Meditação do dia: 13/05/2026
“Aquele que me oferece sacrifício de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, farei com que veja a salvação de Deus.” (Sl 50.23)
As afeições Não São Uma Opção – “Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos n’Ele.” (John Stott). Para Stott, é espantoso o fato de tantas pessoas tentarem definir o verdadeiro cristianismo em termos de decisões e não de afeições. Não que decisões não sejam essenciais. O problema é que as decisões requerem muito pouca transformação. Meras decisões não são evidencias certas de uma obra da graça de Deus no coração. Pessoas podem tomar decisões sobre a verdade de Deus enquanto seus corações estão longe dele. Grandes personagens do cristianismo, como Jonathan Edwards, homens de vidas consagradas e experiências e ministérios consagrados valorizavam as afeições na fé cristã. Ele apontava para I Pe 1.8 e argumentava que a “a verdadeira religião, em sua grande parte, consiste em afeições.” “…a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória… Por toda a Escritura existem mandamentos para sentir, não somente pensar ou decidir. Deus requer que experimentemos dezenas de emoções e não somente realizemos atos que requerem força de vontade. Exemplos: 1. Deus nos manda não cobiçarmos (Ex 20.17). É óbvio que todo mandamento para não termos um determinado sentimento é também um mandamento para termos um outro sentimento. O oposto da cobiça é o contentamento, e é exatamente isso que nos é ordenado experimentar em Hb 13.5: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.” 2. Deus nos ordena a não guardarmos rancor (Lv 19.18). O lado positivo de não guardar rancor é perdoar de coração. É isso que Jesus nos ordena fazer em Mt 18.35: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.” A Bíblia não nos diz para tomarmos uma decisão de deixarmos de lado a mágoa. Nos diz para experimentarmos uma mudança no coração. Ela vai ainda mais longe, pedindo de nós certa intensidade. I Pe 1.22; “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente.” Rm 12.10: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” Algumas pessoas ficam incomodadas com o ensinamento para se buscar o prazer cristão, de que os sentimentos fazem parte do nosso dever, que eles nos são ordenados. Isto parece estranho porque as emoções não estão sob o nosso controle imediato da mesma forma que a força de vontade está. Mas a busca pelo prazer cristão diz para considerarmos as escrituras. Emoções são ordenanças por toda a Bíblia.