Nas Margens do Nilo

Meditação do dia: 17/10/2021

“Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.” (Êx 2.2)

Nas Margens do Nilo – Ao descrever numa poesia as margens de um rio, seja ele qualquer for, a primeira idéia é de encantamento, beleza e vida. Em certas culturas a religiosidade local atinge um nível tão alto de misticismo, mitologia e sincretismos que elementos da natureza se tornam sagrados e até divindades. Os antigos egípcios conheciam e admiravam tanto o Nilo que este era representado por um deus. Hapi era considerado o deus das águas do Nilo e para os egípcios ele foi o responsável por manter o controle e fornecer todo o alimento advindo do rio (Wikipédia). Nossos personagens bíblicos, viviam nesse antigo Egito e num tempo em que essas crenças eram difundidas e cultivadas. Muitos deles viviam às margens ou na região do chamado Delta do Nilo, regiões extremamente férteis devido as cheias e baixas anuais, que distribuíam sedimentos que favoreciam a produtividade e a vida naquelas margens. Voltando ao nosso tema principal, que os primeiros dias de vida do menino Moisés, que futuramente seria o libertador dos hebreus do cativeiro sob o jugo de Faraó e dos egípcios. Os pais dele estavam buscando uma forma de mantê-lo à salvo e não mediam esforços nessa tarefa. Na impossibilidade de mantê-lo seguro em casa, devido à lei que determinava o confisco e o extermínio de todos os meninos hebreus; esse perigo chegava cada vez mais às suas portas, pois também haveria o risco de uma denuncia por parte de qualquer outra pessoa, até mesmo uma família hebreia que poderia  estar ressentida com a perca de seu bebê, ou mesmo para evitar retaliações das forças governamentais. Pensando como pais, qualquer lugar longe ou fora de suas vistas é inseguro para seus filhos. As margens do Nilo também não era necessariamente uma escolha tranquila. Além das correntes que poderiam arrastar para longe o cesto com o bebê, ainda era infestado de crocodilos, os famosos famigerados crocodilos do Nilo. Quando se pensa em águas africanas, todos sempre souberam e ainda até os nossos dias, elas oferecem dois dos perigos mais assustadores e mortais da natureza: Os hipopótamos e os crocodilos. Agora imagina o coração dos pais de Moisés, em ter que fazer uma escolha, entre várias situações de riscos à vida daquele bebê! Olhando a história, apenas como história, narrativas de fatos, sem pesar valores de qualquer natureza, sabe-se que eles estavam correndo mais riscos fazendo isso, do que não fazendo e aguardar o dia do mal chegar e bater à sua porta. Olhando a vida e a história com os olhos espirituais, incluindo a fé no plano eterno de redenção da humanidade, pode-se perceber uma batalha de titâs: O bem e o mal – as trevas e a luz, onde o mundo opondo-se a Deus fazia acreditar que se passava apenas uma questão local, específica no Egito, onde o governo estava preocupado com a densidade populacional e o crescimento desmedido de um segmentos da sociedade, que poderia colocar em risco o equilíbrio e a segurança; assim, a ação era legitima, sacrificar uns poucos para o bem de muitos. Para o propósito eterno de Deus, prometido à Adão ainda no Paraíso e ratificado a Noé e sua família e depois pactuado com Abraão e seus descendentes – Cada vida importa! Toda vida importa! Deus estava estruturando uma nação, forjando-a dentro de um contexto que exigiria fé e compromisso, de forma a criar homens e famílias fortes, líderes comprometidos com alguma coisa maior do eles próprios, quer individualmente, quer como família e até como nação. De ponta a ponta, Deus sempre amou o mundo de tal maneira que deu seu filho para salvá-lo. Cada povo tinha e tem um papel muito importante na contribuição para que todas as coisas estivessem alinhadas e prontas no momento certo para tudo dar certo. Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos (Gl 4.4,5). No dia certo, na hora certa José e Maria estavam em Belém, na estrebaria; os pastores estavam nos arredores cuidando dos rebanhos; os magos estavam à caminho de lugares distantes sendo guiados pela Estrela; os sábios escribas estavam com as respostas bíblicas para a consulta de Herodes e dos Magos sobre onde nasceria o Rei dos Judeus, cuja estrela aparecera nos céus. Entre os marcos ao longo do caminho para que tudo desse certo, havia um bebê dentro de um cesto, nas margens do rio Nilo, cheio de crocodilos e outros perigos. E daí? O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra. Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia (Sl 34.7,8). Um lugares mais perigosos do mundo, pode ser o lugar mais seguro para um bebê pequeno e indefeso numa cestinho. Depende que quem está olhando por ele!

Senhor Deus Todo-Poderoso, Senhor da Terra e dos Céus, verdadeiramente não há impossível para ti e não há nada fora do teu controle e governo. Nossas vidas estão plenamente seguras, se estiverem sob os teus cuidados e dentro do centro da tua vontade. Obrigado por colocar fé no coração das pessoas para darem passos importantes em momentos importantes e assim edificarem o teu projeto eterno. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Bebê no Cestinho

Meditação do dia: 16/10/2021

“Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.” (Êx 2.2)

Um Bebê no Cestinho – Para quem fugiu das aulas de geografia, ou só para relembrar o que se aprendeu a muito tempo, O Egito fica na África e o Rio Nilo é um dos principais rios do mundo. O Egito e a África sempre estiveram muito ligados à história do povo de Deus. A Terra de Canaã fica no Oriente Médio, biblicamente, o único outro continente visitado por Jesus, foi justamente a África e precisamente no Egito. “E, tendo eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José num sonho, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito. E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2.13-15). Não nada de estranho ou espetacular ao se colocar uma criança de até três meses num cestinho. Ali ele fica num ambiente aconchegante e confortável para dormir e descansar, sendo também fácil de transportar e colar em lugares seguros e onde os cuidados necessários podem ser prestados, estando ao alcance das vistas dos pais e outros adultos. Mas no caso em que estamos estudando, não vale esses argumentos na totalidade, porque a finalidade era permitir uma chance de um milagre; o bebê Moisés foi colocado naquela arca ou cesta, à espera de um milagre. Quem acredita em milagres? A verdade é que as pessoas que precisam de um milagre, vão depender de uma força e ação sobrenatural de Deus para intervir num curso natural e assim mudar ou reverter algo que humanamente é impossível. Para se ter um milagre, é preciso crer e trabalhar por ele. Tem algumas coisas que só Deus pode fazer e essas não dependem de nós; mas tem algumas coisas que só depende de nós e se não as fizermos, não haverá o milagre. Isso faz parte daqueles princípios espirituais muito importantes, mas ao mesmo tempo muito simples, que a maioria das pessoas ignoram ou não levam em conta e ficam parados esperando de boca aberta. Quer um milagre, trabalhe por ele!!! Posso citar exemplos e mais exemplos bíblicos confirmam isso, é praticamente regra e não exceção. A Viúva que cuidou de Elias, ela tinha e trabalhou com um punhado de farinha e um pouco de azeite e primeiro fez para o profeta – Foi aí que o milagre aconteceu. A outra viúva nos dias de Eliseu, com a multiplicação do azeite – Ela e os filhos trabalharam duro conseguindo vasos e envazando azeite até não ter mais onde colocar. Veja que nos dois casos, a bênção veio à partir de algo que elas já tinham em casa, ainda que pouco, mas foi dali que Deus agiu. As multiplicações dos pães e peixes por Jesus – Alguém ofereceu o que tinha, e era muito pouco, mas nas mãos de Deus tudo mudo e se transforma. Podem estudar todos os milagres que encontrarem na Bíblia e fora dela, vai dar nisso. Aqui, os pais de Moisés utilizaram o que tinham em casa e acessível a eles naquela condição; foram laboriosos e construíram o que lhes era possível, deram o seu melhor, ainda que fosse e parecesse muito pouco. Eles não ficaram chorando, reclamando do governo, das leis e dos vizinhos ou autoridades ou da sorte ou ficaram murmurando que tudo dá errado com eles. Foram à luta, se esforçaram como se tudo dependesse deles e creram como se tudo dependesse só de Deus. Fé e Ação – Orar e agir – Crer e trabalhar!

Senhor, obrigado pelas preciosas lições de vida e fé que aquelas pessoas nos transmitem ainda hoje, milhares de anos depois do acontecido. Tudo o que foi escrito na tua Palavra, foi para nossa edificação e consolo e conforto que só o Senhor pode oferecer. Agradecemos por essas palavras produzirem descanso para nossas almas e corações e alimentar a nossa esperança de que haverá dias melhores, não porque a vida e o curso da história indica isso, mas porque aquele que pode todas as coisas está sentado no trono e governa com verdade e justiça. Louvado seja o Senhor e seu amor para com todos nós; oramos sem nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Barro e Betume

Meditação do dia: 15/10/2021

“Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.” (Êx 2.2)

Barro e Betume – Ao criar o mundo e prepara-lo para ser habitável ao ser humano, Deus providenciou todos os recursos para que o homem desfrutasse de uma qualidade de vida e desenvolvesse as suas habilidades e criatividade para o seu próprio bem e da vida em comunidade. Muita coisa que nova, inédita, tecnologicamente inovadora, disruptiva, na verdade não passa de mais do mesmo, nas palavras do rei Salomão: “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós” (Ec 1.9,10). Não me entendam mal, só estou me referindo que todos os meios e recursos necessários para a vida e o progresso, ficaram prontos na criação; bastava ao homem ir desenvolvendo tecnologias para uso e aproveitamento daquilo que já estava disponível. Por exemplo: Energia elétrica, Nikola Tesla (1856-1943) é responsável pela corrente alternada, que permite a eletricidade como a conhecemos, mas a energia em si sempre esteve presente aqui no mundo, desde a criação. Agora estamos com a febre da energia solar e eólica, mas acredito que o sol e os ventos são até um pouquinho anterior ao homem na terra. Outro exemplo é o petróleo; dando uma olhadinha rápida na Wikipedia, encontra-se muita coisa: Acredita-se que o uso do petróleo esteja datado desde os primórdios da civilização. Povos do Oriente Médio, Egito, Mesopotâmia, da China já haviam tido contato com o combustível fóssil e o utilizado nas formas de betume, asfalto para pavimentação de estradas, iluminação, lubrificação, fins bélicos. A indústria petrolífera surgiu em meados do século XIX, quando foi desenvolvido o processo de refinação do óleo na Escócia. Pois aqui no nosso texto vemos os pais de Moisés fazendo uso do derivado do petróleo para impermeabilizar a cesta que transportaria o menino. Novamente estamos vendo o uso de recursos naturais, simples e o que está à nossa disposição para realizarmos os projetos de Deus, que na verdade são os projetos de nossas vidas. Alguém aí tem qualquer dúvida de que criar Moisés não seria um grande ministério para aquela família? Minha pergunta é, se a maioria de nós consegue ver sentido e significado em suas vidas ao cuidar bem de coisas simples, como criar e educar os filhos, preparando-os para a vida e não para arrumar um emprego? Por outro lado, o que Deus vai usar para salvar uma situação difícil em nossas vidas e famílias, poderá será algo simples que já temos ou está disponível a muito baixo custo. Não crie expectativas altas demais que não condizem com sua realidade atual, o que será, virá à partir do que já existe e é realidade à sua disposição. Não invente a roda novamente! Permita Deus transformar e criar valor no que ele mesmo te deu.

Senhor, agradecemos muito a sua generosidade ao cuidar de nós e de nossas famílias, fazendo uso daquilo que está disponível a nós no presente. Somos agradecidos por colocar em nossas mãos coisas pequenas, simples e através delas o Senhor pode fazer milagres, verdadeiras transformações que glorificam e expressam a tua grandeza e a maravilhosa sabedoria do Deus mais que suficiente. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Uma Arca de Juncos

Meditação do dia: 14/10/2021

“Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.” (Êx 2.2)

Uma Arca de Juncos – Uma arca de juncos aqui, é o equivalente a uma cesta de vime, ou de outro material vegetal disponível para artesanato de baixo custo, para uso doméstico. Os pais do menino formoso eram escravizados como todos os demais hebreus no antigo Egito e não dispunham de muitos recursos que lhes permitissem algo mais sofisticado. Mas já sabemos que a simplicidade é a maior sofisticação. Moisés foi colocado numa cesta barata, talvez feita pela própria mãe ou pai; Jesus nasceu num estábulo que não era de seus pais humanos, nem avós ou parentes, fora um local cedido por falta de vagas nas hospedarias de Belém. Nasceu e foi colocado numa manjedoura, ou num coxo de dar comida para os animais do proprietário. Ainda assim, são pessoas cujas histórias mudaram o curso da vida tal qual a conhecemos. Muitas das pessoas que admiramos pelo que são ou fizeram, nem sempre tiveram grandes luxos ou situações privilegiadas, mas construíram suas vidas e suas histórias, por isso mesmo tem lá os nomes para serem admirados e respeitados. Pessoas vencedoras, elas vencem e fazem disso um modo de vida e não se fazem de vítimas da vida, do destino, da família ou do que quer que sejam; elas não assistem a história acontecer, elas fazem acontecer. Minha reflexão de hoje observa a simplicidade de como as coisas podem ser transformadas e utilizadas para um bem maior e um propósito além do entendimento. Os pais de Moisés não ficaram lamentando o triste fim que o filho poderia ter e nem a tristeza de serem pais de um menino tão formoso, mas que teria vida curta, por causa da escravidão, ou do faraó… eles foram à luta e usaram a criatividade e se valeram do que tinham em mãos. Juncos eram uma planta comum e abundante nas margens do Rio Nilo e isso lhes serviria bem. Fizeram um cesto, uma arca, ou aproveitaram uma que já tinham em casa e apenas capricharam no revestimento, para torna-la impermeável. O que você está aprendendo com isso e com eles? O que estamos aprendendo sobre economia e uso adequado dos recursos disponíveis a nós? A felicidade ou a realização não está nas coisas e bens, se não estiver no coração agradecido. É de dentro, do interior que vem todas as coisas para nossas vidas, foi Jesus quem ensinou isso: “O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más” (Mt 12.35). Somos “homens bons?” Sua riqueza, sua prosperidade, seu crescimento, sua realização… tudo tem que estar dentro do seu coração, porque é dali que você tirará o seu tesouro! Se não tem nada lá, como tirar algo de lá? Posso lhe garantir com muita segurança e propriedade, que tudo o que precisa para mudar sua vida e sua realidade, já existe dentro de você. Quer algo diferente, então faça algo diferente! Quer resultados diferentes? Então mude os fatores da sua operação!!! Fazer as mesmas coisas, do mesmo jeito e esperar resultados diferentes, é indício de insanidade, se preferir, é loucura mesma! Uma cesta, ou arca de juncos era tudo que eles tinham disponíveis e era tudo o que Deus precisava e foi tudo suficiente para Moisés chegar são e salvo e ir longe, em Horebe, Sinai e até chegar em Pisga!

Senhor, obrigado por abrir os olhos do nosso entendimento para vermos como o Senhor pode transformar tão pouco, ou tão simples em algo mais do que suficiente para conduzir os teus escolhidos ao lugar desejado por ti. Podemos estar com o foco errado, com valores errados e olhando na direção errada, mas ainda assim, desejando chegar no lugar certo. Precisamos de sabedoria do alto para vermos a vida do teu ponto de vista e caminhar ao lado de quem sabe o que faz e desfrutar da paz que excede a todo entendimento. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Ficou Difícil de Esconder

Meditação do dia: 13/10/2021

“Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.” (Êx 2.2)

Ficou Difícil de Esconder – Estou muito feliz em iniciar essas meditações diárias sobre a vida e o ministério de Moisés, que foi um dos maiores homens que a história humana já produziu. Todo o contexto de sua vida, do começo ao fim, foi marcado pelos sinais milagrosos, grandes livramentos e uma inteira consumida em função de uma missão. Podem ser feitos diversos paralelos com a vida de muitos de nós, mas irá sobrar maravilhas do lado dele. Todos os detalhes, dos grandes, macros, até os mínimos que precisariam de microscópios potentes para perceber, tudo foi feito para receber, treinar e deixa-lo em condições de ser quem foi, fazer o que fez e se por exagero alguém quiser dizer que se alguém nesse mundo foi inigualável, então esse título cai muito bem para Moisés. Depois de nascido e preservado escondido por três meses, o risco foi crescendo muito mais rápido do que o próprio menino e uma nova estratégia precisava ser descoberta ou criada para que aquela vida fosse preservada à todo custo. Para os pais, ainda era um desafio de fé, pois acreditavam na promessa de Deus que seu povo seria liberto da escravidão e voltariam para a sua Terra Prometida. Isso exigiria um libertador, e por que, não poderia ser aquele menino formoso? Estamos falando sobre nós mesmos – quando acreditamos em uma promessa divina, sabemos que ela se encaixa nas nossas necessidades e prioridades; ainda mais, podemos acrescentar, que o melhor tempo para ela acontecer está chegando. A questão é muitos vê a promessa, mas não querem trabalhar para vê-la se materializando e ganhando forma. Por vezes, acomoda-se ou sendo até radical demais, acovarda-se, servindo de máximas medíocres para justificar a indolência; estou falando ou escrevendo para mim mesmo também. Já concordei muitas vezes que “é melhor ser um cão vivo do que um leão morto” (Ec 9.4). Nas minhas precipitações de insensatez, defendi conceitos como aqueles que afirmam que “quem luta e corre, tem vida para lutar outra vez!” Todos que fugiram das batalhas ou se esconderam de enfrentarem suas pelejas, afirmam que isso é a mais pura verdade! A verdade é que as grandes batalhas são feitas por grandes guerreiros e estes são forjados nas grandes provas e momentos difíceis. O texto bíblico que me chama a atenção para um paralelo com a dificuldade que os pais de Moisés enfrentaram de mantê-lo às escondidas é um ensinamento de Jesus Cristo: “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa (Mt 5.14,15). Nossa identidade está intimamente associada ao nosso destino, à missão de nossa vida; por isso somos sal e luz e chega um momento que não dá mais para esconder, ofuscar ou manter em segredo a razão de nossa existência. Precisamos acreditar que quando acabam os nossos recursos, podemos confiar na grandeza e no poder do nosso Deus, que irá tomar as medidas necessárias para que seus planos não sejam frustrados. Ao dar um passo de fé, iniciamos uma nova etapa da jornada e novas portas irão se abrir e novos horizontes vão se descortinar diante de nós. o futuro sempre será um tanto quanto assustador e tudo que iniciamos causa inquietação em nossa alma. É muito grande a tendência a facilitarmos o trabalho da inércia, deixar como está, para ver como é que fica! A bíblia demonstra com muita abundancia que somos muito limitados e nossas previsões são em muito baseado no que julgamos bom, seguro ou sensato; mas os lugares mais perigosos podem se revelar os mais seguros e os improváveis se revertem nos maiores acertos. “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele” (1 Co 1.27-29). Deus  escolhe as suas armas e estratégias para vencer suas batalhas e ele sempre acerta, ainda bem que estamos do lado dele! Ou melhor, Deus está conosco, Deus está contigo, ontem, hoje e sempre!

Senhor, receba a nossa oração de gratidão e louvor por ser o nosso Pai, o nosso Deus e Salvador. És mais do que suficiente, Todo-Poderoso e que não perde uma batalha sequer. Nada é por acaso e não há acidentes de percurso, pois tens todas as coisas sob o teu governo e isso nos conforta e consola em todo tempo. Sei que minha vida está muito bem segura em tuas mãos, ainda que eu nem sempre veja assim, mas posso confiar. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Escondido Por Três Meses

Meditação do dia: 11/10/2021

“E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses.” (Êx 2.2)

Escondido Por Três Meses – Existem tarefas e existem missões! Uma mãe e sua família esconder um bebê por três meses, não é tarefa fácil, por mais bonzinho que esse bebê seja e por mais cuidadosos que sejam os membros dessa família, o risco ainda seria muito grande. Podemos imaginar os cuidados necessários para evitar que ele próprio se autodenunciasse por um choro. Também havia as sentinelas do rei procurando oportunidades de cumprir a vontade do soberano e até mesmo uma família que tivera a desventura de perder seu bebê para a famigerada lei, e agora saber que o vizinho ao lado, ou de perto, estava burlando as regras e podendo ter a presença de seu filho, quando eles não puderam, e vencidos pela dor, amargura e ressentimentos, buscasse consolo na vingança, ainda que se tratasse de alguém totalmente inocente. Por isso e por tantos outros motivos, podemos tirar o chapéu para o casal Anrão e Joquebede e os filhos sobreviventes Miriam e Arão. Ao meditarmos nessa palavra, sem dúvida estamos voltando a discutir o assunto da ética e da prática da verdade. Até aonde podemos e devemos cumprir ou descumprir regras ou leis? Se o rei ordenou que não se pode ter bebês, o certo e o seguro não seria não ter bebês? Se aqueles pais tinham uma promessa de se tornarem parte de uma grande nação abençoada, à despeito de muitas lutas e sofrimentos em terra estranha, para quando saírem dali, fossem multidões como as areias da praia, então poderiam arriscar a segurança deles e de outros familiares em nome de uma promessa? Aqueles pais estavam acreditando em algo muito maior do que eles mesmos e confiam, ainda que não pudessem dar explicações das razões que os levaram a ter tanta paz ou ficarem sem nenhuma paz no coração, todos os dias, para dar uma chance e oportunidade a um menino. Se desse certo, teria valido a pena! Se desse errado, poderiam perder mais do que um bebê, até mesmo toda a família. Depois quando já conhecemos a história do começo ao fim e de trás para frente, sabendo que final feliz e no que ele se tornou, digamos, que é muito fácil aplaudir o casal que em nome de sua fé, colocou tudo em jogo e poderiam perder tudo e não perderam. Eles, provavelmente agiram instintivamente, depois chamariam isso de fé, ou podemos dar outros nomes, mas o fato é que eles creram no incrível, viram o invisível e fizeram o impossível. É esse tipo de pessoas que transformam o mundo ao seu redor! É esse tipo de pessoas que são capazes de produzir filhos e gerações que marcam seus dias e seus passos por onde pisam. Isso é viver por uma promessa!! Tem também o lado do guardar segredos. Quem precisa saber do que sei? As revelações que a intimidade com Deus tem produzido, precisam ser compartilhadas? Se sim; com quem? Que tipo de pessoas poderão acessar mistérios e segredos que a intimidade com Deus tem produzido? Um pregador, desses dos bons da atualidade, por uma questão particular não citar o nome, mas ele tem a minha admiração e respeito pela vida, ministério e bons serviços à causa de Deus. Numa conferencia que participei, ele falou de um amigo seu, muito piedoso e que teve experiencias fantásticas com Deus e acesso a verdades muito especiais na intimidade com Deus. Em conversa de amigos, ele disse ao outro, que se fosse ele tivesse aquelas experiencias, já teriam se tornado podcasts e vídeos no Youtube, imediatamente. O caro amigo, em tom de brincadeira lhe disse: “É por isso que Deus contou para mim e não para você, que fofocaria de imediato!” Lembramos muito bem, que José contou seus sonhos às pessoas erradas e deu no que deu! Maria, a mãe de Jesus, tinha um procedimento muito sábio quanto a determinadas informações que percebia: “Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração. E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas (Lc 2.19,51). Tres meses podem ser muito tempo, ou não! Mas se forem necessários para os projetos de Deus amadurecerem sob nossos cuidados, estejamos prontos para mantê-los bem seguros, porque valerá a pena.

Agradecemos pela bênção de podermos compartilhar os segredos e os mistérios do reino e da fé. Podemos ser gratos pelas maravilhosas revelações que a tua Palavra oculta dos sábios e entendidos, mas as revelam aos simples de coração e tementes ao Senhor, sempre disponíveis para guardar ou revelar a tua glória, quando isso engrandece a causa dada a eles. Pedimos sabedoria e forças espirituais para superarmos os momentos difíceis que muitos dos teus filhos e adoradores passam em diversos cantos do mundo, pelo testemunho de fé e compromisso com a adoração ao Deus verdadeiro. Oramos com gratidão em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Menino Formoso

Meditação do dia: 11/10/2021

“E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses.” (Êx 2.2)

Um Menino Formoso – Naquele grande conjunto de textos bíblicos que me chamam muito a atenção, desde que iniciei a leitura da Bíblia, quando ainda era um adolescente, está este texto também. Aqui, eu o guardei no coração por muitos anos, a princípio vendo apenas como se fosse um texto jocoso e não diria irônico, mas engraçado, afinal, qual é o bebê recém-nascido que a mãe não diz que é lindo!!?? Às vezes até dizia à mim mesmo, que aquilo nada mais era do que uma desculpa da irmã Joquebede para esconder o beber e tentar cria-lo, ainda que escondido. Mas hoje, confesso que isso já não me ocorre mais, eu o trato numa outra categoria, por acreditar que Deus, o Criador, o Altíssimo, que era amigo de Abraão e com quem fez alianças e prometeu fazer dele uma grande nação e através dela abençoar todas as famílias da terra – esse Deus, infinitamente sábio, cuida muito bem de sua Palavra empenhada e tem todos os recursos disponíveis para torna-las reais tal qual promete. Entendemos e cremos que a sabedoria é um dom, um presente de Deus para os homens e o Senhor faz muito bom uso desse atributo natural, pois em sua onisciência, tudo fica muito patente e exposto diante dele. Segredos, mistérios e revelar ou cobrir coisas é com ele mesmo. Se desejar que descubramos, com certeza será possível, mas se não quiser, não é possível arrancar uma sequer informação dele. “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Dt 29.29). Encaminhando os seus planos, Deus produz nos corações humanos certos desígnios, ou desejos de fazer determinadas coisas, que nem elas mesmas sabem porque estão querendo fazer daquele jeito, naquela hora e com aqueles motivos! Muitas coisas fazemos sem conseguirmos dar alguma explicação racional até para nós mesmos, e com o tempo devido as coisas vão se confirmando como acertados cada um daqueles passos. Assim, entendo que aquele casal de levitas, mesmo já tendo duas crianças, num tempo muito difícil, ao chegar o terceiro filho, viram nele aquilo que não poderiam explicar com palavras, mas alguma coisa tinha que ser feito e aquele menino formoso precisa viver! O quê e para quê, ainda não tinham como saber, mas podiam crer em seus corações que aquilo era o certo a fazer, mesmo com as ordens em contrário da parte do rei. Há um mistério maravilhoso em cada nascimento humano. O primeiro nascimento trazia consigo os mistérios da redenção depois que os pais desobedeceram a Deus e foram expulsos do Jardim do Éden. O Criador lhes prometera que da descendência da mulher um seria o redentor e restauraria os propósitos eternos – desde Caim, depois Abel, Sete e por vai… sempre que nasce uma criança, com ela nasce uma esperança de dias melhores, de conseguirmos fazer algo diferente e prover-lhe um mundo melhor e uma oportunidade de ter mais do que seus pais tiveram. Nascimentos são para serem celebrados e eles são fofinhos, lindinhos e os pais daquele bebê diziam: “Ele é muito formoso!”

Senhor, obrigado pelo presente da vida que são os nascimentos de filhos e filhos de filhos, formando uma corrente de gerações e gerações, todos com esperança de que dias melhores estão por vir e sabemos que essa nossa esperança se consuma em Cristo Jesus, que sendo Deus, desceu ao nosso nível na encarnação e assumir a forma humana, nascendo como todos os humanos, para morrer como todos os humanos, mas vencer a morte e ninguém mais precisar morrer um dia. Como bem escreveu Paulo: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 15.55-57). Te agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Tribo de Levi se Movimenta

Meditação do dia: 10/10/2021

“E foi um homem da casa de Levi e casou com uma filha de Levi.” (Êx 2.1)

A Tribo de Levi se Movimenta – “De onde menos se espera é que vem as melhores novidades!” Até parece que o ser humano é especialista em saber ao certo tudo que lhe cerca ou está por vir. Sem contar que o futuro é incerto, opaco e insiste em ficar no futuro; qualquer um que se atreva a antecipá-lo ou prevê-lo, com certeza é charlatão, a menos que esteja operando em nome daquele que conhece todas as coisas, e aí, já é outro nível de conversa. É muito gratificante esperar as promessas de Deus e depois começar a ver as cenas se montando e tomando forma e nesse sentido, é sempre surpreendente. A formação da nação escolhida foi permeada de fatos inusitados, inesperados e eventos “fora da curva” dos padrões considerados naturais e previsíveis aos homens. As doze tribos se formaram dentro de um contexto de família, que mais parecia uma colcha de retalhos e as ações de ciúmes e intrigas entre irmãos, eram abundantes e quem sabe, até suficientes para minar uma aliança que desse certo. Mas de certo e elas foram se estruturando e o povo crescendo, até deixar o próprio Faraó e o Egito preocupados e tomando iniciativas para coibir um crescimento que se tornasse uma ameaça perigosa para a estrutura dos governos das terras dos faraós. Em meio a tamanhas adversidades e no vigor de leis tão perigosas, as pessoas ainda estavam se casando e gerando filhos. Se tentarmos fazer um paralelo com os dias atuais, vamos encontrar as crises, mas com motivações tão adversas e distintas daquelas, porque a possibilidade de uma grande diminuição populacional, está já em curso e na atualidade, o número de pessoas em idade produtiva, está se reduzindo muito rapidamente e a estrutura que eles criaram para se sustentarem na velhice e a fase menos produtiva,  já não é capaz de suportar na atualidade, imagina no futuro. Tem mais gente idoso vivendo mais tempo, graças aos avanços da medicina, saúde, medicações e vacinas, que a faixa produtiva é menor e incapaz de prover para todos. Outro peso nessa balança inclinada, é que as novas gerações não estão mais querendo se casar e ter filhos e a média de nascimentos é baixíssima. (Veja entre os seus parentes, conhecidos e nas nossas igrejas). A geração de Moisés, Arão, Josué e companhia, foi levantada em tempos difíceis, e os pais foram ousados em Deus para se casarem e terem filhos, contra todas as tendências e probabilidades. É claro que não iremos incentivar loucuras e irresponsabilidades, para qualquer lado que queiram pensar. Dizem que “quem pensa muito não casa!” e acrescento por minha conta e risco: “Quem também não pensa, não é aconselhável se casar!” Mas se o amado (a) leitor(a) for alguém cristã(o) e tem compromisso com o propósito eterno de Deus, não acho que fugir da responsabilidade da paternidade/maternidade, utilizando os mesmos argumentos dos não cristãos e as mesmas desculpas egoístas do mundo, para produzir e consumir tudo que for possível consigo mesmo? Então acredito que precisamos revisar alguns conceitos e valores.

Senhor, queremos ser bênçãos e instrumentos em tuas mãos em todo tempo e em circunstancias especiais também. Acrescente a nossa fé e o nosso fervor pelo temor do Senhor e o desejo de edificarmos um reino que de fato, não será jamais abalado e só pela fé poderemos atingir esses alvos. Oramos por sabedoria e discernimento espiritual para sermos o teu povo em todo tempo e lugar, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deu Tudo Errado?

Meditação do dia: 09/10/2021

“Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.” (Êx 1.22)

Deu Tudo Errado? – Nossa tarefa em termos de meditação pelos próximos dias será sobre a vida e a história de Moisés, que não tem como dissociar-se da história do povo de Deus, (Israel) e da saga que mais conhecemos pela redundância de “Êxodo.” Tudo isso e muito mais estão disponíveis a todos os adoradores do Deus Criador de todas as coisas e que esteve ocupado num plano de amor e redenção, que envolvia muito mais do que os descendentes de Abraão. Deus ama a todos os povos e investiu para todos em todo lugar pudesse invocar o seu nome e serem salvos. “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1 Co 1.2). À medida que os tempos foram se passando e as verdades bíblicas foram sendo difundidas e melhor compreendidas, entendeu-se que a graça de Deus sempre esteve disponível e o seu plano nunca foi bairrista ou exclusivista como muitos gostariam que fosse. O Apóstolo São Paulo tinha uma compreensão muito clara do Evangelho de Cristo e sua chamada fora para dirigir-se também aos povos até então distantes da revelação das Escrituras e da Salvação em Cristo. Escrevendo aos romanos ele expressou essas verdades universais da mensagem de Deus: “Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10.11-13). O contexto imediato ao nascimento de Moisés, eram tempos difíceis e sombrios, nada aconselhável para se constituir uma família,  pois as leis e os decretos do Faraó ficavam cada vez mais restritivos e depois da recusa das parteiras em ajuda-lo no seu plano de extermínio, agora ele apela para a população comum egípcia, disseminando o ódio racial e a busca civil da população egípcia autorizada a buscar, encontrar e exterminar qualquer menino que recém-nascido de origem hebraica. Quando parecia que as coisas iriam melhorar, vem uma nova tática destrutiva patrocinada pela máquina imperial. A bem da verdade, não podemos ficar presos ao registro único de sobrevivência de Moisés e seus irmãos, Arão e Miriam, pois mais à frente encontraremos certamente mais pessoas da mesma geração de Moisés, podemos crer que Faraó, por mais que tenha tentado exterminar uma geração de bebês, ele não tenha conseguido todo o êxito. Também podemos acreditar que mesmo em meio a muitas perversidades permitidas pela palavra do rei, ainda assim, haveria muitas pessoas de bem no Egito inteiro, que não iriam se submeter a cometer genocídio sem nenhuma razão pessoal. Futuramente veremos que até mesmo no palácio real e a própria filha do Faraó estava disponível a Deus para um gesto de salvar ainda que um único bebê, mas seria aquele menino a peça-chave para dar continuidade ao programa da libertação à maneira de Deus. Nossa lição é que os planos divinos não podem ser frustrados; nunca foram e nunca serão, porque a fé faz coisas incríveis.

Senhor, obrigado por providenciar tudo o que é necessário para uma vida plena e o teu povo poder viver a tua vontade, mesmo quando tudo parece dar errado ao nosso redor. O Senhor sempre será o nosso protetor e aquele que não permite que o mal prevaleça e os teus propósitos venham a cair por terra. Somos gratos pela obra de Cristo na cruz, que contra todas as adversidades, ele triunfou e ganhou para nós o livre acesso a uma vida nova, com esperança e futuro de paz e bênçãos. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deu Tudo Certo

Meditação do dia: 08/10/2021

“Portanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito.
E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele estabeleceu-lhes casas.”
(Êx 1.20,21)

Deu Tudo Certo – Um final feliz é bom quando de fato é um final feliz, sem letrinhas miúdas no rodapé. Com Deus não há aquilo de “… e foram felizes para sempre… só que não!” As promessas de Deus são alcançáveis e possíveis a todos que se enquadram no perfil de fidelidade, diligencia e honra devidas a ele. Até quando não há promessas específicas, o Senhor nunca deixa de ser generoso e recompensador aos que se mostram solícitos e doadores para com os que necessitados ou que estão a serviço do reino. Quero destacar aqui, um belo exemplo disso. “E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede. E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede. E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar.   foram, e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique” (Lc 5.3-7). Jesus tomou o barco emprestado de alguém que trabalhara uma longa noite sem resultados. O barquinho que servira de palco para preciosos ensinamentos à multidão, voltou para a água, para uma rápida pescaria, a da obediência, porque aquele profissional da pesca, sabia e tinha experimentado que “o mar não estava para peixe,” mas sobre a palavra de um mestre com tanta autoridade ele resolveu obedecer e se surpreendeu! Jesus também entende de outros ofícios. Pedro teve que pedir reforço dos amigos e os dois barcos vieram quase à pique – olhe bem, quase porque Deus não iria dar uma bênção tão grande que se tornaria em tragédia! Ele é generoso, abundante, mas não exagerado! Jamais alguém receberá uma bênção tão grande que não possa carrega-la. Usufruir ou se beneficiar. No c aso das mulheres parteiras do antigo Egito, elas faziam o seu trabalho, como atividade e ocupação importante, mas de repente aquilo se transformou no ministério de suas vidas, em todos os sentidos. Mais do amar o trabalho e as crianças que ajudavam a virem ao mundo, elas se tornaram protetoras daqueles pequeninos e lutando com aqueles pais pela vida de seus filhos. Aquelas crianças eram o futuro do povo da aliança eterna, e cada uma delas já nasciam protegidas e guardadas por e para um proposito muito maior do que elas, do que seus pais, as parteiras e até do próprio Faraó, que as ameaçavam. Quando essas parteiras tomaram essa iniciativa de amar e cuidar daquilo que Deus estava construindo, elas se colocaram numa condição abençoadora, pois tudo o que semeamos, daquilo colhemos. Elas estavam semeando vidas, construindo lares e estabelecendo gerações abençoadas. Veja o que foi registrado por algum descendente de um desses protegidos: “Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus, no seu lugar santo. Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca” (Sl 68.5,6).  Poderia ter sido falado a elas para não se arriscarem, não se envolverem naquela causa, porque era uma causa perdida, aquilo era assunto do rei; eram apenas escravos e não tinham futuro promissor, pois se vivessem seria apenas para serem massacrados, humilhados e oprimidos. Mas elas não viram e não creram em nada disso. O futuro diria bem ao contrário! “Levanta o pobre do pó e do monturo levanta o necessitado, para o fazer assentar com os príncipes, mesmo com os príncipes do seu povo. Faz com que a mulher estéril habite em casa, e seja alegre mãe de filhos. Louvai ao Senhor” (Sl 113.7-9). Aquelas mulheres ganharam casas estabelecidas por Deus, famílias para amarem e serem cuidadas. Hoje eu e vocês as estamos honrando e aprendendo com elas, porque foram corajosas e temeram mais a Deus do aos homens e ao rei.

Senhor Jeová, Deus dos Exércitos de Israel, mesmo antes deles serem um povo grande, com estrutura de nação e governo, o Senhor já cuidava deles e os tratava como um grande povo abençoador de nações. Milhares de anos depois, aqui estamos nós, fazendo parte de um grande contingente de remidos e libertos em Cristo Jesus, por seu plano perfeito, que passou por momentos críticos, mas até mesmo pessoas simples e de ofícios humildes fizeram a sua parte e edificaram a casa do povo de Deus. Somos gratos por eles e por elas, em nome de Jesus. Agora é a nossa vez, a nossa hora, o nosso tempo e tal qual eles, diante do Senhor, no tempo do Senhor, para tua honra e glória em Cristo Jesus, amém.

Pr Jason