O Leão de Judá

Meditação do dia: 27/01/2020

 “Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará?” (Gn 49.9)

O Leão de Judá – Uma expressão que se tornou uma marca, um título de realeza para Jesus tem sua origem na profética bênção de Israel sobre o seu filho Judá. Os pais observavam as características dos filhos e à partir delas, davam declarações que se incorporavam a vida da pessoa e assim levava aquela marca para o restante de sua vida e em muitos casos passavam para outras gerações. Por que um pai, como Israel diria que seu é um leãozinho? Acredito que na mesma frase ele deixa dicas importantes, como a tranquilidade que o rei dos animais se deita e descansa sem maiores preocupações, pois ele conhece suas forças, sua capacidade e também está consciente que todos os demais ao seu redor, também sabem disso. Ele conquista o respeito, por ser quem é! O pai, citou em repetição retórica, “como um leãozinho e como um leão velho;” está em vista as melhores qualidades nas fases da vida, como força, agilidade, sabedoria, experiência e posição consolidada. Gostaria de estimular os amados que estão lendo essa meditação, a fazerem observações mais profundas, minuciosas e sob forte impacto de oração que vem do coração paterno/materno, sobre seus filhos. Estou sugerindo que observem as características distintivas de cada um, como eles reagiam quando pequenos à situações semelhantes e como algumas daquelas características cresceu com eles. O resultado dessa experiência, pode ser direcional para vocês ministrarem ainda sobre eles, para confirmar ou anular resultados. Voltando, fiz uma consulta na Wikipédia, e veja o que lá diz: Leão de Judá é uma expressão bíblica usada por cristãos para fazer referência honrosa a Jesus Cristo. A expressão tem origem no livro do Apocalipse: “Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos (Ap 5.5). sublinhei o que eles definem como origem da expressão, mas eles erraram por pouco, uns dois mil anos só. A origem foi aqui na profética reunião de família, quando Israel proferiu sua mensagem sobre cada um de seus filhos e que já era prenuncio das tribos e de outras verdades no futuro da nação e do Reino de Deus. Judá veio a ser a tribo mais forte e a que sustentava a autoridade de governo, e dali veio a dinastia do rei Davi, e consequentemente, o Messias, que é Jesus Cristo, a quem definitivamente pertence o título, o poder e a realeza de tudo que isso significa. Reconheço que nossa cultura contaminou a realidade da autoridade espiritual paterna, por um sistema humanístico de senso de direito e equidade, que proíbe tratamento desigual e ou preferencial entre os filhos. Assim, estamos social e politicamente corretos, seguindo os preceito do direito civil e suas leis e nos afastamos da autoridade espiritual e sacerdotal de proferir a verdade de Deus sobre nossos filhos, sob o risco de feri-los emocionalmente e traumatiza-los, porque o papai falou que esse será grande e esse será maior – esse realizará tais e tais feitos e esse ficará na sombra. Não vou e não posso incentivar desobediência civil ou quebrar regras legais do país. Estou dizendo que o caminho proposto por Deus, reconhece as capacidades, os dons, os talentos, e os propósitos eternos para cada um deles. Os pais tem autoridade para abençoar e guiar os passos dos filhos nas veredas antigas de Deus, preservando a identidade e corrigindo o comportamento dos filhos e reafirmando sobre eles a verdade de Deus. SE olharmos a história desses filhos de Jacó, de uma forma ou de outra, todos eles pisaram na bola em alguma situação e alguns de forma grave, séria. Isso era comportamento, que foi em algum lugar corrigido, disciplinado, restaurado e redimido. A identidade deles, como filhos de Israel, Isaque e Abraão e herdeiros da Aliança, nunca esteve em risco. Os pais acreditam/desacreditam mais pelo comportamento do que pela identidade dos filhos. A sociedade faz a mesma coisa. O que a pessoa é, pouco importa, mas o que ela faz está sempre sendo lembrado, principalmente se for errado. Um único erro pode destruir uma carreira de uma vida inteira de serviço e socialmente não tem redenção.

Senhor, queremos aprender contigo e com a tua Palavra, que não esconde a verdade e não deixa de valorizar o que Deus faz pela restauração de uma vida. Nossa identidade é preciosa diante de ti, porque fomos comprados por um alto preço e legitimamente adotados como filhos e herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Fomos lavados no precioso sangue da redenção, efetuada de uma só vez com validade eterna. Nossos pecados foram perdoados pelo que Cristo fez e não pelo que deixamos de fazer. A graça e a verdade se encontraram em Cristo, para o bem de todos nós. obrigado, Pai, por tanta bondade, graça e misericórdia. Não merecemos, mas acolhemos em fé, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Elogiável Judá

Meditação do dia: 26/01/2020

 “Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão.” (Gn 49.8)

O Elogiável Judá – O significado do nome Judá – tem origem a partir do hebraico Yehudah, que pode ser traduzido para a língua portuguesa como “louvado”, “glorificado” ou “exaltado”. Este nome seria uma derivação da expressão hebraica Yah hu Dah, que era considerada uma exaltação de agradecimento à Deus. Essa foi a idéia de Lia, quando de seu nascimento: E concebeu outra vez e deu à luz um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao Senhor. Por isso chamou-o Judá” (Gn 29.35). Anos mais tarde, aqui o pai profetizando sobre o filho e declarando sobre ele, elogios e promessas que casam-se perfeitamente com a intenção da mãe ao lhe dar o nome. As declarações de Israel para com Judá, não só foram palavras afirmativas, elogiosas e que reconhecem as qualidades de liderança do filho, mas são proféticas sobre o futuro dessa tribo como líder entre as demais tribos e sobre a nação; de forma que, até veio a ser tomada como a própria nação, quando o Reino de Israel se dividiu, após a morte do Rei Salomão, a parte norte ficou conhecida como Israel, com dez tribos e a parte sul, como Judá, com a tribo de Judá e Benjamim. Até hoje, mistura-se tudo num caldeirão só – pois judeus e israelenses são tidos como sinônimos para acolher todos os hebreus. Gostaria de destacar, para nossa edificação, a linha de sucessão que acabou chegando aqui em Judá – vimos que Ruben, foi desqualificado pelo pai para a primogenitura, devido seu comportamento moral, o dobra da herança, sobrou para José, através de Manassés e Efraim; Simeão e Levi, os dois próximos, foram dispersos entre as demais tribos por Israel como medida disciplinar, pela conduta deles na prática da violência na terra de Canaã. Assim sendo, Judá foi a próxima tribo com aptidão moral e espiritual para desempenhar liderança espiritual e fazer valer as responsabilidades da Aliança eterna entre Deus e o seu povo. Observo que foi Judá, que se apresentou como intercessor diante de Jacó, pela guarda e devolução de Benjamim, quando foi solicitado a sua presença diante de José, o governador do Egito. Então disse Judá a Israel, seu pai: Envia o jovem comigo, e levantar-nos-emos, e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem os nossos filhos. Eu serei fiador por ele, da minha mão o requererás; se eu não o trouxer, e não o puser perante a tua face, serei réu de crime para contigo para sempre (Gn 43.8,9). Embora Ruben tenha tentado exercer esse papel, mas não foi aceito. Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu não tornar a trazê-lo para ti; entrega-o em minha mão, e tornarei a trazê-lo. Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco; porquanto o seu irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe suceder algum desastre no caminho por onde fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza à sepultura (Gn 42.37,38). Quando José os apertou de vez com uma possibilidade de reter Benjamim, naquela história da taça de prata implantada na bagagem, Judá age diante de José como um mediador e intercessor qualificado. Porque teu servo se deu por fiador por este moço para com meu pai, dizendo: Se eu o não tornar para ti, serei culpado para com meu pai por todos os dias.
Agora, pois, fique teu servo em lugar deste moço por escravo de meu senhor, e que suba o moço com os seus irmãos
(Gn 44.32,33). Esse traço de caráter forte, se colocando na brecha pelo irmão, assumindo um papel de liderança construtiva e responsável, fez dele um homem notável e percebido pelo pai, como aquele que conduziria bem os destinos da nação futura.

Senhor, obrigado por esse dia e pela história que estamos construindo com as nossas atitudes a cada dia. Pessoas e oportunidades se apresentam diante de nós, com necessidades e possibilidades para fazermos escolhas que abençoam e revelam o teu amor em ação tocando essas vidas. Ainda hoje, buscas intercessores que estejam na brecha pelos menos favorecidos e que em nós e nosso meio, encontre vasos disponíveis e prontos a darem de si em beneficio dos outros, como fizestes por nós através de Jesus Cristo. Assim como enviaste Jesus ao mundo, ele também nos enviou ao mundo para anunciar e estabelecer o Reino e aqui estamos para servir. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Saga de Simeão e Levi

Meditação do dia: 25/01/2020

 “Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.” (Gn 49.5)

A Saga de Simeão e Levi – Nossas ações tem peso e as consequencias são inevitáveis, por mais que se pense que o tempo apaga tudo e as coisas ficarão bem. Israel reuniu seus filhos para profetizar sobre eles o futuro que lhes aguardava, em curto, médio e longo tempo de alcance. Por razões que só a eternidade pode trazer à plena luz, sobre os dois filhos ele descreveu o caráter deles e as ações que lhes caracterizaram dentro da família. Grande parte das citações do pai, foram acontecimentos na crise que envolveu Diná, a irmã deles, assim que eles estavam entrando em Canaã. Ela se envolveu ou foi envolvida com um jovem local e as consequências foram desastrosas, culminando com o extermínio de toda a população da cidade, liderados, claro, por Simeão e Levi. Na ocasião eles justificaram diante de Jacó, seu pai, da seguinte forma: E eles disseram: Devia ele tratar a nossa irmã como a uma prostituta? (Gn 34.31). Estamos tratando aqui do chamado “crime de honra;” quando em nome de um suposto direito de lavar a honra pessoal, familiar ou de situações de interesse, a pessoa se dá o direito de cometer crimes e atrocidades em vingança desmedida. Dizem que um mal nuca vem sozinho, mas que um abismo chama outro; foi o que aconteceu com esses rapazes, que em nome de zelar pela honra da irmã, eles premeditaram atos violentos, usando de engano e dolo, para acometer uma cidade inteira, saqueando e pilhando os bens e propriedades de maneira muito hostil. Isso afetou a vida de todos eles, especialmente do pai, que era o líder do grupo familiar e estava de chegada na terra e o seu cartão de visitas não foi nada desejável. Na palavra do pai, ele novamente distinguiu a identidade deles do seu comportamento que ele considerou totalmente reprovável e do qual ele se negava a participar e dar cobertura. No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua teima arrebataram bois. Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel (49.6,7). Israel disse que os dividiria e os espalharia entre a nação; foi uma palavra profética que se evidenciou quando eles distribuíram as porções entre as tribos. Simeão recebeu uma porção, mas por motivos outros, ele ficou misturado com outra tribo e ficou diluído na nação. Levi, recebeu o sacerdócio e assim deixou de ser uma das doze tribos com propriedades tribais, recebendo apenas o suficiente para viverem espalhados entre as demais tribos, cumprindo a função sacerdotal para toda a nação. Vejam que Israel não reprovou seus filhos, mas as ações erradas deles e não poupou a disciplina, incluindo até o destino final e eterno deles como tribo. Laços de sangue são muito fortes, são importantes, necessários e devem ser respeitados e protegidos. Contudo, a herança espiritual de cada indivíduo, tem a ver com a eternidade e os propósitos eternos de Deus, que são imutáveis e intrasferíveis. O senso de justiça e retidão do servo de Deus, deve prevalecer quando houver um conflito de interesses, ao tratar a verdade e a justiça e detrimento dos laços afetivos, familiares e institucionais. Para Deus, a verdade é a verdade; a justiça é a justiça e retidão é retidão, não importa quem quer que seja. Não existe o “jeitinho,” acomodar o erro, porque foi alguém dos nossos. A versão mais exata disso é a descrição na redenção: Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? (Rm 8.32).

Pai, o teu modo de ensinar é maravilhoso porque alia a teoria com a verdade prática que sempre marca o teu agir. Nunca pedes de nós, os teus filhos, algo que tu mesmo já não o experimentou primeiro. O teu caráter santo e justo, não nos ordena fazer algo impossível ou que não tenhamos condições de fazer. Justo é o Senhor em todos os teus caminhos e santo em todas as tuas obras. Celebramos o relacionamento com a tua verdade que permanece para sempre. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Bênção de Rúben

Meditação do dia: 24/01/2020

 Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder.” (Gn 49.3)

A Bênção de Ruben – O ato de abençoar os filhos é uma Vereda Antiga de Deus para a humanidade. Um tipo de conhecimento essencial para seguir o modelo de vida que foi estabelecido e nunca deveria ter sido modificado ou banido como o foi em muitas culturas. Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele (Jr 6.16). Mas hoje quero dar um foco mais restrito ao que Israel disse para o seu filho primogênito, Ruben: o registro sagrado acontece em apenas dois versículos, pode ser pouco, ou não, mas diz muito e trás lições que admiro e observo. Umas das linhas metras do que foi proferido, não está escrito aí, mas está implícito, de forma muito cristalina; que é a nítida separação que o pai faz para com o filho entre a sua identidade e o seu comportamento. Isso é chave, é crucial no relacionamento familiar, e até mesmo pastoral e no reconhecimento do valor ministerial de uma pessoa. Identidade é aquilo que a pessoa é; nada muda isso, é definitivo, eterno como ela e é daí que vem o seu valor e sua dignidade, para encontrar os propósitos de vida. Comportamento é aquilo que a pessoa faz, suas escolhas. Isso é ensinado, corrigido, mutável e pode ser trabalhado para a produtividade positiva. Os pais confundem demais esses aspectos e deixam as emoções contaminarem suas ações e muitos se perdem em definitivos sem encontrar soluções viáveis. A identidade precisa ser confirmada, reafirmada e abençoada; o comportamento precisa ser corrigido, disciplinado e até punido se necessário foro. Com medo de amaldiçoar a identidade os pais deixam de corrigir o comportamento e outros por falta de sabedoria pela correção errada do comportamento, aniquila a identidade da criança. Israel afirmou isso muito bem: Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder.” Todas essas afirmações, num total de seis, afirmam tudo de bom que Ruben era e o pai confirmava isso publicamente diante de toda a família em forma de bênção. O verso seguinte, se trata do comportamento do filho que foi reprovável e mereceu disciplina e punição; sendo assim, com a mesma ternura que afirma a identidade, o pai aplica a disciplina, que é de fato severa e exemplar. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama (49.4). Não é incomum, na nossa sociedade, os pais incentivarem os filhos do sexo masculino serem imorais desde cedo, como prova de masculinidade e virilidade, empurrando-os para a prostituição e o abuso sexual, enquanto apresentam o comportamento excessivamente puritanos em relação as filhas. Lamento muito ver nos dias atuais pais e mães e agora até com a anuência de alguns pastores e igrejas, facilitarem a vida sexual prematura e desregrada dos filhos, dando-lhes preservativos ou permitindo que venham dormir com seus parceiros em casa, com a alegação de que “eles farão de qualquer jeito mesmo, e assim pelo menos estamos sabendo!” Lamento, embora vão pensar que sou retrógrado e careta, mas acredito que minha postura como pai e pastor é bíblica. Imoralidade é imoralidade, desde os dias do Éden até os tempos da Nova Jerusalém. A sociedade muda os seus valores, mas Deus não, ele é o mesmo e podem trocar a coleira, mas o cão ainda é o mesmo. Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã (Ap 22.15,16).

Senhor Deus e Pai, gratos somos pela tua verdade que permanece firme de geração em geração para todo o sempre. A verdade de ontem, será a mesma hoje e sempre, tanto quanto o Senhor é eterno e imutável. Como povo de Deus, filhos da promessa, abraçados e acolhidos pela Aliança eterna celebrada para a redenção, precisamos fazer a nossa parte na aliança, pois a tua está sempre pronta e firme. A tua bênção não se mistura como pecado e o erro e foi exatamente para isso que Jesus Cristo se entregou na cruz, para produzir uma nova geração de filhos de Deus, nascidos da Palavra, gerados pelo Espírito Santo e para andarem em novidade de vida e serem embaixadores do Reino que é firmado na verdade e na justiça. Mantém-nos lavados no sangue de Jesus e dignos de entrar em tua presença. Oramos em contrição e arrependimento por identificação pelos pecados do nosso povo e daqueles que estão alinhando suas vidas com uma mentalidade mundana, como descreve aos Romanos 12.1,2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Amém.

Pr Jason

Jacó e Israel

Meditação do dia: 23/01/2020

 “Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jacó; e ouvi a Israel vosso pai.” (Gn 49.2)

Jacó e Israel – Convocação é a primeira ideia do texto em apreço. Um pai fazendo um apelo aos filhos para ouvirem as instruções que ele lhes daria. Isso tudo é muito natural nas famílias. Aqui, estamos observando uma família, que na linguagem da galera de hoje é uma legítima ‘família raíz.’ Desde que iniciamos a ler a Bíblia, sempre vem aquela adaptação ao estilo literário da Palavra de Deus; que possui um estilo próprio e os leitores dela são até fáceis de identificar por palavras que passam a utilizar no cotidiano, que denuncia que aquela pessoa é leitora ou ouvinte das Sagradas Escrituras. Uma dessas características básicas, é a forma de linguagem que utiliza muito a repetição de termos para reafirmar uma verdade. Isso é clássico da literatura oriental antiga. Quantas vezes deparamos com Jesus dizendo: “em verdade em verdade vos digo…” (o que equivale ao nosso “verdadeiramente, ou de verdade, ao ainda, verdade absoluta.”) Aqui aparece a pessoa do pai, repetido como ênfase e dar um peso maior na fonte das informações a serem ouvidas. Nosso pai Jacó, teve esse nome alterado, ou substituído por Israel e foi Deus que o fez, em demonstração de uma adequação da pessoa que batalhou muito e transformou a sua realidade interior a um tal ponto que passou a vigorar na realidade exterior. Quando ele nasceu, veio agarrado ao calcanhar de seu irmão gêmeo, Esaú; os pais entenderam que ele já nascera com uma marca forte e distintiva, de fazer o menor esforço para obter resultados, já que veio no vácuo do irmão e agarrado ao seu calcanhar, não faria tanto esforço, só pegando uma carona para não chegar tão cansado. Isso foi visto como trapaça, engano e essa é a origem do seu nome. Jacó carregou esse estigma por muito tempo e até fez jus a isso, o próprio irmão citou isso numa situação de desavença entre eles: E ele disse: Veio teu irmão com sutileza, e tomou a tua bênção. Então disse ele: Não é o seu nome justamente Jacó, tanto que já duas vezes me enganou? A minha primogenitura me tomou, e eis que agora me tomou a minha bênção. E perguntou: Não reservaste, pois, para mim nenhuma bênção? (Gn 27.35,36). Ele teve um encontro com Deus que mudou sua vida e desenvolveu um novo caráter e se tornou uma pessoa digna da aliança que havia entre Deus e seus ancestrais. Naquela longa noite nas margens do ribeiro de Jaboque, ele enfrentou a sim mesmo e aos seus “fantasmas interiores,” ao lutar com um anjo de Deus e prevalecer, não por ser mais forte, hábil ou estrategista, mas por perseverar e prevalecer por uma questão de identidade e propósito de vida. E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste (Gn 32.27,28). De trapaceiro para Príncipe de Deus! Em algum lugar da vida dele, houve um encontro transformador com Deus, sua vida foi mudada e ele foi salvo. Ali começa uma nova história. Isso precisa acontece com todos nós; cada um de nós! foi assim que no dia da despedida, ele chamou os filhos e disse: “Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jacó; e ouvi a Israel vosso pai.” Os filhos são biológicos, mas a bênção e a herança já serão espirituais. Um pai humano, tem uma herança humana, física e material para passar aos seus herdeiros; mas uma pessoa espiritual tem uma herança espiritual para ser o legado à seus filhos para continuidade dos propósitos eternos de Deus para cada um.

Senhor, agradecemos a obra poderosa da redenção que há em Cristo Jesus. Ali na cruz do Calvário foi consumada a realização maior em favor da raça humana perdida e sem rumo, até que o teu amor nos alcançou em Cristo Jesus. Somos novas criaturas e assim as coisas velhas ficaram para trás e tudo se fez novo. Bendito seja o poder salvador do que Cristo fez. Em nome dele oramos, amém.

Pr Jason

O Que Vai Acontecer

Meditação do dia: 22/01/2020

 Depois chamou Jacó a seus filhos, e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há de acontecer nos dias vindouros;” (Gn 49.1)

O Que Vai Acontecer – Quando você ouve a palavra “Profecia,” o que vem à sua mente? Tenho que admitir que ainda a primeira impressão é sobre exercício de futurologia. Isso mesmo, quando se fala de profecia, já de cara pensamos no futuro e que teremos uma revelação sobre isso. A Wikipedia traz: Profecia é um relato, religioso ou não, no qual se afirma prever acontecimentos futuros. Quando tem origem religiosa, tais relatos afirmam que a origem da previsão pode ser visões, sonhos ou até mesmo encontros com um ser sobrenatural, sendo considerados como mensagens divinas.” Nossa base para acreditarmos tão piamente em profecias é a veracidade das Escrituras. Acreditamos na atualidade dos dons espirituais e na manifestação plena e soberana do Espirito Santo, para agir em favor dos propósitos divinos através da igreja. Nesse caso, precisamos da credibilidade do caráter da pessoa que serve de mensageiro, por humanamente falando é aí que entre os perigos. Pode acontecer contaminação da mensagem, ao receber, ao interpretar e ao entregar. Sem contar que quem recebe precisa saber biblicamente julgar a profecia. “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem” (1 Co 14.29). Isso aqui é manual para a Nova Aliança. Nos tempos antigos, especialmente entre os antigos hebreus, e aqui estamos falando exatamente deles, pois Jacó ou Israel é o terceiro patriarca da linhagem da fé. Eles davam muita importância e credibilidade às palavras dos mais velhos, os anciãos e especialmente aos pais. Quando um distinto ancião, cheio de dias, estava próximo de sua morte, e mandava reunir os filhos e a família, aquilo era assunto sério e respeitado por todos. As palavras e ordens proferidas por eles eram levadas à sério e quando se tratava de uma pessoa de grande distinção na tribo ou clã, então tinha peso ainda maior. Eles, os filhos de Israel não sabiam que aquela reunião e aquelas palavras iriam compor o que hoje chamamos de Escrituras Sagradas; os relatos seriam perpetuados e em conformidade com as promessas que eles criam e até então eram registros orais, passados de pais para filhos sucessivamente, se tornaram acervos sagrados, parte essencial da Palavra de Deus. O futuro do qual Israel falou para eles ali naquele dia ainda está em andamento, e eu você somos beneficiários dele e fazemos parte das promessas e vivemos depois da plenitude delas, que era para eles, a vinda do Messias e para nós, já aconteceu e já estamos também no aguardo de novas profecias que a seu tempo hão de se cumprir. Para nós da igreja de Cristo, todos os dias é um novo dia e uma nova dádiva, no aguardo da bem-aventurada esperança dos filhos de Deus agraciados com a Redenção em Cristo Jesus. “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20). (https://youtu.be/1DFltZN5mAE)

Senhor, graças te rendemos pelo conhecimento do todo da história. A minha história está inclusa na linda narrativa que o Senhor estabeleceu desde a eternidade. Temos raízes boas e profundas dos santos profetas e patriarcas da nossa fé e somos o presente da igreja do Senhor Jesus, parte de um Reino, eterno, perfeito, que jamais será abalado, porque quem sustenta e o que se assenta no trono é digno de toda honra, glória, poder e adoração em todas as gerações, pelos séculos dos séculos, amém e que para ti, é apenas o eterno presente. Obrigado por seu teu filho, por sermos o povo da aliança. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Algo a Mais

Meditação do dia: 21/01/2020

 “E eu tenho dado a ti um pedaço da terra a mais do que a teus irmãos, que tomei com a minha espada e com o meu arco, da mão dos amorreus.” (Gn 48.22)

Algo à Mais – Para alguém que governava o Egito, sendo a segunda pessoa em poder e autoridade no Império, o que significaria ganhar um pedaço de terra, na Palestina? Para alguém poderia não significar muito, afinal ele tinha recursos para comprar bastante terra em praticamente qualquer lugar. Por outro lado, herança não se compra, se recebe como legado. José não fora nascido na Terra de Canaã, apenas Benjamim; ele nascera quando seus pais ainda viviam em Harã, na Mesopotamia; fora ainda muito criança para a terra do seu pai e avô e não viveu lá muitos anos, pois aos dezessete anos ele foi levado cativo para o Egito. Não temos registro dessa batalha em que Israel enfrentou os amorreus, nativos de Canaã e tomou à força um pedaço de terra e anexou às suas propriedades, de forma que agora ele a oferecia como um legado a José. A posse da Terra Prometida, era um direito que os descendentes de Abraão tinham, dado a eles por Deus e que no devido tempo eles deveria voltar para lá e se apossar e então permanecer em definitivo. Lembremos que Abraão comprara uma parte de um campo com uma caverna, chamado Macpela, que lhes servira de túmulo da família; ali foram sepultados Sara, quando da compra e posteriormente o próprio Abraão; depois Isaque e Rebeca e ali Jacó havia sepultado Lia. Era uma propriedade particular, respeitada pelos povos locais. Agora Israel fala de um outro espaço. Como ele não deu maiores detalhes, subentendemos que os demais filhos sabiam muito bem e assim, aquilo seria passado para a herança deles pelo Pai. Vou chamar isso, de “a diferença,” O que eu tenho, ou faço, que é diferente do que os meus irmãos tem e fazem, que meus pais reconhecem como sendo algo que somente eu tenho? Olhando os dons, espirituais, naturais, traços familiares e outras características, todos reconhecemos o potencial de todos dentro do ambiente familiar. Alguns se destacam em determinadas áreas e são de fato bons naquilo; outros herdam as mesmas habilidades, gostos e preferencias dos pais e até aperfeiçoam tais habilidades e assim prosperam muito. Outros se aventuram em novos caminhos, novas habilidades e aquilo os diferencia. Venho de uma família de oito irmãos; então falar em diferenças é chover no molhado. Hoje em dia, somos apenas seis, mas quando nos reunimos, as conversas são muito animadas e divertidas e conversamos sobre as habilidades e o que tornava cada um especial entre todos e onde podemos ver o legado de cada um passando para uma próxima geração. Tenho dedicado alguma atenção em escrever sobre legados espirituais, especialmente porque é um assunto muito pouco explorado ou mesmo citado na igreja brasileira. A fé evangélica entrou oficialmente aqui por volta de 1.800; de certa forma isso é relativamente novo em se tratando de uma nação; poucos de nós ao pesquisar vai encontrar raízes tão profundas, que ultrapasse entre seis e dez gerações. Então é um bom momento para marcarmos as bases de nossos legados de fé. por exemplo, sou a primeira geração na família, todos nós, os oito filhos e meus pais, todos nos convertemos entre 1975/76. Todos os netos de meus pais e consequentemente meus sobrinhos, são a segunda geração, os bisnetos e sobrinhos-netos formam nossa terceira geração. Mas meu coração arde pelo desejo de deixar um legado forte e abençoado para eles, porque a verdade bíblica é que a bênção do Senhor permanecerá na casa do justo de geração em geração. Eu creio nisso. Como é o pedaço de terra que você recebeu à mais ou diferente? Isso tem valor!

Pai, obrigado pelas tuas promessas e pelo valor da herança de fé que podemos passar para as próximas gerações. Queremos e servimos ao Senhor e o fazemos com alegria e muito entusiasmo; também desejamos ser fervorosos em passar isso para nossos herdeiros, muito mais do herança material ou legado intelectual. Abençoamos nossos filhos e nossa herança e hoje vemos os resultados da tua bênção sobre as nossas vidas e nos alegramos em Deus, porque nos deste a oportunidade de escrever uma nova história, e ela tem um final glorioso e maravilhoso pela fé em Jesus. Em nome dele, oramos agradecidos e alegres, amém.

Pr Jason

Deus Será Convosco

Meditação do dia: 20/01/2020

 “Depois disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco, e vos fará tornar à terra de vossos pais.” (Gn 48.21)

Deus Será Convosco – Você costuma bater três vezes na madeira quando ouve falar em MORTE!? O que tem de adágios e frases de efeito contestando o poder da morte, tais como: “Se a morte for descanso, prefiro viver cansado.” Essa e muitas outras povoam o universo de muita gente boa, incluindo cristãos. Já perguntei na minha igreja, quantos tinham grandes expectativas pela ressurreição; e muitas mãos se levantaram com alegria e então eu perguntei: O que é necessário para alguém ressuscitar? É incrível o semblante de decepção deles quando perceberam que para ressuscitar, primeiro precisa morrer. Infelizmente não tem como ressuscitar ainda vivos! Mesmo diante de tanto conhecimento sobre o que a fé cristã ensina sobre a vida e a morte, e especialmente o que existe de garantias bíblicas para os filhos de Deus. A questão não é conhecimento, temos muito conhecimento. O problema não é garantias da parte de Deus; as Escrituras são muito firmes sobre isso. Então onde aparece a falha na armadura? Ela vem dos componentes emocionais que se misturam produzindo medo e insegurança, que alteram a fé ou os resultados da fé. Um dos componentes do sucesso em resultados espirituais está na fé genuína, que vence a dúvida e a incredulidade. Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis (Mc 11.24). Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? (Mt 14.30,31). A mistura da fé boa com um pouco de dúvida é suficiente para afundar qualquer projeto promissor. Após aquela oração de bênção sobre os netos, Israel disse ao filho que morreria, mas Deus continuaria com eles e cumpriria todas as promessas da aliança. A minha experiência (curta, diga se de passagem), tem me mostrado que grande número de pessoas, tem os planos de vida vinculados a si mesmos, ou seja, é como se tudo que existisse só tem validade durante a existência delas. Seus planos não são para muitas gerações, para a eternidade. Eles afirmam que não vão mais economizar, porque já estão no fim da vida. Outros, se não consegui nada até agora, então não vale mais fazer planos e projetos; outros afirmam que viveu a vida toda assim, por que mudar agora? Fora as reclamações de agora, que resta pouco tempo é que essas coisas boas vieram à acontecer. Eu olho para a história da igreja e vejo-a como uma corrida de bastão, onde cada geração passa para a próxima e deve ser feito em condições ganharem a corrida toda e não apenas o percurso individual. Desde os apóstolos, a igreja sempre foi vencedora, agora, é a nossa hora, a nossa vez, e temos as mesmas ajudas, da Palavra e do Espírito Santo; não acredito em fracasso, mesmo vendo muita gente metendo a boca na igreja. O Senhor dela, continua poderoso! Deus tinha planos para Israel mesmo depois da morte de Jacó; Deus tinha planos para a igreja mesmo depois dos apóstolos; Deus continua tendo planos mesmo depois do Jason, do José, da Maria… Ele é Deus, de eternidade em eternidade Ele é Deus!

Senhor, grande autor da nossa salvação. Antes que o mundo existisse, o Senhor já tinha bons planos e para sempre a tua vontade e a tua Palavra permanecerão firmes. Somos gratos por fazer parte de uma geração vencedora, na qual tens trabalhado e produzido grandes transformações. Como em outras épocas, prevaleceremos, porque somos o teu povo e estamos dentro dos limites da aliança de bênçãos estabelecidas com Abraão, Isaque e Israel e confirmadas na Nova Aliança, selada com o sangue de Jesus. Como igreja, prevaleceremos, pela fé no nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Efraim Diante de Manassés

Meditação do dia: 19/01/2020

 “Assim os abençoou naquele dia, dizendo: Em ti abençoará Israel, dizendo: Deus te faça como a Efraim e como a Manassés. E pôs a Efraim diante de Manassés. (Gn 48.20)

Efraim Diante de Manassés – O Deus imutável, capaz de criar e gerenciar leis imutáveis e inalteráveis de precisão cirúrgica num universo de dimensões imensuráveis, também altera situações e ordens quando precisa sem que isso intervira no girar da roda da vida. Ele presa muito pela hierarquia e mesmo sendo soberano, sabe e respeita a pessoa em autoridade ainda que seja um mero mortal. Mas ao mesmo tempo ele se opõe a qualquer prepotente que se arrogue a ser mais do que é. Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6). em toda a Escritura Sagrada, somos instados a reverenciar os mais velhos, valorizar a primogenitura e respeitar as autoridades; mas não é esse o primeiro caso em que Deus preferencia uma pessoa mais jovem em detrimento do mais velho. Claro, que isso não ter nada à ver com salvação e vida eterna que são passos que as pessoas individualmente tem que tomar e são exercícios de fé. Mas na própria família, Jacó, mesmo sendo gêmeo com Esaú, levou vantagem sobre o irmão e a herança paterna em termos de alianças ficou ele. Entre seus filhos, Ruben era o mais velho mas por comportamentos desrespeitosos, perdeu o posto e o entre os doze, o que mais se sobressaiu foi Judá, que era o quarto filho. Mas o status de levar o dobro da herança ficou para José, através das duas tribos de Manassés e Efraim, que estamos vendo agora, que o mais novo também logrou êxito sobre o irmão mais velho. Situações que hoje exigem estudo de casos, e até mesmo dá para tese de mestrado e doutorado, sobre comportamento humano. Mas há coisas complicadas para se tratar, quando se tenta apropriar de verdades espirituais com atitudes emocionais ou intelectuais. E são coisas que teoricamente sabemos que não se misturam. Estou me referindo aqui, à bênção proferida por Israel ao netos. Isso é atividade espiritual de ministração sob autoridade de Deus. Se alguém olhar e tomar o ato espiritual do ponto vista comportamental, psicológico da atualidade, ele vai entender que não há bênção nenhuma, mas apenas uma atitude reprovável de buling e preconceito, rejeição de uma pessoa em detrimento de outra. Cuidado com o ponto de vista de quem lê, escreve, prega, ensina, publica e influencia. Segundo o apóstolo São Paulo “coisas espirituais se comparam com coisas espirituais.” As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido (1 Co 2.13-15).

Senhor, obrigado por ser Senhor e Soberano sobre tudo e sobre todos. O direito da eleição é teu e o exerces de forma maravilhosa e não afeta o teu amor e nem os teus planos eternos para vida. O que precisamos é de sabedoria espiritual para discernirmos o espirito da Palavra e como foi que aquela verdade foi assimilada e acolhida naqueles corações que eram piedosos diante de ti. Nos curvamos diante de tua majestade e mão poderosa que conduz todas as coisas. Entendemos e aceitamos que do teu jeito é sempre melhor e o Senhor tem razão. Somos servos e podemos nos orgulhar disso, pois servimos a um Deus grande, amoroso e generoso, que tem alianças de bênçãos e que os teus propósitos sempre se cumprem. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Pais Sabem

Meditação do dia: 18/01/2020

 “Mas seu pai recusou, e disse: Eu o sei, meu filho, eu o sei; também ele será um povo, e também ele será grande; contudo o seu irmão menor será maior que ele, e a sua descendência será uma multidão de nações.” (Gn 48.19)

Os Pais Sabem – Há uma fase na vida da criança, em que os pais são seus heróis; eles sabem tudo, podem tudo, tem todas as respostas, protegem como ninguém, sabem fazer coisas incríveis e criam receitas deliciosas e compreendem as dores e medos e improvisam soluções… meu pai, meu herói! Ali, se cria um elo muito forte de admiração e respeito pela figura de alguém sempre presente e muito capaz. Ela também é boa para os pais que se sentem valorizados e admirados e atenua aquela insegurança da paternidade, onde todos se perguntam: “será que vou dar conta?” exceções à parte, todos passamos por isso, quem já é pai esteve dos dois lados da fase. Mas como o próprio nome já diz “fases” passam, e com elas lá se vão nossos sonhos de permanecer no Olimpo da vida dos filhos. À medida que eles vão crescendo, novos horizontes vão se descortinando e novos heróis vão surgindo e vamos ficando longe nessas preferencias. Com a maturidade, vem também a outra fase, que é voltar a admirar os pais pela sabedoria e capacidade de prevalecer contra as adversidades. Muitos deles com bem menos recursos e potencialidades, criaram uma família inteira, bancando tudo e se virando nos trinta e entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Voltamos a reconhecer que realmente o velho era bom mesmo. Fora dessas questões de fases emocionais pueris ou de maturidade, os pais foram talhados por Deus para cumprir funções muito importantes na vida dos filhos, para cria-los e guia-los por veredas que são tão eternas quanto a própria sociedade humana. Como temos compartilhado várias vezes, há coisas que não temos como ensinar, apenas se pode aprender; isso pode ser aplicado à paternidade. Quando chega a nossa vez, começamos a entender muita coisa da vida e do comportamento dos nossos pais; agora aquelas coisas começam a fazer sentido. Fatos e atos que se repetem com frequência, leva á perfeição ou melhoram com o tempo. Praticar sensibilidade e simpatia em família estimula relacionamentos saudáveis de criatividade e confiança. Mesmo quando não sabemos as respostas ficamos felizes em saber que fomos ouvidos, ou ouvimos; quando oramos juntos e buscamos respostas, nos alegramos nas bênçãos e sofremos nas perdas e crescemos juntos. Israel colocou as mãos trocadas na imposição sobre os netos, isso é coisa que não se vê todos os dias; provavelmente nem mesmo Israel sabia porque estava fazendo daquele jeito, mas ele estava seguindo uma intuição interior tão forte que equivalia a saber; e foi isso que ele disse a José: Eu o sei, meu filho, eu o sei… Por isso defendemos ardorosamente o ato dos pais abençoar seus filhos. Não é dizer: ‘Deus te abençoe, meu filho.’ Mas uma condição, uma atitude de fazer uso da força interior do Espírito Santo, para proferir uma ordem de autorização capaz de prevalecer sobre o natural e esperado, para criar um universo de bênção e favor divino sobre a vida dos filhos. Fazer declarações de fé, do tipo: Eu abençoo você com…. declaro em fé que…. invoco sobre ti…. como dois rapazes jovens e solteiros, diante do pai e avô e este dizer, esse aqui será um grande povo e abençoado, mas este aqui também será e maior ainda que este outro. José não sabia, mas Jacó sabia, como ele sabia eu não sei, mas ele sabia! Eu incentivo isso aqui na Monte das Oliveiras, os pais orarem por seus filhos e ajuda-los a encontrarem os propósitos divinos para eles. Se Deus não guiar os pais para isso, quem é então que poderá receber e fazer essas ministrações? São os pais sim! Se cremos que esse texto é verdadeiro, então ele deve fazer parte disso: Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta. (Sl 127.3-5). Se Deus nos confiou os filhos, é certo que ele nos capacita a ser bem sucedidos como pais. Isso faz sentido para você? Para mim, faz!

Senhor, obrigado pelo privilégio da paternidade, onde aprendo e cresço e ainda posso ser útil. Sou grato por vindo de uma família funcional e abençoada, onde meus pais foram e são modelos ainda hoje, tanto para nós filhos, quando para as novas gerações. Obrigado pelas muitas lições que a tua Palavra libera para nos capacitar na experiência de viver a tua vontade e facilitar o ministério paterno aos nossos filhos. Oramos por eles, como o rebanho primário que está sob nossos cuidados e assim sendo bem sucedidos como pais, poderemos já estar ensinando eles a serem eficientes e construtivos nos caminhos do Senhor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason