Rebeca, a Escolhida

Meditação do dia 28/02/2019 

 Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.”  (Gn 35.27)

 Rebeca a Escolhida – Uma faceta muito importante da prática de vida cristã é a ESCOLHA! Todos os dias fazemos muitas escolhas, algumas totalmente no automático, elas não dependem de raciocínio, cálculos ou estratégias; são corriqueiras e habituais. É evidente que a rotina de fazer as mesmas escolhas, o que chamamos de hábitos, podem levar a perigos devido a previsibilidade. De tão comum, nem mais atentamos para aspectos de segurança ou nos tornamos presa fácil de quem está nos observando e estudando para aplicar alguma ação. Outras ações tem mais peso e sobre elas gastamos mais atenção e intenções. Mas também tem as decisões de alto nível e alta complexidade, que só tomamos umas poucas vezes na vida e outras é uma única vez; então exige-se mais responsabilidade nos cálculos, porque isso também afetará a vida e os relacionamentos ao nosso redor. Como filhos e servos de Deus, adicionamos mais um fator nisso tudo, que são os planos e propósitos divinos para nossa vida individual, familiar, ministerial e até em termos de coletividade. Afinal, estamos aqui para cumprir um propósito, por isso mesmo temos uma identidade e um destino. Vamos pensar no quadro mais geral da história dessa moça; Eliézer, o mordomo de Abraão, saiu para uma terra desconhecida, uma cidade provavelmente grande e que deveria ter muitas, mas muitas moças em idade de se casarem. Seu trabalho era mais do que encontrar uma moça daquela nacionalidade ou etnia; seu senhor pedira que fosse alguém de sua família e naquela população toda havia apenas um irmão de Abraão, isso já restringia bastante a

sua busca. Eliézer orou e foi muito específico no seu pedido e ao mesmo tempo, afunilou tanto a alternativa, que só restava uma alternativa para a resposta divina: Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.”  Ele falou com Deus que iria fazer um pedido, tipo proposta para as moças que viessem ali naquele poço e A MOÇA que aceitasse esse pedido, seria aquela escolhida por Deus para ser a esposa de Isaque. Qualquer um de nos, naturalmente diria que era tão específica que dificilmente poderia vir a ser respondida por Deus; isso demandaria uma logística tremenda com muitas variáveis para tudo se encaixar e o plano dar certo. Mas se o mordomo orou agora, Abraão já vinha orando a muito mais tempo e ele e Deus eram velhos parceiros de atividades genuinamente milagrosas e fora do comum. Antes dele chegar àquele poço, o Altíssimo já vinha mexendo os pauzinhos e a coisa estava melhor do que a encomenda. Por razões que até a própria razão deve desconhecer, aquela moça prendada, com servas a ser dispor, resolveu naquela tarde ir pessoalmente e sozinha buscar água naquele poço. Abraão fizera escolhas, Isaque fizera escolhas, Eliézer fizera escolhas e Rebeca também fizera as suas e alguns deles não tiveram contatos com os outros para tudo coincidir assim. Alguém lá em cima gostava muito de alguém e pôs o universo para conspirar por uma única causa naquele dia. Mais do que interessante, engraçado, fortuito ou casual, a verdade é que Deus está sentado no trono de glória e Ele tem perfeito controle, domínio e governo sobre tudo e todos e para a nossa alegria, Deus está do nosso lado, estando nós do lado da verdade, da justiça e do que é certo. Deus tem como cuidar dos nossos assuntos, até os românticos e dos interesses pessoais dos nossos filhos, porque tudo isso tem à ver com o propósito eterno. Nada é por acaso. Deus faz suas escolhas e nós dá o prazer e o privilégio de participar de seus projetos. Rebeca foi escolhida por Deus para a missão de esposa de Isaque, matriarca da nação futura de Israel a capacitou a fazer as escolhas certas, no tempo certo e estar também no lugar certo para ser vista por aquele que fora enviado para lhe abençoar. Temos muito que aprender com ela, com toda certeza.

 

Senhor, graças te damos, por ser o Deus Todo Poderoso, o Senhor de tudo e de todos. Que bom que as nossas vidas está em tuas mãos, e não jogadas ao acaso aleatório do cosmos. Benditos sejam sempre os teus planos e propósitos para nós e para nossos filhos que são partes integrantes e preciosos dos projetos para um reino eterno e inabalável. A nosso fé se fortalece, ao saber quem está no controle de todas as coisas e até as mínimas. Sou grato, porque em Cristo Jesus, somos mais que vencedores, e nunca estamos abandonados e largados à própria sorte. Seja sempre louvado o teu nome e a tua glória, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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Rebeca

Meditação do dia 27/02/2019 

 Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.”  (Gn 35.27)

 Rebeca – Esperei por um bom tempo para escrever uma meditação sobre essa pessoa maravilhosa. A história dela é misteriosa, mas bonita e vale a pena encontrar pessoas assim, que nos inspirem e acrescentem algo novo e bom. Quem não gosta de uma boa história de amor e especialmente com final feliz? Todos nós gostamos, afinal nos clássicos mundiais de literatura e dramaturgia, poesia e músicas, o que não faltam são musas inspiradoras e suas histórias que ultrapassam fronteiras e épocas. Romeo e Julieta, Lara do Doutor Zhivago e tantas outras. Aquilo que não podemos ver com nossos olhos, ou saber por informações mais claras, acaba por despertar em nós, uma enorme curiosidade e daí surge até mitos e lendas, que vão crescendo a cada vez que se conta a história. Quando olhamos a história de Rebeca, a conhecemos na beira de um poço na entrada da sua cidade natal. Até aí, ela existia, sonhava e tinha planos, mas não estavam disponíveis para nós. Como entendemos que Deus trabalha de tempo integral na vida dos seus filhos e alinha os eventos para que aconteça exatamente dentro das possibilidades de continuidade. Gosto muito de uma chave de sabedoria, que li em um livro, que afirma o seguinte: “Você precisa estar no lugar que a pessoa que Deus vai usar para te abençoar te veja.” Não se trata apenas de uma frase bonita, bem colocada ou de uma filosofia interessante; mas de um princípio de interação com os desígnios de Deus. Assim como somos instrumentos para abençoar e afetar pessoas, também somos abençoados e afetados por outros, que foram colocados ali para justamente fazer aquilo de que precisamos para catalisar o potencial para a realização da nossa missão de vida. Rebeca tinha sua própria agenda diária de serviços e obrigações em casa, e também seus compromissos sociais; mas naquele dia, Deus havia reservado um espaço extra na agenda dela para um encontro inesperado que mudaria a sua vida inteira e de milhares de pessoas por gerações e gerações. Sendo de boa família, com bons recursos disponíveis como empregados e servos, ela certamente não precisa fazer certas tarefas, que poderiam muito bem ser delegadas para subalternos. Também no seu íntimo ela tinha sonhos de constituir família, ter filhos e vê-los crescer. Mas por alguma razão, ela ainda não estava comprometida com algum moço, o que não era tão natural para aquela época e especialmente para uma donzela de qualidade e de boa procedência familiar. Digamos se ela vivesse sonhando acordada, com a hora em que encontraria seu príncipe encantado, que lhe arrancaria suspiros e deixasse sua respiração ofegante, suas pernas trêmulas e fizesse o rosto corar de timidez ou recato social imposto pelos padrões de comportamento esperado de uma donzela. Quem diria que em vez de um rapaz bonitão e ousado, estava lhe reservado encontrar com um viajante cansado, escravo, mordomo, que lhe pedisse ajuda, para fazer serviço de serva e muito serviço, afinal mitigar a sede de uma cafta cansada do caminho, não seria pouco serviço. O cartão de visita de Eliézer não agradaria a maioria das moças sonhadoras, pode acreditar.

 

Senhor, obrigado por permitir que muitas ações transformadoras e maravilhosas para nossas vidas venham disfarçadas em embalagens pouco atraentes. O Senhor valoriza muito o valor do conteúdo acima da aparência e dos rótulos, por isso a simplicidade sempre aparece nas grandes realizações da obra do Pai em nossas vidas. Obrigado por aprendermos com a vida de Rebeca, sobre simplicidade, serviço e amor ao próximo. Em nome de Jesus, amém.

 

P Jason

Velho e Farto de Dias

Meditação do dia 26/02/2019 

 E foram os dias de Isaque cento e oitenta anos. E Isaque expirou, e morreu, e foi recolhido ao seu povo, velho e farto de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.”  (Gn 35.27)

 Velho e Farto de Dias – Confesso que aprendi muito com a vida e a pessoa de Isaque nessas meditações que escrevi. A minha principal visão sobre essa pessoa, era que de fato fora um homem de Deus, comprometido com a aliança, mas em termos de fé, ele teria ficado na sombra do pai Abraão. Estou falando daquela idéia de filho mimado, que nasceu rico, sempre teve tudo na mão, e até mesma para se casar, o pai tomou as iniciativas. Mas hoje, ao falar sobre o fim de sua existência terrena, preciso me desculpar por alguma injustiça que dessa forma alimentava no meu íntimo. Estou falando de que amadureci e passei a ver a vida de um ponto de vista mais maduro e mais real; cada um de nós tem uma história, a sua própria história e viver intensamente ou viver de forma sábia é importante. Diante de Deus não vivemos para competir uns com os outros e ver quem faz mais, quem chega primeiro e quem acumula mais em menos tempo. Sabemos que Deus não observa o tempo da mesma forma que nós os humanos. Além de vê-lo de forma linear e continuado, ainda nos parece uma grande ampulheta que é virada quando nascemos e as areias vão se escoando enquanto vivemos e já por antecipação sabemos que uma hora dessas, mais cedo ou mais tarde ele finda; mas claro, todos torcemos para demorar um pouquinho mais. Deus não tem a pressão do passar dos tempos, nem tem princípio e nem fim de dias, ele simplesmente vive o eterno presente, como ele mesmo disse para Moisés. E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração” (Ex 3.14,15). Tem muita coisa da vida de Isaque que não ficou registrado, mas ele viveu esse tempo, coisas aconteceram e experiências foram acontecendo; quando Jacó vai embora, quando ele tinha cem anos de idade, o texto sagrado deixa de registrar sobre Isaque e acompanha Jacó e sua saga em terras distantes, até o seu retorno e assim que ele chega, o pai expira, entre um ponto e outro tem exatamente oitenta anos. É muito tempo e espaço suficiente para muita coisa que foge ao nosso conhecimento, mas precisa ser contado. Ele aparecera na vida de seu pai, quando Abraão tinha exatamente cem anos; Jacó desaparece de sua vida quando ele tinha cem anos; sabemos que ele era e fora a grande alegria do coração de Abraão, que via nele a fidelidade de Deus e a segurança da aliança passando para uma próxima geração. Deve ter sido maravilhoso, Abraão poder ver e brincar com os netos, até seus quinze anos, quando ele morreu e foi sepultado por Isaque e Ismael; ele passou oitenta nãos sem ver o filho e sem conhecer os netos, mas posso imaginar a alegria de ver chegando uma grande família, com doze filhos e uma filha para ele poder abraçar e conhecer um por um, mesmo o bebê recém nascido Benjamim, que custara também a vida da mãe, a nora que ele não viu. Mas mesmo assim o relato é que ele foi em boa velhice, farto de dias. Missão cumprida! Tem final melhor?

 

Obrigado, senhor, por completar os nossos dias e dar-nos a medida justa para vivermos e construir uma história. Precisamos de sabedoria e ousadia para não passarmos em branco por essa vida. Somos únicos, preciosos e especiais diante de Ti; que nossa vida seja útil e traga glória e honra para o teu santo nome e também completemos a nossa jornada e ao sermos recolhidos, o saldo seja positivo diante do Pai. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Retorno

Meditação do dia 25/02/2019 

 E Jacó veio a seu pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque.”  (Gn 35.27)

 O Retorno – Finalmente o dia tão esperado por pai e filho acontece. Não foram poucos, nem fáceis, mas a bondade do Senhor Deus de Abraão, acompanhara a vida de Isaque e se revelava fiel também a Jacó. Agora são oitenta anos depois daquele banquete difícil de digerir em família e que acabou numa situação de dispersão da família, pois Esaú assumiu sua vida longe dos pais e Jacó estava alongado em Hará, na família de Rebeca, tanto para fazer sua vida, como para fugir da ira do irmão, que pretendia lhe matar. Numa crise em família, dificilmente alguém sai ganhando, pois uma unidade tão forte sendo bombardeada por intrigas internas, sempre haverá dores e perdas para todos os participantes. Rebeca que armara o teatro junto com Jacó, foi favorável ao exilio voluntário do filho, com a intenção de repatria-lo em oportunidade mais favorável, acabou por morrer sem ver seu querido filho e seus netos. Jacó passou por duras provas em terras estrangeiras e teve que lidar com um parente ganancioso e hostil; mas também foi a escola de seu crescimento e a oportunidade de firmar sua própria aliança com o Deus de seus pais. Voltou para casa, já nos momentos finais da vida de seu pai, e pelo favor de Deus, reconciliado com Esaú, mas já com seus próprios problemas familiares para cuidar. Isaque viveu por oitenta anos de sua velhice, em comunhão com Deus e dentro da aliança de bênção como prometido, mas sem a presença dos filhos e netos. A grande lição que aprendemos e tiramos disso tudo é que mesmo dentro de um quadro de circunstancias nas quais cometemos erros e colhemos consequências de nossas escolhas, ainda assim, a fidelidade de Deus não nos abandona. Ao orar e abençoar seu filho e enviar para crescer e construir sua história, Isaque abriu mão de ser o mentor de seu filho e de seus netos, mas na fé de que seria o caminho por onde o Deus de Abraão e seu Deus, andaria com Jacó e faria dele o homem com a coragem e as decisões de carregar a bandeira do compromisso da herança eterna, de fazer deles uma grande nação. Diferentemente dos dias de hoje, quando os filhos precisam ir fazer suas vidas no exterior, os pais ficam e podem assistir e até se comunicar via mídias sociais e tecnologias de comunicação em tempo real, e assim ver os filhos e netos e acompanhar todo o seu desenvolvimento, muito próximo da realidade presencial. Isaque e Jacó não dispunham desses recursos, mas o coração do velho patriarca, certamente se alegrou ao ver chegar não apenas o filho, mas uma tribo grande, já uma nação em forma embrionária. Os tempos mudaram, mas os princípios permanecem e a fidelidade de Deus também. Ainda somos o povo da aliança e estamos comprometidos em levar avante a formosa herança espiritual e a semente capaz de produzir um reino, que consertará a história dos povos, nações de todos os tempos.

 

Obrigado Senhor, por trazer de volta os sonhos e as novas realidades ao coração dos teus filhos que creem que as tuas promessas duram para sempre e tens os meios para não deixar cair por terra. Nossos filhos são nossas sementes, que produzirão os frutos da redenção e milhares de gerações ou até a eternidade planejada por ti, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Temor de Isaque

Meditação do dia 24/02/2019 

 Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o temor de Isaque não fora comigo, por certo me despedirias agora vazio. Deus atendeu à minha aflição, e ao trabalho das minhas mãos, e repreendeu-te ontem à noite.”  (Gn 31.42)

 O Temor de Isaque – O que as pessoas dizem sobre nosso testemunho de fé e de vida? Claro que não devemos viver em função da opinião de terceiros e temos um compromisso pessoal e individual de viver a verdade tal qual cremos e à luz da nossa experiência. Não faz parte do estilo de vida do Reino de Deus, vivermos atrás de receber elogios; isso pode afagar o ego e camuflar a verdadeira situação. O justo vive da fé e pela fé e se recuar disso, Deus não tem prazer nele, é o que está escrito na carta aos  Hebreus 10.38. O nosso texto da meditação de hoje, nos leva para longe das portas da casa de Isaque lá em canaã, e nos transporta para a região da Mesopotamia, em Harã, onde Jacó estava vivendo e nessa situação em particular, já estava de saída, à caminho de casa. Ele foi interpelado por seu sogro, Labão e nesse confronto pessoal e familiar, ele refutou a arrogância e ardilosidade do sogro, dizendo que ele agira de modo desonesto e traiçoeiro com nítida intenção de prejudica-lo e que em todos esses anos de trabalho fiel e correto, ele só estava saindo bem sucedido por intervenção divina e inclusive na noite anterior o Deus de seus pais e seu Deus o repreendera, razão pela qual estava havendo aquele diálogo, pois as intenções iniciais de Labão eram beligerantes. Mas uma expressão dita por Jacó, nos remete à vida de Isaque, mesmo distante, foi um testemunho importante de sua vida e integridade no relacionamento com Deus: Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o temor de Isaque não fora comigo…” Ele citou: 1. O Deus de meu pai; 2. O Deus de Abraão e 3. O temor de Isaque. Esta é a frase que me chama à atenção; embora possamos puxar para várias acepções, vou escolher à título de meditar e me alimentar da Palavra de Deus, que Jacó falou para o seu sogro, que durante todos esses anos ali, trabalhando, servindo e com todas as variáveis que se lhe deparara, ele não se apartara da fé no Deus único como cria e como ensinou seu pai Isaque, que aprendera de seu avô Abraão, mas que “o temor de Isaque em seu íntimo” foram as razões de sua firmeza. Ele, Jacó, está dizendo que em sua prática de vida, Isaque temia a Deus de uma forma contagiante, que o inspirara de tal forma que mesmo em meio as atrozes crises e dificuldades, esse estilo de vida piedoso lhe norteara os caminhos. Coisa linda e poderosa! O filho vivendo longe de casa e dizendo que a piedade e o temor de seu pai o influenciara em toda a sua vida. Normalmente quando nos tornamos adultos, pais e mais experientes, percebemos melhor as boas qualidades de nossos pais e a herança moral e espiritual que eles viveram e ainda que informalmente, passaram para frente. Meu, pai, seu Arnaldo Gomes, tem o hábito de orar de madrugada e o faz fielmente todos os dias e isso não à ver com “campanhas de oração” ou desafios, propósitos etc. é natural dele e nele; simplesmente levanta, se ajoelha ao lado da cama e ora, uma hora ou mais sete dias por semana, trinta dias por mês e o ano todo em todas as estações, aos oitenta e seis anos, a mãe dele, dona Tionilia, se converteu na velhice, mas orava fielmente de joelhos todos os dias, até aos cento e doze, quando foi recolhida à menos de dois anos. Voces acham que me orgulho dessas heranças? Sim, e muito! Mas tem a minha parte, essa é a deles. Louvado seja Deus, pesquise suas heranças espirituais e louve a Deus por elas e copie o que é bom.

 

Obrigado Senhor, pela herança que os pais podem deixar para seus filhos, mais preciosas do dinheiro e bens, títulos e poder. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e estamos em busca disso. Gloria seja ao Senhor e nossa gratidão pelas histórias de fé e vida de nossos ancestrais e suas vidas com Deus. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Despedida

Meditação do dia 23/02/2019 

 Assim despediu Isaque a Jacó, o qual se foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel, arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.”  (Gn 28.4)

 A Despedida – Quem de nós já não se viu com os olhos marejados, a voz embargada com desejo de falar o responder algo e não acontece, trava total numa despedida que corta os corações de quem fica e despedaça o de quem vai. Provavelmente quem é pai ou mãe entende melhor disso, do que quem ainda não chegou no nível de experiência que a paternidade ou maternidade fornece. Só para constar, essa condição permite aprender muita coisa que só se pode aprender e não tem como se ensinar. Todos os poetas e filósofos falam palavras bonitas sobre o amor de pai, amor de mãe, quanto a sua consistência, valentia, intensidade e os limites que esse amor desconhece; é possível até ficar sensibilizado e chorar ao ler ou ouvir tais declamações, mas somente quanto nasce o primeiro filho, isso pode de fato e de direito ser mensurado e vivido em plenitude. Nosso querido irmão Isaque, já com cem anos de idade e com as vistas escuras e com as devidas limitações, expõe se velho coração a uma tão grande excitação pela responsabilidade que tem diante de si e de uma eternidade inteira que pela fé podia ser avistada e pesava sobre seus ombros o peso de gerações, o orgulho de nações e a vinda de um Messias que corrigiria em definitivo os pesares do pecado de uma humanidade inteira. Ele recebera de seu pai Abraão uma bênção de ser herdeiro de uma formosa herança que não poderia arrefecer-se com o passar dos tempos, mas crescer e se fortalecer ao passar para a próxima geração, que deveria alimentar essa chama e passar cada vez mais forte de uma em uma sucessivamente pelos séculos dos séculos, amém. Estou escrevendo em palavras, aquilo que acredito que Isaque acreditava e é algo que só podemos alcançar pela fé em Deus, o Deus verdadeiro, como dizia o pai Abraão, O Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra. Com raríssimas exceções, mesmo os cristãos mais maduros, em termos de fé, não conseguem ver um palmo à frente de seus narizes; vivem como se fossem os únicos, os últimos e o único e verdadeiro valor das coisas e das existência, se resume neles mesmos. Só fazem aquilo que em dias podem obter retornos, podem ser compensados. Em alguns casos, herança e futuro para os filhos é considerado apenas no plano físico e material; querem que seus descendentes não passem fome, não consigam se estabelecer, então se propõe a injetar neles os resultados de seus esforços trabalhistas e financeiros. E a fé? A espiritualidade? A comunhão com Deus? Os propósitos e escolhas com vista ao plano eterno? Isaque se viu na dura escolha de enviar o filho para o exterior, sem lenço e sem documento, munido apenas da bênção e orientação para ser fiel a Deus e à aliança. Ele tinha dois filhos e um estava desviado dos caminhos da aliança com Deus e amargurado, ressentido, disposto a cometer um assassinato, em defesa de sua pretensa honra. Isaque não estava querendo apenas salvar a pele de Jacó, mas a continuidade da aliança que ele tinha que passar e ver o filho formar sua própria prole e passar para ela a mesma fé e os mesmos princípios. Isso tinha um custo, um preço moral, social e paternal, mas os resultados seriam eternos e isso valeria o sacrifício.

 

Senhor, abra os meus olhos para ver o valor da nova aliança em minha vida e na vida de minhas gerações a seguir. Mais do que ser fiel, preciso também passar essa fidelidade de geração em geração, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Bênção de Abraão

Meditação do dia 22/02/2019 

 E te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão.”  (Gn 28.4)

 A Bênção de Abraão – A Benção de Abraão deixou de ser apenas uma referencia ao modo como o patriarca fora abençoado por Deus, e passou a significar toda a Aliança que envolvia o todo daquilo que abrange a formação da nação de Israel e se entende até Cristo e a obra de redenção. Mas pensando de forma mais simples, a título de relembrar o que aconteceu com Abraão e por extensão passou a toda a sua descendência, aqui seria então a terceira geração. Quando chamado por Deus, em suas primeiras revelações, encontramos algumas expressões básicas que vieram ao longo do tempo se consolidando na vida pessoal, familiar e espiritual de Abraão e tudo isso acabou sendo incorporado numa expressão única, mas muito abrangente, que aqui, Isaque profetiza a seu filho Jacó, como sendo a “Bênção de Abraão” um patrimônio a ser passado para frente dentro das gerações e herdado por descendentes do velho patriarca. Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.1-3). Começa pela obediência de sair de sua zona de conforto e proteção familiar e ir para uma terra ainda desconhecida para ele. O começo da caminhada de fé. Surge a promessa de Deus fazer dele uma grande nação, isso é claro vencendo a infertilidade e todos os obstáculos, para à partir de uma única pessoa, vir a ser uma grande nação. Também seria uma pessoa abençoada, com a idéia de crescimento e prosperidade, física, material e espiritual. Dar a Abraão um nome grande, famoso, significativo; ainda que ele nunca tenha ambicionado isso, mas a condição de vida e testemunho do Deus Altíssimo a quem ele servia, fez com que seu nome fosse digno de respeito e consideração, de tal forma, que ele era até recebido em todas as cortes reais e conversava e tinha entendimento com monarcas e chefes de estado, como se ele o fosse também. Depois ele não só teria bênçãos, receberia e desfrutaria, como também seria uma bênção; e foi, ao longo de sua vida, vemos o quanto ele favoreceu e gerou bênçãos aos que estiveram próximos dele. Depois vem um escudo em seus relacionamentos de forma que haveria automaticamente reciprocidade de Deus no trato com quem se envolvesse com Abraão e sua descendência; quem o abençoasse, seria igualmente abençoado e quem o amaldiçoasse, seria igualmente amaldiçoado. Isso não dependeria de vindita do patriarca, ele não precisaria rogar pragas ou retirar a benção de alguém, pois o Senhor se encarregaria de agir proavitamente espalhando a bênção ou revertendo as maldições impetradas contra ele. E finalizando, nele, através dele, Deus alcançaria todas as famílias da terra com bendições maravilhosas. Isso se fez possível através do Evangelho na pessoa de Jesus Cristo. Gosto de pensar nisso, até mesmo nos termos do jargão do Silvio Santos “quem quer dinheiro?!!! Para ganhar é preciso estar no auditório, ser escolhido e responder a uma pergunta ou participar de uma enquete ou coisa assim; ao olharmos para dentro do que chamamos de igreja, perguntamos: “quem quer bênção?” É aquele alvoroço e corre-corre; mas precisa estar no auditório, digo, dentro da aliança de benção, e também desejar passar para uma próxima geração aquilo que Deus pretende que chegue a milhares de gerações por toda a eternidade. Vemos muito gente agindo como se a eternidade dele fosse terminar com ele ou ele fosse a única pessoa que deveria receber o favor de Deus. Como alguém entra numa aliança eterna de bênção geracional, passada de pai para filho, de geração para geração seguidamente e ele defende não querer ter família, brigar com a que tem, arrazoabilizar custos financeiros para justificar não querer ter filhos, ser muita responsabilidade e o mundo tá muito violento e difícil e é irresponsável quem numa época dessas põe crianças no mundo. Deus diz que é assim que o seu programa funciona; ele cuida e provê tudo o que for necessário; família é exercício de mordomia e responsabilidade é algo que todo adulto e pessoa madura precisa ter e assumir. E pra fechar Jesus disse o seguinte: “E traziam-lhe meninos para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhos traziam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele. E, tomando-os nos seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou” (Mc 10.13-16).

 

Senhor Jesus, certamente amavas e amas os pequeninos e sabiam da simplicidade de seus corações e da fé neles contida. Precisamos aprender com eles e especialmente contigo, sobre a bênção da obediência e da vontade de servir ao Senhor e saber que ele proverá o suficiente e o necessário para seus projetos aconteçam, eles jamais serão frustrados. Ajude-nos a ver a família, como sendo um passo de fé e o caminho de passarmos adiante os favores e as bênçãos da aliança, que em Jesus nos tornamos herdeiros e ao mesmo tempo embaixadores para prosseguir com a implantação do Reino, dê-nos a visão correta das tuas promessas e de teus planos para cada um de nós. Em teu nome, Senhor, oramos, amém.

 

Pr Jason

Deus te Abençoe

Meditação do dia 21/02/2019 

 E Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de povos;”  (Gn 28.3)

 Deus te Abençoe – Mais do que uma expressão de respeito e obediência, essa expressão é profética, é bíblica e totalmente verdadeira. Seguindo os preceitos de Jesus em seus ensinamentos, a boca fala daquilo que há no coração e a proporção é de fato importante, quanto mais houver em estoque no coração, maior será a profusão externada pela boca. “Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más” (Mt 12.34b, 35). Isaque exercera o seu papel sacerdotal familiar, proferindo as bênçãos proféticas ao seu filho, mas também expressou uma confirmação daquilo que seria as promessas de Deus dentro da aliança. De primeira vista, tudo isso escrito nesses versos, são mera constatação; mas ao olhar com mais profundidade e meditar, no sentido exata da palavra, que tem a sentido de ler com atenção, mas também com intenção, percebemos belezas maiores e ensinos que se personificam para cada um de nós. Deus é maravilhoso e consegue dar um tratamento individualizado para cada um dos seus filhos e como diz no Salmo 25, os seus segredos estão reservados para aqueles que o amam; “O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança” (25,14) Então fico de olho na minha parte da fatura, pois quanto mais o amamos e procuramos uma vida de intimidade com Ele, mais conhecimento obtemos. Assim, de pequenos detalhes, ele produz abundancia de resultados na vida dos seus queridos. Quero em poucas palavras, apresentar um argumento sobre esses fatores de bênçãos que estão prescritos nas Escrituras e são esperados e buscados por todos, mas eu noto que há uma certa distancia entre o escrito e a verdade prática, devido principalmente pela postura morosa, ou apática das pessoas, que esperam passivamente por algo que envolve uma participação ativa. A bênção por si só não acontece, ou seja, ela funciona sobre uma base de atividade produtiva da pessoa. Permita-me ilustrar de uma forma mais esclarecedora: Uma pessoa ter a carteira, ou a conta bancária cheia de dinheiro, muito dinheiro mesmo, mas não utilizar, não aplicar e fazer uso, de nada adianta, pois o seu padrão de vida continua o mesmo de alguém que não tem grana nenhuma; ter dinheiro por ter dinheiro por si só não resolve e não melhora a vida de ninguém. A bênção segue o mesmo princípio, ela precisa ser ativa, evidenciada, desfrutada, repartida, vivida intensamente, senão a vida dessa pessoa e de uma outra sem a bênção são absolutamente iguais. Isaque desejo que: E Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de povos;”  1. Te faça frutificar – Se a pessoa não produzir, não agir para dar frutos? 2. Te multiplique – Pensemos no fator multiplicador: Todo número multiplicado por um é igual a ele mesmo (N X 1 = N). Todo número multiplicado por zero é igual a zero (N X 0 = 0). Para mim, o negócio funciona assim: (N = Deus / Eu sou o fator / Deus X Jason = ???). Tenho que oferecer um fator que possibilite a multiplicação ser verdadeiramente boa.  3. Para ser multidão de povos – Para se formar um povo, uma nação e permanecer crescente é preciso mais do que fator natalidade; quantos povos já existiram, foram grandes, e depois se extinguiram? Os fatores contrários precisam se evitados, neutralizados e haver uma cultura de ser e continuar a ser; isso é quase inigualável entre os judeus até hoje. Também desejo que Deus te abençoe, mas espero que você trabalhe para isso e faça a sua parte acontecer, senão será alguém temente a Deus, teoricamente e posicionalmente abençoado, mas vivendo em miséria e maldição.

 

Senhor, abra os nossos olhos para vermos as maravilhas da tua lei e pensarmos como o Senhor pensa. Obrigado pela ajuda do Espírito Santo em nos guiar a toda verdade. Abra os nossos olhos e nossos corações para compreendermos os teus verdadeiros caminhos. E agradecemos o teu favor sobre nós, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Levanta e Vai

Meditação do dia 20/02/2019 

 Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe;”  (Gn 28.2)

 Levanta e Vai – Para efeito de nos imergirmos nas idéias da história, precisamos exercitar a nossa criatividade e tentar ver esses fatos à luz da cabeça de Isaque e Jacó. Para o pai, ele estava enviando o filho para um lugar desconhecido, que nem mesmo ele havia estado lá. Contrapondo as duas experiências, na vez de Isaque, seu pai Abraão, enviou Eliézer para buscar uma moça daquela linhagem e de nenhuma forma deveria levar Isaque lá. Agora, na vez de Jacó, não havia um mordomo confiável e capaz da refazer o mesmo trajeto; então Isaque se viu numa condição difícil, incômoda, mas que exigia medidas necessárias e isso incluía enviar o filho para o exterior com uma finalidade específica em mente. Se casar e estabelecer-se por lá e num futuro incerto, poderia voltar; evitando também uma tragédia familiar provocada pela ira desmedida de Esaú. Hoje, com um mundo globalizado, onde de certa forma, as fronteiras quase não existem, ficaria mais simples pensar em realizar um projeto como esse. Por outro lado, as conveniências atuais agiria bastante contra ter planos singelos e básicos como aqueles de Isaque e Jacó. Do que estou falando? Embora Jacó fosse herdeiro de uma imensa riqueza que, apenas com uma pequena fração dela, poderia começar sua própria vida em qualquer lugar; mas era toda de bens não líquidos, ou seja, ele não dispunha de meios imediatos de capital. Ele não poderia vender e fazer uma transferência bancária, pois isso ainda não existia; ele não poderia levar o dinheiro em espécie, além de pesar muito, seria alvo fácil de roubo e violência; também ele não poderia levar qualquer bem que pudesse ser revertido em capital, quando lá chegasse. Hoje, compramos passagens aéreas financiadas em longo prazo, transferimos qualquer quantidade financeira em tempo real, ou se pode levar em ordens de pagamentos ou mesmo utilizar cartões que podem ser pagos em qualquer local do planeta, sem contar na comunicação em tempo real. Jacó não tinha nada disso. Nem mesmo há indícios de que ele fora acompanhado de algum servo ou funcionário de confiança, para servir de companhia e segurança. Parece que ele simplesmente pegou provisões mínimas de água e comida e saiu estrada à fora. Para mim, e creio que para muitos de nós, estamos olhando para um jovem com uma tarefa enorme, e dependeria somente de suas habilidades e um pouco de favor de algum parente hospitaleiro que o acolhesse. Mas a ordem de Isaque era: “Levanta-te e vai…” Isso atesta que Jacó estava pronto para encarar o desafio e seu pai confirmou sua identidade e destino, incentivando o a agir. Levantar e ir parece-me uma tomada de decisão importante. Ficar sentado esperando as bênçãos, ficar esperando a vida agir enquanto se assiste passivo, não é atitude de quem está disposto a fazer acontecer sua história. A pergunta do dia é: Estamos prontos para deixar tudo e sair sem lenço e sem documentos e vencer lá fora? Estamos determinados a abrir mão do que já é assegurado, e começar do zero, longe e sozinhos? Hoje, vemos muitos exemplos de pessoas que vão para o exterior, em lugares que nunca foram, não falam o idioma e nem conhecem ninguém e mesmo assim conseguem vencer e vemos também histórias de fracassos e fim de sonhos de formas muito tristes. Jacó queria mais que um emprego, mais que uma esposa e mais que sobrevivência; ele levava no coração a semente de uma grande nação e de um reino eterno. Ele lutaria por mais do que ele mesmo. Isaque estava enviando o filho, levando o sonho e a realidade de uma aliança eterna. Levanta-te e vai, mas sem perder a visão original.

 

Senhor, obrigado pela missão da vida de cada um de todos nós, teus filhos. É um privilégio ser chamado, fazer parte e ser protagonista de uma história maior do que nós mesmos. Obrigado por nos permitir participar dos teus sonhos. Graças te damos porque muitos de nós, fomos enviados e vencemos ou estamos à caminho de completar a nossa parte da tarefa. Queremos levantar-nos constantemente, quantas vezes for preciso e ir em busca dos teus planos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Bênção Sobre Bênção

Meditação do dia 19/02/2019 

 E Isaque chamou a Jacó, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não tomes mulher de entre as filhas de Canaã;”  (Gn 28.1)

Bênção sobre Bênção – Nossa proposta é meditar na Palavra de Deus, baseando-nos na história e na vida de pessoas que deixaram marcas significativas para nossa edificação. Por isso estamos trabalhando sobre a vida de Isaque, o patriarca filho de Abraão e pai de Jacó e Esaú; temos acompanhado em textos diários desde a promessa de seu nascimento e seus primeiros passos e já agora estamos numa fase bem adiantada, quando ele já está liberando seus filhos para assumirem seus postos e darem continuidade nas alianças que os levarão a formar uma grande nação e assim chegarem aos propósitos maiores e mais abrangentes de tudo que lhes foi destinado. Dos dois filhos, Isaque já sabe que apenas um seguirá dentro da linhagem da promessa e será nele que deverá concentrar sua atenção. Aqui, já podemos ver a capacidade de Isaque reconhecer na vida de Jacó, o potencial de ser uma bênção e fielmente andar nos caminhos da fé. Antes ele tentara por iniciativa própria imputar a bênção sobre Esaú, mas não deu certo e novas medidas se fizeram necessárias para prosseguir e evitar uma tragédia familiar já que Esaú não se conformara em receber uma bênção “genérica” e acirrara sua rivalidade contra o irmão e estava disposto até a se tornar fratricida. Rebeca pressentiu o perigo e sugeriu uma saída estratégica e foi acompanhada por Isaque que o chamou para uma conversa séria e transmitiu-lhe novamente a bênção e o enviou à terra da família de Rebeca, onde ele encontraria abrigo e poderia se casar dentro do ambiente de família e andar nas pisadas de Abraão e do próprio pai Isaque. Quando se pensa em futuro e em gerações que herdarão um legado, não se pode pensar nisso fora da esfera de casamento. Aqui temos que voltar a tocar na mesma tecla, da importância de seguir princípios eternos que foram estabelecidos para gerar segurança e paz interior. Tal qual em nossos dias, lá também, naquelas terras, a família também sofria ataques e os farrapos de imoralidade podiam ser vistos e sendo atrativos para mentes descomprometidas com valores espirituais, tal como acontecia com Esaú, que foi se envolvendo com a devassidão e as uniões mistas e reprováveis. Quando olhamos para o liberalismo moral e os padrões de família contemporâneos, à primeira vista dizemos que está muito ruim e muito difícil seguir firme nos moldes divinos. Como hoje, nossa sociedade e nossa mentalidade de época foge aos padrões, aliás, ela detesta padrão e configurações que não sejam as que permitam cada um ter o tipo de experiência que queira ter e as legislações vão sendo modificadas para acomodar tudo que não presta como se fosse bom e ideal e agindo irresponsavelmente, jogando para o futuro o peso das consequências dos atos inconsequentes de indivíduos, sobre uma vasta maioria que respeita o sagrado e o propósito firme, que permite viver em segurança. Sinto muito em dizer o quanto é lamentável, que muitas igrejas e líderes, acomodaram-se ao pecado da época e em nome de ministério aos socialmente excluídos e as minorias, abrem portas escancaradas à entrada de situações biblicamente reprováveis e nocivas. Alguém tem que gritar que pecado é pecado e ainda que precisamos amar os pecadores e acolhê-los, isso não pode ser feito baixando o nível das verdades doutrinárias cruciais do Evangelho da graça de Deus. Confundir propositalmente salvação do pecado, com salvação no pecado, é torcer as Escrituras para acomodar interesses espúrios.

 

Senhor, sobre tudo e sobre todos permaneces santo, justo e digno de todo louvor e honra. Amas a todos indistintamente, mas aborreces a iniquidade e o pecado e as tuas portas sempre estarão abertas para o arrependido e contrito que se converte de verdade. Queremos ser sal e luz numa geração corrompida e contaminada, socorre os teus fiéis que esperam forças de ti para seguirem as pisadas do mestre. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason