Servo do Capitão da Guarda

Meditação do dia: 28/09/2020

E estava ali conosco um jovem hebreu, servo do capitão da guarda, e contamos-lhe os nossos sonhos e ele no-los interpretou, a cada um conforme o seu sonho.(Gn 41.12)

Servo do Capitão da Guarda – As pessoas não se importam de serem chamadas de servas, o que elas de fato não aceitam é SEREM TRATADAS COMO SERVAS. Pelas searas cristãs espalhadas por esse mundão sem porteira, um contingente considerável de pessoas são chamadas de “servos de Deus,” ou “grande servo/a de Deus” e são paparicados e seus egos massageados, alguns até com exigências absurdas para se apresentarem “no serviço do Senhor;” se quiser acabar com a festa, é só lhes darem um balde, um pano de chão e um rodo, que você verá instantaneamente a atitude de servo brotar suavemente como um vulcão em erupção furiosa. Ensinando sobre a vida verdadeiramente vitoriosa, o Apóstolo São Paulo, escreveu aos Romanos que a condição e servos ou escravos, é uma questão de escolha que se faz. Vocês não sabem que se tornam escravos daquilo a que escolhem obedecer? Podem ser escravos do pecado, que conduz à morte, ou podem escolher obedecer a Deus, que conduz à vida de justiça” (Rm 6.16 NVT). Para dirimir conflitos de interesse entre o colégio apostólico, Jesus, trabalhou com ensinamentos das bases da questão, e assim seus discípulos poderiam encaminhar suas decisões de conduta e voluntariedade para o serviço do reino. Não deixem que pessoa alguma os chame de Rabi, pois vocês têm somente um mestre, e todos vocês são irmãos. Não se dirijam a pessoa alguma aqui na terra como Pai, pois somente Deus no céu é seu Pai. Não deixem que pessoa alguma os chame de Mestre, pois vocês têm somente um mestre, o Cristo. O mais importante entre vocês deve ser servo dos outros, pois os que se exaltam serão humilhados, e os que se humilham serão exaltados” (Mt 23.8-12 NVT). Ao acompanharmos a vida de José e suas labutas no antigo Egito, percebemos o quanto a vida é sensível em alguns aspectos e uma decisão que aparentemente tem pouco importância, se torna decisiva e com reflexos na eternidade. Minha atenção voltou-se nesse texto para a expressão que separei como título da meditação. José estava ali como servo do capitão da guarda. Com o tempo de convivência e serviço a esse homem, ele passara a conhecer muito bem a José, sabendo do caráter e confiabilidade à toda prova, mas mesmo assim, manteve-o como um servo comum, não tomou nenhuma providencia em seu favor, mesmo tendo conhecimento de sua história de vida. É aquilo que conhecemos por ter a oportunidade de fazer o bem e não fazer, omitir em nome dos direitos adquiridos ou do que é legal e socialmente aceito. Manter José como servo, não só era legal, como era conveniente e produtivo para ele, pois o gerenciamento de sua prisão ia muito bem e ele ficava com os elogios e os louros da vitória. Antes que o coração da gente fique azedo e nosso humor fique ácido e comecemos a expelir faíscas e fogo estranho, incomodados com tanta injustiça e indiferença, voltemos nossa atenção para aquele que cuida de tudo e de todos. José era paciente e pratica as disciplinas espirituais que lhe permitiam sofrer com resiliência e perseverança até que o Altíssimo operasse em seu favor. Quantas pessoas cruzaram o caminho de José e todos se viam melhores, superiores, livres e mesmo tendo oportunidade de servir, não o consideraram digno ou merecedor. Como conhecemos o futuro deles e de José, sabemos que todos eles seguirão com suas vidinhas e José no devido tempo será alçado a um posto de grandeza que não era para qualquer um. Quando digo qualquer um, estou me referindo literalmente qualquer um, porque nem José ousava pensar no que lhe estava reservado e qualquer outra pessoa que pudesse almejar algo semelhante, certamente não incluiria um servo, muito menos um hebreu e nem se pensa num prisioneiro, agora à serviço do capitão da guarda. Mas José era na verdade servo de Deus e estava ali, por um propósito maior e melhor para todos, e não por crimes de que fora injustamente acusado e nunca julgado. Deus cuidava de José. Deus cuida de mim e de você. O que acontece ao nosso redor só tem importância de fato, se o Senhor atribuir a isso alguma importância ou se nós mesmos por fraquezas e falhas superestimar algumas dessas ocorrências. O coração precisa estar livre para fluir a graça e a bondade de Deus, que primeiro irriga e abençoa a nós mesmos e depois nos habilita a servir aos outros. Nunca encontramos José concentrado nos seus problemas e sofrimentos injustos, de forma que não podia servir e ajudar as pessoas que ele entendia serem amadas pelo seu Deus e que tinha as respostas que elas precisavam.

Pai, nos somos teus filhos e por escolhas nossas, somos servos do Senhor, o Deus Altíssimo, que governa e controla tudo com absoluta perfeição. Acreditamos que estamos aqui para um propósito muito especial e que podemos servir a essas vidas que estão ao nosso redor e que estão sedentas e famintas de amor e aceitação. Acreditamos que Jesus morreu por cada uma delas e o preço já está pago e elas precisam saberem disso e se apossarem da salvação e da bênção de se tornarem teus filhos; serem perdoadas, curadas, libertas, acolhidas e amadas na família do Senhor. Parte disso, está sob nossa responsabilidade como igreja e com a missão de proclamar o Evangelho que o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Consagramos nossos corações para serem canais da graça e amor para chegar a essas pessoas. Agradecemos a ajuda e a inspiração do Espírito Santo, para nos revestir de poder para testemunhar. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Jovem Hebreu

Meditação do dia: 27/09/2020

E estava ali conosco um jovem hebreu, servo do capitão da guarda, e contamos-lhe os nossos sonhos e ele no-los interpretou, a cada um conforme o seu sonho.(Gn 41.12)

Um Jovem Hebreu – Entre as muitas possibilidades de assuntos a serem desenvolvidos com base no versículo acima, escolhido como tema para a nossa meditação, vamos ficar com a identidade pessoal. O que para muitos é bairrismo, nacionalismo ou apego as suas raízes e tradições, pode também ser viso e olhado como um legado que faz a diferença e está dentro dos planos de Deus para nossas vidas. José era um garoto de dezessete anos quando entrou no Egito para ser vendido como escravo e servir ao oficial da guarda pessoal de Faraó. Agora ele já é um homem adulto de trinta anos, tendo vivido quase que a mesma quantia de anos que vivera em Harã, sua terra natal e em Canaã, a terra de seu pai, a Terra Prometida aos descendentes de Abraão. Quando de cultura Egípcia ele deveria ter aprendido e o que de fato ele havia absorvido? Costumamos falar de pessoas que são como chuchu, um legume sem gosto nenhum e rico em vitaminas A, B e C, na verdade é Água, Bagaço e Casca. A principal virtude do chuchu é que ele pega o gosto de qualquer outra coisa com a qual for misturado. Nada fica com gosto dele, mas ele fica com o sabor, gosto e cheiro de todo e qualquer outro elemento. Ele não tem identidade própria. Não exerce influencia e não parece que não se incomoda, pois muitos outros frutos, verduras e legumes foram alterados para melhor suas propriedades e o nosso chuchu de cada dia continua firme e forte, quer dizer, firme e fraco, serve muito  bem para compor e acrescentar a quantidade. José não era nem um pouco comparável assim; ele chegou hebreu e viveu como hebreu e servia ao Deus dos hebreus e testemunhava a todos o que era. Notamos que José não influenciou no dia que interpretou o sonho de Faraó; ele veio influenciando o tempo todo, tendo de sua esfera de influência. Todos quanto tiveram contatos com José foram influenciados por ele, tanto pelo serviço de qualidade, quanto pela dedicação pessoal em minorar sofrimentos, disponibilidade e capacidade de empatia e generosidade. Quando chegou a hora de Deus, o copeiro, recobrou a memória e voltou o filme na sua cabeça, suas angústias e medos, a solidão do cumprimento de sentença e a insegura expectativa do futuro. Mas estava ali com eles um jovem hebreu! Me pergunto, quem estava ali por causa de quem? José, para servir aos prisioneiros elitizados, ou os servos de Faraó, para serem a ponte futura para José cruzar e alcançar a razão de tudo o que o levara ao Egito? Por que estou onde estou e porque você está onde está e por todo esse período de tempo? Quantos de vocês já fizeram planos diversas vezes de saírem, irem embora e recomeçar ou retornar para suas origens, mas continua ainda aí. Quais razões são suas e quais tem à ver com os propósitos eternos de Deus? Você chegou aí com uma missão ou conheceu sua tarefa e agora? Na hora de ser alçado, qual será o  testemunho do seu copeiro? O de José, disse ao rei que havia ali com eles um jovem hebreu. O que dirão do Jason, do José, de você? SE admitimos que somos cidadãos de dois reinos, e aqui não é nossa pátria definitiva, então aqui deve ser nosso posto de serviço, quem sabe nossa embaixada. Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (2 Co 5.19,20). Será ou seremos?

Pai, obrigado pelo dia de hoje e pelo aprendizado que ele nos trará. Estamos aqui por razões que reconhecemos ter relação com os teus planos e projetos. Cada coisa acontece no devido tempo, sobre o qual o nosso Deus tem o mais perfeito controle e domínio. Nos consagramos à tua perfeita vontade, para sermos tudo aquilo para o qual fomos criados e por teus designios estamos destacados para servir onde estamos e só iremos para os próximos postos assim que a tua determinação e graça se manifestar. Te louvamos por ser nosso Pai, Aba Pai! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Olha Quem Está Falando?

 Meditação do dia: 26/09/2020

Então falou o copeiro-mor a Faraó, dizendo: Das minhas ofensas me lembro hoje:(Gn 41.9)

Olha Quem Está Falando? – O título desta meditação vai remeter os mais velhos e cinéfilos ao final dos anos 80, mais propriamente a 89, do filme com este mesmo título estrelado por Kirstie Alley (Mollie) e John Travolta (James ubriacco). Ela uma contadora mãe solteira e ele um taxista que a ajudou quando entrou em trabalho de parto. Mikey, é um bebê observador, cínico e sarcástico. Mas desta vez estou me referindo ao copeiro-mor de Faraó, que depois de dois longos anos de silencio e omissão, agora aparece e resolve abrir a boca, ainda se mostrando cidadão prestativo, interessando e participativo com aquilo que aflige o chefe. Das minhas ofensas me lembro hoje…” ao escrever isso, estou fazendo pela razão de que me identifico com todos vocês e também estou repetindo o próprio copeiro-mor, me lembrando dos meus pecados de outrora, ou seja, sempre que leio este trecho das Escrituras, eu fico indignado com ele;  por dentro, dá vontade de dizer: “Seu cara de pau, José tá mofando lá em baixo até hoje e você nunca se lembrou dele, na verdade não quis lembrar-se dele e agora quer fazer média com Faraó, para ficar bem na fita de novo?!!” Como eu suspeito que somos muitos que temos essa reação, e alguns até mesmo gostariam de dar uma esfrega nele e os mais piedosos, torcem para José depois dar uma lição nele.  Mas sabe qual é a lição edificante em meio a tudo isso? A nossa capacidade de identificar-nos com a injustiça, sabendo detectá-la nas experiencias próximas de nós e de vez em quanto fazemos parte da própria encenação nossa de cada dia, sendo o esquecido por alguém com quem contávamos e falhou com gente; ora somos os que esquecemos de demonstrara gratidão com alguém que nos favoreceu e ficou tudo como se não houvesse acontecido nada. Lembrar uma ingratidão é dolorido, mas se sofremos, ela dói mais do que se a cometemos; quando somos lembrados do papelão que fizemos, queremos correr para reparar e compensar, mas podemos encontrar a pessoa muito bem e ter superado aquilo por outros meios levantados por Deus; o que nos deixa profundamente envergonhados. Outra situação oportuna por essa atitude de indignar-se com fatos do passado, é que elas também doem mais e produzem maiores danos, se foram causadas por familiares. As relações mais próximas e consanguíneas realçam os efeitos e prolongam as consequências, que se não tomarmos cuidados, atravessam gerações. Nas lidas pastorais encontramos muitas almas doentes, feridas e estropiadas pela vida, por tratamentos desiguais ou injustos dentro da família e pelos tratamentos preferenciais dos pais ao discriminar uns filhos em detrimento de outros; ou em outros níveis de parentesco que deveriam ter agido com bondade e honestidade e fizeram exatamente o contrário, causando prejuízos e danos ou produzindo sofrimentos físicos e emocionais ou até mesmo abusos nas mais variadas formas. Todos precisam lidar com o perdão e a graça de Deus que se mostra salvadora e libertadora,  como diz São Paulo à Tito. Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.” (Tt  2.11-14). Fiz questão de colocar todos esses versículos acima, porque eles tratam de como é maravilhoso a graça salvadora e o propósito de Deus em preparar um tipo especial de pessoas, para os quais ele ministrou poderosamente através da redenção. Acontece que as emoções e as lembranças das pessoas podem estar dominando e operando nelas mais do que a Palavra de Deus e com isso o processo de cura  e libertação que já se processou, ficam impedidos de fluir na vida e a abundancia da vida eterna não se materializa e fazendo com que a qualidade da vida com Deus seja abaixo do esperado. Pode ser que a pessoa, sofreu, mas venceu! Superou tudo; hoje está bem em todos os sentidos; não necessitando mais daquilo que lhe foi negado na época; mas mesmo assim ela sofre e reivindica como se fosse carente; ou nunca liberou perdão e bênção e assim vive preso num lamaçal de memórias ruins e dolorosas e repete isso constantemente; todos os nossos amigos e familiares já estão até cansados dessas conversas. Permita a cura de Deus se processar e aproprie dos muitos recursos da infinita graça redentora que está disponível em Cristo. Experimente o poder libertador do louvor e da adoração e e aproveite para ser generoso e não deixar que ninguém passe por aquele tipo de situação, porque agora Deus te deu condições e recursos para minorar o sofrimento de outros. Viva o hoje, o agora, a bênção de estar vivo, estar livre, ser abençoado e ser um vencedor! Orgulhe-se de ter sido alcançado pela bondade e compaixão de Deus!

Senhor, obrigado porque podemos fazer uso da situação do copeiro-mor lembrar dos nossos próprios pecados de ingratidão e indiferença com que sofremos ou produzimos sofrimentos; mas que agora superamos pela tua graça salvadora e somos novas criaturas e podemos deixar para trás os tempos sofríveis e difíceis e desfrutar da verdadeira paz que Cristo nos oferece e ainda sermos instrumentos do teu amor e graça alcançar outras pessoas e abençoá-las e ajuda-las a receberem o mesmo tipo de consolação que recebemos de ti através do Espírito Santo. Oramos por cura emocional e liberamos perdão e graça sobre as lembranças dolorosas que nos acompanharam até aqui; mas agora basta! Em nome de Jesus, queremos vida nova, como alegria nova, vitórias novas e bênçãos novas todos os dias, para glória de Deus e honra ao nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Espírito Perturbado

Meditação do dia: 25/09/2020

E aconteceu que pela manhã o seu espírito perturbou-se, e enviou e chamou todos os adivinhadores do Egito, e todos os seus sábios; e Faraó contou-lhes os seus sonhos, mas ninguém havia que lhos interpretasse.(Gn 41.8)

Espírito Perturbado – Após uma noite mal dormita, a maioria das pessoas amanhece com cara de poucos amigos, alguns bem azedos mesmos. Mas isso não é privilégio sós dos reles mortais, pois até os grandes monarcas e reis que regiam grandes impérios mundiais tiveram também suas noites difíceis. A diferença entre nós e eles nesse sentido, é que levantamos e temos que tocar a vida. Já eles, requisitam os mais nobres cérebros e mentes investigativas para acharem a solução o quanto antes. Na época de Abraão, bisavõ de José,  outro faraó, também revê uma noite mal dormida, após se apropriar de Sarai, esposa de Abraão e desta feita, ele não precisou de intérpretes, ele mesmo deduziu a mensagem e chamou Abraão e fez os acertos necessários e as restituições. Mas avante encontramos reis da Babilônia, da Média e Pérsia, nos tempos de Daniel, e Ester. Desta vez temos Faraó, precisando de ajuda, mas sem muito sucesso, pois os seus eminentes sábios não puderam ajudar. É até bastante comum, as pessoas sonharem e saberem de imediato que se tratou de um sonho normal, fruto das agitações da alma e dos muitos afazeres e preocupações do seu dia a dia. Mas também, quase sempre as pessoas conseguem defini quando sonham e trata-se de uma ação espiritual onde Deus quer lhes comunicar uma mensagem. É diferente um tipo de sonho do outro. Quando se acordo, a nitidez dos fatos vistos e experimentados durante o sonho, tem uma textura diferente para  ser simplesmente aceito como sonho. Quando o tipo de mensagem é urgente ou a mensagem é forte e impactante, o resultado no espírito da pessoa também é contundente e devastador. Isso é o que nosso texto aqui chama de “espírito perturbado.” Gera uma insatisfação interior, ou uma preocupação que tira a paz da pessoa. O cristão com uma prática de adoração mais intensa em sua vida devocional ele já percebe que alguma perturbou o homem interior e que de alguma forma ele perdeu a sua paz e isso não é comum e muito menos pode ser deixado assim mesmo. O apóstolo Paulo, exorta os cristãos da igreja de Filipos a permanecerem em paz interior. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. (Fp 4.7). Faraó, não sabia, mas ele estava sendo trabalhando por Deus, o Deus de Abraão, Isaque e Israel, para que através de José, ele abrigasse um povo pequeno mas que precisa de abrigo e proteção, para se tornar uma povo forte e uma nação grande. O Egito seria como uma berçário ou uma incubadora para produzir essa oportunidade. O livro de Provérbios diz que Deus lida muito bem com o coração dos reis. Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer. (Pv 21.1). Agora que José estava pronto e o tempo estava correndo, era uma questão de juntar as duas partes e fazer os planos acontecerem, e um sonho duplicado, de temática parecida e com terminando em algum tipo de canibalismo, mexeu com o espírito do Faraó. Ele sabia onde estava no sonho, identificava os elementos e suas ações, mas não conseguia ligar os pontos. Ninguém poderia porque agora era a vez de José desempenhar o seu papel principal. Quando as pessoas que Deus quer abençoar e ou utilizá-las para favorecer seus planos, se sentem incapazes de discernir suas realidades, eles precisam contar com a participação de um cristão amadurecido, disponível e com coração maleável, disposto a servir a Deus, ao servir as pessoas.

Senhor, obrigado pelo dia de hoje e pelos desafios que ele nos vai proporcionar e as lições que precisamos aprender para facilitar nosso serviço aos outros que estão ao nosso redor. Algumas dessas vidas serão instrumentos do teu propósito para nos abençoar e outras, estão ali porque estão esperando que sejamos a tua resposta de amor e compaixão para elas. Obrigado pela oportunidade de estar disponível e ser útil, para que o teu favor aconteça. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dois Anos Depois Faraó Sonhou

Meditação do dia: 24/09/2020

E aconteceu que, ao fim de dois anos inteiros, Faraó sonhou, e eis que estava em pé junto ao rio. Então acordou Faraó, e eis que era um sonho.(Gn 40.23;41.1)

Dois Anos Depois Faraó Sonhou – Os mais velhos de vivencia nos arraias evangélicos conhecem a ilustração anedótica do fator tempo humano e divino. Quando alguém no uso de sua oportunidade de conversar com o Senhor, lhe perguntou afirmando: “É verdade que para o Senhor, um dia e como mil anos e mil é como um dia? Sim, meu filho, é verdade. Responde-lhe o Senhor. Então ele se aprofunda: É verdade que para o Senhor, um milhão ou um real é tudo a mesma coisa? Sim, perfeitamente, vem a resposta. Aí ele ataca: O Senhor poderia me dar um milhão? Ao que Deus lhe responde: Claro, sem problemas, você espera um minuto?” Aí dói hein? Isso me faz lembrar aquele texto, que os espertalhões não deveriam esquecer: Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor (Pv 21.30). Como pensamos juntos na meditação anterior, os dois últimos anos, José estava na expectativa de que à qualquer momento, alguém chegaria naquela prisão, para dizer que alguém dali, por nome José, estava sendo chamado para uma audiência. Quem sabe, até mesmo receber uma visita de um ex-colega de prisão, que fora afortunado com a liberdade e o perdão do Faraó. Dia após dia José esperava e nada de novo acontecia. Para quem está sofrendo, ou em dificuldades, o exercício da paciência e perseverança é muito doloroso; mas essas disciplinas precisam ter suas ações completas na vida da pessoa. Não dá para ser “meio paciente,” “quase perseverante;” aqui as virtudes precisam ser radicais, é oito ou oitenta! É quente ou frio! Não há meio termo. Tiago trata disso: Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma (Tg 1.3). Depois de dois anos completos, Faraó sonhou! E daí? É sinal de que ele dormiu! Não! Não é esse tipo de sonho; não é um sonho, é O SONHO! Aquele tipo de sonho que muda tudo, mexe com meio mundo e provoca mudanças significativas. O dito sonho do monarca soberano, fez bem até para a memória do copeiro-mor que andava meio esquecido. Os sábios, mágicos, astrólogos, especialistas e afins, desde aqueles tempos, aguardam uma oportunidade de acertar uma boa cartada e faturar o grande prémio da simpatia e generosidade de Faraó e mudar de patamar financeiro e aumentar seu prestígio e status social. A convocação veio para todos interpretar um sonho perturbador que o Faraó tivera; mas um a um foi desistindo e no final não sobrou ninguém que pudesse ajudar o chefe. Como? No maior império do mundo, ninguém capaz de interpretar um sonho? Que sábios são esses? Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz. (Dn 2,20-22). Esse era o sonho reservado para uma pessoa exclusiva, preparada meticulosamente para esse momento. José, era a sua hora e a sua vez! Treze anos de preparo para chegar nesse ponto da vida! Nesse ponto da vida dele,  da vida do copeiro-mor, da vida do Faraó e do Egito como um todo. Lembramos bem que José não fora preparado por Deus apenas para interpretar sonhos, pequenos, médios e grandes; ele fora preparado para fazer o que essa interpretação proporcionaria. Interpretar esse sonho de Faraó seria como girar uma chave para a grandiosidade, a excelência e realização do propósito de uma vida. Até aquele dia José vinha se curvando para todos e se submetendo a todo tipo de capricho – Agora, era a hora da virada de mesa! Me pergunto: Sei tudo sobre os planos de Deus para mim? Você sabe tudo que ele tem reservado para você? Ou poderá ter coisas novas por acontecer? Acredito que ….

Pai, obrigado porque os teus planos são muito maiores e mais elevados do que os meus e do que dos meus irmãos. Estamos sendo treinados, capacitados e com certeza nosso chamado é para servir a ti em primeiro lugar e onde determinares. Nossa jornada nos apresenta novas horizontes após cada nova curva da estrada, ou depois de cada montanha que escalamos. O amanhã está diante de ti e as possibilidades serão expostas somente amanhã, pois com o Senhor é um dia de cada vez. Nossa vida é nosso culto ao Senhor e havendo culto na vida, haverá vida no culto. Engrandecido seja o Deus Altíssimo que dá sabedoria aos sábios e entendimentos aos entendidos; assim queremos ser sábios e ser entendidos para sermos contemplados com mais graça para servir melhor. Em nome de Jesus, nós oramos, amém.

Pr Jason

Longos Dois Anos

Meditação do dia: 23/09/2020

O Copeiro-mor, porém, não se lembrou de José, antes se esqueceu dele. E aconteceu que, ao fim de dois anos inteiros, Faraó sonhou, e eis que estava em pé junto ao rio.(Gn 40.23;41.1)

Longos dois Anos – Quando crianças ficávamos com o dilema criado pelas declarações dos pais e pessoas adultas; em algumas circunstancias éramos grandes e fortes e em outras eram pequenos e ou algo era muito grande ou pesado para a gente pegar. Quando temos os nossos filhos, agimos de igual modo – ao sabor do interesse é ou não é grande e forte. Assim também é lidar com o tempo; quando é muito ou pouco tempo? Vamos colocar as duas pessoas interessadas, frente a frente com o mesmo espaço de tempo: Para o copeiro-mor, dois anos na corte, servindo ao Faraó e curtindo a promoção e as regalias de um oficial de confiança, dois anos passam muito rapidamente, nem se percebe. Para José, la na masmorra, preso e esperando que o seu pedido de ajuda fosse levado ao conhecimento do Faraó e ele pudesse ter uma audiência justa; dois anos é muito tempo. Viver dois anos no palácio, servindo e se servindo de comidas finas, festas e eventos é uma beleza. Sobreviver por dois anos numa prisão do antigo Egito, à espera de um milagre, para um escravo estrangeiro, dois anos deve parecer uma eternidade. Não estamos vivendo nada parecido com a situação de José, mas estamos à exatos seis meses de isolamento social devido à pandemia do Corona vírus aqui no Brasil. Quais são os relatos de extremos que vocês tem visto e ouvido nos seus círculos de convivência? Há pessoas que entraram em pânico; há pessoas que se reinventaram; há pessoas e instituições que estão tirando proveito e colhendo muitos bons resultados devido ao isolamento social. Como costumo dizer: “O mesmo sol que amolece a cera, endurece o barro.” O sofrimento e as privações produzidas pelas condições inéditas desses dias também proporcionaram oportunidades de crescimento e desenvolvimento de novas relações sociais e novas maneiras de interação entre as pessoas. Tudo o que sabíamos, não é tudo que existia e tudo que sabemos hoje, certamente não abrange tudo; estamos num tempo muito dinâmico e que exige adaptação rápida e respostas criativas. Na minha experiencia pessoal, como pastor de uma igreja local, numa cidade pequena do interior, tivemos que nos reinventar e adaptar ao uso de novas tecnologias e tornar a comunicação mais eficiente. Intensificamos os movimentos de oração e intercessão para respondermos às demandas dos novos tempos. Percebo que as pessoas que investiram mais tempo e qualidade em louvor e adoração e seus momentos devocionais ganharam consistência e perseverança, tais pessoas cresceram e estamos mais fortes e resilientes que antes. Igrejas também! Estamos experimentando operações dos dons espirituais em maior profundidade e assim nos fortalecendo e nos adequando para fazer a diferença. Um confissão íntima: Estou mais interessado em COMO vou sair desse período, do que propriamente QUANDO! Olhando a profecia de Joel, para um tempo difícil também, ele conclama pelos fortes, que eles apareçam quando se fizer necessário. Proclamai isto entre os gentios; preparai a guerra, suscitai os fortes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas enxadas, e lanças das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte. Ajuntai-vos, e vinde, todos os gentios em redor, e congregai-vos. Ó Senhor, faze descer ali os teus fortes (Jl 3.9-11). Os fortes, valentes, os destemidos e os que fazem a diferença, aparecem somente em tempos difíceis e em meio ao caos. Nos bons tempos eles normalmente não tem muitas chances. Há uma verdade já incorporada na história de que “tempos difíceis produzem homens fortes, que produzem tempos prósperos, que produzem homens fracos, que produzem tempos difíceis.” É assim que o mundo gira! Quais são as suas percepções para esses tempos e oportunidades ao seu redor? Você está vivendo os dois anos do palácio ou da prisão? O copeiro deve ter vivido todos os seus dias até o fim de sua vida como copeiro, o normal, que para ele era muito bom. Como foi com José, após sair da prisão? Como foi até chegar aos cento e dez anos quando morreu? Foi para isso que ele estava sendo preparado. Seremos copeiro ou José, após esse tempo?

Senhor, obrigado por estar trabalhando em nossas vidas para um tempo que está à nossa frente, e ainda não sabemos todas as possibilidades, mas sabemos que fomos chamados para a grandeza e alta produtividade; para isso nos deste o teu Espírito Santo e nos colocaste onde estamos, para um propósito todo especial. Pedimos sabedoria e discernimento para aprendermos tudo o que nos for possível para sermos eficientes e abençoadores nos próximos estágios de nossa vida e ministério. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Lembrando de Esquecer

Meditação do dia: 22/09/2020

O Copeiro-mor, porém, não se lembrou de José, antes se esqueceu dele.(Gn 40.21.22)

Lembrando de Esquecer – Num bar de periferia, com características próprias e distribuindo sabedoria, mantinha uma frase escrita assim: “Se vai beber para esquecer, então pague antes.” Está coberto de razão! Hoje vamos pegar uma boa carona nesse tema mnemônico e meditar sobre ensinamentos da Palavra de Deus que podem abençoar nossa vida e enriquecer nossa experiencia nos relacionamentos ao nosso redor. Se perguntássemos sobre o que vem à sua cabeça, assim que lê esse versículo?  Estamos nos referindo ao que aconteceu com José, depois de ajudar aquelas pessoas e no caso do copeiro-mor ver sua bênção chegar e ele ser reconduzido à sua posição anterior. Muitos de nós diríamos, que vemos ingratidão; outros, diriam que foi deslealdade e ainda outros iriam falar que o homem era um mal caráter oportunista. Claro, há também os que podem considerar que foi circunstancial, ele querer esperar uns dias para sentir-se mais confiante diante de Faraó, para então interceder pelo amigo que ficará lá na prisão. Podemos juntar todas as peças com todas as opiniões e ainda assim ficaremos insatisfeitos com os resultados. O que José fez para eles, não só interpretando os sonhos, mas o companheirismo e a solidariedade desde que eles ali chegaram, e também se afligir com a aflição deles, isso não tem preço. Há coisas em nossas vidas que não gostaríamos de lembrar e por outro lado, há também algumas que não gostaríamos de esquecer; aí, dá até para brincar com as palavras, que esquecemos de lembrar algumas coisas e lembramos de esquecer outras e depois não sabemos se esquecemos ou lembramos. Mas deixando a sopa de palavras trocadas, quero falar sobre algumas experiencias que encontro no aconselhamento pastoral; as pessoas as vezes lidam com muita dificuldade com as lembranças e as questões sobre o perdão. Quando alguém é ofendido, magoado e ferido, isso produz marcas e cicatrizes, tal qual acontece com traumas físicos no corpo. Leva-se alguns dias para sarar e há um processo natural de cicatrização; se  atingiu nervos e ou terminais nervosos, pode acontecer de permanecer sensibilidade por muito mais tempo e até definitivamente. Quando é liberado perdão para alguém e os acertos necessários são feitos, com o arrependimento e as restituições cabíveis, o processo acontece em definitivo, mas em termos de lembrança e memória, isso não sairá, a pessoa não irá esquecer, porque a mente não se apaga ou deleta uma informação só porque ela não é agradável. Mesmo orando sobre isso, ela não desaparecerá da memória. O que deve acontecer e aí entra o trabalho da cura interior e do processo de restauração divino é que, aprende-se a viver a verdade espiritual de perdoar e não mais cobrar aquilo, mas lembrar, não é mais dolorido ou traumático, é apenas uma informação de algo que aconteceu. Não precisamos pedir perdão mil vezes e nem perdoar mil vezes ou tantas quantas forem necessárias. Agimos pela fé e uma fez que a nossa palavra foi proferida, de que pedimos perdão pelo que fizemos, causamos ou participamos, e do outro lado foi proferida uma palavra de perdão – diante de Deus e no plano espiritual está tudo acertado em definitivo. Voltar ao tema é “arrancar defunto velho da cova.” Jesus ensinou: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; Não, não. O que disso passar vem do maligno” (Mt 5.37). Somos pessoas integrais, espírito, alma e corpo e todas as nossas faculdades funcionam juntos em perfeita sincronia, assim, memória, razão, vontade, imaginação, emoções, criatividade e os mecanismos de defesa, acomodação mental e muitos outros aparatos, agem e atuam na pessoa. Para isso os cristãos tem acesso à fé, que é do espírito e aos dons espirituais, incluindo os de discernimentos, justamente para não ser manipulado por si mesmo e ficar iludido e enganado, sofrendo com questões já resolvidas, ou não! Em alguns casos, buscar ajuda técnica e profissional na área de saúde mental e psíquica é aconselhável e não contradiz a sua fé. É Deus quem dá sabedoria e conhecimento para se desenvolver ciências e cuidados. Cuidados com extremos, porque isso já é sinal de advertência de que alguma coisa não está indo bem.

Obrigado Pai amado, por nos ajudar em nossa vida e na complexidade dela; pois somos afetados pela condição física e metal que o pecado e a degradação humana produziu e que a redenção em Cristo está trabalhando para restaurar. Se alguém está em Cristo é uma nova criatura e as coisas velhas ficaram para trás; e precisamos as vezes lidar com algumas memórias e resquícios do nosso passado, mas pedimos luz e sabedoria do teu Espírito Santo para nos guiar em toda a verdade e permitir cura e restauração plenas para todos os teus filhos. Oramos pelas manifestações dos dons espirituais que produzem capacidades sobrenaturais de acessar informações e conhecimentos que nos ajudam e trazem curas e libertações provindas de Deus para as almas cansadas e sobrecarregadas. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Uma Cova no Caminho

Meditação do dia: 15/09/2020

 “Porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e tampouco aqui nada tenho feito para que me pusessem nesta cova.(Gn 40.1

Uma Cova no Caminho – A primeira experiencia de estar numa cova é bem difícil e se for um  ato involuntário, como resultado de violência, então isso geral maior pressão ainda. Foi esse o caso de José, quando fora visitar seus irmãos sob as ordens do pai,  foi recebido agressivamente, antes mesmo de ganhar um bom dia ou pedir-lhe a razão de sua presença, eles já o  agarraram e jogaram numa cova; fora até um mal menor, porque a intenção de alguns de seus irmão seria mata-lo; mas Rubem, o mais velho deles intercedeu em favor de sua vida e pretendia devolvê-lo ao pai, mas também foi traído pelos demais irmãos e quando soube, José havia sido retirado da cova e vendido a uma caravana de mercadores que se dirigiam para o Egito. Na minha adolescência, no interior de Goiás, eu desci algumas vezes em cisternas, para fazer limpezas ou até ajudei cavar algumas. A primeira experiencia é aterradora, claustrofóbica e exige controle emocional e força de vontade para executar o serviço; já vi muitos que não conseguiram. Posso, assim por experiencias próprias identificar-me com José, quando passou por isso e depois de alguns anos trancado, quem sabe num porão imundo de uma prisão egípcia, se via como que na mesma condição de quando esteve naquela cova. Prisão, evidentemente nunca é um lugar agradável e nem convidativa. Quando a causa ainda é injustificável, o sentimento é potencializado muitas vezes mais. N           o livro de Juízes, na época de Gideão, por um estado de miséria e cativeiro mesmo no seu próprio território, os israelitas viram-se obrigados a viverem em covas e cavernas. E, prevalecendo a mão dos midianitas sobre Israel, fizeram os filhos de Israel para si, por causa dos midianitas, as covas que estão nos montes, as cavernas e as fortificações (Jz 6.2). Aqui podemos ver duas versões das covas da vida, nas quais as pessoas podem entrar ou passar por elas. Uma, é adversidade imerecida, arbitrária quando sem querer a pessoa se vê numa condição de servidão e perde o controle e o domínio sobre sua própria vida, é a cova na vida de José. O outro é quando as circunstancias obrigam a pessoa a procurar uma cova e fazer dela seu lugar. Ainda que seja para se proteger e evitar um mal maior, ainda assim é uma cova e não é o ideal de vida para ninguém, muito menos o desejo do coração de Deus para seus filhos. Uma nação sendo disciplinada por seus erros e pecados obriga seus cidadãos a experimentarem condições insustentáveis de vida. Uma nação, somos todos nós, e os pecados não são apenas dos governantes e da alta administração lá em cima; cá em baixo também acontecem coisas que contribuem para o mal maior. Quando oramos e intercedemos pelo nosso país, estado ou cidade, temos que nos identificar com  esses pecados e pela graça e a redenção em Cristo Jesus, temos acesso ao perdão e a bondade de Deus, em condições de praticar o arrependimento por identificação e por termos acesso ao trono da graça, ter uma intercessão eficiente. Olho para o texto mais utilizado, e vejo Deus colocando sobre a igreja e o seu povo, e não sobre o estado, a responsabilidade pelas ações que farão a diferença para a restauração da nação. E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar (2 Cr 7.14,15). Em ambas as situações de estar na cova, a graça de Deus ainda vai estar com a pessoa, pois os propósitos de Deus são maiores e o seu amor é imensamente maior, mais profundo do que qualquer cova desta vida, ou de outra também. Acreditar e trabalhar pela mudança é o caminho da fé. Não desista e não deixe de fazer o que é certo!

Senhor, obrigado pela vida e as oportunidades que ela nos trás e com elas vem as lições que poderão nos tornar mais eficientes e produtivos para ti. Estamos em tuas mãos em toda e qualquer situação e lugar e assim podemos contar com a tua graça e favor para cuidar de nós e permita-nos uma vontade consagrada, para não perdermos de vista os teus propósitos e assim nos desanimarmos. Oramos por sabedoria e discernimento todos os dias, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Que Eu Fiz Ou Não Fiz?

Meditação do dia: 14/09/2020

 “Porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e tampouco aqui nada tenho feito para que me pusessem nesta cova.(Gn 40.1

O Que Fiz ou Não Fiz? – Essa é provavelmente uma pergunta que facilmente entraria para quaisquer Top 5. Entre as mais perguntadas em todo tempo e lugar, “O que foi que fiz ou não fiz?” apareceria em quaisquer pesquisas. Desde alegação de completa ignorância dos fatos até as maiores dissimulações já vistas, as pessoas fazem aos outros e a si mesmos essa pergunta. As vezes até denunciando culpa, um olhar é suficiente para alguém balançar os ombros, ou acenar com as palmas das mãos voltadas para cima e um interrogação expressiva no olhar: “O que foi que fiz dessa vez?” José alegava inocência  e de fato era inocente. Mas sua condição ali e nas circunstancias que estava passando não tinha nada à ver com culpa, condenação, colheita de coisas erradas semeadas ou sendo disciplinado por conduta. José estava ali sendo treinado e capacitado, para exercitar sua fé no Altíssimo, o Todo-Poderoso Deus de seu pai Jacó e de seus avós Isaque e Abraão. A fé é multifacetada e grandes pessoas para as quais estão reservadas tarefas distintas e importantes precisam ser experimentados nos mais diversos aspectos da confiança em Deus. Deixe-me exemplificar: Há pessoas que jamais vacilaram na fé em relação à sua experiencia de conversão a Cristo. Mas essas mesmas pessoas, não conseguem descansar no cuidado de Deus para suas necessidades diárias, vivem em constante ansiedade e preocupação. Há pessoas que confiam plenamente na capacidade divina de cuidar delas, mas não conseguem consagrar-se inteiramente para exercer ministério. Conheço um pastor, já bem idoso, com um ministério extraordinário de evangelizar individualmente e plantar igrejas, são dezenas ou centenas e ele não perde uma sequer oportunidade até hoje; mas já me disse que nunca teve fé para viver no ministério de tempo integral; sempre exerceu uma função profissional até se aposentar. Conheço pastores que realizaram enormes trabalhos e no fim da carreira, não conseguem confiar que Deus cuidará da igreja e colocará um líder segundo o seu propósito; eles armas e articulam transições ministeriais por conta própria, e normalmente não tem a bênção e a aprovação de Deus. Uma pena, mas Deus trabalha em nossas vidas para corrigir essas deficiências e aprendermos a confiar mesmo quando não temos nenhuma pista, como era o caso de José; só mais tarde ele pegou o fio da meada e reconheceu os caminhos de Deus em sua vida desde o começo. Um litígio entre Jacó e seu irmão Esaú, tio de José, muitos anos depois um profeta fala dos propósitos eternos e de como Deus lida com certas coisas que conhecemos só pela história. ““Eu sempre amei vocês”, diz o Senhor. Mas vocês perguntam: “De que maneira nos amou?”. E o Senhor responde: “Eu sempre amei vocês”, diz o Senhor. Mas vocês perguntam: “De que maneira nos amou?”. E o Senhor responde: “Foi desta maneira: amei seu antepassado Jacó, mas rejeitei o irmão dele, Esaú, e devastei sua região montanhosa. Transformei a propriedade de Esaú num deserto para chacais(Ml 1.2,3 NVT). Escrevendo aos Romanos, o Apóstolo São explicou essa passagem nos seguintes termos: Esse fato não é único. Também Rebeca ficou grávida de nosso antepassado Isaque e deu à luz gêmeos. Antes de eles nascerem, porém, antes mesmo de terem feito qualquer coisa boa ou má, ela recebeu uma mensagem de Deus. (Essa mensagem mostra que Deus escolhe as pessoas conforme os propósitos dele e as chama sem levar em conta as obras que praticam.) Foi dito a Rebeca: Seu filho mais velho servirá a seu filho mais novo. Nas palavras das Escrituras: Amei Jacó, mas rejeitei Esaú. Estamos dizendo, então, que Deus foi injusto? Claro que não! Pois Deus disse a Moisés: Terei misericórdia de quem eu quiser, e mostrarei compaixão a quem eu quiser. Portanto, a misericórdia depende apenas de Deus, e não de nosso desejo nem de nossos esforços(Rm 9.10-16). Oremos por discernimento para vivermos a vontade de Deus, sem um questionar de dúvidas e incredulidade. Mas uma fé confiante de que confiamos em quem está no controle.

Pai, obrigado por tua sabedoria e graça, disponível a cada de seus filhos em Cristo Jesus, avivado pelo poder do Espírito Santo para vivermos o melhor do Senhor todos os dias e em todas as áreas de nosso viver. Te agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Terra Dos Hebreus

Meditação do dia: 13/09/2020

 “Porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e tampouco aqui nada tenho feito para que me pusessem nesta cova.(Gn 40.1

A Terra Dos Hebreus – Vivemos muito num contexto de igreja; minha igreja, nossa igreja, onde sirvo e adoro a Deus juntamente com outros irmãos em Cristo. Isso por si só produz um Senso de pertencimento” –algo que diz respeito a encontrar um espaço que seja seu dentro de um espaço maior; é ajeitar-se dentro dele. Os membros da igreja querem experimentar comunhão e adoração num lugar que os ajude a sentir que fazem parte dele. As afirmações ligadas a esse senso são três e incluem: Ajuda-me a sentir que pertenço a um lugar, a um grupo de pessoas. Ajuda-me em momentos de carências emocionais. Oferece cultos envolventes. Isso faz parte de uma tese que pesquisadores profissionais cristãos fizeram para diagnosticar situações de estagnação na igreja local deles e posicionarem para a correção das deficiências constatadas. Todos nós gostamos de saber de pertencemos a algum lugar, isso tem a ver com as nossas raízes. Ainda que gostemos e amemos muitos lugares, mas há um especial que conservamos no nosso coração. No Brasil, nós percebemos que os nativos de alguns estados e regiões tem esse sentimento mais aflorado e que mesmo estando longe por anos, eles não esquecem suas raízes e suas tradições. Isso faz parte do ser humana e é muito forte. José expressou isso ao dizer aos seus colegas prisão que ele pertencia a terra dos hebreus, de onde havia sido tirado à força. Deus havia prometido uma terra à Abraão, o bisavô de José. “E apareceu o Senhor a Abrão, e disse: À tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera” (Gn 12.7). Esta mesma promessa foi confirmada a seu avô Isaque, alguns anos mais tarde. “Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra (Gn 26.3,4). Também foi confirmada e ratificada para com Jacó, o pai de José, de forma que a promessa ficava cada vez mais firme. “E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência” (Gn 28.12,13). José só vivera ali por dezessete anos e mesmo assim, estava consciente de que aquela terra lhe pertencia e ele pertencia a ela. Ali é a Terra dos Hebreus! Senso de pertencimento. Ele passou a maior parte da sua vida no Egito, até sua morte aos cento e dez anos e ainda assim, antes de morrer encomendou aos familiares que quando Israel saísse do Egito para voltar à sua terra, era para levarem seus ossos e sepultar lá. Ele era muito consciente de seu lugar e seu espaço de pertencimento. Isso produz um tipo de realização e bem estar. A pessoa sabe onde está e deve servir e produzir, mas ela também sabe onde ela pertence. Pessoas que sabem de onde vieram, normalmente elas também sabem para onde vão. Um dos tristes fenômenos dos tempos atuais são os chamados “desigrejados,” eles não pertencem a lugar algum, não possuem raízes e nem comprometimentos com uma causa, com um corpo; portanto não existe alvos a serem atingidos e metas a serem alcançadas. Fora o fato de que viola as Escrituras que afirmam no novo nascimento um batismo no Corpo de Cristo, onde todos juntos se ligam e e auto-edificam e produzem o crescimento e a manutenção saudável do Corpo, uma parte cuidando da outra. Se não faz parte, não cuida e não é cuidado. Qual é sua terra? Você pertence a onde?

Pai, nos te engrandecemos, por fazermos parte de algo muito maior do quer a nós mesmos. Pertencemos a ti e pertencemos à igreja como Corpo de Cristo; estamos aqui para servir ao Senhor, servindo as pessoas. Reconhecemos a nossa cidadania celestial e a forte influencia que ela exerce sobre nós. Obrigado por nos sustentar a cada dia e nos motivar a permanecermos firmes e fiéis a Ti. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason