A Hora da Decisão

Meditação do dia 29/04/2019 

 “Agora, pois, se vós haveis de fazer benevolência e verdade a meu senhor, fazei-mo saber; e se não, também mo fazei saber, para que eu vá à direita, ou à esquerda.” (Gn 24.49)

 A Hora da Decisão – As decisões importantes em nossas também envolvem outras pessoas, que tem o direito de querer ou não andar pelas mesmas pisadas de fé que nós. Esse mordomo viajou longe para encontrar uma moça e pedi-la em casamento para Isaque, o filho e herdeiro de seu senhor. A moça era parente consanguíneo de Abraão e as tradições e costumes daqueles povos tornavam a união totalmente possível. Mas ela tinha direito de escolher ou mesmo dentro das tradições locais, que isso fosse escolha dos pais, ainda havia esse componente. O fato dele ter encontrado uma moça com as características e qualidades esperadas, ele ainda não sabia nada sobre ela e sua família. Poderia haver planos já em andamento; sonhos em que se estava investindo e até compromissos já assumidos. Ele era muito prático e decidido e não deixou para mais tarde o que viera fazer. Ele deu um ultimato para a família, apresentando as provas e evidencias de que todas as coisas até ali estavam em conformidade com a vontade de Deus e que também as expectativas dele como representante de seu senhor, eram boas e só restava o aval familiar. Essa é a chamada “hora H!” é um passo mais adiante do chamado “dia D!” o dia é longo e tem muitas horas e pode apresentar grandes variações de possibilidades. Ele precisa decidir se a missão se concluiria ali, ou se procuraria outras alternativas ou até mesmo se esperava apenas o dia amanhecer para retornar de mãos vazias. Há uma palavra chamada procrastinação, que tem o sentido de empurrar para frente, deixar para depois, não agora e coisas do gênero. Ela pode entrar em momentos cruciais e atrapalhar todos os esforços feitos até então. Todo um planejamento e trabalho para se chegar a uma decisão e alguém resolve adiar, ou deixar como está para ver como é que fica! Líderes e pessoas em posições de importância, precisam saber discernir o tempo e a hora de decidir. Aqueles pais, poderiam ver uma situação viável, sendo apressada e assuntos deveras sérios e que envolve grandes responsabilidades precisam ser melhor pesadas. Mas Eliézer já estava preparado. Ele orou para que Deus prosperasse a sua jornada; orou perto do poço para que algo praticamente impossível acontecesse e aconteceu; então não haveria mais tempo ou demora, é agora. Partindo da decisão deles, ele teria que tomar novas diretrizes e assumir novas decisões. Ele era um servo e não dispunha de todo o tempo do mundo; como servo ele teria que ser diligente, fiel e responsável. Não estava ali para confraternizações e outras conveniências sociais e familiares. Tinha uma ordem de seu senhor para cumprir e só faltava a palavra final dos familiares locais e ele queria saber o que de fato eles fariam. Há culturas que são muito pontuais em cumprir compromissos e horários marcados, é questão de respeito. Há culturas em que a pontualidade não é vista como obrigatória, para esses, obediência restrita não é para nobres e livres. Tudo que te limita se torna senhor e assim, o atraso é visto como uma forma de afirmação de senhorio até sobre o tempo. Como mordomos de Deus, entendemos que tudo pertence a Ele, incluindo o tempo e seus fatores. Cuidar bem da administração é motivo de honra e respeito e também está ligado à produtividade. Todos recebemos  dia fatiado em 24 horas e isso é igual para todos e a produtividade está em administrar de forma eficiente a uso adequado do tempo. E toda mordomia sabe que haverá prestação de contas.

 

Senhor, obrigado por nos dar oportunidades de sermos servos e filhos e assim podermos construir um Reino que é eterno e faremos parte dele para sempre. Fazer bem feito, com excelência, está ligado à fidelidade e boa administração dos recursos que são teus e estão à nossa disposição. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Caminho da Verdade

Meditação do dia 28/04/2019 

 “E inclinando-me adorei ao SENHOR, e bendisse ao SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, que me havia encaminhado pelo caminho da verdade, para tomar a filha do irmão de meu senhor para seu filho.” (Gn 24.48)

 O Caminho da Verdade – Um verdade importante que observamos na vida e na experiência de Eliézer, é que ele demonstrava maturidade espiritual. Ele havia crescido na fé pela convivência com o Abraão e se tornara um verdadeiro adorador por iniciativa própria. Tomar posição sozinho em termos de fé é uma condição maravilhosa, porque gera condições de crescer e ter as próprias experiências com Deus. A comunidade de fé na qual convivemos exerce e deve mesmo exercer um papel fundamental nos processos de nascimento, cuidados e consolidação da fé de cada individuo. Todos precisam se espelhar em outros membros da família mais amadurecidos e que serviam de modelos e guias. Aprendemos muito por observação e convivência. Vamos assimilando os processos à medida que pessoas que são próximas de nós, demonstram o valor das disciplinas espirituais. Os discursos do púlpito influenciam e animam, estimulando coletivamente a se dar passos em direção ao crescimento; mas é a convivência, a transmissão informal, que gera verdadeiro aprendizado. Há verdades da vida cristã que não se tem como ensinar, elas só podem ser aprendidas. Como nos relacionamentos pessoais e familiares, as crianças ou os mais novos indagam porque os adultos fazem certas coisas que são difíceis, desconfortáveis e até sacrificiais? Sem falar nas tarefas sujas e complicadas que ninguém quer encarar. Por que fazem isso? Então alguém lhes explica, que alguém tem que fazer isso. É preciso. Para alguém ter certo conforto e privilégios, alguém tem que se sacrificar ou pelo menos se esforçar mais do que outros. Quando elas entendem o princípio, elas valorizam, não só a atividade, mas a disposição de alguém se propuser a fazer em benefício de muitos. As disciplinas espirituais como oração, jejum, meditação na Palavra de Deus, beneficência e renuncias de direitos, tem o seu valor e a sua importância. Elas são ensinadas e transmitidas por processos de influencia positiva de estilo de vida. Com exceção das convocações congregacionais, não se consegue resultados espirituais com imposição de obrigações e rigores disciplinares sobre as pessoas. Passar fome não é jejuar! Ficar ajoelhado não é o mesmo que orar! Ficar isolado e recluso, não solitude espiritual. Choro não necessariamente é sinal de quebrantamento e arrependimento. Tristeza de rosto não é conversão e nem sinal de que se aprendeu com os erros. Eliézer tinha a forma e o conteúdo da vida de fé que via no seu senhor Abraão. Ao orar ao Deus de Abraão ele não estava orando a um Deus desconhecido ou distante. Ele reconhecia que após cada benefício, podia expressar sua adoração e sua gratidão bendizendo ao Senhor. O que Abraão não fosse mais o seu mestre, ou não estivesse mais presente, ele já tinha a sua estrutura de fé e sua convicção fundamentada em suas próprias experiências. Isso precisa ser entendido e buscado por cada um de nós; podemos e devemos nos espelhar nos bons modelos, mas elas não podem servir de muletas, sem as quais não prosseguiremos se forem tiradas de nós.

 

Senhor Deus e Pai, não há acepção de pessoas e não privilegia uns em detrimento de outros, pois todos são filhos, são amados e acolhidos no amor do Pai e no aconchego da família da fé. Graças te rendemos pelas etapas de crescimento e oportunidades de termos experiências maravilhosas com o teu agir. Somos gratos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Os Sinais Confirmam

Meditação do dia 27/04/2019 

 “E ela se apressou, e abaixou o seu cântaro de sobre si, e disse: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; e bebi, e ela deu também de beber aos camelos.” (Gn 24.46)

 Os Sinais Confirmam – As relações humanas são bem complexas. Cada pessoa é um indivíduo único na vastidão de tantos outros seres. Semelhanças e afinidades aparecem e as coincidências as vezes são muito fortes. Mas o princípio básico permanece: a singularidade de cada um. Isso também se expressa nos relacionamentos entre as pessoas. Umas são boas e duráveis, outras nem tanto. Algumas pessoas criam laços tão fortes, que nem mesmo a morte é capaz de quebrar e outros tem uma instabilidade e uma fragilidade que se perturba ao menor ruído ou dissonância. Essas características  nos acompanham nas realizações espirituais e ministeriais, porque estão também inseridas nas relações sociais. O alvo da vida cristã é buscar e alcançar um nível de comunhão e afinidade tão grande com Deus, que se possa viver plenamente na presença dele, desfrutando de sua perenidade e segurança. Um dos elementos importantes em tudo isso está relacionado ao fator emocional de cada indivíduo. Estou aqui tratando com muita superficialidade de um tema bem mais complexo; mas nosso intuito é meditação bíblica e edificação na fé; assim não temos tempo hábil e necessidade de entrar em campos de outras ciências. Acredito piamente que a pessoa é integral e como tal deve ser vista, estudada, cuidada e respeitada. Não se posso sobrepor o valor da matéria sobre a psique e o espírito e nem dizer qual deles, em cada ciência tem prevalência. Sei que não concordo quando clinicamente a pessoa é tratada ou cuidada como se ela não tivesse uma alma e um espirito; igualmente quando as ciências comportamentais lidam como se tudo fosse psíquico refletindo sobre a matéria; e não é nada agradável ver os gurus espirituais dizendo que a parte espiritual é a que interessa e o resto é resto mesmo. As Escrituras nos guiam num caminho de plenitude, “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Ts 5.23). Todas essas voltas foram apenas para dizer nas fases de crescimento espiritual, é muito comum o uso de provas e pedidos de sinais da parte de Deus, para assegurar que não se está saindo fora dos seus caminhos ou que está indo na direção que ele aponta. Assim, aquele mordomo, na beira do poço, faz uma oração silenciosa em seu coração e antes de encerrar com o “amém” ele vê todos os sinais citados por ele na oração sendo materializados bem ali na sua frente. A moça apareceu para tirar água, ele pediu para beber e ela lhe ofereceu e após se ofereceu para dar água aos camelos. Como ela sabia? Ou como ela fez exatamente como ele tinha orado a Deus? Ele não estava querendo saber as respostas para essas perguntas. Para ele, todos aqueles acontecimentos era os sinais de que Deus estava confirmando que ele estava no lugar certo, no tempo certo e encontrara a pessoa certa. Não tinha como algo ali não estar alinhado com a vontade de Deus. Que bom, porque as vezes os sinais são favoráveis e isso deve estreitar o relacionamento com Deus, para novas etapas e novos níveis.

 

Obrigado, Pai, porque sempre ouves e respondes as orações. Sou grato pela experiência que a tua Palavra me dá, no relacionamento que Eliézer tinha contigo e serve de inspiração para mim e muitos dos meus irmãos e amigos de caminhada na fé. Sempre serás fiel, porque tu és Deus, de eternidade à eternidade. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Começando Antes de Acabar

Meditação do dia 26/04/2019 

 “E antes que eu acabasse de falar no meu coração, eis que Rebeca saía com o seu cântaro sobre o seu ombro, desceu à fonte e tirou água; e eu lhe disse: Peço-te, dá-me de beber.” (Gn 24.45)

 Começando Antes de Acabar – A experiência de Eliézer na oração junto ao poço, foi uma daquelas orações que chamados de “oração silenciosa,” algo íntimo e pessoal, sem palavras audíveis para quem esteja por perto. A longa caminhada em comunhão com Deus e os muitos testemunhos da história e de nossas próprias experiências pessoais, não nos deixam dúvidas de que realmente Deus responde as orações dos seus filhos e que ouve até aquilo que falamos silenciosamente no nosso coração. As vezes só em pensamento. Qual a novidade? Nenhuma! Ele é Deus! É Onisciente, Onipotente, Onipresente. Como disse o apóstolo Paulo, o seu Espírito perscruta todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus (I Co 2.9-11). Hoje, nós temos uma vasta bagagem de ensinos, teologias já discutidas e determinadas e até temos teorias de mais e práticas de menos. Aquele mordomo, criado numa cultura de muitos deuses, muitas adorações, muitas formas e rituais estava desfrutando de uma intimidade com um Deus pessoal, único e fora da curva de tudo que se apresentava ao redor deles. O Deus de seu senhor Abraão, não só recebia orações e cultos, mesmo sem ser ou ter uma representação física e material; mas era tão presente que a intimidade era perceptível de muito imediato. A sua experiência era uma verdade prática, antes de ser uma verdade teológica catalogada. Ele conhecera Deus e seu caráter santo e verdadeiro, antes de experimentar teorias sacerdotais e religiosas. Ele ficou maravilhado, ao orar apenas em seu coração, como se fosse um sussurro pessoal, um forma de desabafo, um desejo imaterial, quase uma fantasia de sucesso imediato. Mas ele mesmo viu com seus próprios olhos, a sua oração se materializando bem ali na sua frente. Do jeito que ele falou estava acontecendo, sendo que as palavras ainda não haviam terminado de serem ditas. Que maravilha!!! Isaías, o profeta messiânico disse em nome do Senhor: “E acontecerá que, antes de clamarem eles, eu responderei; e estando eles ainda falandoeu os ouvirei.  (Is 65.24). Quando o profeta Daniel se pôs em oração intercessória pela restauração da nação, embora levasse muitos dias para obter uma resposta, ela na verdade havia acontecido desde o começo. “Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio, voando rapidamente, e tocou-me, à hora do sacrifício da tarde. Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão” (Dn 9.21-23). No famoso texto de Salmos 139 há um registro notável do saber de Deus sobre o fator humano. “SENHOR, tu me sondaste, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces” (Sl 139.1-4). A presença de Deus é maravilhosa!!

 

Senhor, só nos resta fazer destas palavras do salmista, a nossa oração de gratidão e reconhecimento do Deus maravilhoso a quem servimos. Tu és tremendo e santo e todas as coisas. Obrigado por colocar toda essa sabedoria disponível a nós, em Jesus e através do Espírito Santo. Nós de adoramos e te conhecemos cada dia mais. Isso se torna mais e mais maravilhoso e nossa caminhada de fé, se torna prazerosa. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Junto à fonte

Meditação do dia 25/04/2019 

 “Eis que estou junto à fonte de água; seja, pois, que a donzela que sair para tirar água e à qual eu disser: Peço-te, dá-me um pouco de água do teu cântaro;” (Gn 24.43)

 Junto à Fonte – Os muitos textos e citações bíblicas sobre estar próximo de um poço ou a uma fonte tornam muito expressivos para nossa meditação. É sempre bom estar perto da fonte ou de onde podemos saciar nossa sede. Isso era importante para as pessoas que viviam, trabalhavam existiam devido a uma fonte de águas que supria para eles. Espiritualmente, estar perto da fonte faz muito diferença, ou faz toda a diferença na vida do adorador e do ministro cristão. Com a mulher samaritana, aconteceu a primeira e grande revelação de quem Jesus era de fato. Foi ali, junto ao poço de Jacó, para aquela mulher de vida atribulada que o mestre se revelou como o Messias esperado. Foi ali que ele ensinou profundamente sobre “Deus é espirito” e também sobre a verdadeira adoração, nos termos da Nova Aliança, que não é ONDE e sim COMO se adora a Deus – “em Espírito e em Verdade.” Mais adiante, no grande dia da festa dos judeus, Jesus se apresentou na escadaria do templo em Jerusalém e proclamou sobre a água da vida. “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (Jo 7.37-39). Figuradamente, estar junto ao um poço é um ótimo lugar para se estar e para se tomar boas decisões, que podem modificar o curso da história ou encontrar o sentido de tudo que até então era opaco e sem graça. Foi assim com Agar junto a um poço, onde ela descobriu que o Deus de seu senhor Abraão, a via e vê em todo tempo e ali ela recomeçou sua trajetória rumo a liberdade e vir a ser tudo o que lhe estava destinado em termos de grandeza. “E ela chamou o nome do Senhor, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?” (Gn 16.13). Interessante, que ela era colega de servidão de Eliézer e também teve notáveis experiências com Deus. O mordomo de Abraão encontrou a esposa de Isaque junto a um poço. O filho dela, Jacó, anos mais tarde, encontrou sua esposa, nessas mesmas terras junto a um poço. Moisés, encontrou sua esposa também junto a um poço. Saul, saiu de casa à procura de umas mulas desaparecidas e encontrou um reino e tudo começou quando encontraram moças que saiam a tirar águas, certamente de um poço ou fonte. “E, subindo eles à cidade, acharam umas moças que saíam a tirar água; e disseram-lhes: Está aqui o vidente? E elas lhes responderam, e disseram: Sim, eis aí o tens diante de ti; apressa-te, pois, porque hoje veio à cidade; porquanto o povo tem hoje sacrifício no alto” (I Sm 9.11,12). Costumeiramente, aceitamos as Escrituras como uma verdadeira fonte, que vale muito estar próximo e se saciar de suas correntes. Eliézer orou, fez uma espécie de prova com Deus e ali sua jornada foi decidida. Estou me desafiando e a vocês também, a nos aproximar mais e mais da fonte da verdadeira vida e não redarmos o pé sem sermos abundantemente agraciados.

 

Senhor, obrigado por ser a nossa fonte de águas vivas que jorram para a vida eterna. Sacia-nos com a tua bondade em todo tempo. Em teu nome poderoso, nos oramos, amém.

 

Pr Jason

Senhor de Senhores

Meditação do dia 24/04/2019 

 “E hoje cheguei à fonte, e disse: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, se tu agora prosperas o meu caminho, no qual eu ando,” (Gn 24.42)

 Senhor de Senhores – O que viemos a experimentar como uma grande promessa de tempos diferentes do modo de Deus lidar com os homens através de alianças, já era na verdade, ou sempre fora, o padrão divino – Deus nunca fez acepção de pessoas. Nos tempos do profeta Joel, ele profetizou sobre um grande derramar do Espírito de Deus em dias futuros que nivelaria essas condições sociais que separam os homens e os etiquetam com diferentes graus de importância ou status. “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito” (Jl 2.28,29). Eliézer dá seu testemunho de que ao chegar à Hará naquela tarde, ali ao lado daquele poço, ele se apresentou diante de Deus em oração, o reconhecendo como o Deus de seu Senhor Abraão, mas o seu Deus também, que era quem o estava prosperando. Estamos tratando aqui de servir em áreas em que a visão principal não é nossa, mas de outra pessoa. As promessas eram de Abraão e seus descendentes; o mordomo servia a Abraão, e compartilhava da visão de Deus para seu senhor. Ver a honra e o engrandecimento da casa a quem pertencia era para ele, estar participando de algo grande, maior que ele e até que o próprio senhor Abraão. Quando criança em casa, nas disputas com irmãos ou colegas de escola, usávamos uma expressão egoísta que dizia: “Eu não como, mas jogo terra!” preferíamos estragar algo do que repartir com generosidade. Quando adultos, vemos essa disposição na vida de muitas pessoas que nunca cresceram; eles não admitem o sucesso e o crescimento de quem quer que seja perto deles; ou eles tem tudo ou ninguém tem nada! Na vida cristã somos chamados para fazer parte de uma família maior, com muitos e variados serviços e é multiforme a variedade de recursos disponibilizados pelo Senhor para se realizar as tarefas do reino. Dentro da esfera de uma igreja local, por exemplo, o Senhor concede visões menores a pessoas, para que juntando esforços, dons e talentos, todos realizam o que é esperado para todos. Não permitir expressões individuais e dificultar ações ministeriais pode ser que estejam inibindo a obra de Deus como um todo. Sabe-se que um pastor principal tem a visão correta, mas nunca completa! Ele faz parte de um corpo local e há vida nesse corpo e daí vem as colaborações complementares. O mordomo tinha uma missão importante para cumprir e longe das vistas de seu senhor e mesmo da possibilidade de intervenção e sugestões de como agir; então ele precisava usar a sua criatividade, improvisação e ser um bom negociador. Lembremos que NINGUÉM faz as coisas como nós; assim como também temos o nosso próprio modo de fazer, mas que os resultados são exatamente os mesmos. Delegar significa confiar e apoiar dando oportunidade para a pessoa se expressar conforme sua personalidade e talentos. Em muitas ocasiões estamos na posição de Abraão e delegamos para nossos “Eliezeres;” e em tantas outras estamos como o mordomo e sob autoridade – mas sempre à serviço do Senhor dos senhores. Isso é o que conta afinal.

 

Senhor obrigado por nos permitir experimentar os muitos lados possíveis da mordomia e em todos, precisamos agir com fidelidade porque é ao Senhor nosso Deus que de fato servimos. Oramos por compreensão e sabedoria para sermos bem sucedidos, para glória e crescimento do teu reino, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Querendo se Livrar

Meditação do dia 23/04/2019 

 “Então serás livre do meu juramento, quando fores à minha família; e se não te derem, livre serás do meu juramento.” (Gn 24.41)

 Querendo se Livrar – Aos amados que tem me acompanhado nessas meditações diárias, fico muito feliz em compartilhar algum aprendizado que pode ser muito útil e abençoador para suas vidas, tal qual tem sido para mim. Inicialmente foi um desafio de escrever um pequeno texto por dia, como exercício de disciplina tanto na escrita, quanto na meditação e compartilhamento e lá se vão alguns anos e aqui estamos firmes e fortes e agradeço a apreciação e o carinho de cada um de vocês. Nesses dias estamos trabalhando com a vida e o ministério de Eliézer, o servo e mordomo de Abraão; há muitas lições para serem extraídas da experiência desse magnífico homem de Deus, que foi discipulado por Abraão, ninguém mais do que o pai da fé. No exercício de suas funções como mordomo, figuradamente nós o imitamos, já que ele era o era literalmente. Hoje, o texto fala da conversa que ele teve com Abraão, antes de sair de viagem para Harã, na busca pela moça da família para se casar com Isaque. Aqui, ele está narrando para a família dela, o tipo de conversa, acordos e juramentos a que ele se submetera e como isso lhe dava responsabilidades de ser preciso no trato com a moça e a sua família e também à pressa que se fazia necessário para o retorno dele com ou sem ela, mas preferencialmente com ela. Ele nunca pretendeu não cumprir suas obrigações, ou mesmo se livrar dela sem se esforçar para levar ao extremo na dedicação com o fim de ser bem sucedido. Mas ele queria deixar tudo muito bem conversado com seu senhor para que, caso não houvesse acordo, ou tal moça não existisse, ele voltaria para casa, com o senso do dever cumprido e seu senhor estaria ciente disso e teria dado sua aprovação. Isso nos mostra, a importância de acreditar no futuro, embora ele insista em ficar no futuro mesmo e seja sempre opaco e incompreensível, mas Eliézer não deixaria de se esforçar, enquanto era tempo, para que o agir de Deus também acompanhasse suas ações e as respostas das orações de Abraão. Salomão, anos mais tarde, falou sobre pessoas que não veem o futuro e não trabalham para torna-lo realidade. “Quem observa o vento, nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará. Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas” (Ec 11.4-6). Pessoas vencedoras e de sucesso, trabalham, esforçam-se e repetem os esforços mesmo quando há prenúncios de tempo ruim. Os frutos dos seus trabalhos aparecem e fazem a diferença. É comum ver e ouvir reclamações e desânimo porque os tempos são difíceis e a igreja recebe muita oposição. Nunca foi fácil para ninguém, em tempo algum: desde Adão, Noé, Abraão, Moisés, Josué, Samuel, Davi, Jesus, os apóstolos e os santos de todos os tempos, todos sem exceção alguma enfrentaram suas próprias batalhas em seus próprios tempos. Esse é o nosso tempo, essa é a nossa vez! Como disse Abraão para o seu mordomo, que ele estaria livre de todos os compromissos, assim que fizesse todas as etapas da jornada e não fosse possível, então ele estaria livre. Sabemos que Deus cuidou de tudo e facilitou as coisas. Será que o Grande, o Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, ainda não opera da mesma forma e com o mesmo poder nos nossos dias e nas nossas vidas? Servos não tem permissão para desistir cedo!

 

Pai, obrigado por guiar nossos passos e agir quando não podemos. O Senhor sempre pode, porque podes todas as coisas; assim não precisamos desistir antes de cumprirmos cada uma das etapas da nossa jornada. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

As Regras do Senhorio

Meditação do dia 22/04/2019 

 “Então disse eu ao meu senhor: Porventura não me seguirá a mulher.” (Gn 24.39)

 As Regras do Senhorio – Para o exercício da mordomia é importante o conhecimento das regras implícitas e o papel de cada um no relacionamento. A bem da verdade, com nosso mentalidade ocidental com aversão a simples idéia da palavra servir, fica mais difícil compreender muitas verdades importantes sobre o relacionamento com Deus. Nos escritos paulinos encontramos uma verdade significativa: Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Rm 15.4). Tudo que foi escrito é para nossa edificação e para termos esperança; mas sem a devida compreensão de muitas verdades reveladas, ficamos com um mapa incompleto. Alguém já disse que “mapa nenhum é melhor que um mapa errado!” Estou pensando nas obrigações de servo e senhor na relação de mordomia; o que vale para as figuras humanas, é necessariamente válido para a mordomia espiritual no nosso relacionamento com Deus. Um é senhor e dono de todas as propriedades, incluindo o servo e a sua vida pessoal. O servo tem um comprometimento com suas tarefas e sua circunscrição de limites estabelecida pelo senhor e até por ele mesmo. Lembrando de José, quando mordomo de Potifar no Egito, ele sabia perfeitamente os limites de sua atuação, impostas pelo senhor, de forma tão abrangente que ele controlava tudo, o senhor não tinha nenhuma preocupação. A esposa de Potifar queria alargar essa esfera, e José disse não! Ele entendia que quanto o senhor lhe dissera que tudo o que ele tinha estava sob seus cuidados, ele entendia que “tudo” não incluía a esposa. Ele estabeleceu limites responsáveis para si e manteve-se dentro disso. É obrigação do senhor, prover todas as coisas para os seus servos, para que eles cumpram suas ordens e tarefas. É função do servo confiar na capacidade do seu senhor na provisão. Escrevendo à Timóteo sobre o ministério espiritual, Paulo disse: “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente” (2 Tm 2.4,5). Ao se alistar, todas as responsabilidades passar a ser do comando do exército, o soldado entra com sua vida e serviço comprometido. Agora apliquemos isso ao chamado de Deus para nossas vidas e ministérios. Ele é o Senhor, de tudo e todos, a ele pertencem os recursos e quando dá uma ordem ou missão, tudo o que diz respeito a isso, estão inclusos. Deus não espera que façamos sua obra com nossos recursos, mas espera que administremos fielmente o que ele disponibiliza para tal. No caso de Eliezer, ele apresentou para Abraão, situações que poderia inviabilizar o cumprimento pleno de sua tarefa, afinal o sucesso dela também dependeria da vontade de outras pessoas. Abraão tratou de suprir-lhe das garantias necessárias. O pai da fé, sabia que sem a bênção de Deus as chances da aliança sobreviver pelas forças dele próprio seriam bem reduzidas. Que tarefas estão sob sua responsabilidade? Sob as minhas responsabilidades? Deus não costuma falhar, aliás, não falha e não tem falta de recursos. Precisamos entender bem esse lado do nosso relacionamento com o senhorio de Deus nas nossas vidas e ministérios.

 

Senhor, tu és fiel e isso nos basta! Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Sob Juramento

Meditação do dia 21/04/2019 

 “E meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás mulher para meu filho das filhas dos cananeus, em cuja terra habito; Irás, porém, à casa de meu pai, e à minha família, e tomarás mulher para meu filho.” (Gn 24.37,38)

 Sob Juramento – Palavra de rei não volta à trás! Isso já foi sinônimo de honradez e determinação. A pessoa empenhava a sua palavra e estava preso a ela. Nos tempos antigos bíblicos, encontramos muitos traços disso. De memória assim, podemos lembrar que nos dias da Rainha Ester, os decretos assinados e selados pelo rei eram irrevogáveis e só modificados por outro novo decreto ou lei. No caso, tiveram que editar uma nova lei, dando direito aos judeus se defenderem no dia do cumprimento do primeiro decreto. “Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar” (Et 8.8). Quase simultâneo, Daniel foi jogado na cova dos leões pelo impossibilidade do rei em desfazer um decreto que assinara por indução dos inimigos de Daniel. Eles fizeram uso dessa prerrogativa em benefício deles e contra o rei, para atingir e eliminar o servo de Deus a quem invejavam. “Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar” (Dn 6.15). João Batista também foi executado porque o rei abrira a boca sob efeito de muita bebida e falou o que não devia e prometeu mais do que podia e se viu preso por suas palavras e mesmo à contragosto, foi obrigado a cumprir sua promessa. “Por isso prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse; E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João o Batista. E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse” (Mt 14.7-9). Quando Paulo apelou para ser julgado diante de César, o governador Festo se viu enredado pelo peso da lei romana e não pode mais dar vasão a qualquer plano corrupto de entrega-lo às autoridades judaicas. “Se fiz algum agravo, ou cometi alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas, se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César. Então Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César? para César irás” (At 25.11,12). Para o escritor Aos Hebreus, o juramento é uma forma de “último recurso” entre os homens para resolver uma questão de palavras. A interposição de um juramento deve finalizar qualquer processo em discussão. “Porque os homens certamente juram por alguém superior a eles, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de toda a contenda” (Hb 6.16). A luz dos seus dias e dos costumes daqueles povos, Abraão colocou seu servo sob juramento, devido a seriedade da situação, que embora Isaque fosse o herdeiro e com autoridade para tomar decisões, Abraão delegou ao mordomo a responsabilidade da execução da tarefa de não permitir um compromisso do seu filho com alguém que não fosse da sua linhagem, estando Abraão vivo ou não, presente ou não, os termos da aliança com Deus deveriam ser preservados. Eliézer era agora o fiador de Isaque e da aliança e teria que fazer a viagem e envidar todos os esforços para torna-la bem sucedida. Estou pensando em como Deus pode todas as coisas, mas mesmo assim compartilha conosco a execução de tarefas extremamentes fundamentais na obra de Redenção, como mesmo PREGAR O EVANGELHO. Que segundo o Apóstolo Pedro, os anjos desejam bem atentar, que parece significar, quererem entender… “Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar” (I Pe 1.12). Claro, na Nova Aliança, com pessoas nascidas de novo e vivendo sob o domínio da graça e no poder do Espírito Santo, Jesus trouxe uma nova concepção da interpretação e da prática do uso de nossas palavras e comprometimentos. “Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mt 5.34,35,37).

 

Senhor, sempre honras a tua Palavra e as tuas promessas e esse é o modelo que espera de cada um dos teus filhos. Peço graça e coragem para ser sábio no usa das minhas palavras e assim respeitar o teu santo nome e honrar a minha fé em Cristo, que nos habilita a andar na verdade, viver na verdade e por ela sermos libertos e santificados. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Lhe Deu Tudo Quanto Tem

Meditação do dia 20/04/2019 

 “E Sara, a mulher do meu senhor, deu à luz um filho a meu senhor depois da sua velhice, e ele deu-lhe tudo quanto tem.” (Gn 24.36)

 Lhe Deu Tudo Quanto Tem – Gosto de pensar nesse texto como se eu estivesse presente na cena lá na casa dos pais de Rebeca; a razão de me colocar no ambiente, me faz entender o texto dos vários pontos de vista das pessoas que ali estavam e como reagiram; isso me leva a ver a minha própria reação e dos meus contemporâneos. É uma utopia pensar que todas as pessoas são espirituais e piedosas e olham as verdades das revelações de Deus, de maneiras cristãs e piedosas. No mundo capitalista e mercantil em que vivemos, estamos cercados de filosofias adequadas ao gosto do cliente que se importa apenas com a sua satisfação e havendo procura, haverá oferta e isso faz a roda girar. Já ouviu: “Enquanto uns choram, outros vendem lenços!?” e “Não existe almoço grátis.” No campo da fé também acontecem motivações não tão nobres quanto nossa vaidade supõe. Então entre comigo no lar daqueles arameus, que estão recebendo visitas que vieram da terra de Canaã. Pela apresentação e generosidade inicial do embaixador de Abraão, já tiveram uma pequena noção de tipo de pessoas estava ali sendo recebido. Quando o servo fala de seu senhor, o quanto era abençoado por Deus e como cresceu e prosperou e até citou alguns dos seus ramos de negócios bem prósperos, cada um ali presente, ligaram as suas antenas e começaram a captar o tipo de informação que passava pelos seus próprios filtros. Cada um escuta e interpreta as informações como lhe são processadas pelo coração e mente. Os pais da moça, viram que era um bom investimento para a filha; ela estaria bem amparada e melhoraria ainda mais de posição social. Rebeca, via uma bela oportunidade de se casar e realizar-se como uma dama que encontra um “bom partido.” Também seria a oportunidade de ir embora para o exterior ou um mundo novo, não como simplesmente uma esposa, mas seria uma “senhora” com nome e status privilegiado. O irmão dela, Labão, já tinha crescido o olho que nessa altura já era bem gordo, pois ficou muito empolgado quando a irmão chegou em casa falando do homem da beira do poço e mostrou as joias que ganhara. O futuro insiste em ficar no futuro e é sempre opaco, intransponível e imprevisível; mas esse jovem já mostrava o que mais tarde Jacó iria experimentar na pele, ao conviver com ele. Quando Deus fala em abençoar alguém, cada um que ouve, já formula seu conceito do que seria o tipo de bênção que gostaria de receber se estivesse contido naquela promessa. Como Abraão é uma figura de Deus Pai e o mordomo, do Espírito Santo, ali falando do Filho; isso nos leva a refletir sobre o que são as riquezas do Pai, passadas para o filho e quem são os mais beneficiados com tudo isso: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt 18.20). Foi baseado nesse tesouro conferido pelo Pai, que veio a nossa Grande Comissão de sair pelo mundo afora e compartilhar o Evangelho e fazer discípulos. “Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16.15).  A presença do Espírito Santo como Consolador e alguém capaz de nos guiar por caminhos espirituais tão profundos e especiais, é um tesouro de propriedade do Pai, compartilhado com o Filho e disponibilizado aos participantes da Nova Aliança. “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Rm 11.36). Tudo tem a finalidade última de glorificar o autor da nossa Salvação.

 

Senhor, graças sejam dadas eternamente, porque tudo fizestes perfeito e a seu tempo se há de cumprir em nós e para nós. Te adoramos de todo o nosso coração! Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason