A Mordomia do Tempo

Meditação do dia 31/08/2016

Sl 90.12 “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.

A Mordomia do Tempo – “O tempo vale pela intensidade com que vivemos e pela sabedoria com que o aproveitamos.” O tempo pertence a Deus, de quem somos mordomos e nossa parte se refere a organização do nosso tempo em relação ao trabalho, família, lazer, igreja, etc. Discursando aos gregos intelectuais, Paulo disse que é Deus quem determina o tempo dos povos (At 17.26). Já o profeta Daniel ao orar agradecendo a revelação do sonho que o rei Nabucodonosor tivera, declara que “…E ele muda os tempos e as estações…” (Dn 2.21). Costumamos dividir o tempo em períodos pois assim facilita a contagem e a utilização: segundos, minutos, horas, dias, meses, anos, séculos, e porque não, eternidade. Quando alguém não utiliza bem o tempo disponível, comumente argumenta interrogativamente: “Para onde foi o tempo?”  O problema não está no tempo, ele não pode fugir de nós. É como se planeja as atividades dentro do tempo de que dispomos que conta. Já quem tem um sistema de valores muito focado em bens materiais e até seja avarento, costuma dizer que “Tempo é dinheiro!” É verdade que há um custo na demanda do tempo empregado e também é verdade que o trabalho é útil e necessário, mas ao cristão  não cabe ser escravo do trabalho e muito menos dos resultados dele. Além dos pássaros e aviões, “O tempo também voa” é sempre uma boa desculpa para quem não consegue realizar suas obrigações dentro do espaço útil de tempo previsto. Já os procrastinadores, ou que teme enfrentar os problemas ou evitam confrontos, preferem a filosofia de que “O tempo cuidará do caso…” O tempo em si não trás solução, mas podemos dar o tempo certo para resolver amadurecer idéias e avaliar melhor algumas situações. Mas o grande estrado da vida corrida de todos os tempos é mesmo “Não tenho tempo…” Na verdade, não é falta de tempo, mas as prioridades é que controla o uso do tempo. Temos tempo para tudo o que consideramos importante dentro da nossa escala de valores. Tudo o que fica fora, é porque na prática não valorizamos, ou não consideramos que mereça ocupar nosso tempo e atenção. Sem contar que a falta de prioridades corretas induz ao famoso “Matar o tempo.” Não utilizar convenientemente o tempo disponível. Uma vez que estamos falando de mordomia cristã, vale a pena pensarmos em alguns conceitos bíblicos sobre o uso do tempo. Podemos começar pelo fato principal: “A vida humana é temporal,” nossa existencia é limitada fisicamente pelo fator tempo ( Tg 4.13-16). Depois temos que considerar “aspecto eterno da vida humana” é daí que vem o empenho e o zelo pela comunhão e a vida com Deus para refletir em um ministério de faça a diferença. (Fp 1.20-25) A garantia de uma eternidade feliz está na mordomia sábia e temente a Deus do tempo de agora. E num terceiro momento, considerar “A importância da vida.” Para os servos de Deus, a vida é mais do que conseguir coisas, ela vale e tem maior valor do isso. (Mt 6.25; Lc 12.15). Um bom senso nos leva a valorizar aspectos inseparáveis como Tempo & Trabalho – Tempo & Família – Tempo & lazer – Tempo & Devoção. Salomão disse que há tempo para tudo nessa vida. John Ruskin disse: “não há música em uma pausa, porém a pausa entra na composição da música. E as pessoas estão sempre omitindo essa parte da melodia da vida.” Não quero fechar esse assunto sem sugerir oito passos para o uso sábio do seu tempo: 1. Tempo não pode ser acumulado – como o dinheiro, etc. 2. Não desperdiçar tempo com coisas fúteis. 3. Não desperdiçar tempo com atividades prejudiciais. 4. Planejar o uso do seu tempo (Ec 3.1) 5. Cultivar a pontualidade. 6. Manter-se equilibrado no uso do tempo. 7. Seja metódico ao menos o suficiente para ser eficiente. 8. Cultivar o hábito de servir. Fecharei com um poema muito apropriado.

O TEMPO

Deus pede estrita conta do meu tempo,           Para ter minha conta feita a tempo,

É forçoso do tempo já dar conta,                    Dado me foi bom tempo e não fiz conta;

Mas como dar em tempo tanta conta,  Não quis, sobrando tempo, fazer conta,

Eu que gastei sem conta tanto tempo?  Quero hoje fazer conta e falta tempo.

 

 

Oh! Vós, que tendes tempo sem ter conta,

Não gasteis vosso tempo em passa-tempo;

Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta.

Mas oh! Se os que contam com seu tempo

Fizessem desse tempo alguma conta,

Não chorariam sem conta o não ter tempo!

 

(Laurindo Rabelo da Silva)

 

Graças, Pai por esse tempo em que posso compartilhar do tempo dos meus amigos e amados e nele desfrutarmos da tua graça e bondade. Hoje é o dia e o tempo aceitável de receber sabedoria de ti, para viver melhor e de forma mais produtiva. Em nome de Jesus, aquele que é o Alfa e o Ômega, Princípio e Fim, chamado de “Pai da Eternidade e Príncipe da Paz. Amém!

Pr Jason

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A fé e a Ciencia

Meditação do dia 30/08/2016

Sl 89.36 “A sua semente durará para sempre, e o seu trono, como o sol diante de mim.

A Fé e a Ciência – Sou cristão, sou ortodoxo na minha fé e convicções cristãs, como batista, a Bíblia é a minha única regra de fé e prática. Assim, sendo, Deus disse, eu creio e isso me basta. Também, firmado nos mesmos pilares, não vejo nenhuma contradição ou dificuldade de conciliação entre fé e ciência. A origem de ambas é a mesma – Deus! Gosto de estudar, gosto de aprender, valorizo cada área do conhecimento humano e exalto a capacidade criativa e o espírito empreendedor que leva a grandes progressos e descobrimentos de grande benefício a toda a humanidade. Tudo que se descobre, inventa e melhor utiliza, é na verdade o bom proveito dos dons e múltiplas habilidades com que fomos dotados na criação. Quero aqui, apenas trabalhar um texto bíblico que afirma uma verdade que faz muito bem a nossa fé torna nossa vida de comunhão com Deus muito mais significativa. Na promessa feita à Davi, que é uma promessa profética, sobre sua geração física e natural, mas com alcance na sua geração real e espiritual na pessoa de Jesus Cristo, que é descendente de Davi, herdeiro legítimo do trono de Israel, e a única pessoa da espécie humana com passaporte eterno. Jesus sempre existiu e quando se encarnou, na sua humanidade veio a ser da linhagem real de Davi e que como tal se assentará no trono para sempre e eternamente. Muito bem, isso é ponto pacífico, mas minha atenção hoje está no fato de que Deus fez essa promessa e usou como ilustração e garantia o nosso astro rei, o sol, que foi dito aqui, que é eterno diante de Deus, assim como o seria o reinado da dinastia do filho de Jessé. Nossos cientistas e estudiosos dos tempos e astros, apontam em nossos dias que o nosso sol está em contagem regressiva e “um dia” se apagará, coisa assim… A Palavra de Deus diz o contrário, isso não vai acontecer! Confio plenamente nos estudos e na capacidade de inteligência desses especialistas e dentro de uma expectativa natural, eles estão plenamente certos em suas conclusões e preocupações com as consequências disso. Mas, nós temos o recurso da fé e nela, as promessas de redenção, não apenas para as vidas humanas, mas a certeza de que tudo o que o pecado estragou, será redimido e restaurado completa e plenamente. Foi para isso que Jesus morreu e ressuscitou. É fato que a vida está ficando cada vez mais comprometida e insustentável no planeta terra e os mais precavidos, entendem já que é hora de tomar iniciativas para buscar meios e lugares com condições de vida humana tais quais temos em nosso planeta. Mas onde está firmado a nossa fé e esperança? Nas promessas de Deus, é claro. “Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Is 65.17). “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis” (Ap 21.1,5). Enquanto uns estão morrendo de medo, outros torcendo para o pior não acontecer e uns trabalhando como se nada fosse acontecer e outros até querendo ver o circo pegar fogo, os filhos de Deus podem descansar na firmeza das promessas de Deus. Eu, eu fico com o que a Palavra de Deus diz; digam o que quiserem e fiquem à vontade, para mim, meu Pai está no controle de tudo isso, o que me deixa numa boa!

Pai santo, criador e sustentador de todas as coisas, incluindo as leis e parâmetros científicos que os homens tem descoberto. Nada te é difícil, impossível ou imprevisível; Todas as coisas estão sob o governo soberano do Senhor tudo criou. Tuas promessas são firmes e fiéis e quem te conhece descansa no Senhor, ainda tudo à volta esteja em ebulição. Graças, Pai, por tua Palavra e pelo teu caráter santo e justo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Além e o Aquém

Meditação do dia 29/08/2016

Sl 88.11 “Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição?

O Além e o Aquém – Por mais desejável que o céu e a eternidade com Deus nos pareça, na prática do dia-a-dia, todos querem adiar essa viagem o máximo possível, e há até quem tenha verdadeiro pavor da morte; nem ao menos aceitam conversar sobre o tema. O equilíbrio deve ser um bom lugar! Não ter uma atitude mórbida, aficionado ela morte e o além, mas também não ter uma rejeição e uma atitude depreciativa. A morte é um fato, isso é certo, enquanto a hora é incerta, fica um intervalo para se viver e apreciar o potencial da vida, ao mesmo tempo que vai se preparando para a nova fase. Quero destacar nessa meditação, alguma coisa que tenho aprendido e o faço com o desejo de ajudar e edificar a fé e a esperança nossa nas verdades que a Palavra de Deus nos propõe. Tanto a morte, quanto o além, estão sob o controle e o governo de Deus. Nossa vida aqui na terra e após partirmos daqui, também está nas mãos de Deus, que é o nosso Criador, o nosso Sustentador e aquele que tem perfeito domínio e controle de tudo. Quando entregamos nossa vida a Cristo, recebendo e confessando-o como Senhor e Salvador, na verdade passamos a direção, o controle e todos os direitos dela, para o governo e senhorio de Cristo. Ele é poderoso para sustentar nossa vida e nossa salvação, e ninguém, nem mesmo o diabo e todo o inferno é capaz de arrebatar uma única alma das mãos poderosas de Deus e de Cristo. Nossa salvação é muito firme e segura. Não estamos fechados num aprisco ou curral, com cercas vulneráveis e fáceis de serem puladas e assaltadas pelo inferno e seus asseclas. Nossa redenção é documentada legalmente, escriturada pelo sacrifício de Cristo na cruz; o sangue de Jesus comprou, pagou, definitivamente o preço exigido pela justiça de Deus e cada alma salva pela graça de Cristo é marcada, selada pela pessoa do Espírito Santo, como propriedade eterna de Deus. “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.” (I Jo5.18). Estamos tão seguros agora, espiritualmente falando, como estaremos na vida pós morte física e estaremos na eternidade. Alguém em tom jocoso disse que nascemos sem nada e ao morrermos não levamos nada, então o melhor a fazer é curtir o intervalo. Para o cristão, sabemos que nascemos com um propósito a cumprir e para tal Deus nos proveu de habilidades, dons, talentos, oportunidades e designou outros para trabalharem em parceria e complementação de tarefas, para que assim todos se realizem e o projeto maior seja levado a efeito. Cristo nos alcançou com a graça salvadora, e essa regeneração, coloca-nos de volta aos trilhos do propósito original de Deus. Não percamos tempo e nem oportunidade de fazer o bem, fazermos o certo, influenciarmos e sermos produtivos o máximo possível, até para compensar o tempo perdido antes da salvação e até encontramos o nosso lugar e o nosso papel. Não tenha medo do além, mas também não se fixe no aquém e nem viva aquém das grandes expectativas de Deus para você. Apenas viva, para a glória de Deus!

Ao autor da vida, nossa oração de louvor e gratidão. Repartiste a tua vida conosco numa ação de generosidade e doação sem precedentes. O Senhor merece que vivamos com qualidade e diligencia no teu serviço e tornemos a nossa existência em bênção e proveito para o reino. Em nome de Jesus, o Senhor da vida, amém.

Pr Jason

Nossas Origens

Meditação do dia 28/08/2016

Sl 87.7 “Assim os cantores como os tocadores de instrumentos estarão lá; todas as minhas fontes estão em ti.

Nossas origens – Que os israelitas são aficionados pela cidade de Jerusalém, não se tem qualquer dúvida. Em todas as Escrituras, após a conquista desta cidade pelo Rei Davi, ela se tornou a capital do reino, mas também a capital espiritual da nação e um lugar sagrado para eles. Em verso e prosa ela é cantata, declamada e orgulhosamente tratada como sendo o centro do mundo e onde está não só os olhos, mas também o coração de Deus, aqui na terra. Lendo os muitos salmos, vemos que assim como eles são apaixonados pela cidade, o templo, o monte Sião, onde até se confunde um com o outro e em muitas citações uma significa o mesmo que a outra ou o todo. Sendo nós cristãs e por fé, herdeiros ou ao menos nossa origem de fé monoteísta, Escrituras Sagradas, o Messias deles é o nosso Senhor Jesus Cristo; a nossa reino de Deus deles é um tanto mais abrangente para nós, enfim, temos muito em comum. O apóstolo Paulo, ao escrever à igreja na Galácia, uma vasta região com muitas igrejas e cristãos iniciantes na fé naquela época, ele fez uma alusão comparativa da história israelita com a igreja de Cristo. “O que se entende por alegoria; porque estas são as duas alianças; uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós. Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa como Isaque. De maneira que, irmãos, somos filhos, não da escrava, mas da livre” (Gl 4.24-26,28,31). A cidade terrena de Jerusalém é na concepção paulina, uma figura alegórica da vida terrena dos atuais (no seu tempo e nosso também) dos israelitas que embora tenham uma promessa espiritual de Deus através de Abraão, não desfrutam plenamente de tal promessa, porque estão focados apenas nas coisas terrenas, naturais da vida. O foco principal é a vida espiritual, são as coisas celestiais, de onde vem o cumprimento de todas as nossas esperanças. Vivemos aqui, mas não estamos com o coração nisso aqui. “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.” (Fp 3.20,21). Somos cidadãos de dois reinos ou dois mundos e o principal com certeza não é este mundo e nem estas cidades e muito menos este tipo de vida. Temos promessas melhores e superiores. Mesmo que as coisas estejam boas e um futuro promissor, não podemos nos acomodar e nos conformar como se tudo o que Deus tem para nós é isso aqui. Não aceite no seu coração e na sua mente, viver aquém e abaixo dos altos padrões e das grandes promessas de Deus. Na sua identidade espiritual, os dados são outros.

Graças, Senhor, pelo direito alcançado em Cristo, de sermos cidadãos de um mundo melhor e onde o Senhor realmente reina e governa e a tua vontade realmente funciona. Por melhor que isso aqui seja, somos agradecidos, mais almejamos superiores promessas que há na tua palavra. Em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

Um Coração temente

Meditação do dia 27/08/2016

Sl 86.11 “Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome.

Um coração temente – “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Pv 4.23). Quase a totalidade das pessoas concordam que amam a Deus; uma porcentagem enorme afirmam servi-lo, outros tantos professam conhece-lo e não poucos alegam desejar fazer sua vontade, ao menos, teoricamente. Não nos iludimos, porque o próprio Senhor Jesus disse nos dias terrenos, que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 22.14); não entrando aqui no mérito da interpretação que se dê ao texto e contexto, se se trata de salvação, eleição, etc e  tal. Juntando porções de ensinos, parábolas e aplicações, é fato, de que “nem todo que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus…” (Mt 7.21). O temor a Deus é um assunto muito sério, tão sério quanto lindo e maravilhoso. Quando se conhece a Deus e se adentra a um relacionamento de qualidade, a motivação muda radicalmente e quanto mais o conhecemos, mais queremos nos aproximar e quanto mais aproximamos, mais o amamos, o entendemos e o apreciamos. Alguém totalmente rendido à Deus, não tem nada de religioso e muito menos de fanatismo ou radicalidade. É apaixonante experimentar a presença gloriosa do Senhor. Esse temer, também nada tem a ver com medo, pois o medo escraviza, produz tormento, segundo as escrituras e quem teme não pode ser aperfeiçoado no amor e Deus é amor! Se trata mais uma atitude de reverencia santa, preocupação em não desagradar, nem ofender tamanha santidade, tamanha pureza e de fortíssima atração. Isso mesmo, a pessoa de Deus e sua comunhão, produz uma atração muito forte no coração humano. A razão disso é nossa origem, Deus mesmo! Não importa o que se fortaleceu no interior da pessoa em termos de conhecimento e filosofia existencial, o nosso espirito, nosso homem interior sabe, sem qualquer sombra de dúvida, de onde viemos e do que somos feitos. No Sl 139.14 se faz essa importante afirmação “Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” Todo ser humano, quando confrontado verdadeiramente pela Palavra de Deus, desafiado a rever seus conceitos e valores e se arrepender de seus pecados e voltar para Deus, os sinais de aceitação e rendição ao convite de Deus para reconciliação e efetivar a filiação pela fé em Jesus, é a mesma. Desde intelectuais, até incultos, indígenas, aborígenes, nativos tribais, religiosos, sacerdotes místicos e até pessoas profundamente envolvidos com ocultismo dos mais baixos níveis, se nivelam na condição de “pecadores perdidos” e se veem carentes da graça misericordiosa de Deus para salvação em Cristo Jesus. O calvário é o grande nivelador de homens – todos se aproximam divididos em níveis, classes, castas, ricos, pobres, grandes pequenos, homens e mulheres, reis e poderosos; mas ao experimentar a obra da cruz, saem do outro lado apenas como “salvos pela graça e irmãos em Cristo.” Entender o temor do Senhor é bênção, é revelação e crescimento. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.” (Pv 9.10). “Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, Então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus.” (Pv 2.3-5). Ore para Deus te abençoar com discernimento e entendimento dessa preciosidade.

Senhor, obrigado por te conhecer como Deus grande e poderoso, digno de ser temido e amado. Obrigado pela segurança da obra redentora de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Em nome dele, amém.

Pr Jason

Difícil Conciliaçaão

Meditação do dia 26/08/2016

Sl 85.10 “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.

Difícil conciliação – A mãe compareceu diante do rei para interceder pela vida do filho e humildemente pediu misericórdia; o rei em tom severo lhe replicou: “O seu filho merece justiça!” Então a mãe disse: “Não estou pedindo justiça, estou pedindo misericórdia!” Humanamente falando, estamos lidando aqui com uma alquimia impossível de dar liga, são quatro elementos distintos e claros que uni-los numa aplicação única é praticamente improvável. Mas sabemos que tudo aquilo que é impossível aos homens é possível a Deus. “Mas ele respondeu: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus” (Lc 18.27). Estamos conscientes de vivermos no início do período chamado “Pós-modernismo,” fortemente fundamentado em sobre a bênção da máxima do construcionismo comprado da pedagogia, onde não há absolutos, tudo é relativo e uma questão de ponto de vista; assim, não há mais a verdade, mas “verdades” e a minha é tão certa quanto à sua e à de qualquer outro. Como cristãos, vamos enfrentar muitas lutas e dificuldades, mas é claro que não iremos engolir nada que tente arrazoar com verdades eternas e absolutas, imutáveis e perpétuas, como a Palavra de Deus, a Fé em Cristo, as doutrinas básicas da nossa teologia e etc. A igreja já passou nesses dois mil últimos anos, por vários embates e tentativas de varrê-la do mapa, desde o império romano, até à própria “igreja medieval,” a idade da trevas e as trevas daquela idade, o renascentismo, o iluminismo, a racionalismo, o industrialismo, o comunismo, o ateísmo intelectual e “Ns” outros adversários, e cá estamos esperando a volta de Cristo, em poder e grande glória. Quando tratamos de justiça e misericórdia, num se ganha o que merece e na outra o que não se merece, mas precisa e a graça de Deus torna isso possível. Em Cristo, Deus satisfez plenamente sua justiça e sua graça, imputando ao Cordeiro, os pecados nossos e ele levando no madeiro as nossas culpas, recebeu a justa sentença que o pecado merece; simultaneamente, nos fora imputado a justiça do Justo e a tão grande salvação, que a redenção pode garantir. A verdade é libertadora e a paz é possível sem ser circunstancial, mas resultado da vida de Deus implantada pela adoção em cada um dos filhos de Deus. Sem prejuízo algum para sua santidade e o seu caráter, o Senhor fez justiça e usou de misericórdia, aplicou a verdade e construiu a paz, reconciliando-nos consigo. Legal e judicialmente, o problema do pecado foi sanado e verdade permanece intacta para todo o sempre. “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Rm 5.1;8.1).

Senhor, obrigado por tua graça e misericórdia! Em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Até o Pardal

Meditação do dia 25/08/2016

Sl 84.4 “Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde crie os seus filhotes, junto aos teus altares, ó Senhor dos exércitos, Rei meu e Deus meu

Até o pardal – Permita-me dar asas a minha criatividade imaginativa, sem contudo sair da seriedade e reverencia que a Palavra de Deus é digna. Alguém foi para o templo, para um tempo de adoração e contemplação; provavelmente ele não se distraiu durante a ministração, mas enquanto ouvia e apreciava a presença do Senhor, o silencio contemplativo sofria perturbações de grunhidos e piados de filhotes de pássaros, acompanhados de voos constantes dos pais, trazendo alimento e dando cobertura e proteção às suas ninhadas. Muitos de nós já vimos e testemunhamos uma cena assim, em algum templo. O que essa contemplação produziu em mim e em vocês? Para dizer bem a verdade, sempre que um pastor descobre um ninho de pássaro alojado no templo ou nas dependencias, a primeira iniciativa é desalojá-los, ou assim que possível, providenciar para que não voltem a fazer ali seus ninhos, com a justificativa de que produzem muita sujeira, fazem barulho e ainda podem servir de transmissores de doenças, “pondo em risco o rebanho do Senhor!” Ao parar agora para essa reflexão, comparo meu ponto de vista (e de muitos), como aquela observação do copo d’agua pela metade e uns o vêm meio cheio e outros meio vazio. Aquela pessoa lá em Jerusalém antiga, no seu momento devocional ali no templo, viu naquela cena e naquele barulho, não a quebra de sua concentração espiritual, desconectando-o da realidade espiritual; mas ao contrário, foi fonte de inspiração e de uma nova revelação sobre quem é Deus, como o seu caráter é maravilhoso e que preciosidade é poder gastar tempo com Deus em sua presença. Ele viu como o Senhor é acolhedor aos que dele se aproximam e podem confiar plenamente nos seus cuidados. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1). Aves constroem seus ninhos em lugares altos e perigosos para os filhotes, com risco de queda quando novos e ainda incapazes de voar e se protegerem; mas os pais confiam que nascerão, sobreviverão aos perigos e desafios e aprenderão voar e sairão dali para desfrutarem a vida e a liberdade. Alguém cuida deles! Aquela pessoa, ali observando tudo isso, fez uma ligação de fatos e idéias: “amo a Deus e tenho prazer em vir aqui adorar e passar bons momentos, o quanto eu puder e minha vida corrida me permitir; e esses pardais e andorinhas, simplesmente moram aqui, tem seus ninhos, criam seus filhotes em segurança no melhor do lugar do mundo; eles estão tão próximos do altar de Deus! “Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos! A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo” (v.1,2). O Senhor Jesus, que  é Deus, que viveu na glória e recebia a adoração elevada a Deus ali naquele mesmo templo, sabe tudo de adoração e do valor que ela tem para levar a pessoa de uma posição passiva e voltada para suas carências, para uma atitude de fé e determinação de viver a verdade e a vontade plena de Deus, que supre abundantemente tudo para os seus, veja o que ele disse a nós: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mt 6.26; 10.29-31). Aquele nosso amigo, ali no templo, fez uma conclusão muito boa e tirou bom proveito de suas observações, conseguindo aplicar na vida diária, lições aprendidas com os pássaros na casa de Deus. Ele fechou seu relato nesse salmo 84 com as seguintes expressões: “Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido. Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios. Porque o Senhor Deus é um sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão. Senhor dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança” (v.9-12).

Pai, verdadeiramente, “quão amáveis são os teus tabernáculos!” e como é precioso aprender a desfrutar do privilégio da contemplação da tua presença. Ninguém há, como o Senhor nosso Deus, digno de inteira adoração. Obrigado ser um refúgio para os momentos de angústia, mas também por seu um companhia maravilhosa nos momentos de alegria, celebração e de vitórias. É muito bom estar em tua presença, em todos os momentos, sou um bem-aventurado, ao seu teu tabernáculo, morada do Espírito Santo e especialmente, sou grato por me mostrar e me tornar sensível a essa tua presença santa em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Senhor, Só Deus!

Meditação do dia 24/08/2016

Sl 83.18 “Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra.

 Senhor, só Deus – Confesso que vivendo numa cultura de liberdade individual e sistema democrático de governo, com pleno exercício de cidadania e direito de pensamento, opinião, nos leva a ficar longe de entender melhor o conceito de Senhorio. Tivemos situação de “senhor e servos” mas num regime de escravidão injusta e imposta de forma desumana. Consequentemente o temor, o respeito e a autoridade do “senhor” vinha do medo, intimidação e da força. Somos um povo jovem ainda em termos de civilização, e como tal, viemos a existir quando Deus era cultuado e servido por uma religião soberba e tirana, com um clero dominante e cruel, que em nome de Deus e da fé cometeram as maiores atrocidades e crimes contra a humanidade e só para constar, nunca pediram perdão, desculpas ou fizeram reparação. Deus era o que a “Igreja” dizia e sua vontade era o que o clero quisesse e muitos povos se convertiam para evitar a morte e a aniquilação. Então, historicamente, ligar a pessoa de Deus à de “senhor” nunca soava bem, e assim até a paternidade divina sofreu com a rigidez e inconsistência da figura humana de pai. Diferentemente de nós, os hebreus vieram de uma linhagem de adoradores do Deus verdadeiro, partindo diretamente da pessoa de Adão e Eva, que conheceram a Deus de forma bem diferente de nós. Suas linhagens passaram por pessoas como Enoque, que andou com Deus e até foi levado sem provar a morte física; Matusalém, o mais longevo dos homens, Noé, que foi a geração divisora de períodos com o dilúvio, juntamente com seus filhos que experimentaram Deus de maneira muito intensa e prática. Abraão, “o pai da fé,” e os patriarcas, Moisés, o grande legislador, que falava com Deus face a face, como nenhum outro em toda a história. Ainda tem os sacerdotes, profetas reis e homens inspirados, que fizeram diferença nos seus tempos e produziram coisas que ficaram para sempre como parte do legado de fé, para ser seguidos por todos que viessem depois. Deus se revelava e reivindicava esse direito natural e claro era ouvido e respeitado reverentemente. Veja algumas citações: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Is 1.3). “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Is 42.8). “Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro” (Is 45.6). “O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?” (Ml 1.6). Já no Novo Testamento, a idéia não muda: “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lc 6.46). “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna” (Rm 6.16,22). Não poderia finalizar essa sequencia de referencias sem deixar essas de fora: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” Fp 2.10,11). “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém” (Ap 22.20,21). Na época das grandes perseguições romanas aos cristãos, muitos morreram pela resposta a uma simples pergunta dos inquisidores: curios christus, curios Caesar?” (Cristo é Senhor ou César é Senhor?).

Senhor Deus e Pai, honrado seja o seu santo nome, como Deus criador, sustentador de todas as coisas e Senhor nosso. Graças te dou Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, a quem unicamente pertence a honra e a glória. O Senhor lhe deu um nome acima de todo nome, para nos prostrarmos diante dele e confessá-lo com nossa boca, que Ele é O Senhor! Com satisfação e reconhecimento, faço isso, voluntariamente, reverentemente me sujeitando ao seu comando e senhorio. Conserva-me nessa disposição em todo tempo, até o dia final. No nome mais sublime, mais poderoso que há, o nome de Jesus! Amém.

Pr Jason

O Lado Social

Meditação do dia 23/08/2016

Sl 82.4 “Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.

O lado social – Explicações e justificativas nunca faltarão sobre a presença de pobres e necessitados no mundo. Desde que temos registros das atividades humanas em sociedade, também aparecem os relatos dos menos favorecidos. Nem mesmo a Bíblia explica ou justifica tal presença. Os fatores que produzem pessoas em estado de pobreza e necessidade são os mais variados e causas prováveis surgem e desaparecem o tempo todo. Políticas de governos e estados, fazem as duas faces dessa moeda; decisões boas produzem riquezas e trabalho e por outro lado, decisões ruins levam sociedades à penúria. Pessoas individualmente tomam decisões e atitudes que as colocam em situações de risco, como também as fazem sair da pobreza. Espiritualmente está mais do que comprovado que o pecado incrustrado nas pessoas e numa sociedade, que é afetada por suas práticas. Como cristãos, entendemos que a bênção de Deus faz prosperar e a maldição, ou ausência da bênção atrai a miséria e a carência. Ainda nessa área, a crença da pessoa é determinante para sua condição de vida. Se a fé dela não a estimula a crescer e desenvolver seu potencial, dando sentido e propósito a sua vida, certamente ela irá se acomodar com a condição e viverá resignadamente, como se aquilo fosse determinado e sem possibilidades de sair. Os cristãos dos tempos da Reforma protestante, entenderam bem a doutrina da mordomia bíblica e o propósito de usar a influencia como meio de comunicar o Evangelho e assim se impulsionou o desenvolvimento humano e surgiram as universidades, os aperfeiçoamentos, as artes e as transformações que o mundo todo experimentou. Algumas correntes dentro do cristianismo evangélico se formaram, dando ênfases diferentes no peso que o trabalho social tem na chamada Grande Comissão; assim algumas igrejas se empenham muito no trabalho e desenvolvimento social, enquanto outras vêm esse lado apenas como um campo missionário ou oportunidade de crescimento e visibilidade. Acredito que precisamos pregar o Evangelho todo ao homem todo, sem me apegar a essa ou àquela bandeira de movimentos. O Ensino apostólico e bíblico como um todo, é que precisamos cuidar dessas pessoas, suprir suas necessidades e comunicar-lhes o amor e a graça transformadora de Cristo. Corpo sem espírito é defunto, espírito sem corpo é fantasma, então Evangelho sem assistência aos necessitados é uma teoria religiosa caricata, enquanto assistencialismo, sem o poder transformador é qualquer coisa, menos Evangelho. Também esse tema não é tanto para ser debatido e estudado, mas praticado, levado à efeito.

Senhor, graças te dou por ser Deus grande e poderoso, que fez todas as coisas e projetou recursos e meios para que todos tenham o necessário e o suficiente. Reconhecemos que o pecado do egoísmo é a principal fonte da desigualdade entre os homens; mas o Senhor é rico e generoso em supri com abundancia para que tenhamos condições de abençoar a outros e assim revelar o teu amor que está em nossos corações. Tudo é teu e tudo é para tua glória e assim queremos estar prontos para servir e dar oportunidade para que as orações dos necessitados, órfãos, viúvas, doentes e flagelados vítimas das adversidades da vida, sejam atendidas em tempo e haja o louvor devido ao teu nome. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Trocaram a Coleira, mas o Cachorro é o Mesmo!

Meditação do dia 22/08/2016

Sl 81.9 “Não haverá entre ti deus alheio nem te prostrarás ante um deus estranho.

 Trocaram a coleira, mas o cachorro é o mesmo – Quando era criança, ouvi muitas vezes minha mãe citar um ditado popular que falava da mania do macaco, que “enrolava o rabo e sentava em cima e desdenhava do rabo dos outros.” Deus se revelou nas Escrituras, em todas as suas manifestações, como “O Deus Único” e nem mesmo aceitava ser representado por alguma forma material, que viesse a simbolizar sua pessoa, seu caráter, seu poder e sua revelação. Abraão, desenvolveu um relacionamento muito estreito e mesmo vivendo entre civilizações politeístas e que representavam a cada um dos seus deuses, de diversas formas; Abraão e seus descendentes sobreviveram a isso e cultivaram sua fé contra todas as adversidades. Na época do Êxodo, com uma revelação mais estreita e próxima, incluindo a revelação escrita dos preceitos e rituais de culto e fé, foram reafirmados todos os procedimentos que vinham sendo passados de forma oral de pai para filhos, geração após geração. Isso até incluiu advertência, mostrando comparativamente como era feito nas suas origens ancestrais e como eles não deveriam copiar aquilo em suas vidas e na nação futura. “Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi ao Senhor. Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.14,15). O desvio desses ensinos e a prática da idolatria trouxe severas consequências por diversas vezes ao povo de Deus, até irem para o cativeiro na Babilonia e amargarem a escravidão e aprenderem a viver em pureza de fé e rejeitar de fato a idolatria. Na Nova Aliança, todos esses ensinos foram ratificados e as advertências contra a idolatria se confirmou e o cristianismo já nasceu com essa característica de servir ao Deus verdadeiro e único e completa negação a culto e reverencia a qualquer tipo de ídolos. “Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (I Co 8.6). João, o apóstolo amado, encerrou sua primeira carta com a seguinte advertência: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém” (I Jo 5.21). Porque uma advertência, se não houvesse perigo ou risco dessa prática entre os cristãos? Mas existe sim e como! Ao longo dos tempos a história da igreja mostra o avanço da idolatria e do paganismo adentrando as portas da igreja, de tal forma, antes disfarçadamente e depois assumida e escancarada. A reforma e ao avanço da fé protestante e de grupos já existentes não protestantes, mas de convicção ortodoxa, fez frente e bateu forte na prática idólatra. Mas como diz a máxima da política: “se não pode com um inimigo, alie-se a ele!” Assim estamos vivenciando uma triste página da história, onde o paganismo, ocultismo, o misticismo oriental, afro, indígenas e outros tantos, estão sendo incorporados na rotina eclesiástica que só o sangue do Cordeiro! Temos peregrinações a lugares sagrados, venda de indulgencias, relíquias, cultos à celebridades, onde “ditos” obreiros são mega idolatrados, cortejados, beijados, tocados, distribuem fotos, amuletos e um sem fim de práticas, que faria os primeiros cristãos revirarem nos túmulos e se recusarem a participarem de igrejas, se é que se pode chamar isso de igrejas. Então, trocaram a coleira, mas o cachorro ainda é o mesmo, travestido de modernidade e sofisticação. Mas que é idolatria, isso é, pode acreditar!

Senhor Deus único e verdadeiro, o Deus dos patriarcas, profetas e apóstolos, dos santos de todos os tempos que te conheceram e te amaram como um Deus zeloso que visita a maldade dos pais sobre os filhos muitas gerações e também que traz a bênção e a prosperidade sobre os que obedecem até mil gerações. Queremos e vamos cultivar uma fé simples e pura no Senhor, conforme ensina a tua Palavra. Não ninguém igual, comparável ou mesmo parecido com o Senhor nosso Deus. Não há salvador, senão o Senhor. Rejeitamos a idolatria e as práticas que ofendem a tua santidade e te invocamos como o nosso Deus, em todo tempo, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason