Almas Ligadas

Meditação do dia: 21/04/2021

“Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai, e o moço não indo conosco, como a sua alma está ligada com a alma dele,” (Gn 44.30)

Almas Ligadas – De certa forma, o crescimento trás suas dores, mas precisamos lidar com elas e continuar crescendo, senão atrofiamos e morremos. Me refiro ao maior alcance das meditações do dia, com o passar do tempo e sou muito grato a Deus pelos irmãos e irmãos que desde os primeiros textos compartilham dessa alegria comigo. De quando em vez me refiro aos três leitores mais assíduos, expressando de forma irônica, mas saudável e bem-humorada, que no mínimo há três pessoas que continuam lendo, ao menos para não me deixar perder o pique. Obrigado a todos vocês. Sobre as dores do crescimento, me refiro à diversificação das matrizes de fé dos que nos acompanham e alguns temas, são abraçados efusivamente por alguns e repudiados por outros. Alguns são sensíveis a certos termos e outros tem reservas sobre determinados ensinamentos e posições, quer teológicas, éticas ou filosóficas; mas não nos propomos a debater temas, adotar posições e muito menos ser uma fonte de conhecimento e tendência A ou B. O que não podemos de forma alguma é fugir da veracidade bíblica e da verdadeira interpretação quando for exigida, mas sempre com um foco devocional, nunca teológico. Justifico-me aqui, porque hoje, o tema nos permite falar sobe laços de almas; um desse temas sensíveis e que polariza as discussões. Vou procurar ser fiel ao que creio, sem afetar outras posições e assim caminharmos juntos e nos abençoarmos mutuamente. Em algum lugar do passado, já escrevemos sobre isso e não é repeteco e nem falta de assunto, antes, seguindo o roteiro, passamos por essa estação e faremos a parada necessária. Seres humanos gostam de relacionamentos e necessitam deles; mesmos aqueles que fogem de ações de maior proximidade e interação, sabem que não dá para viver isoladamente sem precisar dos outros e sem deixar de ser útil aos demais da sua coletividade. É perceptível que as pessoas mais precisam de afeição e relacionamentos inteiros, são os que menos tem isso em suas vidas. As pessoas que mais sentem necessidades são também as mais feridas e ofendidas e que por alguma razão fogem de aproximações. Mas as ligações entre pessoas são fundamentais e suprem uma demanda verdadeira de afeição e referencias para muitas outras situações da vida. Familiares se conectam uns aos outros por origem; assim, cada um de nós nasce dentro de um contexto familiar, não somos inseridos nele, exceto em casos de adoções em suas várias formas, pois ainda assim, a pessoa ainda busca suas raízes e deseja saber qual foi sua história e seus caminhos que o trouxeram até aqui. Quando falamos de ligações entre almas podemos informalmente caracteriza-las como sendo naturais e artificiais, boas ou más. Os laços naturais são essencialmente familiares, laços de sangue. Os artificiais são criados, por escolhas, voluntárias ou não. Os laços bons são saudáveis e abençoadores, protetores. Já os laços maus, são produzidos quando há violação dos direitos básicos da pessoa, através da prática de violências, abusos, quebras de autoridade e ligações com vícios e hábitos ruins e práticas pecaminosas e abusivas. Voces podem se aprofundar no assunto pelo prisma de sua fé e características de igrejas que participam e podem buscar ajuda de seus líderes e discipuladores para ajuda e crescimento. No relato que Judá faz ao governador do Egito em defesa de Benjamim, ele cita, não apenas o tema, mas literalmente fala de laços de alma entre o pai já idoso e o filho mais novo, que de certa forma foi supervalorizado após o desaparecimento do seu irmão. Então aqui é laço de alma bom, familiar, embora estava caminhando para uma dependência mórbida da parte de Jacó. Mas quem de nós não tem pecado, que jogue fora a primeira pedra, pois encaixar Jacó e sua história dentro de parâmetros de vida ocidental, de quase cinco mil anos depois, não vale mesmo. Somos ligados aos nossos familiares, ainda que nem haja uma aproximação tão forte ou saudável; mas quando surge uma real necessidade, o interior fala mais forte e essa conexão se evidencia. Podemos notar até mesmo na situação desses dez irmãos agora, se juntando como nunca, por uma causa comum: ficarem unidos e até devolver Benjamim ao pai, ainda que às custas do sacrifício de um outro deles. Concorda comigo?

Senhor, agradecemos a bênção de nascermos numa família e criarmos laços afetivos que nos protegem e abençoam por toda a vida. Pedimos perdão e ajuda quando falhamos nisso e distorcemos a verdade e criamos laços ruins, destrutivos e perniciosos que fazem tantos males às famílias e à sociedade em si. Oramos por aqueles que se identificaram em situações onde laços ruins foram formados por pecados e abusos acontecidos em suas vidas, com ou sem permissão e isso afetou suas relações familiares e sociais, tendo dificuldades em dar e receber amor e atenção saudável, desconfiando de toda e qualquer aproximação de pessoas. Pedimos ajuda do Espírito Santo pra encontrarmos ajuda, cura e restauração poderosa através da Palavra de Deus e operação da redenção em Cristo. No nome de quem oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

O Fim Não Pode Ser Assim

Meditação do dia: 20/04/2021

“Se agora também tirardes a este da minha face, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com aflição à sepultura.” (Gn 44.29)

O Fim Não Pode Ser Assim – Por natureza, ou instintivamente, as pessoas não gostam de falar de morte, muito menos lidar com ela; pensar na sua própria então, nem pensar! Eles batem na madeira três vezes e falam: “Isola!” Mas como fugir de algo tão certo, para todos? Segundo a turma entendida, na vida só duas coisas absolutamente certas:  A morte e os impostos. Ninguém se livra mesmo, não é? Israel ou Jacó, o pai de José e de seus onze outros irmãos, que deram origem a nação com o mesmo nome, que foram os guardiães das grandes revelações de Deus à humanidade, iniciando com o patriarca Abraão, numa experiencia pessoal e posteriormente com a nação oriunda dele, através das Sagradas Escrituras, que hoje é a nossa Bíblia; posteriormente a Palavra se encarnou e habitou entre nós, isso é Jesus Cristo, o Messias prometido, o autor da nossa salvação. Ele, Jacó, estava num diálogo com  os filhos, lidando com uma situação muito difícil e dolorosa para todos eles, mas especialmente para ele, porque havia perdido José, ainda adolescente e nunca mais o vira, e agora o governador do Egito  exigia a presença do outro filho, o irmão mais novo de todos eles, a quem Jacó protegia como um seguro de vida, uma centelha de memórias de Raquel, sua amada esposa, e era o que ele considerava um alento para sobreviver até chegar seu dia de descansar com seus antepassados. Jacó não demonstrava medo ou pavor da morte, mas queria evitar que fosse em tristeza e solidão, por uma desventura nova de perder o outro filho. Se nós, contemplando um quadro maior da nossa realidade de existência e propósito, podemos entender, definir e aceitar com mais nobreza e resignação o modo como iremos passar dessa para a outra vida. Isso depende muito da fé de cada um – quando me refiro à FÉ DE CADA UM, não me refiro a conjunto de doutrina, credo, ensinamento ou filosofia em relação à morte. Prefiro pensar em experiencias pessoais e individuais de intimidade e comunhão com Deus, aqui, agora em vida e quando se pode tomar decisões, alterar o curso da vida e o itinerário final. Tudo que alguém precisava e precisa saber sobre o tempo e a eternidade, está revelado na Palavra de Deus e acessível a todos. Se a crê ou não é outra história! Se crê em parte ou no todo, se não crê em nada, ou rejeita a revelação cristã e adota outra base de fé; nada disso muda a verdade e o propósito de Deus. Se as pessoas acreditam ou não que haja céu e inferno, salvação e condenação, que tudo acaba aqui, ou tem coisa do outro lado – isso não altera o que será. O apóstolo Paulo, ao escrever para os cristãos de Roma, ele citou algo muito positivo: “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança” (Rm 15.4). Produzir esperança nas pessoas, é isso que as Escrituras Sagradas tem como propósito. Aplicando ainda a sabedoria paulina na vida prática, sobre decisões entre valores e crenças, ele afirma: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente (Rm 14.5). Vejamos, ele diz para se respeitar o pensamento, a opinião e o direito individual, mas CADA UM deve estar inteiramente seguro em sua mente sobre suas decisões e responsabilidades. Quando Paulo aponta a liberdade de pensar e escolher, ele se refere a questões corriqueiras de gostos, preferencias, o que se considera ou não importante, sagrado ou digno de guarda ou abstenção. Não é sobre doutrinas fundamentais e básicas da fé, como salvação, expiação de pecados, eternidade, Deus, sua Palavra e suas justas reivindicações. Ninguém deve brincar com a eternidade de sua vida, deixando de decidir conscientemente e abraçar a fé legítima e deixando como está para ver como é que fica e depois quando eu morrer, se Deus achar que mereço…. Não brinque com isso. Assim como Jacó não queria morrer triste, por não ver a realidade do que Deus lhe havia prometido sobre sua família e seus filhos, assim, você não deve deixar de fazer o seu dever de casa em relação a seu destino eterno. Voce não pode terceirizar os cuidados de sua alma para uma instituição, igreja, pessoa, sacerdote ou não, ou simplesmente deixar acontecer. A vida é mais séria do isso, e a morte mais ainda. “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5.10).

Oramos ao Senhor nosso Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, autor e consumador da nossa fé, o Sumo Sacerdote da nossa confissão. Cremos e confessamos que só há salvação em Jesus através do seu sacrifício na cruz. Acreditamos na graça salvadora que nos educa para a vida eterna; aceitamos e acolhemos que pela fé no nome de Jesus e pela graça de Deus encontramos o perdão dos pecados e filiação por adoção na família de Deus. Confessamos que os nossos pecados ofendem a santidade de Deus e nos afastam de sua vontade; mas também cremos que há provisão suficiente para redenção de todos os pecados que se arrependem e clamam por salvação e ajuda. Oramos em fé em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Despedaçado

Meditação do dia: 19/04/2021

“E um ausentou-se de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e não o tenho visto até agora;” (Gn 44.28)

