Levanta e Vai

Meditação do dia 20/02/2019 

 Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe;”  (Gn 28.2)

 Levanta e Vai – Para efeito de nos imergirmos nas idéias da história, precisamos exercitar a nossa criatividade e tentar ver esses fatos à luz da cabeça de Isaque e Jacó. Para o pai, ele estava enviando o filho para um lugar desconhecido, que nem mesmo ele havia estado lá. Contrapondo as duas experiências, na vez de Isaque, seu pai Abraão, enviou Eliézer para buscar uma moça daquela linhagem e de nenhuma forma deveria levar Isaque lá. Agora, na vez de Jacó, não havia um mordomo confiável e capaz da refazer o mesmo trajeto; então Isaque se viu numa condição difícil, incômoda, mas que exigia medidas necessárias e isso incluía enviar o filho para o exterior com uma finalidade específica em mente. Se casar e estabelecer-se por lá e num futuro incerto, poderia voltar; evitando também uma tragédia familiar provocada pela ira desmedida de Esaú. Hoje, com um mundo globalizado, onde de certa forma, as fronteiras quase não existem, ficaria mais simples pensar em realizar um projeto como esse. Por outro lado, as conveniências atuais agiria bastante contra ter planos singelos e básicos como aqueles de Isaque e Jacó. Do que estou falando? Embora Jacó fosse herdeiro de uma imensa riqueza que, apenas com uma pequena fração dela, poderia começar sua própria vida em qualquer lugar; mas era toda de bens não líquidos, ou seja, ele não dispunha de meios imediatos de capital. Ele não poderia vender e fazer uma transferência bancária, pois isso ainda não existia; ele não poderia levar o dinheiro em espécie, além de pesar muito, seria alvo fácil de roubo e violência; também ele não poderia levar qualquer bem que pudesse ser revertido em capital, quando lá chegasse. Hoje, compramos passagens aéreas financiadas em longo prazo, transferimos qualquer quantidade financeira em tempo real, ou se pode levar em ordens de pagamentos ou mesmo utilizar cartões que podem ser pagos em qualquer local do planeta, sem contar na comunicação em tempo real. Jacó não tinha nada disso. Nem mesmo há indícios de que ele fora acompanhado de algum servo ou funcionário de confiança, para servir de companhia e segurança. Parece que ele simplesmente pegou provisões mínimas de água e comida e saiu estrada à fora. Para mim, e creio que para muitos de nós, estamos olhando para um jovem com uma tarefa enorme, e dependeria somente de suas habilidades e um pouco de favor de algum parente hospitaleiro que o acolhesse. Mas a ordem de Isaque era: “Levanta-te e vai…” Isso atesta que Jacó estava pronto para encarar o desafio e seu pai confirmou sua identidade e destino, incentivando o a agir. Levantar e ir parece-me uma tomada de decisão importante. Ficar sentado esperando as bênçãos, ficar esperando a vida agir enquanto se assiste passivo, não é atitude de quem está disposto a fazer acontecer sua história. A pergunta do dia é: Estamos prontos para deixar tudo e sair sem lenço e sem documentos e vencer lá fora? Estamos determinados a abrir mão do que já é assegurado, e começar do zero, longe e sozinhos? Hoje, vemos muitos exemplos de pessoas que vão para o exterior, em lugares que nunca foram, não falam o idioma e nem conhecem ninguém e mesmo assim conseguem vencer e vemos também histórias de fracassos e fim de sonhos de formas muito tristes. Jacó queria mais que um emprego, mais que uma esposa e mais que sobrevivência; ele levava no coração a semente de uma grande nação e de um reino eterno. Ele lutaria por mais do que ele mesmo. Isaque estava enviando o filho, levando o sonho e a realidade de uma aliança eterna. Levanta-te e vai, mas sem perder a visão original.

 

Senhor, obrigado pela missão da vida de cada um de todos nós, teus filhos. É um privilégio ser chamado, fazer parte e ser protagonista de uma história maior do que nós mesmos. Obrigado por nos permitir participar dos teus sonhos. Graças te damos porque muitos de nós, fomos enviados e vencemos ou estamos à caminho de completar a nossa parte da tarefa. Queremos levantar-nos constantemente, quantas vezes for preciso e ir em busca dos teus planos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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Bênção Sobre Bênção

Meditação do dia 19/02/2019 

 E Isaque chamou a Jacó, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não tomes mulher de entre as filhas de Canaã;”  (Gn 28.1)

Bênção sobre Bênção – Nossa proposta é meditar na Palavra de Deus, baseando-nos na história e na vida de pessoas que deixaram marcas significativas para nossa edificação. Por isso estamos trabalhando sobre a vida de Isaque, o patriarca filho de Abraão e pai de Jacó e Esaú; temos acompanhado em textos diários desde a promessa de seu nascimento e seus primeiros passos e já agora estamos numa fase bem adiantada, quando ele já está liberando seus filhos para assumirem seus postos e darem continuidade nas alianças que os levarão a formar uma grande nação e assim chegarem aos propósitos maiores e mais abrangentes de tudo que lhes foi destinado. Dos dois filhos, Isaque já sabe que apenas um seguirá dentro da linhagem da promessa e será nele que deverá concentrar sua atenção. Aqui, já podemos ver a capacidade de Isaque reconhecer na vida de Jacó, o potencial de ser uma bênção e fielmente andar nos caminhos da fé. Antes ele tentara por iniciativa própria imputar a bênção sobre Esaú, mas não deu certo e novas medidas se fizeram necessárias para prosseguir e evitar uma tragédia familiar já que Esaú não se conformara em receber uma bênção “genérica” e acirrara sua rivalidade contra o irmão e estava disposto até a se tornar fratricida. Rebeca pressentiu o perigo e sugeriu uma saída estratégica e foi acompanhada por Isaque que o chamou para uma conversa séria e transmitiu-lhe novamente a bênção e o enviou à terra da família de Rebeca, onde ele encontraria abrigo e poderia se casar dentro do ambiente de família e andar nas pisadas de Abraão e do próprio pai Isaque. Quando se pensa em futuro e em gerações que herdarão um legado, não se pode pensar nisso fora da esfera de casamento. Aqui temos que voltar a tocar na mesma tecla, da importância de seguir princípios eternos que foram estabelecidos para gerar segurança e paz interior. Tal qual em nossos dias, lá também, naquelas terras, a família também sofria ataques e os farrapos de imoralidade podiam ser vistos e sendo atrativos para mentes descomprometidas com valores espirituais, tal como acontecia com Esaú, que foi se envolvendo com a devassidão e as uniões mistas e reprováveis. Quando olhamos para o liberalismo moral e os padrões de família contemporâneos, à primeira vista dizemos que está muito ruim e muito difícil seguir firme nos moldes divinos. Como hoje, nossa sociedade e nossa mentalidade de época foge aos padrões, aliás, ela detesta padrão e configurações que não sejam as que permitam cada um ter o tipo de experiência que queira ter e as legislações vão sendo modificadas para acomodar tudo que não presta como se fosse bom e ideal e agindo irresponsavelmente, jogando para o futuro o peso das consequências dos atos inconsequentes de indivíduos, sobre uma vasta maioria que respeita o sagrado e o propósito firme, que permite viver em segurança. Sinto muito em dizer o quanto é lamentável, que muitas igrejas e líderes, acomodaram-se ao pecado da época e em nome de ministério aos socialmente excluídos e as minorias, abrem portas escancaradas à entrada de situações biblicamente reprováveis e nocivas. Alguém tem que gritar que pecado é pecado e ainda que precisamos amar os pecadores e acolhê-los, isso não pode ser feito baixando o nível das verdades doutrinárias cruciais do Evangelho da graça de Deus. Confundir propositalmente salvação do pecado, com salvação no pecado, é torcer as Escrituras para acomodar interesses espúrios.

 

Senhor, sobre tudo e sobre todos permaneces santo, justo e digno de todo louvor e honra. Amas a todos indistintamente, mas aborreces a iniquidade e o pecado e as tuas portas sempre estarão abertas para o arrependido e contrito que se converte de verdade. Queremos ser sal e luz numa geração corrompida e contaminada, socorre os teus fiéis que esperam forças de ti para seguirem as pisadas do mestre. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Potentes Impotentes

Meditação do dia 18/02/2019 

 Então respondeu Isaque a Esaú dizendo: Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos os seus irmãos lhe tenho dado por servos; e de trigo e de mosto o tenho fortalecido; que te farei, pois, agora, meu filho?”  (Gn 27.37)

 Potentes Impotentes – Muitas vezes percebo minhas filhas fazendo coisas muito parecidas com o que costumava ou costumo fazer e então digo para mim mesmo: “É duro ver os nossos erros andando com duas pernas bem diante de nossos olhos!” os filhos herdam características dos pais, que não são físicas, mas comportamentais e muitas maneiras de expressarem revelam sem dúvida alguma que aquilo não foi ensinado, nem estão imitando propositalmente, mas são traços de família. Ainda que os pais sejam fortes e detém conhecimentos e habilidades para guiarem seus filhos, eles também são filhos e também são frágeis e se vêem vulneráveis. Me lembro de um pastor, amigo de muitos anos, com idade acima da minha e filhos também mais velhos que as minhas; ele passou por um grande trauma, ao se tornar alvo de tentativa de assassinato, por engano, numa emboscada. Nos primeiros dias pós a experiência, ele ficou tão assustado, amedrontado, que ele implorava que queria a sua mãe. O ser humana vai de gigante imbatível à criança frágil, pedindo proteção de colo materno. Eu paro para observar a cena de Isaque parado, confuso, diante do filho mais velho ainda com uma bandeja de comida nas mãos, esperando uma explicação que faça sentido; ambos estão sem entender, embora saibam quem foi o autor da façanha de deixar a todos naquela situação. Parece que os dois se viam roubados pela justiça da vida, já que ambos estavam dispostos a fazer algo que moralmente não seria daquela forma. O pai sabia que o menor teria ascensão sobre o mais velho; sabia que Esaú havia abdicado da primogenitura, vendendo-a ao irmão por um prato de sopa vermelha. Esaú estava certo de que sua conduta estava sendo disciplinada, mas naquele instante que parecia uma eternidade, ele só queria uma bênção e uma aprovação do pai. O mais relevante de tudo que é muito instrutivo para nós, são as declarações de Isaque, afirmando ao filho, que tudo o que ele podia fazer, ele havia feito e dotado o outro filho de toda sorte de provisões e autoridade e que ele mesmo se encontrava de mãos vazias e que não restava mais nada à fazer. Isaque estava vendo sua fraqueza e impotência, diante de uma ação profética que proferira, contrariando até mesmo a sua vontade pessoal. Mesmo tendo dois filhos, no seu coração, parece que havia espaço para abençoar apenas um e não foi o seu predileto. Me vem à mente aquele texto de Provérbios, que afirma: Do homem são as preparações do coração, mas do SENHOR a resposta da língua” (Pv 16.1). minha primeira pergunta a mim mesmo é: Essas preparações do meu coração foram feitas sob orientação do Senhor, ou fiz por conta própria? Certamente Deus não muda de opinião, nos dando uma direção e depois age contrariando o que revelara. Acredito mais na minha incapacidade e impotência. Isso acontece conosco como pais, como cônjuges, como ministros e pesa tanto quanto as pessoas apostam todas as suas fichas em nossa sabedoria e capacidade espiritual e sabemos que não estamos com essa bola toda; só mesmo a infinita bondade e misericórdia do Senhor para operar em nós e através de nós e assim acontecerem coisas boas. É duro ser humano! Mas é tão bom ser humano! Só precisamos saber ser exatamente isso e permitir que Deus seja Deus em nossas vidas e através delas. Nossa fraqueza pode ser nossa maior força e o contrário também é verdade.

 

Senhor, grandioso e poderoso és! Perfeito em formosura e esplendor, digno de ser adorado e conhecido como o Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra! Apelamos para as tuas muitas misericórdias, para sermos exatamente e simplesmente pessoas dependentes de ti, em tudo e em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Perdeu a Bênção

Meditação do dia 17/02/2019 

 E ele disse: Veio teu irmão com sutileza, e tomou a tua bênção.”  (Gn 27.35)

 Perdeu a Bênção – Quando criança, ou durante o tempo de convivência e casa, muitas vezes ouvi minha mãe citar um provérbio popular, ou “ditado“ como dizia: “O gato ruivo daquilo que usa, disso ele cuida.” Claro, tal qual vocês, eu também não entendia nada, mas pelo contexto dava para saber a aplicação. Simplificando, é mais ou menos assim: Cada um cuida daquilo que lhe é de interesse, ou da sua natureza. Pensando assim, precisamos voltar no tempo, no início da vida de Jacó e Esaú, para encontrarmos alguma explicação para essa tendência comportamental desse rapaz. Vou reproduzir um texto bíblico um pouco mais longo, mas tenha paciência e desfrute da riqueza do conteúdo: E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu.
E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor. E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre. E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pêlo; por isso chamaram o seu nome Esaú. E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou”
(Gn 25.21-26). Vamos por partes: 1. Isaque persistiu em oração a Deus pela sua esposa porque ela era estéril – Deus atendeu as orações dele. 2. Os gêmeos batalhavam no ventre da mãe – não era apenas “mexer, chutar, etc.” de tal forma que Rebeca foi buscar em Deus as explicações. 3. Lhe foi revelado que eram gêmeos que formariam duas nações que se oporiam. 4. O mais velho serviria ao mais novo. 5. Era notório a diferença desde o nascimento, até na aparência deles. 6. Jacó já pegava no pé do irmão desde antes de nascer. 7. O nome de Jacó profetizava o seu caráter e conduta. Uma verdade muito importante, que como cristãos nós precisamos levar em consideração, é que os planos e propósitos do Senhor para com qualquer um dos seus filhos, passa por um tempo de tratamento e disciplina, para que o caráter da pessoa esteja alinhado ao caráter de Deus. O fato de alguém ter uma chamada legítima e confirmada, não dá licença para pecar e ser mau caráter e mesmo assim insistir em servir a Deus. É errado esconder-se atrás de uma promessa e ter uma vida que contraria a verdade revelada de Deus. Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor” (Gl 5.1,13). É certo que Deus não aprovou o assassinato de Abel, a bebedeira de Noé, a meia verdade que Abrão disse sobre Sara ser sua irmã, nem quando Isaque fez a mesma coisa; nem a trapaça de Jacó, as fofoca de José, o homicídio de Moisés, a desobediência de Saul, o adultério de Davi, a negativa de Pedro, os pecados do Jason e de qualquer outro. Não torça a teologia para conformar-se aos seus pecados e sua conduta, isso não funciona. A sagacidade, a esperteza, a sorrateirice, são habilidades que tem o seu espaço e suas utilidades na vida e até no ministério, mas não podem ser instrumentos de pecado e erro. NUNCA!

