Eu Não Avisei?

Meditação do dia: 19/01/2021

E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido.(Gn 42.22)

Eu Não Avisei? Esse tipo de advertência, em forma de pergunta retórica é um fenômeno assustador para a população masculina, principalmente os casados, quando isso é dito por suas esposas, que os previnem de alguma atividade ou decisão e eles confiam mais na sua lógica e capacidade administrativa racional, do que no famoso “sexto sentido” delas. Quando tudo dá errado e ele volta para casa com aquela cara de quem comeu e não gostou, tudo que eles esperam agora é que elas NÃO DIGAM: “não te avisei?” Nem vou pedir para atirar a primeira pedra quem nunca passou por isso, quero evitar apedrejamento, ainda que virtual! No nosso texto de meditação para hoje, vemos um outro resultado da pressão que José provocou nos irmãos. Depois de três dias, falando somente eles com eles mesmos e sem poderem se afastar ou fugir do confronto, as revelações começaram a aparecer. Alguém disse que se lembrava da angústia de José implorando por ajuda e ninguém, nem o próprio declarante fez qualquer coisa para socorrer o garoto. Rubem, que não concordara com nada do que acontecera, mas se viu refém dos irmãos após ficar sabendo do destino dado ao irmão, podemos compreender a dor solitária que lhe sobreveio, porque ele pretendia devolver ao pai e evitar um desfecho mais violento da parte dos irmãos, que o enganaram também. Ele sabia que José não teve oportunidade de saber que ele não concordara com aquilo; mas agora era fato consumado e para complicar ele teve que participar do embrólio contado ao pai e ajudado a sustentar isso por todos esses anos. Poderia ser até uma boa notícia ver os irmãos se arrependendo do que fizeram, mas de que adiantaria isso agora, quando não tinha mais como corrigir? Também podemos ver que eles não só tinham como certa a morte de José, como assumiam que estava sendo requerido deles o sangue do irmão. Isso foi um tema que acompanhou os ensinamentos bíblicos do Velho Testamento e chegou aos tempos do Novo também, afinal, era a fé hebraica em andamento. Jesus mesmo fez citação nesse sentido: Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar. (Mt 23.35). Conforme o arranjo dos livros da Torah (Bíblia Hebraica), que começa com Gênesis e termina com Crônicas, diferentemente do arranjo das Escrituras Cristãs que iniciam com Gênesis e fecha com Malaquias – a declaração de Jesus significava o conteúdo todo em termos escrituristicos, as pessoas e a nação responderia diante de Deus pelo derramamento de sangue inocente. Insisto sempre que devemos fazer o certo porque é certo. Não porque é mais fácil, mais econômico ou exige menos da nossa parte. Nunca nos envolvermos em situações de injustiça e maldade, pois ainda seja tido como brincadeira, ou uma pegadinha, isso pode sair do controle e terminar em violência injustificada e não tem como voltar atrás. Sejamos sóbrios e vigilantes.

Senhor, nos apresentamos diante de ti com o nosso coração desejoso de justiça e retidão procedentes da verdade. Mesmo os erros da mocidade, podem deixar marcas tão profundas e doloridas que não se apagarão com o tempo. Pedimos sabedoria e capacidade de discernir o certo e o que é construtivo para ser praticado e experimentado em ambientes familiares e de convivência social na comunidade de fé. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Somos Culpados

Meditação do dia: 18/01/2021

Então disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia.(Gn 42.20)

Somos Culpados Ouvi uma história, a título de ilustração de sermão evangelístico, sobre um governador que foi visitar alguns presídios especiais que abrigava detentos em sua maioria com penas longas e até sentenciados à pena capital. Após as visitas, em entrevista coletiva ele se disse decepcionado, porque ele viera com a boa intenção de conceder perdão de penas para alguns daqueles detentos, mas ele não encontrou nenhum que admitisse que havia cometido crimes ou que fora sentenciado de forma justa. Todos, se diziam inocentes, injustiçados pelo sistema, e que eram “tutti bona gente.” Embora seja uma mera história, sabemos que entre os pecadores também essa é a mais pura verdade! Coletivamente, todos admitem que são pecadores, mas não no campo individual. José estava disposto a ver a verdade no íntimo de seus irmãos e para isso submeteu-os a uma condição de pressão enorme, para extrair o que de fato havia nos seus corações. Após os três dias de reclusão e com a condição de que um deles ficasse preso, enquanto os outros voltassem para casa e trouxessem o irmão mais novo, eles se viram pressionados e levados a conversar sobre algo que mui provavelmente eles se recusavam a tocar. Quando a angústia de sofrer injustamente, sem meios de apelação, o coração de todos eles voltou a uma cena semelhante onde eles viram um garoto apavorado, implorando ajuda e misericórdia e eles propositalmente não deram ouvidos. Comumente as pessoas chamam de ironia do destino, outros chamam de justiça da vida. Há um episódio que me impressiona muito até hoje, narrado na conquista de Canaã pelos israelitas nos tempos de Josué. Porém Adoni-Bezeque fugiu, mas o seguiram, e prenderam-no e cortaram-lhe os dedos polegares das mãos e dos pés. Então disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam as migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou. E levaram-no a Jerusalém, e morreu ali (Jz 1.6,7). Somos agraciados com a bênção da salvação em Cristo Jesus que morreu na cruz para salvar pecadores que se disponham a se arrependerem de seus pecados e estilo de vida distantes do ideal de Deus. O primeiro requisito para se candidatar à salvação é reconhecer-se como pecador e necessitado de misericórdia da parte de Deus. Nos escondermos atrás de nossas “bondades” e negar a verdadeira natureza de nossas intenções não facilita as coisas. O Espírito Santo faz um trabalho maravilhoso de nos convencer dos nossos pecados, nos conduz à solução que há disponível, mas que só poderemos acessar por livre iniciativa; é uma escolha deliberada de amar a verdade e rejeitar o pecado. Deus não força e não invade arbitrariamente nossa vida e nos priva da liberdade de decidir. Simultaneamente o mal engana, trapaceia e tortura a consciência culpada, produzindo uma tristeza mundana que conduz à morte. É importante salientar que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será Salvo.” (Rm 10.13). Essa oferta vale tanto para os pecadores de fora da igreja, quanto para os pecadores de dentro. Não se iludam e nem brinquem com algo tão sério, como a vida eterna.

Senhor, nos reconhecemos que somos carentes e necessitados de graça e misericórdia todos os dias. Renunciamos nossos projetos pessoais de salvar-nos a nós mesmos através das boas obras, da religiosidade e outros meios. Reconhecemos que só Cristo salva e que não há nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual possamos ser salvos a não ser o nome de Jesus. Oramos por arrependimento e graça, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Disposição Para Fazer

Meditação do dia: 17/01/2021

E trazei-me vosso irmão mais novo, com o que serão verificadas as vossas palavras, e não morrereis. E eles se dispuseram a fazê-lo.(Gn 42.20)

Disposição Para Fazer O Sábio rei Salomão escreveu que há tempo para tudo debaixo do céu. Isso inclui tempo de agir e tempo de esperar para agir. Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu (Ec 3.1). Os irmãos de José tiveram três dias de descanso e meditação compulsórios, sem agenda e planejamento, mas também sem a possibilidade de fazer uma se desejassem. Eles estavam numa situação em que não tinham controle algum sobre suas ações. Mas é interessante ver que eles estavam dispostos a agir, assim que lhes fora sugerido algo a ser feito, eles se dispuseram a fazer. Isso é muito bom. Estamos lidando aqui com as circunstancias que a vida propõe e essas possibilidades podem nos aparecer em diversas oportunidades. Podemos pensar que não temos alternativas, ou fomos privados de nossa liberdade de escolher, mas também pode ser verdade que isso aconteceu porque em algum ponto da jornada, tomamos decisões que nos conduziram a isso. Pode ser o chamado “Efeito Borboleta.” Há situações em que não agir já é um tipo de ação; não decidir já é uma decisão e não fazer nada pode ser sim, estar fazendo muita coisa, inclusive coisas ruins e destrutivas. Como saber como e quando agir? O que mais sabemos e que nada sabemos! Como cristãos precisamos de sabedoria e discernimento espirituais, pois é isso que está nas promessas da Nova Aliança, que recebemos em Cristo Jesus. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus (Rm 8.14). Nos capítulos finais do livro de Atos, temos a narrativa da atribulada viagem de Paulo à Roma, e que culminou em um naufrágio após dias e dias nos quais não se via raios de esperanças; mas Paulo estava seguro e confiante exatamente por conhecer os propósitos divinos para ele e para o Reino que estava sendo estabelecido. E, andando nós agitados por uma veemente tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio. E ao terceiro dia nós mesmos, com as nossas próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos (At 27.18-20). Paulo era um prisioneiro à caminho de julgamento diante do imperador de Roma; estavam embarcados num navio, agora praticamente desintegrado e sem a carga… mesmo assim, não era o fim e Paulo deveria agir como líder: Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio.
Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, Dizendo: Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo.
(At 27.22-24). Vejam, quem de fato detinha a autoridade ali era Paulo – porque Deus confiou a ele todas aquelas vidas. Não tem à ver com cargos ou funções, poder ou autoridade, mas Deus estar no controle e querer que seus filhos e servos atuem para mudar as coisas. Se proponha a fazer alguma coisa!

Obrigado Pai de amor, por nos dar a oportunidade de atuarmos em ambientes hostis e onde aparentemente não temos influencia maior. Uma palavra vinda de ti é suficiente para mudar todas as coisas. Queremos estar em sintonia com a tua perfeita vontade e termos o discernimento verdadeiro para fazermos a diferença e vencermos em teu nome. Graças te damos pela vida e pelos desafios que ela proporciona a cada dia. Em Cristo podemos ser mais do que vencedores e trazer honra e glória ao teu santo nome e levar as fronteiras do Reino o mais distante possível. Pedimos essa sabedoria e esse discernimento em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Irmão Mais Novo

Meditação do dia: 16/01/2021

E trazei-me vosso irmão mais novo, com o que serão verificadas as vossas palavras, e não morrereis. E eles se dispuseram a fazê-lo.(Gn 42.20)

O Irmão Mais Novo Já fui irmão mais novo entre os quatro rapazes lá de casa, depois perdi o posto para as quatro meninas, mas ficou aquela vaga de ser mais novo entre os homens, isso nunca me rendeu muitos privilégios, mas também não me trouxe prejuízos e com a bondade do Senhor, ainda somos uma família com muito mais acertos do que erros e ainda orbitamos em torna de nossos pais, que nos dão muita alegria de tê-los vivos e em boas condições ainda, já quase na casa dos noventa. Uma bênção sem dúvida alguma. Nossa geração ainda era de muitos filhos, o que proporcionava depois muitos tios, sobrinhos, primos e muita festa ao reunir a turma toda. Quando olhamos para a Bíblia falando de irmãos, já sabemos que é literalmente irmãos biológicos ou irmãos na fé, que são pessoas que reconheceram a Jesus Cristo como Senhor e Salvador pessoal, professando assim uma mesma fé universal, nos dando o privilégio de fazermos parte de uma grande família, com muitos filhos e discípulos do Senhor. Irmãos na fé são bênçãos de Deus em todos os sentidos e nesse relacionamento se adquire vínculos tão fortes e estáveis que em muitos casos são tão fortes quanto as afinidades biológicas e naturais. Esse texto, me faz lembrar outros que lidam com a questão da responsabilidade fraterna, tanto natural, quando espiritual. Os primeiros filhos humanos nesse mundo, os dois filhos de Adão e Eva, trouxeram para a história, essa faceta da vida, quando um não assumiu o seu dever de irmão que cuida e protege o outro e ainda dissimulou afirmando não saber de nada e não ter nenhuma responsabilidade para com o irmão. É claro que Deus não embarcou na aventura fictícia criada por Caim e o responsabilizou pelos atos cometidos. Temos também a citação de uma quebra de protocolo entre três filhos de Noé, após o desembarque pós-diluviano e isso também acarretou danos sociais e espirituais para a família e por extensão à sociedade humana da qual eles eram os legítimos representantes. (Confira Gn 9.20-27). Mais para frente encontramos Jacó e Esaú num clássico da experiencia humana em termos de valores, quando os dois se colocam em lados opostos em questões de fé e compromisso com a herança espiritual e as alianças com Deus. Um bem materialista e outro com vocação espiritual forte, mas com traços de caráter ainda por serem delineados em conformidade com a fé. Hoje estamos vendo, os filhos de Jacó, excetuando Benjamim, que novamente não está ligado aos feitos dos seus irmãos, mas que agora está sendo invocado como aquele que pode abrir as portas para os outros. É evidente que a mão e o coração de José está por trás de tudo isso, porque para ele é uma forma de garantia, de que alguma informação sobre si mesmo, que chegou distorcia ao conhecimento do pai, poderia ser colocado à prova apenas entre eles doze; se bem que para os dez, José não existia e eles estavam apenas pagando a conta pela maldade do desaparecimento dele. Ao pensar em cuidar dos nossos irmãos mais novos, dentro da Nova Aliança, estamos trabalhando com discipulado, pois é o caminho de exercer com a maior precisão os cuidados para que nossos novos irmãos possam crescer na graça e no conhecimento de Deus, sendo acompanhados pelos outros irmãos mais velhos de fé e que estarão agindo em obediência e fé. Todos somos responsáveis por todos. Não aceitamos a “síndrome de Caim” como normal na igreja de Cristo. Ocupamos funções diferentes, com graus de responsabilidades para cada nível, mas todos precisam estar envolvidos e comprometidos para que de fato tenhamos uma Igreja Discipuladora, gerando vida! E esse também é o nosso lema para dois mil e vinte um entre os Batista Nacionais. Fecho hoje, perguntando: Você atualmente está discipulando alguém intencionalmente? Está sendo discipulado e acompanhado por outros irmãos? Que tal nos comprometermos em fazer a diferença, mesmo em tempos de crise, pandemia e isolamento social?

Senhor Deus e Pai, nós queremos estar afinados com a tua perfeita vontade e sermos discípulos de Jesus e imitá-lo fazendo discípulos também. Somos gratos pelos irmãos que influenciaram as novas vidas e fizeram a diferença quando estávamos começando a nossa caminhada de fé. Queremos ser cheios do teu Espírito Santo para termos o poder necessário para sermos testemunhas efetivas e eficientes para oferecer uma alternativa espiritual para um mundo tão perdido e em trevas espirituais. Queremos abençoar, assim como somos abençoados e ajudar como fomos e somos ajudados até hoje. Oramos com gratidão e consagração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Cuidando da Fome

Meditação do dia: 15/01/2021

Se sois homens de retidão, que fique um de vossos irmãos preso na casa de vossa prisão; e vós ide, levai mantimento para a fome de vossa casa,(Gn 42.18)

Cuidando da Fome Não tenho experiencia própria sobre a fome. No máximo posso relator situações em que passei da hora da refeição e ou em viagem, não encontrar um lugar adequado para fazer uma parada e reabastecer. Mas mesmo assim, a fome é triste e dolorida, posso imaginar que numa situação onde falta o alimento e não há perspectiva de ter em breve, o que para muitas pessoas levam dias ou aquilo até faz parte da vida cotidiana delas, deve ser desesperador. Muito triste. Me recordo de ouvir o depoimento de alguém que estava em missão de socorro humanitário e alimentar em determinado lugar e encontrou uma senhora idosa, que para conter a dor da fome, amarrara algo em torno do estômago para suportar, mas felizmente ela foi socorrida e ajudada. José trouxe aos irmãos uma oportunidade para que eles resolvessem uma situação que os afligiam porque estar retidos ali, não ajudava em relação a comprovação de que não eram espiões; também não apressava a chegada de Benjamim, que seria o termo de garantia exigida pelo governador; mas também ainda tinham que lidar com questão alimentícia de suas famílias que estavam lá em Canaã e a parte mais difícil seria encarar o pai e conseguir a permissão para trazer Benjamim, sem ter mexer naquele passado difícil. Mas tinham que começar por algum lugar e agora o governador estava lhes oferecendo uma oportunidade. Algo que me desperta a atenção inicialmente no texto é a conexão com aquela situação onde Jesus e seus discípulos estavam retirados e foram acompanhados por uma grande multidão, que ao longo do dia ouviram os seus ensinamentos e estavam famintos, cansados e longe de casa e ou de recursos. Diante dos apelos dos discípulos Jesus disse-lhes: “… Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe: Iremos nós, e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer?(Mc 6.37). Mui provavelmente José já sabia o que iria fazer nos próximos passos em relação a eles, mas seria muito bom deixa-los em situação em que teriam que refletir, pensando não apenas neles e em suas ambições pessoais. A família estava sendo um instrumento apropriado para chama-los à realidade da vocação e das alianças celebradas com Deus. Para tornarem-se uma nação, eles precisavam ter consciência de uma identidade única e pela qual estivessem dispostos a lutar e defender até com o sacrifício da própria vida. Cuidar da fome de suas  famílias em Canaã, era importante, mas agora não era tudo, porque eles precisavam voltar ao Egito dar as garantias de quem eram mesmo pessoas de bem e responsáveis o suficiente para trazerem o irmão mais novo, que não estava ali exatamente porque o pai não confiava a segurança dele nas mãos dos irmãos. Jacó não sabia como José desaparecera, mas eles, os dez sabiam e portanto, se viam obrigado a aceitarem a desconfiança do pai sobre a capacidade deles de o protegerem. Ao nosso redor há incontáveis necessidades a serem supridas e as pessoas clamam a Deus por socorro, que se manifesta através da igreja e dos seus membros, para chegar até os necessitados. Somos testados em vários níveis de confiança e fidelidade para que possamos acessar os imensos tesouros da graça de Deus, através dos quais ele abençoa e supre para todos. Quando Paulo escreveu aos Corintios, ele afirma que os homens (de fora da igreja) tem expectativas de que Deus irá ajuda-los por meio de seus filhos. Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel (1 Co 4.1).