Despedaçado – Os antigos espartanos e alguns outros povos guerreiros da antiguidade cultivavam uma mentalidade de que morrer em batalha, no combate era morrer com dignidade. Essa história de morrer velhinho, gagá em cima de uma cama, para eles era humilhante e até ultrajante. Os antigos marinheiros também defendiam que morrer de verdade seria morrer no mar, navegando. Feitos heroicos são para heróis mesmo. Os reles mortais querem mais é não morrer mesmo e fazem de tudo, para driblar e se possível até dar o nó na morte quando ela aparecer com aquela foice enorme, toda encapuzada de preto. A literatura e os contos populares tem muitos exemplares de casos de gente que tentou dar esses golpes, deu certo, “pero no mucho!” José, desde que foi vendido como escravo para o Egito, tinha como metas de vida, sobreviver e voltar para casa e temos registros de que até aos vinte e oito anos, quando interpretou os sonhos dos servos de Faraó que foram detidos com ele, ainda era sua prioridade, pois até pediu ajuda do copeiro que seria restaurado ao cargo, para que intercedesse junto ao rei por ele. Mas foi esquecido novamente, até quando o próprio Faraó precisou de ajuda, nessa altura ele já tinha trinta anos de idade. Por treze anos ele alimentou o desejo de voltar para casa e desmascarar os irmãos e assumir sua vida e o seu lugar no clã. Até então, ou entrementes… lá nas paragens de Canaã, a história era outra desde o início. Os rapazes voltaram mais cedo que o previsto para casa, afim de “notificar” que haviam encontrado uma capa colorida e manchada de sangue, muito parecida com aquela que o pai havia presenteado a José. Certamente eles aumentaram o enredo, perguntando se Jacó havia enviado José à algum lugar para fazer alguma coisa, ou se ele havia saído sem permissão etc e tal. Com tais argumentos, facilitou a versão deles da possibilidade da morte de José e de forma violenta, por ataque de animais selvagens. Morrera despedaçado por feras, que tipo terrível de morte! Uma pessoa, duas versões de seu desaparecimento, vivo ou morto? Sem corpo não há crime, ou provas de crime, e eles tinham um álibi perfeito, desde que todos os dez sustentasse a versão e mantivessem o bico calado. Como cristãos estamos carecas de saber que nada se sustenta diante da verdade, senão pela própria verdade. Assim, o mesmo sol que amolece a cera, também endurece o barro. O mesmo tempo que corria à favor dos filhos de Jacó, distanciando os fatos e um dia a morte sepultaria as expectativas de tudo ser trazido à tona; esse mesmo tempo corria também à favor de José, que estava vivo, cada vez mais vivo e mais forte, mais poderoso e capaz de à qualquer momento se reerguer das cinzas e qual a fênix da lenda, se levantar e aparecer para uma nova vida. Mas desde a chegada dos hebreus para comprar mantimentos, o governador, que era na verdade o José sonhador e o pesadelo dos rapazes no passado, começou a colecionar informações que eram como pequenas peças de um quebra-cabeças. Eles mesmos iam fornecendo informações sem muito esforço ou pressão da parte de José. Recentemente oficializaram que José fora dado como morto, com muito pesar do pai; se já não bastasse saber era tido por morto, agora Judá acrescenta, que ele fora morto despedaçado e o corpo nunca fora encontrado, sendo eles “por acaso” acharam a capa e levaram para o pai, que a reconheceu. Do lado dos irmãos, aquele relato era verdadeiro, ainda que só para Benjamim e o pai, mas eles, os demais, quase acreditavam, e como nunca foram confrontados, não tinha como não se tornar a verdade deles mesmos. Do lado de José, ou do governador, era chocante ouvir aquilo, que tipo de morte trágica para um garoto de dezessete anos, que tinha um futuro brilhante pela frente. Meus queridos, tem um fundo de verdade nas palavras de Judá no seu relato suplicante ao governador. Houve sim, um despedaçamento de gente; mas as vítimas foram eles na verdade. As feridas, os arranhões, as cicatrizes, as deficiências decorrentes, a tristeza de alma e as dores profundas, existiam neles e duravam aquele tempo todo. José, que fora a vítima, sofrera muito, foi dolorido, humilhante e humilhado e sem nenhuma forma de explicação ou justificativa; por mais que ele pensasse, deduzindo hipóteses, não chegava a nenhuma conclusão definitiva. Ele seguiu sua vida e do restou dela, ele reconstruiu-se e encontrou o seu propósito e a interpretação para os sonhos, incluindo os seus e agora podia fazer algo de fato e de direito para concretizar o que Deus lhe mostrara sobre ele, sua família e seus irmãos, sobre se tornarem uma grande nação e quem seria o primeiro grande líder na preparação. Não perguntemos “por quê?” mas “para quê?” as coisas estão acontecendo conosco ou ao nosso redor!

Senhor, nos consagramos à ti e à tua vontade, que santa, justa, boa, perfeita e agradável para com todos nós. Podemos confiar na tua capacidade de gerenciar todas as coisas e nada irá faltar ou passar do ponto certo. Deus é poderoso e tremendo nos seus feitos e é nosso escudo e fortaleza nas horas de angústias, nos vales de sombra da morte e duras provas da vida. Podemos, sim, todas as coisas naquele que nos fortalece; onde encontramos abrigo, alimento, proteção amor sem medidas e sem condições. Agradecemos o seu amor e sua graça, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Ver a Face

Meditação do dia: 18/04/2021

“E nós dissemos: Não poderemos descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não poderemos ver a face do homem se este nosso irmão menor não estiver conosco.” (Gn 44.26)

Ver a Face – Nossos escritossagrados fazem vasta utilização de linguagens figuradas e entre elas, atribuímos características humanas para descrever a Deus ou suas manifestações na interação com nosso mundo e sua realidade. Assim, falamos e compreendemos coisas como “a(s) mão(s) de Deus, o braço de Deus, os olhos, a face o coração, as narinas e mesmo a boca de Deus.” Literalmente, não entendemos assim, pois é “Espírito” e não tem corpo, forma ou substancia física. Na verdade, nos referimos ao poder de Deus fazer algo, ver, sentir, aspirar o cheiro e falar ou comunicar. Quando adoradores se aproximam do ser supremo em devoção reverente, se diz que eles dão maior atenção na “face de Deus” do que “em suas mãos.” O que estamos expressando é que para o adorador, agradar a Deus, é mais importante do que receber bênçãos ou favores. Ver Deus se agradando do que oferecemos, realizamos é mais realizador do que estar recebendo graças. Esse mesmo raciocínio, os súditos levavam em menor perspectiva para o serviço rei ou soberano deles. Qualquer ação que proporcionasse satisfação e alegria na face do rei, era altamente compensatória; como o inverso também tinha grande valor, ninguém, por motivo algum gostaria de desagradar o rei ou provocar sua indignação. “O furor do rei é mensageiro da morte, mas o homem sábio o apaziguará. No semblante iluminado do rei está a vida, e a sua benevolência é como a nuvem da chuva serôdia (Pv 16.14,15). Os rapazes irmãos de José estavam cientes da importância de agradarem ao governador do Egito, ou no mínimo, alcançar o seu favor, para conseguirem comprovação de suas condições de honestidade e produzirem a liberação de Simeão, que ficara detido, e a condição de liberdade para negociar nas terras do Faraó. Não poder verem a face do homem forte do Egito, equivalia a perder autorização para adentrar ao pais e circular ou comercializar produtos. Podemos estar olhando literalmente para questões de burocracia diplomática ou judicial da administração pública, porque literalmente era isso que lhes fora apresentado; mas por trás dessas palavras, estava a intenção e o interesse do Governador pela sua família e a possibilidade de reatar as relações de amor e comunhão, que estiveram estremecidas por muito tempo, da parte de José e do lado deles, havia o sentimento de morte do irmão e isso seria irreversível, mas poderia restar as consequências morais e espirituais pelas escolhas deles. As duas frentes lutavam uma mesma batalha com visões bem diferentes e trabalhando por finais também opostos. José tinha uma visão macro, sabendo que ainda eram doze filhos de Israel para formar uma grande nação e firmarem as alianças com o Altíssimo, por isso ele estava ali, levado antecipadamente para preparar as coisas para um momento crucial. Os rapazes se viam em onze filhos de um bom homem, com promessas longe do alcance deles, pois além das dificuldades naturais, eles ainda haviam passado os pés pelas mãos e estragado tudo. Vejam bem, o modo como uma pessoa, ou comunidade percebe a realidade ao seu redor, influencia o futuro que podem construir. Uma pessoa, uma família, uma igreja ou até uma cidade, podem ter uma visão certa ou errada de quem são e para onde querem ir e assim trabalhar para isso. Podem também ofuscar o seu horizonte e desistirem de trabalhar para mudar a realidade que se mostra impossível. Como você olha e vê o futuro à sua volta? Pessoalmente? Sua família? Sua comunidade de fé e ministério? Que futuro está diante de seus olhos?

Senhor, permita que o teu favor guie os nossos olhos e as nossas mãos, para sermos de fato, agentes de transformações abençoadoras onde estamos e para onde pretendemos ir. Somos gratos pela misericórdia e bondade disponível a cada um de nós em Cristo Jesus, para sermos servos e mordomos que agradam ao Senhor, adoram e servem por amor e fidelidade, agindo pela fé e não pela vista. Somos dependentes de ti, inteiramente necessitados de tua graça e amor, é assim que oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Nosso Irmão Menor

Meditação do dia: 17/04/2021

“E nós dissemos: Não poderemos descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não poderemos ver a face do homem se este nosso irmão menor não estiver conosco.” (Gn 44.26)

Nosso irmão menor – Na Palavra de Deus encontramos inúmeras passagens com vidas sendo apresentadas em termos de famílias e seus relacionamentos. Esses registros nos possibilitam um rico aprendizado em nossa jornada espiritual. Familia é uma instituição presente em todas as partes, em qualquer cultura, por mais sofisticada ou primitiva; podem variar os aspectos culturais nas diversas tribos e formatos de ajustes, mas ainda é família. Temos diversos registros onde um indivíduo membro de uma família, mesmo sendo mais novo se sobressai sobre os demais. Também percebemos situações onde os mais velhos precisam cuidar e proteger os mais novos. Pelo que estamos vendo, nada disso é novo para nós e em nada difere do que vemos acontecer entre nossas famílias e grupos sociais. Então, a oportunidade de aprender e crescer é verdadeiramente real, nos atendo a aprender com quem venceu, ou ajudou a vencer. O primeiro registro bíblico de atividades entre irmãos, foi entre Caim e Abel, e aqui, o mais velho não fez um bom trabalho, muito pelo contrário, escreveu seu nome na história humana, pelo avesso e foi o primeiro e mais destacado exemplo do anti-amor demonstrado entre família e sociedade. Encontramos Esaú e Jacó, que protagonizaram duelos de rivalidades praticamente a vida toda, só se reconciliando depois da meia idade. Os filhos de Jacó, estamos estudando em detalhes e temos bons e maus exemplos, de onde estamos extraindo boas pérolas. Outros registros lindos encontramos entre os irmãos Arão, Miriã e Moisés, onde o cuidado e amor da irmã possibilitou a educação e o treinamento do maior líder da história da nação de Israel e a pessoa de maior aproximação de Deus que conhecemos. Para não prolongarmos nas muitas possibilidades, citaremos Davi, o caçula de Jessé, que já possuía irmãos no exercito real e ele apenas cuidava dos rebanhos e sendo ainda um garoto, foi elevado por Deus a uma condição futura de se tornar o maior e mais famoso rei de Israel e o homem segundo o coração de Deus, o salmista que tanto edifica e alegra o coração de milhares de pessoas com seus salmos por gerações e gerações e um dos seus descendentes, é Jesus Cristo em sua encarnação, que reinará para sempre no trono de Davi. Nenhuma desses histórias voltou a se repetir, porque são únicas, porque as pessoas são únicas; então você e eu, com nossas próprias histórias podemos construir e fazer a diferença, como aqueles vão se destacar, ou não; o importante é cumprir o papel que nos é designado ou que podemos no exercício de nossas capacidades e oportunidades, fazer o melhor, fazer com excelência e sermos a diferença no nosso momento na história. No que nos propomos meditar hoje, os filhos de Jacó lhe disseram que sem Benjamim não poderiam descer ao Egito, mas com sua presença com eles, poderiam e com chances de sucesso na missão de agradar ou satisfazer o governador, libertar o outro irmão que ficara detido, comprar mais mantimentos e voltarem para casa e tocarem suas vidas. Isso são planos, expectativas, embora eles não sabiam que Deus estava escrevendo um novo capítulo em suas vidas e essa viagem, com a presença do irmão mais novo seria um catalisador para eventos novos e transformadores. Ali, começaria um tempo de acerto de contas, um tempo de recompensas e oportunidade de restauração de vínculos importantes. A família se uniria como nunca fora unida e os propósitos eternos tomariam seus lugares de forma mais explícita para todos eles. Quando é o momento da virada em nossas vidas? Não farei uma afirmação científica e taxativa, mas quase sempre o momento crucial de transformação em uma vida, vem numa crise, ou pós crise! As dificuldades produzem mudanças e algumas são transformadoras. Olhe para sua história e veja onde aconteceram as mudanças mais significativas? Na minha também foi assim.

Senhor Deus, obrigado pelos momentos difíceis que produzem mudanças boas e significativas ao nos tirar da zona de conforto e estagnação. Graças de damos pelas pessoas que são instrumentos para a tua vontade ser implementada em nossas vidas e pelo papel tão especial que irmãos, familiares e amigos exercem ao nos motivar, direcionar ou incentivar a nossa perseverança e tomada de decisões que farão sentido depois de um tempo e dedicação. Obrigado pela oportunidade também de sermos agentes de bênçãos na vida de irmãos e familiares para que alcancem a plenitude de suas vocações e façam a seu tempo a diferença onde estarão. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Uma Retrospectiva

Meditação do dia: 16/042021

“E nós dissemos: Não poderemos descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não poderemos ver a face do homem se este nosso irmão menor não estiver conosco.” (Gn 44.26)

Uma Retrospectiva – Como faço de quando em vez, reitero que o propósito principal dessas meditações bíblicas escritas por mim, é buscar alimento espiritual de forma bem equilibrada e constante na Palavra de Deus. Por razões diversas, especialmente pela proposta de escrever todos os dias, a escolha de temas fica mais acessível seguindo uma temática maior. Depois de vários anos explorando a aleatoriedade ou datas comemorativas, me dispus a um outro desafio que seria escrever os conteúdos seguindo algumas pessoas da Bíblia, famosas ou não, porque muita gente e ouso até dizer a maioria das pessoas do mundo antigo não foram famosas ou se destacaram como estrelas e figuras ilustres; como nos dias atuais, temos mais anônimos do que famosos e alguns que fazem de tudo para ser vistos e notados, ao mesmo tempo que outros não fazem questão de reconhecimento ou exposição pública. Eu sempre desejei que se um dia ficasse famoso, não gostaria que ninguém soubesse. Acho que me realizei! Digressão à parte, escolhi meditar numa sequencia de pessoas, começando por Jesus, João Batista e depois fui para o Gênesis me apegando à história de Adão e Eva e não tem como fugir da criação e os elementos subsequentes. Se eu disser para vocês que imaginava inicialmente fazer uns três ou quatro textos sobre cada personagem e assim, em um ano provavelmente eu esgotaria o projeto. Acontece, que nesse escopo, nunca houve a pretensão de ser uma biografia dessas pessoas, ou contar a vida delas e alguns aspectos que mais se destacam, como fazemos nas pregações na igreja sobre a vida e as atitudes de algum deles. Fui descobrindo e sendo descoberto pelos aspectos mais simples e as lições de suas vidas e os desafios que eles enfrentaram, que não são muito diferentes dos nossos no dia de hoje, assim as conquistas e vitórias deles, tal qual os fracassos, derrotas, pecados e acidentes de percursos, nos servem de lições e aprendizados. Com isso, lá se vão uns quatro anos de meditações nesses termos. Estamos seguindo a saga de José, que é uma das pessoas mais queridas no Velho Testamento e por se tratar de alguém cuja vida e seus acontecimentos percorrem os mesmos caminhos de muitos milhares de pessoas que podem se identificar come ele. Filho de um casal que se amava e pagaram um preço para viverem esse amor; nascido sob promessa e bênção de Deus; com muitos ”meio irmãos” e um único irmãozinho que ao nascer, ambos perderam a mãe e isso afeta a história de vida deles; criado numa “superproteção” paterna, o que ocasionou ciúmes e intrigas fraternas que culminaram numa ação desastrosa deles que produziram o seu desaparecimento e dato ao pai falsamente como morto. Vendido como escravo numa época em que as chances de sobreviver poucos anos já seria muita coisa. Ele sobreviveu, viveu, se adaptou e superou sua realidade e deu a volta por cima em tão alto estilo, que merece ter entrado para a história. Provavelmente ninguém no mundo, partindo de uma adolescência, escravização em terra estrangeira, ascendeu ao posto de primeiro ministro do maior e mais desenvolvido império da antiguidade, fez isso, sem bajulação, sem violência ou meios ilícitos. Chegou por trabalho, estudo e méritos de sua fé e conduta, como homem de Deus e firme nas suas convicções que produzia muito influencia mesmo numa cultura tão forte e resistente aos princípios que ele cultivava. Assim, José é o cara e todos nós, ricos e pobres, nobres e plebeus, reis e administradores, tem, podem e devem se dobrar diante de José, carinhosamente conhecido como “José do Egito.”

Deus amado, rendemos graças ao Senhor pela vida e pela história de José, com quem o Senhor andou e sustentou por vales e sombras muito densas. Ele não perdeu a fé e o Senhor não deixou de ser com ele em tudo e o honrou pela determinação e fidelidade mesmo diante do risco de sua vida, ele escolhia fazer o certo, honrar ao Senhor e respeitar as pessoas colocadas em autoridade sobre ele. Assim, hoje, milhares de anos depois, podemos aprender e crescer na fé pelo testemunho de pessoas como ele. Obrigado por nos sustentar e nos manter no caminho da vida. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Poderemos Descer

Meditação do dia: 15/042021

“E nós dissemos: Não poderemos descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não poderemos ver a face do homem se este nosso irmão menor não estiver conosco.” (Gn 44.26)

Não Poderemos Descer – Há coisas que não podemos fazer; há coisas que não devemos fazer e também aquelas que não queremos fazer. Em algumas circunstancias não temos muitas escolhas e pode ser que até nem tenhas escolha alguma possível. Mas é bem verdade que no uso de nossas liberdades e capacidades, sempre é possível escolher, fazendo disso uma grande responsabilidade. Dizer não para uma ordem paterna é rara e precisa ser muito específica, para não entrar na faixa da desonra e desrespeito para com sua pessoa e autoridade. Os irmãos de José, tiveram que dizer ao seu velho pai que não poderiam descer, isto é, voltar ao Egito para comprar mantimentos, porque essa era uma condição exigida pelo governador, na primeira visita deles – o irmão mais novo deles deveria ir com eles, ou não viesse ninguém, porque não seriam recebidos. Até então, o pai estava reticente em relação a permissão de liberar Benjamim. Mas as necessidades as vezes falam mais alto. “O trabalhador trabalha para si mesmo, porque a sua boca o instiga.” (Pv 16.26). Quando a necessidade se tornou premente, Jacó se viu forçado a abrir mão de uma de suas medidas de segurança; o que abriu oportunidade para os demais filhos que teriam a responsabilidade de valorizar a confiança recebida de conduzir a Benjamim até o governador do Egito. Eles estavam espremidos entre muitas situações difíceis; pois além da fome de suas casas, da segurança de Benjamim, da palavra empenhada com o pai que o trariam de volta, da desconfiança com as intenções do governador e a ausência de Simeão, que ficara detido em garantia – se não bastasse tudo isso, ainda tinham que lidar com a própria pressão interior. Se nos identificarmos com aqueles rapazes com empatia pelas suas dores da alma, veremos que é um peso muito muito grande a se carregar sem ter alívio da culpa porque o que fizeram é indesculpável. Precisamos muito, pensar na importância do auto-controle, estamos falando de domínio próprio, saber se segurar e agir corretamente em momentos de dissabor e contrariedade. Um momento intempestivo pode produzir uma cena irreversível e para a qual não há conserto nem desculpa e nem como voltar atrás. Hostilidades entre pessoas de relacionamento familiar precisa ser levado mais à sério e trabalhar para evitar antes que comecem ou pará-los antes que cresçam. Uma medida sábia é evitar o primeiro ato de desrespeito ou de agressão, seja verbal ou física. Se nunca houver a primeira, nunca haverá a segunda. Os garotos de Jacó começaram com pequenas amenidades de contrariedade e rivalidades contra José, alegando preferencia exagerada do pai, privilégios demais para ele e de menos para os demais e na sua imaturidade de adolescente José delatava os irmãos para o pai, quando faziam coisas erradas e assim a temperatura se foi elevando entre eles. Os sonhos de José acirraram mais ainda os ânimos e aquele dia nos campos de pastoreio, quando, digamos, o caldo entornou de vez! Não havia premeditação, mas a simples presença do “sonhador” serviu de gatilho para disparar uma forma de pararem aquilo e embora a primeira idéia de matar, foi rechaçada por Ruben, mas na sua ausência eles, sob a liderança de Judá, agiram irracionalmente. Agora nada aplacava aquela culpa destrutiva dentro deles. Já ouviu falar que “o pior inimigo nosso, somos nós mesmos?” Acreditem-me, somos capazes de fazer coisas que não imaginamos e nem admitimos ou sabemos que somos capazes. Li recentemente sobre um santo de Deus, homem sério e de vida exemplar na história da igreja, que disse em resposta a alguém, falando sobre pecados humanos – ele disse, (de forma livre a minha versão) eu sou capaz de cometer todos esses pecados, os mais terríveis e condenáveis registrados na Palavra de Deus. Só a graça libertadora de Deus pode nos manter à salvos. Refleti muito, e não pude fugir de admitir, que não sou e não somos melhores ou mais fortes que ninguém. Precisamos da misericórdia, todos os dias, um após outro.

Pai, obrigado por nos assistir todos os dias, de forma que podemos recomeçar uma nova página a cada manhã. Sem ti não somos nada e ninguém! Temos registrado que são as tuas misericórdias são a causa de não sermos consumidos e somos agradecidos por isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

De Olho Nele

Meditação do dia: 14/042021

“Então tu disseste a teus servos: Trazei-mo a mim, e porei os meus olhos sobre ele.” (Gn 44.21)

De Olho Nele – Gosto da anedota da mãe que ao sair para fazer alguma coisa, recomendou à filha adolescente que ficasse de olho no leite que estava sendo fervido no fogão, a recomendação foi: Olha bem a hora que o leite sobe, para desligar o fogo. Muito bem, quando a mãe voltou, havia leite derramado à vontade no fogão; ela ficou brava, é claro e ao repreender a filha e cobrar a recomendação feita, a filha, com toda a ingenuidade lhe disse que o leite subira precisamente às 10:23 horas, ela prestara atenção sim! Alguém levou muito literalmente a sério a ordem recebida. Queremos fazer uso dessa idéia de colocar os olhos sobre algo, ou alguém, que aparece em muitas oportunidades na Bíblia e podemos aprender com isso. Uma das citações muito edificantes dessa expressão aparece nos salmos; “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.” (Sl 32.8). Não é só uma linda citação poética, mas uma grande declaração da verdade do amor e do cuidado de Deus para com os seus servos e em especial os que cultivam uma proximidade na comunhão e discipulado. Não é nossa linha de pensamento nessa meditação, mas só fomentando o apetite dos leitores, observe as expressões “instruir-te-ei”“te ensinarei” e “darei conselho.” Você consegue perceber a diferença entre uma e outra e que direção elas tomam? José estava à muitos anos sem ver ou saber notícias do irmão mais novo, aquém ele muito amava e sentia saudades. Agora nesses dias atrás ele soube por esses rapazes, que seu irmão estava vivo e muito bem, com o pai, por medida de proteção e segurança, devido algo ruim que acontecerá com o irmão dele. José não perdeu tempo e incluiu nas suas exigências de confirmação de probidades, que eles trouxessem o irmão mais novo, pois o governador queria “por seus olhos sobre o rapaz.” Foi uma operação difícil de ser implementada, porque o velho pai, criara uma super-proteção em torno de Benjamim, desde o desaparecimento de José. Além da questão do apego paternal, precisamos levar em conta, a visão que Jacó tinha de que sua família se tornaria uma tribo forte e depois uma nação, com alianças de bênçãos para representar Deus diante de todas as nações. Ele tivera doze filhos, dois deles era da esposa amada e por quem ele se esforçara tanto e passara grandes lutas e provas até mesmo para gerar esses dois filhos. Na cultura dele, a perca de José era muito difícil de ser assimilada e no seu coração, a linhagem dele com Raquel tinha as bênçãos da transmissão de linhagens. Benjamim, era a chama que lhe restara e ele faria de tudo para proteger e perpetuar essa linhagem. Com o passar do tempo, os próprios irmãos assimilaram isso e não podiam deixar de ajudar o pai nessa sentinela, ainda mais que eles sabiam as verdadeiras razões da perda do pai. Judá agora está refazendo o relato para o governador, sobre como foi difícil realizar o seu pedido e colocar diante dele o irmão mais novo deles, e isso seria a base para o pedido de clemencia ou comutação de pena, ou se necessário fosse, a substituição de condenação para outro deles, mas preferencialmente dele, Judá. Ele começara todos os problemas desse família, dando a idéia contra seu irmão adolescente lá no passado e fora uma ação tão intempestiva que não houve tempo e nem modo de reparar ou minorar o mal causado, que afinal, se voltara contra eles mesmos, mas ele reconhecia sua responsabilidade e não mediria esforços para mudar o que lhe fosse possível. Sob as vistas do governador do Egito, Benjamim estaria bem ou mal? Quais eram as verdadeiras intenções de José e quais os resultados disso na vida dos demais e do próprio pai? Como dizemos ou escrevemos outrora, o caráter é que faria a diferença. Que bom que isso em José era muito especial! Que bom que sob os olhos de Deus, estaremos muito bem, porque o seu caráter e suas intenções são irretocáveis.

Senhor, muito obrigado por ser santo e justo em todos os teus caminhos e teus feitos são mui bons para com todos nós. Obrigado por Jesus Cristo ser a expressão desse amor e dessa verdade libertadora. Somos não só abençoados, mas também transformados e nivelados por cima, sob as tuas vistas. Receba nossa gratidão, reconhecimento e louvor, por tanta bondade e misericórdia. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Nota de Falecimento

Meditação do dia: 13/042021

“E nós respondemos: Sim, meu senhor, nosso pai é idoso e tem um filho mais novo nascido em sua velhice. O irmão desse filho, por parte de pai e mãe, morreu. Ele é o único filho de sua mãe, e nosso pai o ama muito.” (Gn 44.20)

Nota de Falecimento – A história que estava sendo contada para José era muito triste e comovente. Tragédias sucessivas em uma família lá da terra de Canaã. O governador poderia estar demonstrando simpatia por aquela narrativa de um jovem senhor que o colocava à parte dos infortúnios que os conduziram até aquele momento difícil ali na sua presença. Essa ladainha toda poderia ser mais convincente se José não fizesse parte dela, como uma das pessoas que causaram os sofrimentos. Judá agora fala abertamente quem sabe pela primeira vez sobre seu irmão que para eles estava dado como morto. Nas cidades pequenas no interior do Brasil é comum um sistema de comunicação entre os moradores que notifica a morte de alguém e convida para o velório e sepultamento. Como já é costumeiro, todos param o que estão fazendo para prestar atenção na notificação. Aqui Judá conta para José a versão deles e assim ele ouve sua própria nota fúnebre que trouxe tanto pesar ao pai e ao irmão mais novo. Exercitando a minha mente fértil, me vejo observando o comportamento do governador do Egito tentando acreditar no inacreditável. Certamente mais tarde, em off ele deve ter perguntado sobre os detalhes de como a farsa da morte dele fora montada. Incrível como uma única história pode ser vista e contada por diferentes ângulos e todos acreditarem cada um a seu modo. Sabemos que em algum momento essa conta não vai fechar. Vejamos: Para os dez irmãos havia uma verdade verdadeira mas que não podiam comprovar o final dela, mas precisavam criar um  e criaram. Para Benjamin, a versão contada em casa logo na chegada deles do campo, sem José e com a capa suja de sangue, fazia sentido e dava uma causa provável. Para José só tinha certeza dos seus próprios sofrimentos desde então e não justificáveis, mesmo diante da intolerância demonstrada contra ele. Muitos de nós depois de adultos descobrimos que alguns fatos de nossas vidas e familiares tomaram novos aspectos com a verdade vindo à tona. Então precisamos da ministração da graça de Deus, da liberação do perdão, a busca pela reconciliação, a restituição espiritual e a cura interior. Que bom que em Cristo há provisão para tudo isso.

Senhor, obrigado por reescrever a minha história e me ajudar a ver a vida do teu ponto de vista. Graças pela redenção que há no sangue de Jesus. Oramos abençoando as pessoas que se identificaram com alguma coisa e querem cura e restauração, que a tua bênção chegue em cada coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Pai e Irmão

Meditação do dia: 12/04/2021

Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós pai, ou irmão? (Gn 44.19)

Pai e Irmão – Alguma vez você já foi apanhado nas próprias palavras, que se tornaram contra você? Eu já! Algumas vezes as nossas palavras são tiradas de contexto e usadas em outro e se tornam armas perigosas.    Outra situação pode ocorrer quando o tempo passou e evoluímos, crescemos ou adotamos uma nova postura e um dia, quando menos esperamos aparece alguém e apresenta o antes dito. Mudar de opinião ou de ponto de vista não tem nada de negativo, desde que seja resultado de uma melhor formação e novos elementos agregados que nos permitam uma base sustentável e honesta. Os irmãos de José não sabiam que a vida tinha lhes colocado frente à frente com a oportunidade de suas vidas. Pode imaginar, alguém que ajudou a desaparecer com uma pessoa num tempo de imaturidade e numa ação inconsequente e por mais de duas décadas vem lutando contra a culpa e o remorso, desejando que aquele momento nunca tivesse acontecido; antes, fosse um pesadelo horrível do qual estaria livre assim que acordasse? Imagine uma circunstância em se venha a descobrir que aquela pessoa sobreviveu e ainda deu a volta por cima e nem mesmo quis guardar mágoas? Seria libertador, ainda que agora tivesse que assumir e arcar com as consequências. Remover esse fardo das costas e da vida e ainda liberar outras pessoas que estão sob o mesmo jugo e sem nada poder fazer! Os dez homens e um segredo, versão antigo Egito, chegaram diante dessa possibilidade que a vida raramente dá, quando despertaram o interesse do governador do Egito com suas agradáveis presenças para comprar suprimentos. Vítima e algozes frente à frente com uma cortina de irreconhecimento separando as partes. Vantagem para o governador. Ele se mostrou interesse por informações pessoais inofensivas e que ninguém se daria ao trabalho de omitir,  então responderam: Somos uma família grande, nosso pai teve doze filhos, ele e o mais novo estão bem lá em casa na terra de Canaã; eram dois filhos da mesma mãe, mas um já não está mais conosco. Ele morreu! José recebeu uma boa e uma má notícia, como costumamos postular aqui nos nossos tempos, como se uma notícia tivesse que vir sempre aos pares e opostas, com o direito de escolher qual queremos saber primeiro. A boa notícia para José era que seu pai e o irmão estavam vivos e bem lá em Canaã. A má notícia era que ele próprio estava morto e ninguém se deu ao trabalho de lhe avisar.  Qual é a chance de doze contra um? O pai e os onze irmãos sabiam que ele estava morto e ele era o único a saber o contrário. A verdade sempre vai prevalecer sobre o erro e o mal. Nem a morte prevalece contra a verdade. Aquela história de levar segredos para o túmulo e assim ninguém jamais saberá a verdade, pode não ser um bom negócio, nem nessa vida e nem na outra.

Deus de amor e bondade, nós somos teus filhos por adoção em Cristo e servos por livre escolha em resposta ao teu amor demonstrado em seu filho Jesus, ao sua vida para resgatar e restaurar as nossas. Somos muito gratos e trazemos o nosso louvor e adoração diante de ti, no poderoso nome de Jesus, amém.

Pr Jason