A Terra Produziu Com Abundancia

Meditação do dia: 27/11/2020

E nos sete anos de fartura a terra produziu abundantemente.(Gn 41.47)

A Terra Produziu Com Abundancia – Ao olhar a expressão do nosso texto sobre a produtividade da terra naqueles próximos sete anos, minha mente e o meu coração procurarão nos seus baús outras referencias sobre esse tema e a primeira estação foi no Salmo sessenta e sete. É difícil olhara para um poema em forma de cântico e oração, sem que nossos corações não se quebrantem diante da graciosa bênção de Deus que vem a nós, mas também a todos os povos até as extremidades da terra em resposta ao louvor e adoração. O salmo é breve, mas merece ser lido com calma e reverencia para apreciar e se satisfazer: Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós (Selá.) Para que se conheça na terra o teu caminho, e entre todas as nações a tua salvação. Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos.  Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com eqüidade, e governarás as nações sobre a terra. (Selá.) Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos. Então a terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará. Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra o temerão (Sl 67). Certas bênçãos materiais e certamente bênçãos espirituais nos sobrevem como resposta ao louvor e a adoração a Deus. Aqui afirma que a terra dará o seu fruto em resposta a essa disciplina espiritual. Também a bênção que é nossa faz com que povos de longe temam a Deus; isso comprova que os propósitos da redenção passam por questões mais simples também do dia a dia. A aliança entre Deus e Abraão, para constituir uma nação de adoradores e que abençoariam todas as nações da terra, estava sendo pavimentada no Egito, através do bisneto de Abraão. Deus atraiu a atenção de Faraó com um sonho enigmático e preparara José para ser a resposta e a solução. De uma outra para outra ele se torna um super ministro de estado para acompanhar a produtividade da terra para coletar e armazenar suprimentos em quantidade gigantesca. O conhecimento de Deus e seu governo justo sobre toda a criação estava sendo disseminado naquela terra que havia se tornado um antro de adoração estranha ao Deus verdadeiro. Quando pensamos em milagres, pensamos numa intervenção divina que provoca uma quebra no modo natural dos acontecimentos e acelera processos, amplia potencialidades,  invertem fatores e assim, acontecem coisas sobrenaturais para a ótica humana e natural. Na época de Isaque, Avô de José, houve uma situação de crise na Palestina que atingiu a todos, causando fome e êxodo da população, mas o Deus Altíssimo instruiu Isaque a não sair e que ele seria abençoado e próspero ali, onde ninguém mais poderia ser naquela situação. E foi o que aconteceu. E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por isso foi Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar. E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser; Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; Assim habitou Isaque em Gerar. E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava. E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso. E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam (Gn 26.1-3,6,12-14). O ideal seria  sublinhar todo o texto, mas aí não haveria diferença sobre o que prestarmos atenção. Mas vejam que na terra e no mesmo ano que tudo dava errado para os demais, era bênção para Isaque e ele prosperou e adquiriu rebanhos e gente de serviço e é claro que isso despertava ciúmes e invejas de quem estava ao lado e perdendo tudo á olhos vistos. A bênção de Deus faz diferença sim na vida de qualquer um! Quero fechar com o ensino sobre restauração e o papel do povo de Deus no processo de redenção. O texto é 2 Cr 7.13,14 – Muito conhecido de todos nós, e sempre incluso nas orações pela nação. Lembrando que foi uma revelação de Deus à Salomão, então totalmente Palavra de Deus. Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo; E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.Os pecados  atraem o juízo e a justiça divina sobre a terra e a sua produtividade. O arrependimento, o quebrantamento, a humilhação com a consequente conversão e busca fervorosa em oração da face de Deus, trás o perdão e a cura para a terra. Só o povo de Deus pode operar isso, porque só ele tem acesso aos recursos da redenção em Cristo Jesus. Isso não pode ser feito pelo governo, por legislação, por medidas públicas ou decretos. Essa seara é espiritual e é domínio de pessoas espirituais, é o campo de batalha espiritual em nível estratégico. Entende isso?

Pai, obrigado por ser bondoso para com os filhos dos homens e por colocar os teus filhos e adoradores em pontos estratégicos para efetuarem medidas que só homens espirituais podem discernir e operar pela fé. A igreja tem um papel de sal e luz e de prevalecer onde os recursos das possibilidades humanos se esgotam. Ajude-nos a compreender e a operar nesses domínios da fé. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sete Anos

Meditação do dia: 26/11/2020

E nos sete anos de fartura a terra produziu abundantemente.(Gn 41.47)

Sete Anos – Uma atitude refletida numa única expressão marcou para sempre e para todas as gerações a vida do discípulo Tomé. Quando ele se recusou a acreditar que o Mestre havia voltado à vida e até já tinha sido visto por alguns, ele disse que precisava de mais provas: Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei (Jo 20.24,25). Parece que na cabeça de Tomé, tudo que eu não vejo, não conheço e não posso tocar, não existe! A verdade só existe dentro daquele universo permitido por ele mesmo. Ainda hoje, o “teste são Tomé” está presente no mundo todo – sempre tem alguém que está disposto a pagar para ver. Estou aplicando essa idéia a uma possibilidade do que poderia ter acontecido com José lá no antigo Egito. Sabemos que o Faraó, que tivera o sonho das vacas e das espigas, ao receber a interpretação, não teve nenhuma dúvida de que fazia sentido, era uma revelação de Deus e que ele deveria tomar as medidas necessárias para prover alimentos e cuidados para todos. Ele também acreditou em José e viu nele uma pessoa séria e competente capaz de absorver toda a verdade do que Deus havia dito e tornar possível aquele grande projeto. José vestiu a camisa, abraçou a causa e se colocou à disposição para trabalhar e preparar tudo que fosse necessário para aproveitar tudo que fosse possível. Mas acredito que no meio da galera toda de nobres e ministros e políticos que viviam às expensas da corte, não devem ter acredito no todo e muito menos aprovado aquela euforia toda do Faraó nomear um estranho e estrangeiro, detento e escravo para liderar sobre nobres e sábios. É muito provável que havia gente pagando para ver, ou para não ver nada de novo que indicasse que José estava certa na interpretação do sonho. Os férteis vales e deltas do Nilo eram produtivos e as safras sempre eram fartas e generosas e para muita gente, a possibilidade de uma crise hídrica por exemplo, suficiente para provocar crise na produção era algo difícil de acontecer e ainda mais por sete anos consecutivos. Uma coisa boa, para nós em se tratando de revelação da Palavra de Deus, é que ela não falha! Como naquele episódio em que Balaão, queria atrapalhar os planos do povo de Deus, mas esbarrou no principal, o Todo-Poderoso: Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria? (N 23.19). Se necessário for, subverter as ordens naturais das coisas, para que um bem maior aconteça, Deus faz isso sem nenhum problema. Quem criou os céus e a terra, estabeleceu os tempos e as estações e tem perfeito domínio sobre toda a criação, não se sente desafiado e  nem impedido de agir para o seu plano maior e mais importante dar certo. As promessas divinas, quer sejam para a redenção, como promessas nacionais ou familiares e pessoais, todas elas se firmam no caráter de Deus que é bom e tem plenos poderes para cumpri-las. Cria e experimente o agir de Deus. Se houver oposição e quem paga para ver, deixe isso aos cuidados do Senhor! Faça o que recomendou o salmista: Descansa no Senhor, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos. Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal (Sl 37.7,8)).

Senhor, nesse dia trazemos a nossa gratidão e a nossa confiança no teu caráter santo e justo. Tudo o que fazes é bom e perfeito e ainda que nós não entendamos, podemos acreditar e confiar nas tuas razões e motivações. Tudo vai dar certo, porque o Senhor é bom e as tuas misericórdias duram para sempre e são renovadas a cada manhã. Obrigado por escolher e colocar boas pessoas ao nosso lado e no nosso caminho, assim podemos compartilhar ajuda e apoio na caminhada e servir de apoio umas para as outras e ser instrumentos de bênção. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Aos Trinta Anos

Meditação do dia: 25/11/2020

E José era da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito. E saiu José da presença de Faraó e passou por toda a terra do Egito.(Gn 41.46)

Aos Trinta Anos – Por que aos trinta anos? Mais gente além de mim já teve essa pergunta na cabeça. Vamos às possibilidades e a alguns raciocínios que devem fazer sentido. Ainda que a vida daqueles tempos fosse mais simplificada do que em nossos dias, as pessoas ainda tinham fases de crescimento e maturidade. Assim, esses estágios necessários em sociedade eram muito respeitados e mesmo que houvesse algumas exceções de precocidade, certamente havia o curso natural por onde as conveniências sociais prevaleciam. As melhores referencias que temos, é no povo de Deus, pois as Escrituras concentram muitas informações nos registros sagrados dessas pessoas. Para serviço militar, um jovem podia alistar-se aos vinte anos. Certamente tinha o tempo inicial de treinamento e aperfeiçoamento de suas habilidades, até chegar a hora de assumir posição de batalha e desse exercício vinham as graduações. Da idade de vinte anos para cima, todos os que em Israel podem sair à guerra, a estes contareis segundo os seus exércitos, tu e Arão (Nm 1.3). Quando foi  estabelecido o serviço sacerdotal, para cuidar do culto e dos cerimoniais, Deus estabeleceu um padrão de idade para entrar e sair dos ofícios. Trinta anos para iniciar e cinquenta anos para sair. Da idade de trinta anos para cima até aos cinqüenta anos, será todo aquele que entrar neste serviço, para fazer o trabalho na tenda da congregação. Este será o ministério dos filhos de Coate na tenda da congregação, nas coisas santíssimas (Nm 4.3,4). Isso está ligado ao processo de formação e amadurecimento da pessoa, para assumir responsabilidades e estar emocionalmente maduro também. Uma pessoa nessa faixa de idade está no auge da força física e numa época boa para compreender regras e práticas que exigem discernimento. Quase sempre nessa idade, os antigos já estavam casados e já com filhos pequenos, o que apressa o processo de amadurecimento e responsabilidade. A paternidade produz na vida um tipo de conhecimento que não se tem como ensinar, só se pode aprender. São experiencias que não se aprende em livros, nem por aconselhamentos ou observações. Mesmo que uma pessoa, digamos solteira, tenha que assumir as responsabilidades pela criação e educação de irmãos mais novos e o faça com extrema competência, com amor e dedicação, esse tipo de experiencia ainda não é equivalente se ele tiver os próprios filhos.  Jesus Cristo, foi uma pessoa notável, muito bem criado e treinado pelos pais na vida e fé piedosa dos caminhos de Deus e conhecimento das Escrituras, como todo e qualquer lar judeu piedoso  fazia. Os poucos registros que temos desse período da vida do Mestre nos dão boas pistas. E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52). Ele chegou à idade adulta e a tradição ensina que perdera seu pai ainda jovem e como havia aprendido o ofício do pai, se tornou carpinteiro arrimo de família, até quando veio o momento de entrar para o ministério, para o qual for enviado a este mundo. E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu; E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos (Lc 3.21-23). Para os Israelitas, a pessoa necessitava de certo grau de maturidade e vivencia para pleitear determinados acessos, que só a sabedoria dos anciãos poderia proporcionar. Numa discussão com Jesus eles apresentaram esse argumento, já que ele ainda não demonstrava idade suficiente para tratar de certos pontos da vida. Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão? Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou (Jo 8.56-58). É assim também que percebo os anos que se passaram para José, ainda que em tempos difíceis, mas necessários para sua formação como homem, de forma que quando se apresentasse, teria credibilidade humana também para realizar a tarefa de sua vida. Muita coisa pela qual passamos e sofremos ou não parece ter muito sentido, pode estar diretamente ligado ao processo de maturidade e preparo para chegarmos ao ponto ideal, onde poderemos ser plenamente uteis ao propósito divino e também aceitação dos nossos pares naquela missão. Procure tirar proveito de todas as oportunidades que lhe vem na vida. Deus pode estar construindo algo fantástico. Coopere e esteja aberto e maleável.

Pai, obrigado por fazer a tua obra da tua maneira e proporcionar grandes experiencias de vida e treinamento a todos nós. Todos os dias é um novo desafio e uma nova oportunidade para celebrarmos a vida e a graça do Senhor, que nos guia por caminhos de bênçãos e de treinamento. Somos gratos por cada oportunidade que recebemos e com elas a chance de nos tornamos mais semelhantes a ti. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

José Aos Trinta Anos

Meditação do dia: 24/11/2020

E José era da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito. E saiu José da presença de Faraó e passou por toda a terra do Egito.(Gn 41.46)

José Aos Trinta Anos – Que saudade de quando eu tinha trinta anos, isso já foi à mais de trinta anos!!! Verdade seja dita, não sou saudosista e nem vivo de passado, pois quem vive de passado é museu. Tenho muitas boas lembranças daqueles tempos e das oportunidades que a vida e a graça de Deus me concederam. Já vivia fora da casa dos meus pais, já havia terminado o seminário, estava ordenado ao ministério pastoral, e ainda era solteiro. De lá para cá, muitas coisas aconteceram e sou muito grato por todas elas. No próximo ano, dois mil e vinte e um, será os meus trinta anos de paulista e no segundo semestre, trinta anos de pastorado na Monte das Oliveiras. José saiu de casa com dezessete anos para buscar notícias dos irmãos que pastoreavam os rebanhos da família e trazer notícias para Israel seu pai; ele acaba de completar trinta anos e ainda não voltou com as notícias, que há muito já não importavam mais. treze anos se passaram. O que aconteceu nesse intervalo? Para Israel, foram intermináveis e sofridos anos sem o filho e sem nenhuma informação sobre o que aconteceu. Tudo que lhe foi dado para saber eram os trapos rasgados da túnica colorida, que dera de presente ao garoto e que o distinguia de qualquer outra pessoa dentro daquele clã. Presumiu-se que fora despedaçado por uma fera no campo. (na verdade, foram dez feras). Para os irmãos de José, foram os mais apreensivos anos de suas vidas, vividos no fio da navalha do destino, porque à qualquer momento a verdade poderia aparecer e estragar tudo. Um vacilo numa conversa de deles ou até mesmo a possibilidade de falar dormindo e dizer o que não devia, poderia arruinar o irremediável. Particularmente, sempre que penso nisso, me destaca a pessoa de Ruben, que não concordara com nada do que foi feito e trabalhara para devolver o irmão ao pai são e salvo, mas fora traído pelos nove outros irmãos que o venderam para uma caravana de mercadores e agora Rubem era obrigado a participar da farsa e se eles fizeram aquilo com José, ele se via ameaçado e correr risco pessoal ou à um de seus filhos por chantagem, era dolorido, difícil, mas inevitável. Para Benjamim, que era bem pequeno deve ter sido difícil, sem explicação e não deve ter sido fácil ver a tristeza inconsolável do pai e a ausência do irmão que o protegia e o amava muito; eram grandes companheiros. Para quem estava sendo criado sem a mãe que falecera no seu nascimento, agora sem o irmão mais chegado e que lhe transmitiria as melhores recordações da mãe e o ajudaria na sua formação, era muita provação. E agora José? Se do lado de cá, na família era um enorme emaranhado de mentiras, enganos, acobertamentos e mistérios, de modo que ninguém sabia nada e se alguém sabia, ninguém sabia quem sabia ou se sabiam que alguém sabia. Eu não sei de mais nada também. Lá Egito, treze anos se passaram, uma vida estilo sanduiche – maus bocados recheados por maus momentos, com alguma suavidade em fatias bem fininhas de alívio na casa de Potifar e umas partes na prisão na casa do capitão da guarda, onde suas habilidades lhe deram o alívio de ser útil e assim ter ocupações e oportunidade de abençoar pessoas. Treze anos no paraíso é muito pouco tempo; numa vida confortável e com a presença da família e amigos e as tarefas do dia a dia, até que treze anos passam rápido. Agora treze anos de sofrimentos e humilhações, privações e sem identidade e respeito de parte alguma… são muito devagar. Mas eu também prefiro deixar a melancolia e a oportunidade de depressão fora do alcance das minhas imaginações. José cresceu como homem, como pessoa, com uma fé inabalável e desenvolveu habilidades espirituais e uma intimidade com Deus de uma forma tão maravilhosa e criativa, que mesmo nós, pastores do século XXI, com todos os nossos títulos e treinamentos teológicos e vivencia ministerial, ainda paramos, sentamos e escutamos José, como alguém que tem muito para ensinar. O tipo de sabedoria e de conhecimento que ele compartilha, não se encontra em manuais e nem em apostilas e muito menos em profundas teses e tratados. Quem passou pela Universidade do Deserto do Altíssimo, e foi graduado com louvor, à quem até o chefe de estado do mais importante império daquela época, se curvava e lhe honrava, como alguém que tinha o Espírito de Deus e sabedoria como nenhum outro… eu também me rendo! E como sou fã de bons administradores, na eternidade, ao chegar no céu, certamente irei agendar um encontro com José e a primeira pergunta não é minha, é do poeta: “E agora José?” O zezinho briguento e futriqueiro que foi mergulhado no submundo aos dezessete anos, emergiu aos trinta, Primeiro Ministro de Faraó. O Sonhador-Mor da família israelita, se levanta como “Zafenate-Paneia.” É linda a história e a experiencia de José, mas sabe de uma coisa, sabe o que isso significa? A história hoje que verdadeira importa e que faz sentido é a sua, a minha, essa que Deus está escrevendo, com altos e baixos e às vezes parece que só tem baixos; talvez nunca tenhamos fama e fortuna e nem salvemos um império e nem seremos celebridades, mas somos servos de Deus e o que importa e sermos e estarmos fiéis e firmes naquele que é nosso papel. Façamos o que precisamos fazer! Deus no comando e a Ele a glória e a honra para sempre, amém.

Obrigado, pai, porque aos trinta anos José iria começar a parte visível do seu ministério e de sua vida. Ele estava pronto na hora que era para estar e se fez útil e abençoador quando e onde lhe foi designado. Hoje é a minha vez, é a minha época e oportunidade e não irei falhar, com a graça do Senhor me valendo e me acompanhando. Obrigado pelos irmãos e companheiros de caminhada, que também estão no seu tempo e no seu espaço, na mesma missão na construção do teu reino. Senhor Jesus, nos consagramos a ti e ao teu serviço, seja feita a tua vontade em nossas vidas, hoje e eternamente, amém.

Pr Jason

José Foi à Luta

Meditação do dia: 23/11/2020

E Faraó chamou a José de Zafenate-Panéia, e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e saiu José por toda a terra do Egito.(Gn 41.45)

José Foi à Luta – Quanto maior os privilégios, maiores também as responsabilidades. Uma vez que José passara grande parte de sua vida, recluso, ou prestando serviços domésticos como escravo, não lhe foi possível viajar, tirar férias ou conhecer as belezas e encantos das terras dos Faraós. Tudo o que ele sempre sonhara, queria e era motivo de suas orações era a oportunidade de voltar para Canaã, para a casa do seu pai. Agora que ele ela um homem livre, com poder e autoridade, ele poderia ter simplesmente pedido ao chefão, que enquanto ajeitavam suas coisas pessoais, casa, mobília, escritório e o quadro de pessoal de serviço ele diria dar uma pulinho em Canaã para visitar seu pai e fazer uns acertos de contas com uns irmãos que lhe haviam produzido sofrimentos. Se ele tivesse feito isso, tanto eu, quanto qualquer um dos meus quatro leitores mais assíduos concordariam que ele estava certo e isso não comprometeria em nada seu novo trabalho. Ele poderia até deixar um cartão para eles se precisassem de alguma coisa algum dia. Na verdade, isso revela o que há no meu interior e minhas razões para justiça, sendo que nem lá eu estava, não fui vendido, nem escravizado e nunca estive preso. Também não conheço o Egito, não interpretei sonhos importantes de ninguém e nem me tornei instrumento de Deus para abençoar um reino inteiro; ser primeiro ministro então? Aqui, as eleições ainda então quentinhas e o mandato da Tania foi renovado por mais quatro anos, com folga e sem margem para contestação.  José não fez nada do que tinha em mente até chegar aquele posto. Ele não tomou o caminho da vingança contra ninguém que o ofendera ou magoara; não tomou o caminho de casa e nem tampouco ficou deslumbrado com o poder e a glória humana que lhe fora atribuído. José foi à luta para conhecer in loco a realidade de todo o Egito, para também planejar as ações de fomento à produção em maior quantidade e como armazenar e conservar tantos gêneros alimentícios, para tanto tempo. Um homem com tamanha capacidade de liderar, sabia a importância do trabalho em cooperação, e assim dividir as tarefas e aproveitar ao máximo o potencia e as habilidades científicas e tecnológicas disponíveis para alcançar os objetivos. Me lembro de uma postagem motivacional, onde de forma lúdica e bem humorada as pessoas eram motivadas a não se acomodarem. Inicia-se com a história de que nas savanas africanas, todos os dias, quando o sol nasce, a gazela se põe a correr, porque ela precisa correr mais que o leão se quiser sobreviver mais um dia. O leão por sua vez, ao nascer do sol se põe a correr e trabalhar porque precisa apanhar uma caça se quiser sobreviver mais um dia. Então, você e eu, sendo gazela ou leão, o sol saiu? Então levantemos e corramos para mais um dia se quisermos prevalecer e superar nossas adversidades. Provavelmente foi assim que José agiu, ele não ficou esperando dados, relatórios, alguém dar sugestão ou pitacos. Faraó lhe confiou a tarefa e ele assumiu o comando e pôs o pé na estrada. Se pôs a trabalhar. No sonho Deus mostrara que daria recursos para superarem os tempos difíceis, mas isso não viria de graça e nem cairia do céu no colo deles. Provavelmente você mais de uma promessa de bênçãos e vitórias para você, sua casa, sua família, filhos, ministérios e carreira profissional. São promessas e Deus tem a intenção de cumpri-las. Mas e a sua parte? Sua contrapartida? Estudar, montar e gerenciar equipes, lidar com obstáculos e tentativas de sabotagem, e meio mundo te dizendo que “não é bem assim…” Todos os rios atingem seus objetivos porque aprenderam a contornar seus obstáculos.

Pai, obrigado pelas lutas e provações que nos vem todos os dias e das mais variadas fontes; pessoas, situações e circunstancias conspiram contra a tua promessa e aquilo que acreditamos ser o certo a fazer. Pedimos sabedoria e discernimento para prosseguirmos firmes e determinados a fazer a tua vontade. Obrigado pela convicção interior dada pelo Espírito Santo, que nos guia e não nos desampara e nos fortalece todos os dias. Em nome de Jesus, agradecemos pela vitória de hoje.

Pr Jason

Azenate, A Filha do Sacerdote

Meditação do dia: 22/11/2020

E Faraó chamou a José de Zafenate-Panéia, e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e saiu José por toda a terra do Egito.(Gn 41.45)

Azenate, a Filha do Sacerdote – Termômetro ou Termostato? Com certeza meus diletos leitores mais assíduos dessas meditações estão bem acostumados com as funções de um termômetro, pois mesmo que não tenham um em casa, para medir a temperatura corporal e ou do ambiente, ouvimos diariamente sobre o clima e suas variações. Já o termostato, não é tão familiar assim, mas ele também está associado à temperatura ambiental. Para vocês não terem que pesquisar, já me adiantei, afinal, pastor também é cultura! termostato é um dispositivo destinado a manter constante a temperatura de um determinado sistema, através de regulação automática. O termostato é um instrumento que tem a função de impedir que a temperatura de determinado sistema varie além de certos limites preestabelecidos. Um mecanismo desse tipo é fundamentalmente composto, por dois elementos: um indica a variação térmica sofrida pelo sistema e é chamado elemento sensor; o outro controla essa variação e corrige os desvios de temperatura, mantendo-a dentro do intervalo desejado. Termóstatos controlam a temperatura dos refrigeradores, ferros eléctricos, ar condicionado e muitos outros equipamentos. O primeiro termóstato eléctrico foi criado em 1883 por Warren S. JohnsonEstou valendo-me desses conceitos tecnológicos para ilustrar uma aplicação bíblica para nossas vidas, onde o centro da mensagem é a influência. Todos nós influenciamos e somos influenciados em diferentes níveis nos nossos círculos de relacionamentos. Esse elemento influencia é básico em nossa fé, não é escolha se faremos ou não, a questão é o quanto faremos e como faremos. “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa” (Mt 5.13-15). Ser  sal e luz é ministério primário de todo cristão, como dizem a turma chegada no latim, é condição sine qua non. Muito  bem, estamos acompanhando a vida de José e a cada passo da sua caminhada, novas oportunidades de reflexão nos é apresentada e a comparamos com a nossa jornada aqui no século vinte e um, vivendo na Nova Aliança e também comprometidos com os planos e propósitos eternos de Deus. Faraó, entre as “melhorias“ na vida de José, deu-lhe uma esposa de presente. Pela qualidade dos presentes anteriores, podemos presumir que não foi qualquer presente, ou a primeira moça que ele viu ou estava disponível. Azenate era filha de um sacerdote dos cultos egípcios, provavelmente o principal sacerdote ou digamos o capelão do palácio e da corte. Ela deveria ser linda, educada, culta e protegida de Faraó e digna de sua afeição e confiança. Fora criada na cultura e na fé egípcia e sendo da família sacerdotal, era devota dos deuses e praticantes dos rituais próprios de todo esse universo místico. Ao entrar na vida de José, o que ela traria e o que ela receberia? Não sabemos nada sob o caráter dela, se era oportunista, alpinista social ou não. Ela poderia querer  ensinar sua fé e suas tradições para José e querer “domesticá-lo” espiritualmente. Isso aconteceu com Salomão, mesmo com toda a sua sabedoria e recursos, ele sucumbiu à pressão da influencia pagã feminina em todos aqueles casamentos arranjados politicamente para formar alianças com povos e reinos. “Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o Senhor seu Deus, como o coração de Davi, seu pai” (I Rs 11.4). Salomão foi Termômetro, acompanhou a temperatura e seguiu suas tendências. José foi Termostato, implantou sua fé no coração da esposa e determinou a temperatura ambiente de sua casa e de seu governo. Nem Faraó, nem esposa ou o sogro, as circunstancias ou situações e pessoas alteraram a sua fé e a sua prática em toda a sua vida. Você é Termômetro ou Termostato? Sua condição espiritual e sua prática de culto a Deus sofre interferência externas e você esfria e esquenta ao sabor das coisas ao seu redor? Ou você determina a condição nos seus círculos de influencia?

Pai, graças te damos por termos um Deus grande, tremendo e Todo-Poderoso; não há nada que lhe seja impossível e teus planos não podem ser frustrados por nada e por ninguém. Somos participantes das tuas promessas e alianças, e na Nova Aliança, onde fomos alcançados pela salvação em Cristo Jesus, fomos comissionados como embaixadores do Reino dos Céus e recebemos poder e autoridade para sermos testemunhas da tua graça através de Cristo Jesus. Somos chamados a ser sal e luz em meio ao caos e todo o mal desse mundo que se recusa a te reconhecer. Querem as tuas bênçãos e os teus favores, mas se negam a seguir os teus caminhos. Querem a bênção, mas não o abençoador; a proteção e não o protetor; querem a salvação sem o Salvador. Isso não vai acontecer! Porque Cristo foi colocado como cabeça da Igreja e salvador do Corpo. A ele, seja a honra, a glória e o poder para sempre e sempre, eternamente, amém.

Pr Jason

Zafenate-Panéia

Meditação do dia: 21/11/2020

E Faraó chamou a José de Zafenate-Panéia, e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e saiu José por toda a terra do Egito.(Gn 41.45)

Zafenate-Panéia – José ganhou um título, que entre as muitas possibilidades de tradução, todas são boas ou positivas. Alguns defendem que significa “Deus fala e Ele vive” – faz sentido, porque José disse a Faraó que Deus estava lhe falando sobre o futuro próximo e como contornar esses tempos difíceis. Assim, para Faraó, fazia bem admitir que José representava muito bem esse Deus que fala e revela segredos. Outros tradutores e intérpretes, defendem que seja algo como “Abundancia de vida” – o que também cairia bem para José, que se mostrou gracioso e trouxe muita esperança para o coração do rei, que estava muito perturbado, tanto pelo sonho quando pela impossibilidade de conhecer o seu significado, até José aparecer diante dele. Mas a versão mais corrente entre os leitores bíblicos foi o traduzido por Jerônimo, que é “Salvador do mundo.” Guardando-se as devidas proporções, e o entusiasmo do Faraó com José, isso era verdade, no sentido de que abria-se uma porta para salvar muitas vidas de serem destruídas pela fome e escassez de alimentos como fora mostrado no sonho ao Faraó. Sendo assim, José estava salvando todo mundo. Como cristãos da Nova Aliança, celebrada por Deus através de Jesus, uma aliança completa, abrangente e garantida pelo sangue de Jesus; temos uma concepção mais abrangente e espiritualizada da expressão “Salvação” que tem para a igreja um peso muito grande de importância e define sua missão de existência. Entendemos que a igreja existe para providenciar o anuncio de uma mensagem de boas novas capaz de promover a reconciliação da criatura com o Criador. Para isso envidamos todos os esforços no que é a nossa grande missão. Permita-me inserir aqui, um material sobre a missão da igreja, que pesquisei para treinamento de discípulos. Através dos dois últimos séculos os cristãos, especialmente os evangélicos, tem desenvolvido uma visão dividida do mundo. Esse processo foi acontecendo em tempos, regiões e denominações diferentes, mas podemos dizer que, atualmente, esse pensamento dicotômico domina a maior parte do Cristianismo.Essa dicotomia se desenvolveu da seguinte forma: a. Uma parte da Igreja era da opinião de que a salvação era por conta de Deus, portanto, a responsabilidade da Igreja era cuidar das necessidades básicas do homem como alimento, vestuário, abrigo, saúde e, até educação. b. Outra parte da Igreja reagiu com um forte “Não!” Sua opinião era a de que somente a alma do homem e a vida eterna tinham valor, portanto, o objetivo desse grupo se concentrava na salvação do homem. Eles se diziam preocupados com os assuntos “espirituais” – enquanto os do grupo anterior se preocupavam apenas com os assuntos “materiais.” Aqueles que achavam que a função principal da Igreja era somente a salvação dos homens tornaram-se conhecidos como EVANGÉLICOS e começaram a se referirem aos membros do outro grupo como LIBERAIS. Os “evangélicos” estavam preocupados com assuntos eternos e espirituais. Os “liberais” estavam mais preocupados com assuntos mundanos do dia a dia. Os “evangélicos” pregavam a mensagem espiritual da salvação e se concentravam nos assuntos sagrados. Já os “liberais,” na opinião dos “evangélicos” pregavam o evangelho social e estavam mais preocupados com os assuntos seculares. Essa cosmovisão aumentou com a ênfase crescentes na volta imediata de Jesus e o conceito de que tudo que era secular iria para o inferno. Uma visão dividida do mundo invadiu a Igreja, e transformou a “Salvação de almas” na principal mensagem do evangelho que pregamos hoje. Os cristãos, em sua maioria, tornaram-se mais preocupados com os assuntos “espirituais” da fé: Salvação, oração, batalha espiritual, curas e céu. Começamos a crer que só tínhamos tempo suficiente para conseguir salvar as almas e mais nada. A tragédia nessa divisão, é que ambos os lados estavam certos e ambos os lados estavam errados. Os “evangélicos estavam certos com relação ao que o Evangelho era, mas errados nos que eles pensavam que o Evangelho não era. O Evangelho que Jesus ensinava, fundamentado nos ensinamentos completos de Deus a Israel, por intermédio de Moisés e dos profetas, era uma mensagem que lidava com pecado e salvação, céu e inferno, oração e batalha espiritual. O ministério de José lá no antigo Egito, eram passos necessários e importantes para a formação do povo de Israel, que está diretamente ligado à vinda do Messias, que é tudo o que acreditamos e praticamos como Igreja e povo de Deus.

Senhor, obrigado por nos ensinar que nenhuma coisa está dissociada da verdade central da obra da redenção em Cristo Jesus. Não há vida secular e espiritual distintas, pois o Senhor é Deus de tempo integral e somos teus filhos e mensageiros do Evangelho da graça também de tempo integral. Se tudo que fazemos deve ser feito para ti e com alegria e excelência como culto, então tudo é sagrado e santo. Obrigado Espírito Santo por guiar os nossos corações a essas verdades. Por nos inspirar e nos revestir de poder de Deus para fazermos aquilo que não podemos por nós mesmos. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

De Fato & De Direito

Meditação do dia: 20/11/2020

E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem ti ninguém levantará a sua mão ou o seu pé em toda a terra do Egito.(Gn 41.44)

De Fato & De Direito “Manda quem pode, obedece quem tem juízo!” Dependendo do nicho em que a pessoa vive, isso pode ser mais verdade que em outros pois a vida ideal e a real são bem diferentes. No mundo corporativo dos negócios, chefe que manda e desmanda estão cada vez mais escasso e é um espécime em extinção, pelo menos é o que se apregoa no mundo ocidental. Muita gente em certos países e continentes não conhecem alguns valores como os que chamamos aqui de direitos civis, trabalhistas e humanos. Liberdade de expressão, de pensamento até de locomoção, de acesso a informação e participação cívica, não é igual em todo o mundo e alguns tem preocupações muito maiores do que isso para se preocuparem. Em linguagem real, são sobreviventes, lutam por existirem por mais hoje, amanhã será uma nova luta. Faraó naquela manhã, falou a José, atraindo para si a autoridade e a responsabilidade de seus atos: “… Eu sou Faraó; porém sem ti …” Quem de direito governava era Faraó, mas à partir de agora, quem de fato governava era José, sob a autoridade delegada a ele. Ao subordinar todos, ao governo e autoridade de José, dizendo que em qualquer lugar do território, quaisquer decisões pessoal, individual ou coletiva estariam sujeitas ao crivo administrativo de José, Faraó estava também fechando uma porta para qualquer ato de insubordinação ou tentativa de sabotagem ao plano de José. Nenhuma autoridade, em nenhum escalão estariam isentos de submissão ou prestar obediência aos comandos do novo Primeiro Ministro. Para mim, e para nós brasileiros isso é muita concentração de poder na mão de uma única pessoa; de fato é e de fato foi. Mas José deu conta do recado. Junto com a sabedoria para discernir e interpretar sonhos, também Deus deu a ele uma enorme capacidade administrativa e de gerenciamento de pessoas, para em torno de uma causa maior, todos concentrarem suas forças e as ações serem coordenadas para atingir o objetivo comum. Estou imaginando o Brasil, com nossa enorme capacidade produtiva de alimentos e recursos, tecnologias e meios logísticos, de vez em quando sofremos crises de desabastecimento de produtos e serviços. Falta gás, leite, arroz, tomate, energia elétrica e sem contar que em tempos de normalidade há um enorme desperdício de alimentos e recursos. Acrescente a essa imaginação fértil, termos que agir como Faraó teve: Nos próximos sete anos teremos superabundância de produção em tudo e todos os setores, com vistas posteriores sete anos de extrema escassez. Nosso desafio seria armazenar e estocar produtos para suprir o período difícil. Todos os anos estocarmos no mínimo a mesma quantidade do que consumimos anualmente. Democraticamente como você acha que tramitaria isso nas casas legislativas, no executivo e no judiciário brasileiro? Se você souber a resposta, me conte, por favor!!!! (eu imploro). Quando olho para verdades como descrita no Salmo 115.16 “Os céus são os céus do Senhor; mas a terra a deu aos filhos dos homens. Me ponho a pensar sobre “De fato e de direito.” Lá no céu, sabemos que Deus governa de fato e de direito, pois Jesus ensinou na oração do pai nosso que “seja feita a tua vontade assim na terra como no céu…” Lá temordem, disciplina e respeito à autoridade; lá não tem problema. A questão é aqui em baixo; é muito cacique para poucos índios cheios de vontades e maus costumes. O Reino de Deus, que está dentro de nós, “Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17.21).  Ele não é geográfico ou material, “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17); Esse reino é espiritual nele já vivemos pela fé, as coisas DEVEM ser diferentes. “Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; E qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos” (Mc 10.43,44). Quem é o Senhor das nossas vidas? De Fato e de direito?

Senhor nosso Deus e Pai, graças te damos por toda a bondade e misericórdia dispensada a nós e pelo cuidado de suprir todas as nossas necessidades, todos os dias e ainda que os nossos recursos se limitam e se esgotem, os teus sempre serão abundantes e suficientes. Viemos nessa manhã, reconhecer a sua autoridade, o seu poder e o seu legítimo direito de governar e conduzir nossas vidas. Em Cristo encontramos sentido e propósitos para viver e servir. Obrigado, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Pr Jason

Senhor do Egito

Meditação do dia: 19/11/2020

E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam diante dele: Ajoelhai. Assim o pôs sobre toda a terra do Egito.(Gn 41.43)

Senhor do Egito – Quando você vê uma tartaruga em cima de um poste, o que isso significa? A resposta é óbvia: Ela foi colocada lá por alguém, porque tartarugas não escalam. Esse conceito simples é utilizado para exemplificar situações em que alguém sem nenhuma qualificação ou condição natural, está num posto elevado. Não é preciso muita inteligência para saber que isso não pode acabar bem. Esse raciocínio poderia ter passado pela cabeça de muitas cabeças pensantes na elite egípcia nos naquele dia em que José foi alçado ao mais alto nível da administração governamental do maior império daqueles tempos. Uma sociedade altamente desenvolvida com as melhores tecnologias e conhecimentos da época. Alguém estrangeiro, sem formação acadêmica, de origem desconhecida lá, escravo e prisioneiro. O currículo de José era exatamente o inverso do que se poderia esperar, tanto lá, quanto cá. O que justifica isso? Os caminhos de Deus! Só e tudo isso! Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos (Is 55.8,9). Por mais incrível que possa nos parecer, Deus gosta de agir assim e ele sempre acerta. As variáveis humanas são muito imprecisas e nada confiáveis. Talvez seja até por isso que alguém fez uso da expressão que a “loucura de Deus é mais sábia que os homens e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens.” (1 Co 1.25). Nos versos seguintes, escrito aos gregos sábios de Corinto, Paulo sugere a eles observarem entre eles mesmos como o contraditório modelo de escolhas divinas faz muito bem e mantém tudo no devido lugar. Por que Deus faz isso? A resposta paulina é: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele (1 Co 27-29). Os critérios naturais de Faraó escolher alguém para uma posição de tanta importância e responsabilidade seria por outros caminhos. Mas não era Faraó que estava no comando ali. A maioria de nós, não chegamos onde estamos por nossos méritos, esforços e capacidades, porque Deus nos guiou, nos orientou e nos capacitou e abriu portas que ninguém abriria para nós. Nesse sentido, temos informações privilegiadas que outras pessoas não tem acesso. Para muitos cortesãos José era uma tartaruga no alto do poste mais alto e eles iriam torcer para algo não sair tão bem, pois uma cabeça daquela não era tão difícil de ser decepada se decepcionasse o excesso de confiança do Faraó e aquele lugar seria ocupado por alguém mais capacitado. O que todos não sabiam é que José havia feito o dever de casa e estava pronto para as provas finais. Lembra, que sempre tenho insistido: Precisamos estar prontos para o lugar para onde iremos, não para onde estamos! Você continua estudando, crescendo, prosperando e investindo para as próximas etapas, sejam quais elas forem ou como vierem?

Pai bendito, obrigado por reservar um lugar muito especial para que os teus filhos possam servir e brilhar de forma produtiva e abençoadora. Fomos criados e dotados de dons, talentos e habilidades que nos preparam para certas possibilidades que só nós poderemos realizar. Mesmo sendo filhos amados, somos servos por opção porque tu nos compraste e libertastes na redenção em Cristo. O reino dos céus é nosso e nossa participação é importante para o nosso próprio crescimento e desenvolvimento. Louvamos ao Senhor por nos escolher em Cristo, oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

Ajoelhai

Meditação do dia: 18/11/2020

E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam diante dele: Ajoelhai. Assim o pôs sobre toda a terra do Egito.(Gn 41.43)

Ajoelhai – Há uma história, daquelas que pode nunca ter acontecido, mas para todos efeitos aconteceu, uma versão dela foi até transformada em canção, gravada por Luiz de Carvalho. A minha versão é caipira, da roça mesmo. Um pastor de uma igreja de zona rural, passava por um período difícil, fria, desanimada e sem crescimento e satisfação espiritual. O pastor, claro, estava angustiado, preocupado mas não sabia o que fazer. Ao visitar uma família no sítio, chegou quando a família estava despencando amendoim, para secá-lo ao sol e depois armazenar. Enquanto conversavam, percebeu que um menino pequeno estava trabalhando ajoelhado e aquilo lhe pareceu muito desconfortável e ofereceu-lhe um banquinho, mas o menino recusou e disse: “Pastor, de joelhos é melhor!” Após a visita ele foi cuidar de seus afazeres, mas a voz não saia de sua cabeça: “Pastor, de joelhos é melhor!” Finalmente entendeu a mensagem! Ajoelhar é uma atitude humana cheia de significados, além de revelar a capacidade de mobilidade e flexibilidade do corpo humano para realizar tarefas. Mas qualquer que seja a situação, uma coisa permanece inflexível: Ajoelhar sempre trará a pessoa para baixo; ela sempre ficará abaixo de sua postura normal e original. Outro fator interessante, é que ajoelhar diminui a capacidade de resistência e reação. Simbolicamente todos sabem que ajoelhar é sinal de humildade ou humilhação e aqui quero separar os conceitos ainda que só para efeito de ponderação. Ajoelhar como humildade, é atitude voluntária, deliberada e de reconhecimento da grandeza do outro, mas especialmente de nossa pequenez e disposição de servir e agradar. Ajoelhar como humilhação é sinal de submissão forçada, compulsória e que se dobra diante de alguém que conquista e subjuga. Por natureza, o homem não é muito chegado em se dobrar diante de ninguém e em atitude isso se estendeu até para o Criador. Em todas as sociedades e civilizações, o desejo de independência, tem levado vidas a se submeter as piores tiranias que acabam por destruir suas almas e sonhos. Voces se lembram do grito mais famoso da história do Brasil? Proferido pelo Imperador D. Pedro I, nas margens do Ipiranga, que hoje fica no centro da capital paulista – “Independência ou morte!” Aquilo, por ordem de Faraó, num cortejo público deve ter sido muito esquisito e estranho para José, que até então só se curvava e se submetia, sem escolhas! Agora ele só precisaria se curvar apenas para Faraó e talvez para a rainha e no mais todos seriam visto por ele num nível de submissão e obediência que nem em sonhos ou delírio ele imaginaria. Um reino inteiro se curvando diante dele! Será que o sol e a lua que ele vira na adolescência se curvando diante dele nos seus sonhos e fora interpretado como sendo seu pai e sua mãe, não poderiam ir além disso? Na história da rainha Ester, os fatos foram revertidos, quando o mal queria prevalecer contra o bem, nas pessoas de Hamã e Mardoqueu. Para o servo de Deus nada acrescentaria tais honrarias, mas para o perverso nobre, além de não ser honrado, teve que honrar e proclamar a pessoa que ele mais abominava e desprezava. Ele foi consumido por seu próprio sentimento de arrogância. Sabendo dessa condição interior da raça humana, Deus já previu uma situação de todo ser prestar honras e reconhecer Jesus, como aquele que se sacrificou por todos e ainda que alguns não se submetam voluntariamente por fé e adoração, o farão uma vez, ainda que seja a última coisa que façam. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.9-11).

Senhor, eis nos aqui, diante de tua presença gloriosa, para confessar com os nossos lábios e em fé nos nossos corações, que nos prostramos e submetemos voluntariamente ao teu domínio, glória e honra. Reconhecemos que só o Senhor é Deus e que os teus atos de justiça são verdadeiros e justos. O teu reino é eterno e mais elevado do que os próprios céus e nada e ninguém é maior, melhor ou equiparado a ti. Só o Senhor e bom e misericordioso capaz de fazer juízo e justiça ao mesmo tempo sem inocentar o culpado e nem condenar o inocente. A ti seja a glória e a honra para sempre. Amém

Pr Jason