Os Filhos de Rúben

Meditação do dia: 05/04/2020

 “E os filhos de Rúben: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi.” (Gn 46.9)

Os Filhos de Rúben – Meditar na Palavra de Deus é um exercício que produz crescimento espiritual e esse tipo de crescimento precisa ser tanto vertical quanto horizontal. À medida que vamos em direção à Deus, para cima, também vamos em direção ao próximo e também as realidades na esfera humana e suas condições de vida. A verdadeira espiritualidade não é religiosa; não se atém unicamente ao sobrenatural e metafísico; espiritualidade madura e equilibrada produz relacionamentos saudáveis e construtivos. Um adorador com um nível de excelência na sua expressão de espiritualidade é um excelente cônjuge, um ótimo filho(a), grande amigo, excepcional nas relações de trabalho, quer como líder ou subalterno; qual pastor não quer ter membros em sua congregação verdadeiramente espirituais? Alunos espiritualmente comprometidos são destaques, todos os níveis da vida e dos relacionamentos serão beneficiados. Hoje, eu desejo levar para o lado da família, especialmente os filhos, que são um presentão de Deus para os pais e a razão de seus muitos esforços. Ontem vimos na meditação, o papai Rúben, em desespero de consciência, negociando com o seu pai, Jacó, a  liberação de Benjamim, seu irmão caçula, para voltarem ao Egito para comprar mais comida e liberar Simeão que ficara retido, até comprovação de que não eram espiões. Era na verdade uma prova que José, até então desconhecido por eles, os submeteram para testar e ver a condição de compromisso que agora, vinte e dois anos depois, como eles cuidavam uns dos outros. José poderia estar querendo saber se o seu sacrifício teria produzido alguma mudança na vida deles. O pior erro da vida, é aquele do qual nada se aprende! José queria ver se havia acontecido mudanças entre eles, e se agora cuidavam melhor uns dos outros. Mas voltemos àquela conversa lá em Canaã, entre os patriarcas e o pai deles, quando Rúben diz: Mata os meus dois filhos, se eu não tornar a trazê-lo para ti…” O que você pensaria se estivesse presente lá? O que os irmãos dele devem ter pensado? O que Jacó pensou? Sabe, nada disso nesse momento me interessa tanto quanto o que pensaram cinco outras pessoas, que não aprecem aqui: A esposa de Rúben, mãe dos seus filhos, e os quatro filhos. Já pensou nisso. Como será que eles se sentiram? Ele ofereceu dois filhos para serem mortos, se não trouxesse de volta seu irmão Simeão. A esposa dele poderia pensar: “sacrificar dois dos meus filhos, pela vida do meu cunhado?” Também ela poderia perguntar: “quais os dois, entre os quatro que temos?” E os meninos? “Quem de nós será morto? Tem algum de nós que não tem valor para o papai? Dois de nós somos descartáveis?” Minha imaginação corre solto, pois essa conversa sendo ouvida atrás das paredes ou das portas pelos muitos primos ali, dá para imaginar o boato circulando? Uma reunião da família Rubenita, convocada às pressas, para saber se aquela idéia era pra valer! Alguém diria que não fazia sentido: Rúben irã para o Egito com os demais irmãos, não conseguem liberação da justiça egípcia para Simeão, voltam sem ele e ainda dois filhos serão executados? Já perdemos José à muitos anos, agora Simeão não está aqui e se não conseguir sua libertação, será menos um filho de Jacó e menos dois netos? Tem que haver outra solução! Quantos filhos você tem? Qual ou quantos você estaria disposto a sacrificar por amor a uma outra pessoa? Acredite, como pastor já fiz essa pergunta muitas vezes aos membros da minha congregação; a resposta sempre foi a mesma: NENHUM. Por ninguém! Então lembremos que Deus só tinha um filho, e não o poupou para me salvar, a mim e a você! Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará com ele, e de graça, todas as coisas?” (Rm 8.32). Nossa reflexão além do amor de Deus por nós, também é voltada para a experiência da família de Rúben, quão importante são nossos filhos dentro dos planos de Deus. Ele não estava disposto a chorar a perda de outro irmão sob sua responsabilidade. Nem estava pensando direito e propondo um absurdo. Mas não tem pai e família sacrificando seus filhos, para salvar reputação? Salvar prestígio pessoal? Em troca de favor de pessoas que não estão nem aí por eles? Não tem gente sacrificando a família, esposo(a), filhos por imoralidade sexual? Pelo “direito de ser feliz?” Até por coisas muito mais banais, crianças e famílias são sacrificadas. Apedrejar Rúben não é difícil! O duro é ser ele! Pensem nas escolhas que você mesmo tem feito? Elas não estão sacrificam mais que dois filhos?

Senhor, tenha misericórdia de nós e do nosso estilo de vida, que expõe os nossos filhos a serem sacrificados em altares da comodidade, das facilidades e de um futuro seguro e bem sucedido que na verdade ninguém pode garantir que ele existirá! Como Rúben, em nome de ir para o Egito e comprar mais comida e ajudar um parente, nos dispomos a sacrificar nossa família. O Egito é o mundo e suas seduções e ir para lá em busca de conforto e abundancia nem sempre é uma opção dada por ti. Abra, ó Senhor os nossos olhos, os nossos entendimentos e dá nos um crescimento e uma espiritualidade verdadeira e madura, que glorifica a ti e abençoa o nosso próximo. Nossa família é nosso primeiro ministério, nossa primeira igreja, nossa primeira responsabilidade! Como justificaremos chegarmos ao céu e parte de nossa família ficou para trás, perdida, abandonada e sacrificada até em nome do ministério e de servir a ti. Tenha piedade e nos ajude a nos arrependermos e consertar isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dois Por Um

Meditação do dia: 04/04/2020

 “Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu não tornar a trazê-lo para ti; entrega-o em minha mão, e tornarei a trazê-lo.” (Gn 42.37)

Dois Por Um – Olhar a vida de uma pessoa, quase que na sua intimidade como estamos fazendo com cada um dos personagens da Bíblia, é uma reflexão muito produtiva devocionalmente falando. Como digo sempre aos meus agora quatro leitores mais assíduos, nossa intenção e atenção está em aprender com as boas práticas e replicá-las nas nossas vidas; ver os erros, falhas e pecados cometidos e nos prevenir de cometer os mesmos e nos arrependermos se também já escorregamos naquele mesmo lugar. Não estudamos doutrinariamente aqui, não são tratados teológicos ou teses, embora primamos por não desviarmos das sãs doutrinas da Palavra de Deus. Como citamos anteriormente, as pessoas dos tempos bíblicos também tinham dilemas emocionais, psicológicos, traumas e recalques como em qualquer época da história; hoje com a popularização das ciências clínicas, parecem que só agora isso apareceu. Os filhos de Jáco guardavam dentro de si um segredo muito ruim e destrutivo para suas vidas e certamente a saúde emocional deles não era cem por cento. Olha o que aconteceu com Rúben num momento em que lhe pareceu surgir uma oportunidade de compensação, que aliviasse a culpa e a dor que sentia. Ele ofereceu a seu pai, o direito legítimo de matar seus dois filhos, caso ele não conseguisse trazer de volta a Simeão que havia ficado detido no Egito. Na cabeça dele, o pai aceitaria os dois filhos dele em troca de Simeão, que era o problema aparente agora. Mas no seu íntimo, ele estava dando na verdade um por José e outro por Simeão. O acúmulo de culpa leva as pessoas a aceitar sacrificar coisas importantes e de valor inestimável para elas, numa tentativa desesperada de se livrarem de suas culpas. Quando crianças, a gente fazia alguma arte e escondíamos e depois com a consciência dolorida, ficávamos procurando fazer alguma  coisa boa, útil para compensar e a sede era tanta que os pais desconfiavam logo de cara, que tinha alguma coisa por detrás daquela gentileza toda. Em outras situações, a criança procurava um meio de ser disciplinada, levar umas varadas, qualquer coisa serviria. Adultos com dor na consciência trazem ou mandam flores para a esposa, liberam-nas para comprarem aquilo que elas vinham pedindo a tempos. Pseudos cristãos, sem muito conhecimento doutrinário e bíblico, as vezes para aliviar a dor e a culpa de pecados e medo do juízo divino vão à igreja, dão generosas ofertas, outros se voluntariam como nunca e alguns até com sacrifícios enormes, tudo para acalmar e compensar. Mas deixe eu dizer a verdade: ISSO NÃO FUNCIONA! Não trás o perdão, não gera crédito e muito menos suborna Deus. Olha o que nos ensina Provérbios: O homem carregado do sangue de qualquer pessoa fugirá até à cova; ninguém o detenha (Pv 28.17). Não importa se ninguém sabe, ninguém viu, não puderam provar ou legalmente foi declaro livre… o espírito da pessoa sabe e está ali gravado e que diante de Deus não há contra-argumentos e a justiça será feita. Isso destrói a pessoa por dentro. Só a redenção em Cristo é capaz de cancelar isso. Em aconselhamento pastoral, ministrações de libertação e cura interior nunca encontrei um caso de prática de aborto criminoso, intencional e secreto em que a pessoa não sofra muito e tem sentimentos que ela não suporta e já encontrei isso até em pessoas que apenas participaram indiretamente de tais práticas, dando suporte, vendendo ou acobertando. A prática do aborto criminoso é enquadrado biblicamente como “derramar sangue inocente,” que fazem parte de um conjunto de seis coisas que Deus odeia: Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,… (Pv 6.16,17). Jacó nem levou em consideração a proposta de Rúben. Como Deus não aceita remendos para a obra da redenção em Cristo.

Pai, obrigado pelo perdão disponível em Cristo Jesus, e o seu precioso sangue derramado, capaz de cobrir todos os custos da nossa redenção. Pedimos ajuda do Espírito Santo para um verdadeiro exercício de varredura espiritual dentro dos nossos corações, mentes e vontade. Podemos estar cientes dos nossos pecados e não termos vontade de arrepender e abandonar; mas queremos e precisamos andar na luz e abraçar a verdade que liberta. Se confessarmos os nossos pecados o Senhor é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de todo o pecado. Queremos, precisamos e aceitamos essa provisão que o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo providenciou para todos nós. nos arrependemos e pedimos ajuda, clamamos por salvação e libertação, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Culpa de Sangue

Meditação do dia: 03/04/2020

 “E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido.” (Gn 42.22)

Culpa de Sangue – Entrementes … Sempre tive vontade de utilizar essa expressão, fica chic, não é mesmo? Nos faz lembrar filmes, séries onde acontecem intervalos de tempo na narrativa, o personagem cresce ou envelhece, etc… pois é assim que acontece com a narrativa da nossa meditação de hoje, agora são passados vinte e dois anos, desde que Rúben deixou José na cova e quando voltou para retirá-lo, já não estava mais lá e ele ficou desesperado da vida. Criaram uma narrativa mentirosa para o pai acreditar que o filho havia sedo despedaçado por algum animal selvagem e apresentaram a capa rasgada e manchada de sangue como evidencia. Que falta fazia um exame de DNA naquela evidencia para comprovar que não só não era de José e nem humano. O complicado de se forjar uma mentira, uma armação para encobrir um crime ou pecado, é que com o passar do tempo, a própria pessoa começa a acreditar que deu certo. À medida que os anos passam, maior é a acomodação mental e psicológica de que não será apanhado e logo a morte se encarregará de cobrir os últimos vestígios daquilo que foi praticado no passado. Eles, os filhos de Jacó, contavam com isso, pois venderam o irmão para mercadores de escravos que o venderiam no Egito e dificilmente ele viveria tantos anos nas condições sub humanas da escravidão daqueles tempos. Todos esses anos, se ele não fugiu e voltou para casa, não mandou notícias por meio de algum viajante, afinal seu pai era um homem influente e conhecido na terra de Canaã. Mas a verdade é que intimamente José vivia dentro deles e a consciência os aterrorizavam dia a dia. Um segredo que permanecia entre dez homens à vinte e dois anos, em se tratando de um irmão dado como morto, menos para aqueles dez homens. Voces podem imaginar, cada vez que Jacó, Benjamim ou outra pessoa da família citava José, o desespero que acontecia no interior desses irmãos. Eles conheciam a espiritualidade e comunhão de Jacó em relação à Deus; imagina se o Todo Poderoso revela para ele que o filho estava muito vivo e que os demais filhos, exceto Benjamim conspiraram numa grande farsa para encobrir um ato de maldade? José percebeu no primeiro encontro com eles agora, que havia alguma sensibilidade entre eles, algum segredo mantido às escondidas e como ele mesmo não sabia o outro lado da história, o que eles havia dito ao pai e à família sobre o que acontecera naquela visita; José resolveu investigar, fazendo uma pressão leve, mas progressiva até a verdade aparecer. Hoje eu entendo melhor e lido bem com o fato do sumiço de José por vinte e dois anos e Deus não ter contado nada a Jacó; e concordo com a declaração de Jó depois de toda a pressão que passou na sua saga: Então respondeu Jó ao SENHOR, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido (Jó 42.1,2). Esse tempo foi utilizado pelo Senhor para preparar José e sabemos que o trabalho foi bem feito. Em treze anos, ele foi transformado de um adolescente mimado, fofoqueiro, imaturo e falastrão num estadista a nível de assumir o governo e a administração do Egito, o maior império do mundo nos seus dias, não só assumiu, como fez uma senhora administração! Rúben, ali, sob a pressão de algum deles ter que ficar detido e terem que comprovar honestidade, ele cobrou dos irmãos: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido.” Olha o castigo vindo à cavalo: eles tendo que voltar para casa e de novo dizer para o pai, que faltava outro irmão deles; qual seria a história dessa vez? Diriam a verdade verdadeira, ou inventaria algo para justificar a ausência de Simeão? Eles já viviam no fio da navalha, tendo que cuidar de cada palavra que diziam para não deixar escapar nada que levantasse suspeita. Pecado escondido é uma praga terrível; pior que ácido ou câncer! Confissão é melhor tarde do que nunca, porque a pessoa pode morrer e levar para o túmulo com ela o segredo, mas para onde ela seguirá, não há segredos e o que foi feito aqui, ainda conta e será cobrado. Lição de hoje: “O que encobre as suas transgressões NUNCA PROSPERARÁ, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28.13). Você entende o significado das duas palavras que estão em maiúsculas e sublinhadas? Se alguém pensar: “Se eu confessar vou arruinar tudo!” Arruinado é como as coisas estão. Você irá é viver, se libertar, encontrar refrigério e desfrutar da graça transformadora que há em Jesus. Só há um que deseja que fique tudo como está e você como refém! É uma escolha que exige coragem!

Querido Espírito Santo, Jesus falou de ti com essas palavras: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo” (Jo 16.7,8). Precisamos da tua ajuda para mudarmos algum capítulo da nossa história, que ficou mal contada e o medo e o pecado assumiu o controle e fez escravos e reféns. Mas conhecemos a verdade e sabemos que ela liberta. Foi por isso que o nosso Senhor morreu e ressuscitou. Pai, reivindicamos aquelas armas espirituais poderosas em ti, para quebrar cadeias e destruir fortalezas, sofismas e todos os raciocínios que são contrárias à verdade em Cristo Jesus. Clamamos por salvação; por libertação plena; rejeitamos o engano, a mentira, a dissimulação e todo estilo de vida fora da verdade que tem mantido as pessoas como escravas do inferno, mesmo sendo filhas de Deus. Clamamos pelo poder que há no sangue de Jesus, o sangue da eterna aliança e no poder do seu nome, sobre nós invocado. Precisamos de cobertura e proteção, em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Onde Irei?

Meditação do dia: 02/04/2020

 “E voltou a seus irmãos e disse: O menino não está; e eu aonde irei?” (Gn 37.30)

Onde Irei? – É uma pergunta retórica? Uma daquelas que perguntamos por perguntar, ou sabemos a resposta, só queremos reafirmar! Podemos também pensar que era puro desespero. Quem não tem uma mente criminosa e se vê diante da possibilidade de ter cometido ou participado de um delito grave, simplesmente entra em desespero total e fica sem saber para onde vai, ainda que “onde” não seja lugar nenhum. O pai deles havia enviado o filho para saber notícias deles e do trabalho longe de casa; mais cedo ou mais tarde eles teriam que voltar e encontrar o pai, e agora tudo indicava que iriam mais cedo. Segredo que duas ou mais pessoas sabem, não é segredo! Eles eram nove pessoas e alguns eram muito jovens e imaturos, uma pressão psicológica e emocional poderia levar qualquer arranjo da parte deles a ruir e a verdade aparecer e assim, o segundo erro seria ainda pior do que o primeiro já cometido. Dar uma notícia para um pai, que um de seus filhos morreu é uma tarefa muito delicada e difícil circunstancialmente de se fazer; o caso aqui era muito além disso, porque havia culpa e dolo envolvido e os motivos eram totalmente banais e sem a mínima chance de defesa por parte da vítima. Podemos pensar e aplicar aqui uma posição espiritual do homem, representado aqui por Rúben, que precisa comparecer diante de Deus, representado aqui por Jacó e prestar contas de suas reponsabilidades e a pessoa sabe que além de não estar pronta, ainda reconhece sua condição insustentável perante a justiça. Já vimos e ouvimos essa mesma pergunta feita por Rúben: Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?” (Sl 139.7). O maravilhoso dessa descrição desse salmo, sobre grandeza da onipresença divina e a sua relação com o ser humana, é que ela é assombrosamente linda e desejada pelo obediente e fiel que busca a comunhão e a intimidade através de uma vida de fé e adoração, caminhando em santidade e aproximação gradativa diante da face do Senhor, ansiando mais e mais por isso, porque quanto mais se conhece de Deus, mais se deseja conhecer. A comunhão e aproximação com Deus pode ser lindamente representada pela figura de uma roda raiada, como de uma bicicleta; quando mais os raios se aproximam do centro, mais se aproximam uns dos outros até se cruzarem muito próximo do centro. Por outro lado, a presença de Deus é assombrosamente assustadora, aterradora para o infiel e pecador contumaz, ou quem não leva a sério o seu relacionamento espiritual com Deus. Ele sabe, que não tem onde ir, onde se esconder e nem como escapar daquele que pode todas as coisas, sabe todas as coisas e está presente, sempre presente e pode agir quando bem quiser. Um dos meus professores nos tempos de seminário, ensinava que a ira de Deus é simplesmente a sua graça invertida. Quando o cristão pensa em comparecer diante do trono de Deus, ele sente aquela expectativa boa e aquele suspense em saber se agradou de verdade, se conseguiu ser fiel e responsável o suficiente, para agradar o Pai; estar na presença dele na eternidade já é por demais maravilhoso para qualquer um, e ao chegar lá e contemplá-lo, qualquer idéia de recompensa, parece não ter tanto peso assim, porque no dizer de Paulo: Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém (Rm 11.36). Quando o não salvo, ou negligente pensa na possibilidade de comparecer diante de Deus, a visão é completamente diferente. É algo tétrico, ameaçador e indesejável e quando mais poder ser postergado, parece melhor. E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras (Ap 21.11.12).  Nesse dia há os que estarão participando desse julgamento, servindo e auxiliando, por são salvos e há os estarão sendo julgados. Aqui cabe a pergunta de Rúben: “… e eu aonde irei?”

Pai, adoramos a ti em Espírito e em verdade, por causa daquilo que Cristo fez e conquistou para nós através do seu sacrifício lá na cruz. Fomos chamados para fazer parte da família de salvos, remidos, comprados por um alto preço e por isso mesmo somos responsáveis pelas vidas que nos são confiadas e prestaremos contas de tudo que nos foi entregue. Somos gratos pela oportunidade de servir e desejamos fazer com excelência para agradar e responder ao amor e generosidade demonstrada para conosco. O Senhor é o nosso pastor e vai nos guiar por veredas direitas por amor do teu nome. Pai, pedimos graça e misericórdia para vencermos à cada dia. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Rúben e a Cova Vazia

Meditação do dia: 1º/04/2020

 “Voltando, pois, Rúben à cova, eis que José não estava na cova; então rasgou as suas vestes.” (Gn 37.29)

Rúben e a Cova Vazia – Qual o maior susto que você já levou, em se tratando de alguma coisa sobre sua reponsabilidade e alguma coisa aconteceu? Toda pessoa responsável, em alguma situação passa por experiências que fogem ao seu controle e domínio. Por mais que haja explicações e justificativas, quem é responsável sente o peso e sabe que não poderia falhar ou fracassar, ainda mais se houver vidas em questão. Enquanto Rúben se ausentou para realizar alguma tarefa importante, seus irmãos assumiram uma posição dissimulada de desaparecer com José com uma desculpa esfarrapada de que não vamos matar, só fazê-lo desaparecer; passando a responsabilidade para as mãos de mercadores. Isso é a versão antiga da síndrome de Pilatos: “Lavo as mãos desse sangue inocente.” Como filhos de Deus, servos e adoradores, somos unidos pelos laços da fé em Cristo pela Redenção. Isso nos faz partes de um mesmo Corpo e assim somos co-responsáveis uns pelos outros. Não pode acontecer entre nós, como aconteceu com o lar de Adão e Eva, que alguém se negou a ser responsável pelo seu irmão. E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? (Gn 4.9). sabemos pela reação de Rúben que ele não teria qualquer participação na armação contra José e ele nem mesmo sabia o que de fato acontecera para que o rapaz não estivesse ali na cova. Ele se desesperou pelo irmão. Ele de fato se importava e sentia o peso daquela vida sobre os seus ombros. Cada irmão que estava ali, estava sob sua responsabilidade e o pai iria requerer dele pela segurança e o bem estar dos filhos que estavam no trabalho juntamente com ele. Eu, procuro olhar aqui, o meu papel e o de todos nós, independente da função ou ministério que tenhamos na igreja local, o fato é que há vidas colocadas sob nossa responsabilidade e de fato, prestaremos contas delas ao Pai. Nenhum irmão é mais ou melhor do que o outro, mas temos níveis de responsabilidades confiadas de acordo com o grau de maturidade e responsabilidade dada por Deus. Se olharmos aqueles rapazes lá no campo apascentando os rebanhos da família, espiritualmente estamos olhando para nós mesmos, cuidando das ovelhas de do pastoreio de Deus. Somos do rebanho e também somos do pastoreio. Sou pastor, mas não deixei de ser ovelha. Aqueles rapazes eram a semente, o protótipo da igreja, do reino e de tudo o que entendemos por obra de Deus. Jesus disse algo ensinando sobre postura de liderança entre aqueles discípulos em treinamento que nunca podemos esquecer ou não levar em conta. Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo (Mt 23.8.11). Deus e Jesus acima e nivela os demais, somos todos, filhos e irmãos, ocupamos funções diferentes, mas não temos graus de autoridade e nobreza diferentes, criando hierarquias. A postura de Rúben de se preocupar com o irmão é o que deve nos servir de inspiração e cuidados com os nossos queridos. José não estava mais no cova, era um lugar ruim, mas seguro naquela situação. Onde está aquele irmão, aquela irmã da igreja que não está aparecendo mais? Alguém sabe, alguém se importa, alguém vai atrás? Alguém se desespera se não encontrar? James Milton Black, um líder de jovens, sentiu falta de uma jovem que começara à pouco frequentar a reunião e naquela noite não respondeu a chamada. Ele ficou apreensivo e se perguntando: “E se ela nunca mais responder a chamada? E se ela não responder a chamada de Deus?” Com esse peso ele compôs o hino 108 do Cantor Cristão, que conhecemos por “Chamada Final.” https://youtu.be/36bKuGtrqQE

 Senhor, graças te rendemos e somos profundamente agradecidos pela obra de Cristo que nos torna possíveis sermos chamados teus filhos, e o somos; também nos tornamos membros do Corpo de Cristo e irmãos uns dos outros. Obrigado por compartilhar com os teus filhos o privilégio e a responsabilidade de sermos cuidadores uns dos outros, como se faz em família. Podemos com a tua graça fazer mais e melhor pela comunhão e cuidado uns dos outros. Nos abençoe nesse ministério, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando Boas Intenções Não Bastam

Meditação do dia: 31/03/2020

 “Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai.” (Gn 37.22)

Quando Boas Intenções Não Bastam – “De boas intenções o inferno está cheio!” É o que diz um provérbio popular brasileiro; significando que nem sempre ter uma boa intenção é suficiente para consumar algo de importância. Até as piores ações já praticadas nesse mundo tiveram justificativas apresentadas como que sendo com boas intenções, mas algo deu errado. Rúben, desde o início desse episódio, era radicalmente contra qualquer ato de violência contra a vida e a pessoa de José, praticada pelos irmãos. Ele conseguiu vetar a idéia de sentença de morte imediata, assim que José chegasse a eles, e vendo as más intenções dos irmãos, agiu com certa sensatez para atrair a desconfiança dos oito irmãos e muito menos para si mesmo. Sendo o mais velho, e provavelmente no comando ali, propôs no eu coração trabalhar para devolver José são e salvo para o pai. Quando lidamos com situações em que há a participação de mais pessoas, não se pode prever categoricamente os próximos passos dos acontecimentos, pois pessoas podem ser imprevisíveis e normalmente o são; quando se trata de situações emergenciais e de alta complexidade, as possibilidades de reações inesperadas, podem ser ainda piores. Nessa aqui, havia o contexto de ser uma conspiração assassina, com manifestação de ódio, inveja, ciúmes e com oportunidades de ficarem impunes de qualquer ato. Uma frase atribuída a Beltrand Russel, o filósofo, diz: O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas. Rúben parece que tinha dúvidas sobre sua autoridade sobre seus irmãos e se conseguiria livrar a vida de José, levando em conta, que alguma medida de disciplina ou correção poderia sim, ser aplicada no irmão sonhador, mas no coração dele, aquilo seria apenas “fachada” para os irmãos se acalmarem e ele ter o controle da situação. Já os irmãos estavam cheios de certeza da maldade que queriam praticar e já até tinha as evidencias para apresentarem ao pai sobre o que “poderia ter acontecido com José.” Isso que aconteceu com Rúben, prenuncia fatos da vida e atitudes espirituais. O mal está por perto, se aproximando e está nas nossas mãos trabalhar por evitar que ele se materialize. Contemporizar nem sempre é eficaz! Apresentar uma solução meia boca para não desagradar a massa e não perder o status, pode culminar em levar os maus a pensarem que aceitamos participar, só não seremos tão ativos, mas estão liberados para agirem. Ao olhar a fala de Rúben, vejo energia e firmeza ao mesmo tempo que não exercia a liderança de fato. Ele diz a eles: Não derrameis sangue – lançai-o nesta cova – não lanceis mãos nele. Parece um tipo de concordo, mas nem tanto; podem fazer, mas não exagerem!!! Quando se trata de lidar com o mal, com o pecado, com o engano, não se deve adotar meias verdades, deixar margem de dúvidas. Rúben estava ali, representando o bem, a igreja, o cristão, digamos assim. Eles eram nove pessoas, oito estavam determinadas fazerem o mal e apenas um determinado a evita-lo. Os defensores da verdade, do bem, da fé, nunca seremos a maioria. Somos o sal da terra, quanto de sal se usa numa panela de arroz? Quanto de sal para um quilo de carne? A proporção é sempre pequena. Isso me lembra a recomendação de Paulo à Timóteo: E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições (2 Tm 3.12). Quem deseja fazer o que é certo, será perseguido, zombado e intimidado. A solução é treinar-nos a tomar posição sozinhos. Treinar nossos filhos, as crianças a tomarem posição sozinhos ao lado da fé, da verdade e da justiça. Elas sofrem uma grande pressão na sociedade delas, na classe, na escola; todos ali, querem que eles façam “igual a todos;”  nossos filhos precisam saber e de preferencia pelos pais e familiares, porque adotamos tal posição, porque nossa fé exige tal atitude. Bem explicado, eles compreendem e acolhem, porque o bem recompensa cada ação praticada. Mandar fazer, sem uma justificativa que faça sentido na cabecinha deles não ajuda. A força dos argumentos do mundo são fortes. Por isso a Palavra de Deus deve ser implantada desde pequenos. Considero muito interessante a expressão usada por Deus aos pais quanto ao ensino da Palavra aos filhos em Dt 6.7 E as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.” Você sabe o peso de uma INTIMAÇÃO? Precisamos fazer os treinamentos em todo o tempo, para quando a ocasião exigir, eles estejam preparados e tomem a decisão certa. Ficar do lado da maioria é muito mais cômodo e não exige responsabilidade individual. Isso não condiz com a fé cristã.

Pai, obrigado porque a tua Palavra responsabiliza cada um por seus atos, mas não inocenta e nem isenta quem se esconde atrás da multidão. Cada um dará conta de si mesmo diante do grande trono branco. Todos os dias os teus filhos em toda a face da terra precisam escolher entre o bem e o mal, entre o certo e o errado; todos os dias o Diabo, o mundo e a carne querem tornar razoáveis fazer o mal disfarçado de bem. Pedimos coragem e ousadia para não cedermos às comodidades do pecado. Fomos chamados para fazer a diferença e para isso é preciso ser valente, ser corajoso e depender do poder do Espírito Santo. Renova-nos a cada dia, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Rúben, O Protetor

Meditação do dia: 30/03/2020

 “E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos, e disse: Não lhe tiremos a vida.” (Gn 37.21)

Rúben, o Protetor – Estamos meditando na Palavra de Deus baseando-nos em vidas de pessoas que tiveram experiências que nos servem de lições para a vida e o ministério. A história das pessoas são importantes e são ricas, porque elas também, como nós tinham fraquezas, virtudes, erraram, acertaram, ganharam, perderam, sofreram e passaram pelas mesmas coisas que nós, apenas em épocas, lugares e situações diferentes; mas como dizem por aí, pessoas são pessoas, só muda mesmo é o endereço. Agora estamos iniciando meditar na vida dos filhos de Jacó, e começando pelo começo, Rúben é o primogênito. Esse é o terceiro texto sobre ele. Voltando aos princípios: Meditar é um processo espiritual e mental de se digerir a Palavra de Deus, de tal forma que ela venha a se tornar parte de nós. Para meditar, precisa-se ler com ATENÇÃO, mas também com INTENÇÃO! Se trabalha para descobrir coisas e lições que a leitura e o estudo mais casual não detecta. Posso lhes garantir que tenho aprendido muito, mas muito mesmo ao escrever sobre essas pessoas, que antes desse trabalho eram apenas ilustres desconhecidos. Em termos de ler a Bíblia, já completei 137 vezes, e estudo-a desde minha adolescência e fiz seminários, cursos, sou pastor á 35 anos e mesmo assim, até parece algumas dessas pessoas estão sendo me apresentadas agora. Sobre Rúben imaginava que escreveria dois textos e partia para outra, mas tem hora que a ignorância é uma bênção; vou tirar proveito disso para aprender mais e vocês, junto com os três leitores mais assíduos das meditações do dia, também vão serem beneficiados. Deus tenha misericórdia de nós e nos permita crescer em graça e sabedoria a cada dia. Voltando ao tema; os filhos de Jacó andam com José atravessados na garganta, por causa dos sonhos dele, e ninguém quer ter um irmão metido a besta, folgado, protegido pai, mimado e mais querido, se auto predizendo que será rei, que governará sobre todos os demais; como costumo dizer: O futuro é incerto, misterioso, opaco e imprevisível. A imaturidade do Zezinho foi levado à sério demais, a ponto de gerar uma conspiração de fratricídio. Foi aí que aparece Rúben, o irão mais velho e já tirou deles essa possibilidade. Ele agiu em defesa do irmão, levando em conta, que por mais ambiciosas que fossem as ações de José, eram apenas coisas de garoto, não havia perigo ou ameaça real e consubstanciada de imposição sobre eles; por isso ele não concordou com eles e agiu em defesa do irmão. Aqui foi uma ameaça legítima à vida do jovem; mas temos visto em nossos dias, acidentes e até ações fatais de irmãos contra irmãos, em ações de brincadeiras irresponsáveis ou por não saberem o limite das coisas e quando percebem já ultrapassaram as linhas de segurança. Pais, como Jacó, no mundo todo já perderam filhos, em situações internas de família. Quando criança, me lembro de primos em segundo grau, brincando de subir e pular de um banco de madeira, grande e pesado na sala de casa, até que o banco caiu sobre uma irmãzinha deles, ela devia ter uns 3 ou 4 anos de idade e estava sentado no chão comendo alguma coisa num prato. Foi fatal e instantâneo. Somos cristãos e absolutamente contra qualquer tipo de violência, somos pacíficos por opção; mas isso não tem impedido de acidentes e até mesmo situações de intempestivas emoções entre familiares e provocado dores. Rúben aqui é a voz da sensatez, da pacificação e do bom senso. O papel dos irmãos mais velhos ou mais ajuizados é servir e proteger os demais e servir de ponto de confiança para os indefesos e evitar abusos dos de fora e também dos de dentro de casa. Tem irmãos brigados por aí? Isso não é bom e não é de Deus, busquem a reconciliação? Tem irmãos revoltados e sem falar ou participar da família? Seja o elo de ligação da reconciliação e da bênção de Deus voltar a favorecer a todos. Alguém aí é implacável? Estamos em busca de pacificadores, pessoas decididas a serem mediadoras e buscar a paz e o bem. Siga o exemplo de Rúben. Sigamos esse exemplo! Vale também para irmãos na fé, entre membros de igreja, entre obreiros, pastores e instituições. Pode ser que cada um está de um lado da trincheira e se dizendo vítima e agindo em legítima defesa! Dois cristãos não podem estar brigando e um estar certo!

Senhor, a paz e a reconciliação é um ministério vocacional da igreja, Deus nos reconciliou consigo mesmo em Cristo Jesus e nos deu o ministério da reconciliação; de sorte que somos embaixadores de Cristo, pedindo aos homens que se reconciliem com Deus. Abençoamos os pacificadores que lutam e não desistem buscando soluções de amor e comunhão com base na redenção em Cristo. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Rúben, o Garoto das Mandrágoras

Meditação do dia: 29/03/2020

 “E foi Rúben nos dias da ceifa do trigo, e achou mandrágoras no campo. E trouxe-as a Lia sua mãe. Então disse Raquel a Lia: Ora dá-me das mandrágoras de teu filho.” (Gn 30.14)

Rúben, o Garoto das Mandrágoras – Já falamos sobre essa planta mística e seus frutos, então vou me ater a um outro aspecto da questão, para nossa edificação. A questão começa assim: Você acredita em feitiço? Mandinga? Supertições? Misticismos? Acredita em fantasmas? Assombração? Simpatia? Quase tenho certeza de ouvir um solene NÃO! Bem grandão assim mesmo!!! Só estou perguntando e perguntar não ofende! Não sei se Lia e Raquel acreditavam que comer ou fazer chá de Mandrágoras, resolvia o problema da esterilidade feminina, mas não é atoa de tudo que isso ficou registrado nas Escrituras. O fato é que Rúben encontrou essas frutas lá no campo e as trouxe de presente para a mãe e certamente ciente de que aquilo agradaria ela. Ele já deveria ser grandinho o suficiente para saber a luta que ela e a tia vinham lutando para terem mais filhos, aliás a tia não tinha nenhum filho até então. Também é fato que essas frutas provocaram um alvoroço nas mulheres, pois Raquel quis logo e se propôs pagar caro por elas; e.  Lia se propôs a vende-las já que achou um bom negócio. (lembrem-se que as duas eram Sírias, povo bom de negócios). Como já vimos, dessa negociação, Lia ganhou o direito de ter o marido para ela com exclusividade, e o tempo não foi relatado aqui, mas foi o suficiente para ela engravidar três vezes; de Issacar, Zebulom e Diná. O que eu vejo e é assim que acredito, nenhuma dessas crianças é fruto ou resultado de chá de Mandrágoras coisa nenhuma. O texto sagrado diz o seguinte: E ouviu Deus a Lia, e concebeu, e deu à luz um quinto filho (Gn 30.17). depois de um veio o outro e a menina Diná. Foi Deus não a fruta ou o licor de Mandrágoras, ou vitamina de Mandrágoras… Raquel também fez uso do fruto místico e ficou na espera de um milagre e ele veio, mas não porque Mandrágoras cortado em cruz, à meia noite na sexta-feira treze, na encruzilhada, espremida num véu de noiva e coado na …. do marido, tomado sete dias seguidas as sete horas e sete minutos olhando para uma criança, faz efeito. O que leio é: E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre (Gn 30.22). Foi daí que nasceu o Zezinho. Grande José!!! Aquelas duas maravilhosas mulheres, nossas irmãs na fé, estavam na alinhadas com as promessas de Deus, feitas à Abraão, Isaque e repetidas e reafirmadas com Jacó, quando ainda solteiro, antes de chegar lá em Harã e conhecer qualquer uma delas. Deus tinha interesse que elas viessem a ter filhos, a bênção de Deus faria o milagre acontecer, não só porque havia uma aliança, mas porque os propósitos eternos, maiores que Abraão, Isaque, Jacó, Lia e Raquel prescindiam de uma geração de pessoas que cumprissem a perfeita vontade de Deus. Elas tinham suas lutas e suas limitações pessoais é verdade, mas cada um de nós temos nossas próprias lutas e limitações e isso jamais vai interferir no plano de Redenção. Elas oraram e Deus ouviu as orações. Deus ainda ouve as orações dos seus filhos. Deus não precisa da ajuda de mandiga, simpatia ou misticismo para fazer a coisa acontecer. Ele é Deus! Ele está sentado no trono! Ele é Senhor de tudo e de todos o tempo todo. Coloque sua confiança em Deus, em Jesus, no Espírito Santo, na Palavra de Deus. Pare de correr atrás de unção isso, aquilo; pare de colocar pão na lata de arroz para não acabar; Pare de deixar a Bíblia aberta no Salmo 91 para proteção; plante as sementes de romã para colher frutos e não guardar na carteira para atrair dinheiro. Deus é que é a nossa fonte de recursos. Minha oração hoje e a sua também será a poesia inspirada de Paulo, escrita aos Romanos 11.33-36:

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

Pr Jason

Rúben e o Preço da Imoralidade

Meditação do dia: 28/03/2020

 “E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. E eram doze os filhos de Jacó.” (Gn 35.22)

Rúben e o Preço da Imoralidade – Pretenciosa é a minha iniciativa de escrever um texto de Meditação do dia sobre alguns dos doze filhos de Jacó, que formaram a nação de Israel. A minha motivação parte de alguns episódios que como as migalhas que João e Maria  deixavam na floresta, para marcar o caminho de volta, assim espero encontrar as lições da vida e para a vida, que ficaram por esse caminho. Como nos ensina Paulo aos Romanos, Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança (Rm 15.4).  A vida é muito curta para aprendermos tudo por tentativa e erro; o sábio é aprender com também com os erros dos outros e assim economizar tempo de aprendizagem. O pano de fundo desse acontecimento tem um contexto, que só a tradição registra, portanto valemo-nos disso e se você for à Wikipedia ou a um bom comentário bíblico, provavelmente chegará nesse mesmo lugar. Bila, foi dada por Labão de presente de casamento para Raquel; era uma serva e deveria ser uma menina ainda. Com a esterilidade de sua senhora e com o seu consentimento, Bila deixou a condição de serva e se tornou concubina, uma esposa à mais, digamos assim, com direitos e alguns privilégios. Com a morte de Raquel, e o luto prolongado e sofrido de Jacó, que segundo consta, não quis mais frequentar as tendas da esposa Lia e nem das concubinas Zilpa e Bila, preferindo curtir sua dor no leito de Raquel, aquele tipo de paixão recolhida, mórbida e cansativa, mas era um tipo de consolo para ele. Aproveitando a brecha, Rúben, entrou furtivamente à noite na tenda de Bila, se passando por Jacó, mas se deu mal, porque a farsa foi descoberta logo de manhã. Isso lhe custou muito caro pelo resto da vida! Voltemos um pouquinho, perceberam que os laços de sangue, trás as marcas de bênçãos mas também trás traços dos hábitos e costumes, que nem sempre são só positivos. Costume dizer que uma coisa terrível é ver os nossos erros andando com duas perninhas na frente da gente. (Me refiro a ver nossos filhos fazerem coisas exatamente como fazíamos). Jacó desde garoto foi mestre dos disfarces e enganava bem, a ponto de se passar por Esaú e roubar-lhe a bênção da primogenitura. Agora o filho mais velho dele se passa por ele para um ato de imoralidade com uma de suas esposas. No momento ele deve ter sido apenas advertido severamente, mas quando chegou a hora da verdade, foi muito dolorido: Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama (Gn 49.3,4). Jacó ao abençoar os filhos, abençoou Rúben, confirmou sua identidade e destino, mas reprovou seu comportamento imoral. Os pais tem muita dificuldade em separar a identidade do comportamento dos seus filhos. Com medo de amaldiçoar a identidade ao corrigir o comportamento, eles escolhem a permissividade e assim abençoam é o comportamento errado e pecaminoso dos filhos. Devemos abençoar e confirmar a identidade e reprovar e corrigir o comportamento. São duas coisas distintas e precisam ser tratadas assim. Rúben perdeu o direito de primogenitura, aquele que receberia porção dobrada da herança. Quem ficou com essa fatia foi José, através de Manassés e Efraim. Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão (Gn 48.5). Quando Israel já era uma nação estabelecida e fizeram se os registros oficiais das linhagens, aparece a mancha na tribo de Rúben: Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel (pois ele era o primogênito; mas porque profanara a cama de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; de modo que não foi contado, na genealogia da primogenitura (1 Cr 5.1). Meu desejo é que aprendamos com o alto preço pago por Rúben e seus descendentes por ele ter colocado o prazer carnal e a imoralidade sexual acima da pureza e do respeito. Deus deixou registrado para o tempo e a eternidade o prejuízo incalculável, por banalizar a santidade, a pureza, o respeito e a responsabilidade pelo sagrado, em troca de satisfazer a luxúria e as concupiscências da carne. Deus leva à sério tudo o que ele mesmo exigiu e prescreveu. Leia o registro de I Ts 4 sobre o padrão de santidade moral e sexual cristão e olha como Paulo fecha o tema: Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo” (I Ts 4.7,8). Até hoje, Rúben deve lembrar da besteira que fez e do quanto perdeu por sua falta de disciplina.

Senhor, graças te rendemos por sua santidade, justiça, retidão e pelo tratamento que dispensa a todos, sem distinção e sem acepção. Obrigado por corrigir o nosso comportamento sem quebrar a nossa identidade e ainda permitir que façamos parte dos teu propósitos eternos, por causa da provisão de perdão e redenção que há em Cristo Jesus. Somos carentes da tua misericórdia todos os dias; precisamos andar em santidade e novidade de vida todos os dias e darmos um testemunho de que levamos à sério as tuas Palavras e que estamos conscientes da presença do teu Espírito Santo habitando em nós e ele sabe de todas as coisas. Mesmo que os homens não saibam, não possam provar nada contra nós, ainda assim não estamos inocentes, porque aquele que tudo vê, que tudo sabe e tudo pode, esteve presente no ato, está presente no trato que damos à questão e será aquele que nos julgará no tempo certo. Santo é o Senhor e Justo em todos os teus caminhos. Agradeço porque Jesus deixou o Espírito Santo para nos guiar e ele nos convencerá dos nossos pecados, da justiça e do juízo, ele faz e fará isso, e tem feito. Precisamos de ajuda e graça para nos arrependermos e nos convertermos dos nossos caminhos maus e andar pelos teus caminhos eternos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Débora, a Ama de Rebeca

Meditação do dia: 27/03/2020

 

“E morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho cujo nome chamou Alom-Bacute.” (Gn 35.8)

Débora, a Ama de Rebeca – Vamos meditar hoje, pensando na vida e na história de uma outra mulher maravilhosa, mas totalmente anônima e sem nem sequer um registro de seus feitos, a não ser quando ela arrumou as malas as pressas para seguir viagem com a “Sinhá Moça,” Rebeca, e ela ali nem é coadjuvante, pois o papel principal é de Eliézer e Rebeca o de coadjuvante, ela é a moça da moça mais romântica do Oriente Antigo. Então despediram a Rebeca, sua irmã, e sua ama, e o servo de Abraão, e seus homens. E Rebeca se levantou com as suas moças, e subiram sobre os camelos, e seguiram o homem; e tomou aquele servo a Rebeca, e partiu” (Gn 24.49,61). A história mostra que as famílias abastadas, senhores, nobres e reis, tinham escravos de confiança, amas, que participavam intensamente da vida deles e alguns até mesmo exerciam influencias; como eram servos, escravos, alguns eram até dados de presente de casamento, como vimos Labão dar Bila e Zilpa para Lia e Raquel. Agora, provavelmente alguns além dos três leitores mais assíduos destas meditações, ficam se perguntando, por que o pastor Jason fica escarafunchando para achar essas pessoas escondidas e que nas leituras que fazemos da Bíblia, nem notamos que elas existem? É Justamente por isso! Acredito que toda pessoa, indistintamente de quem seja ou onde vive, tem uma história e ela teve ou exerceu importância para alguém e isso a torna importante. Por que uma serva, criada de uma sinhazinha teve menção nas Escrituras e quando ela morreu, foi registrado? Lembro de que Jesus disse de uma certa mulher, importunada pelos mais famosos, visíveis e protagonistas de plantão: Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória (Mc 14.9). Essa foi a mulher que quebrou o vaso de alabastro para ungir Jesus; todo mundo foi contra, meteram a boca, discriminaram, reprovaram-na, mas Jesus a honrou e deu a ela o que não deu a muitos – afirmou que onde o Evangelho for pregado, vão falar dela, para memória. Hoje em dia tem gente pegando carona na história dela, cantando em verso e prosa, que também quer quebrar o vaso de alabastro, quer se lambuzar do perfume, quer dar o mesmo para Jesus, e um punha do de conversa mole. Ela foi autentica, fez do coração, deu tudo, não pensou nela, nem no preço nem no que iam pensar dela. Hoje, nada se cria, tudo se copia! Pois bem, é assim também que vejo Débora, que seguiu a noiva, para o destino da noiva, perseguindo o sonho e o romance da noiva para estar à disposição e servir no que precisasse. Nunca mais foi citada, quem sabe poderia até ter pintado um clima de romance entre ela e Eliézer na jornada e chegado lá o “sinhozinho e a sinhazinha” ter dado a permissão para se casarem… (Isso é mera exercício de ficção minha, não vá encher a cabeça de minhoca, é minha a heresia romântica aqui, direitos autorais requeridos). Então e posso imaginar, que ela, Débora, viu Jacó nascer, crescer, apartou muita briga entre ele e Esaú; deve ter chorado muito ao ver o seu menino partir para a terra dela; é possível que ela até tenha dado dicas e informações de coisas e pessoas, lugares que ele poderia ir e lembrar dela e de casa. É muito provável que ela foi a companhia nas horas de chora de Rebeca pelo filho ausente e sem muitas informações; as duas devem ter sido parceiras de oração e clamor pelo retorno dele em segurança; é provável que ela tenha vibrado ao ficar sabendo que Jacó estava quase chegando em casa depois de tantos anos; que ele havia se casado com duas sobrinhas de sua senhora, filhas de Labão, que na infância e juventude deve ter dado muito trabalho para ela. Aquele misto de alegria e tristeza, ao ficar sabendo que não conheceria Raquel, que falecera no caminho, ali pertinho de casa, mas a satisfação de saber que Jacó chegaria e que ele tinha doze filhos e uma filha, doze!!! E ela iria querer abraçar um por um e voltar a acariciar o rosto de Jacó, que era agora um senhor, respeitável senhor, com um novo nome, Israel e que ele não era mais o trapaceiro e pregador de peças dos tempos de menino e rapaz. Aquele travesso, era um homem de Deus e estava de volta em casa, talvez a tempo de abraça-la ainda em viva, pois só estava esperando isso para terminar a sua missão. Se nada disso for verdade, for uma mera especulação minha, mesmo assim, eu tenho profundo respeito por ela, porque foi peça importante para a formação da nação escolhida e mesmo que o serviço dela era de serva, apenas uma ama, acredito que era uma ama amada, e assim será lembrada no tempo e na eternidade. (para registro pessoal: foi a primeira vez que escrevi um texto em lágrimas, chorei o tempo todo e dedico a ela essas emoções e alegria de registrar como alguém notável e valiosa, por que o foi).

Senhor, com essa meditação escrita em forma de quase ficção, eu desejo honrar e homenagear a Débora, a ama de Rebeca e também a todas as pessoas anônimas, que serviram ao Senhor e aos servos de Deus, consumindo suas vidas inteiras, sem nunca terem sabido o que era liberdade, mas nunca souberam que servir a pessoas tementes a Deus era escravidão e privação. Outros nossos, atuais que privaram-se de privilégios e oportunidades para cuidarem de outras pessoas, coisas do reino, da família e só mesmo a eternidade e o trono de Deus para fazer justiça e dar a cada um deles a merecida honra e recompensa. Queremos aprender o valor do servir e a importância de servir no lugar certo, na causa certa. Fortaleça-os e permita que renovem suas forças a cada dia; somos teus servos e será com esse tipo de pessoas que aprenderemos o nosso lugar e a nossa posição de servos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason