Boas Intenções Não Bastam

Meditação do dia: 09/07/2020

 “Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai.” (Gn 37.22)

Boas Intenções Não Bastam – Há um adágio popular no Brasil em que se afirma que de boas intenções o inferno está cheio. Boas intenções são boas, mas não podem ficar só nas intenções, precisam ser levadas a efeito para se tornarem ações, atitudes e isso sim, produz mudanças significativas. Jó aprendeu que não se pode frustrar os planos de Deus. “Então Jó respondeu ao Senhor: “Sei que podes fazer todas as coisas, e ninguém pode frustrar teus planos (Jó 42.1,2 – NVT). Outra verdade bíblica que merece reflexão constante diante das muitas tentativas de se fazer planos para evitar os propósitos divinos é descrita em Provérbios – “Não há sabedoria, entendimento, nem conselho humano capaz de resistir ao Senhor” (Pv 21.30). A Palavra de Deus contém muitos ensinamentos  que atestam essa verdade, e sei que cada um de vocês são capazes de identificar muitos outros textos que comprovam o que estou escrevendo. A imaginação humana não só é fértil, como abusada, irreverente e ousa arquitetar planos para evitar ou frustrar os planos de Deus. Nunca faltaram tentativas e nem tão pouca elas cessarão; o mal é bastante resiliente, mas já sabem que perderão sempre. Fizeram várias tentativas contra Jesus nos seus dias aqui na terra. Um dos casos foi os muitos elogios e depois a pergunta sobre pagar impostos à César. “Agora, diga-nos: É certo pagar impostos a César ou não? Devemos pagar ou não?”. Jesus percebeu a hipocrisia deles e disse: “Por que vocês tentam me apanhar numa armadilha? Mostrem-me uma moeda de prata, e eu lhes direi” (Mc 12.14,15 – NVT). Os irmãos de José, queriam se livrarem dele, para num futuro próximo, não viessem a se curvarem diante dele. Para isso, estavam dispostos a tudo, até mesmo fratricídio; mas Ruben, o mais velho deles não aceitou essa idéia e idealizou meios de livrar o irmão e trabalhou por isso e suas intenções eram boas, piedosas, justas e corretas, mas digamos, boas até a página três! É fato que Deus o abençoou com autoridade para evitar o pior contra a vida de José naquele momento; mas as boas intenções de
Rúbem, se levadas ao sucesso, estaria contrariando o propósito divino, que realmente queria levar José para outro nível de experiencia no seu treinamento. Quando José saiu de casa e se despediu do Pai e de Benjamim para ir ao encontro de seus irmãos em Siquém, obter informações e voltar para prestar relatório, ele começou uma viagem que seria bem maior que os seus planos originais; era também muito maior do que esperava Israel, que com toda certeza, se soubesse do perigo e do risco envolvido, jamais enviaria seu filho. A redenção sempre está em vista na história; Israel não sabia os riscos e o custo dessa jornada, para ele e para seu filho José. Deus, o Eterno, o Altíssimo, sabia dos riscos e do preço de enviar o seu filho ao encontro dos seus irmãos aqui na terra. “E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos? Dirá ele: São feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos” (Zc 13.6). Nem sempre evitar o que imaginamos uma tragédia imperdoável, poderemos estar evitando ou adiando uma etapa do projeto perfeito de Deus. O quanto nós aprendemos com situações que foram inevitáveis na época e até mesmo que havia quem poderia ter nos ajudado a não passar por aquilo, mas acabou acontecendo o pior, que se tornou sendo o melhor! Deus, o Pai, tem boas intenções e capacidade de executá-las com perfeição. Nele, a gente pode confiar. “Porque eu sei os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor. “São planos de bem, e não de mal, para lhes dar o futuro pelo qual anseiam (Jr 29.11 – NVT).

Pai amado, obrigado por começar um novo dia com a esperança de que estaremos no centro de tua perfeita vontade e que cooperaremos para que o teu melhor nos aconteça e aprendamos a lição de cada dia, incluindo a de hoje. Podemos ter boas idéias e intenções, mas se elas contrariarem a tua vontade e os teus planos, então serão más idéias e más intenções. Cremos no teu amor e na tua capacidade de cuidar de nós e da nossa história, do começo ao fim e nos darás um final feliz de verdade. Somos gratos pela história de Jesus com todos os pormenores, sofrimentos e injustiças que sofreu aqui na terra; mas ele realizou exatamente o projeto idealizando desde a eternidade e agora o Senhor pode ter uma grande família, com filhos, comprados, libertos e transformados pela obra da redenção executada na Cruz do Calvário. Reconhecemos e te honramos e o glorificamos por tudo isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sem Ser Tocado

Meditação do dia: 08/07/2020

 “Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai.” (Gn 37.22)

Sem Ser Tocado – Existem coisas estranhas na vida, que até fazem parte do nosso cotidiano, se levadas ao pé da letra, não se sustentam, mas estão por aí. Por exemplo: Nos canteiros de grama tem uma placa para não pisar na grama; mas quem colocou a placa, pisou. Usamos a toalha após tomar banho e mesmo assim ela se suja. Claro, algumas são só gracejos, e ao olharmos para a ordem de Ruben, para que seus irmãos jogassem José numa cova, mas ao mesmo tempo não tocassem nele. Era para proteger o irmão, mas jogando-o numa cova? Para o irmão mais velho, era uma “jogada” para esperar acalmar os ânimos dos rapazes e então fechar um acordo de tirá-lo de lá e despachá-lo o quanto antes de volta para casa, evitando assim uma tragédia maior. Se pudermos olhar essa mesma cena com o foco nas ações de Deus e não das pessoas, veremos o cuidado protetor do Senhor para com José, através do irmão mais velho e que se apresentou emocionalmente mais equilibrado e responsável. Mas ainda mais profundo é vermos que a maneira de José ser despachado para o Egito com passagem só de ida e sem deixar vestígios rastreáveis para Israel, seria uma conspiração dos dez, ou pelo menos nove deles e Ruben se viu envolvido numa traição também, porque ele havia dado ordens explícitas e tinha outras intenções e agora seria obrigado a compactuar com os demais ou se tornar um traidor deles e deletar ao pai, que certamente iria empreender um resgate o mais rápido possível e eles ficariam mal na fita com o pai. Jesus contou uma parábola sobre um proprietário de uma vinha arrendada a uns trabalhadores que posteriormente se mostraram de má índole, não pagando o devido contrato e ainda maltratando os emissários do dono e por fim se propuseram a matar o filho do dono, que veio pessoalmente arrumar as coisas. “E, pegando dele, o mataram, e o lançaram fora da vinha. Que fará, pois, o senhor da vinha? Virá, e destruirá os lavradores, e dará a vinha a outros” (Mc 12.8,9). Jesus aplico esse ensinamento ao fato de sua rejeição pelos israelitas, como povo de Deus. Aqui, nos temos os filhos da promessa, também lutando contra outros filho da promessa; na verdade eles estavam trabalhando contra eles mesmos e as promessas que aguardavam e criam que Deus lhes daria. Assim como o Senhor estava cuidado da trama toda, com ou se a participação deles, as promessas seriam encaminhadas; mas o que precisamos aprender é que também estamos no meio de uma trama, que está sendo urdida diante dos olhos de Deus e nenhum acontecimento está alheio à sua atenção. Todas as ações produzem efeitos em nós e nos outros ao nosso redor. Ao fazermos bem feito o nosso trabalho no reino de Deus, abençoamos muitas pessoas e estamos sendo fiéis aquilo que nos foi confiado e exercendo nosso papel de sal e luz. As ações dos outros, são de responsabilidade deles e ainda que nos afeta, não será suficiente para tirar nossa aprovação diante de Deus e perdermos as bênçãos conquistadas pela nossa ação de obediência e fé. Não desista e nem desanime porque outros estão fazendo diferente do que deveriam; isso é assunto entre eles e o Senhor deles, no caso, nosso Senhor também. Ninguém vai te tocar se Deus não permitir e se tocar, ainda assim ele estará no controle e tornará a experiencia em algo edificante. Não murmure e reclame com as pessoas, e muito menos nas redes sociais (por favor), vá diante do Senhor, na sala do trono e derrame-se a quem de fato pode intervir e resolver. Mas também não vá lá para reclamar dos conservos, lá lugar de adoração, louvor, culto e serviço ao Rei!!!! Setor de reclamações é em outro lugar e ocasião.

Senhor Deus e Pai, graças te rendemos pela maneira maravilhosa como trabalhas em muitas frentes ao mesmo tempo e não permites que os teus planos se frustrem ou que os teus servos fiéis sejam molestados e quando o são, há razões maravilhosas nos ensinamentos possíveis. Obrigado por lançar mão dos planos e armações dos homens para promover os teus atos de justiça e elevar os teus aos postos mais altos. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Lançado na Cova

Meditação do dia: 07/07/2020

 “Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai.” (Gn 37.22)

Lançado na Cova – O que significa “ser lançado numa cova?” Podemos responder dizendo o que pensamos e entendemos ser a resposta mais adequada; mas também podemos responder, nos identificando como se nós mesmos estivéssemos sendo jogados na cova. Provavelmente, haverá mudanças no significado. O escritor sagrado, da Carta aos Hebreus, faz uma importante citação sobre irmãos em Cristo que se identificaram com ele e com outros em sofrimentos e provações. “Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições. Em parte fostes feitos espetáculo com vitupérios e tribulações, e em parte fostes participantes com os que assim foram tratados. Porque também vos compadecestes das minhas prisões, e com alegria permitistes o roubo dos vossos bens, sabendo que em vós mesmos tendes nos céus uma possessão melhor e permanente” (Hb 10.32-34). Não parece estranho, chamar pessoas para lembrar do tempo em que foram torturadas, exploradas, feitas espetáculos de zombarias? Somos incentivados a nem pensar nos sofrimentos da vida; mas o cristão enraizado, entende os propósitos de Deus e faz uma leitura isenta de emoções destrutivas em relação ao passado. O que somos hoje é a soma e o resultado de nossas escolhas e experiencias e é sobre esse aprendizado que construímos um presente sólido e um futuro promissor. Quem não tem história, não tem futuro também. Expressões de passagem do tempo no rosto, mãos calejadas, pele marcada pelo sol e cicatrizes, tudo isso são marcas de alguém vivido, experimentado e com história de vida. Pessoas cuja história e aparência parece pele de bumbum de bêbê, invictas, sem marcas, denunciam inexperiência e a chamada de Deus para nós é para termos vida e vida com abundancia; sem experiencias isso não faz sentido. A cova que José foi jogado a mando de Ruben, era também o lugar seguro para ele naquele momento. Nem sempre o ruim é realmente o pior que pode nos acontecer. Olhando o todo da vida de José, podemos perceber que a começar pela cova que seus  irmãos o colocaram e à partir daí todos os lugares pelos quais ele passou, nenhum deles passou por tal experiencia e nenhum deles sofreu o que ele sofreu, mas também nenhum deles aprendeu o que ele aprendeu e ninguém deles chegou aonde ele chegou e preparado como ele foi. Estar na cova não quer dizer é o fim, que está morto. Da cova, a única saída possível é para cima, e é preciso estar pronto para sair dali e fazer a diferença. Daniel esteve numa cova e viveu para contar, mas quem provocou a situação não teve a mesma sorte. Jeremias foi lançado num poço e ainda assim, realizou seu ministério profético. Entre os soldados com feitos notáveis do exército do Rei Davi, lemos a façanha de Benaia: “Também Benaia, filho de Joiada, filho de um homem valoroso de Cabzeel, grande em obras, este feriu dois fortes heróis de Moabe; e desceu ele, e feriu um leão no meio duma cova, no tempo da neve” (2 Sm 23.22). Veja, cova também é lugar para homens de coragem, que não escolhe adversário e muito menos se esconde atrás de desculpas do mau tempo. Permita-me ser ousado ou abusado, fique à vontade para escolher; mas cada um de nós, tem a cova que merece e fazemos dela o que nossa coragem e fé nos permite. Podemos chorar, resmungar, murmurar e maldizer até nos acabarmos lá em baixo; podemos também meditar, orar, nos preparar e sair de lá mais fortes e poderosos e encarar o que vier pela frente, porque já fomos o mais baixo possível e resistimos.

Senhor, obrigado porque parece que todo deserto ainda pode ter covas e mais desafios do que aparentemente percebemos. Mas a tua presença e tua paz no nosso coração pode ser as companhias mais promissoras em tempos de dificuldades e sofrimentos. Os teus planos e a tua bondade para conosco não podem ser terminados por uma cova que aparece no percurso; a última palavra ainda será a tua e nele nos podemos confiar. A tua Palavra nos assegura que a humildade precede a honra e então queremos aprender o caminho para cima, começando lá em baixo, ainda que seja uma cova. Que a tua sabedoria nos guie continuamente, pois a tua presença nunca se ausentará do coração que confia. Oramos com gratidão e esperança, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Livramento

Meditação do dia: 06/07/2020

 “E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos, e disse: Não lhe tiremos a vida.” (Gn 37.21)

O Livramento  – Em termos de cronologia, atribui-se o livro de Jó, ou a pessoa de Jó como alguém que viveu contemporâneo de Abraão. Todos somos admiradores de pessoas que tiveram grandes experiencias espirituais e deixaram um legado muito rico para todos os que vieram depois e tem o privilégio de conhecer as suas experiencias que foram registradas na Palavra de Deus. Um grande princípio espiritual ensinado ou aprendido por Jó e que me admira muito, foi dito por Jó, diretamente a Deus, no final do ciclo de sofrimento e provação. Quando o Senhor o chamou no escritório para uma conversa, ele fez a seguinte confissão: “Então respondeu Jó ao SENHOR, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido” (Jó 42.1,2). Deus tinha planos de treinar e equipar José para as próximas etapas onde ele seria uma peça fundamental na engrenagem da formação da nação, e ela precisaria de uma berço, ou digamos, uma incubadora, que estrutura suficiente para abriga-la e lhe dar condições de crescer. Nada melhor que o Egito, um império consolidado e com as condições necessárias. José teria ali as condições para florescer e no tempo de Deus, com as pressões e ajustes certos se tornaria habilitado o suficiente. Os irmãos dele não tinham uma visão de médio longo prazo, nem para eles mesmos e muito menos estavam contemplando as promessas de Deus na aliança e completamente cegos pelo ódio, rancor e emoções desequilibradas, se propuseram a matar José, para livrar-se de uma possibilidade futura dele vir a ser um líder sobre eles. Há um fator muito interessante, que tenho pensado e lidado com ele, inclusive no discipulado de líderes recentemente; trata-se de fatores de bênçãos dadas por Deus, que se tornam nossos adversários e até nos impõe o risco de pecado e ações destrutivas. Por exemplo: nossas emoções. Elas são um dom, um presente do Criador e são componentes naturais do ser e da personalidade humana. As emoções são parte da alma, juntamente com o intelecto e a vontade. Nossas emoções precisam estar sob o controle do Espírito Santo, que habita no nosso espírito. Ninguém deve dirigir sua vida e tomar decisões importantes sendo guiado pelas emoções; elas são muito voláteis e sobem e descem ao sabor dos ventos. O cristão vive e toma decisões seguindo o seu espírito, controlado e cheio do Espirito Santo, esse é um domínio da fé, e fé é do espírito e não da alma, ou da carne. “Mas o justo viverá pela fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Hb 10.38). Cuidado com suas emoções, mantenha elas sob controle e aja pela fé, por aquilo que você acredita, não pelo que sente. Muitas das lutas e dificuldades, oposição que sofremos, mexe imediatamente com as nossas emoções e se reagimos ao sabor daquilo que nos atiça, certamente faremos escolhas ruins. Os irmãos de José, estavam agindo por ódio, rancor, inveja, ciúmes, vingança e egoísmo. Mas graças a Deus, que ali estava Rubén, com a cabeça no lugar e mesmo não vendo condições de confrontar diretamente os irmãos, ele conseguiu ser o instrumento de Deus para produzir livramento para José; a intenção dele era boa, de devolver o garoto ao pai; mas Deus precisava apenas que ele evitasse o pior naquele momento, porque os planos para com José, era outro e logo iniciaria a próxima etapa. Se José a uHaha voltasse para Israel, tudo seria diferente. Hoje, temos lições a observar: Cuidar das emoções para que fiquem sob controle e observar se podemos ser o instrumento de Deus para livramento de alguém ou quem será o instrumento de Deus para nos prover livramento. Usemos a fé!

Senhor, graças te damos por saber que os teus planos para nossas vidas são grandes e firmes e estão ligados a um plano maior. Obrigado pelas pessoas que são maravilhosas e possuem grandes experiencias contigo e com a vida de oração e comunhão; elas podem nos abençoar, assim como também podemos ser ferramentas em tuas mãos para livrar e abençoar outras vidas. Te louvamos e agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Sonhador

Meditação do dia: 05/07/2020

 “E disseram um ao outro: Eis lá vem o sonhador-mor!” (Gn 37.19)

O Sonhador  – O que dá para fazer com isso? Com essa indagação podemos trabalhar com muitos aspectos da vida e do trabalho. Certamente para quem se faz essa pergunta é determinante para a qualidade da resposta. Quanto maior o potencial e a habilidade da pessoa, maior a variedade de possibilidades. Aplicando isso na cozinha de casa, há pessoas que produzem verdadeiros banquetes com o que muitos descartam e consideram inadequados ou insuficientes para fazer qualquer coisa. Na construção civil, há pessoas tão criativas, que conseguem reciclar e aproveitar tudo que outros descartam ou abandonam e no qual não veem utilidade alguma. Em todas as áreas, eu e vocês, conhecemos alguém com mãos milagrosas para fazer transformações incríveis. Algumas são verdadeiras obras de arte. Imaginemos agora, esse pergunta sendo feita para Deus! O grande filósofo do Vale do Paraíba, Pastor Renato Guedes, me disse à poucos dias que, “nas mãos de Deus até os cacos de um vaso, ele reutiliza e faz outro vaso útil; mas o que se queima e vira cinzas, o vento leva e dispersa!” Os de Israel não viam nada de útil, aproveitável ou apreciável no jovem José; a pergunta deles era: “Para que presta ou serve um garoto minado, protegido e que vive sonhando com grandeza?” Para eles, José, o sonhador não tinha utilidade, não faria falta e não tinha importância alguma; era descartável e eles se propunha a cuidar disso. Façamos a mesma pergunta para Deus sobre José, e o que temos é outro nível de observação. Tudo o que os negativistas observam é o agora que lhes afeta ou serve! Deus trabalha com sementes, com potenciais e alguns dizem que ele é um lapidador muito hábil, ou um artífice de madeira. Com as ferramentas certas, o tempo necessário e as pressões necessárias no tempo e no lugar certos, fazem maravilhas. Dwight L. Moody disse: “O mundo ainda está por ver o que Deus pode fazer com, para, através e pelo homem que lhe seja total e completamente consagrado. Tentarei ao máximo ser esse homem.” Podemos pensar em nós mesmos, com essa linha de pensamento; o que Deus pode fazer com alguém como eu? Porque se fizermos essa pergunta para as pessoas erradas, teremos muitas frustrações e decepções. Algumas irão nos subestimar aos níveis mais baixos possíveis, enquanto outros poderão nos superestimar a níveis que de fato estão muito acima de uma realidade plausível. Mas nas mãos de Deus, nem demais e nem de menos. Estaremos nas mãos do artífice certo, com conhecimento de causa e experiente o suficiente para produzir belezas únicas à partir dessas matérias brutas. José era um sonhador e a sua vida estava na fase de sonhar e não na de produzir; exigir dele agora o que ele poderia ser num futuro próximo não faria sentido e o que os irmãos dele poderiam ter em mente para ele, certamente não encaixaria naquilo para o qual ele fora criado e estava sendo preparado para vir a ser. Todos eles criam na promessa de se tornarem um tribo forte e virem a ser uma nação grande e com grandes reis – eles criam mas estavam com a visão apenas em rebanhos de gado, cabras, ovelhas, jumentos e camelos. A visão deles era de levantar o sustento de cada dia, e tudo se resumia no que conheciam e experimentaram até então. Queridos, precisamos nos preparar para o lugar PARA ONDE VAMOS e não para onde estamos. Você quer progredir na vida? Quer ser abençoado e abençoador? Esteja pronto para as próximas etapas antes delas chegarem. Se deixar para se preparar quando chegar, já será tarde; o servo de Deus tem visão de longo alcance, antecipada os fatos; fomos chamados não só para viver, mas para fazer a história. “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (Jo 17.18). Estude, se forme, se especialize, aprimore, sacrifique o agora para desfrutar o amanhã! O que Deus pode fazer com alguém como nós?

Pai, obrigado por trabalhar em nossas vidas com as ferramentas certas e com o devido tempo e cuidado produzes obras maravilhosas. Agradecemos o amor e o valor que atribuis a nós. O amor e a atenção divina, pela presença do Espírito Santo em nossa vida, dá a ela dignidade e valor tão imensos que o mundo não consegue ver. Somos o que somos por causa do que És e do que fazes em nós e por nós. Agradecemos a dedicação de Cristo em fazer a tua vontade e assim nos oferecer uma alternativa melhor e mais preciosa. Oramos, com gratidão pela redenção disponível em Cristo. Amém.

Pr Jason

Antecipação

Meditação do dia: 04/07/2020

 “E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele para o matarem.” (Gn 37.18)

Antecipação  – “Prevenir é melhor do que remediar.” Já ouvimos isso muitas vezes e nas mais variadas formas e aplicações. Nos esportes, no futebol, por exemplo, muitos advogam que a melhor defesa é o ataque. Nas guerrilhas e ações de guerra, também se admite com muita frequência que um ataque preventivo pode ser uma ótima opção, evitando a investida do inimigo. Em outras áreas da vida, também encontramos ensinamentos, convidando para antecipar ou o contrário; evitar antecipar situações. O sábio rei Salomão, na sua coleção de provérbios, citou: “A herança que no princípio é adquirida às pressas, no fim não será abençoada” (Pv 20.21). A história do filho pródigo, contada por Jesus, confirma essa sabedoria. Ele pediu antecipação de sua parte da herança e partiu para suas aventuras, convicto de que era mais esperto, mais sábio e competente do que todos e iria se dar bem. Mas não foi bem isso, que ocorreu. Outra citação sábia contra a precipitação, está no verso seguinte: “Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele” (Pv 29.20). Mas existem as antecipações maravilhosas e proveitosas, incluindo as intervenções divinas em nossas vidas. Na descrição da onisciência de Deus para com nossas experiencias, no Salmo 139, há registros muito interessantes. “Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces” (Sl 139.4). O profeta messiânico, escreveu inspirado sobre os tempos do governo de Cristo na restauração de todas as coisas e ali, as promessas serão maravilhosas. “E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Is 65.24). Jesus também ensinou que Deus sabe das nossas necessidades, antes mesmo de pedirmos a ele. (Mt 6.8). Ele estava, contra as vãs repetições pagãs, que não deveriam estar na vida dos filhos de Deus.  Voltando ao nosso cenário lá nos campos nos arredores de Dotã, na antiga Canaã patriarcal, os irmãos de José, precipitaram-se o ato de intolerância e maldade, pois a chegada inesperada do irmão deveria ser o indício de alguma coisa importante para eles. Poderiam terem se dado ao trabalho de espera-lo chegar, saber de que se tratava e à partir daí, tomassem suas decisões. Mas isso, clara, estaríamos falando de pessoas maduras, responsáveis e equilibradas. Naquele momento, eram imaturos, irresponsáveis e entre eles, não era a primeira vez que matariam alguém, como Simeão e Levi. Irmãos amados do Senhor, pessoas boas e piedosas, dificilmente conseguem pensar e tramar pensamentos criminosos. Entender a intenção de uma mente criminosa, não é fácil para quem se exercita em piedade e justiça. Veja como ficamos horrorizados com as notícias que vemos, sobre como pessoas cometeram barbaridades à sangue frio e se portam com a maior naturalidade; ocultando provas e evidencias e até agindo em favor de ajudar a elucidar os casos. Israel poderia ter enviado José, por uma necessidade de saúde ou emergência que necessitasse da presença e ação deles. José poderia estar levando informações vitais para o bem deles… mas eles não se deram ao trabalho de agir em justiça. Quase todos nós temos algum registro ou conhecimento de atitudes precipitadas, que terminaram mal, ou poderiam até ser pior; pode-se ferir e magoar pessoas; acabar com a reputação de alguém ou de uma instituição séria; podemos ter interpretação baseada em elementos insuficientes ou sem comprovação; podemos “pegar o bonde andando” e o que vemos ou presenciamos tem um contexto inteiramente diferente. Então a palavra nossa hoje, é cautela, sabedoria. Somos construtores de vida, restauradores de ruínas e não provocadores de escombros. Nós construímos, edificamos e abençoamos.

Senhor, obrigado por ser um Deus compassivo e misericordioso; tardio em irar-se e que renovas as tuas bondades todos os dias para os fiéis e que esperam no Senhor. Estamos colocados em lugares estratégicos por tua vontade, para ajudarmos pessoas e salvar vidas; nossos lábios, mentes e corações precisam estar afinados com tua perfeita vontade, todos os dias. O amor do Senhor é que nos move, nunca as ações das pessoas a quem servimos; pedimos renovação de forças e perseverança para os que lidam com situações onde a ingratidão aparece, mesmo quando são beneficiados. Oramos pelos ministérios de socorros e misericórdias que ajudam nas tragédias e dificuldades sociais; obrigado pela abnegação dessas vidas, que servem incansavelmente, até com riscos de suas próprias vidas. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Avistado de Longe

Meditação do dia: 03/07/2020

 “E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele para o matarem.” (Gn 37.18)

Avistado de Longe – À primeira vista, vendo o versículo todo, a minha impressão foi conectar a situação de José, com a situação daqueles delatores do profeta Daniel na Babilônia, que o levou a passar uma noite inteira na cova dos Leões, sendo protegido por Deus. Mas o trato dos leões para com os delatores foi muito diferente; “E ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos” (Dn 6.24). Isso me remete em pensamentos ao que os irmãos de José planejam fazer com ele assim que chegar. Ter uma visão de longo alcance é maravilhoso e pode ser o diferencial para antecipar movimentos, quando à serviço do bem. Ver ao longe é uma bênção, pois aliado a um bom caráter e um instinto criativo e empreendedor, sem dúvida alguma pode fazer maravilhas; mas se estiver a serviço do mal, é um risco muito grande, porque tal pessoa pode ser comparada a uma ave de rapina, no sentido predadora. Gosto de ligar essa capacidade de avistar ao longe para o bem, e quando a cena é romântica, fica ainda melhor. Aqui podemos ver os olhares de Isaque e Rebeca antes de se encontrarem, se viram de longe e então foi só correr para o abraço. “E Isaque saíra a orar no campo, à tarde; e levantou os seus olhos, e olhou, e eis que os camelos vinham. Rebeca também levantou seus olhos, e viu a Isaque, e desceu do camelo” (Gn 24.63,64). Na nossa meditação de hoje, podemos aprender o significado dos ensinos de Jesus sobre a obediencia ao chamado de servir no ministério e sair do zona de conforto e adentrar em lugares que podem ser verdadeiros covis de lobos. São os chamados riscos do ofício de amar as pessoas que ainda não respondem ao amor de Deus e em vez de boas vindas, pode ser que os mensageiros sejam recebidos com hostilidade e até violência. “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas” (Mt 10.16). Ser ovelha no meio das demais ovelhas é bem fácil e confortável;  mas Jesus envia algumas das suas ovelhas-missionárias para o meio de lobos; aí a pressão é grande. O Mestre recomendou duas atitudes nessa situação: Prudencia e simplicidade, aqui nessa versão aparece inofensivos. José estava vendo ao longe os seus irmãos e assim o final da jornada e após uma longa jornada, no coração havia a expectativa de acolhida, alimento, água e descanso seguro. Mas do outro lado, eles estavam armados até os dentes de más intenções e imaginações perversas contra alguém indefeso, tanto em número quanto em atitudes. Precisamos lembrar que os homens são instrumentos, mas quem realmente escreve e dirige a nossa história é Deus e nele é que deve estar concentrado o nosso coração e permanecermos olhando para ele. Não perca de vista sua chamada e nem sua missão dada por Deus por causa de homens que tem idéias diferentes e até opostas às suas e as de Deus. Cumpra seu ministério! Não alimente a ilusão de que sempre as coisas precisam ser favoráveis e as pessoas sempre prestativas e apoiadoras, por que não são e não serão; mas isso não muda nossas ordens de serviço.

Senhor, obrigado pelas pessoas que conseguem ter uma visão de longo alcance e fazem uso disso para glorificar o teu nome e planejar coisas boas e grandes para o bem de todos. Mas pedimos graça e sabedoria para lidar com a adversidade e a oposição ao que temos recebido como missão de vida. Lemos na Palavra que “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo deu sua vida por nós, sendo nós ainda pecadores.” TE agradecemos pelo encorajamento e apoio que o Espírito Santo nos dá e nos fortalece para sermos fiéis até o fim. Em nome de Jesus, oramos e adoramos, amém.

Pr Jason

José Seguiu Seus Irmãos

Meditação do dia: 02/07/2020

 “E disse aquele homem: Foram-se daqui; porque ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu atrás de seus irmãos, e achou-os em Dotã.” (Gn 37.17)

José Seguiu Seus Irmãos – A simplicidade pode ser a maior sofisticação e quando isso acontece e é reconhecido é muito gratificante. Mas coisas simples, tarefas simples podem se tornar complexas e algumas delas até mesmo inviáveis ou exigir replanejamento. Estamos acompanhando José desde que ele saiu de casa, para à pedido de seu pai Israel, ir até Siquém, para obter notícias dos seus irmãos e informações de como estavam os rebanhos e o trabalho deles no apascentamento. Nada demais, nada complicado que um rapaz de dezessete anos não pudesse fazer. José atendeu com alegria e prontidão ao pedido de seu pai e partiu, mesmo consciente de que alguns riscos e perigos poderiam acontecer no caminho e de fato aconteceram. Assim que chegou nos arredores da cidade, percebeu que não havia vestígios deles por ali até que teve um encontro com um homem prestativo que percebeu que José estava perdido e perambulando pelos campos. Agora ele tinha uma informação precisa e recente de que eles haviam se deslocado para Dotá, uma próxima cidade ali na mesma região. Estamos acompanhando o esforço de José para cumprir sua missão de encontrar os irmãos, estar com eles o suficiente para colher as informações que trariam  descanso a seu .pai. Até aqui, está tudo nos conformes! O esforço de José merece ser recompensado, pela perseverança, criatividade em procurar e acolher a ajuda que lhe fora oferecida por um estranho e pelo desejo pessoal de encontrar e rever os irmãos. Todos os dias nos levantamos e dizemos bom dia para alguém, não apenas como cortesia e educação, mas é um desejo de que tenhamos de fato um bom dia, no trabalho, na família e nos relacionamentos. Se aguardamos alguma novidade, esperamos que venha como boa notícia e com expectativas de realização. Mas já notaram, que no fim do dia ao fechar o balanço, nem sempre tudo foi flores e alegrias? Sim; mas já sabemos que ventos contrários também levam o barco para frente, basta saber manejar as velas. Mar calmo nunca fez bons marinheiros. Como adoradores do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, acreditamos no cuidado e proteção, mas não em salvaguardas de não sermos afetados e atingidos por dificuldades. Estamos num campo de treinamento, e ainda que seja cansativo, dolorido e repetitivo, podemos confiar que os exercícios são programados e supervisionados pelo Senhor; ele não permite nada além da nossa capacidade de suportar, isso já está contemplado no Manual. “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” I Co 10.13). Quero muito lembrar vocês que estamos vendo em tela grande a vida de José, e já lemos o roteiro todo e portanto já sabemos o fio da meada, que não lhe será favorável por um bom tempo até que chegue o tempo das bênçãos e colheitas de tudo que ele semeou de bom ao longo do caminho. Sabemos que nos próximos capítulos, digamos as cenas dos próximos episódios já são fortes, e que se pudéssemos diríamos para ele não encontrar esses irmãos, ou ter mais cuidado pois vão armar para ele. Acontece que estamos também vivendo a nossa própria história, que está sendo escrita e como José, não sabemos nada dos próximos passos; podemos estar próximos das maiores dificuldades de toda a nossa história, como também podemos estar chegando no tempo de refrigério. Não sabemos nada do futuro, mas conhecemos bem alguém que sabe tudo de futuro, inclusive, ele é quem escreve os roteiros e podemos confiar na sua capacidade de criar uma boa história e com finais felizes. “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jr 29.11). Não desista de procurar os seus irmãos; não desanime de fazer o que acredita ser o certo e estar dentro da perfeita vontade de Deus. Não aceite as lutas como inimigas que querem destruí-lo; aceite-as como instrumentos de crescimento e desenvolvimento da sua fé e comunhão com Deus. Tenha hoje um bom dia, mesmo com lutas, mas um bom da.

Senhor, obrigado por estar andando conosco no dia de hoje. Só por hoje permaneceremos firmes e determinados a vencer. Nos ocuparemos das lidas do dia de hoje e precisamos experimentar tua bondade necessária e suficiente para hoje. Obrigado pelas amizades e companheirismo até de pessoas que não conhecemos, mas que aparecem e fazem o nosso dia valer muito. Obrigado pelos que servem e facilitam o nosso dia e nos permite servir naquilo que é realmente o nosso lugar e a nossa tarefa. Conceda-nos perseverança na busca pelos irmãos que estão em algum lugar e precisamos servir juntos e cooperarmos, porque esta é a vontade do Pai, que nos enviou e nos capacita. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Onde Eles Apascentam

Meditação do dia: 01/07/2020

 “E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles apascentam.” (Gn 37.16)

Onde Eles Apascentam – Onde naturalmente responde a perguntas sobre lugares, mas também pode servir para respostas sobre condições e situações. Uma das regras da verdadeira interpretação de textos, não só bíblicos, é a regra que diz que o intérprete precisa olhar e ver o texto pela ótica do autor; quando se consegue entender pelo ponto de vista de quem escreveu, isto é, entrar na mente do autor e pensar como ele pensou e ver como ele via, então chegamos a verdadeira interpretação. Isso pode ser aplicado por nós tanto para a autoria humana quanto para a divina, em relação aos textos sagrados. As verdades e princípios que Deus deseja transmitir a nós e a quem se interessar, estão contidos nos contextos das histórias e experiencias das pessoas que tem a narrativa nos registros sagrados. Aqui, estamos acompanhando a vida de José, o filho de Jacó/Israel e por mais que queiramos dizer que as ações só começaram mais tarde, com o encontro dele com os irmãos e a sequencia no Egito e até o final; na verdade, toda história de fato tem seu início nos propósitos eternos de Deus. Se dissociarmos uma coisa da outra estaremos mutilando o entendimento verdadeiro. Se alguém pela primeira ler essa meditação e tomar conhecimento da minha existência, justamente nesse primeiro dia de Julho de dois e vinte, não significa que passei a existir hoje; para essa pessoa se inteirar de tudo ela terá que retroceder nas pesquisas sobre minha história, que já conta mais de sessenta anos, embora a maioria dos acontecimentos não venha a lhe interessar, mas eles existem e são o meu contexto de vida e foi a soma de tudo isso que fez o pastor Jason ser o que é hoje, como todos os erros e acertos, virtudes e defeitos. Para nós que estamos agora no encalço de José, também o todo de sua existência até agora com dezessete anos, é parte do todo no qual Deus está construindo algo maravilhoso. Literalmente e na sua jornada, ele está indo de encontro aos seus irmãos, quando na verdade está indo ao encontro de sua história de sucesso e isso é um passo na construção de seu treinamento. Onde os seus irmãos apascentam é o seu destino atual e alguém precisa lhe dar novas instruções, porque as coisas mudaram desde a ordem que seu pai lhe dera. Por que mudaram? Por que as coisas mudam constantemente e somos apanhados no meio de um desenrolar de fatos? Podemos perceber tanto lá quanto cá, que o controle das ações nem sempre, quase nunca ou definitivamente não está em nossas mãos. Não temos o controle da história, Deus sim. Os irmãos de José mudaram de lugar, porque estando no comando do pastoreio dos rebanhos eles precisavam se locomover ao encontro do suprimento das necessidades do rebanho, não deles próprios. Quem se ocupa de uma responsabilidade como pastorear a sua vida tem que estar flexível às demandas do rebanho; são suas necessidades que produz as ações e em função delas que se pratica o verdadeiro apascentamento. Onde os irmãos de José apascentavam, era onde precisavam estar e deveriam ser ativos, criativos e desapegados ao próprio conforto, favorecimento e privilégios. Se as coisas mudaram no entorno de sua caminhada e ministério para Deus, não se estresse e nem se desgaste por isso além do necessário pelo próprio trabalho; o Senhor de tudo e de todas as coisas, sempre terá um homem para passar a informação correta sobre o algo novo que se apresenta. “Certamente o SENHOR Soberano não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas (Am 3.7). Deus não tem obrigação de ficar dando explicações, afinal ele é soberano; mas se trata dele ser também um Pai, alguém generoso, misericordioso, benigno e compassivo para com todos os seus filhos. Deus sabe como ninguém desenvolver os papeis que lhe cabe; como Senhor ele determina as atividades e provê todos os meios e recursos para a consecução das tarefas. É função do senhor prover os seus servos e ao mesmo tempo é função dos servos confiarem na capacidade do seu senhor. Onde apascentam nossos irmãos, onde devemos ir procurar e onde teremos as respostas e as soluções está ligado à obediência e a aprender a exercer a obediência e seguir instruções. Ande em fé e pela fé!

Senhor Deus e Pai, obrigado por saberes exatamente onde é o campo de trabalho que devemos encontrar nosso lugar e realizar nossa missão. Queremos consagrar a Ti as nossas vidas um exercício legítimo de fé e obediência à tua vontade e realizarmos a nossa parte da tarefa no Reino e produzir edificação e crescimento na igreja nesse novo mês e semestre que iniciamos hoje. Abençoamos nossos trabalhos e responsabilidades que nos cabem a cada dia. Oramos em fé, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Procuro Meus Irmãos

Meditação do dia: 30/06/2020

 “E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles apascentam.” (Gn 37.16)

Procuro Meus Irmãos – No livro “O Contrabandista de Deus” do irmão André, um holandês que fez história e ministério contrabandeando bíblias e suprimentos para os cristãos nos países comunistas, nos anos sessenta e setenta. Fundou a Missão Portas Abertas, que ainda hoje serve de voz para a igreja e os cristãos perseguidos. Num trecho da sua narrativa ele conta que chegou em um pais fechado e tinha marcado encontro com um contado, que demorou para aparecer e enquanto isso, ele que não falava uma única palavra naquele idioma, começou a conversar com as pessoas ali, utilizando as suas Bíblias, abrindo em um versículo e apontava cada um lia na sua língua e assim sabiam do que se tratava. Assim lhe perguntaram o que ele fazia ali, e ele então abriu sua Bíblia em Gn 37.16 e mostrou que buscava os seus irmãos. Li esse livro nos anos setenta logo após a minha conversão e até hoje, todas as vezes que passo por esse texto, me lembro do Irmão André e sua jornada de apoio aos cristãos atrás da Cortina de Ferro. José estava na sua jornada em obediência ao pedido de seu pai, indo ao encontro de seus irmãos, que originalmente estavam apascentando seus rebanhos nas imediações da cidade de Siquém. Vamos pensar aqui hoje no nosso trabalho de fazer a obra de Deus, juntamente com as muitas outras pessoas que também estão empenhadas no serviço do Reino de Deus. O trabalho quando feito em parcerias pode ser muito mais eficaz e a produtividade pode ser multiplicada várias vezes. Quando o trabalho é iniciante, ou pequeno, o esforço maior é para que aja crescimento e multiplicação numérica e ao mesmo tempo, já estruturado com boa base, para que suporte o peso do crescimento. Toda edificação só atinge o nível que suas bases suportam, senão tudo irá ruir e dará perca total. Pastores de igreja pequenas, líderes de ministérios iniciantes e ainda pequenos, devem lembrar-se dos ensinos de Jesus sobre os construtores que edificaram suas casas sobre o que acreditaram – um sobre a rocha e outro sobre a areia. O tempo e as tempestades da vida se encarregaram de validar o trabalhar de cada um. Quando o rebanho já é grande, exige-se cuidados adicionais e mais investimentos em especializações por áreas, para que o todo seja atendido com qualidade. Ministérios concentrados na figura de uma única pessoa não é saudável. A obra é de Deus e não humana; homens passam, falham, morrem e um ou a combinações desse fatores podem destruir algo que consumiu muito tempo e energia de muitas pessoas boas, santas e dedicadas. Procurar os irmãos pode ser pensado como buscar ajuda, apoio, parcerias e pessoas com quem podemos prestar contas e caminhar juntos. Todos temos pontos fortes e fracos e os dons no Corpo de Cristo são diversificados, exatamente para que todo o corpo seja beneficiado. Os dons e talentos de cada membro e parceiros servem de ajuda para produzir um discipulado que espelhe a multiforme graça de Deus. Nenhuma pessoa sozinha é boa e completa o suficiente para exteriorizar toda a plenitude de Cristo como Cabeça da igreja. É preciso reconhecer estamos num corpo e dependemos da participação dos outros membros. “Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” (Rm 12.4,5). O ministério colegiado é gratificante, embora exija o melhor de cada um em cem por cento de comprometimento, mais confiança recíproca, tolerância em níveis maiores, muita renúncia e disposição de servir. Vai encarar? Morrer para a individualidade e viver para a comunidade não é um processo fácil e agradável, mas é um excelente caminho ministerial.

Senhor Jesus, obrigado por ter feito um bom trabalho de discipulado, com os doze e assistido ainda multidões e no devido tempo estavas lá no Calvário, se entregando por todos nós. Graças rendemos porque o teu discipulado criou as bases para sustentar a Tua IGREJA, até hoje e para todo o sempre. É o Senhor pessoalmente que edificas a tua igreja, por isso nem mesmo as portas do inferno podem contra ela. Obrigado por levantar ministros e obreiros para a tua seara e diversificar os dons e os talentos para servirmos com qualidade, mas juntos, em comunhão e cooperação. Em teu nome, Jesus, oramos agradecidos. Amém.

Pr Jason