial que somente nós podemos realizar a tarefa destinada a nós. Estamos nos teus planos e isso nos dá dignidade e valor. O pai nos ama e desde a eternidade tem feito tudo o que é necessário para nossa vitória e comunhão. Tudo isso é possível em Cristo e nele somos completos. Louvado seja Deus! O trino Deus! Amém.

Pr Jason

Betel

Meditação do dia: 13/11/2019

  E chamou Jacó aquele lugar, onde Deus falara com ele, Betel.” (Gn 35.15)

Betel – Na verdade, Jacó está apenas confirmando esse lugar onde ele tivera uma experiência maravilhosa com Deus, na primeira noite fora de casa, quando partiu para Harã, à muitos anos atrás. Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus. E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome porém daquela cidade antes era Luz (Gn 28.16,17,19). O nome daquele antes era Luz, mas devido ao encontro que ele teve com Deus e recebeu ali as promessas da aliança para ele e para sua descendência, entendeu ele que estava na casa de Deus, daí o nome Betel. Anos mais tarde, ele está de volta, agora com uma família numerosa, muitas posses, com saúde e em boas condições, com tudo o que recebera na promessa, agora era de fato. Então seria a hora certa para cumprir o seu voto. Estamos vendo um homem de palavra, confirmando diante de muitas testemunhas a fidelidade do seu Deus, que ali, naquele lugar, a muitos anos atrás lhe fizera promessas, que iria com ele para Harã, estaria com ele e o abençoaria sobremaneira e no devido tempo o traria de volta, com uma grande família, muito rico e próspero, para servir a Deus na terra que era sua por promessa feita a seu avô, confirmada a seu pai e transferida a ele. Jacó estava honrando a Deus ao honrar sua palavra dada em voto. Cumprir uma palavra tem muita importância, porque aquilo que falamos, quer seja a Deus, quer seja à pessoas, penhoramos nosso caráter com nossas palavras. É muito importante cumprir o que falamos, seja uma promessa ou não. O servo de Deus não pode ter um comportamento frívolo, irresponsável, falando as coisas e depois deixar para trás um rastro de obrigações não concluídas. Para Jacó, no início de sua caminhada, as promessas de Deus eram boas e maravilhosas, ele estava aprendendo a andar ao lado do Altíssimo, a quem ele conhecia pela convivência com o avô e o pai, mas agora era sua vez de ter sua própria experiência. Para nós, Betel não é um lugar, mas uma condição, porque casa de Deus somos nós, santuário do Espírito Santo. Essa condição foi revelada na Nova Aliança. Sendo habitação de Deus, estamos o tempo todo na sua presença e assim todos os nossos atos são culto a Deus. Para encontrar a Deus não precisamos ir a algum lugar, pois nós somos esse lugar. Isso imprime também em nós a necessidade de um selo de autenticidade e garantia de serviço de excelência. Há alguma promessa pendurada em sua vida, que não cumpriu ainda? Há alguma atividade que ficou comprometido e ainda não honrou? Os encontros com Deus visam nos preparar para novas experiencias, mas não podemos deixar pendencias inacabadas. Tal como Jacó, precisamos ter nosso Betel, nosso Maanaim e nosso Peniel, que são estações de crescimento e oportunidades. Não são lugares definitivos ou finalidade última.

Senhor, gratos somos por encontrarmos propósitos para nossas vidas e uma razão para servir com excelência ao Senhor. Tudo o que somos e tudo o que temos já está consagrado a Ti e todos os dias queremos renovar nossas experiências com Espírito Santo, que nos guia a toda a verdade e nos proporciona experimentar a tua presença em todo tempo. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Coluna e a Libação

Meditação do dia: 12/11/2019

  “E Jacó pôs uma coluna no lugar onde falara com ele, uma coluna de pedra; e derramou sobre ela uma libação, e deitou sobre ela azeite.” (Gn 35.13)

A Coluna e Libação – Algumas porções da Bíblia apresentam certas características que podem ser enumeradas e assim assimilamos os valores daquela aplicação em nossas vidas e ministérios. A carta de Tiago, por exemplo, pode ser estuda, seguindo as cinco marcas de um Cristão maduro, apresentadas uma em cada capítulo. Também ainda em Tiago, no capítulo três, ele mostra sete características da Sabedoria celestial. Já estudamos que Jacó tinha como característica de sua vida, edificar altares para adorar a Deus e marcar suas conquistas ou etapas de sua vida. Aqui estamos novamente. Ele teve um encontro com Deus onde recebeu instruções e foi abençoado e em seguida, fez o que ele mais gostava e sabia fazer: adorar a Deus e deixar uma marca disso e dessa experiência. Por onde Jacó andou ficaram marcas deixadas por ele como testemunho de sua fé e devoção a Deus. Enquanto ele fazia isso, ele crescia, aprendia e ensinava pelo exemplo aos filhos e as demais pessoas que estavam sob sua influencia. Para marcar aquele encontro ele levantou uma coluna de pedra no exato local da conversa com Deus; Era uma coluna de pedra, mas ele fez com que aquilo tomasse outra proporção e outro significado ao derramar sobre ela uma oferta, uma libação, que poderia ser um caldo ou vinho, água, leite ou azeite; em geral, uma oferta onde se derramava um liquido como culto de adoração a Deus. Isso também foi regulamentado nas leis cerimoniais dadas a Moisés no deserto. Além da primeira libação, Jacó também derramou azeite sobre ela. Isso torna totalmente explicável o significado daquilo que ele estava fazendo. Aquilo era um ato de adoração, de consagração e memorial para ficar por todas as demais gerações. Uma das idéias da oferta de libação, é que a pessoa ofertante está se derramando diante de Deus em atitude de humildade, quebrantamento e permitindo se esvair de si mesmo em dedicação a Deus. Um exemplo disso e dado por Paulo na sua carta à Timóteo: “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado.”  (2 Tm 4.6). Ele estava considerando que sua vida fora uma oferta inteiramente derramada, ou gasta diante de Deus e agora estava chegando o momento da morte física, o que também seria uma oferta a Deus. Duas coisas marcantes no culto de Jacó a Deus, a coluna e a libação. Marcas de sua vida.

Senhor, graças te rendemos por nos mostrar através de Jesus o verdadeiro significado de dedicar-se inteiramente ao serviço de Deus. Ele foi íntegro e viveu plenamente todos os dias a tua perfeita vontade. Lá na cruz ele se derramou em sacrifício perfeito, definitivo e completo por nós e assim nos redimiu completamente dos nossos pecados, para que nossa vida agora pudesse ser oferecida em Culto agradável a Deus. Receba, ó Senhor a entrega de cada um de seus filhos que se propõem se derramarem diante de ti, em oferta agradável e santa. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus Subiu Dele

Meditação do dia: 11/11/2019

  E Deus subiu dele, do lugar onde falara com ele.” (Gn 35.13)

Deus Subiu Dele – Meditar é um exercício e também uma disciplina espiritual. Assim como podemos nos concentrar em pensar nas soluções dos problemas da vida, podemos ficar focados, examinar todas as possibilidades e variáveis até uma solução satisfatória ou não. Com um tanto mais de qualidade, a meditação bíblica nos oferece um exercício espiritual e mental da Palavra de Deus, transformando as verdades escritas em verdades vivas em nós através da memorização, recitação, oração e contemplação sob a luz Espírito Santo, de forma que encontramos soluções bíblicas, cristãs, espirituais para as questões que nos afligem ou estão nos desafiando. Nesse processo, também estamos nos alimentando da Palavra de Deus e acumulando sabedoria para os momentos que se fizerem necessários. Deus estava ali, falando com Jacó, como se fossem dois amigos num encontro; sabemos que isso aconteceu com Abraão e também com Isaque. Teologicamente, toda manifestação de Deus no Antigo Testamento, era Jesus pré encarnado, e sempre que havia uma necessidade, Deus se revelava presencialmente, não estou falando visivelmente, mas era tão real e poderoso, que elas não tinham do que duvidar de quem era e de quão veraz era aquela experiência. Na narrativa da Torre de Babel, Deus desceu aqui, para ver como as coisas estavam se desenvolvendo e tinha que tomar uma atitude e tomou. Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro (Gn 11,5,7). Agora, ele voltou novamente para o seu lugar de origem, encerrando um momento de comunhão com o seu servo. São momentos que somente experimentando a presença do Senhor, crescendo em intimidade e proximidade, para satisfazer-se com essa gloriosa oportunidade. Encontro com Deus são transformadores; como passar tempo de real comunhão e diálogo com o Criador, o Altíssimo e após tudo voltar ao normal? Nunca mais será normal, porque se cresce, se realiza. Jacó estava voltando ao seu lugar de origem, estava acertando todas as pendencias que haviam ficado para trás e deixando tudo o que não fazia sentido no estilo de vida e fé que seriam as marcas da aliança com Deus. Ele foi visitado, abençoado e confirmado como o pai de nações, de onde procederiam reis e assim, ele tinha agora revelações para meditar e trabalhar por muito tempo. Andar com Deus sempre nos leva a lugares melhores e condições melhores. Jacó estava no lugar certo, isto é, na presença de Deus. Isso também era resultado de uma vida de obediência e fé. Isso é uma boa oração, obediência é uma boa oração.

Senhor, obrigado por se revelar pela natureza criada, mas também pela Palavra escrita e mais ainda pela Palavra Encarnada, que é Jesus. Ele é a melhor e mais completa revelação de Deus; Ele nos satisfaz plenamente. É assim que entendemos que a tua graça nos basta e é melhor do que a vida. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Confirmando a Terra Prometida

Meditação do dia: 10/11/2019

  E te darei a ti a terra que tenho dado a Abraão e a Isaque, e à tua descendência depois de ti darei a terra.” (Gn 35.12)

Confirmando a Terra Prometida – Compreender o verdadeiro significado de uma palavra recebida de Deus faz muito diferença. Muitas vezes vemos citações na Palavra de Deus sobre ouvir e não escutar, ver e não enxergar, saber e não entender. Essas expressões às vezes vem como “ter ouvidos para ouvir, mas não ouve; ter olhos para ver mas não ver; assim chegamos naquele ponto onde se diz que quem não lê por que não quer é pior do que não ler porque não sabe; e cego é quem não quer ver! Isso também é muito evidente em pessoas sob efeito da idolatria, pois assim como o ídolo não pode nada, assim que o adora fica semelhante a ele. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam (Sl 115.4-8). O meu tema hoje não é sobre idolatria ou suas práticas, mas acolher as promessas de Deus e vive-las de forma livre de pressão e ansiedade ou medo de perder aquilo que foi dado. Para o verdadeiro adorador, sua devoção a Deus está em viver em sua presença e vivenciar essa presença; Jesus utilizou a expressão “em Espírito e em verdade.” O bem maior é Deus mesmo e não suas bênçãos ou coisas, o que Ele é significa muita mais do que seus feitos e suas graças distribuídas. Abraão recebeu a promessa de que toda aquela terra seria sua e de seus descendentes e que até foi instruído a peregrinar nela em todas as suas extensões e conhece-la. Ele todavia só fez uso e fruto sem nunca reivindicar nem dos moradores dali e nem de Deus mesmo o seu “direito.” Isaque seguiu nessa mesma linha. Herdou tudo do pai e viveu lá e trabalhou, mas também não ficou estressado ou preocupado com “a minha bênção!” Jacó, a terceira geração, acabando de chegar de seu “treinamento no exterior,” recebe a mesma palavra de Deus que seus pais. Uma promessa abrangente, rica e generosa. Mas como viver sobre uma terra que é sua e está sendo povoada por povos e nações tão separados de Deus? Como esperar o devido tempo, quando ele sua tribo de menos de cem pessoas, se tornem uma nação grande e poderosa suficiente para habitar e impor supremacia de direitos? Só mesmo pela fé! Estou escrevendo isso, porque já vi pessoas receberem palavras de Deus e se apossarem daquilo de forma tão violenta e egoísta, que nem viram como tudo deu errado. Um chamado, uma vocação, uma promessa precisa ser acolhida e trabalhada pela fé no coração, para no seu devido tempo gerar o tipo de resultado que está na promessa. Provérbios diz que A herança que no princípio é adquirida às pressas, no fim não será abençoada (Pv 20.21). Que Deus seja sempre o nosso tesouro maior, nosso bem maior, nossa herança maior.

Pai, obrigado por tuas promessas, que são imutáveis tanto quanto o Senhor mesmo. Graças te damos, por sermos filhos e herdeiros de tudo e que no devido tempo acolheremos o que é nosso. Te amamos e queremos conhecer tão bem o teu caráter de forma que sempre estaremos em posição de descanso em relação às tuas promessas. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason