As Palavras e os Carros de José

Meditação do dia: 15/12/2019

 “Porém, havendo-lhe eles contado todas as palavras de José, que ele lhes falara, e vendo ele os carros que José enviara para levá-lo, reviveu o espírito de Jacó seu pai.” (Gn 45.27)

As Palavras e os Carros de José – Promessas são palavras jogadas ao vento se o caráter de quem falou não for confiável. Falar, até papagaio fala, dizem os caipiras no interior do Brasil. Políticos falam, e falam muito; filósofos, teóricos, pensadores e fanfarrões, todo mundo fala! Mas todos sabemos que só falar não basta. É preciso mais, faz-se necessário materializar as palavras com ações que de fato traga algum benefício. Jacó ficou paralisado, como que em estado de choque ao saber que José estava vivo. Era muitas emoções para um velho coração cansado e com muitas marcas de desilusões. Mas desta vez, as notícias não vieram sozinhos ou apenas em forma de informações; elas vieram acompanhadas de ações que de fato expressavam a veracidade de que José estava realmente vivo; estava vivo e em boas condições financeiras e sociais; estava em posição de autoridade e capacidade de proporcionar o cumprimento de suas palavras. O menino que se destacava por ter uma túnica de várias cores, agora vestia linho fino, era o segundo homem mais poderoso do Egito, o maior império do seu tempo. Mandou dizer para Jacó que o queria no Egito e não foram apenas palavras graciosas de um convite, mas ali estavam os carros de José, para levar todos. Agora, ao contrário da primeira notícia, que fez o velhinho desmaiar, agora elas revitalizaram o coração de Jacó. Palavras acompanhadas de ações verdadeiras, produzem vida! Numa conversa com alguém que tentava ajudar, mas não dava para confiar no que ela falava, recebi uma lição interessante; a pessoa tentou me convencer de sua autenticidade afirmando: “uma pessoa vale tanto quanto a palavra dela!” Aquilo encerrou momentaneamente nossa conversa, mas posteriormente ficou comprovada que realmente, baseado na sua própria filosofia, ela não valia muita coisa mesmo. Como cristãos, precisamos levar a sério não só as nossas palavras, mas fazer que elas expressem de fato o nosso estilo de vida. Como José, nossas palavras precisam vir acompanhadas dos carros. Pois as palavras vão, mas são os carros que voltam e trazem as riquezas, os valores, as bênçãos e as recompensas. Quando as palavras são acompanhadas dos “carros” elas não pedem condições ou impõem limites; mas elas produzem ações, produzem revitalização. Olhem, Jesus mandou pregar o evangelho no mundo todo. Nunca se pregou tanto nesse mundo! As igrejas pregam, as missões pregam, Ongs pregam, sistemas pregam, veículos de comunicam pregam, preletores motivacionais pregam… mas cada vez menos pessoas se convertem ou são transformadas; afinal, a maioria são só palavras desacompanhadas. Belas frases de efeito, bem boladas, bem articuladas, com boas artes e trilha sonora e até efeitos especiais! Deus faz diferente: E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1.14).

Pai, graças te rendemos, porque a tua Palavra se tornou uma pessoa, cheia de graça e de verdade! Foi isso que transformou nossas vidas! Foi isso que nos atraiu para ti! As tuas palavra são Espírito e Vida! Elas não satisfazem plenamente, e é por elas que nos te louvamos e engrandecemos o teu santo nome. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

José Vive

Meditação do dia: 14/12/2019

 “Então lhe anunciaram, dizendo: José ainda vive, e ele também é regente em toda a terra do Egito. E o seu coração desmaiou, porque não os acreditava.” (Gn 45.26)

José Vive – Melhor do que uma boa notícia, só duas! Aquele momento de festivo seria marcante e muito expressivo, com toda certeza euforia e entusiasmo era o que não faltava. Para os filhos de Jacó, os onze, deve ter sido o trajeto mais feliz da vida deles e não viam a hora de chegar em casa e dar uma notícia para o pai, que eles negaram e esconderam por muitos anos. Eles teriam agora a oportunidade de se desfazerem de uma mentira maldosa criada e sustentada para encobrir um crime cometido coletivamente, apenas para evitar que José viesse a se tornar alguém importante, e para quem eles deveriam se curvar. Para quem acredita que o mundo dá muitas voltas, aí está uma demonstração disso. Para quem acredita que tudo que semeamos, iremos colher, também tem sua chance de ver a safra chegando para eles. Tenho uma pergunta: Como será que eles entraram em acordo de como dizer toda a verdade para o pai e certamente já tinham feito isso para Benjamim, que certamente não sabia a verdade verdadeira sobre o sumiço de José. Para os dez filhos de Jacó, ouvirem de José que era ele mesmo, deve ter siso chocante, mas pareceria viável, uma vez que ele fora vendido para ser escravo e haveria a possibilidade dele estar vivo; mas para Benjamim, a reação deve ter sido outra. Voltando ao centro do tema, que é Jacó; ele estava ansioso e cheio de expectativa pela regresso dos filhos com mantimento e em número completo, pois Benjamim fora enviado para servir de garantia de integridade e assim libertar Simeão. A chegada deles todos já era um motivo de muita festa; mas a caravana estava grande demais para apenas o retorno deles com suprimentos. Imagino, que eles se reuniram todos com o pai imediatamente para dar a notícia e claro, esclarecer os fatos. Jacó quase teve uma parada cardíaca, o velhinho balançou, perdeu a respiração e teve que receber cuidados para se recobrar e assimilar de fato a nossa realidade. Por um lado, é bem melhor receber uma notícia que choca positivamente, depois de tantos anos de incerteza e falta de informações convincentes e finalmente saber que o pior não acontecera, do que ter alimentado esperanças e no final recebe-se uma informação que põe fim a qualquer expectativa de alegria. José estar vivo era bom demais para ser verdade; mas acrescido de que era ele o homem forte que vinha pressionando a todos, agora desviava o foco de que se tratava de um tirano, mas de alguém interessado na verdade e em como eles haviam lidado com o pai e a família na ausência de José. Deus permitiu, digamos assim, retirar José da presença deles, para um período de treinamento, onde a família não intervisse e não atrapalhasse. José some de cena, um adolescente mimado e encrenqueiro com os irmãos e reaparece como o segundo homem mais poderoso do maior império da sua época. Nem Jacó, como pai, poderia agora contestá-lo ou inibi-lo de ser que deveria ser. Na verdade Deus protegeu José de ser limitado por sua família. gosto da lição de que não se deve compartilhar seus sonhos com qualquer pessoa, pois tem gente próxima demais da gente, que não estão prontas para a grandeza e eles irão trabalhar contra. José contou seus sonhos para o pai e os irmãos e só deu problemas! Outra lição: Quando Deus quer promover mudanças e elas parecem radicais demais e nos tira da zona de conforto, precisamos confiar e aceitar os desafios. Ele sabe como fazer as coisas acontecerem. Ele cuida da história, incluindo a nossa.

Pai de amor, obrigado por ser tão grande e poderoso, de forma que não há nada fora do teu governo e controle. Todas as coisas estão diante de ti e tu dispões de meios e recursos para tornar possíveis todos os teus planos. Nossas vidas são tuas e estão em tuas mãos. Podemos aceitar a direção que vem de ti e crescer em graça e sabedoria e sermos úteis no teu Reino. Graças te rendemos pelas lutas e provas, mas elas não são contra nós, elas estão trabalhando a nosso favor, para nos testar e nos aprovar em virtudes e caráter, para servirmos com excelência e com as motivações corretas. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Laços de Alma

Meditação do dia: 13/12/2019

 “Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai, e o moço não indo conosco, como a sua alma está ligada com a alma dele, Acontecerá que, vendo ele que o moço ali não está, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai, com tristeza à sepultura.” (Gn 44.3031)

Laços de Alma – Pra começar, alguns não acreditam em laços de alma; outros acreditam mais ou menos e outros pagam pra ver. Como nosso propósito NÃO É doutrinário, então fico bem mais à vontade para escrever. Se alguém se sentir desconfortável, antecipo minhas desculpas, mas mesmo assim, você pode crescer em maturidade aprendendo a separar e distinguir o que não considera saudável e útil para sua edificação pessoal e com isso permitirá que outros também avaliem se concordam ou não. Laços de alma é mais citado em estudos e ensinos sobre ou no contexto de batalha espiritual e ministérios de liberação. Meu grande desejo é manter-me equilibrado, sem exagerar nem para um lado ou para o outro; considerando que tudo o que sei, realmente não é tudo que existe e há pessoas mais conhecedoras e mais aplicadas a tais temas, que fariam melhores colocações do que eu. Laços de alma acontecem em diversas circunstancias na vida das pessoas, havendo os laços bons e os não saudáveis, disfuncionais e alguns que chegam a serem de cunho malignos e altamente destrutivos. Laços de alma bons são aqueles de origem familiar através de vínculos de amor e afeto, cuidado e acolhimento que tornam as pessoas muito ligadas e próximas umas das outras. Dentro desses contextos elas se identificam tanto que até parece que há um fio invisível que liga uma na outra, à ponto dessas ligações serem perceptíveis em muitas ações em comum. Outro tipo de laço de alma é por afinidade e comunhão muito intensa, em nível de amizades e relacionamentos saudáveis, são aquelas pessoas do coração. Já os laços não saudáveis, acontecem por práticas erradas, pecados e especialmente violação e abusos pessoais. Nossa fé nos ensina que Deus ama muito a todos nós e respeita inteiramente a nossa integridade e individualidade. Mesmo sendo Senhor e criador, ele não abusa do seu poder e nem da sua autoridade, ele espera que as pessoas se rendam ao seu amor e à sua direção. Deus não obriga e nem oprime ninguém, encurralando-as para obedecerem à qualquer custo. O mesmo não se pode dizer do Diabo e sua trupe. Mesmo quando a pessoa imagina que está fazendo algo sem peso algum ou sem importância, as trevas se apossam dos direitos que reivindicam sobre aquelas vidas e iniciam um processo de opressão, destruição e morte. Algumas brincadeiras feitas em forma de rituais, com invocações, pactos e promessas, são especialmente apropriadas para ligar pessoas e entidades malignas. Pecados morais e sexuais, guardar segredos sujos sobre violação de direitos, abusos, mortes e outras práticas de mau comportamento, acabam por ligar as almas dos participantes e ou conhecedores dos fatos. Uma nota que faço questão de deixar aqui: Acredito piamente no poder da obra redentora em Cristo Jesus. A Conversão e o novo nascimento mudam completamente o rumo da vida de qualquer pessoa. Também há poder no nome e no sangue de Jesus para fazer a expiação dos pecados e das culpas do tempo de ignorância, antes da salvação. A Bíblia afirma, como promessa de que todos os pecados dos quais a pessoa se arrepende, confessa e deixa, há perdão e purificação. Todavia, deve-se observar e cuidar para não cair em armadilhas da mentira e manipulação do inferno, trazendo falsa culpa e condenação na mente e nas emoções de alguém salvo em Cristo Jesus. Nesse caso, será bom se aconselhar e receber orientação e ajuda de seus pastores e líderes, numa conversa franca e oração. Outro ponto, é quando o Espírito Santo exige restituição, ou acerto de eventos que foram mal tratados, ou nem foram tratados. À medida que o cristão vai crescendo na fé e no processo de santidade e maturidade, surge a necessidade de cuidar de algumas questões internas, nas quais ele vai lançado luz e mostrando as soluções. Use o dom do discernimento, ou peça isso a Deus, para distinguir a voz do Espírito de outras vozes possíveis. O Espírito santo nunca acusa, nem condena, apenas revela o pecado e mostra a solução baseado na redenção em Cristo. Quem condena e acusa é o inimigo e produz tormento e confusão mental e emocional. Busque ajuda, se precisar.

Senhor, obrigado por nos unir em um único Corpo através da comunhão pela fé em Jesus. Aceitamos a obra perfeita e completa realizada na cruz, como suficiente para nos manter livres das acusações e condenações pelos pecados anteriormente cometidos. Hoje somos novas criaturas e somos aceitos e acolhidos na família de Deus. Recebemos o Espírito de adoção de filhos e ele é de poder, de amor e de moderação. Sustentados estamos pela fé naquele que nos amou e se sacrificou por nós. Nos mantemos debaixo da tua graça e da cobertura do sangue de Jesus. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Pais São Antifrágeis

Meditação do dia: 12/12/2019

 “Se agora também tirardes a este da minha face, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com aflição à sepultura.” (Gn 44.29)

Pais São Antifrágeis – “Para você entender o que é antifrágil, uma boa maneira é partirmos para a definição do que é frágil, que seria algo que sai prejudicado (quebra, rompe ou deforma) quando submetido à pressão de um agente externo. Faz sentido para você? O antifrágil, oposto de frágil, é algo que melhora quando está diante de uma situação inesperada. O conceito foi criado pelo autor libanês Nassim Nicholas Taleb no livro Antifrágil: coisas que se beneficiam com o caos, publicado em 2012.” Entenda o conceito criado por Taleb — o professor da Universidade de Nova York que previu o colapso financeiro de 2008 — e veja como melhorar seu comportamento diante de pressão e situações inesperadas. Essa introdução até aqui, não é minha, é tirado da Net. Mas hoje, amanheci com essa palavra “antifrágil” na mente, e na oração da manhã ela ficou rodando na minha cabeça, e até então não tinha conexão com a escrita da meditação do dia, mas agora tem! Taleb criou essa expressão, por ausência de uma definição melhor do antônimo de frágil, que dicionários apresentam mais de quarenta palavras e nenhuma é de fato oposto ao que se entende por frágil. Frágil é algo que se quebra com a pressão; então o posto é algo que não se quebra com a pressão, e nesse caso ele apenas resiste ao impacto da pressão. Mas o conceito talebiano é de algo que se beneficia da pressão, ou do caos, ao invés de quebrar, fica mais forte, melhora a cada novo impacto. Quando olhei e li o verso de hoje, vi que esse conceito é bem mais antigo do que 2012, quando o professor Taleb publicou o conceito aplicável em finanças. Estou dizendo aqui, como pastor e não como pensador, que os pais, e ali estava Jacó, nos representando, diante de uma situação de caos e muita pressão. Ele, por si mesmo não sabia se resistiria mais essa, pois já havia perdido a amada de sua alma, Raquel; poucos anos depois perde José, em circunstancias misteriosas e até então inexplicáveis; agora um homem “desconhecido” pressiona seus filhos a levar para o Egito a Benjamim, o outro filho de Raquel; “Agora eu não aguento mais,” era a ideia de Jacó. Quem nunca disse: “Acabou!” “Já era!” “Fim da linha!” “Passa a régua e fecha a conta!” Provavelmente a maioria dos pais, já chegaram num ponto assim, onde acham que não tem mais forças e ou motivos para insistir em prosseguir. Mas depois levantam e recomeçam e vencem e nunca sabem de onde tiraram forças. Saem mais fortes e melhores do eram antes; isso é antifragil. Tiago, escreve sobre passar por várias provações ou tentações e sair aprovado, pedindo ajuda extra da sabedoria divina. Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma (Tg 1.2-4). Se colocando na pele de Jacó, poderemos ganhar novas compreensões do que se passava no coração dele. Ontem escrevi sobre o adágio de que quem tem dois filhos, tem um e quem tem um, pode não ter nenhum. Jacó tinha doze – mas de repente José se foi; Simeão ficou retido no Egito – se Benjamim não pudesse voltar, já eram três a menos e Judá não estava disposto a voltar sem o irmão mais novo; ou Benjamim iria com eles ou ele ficaria escravo também; aí já seriam quatro a menos… podemos perceber que Judá e os irmãos estavam vendo a previsão do pai se materializando, o desastre de fato estava acontecendo. Quero que vocês percebam também, que não era uma situação justa, plausível de acontecer. José agora armou uma cilada e eles não tinham como saber e muito menos se prevenir. O homem tinha sido tão gentil, hospitaleiro, cordial, cumpriu a palavra e soltou Simeão e os liberou abençoando-os e até mandando saudações ao velho pai deles. A vida não é justa sempre, ou do ponto de vista esperado. Ali, sabemos que José tinha boas intenções e estava apenas fazendo papel de mal, para botar pressão neles e extrair informações de mudanças nas suas vidas; mas tudo iria terminar em abraços e choros e muita alegria. Mas na vida real, não sabemos como vai terminar e qual a saída que Deus providenciará; mas ainda assim, precisamos agir positivamente e manter a fé, a esperança e dar bom testemunho de que mesmo sob severa pressão ainda servimos a um Deus poderoso que cuidará de nós, e qualquer que seja o desfecho, vamos entender e aceitar como ação de Deus. Se não for o melhor para mim, para minha família, meu futuro, mas será para o reino de Deus e seus propósitos eternos e nisso vale o nosso sacrifício e dedicação. Ponha uma coisa na sua cabeça e no seu coração: muitos filhos de Deus, já sofrerem e foram martirizados, injustiçados e não tiveram livramento e estão na eternidade nos aguardando e até torcendo por nós. Eles não acham que Deus falhou, errou, não apareceu, não foi fiel ou os abandonou. Eles foram fiéis até a morte e abriram mão de tudo, para não perderem o que não poderiam perder de fato. O sofrimento é e faz parte da experiência de vida do povo de Deus. Você e eu não somos exceção e nem melhores do que ninguém; então tenhamos atitudes de antifrágeis.

Pai, obrigado por andar conosco e nos permitir passar por situações difíceis e algumas de grandes provações. Nossa fé prevê isso e podemos esperar por tempos difíceis, mas também com a tua promessa de estar conosco em todo tempo. Louvamos e adoramos o Senhor de nossas vidas. Damos graças pelos testemunhos dos nossos irmãos do passado que sofreram e permaneceram firmes até o fim e mantiveram o bom testemunho, honrando o teu nome. Agora, é o nosso tempo, a nossa vez e nossa oportunidade de fazer a história. Pedimos sabedoria e graça para vencermos sempre e com alegria, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Dois Filhos de Raquel

Meditação do dia: 11/12/2019

 “Então disse-nos teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois filhos; E um ausentou-se de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e não o tenho visto até agora;” (Gn 44.27,28)

Os Dois Filhos de Raquel – “Quem tem dois, tem um e quem tem um, não tem nenhum!” Esse é um adágio popular muito utilizado no interior do Brasil, nos anos passados, especialmente aplicado à famílias e seus filhos. Os mais velhos diziam isso, sob perigo que corria a família com apenas um ou dois filhos. Naqueles tempos o índice de mortalidade infantil era grande e a chance de uma família ser dizimada tinha ser levada em conta. Tenho visto recentemente em noticiários policiais dos nossos telejornais, em locais como Rio de Janeiro e o seu festival de balas perdidas e confrontos policiais com bandidos ou não, mas sobrando para vítimas alheias aos acontecimentos e depois aparecem os pais lamentando a perda do único filho(a), e aí me volta à mente o ditado popular dos antigos. Hoje, no nosso texto aborda a conversa entre os filhos de Jacó; aqui, Judá está na intercessão diante de José (um desconhecido para ele), pela vida de Benjamim, que é o valor maior do coração do pai deles. Há tantas lições dentro dessas conversas, que podemos captar das entrelinhas; mas nosso foco é não tentar aprender tudo de uma só vez, o que também é impossível em se tratando de Bíblia. Mas podemos vencer o Judá se derramando de coração e alma na defesa não só de Benjamim, e do pai, mas também da sua honra, já que ele empenhara sua palavra com o pai, garantindo a vida do irmão. Para José, era muito significativo, ver aquele homem defendendo o irmão mais novo e a preocupação com o pai, o que não acontecera com ele, tempos atrás. Mas, de fato, o que gostaria de colocar meu coração hoje nesse meditação é numa versão da experiência de Jacó, aqui relatada pelos filhos, nas próprias palavras de seu pai. Na sua juventude, Jacó conheceu e se apaixonou por Raquel e com muito trabalho literalmente conseguiu casar-se com ela e para isso, teve que engolir um casamento arranjado pelo sogro, com a irmã mais velha de Raquel, a Lia. O sonho de Jacó era Raquel, e aqui entra aquelas sucessivas negativas da vida, que trabalha contra os sonhos dos filhos de Deus. Alguém da ala pentecostal diria que não era mesmo da vontade de Deus que Jacó se casasse com Raquel, pois deu tudo errado do começo ao fim. Só para nomear: Ele amava Raquel e recebeu Lia por esposa; Lia era fértil e lhe deu muitos filhos; Raquel teve dois filhos; morreu no pós parto de Benjamim, ainda muito jovem; José desapareceu e foi dado como morto; Benjamim fica retido no Egito vítima de uma armação (de José, diga-se). Quanta tribulação! Seria motivo suficiente para Jacó sair da linha, rodar a baiana e reclamar da vida, reclamar do destino, de Deus e de tudo. Ele andou só por caminhos indicados por Deus e com promessas de ser abençoado, protegido e prosperado até se tornar uma grande nação com descendentes se tornando reis. Mas até agora era mais lutas do que vitorias; quanto as coisas começavam a se acalmar de um lado, levantava novas frentes de problemas. Alguém que está lendo esse texto hoje, porventura se identifica com isso? Tem promessas de Deus e só tá levando cacetada de todo jeito e de todo lugar? Por mais que faça as coisas certas, seja honesto, correto e anda em fé e santidade, mas ainda assim, o mar da vida não se acalma? Pois bem, comigo não é e não tem sido assim; mas conheço amados irmãos que vive de luta em luta por muito tempo. Então é para vocês que me dirijo, quem sabe, até seja profético: Olha para Jacó e veja que ele assimilava cada golpe e cada luta, chorava, expunha sua dor e seu pesar – mas a sua fé permanecia inabalável no Deus de Abraão e Isaque. Seus olhos, quer físicos, quer espirituais se mantinham focados nas promessas de Deus e não seria as lutas e as provas que o afastariam delas. Jacó parecia aqueles jogadores de futebol americano, que recebe a bola e o time adversário inteiro só tem olhos, pernas, braços e foco nele; ele corre, desvia, salta por cima, por baixo, se solta, se arrasta até cruzar a linha e fazer o “Touchdown.” Lutas e provas não podem ser motivos de nos desanimar e nos esfriar da fé; ao contrário, quando mais a chapa esquenta, mais próximos de Deus precisamos ficar. Abraão, quanto mais lutas e provas, mais ele louvava e adorava. Não gosto muito colocar textos grandes, mas aqui não temos como não fazer, para nossa edificação, afinal, estamos meditando! O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E não enfraquecendo na fé, nào atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer (Rm 4.18-21). Uma das razões de escrever todos os dias, é para incentivar e apoiar irmãos e irmãs que precisam de um ombro e uma palavra de fé, por alguém que também está na caminhada. Todos temos nossas lutas, nossas provas, nossas fraquezas e crises, mas não somos dos que desanimam e nem desistem. Somos da fé.

Pai, obrigado por andar conosco nas lutas e provas dessa vida. Temos promessas de uma outra vida melhor e mais estável, mas até chegarmos nela, iremos perseverar e batalhar em fé. Nossa oração é por sabedoria para acolher com mansidão essas situações que vem para nos aperfeiçoar e nos aproximar mais de ti. No teu Reino só há vencedores e pessoas que perseveraram contra todas as adversidades e venceram o mundo, o pecado, a carne, o diabo e a si mesmas com o poder do Espírito Santo e a força da tua Palavra. Ministramos uma palavra de fé e de vitória para os teus filhos que se encontram em muitas lutas e provações. Conceda-lhes graça e sabedoria para encontrarem a saída, com a bênção do Senhor, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dependendo das Misericórdias de Deus

Meditação do dia: 10/12/2019

 “E Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que deixe vir convosco vosso outro irmão, e Benjamim; e eu, se for desfilhado, desfilhado ficarei.” (Gn 43.13)

Dependendo da Misericórdia de Deus – Os cristãos de países e regiões onde acontecem perseguições religiosas entendem melhor o sentido do sofrimento do que os demais. As pessoas que já experimentaram situações similares a essas que Jacó experimentou, pode entender melhor o coração do patriarca e ter verdadeira empatia para com ele. Mesmo quem apenas está na paternidade, pode compreender algumas verdades contidas nessas narrativas bíblicas. Isso faz parte daquelas verdades que não tem como ensinar; só podem ser aprendidas. De pessoa para pessoa e também dependendo do grau de maturidade e crescimento na fé, isso toma contornos diferentes no conteúdo e na profundidade.  Alguém poderá dizer que na verdade, Jacó chegou ao fundo do poço, ou ao fim da linha; também podemos dizer que Jacó se rendeu! Aqui termina um ciclo de ações e negociações, de lutas interiores e tentativas de solucionar o problema de forma prática, racional ou com os recursos humanos disponíveis. Nada deu certo; tudo acabou em nada e nada restou ao velho pai, senão a renuncia. Quando meditamos e ou trabalhamos com disciplinas espirituais como quebrantamento pessoal, aceitamos o termo de que “a pessoa se estrangulou,” no sentido que ela esgotou sua capacidade e vendo que não tinha condições de resolver, e que Deus estava esperando que ela abrisse mão e entregasse a ele o direito de agir e resolver a situação. Por outro lado, isso é o fim de um processo de esgotamento mental e emocional; é quando a pessoa deixa de debater e se aquieta, para ser socorrido. Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra (Sl 46.10). Amados irmãos, Jacó já estava sem José a muitos anos; agora a poucos dias ficou sem Simeão, que ficara detido no Egito e quem deteve Simeão queria ver a Benjamim; percebemos que na verdade, nada estava sob o controle de Jacó. Assim também, nos iludimos achando que estamos no comando, que temos tudo sob o controle – a família, os negócios, a igreja, o futuro, tudo está como queremos e é assim que iremos manter. Um momento só, é suficiente para tudo desmontar e a gente perceber o que no fundo do coração a gente já sabe e a Bíblia já diz a muito tempo, que não podemos controlar nada, nada mesmo, precisamos confiar no amor e na sabedoria de Deus que de fato e de direito está no controle e no governo de tudo. Eu e você sabemos, porque já lemos essa história na Bíblia, mas Jacó não sabia nada a não ser o que se desenrolava por que ele estava vivendo a história que agora estamos contando. Ele estava ao vivo e sem aceso a qualquer informação privilegiada. Ele tinha que confiar em Deus. Eu e você temos que confiar em Deus, está no controle das nossa história, que está acontecendo agora, ao vivo e não temos nenhuma informação privilegiada sobre o nosso futuro e nem sobre o presente paralelo, que acontece em outros lugares simultâneos ao que vivemos onde estamos. Mesmo hoje em dia, já termos comunicação em tempo real, ainda assim, não acessamos tudo. Veja bem, (só para nós aqui, não deixe Jacó saber); o homem forte do Egito, que estava lhe tirando o sono, era José, seu filho querido, que estava querendo ver se havia acontecido mudanças na vida e no caráter dos irmãos; se eles estavam cuidando bem do pai e se Benjamim, seu irmão caçula estava de fato bem e acrescentando o fato de que na verdade, José queria abençoá-los e ajudar a todos, juntando a família toda com ele no Egito. Assim como Jacó não podia ver o futuro e se acalmar, eu e você também não podemos; como Jacó, precisamos crer nas promessas de Deus e andar pela fé. Nossos corações sobrecarregados de cuidados e pesares, segurando e carregando mais do que damos conta, não ajuda muito e não permite que nossa alma descanse sobre os cuidados do Pai. Naquele dia e naquele momento, quando Jacó abriu mão e renunciou o seu direito de governar sobre tudo e ter o domínio e o controle de tudo, ele estava abrindo a porta para o agir de Deus na sua vida e na vida de seus filhos. Em poucos dias Deus deu um “intensivão” para filhos de Jacó; eles aprenderam mais nesses poucos dias do que tinham aprendido na vida toda e agora, para toda a vida. Antigamente se cantava um corinho que dizia: “Deixa Deus amassar o barro, para fazer um forte vaso…” Vamos deixar Deus trabalhar em nossas vidas do jeito dele, é melhor, é mais prático e menos dolorido. O que dói mesmo é a gente renunciar e sair do controle. Mas os resultados compensam.

Pai, eis-nos aqui, para abrir mão daquilo que não podemos perder, e sob os teus cuidados tudo irá prosperar e a bênção chegará no momento certo. Já poderíamos estar de volta, se não tivéssemos ficado retidos demorando em decidir quem de fato fica no controle. Renunciamos esse direito para faças a tua boa, perfeita, e agradável vontade em nós e para conosco. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tomar Decisões Difíceis

Meditação do dia: 09/12/2019

 “Tomai também a vosso irmão, e levantai-vos e voltai àquele homem;” (Gn 43.13)

Tomar Decisões Difíceis – Diariamente tomamos decisões! Algumas são triviais e outras são importantes e de vez em quando tomamos decisões cruciais, que demandam muita responsabilidade e cujos resultados podem alterar nossas vidas definitivamente. Isso exige responsabilidade, consciência do peso e dos fatos, avaliar o impacto na vida e nas pessoas a nosso redor. Há decisões que o manual diz que só podemos tomar uma vez e depois é conviver com os resultados e consequências. Quanto mais a maturidade, maior a noção de responsabilidade. Imaginemos por exemplo a escolha que fazemos de qual creme dental usaremos ou qual perfume? O peso é quase zero, se não gostar, não repetimos. Agora pense na profissão a exercer. Pesa mais, embora se possa mudar, aprender uma outra ou abandonar e atuar totalmente fora disso. Vamos pensar em casamento. Opa! Aqui o manual do fabricante reza que há uma aliança celebrada diante de Deus e dos homens com palavra e honra empenhada diante de testemunhas e documentos assinados. É uma decisão que altera muita coisa na vida. Pense comigo na decisão de fé. Entregar o controle da vida a Deus. Afeta todas as demais decisões da vida. Dentro ainda da área de fé. Escolha de viver em santidade e consagração. Vai afetar tudo que fizermos e modificar as nossas motivações por todo o trajeto de agora em diante. Poderíamos citar uma lista enorme de decisões que fazemos e precisamos fazer. Algumas, podemos procrastinar, isso é, ir adiando, empurrando com a barriga, mas, mais cedo ou mais tarde precisa de definição. Era o caso de Jacó. Ele tinha que decidir aceitar as condições impostas pelo homem forte do Egito. Ele não era obrigado a aceitar, mas essa negação já era uma decisão; pois condenaria a prisão definitiva de Simeão que estava detido provisoriamente lá na terra dos faraós e inviabilizaria negociar lá também, e eles precisavam comprar comida. Tudo isso eram fatores fortes e importantes na tomada de decisão; mas o que realmente importava, era comprovar que eram pessoas de bem e que não tinham intenções de espionagem. O nome limpo era o que peso maior. Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro (Pv 22.1). O patriarca passou dias, meses, pensando e orando e medindo as consequências de cada decisão. Quanto mais pressionado ficava em não enviar Benjamim, mais pressionado fica também com os outros fatores, como a fome de toda a família, o risco de perder em definitivo um outro filho e agora, por não correr o risco de perder o caçula. A opinião da sua comunidade também pesava. Por mais que ele orava, não havia nenhum sinal do céu. Era ele que tinha que se mexer. Gostamos da idéia de transferência de responsabilidades; qualquer um, ou qualquer coisa que servir de motivação para eu não ser o agente é sempre bem vindo. Até hoje, culpamos Adão e Eva, alguns mais ousados culpam Deus por não ter detido Satanás antes de tentar o casal no Jardim, ou mesmo de eliminá-lo, que “serpentes se matam no ninho!” Era Jacó que tinha que decidir. No Getsemani, Jesus teve que escolher. E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia. E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão (Lc 22.41-44). Jesus, orou, repetiu a oração, agonizou, sofreu, o anjo veio para o fortalecer, mas não para decidir ou dar uma dica quente. Nós pais, sabemos o que passamos as vezes para decidir questões que envolvam a segurança e o bem estar dos filhos! Eles, às vezes, nem ficam sabendo. Tomar decisões difíceis faz parte da vida e da responsabilidade de adultos, de maduros na fé e de quem está em posição de liderança. Pessoas estão esperando e dependem disso; a demora, só atrasa, só aumenta o sofrimento e a angústia e as vezes só reduzem as chances de melhores decisões. O desafio de hoje: As vezes, não decidir, já é uma decisão!

Pai, obrigado pelas lições difíceis que aprendemos contigo. O Senhor jamais nos pede algo pelo qual não tenhas passado antes e sabes o peso e o preço da decisão. Justo és em todos os teus caminhos e santo em todas as tuas obras e perto estás de todos os que te invocam em verdade. Pedimos coragem para tomar as decisões certas, em benefício dos menos favorecidos, que podem estar presos e a decisão não está mais nas mãos deles, mas na nossa, como era a vida de Simeão preso no Egito, aguardando uma decisão de Jacó, seu pai. Pedimos sabedoria para discernir corretamente e abençoar vidas sob nossa responsabilidade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Boa Fé

Meditação do dia: 08/12/2019

 “E tomai em vossas mãos dinheiro em dobro, e o dinheiro que voltou na boca dos vossos sacos tornai a levar em vossas mãos; bem pode ser que fosse erro.” (Gn 43.12)

A Boa Fé – Vivemos num mundo cujos valores são opostos aos que cultivamos e cuja tendência é querer nivelar todos pelas práticas convenientes a todos. Confrontar hoje em dia é quase um pecado mortal. Força-se a uma inclinação de tolerância rasa, fabricada sob medida para que tudo seja aceito e tolerado sem confronto de certo e errado. Quando vemos boas práticas nos alegramos; o mundo fica surpreendido com atitudes positivas de honestidade, generosidade e doação. Tudo isso nos trás ao centro da nossa vocação primária: sermos sal e luz; e o mundo está precisando mesmo de muito sal e de muita luz. Isso pode e deve ser visto nas relações onde nós, os cristãos somos parte e onde somos atores. Não é o caso de precisarmos ser diferentes; já somos diferentes e foi exatamente para isso que Deus nos alcançou. Somos a diferença que se espera. Olhando a experiência de Jacó e seus filhos, aparentemente era apenas um negócio; compra e venda. Oferta e procura; eles tinham demanda de alimentos e os egípcios tinham os produtos e estavam vendendo para quem desejasse comprar. Tudo que aparentemente vemos aqui é que alguém deu o troco errado e achado não é roubado. Mas não era assim o comportamento do patriarca e não aceitou seus filhos agirem diferente. Eles não sabiam o que havia acontecido na outra ponta e queriam manter as relações em alto nível. Jacó pensou longe, pensou alto e pensou no quadro todo. O homem forte testou a honestidade de seus filhos nas palavras deles; exigiu garantias de idoneidade, retendo um dos irmãos e exigindo a presença do menor para que tudo ficasse esclarecido. Então Jacó viu a possibilidade de que aquele dinheiro encontrado junto com as provisões, poderia ser ou não engano. Poderia ser a continuidade dos testes, agora sem eles terem controle. A ordem agora era para estarem precavidos: levar o dinheiro que fora encontrado de volta e devolver – levar dinheiro em dobro para nova compra. Sabe-se lá o que havia no coração e na cabeça daquele homem. Estamos falando de honestidade e transparência nas atitudes. Estamos olhando para a real condição de vida e de fé das pessoas, quando lhe são dadas oportunidades de lucro fácil, ganho anormal, tirar proveito, mesmo que isso não prejudique ninguém. Como agimos quando não estamos sendo vigiados? Como procedemos onde não somos conhecidos? Não podemos argumentar que somos pobres, de poucos recursos, ou queremos economizar; nossas ações mais do que revelam nosso condição social, moral e espiritual. Precisamos primeiro da aprovação nossa mesmo; auto avaliação – precisamos aprovar nossas próprias práticas, baixar nosso nível e inaceitável. Revelamos nosso caráter através de nossa conduta, então ser reprovado também é inaceitável. Aceitar troco errado, vantagens indevidas e lucros com prejuízos e danos a outros não é bênção de Deus e nem fonte de suprimentos milagrosos. Já ouviu falar em educação financeira? A primeira lição é aprender a viver dentro da sua realidade financeira. Deus vai te sustentar, te abençoar e te prosperar, se for aprovado nessa primeira lição. Qualquer pessoa, instituição e até governo e nação que gasta mais do que arrecada, vai entrar em falência. O Brasil deve servir de exemplo para todos nós brasileiros, pois o pais vem gastando muito mais do arrecada e ainda aumenta mais os gastos ano após ano além do aumento da arrecadação e ninguém aceita corrigir, para não perder privilégios. O fim disso não será nada legal de se ver e se viver. Para o cristão, Deus e a fonte verdadeira de satisfação e suprimentos. Não há prosperidade sem honestidade e boa gestão. Pense nisso. Deus não é irresponsável de jogar riquezas infinitas nas mãos de pessoas com histórico de má gestão, desonestidade e indisciplinados. Isso vale para mim, para você, a igreja, nossas cidades, o país e o qualquer instituição e empreendimento.

Pai, obrigado por demonstrar a melhor mordomia e boa administração de recursos que poderíamos ver. Ao criar o mundo, para nele colocar o homem, o Senhor proveu de todos os recursos para a humanidade viver e se desenvolver por todos os tempos. Mas o pecado fez um estrago na alma do homem e o egoísmo corrompeu tudo que o homem tocou e toca. A igreja é o novo povo de Deus, regenerado de uma semente incorruptível pela Palavra de Deus, para um estilo de vida de generosidade e boa gestão. O mundo pressiona para sermos iguais a ele, mas o teu Espírito Santo nos vocaciona para uma vida diferente, com motivações diferentes, para uma finalidade diferente. Temos a tua promessa de dum novo céu e uma nova terra onde habita a justiça e onde o pecado não vai imperar. Queremos e precisamos viver vidas novas, vidas transparentes e honestas em todos os aspectos. Viver para Deus, para o Reino de Deus. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dê Presentes

Meditação do dia: 07/12/2019

 “Então disse-lhes Israel, seu pai: Pois que assim é, fazei isso; tomai do mais precioso desta terra em vossos vasos, e levai ao homem um presente: um pouco do bálsamo e um pouco de mel, especiarias e mirra, terebinto e amêndoas;” (Gn 43.11)

Dê Presentes – “O presente dado em segredo aplaca a ira, e a dádiva no regaço põe fim à maior indignação (Pv 21.14). Os antigos já sabiam a importância do presente no lugar certo, na hora certa. Jacó “não conhecia” o homem poderoso do Egito que estava entre ele e seus filhos, mas sabia que tratando com uma autoridade, dando-lhe o devido respeito e a honra, o coração dela se aplaca. Ele já fizera isso com seu irmão Esaú e deu certo. Também, a experiência dele e de seus pais, fora de lidar com autoridades locais da Palestina, reis e governadores, e em muitas ocasiões eles tiveram que resolver litígios de terras, divisas, poços d’agua e coisas pertinentes àquele estilo de vida. Agora, se tratava de uma negociação mais complexa, porque de certa forma havia refém envolvido. Um de seus filhos estava detido no Egito e só com a presença do irmão mais novo, o governador se daria por satisfeito quanto a honestidade deles no trato com a palavra dada de que não eram espiões. Lidar com o desconhecido, de fato é mais difícil; mas os canais de comunicação humanos indicam que há similaridades no comportamento das pessoas e com as atitudes certas, se pode conseguir bons resultados. O presente que Jacó estava indicando para seus filhos levarem, eram produtos nativos, de muita valia naquela época e alguns desses produtos eram caríssimos e raros, portanto qualquer pessoa de fino gosto e conhecimento de causa gostaria de ganhar. Um outro aspecto que gostaria de levar em consideração aqui, é sobre o bom gosto de Jacó em presentear. Não é o caso dele ser rico e poder dar aqueles presentes. Quero aqui, considerar a posição da pessoa, em termos de identidade e destino e como ela lida com os bens e como considera quem vai receber alguma coisa dela. Presentes, representam a pessoa presenteadora. Revelam suas características e intenções. Já escrevi anteriormente que as nossas escolhas revelam nosso caráter. Só para começo de conversa, observe os presentes que Deus já nos deu. Revelam ou não o caráter dele? Revelam ou não as intenções dele? Representam ou não a pessoa que Deus é? Pois bem, nós somos seus filhos. Nós somos seus herdeiros e fomos criados e regenerados por uma semente incorruptível que verdadeiramente possamos expressar que somos e quais são as nossas origens. Generosidade é uma marca, um traço da personalidade de Deus. A versão de Jesus sobre dar é: Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo (Lc 6.38). No caso de Jacó, aquele presente, mexeria com as lembranças afetivas, a chamada memória emocional de José, não só por ser um presente do seu pai, mas por seu produtos valiosos da sua infância e juventude na terra em que cresceu e tinha como sua. Eu diria que Jacó acertou em cheio no presente e no coração do presenteado. Como são os presentes que você escolhe dar? Depende da pessoa, ocasião, sua condição? Mas mesmo assim eles te representam? Revelam a sua grandeza e generosidade?

Pai, obrigado pelo maior presente já dado e já recebido, que Jesus! Ninguém faria o que o Senhor fez e também ninguém mereceria receber tal presente. Mas a graça e a generosidade do nosso Deus fez infinitamente mais do que merecemos. Jesus se deu por nós voluntariamente e aqui estamos nós, aprendendo e caminhando em novidade de vida, graças ao Senhor! Obrigado, de verdade! Louvado seja o Senhor! Trino Deus! Amém!

Pr Jason

Ainda Tem Um Irmão

Meditação do dia: 06/12/2019

 “E disse Israel: Por que me fizeste tal mal, fazendo saber àquele homem que tínheis ainda outro irmão?” (Gn 43.6)

Ainda Tem Um Irmão – Jacó estava em frangalhos emocionais pela “perda” de dois filhos e na iminência de acrescentar mais uma baixa, e justamente no Benjamim, a fagulha de amor que lhe assegurava as lembranças de Raquel e de José. Parece que não havia motivos para tanto alarde da parte do patriarca; mas precisamos vestir a pele dele e medir nossas realidades com as que ele tinha nos seus dias. Viajar hoje, da Palestina, ou de Israel até o Egito é até possível fazer bate-volta no mesmo dia, ou em dois ou três dias de carro, dependendo de onde se parte e até onde se vai. Hoje, temos seguros viagens e muitos meios de proteção, rastreamento e guias por satélites, gps etc e tal. No tempo deles, era uma jornada de muitos dias de caminhada, à pé ou montado à cavalo, mula ou camelo. Com paradas para alimentação, descanso e cuidado da tropa. O risco de assaltos e bandidos dos desertos era muito grande. Não dá para se comparar e muito menos pensar com uma cabeça ocidental, acostumados a confortáveis viagens de ônibus, carro o avião. Tudo com horas marcadas, boas paradas, lanchonetes e pousadas se necessário for, autoestradas duplicadas e câmeras de vigilância o tempo todo, fora os rastreadores. Jacó estava protelando o máximo que podia tomar essa dolorosa decisão de liberar o caçula para a viagem. Na impossibilidade, ele resmungou um lamento dolorido, que entendemos pela dor emocional, não pela decisão moral: “Por que me fizeste tal mal, fazendo saber àquele homem que tínheis ainda outro irmão?” No português bem popular: “Voces e suas bocas grandes! Tinham que abrir a matraca e falar que ainda tinham um outro irmão, o mais novo, que estava com o pai? Vocês não pensaram em mim e na segurança dele?” Falar a verdade é parte integral das nossas vidas e do nosso compromisso de andar com Deus. Jesus disse que o nosso falar deve ser sim, sim, e não, não, pois o que passar disso é de procedência maligna (Mt 5.37). Como descrevi em outros textos, e muito difícil fazer previsões, especialmente com relação ao futuro, afinal, não temos parentesco com charlatões. Os irmãos de José não poderiam prever os próximos movimentos do “homem forte” do Egito, ainda mais que ele os colocou em condições de se obrigarem a dizer estritamente a verdade. Provavelmente eles nunca haviam orado com tanto fervor para que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó se manifestasse misericordioso para com eles, que reconheciam não merecerem nada, porque viram a aflição do irmão sendo levado como escravo e não fizeram nada para livrá-lo e nem se compadeceram e agora sabiam que estavam sendo cobrados pela vida dele. Então disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia. E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido (Gn 42.21,22). Quero ser simples e direto – a verdade prevalece sempre e não há como fugir dela. Nem Jacó, nem seus filhos, José ou Jason – precisamos encarar nossos medos e conflitos íntimos e agir com a verdade do nosso lado. Lembram da expressão: “Esse mundo é muito pequeno?” geralmente utilizado quando encontramos alguém onde nem imaginávamos e de outros lugares bem distantes, ou quanto se pensa que está em lugar desconhecido e descobre que ali há pessoas que nos conhecem e sabem quem somos. Pois foi assim, com Jacó e seus filhos, temendo um homem poderoso, com autoridade para puni-los e nem imaginavam que não passava do garoto sonhador, que os molhos se encurvam diante do dele; Jacó não gostou na época do sonho onde ele e a esposa se curvavam diante do garoto, e por isso lhe chamou a atenção. Por outro lado, era a pessoa que Deus estava usando para responder suas orações sobre sobrevivência. Nossos temores as vezes só metem medo em nós mesmos, porque na verdade, Deus está no controle de tudo e em vez de confiar, desconfiamos; em vez de render, resistimos; ao invés de sermos flexíveis, valorizamos a rigidez e a implacabilidade. O nosso desafio de hoje, é confiar que quem está no controle, sabe o que faz e mesmo no vale escuro, ele é confiável.

Pai, obrigado por ser forte e confiável o suficiente para dirigir nossas vidas. A verdadeira confissão é que não sabemos nada, não podemos nada e somos bons em estragar tudo por causa da desconfiança e ansiedade. Renova, para conosco hoje, Senhor as tuas bondades e dá-nos o discernimento necessário para continuarmos crescendo em graça e fé. em nome de Jesus, amém.

Pr Jason