O Caminho da Vida

Meditação do dia 30/11/2015

1 Rs 2.2Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem.”

O caminho da vida – Todos nós nascemos, vivemos e morremos, isso é certo e igual para todos. Como nascemos, como vivemos e como morremos pode ser diferente para cada um. Quando nascemos, muitas coisas de nossa vida já está determinado e não podemos fazer nada para mudar isso. Tomamos como exemplo, a família em que nascemos, nossos pais e irmãos, onde nascemos, a raça, a cultura, o idioma nativo, o contexto social. Isso é estabelecido e não tem a minha participação, anuência ou discordância. É fato! Como vivemos nossas vidas, até certo ponto ou idade, não temos muitas alternativas e nesse começo, muitas coisas podem ser determinantes para tudo o que seremos e faremos com o restante de nossas vidas. Nossa formação, vai contribuir de uma forma ou de outra para as futuras escolhas. Mas chaga um tempo em que assumimos as rédeas do nosso destino e das decisões de nossas vidas. Pode ser que você acredite que tudo já está determinado sem permissão para alteração, assim, o que há de ser será… Também pode ser que você acredite que cada faz vive e faz a sua história e o seu destino à medida que faz suas escolhas. Imagine a vida como um grande labirinto, com muitas opções de passagens, caminhos e conexões, com portas e passagens, e algumas delas só abrem de um lado, assim, depois que passa e fecha, não tem retorno. Algumas escolhas que fazemos, não permite voltar à trás, e determina até mesmo as próximas escolhas; então isso exige muita responsabilidade. Davi nasceu numa família rural de poucas posses, um dia uma porta se abriu e ele entrou por ela, depois de muitas idas e vindas, ele chegou na sala do trono da nação, com direito de sentar e governar. Na adolescência fazia poemas e os musicava para passar o tempo enquanto cuidava das ovelhas, e alguns de seus poemas estão eternizados como “Palavra de Deus” e servem de consolo e oração para gerações e gerações em todas as culturas, nações e línguas. Davi teve filhos, teve problemas familiares, digamos, ia à igreja, orava, envelheceu e experimentou tudo o que todos podem experimentar. É o que ele chama aqui de “…caminho de toda a terra… Ele se preparou para a vida e suas lutas e também se preparou para a morte e a vida depois dela aqui na terra. Ele nomeou seu filho como sucessor e lhe passou o trono, deu lhe instruções valiosas para um “novato” e assim estava pronto, livre e desimpedido para embarcar em sua jornada final. Fizera aqui, o que veio para fazer e a missão estava cumprida, sem dúvidas, sem arrependimentos, sem pesares e sem apego a nada daqui, porque a sua vida seguia para a próxima estação. Quando o bonde da história passasse, ele estaria de pé na estação para embarcar e sem precisar olhar para trás. Isso é o que a Bíblia chama de Identidade e destino – sei quem sou, porque estou aqui, o que fazer enquanto aqui, usando os recursos e ferramentas que me foram confiados e para onde seguir, saber os próximos passos – saber ler o mapa da vida. Difícil? Impossível? Não! É para isso que existe a fé e é para isso que ela deve ser cultivada, alimentada, nutrida e aplicada. Viver, é uma arte!

Pr Jason

Segurando nas Pontas do Altar

Meditação do dia 29/11/2015

1 Rs 1.50Porém Adonias temeu a Salomão; e levantou-se, e foi, e apegou-se às pontas do altar.”

Segurando nas pontas do altar – Oficialmente não há um ensinamento explícito na Bíblia sobre isso. Aparece apenas aqui e no próximo capítulo onde uma outra pessoa lança mão do mesmo expediente. A questão estava no simbolismo do culto judaico, através dos sacrifícios para perdão de pecados. O altar de bronze era usado para queimar as ofertas para expiação de pecados. A pessoa se apresentava ao sacerdote com um animal que seria imolado, preparado e colocado sobre o altar e queimado em sua totalidade, isso era um holocausto, um sacrifício para perdoar os pecados do ofertante, que os confessara e impusera suas mãos sobre a cabeça do animal quando o sacerdote o degolava e assim ele participava do sofrimento e morte do animal, se identificando com sua agonia substitutiva. Aquela ânsia do momento da morte deveria ser sentida pelo pecador, para sua identificação e assim eles entendiam o valor da vida e através daquela substituição, a pessoa alcançava a misericórdia de Deus, que se manifestava trazendo o perdão e a paz para o adorador. Mesmo o altar sendo grande, capaz de receber vários sacrifícios simultâneos, havia ocasiões em que eram apresentados muitos animais e para isso nas quatro pontas do altar haviam uma pontas, que pareciam chifres, ali, era usado para amarrar os sacrifícios que iam sendo queimados gradativamente. O simbolismo para os adoradores, era de que aquele altar de bronze, era o local onde a justiça de Deus era satisfeita pelo julgamento dos pecados confessados e identificados simbolicamente naqueles animais. O bronze simbolizava o julgamento. Então se desenvolveu o conceito de que alguém culpado de um crime ou algo terrível, que estivesse sendo procurado e correndo risco de ser morto, se fosse encontrado agarrado aos chifres do altar, significava que ele admitia a sua culpa e estava implorando misericórdia. Se Deus concedia sua misericórdia a todos os pecadores que se apresentavam a ele com um sacrifício naquele altar, assim também aquela pessoa deveria ser aceita pelo reclamante de justiça. Aquela pessoa não poderia ser morta ou executada ali. Ele teria direito a um julgamento justo. Foi por isso que Adonias, que estava no ato de golpe de estado, se proclamando rei em lugar de Davi seu pai ainda vivo e sem a participação legal das autoridades competentes, quando soube que Davi ordenara a unção e coroação legítima de Salomão, como novo rei, ele temeu pela sua vida e ciente das consequências, correu para o altar e lá se agarrou. Veja que Salomão lhe concedeu clemencia temporária até se verificar se havia nele bondade ou não. O Calvário é esse lugar onde o mais perfeito sacrifício foi oferecido a Deus em favor do perdão e redenção eterna de todos os pecadores e de todos os nossos pecados. O calvário, a cruz, é um lugar para o pecador encontrar perdão e misericórdia. Mas não é a cruz que salva, mas o crucificado nela! Clama pelo seu nome e o livramento vem! Todo aquele que invocar o seu nome será salvo. Isso é promessa de Deus.

Pr Jason

Qual o Valor do seu Culto?

Meditação do dia 28/11/2015

2 Sm 24.24Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata.”

Qual o valor do seu culto? – Compreender princípios espirituais torna a caminhada de fé muito mais significativa para os adoradores de Deus. Para entender os princípios de Deus, precisamos entender os seus mandamentos. Para entender os seus mandamentos, precisamos entender o seu caráter. Para entender o seu caráter, precisamos conhecê-lo pessoalmente. Isso torna o relacionamento e o culto muito mais real e aproximado daquilo que o Senhor espera de nós. Culto é um serviço que prestamos a Deus e unicamente a Deus! A nossa fé num Deus único e suficiente, nos tira toda e qualquer possibilidade de prestar culto, honra, reverencia a qualquer outro ser ou entidade, senão a Deus. Jesus ensinou isso, por ocasião do episódio da tentação no deserto; quando confrontado pelo adversário e exposto ao pedido de adoração, Jesus foi categórico: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt 4.10). Davi entendia, já naqueles tempos o significado do culto e da adoração a Deus como sendo algo muito particular, muito pessoal e íntimo. Mesmo sendo participante de um ato coletivo ou comunitário, como uma grande celebração dominical em santuários grandes e lotados de gente como é possível em nossos dias, o culto ainda é íntimo e pessoal. O que eu creio, o que se passa no meu coração e no meu espírito é totalmente personalizado e restrito à minha pessoa e ao Deus da minha devoção. Podemos cantar coletivamente, aplaudir, vibrar, ou ter momentos particulares e à sós, o culto é sempre uma relação entre adorador e o seu Deus. Mesmo numa crise nacional, envolvendo peste e mortandade em larga escala, Davi estava consciente de sua responsabilidade para com o povo que sofria, com a justiça de Deus que precisava ser satisfeita porque ele mesmo pecara desobedecendo ordens conhecidas de Deus, mas também a solução estava num ato de culto que deveria ser oferecido a Deus pela fé e esperar a manifestação da graça do Senhor trazendo perdão e cura, cessando o castigo e as mortes que estavam acontecendo. Davi recebeu instrução sobre onde deveria realizar aquele ato profético, que de fato seria em um lugar apropriado – nas cercanias de Jerusalém, mas mais do isso, um local sagrado, onde Abraão, o patriarca, ali ofereceria seu filho Isaque, que foi substituído de última hora por um cordeiro. Agora, Davi estava ali para oferecer um sacrifício por uma nação, e onde futuramente viria a ser construído o templo de Salomão e também não muito longe de onde Jesus seria sacrificado, por todos nós. Davi se apresentou e o dono do terreno, um nativo local, ofereceu ao rei tudo de graça, terreno, local, animais e aparelhos de madeira para servir de lenha para o holocausto. Davi recusou, simplesmente recusou! Hoje, muitos diriam: “Que bênção, de Graça, é de Deus!” Não! Davi não entendia assim. “Não oferecerei ao meu Deus holocausto que não me custem nada!” Culto que não tem custo, também não tem valor! Oferecer a Deus um culto às custas de outros, tirar proveito da generosidade alheia, em nome de uma espiritualidade próspera? O ensino de Paulo sobre isso confere com o coração de Davi: Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra (2 Co 9.7,8). Preste atenção nas palavras que sublinhei… Isso é o que entendo por prosperidade. Uma vez que Deus me abençoa e prospera em tudo, porque o meu culto é barato e de promoção, com desconto? Não ofereça a Deus, nada que não seja seu, que não seja autêntico, que não tenha custo e adquirido ou feito com primor! Para Deus, sempre o melhor!

 

Pr Jason

O Campo de Lentilhas

Meditação do dia 27/11/2015

2 Sm 23.11E depois dele Samá, filho de Agé, o hararita, quando os filisteus se ajuntaram numa multidão, onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas, e o povo fugira de diante dos filisteus.”

O Campo de Lentilhas – O rei Davi tinha um exército de homens bem treinados e valentes de verdade. Esse exército ajudou o rei a expandir as fronteiras de Israel e acabar com as invasões de tribos vizinhas que constantemente causam muitos danos e vítimas. Com esse exército, Davi colocou ordem na casa. Entre os milhares de valentes soldados a seu serviço, havia trinta e sete homens que se destacavam por bravura e feitos heroicos; uma verdadeira tropa de elite. Ninguém mais chegou ao nível desses homens, daí, uma justa homenagem a eles e a seus feitos. Hoje, quero meditar com voces sobre o papel de um desses valentes, chamado Samá – Dois versículos foram dedicados a ele e à sua façanha. Mas o feito dele é muito instrutivo para todos nós, pois não deixamos de ser também valentes de Deus num mundo hostil e que se opõe tenazmente contra o reino de Deus. Viver em santidade e justiça, cuidando de suas famílias e das coisas do reino de Deus, milhares e milhares de adoradores do Senhor lutam diariamente para prevalecer e continuar testemunhando do amor e da bondade de Deus para uma sociedade cada vez mais cética e crítica e assim tornando a vida da igreja, uma batalha de tempo integral. Os inimigos de Samá se levantaram e invadiram a terra do povo de Deus com o propósito pilhar, destruir e arruinar tudo o que não pudesse carregar. Samá, por alguma razão estava sozinho e ali havia um campo de lentilhas, uma pequena lavoura, que alguém cultivara e estava próximo da colheita e o inimigo queria destruir aquilo. Samá tomou as dores e se pôs em combate para defender aquele campo de lentilhas, lutou e prevaleceu. Alguém poderia dizer: “É apenas um pouco de lentilhas!” Não! Não é apenas um pouco de lentilhas, é um campo de lentilhas do povo de Deus. A bênção de Deus estava com essa família que plantou e cuidou disso com muito esforço. Isso é parte do sustento de Deus para eles, que oraram pedindo uma boa colheita e o Senhor lhes deu uma boa colheita e nenhum estranho vai comer a benção dessa família. Amados, suas orações são atendidas por Deus e o inimigo quer destruir aquilo que é seu por direito; você precisa lutar pelo seu campo de lentilhas, lutar bravamente, ainda que sozinho, mas não aceite o destruidor roubar o que é seu. Seu campo de lentilhas pode ser seu trabalho, seu negócio, sua empresa, sua família, seus sonhos! Lute por aquilo por que voce dedicou tanto e está próximo de começar a colher os frutos do seu trabalho. Ponha os inimigos para correr! Esse campo já tem dono! Seja um valente de Deus!

Pr Jason

Quem é Deus para Você?

Meditação do dia 26/11/2015

2 Sm 22.3Deus é o meu rochedo, nele confiarei; o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. Ó meu Salvador, da violência me salvas.”

Quem é Deus para você? Desde a filosofia, até a teologia e praticamente todas as ciências podem apresentar uma resposta para essa pergunta. Mas o que estou perguntando é mais simples e ao mesmo tempo mais complexo do que aparentemente se vê na grafia. Jesus fez esse mesma pergunta sobre si mesmo, aos seus discípulos e recebeu tantas respostas quantos eram os discípulos e ainda sobre alternativas, até que Pedro matou a charada. “Tú és o Cristo, o filho do Deus vivo!” (Mt 16.16). Voltando à pergunta inicial, muitos respondem tentando ser abrangente demais com um simples: “Deus é tudo.” Outros apresentam conceitos bem abstratos e uns até fantasiosos, outros espiritualizam tanto que fica difícil entender. Tomando uma definição teológica de alguém que é do assunto, vemos o seguinte: “Deus é Espírito Pessoal, perfeitamente bom, que, em santo amor, cria, sustenta e dirige tudo.” (A. B. Langston – Esboço de Teologia Sistemática). Mas ainda não estou satisfeito, porque não pretendo aqui lidar com o tema como ciência, mas sim como objeto de devoção. Sendo assim, o Deus da teologia pode ser inteiramente diferença do Deus a quem realmente a pessoa conhece e serve. Conhecer a Deus é mais que resultado de um estudo acadêmico sistemático; conhecer a Deus de fato, é fruto de uma experiência pessoal, íntima, progressiva e permanente. Como no caso do agnóstico que disse a um cristão que Deus não existia – ao que ele respondeu: “Bem, eu falei com ele ainda hoje de manhã é Ele me pareceu muito real!” O rei Davi tinha profunda intimidade com Deus, fruto de sua devoção e vida de oração e louvor; observe as expressões que ele usa para falar de Deus em suas canções e poemas: Deus é o meu rochedo – meu escudo – a força da minha salvação – meu alto retiro – o meu refúgio – Ó meu Salvador.” Isso tudo apenas em um verso! Esse conhecimento expressa a confiança no caráter de Deus na experiência pessoal. De que adianta Deus ser grande, todo poderoso… se ele não conta com a minha confiança e muito menos é isso na minha vida? De que serve recitar o Salmo 23.1 dizendo que “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará….?” Mas viver ansioso, preocupado, desesperado porque nada dá certo ao mesmo tempo que tudo da errado…. O erro está em Deus, em mim, na minha teologia ou na prática da minha fé? Por isso é que te perguntei quem é Deus para você? Sua resposta deve se fundamentar na experiência que tens com ele. Eu concordo com Davi em número, gênero e grau! Deus é bom! Bom demais!

Pr Jason

Problemas Nacionais e Soluções Espirituais

Meditação do dia 25/11/2015

2 Sm 21.1E houve nos dias de Davi uma fome de três anos consecutivos; e Davi consultou ao SENHOR, e o SENHOR lhe disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas.”

Problemas nacionais e soluções espirituais – As Sagradas Escrituras descrevem em muitas de suas páginas e em diversas de suas narrativas, que fenômenos naturais acontecem naturalmente seguindo o curso da natureza – Há estações propícias para chuvas, sol, seca, florada, plantios, colheitas, enchentes e marés e assim por diante. É também ponto pacífico, que Deus tem poder de interferir e alterar esses ciclos, como meios ou instrumentos de disciplina aos homens e nações. Quem já leu o livro de Êxodo, bem sabe o que aconteceu à faraó e ao Egito, culminando na épica travessia do Mar Vermelho pelos hebreus à pé enxuto. No Deserto por 40 anos, muitos acidentes atmosféricos foram registrados e o que dizer da entrada triunfal deles em Canaã, ao atravessar o Rio Jordão transbordante em plena época das cheias? O próprio Senhor Deus, disse ao profeta Elias para “fechar os céus” por três anos e meio, até que novamente o liberasse, para tratar com um Israel paganizado e controlado pela rainha Jezabel e seus seguidores, que impuseram um culto à Baal, em afronta à Deus. Agora Davi se depara com uma situação que ele acabou por discernir que não se tratava de nenhum fenômeno natural de ausência de chuvas, por problemas climáticos. Ao consultar a Deus, se constatou o esperado, era problema espiritual, de culpa nacional, pecados cometidos em nome do estado por autoridades legítimas; e isso impôs ao povo todo uma sentença que necessitava de expiação e reconciliação. Quero antecipar, que creio sim, em batalhas espiritual, em atos proféticos, arrependimento por identificação e na necessidade de arrependimento e confissão de pecados nacionais e também do acesso do cristão à graça e ao sangue de Jesus como agente redentor e purificador. Mas não pactuo com tudo e qualquer coisa feito de qualquer maneira à pretexto de conquistar territórios ou coisas parecidas. Como bom batista, a Bíblia é a nossa regra de fé e prática! Precisamos ser bíblicos, espirituais, sensatos e sensíveis à direção de Deus através do Espírito Santo e da Palavra de Deus. Como em todo exercício de dons e habilidades sobrenaturais, acredito que as pessoas podem acertar ou errar ao receber, interpretar e entregar ou compartilhar; isso pode ocorrer em uma ou até em todos esses estágios, daí a necessidade de maturidade e disciplina. Nesse caso, em particular, Davi consultou a Deus para saber a razão da crise e foi-lhe revelado a razão. Em seguida, ele agiu por conta própria indo consultar os gibeonitas e não a Deus, para saber como resolver a situação e entendo que foi aí que ele caiu numa armadilha. Aquelas pessoas, se viram no direito de chantagear o rei e exigir um preço, que necessariamente não seria necessário, caso ele tivesse consultado a Deus. A estratégia de uma vitória num combate, necessariamente não é a mesma em outros. Deus conhece tudo e a todos e tem uma visão muito mais ampla de qualquer questão e isso precisa ser levado em conta. Agir com independência, supondo que “já sei o que precisa ser feito” pode levar à práticas abomináveis diante de Deus. (Ex: as filhas de Ló – Jefté – Saul e Davi, nesse caso). Se a batalha é espiritual, a melhor acessoria espiritual que existe é Deus e sua Palavra, o resto é fundamento arenoso! Consultar a Deus não custa muito, não demora e evita erros!

Pr Jason

Viúvas de Maridos Vivos

Meditação do dia 24/11/2015

2 Sm 20.3 “…e estiveram encerradas até ao dia da sua morte, vivendo como viúvas.”

Viúvas de maridos vivos – Não é golpe, charada, pegadinha ou brincadeira sem graça; é um fenômeno social ou quem sabe, até uma condição sócio-familiar, que se torna uma realidade mais presente na vida das pessoas do que gostaríamos de admitir. No Brasil isso era uma condição imposta pelas circunstancias nas mulheres nordestinas, que se viam nesse condição devido a necessidade de seus maridos se ausentarem de casa para outros estados e regiões por motivos de trabalho e sobrevivência. Assim, elas se viam numa condição de desamparo e solidão como na viuvez, mas com os maridos vivos. Semelhante aos filhos que se viam órfãos de pais vivos. A reflexão que faço hoje, se refere à condição das mulheres que viviam em regime de concubinato com o rei Davi, e ficaram no palácio e na casa do rei para guardarem e cuidarem das coisas durante a fuga que lhe foi imposta pelo filho Absalão, numa tentativa de golpe de estado. Elas porém foram alvos da ira e da vingança através do abuso sexual praticado pelo golpista, por sugestão de seu conselheiro, para tornar irreconciliáveis pai e filho e assim demonstrar força e apropriar de tudo o que pertencia ao rei Davi ou ligado a ele. Quando o rei voltou e assumiu o controle, tinha essa situação delicada para resolver. Ele não poderia reparar muito os danos não só da ação moral e sexual abusiva do agressor, como o tal fora seu próprio filho. Ele então lhes deu “aposentadoria vitalícia” com abrigo e proteção, para viverem como viúvas até o fim de suas vidas, o que não deixaria de ser uma espécie de “condenação.” Isso foi uma circunstancia? Haveria outro modo de lidar com os danos e os reparos? E hoje? Me ponho a pensar, em certos padrões e condutas que a vida impõe ou que a sociedade em si, também enquadra muitas vítimas e nem sempre as soluções são as mais fáceis ou desejáveis. Estou falando de casais que vivem debaixo do mesmo teto, mas só isso; estão separados de espírito, alma e corpos, curtindo amarguras e ressentimentos e em muitos casos, disfarçadamente como bons cristãos e de excelentes relações sociais. Estou falando de pais e filhos que embora na mesma casa ou não, não se falam, não se comunicam, não se amam e não se respeitam e se confrontados, simplesmente dizem: “Deixa como está, para ver como é que fica!” Outros tantos, alegam que esperam que “o tempo” dê um jeito! Problemas existem, são reais, concretos, e as soluções também existem, são reais e precisam ser concretas. É precisa trabalhar e lutar por soluções; se necessário, busque ajuda externa, de amigos, conselheiros, líderes e profissionais da área! Há sabedoria na multidão de conselheiros! Nós, líderes e ministros de confissão de fé, não podemos olvidar-nos da realidade que nos cerca e às famílias e vítimas de tais situações. A fé precisa ser terapêutica também! O Cristo e o Evangelho que abraçamos são poderosos para libertar cativos. Mexa-se!

Pr Jason

Pais Que Choram Seus Filhos

Meditação do dia 23/11/2015

2 Sm 19.4 “Estava, pois, o rei com o rosto coberto; e o rei gritava a alta voz: Meu filho Absalão, Absalão meu filho, meu filho!”

Pais que choram seus filhos – Que a vida não tem uma lógica ou uma simetria, ninguém duvida; e que a ordem e o curso que ela segue nem sempre dá para explicar, compreender de pronto e simplesmente acomodar. Olhando esse capítulo da Palavra de Deus, vemos o diário de famílias que sofrem a perda de filhos de forma prematura e às vezes de maneira estúpida e cruel, deixando os pais numa situação de luto e dor muito forte e com responsabilidades sociais, familiares e oficiais para cumprirem, sem nenhuma compaixão. A experiência mostra que filhos sepultarem os pais é dolorido e a saudade que fica é como uma lacuna grande demais para ser preenchida apenas com um abraço e sentimentos de pesares. Mas os pais terem o doloroso dever de sepultar seus filhos, invertendo o que chamaríamos de ordem natural das coisas, é muito mais incompreensível, pesaroso e um luto que parece não fazer sentido. O rei Davi, com certeza, era um pai orgulhoso de seus filhos, ainda mais que eram herdeiros mais do que de um trono e um reino, pois Deus lhe dera uma palavra que assegurava profeticamente a linha messiânica e que seu trono não sairia de sua genealogia de geração em geração, para todo sempre. Então, ele educou o filho para vir a ser rei, ensinou habilidades, destrezas, astúcias políticas e diplomacia, justiça e retidão, temor de Deus e respeito às pessoas, fidelidade à palavra empenhada e tudo o que seria boa qualidade para um rei. Ele ficaria feliz em saber que o futuro da nação estava em mãos mais capazes do que em suas próprias mãos em seu tempo. Mas, algo aconteceu e o filho começa dar ares de delinquência, rebeldia, egoísmo e traição da confiança em família e recentemente, armou um golpe de estado para tomar o trono à força, sendo que o trono seria possivelmente dele por direito. E o pior aconteceu, o filho foi morto em combate com a tropa da guarda pessoal do rei. Na sequencia do texto, o general do Exército de Davi, fala duro com rei que está lamentando e exige dele uma postura de chefe estado e ação sensata como a lógica sugeria. Eu tento me colocar no lugar de Davi, e ver a situação com os seus olhos e com o seu coração e confesso que também fico confuso com as possível conclusões. O Inimigo que tentava o golpe morreu. Alivio? Era inimigo, mas era o filho que ele amava. O reino estava à salvo. Mas, a que preço? Um filho, por um trono? Todo pai tem direito aos restos mortais do filho para chorar, velar e sepultar. Davi, não! Jogaram o corpo numa cova e entulharam de pedra. Davi tinha que fazer um discurso de vitória das suas tropas, agradecimentos aos bravos que nos livraram de um inimigo hostil e seguir caminho de volta para a capital, para retomar as ações de governo. Esse era o papel do rei; mas, e o pai? E o marido? Provavelmente, poucos entenderão o coração do velho salmista! E o coração de muitos pais e mães de nossas igrejas e de nossas cidades violentas que produzem órfãos e viúvas e vítimas aos montões? Como eles se erguem? Quem tem uma palavra para o coração deles? Aqui está o papel da igreja, da fé, do amor mais do que da razão e da lógica!

Pr Jason

O Pilar de Absalão

Meditação do dia 22/11/2015

2 Sm 18.18 “Ora, Absalão, quando ainda vivia, tinha tomado e levantado para si uma coluna, que está no vale do rei, porque dizia: Filho nenhum tenho para conservar a memória do meu nome. E chamou aquela coluna pelo seu próprio nome; por isso até ao dia de hoje se chama o Pilar de Absalão.”

O Pilar de Absalão – Há pessoas que passam por essa vida e deixam um legado que perpetuam seus nome e suas memórias e as gerações seguintes fazem questão de honrar essas memórias e ser grata por esses legados. Há outras que passam pela vida, ou talvez a melhor expressão seja, que a vida passa por elas e nada deixam ou deixam tão pouco de útil que o próprio tempo se encarrega de apagar essa memória. O que estamos construindo de positivo que poderá ficar para as gerações futuras? Isso não ser só para lembrar que passamos por aqui, mas mais do que isso, que deixamos algo para elas, que lhes facilitarão os caminhos e terão algo à desfrutar. Absalão, era um príncipe, um nobre, filho de um rei famoso, herói de guerra e amado pelo seu povo; como filho do rei tinha privilégios que nem todos os súditos tinham e ainda contava com a simpatia e a preferencia afetiva do pai; possuia meios e recursos para se tornar alguém notável. Mas vejam o fim de sua história, que desperdício! Ainda em vida, chegou à conclusão de que seu futuro não seria brilhante, não teria filhos ou herdeiros para perpetuar seu nome e memória. Seus feitos como homem, cidadão e como um nobre, não significavam nada para ninguém e assim, o único jeito de ser lembrado no futuro, seria construir um pilar, um obelisco, digamos um monumento numa praça, para que alguém um dia se desse ao trabalho de ler a inscrição e lembrar dele. Absalão personifica as vidas egoístas e medíocres que se servem da vida e da sociedade, sem construir nada ao seu redor e na verdade servem de peso a ser carregado. Mesmo sendo um homem belo de porte e estatura e com uma linda cabeleira…. “Não havia, porém, em todo o Israel homem tão belo e tão aprazível como Absalão; desde a planta do pé até à cabeça não havia nele defeito algum. E, quando tosquiava a sua cabeça (e sucedia que no fim de cada ano a tosquiava, porquanto muito lhe pesava, e por isso a tosquiava), pesava o cabelo da sua cabeça duzentos siclos, segundo o peso real (2 Sm 14.25,26). O “mister Israel” deixou que todas as suas qualidades fossem apenas as externas e físicas, que são passageiras. Construir pilares, é a saída para quem não pode construir algo mais e de mais proveito, e serve exatamente aos propósitos de quem viveu e não serviu, portanto tudo que ele deixa, não tem qualquer serventia, senão para ser olhado e nada mais. Frutos, seria a palavra que melhor descreve uma vida de qualidade, porque a exemplo da árvore que os produz, dificilmente ela mesma se beneficia de sua produção, que em essência são doados para o prazer e a satisfação de outros. Que bom se construirmos mais pontes, portas, caminhos, abrigos do que obeliscos.

Pr Jason

O Melhor Conselho

Meditação do dia 21/11/2015

2 Sm 17.14 “Então disse Absalão e todos os homens de Israel: Melhor é o conselho de Husai, o arquita, do que o conselho de Aitofel (porém assim o Senhor o ordenara, para aniquilar o bom conselho de Aitofel, para que o Senhor trouxesse o mal sobre Absalão).”

O melhor Conselho – Sempre que leio este texto e outros similares, não posso deixar de pensar nas verdades que a Palavra de Deus, diz sobre a sabedoria de Deus, para tratar com os homens. Mesmo sabendo que nossas melhores qualidades nos foram dadas por Deus e que quaisquer que sejam os poderes e competências que se adquire, elas são delegadas ao homem pela autoridade maior, que é Deus, a origem de todas as coisas. Mas, na sua vaidade, as pessoas deixam o poder subir na cabeça e se acham auto suficientes e competentes a tal ponto de se tornarem soberanos e senhores do saber. Mas, é claro, um dia a casa cai! O Rei Nabucodonosor, rei da Babilônia, quando no seu auge, soberano sobre todos, como império mundial da época, deixou-se levar por esse caminho e aprendeu da maneira mais difícil possível. Olha o que disse Daniel sobre Deus: “Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz” (Dn 2.20-22).  Te aconselho ler o capítulo 4 de Daniel e ver como a soberba do rei foi pro água a baixo. Como escrevi na meditação de ontem, Aitofel era uma pessoa muito respeitada e sábia, com bons conselhos e da confiança de todos, incluindo o rei; sua palavra quando consultado, era como uma palavra de Deus. Mesmo o seu coração estando amargurado e ressentido, ele continuava habilidoso e arguto de mente, o que o tornava muito perigoso, porque poderia induzir ao mal caminho sem levantar suspeitas, e a sugestão dele para Absalão faria todo sentido e teria tudo para dar certo, exceto, por uma intervenção divina, que já estava à caminho através da pessoa de Husai, em resposta a oração de Davi, que previu essa possibilidade. É aí que entra a vida de oração e o temor de Deus. No livro de Jó há uma verdade importante sobre isso: “Ele aniquila as imaginações dos astutos, para que as suas mãos não possam levar coisa alguma a efeito. Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos perversos se precipita” (Jó 5.12,13). No Novo Testamento Paulo escreve praticamente as mesmas palavras… “Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos” (1 Co 3.19,20). O melhor conselho, é temer a Deus e andar nos seus caminhos, e contar com a ajuda de Deus. Homens inteligentes e sábios, também podem cometer erros, especialmente quando colocam seu potencial a serviço do mal.

Pr Jason