Coisas de homem e coisas de Deus

Nm 23.19 “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?

Coisas de homem e coisas de Deus – Esta é uma preciosidade em termos de verdades reveladas. Sabemos que Deus não é homem, sempre soubemos! Mas ao se revelar ao “profeta de plantão” Deus faz questão de que este homem de caráter não tão confiável, revele ao rei que o contratou, que Deus é sério, tem caráter e personalidade muito bem definidas e não é qualquer oferendazinha de sete boizinhos magros que vai lhe mudar a palavra e a promessa. Os homens mudam muito de opinião, mudam suas promessas, mudam, mudam o tempo todo, ao sabor das conveniências pessoais ou corporativas. Sempre que percebem um novo modo de lidar ou facilitar eles já estão de mudanças. Até afirmam, que “a única coisa estável na vida são as mudanças!” Que bom que Deus não muda! Isso é a base do nosso relacionamento com Ele. Sua imutabilidade nos faz sentir seguros que lidamos com algo que é confiável. Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.(Ml 3.6). Imagina, se Deus mudasse de opinião cada vez que pisássemos na bola? Se Ele deixasse de honrar sua Palavra, porque alguém resolveu não ser fiel? Tiago disse algo muito precioso que nos serve de corrimão espiritual. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. (Tg 1.17). Também quero deixar minha posição, que o Senhor não está abrindo permissão para que os homens mintam e mudem à vontade, porque isso é coisa de homem mesmo. Há homens e há “homens” – especialmente homens com os quais Deus celebrou uma aliança, afiançada por Cristo e seu sacrifício no Calvário. Esses, são especiais, comprometidas em se tornaram mais e mais parecidos com o caráter do Pai e a quem desejam agradar. Usar a desculpa de que somos humanos e até mesmo Deus reconhece que somos falhos, não é o caminho de quem tem uma vida transformada e cheia do Espírito Santo, que veio para guiar à toda a verdade. O pecado e o erro na vida do cristão é um acidente, uma casualidade, que trabalhamos arduamente para evitar que se repita. Viver deliberadamente em pecado, não é andar na luz.Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.(I Jo 1.7). Somos homens, mas homens de Deus! Somos do bem, somos da luz, sempre!

Pr Jason

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Por que Deus faz Perguntas?

Meditação do dia 29/06/2015

Nm 22.9 “Veio Deus a Balaão e disse: Quem são estes homens contigo?

Por que Deus faz perguntas? Me desculpe o trocadilho, mas essa é uma boa pergunta! Nós, geralmente não gostamos que nos façam perguntas, quando o inquiridor já sabe ou já tem as respostas. Fica parecendo armação, ou como na linguagem popular, “está jogando verde para colher maduro.” No domínio das letras, existe a figura de linguagem denominada “pergunta de retórica,” na qual a pergunta na verdade é uma afirmação ou negação do fato em questão, pois já se subentende que a resposta é do conhecimento de todos. Mas quando se trata de Deus fazendo perguntas, tem que ser um tanto mais profundo; afinal ele é Deus e como tal é onisciente, ou seja, ele tem todo o conhecimento, ele sabe tudo, e quanto dizemos que Deus sabe tudo queremos dizer “TUDO MESMO!” Quando Deus faz perguntas a uma pessoa, o que ele espera é geralmente uma ATITUDE e não necessariamente uma resposta, porque esta ele já tem por natureza. No nosso texto aqui; um profeta místico, reconhecido como alguém que tem acesso a Deus e com uma capacidade de se comunicar efetivamente com Deus, e vemos que realmente isso acontecia; ele recebe em sua casa uma comitiva de embaixadores enviados pelo rei de Moabe, com uma convite para que vá até lá e amaldiçoe a Israel, que se encontrava em trânsito e naquele momento estava nas cercanias moabitas. Na bagagem da comitiva, o preço de serviços místicos, encantamentos e rituais de maldição. Então Deus já sabia quem eram aquelas pessoas e a que vieram sob as ordens de seu rei Balaque. Então porque Deus fez aquela pergunta à Balaão? Deus não queria ou esperava um relato sobre quem e o que vieram fazer. O que pessoas com essas intenções faziam na casa de uma pessoa que se dizia representante de Deus? O que Deus esperava ver era “qual era a de Balaão!” Com qual atitude ele estava hospedando aquelas pessoas e principalmente, por que ele estava esperando que Deus o autorizasse a ir e fazer os trabalhos? Balaão sabia que Israel era o povo de Deus e que sob sua bênção eles estava à caminho de sua terra prometida, e que o próprio Senhor estava empenhado em conduzi-los ao seu destino. Balaão sabia das vitórias e de tudo o que Israel vinha passado nos últimos anos, para enfim, chegarem agora no limite territorial que lhe pertencia. Portanto, ele sabia, que jamais Deus iria amaldiçoar ou concordar com a possibilidade de destruir seu povo. Essa era a razão da pergunta de Deus, que poderia muito ser assim: “Balaão, qual é a sua? O que acha que vai fazer?” As perguntas de Deus cortam fundo no coração da gente, muito mais do que penetra em nosso intelecto em busca de respostas! Deus conhece os corações e sabe as imaginações que ali se escondem e Ele sabe como tocar ali. Você se lembra, da última pergunta direta que Deus te fez? Quem tem hábitos devocionais de comunhão e oração sabe do que estou falando! Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. (Hb 4.12). Ele sabe porque as coisas estão como estão; Ele sabe a verdade secreta que você guarda e que ninguém desconfia; Ele sabe a verdadeira razão porque se fez ou não se fez aquilo! E você sabe que Ele sabe!

Pr Jason

O olhar que salva

Meditação do dia 28/06/2015

Nm 21.9 “Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava.

Um olhar que salva – Toda oportunidade de ensinar e de aprender deve ser valorizada. O conhecimento não ocupa espaço e o saber em abundancia não prejudica, ao contrário, abençoa. Mesmo nas situações mais adversas, Deus sempre aproveitou para deixar um legado positivo. Esta é uma história de outro momento de crise, revertido em tempo de bênção e esperança para aquele povo. Uma onda de maledicência se espalhou como uma epidemia no arraial; nada e ninguém foi poupado das línguas envenenadas, afiadas e ardentes; sobrou para o Maná, que era um pão do céu que colhiam toda manhã, como se ele viesse com o orvalho da madrugada; falaram até de Deus! Como ninguém brinca com Deus e saí ileso, o castigo veio imediato. Todos devem lembrar, de forma mais clara, que na lista dos dez mandamentos, há um deles que aborda santificar o nome de Deus e jamais tomá-lo em vão. Muitos daquela época e daquela geração aprenderam isso da maneira mais dolorosa, mas aprenderam. Aconteceu uma praga de serpentes venenosas que invadiram o acampamento e eram mortais! Claro, além de peçonhentas, eram abundantes e agressivas e muitas vítimas aconteceram. Nessa hora, todos lembram de Deus! Crise, é oportunidade e tempo de buscar a Deus e correr para as pessoas que lidam com as coisas de Deus; o enredo não muda com o tempo, ainda hoje é assim. Procuraram Moisés em desespero e ele foi falar com Deus que instruiu a fazer uma serpente de bronze e levantá-la numa haste (poste) e que as pessoas fossem instruídas a olhar para ela e todo o que olhasse, se salvaria de morrer pelas picadas das cobras. Vamos rapidamente mexer com algumas dessas peças, para esclarecer as coisas: O material usado foi bronze, porque simboliza julgamento. O altar onde eram oferecidos os animais sacrificados para perdão de pecados, era de bronze. Simbolicamente, a culpa, os pecados confessados e admitidos recairiam ali. Não era a serpente que curava ou salvava as pessoas, e sim a FÉ – demonstrada pela obediência à palavra de Deus. Qualquer que estivesse mordido, bastava olhar para a serpente levantada lá no poste. Não precisava orar, rezar, fazer promessa, passar azeite… só olhar! Era uma questão de obediência. Ela não tinha poderes mágicos, místicos e nem tão pouco fora feita para ser cultuada, adorada, venerada ou admirada! Nada de “santa cobrinha!” Já ouvi pessoas dizerem: “Foi Deus que mandou fazer uma imagem” – Não confunda alhos com bugalhos! Se for para venerar ou adorar tudo que Deus criou, aonde é que vamos parar? Outro detalhe muito importante, era a admissão da culpa; para ser beneficiado, a pessoa precisava estar mordido e admitir, aceitar, confessar que isso era verdade. Não há perdão e restauração sem arrependimento e confissão. Deixar o tempo passar até a consciência acalmar e as relações voltarem a uma melhor condição, não é tratar com o pecado e receber os benefícios da redenção. Todo pecado, tudo o que Deus diz em sua palavra que é pecado, precisa e deve ser admitido como pecado, e seguir de arrependimento e mudança de atitude. Olhar para aquela serpente de bronze, prefigurava a fé que hoje depositamos em Cristo e seu sacrifício na cruz. O único meio de ser salvo hoje é admitindo que se está perdido, que é pecador e colocar a fé em Jesus, que morreu na cruz. Deus ainda concorda com isso, sabia? “E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.14-19). Olhe para o Cristo da Cruz, só ali há salvação, cura e vida verdadeira!

Pr Jason

A Rocha Ferida

Meditação do dia 27/06/2015

Nm 20.11 “Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais.

A Rocha Ferida – Deus falou, eu creio, isso me basta! Não é uma frase de efeito, para impressionar ninguém, mas uma atitude, uma postura de vida que deve servir de parâmetro para todos os filhos de Deus. Conhecer a Deus e poder confiar plenamente no seu caráter, é a base para se acreditar piamente em sua Palavra. Os filhos de Deus conhecem a Deus e precisam se esmerar por conhecer sua voz e o poder de sua palavra. Lembramos sempre de Eva, lá no Éden, quando violou a palavra de Deus dada a ela e a Adão, para que não comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal que estava no meio do jardim. Ela dialogou com a serpente e acrescentou algo à palavra, afirmando que Deus lhe dissera para não comer e “nem tocar” no fruto daquela árvore. O erro começa quando achamos ou agimos como se pudéssemos dar a nossa própria versão daquilo que Deus disse, se qualquer consequência. O resto da história, todos sabemos, e as consequências, mais ainda. Aqui, encontramos outro desses exemplos e com consequências igualmente desastrosas. Desta vez foi com Moisés, o homem mais manso da terra; o homem que falava com Deus face a face; o experiente líder, por tantas vezes provado, testado e sempre se manteve firme e equilibrado. Mas desta vez, não deu; homem é homem e o ser humano não é infalível e isso vale para todos, desde José, Jason, Moisés, Davi, Madalena, você e os demais… O povo fez uma “santa rebelião” – a ironia que uso, é devido a isso ser uma ação má recorrente em todos os tempos e lugares. Pessoas com os corações sujos, amargurados, descrentes, infiéis, murmuradores, se levantam usando uma linguagem de santos e piedosos, fomentando rebelião, rachas e sismas em famílias, igrejas e as vezes até em nações, justificando como “zelando pela vontade de Deus” – “pela obra de Deus” – “para proteger a verdade.” Isso tirou Moisés do sério e do centro! Uma coisa que me chama muito a atenção é que o líder, em posição de autoridade com respaldo de Deus, precisa prestar atenção na presença de Deus e no detalhe ou a dica que lhe dá. Logo que a rebelião se estabeleceu, Moisés e Arão se prostraram diante de Deus – isso foi, e é a coisa mais certa que fizeram e que devemos fazer: IR PARA A PRESENÇA DE DEUS. Lá é o melhor lugar para homem de Deus se prostrar, se curvar. Ali, se recebe instruções, conforto e confirmação. Não bata boca com rebeldes e rebelados! Quem deve nos direcionar e nos fazer agir é Deus e a sua revelação, o resto é “dar trela pra serpente.” Deus disse a ele para ajuntar povo e leva-los até a rocha e falar à Rocha, que ela daria água para todos. “Falar à Rocha!” – Falar com uma pedra? Deus ordenou e instruiu, obedeça, Ele sabe o que está dizendo e fazendo! Hoje, sabemos que aquela rocha, não era apenas uma rocha: e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo (I Co 10.4). Moisés deixou de falar à rocha, como Deus instruiu e a feriu duas vezes com o seu cajado. Desobedeceu a ordem de Deus, alterou sua ordem e quebrou um dos tipos mais importantes e significativos da redenção. Pois a Rocha não poderia ser ferida uma segunda vez, assim como Cristo não pode ser morto uma segunda vez. Isso custou muito caro para Moises! Se Moisés, que é quem é, não se livrou das consequências de sua violação da palavra de Deus, imagina eu, você e qualquer outro. Por isso que eu digo: “Deus falou, eu creio e isso me basta!”

Pr Jason

Uma Novilha Vermelha Perfeita

Meditação do dia 26/06/2015

Nm 19.2 “Esta é uma prescrição da lei que o SENHOR ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que vos tragam uma novilha vermelha, perfeita, sem defeito, que não tenha ainda levado jugo.

Uma novilha vermelha perfeita – Não vamos entrar em méritos teológicos e simbólicos hoje, mas quero pensar com vocês apenas em termos de como Deus é santo e se importa com o problema do pecado na vida humana e como ele providencia meios efetivos e permanentes de solução. Era e é para ser um ritual de cunho espiritual de valor muito grande e permanente, fazendo parte das prescrições perpétuas. Um animal perfeito em todos os detalhes, sem que tenha trabalhado pesado, para ser sacrificada, claro, aponta para Cristo e seu trabalho de redenção. A finalidade era deixar estocado uma reserva de elementos, no caso as cinzas, cerimonialmente preparadas, para os rituais diários e constantes de purificação de pessoas e propriedades contaminadas e que levaria muita gente a ficar impossibilitada de se apresentar para culto e adoração, tanto coletiva, quanto individual e outras atividades sociais. Todas as pessoas envolvidas no processo, eram e deveriam estar em boas e plenas condições nos rituais, estando puros e limpos, e a cada etapa do preparo, eram outras pessoas e à medida que cada uma cumpria o seu trabalho, ela teria que passar por um banho e ritual de purificação, pois estaria cerimonialmente impura até o por do sol. Isso nos faz pensar no quanto é importante se manter puro de coração e de vida diante de Deus, e que ainda que tenhamos as melhores das intenções, ainda assim, o pecado acontece e passamos a necessitar de perdão e graça de Deus. Não há um meio seguro ou imune de mexer com o mal, o pecado e não se contaminar. Também, quem está apenas disposto a ajudar e servir para que outros se livrem de seus males e se coloquem em boas condições diante de Deus, também assume o custo da intercessão. Quem não tem disposição e humildade para se identificar com o pecador e suas condições, não pode amá-lo o suficiente para se importar e fazer algo que o torne hábil a voltar à comunhão. Lá no Éden, houve a promessa de que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente, mas que teria seu calcanhar ferido. Há um custo para que pessoas sejam salvas e libertas. Para Deus, custou o seu filho e para Jesus custou a sua vida. Como igreja, o nosso papel é comunicar o amor e a graça salvadora, a obra purificadora, já disponível, porque alguém foi levado e sacrificado fora da porta e totalmente queimado, com acréscimo de madeira e seu sangue aspergido em benefício da comunidade. O pior problema do pecador não é o seu pecado praticado em larga escala, mas a não admissão de sua culpa e suas responsabilidades. A parte de Deus já está pronta, estocada e disponível para nós, para mim, e para você. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. (I Jo 1.9).

Pr Jason

As provisões aos Ministros

Meditação do dia 25/06/2015

Nm 18.19 “Todas as ofertas sagradas, que os filhos de Israel oferecerem ao SENHOR, dei-as a ti, e a teus filhos, e a tuas filhas contigo, por direito perpétuo; aliança perpétua de sal perante o SENHOR é esta, para ti e para tua descendência contigo.

As provisões aos ministros – Que Deus é bom, ninguém tem dúvidas. Que Ele supre e provê o necessário e o suficiente para todos, também não se questiona. Todos gostam da generosidade do Pai. Ninguém que eu conheça tem dificuldade de orar e repetir o Pai Nosso, incluindo “o pão nosso de cada dia, dai-nos hoje…” Até aqui, tudo bem, ponto pacífico; as dúvidas, incertezas e críticas surgem quando toca no ponto de dízimos e ofertas. Vou meditar com vocês aqui, tendo condições de ser isento na opinião, mesmo sendo eu um pastor, que trabalho de tempo integral e por isso sou sustentado pela igreja, através dos dízimos e ofertas. Primeiro, dízimos e ofertas, não são invenção modernas, novas ou coisas criadas pela cabeça de pastores e líderes cristãos. Isso é uma prática histórica, cultural e é culto a Deus, praticado desde os primórdios da sociedade humana. “ Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo” (Gn 14.18,20). Quando Moisés recebeu as leis e cerimoniais, para a vida e o culto dos hebreus, ainda no período do Êxodo, essa prática de entregar dízimos e ofertas, foi incorporada à lei e não  inventada ou criada ali. Segundo, Deus a incorporou à lei cerimonial, como sendo algo sagrado, santo e a entrega é feita à Deus, no santuário, templo etc. aos cuidados dos sacerdotes e ministros. “Também todas as dízimas da terra, tanto dos cereais do campo como dos frutos das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR (Lv 27 30). Entregar os dízimos é um culto, uma forma de reconhecimento das bênçãos e do favor de Deus sobre nossa vida e seu cuidado em suprir o que precisamos. Deus, determinou que parte dessas ofertas, que na época, em grande parte era entregue em espécies, fosse destinada aos sacerdotes e ministros que se dedicavam a cuidar da parte espiritual de toda a nação e por isso também não receberam herança em termos de propriedades de casas, cidades e terras, como os demais cidadãos de todas as onze outras tribos. Hoje, quase não se entrega ofertas em espécie, já que toda a economia gira em torno de moeda, dinheiro. Quero esclarecer também, que cada igreja ou comunidade de fé, tem seu sistema de como usa ou emprega os dízimos e ofertas. Posso afirmar com segurança que as igrejas denominacionais mais históricas, são muito criteriosas e agem com muita responsabilidade; com prestação de contas e satisfação dada aos membros. Procure ler mais na Bíblia sobre o tema e não se permita influenciar por más conversações. Sendo você uma pessoa séria, haja com seriedade, frequente e contribua numa comunidade de fé, onde se sinta acolhido e lhe dê alegria e satisfação de cultuar a Deus, inclusive com seus dízimos e ofertas.

Pr Jason

Folhas, Flores e Frutos

Meditação do dia 24/06/2015

Nm 17.8 “Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do Testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores, e brotara renovos, e dera amêndoas.

Folhas, flores e frutos – a melhor maneira de demonstrar a qualidade de uma vida, são os frutos. Palavras podem ser muito eloquentes, fervorosas, convincentes, mas ainda são palavras, e nada supera a experiência. Um aspecto muito lindo da vida e ministério de Jesus Cristo, é que havia um perfeito equilíbrio entre suas palavras e suas ações. Suas palavras eram poderosas e penetrantes, mas as evidencias de sinais, curas, milagres, amor prático, atenção, toque físico, faziam muita diferença. Dava autoridade ao que ele ensinava e até o distinguia dos demais mestres de seus dias. Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. (Mc 1.2). Essa foi também a ferramenta que Deus escolheu usar para fazer cessar as murmurações e reclamações entre os hebreus no deserto. A tribo de Levi havia sido escolhida para servir a toda a nação, cuidando do sacerdócio e da vida espiritual de todos. Muitos questionavam e murmuravam e provocavam descontentamento entre o povo. Para resolver definitivamente, Moisés recebeu ordem de propor uma demonstração. Cada líder tribal, traria uma vara de amendoeira e gravaria nela o nome de sua tribo e o nome de Arão, o Sumo Sacerdote estaria na vara que representava a tribo de Levi. A vara que florescesse, seria a tribo escolhida por Deus e isso serviria de testemunho definitivo para essa questão. Todas as doze varas foram trazidas à tarde e Moisés as colocou diante do Senhor na tenda da congregação e na manhã seguinte, elas foram trazidas à presença de todos os líderes e a vara com o nome de Arão, havia brotado, produzira flores e já havia frutos, amêndoas, tudo isso em uma noite. Assim cada líder levou de volta sua vara para sua tribo e a de Arão, foi guardada na Arca da Aliança, como um testemunho eterno. A obra de Deus, feita da maneira de Deus, sempre terá a ajuda de Deus! Ninguém tem mais amor e zelo por sua obra, do que o próprio Deus, pois custou a vida de seu filho Jesus, lá na cruz. O sacerdócio, ou as funções ministeriais pertencem a Deus e em sua misericórdia chama, vocaciona e capacita homens falíveis para servirem a Ele, a Deus, enquanto serve o povo de Deus. Transformar a eclesiologia em um mecanismo de poder e controle, até com manipulação, em nome de uma santidade ministerial é um erro. Nossa autoridade, é delegada por Deus e o seu exercício está diretamente ligado ao nosso andar com Deus e o representar bem. Deus jamais, jamais, pactuará com a corrupção, o erro, o pecado, o autoritarismo. Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo? (Am 3.3) A resposta é NÃO! Deus é luz e não há nele treva alguma (I Jo 1.5). Permita que Deus seja sua defesa e faça justiça e cuide das coisas para você. Coloque a vara diante de Deus até ela frutificar e todos verem – não existe briga santa, nem guerra santa!

Pr Jason

Engolidos Vivos

Meditação do dia 23/06/2015

Nm 16.30 “Mas, se o SENHOR criar alguma coisa inaudita, e a terra abrir a sua boca e os tragar com tudo o que é seu, e vivos descerem ao abismo, então, conhecereis que estes homens desprezaram o SENHOR.

Engolidos vivos – Entre os muitos fatos tristes e tenebrosos relatados pela Bíblia, dificilmente algum outro vai bater este. Um verdadeiro conto de terror! Ler hoje, com uma cabeça fria, depois de milhares de anos, parece apenas uma história triste, mas pensando nas pessoas que visualizaram ou presenciaram ao vivo, fica mais marcante. Uma verdade eterna e que não muda: Deus não gosta definitivamente de atitudes de rebeldia. Rebelião é algo maldito, do mau mesmo. Aqui, pessoas que foram beneficiadas com dádivas muito grande, privilegiadas, colocadas em posição de honra não só diante de suas famílias, mas de toda a nação; resolveram que tudo o que Deus lhes dera era pouco e eles queriam o que entendiam que deveriam ter e não satisfeitas com isso, promoveram uma rebelião, arregimentando mais de duas centenas de pessoas insatisfeitas e dispostas a criar tumulto. Sou cidadão de país, que alega ter a democracia como seu sistema de governo e de estruturação social; embora saibamos que todos tem direitos iguais, mas existe alguns mais iguais que os outros. Faço parte de uma comunidade de fé (Batista) que tem governo democrático congregacional, partido desde a igreja local até as maiores instancias denominacional. Diferenças, divergências, situação e oposição, fazem parte do processo. Todos podem, devem e tem o legítimo direito de opinião e manifestação; mas isso, não pode servir para legitimar maus modos e mau comportamento, desrespeito e deselegância. Podemos e devemos discordar, mas sem ser deselegante. Se a falta de decoro e o excesso de fervor emocional diante de uma discussão acalorada, já não é legal, imagina rebelião e sedição! Trabalhar em equipe, demanda trabalhar com o diferente, discordante e necessariamente não há mal nisso; quando não mais é possível seguir juntos, há maneiras saudáveis e honestas de separar e cada um seguir o seu caminho e ambos progredirem. Concorrencia é saudável, mas não precisa ser inimizade ou adversário. Quantos exemplos nos temos no mundo de seguimentos bem sucedidos que começaram juntos e em determinado estágio não deu mais e alguém saiu e começou algo como entendia e com o tempo se consolidou e provou estar certo no que propunha e a outra parte também continuou firme e prosperando, porque tinha princípios e valores bons. O ministério cristão, com suas múltiplas variedades, tem espaço para idéias novas, projetos novos, que se não puderem ser realizados onde se está, pode ser discutido formas abençoadas e saudáveis de criar novas alternativas. Cobiçar o espaço, o dom, o ministério do outro, não vem do mesmo lugar de onde vem a chamada e a vocação. É Deus, através do Espírito Santo quem chama e capacita; é a igreja como instituição e corpo, que reconhece, valoriza, treina e prepara – mas só o Espirito Santo vivifica! Quantos boas pessoas e ministérios temos visto ser engolidos vivos, descerem para a escuridão e morte, porque não souberam o seu lugar ou seu momento de fazer o deveriam ou poderiam fazer. Segundo o próprio Deus “… a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. (I Sm 15.23). Tô fora!

Pr Jason

Lembrar e Cumprir

Meditação do dia 2206/2015

Nm 15.40 “para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os cumprais, e santos sereis a vosso Deus.

Para lembrar e cumprir – Tem uma coisa que mexe com todos os casais, quer casados, quer namorados ou noivos e o peso maior geralmente recai sobre o homem: Datas de aniversário! E quando ele esquece, aí a casa cai! Não lembrar um data tão importante, como o primeiro mês de…..é um absurdo e quando já se somam anos e anos, quando maior o esquecimento, maior o crime. Mas sobrevivemos! Espiritualmente há coisas que Deus espera que não esqueçamos e Ele tem suas razões, são coisas importantes e de valor eterno. Uma boa maneira de não esquecer algo ou data, é anotar na agenda ou ter algum sistema que permita não esquecer; o nosso querido pastor e professor Ricardo Linder, costumava dizer que “tinta fraca é melhor que memória forte!” Principalmente quando ele estava ensinando conceitos importantes e via que alguém não estava tomando notas. Mas Deus também tem seu sistema de manter atualizado e em condições de não esquecer fatos importantes. São os memoriais, alguns feitos por meio de celebrações, outros por meio de marcos ou recursos visuais, por exemplo. Os Cristãos receberam de Jesus, momentos antes de sua prisão e morte, uma memorial de suma importância: A ceia do Senhor! Fizeram uma refeição que eles chamavam de ceia e após a ceia ele celebrou um novo ritual, ao tomar um pão e partir dizendo que representava o seu corpo que seria sacrificado em favor de todos e deu aos discípulos para comerem todos de um mesmo pão. Em seguida tomou um cálice de vinho e apresentou como o seu sangue que seria derramado para remissão de pecados em favor de todos e que deveriam beber juntos. Isso era para ser celebrado continuamente até quando ele voltasse, ou voltar para levar consigo a sua igreja. Então até hoje, os cristãos celebram a Ceia, como um memorial de que Cristo se sacrificou por nós e que ele voltará para nos levar com ele. Esses dois elementos, o seu sacrifício para nos salvar e a promessa de que voltará, estão vivos e relembrados todas as vezes que se celebra a ceia. Sem esses elementos, se torna apenas um ritual religioso sem sentido e sem função. Aos hebreus, que estavam iniciando uma jornada de relacionamento pessoal com Deus e isso a nível individual e como nação, Deus estabeleceu que eles gravassem nas suas roupas uma tarja, ou barra presa por um fio azul e isso seria para que eles “lembrassem e cumprissem” os mandamentos e preceitos de divinos. Lembrar está ligado a saber e a memória, mas cumprir está ligado à vontade do coração e a obediencia prática. Não basta saber, é preciso cumprir! O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu, (Is 29.13) Memorizar versículos é muito bom, mas por si só, não basta! É para lembrar e cumprir!

Pr Jason

Cuidado com os desejos do coração

Meditação do dia 21/06/2015

Nm 14.28 “Dize-lhes: Por minha vida, diz o SENHOR, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros.

Cuidado com os desejos do coração – Um coração longe de Deus não é uma fonte segura de referencia e não é confiável. Seguir os desejos do coração cegamente, como se tudo o que o coração deseja e se inclina é bom, pode levar a pessoa a decisões muito difíceis. Existe um estrutura de vida e de valores que está por trás da vida emocional da pessoa. Isso foi formado e alimentado durante toda a sua existência e cada pessoa é um ser absolutamente diferente de qualquer outro, mesmo quando gêmeos. Ao sermos criados, entre os componentes básicos, fomos dotados de inteligência racional, mas também de emoções e sentimentos, e não se pode desprezar a volição, ou vontade. A combinação destes elementos básicos: Vontade, Intelecto e Emoção, possui a primazia na administração da vida e decisões da pessoa e precisa prestar atenção nelas, pois normalmente um deles prevalece sobre os outros. Quando a vontade é mais forte que os outros dois elementos, a pessoa é muito determinada e obstinada, até parece um trator para passar por cima de qualquer obstáculo. Quando o intelecto predomina, temos uma pessoa racional demais, calculista, onde tudo tem que fazer sentido e ter lógica, não gosta de risco. Quando a emoção prevalece, aí temos alguém cheio de altos e baixos, inconstante e volúvel, até parece que vive ao sabor do vento. Vai da alegria extrema à depressão em menos de oito segundos; ama e odeia e perdoa e esquece na mesma intensidade, o que vale é o que sente na hora. Que bom pensarmos que Jesus tinha a combinação mais que perfeita de tudo isso e nunca se desestabilizou. Essa é nossa meta e se chega no equilíbrio via educação, treinamento, fé e principalmente sendo cheio do Espírito Santo. Os dez espias provocaram uma comoção nacional negativa pelo relatório covarde e incrédulo que prestaram. Contaminaram uma multidão e provocou histeria coletiva e uma insatisfação popular que não demorou muito para virar rebelião e tumulto. Veja, o que dez pessoa, líderes, dados como confiáveis pode fazer ao prestar um desserviço à fé e expectativas de outras pessoas. Nós, líderes, formadores de opiniões, precisamos nos cuidar com nossas palavras e atitudes, pois muitas vidas tomam decisões importantes na confiança de que somos responsáveis e sabemos o que estamos fazendo. Toda pessoa, qualquer pessoa, precisa ter e desenvolver senso crítico e não engolir qualquer coisa sem avaliar antes. Seja o pastor, o padre, o político, o líder de seu partido ou associação, um familiar e benfeitor; se é humano, pode falhar e isso sempre precisa ser levado em conta. Só Deus e sua Palavra são infalíveis e neles você pode confiar sem dúvida alguma. Entre o que você sabe, o que sente e o que está experimentando, fique com o que Deus diz, com o que a Bíblia diz, isso é seguro! No início do texto desse capítulo, o povo em massa disse e desejou morrer no deserto, seria melhor ter morrido no Egito, como não aconteceu, então aqui é melhor que a terra prometida e é isso que queremos….. e foi isso que conseguiram… Deus atendeu-lhes o desejo do coração…de toda aquela multidão de milhares de vidas, apenas duas, Josué e Calebe, que saíram do Egito acima de vinte anos entraram posteriormente. Cuidado com o poder dos seus desejos e das suas palavras. Use esse poder para o bem, a cura, a restauração, a bênção!

Pr Jason