Pai, nós somos os teus filhos presentes nestes dias como igreja militante e com uma missão de representar o teu reino e fazer a tua vontade acontecer aqui na terra como ela aí nos céus. Agradecemos o privilégio de sermos mordomos de todos os bens, dons, talentos e oportunidades que estão disponíveis pela multiforme graça de Deus. Buscamos integridade de coração e disposição de servir com vigor e diligencia para que ninguém que clamar ao Senhor, fique sem ser assistido, porque não fomos precisos. Oramos por sabedoria e discernimentos espirituais, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Casa da Nossa Prisão

Meditação do dia: 14/01/2021

Se sois homens de retidão, que fique um de vossos irmãos preso na casa de vossa prisão; e vós ide, levai mantimento para a fome de vossa casa,(Gn 42.18)

A Casa da Nossa Prisão literalmente José estava se referindo mui provavelmente a uma casa, improvisada como prisão domiciliar para seus irmãos naqueles dias em que eles estiveram sob observação dele. Deduzo, que eles não foram encaminhados a uma instituição prisional, tal qual a que o próprio José estivera por muitos anos, sob a tutela do capitão da guarda de Faraó. Estou inclinado a pensar na aplicação figurada que esta cena e esta citação nos permitem fazer. Toda pessoa tem potenciais a serem desenvolvidos e valendo-se das oportunidades, cada um aprimora suas habilidades e até desenvolve novas, acrescentando mais e mais possibilidades. Me recordo de uma citação do Apóstolo São Paulo em que ele fala de certas condições em que se pode limitar-se a si mesmo em relação a muitas coisas. Ó coríntios, a nossa boca está aberta para vós, o nosso coração está dilatado. Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos. (2 Co 6.11,12). Os cristãos da Igreja de Corinto, tinham abrigo e acolhimento amplo na vida e no coração do apóstolo, mas eles ao mesmo tempo estavam estreitando em seus próprios sentimentos para com ele. O campo de visão deles era muito limitado e faziam suas próprias avaliações abaixo do padrão ideal. Se trata de situações em que alguém é muito amado, reconhecido, respeitado e todos tem grandes expectativas dela, mas ela por si mesma se vê em condições de inferioridade ou limitada em receber e desfrutar do que lhe é oferecida. Algo um tanto semelhante aquilo que observamos na vida daqueles dois filhos na parábola do filho pródigo; pois ambos eram filhos, herdeiros e o pai tinha prazer neles e supria tudo para eles. O mais jovem forçou a barra para ter sua independência e assim se apropriou antecipadamente da sua herança e desperdiçou tudo, indo à falência e viver em situação de extrema necessidade nas terras de suas escolhas pessoais. O filho mais velho, ficou em casa, trabalhando duro, sendo fiel e obediente, mas sem saber desfrutar do que lhe era de direito. Ele não tinha melhores condições e privilégios por sua própria incapacidade de valer-se dos seus direitos. Só percebeu quando seu irmão retornou falido, implorando por ajuda e vindo a ser recebido como de fato era, filho amado e sempre bem aceito na casa do pai. Isso pode acontecer e acontece com todos nós sem exceção. Limitamos a Deus em sua graciosa generosidade e pode de fazer infinitamente mais do pedimos ou pensamos. Nos contentando com menos do que ele tem destinado ou não desenvolvendo todo o potencial que recebemos dele. Mesmo sendo alguém muito fiel, obediente, equilibrado na sua fé e construtivo na seu serviço, ainda assim pode ficar preso na sua própria casa de prisão. Até um relógio quebrado pode dar a hora certa duas vezes ao dia. Justificar nossa limitação valendo-se de testemunho de algumas bênçãos ou algumas realizações não é suficiente. O que limita você? Em que você se vê ou sente preso? À que você atribui um rendimento abaixo do seu verdadeiro potencial? Essa foi a agenda de José para com seus irmãos após um tempo de reflexão deles na salinha do castigo, onde ficaram para pensar.

Pai, obrigado por sua bondade e misericórdia, por elas nós podemos experimentar coisas boas e grandes que estão disponíveis a nós, em Cristo Jesus. Hoje é uma dia refletir sobre nossas limitações injustificadas na realização de nossa missão e participação na construção do teu Reino. Pedimos sabedoria e graça para nos levantarmos e andar a passos maiores e mais consistentes. Abençoamos o nosso dia e as nossas oportunidades, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Por Todos

Meditação do dia: 13/01/2021

Se sois homens de retidão, que fique um de vossos irmãos preso na casa de vossa prisão; e vós ide, levai mantimento para a fome de vossa casa,(Gn 42.18)

Um Por Todos “Um por todos e todos por um!” Essa famosa frase é conhecida por todos nós através da história corriqueira do filme os “Três Mosquiteiros,” que foi escrita pelo famoso escritor francês Alexandre Dumas, a qual expressou na época uma espécie de axioma universal que representa a união de todos num só objetivo. Ela se popularizou aí, mas o princípio é muito anterior a isso, e está exemplificado em muitas narrativas bíblicas e o auge é em Cristo, onde ele assumiu a condição individual de cada um e com suficiência para todos, ao mesmo tempo que todos foram alcançados pela unidade produzida pela oferta única e agora todos formam um só corpo e assim somos todos responsáveis uns pelos outros. Nas palavras do Apóstolo Paulo: “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram.
E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
(2 Co 5.14,15). Estamos presenciando nessas meditações, a sequencia das ações de José e seus irmãos, onde dois lados lutavam por estabelecer-se e resolver um dilema que de fato não existia, mas fora criado por José para extrair dos seus irmãos informações que o ajudaria a passar à limpo a sua própria história e saber a atitude deles em todo esse tempo. Para os irmãos de José, tudo era incrivelmente misterioso, porque eles não pratica ali no Egito nada que fosse suspeito ou ilegal, para serem tratados como espiões e serem detidos. Também não sabiam que o governador que estava pegando pesado, era na verdade conhecido deles, não só conhecido, mas o irmão de quem eles se livraram à muitos anos atrás. José estava em vantagem, sabendo quem eles eram, mas eles não sabiam com quem estavam tratando e muito menos suas reais intenções. Temos hoje, a vantagem de sabermos que José era uma pessoa de bem e que tinha boas intenções para com eles, e por trás de tudo aquilo, estava a generosidade de um coração perdoador e abençoador. A proposta agora era que em vez de ficarem nove pessoas detidas e uma viajar de volta, ele inverteria, deixando apenas um detido e os outros voltariam levando provisões para suprir a necessidade da família e voltassem com o irmão mais novo. Quanto vale de sacrifício a causa que defendemos? Eles escondiam um erro ou pecado, que na verdade era um crime, e vinham pagando um preço muito alto para manter tudo em segredo, mas até quando? José aumentou o preço sobre eles expondo-os a si mesmos e a seus medos e traços de caráter. Não é que José estava obtendo bons resultados? Eles começaram a remexer o passado sombrio! Queridos, o nosso passado, não pode ser mudado, mas a nossa atitude em relação a ele e o que foi feito, sim, pode ser mudado e devemos trabalhar nisso. A redenção é obra divina e como tal, está além do fator tempo; ela afeta nossa vida como um todo, passado, presente e futuro. A graça de Deus é a graça de Deus!

Senhor, graças devemos render em todo tempo e lugar, por tudo que está disponível à nós através da redenção que está em Cristo Jesus. Nossos pecados foram e muitos e todos eles podem ser perdoados e purificados todos os efeitos e marcas provocados em nossa vida. A redenção nos permite uma nova vida, com novos alvos e propósitos, grandes e eternos, pela misericórdia e bondade do nosso Deus. Jesus morreu por todos e seu sacrifício está disponível a todos que quiserem crer e receber pela fé. Oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Eu Temo a Deus

Meditação do dia: 12/01/2021

E ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a Deus.(Gn 42.18)

Eu Temo a Deus Certa vez vi no “para-barro” de um caminhão boiadeiro escrito: Jesus Liberta! Achei engraçado e perguntei para alguém que estava comigo: O que será que os bois acham dessa frase no caminhão? Concordo que foi um humor fora de hora ou de contexto, uma ironia apenas. Também estou pensando nessa citação de José a seus irmãos, que estavam no maior aperto diante dele, sob acusações seríssimas, que poderiam até mesmo gerar pena de morte, detidos em prisão por três dias e um deles ainda ficaria na prisão  até que os outros fossem até Canaã e voltassem com o irmão mais novo para averiguação. “Eu temo a Deus!” Como será que os rapazes receberam essa palavra e ação generosa do governador? Estando no Egito, uma terra e um povo politeísta, com uma cultura de adoração a muitos deuses e nenhum deles era o Altíssimo, o Deus único adorado por Abraão, Isaque e Jacó, a quem eles estavam sendo treinados e comprometidos em alianças eternas, que deveriam passar de geração para geração. Até então para eles, possivelmente o governador era um egípcio, portanto idólatra; como ele poderia temer a Deus, a ponto de ser generoso e agir com complacência em nome de sua fé? Olhando para nossa própria realidade, não é difícil encontrarmos cristãos, adoradores fervorosos de Deus, que tem sérias dificuldades em aceitar que alguém de outra denominação cristã, seja de fato, seu irmão em Cristo, ou tenha experiencias com Deus. Não é raro vermos estrelas do mundo gospel, na TV ou mídias sociais se degladiando e batendo forte em outros até dos mesmos movimentos. Nesse último domingo, na mensagem que preguei para a Monte das Oliveiras e na Live, introduzi com os seguintes questionamentos sobre nossa prática de fé: Há três pontos em que toda e qualquer religião, incluindo a nossa religião, precisa ser testada. 1. A pregação que ouvimos regularmente conduz a nossa mente a focalizar a morte expiatória do Senhor Jesus Cristo, e atrai o nosso coração para ele? Essa pregação mostra a necessidade de colocarmos a nossa fé na morte expiatória do Senhor Jesus? Se a resposta for negativa, então não é o evangelho de Deus. 2. Aquele que nós adoramos é um Deus que responde orações? Se não responde, ou estamos adorando um deus falso, ou não estamos em comunhão com o Deus verdadeiro. 3. Recebemos o Espírito Santo como nosso agente santificador? Se não recebemos, a nossa situação não é nada melhor do que a dos pagãos. Em outras meditações eu já afirmei que o cristianismo não é uma religião, mas um RELACIONAMENTO! A provável referencia dos irmãos de José para determinar que aquele governador era temente a Deus ou não, poderia ser eles mesmos e suas práticas de vida e de fé. Quando a conduta entra em choque com a declaração de fé professada, o testemunho fica comprometido e as ações falarão mais alto que o discurso. Alguém sabiamente já disse que “as nossas palavras comovem, mas o nosso testemunho, arrasta!” Veja que citação linda descrita nos Salmos: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; todos os que cumprem os seus preceitos revelam bom senso. Ele será louvado para sempre!” (Sl 111.10)

Pai, graças te dou nesse dia, quando posso aprender mais em tua Palavra sobre o temor ao Senhor que me confere sabedoria e poderei agir com bom senso, para assim glorificar ao meu Deus e ser ativo no testemunho da tua graça e bondade para comigo e para com todos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Escolha de Viver

Meditação do dia: 11/01/2021

E ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a Deus.(Gn 42.18)

A Escolha de Viver Fazer escolhas é um privilégio e também uma responsabilidade. Passar esse direito para que outras pessoas decidam por nós, não é muito inteligente e nem responsável. Aceitar tomar decisões pelos outros também não é algo do qual alguém tenha de que se orgulhar. Cremos, pelo menos uma grande maioria dos cristãos acreditam em “livre arbítrio” como sendo algo congênito no ato da criação. Com o devido respeito às outras escolas de pensamento, encontramos muitas e boas referências bíblicas, mas aqui, o nosso intuito é devocional e alimentar-nos com a Palavra de Deus, sem o foco de discutir doutrinas e teorias, mas claro, vigiando para não incorrermos em heresias ou ensinos espúrios. Deus age com responsabilidade e toma as iniciativas de nos alcançar na condição em que nos encontramos como pecadores perdidos e distantes da sua perfeita vontade. Ele aponta a direção através do Evangelho revelado também na pessoa e obra de seu filho Jesus Cristo. A mediação divina, colocou a disposição do pecado um recurso precioso e único, para que se possa escolher e assim decidir seu destino. Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência (Dt 30.19). Gosto de pensar nisso como sendo um exercício de responsabilidade; ou seja, a proposta é exposta, esclarecida e mostrado os dois lados da questão e quais as consequências ou resultados das escolhas. Mas quem faz a escolha é o homem! Vida ou Morte – Bênção ou Maldição – sendo ainda facultado uma dica, para que se escolha a vida e assim muito mais pessoas serão beneficiadas. Numa escala muito menor, José após deter por três dias os seus irmãos e dado tempo para pensar sem presa e sem pressões externas, ele apresenta a eles a oportunidade de “fazer ou não fazer” uma coisa e assim viverem (ou não). José queria que seus irmãos vivessem! Mas não apenas existindo, sobrevivendo sem perspectivas promissoras. José estava consciente da vocação dele e de seus irmãos para uma vida de excelência e firmados em alianças eternas com Deus para formarem um povo especial e com propósitos grandiosos. Para se produzir resultados excelentes, necessita-se de pessoas excelentes, com atitudes excelentes fazendo coisas excelentes. Mais do mesmo não muda nada, ao contrário, degenera-se e decai ao invés de se manter e prevalecer. Sabendo que a vida terrena é única e breve, isso a torna desafiadora, prazerosa e motivadora. As escolhas trazem suas recompensas, e elas são atrativas. A pessoa pode escolher sua recompensa agora, no presente, material e limitada, ou pode adiar recebe-la, mas ser algo consistente, eterna e imaculada. Um ganhador do Premio Nobel, por sua contribuição na área de psicologia financeira, cita uma pesquisa desenvolvida e supervisionada, sobre os efeitos das escolhas de recompensas. O teste foi expor crianças em uma ambiente de sala de aula e o “professor” colocava guloseimas à disposição de todos, enquanto ele se ausentava por algum tempo com a seguinte proposta: Quem quiser pode pegar UMA e comer, pode fazê-lo sem problemas. Mas quem optar por esperar a volta dele, ganharia o direito de comer DUAS. Essas crianças foram acompanhadas por anos, até serem adultas e o resultado foi que as crianças que adiaram a recompensa para ganharem mais, foram mais bem sucedidas na vida e sempre tiveram maiores índices de controle nas finanças e investimentos. Parece que o original dessa proposta é mais antiga: Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem (Mt 7.13,14).  Como são suas escolhas? Prazer imediato ou esperar por recompensas maiores? Soluções paliativas ou resultados permanentes?

Senhor, obrigado por dar ao homem a oportunidade de escolher seu próprio destino e os acessórios que vão acompanha-lo por toda a eternidade. Jesus abriu-nos o Caminha, a Verdade e a Vida, podemos escolher e apreciar. Queremos viver e servir ao Senhor em todo tempo e com excelência. Obrigado pela vida eterna em Cristo Jesus, no nome de quem oramos. Amém.

Pr Jason

No Terceiro Dia

Meditação do dia: 10/01/2021

E ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a Deus.(Gn 42.18)

No Terceiro Dia O Terceiro dia é muito significativo para nós cristãos! Quanto pensamos ou ouvimos essa expressão, nossas lembranças são boas, são de esperanças e de vitórias. Os que gostam de estudar ou pelo menos considerar os valores simbólicos dos números na Bíblia, reconhecem o número três como sendo aplicado a Deus, especialmente como Trindade. A trindade em si, é o mais perfeito modelo de vida em comunidade, ou a comunidade perfeita, que também nos convida agora como filhos a participar dessa comunhão espiritual e sermos beneficiados por tudo que essa harmonia é capaz de proporcionar. Quando olhamos para o desfecho da vida e ministério presencial de Jesus Cristo aqui na terra, passamos por uma semana intensa de atividades do Mestre em Jerusalém, num intensivo final com os discípulos, também denominado de Ministério Íntimo de Cristo. Ao final, a celebração da sua última Páscoa antecipada até, com seus amigos e a instituição da Ceia do Senhor, demarcando o território da Nova Aliança, simbolizada no partir do pão e no cálice de vinho, com a promessa de que ele só participaria novamente no Reino dos Céus. Naquela mesma noite ele foi preso e temos todo o desfecho da paixão de Cristo, com todos os sofrimentos infringidos pelos meus pecados, até a morte na cruz lá no Monte Calvário, do lado de fora da cidade de Jerusalém, para que nenhum detalhe escapasse das profecias messiânicas. Tristeza e dor a todos, mesmo aqueles que estavam cientes dos fatos da redenção, se identificarem com o seu Mestre, naquelas condições e circunstancias, não foram momentos fáceis. Dois dias terríveis de silencio, luto, tristeza e suspense de alma até alguém voltar ao grupo dizendo num misto de dúvida e desespero que “o corpo do Mestre sumiu!” Mas logo apareceram os primeiros raios de luz de esperança e fé. Até que ficou confirmado! “Ressuscitou, como ele havia dito!” Foi questão de pouco tempo e logo a verdade voltara a reinar nos corações de cada um e até hoje isso faz muito sentido para nós. Falar no terceiro dia, inspira o que há de melhor, de mais sagrado em nossa jornada de fé! Lá no antigo Egito, José também resolver dar uma boa notícia para os corações dos seus irmãos que estavam afundados em suas próprias preocupações, detidos até uma decisão do governador sobre quem deles iria voltar. Certamente, para aqueles rapazes, ouvir diretamente do governador do Egito, que ele temia a Deus e devido ao temor do Senhor, lhes daria uma oportunidade de fazerem algo e assim viverem. José iria facilitar as coisas, mas eles ainda teriam que tomarem decisões que mudariam suas vidas tanto a nível individual, como coletivo, no sentido de se tornarem um grupo coeso e disposto a viver a verdade. Tal qual a obra de Cristo no Calvário, que habilitou-nos a encontrar a salvação pela graça através da fé em Cristo, mas isso implica em que cada pessoa precisa decidir sua vida e seu futuro. A porta está aberta, mas para passar é preciso decidir mudar de vida! Faça isso e vivereis!

Senhor, graças rendemos a ti pela obra completa, perfeita e disponível a todos e a qualquer um, pois todo aquele que nele crer não perecerá, mas terá a vida eterna! É assim que entendemos o amor de Deus! Foi assim que Jesus se deu por mim e por nós! Preciso e precisamos decidir pela vida e pela verdade. Agradecemos por esse tão grande amor e sacrifício que nos dá direito à tudo aquilo que carecemos, mas sem merecimento, e assim podemos pela graça através da fé, nos apropriarmos do teu favor. Em nome de Jesus, oramos, amém.

Pr Jason

Ps: Essa canção anexa abençoa o nosso dia.