 

Senhor, graças te rendemos por sermos alertados por tua Palavra e pelo teu Espírito Santo que habita em nós, que a verdade é a verdade e assim o será para sempre. O Senhor tem os meios e os recursos para que a tua vontade prevaleça e as tuas promessas se cumpram. Interferir de forma carnal e pecaminosa para justificar um final santo, não é aceitável e certamente não terá a sua aprovação. Jesus andou por nossas ruas e vilas e experimentou as nossas fraquezas, dores e angustias e venceu o pecado, o diabo e a carne e deixou-nos um bom caminho a ser seguido. Louvamos o teu nome e agradecemos a revelação da tua glória sobre nossas vidas hoje, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fiz e Está Feito

Meditação do dia 16/02/2019 

 Então estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande, e disse: Quem, pois, é aquele que apanhou a caça, e ma trouxe? E comi de tudo, antes que tu viesses, e abençoei-o, e ele será bendito.”  (Gn 27.33)

 Fiz e está feito – Ao meditarmos em verdades da Palavra de Deus, quando ela narra histórias de pessoas que viveram, sentiram, amaram e experimentaram a vida como ele é e como nós a conhecemos, podemos sim, nos identificar com o que aconteceu e dali empreendermos a nossa própria jornada de aprendizado. Tudo isso também passa pelos filtros do tempo e da cultura, para os quais temos que fazer as devidas contextualizações, mas sem mexer na espiritualidade dos princípios, que são eternos. Nossa mentalidade ocidental, por si só já é um filtro que oferece uma perspectiva diferente para os pontos de vista e assim exige de nós um exercício de fé e disciplina para considerarmos a verdade dita e escrita, tal qual ela foi vista, lida e entendida por quem dela participou ao vivo e à cores no seu devido tempo e contexto. Falo por exemplo da nossa mentalidade ocidental de liberalismo, individualismo, com forte concentração nos direitos humanos e avessos a dramas e prejuízos, quer materiais quer emocionais; muito cedo buscamos explicações e exigimos retratações e é sem par as exigências para reverter condições estabelecidas. Assim, quando olhamos para uma cena, onde um pai toma a decisão de abençoar um dos filhos e não sabemos se ele tinha em mente uma outra cerimonia para o outro filho, mas o contexto imediato diz que não, pois ele oficializou sobre o filho a bênção paterna com valor de testamento e direitos plenos de herança e autoridade plena sobre os demais familiares e disse que estava feito, não poderia voltar atrás. Nossa cabeça pensa logo, em como é possível sim, voltar e retratar, simplesmente dizendo, “me enganei; fui enganado;” portanto não tem validade, essa bênção não tem valor! Legalmente, enquanto o testador está vivo e em plenas condições de suas faculdades, pode sim, mudar o teor do seu testamento. Mas os valores daquelas pessoas e daquela cultura, não permitia esses recursos modernos, de se voltar à trás e um simples detalhe na formalidade, anula ou cancela tudo e qualquer ato legal e judicial. Baseado nesses conceitos, a fé cristã foi forjada, sobre verdades como as dita por Jesus aos seus discípulos, que estavam aprendendo para passar à frente e perpetuar as palavras do Reino. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mt 5.37). Isso cria e gera pessoas com poucas ou nenhuma dúvida no que diz ou faz, pois uma fez dito ou feito, aquilo é assumidamente fato. É irreversível moral e espiritualmente. Embora Esaú não gostasse nada do que aconteceu e Isaque se sentisse traído e até desonrado, mas era fato, ele tinha abençoado em nome de Deus e confirmado e assim seria. Hoje, estamos sendo convidados a pensar sobre o peso dos nossos atos e palavras. É um bom convite a se pensar e trabalhar para quem sabe, assumirmos mais e melhor os pesos e responsabilidades da vida.

 

Senhor, obrigado, por tua Palavra, ser tua Palavra e não precisar ser reformada, remendada ou revalidada. O Senhor diz, está dito e isso nos basta. Tu és um
Deus e Pai, que se coloca como modelo para nos espelharmos e replicar em palavras e obras os teus grandes feitos. Obrigado pela ajuda. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Estremecimento

Meditação do dia 15/02/2019 

 Então estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande, e disse: Quem, pois, é aquele que apanhou a caça, e ma trouxe? E comi de tudo, antes que tu viesses, e abençoei-o, e ele será bendito.”  (Gn 27.33)

 Estremecimento – Estamos presenciando o fim de uma farsa, quando Isaque percebeu que de fato estava sendo manipulado e que ele caíra no golpe do filho falso. Ele estremeceu de tal forma, que posso admitir que o entendimento é que ele balançou, deu uma tremedeira, como se fosse convulsionar, ao conscientizar-se que mesmo com todos os cuidados e medidas preventivas tomadas, ainda assim se viu impotente diante da ardilosidade das intenções do filho mais novo. Além do óbvio, fica em nossos corações e mentes algumas indagações por serem respondidas, e uma delas que muito me atrai é a verdadeira razão da reação de Isaque; Ele estremeceu de tal forma, por que? Por que fora enganado? Por que ele se viu corrigido por Deus, por tentar dar a bênção ao filho errado? Por ter feito algo que não poderia ser revertido? Talvez eu até tenha mais motivos do que o próprio Isaque. Olhando rapidamente nas Escrituras, encontro ao menos duas versões do conceito de associar temor e tremor em atitudes. Uma diz respeito aos filhos de Deus, num sentido de caprichar no desenvolvimento da vida com Deus após a experiência de salvação; essa foi citada pelo apóstolo São Paulo: “De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12). a outra foi dita por Tiago, e ele está respondendo com ironia ao discurso de pessoas que alegam que tem muita fé em Deus e à partir daí, estão prontos para o que der e vier. Ele mostra que existem mais coisas atrás do conceito de crer, além de acreditar intelectualmente e emocionalmente: “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem” (Tg 2.19). A condição da estrutura humana, permite uma série de experiências que por vezes surpreende o indivíduo, de tal forma que ele conclui que não se conhece o suficientemente bem. Garantias de absoluta precisão se desmontam facilmente diante de um obstáculo inesperado. Podemos imaginar Pedro, seguro de si, convicto de sua fé e devoção ao mestre de tal forma que não exitaria em morrer por ele – em questões de horas, naquela mesma noite ele viu sua tese cair por terra no cantar do galo. Ele fizera exatamente o oposto do que sustentara com tanta valentia. Acreditamos em coisas e empenhamos nossa fé e palavra e muito cedo somos contrariados em tudo o que dito. Juras de amor eterno em casamento dos sonhos diante de centenas de convidados e testemunhas da solidez do relacionamento e tudo aquilo não sobrevive à luz de mel. Pastores e líderes convictos de seu trabalho sólido e bem fundamentado, vê seus esforços indo àgua à baixo na primeira heresia que se aproxima. O que fazer quando a casa cai? Essa é uma boa pergunta para meditarmos em nossas vidas e trabalhos. Em sua opinião, por que foi que Isaque estremeceu tão forte?

 

Senhor, obrigado por cuidar das nossas vidas e nos sustentar mesmo quando nossas estruturas não resistem a um teste. Sabemos pela tua Palavra, que o senhor é o verdadeiro e o melhor fundamento sobre o qual podemos construir nossas vidas e ministérios. Pedimos sabedoria para esse dia e para os desafios que teremos nele e daqui para frente. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Papeis Individuais

Meditação do dia 14/02/2019 

 Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.”  (Gn 27.29)

 Papeis Individuais – Venho de uma família grande para os padrões atuais; éramos oito filhos, quatro rapazes e quatro moças. Nos anos de infância, os tempos eram outros e havia pouca judicialização, mas a “vara da Infância e Juventude” funcionava direitinho e as ações eram rápidas, precisas e funcionais; com os meretíssimos juízes “seu Arnaldo e dona Alice,” havia pouco espaço para defensoria pública ou advogados de plantão. Eles enquadravam nos rigores da lei, sem chances de apelação. Mas depois de adultos, estudados, cultos e envolvidos nos projetos da vida e de ministérios, entendemos que aquela antiga versão paterna dos bons tempos de tratar todos os filhos com igualdade, quer para ensino, quer para correção, não era necessariamente a coisa mais justa; havia situações em que todos levavam uma “piaba” quando na verdade um ou dois estavam envolvidos nas travessuras, os dois extras era só para que não “zuassem” com os outros irmãos. Não há mais desigual do que os pais tratarem todos por iguais, não considerando as diferenças e individualidades de cada um. Posso lhes garantir que meus pais foram bem sucedidos na tarefa, todos os oito se tornaram adultos saudáveis, responsáveis, cuidaram de suas vidas e famílias e somos (os seis) atuais, muito unidos e devotados no cuidado com os anciãos octagenários. São oito peças individuais e cada uma com sua peculiaridade; cada cabeça uma sentença, diriam os antigos. Os prismas pelos quais se veem a vida e as tomadas de decisões são bem distintas. A Bíblia sempre valorizou a pessoa como indivíduo, enfatizando o papel de cada um e suas responsabilidades e privilégios diante de Deus e da sociedade. Observemos esse texto, onde Isaque profere a bênção, sua bênção ao filho, observando detalhes em que ele sobressairia sobre o outro irmão, sobre a família, a sociedade e até futuramente sobre outras nações. Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.”  Hoje em dia estamos formatados bem quadradinhos com o politicamente, socialmente, ambientalmente, economicamente… CORRETO. Qualquer pai moderno e pós moderno, seria caçado e vilipendiado, se desfavorecesse um, desse menos a outros, elevasse alguém sobre os demais, e assim por diante. Ele seria execrado publicamente e as redes sociais iriam bombar com manifestações. Tudo o que eles sabiam era que cada um fora criado por Deus e dado àquela família, naquele espaço de tempo para fazer algo próprio, individualizado e isso era o que importava. Observemos os dons, dotes e talentos de cada um dos nossos filhos e familiares; percebemos que muitos foram subaproveitados em suas jornadas, tão somente para se adaptarem aos planos sociais e financeiros almejados e não levaram em conta os valores interiores que são a verdadeira fonte de energia e geradora de satisfação e realização pessoal. Resultado: muitas pessoas, profissionais, cidadãos, cristãos e ministros frustrados, desiludidos e fracassados na vida, quando gostariam de terem feito outras coisas, que os realizariam. A bênção dos pais é para confirmar a bênção e o favor divino para que a vida da pessoa, tenho sentido, propósito e destino. Alguns ainda conseguem em alguma etapa, largar tudo e voltar a isso, outros, se adaptam. Vale encerrar com a pergunta do comercial do Pão de Açucar: “O que te faz feliz”

 

Senhor Deus, obrigado por nos criar indivíduos distintos e capazes de realizar os teus propósitos. Também obrigado por nos dar pais que podem ser a tua voz e o teu instrumento de nos revelar a tua vontade e imprimir em nós, os traços de caráter, de sentido e propósito, para sermos tudo aquilo que planejastes para cada um. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

As Provisões de Deus

Meditação do dia 13/02/2019 

 Assim, pois, te dê Deus do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto.”  (Gn 27.28)

 As Provisões de Deus – Muitos de nós quando nos convertemos e começamos a ler a Bíblia, nos deparamos com uma forma de linguagem bem distinta do nosso dia a dia e até vamos incorporando essa forma em nossa rotina de tal forma que se torna quase que um novo dialeto, o “Evangeliquês” e alguns até exageram na dose ao ponto de falar usando uma abundancia de termos e figuras bíblicas, de forma que só outro da mesma tribo o entende. Mas há o aspecto cultural, que enriquece muito não apenas nossas palavras e e vocabulário, mas verdades espirituais são assimiladas pelo espírito humano e vão formando conceitos interiores de grande valor para os relacionamentos interpessoais. Aqui, me refiro às bênçãos proferidas de umas pessoas sobre as outras e todas elas faziam questão de estar sob a autoridade de alguém notadamente próximo de Deus e que assim o representasse como um sacerdote, ainda que oficialmente não fosse do clero de alguma crença em particular. Abraão, foi chamado por Deus para ser uma bênção e andou com Deus, de forma que seus filhos e até conhecidos e contemporâneos o respeitava como um príncipe de Deus e de quem as orações atendidas. Isaque também, trouxe dessas experiências para sua vida e família e agora está ministrando na vida de seu filho, profetizando, ou seja, fazendo uma transmissão de autoridade sobre a vida ao declarar em nome de Deus verdades que seriam assimiladas pela pessoa e dele para seus descendentes. Isaque entendia, que os pais tem autoridade de Deus para ministrar na vida de seus filhos e profetizar sobre eles os designios do Eterno para que seus propósitos e alianças sigam sobre aquelas vidas. É uma pena que perdemos no decorrer dos tempos essa autoridade e essa responsabilidade. Tudo o que sobrou e hoje já quase extinta é o hábito formal e respeitoso de alguns que ainda pedem a “bênção” aos seus pais e avós, e eles também por tradição respondem: “Deus te abençoe!” O sentido bíblico de proferir uma bênção é mais profundo, mais sagrado e mais comprometido. A cultura secular inundou os conceitos da sociedade e com o advento da sociedade industrial, comercial, capitalista e agora com a pós modernidade, tudo o que se vê é as famílias “torcerem” para que os filhos “acertem na vida,” e isso significa no máximo, conseguir um emprego para se sustentar até o fim. Não mais se prepara os filhos para serem uma bênção e herdar o ministério e a graça de Deus conforme sua identidade e destino de uma vida com propósitos elevados; os filhos são preparados para sobreviverem e vencerem na corrida da sobrevivência. Isaque na sua bênção invocou a provisão divina que dependia dos céus, da produtividade da terra em termos de agronegócios, tanto pecuária como agricultura, pois eram as principais fontes de sustento e provisão de riquezas. O pai impetrava a benção e o filho recebia e assimilava o valor daquilo que lhe fora profetizado. Eles cobravam aquilo exatamente como hoje alguém faz valer os termos de um contrato válido e com artigos de grande valor que foram garantidos. Crer para eles era bem mais do que acreditar em alguma coisa. Isso é o que buscamos resgatar como patrimônio da aliança de bênção a que estamos ligados pela fé, como filhos e herdeiros de Abraão.

 

Senhor, obrigado por derramar sobre nossas vidas a bênção do conhecimento das verdades que estão registradas em tua Palavra e que permanecem valendo de geração em geração, por todos os tempos e agora são nossas, judeus e gentios como um só corpo em Cristo pela redenção. Graças pelo ação do Espírito Santo em guiar-nos a essas verdades de forma que podemos reivindicar sem ser irreverentes; sabemos que é imerecido e a graça é que nos habilita. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Bênção Paternal

Meditação do dia 12/02/2019 

 E chegou-se, e beijou-o; então sentindo o cheiro das suas vestes, abençoou-o, e disse: Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro do campo, que o Senhor abençoou;”  (Gn 27.27)

 A Benção Paternal – A ideia principal da Palavra abençoar é “autorizar para prosperar.” Isso faz parte do que estudiosos das Escrituras chamam “Veredas Antigas” de Deus. São caminhos traçados e determinados por Deus desde os tempos antigos, que servem como marcos divisórios, onde se estabelecem a vontade de Deus para determinados caminhos humanos. Abençoar os filhos é uma vereda antiga. Além dos traços culturais de povos antigos, encontramos nas Escrituras essa prática como sendo rotineira e sucessiva na vida das pessoas e da sociedade. As pessoas tementes a Deus ansiavam por serem abençoadas e também abençoarem, criando um círculo virtuoso, que assegurava a todos os benefícios dessas práticas. Abraão, quando chamado por Deus, foi-lhe assegurado pelo senhor, que ele seria abençoado grandemente, bem como a sua futura geração e assim seria de geração em geração, dentro da aliança firmada entre ele e Deus e que se estenderia por seus descendentes. Nesses dias temos meditado sobre a vida de Isaque, que entendera que era chegado a hora de proferir sua bênção na vida de seu filho, transmitindo assim a sucessão bendita de Deus. Ele criou uma pequena cerimonia, onde desejava comer uma boa refeição de carne de caça que seu filho realizasse, e após ele proferiria a bênção, que também funcionaria como um testamento, onde era declarado legalmente os direitos proféticos de cada filho e sua bênção espiritual. Vimos que ele enfrentou alguns percalços porque vazou a informação de sua intenção e sua esposa Rebeca, interferiu em favor de Jacó, considerado o filho mais novo entre os gêmeos; assim Jacó entrou por meios nada recomendáveis, para enganar o pai, que já era impossibilitado no uso da visão e assim, com arranjos e disfarces, eles conseguiram que ele se passasse pelo irmão mais velho. Isaque no seu íntimo teve certa percepção de alguma coisa estava errado e mesmo tomando medidas para aferir, não foi suficiente e ele terminou por comer uma bela refeição de carne de seu próprio rebanho, e não de caça, e proferiu a bênção a um filho no lugar do outro. Existem muitas lições que podem ser aprendidas aqui e começo com umas perguntas: Vale a pena trapacear para conseguir vencer? Ou, os fins justificam os meios? Um cristão no intuito de agradar a Deus e conseguir uma bênção, vale tudo? Porque fora profetizado que Jacó suplantaria Esaú, não haveria outros meios de se chegar a bênção de primogênito? Certamente a ética é válida em todos os campos da vida e dos relacionamentos humanos. Quando se decide por um caminho reprovável por Deus em sua Palavra, não se pode contar com o seu favor naquele empreendimento. Algo certo, lícito, em algum momento ou circunstancia pode vir a se tornar mal ou errado e pecaminoso; mas algo errado em si mesmo, NUNCA se tornará certo. Isso é básico.

 

Senhor, obrigado pelas tuas bênçãos que são muitas e são boas, tal qual a tua vontade. O desejo do teu coração para com os teus filhos e que cresçam e façam o bem e o certo em todo tempo. Os alvos a serem seguidos e os modelos que nos servem de exemplo, são todos bons, perfeitos e corretos. Jesus é o melhor que tens para revelar a nós e isso nos basta. Jesus nos satisfaz, sempre. Amém.

 

Pr Jason

Confiança X Desconfiança

Meditação do dia 11/02/2019 

 E disse: És tu meu filho Esaú mesmo? E ele disse: Eu sou.”  (Gn 27.24)

 Confiança X Desconfiança – Estava observando os versos que compõem esse contexto e vejo neles uma série de tentativas de Isaque produzir provas de confiança. As afeições familiares tem um lugar muito especial no íntimo de cada um e em situações adversas elas podem ser instrumentos mais eficazes de sanar dúvidas. Dúvidas em si mesmas não são coisas boas, elas não podem ser deixadas para se autorresolverem. Dentro do ambiente de família, uma desconfiança é desastrosa e poderá produzir uma série de ações escudadas na suposição de “A” é verdade e “B” é falso. Podemos imaginar em nossos dias, dentro de uma família, alguém desconfia do comportamento de outro membro e irá procurar encontrar as possíveis causas e à medida que as evidencias ficam mais fortes, mais convictas a pessoa fica e por fim inicia-se as tomadas de decisões, que na verdade podem não se sustentarem. “Pastor Jason, o diálogo não é a melhor solução?” Sim! Evidentemente que sim! Mas estaríamos falando de relações que são ótimas, perfeitas, corretas e em ambiente de confiança e segurança. Todas as famílias tem isso? Não! Precisa ser construído. Isaque estava vivendo um dilema pessoal e familiar. No seu coração ele queria apenas abençoar seu filho primogênito e transmitir a herança espiritual, tal qual seu pai Abraão fez com ele e o instruíra a fazer, para que isso passasse de geração em geração. Era a primeira vez que ele ia fazer isso. Todos nós, fazemos muitas coisas pela primeira vez e algumas delas, só serão feitas uma única vez na vida e portanto não tem recall, tem que ser bem-feito. Ninguém é pai/mãe até que seu primeiro filho nasça; ninguém é sogro até um filho se case; ninguém é avô até que nasça o primeiro neto; ninguém sente luto até que… Agora sabemos que embora fosse um homem de Deus e em toda a sua vida, fora dirigido e grandemente abençoado por Deus; mas agora ele estava tomando decisões importantes e me pergunto: Isaque orou e consultou a Deus, antes da decisão de realizar essa cerimônia? Não dizer que não, como não posso dizer que fez à revelia, por iniciativa própria. Não posso dizer que não consultou a Deus no seu coração quanto suspeitou de trapaça! Eu sou pastor e já tomei decisões que se mostraram erradas, enganosas e ruins e não foram tomadas por rebeldia ou por intenção de errar; mas sempre, depois, descobrimos que havia  violações de princípios. Quando pensamos, ou falamos: porque Deus não interferiu? Por que não revelou algo? A minha resposta é sempre na direção de examinar o meu coração para saber se não estou procurando a solução mais fácil ou com menos esforços; também não estou transferindo a responsabilidade para Deus; afinal se acertar, é porque sou bom mesmo, se errar, estava seguindo as instruções de Deus e …. Eu sei que não dá para aprender só com tentativa de erros e acertos, a vida é muito curta para dar tempo de errar a ponto de aprender tudo que precisamos. A melhor estratégia, é aprender também com os erros dos outros e assim ganharmos tempos e acima de tudo, aprender a ouvir a voz do Espírito Santo no nosso coração. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar (Jo 16.13,14). Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus (Rm 8.14). Temos tudo para sermos bem sucedidos!

Senhor, obrigado por ser um Deus confiável e que nos inspira fé. Não encontramos uma sequer falha no teu caráter e todas as tuas Palavras são fiéis e verdadeiras. As tuas promessas são confiáveis e fomos chamados para sermos também dignos de confiança e comunicarmos o teu amor revelado numa pessoa – em teu filho Jesus. Obrigado pela vida e presença do Espírito Santo para nos guiar em toda a verdade, todos os dias. Louvado seja o Senhor! Oramos com alegria e gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason