As Regras do Senhorio

Meditação do dia 22/04/2019 

 “Então disse eu ao meu senhor: Porventura não me seguirá a mulher.” (Gn 24.39)

 As Regras do Senhorio – Para o exercício da mordomia é importante o conhecimento das regras implícitas e o papel de cada um no relacionamento. A bem da verdade, com nosso mentalidade ocidental com aversão a simples idéia da palavra servir, fica mais difícil compreender muitas verdades importantes sobre o relacionamento com Deus. Nos escritos paulinos encontramos uma verdade significativa: Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Rm 15.4). Tudo que foi escrito é para nossa edificação e para termos esperança; mas sem a devida compreensão de muitas verdades reveladas, ficamos com um mapa incompleto. Alguém já disse que “mapa nenhum é melhor que um mapa errado!” Estou pensando nas obrigações de servo e senhor na relação de mordomia; o que vale para as figuras humanas, é necessariamente válido para a mordomia espiritual no nosso relacionamento com Deus. Um é senhor e dono de todas as propriedades, incluindo o servo e a sua vida pessoal. O servo tem um comprometimento com suas tarefas e sua circunscrição de limites estabelecida pelo senhor e até por ele mesmo. Lembrando de José, quando mordomo de Potifar no Egito, ele sabia perfeitamente os limites de sua atuação, impostas pelo senhor, de forma tão abrangente que ele controlava tudo, o senhor não tinha nenhuma preocupação. A esposa de Potifar queria alargar essa esfera, e José disse não! Ele entendia que quanto o senhor lhe dissera que tudo o que ele tinha estava sob seus cuidados, ele entendia que “tudo” não incluía a esposa. Ele estabeleceu limites responsáveis para si e manteve-se dentro disso. É obrigação do senhor, prover todas as coisas para os seus servos, para que eles cumpram suas ordens e tarefas. É função do servo confiar na capacidade do seu senhor na provisão. Escrevendo à Timóteo sobre o ministério espiritual, Paulo disse: “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente” (2 Tm 2.4,5). Ao se alistar, todas as responsabilidades passar a ser do comando do exército, o soldado entra com sua vida e serviço comprometido. Agora apliquemos isso ao chamado de Deus para nossas vidas e ministérios. Ele é o Senhor, de tudo e todos, a ele pertencem os recursos e quando dá uma ordem ou missão, tudo o que diz respeito a isso, estão inclusos. Deus não espera que façamos sua obra com nossos recursos, mas espera que administremos fielmente o que ele disponibiliza para tal. No caso de Eliezer, ele apresentou para Abraão, situações que poderia inviabilizar o cumprimento pleno de sua tarefa, afinal o sucesso dela também dependeria da vontade de outras pessoas. Abraão tratou de suprir-lhe das garantias necessárias. O pai da fé, sabia que sem a bênção de Deus as chances da aliança sobreviver pelas forças dele próprio seriam bem reduzidas. Que tarefas estão sob sua responsabilidade? Sob as minhas responsabilidades? Deus não costuma falhar, aliás, não falha e não tem falta de recursos. Precisamos entender bem esse lado do nosso relacionamento com o senhorio de Deus nas nossas vidas e ministérios.

 

Senhor, tu és fiel e isso nos basta! Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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Sob Juramento

Meditação do dia 21/04/2019 

 “E meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás mulher para meu filho das filhas dos cananeus, em cuja terra habito; Irás, porém, à casa de meu pai, e à minha família, e tomarás mulher para meu filho.” (Gn 24.37,38)

 Sob Juramento – Palavra de rei não volta à trás! Isso já foi sinônimo de honradez e determinação. A pessoa empenhava a sua palavra e estava preso a ela. Nos tempos antigos bíblicos, encontramos muitos traços disso. De memória assim, podemos lembrar que nos dias da Rainha Ester, os decretos assinados e selados pelo rei eram irrevogáveis e só modificados por outro novo decreto ou lei. No caso, tiveram que editar uma nova lei, dando direito aos judeus se defenderem no dia do cumprimento do primeiro decreto. “Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar” (Et 8.8). Quase simultâneo, Daniel foi jogado na cova dos leões pelo impossibilidade do rei em desfazer um decreto que assinara por indução dos inimigos de Daniel. Eles fizeram uso dessa prerrogativa em benefício deles e contra o rei, para atingir e eliminar o servo de Deus a quem invejavam. “Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar” (Dn 6.15). João Batista também foi executado porque o rei abrira a boca sob efeito de muita bebida e falou o que não devia e prometeu mais do que podia e se viu preso por suas palavras e mesmo à contragosto, foi obrigado a cumprir sua promessa. “Por isso prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse; E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João o Batista. E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse” (Mt 14.7-9). Quando Paulo apelou para ser julgado diante de César, o governador Festo se viu enredado pelo peso da lei romana e não pode mais dar vasão a qualquer plano corrupto de entrega-lo às autoridades judaicas. “Se fiz algum agravo, ou cometi alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas, se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César. Então Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César? para César irás” (At 25.11,12). Para o escritor Aos Hebreus, o juramento é uma forma de “último recurso” entre os homens para resolver uma questão de palavras. A interposição de um juramento deve finalizar qualquer processo em discussão. “Porque os homens certamente juram por alguém superior a eles, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de toda a contenda” (Hb 6.16). A luz dos seus dias e dos costumes daqueles povos, Abraão colocou seu servo sob juramento, devido a seriedade da situação, que embora Isaque fosse o herdeiro e com autoridade para tomar decisões, Abraão delegou ao mordomo a responsabilidade da execução da tarefa de não permitir um compromisso do seu filho com alguém que não fosse da sua linhagem, estando Abraão vivo ou não, presente ou não, os termos da aliança com Deus deveriam ser preservados. Eliézer era agora o fiador de Isaque e da aliança e teria que fazer a viagem e envidar todos os esforços para torna-la bem sucedida. Estou pensando em como Deus pode todas as coisas, mas mesmo assim compartilha conosco a execução de tarefas extremamentes fundamentais na obra de Redenção, como mesmo PREGAR O EVANGELHO. Que segundo o Apóstolo Pedro, os anjos desejam bem atentar, que parece significar, quererem entender… “Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar” (I Pe 1.12). Claro, na Nova Aliança, com pessoas nascidas de novo e vivendo sob o domínio da graça e no poder do Espírito Santo, Jesus trouxe uma nova concepção da interpretação e da prática do uso de nossas palavras e comprometimentos. “Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mt 5.34,35,37).

 

Senhor, sempre honras a tua Palavra e as tuas promessas e esse é o modelo que espera de cada um dos teus filhos. Peço graça e coragem para ser sábio no usa das minhas palavras e assim respeitar o teu santo nome e honrar a minha fé em Cristo, que nos habilita a andar na verdade, viver na verdade e por ela sermos libertos e santificados. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Lhe Deu Tudo Quanto Tem

Meditação do dia 20/04/2019 

 “E Sara, a mulher do meu senhor, deu à luz um filho a meu senhor depois da sua velhice, e ele deu-lhe tudo quanto tem.” (Gn 24.36)

 Lhe Deu Tudo Quanto Tem – Gosto de pensar nesse texto como se eu estivesse presente na cena lá na casa dos pais de Rebeca; a razão de me colocar no ambiente, me faz entender o texto dos vários pontos de vista das pessoas que ali estavam e como reagiram; isso me leva a ver a minha própria reação e dos meus contemporâneos. É uma utopia pensar que todas as pessoas são espirituais e piedosas e olham as verdades das revelações de Deus, de maneiras cristãs e piedosas. No mundo capitalista e mercantil em que vivemos, estamos cercados de filosofias adequadas ao gosto do cliente que se importa apenas com a sua satisfação e havendo procura, haverá oferta e isso faz a roda girar. Já ouviu: “Enquanto uns choram, outros vendem lenços!?” e “Não existe almoço grátis.” No campo da fé também acontecem motivações não tão nobres quanto nossa vaidade supõe. Então entre comigo no lar daqueles arameus, que estão recebendo visitas que vieram da terra de Canaã. Pela apresentação e generosidade inicial do embaixador de Abraão, já tiveram uma pequena noção de tipo de pessoas estava ali sendo recebido. Quando o servo fala de seu senhor, o quanto era abençoado por Deus e como cresceu e prosperou e até citou alguns dos seus ramos de negócios bem prósperos, cada um ali presente, ligaram as suas antenas e começaram a captar o tipo de informação que passava pelos seus próprios filtros. Cada um escuta e interpreta as informações como lhe são processadas pelo coração e mente. Os pais da moça, viram que era um bom investimento para a filha; ela estaria bem amparada e melhoraria ainda mais de posição social. Rebeca, via uma bela oportunidade de se casar e realizar-se como uma dama que encontra um “bom partido.” Também seria a oportunidade de ir embora para o exterior ou um mundo novo, não como simplesmente uma esposa, mas seria uma “senhora” com nome e status privilegiado. O irmão dela, Labão, já tinha crescido o olho que nessa altura já era bem gordo, pois ficou muito empolgado quando a irmão chegou em casa falando do homem da beira do poço e mostrou as joias que ganhara. O futuro insiste em ficar no futuro e é sempre opaco, intransponível e imprevisível; mas esse jovem já mostrava o que mais tarde Jacó iria experimentar na pele, ao conviver com ele. Quando Deus fala em abençoar alguém, cada um que ouve, já formula seu conceito do que seria o tipo de bênção que gostaria de receber se estivesse contido naquela promessa. Como Abraão é uma figura de Deus Pai e o mordomo, do Espírito Santo, ali falando do Filho; isso nos leva a refletir sobre o que são as riquezas do Pai, passadas para o filho e quem são os mais beneficiados com tudo isso: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt 18.20). Foi baseado nesse tesouro conferido pelo Pai, que veio a nossa Grande Comissão de sair pelo mundo afora e compartilhar o Evangelho e fazer discípulos. “Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16.15).  A presença do Espírito Santo como Consolador e alguém capaz de nos guiar por caminhos espirituais tão profundos e especiais, é um tesouro de propriedade do Pai, compartilhado com o Filho e disponibilizado aos participantes da Nova Aliança. “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Rm 11.36). Tudo tem a finalidade última de glorificar o autor da nossa Salvação.

 

Senhor, graças sejam dadas eternamente, porque tudo fizestes perfeito e a seu tempo se há de cumprir em nós e para nós. Te adoramos de todo o nosso coração! Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Testemunho do Servo de Abraão

Meditação do dia 19/04/2019 

 “E o SENHOR abençoou muito o meu senhor, de maneira que foi engrandecido, e deu-lhe ovelhas e vacas, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e jumentos.” (Gn 24.35)

 O Testemunho do Servo de Abraão – Para ajudar as pessoas a refletirem sobre suas próprias vidas e feitos, há uma dinâmica muito interessante, que já fiz uso em treinamentos e ensino que faz a seguinte pergunta: “O que as pessoas escreverão na sua lápide?” Querendo ou não isso exige reflexão para chegar a uma resposta razoavelmente honesta. Eu como só bem humorado, me divirto com todas as possibilidades que poderão surgir; mas como “todo morto foi gente boa” as pessoas se tornam generosas na última homenagem. Mas aqui estamos vendo uma pessoa muito longe de casa, dos olhos do patrão, cansado de uma longa jornada, dando um tremendo testemunho não só de quem era o seu senhor, mas especialmente, do que Deus fizera na vida dele. Como um discípulo de Abraão, o mordomo entendia e falava abertamente, que todo o que seu senhor se tornara, fora na verdade por causa das promessas de Deus nas alianças firmadas e pela firmeza do patriarca em viver nos termos de tais alianças. Quero comparar com vocês, o texto da meditação de hoje, com um outro texto, que trata da chamada de Abraão, fazendo uma espécie de “o antes e o depois” como fazemos com imagens e fotos de pessoas ou paisagens para efeito de comparação sobre o efeito do tempo ou de algum acontecimento transformador. Olhemos: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.2,3). Agora coloquemos lado a lado as palavras de Eliézer aos familiares de Rebeca, em Harã, quando Abrão já estava nos seus cento e quarenta anos; digamos, mais de cinquenta anos depois: “E o SENHOR abençoou muito o meu senhor, de maneira que foi engrandecido, e deu-lhe ovelhas e vacas, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e jumentos” (Gn 24.35). Em resumo: DITO E FEITO! Olhando do ponto de vista da fé no poder e capacidade de Deus cumprir suas promessas, não nenhuma novidade nisso. Todos sabemos que isso iria acontecer, afinal foi o Altíssimo que prometeu e Ele é fiel, muito fiel. Mas estamos vendo isso do ponto de vista de um servo, um empregado, cuja vida e direitos pertencia a outra pessoa e o único direito que tinha era de não ter direito algum. Mas, não era assim que ele via as coisas e a sua vida; ela tinha sentido, tinha propósito e era muito bem administrada, com fidelidade e compromisso. Ao servir um homem amigo de Deus, fiel adorador, ele entendia que isso o colocava em condição privilegiada e as muitas bênçãos na vida do seu senhor não desperta ciúmes, inveja ou revolta; muito pelo contrário. Ele agira com Rebeca lá perto do poço, com uma grande generosidade, atenção e respeito, que seria muito apropriado como feito do próprio Abraão. Exercício perfeito da mordomia. Já escrevi diversas vezes sobre o cuidado que precisamos ter com o poder em nossas mãos. Os goianos tem um dizer popular que alude a isso, num gesto próprio do caipira, ao dizer que “o garnizé sobe em um sabugo e já canta de galo.” A versão bíblica mais próxima disso foi dito por Paulo à Timóteo sobre os critérios para a escolha e ordenação de líderes e obreiros para o ministério da igreja. Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo (I Tm 3.6). Podemos imaginar o pai de Rebeca, que ouvira tantas vezes do seu pai, sobre o tio que a muitos anos fora para Canaã com uma promessa no coração, que Deus o abençoaria muito, e agora recebendo em casa uma comitiva grande, representando um senhor importante e rico, generoso e grande pessoa em Canaã, que agora voltava para buscar uma consorte para o seu filho. Eles eram agora também testemunhas da grandeza do Altíssimo, o Possuidor dos Céus e da Terra, que havia chamado Abraão ainda em Ur dos Caldeus e feito promessas acima da compreensão humana, que só poderiam ser alcançadas pela fé; e agora o seu parente famoso, era o que até hoje ficou estabelecido como “O Pai da Fé.” Servir a Deus é de fato, a mais fascinante jornada da vida!

 

Senhor, quão grandes são os teus sinais e quão poderosas as tuas maravilhas, que nossa alma o sabe muito bem, pois as coisas que os olhos não viram, os nossos ouvidos não ouviram e nem passaram pela imaginação do nosso coração, estão reservadas para aqueles que te amam e são amados por ti; e nos são reveladas pelo teu Espírito Santo ao nosso espírito. A Ti, a honra e a glória, para todo o sempre, de geração em geração, amém.

 

Pr Jason

O Servo de Abraão

Meditação do dia 18/04/2019 

 “Então disse: Eu sou o servo de Abraão.” (Gn 24.34)

 O Servo de Abraão – A dignidade existe em tudo que pode ser feito ou visto com um olhar de respeito e consideração acima de vaidades e preconceitos. Ser bom naquilo que se propõe fazer é uma forma de honrar os dons, os talentos e habilidades que nos foram conferidos por Deus na nossa criação e na nova vida em Cristo. A sabedoria e a economia do Senhor, não nos permite cogitar que ele fez, criou ou colocou algo em existência sem qualquer senso de utilidade e propósito. A ausência de evidencia não é evidencia de ausência; se isso serve para finanças e mercados, então serve também para a vida. Humildemente podemos aceitar que não sabemos tudo, ou mesmo, não sabemos muito, no máximo, sabemos que nada sabemos e vivemos na tentativa e erro em descobrir como se aprende e se adquire conhecimento. Então podemos concluir que tudo o que sabemos, de fato não é tudo que existe; e o mesmo é válido para os demais seres à nossa volta. Jesus sendo Deus se fez homem e nessa forma ainda se humilhou a si mesmo assumindo condição de obediência até chegar ao que entendemos como “fim da linha” que é a morte e morte de cruz. O maior, o melhor, o soberano, assumiu as condições mais baixas daquilo que existe entre os homens, a condição de servo sem reconhecimento e sem garantias. Como ele mesmo falou na ultima ceia após lavar os pés dos seus discípulos: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 12.15). Servir, esse foi o caminho apontado por Jesus. Quando Paulo escreveu aos Romanos sobre a obra da santificação que nos liberta do domínio do pecado, que se fez senhor de nossas vidas e ditou os rumos de nossa condição até que Cristo se fez presente pela fé, numa rendição total e incondicional ao seu senhorio, somos instigados a ver que a condição de servo é auto-imposta pela pessoa. “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?” (Rm 6.16). Nesse caso, quem escolhe o senhor a ser servido é a própria pessoa. É importante afirmar que a ignorância não isenta ninguém responsabilidades. Não escolher, já é uma escolha! Se omitir é uma escolha de não se envolver e assumir responsabilidades. Daí as pessoas não se movimentarem para sair da condição de escravidão ao pecado e perdição e entender que agindo assim, não são responsabilizados por seus atos. Quando Jesus disse “que não é possível servir a dois senhores, pois haverá dedicação a um e desprezo a outro” (Mt 6.24); também estava falando que quem então escolhe servir a um ou a outro é a pessoa. Eliézer se apresentou como “…Eu sou o servo de Abraão…” não era a sua condição social ou função que o projetava para cima ou para baixo, mas a pessoa a quem ele servia lhe dava dignidade, prestígio e status do qual ele podia se orgulhar e se alegrar. Servir à Abraão, para ele era uma grande honra e diante da família de Abraão que ali vivia e estava recebendo aquela comitiva, ele era bem vindo, bem visto e prestigiado por ser quem era: servo de Abraão. A escolha de servir a Deus é nossa, como resposta de gratidão ao seu amor demonstrado por nós na redenção e a Cristo que deu sua vida por nós. Isso é que confere valor e dignidade a nós como seres humanos e agora redimidos pela graça de Deus. “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14,15). De quem você realmente é servo? De quem eu realmente sou servo?

Senhor, eis nos aqui em busca de graça e misericórdia. Na condição de filhos, nos colocamos com humildade na condição de servos, de livre e espontânea vontade, porque fomos comprados por grande preço e libertados plenamente. Em gratidão escolhemos servir àquele que nos libertou. Obrigado, por sua obra completa de redenção em Cristo Jesus. Amém!

 

Pr Jason

Mais Importante do que Comida

Meditação do dia 17/04/2019 

 “Depois puseram comida diante dele. Ele, porém, disse: Não comerei, até que tenha dito as minhas palavras. E ele disse: Fala.” (Gn 24.33)

 Mais Importante do que Comida – Me parece que a versão brasileira desse episódio seria: “Enquanto comemos, vamos conversando sobre o que vim fazer aqui!” Depois de uma jornada cansativa e toda aquela expectativa na beira do poço e finalmente estar bem instalado e com uma boa refeição caseira, substituindo as comidas improvisadas de viagem, seria considerado natural que comessem, dormissem e no dia seguinte já restauradas as energias, então tratariam de negócios. Mas não estamos falando de uma pessoa comum em uma situação comum, com finalidades comuns. Tudo ali era especial e de grande significado para eles naquele momento e para a posteridade, que inclui a todos nós hoje. Algo muito significativo nas Escrituras e daí estender-se para nossas vidas, como seguidores de Jesus, é a importância que as prioridades tem; já por definição elas tem preferencia não só na ordem dos acontecimentos, mas também na prática da vida. Prioridades são prioridades. As coisas espirituais devem prevalecer sobre as naturais; a vontade divina deve prevalecer sobre as humanas; a obediência aos princípios eternos são mais necessários que em relação as questões ordinárias do dia a dia. As pessoas em suas funções precisam ter noções precisas de suas atividades e responsabilidades, porque disso depende não só o seu sucesso, como a possibilidade de outros elos da corrente realizarem suas partes. O mordomo da nossa meditação tinha plenos poderes e sabia perfeitamente o seu lugar, e as prioridades que deveria adotar e as tratou com a distinção que mereciam, acima do seu conforto e bem estar pessoal ou de sua equipe. Nosso maior exemplo e modelo de viver e servir é Jesus, e como tal ele também era muito preciso nos seus movimentos. Quando da entrevista com uma mulher à beira do poço em Samaria, ele surpreendeu seus discípulos, que entendiam que estava na hora de comer e depois fariam mais pregações e etc., mas o mestre disse algo diferente para eles: “E entretanto os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come. Ele, porém, lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. Então os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém algo de comer? Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (Jo 4.31-34). Jesus entendia de prioridades e fazer a vontade de Deus estava no topo da sua lista, até mesmo acima de comida e conforto. Já havia demonstrado isso, quando da tentação lá no deserto, no início do seu ministério. Outro texto que me incita a pensar nas responsabilidades em vez de se envolver em prazeres e comilanças, foi nos dado pelo rei Salomão: “Ai de ti, ó terra, quando teu rei é uma criança, e cujos príncipes comem de manhã. Bem-aventurada tu, ó terra, quando teu rei é filho dos nobres, e teus príncipes comem a tempo, para se fortalecerem, e não para bebedice” (Ec 10.16,17). Claro que não há nada contra uma boa refeição ou um bom banquete, como apreciamos um bom churrasco entre familiares e amigos ou em celebrações com irmãos na fé. Mas tudo deve ter o seu tempo e o seu lugar. É essa a grande lição de mordomia de Eliézer, que estava focado na tarefa e em saber que não estava postergando nada, ou deixando em risco uma missão tão importante. Estamos vivendo dias importantes para a história da igreja e aproximando cada vez mais do que consideramos o nosso grande dia; isso urge e demanda dedicação e concentração naquilo que realmente importa.

 

Pai, graças te rendemos por nos honrar com a participação nas grandes decisões do destino da humanidade através do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Toda a obra consumada na cruz está disponível a todos mediante a fé e cumpre a nós, como igreja, anunciar e incitar os homens a colocar em ti a confiança para a salvação de suas almas. É um privilégio ser alcançado pela graça e igualmente fazer parte do ministério da reconciliação. Obrigado por nos capacitar no poder do Espirito Santo, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Adorador

Meditação do dia 16/04/2019 

 “Então inclinou-se aquele homem e adorou ao Senhor,” (Gn 24.26)

 Adorador – “E disse: Bendito seja o SENHOR Deus de meu senhor Abraão, que não retirou a sua benevolência e a sua verdade de meu senhor; quanto a mim, o SENHOR me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu senhor” (Gn 24.27). Definitivamente as nossas escolhas revelam o nosso caráter. A concepção da adoração deve ser algo verdadeiramente sagrado no coração dos filhos de Deus. Quando estamos em circunstancias especiais ou em ações fora da agenda comum diária, é que surge as grandes oportunidades de serem revelados os verdadeiros valores do nosso interior. Uma coisa é a devoção religiosa e outra a devoção fruto de um relacionamento de comunhão e amizade com Deus. Estamos carecas de saber que a religião é humana, é uma forma de se aproximar de Deus e nessa jornada a pessoa dá o melhor de si e se esforça por agradar a divindade, cumprindo regras, regulamentos, fazendo rituais cansativos e repetitivos e persistir nessas práticas, porque no fundo elas dão a sensação de dever cumprido e ganhar pontos ou seja os méritos começam a aparecer ao menos na imaginação do pretenso adorador. Não é incomum, ouvir pessoas dizendo e reclamando que tem tantos anos de casa, sempre fiel, obediente, devotado, comprometido e se cansado e parece que as coisas não mudam, não dão certo e a idéia é que quanto mais caminha, mais distante parece de chegar ao ideal desejado. Isso é religião, pura e simples! A verdadeira adoração não é fruto de esforço ou prática de rituais e formas. “A essência da adoração é encontrar Deus diariamente, permanecer em sua presença, tendo comunhão com ele e desenvolvendo um relacionamento de intimidade com ele.” Nunca podemos tirar do centro de nossas intenções aquele ensino de nosso Senhor Jesus Cristo que afirma que “daquilo que o coração está cheio, disso fala a boca” (Mt 12.34). Isso brota naturalmente dos lábios de qualquer um espontaneamente, assim que é catalisado por um evento. As interjeições proferidas na hora do espanto, do susto, da dor, da surpresa, do mistério reflete não só o conteúdo mas também o cultivo da seara do coração das pessoas. O mordomo de Abraão estava cansado de uma viagem longa, desconfortável e ainda assim estava cumprindo as etapas de fim de dia de trabalho e procurando agilizar o que fosse possível para cumprir sua tarefa, quando as coisas se encaminharam de tal forma surpreendente, que mesmo ele sabendo que era resposta das orações de Abraão e Isaque que ficaram na Terra Prometida e também de suas próprias orações, incluindo aquela última, ali mesmo, oração tipo flecha; ainda era maravilhoso demais e não tinha outra explicação plausível, senão a benevolência do Altíssimo para com seu amigo Abraão. Para ele foi apenas o encaminhamento de seus passos para o lugar certo, no momento certo, para encontrar a pessoa certa. Ele entendia que sua prosperidade, era a bênção de Deus na vida de seu senhor Abraão. Como um adorador, ele prestava seu culto com fervor não só quando estava na frente do seu mestre; ele adorador por conhecer a Deus e entender o significado de sua vida e o propósito abençoador que produziria o cumprimento fiel daquela jornada. Eliézer tinha que ir e voltar de Harã levando uma jovem para se casar com o filho de seu senhor. Essa era a sua grande tarefa, talvez maior do que toda a sua dedicação por anos em administrar a casa de Abraão. Do lado da mordomia, foi a sua dedicação e perseverança fiel no seu serviço cotidiano, que o qualificou para tal missão. Quanto Deus levou trabalhando com Abraão até o momento especial no Monte Moriá, da entrega de Isaque naquele altar? Quanto tempo foi investido em Eliézer? Quanto tempo investido em Jason? Em você? Uma hora, chega o momento da grande tarefa! Foi para isso que preparamos e treinamos a vida toda, para um momento especial, a grande missão!

 

Obrigado, Pai, obrigado Senhor Jesus, Obrigado Espírito Santo! Estamos aqui. Amém!

 

Pr Jason

Identidade

Meditação do dia 15/04/2019 

 “E disse: De quem és filha? Faze-mo saber, peço-te. Há também em casa de teu pai lugar para nós pousarmos?” (Gn 24.23)

 Identidade – Todos os dias as pessoas procuram responder as duas perguntas mais importantes de suas vidas: (i) Quem sou eu? E (ii) Por que estou aqui? Ainda que involuntariamente todos estão procurando dar respostas para os outros ao redor de si, ou lutando uma grande batalha para responder a si mesmo. Há os que já desistiram de encontrar as respostas mais adequadas e há também aqueles que se sentem tão pressionados por essas respostas que fazem esforços hercúleos para provar a si mesmo que é alguém, ele não sabe o que é, mas quer ser e quer provar que é alguém. Não são poucos os que se perdem buscando a aprovação dos pais ou o reconhecimento dos irmãos e familiares e assim a vida se torna uma corrida maluca de superação, porque tudo que consegue ainda é pouco. Na busca por identidade, mesmo que de forma velada, os pais são referencias, pois ouvem constante ou veem o tempo todo que os pais venceram na vida com menos recursos ou capacidades congnitivas e então eles não podem fazer menos do que os velhos. Outro fator muito forte é a concorrência entre irmãos, que no modelo atual de família vai diminuindo e com isso deixa de existir a concorrência. Mas nos bons tempos de famílias maiores em números de filhos, era admissível não superar os pais, afinal ele é o cara, mas perder para um irmão, é muito ruim, é um verdadeiro atestado de incompetência. Esses ânimos então ficavam muito acirrados e cada um procurava determinar o seu território. O começo de toda caminhada de sucesso humano, é marcado pelo conhecimento firme de sua identidade. Ter essa situação bem resolvida desde o mais cedo possível. Os pais são os instrumentos de Deus e também do Diabo para inculcar nos filhos essa identidade. Pais tementes a Deus e submissos aos princípios eternos, infundem nos seus filhos a bênção geracional, que determina sua identidade e simultaneamente seu destino. Ele tem noção precisa de quem ele é e também do porque está aqui, ou seja, qual é a sua missão no mundo. Ao sermos criados, somos dotados de instrumentos e ferramentas que nos permitem desenvolver todo o nosso potencial ao longo da vida. O pecado e a ignorância dos caminhos eternos de Deus para a pessoa é que dificulta ou até impede que a pessoa encontre logo as respostas e inicie sua jornada o quanto antes. Eliézer, o servo de Abraão, estava cumprindo a sua tarefa e nessa missão incluía conhecer naquele lugar uma pessoa especial que estava destinada a ser a matriarca da futura nação do povo de Deus. Quando ele a encontrou e lhe fez as perguntas certas, ela também lhe deu as respostas certas; ela sabia quem era, de quem era filha e os potenciais de sua família. Tudo era muito bem definido e claro e posteriormente quando ele em casa de seus pais lhe apresentou a proposta definitiva pela qual viera de tão longe, ela não precisou pensar, ourar, buscar confirmação. Ela sabia que ali estava o caminho da vida e o destino para o qual Deus a criara e sua família lhe educara e preparara para seu momento singular. Como já escrevi antes e não é da minha autoria, temos hoje, muitas adultos de trinta, quarenta e até de cinquenta anos de idade que ainda não sabem o que vão ser quando crescer. Se você não tem isso definido em sua vida, busque em Deus, vá para a Palavra de Deus encontre as veredas antigas de Deus para sua vida. Se você já é pai, faça o mesmo e procure ter essas respostas para seus filhos para encaminhá-los mais cedo, ou no devido tempo, para que eles sejam tudo aquilo para o qual foram criados por Deus e dado a vocês como herança.

 

Senhor, obrigado por ser o Deus perfeito em sabedoria e ter o perfeito governo de todas as coisas, incluindo as nossas vidas. Graças te rendemos por termos um papel de muita importância e significado na construção do teu Reino. Somos o que somos, porque a tua sabedoria assim o preparou. Essa identidade nos fornece direção e dignidade todos os nossos dias. Em Cristo venceremos e prevaleceremos por tua graça e misericórdia. Em nome de Jesus, oramos agradecidos, amém.

 

Pr Jason

Os Presentes

Meditação do dia 14/04/2019 

 “E aconteceu que, acabando os camelos de beber, tomou o homem um pendente de ouro de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as suas mãos, do peso de dez siclos de ouro;” (Gn 24.24)

 Os Presentes – Além das tradições culturais de hospitalidade, generosidade, dar e receber presentes, honrar as visitas, muito disso visto nessas cenas descritas nesse capitulo, também existe os fatores sagrados de que essas narrativas viriam posteriormente fazer parte do cânon sagrado. O sentido figurado ou alegórico que os autores lançavam mão, além de serem o modo natural de suas narrativas, assim também tinham a supervisão do Espírito Santo para que tudo se encaixasse perfeitamente no que hoje chamamos de “Bíblia Sagrada,” a revelação de Deus à humanidade; sem erros e nem contradições! A verdadeira Palavra de Deus! Só e tudo isso. Escrevi quando meditava sobre Abrão e também Isaque, no papel de tipos que ambos prefiguravam em termos da obra da redenção e dos papeis de Pai e Filho, tal qual veio a se materializar, por assim dizer, no Novo Testamento. Como Abraão e Isaque no Monte Moriá, eram tipos do Pai e do Senhor Jesus Cristo, quando o amor do pai era tal que deu seu filho único em sacrifício e o recobrou ao terceiro dia; assim vimos na cruz, que já fora prefigurada pelos patriarcas. Agora temos o andamento do enredo, quando o Filho está com o Pai, e aguardam o dia em que a Noiva irá se juntar na eternidade. Quem tem o trabalho, ou faz a obra de assistir e preparar todas as coisas é o Espírito Santo, que foi enviado pelo Pai, por promessa do Filho para estar não só entre os humanos, mas neles, para assegurar a validade e os benefícios da Nova Aliança. Lá nos idos tempos bíblicos, essa verdade do Evangelho foi apresentada na ordem do pai Abraão, para que o servo Eliézer, fosse em busca de uma noiva para ser filho. Ele iria encontrar uma moça especial e digna de ser a esposa do filho de seu senhor e a acompanharia até entrega-la. Assim, estamos vendo no texto de hoje, que ele demonstrou gratidão pelo disposição dela em dar-lhe a devida atenção, servindo-o dando-lhe água e também aos camelos da comitiva; assim ele demonstrou a gratidão sua e de seu senhor por alguém que lhes ajudava e servia, dando lhe presentes, joias de ouro de grande valor, o que demonstrava nem tanto o preço do serviço prestado, mas o poder, a riqueza e a generosidade de que presenteava. Se por um esforço de tirar água e ajudar um viajante, que poderia muito bem ser gratificada com um “muito obrigado” ou uma lembrança ou presente que significava educação e reconhecimento pelo serviço recebido, ela viu que aquelas joias, não se dava de presentes no cotidiano; se aquele homem era um senhor, era de fato rico e poderoso, e se fosse um servo a serviço de um senhor, então quão poderoso e generoso não deveria ser tal pessoa. Esses presentes, que depois viriam mais, são para nós e para a igreja os dons espirituais, ou os chamados CARISMAS, do original CHARISMAS – dons, presentes. Quando encontramos a salvação em Cristo Jesus, o Senhor, de fato ele se encontra no céu e quem nos leva à salvação é o Espírito Santo que nos convence de quem somos, onde estamos e o que é que o Pai e seu amor tem preparado para nós, que podemos de livre escolha pertencermos ao filho; nos tornarmos parte do seu Corpo, sua Noiva e começar a nos preparar para o grande dia do encontro. Será uma jornada e tanto, mas vale muito iniciar. Seguir a Cristo é a mais fascinante experiência e jornada que alguém pode escolher fazer. Esses dons nos ajudam a viver como cidadãos desse reino, produzindo testemunhos daquilo que nosso Senhor verdadeira é. Seja cheio do Espírito Santo e permita o fluir dos dons e da vida de Cristo em sua vida pessoal e na sua comunidade de fé, a igreja local.

 

Obrigado, Senhor, pelos dons, mas especialmente pela pessoa do Espírito Santo, que em nós habita para nos guiar à toda verdade e preparar-nos para o encontro com nosso Senhor, e precisamos estar puros, limpos, separados e impecáveis no trajar como verdadeiramente somos, a noiva de Cristo. Amém.

 

Pr Jason

Admirado

Meditação do dia 13/04/2019 

 “E o homem estava admirado de vê-la, calando-se, para saber se o Senhor havia prosperado a sua jornada ou não.” (Gn 24.21)

 Admirado – Vamos começar por uma boa definição: “Admiração é um sentimento de assombro, surpresa, espanto ou afeto diante de algo. ” no popularzão, é deixar a gente de boa aberta! Foi isso que aconteceu com o nosso amado e dileto Eliézer, servo de Abraão ali na beira daquele poço em Harã. É de fato maravilhoso ver a operação de Deus numa situação e ainda mais de forma tão inaudita e repentina. Como todos nós, ele sabia e cria que Deus respondia as orações, já era um adorador e estava familiarizado com o Deus de Abraão e sua imensa graça. O inusitado aqui, é como as coisas aconteceram tão rápidas e tão precisas até naqueles mínimos detalhes. Era uma jornada com variáveis prováveis e alguma demanda de tempo seria considerada normal. Mas ele apenas chegara na fonte, na entrada da cidade, e estava tomando as primeiras providencias, como abeberar os camelos e encontrar algum lugar apropriado para passar a noite, descansar e no outro dia, começar as buscas por uma família específica. Mas o seu coração o induziu a agradecer pela boa viagem e já encaminhou um pedido para que o Deus de seu senhor o prosperasse e ele conhecesse uma moça local, que oxalá, fosse a escolhida; ele estava acabando de orar e ao abrir os olhos, não só viu uma linda moça, simpática e gentil, ele então foi à luta, apresentar a ela a proposta que só Deus sabia até então. Para sua surpresa, ela aceitou o desafio de lhe dar água para beber e se propôs a tirar águas para que os camelos também bebessem. No nosso vocabulário hodierno, “era bom demais para ser verdade,” ou “ele tinha que se beliscar para ver se estava sonhando!” Mas era verdade verdadeira! Jesus ficou admirado também, segundo os relatos de seus discípulos; pela incredulidade de Jerusalém em recusar a recebe-lo e pela atitude de fé daquele centurião romano. “E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé” (Mt 8.10). Outra coisa maravilhosa para nós, é ter ou mantermos a capacidade de admirar, nos surpreender com a grandeza de Deus e sua atuação em nossas vidas. O sagrado é maravilhoso, as coisas sobrenaturais não podem se tornar naturais para nós; por mais que vejamos, experimentemos e testemunhamos prodígios e maravilhas, isso deve se tornar natural, normal… “Tô cansado de ver…” para tal, se faz necessário desenvolver a capacidade ou habilidade de se deslumbrar e não se permitir endurecer ou enrijecer cognitivamente. Sempre saberemos que Deus fará maravilhas, mas a cada vez deve nos parecer como se fosse a primeira vez que presenciamos. Quando a pessoa perde a capacidade de admirar os feitos do Altíssimo, se perde a beleza da contemplação, que por sinal, já algo bastante pasteurizado na devoção ocidental. Li certa vez uma frase escrita em um muro numa avenida movimentada de uma capital brasileira que dizia: “Todas as manhãs o sol dá um verdadeiro espetáculo ao nascer, mas é uma pena porque a maioria da plateia ainda está dormindo.” O paralelo é vero também, Deus faz muitas maravilhas todos os dias, mas parte da plateia ou não vê ou não vibra mais com elas. Não deixe de admirar com as respostas de Deus às suas orações.

 

Pai, obrigado por ser maravilhoso e encantador a cada dia para aqueles que presencia os teus feitos e se deleitam em tua presença. Obrigado, graças, louvores sejam dados a ti, por ser e fazer tudo como fazes por nós. em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason