O Sonhador

Meditação do dia: 05/07/2020

 “E disseram um ao outro: Eis lá vem o sonhador-mor!” (Gn 37.19)

O Sonhador  – O que dá para fazer com isso? Com essa indagação podemos trabalhar com muitos aspectos da vida e do trabalho. Certamente para quem se faz essa pergunta é determinante para a qualidade da resposta. Quanto maior o potencial e a habilidade da pessoa, maior a variedade de possibilidades. Aplicando isso na cozinha de casa, há pessoas que produzem verdadeiros banquetes com o que muitos descartam e consideram inadequados ou insuficientes para fazer qualquer coisa. Na construção civil, há pessoas tão criativas, que conseguem reciclar e aproveitar tudo que outros descartam ou abandonam e no qual não veem utilidade alguma. Em todas as áreas, eu e vocês, conhecemos alguém com mãos milagrosas para fazer transformações incríveis. Algumas são verdadeiras obras de arte. Imaginemos agora, esse pergunta sendo feita para Deus! O grande filósofo do Vale do Paraíba, Pastor Renato Guedes, me disse à poucos dias que, “nas mãos de Deus até os cacos de um vaso, ele reutiliza e faz outro vaso útil; mas o que se queima e vira cinzas, o vento leva e dispersa!” Os de Israel não viam nada de útil, aproveitável ou apreciável no jovem José; a pergunta deles era: “Para que presta ou serve um garoto minado, protegido e que vive sonhando com grandeza?” Para eles, José, o sonhador não tinha utilidade, não faria falta e não tinha importância alguma; era descartável e eles se propunha a cuidar disso. Façamos a mesma pergunta para Deus sobre José, e o que temos é outro nível de observação. Tudo o que os negativistas observam é o agora que lhes afeta ou serve! Deus trabalha com sementes, com potenciais e alguns dizem que ele é um lapidador muito hábil, ou um artífice de madeira. Com as ferramentas certas, o tempo necessário e as pressões necessárias no tempo e no lugar certos, fazem maravilhas. Dwight L. Moody disse: “O mundo ainda está por ver o que Deus pode fazer com, para, através e pelo homem que lhe seja total e completamente consagrado. Tentarei ao máximo ser esse homem.” Podemos pensar em nós mesmos, com essa linha de pensamento; o que Deus pode fazer com alguém como eu? Porque se fizermos essa pergunta para as pessoas erradas, teremos muitas frustrações e decepções. Algumas irão nos subestimar aos níveis mais baixos possíveis, enquanto outros poderão nos superestimar a níveis que de fato estão muito acima de uma realidade plausível. Mas nas mãos de Deus, nem demais e nem de menos. Estaremos nas mãos do artífice certo, com conhecimento de causa e experiente o suficiente para produzir belezas únicas à partir dessas matérias brutas. José era um sonhador e a sua vida estava na fase de sonhar e não na de produzir; exigir dele agora o que ele poderia ser num futuro próximo não faria sentido e o que os irmãos dele poderiam ter em mente para ele, certamente não encaixaria naquilo para o qual ele fora criado e estava sendo preparado para vir a ser. Todos eles criam na promessa de se tornarem um tribo forte e virem a ser uma nação grande e com grandes reis – eles criam mas estavam com a visão apenas em rebanhos de gado, cabras, ovelhas, jumentos e camelos. A visão deles era de levantar o sustento de cada dia, e tudo se resumia no que conheciam e experimentaram até então. Queridos, precisamos nos preparar para o lugar PARA ONDE VAMOS e não para onde estamos. Você quer progredir na vida? Quer ser abençoado e abençoador? Esteja pronto para as próximas etapas antes delas chegarem. Se deixar para se preparar quando chegar, já será tarde; o servo de Deus tem visão de longo alcance, antecipada os fatos; fomos chamados não só para viver, mas para fazer a história. “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (Jo 17.18). Estude, se forme, se especialize, aprimore, sacrifique o agora para desfrutar o amanhã! O que Deus pode fazer com alguém como nós?

Pai, obrigado por trabalhar em nossas vidas com as ferramentas certas e com o devido tempo e cuidado produzes obras maravilhosas. Agradecemos o amor e o valor que atribuis a nós. O amor e a atenção divina, pela presença do Espírito Santo em nossa vida, dá a ela dignidade e valor tão imensos que o mundo não consegue ver. Somos o que somos por causa do que És e do que fazes em nós e por nós. Agradecemos a dedicação de Cristo em fazer a tua vontade e assim nos oferecer uma alternativa melhor e mais preciosa. Oramos, com gratidão pela redenção disponível em Cristo. Amém.

Pr Jason

Antecipação

Meditação do dia: 04/07/2020

 “E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele para o matarem.” (Gn 37.18)

Antecipação  – “Prevenir é melhor do que remediar.” Já ouvimos isso muitas vezes e nas mais variadas formas e aplicações. Nos esportes, no futebol, por exemplo, muitos advogam que a melhor defesa é o ataque. Nas guerrilhas e ações de guerra, também se admite com muita frequência que um ataque preventivo pode ser uma ótima opção, evitando a investida do inimigo. Em outras áreas da vida, também encontramos ensinamentos, convidando para antecipar ou o contrário; evitar antecipar situações. O sábio rei Salomão, na sua coleção de provérbios, citou: “A herança que no princípio é adquirida às pressas, no fim não será abençoada” (Pv 20.21). A história do filho pródigo, contada por Jesus, confirma essa sabedoria. Ele pediu antecipação de sua parte da herança e partiu para suas aventuras, convicto de que era mais esperto, mais sábio e competente do que todos e iria se dar bem. Mas não foi bem isso, que ocorreu. Outra citação sábia contra a precipitação, está no verso seguinte: “Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele” (Pv 29.20). Mas existem as antecipações maravilhosas e proveitosas, incluindo as intervenções divinas em nossas vidas. Na descrição da onisciência de Deus para com nossas experiencias, no Salmo 139, há registros muito interessantes. “Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces” (Sl 139.4). O profeta messiânico, escreveu inspirado sobre os tempos do governo de Cristo na restauração de todas as coisas e ali, as promessas serão maravilhosas. “E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Is 65.24). Jesus também ensinou que Deus sabe das nossas necessidades, antes mesmo de pedirmos a ele. (Mt 6.8). Ele estava, contra as vãs repetições pagãs, que não deveriam estar na vida dos filhos de Deus.  Voltando ao nosso cenário lá nos campos nos arredores de Dotã, na antiga Canaã patriarcal, os irmãos de José, precipitaram-se o ato de intolerância e maldade, pois a chegada inesperada do irmão deveria ser o indício de alguma coisa importante para eles. Poderiam terem se dado ao trabalho de espera-lo chegar, saber de que se tratava e à partir daí, tomassem suas decisões. Mas isso, clara, estaríamos falando de pessoas maduras, responsáveis e equilibradas. Naquele momento, eram imaturos, irresponsáveis e entre eles, não era a primeira vez que matariam alguém, como Simeão e Levi. Irmãos amados do Senhor, pessoas boas e piedosas, dificilmente conseguem pensar e tramar pensamentos criminosos. Entender a intenção de uma mente criminosa, não é fácil para quem se exercita em piedade e justiça. Veja como ficamos horrorizados com as notícias que vemos, sobre como pessoas cometeram barbaridades à sangue frio e se portam com a maior naturalidade; ocultando provas e evidencias e até agindo em favor de ajudar a elucidar os casos. Israel poderia ter enviado José, por uma necessidade de saúde ou emergência que necessitasse da presença e ação deles. José poderia estar levando informações vitais para o bem deles… mas eles não se deram ao trabalho de agir em justiça. Quase todos nós temos algum registro ou conhecimento de atitudes precipitadas, que terminaram mal, ou poderiam até ser pior; pode-se ferir e magoar pessoas; acabar com a reputação de alguém ou de uma instituição séria; podemos ter interpretação baseada em elementos insuficientes ou sem comprovação; podemos “pegar o bonde andando” e o que vemos ou presenciamos tem um contexto inteiramente diferente. Então a palavra nossa hoje, é cautela, sabedoria. Somos construtores de vida, restauradores de ruínas e não provocadores de escombros. Nós construímos, edificamos e abençoamos.

Senhor, obrigado por ser um Deus compassivo e misericordioso; tardio em irar-se e que renovas as tuas bondades todos os dias para os fiéis e que esperam no Senhor. Estamos colocados em lugares estratégicos por tua vontade, para ajudarmos pessoas e salvar vidas; nossos lábios, mentes e corações precisam estar afinados com tua perfeita vontade, todos os dias. O amor do Senhor é que nos move, nunca as ações das pessoas a quem servimos; pedimos renovação de forças e perseverança para os que lidam com situações onde a ingratidão aparece, mesmo quando são beneficiados. Oramos pelos ministérios de socorros e misericórdias que ajudam nas tragédias e dificuldades sociais; obrigado pela abnegação dessas vidas, que servem incansavelmente, até com riscos de suas próprias vidas. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Avistado de Longe

Meditação do dia: 03/07/2020

 “E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele para o matarem.” (Gn 37.18)

Avistado de Longe – À primeira vista, vendo o versículo todo, a minha impressão foi conectar a situação de José, com a situação daqueles delatores do profeta Daniel na Babilônia, que o levou a passar uma noite inteira na cova dos Leões, sendo protegido por Deus. Mas o trato dos leões para com os delatores foi muito diferente; “E ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos” (Dn 6.24). Isso me remete em pensamentos ao que os irmãos de José planejam fazer com ele assim que chegar. Ter uma visão de longo alcance é maravilhoso e pode ser o diferencial para antecipar movimentos, quando à serviço do bem. Ver ao longe é uma bênção, pois aliado a um bom caráter e um instinto criativo e empreendedor, sem dúvida alguma pode fazer maravilhas; mas se estiver a serviço do mal, é um risco muito grande, porque tal pessoa pode ser comparada a uma ave de rapina, no sentido predadora. Gosto de ligar essa capacidade de avistar ao longe para o bem, e quando a cena é romântica, fica ainda melhor. Aqui podemos ver os olhares de Isaque e Rebeca antes de se encontrarem, se viram de longe e então foi só correr para o abraço. “E Isaque saíra a orar no campo, à tarde; e levantou os seus olhos, e olhou, e eis que os camelos vinham. Rebeca também levantou seus olhos, e viu a Isaque, e desceu do camelo” (Gn 24.63,64). Na nossa meditação de hoje, podemos aprender o significado dos ensinos de Jesus sobre a obediencia ao chamado de servir no ministério e sair do zona de conforto e adentrar em lugares que podem ser verdadeiros covis de lobos. São os chamados riscos do ofício de amar as pessoas que ainda não respondem ao amor de Deus e em vez de boas vindas, pode ser que os mensageiros sejam recebidos com hostilidade e até violência. “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas” (Mt 10.16). Ser ovelha no meio das demais ovelhas é bem fácil e confortável;  mas Jesus envia algumas das suas ovelhas-missionárias para o meio de lobos; aí a pressão é grande. O Mestre recomendou duas atitudes nessa situação: Prudencia e simplicidade, aqui nessa versão aparece inofensivos. José estava vendo ao longe os seus irmãos e assim o final da jornada e após uma longa jornada, no coração havia a expectativa de acolhida, alimento, água e descanso seguro. Mas do outro lado, eles estavam armados até os dentes de más intenções e imaginações perversas contra alguém indefeso, tanto em número quanto em atitudes. Precisamos lembrar que os homens são instrumentos, mas quem realmente escreve e dirige a nossa história é Deus e nele é que deve estar concentrado o nosso coração e permanecermos olhando para ele. Não perca de vista sua chamada e nem sua missão dada por Deus por causa de homens que tem idéias diferentes e até opostas às suas e as de Deus. Cumpra seu ministério! Não alimente a ilusão de que sempre as coisas precisam ser favoráveis e as pessoas sempre prestativas e apoiadoras, por que não são e não serão; mas isso não muda nossas ordens de serviço.

Senhor, obrigado pelas pessoas que conseguem ter uma visão de longo alcance e fazem uso disso para glorificar o teu nome e planejar coisas boas e grandes para o bem de todos. Mas pedimos graça e sabedoria para lidar com a adversidade e a oposição ao que temos recebido como missão de vida. Lemos na Palavra que “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo deu sua vida por nós, sendo nós ainda pecadores.” TE agradecemos pelo encorajamento e apoio que o Espírito Santo nos dá e nos fortalece para sermos fiéis até o fim. Em nome de Jesus, oramos e adoramos, amém.

Pr Jason

José Seguiu Seus Irmãos

Meditação do dia: 02/07/2020

 “E disse aquele homem: Foram-se daqui; porque ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu atrás de seus irmãos, e achou-os em Dotã.” (Gn 37.17)

José Seguiu Seus Irmãos – A simplicidade pode ser a maior sofisticação e quando isso acontece e é reconhecido é muito gratificante. Mas coisas simples, tarefas simples podem se tornar complexas e algumas delas até mesmo inviáveis ou exigir replanejamento. Estamos acompanhando José desde que ele saiu de casa, para à pedido de seu pai Israel, ir até Siquém, para obter notícias dos seus irmãos e informações de como estavam os rebanhos e o trabalho deles no apascentamento. Nada demais, nada complicado que um rapaz de dezessete anos não pudesse fazer. José atendeu com alegria e prontidão ao pedido de seu pai e partiu, mesmo consciente de que alguns riscos e perigos poderiam acontecer no caminho e de fato aconteceram. Assim que chegou nos arredores da cidade, percebeu que não havia vestígios deles por ali até que teve um encontro com um homem prestativo que percebeu que José estava perdido e perambulando pelos campos. Agora ele tinha uma informação precisa e recente de que eles haviam se deslocado para Dotá, uma próxima cidade ali na mesma região. Estamos acompanhando o esforço de José para cumprir sua missão de encontrar os irmãos, estar com eles o suficiente para colher as informações que trariam  descanso a seu .pai. Até aqui, está tudo nos conformes! O esforço de José merece ser recompensado, pela perseverança, criatividade em procurar e acolher a ajuda que lhe fora oferecida por um estranho e pelo desejo pessoal de encontrar e rever os irmãos. Todos os dias nos levantamos e dizemos bom dia para alguém, não apenas como cortesia e educação, mas é um desejo de que tenhamos de fato um bom dia, no trabalho, na família e nos relacionamentos. Se aguardamos alguma novidade, esperamos que venha como boa notícia e com expectativas de realização. Mas já notaram, que no fim do dia ao fechar o balanço, nem sempre tudo foi flores e alegrias? Sim; mas já sabemos que ventos contrários também levam o barco para frente, basta saber manejar as velas. Mar calmo nunca fez bons marinheiros. Como adoradores do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, acreditamos no cuidado e proteção, mas não em salvaguardas de não sermos afetados e atingidos por dificuldades. Estamos num campo de treinamento, e ainda que seja cansativo, dolorido e repetitivo, podemos confiar que os exercícios são programados e supervisionados pelo Senhor; ele não permite nada além da nossa capacidade de suportar, isso já está contemplado no Manual. “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” I Co 10.13). Quero muito lembrar vocês que estamos vendo em tela grande a vida de José, e já lemos o roteiro todo e portanto já sabemos o fio da meada, que não lhe será favorável por um bom tempo até que chegue o tempo das bênçãos e colheitas de tudo que ele semeou de bom ao longo do caminho. Sabemos que nos próximos capítulos, digamos as cenas dos próximos episódios já são fortes, e que se pudéssemos diríamos para ele não encontrar esses irmãos, ou ter mais cuidado pois vão armar para ele. Acontece que estamos também vivendo a nossa própria história, que está sendo escrita e como José, não sabemos nada dos próximos passos; podemos estar próximos das maiores dificuldades de toda a nossa história, como também podemos estar chegando no tempo de refrigério. Não sabemos nada do futuro, mas conhecemos bem alguém que sabe tudo de futuro, inclusive, ele é quem escreve os roteiros e podemos confiar na sua capacidade de criar uma boa história e com finais felizes. “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jr 29.11). Não desista de procurar os seus irmãos; não desanime de fazer o que acredita ser o certo e estar dentro da perfeita vontade de Deus. Não aceite as lutas como inimigas que querem destruí-lo; aceite-as como instrumentos de crescimento e desenvolvimento da sua fé e comunhão com Deus. Tenha hoje um bom dia, mesmo com lutas, mas um bom da.

Senhor, obrigado por estar andando conosco no dia de hoje. Só por hoje permaneceremos firmes e determinados a vencer. Nos ocuparemos das lidas do dia de hoje e precisamos experimentar tua bondade necessária e suficiente para hoje. Obrigado pelas amizades e companheirismo até de pessoas que não conhecemos, mas que aparecem e fazem o nosso dia valer muito. Obrigado pelos que servem e facilitam o nosso dia e nos permite servir naquilo que é realmente o nosso lugar e a nossa tarefa. Conceda-nos perseverança na busca pelos irmãos que estão em algum lugar e precisamos servir juntos e cooperarmos, porque esta é a vontade do Pai, que nos enviou e nos capacita. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Onde Eles Apascentam

Meditação do dia: 01/07/2020

 “E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles apascentam.” (Gn 37.16)

Onde Eles Apascentam – Onde naturalmente responde a perguntas sobre lugares, mas também pode servir para respostas sobre condições e situações. Uma das regras da verdadeira interpretação de textos, não só bíblicos, é a regra que diz que o intérprete precisa olhar e ver o texto pela ótica do autor; quando se consegue entender pelo ponto de vista de quem escreveu, isto é, entrar na mente do autor e pensar como ele pensou e ver como ele via, então chegamos a verdadeira interpretação. Isso pode ser aplicado por nós tanto para a autoria humana quanto para a divina, em relação aos textos sagrados. As verdades e princípios que Deus deseja transmitir a nós e a quem se interessar, estão contidos nos contextos das histórias e experiencias das pessoas que tem a narrativa nos registros sagrados. Aqui, estamos acompanhando a vida de José, o filho de Jacó/Israel e por mais que queiramos dizer que as ações só começaram mais tarde, com o encontro dele com os irmãos e a sequencia no Egito e até o final; na verdade, toda história de fato tem seu início nos propósitos eternos de Deus. Se dissociarmos uma coisa da outra estaremos mutilando o entendimento verdadeiro. Se alguém pela primeira ler essa meditação e tomar conhecimento da minha existência, justamente nesse primeiro dia de Julho de dois e vinte, não significa que passei a existir hoje; para essa pessoa se inteirar de tudo ela terá que retroceder nas pesquisas sobre minha história, que já conta mais de sessenta anos, embora a maioria dos acontecimentos não venha a lhe interessar, mas eles existem e são o meu contexto de vida e foi a soma de tudo isso que fez o pastor Jason ser o que é hoje, como todos os erros e acertos, virtudes e defeitos. Para nós que estamos agora no encalço de José, também o todo de sua existência até agora com dezessete anos, é parte do todo no qual Deus está construindo algo maravilhoso. Literalmente e na sua jornada, ele está indo de encontro aos seus irmãos, quando na verdade está indo ao encontro de sua história de sucesso e isso é um passo na construção de seu treinamento. Onde os seus irmãos apascentam é o seu destino atual e alguém precisa lhe dar novas instruções, porque as coisas mudaram desde a ordem que seu pai lhe dera. Por que mudaram? Por que as coisas mudam constantemente e somos apanhados no meio de um desenrolar de fatos? Podemos perceber tanto lá quanto cá, que o controle das ações nem sempre, quase nunca ou definitivamente não está em nossas mãos. Não temos o controle da história, Deus sim. Os irmãos de José mudaram de lugar, porque estando no comando do pastoreio dos rebanhos eles precisavam se locomover ao encontro do suprimento das necessidades do rebanho, não deles próprios. Quem se ocupa de uma responsabilidade como pastorear a sua vida tem que estar flexível às demandas do rebanho; são suas necessidades que produz as ações e em função delas que se pratica o verdadeiro apascentamento. Onde os irmãos de José apascentavam, era onde precisavam estar e deveriam ser ativos, criativos e desapegados ao próprio conforto, favorecimento e privilégios. Se as coisas mudaram no entorno de sua caminhada e ministério para Deus, não se estresse e nem se desgaste por isso além do necessário pelo próprio trabalho; o Senhor de tudo e de todas as coisas, sempre terá um homem para passar a informação correta sobre o algo novo que se apresenta. “Certamente o SENHOR Soberano não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas (Am 3.7). Deus não tem obrigação de ficar dando explicações, afinal ele é soberano; mas se trata dele ser também um Pai, alguém generoso, misericordioso, benigno e compassivo para com todos os seus filhos. Deus sabe como ninguém desenvolver os papeis que lhe cabe; como Senhor ele determina as atividades e provê todos os meios e recursos para a consecução das tarefas. É função do senhor prover os seus servos e ao mesmo tempo é função dos servos confiarem na capacidade do seu senhor. Onde apascentam nossos irmãos, onde devemos ir procurar e onde teremos as respostas e as soluções está ligado à obediência e a aprender a exercer a obediência e seguir instruções. Ande em fé e pela fé!

Senhor Deus e Pai, obrigado por saberes exatamente onde é o campo de trabalho que devemos encontrar nosso lugar e realizar nossa missão. Queremos consagrar a Ti as nossas vidas um exercício legítimo de fé e obediência à tua vontade e realizarmos a nossa parte da tarefa no Reino e produzir edificação e crescimento na igreja nesse novo mês e semestre que iniciamos hoje. Abençoamos nossos trabalhos e responsabilidades que nos cabem a cada dia. Oramos em fé, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Procuro Meus Irmãos

Meditação do dia: 30/06/2020

 “E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles apascentam.” (Gn 37.16)

Procuro Meus Irmãos – No livro “O Contrabandista de Deus” do irmão André, um holandês que fez história e ministério contrabandeando bíblias e suprimentos para os cristãos nos países comunistas, nos anos sessenta e setenta. Fundou a Missão Portas Abertas, que ainda hoje serve de voz para a igreja e os cristãos perseguidos. Num trecho da sua narrativa ele conta que chegou em um pais fechado e tinha marcado encontro com um contado, que demorou para aparecer e enquanto isso, ele que não falava uma única palavra naquele idioma, começou a conversar com as pessoas ali, utilizando as suas Bíblias, abrindo em um versículo e apontava cada um lia na sua língua e assim sabiam do que se tratava. Assim lhe perguntaram o que ele fazia ali, e ele então abriu sua Bíblia em Gn 37.16 e mostrou que buscava os seus irmãos. Li esse livro nos anos setenta logo após a minha conversão e até hoje, todas as vezes que passo por esse texto, me lembro do Irmão André e sua jornada de apoio aos cristãos atrás da Cortina de Ferro. José estava na sua jornada em obediência ao pedido de seu pai, indo ao encontro de seus irmãos, que originalmente estavam apascentando seus rebanhos nas imediações da cidade de Siquém. Vamos pensar aqui hoje no nosso trabalho de fazer a obra de Deus, juntamente com as muitas outras pessoas que também estão empenhadas no serviço do Reino de Deus. O trabalho quando feito em parcerias pode ser muito mais eficaz e a produtividade pode ser multiplicada várias vezes. Quando o trabalho é iniciante, ou pequeno, o esforço maior é para que aja crescimento e multiplicação numérica e ao mesmo tempo, já estruturado com boa base, para que suporte o peso do crescimento. Toda edificação só atinge o nível que suas bases suportam, senão tudo irá ruir e dará perca total. Pastores de igreja pequenas, líderes de ministérios iniciantes e ainda pequenos, devem lembrar-se dos ensinos de Jesus sobre os construtores que edificaram suas casas sobre o que acreditaram – um sobre a rocha e outro sobre a areia. O tempo e as tempestades da vida se encarregaram de validar o trabalhar de cada um. Quando o rebanho já é grande, exige-se cuidados adicionais e mais investimentos em especializações por áreas, para que o todo seja atendido com qualidade. Ministérios concentrados na figura de uma única pessoa não é saudável. A obra é de Deus e não humana; homens passam, falham, morrem e um ou a combinações desse fatores podem destruir algo que consumiu muito tempo e energia de muitas pessoas boas, santas e dedicadas. Procurar os irmãos pode ser pensado como buscar ajuda, apoio, parcerias e pessoas com quem podemos prestar contas e caminhar juntos. Todos temos pontos fortes e fracos e os dons no Corpo de Cristo são diversificados, exatamente para que todo o corpo seja beneficiado. Os dons e talentos de cada membro e parceiros servem de ajuda para produzir um discipulado que espelhe a multiforme graça de Deus. Nenhuma pessoa sozinha é boa e completa o suficiente para exteriorizar toda a plenitude de Cristo como Cabeça da igreja. É preciso reconhecer estamos num corpo e dependemos da participação dos outros membros. “Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” (Rm 12.4,5). O ministério colegiado é gratificante, embora exija o melhor de cada um em cem por cento de comprometimento, mais confiança recíproca, tolerância em níveis maiores, muita renúncia e disposição de servir. Vai encarar? Morrer para a individualidade e viver para a comunidade não é um processo fácil e agradável, mas é um excelente caminho ministerial.

Senhor Jesus, obrigado por ter feito um bom trabalho de discipulado, com os doze e assistido ainda multidões e no devido tempo estavas lá no Calvário, se entregando por todos nós. Graças rendemos porque o teu discipulado criou as bases para sustentar a Tua IGREJA, até hoje e para todo o sempre. É o Senhor pessoalmente que edificas a tua igreja, por isso nem mesmo as portas do inferno podem contra ela. Obrigado por levantar ministros e obreiros para a tua seara e diversificar os dons e os talentos para servirmos com qualidade, mas juntos, em comunhão e cooperação. Em teu nome, Jesus, oramos agradecidos. Amém.

Pr Jason

O Que Procuras?

Meditação do dia: 29/06/2020

 “E achou-o um homem, porque eis que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe o homem, dizendo: Que procuras?” (Gn 37.15)

O Que Procuras? – O que move o mundo, são as perguntas ou as respostas? Nem sempre as respostas são tão óbvias e nem todos os peritos sabe de fato as variáveis possíveis de questões que alguém nunca perguntou ou a atenção de ninguém nunca esteve voltada para aquele ângulo. Na leitura de um texto sobre investimentos, me deparei com uma preciosidade, pelo conjunto da obra, vou reproduzir um trechinho: Em 1997, Robert Frank estava lecionando o tradicional curso de Introdução à Economia em Cornell, curvas de oferta e demanda, tudo dentro do esperado, quando uma aluna chamada Jennifer chamou sua atenção com uma pergunta inusitada. Por que as noivas gastam milhares de dólares em vestidos de casamento que elas nunca mais vão usar na vida, enquanto os noivos preferem alugar ternos que eles facilmente poderiam usar de novo em diversas ocasiões futuras? De um ponto de vista estritamente econômico, o comportamento dos noivos e noivas parece contraintuitivo. Os economistas diriam simplesmente que “não faz sentido”. Indo fundo na pergunta de sua aluna, Frank acabou chegando a uma crítica importante: aqueles que estudam muita teoria econômica acabam se tornando péssimos interlocutores em situações reais da vida pessoal ou profissional. A Jennifer estava pensando fora da curva, como é a linguagem atual. Um homem encontrou um jovenzinho, um adolescente perdido, vagando pelos campos periféricos de Siquém e percebendo que ele não era dali; estava trajando uma capa muito bonita, várias cores e parecia querer avistar algo ou alguém. Se dirigindo a ele perguntou “O que Procuras?” José sabia o que estava procurando, e deveria haver sinais evidentes do que procurava, pois era um grupo de dez pessoas, apascentando um rebanho, que por sinal deveria ser enorme. No oriente normalmente um pastor sozinho cuida de centenas de cabeças. Certamente não seria difícil localizar algo dessa dimensão, todavia ele não estava conseguindo. Em nossa jornada da vida e a vida espiritual não pode ser dissociada disso, encontramos esse cenário diversas vezes; em alguma situação nós é que estamos à procura, desorientados, embora saibamos o que precisa ser encontrado. Em outras situações encontramos pessoas cruzando os nossos campos de ações e percebemos que estão no lugar errado, se é que estão procurando alguma coisa. Por mais estrando que parece, em certas ocasiões, a pergunta não é feita e tudo se limita a troca de olhares, olhares vagos, descompromissados e alheios ao drama do outro. Uns de nós não querem se comprometerem com a jornada de outros; alguns não estão fazendo nem o seu trabalho e porque se meteria na seara dos outros? Hoje, a minha pergunta fora da pergunta é: Quem se importa? Eu me importo? Você se importa? Deus se importa? Me lembro de Jesus saindo de Jericó e um cego lhe veio ao encontro clamando: “E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se, e foi ter com Jesus. E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista. E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvo” (Mc 10.50-52). Jesus perguntou porque se importava, se interessava, ainda que muitos dos seus seguidores não se importaram e até tentaram silenciar e impedi-lo de chegar ao Mestre. Tenha horas que a gente pensa que muita coisa não mudou; o que tem de seguidor de Jesus mais dedicado a impedir e atrapalhar do em ajudar e facilitar o acesso das pessoas necessitadas ao amor e a graça de Deus. Por que Jesus perguntou o que ele queria? Não era óbvio que todo cego quer ver? Claro que não! Algum cego poderia dizer, cura não! Se eu for curado, não poderei pedir mais, terei que arrumar um trabalho! Cura não! Perderei meus benefícios previdenciários! Perderei o direito de prioritário! Perderei…. Se Deus mudar a minha vida para melhor, ficará pior! Assim tá ruim, mas tá bom, já me acostumei! Você já pensou na seriedade com que ora a Deus e até que ponto o seu caráter está envolvido em transformações verdadeiras? De fata, você sabe o que procura? Sabia que mais cedo ou mais tarde, um homem vai te encontrar e fazer a pergunta: “O que procuras?” Durante a escrita me veio ao coração uma canção antiga dos anos setenta, de Ozéias de Paula, que falava sobre “Ninguém se importa;” vou deixar o link, pode ser edificante ou ajudar em alguma coisa. https://youtu.be/wbmWDvToJY0

Senhor, Deus e Pai, de eternas misericórdias e bondades, agradecemos a oportunidade e o privilégio de estarmos à procura de alguma coisa, e o teu Espírito Santo sabe de todas as coisas, incluindo a sinceridade da nossa busca. Quando o Senhor nos encontra desorientados e perdidos e faz a pergunta chave, nem sempre sabemos responder de pronto, o que de fato estamos buscando. Trata oh! Senhor em boa medida com a nossa condição e guia-nos para encontros verdadeiros e transformadores, por tua bondade. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Andar Errante Pelo Campo

Meditação do dia: 28/06/2020

 “E achou-o um homem, porque eis que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe o homem, dizendo: Que procuras?” (Gn 37.15)

Andar Errante Pelo Campo – Os campos me fascinam desde muito cedo. Goiano do interior, crescido em roças e fazendas com todas as belezas e privilégios de desfrutar dos campos floridos, árvores frutíferas tanto dos pomares quanto nativas do cerrado; nadar e pescar nos córregos, riachos e cachoeiras e um sem número de outras coisas, que hoje me dá saudade e orgulho de ter aquilo aquelas coisas na minha infância e até o começo da juventude. O gosto pela natureza e pelos seus significados, foram enriquecidos com o conhecimento das Escrituras Sagradas, que tem tudo à ver com o estilo de vida interiorano, pois os principais personagens bíblicos foram pastores de gado, pescadores, agricultores de diferentes produtos e serviços. O Senhor Jesus fez tão bom uso das figuras e ilustrações da vida simples e das lidas com plantações, colheitas e prazeres da mesa farta, que qualquer caipira ao se converter a Cristo e estudar a Bíblia, se sente em casa e bem à vontade. Algumas expressões me atraem a atenção, porque literalmente significam algo e figuradamente produzem ensinamentos de uma riqueza maravilhosa. Posso dizer que “bem-aventurados” os que compreendem como aplicar a simplicidade das Escrituras para solucionar a complexidade da vida controlada pelo sistema que o mundo tenta nos empurrar. Talvez em sequencia simples eu apresente alguma evidencia do que estou incitando a mente de vocês. Começo com Abel e Caim: “E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou” (Gn 4.8). Vida sossegada, irmãos, quatro pessoas no mundo ainda quase perfeito, os dois iniciavam a vida de adoradores assumindo suas próprias responsabilidades de cultuar a Deus; cada um trouxe sua oferta. Caim chama o irmão para uma conversa estando “os dois no campo.” Simplicidade e confiança de um e maldade e perversidade de outro. Isso ainda produz aprendizagem até hoje! Outra citação que é muito viva no meu coração, é sobre Sansão: “Depois teve esta mulher um filho, a quem pôs o nome de Sansão; e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou. E o Espírito do SENHOR começou a incitá-lo de quando em quando para o campo de Maané-Dã, entre Zorá e Estaol” (Jz 13.24,25). Um homem nascido sob promessa divina, cresceu, abençoado por Deus, o Espírito de Deus começou a “incitá-lo para o campo.” Pessoas vocacionadas, cheias do Espírito, andando sob a bênção de Deus tem forte atração pelos campos, é prá lá que Deus os leva. Sansão era para o campo de Maané-Dã, entre duas cidades; qual o campo para o qual Deus te chama e o Espírito de “incita?” Vou reduzir as ilustrações senão vai se tornar uma série de meditações sobre o tema, mas vamos fechar com uma especial: Jesus: Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até a colheita? Eu, porém, vos afirmo: erguei os olhos e vede os campos, pois já estão brancos para a colheita (Jo 4.35). Jesus ensinando o valor do trabalho evangelístico aos seus discípulos e nos mostrando que os “campos estão aguardando trabalhadores.” Tem muito serviço a ser feito. Mas na experiencia de José na sua primeira viagem ao encontro dos seus irmãos, para fazer a vontade de seu pai, ele se perdeu em algum detalhe e acredito que o fato dos irmãos terem se deslocado da região de Siquém, o fez perambular, vagando para encontra-los e nessa procura passou a andar errante pelo campo. Ela tinha sentido de propósito, sabia o que estava procurando e o que tinha que fazer, mas ainda assim estava errante em sua caminhada. Encontramos membros de igrejas, obreiros leigos e pastores com boa formação e com autoridade e ministérios reconhecidos, mas que por razões outras, andam errantes no campo, as vezes no seu  próprio campo já demarcado e estabelecido. Igreja se perdem na sua missão e se transformam em muitas outras coisas e instituições, menos igreja. Autocrítica faz muito bem e deve periodicamente estar sendo exercitada individualmente e corporativamente para não incorrermos em nos perdermos e ainda que não deixemos de fazer nossa missão, mas poderemos atrasar e postergar decisões e ações. Quando se trata de campos brancos para a colheita, atrasos e desvios podem custar muto caro para todos, especialmente para as almas que se perdem sem serem alcançadas pelos ceifeiros do Senhor da Seara. Você está bem? Está na rota certa e no tempo certo? Não ande errante pelos campos da vida, ainda que seja a sua vida!

Pai, obrigado pela direção que o Espírito Santo oferece para todos os filhos e todos que prestam atenção, pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus, disse Paulo (Rm 8.14). Pedimos sabedoria e graça suficiente em Cristo Jesus, para andarmos pelos campos brancos, mas em ação produtiva e eficiente para que os frutos do penoso trabalhos dos semeadores e daqueles que cuidaram não se perca e as preciosas almas, vidas amadas e compradas pelo sacrifício de Cristo não sejam colhidas e acolhidas pelo amor do Pai. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Encontrado

Meditação do dia: 27/06/2020

 “E achou-o um homem, porque eis que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe o homem, dizendo: Que procuras?” (Gn 37.15)

Encontrado – A história de um é a história de muitos! Quando visto de um ponto de vista único, todos os homens se uniformizam e o nivelamento acaba fazendo a média, que em essência prevalece sobre os pontos mais baixos, mas está também distante dos picos mais altos. O profeta Isaias faz uma descrição da situação vista dos céus: Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos (Is 53.6). estou mantendo a linha de pensamento da aprendizagem pelo caminho da tipologia bíblica; assim olhamos a saga de José, que está entrelaçada com a de seu pai Israel, pois o filho é a continuidade da vida e da história do pai; está também conectada à vida de seus irmãos e o que acontece a um, influencia a todos, pois faziam parte de um propósito maior e mais abrangente que nem eles mesmos viam primariamente tudo. À medida que a trama toda vai se desenvolvendo, cada peça vai assumindo sua posição de relevância e complementando a de todos. Foi assim que partiram de irmãos briguentos a uma grande nação unida e aliançada com Deus e com a própria história através da fé e da adoração ao único Deus e Senhor das alianças. A nossa história, também não é nada diferente, pois fomos alcançados e entramos numa aliança eterna, já em andamento e batizados num corpo já em pleno funcionamento, sob as promessas e as bênçãos de Abraão. José partiu para sua jornada – que era também a missão dada pelo pai – para encontrar os irmãos. Ele aqui, nessa cena é um de nós, seguindo o caminho mas por razões múltiplas, se afastou e se perdeu. Todos já vimos isso acontecer ao nosso redor e até conosco mesmo. Isso é totalmente humano, faz parte da vida de todas pessoas. Parte com um destino certo, com uma visão certa e até a motivação correta; Mas o caminho é longo e oferece alternativas, distrações e oportunidades até que se descobre já desorientado e perdido, longe do caminho e mais longo do alvo proposto. Como humanidade chegamos a um tal ponto que precisou de intervenção divina: “Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Rm 3.12). Espiritualmente onde há uma necessidade, há também a fonte de recursos; de onde surgem os problemas, emerge também a solução; a causa das indagações é também de onde virá as respostas. Um homem envia o seu filho ao encontro dos irmãos, e um homem aparece para mostrar-lhe que estava perdido e necessitado de orientação e ajuda. Quem é esse homem? Pode ser eu, pode ser você, pode ser a igreja, mas sempre um homem estará sendo o instrumento de Deus para abençoar os demais homens. A doutrina da redenção mostra que todos os homens se perderam, mas a solução foi providenciada por meio de um homem, que veio de entre os homens. Missões, evangelismo, testemunho de vida e ministérios são homens levantados por Deus para mostrar aos outros homens a condição em que se encontram e o caminho de volta para encontrar os irmãos. Precisamos estar disponíveis a Deus e aos homens que são o nosso campo de serviço. Não importa o que façamos em nossas jornada e como ganhamos a vida em termos de trabalho; tudo termina sempre em gente, em pessoas. Deus ama pessoas, as perdidas, as já encontradas e as dispostas a encontrar as demais. Uns vão cuidar dos feridos, outros lidarão com treinar os resgatadores; uns estarão suprindo e provendo para os que vão e outros suprindo os que ficam e mantendo todos motivados, unidos e envolvidos. Tem lugar para todos, qual é o seu? Onde é seu posto. Você precisa ser encontrado e permitir se encontrar para continuar sua jornada.

Senhor, obrigado por vir nos encontrar quando estávamos perdidos e desorientados no caminho. Obrigado por sermos também os instrumentos expressão de teu amor por pessoas nesse mundo. Servir ao Senhor é servir também às pessoas. Abençoar pessoas é glorificar o teu nome e valorizar toda a obra da redenção que Jesus consumou lá na cruz. Obrigado, por esse tão imenso amor e cuidado. Nesse dia, queremos nos encontrar com o teu propósito e missão para cada um de nós. Estamos conscientes de que há trabalho a ser feito e muitas vidas para serem cuidadas e ajudadas, e a tua graça e o teu poder estará disponível a todos para a tarefa. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Hebrom & Siquém

Meditação do dia: 26/06/2020

 “E ele lhe disse: Ora vai, vê como estão teus irmãos, e como está o rebanho, e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom, e foi a Siquém.” (Gn 37.14)

Hebrom & Siquém – Qual a sua primeira grande viagem sozinho? Me lembro muito bem da minha primeira experiencia solo. O nervosismo da viagem, a responsabilidade do que ia fazer e a expectativa se apresentar sozinho, embora eu deveria ter treze anos. Agora dando uma olhadas nos modernos recursos, a minha jornada era de aproximadamente cem quilômetros e a de José era de aproximadamente oitenta quilômetros e ele com quatro anos à mais que eu. Separando-nos ainda uns quatro mil anos e nem levando em conta que iria eu ônibus e ele à pé. Os riscos dos dois eram imensamente diferentes, sendo que ele teria que enfrentar paradas para se alimentar, descansar e dormir pelo menos duas noites até chegar. Não estou falando dos perigos de feras selvagens, como leões, raposas, logos e até ursos; se Davi anos mais tarde matou um urso que atacou seu rebanho, significa que eles existiam naquele território. Comparações inúteis à parte, vamos observar que para cumprir uma ordem de seu pai e trazer notícias dos irmãos e dos rebanhos, José teria que literalmente empreender uma jornada, com todos os ingredientes que ela oferece. Como a vida de José pode ser observada por nós, como um modelo de aprendizado, obediência e vocação, seguir os seus passos também vai nos levar a ponderar as decisões que temos que tomar e que todas elas trazem consequências e ou resultados. Quero focar minha atenção nos valores da obediência solícita desse jovem, que desejava agradar ao pai e a obediência ainda que lhe viesse a custar alguma coisa, era a melhor decisão e ele nem mesmo cogitou questionar. Israel confiou uma tarefa grande ao filho; José acolheu aquela oportunidade como sua vez de ser realmente útil e comprovar que estava amadurecendo e seria confiável para missões maiores após cumprir aquela. Não sou engenheiro de obra pronta, para dizer que Israel estava expondo o filho a um perigo desnecessário e no mínimo deveria ter providenciado uma companhia de viagem, um servo ou adulto de confiança; sabemos que todos os pais já vestiram a pele de Israel, depois do resultado quando os outros filhos voltaram para casa e não José e sobrara apenas uns trapos da túnica colorida do filho. Ele deve ter pensado e repensado centenas de vezes e se culpado ou orado pedindo orientação e confirmação divina no seu coração sobre o que de fato acontecera. O que pode acontecer entre dois vales e setenta e sete quilômetros de distancia? José morava no vale de Hebrom e os irmãos estavam trabalhando com o gado no vale de Siquém. Figuradamente na jornada de fé, vales são lugares de aprendizado, humilhação e recomeços. Quem está no vale, para duas direções terá que subir até alcançar uma nova vista e se orientar. Em outras duas, provavelmente continuará no vale, subindo ou descendo, mas ainda no vale. Também se entende que vale é um lugar de serviço. É o correspondente ao avental; entre os montes das visões, sempre há o vale do serviço. Existe o banquete dominical, mas também o avental do serviço semanal. Fazem parte da vida do peregrino e do discípulo. Para José o roteiro original era de vale a vale, ida e volta. O intinerário foi alterado para cumprir propósitos maiores, que só a sabedoria e a providencia divina sabiam. Sabemos quando partimos e para onde, mas será uma jornada onde a fé será o elemento predominante e sem ela, não podemos agradar a Deus. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6).

Obrigado Senhor, Deus e Pai; graças te damos e reconhecemos que a nossa jornada precisa ter início, meio e fim, sendo que tens autoridade e direito de interferir no trajeto e nos fatos da caminhada. Nossa experiencia indica que és fiel em todo tempo e nada irá interferir nos propósitos santos e eternos que tens para com as nossas vidas. Como pais ou filhos, enviamos e somos enviados; delegamos tarefas e somos agraciados com oportunidades de servir e em todas elas, precisamos sermos fiéis e estarmos prontos para os desafios. Nosso coração confiará na tua capacidade de cuidar e proteger os que foram enviados e estão em jornadas que oferecem riscos e perigos; mas as vidas que serão ajudadas e abençoadas precisam desse cuidado e serviço. Envia, Senhor, mais servidores e caminhantes para essa jornada. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason