As Jornadas de Abrão

Meditação do dia 28/02/2018

E fez as suas jornadas do sul até Betel, até ao lugar onde a princípio estivera a sua tenda, entre Betel e Ai.” (Gn 13.3)

As Jornadas de Abrão – Quando pensamos em jornadas, pensamos em viagens, caminhada e sempre tem uma idéia de paciência e lentidão para ir vencendo os vários obstáculos que aparecem no percurso; uns são previsíveis e outros inesperados e sempre se tem que lidar com o improviso e contar com a solidariedade de outros caminhantes, para se juntar forças e assim todos chegarem na próxima estação de parada e descanso e onde também se cuida dos feridos e refaz-se as estratégias dos próximos passos. Numa jornada, há tempo de sobra para se pensar e avaliar a vida e até pensar no futuro. É bem assim que me ponho a imaginar a jornada de Abrão, saindo do Egito e voltando para onde já estivera antes e durante esse trajeto todo, andando no passo do gado e dos animais, houve muito tempo para refletir. Certamente houve momentos de longo e profundo silencio solitário, ainda que em meio a muita gente e muita lida com animais inquietos enquanto em transito. Abrão e Sarai tinham assuntos pendentes para conversar sobre a decisão que ambos concordaram em fazer e no fim deu errado e Deus teve que intervir para evitar algo pior. Certamente eles possuíam escravos e empregados de confiança que de certa forma se viram também envolvidos naqueles episódios, e ainda que mantivessem a discrição, era inevitável o constrangimento e as satisfações que mereciam receber. Abrão estava voltando para um lugar conhecido, um lugar onde ele se sentiria um tanto mais à vontade e que lhe oferecia condições de reiniciar tudo novamente. As pessoas tem formas diferentes de lidar com a volta para um lugar anteriormente sede de suas atividades. Quando se trata de um volta por cima, em melhores condições do que quando saiu, cria-se euforia e prazer em exibir as conquistas. Quando não se saiu bem e está juntando os cacos, fica mais difícil. Em ambas as situações o ego está em evidencia, quer para se gloriar ou para se envergonhar e se deprimir. É inevitável? Sim e não! Ninguém fracassa propositalmente e também dentro dos planos de cada pessoa, nem sempre voltar é uma alternativa; para uns a vida é para frente, vencendo ou perdendo, segue-se em frente e essas pessoas não se prendem ao passado e nem ao que lá ficou. Outros só se movem por extrema necessidade e mesmo indo em frente, é como se andassem de marcha ré, estão olhando para trás o tempo todo e alguns nunca se desvinculam de suas raízes. Abrão tinha um estilo de vida mais propenso a ser nômade, viver vagando de pastagem em pastagem e acompanhando o gado e os ciclos apropriados. Levantar a tenda, não era algo enfadonho e desgastante. Eu, sou mais sedentário; gosto de ter raízes, plantar e ver os resultados; mas mudanças me incomodam, embora eu saiba que elas são as únicas coisas permanentes da vida. Ainda estou sendo trabalhado em como lidar com fracassos e perdas e Deus tem feito um bom trabalho. Voltar para casa, quer literal, quer figuradamente, me faz pensar muito. Após cada ministração dominical, conferencia ou outra atividade é sempre uma jornada de avaliação. Que bom, que há jornadas constantes na vida.

 

Pai santo, o Senhor estava andando com Abrão naquelas jornadas e o coração dele não te era desconhecido, como o meu e o nosso hoje. Voltar, pode ser doloroso, mas pode ser o melhor caminho para o crescimento, ou a melhor opção para se escolher um novo caminho. Obrigado por andar conosco e graças de damos pelo teu Espírito Santo que nos guia nessas jornadas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Riqueza de Abrão

Meditação do dia 27/02/2018

E era Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro. (Gn 13.1)

A Riqueza de Abrão – O conceito de riqueza da pessoa estabelece para ela um padrão de vida e de comportamento. Riqueza é uma palavra que pode ter um significado diferente para cada pessoa e não só o significado literal da palavra, mas o valor atribuído ao conceito riqueza. Valores monetários como moedas, bens, ativos e derivativos em abundancia designam a riqueza de alguém. Para outras pessoas, isso não tem tanto valor assim, sendo apenas instrumentos de realizarem outros propósitos, que são significativamente mais valiosos para eles. Pensemos em alguém amente de artes, como pinturas, esculturas etc. Eles pagam o que para os outros é uma fortuna, por um único objeto, uma peça de poucos centímetros e levam isso e o guardam com extrema segurança e cuidado. Para eles, aquele capital empregado vale cada centavo. Para outros, quadro é quadro, mais bonito, menos bonito, comprado na feira, feito por um amigo, o valor está no sentimento pela pessoa que o deu o fez, mas não vai desembolsar qualquer valor em espécie para ter um deles. O conceito cristão de riqueza está diretamente ligado à boa mordomia, aquela ciência da administração dos bens dos outros. Reconhecemos que tudo que temos e somos pertence a Deus e a boa utilização dessa riqueza e desses bens, tem à ver com a glória tributada a ele e o bem que pode ser construído na vida de outras pessoas que se encaixam no conceito de reino de Deus. O mordomo reconhece que nada daquilo é dele e nem mesmo foi ele que adquiriu ou angariou tudo aquilo; mesmo que foi fruto de seu esforço e dedicação, a verdade é que isso tudo estava à serviço do seu Senhor e não em benefício próprio. Quanto mais conseguimos aumentar a riqueza do nosso amo, melhor para nós e mais honra para ele. Sei que é meio complicado as pessoas assimilarem isso devido ao apego material, resquício da velha vida ou do desejo de apropriação dos bens do Senhor, mas o dono legítimo da riqueza e dos bens, tem o direito sem contestação alguma de usar e gastar seus bens como ele bem entender; isso é uma prerrogativa do senhorio. Jesus contou uma parábola onde esse princípio foi citado: Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? (Mt 20.14,15). O contexto disso foi que o proprietário contratou trabalhadores em três horários do dia, então alguns serviram no dia todo, outros apenas meio dia e outros por poucas horas. O sindicado dos avarentos e maus mordomos entendem que o correto e pagar a jornada inteira para uns e fracionado para os demais e certamente é justo e todos aceitariam isso. Mas o proprietário, entendeu que aqueles pais de família precisam do valor inteiro para suprir suas necessidades, mas só conseguiram trabalho por poucas horas, então generosamente resolveu pagar-lhes a jornada completa, por pura graça e bondade. Eles ficaram agradecidos, o que deveria ser a atitude de todos, mas os que trabalharam o dia todo, mesmo tendo acertado previamente o valor que efetivamente receberam, queriam receber sobre o seu valor o fracionado de cada grupo de colegas de trabalho. A bondade do patrão revelou a maldade dos seus corações. Abrão era rico materialmente em todos os sentidos e isso nunca tomou lugar na sua vida que concorresse com a fé ou com o culto a Deus, isso é que faz a diferença! Podemos ter coisas, mas coisas não podem ter a gente! Usamos coisas e amamos pessoas e não pode ser o contrário: Usar pessoas e amar coisas!

 

Obrigado Pai, por ser dono e Senhor de tudo e nada disso jamais afetou o teu caráter ou modo de lidar conosco. Desprendimento é exemplo dado a nós, em oferecer seu filho, para resgatar pecadores e transformá-los em filhos e aperfeiçoá-los para serem à semelhança do Senhor Jesus. Conhecer a ti, é uma riqueza que não pode ser desprezada e muito menos desperdiçada. Obrigado, por se revelar a nós em amor. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Subiu Abrão do Egito

Meditação do dia 26/02/2018

Subiu, pois, Abrão do Egito para o lado do sul, ele e sua mulher, e tudo o que tinha, e com ele Ló. (Gn 12.20)

Subiu Abrão do Egito – Certas verdades não mudam, são eternas e de geração em geração elas significam a mesma coisa e ensinam os mesmos princípios. O Egito na Bíblia é símbolo, figura, ilustração do mundo, da velha vida sem Deus e da escravidão ao pecado. Sendo assim, o Egito não é um bom lugar para se estar e precisamos sair dele o quanto antes. Abrão descera para lá por razões pessoais, uma estratégia de preservar seu patrimônio baseado na pecuária. Por ser um lugar de bons vales férteis e bem irrigados, Abrão viu ali um lugar convidativo. Mesmo com a amizade conseguida com faraó, via relacionamento com Sarai, as coisas não saíram tão bem e ele teve que voltar para a terra que Deus lhe dera. Temos um ditado popular que afirma que a grama do vizinho é sempre mais verde. Isso ilustra o sentimento de ingratidão ou insatisfação que o ser humano carrega dentro de si e nunca está satisfeito com o que tem e com suas conquistas; sempre tem algo melhor que lhe chama a atenção, e o que conseguimos com o favor de Deus, logo deixa de servir. Mas fico feliz em ler as palavras iniciais do capítulo que sugere Abrão estava em baixo e subiu do Egito, e subiu exatamente para onde Deus o queria e voltou a peregrinar nos mesmos locais onde já estivera antes, onde havia erguido altar e adorado a Deus. Sair do Egito é conversão, é mudança de vida e de propósitos. Foi o que aconteceu com ele, que retomou a vida de fé e de adoração a Deus, como fazia antes. As riquezas e as glórias do Egito são ilusórias e transitórias para alguém que tem promessas maiores da parte de Deus. Anos mais tarde, na jornada do Êxodo, esse princípio foi ratificado e escrito na lei dos israelitas: “…pois o Senhor vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho(Dt 17.16). Nossa jornada é para cima, para o crescimento, para as alturas de Deus e não para as baixas do mundo e do pecado. O desafio nosso para hoje é nos convertermos e voltarmos as verdades da Palavra de Deus, abraçando as promessas e voltando à vida de culto e adoração, para a qual fomos chamados e já estivemos nessa condição e já havíamos firmados nossas tendas e erguidos nossos altares ao Deus verdadeiro. Deus é fiel e poderoso o suficiente para te guardar e proteger o que ele mesmo te deu. Suba!

 

Pai, obrigado por ter nos tirado do Egito e nos dado uma terra de promessa se fontes de sustento suficientes para nós e tudo que nos destes. Cremos que és poderoso para nos guardar do mal e prosperar os nossos passos enquanto cuidamos da fé e da adoração ao teu santo nome. Que hoje seja um bom dia para subirmos um pouco mais. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Porta da Rua, Serventia da Casa

Meditação do dia 25/02/2018

E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no, a ele, e a sua mulher, e a tudo o que tinha. (Gn 12.20)

Porta da rua, serventia da casa – Essa frase título é uma expressão antiga brasileira, que significava no contexto da época, uma maneira educada de botar alguém para fora de casa, ou pedir que retirasse de forma cortês. O mesmo cunhado rico e generoso que supostamente Abrão conseguira, agora se virou contra ele, com justa razão por sentir-se ludibriado e usado por Abrão para atingir fins pessoais. Como já dissemos antes, nessa história, a única coisa que realmente ali não existia, era gente santa e com boas motivações. Abrão de um lado e faraó do outro e ambos buscando dos seus próprios modos, maneiras de se darem bem independente de quem iria se dar mal. As boas vindas foram canceladas e o visto de trabalho e permanência no país foi revogado e Abrão ganhou de cortesia do faraó uma escolta até os limites da fronteira, para certificar-se de que ele realmente estava fora e não voltaria novamente. Hoje, nos conhecemos a história toda e sabemos o quanto esse amado irmão Abrão amadureceu e cresceu na fé, se tornando o “pai da fé” para todos e um grande amigo de Deus. Se observamos até então a vida e a conduta de Abrão, percebemos que não havia traços de desonestidade e mau caráter por parte de sua pessoa; mas o dá para ver nas entrelinhas é que ele estava começando a andar com Deus e aprendendo e sendo moldado e o que transparece aqui, é traços de um homem, agindo como homem, com métodos dos homens para resolver as questões da vida. Provavelmente se pode afirmar que ele agiu como qualquer pessoa agiria, dadas as circunstancias. Anos mais tarde vemos ele em situações muito mais delicadas do que esta e agindo de forma extremamente diferente, permitindo que valores de uma vida transformada dominasse suas ações e negócios. No começo da caminha de fé, a mentalidade ainda é de que se pode agir de determinadas maneiras, afinal todo mundo faz assim e as coisas sempre foram feitas assim. Mas Deus nos chamou para sermos diferentes e fazermos a diferença. Somos servos e mordomos do Senhor de todas as coisas e entender isso, faz toda a diferença. Para a maioria dos cristãos, ser servo, ter Deus como Senhor são apenas frases bonitas da nossa religião e deixa a gente bem com os irmãos. Mas o conceito e a doutrina é verdadeira e é literal na vida – realmente somos servos de Deus, escolhemos ser isso, entregamos a ele o direito legal, jurídico, espiritual e material, transferindo todos os direitos pessoais de controle, governo, posse e direitos a Deus. Agora tudo pertence a ele e nas sua generosidade, ele permite que utilizemos esses mesmos bens e direitos a seu serviço, como seus representantes, não somos donos e muito menos temos direitos sobre isso. Quando um cristão entende e respeita isso, não se escuta mais expressões como: “meu dinheiro, meu carro, minha casa, minha vida, meu serviço, meu, meu minha….” Tudo é dele. Não existe nenhum prejuízo ou desvantagem nisso. Tudo pertence a Deus e ele cuida de tudo no tempo certo, da forma certa e pronto. Abrão pisou na bola dessa vez! Mas eu também já fiz isso e você também e mesmo assim não fomos abandonados e nem o Senhor desistiu de nós. Olha o que aconteceu com Abrão? Então olha quanto trabalho Deus ainda em para fazer em nós! Nosso caráter precisa ser tratado e nos tornarmos confiáveis diante de Deus e dos homens e não sermos seduzidos pelas riquezas e bajulações do rei do Egito.

 

Pai, obrigado pela paciência e pelo incentivo para continuarmos para a próxima lição e aprendermos com os erros, mas ficar presos a eles. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

 

Pragas e não Bençãos

Meditação do dia 24/02/2018

Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa, com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão. (Gn 12.16)

Pragas e não bênçãos – Vamos direto ao ponto, porque isso é o que nos interessa. Não estamos aqui e nem fomos chamados para produzir pragas e males para a vida de ninguém, por mais pecadores que sejam. Nossa vocação é abençoar e trazer vida. Também já sabemos que cada um é responsável por seus atos e responde por eles. Assim faraó não era inocente, pois ao que tudo indica, culturalmente ele fazia valer o seu direito de senhor de tudo no seu país e pegava para si tudo o que lhe agradasse ou quisesse, desde objetos até pessoas para serviço e mulheres como amantes e concubinas e não era chegado em dar satisfações a ninguém sobre seus atos. Mesmo não sendo temente ao Deus verdadeiro, ele percebeu que havia alguma coisa errada e que aquela sucessão de males tinha uma causa em comum: a novo mulher que havia chegado em seu palácio. Devemos entender que é muito embaraçoso para nós cristãos e filhos de Deus, conscientes do nosso papel, nos vermos no meio de uma tempestade de males e sermos apontados por unanimidade e com razão, de que somos os causadores daquilo. Abrão estava no Egito, tecnicamente para fugir de uma crise em Canaã e espiritualmente estava ali à serviço como embaixador do Deus único e representante de um projeto de abençoar todas as nações. Mas a preocupação material e com sua segurança pessoal tirou o foco da missão. Concordo plenamente com qualquer um que disser que por esse meio também Deus se fez conhecido e faraó se viu confrontado por um Deus que ele não conhecia e muito menos se sentia na obrigação de se submeter. Estou mais inclinado a pensar que fazemos algumas escolhas que se tornam comprometedoras e Deus tem que si virar nos trinta para nos livrar e ainda fazer os seus planos darem certo. Ao que tudo indica, o Deus de Abrão teve que montar uma operação de livramento para Sarai e de forma que ela ainda pudesse sair viva e seu marido também. Um resumo bem curto da ópera: Precisamos de orientação divina sempre e em todas as situações da vida. Podemos estar em um ambiente de paz e onde nos sentimos seguros, mas também podemos ser levados para o reino de outro soberano e ali teremos um desafio bem maior. Mas onde quer que seja, somos sal e luz, abençoar é nossa missão e fazer Deus conhecido, amado e adorado está acima de quaisquer outros interesses. Nunca deixe de confiar na capacidade do Senhor cuidar de ti.

 

Senhor, todos os dias é um desafio novo, mas o Senhor continua o mesmo Deus fiel e poderoso e é nisso que deve estar a minha fé. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Quem Está te Fazendo Bem?

Meditação do dia 23/02/2018

E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, vacas, jumentos, servos e servas, jumentas e camelos. (Gn 12.16)

Quem está de fazendo bem? – Em termos espirituais só há dois caminhos: Um largo e outro estreito. Só duas portas: uma larga e outra estreita e só dois modos de proceder: O certo e o errado. Só há dois lugares na eternidade: No céu com Deus ou no inferno com o que ronca e fuça. Nos provérbios de Salomão ele disse algo muito interessante sobre riquezas e confere com o pensamento que iniciei essa meditação: A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores (Pv 10.22). Posso inferir desse texto que há duas maneiras de se adquirir riquezas e prosperidade material: Com a bênção do Senhor ou sem a bênção do Senhor. Prosperando com a bênção do Senhor não sobrevém dores e pesares, peso na consciência e insegurança interior, porque a origem de tais bênçãos são legítimas e puras e as marcas deixadas são de alegria e de favor aos que cooperaram e ajudaram a produzir tais riquezas. Sem a bênção do Senhor o mais provável é que a origem e os meios nem sempre são legítimos e quando são legais, nem sempre são morais e espiritualmente aprovadas por Deus. O rastro deixado é de ruínas, vítimas e pessoas exploradas e abusadas e deixadas para trás em pior estado do que se não tivessem se envolvido em tais empreitadas. Há uma frase de efeito muito citada por preletores e pregadores de assuntos familiares que afirma que “nenhum sucesso vale o fracasso do lar.” Olhemos bem a verdade sobre a situação em que Abrão se envolveu com sua família; ele foi chamado por Deus para ser bênção e abençoador para todas as famílias da terra e Deus seria com ele e o protegeria onde quer fosse. Mesmo ciente do chamado e da responsabilidade ministerial, ele foi para o Egito e agiu como se não estivesse inda a serviço de Deus, mas agiu como um homem natural, fazendeiro, preocupado com a economia e a manutenção do seu patrimônio. Para salvar a pele falsificou sua condição familiar e diga-se de passagem, com o consentimento da companheira de vida e de ministério. Geralmente a esposa é o ponto equilíbrio e sensatez do casal e arrasta o marido de volta para fazer o que é certo e que é a maneira habitual de conduta da família. Mas Sarai embarcou, sei lá, quem sabe ludibriada pelos elogios de lindona e desejada por todos e até do rei; fato é que assumiram uma identidade enganosa e com isso choveu riquezas. Faraó abriu os cofres e as porteiras e o missionário de Deus estava se tornando o rei do gado. A que preço? Toda vez que ele chegava nos currais e estábulos e via tudo aquilo que caiu do céu, de graça e ainda sou protegido do rei do lugar, que outros pensamentos vinham a sua cabeça? Foi para isso que fui chamado? A esposa que vai gerar uma descendência abençoadora está refém de um rei que tipifica o mal e o seu reino tipifica o mundo sem Deus! É isso que quero para minha vida? É até fácil meter a boca em Abrão e Sarai, mas e os milhares de cristãos que sacrificam suas famílias buscando riquezas e prosperidade em situações duvidosas, perigosas, estranhas e arriscadas tipo um deles ir para o exterior e ficar lá por anos e anos, expondo-se a si mesmo e a outra parte da família ao perigo, a imoralidade, e quantos desses não termina em divórcio, infidelidade, distanciamento afetivo, perda da convivência e da responsabilidade de criar os filhos. Tudo por uns trocados à mais. Quantos mentem, falsificam documentos e até forjam casamentos só para conseguir entrar ou permanecer em algum país. Quantos entram ilegalmente, vivem fugitivos da justiça e ainda tem aqueles que perdem a vida nessas tentativas. Deus pode nos sustentar aqui e em qualquer lugar do planeta e até fora dele. Podemos perder a bênção da vida prometida tanto aqui como fora. Quem nos chamou e nos fez a promessa é fiel e capaz de fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos. Qual a origem da prosperidade da sua vida atual? Isso condiz com o seu chamado e as promessas do Senhor para você e para mim? O que você está sacrificando por uns trocados à mais?

 

Senhor, ilumina-nos no dia de hoje para pensarmos com pensamentos de homens de Deus, famílias do Senhor, com um chamado e uma vocação que vai muito além de conforto e bens materiais. Nunca faltou nada para aqueles chamados e enviados por ti que viveram segundo os teus preceitos. Talvez precisemos de mais fé ou mais obediência, mas o fato é que só com uma revelação do Espírito Santo e um discernimento muito preciso, poderemos nos converter desse modo mundano de ver a vida e desejar nos equiparar com os demais. Tenha misericórdia de mim e dos meus irmãos que entraram por esses caminhos e agora está difícil voltar. Em nome de Jesus, salva-nos desses caminhos de destruição. Amém.

 

Pr Jason

Meia Verdade

Meditação do dia 22/02/2018

Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma por amor de ti. (Gn 12.13)

Meia Verdade – Dizem que duas meias verdades podem não formar uma verdadeira inteira, ao contrário, pode ser uma grande mentira. Há situações na vida em que seremos pressionados de todas as formas, para violarmos os nossos princípios e acharmos uma solução mais fácil; mas nem sempre esses caminhos fáceis são viáveis e moralmente bons. Abrão pressentiu a possibilidade de um risco para a sua integridade física e antes mesmo de se constatar sua veracidade ou não, ele já havia planejado uma solução pessoal para o caso. Literalmente ele pensou que ao chegar no Egito, sua esposa Sarai, que era muito bonita poderia ser cobiçada por alguém e como eles eram estrangeiros e peregrinos por ali, poderia vir a ser vítima de violência e chegar a ser morto, só para que sua esposa fosse tomada por alguém, como viúva. Então ele arquitetou um plano, combinando com ela para se alguém perguntasse ela deveria dizer que Abrão na verdade não era seu marido e sim seu irmão, com isso evitaria uma possível agressão violenta. A verdade é quando lá chegaram, ela foi elogiada por muitas pessoas como sendo muito bonita e quem se interessou por ela foi o rei, o faraó e assim, ao invés de fazer mal à Abrão, como marido, ele fez bem, tratando ele como se fosse um futuro cunhado. Estamos estudando a Palavra de Deus e como ela é uma narrativa fiel dos fatos, revela tudo, sem omitir nada, mas sem consentir que isso seja a maneira certa de lidar com os problemas da vida. O centro da questão aqui, foi que Abrão, que estava aprendendo a andar com Deus; não fez uso da sua amizade com o Deus Todo Poderoso a quem ele servia e muito bem poderia ter pedido ajuda e orientação e até proteção. Certamente Deus se revelaria misericordioso e o guiaria no que deveria fazer e como resolver a situação. Nada diferente de mim e de vocês, que mesmo sendo homens de Deus e povo do Senhor, com uma larga experiência de oração e comunhão, sabendo que precisamos e podemos receber todo tipo de ajuda, se permitirmos Deus nos guiar, mesmo assim fazemos muitas coisas por conta própria e só depois que dá tudo errado, é que recorremos à oração, buscando ajuda. Aos Romanos, o apóstolo Paulo escreveu dizendo: Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai (Rm 8.14,15). Podemos concluir tranquilamente que mesmo pessoas boas, que andam com Deus, podem cometer erros grosseiros, mas precisam se arrepender e voltar ao caminho certo. O Deus a quem servimos se revela justo e verdadeiro e jamais se compraz em erros e pecados. Deus não aprovou a conduta de Abrão e Sarai, porque isso trouxe prejuízos para as planos e propósitos divinos e essa não é a maneira certa de resolver problemas. Algumas vezes as pessoas pensam que são coisas simples, que a gente mesmo pode resolver e nem precisa incomodar a Deus. Não existe problemas simples, porque não temos a capacidade de ver o futuro e nem saber tudo sobre uma questão aparente. Sempre dependemos e podemos pedir a ajuda de Deus em oração por sabedoria e força necessárias para lidar com os problemas da vida. Reconhecer que somos necessitados do favor divino não nos torna menores, ou inferiores, mas nos faz agir de forma sábia e prudente. Deus não se sente incomodado quando qualquer de seus filhos lhe pedem ajuda. Ser independentes pode não ser bom, quando ainda não temos maturidade e capacidade para lidar com tudo que vai estar envolvido. Seja sábio, faça planos, mas inclua Deus na sua vida.

 

Senhor, graças te damos por poder ver na vida de Abrão, uma lição de como não fazermos certas coisas. Aprendemos também sobre o quanto o Senhor é bondoso e nos livra quando cometemos erros que podem comprometer os teus planos. Pedimos sabedoria para o dia de hoje e as decisões que precisamos tomar. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Havia Fome na Terra

Meditação do dia 21/02/2018

E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra. (Gn 12.10)

Havia Fome na Terra – Eu gosto de ver a vida cristã de um plano elevado e amplo, onde as múltiplas possibilidades de aprendizagem podes ser contempladas. As vezes eu leio essas passagens bíblicas e na minha criativa imaginação em me vejo num alto vendo o panorama todo e assim diviso as rotas de peregrinação, as paradas, e as cenas descritas se tornam familiares, como se fizessem parte de uma história na qual eu também estive presente, como quando lembro da minha infância e os muitos lugares e situações em que vivi. No plano espiritual, aprendemos com a aplicação dos conceitos e princípios da Palavra que foram ditos ou revelados ali. Assim a vida daquelas pessoas que eram de carne e osso, tal qual eu e você, sentiam emoções, saudades, tinham dificuldades e enfrentaram tudo e para nossa sorte, tudo foi registrado e agora podemos aprender, porque o Deus a quem eles serviam, também é o mesmo nosso hoje, como foi ontem e será eternamente. O que para Abrão e aquelas pessoas todas, era literal, para nós é exemplo, é figurado. Mas a nossa vida hoje é real, é literal e os princípios que foram válidos e abençoadores para eles, também o são para nós. É isso que a meditação na Palavra de Deus nos leva a perceber e tirar o melhor alimento dali e aplicar hoje, porque ontem já passou e amanhã ainda virá, assim o dia e o tempo de hoje são presentes de Deus para nós, com permissão para um trocadilho pobre, é por isso que o presente se chama “presente!” Quando pensamos em promessa de Deus, só vem idéia boa, bonita e abençoadas, e tem que ser mesmo; mas isso não significa que há uma realidade a ser trabalhada para transformar um potencial em fato consumado. Se para Abrão a promessa era de uma terra rica e vasta onde ele poderia prosperar e criar uma descendência grande como as estrelas do céu; havia a realidade de cultivar, cavar poços, lidar com o gato, construir currais, se livrar de predadores, ladrões de gado, e tudo que uma vida de pecuarista exige. Ainda tem os fatores naturais de sol, chuva, neve, seca prolongada, pragas e doenças, problemas de relacionamentos com familiares, empregados, vizinhos e tudo que sabemos que existe na vida de uma pessoa. É engano pensar que porque está dentro de uma promessa divina, de uma aliança; não precisamos estudar, trabalhar duro, ser diligentes, responsáveis e fiéis para vermos as coisas acontecendo. Vejo e vemos famílias destruídas e as pessoas envolvidas querem que aconteça um milagre sem que ele tenha que fazer algo; igrejas indo para o colapso e os líderes sem se moverem para tomarem decisões sábias; pessoas com muito potencial, bem preparadas intelectualmente, academicamente, bons curriculuns, mas inertes de cara pra cima com a boca escancarada cheia de dentes… Acorda meu!!!! Abrão mal acabara de chegar e edificar os primeiros altares e nem conhecia tudo e olha a crise e a fome rondando a terra e exigindo um exílio fora de hora aparentemente. Como cristãos, e como pessoas normalmente nos dividimos em dois grupos principais: os demais e os de menos – para uns tudo é espiritual demais, para outros é tudo espirituais de menos e enquanto uns buscam o sobrenatural para explicar, outros querem ver as razões naturais e ambos se esquecem que as duas coisas estão lado a lado e ambas são verdadeiras e ambas fazem parte do agir de Deus. Numa terra como na Palestina dos dias de Abrão, falta de chuvas normais das estações, acarretava diminuição de pastagens, de produtividade agrícola e pastoril, nas receitas e nos empregos e resumo da ópera, crise, como as que temos no século 21. Quem pode “se manda,” quem não pode aguenta até onde dá e as consequências vem. Espiritualmente, e até em outras áreas, esses ciclos tendem a se repetir e também a serem didáticos e trabalham a criatividade e geram desenvolvimento humano e leva à expansão do reino de Deus. Abrão por exemplo sem planejar foi servir como missionário no exterior, no Egito e fazer o Deus único ser conhecido e adorado lá. Mas isso é assunto para outro dia. Voce tem promessas de Deus e quando chega perto, tem fome lá, em crise, tem gente que se diz dono do pedaço? Então tá tudo certo, com Abrão foi assim também e veja como terminou!

 

Senhor a nossa fé está e deve ser firmada na tua Palavra e no teu caráter santo e não nas situações e circunstancias locais que a vida proporciona. Te conhecemos como o Deus de Abrão e com ele deu certo, com todos da Bíblia e da história deram certo. Obrigado por cuidar de nós e nos permitir experimentar a tua vontade. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Armar a Tenda e Edificar o Altar

Meditação do dia 20/02/2018

E moveu-se dali para a montanha do lado oriental de Betel, e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor. (Gn 12.8)

Armar a Tenda e edificar o Altar – Abrão assimilou a vida peregrina para a qual fora chamado por Deus, isso faz parte dos “ossos do ofício” daquilo que é exigido de nós quando nos comprometemos com um projeto e especialmente os projetos de Deus. Mesmo sendo um criador de gado, o que naquela época demandava uma vida nômade, em busca de pastagens, fontes de águas e lidar com as diferentes estações do ano para cuidar daquilo que lhe pertencia; peregrinar naquela terra era a oportunidade perfeita para reconhecer o território da promessa e pisar profeticamente sobre os limites daquilo que espiritualmente já lhe pertencia e viria a ficar de herança para seus descendentes, que àquela altura, também eram promessas, pois o casal não tinha filhos e havia impossibilidades naturais para tê-los. Depois da promessa e de chegar ao lugar da promessa, ainda precisa se mover, ou “se mexer” pois precisa-se trabalhar diligente e arduamente para consolidar a promessa. Mesmo que a terra fosse de Abrão, nela ainda habitava os cananeus que se passavam por legítimos nativos dali e portanto verdadeiros donos. Abrão tinha então muito trabalho a fazer. Armou sua tenda, o que implica em saber que não era residência fixa e nem definitiva, caso contrário, faria uma casa permanente. Pensamos em chamados divinos atendidos por amados nossos, que se apropriam da promessa, não como um trabalho a ser desenvolvido e espaço a ser conquistado; mas no fundo eles se assenhoreiam e insistem em fixar raízes o quanto antes e lutam com unhas e dentes para não serem removidos dali. Copiam o proceder do mundo corporativo e especialmente o modelo brasileiro de garantias trabalhistas, julgando terem direitos adquiridos, portanto merecem isso e aquilo e como serão compensados pelos anos de trabalho? Por todas as páginas das Escrituras, a militância cristã e do povo de Deus é de peregrinos e forasteiros, sem pátrias, aguardando um lugar definitivo. “Amados, exorto-vos como a peregrinos e estrangeiros a vos absterdes das paixões da carne, que batalham contra a alma. (I Pe 2.11). E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, (I Pe 1.17). Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, (Fp 3.20). Olha a explicação do escritor aos Hebreus: Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus(Hb 11.9,10). Não gostaria de sai disso sem citar aquela profecia clássica: Levantaivos, e andaiporque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente (Mq 2.10). A tenda nos revela o aspecto temporal e passageiro de nossa vida e missão aqui na terra e o altar como já vimos é a marca distinta do adorador. Onde chegamos, montamos a tenda que pode ser desmontada à qualquer momento, mas o altar é edificado e ali ele fica quando sairmos; quem passar por ali, sabe que um adorador peregrino esteve ali e deixou sua marca.

Obrigado Senhor, por ser chamado para ser peregrino de uma causa maravilhosa e ser adorador de um Deus grande e maravilhoso. Mesmo hoje ainda há muita terra para conquistar de todas as promessas feitas ao teu povo. Agora é a minha vez, a nossa vez e como igreja estamos no tempo certo, no lugar certo e só precisamos da atitude e das decisões corretas para sermos bem sucedidos na nossa parte da tarefa. Eis-nos aqui, Senhor. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Um Altar ao Senhor

Meditação do dia 19/02/2018

E apareceu o Senhor a Abrão, e disse: À tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera. (Gn 12.7)

Um Altar ao Senhor – Nossas escolhas revelam nosso caráter e também as nossas motivações. Depois da minha adulta, até me tornar pastor desta igreja em Guararapes, eu mudei de endereço e cidades diversas vezes, pois após o seminário fui trabalhar como pastor auxiliar para aprender e ganhar experiência até assumir um pastorado “solo,” que veio a ser aqui na Monte das Oliveiras. E antes disso tudo, com minha família também mudávamos bastante; um dado curioso nisso, foi que meus pais moraram na mesma casa desde que casaram até quando nasci e antes de completar um ano mudamos e quando completei vinte anos (já estava morando fora de casa à 2 meses), como família havíamos completado exatas vinte mudanças. Sempre que alguém se muda para um novo lugar, algumas coisas se mostram muito diferentes de onde estávamos antes, algumas para melhor e outras nem tanto; às vezes gostamos e as vezes nos sentimos incomodados, frustrados e até querendo voltar. Mas as primeiras iniciativas podem revelar o que se tem no coração e na mente. Os filhos de Deus, por origem e por razões muito óbvias, buscam orientação e a bênção de Deus antes de fazerem mudanças em suas vidas, quer geográficas, quer morais, quer espirituais ou mesmo mudanças de posturas e atitudes. Afinal a nossa vida, não é nossa, mas de Deus, pois entregamos a ele todos os direitos e o constituímos como Senhor das nossas vidas e precisamos de permissão e orientação para movimentar. Abrão mudou-se de Harã e foi para Canaã em obediência a uma palavra e uma promessa de Deus; quando chegou lá, haviam moradores nativos daquela terra, os cananeus, mas Abrão não tinha que lidar com eles, mas foi recebido por uma aparição de Deus que lhe confirmou as promessas anteriores. Por atitude do coração agradecido por ter feito uma boa viagem, estar no lugar que Deus queria que estivesse, ele erigiu um altar ao Senhor. Altar, só faz, quem tem intenção de adorar. A primeira marca de Abrão na terra que lhe fora prometida, foi reafirmar a sua condição de adorador. Antes e acima ele estava ali como um adorador de Jeová, o seu Deus. As pessoas, os vizinhos, os empregados viram e ficaram sabendo que a prioridade da vida daquele homem, era adorar e servir a um Deus que se lhe revelara. Poderia ser diferente de tudo e de todos e até despertar suspeitas, incômodo e até alguém se sentir afrontado com o nosso vizinho, mas para Abrão, isso era de menos, a comunhão, era de mais. A primeira impressão é sempre marcante e ele não deixou dúvidas sobre que era e a que viera. Me impressiona o fato de Abrão em tempo alguém e em circunstancia alguma se colocou no centro das atenções ou quis marcar posição de quem ele era. Ele jamais deixou transparecer para aquelas pessoas ou quem quer que seja que “essa terra é minha” e mais cedo ou mais tarde vocês terão que sair porque foi Deus que me prometeu e vou tomar as devidas providencias. Abrão já vivia os princípios que só muitos anos mais tarde vieram a ser entendidos e descritos como ações de verdadeiros adoradores, como: Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu” (Hb 10.22,23).

 

Deus Abrão e meu Deus, graças te rendo por tuas promessas e fidelidade de caráter. Andamos por fé e nas mesmas pisadas do nosso patriarca. Que essas lições de vida e fé abençoem as nossas vidas nesses dias de lutas e conquistas por uma vida de mais intimidade e comunhão contigo. O Senhor é a nossa herança e o tudo de que precisamos e Cristo nos satisfaz plenamente. Em nome dele oramos, amém.

 

Pr Jason