Dependendo das Misericórdias de Deus

Meditação do dia: 10/12/2019

 “E Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que deixe vir convosco vosso outro irmão, e Benjamim; e eu, se for desfilhado, desfilhado ficarei.” (Gn 43.13)

Dependendo da Misericórdia de Deus – Os cristãos de países e regiões onde acontecem perseguições religiosas entendem melhor o sentido do sofrimento do que os demais. As pessoas que já experimentaram situações similares a essas que Jacó experimentou, pode entender melhor o coração do patriarca e ter verdadeira empatia para com ele. Mesmo quem apenas está na paternidade, pode compreender algumas verdades contidas nessas narrativas bíblicas. Isso faz parte daquelas verdades que não tem como ensinar; só podem ser aprendidas. De pessoa para pessoa e também dependendo do grau de maturidade e crescimento na fé, isso toma contornos diferentes no conteúdo e na profundidade.  Alguém poderá dizer que na verdade, Jacó chegou ao fundo do poço, ou ao fim da linha; também podemos dizer que Jacó se rendeu! Aqui termina um ciclo de ações e negociações, de lutas interiores e tentativas de solucionar o problema de forma prática, racional ou com os recursos humanos disponíveis. Nada deu certo; tudo acabou em nada e nada restou ao velho pai, senão a renuncia. Quando meditamos e ou trabalhamos com disciplinas espirituais como quebrantamento pessoal, aceitamos o termo de que “a pessoa se estrangulou,” no sentido que ela esgotou sua capacidade e vendo que não tinha condições de resolver, e que Deus estava esperando que ela abrisse mão e entregasse a ele o direito de agir e resolver a situação. Por outro lado, isso é o fim de um processo de esgotamento mental e emocional; é quando a pessoa deixa de debater e se aquieta, para ser socorrido. Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra (Sl 46.10). Amados irmãos, Jacó já estava sem José a muitos anos; agora a poucos dias ficou sem Simeão, que ficara detido no Egito e quem deteve Simeão queria ver a Benjamim; percebemos que na verdade, nada estava sob o controle de Jacó. Assim também, nos iludimos achando que estamos no comando, que temos tudo sob o controle – a família, os negócios, a igreja, o futuro, tudo está como queremos e é assim que iremos manter. Um momento só, é suficiente para tudo desmontar e a gente perceber o que no fundo do coração a gente já sabe e a Bíblia já diz a muito tempo, que não podemos controlar nada, nada mesmo, precisamos confiar no amor e na sabedoria de Deus que de fato e de direito está no controle e no governo de tudo. Eu e você sabemos, porque já lemos essa história na Bíblia, mas Jacó não sabia nada a não ser o que se desenrolava por que ele estava vivendo a história que agora estamos contando. Ele estava ao vivo e sem aceso a qualquer informação privilegiada. Ele tinha que confiar em Deus. Eu e você temos que confiar em Deus, está no controle das nossa história, que está acontecendo agora, ao vivo e não temos nenhuma informação privilegiada sobre o nosso futuro e nem sobre o presente paralelo, que acontece em outros lugares simultâneos ao que vivemos onde estamos. Mesmo hoje em dia, já termos comunicação em tempo real, ainda assim, não acessamos tudo. Veja bem, (só para nós aqui, não deixe Jacó saber); o homem forte do Egito, que estava lhe tirando o sono, era José, seu filho querido, que estava querendo ver se havia acontecido mudanças na vida e no caráter dos irmãos; se eles estavam cuidando bem do pai e se Benjamim, seu irmão caçula estava de fato bem e acrescentando o fato de que na verdade, José queria abençoá-los e ajudar a todos, juntando a família toda com ele no Egito. Assim como Jacó não podia ver o futuro e se acalmar, eu e você também não podemos; como Jacó, precisamos crer nas promessas de Deus e andar pela fé. Nossos corações sobrecarregados de cuidados e pesares, segurando e carregando mais do que damos conta, não ajuda muito e não permite que nossa alma descanse sobre os cuidados do Pai. Naquele dia e naquele momento, quando Jacó abriu mão e renunciou o seu direito de governar sobre tudo e ter o domínio e o controle de tudo, ele estava abrindo a porta para o agir de Deus na sua vida e na vida de seus filhos. Em poucos dias Deus deu um “intensivão” para filhos de Jacó; eles aprenderam mais nesses poucos dias do que tinham aprendido na vida toda e agora, para toda a vida. Antigamente se cantava um corinho que dizia: “Deixa Deus amassar o barro, para fazer um forte vaso…” Vamos deixar Deus trabalhar em nossas vidas do jeito dele, é melhor, é mais prático e menos dolorido. O que dói mesmo é a gente renunciar e sair do controle. Mas os resultados compensam.

Pai, eis-nos aqui, para abrir mão daquilo que não podemos perder, e sob os teus cuidados tudo irá prosperar e a bênção chegará no momento certo. Já poderíamos estar de volta, se não tivéssemos ficado retidos demorando em decidir quem de fato fica no controle. Renunciamos esse direito para faças a tua boa, perfeita, e agradável vontade em nós e para conosco. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tomar Decisões Difíceis

Meditação do dia: 09/12/2019

 “Tomai também a vosso irmão, e levantai-vos e voltai àquele homem;” (Gn 43.13)

Tomar Decisões Difíceis – Diariamente tomamos decisões! Algumas são triviais e outras são importantes e de vez em quando tomamos decisões cruciais, que demandam muita responsabilidade e cujos resultados podem alterar nossas vidas definitivamente. Isso exige responsabilidade, consciência do peso e dos fatos, avaliar o impacto na vida e nas pessoas a nosso redor. Há decisões que o manual diz que só podemos tomar uma vez e depois é conviver com os resultados e consequências. Quanto mais a maturidade, maior a noção de responsabilidade. Imaginemos por exemplo a escolha que fazemos de qual creme dental usaremos ou qual perfume? O peso é quase zero, se não gostar, não repetimos. Agora pense na profissão a exercer. Pesa mais, embora se possa mudar, aprender uma outra ou abandonar e atuar totalmente fora disso. Vamos pensar em casamento. Opa! Aqui o manual do fabricante reza que há uma aliança celebrada diante de Deus e dos homens com palavra e honra empenhada diante de testemunhas e documentos assinados. É uma decisão que altera muita coisa na vida. Pense comigo na decisão de fé. Entregar o controle da vida a Deus. Afeta todas as demais decisões da vida. Dentro ainda da área de fé. Escolha de viver em santidade e consagração. Vai afetar tudo que fizermos e modificar as nossas motivações por todo o trajeto de agora em diante. Poderíamos citar uma lista enorme de decisões que fazemos e precisamos fazer. Algumas, podemos procrastinar, isso é, ir adiando, empurrando com a barriga, mas, mais cedo ou mais tarde precisa de definição. Era o caso de Jacó. Ele tinha que decidir aceitar as condições impostas pelo homem forte do Egito. Ele não era obrigado a aceitar, mas essa negação já era uma decisão; pois condenaria a prisão definitiva de Simeão que estava detido provisoriamente lá na terra dos faraós e inviabilizaria negociar lá também, e eles precisavam comprar comida. Tudo isso eram fatores fortes e importantes na tomada de decisão; mas o que realmente importava, era comprovar que eram pessoas de bem e que não tinham intenções de espionagem. O nome limpo era o que peso maior. Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro (Pv 22.1). O patriarca passou dias, meses, pensando e orando e medindo as consequências de cada decisão. Quanto mais pressionado ficava em não enviar Benjamim, mais pressionado fica também com os outros fatores, como a fome de toda a família, o risco de perder em definitivo um outro filho e agora, por não correr o risco de perder o caçula. A opinião da sua comunidade também pesava. Por mais que ele orava, não havia nenhum sinal do céu. Era ele que tinha que se mexer. Gostamos da idéia de transferência de responsabilidades; qualquer um, ou qualquer coisa que servir de motivação para eu não ser o agente é sempre bem vindo. Até hoje, culpamos Adão e Eva, alguns mais ousados culpam Deus por não ter detido Satanás antes de tentar o casal no Jardim, ou mesmo de eliminá-lo, que “serpentes se matam no ninho!” Era Jacó que tinha que decidir. No Getsemani, Jesus teve que escolher. E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia. E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão (Lc 22.41-44). Jesus, orou, repetiu a oração, agonizou, sofreu, o anjo veio para o fortalecer, mas não para decidir ou dar uma dica quente. Nós pais, sabemos o que passamos as vezes para decidir questões que envolvam a segurança e o bem estar dos filhos! Eles, às vezes, nem ficam sabendo. Tomar decisões difíceis faz parte da vida e da responsabilidade de adultos, de maduros na fé e de quem está em posição de liderança. Pessoas estão esperando e dependem disso; a demora, só atrasa, só aumenta o sofrimento e a angústia e as vezes só reduzem as chances de melhores decisões. O desafio de hoje: As vezes, não decidir, já é uma decisão!

Pai, obrigado pelas lições difíceis que aprendemos contigo. O Senhor jamais nos pede algo pelo qual não tenhas passado antes e sabes o peso e o preço da decisão. Justo és em todos os teus caminhos e santo em todas as tuas obras e perto estás de todos os que te invocam em verdade. Pedimos coragem para tomar as decisões certas, em benefício dos menos favorecidos, que podem estar presos e a decisão não está mais nas mãos deles, mas na nossa, como era a vida de Simeão preso no Egito, aguardando uma decisão de Jacó, seu pai. Pedimos sabedoria para discernir corretamente e abençoar vidas sob nossa responsabilidade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Boa Fé

Meditação do dia: 08/12/2019

 “E tomai em vossas mãos dinheiro em dobro, e o dinheiro que voltou na boca dos vossos sacos tornai a levar em vossas mãos; bem pode ser que fosse erro.” (Gn 43.12)

A Boa Fé – Vivemos num mundo cujos valores são opostos aos que cultivamos e cuja tendência é querer nivelar todos pelas práticas convenientes a todos. Confrontar hoje em dia é quase um pecado mortal. Força-se a uma inclinação de tolerância rasa, fabricada sob medida para que tudo seja aceito e tolerado sem confronto de certo e errado. Quando vemos boas práticas nos alegramos; o mundo fica surpreendido com atitudes positivas de honestidade, generosidade e doação. Tudo isso nos trás ao centro da nossa vocação primária: sermos sal e luz; e o mundo está precisando mesmo de muito sal e de muita luz. Isso pode e deve ser visto nas relações onde nós, os cristãos somos parte e onde somos atores. Não é o caso de precisarmos ser diferentes; já somos diferentes e foi exatamente para isso que Deus nos alcançou. Somos a diferença que se espera. Olhando a experiência de Jacó e seus filhos, aparentemente era apenas um negócio; compra e venda. Oferta e procura; eles tinham demanda de alimentos e os egípcios tinham os produtos e estavam vendendo para quem desejasse comprar. Tudo que aparentemente vemos aqui é que alguém deu o troco errado e achado não é roubado. Mas não era assim o comportamento do patriarca e não aceitou seus filhos agirem diferente. Eles não sabiam o que havia acontecido na outra ponta e queriam manter as relações em alto nível. Jacó pensou longe, pensou alto e pensou no quadro todo. O homem forte testou a honestidade de seus filhos nas palavras deles; exigiu garantias de idoneidade, retendo um dos irmãos e exigindo a presença do menor para que tudo ficasse esclarecido. Então Jacó viu a possibilidade de que aquele dinheiro encontrado junto com as provisões, poderia ser ou não engano. Poderia ser a continuidade dos testes, agora sem eles terem controle. A ordem agora era para estarem precavidos: levar o dinheiro que fora encontrado de volta e devolver – levar dinheiro em dobro para nova compra. Sabe-se lá o que havia no coração e na cabeça daquele homem. Estamos falando de honestidade e transparência nas atitudes. Estamos olhando para a real condição de vida e de fé das pessoas, quando lhe são dadas oportunidades de lucro fácil, ganho anormal, tirar proveito, mesmo que isso não prejudique ninguém. Como agimos quando não estamos sendo vigiados? Como procedemos onde não somos conhecidos? Não podemos argumentar que somos pobres, de poucos recursos, ou queremos economizar; nossas ações mais do que revelam nosso condição social, moral e espiritual. Precisamos primeiro da aprovação nossa mesmo; auto avaliação – precisamos aprovar nossas próprias práticas, baixar nosso nível e inaceitável. Revelamos nosso caráter através de nossa conduta, então ser reprovado também é inaceitável. Aceitar troco errado, vantagens indevidas e lucros com prejuízos e danos a outros não é bênção de Deus e nem fonte de suprimentos milagrosos. Já ouviu falar em educação financeira? A primeira lição é aprender a viver dentro da sua realidade financeira. Deus vai te sustentar, te abençoar e te prosperar, se for aprovado nessa primeira lição. Qualquer pessoa, instituição e até governo e nação que gasta mais do que arrecada, vai entrar em falência. O Brasil deve servir de exemplo para todos nós brasileiros, pois o pais vem gastando muito mais do arrecada e ainda aumenta mais os gastos ano após ano além do aumento da arrecadação e ninguém aceita corrigir, para não perder privilégios. O fim disso não será nada legal de se ver e se viver. Para o cristão, Deus e a fonte verdadeira de satisfação e suprimentos. Não há prosperidade sem honestidade e boa gestão. Pense nisso. Deus não é irresponsável de jogar riquezas infinitas nas mãos de pessoas com histórico de má gestão, desonestidade e indisciplinados. Isso vale para mim, para você, a igreja, nossas cidades, o país e o qualquer instituição e empreendimento.

Pai, obrigado por demonstrar a melhor mordomia e boa administração de recursos que poderíamos ver. Ao criar o mundo, para nele colocar o homem, o Senhor proveu de todos os recursos para a humanidade viver e se desenvolver por todos os tempos. Mas o pecado fez um estrago na alma do homem e o egoísmo corrompeu tudo que o homem tocou e toca. A igreja é o novo povo de Deus, regenerado de uma semente incorruptível pela Palavra de Deus, para um estilo de vida de generosidade e boa gestão. O mundo pressiona para sermos iguais a ele, mas o teu Espírito Santo nos vocaciona para uma vida diferente, com motivações diferentes, para uma finalidade diferente. Temos a tua promessa de dum novo céu e uma nova terra onde habita a justiça e onde o pecado não vai imperar. Queremos e precisamos viver vidas novas, vidas transparentes e honestas em todos os aspectos. Viver para Deus, para o Reino de Deus. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dê Presentes

Meditação do dia: 07/12/2019

 “Então disse-lhes Israel, seu pai: Pois que assim é, fazei isso; tomai do mais precioso desta terra em vossos vasos, e levai ao homem um presente: um pouco do bálsamo e um pouco de mel, especiarias e mirra, terebinto e amêndoas;” (Gn 43.11)

Dê Presentes – “O presente dado em segredo aplaca a ira, e a dádiva no regaço põe fim à maior indignação (Pv 21.14). Os antigos já sabiam a importância do presente no lugar certo, na hora certa. Jacó “não conhecia” o homem poderoso do Egito que estava entre ele e seus filhos, mas sabia que tratando com uma autoridade, dando-lhe o devido respeito e a honra, o coração dela se aplaca. Ele já fizera isso com seu irmão Esaú e deu certo. Também, a experiência dele e de seus pais, fora de lidar com autoridades locais da Palestina, reis e governadores, e em muitas ocasiões eles tiveram que resolver litígios de terras, divisas, poços d’agua e coisas pertinentes àquele estilo de vida. Agora, se tratava de uma negociação mais complexa, porque de certa forma havia refém envolvido. Um de seus filhos estava detido no Egito e só com a presença do irmão mais novo, o governador se daria por satisfeito quanto a honestidade deles no trato com a palavra dada de que não eram espiões. Lidar com o desconhecido, de fato é mais difícil; mas os canais de comunicação humanos indicam que há similaridades no comportamento das pessoas e com as atitudes certas, se pode conseguir bons resultados. O presente que Jacó estava indicando para seus filhos levarem, eram produtos nativos, de muita valia naquela época e alguns desses produtos eram caríssimos e raros, portanto qualquer pessoa de fino gosto e conhecimento de causa gostaria de ganhar. Um outro aspecto que gostaria de levar em consideração aqui, é sobre o bom gosto de Jacó em presentear. Não é o caso dele ser rico e poder dar aqueles presentes. Quero aqui, considerar a posição da pessoa, em termos de identidade e destino e como ela lida com os bens e como considera quem vai receber alguma coisa dela. Presentes, representam a pessoa presenteadora. Revelam suas características e intenções. Já escrevi anteriormente que as nossas escolhas revelam nosso caráter. Só para começo de conversa, observe os presentes que Deus já nos deu. Revelam ou não o caráter dele? Revelam ou não as intenções dele? Representam ou não a pessoa que Deus é? Pois bem, nós somos seus filhos. Nós somos seus herdeiros e fomos criados e regenerados por uma semente incorruptível que verdadeiramente possamos expressar que somos e quais são as nossas origens. Generosidade é uma marca, um traço da personalidade de Deus. A versão de Jesus sobre dar é: Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo (Lc 6.38). No caso de Jacó, aquele presente, mexeria com as lembranças afetivas, a chamada memória emocional de José, não só por ser um presente do seu pai, mas por seu produtos valiosos da sua infância e juventude na terra em que cresceu e tinha como sua. Eu diria que Jacó acertou em cheio no presente e no coração do presenteado. Como são os presentes que você escolhe dar? Depende da pessoa, ocasião, sua condição? Mas mesmo assim eles te representam? Revelam a sua grandeza e generosidade?

Pai, obrigado pelo maior presente já dado e já recebido, que Jesus! Ninguém faria o que o Senhor fez e também ninguém mereceria receber tal presente. Mas a graça e a generosidade do nosso Deus fez infinitamente mais do que merecemos. Jesus se deu por nós voluntariamente e aqui estamos nós, aprendendo e caminhando em novidade de vida, graças ao Senhor! Obrigado, de verdade! Louvado seja o Senhor! Trino Deus! Amém!

Pr Jason

Ainda Tem Um Irmão

Meditação do dia: 06/12/2019

 “E disse Israel: Por que me fizeste tal mal, fazendo saber àquele homem que tínheis ainda outro irmão?” (Gn 43.6)

Ainda Tem Um Irmão – Jacó estava em frangalhos emocionais pela “perda” de dois filhos e na iminência de acrescentar mais uma baixa, e justamente no Benjamim, a fagulha de amor que lhe assegurava as lembranças de Raquel e de José. Parece que não havia motivos para tanto alarde da parte do patriarca; mas precisamos vestir a pele dele e medir nossas realidades com as que ele tinha nos seus dias. Viajar hoje, da Palestina, ou de Israel até o Egito é até possível fazer bate-volta no mesmo dia, ou em dois ou três dias de carro, dependendo de onde se parte e até onde se vai. Hoje, temos seguros viagens e muitos meios de proteção, rastreamento e guias por satélites, gps etc e tal. No tempo deles, era uma jornada de muitos dias de caminhada, à pé ou montado à cavalo, mula ou camelo. Com paradas para alimentação, descanso e cuidado da tropa. O risco de assaltos e bandidos dos desertos era muito grande. Não dá para se comparar e muito menos pensar com uma cabeça ocidental, acostumados a confortáveis viagens de ônibus, carro o avião. Tudo com horas marcadas, boas paradas, lanchonetes e pousadas se necessário for, autoestradas duplicadas e câmeras de vigilância o tempo todo, fora os rastreadores. Jacó estava protelando o máximo que podia tomar essa dolorosa decisão de liberar o caçula para a viagem. Na impossibilidade, ele resmungou um lamento dolorido, que entendemos pela dor emocional, não pela decisão moral: “Por que me fizeste tal mal, fazendo saber àquele homem que tínheis ainda outro irmão?” No português bem popular: “Voces e suas bocas grandes! Tinham que abrir a matraca e falar que ainda tinham um outro irmão, o mais novo, que estava com o pai? Vocês não pensaram em mim e na segurança dele?” Falar a verdade é parte integral das nossas vidas e do nosso compromisso de andar com Deus. Jesus disse que o nosso falar deve ser sim, sim, e não, não, pois o que passar disso é de procedência maligna (Mt 5.37). Como descrevi em outros textos, e muito difícil fazer previsões, especialmente com relação ao futuro, afinal, não temos parentesco com charlatões. Os irmãos de José não poderiam prever os próximos movimentos do “homem forte” do Egito, ainda mais que ele os colocou em condições de se obrigarem a dizer estritamente a verdade. Provavelmente eles nunca haviam orado com tanto fervor para que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó se manifestasse misericordioso para com eles, que reconheciam não merecerem nada, porque viram a aflição do irmão sendo levado como escravo e não fizeram nada para livrá-lo e nem se compadeceram e agora sabiam que estavam sendo cobrados pela vida dele. Então disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia. E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido (Gn 42.21,22). Quero ser simples e direto – a verdade prevalece sempre e não há como fugir dela. Nem Jacó, nem seus filhos, José ou Jason – precisamos encarar nossos medos e conflitos íntimos e agir com a verdade do nosso lado. Lembram da expressão: “Esse mundo é muito pequeno?” geralmente utilizado quando encontramos alguém onde nem imaginávamos e de outros lugares bem distantes, ou quanto se pensa que está em lugar desconhecido e descobre que ali há pessoas que nos conhecem e sabem quem somos. Pois foi assim, com Jacó e seus filhos, temendo um homem poderoso, com autoridade para puni-los e nem imaginavam que não passava do garoto sonhador, que os molhos se encurvam diante do dele; Jacó não gostou na época do sonho onde ele e a esposa se curvavam diante do garoto, e por isso lhe chamou a atenção. Por outro lado, era a pessoa que Deus estava usando para responder suas orações sobre sobrevivência. Nossos temores as vezes só metem medo em nós mesmos, porque na verdade, Deus está no controle de tudo e em vez de confiar, desconfiamos; em vez de render, resistimos; ao invés de sermos flexíveis, valorizamos a rigidez e a implacabilidade. O nosso desafio de hoje, é confiar que quem está no controle, sabe o que faz e mesmo no vale escuro, ele é confiável.

Pai, obrigado por ser forte e confiável o suficiente para dirigir nossas vidas. A verdadeira confissão é que não sabemos nada, não podemos nada e somos bons em estragar tudo por causa da desconfiança e ansiedade. Renova, para conosco hoje, Senhor as tuas bondades e dá-nos o discernimento necessário para continuarmos crescendo em graça e fé. em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fome na Terra

Meditação do dia: 05/12/2019

 “E a fome era gravíssima na terra. E aconteceu que, como acabaram de comer o mantimento que trouxeram do Egito, disse-lhes seu pai: Voltai, comprai-nos um pouco de alimento.” (Gn 43.1,2)

Fome na Terra – Meus amados irmãos e irmãs, leitores em geral, que tem apreciado andar comigo nessas meditações na Palavra de Deus, temos crescido e aprendido juntos e algumas vezes o conteúdo apenas confirma verdades que já conhecemos e ou se torna uma mensagem específica para alguns. Em todos os sentidos, estamos nos edificando mutuamente e louvo a Deus pelas vidas de vocês e por servi-los de alguma forma, contribuindo e crescendo juntos. A nossa experiência nos leva a entender que Deus sempre age de modo construtivo, e necessariamente ele não segue o mesmo padrão nos acontecimentos, como se fosse uma medida padrão para todos. O que funcionou ontem, nem sempre funcionará amanhã; o que deu certo hoje, pode ser que amanhã não venha a ser efetivo. Ele é soberano e poderoso para em situações semelhantes, agir de formas diferentes e trazer soluções igualmente boas. Quando meditamos na vida de Isaque, ele experimentou uma crise de fome na Terra Prometida e todos os moradores estavam fugindo para o Egito e Deus disse a ele para não ir, mas ficar e semear naquela terra e ele obedeceu e colheu com muita abundancia e cresceu muito e ficou mais rico ainda. Na época de Abraão, também teve fome na terra e ele peregrinou fora, indo até o Egito e Deus esteve com eles em todos esses tempos e cuidou deles. Agora vem outro ciclo de fome e escassez na terra, desta vez, gravíssima. Jacó parece resiliente e disposto a enfrentar a crise sem se ausentar dali. Apenas fazendo compras pontuais para suprir as necessidades básicas até que as chuvas voltassem e tudo se normalizassem. Aqui estamos vendo uma situação de pressão de circunstancias, onde a pessoa quer se manter no controle, mas isso só torna mais forte a pressão sobre ela. Os filhos dele gostariam de voltar logo ao Egito, até queriam fazer isso imediatamente após a chegada da primeira viagem, por estarem interessados em limpar a imagem que o governador do Egito tinha deles, como espiões. Eles queriam levar Benjamim e trazer Simeão e também manter aberto as oportunidades de comércio conforme exigência do homem forte do Egito. O pai os impedira, devido a não permissão para Benjamim viajar com eles. Mas agora o cerco estava apertando e a fome leva a agir. Fome e sede são necessidades básicas do ser humano e isso os fazem agir. Sobrevivência é grau número um de importância e sem água e comida as pessoas se movem. Espiritualmente também, Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, mas não a acharão (Am 8.11,12). É profético esse texto, mas é realidade na vida prática. Quem tem fome e sede espiritual fica inquieto e se move, age por encontrar satisfação dessas necessidades. Se encontrar alimentos de qualidade, melhor ainda, mas caso contrário, acabam ingerindo o que encontrar e isso pode não ser saudável ou até contribuir para o mal das pessoas. Os líderes, nós, somos responsáveis por providenciar alimento para o rebanho de Deus. Levar as pessoas a aprenderem a escolher alimentação saudável e edificante, até que aprendam por si mesmos a fazerem boas escolhas. Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos (Ml 2.7). Não acredito aqui ministério como agenciador de profecias, ensinos mirabolantes e indução de ações que atendam apenas os interesses da demanda. O alimento é a Palavra de Deus, o Senhor é a fonte da revelação e só o Espírito Santo pode produzir o desejo e supri-lo ao mesmo tempo. O elemento humana aqui, é aquele escrita versado, que busca nas Escrituras as porções certas e sob medida para alimentar o povo de Deus. E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas (Mt 13.52).

Pai, obrigado por prover alimento espiritual para a tua igreja todos os dias. Nem só de alimento físico vive o homem, mas de toda a Palavra que procede de ti. Oro ao Senhor, como aquele que tem a despensa cheia, e a nós, deu-nos a chave para abrir e distribuir as porções ao teu povo conforme a necessidade de todos eles. Graças damos ao ministério do Espírito Santo em nos ajudar a encontrar alimento saudável e adequado e assim podermos cuidar bem do rebanho do Senhor. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Segura Insegurança

Meditação do dia: 04/12/2019

 “Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco; porquanto o seu irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe suceder algum desastre no caminho por onde fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza à sepultura.” (Gn 42.38)

Segura Insegurança – O pregadores evangelistas, costumam desafiar os seus ouvintes sobre o risco que correm quando se estribam em sua sinceridade religiosa e ou de autoconfiança. Ser sincero, mas estar errado, não ajuda em nada. Nesse caso, estar sinceramente errado é tão perigoso quanto estar errado por ignorância ou rebeldia mesmo. Jacó vinha trabalhando a muitos anos em seus processos mentais e emocionais sobre uma base totalmente falsa sobre seu filho José. Os demais filhos o convenceram pro A + B que José “certamente” fora despedaçado por alguma fera, dando-lhe a capa suja de sangue como prova. Então para qualquer efeito, José estava morto. O luto fora cumprido e o pesar nunca saiu do seu coração. Mas nós sabemos que não era verdade e os filhos de Jacó também sabiam que não era. Provavelmente, devido aos maus tratos para com os escravos, a possibilidade de um deles morrer com pouco tempo de serviço, era muito grande; assim é possível que eles contassem com essa situação, que passaria a ser revertida e para eles impossível de saber do paradeiro do irmão, com isso se confirmaria a farsa. Imaginando as reações emocionais de pessoas quanto confrontadas com a verdade contra uma mentira bem arquitetada, não deve ter sido nada fácil para os dez filhos de Jacó terem viajado para o Egito para comprar comida. É muito possível que nas conversas pelo caminho, José deve ter sido lembrado e alguém até perguntado sobre o que fariam se o encontrassem. Se José não morrera e viesse a alcançar meios de se libertar e voltar para casa? Como eles tinham culpa no cartório, andavam com um fantasma os perseguindo e o temor de que em algum momento a verdade aparecesse e eles teriam que se explicarem. Pensando especificamente em Jacó, ele volta a se assegurar de que não deveria permitir a ida de Benjamim ao Egito, ainda que isso poderia ser a libertação de Simeão que lá ficara detido. A lógica dele era de que perder dois filhos era preferível a perder três. Uma pergunta que me assolou por muitos anos ao ler essa história, e com o passar dos tempos, e as meditações foram me ajudando a ligar os pontos, pois o caráter de Deus fica exposto o tempo todo, já que há uma aliança entre ele e Abraão, confirmada com Isaque e ratificada com Jacó, abrangendo todos os seus filhos. A pergunta é: porque o silencio de Deus para com Jacó, não lhe revelando a verdade sobre José? Jacó era uma pessoa de oração, de comunhão verdadeira com Deus e havia intimidade no relacionamento entre Deus e ele. Por que? Sei que não sou o único e nem o primeiro a pensar sobre isso. Para meu aprendizado, nunca fui perguntar a nenhum pastor ou obreiro e nem fazer pesquisas sobre algum escrito sobre isso; porque gostaria de encontrar alguma resposta na própria palavra de Deus e no conhecimento experimental da comunhão. Hoje, já me sinto mais à vontade e vou até falar sobre o que me satisfaz sobre minhas inquietações. Primeiro tem o aspecto do projeto eterno de Deus ser maior e mais importante do que a dor e a perda de Jacó, que também seria revertida mais tarde, de uma forma tão compensadora que Jacó teria mais alegria com o desfecho do que se tudo tivesse corrido normal, do jeito dele. Segundo, um pai cuidadoso e amoroso como Jacó, em relação a José e com vastos recursos financeiros e até capital político e de influencia, se ele viesse a saber que José nunca morrera, mas fora traído e vendido como escravo para o Egito, certamente ele empreenderia uma expedição em busca do filho e o resgataria, trazendo de volta para casa. Então, ele atrapalharia o treinamento que Deus estava dando a José para chegar a ser o Primeiro Ministro do Egito e ser o salvador deles próprios na grande crise que viria. Estão vendo? Nem toda desgraça é de fato uma desgraça e destrutivo como estamos vendo só do nosso lado e com nossas limitações. Podendo ver o todo, como vemos, damos razão a Deus em ter feito como fez, por foi o melhor para todos. Será diferente hoje em dia, quando acontece alguma coisa fora dos planos ou desproporcional em relação ao que consideramos ideal? Não! Deus ainda está no controlo e por mais difícil que seja, haverá proveito, se pudermos crer e cooperar. Tem certas coisas e situações que se Deus nos revelar e antecipar, a gente estraga tudo, de fato e de direito. Para evitar sofrimento e prejuízo emocional, fazemos qualquer coisa; salvo, se houver uma maturidade espiritual profunda, senão a acusação do Diabo como no caso de Jó, se tornará verdadeira. E disse o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal, e que ainda retém a sua sinceridade, havendo-me tu incitado contra ele, para o consumir sem causa. Então Satanás respondeu ao Senhor, e disse: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Porém estende a tua mão, e toca-lhe nos ossos, e na carne, e verás se não blasfema contra ti na tua face! (Jó 2.3-5). O inimigo aposta que todo homem tem um preço! Qualquer um trairá a Deus e o negará, se houver a pressão no lugar certo e no momento certo. Ele trabalha com o conceito de que as pessoas só servem a Deus por interesses, principalmente materiais, toma lá, dá cá! Deus acredita no homem e deposita sua esperança na conversão e no poder da comunhão e do conhecimento de quem Ele é, para que o homem o ame e o sirva por escolha própria em resposta ao seu amor. Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou (2 Co 5.14,15)

Senhor, graças te damos por nos amor verdadeiramente e acreditar no teu projeto, que alcança e redime os mais vis pecadores, transformando em homens de fé e poderosos em Deus para testemunhar a tua graça e bondade. Reconhecemos as nossas falhas e fraquezas, mas também reconhecemos a tua força e grandeza, que tens um plano perfeito e completo. Assim, podemos confiar em ti e descansar sobre as tuas intenções sobre nós. aprendemos que não podes ser tentado pelo mal e a ninguém tentas, antes provê livramento e vitórias nas lutas e tribulações. Obrigado pelo seu amor, na pessoa de Jesus, o nosso Senhor; em nome de quem oramos, amém.

Pr Jason

Um Homem Desfilhado

Meditação do dia: 03/12/2019

 “Então Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; José já não existe e Simeão não está aqui; agora levareis a Benjamim. Todas estas coisas vieram sobre mim.” (Gn 42.36)

Um Homem Desfilhado – Estamos compartilhando experiências nossas comparadas e aprendidas das experiências vivenciadas por Jacó na sua vida e no seu ministério de servir a Deus e formar uma família para se tornar uma nação escolhida por Deus. Pensando com cabeça cristã, estamos tratando de edificar um projeto de Deus aqui na terra, com propósitos eternos. O fato de Jacó ter que se preocupar apenas em gerar uma família e prepara-la para crescer e se tornar uma nação, não torna o trabalho dele mais fácil ou mais difícil do que os nossos compromissos com Deus e sua obra nos dias atuais. Pregar o Evangelho e fazer discípulos, consolidá-los através de discipulado e integrá-los numa comunidade local e treiná-los para reproduzirem o caráter de Cristo e testemunhar a graça de Deus para gerar novos discípulos, é também muito desafiador e sei que se não fora a ação do Espírito Santo, era literalmente uma Missão Impossível. Como família, eles enfrentavam os mesmos desafios que nós enfrentamos como famílias nos nossos dias. As tentações, as intrigas, os gênios fortes, o ambiente ao redor contradizendo o que estamos ensinando, e os valores mundanos atraindo e fazendo promoções atraentes, são tão perigosos naquele tempo quanto o são hoje. Um pai tem os seus desafios em todo tempo e cultura. Servir a Deus sempre foi uma escolha de fé e sempre estaremos na linha de fogo do inimigo que não podendo atingir a Deus diretamente, quer destruir e arruinar tudo que Deus ama. Olha só o dilema de Jacó, que enviou os filhos ao Egito para buscar provisões e suprimentos, preferindo poupar o mais novo, Benjamim e agora no retorno está acontecendo coisas muito estranhas. Os filhos afirmam que pagaram tudo certinho; relataram que foram tratados com hostilidade pelo homem do faraó e se passaram por espiões e para esclarecer seus atos e condutas, precisariam levar Benjamim, que também seria o elemento de valor para resgatar Simeão que ficará detido até o retorno deles. É muita coisa para um dia só. O sonho de uma tribo grande com doze príncipes, estava sendo dissolvido, pois José desapareceu e foi dado como morto por feras, agora Simeão ficar preso no Egito para comprovar que eram pessoas honestas e Benjamim seria a chave para esclarecer tudo e as chances de dar errado tornava-se grande. O coração do velho patriarca já divisava ficar sem três filhos. Aqui, quero aplicar algo que pode nos ajudar – o futuro, insiste em ficar no futuro e opaco, sem previsibilidade. Foi assim para Jacó e é assim para nós. Quem sabe o que acontecerá amanhã? O mês que vem? O ano que vem? Tudo que estamos vendo e percebendo agora, será de fato realidade em breve? Deus tem como interferir e modificar os rumos dos acontecimentos? Mais importante ainda é perguntar: Qual é a direção das promessas divinas? O que foi mesmo que Deus disse e sobre o que estamos edificando? Assim como ontem não existe mais, amanhã não existe ainda! Como não podemos modificar o que se passou, também não temos como prever o que virá! Só o Senhor tem. Agora, precisamos saber o futuro? Não! Faremos melhores decisões se soubermos? Não! Teremos que confiar na sabedoria de Deus e descansar nos seus cuidados? Sim! A diferença em tudo isso, é que Des cuidará de nós, cuidará do nosso futuro e do que for necessário. É muito difícil fazer previsões, ainda mais quanto se trata do futuro!! Acreditamos no amor e cuidado de Deus ou nos arriscamos a flertar com os charlatões.

Senhor, permita que os nossos corações descansem em ti e nas tuas promessas que são firmes e fiéis. Aceitamos o fato de que não temos condições de cuidar de nós mesmos, agora e no futuro, como não fizemos um bom trabalho no passado. Foi para viver em novidade de vida que nos amaste de um tal maneira que o teu filho deixou a sua glória eterna e veio habitar entre nós, cheio de graça e de verdade. Estávamos perdidos e fomos encontrados pela salvação em Cristo. Agora temos o Espírito Santo para guiar a toda a verdade, isso deve ser bastante para nós de agora em diante. Obrigado por essa ajuda e direção, conforto e consolo que a redenção nos proporciona. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Preservar Benjamim

Meditação do dia: 02/12/2019

 “A Benjamim, porém, irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos, porque dizia: Para que lhe não suceda, porventura, algum desastre.” (Gn 42.4)

Preservar Benjamim – Agora já são passados muitos anos desde o acidente que vitimou José. Mas o coração de Jacó ainda permanece de luto e precavido para evitar uma possível nova situação de dor. Estamos diante de uma clássica posição em que os seres humanos se veem diante de escolhas difíceis, mas que precisam fazer. Havia mantimentos disponíveis no Egito para serem adquiridos e Jacó tinha recursos para adquirir e transportar até Canaã. A caravana seria formada pelos próprios filhos, mas com uma exceção: Benjamim. Esse não tinha a permissão do pai para viajar com os irmãos, para prevenir alguma coisa ruim. Vamos pensar nisso como quem pode ver de pontos de vista independentes e assim fazermos um melhor juízo; mas com o objetivo de aprendermos e compreender o modo como Deus conduz as nossas vidas, mesmo quando achamos que estamos no controle e tomando as principais decisões. Olhando com os olhos de Jó, alguém sábio e experimentado em matéria de sofrimento, contemporâneo de Abraão e também alguém de grande experiência de andar com Deus e cuidar de filhos. Ele ao final de sua saga chegou a uma conclusão, que quanto mais cedo chegarmos e nos dobrar a ela, melhor para nós e para os outros próximos de nós: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido (Jó 42.2). Não temos toda a sabedoria, nem visão completa e muito menos os recursos e o poder que Deus tem, mas insistimos em ter o controle das situações à nossa volta e queremos crer que produziremos melhores resultados. Renda-se! Rendamo-nos! Jacó, agora tinha onze filhos e queria preservar a semente de Raquel, o caçula que pouca passava de um garoto ainda, saindo da adolescência. Por mais que os rapazes se mostrassem mais amadurecidos, Jacó preferia não correr esse risco. Eu pergunto a mim mesmo: os onze partindo e deixando todo o trabalho e cuidado dos rebanhos com os empregados e com Benjamim, ele também não estaria em situação de risco? Ou só por estar diante dos olhos do pai, estaria seguro? Nosso imaginário nos leva a pensar assim, sem considerar o todo no qual Deus está trabalhando e cuidado de coisas maiores e mais valiosas. Enquanto Jacó pensava como Jacó e se preocupava com seus sofrimentos e dores, sem querer que acontecesse novos eventos; Deus pensava em Israel, no reino e no Messias, na Igreja e na eternidade. Você e eu também temos nossos “Benjamins” que são os mimos, a última peça que sobrou, a única lembrança de…, minha alegria que restou e até a razão para eu ainda viver…. mas a verdade é que Deus está pensando em coisas grandes e firmes, pensamentos de vitória e de fazer coisas grandes. Preservar Benjamim do nosso jeito não é necessariamente a melhor solução e tirar das mãos de Deus o direito de agir como soberano, não funciona. Assim como na natureza ela encontra o seu próprio modo de contornar uma situação de obstáculo, assim também Deus, criador da natureza sabe como fazer as coisas acontecerem. Nosso desafio de hoje: Liberar Benjamim! Qualquer que seja o que isso venha a significar para cada um de nós.

Senhor, obrigado por cuidar de nós no todo e com os meios suficientes para nada nos faltar. Se estamos retendo algo para não sofrermos perdas, podemos crer que ninguém sofreu maior perdas do que o Senhor ao enviar Jesus para morrer por nós; e ninguém sofreu mais que o próprio Jesus por nos amar tanto e dar a sua vida em favor da nossa. O Senhor jamais vai nos pedir algo, sem que saibas o quanto isso custa, o quanto dói e o preço que se paga por doar tanto. Graças te rendemos por uma graça tão generosa e um amor tão despojado. Precisamos entender, no nosso íntimo, que o Senhor mesmo, e o nosso maior tesouro e nosso valor mais seguro. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Há Mantimentos no Egito

Meditação do dia: 01/12/2019

 “Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros? Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos.” (Gn 42.1,2)

Há Mantimentos no Egito – O Egito sempre foi um celeiro para muitos povos, devido a suas terras férteis nos vales do Nilo, como também pela habilidade desenvolvida na agricultura produtiva. Geograficamente também estava entre pontos importantes para todo o oriente e África, tornando-se assim um rota comercial geradora de riquezas e suprimentos. Não por menos, que ali é um dos berços da humanidade e centro de desenvolvimento de civilizações e culturas. Sabemos que Deus tem um projeto eterno, grande e complexo, com muitas peças a serem montadas e enquanto ele trabalha numa frente, outras vão se desenvolvendo sem que percebamos o quadro todo. O projeto de ter um povo seu, especial, que o representasse e futuramente viesse a ser a origem do Messias, demandava preparo e naquela altura não haveria melhor opção do que o Egito. Para preparar o Egito para receber e maturar o seu povo, Deus enviou um homem para crescer ali e se tornar uma coluna forte capaz de suportar toda a estrutura de uma tribo e dar-lhes as condições necessárias para crescer e progredir protegida. A chegada de José ao Egito estava dentro dos planos de Deus e com o tempo necessário para ele se ambientar e aprender o necessário e se destacar a ponto de ser uma persona muito respeitada e amada na terra do faraós. Na outra ponta da trama, Jacó seguiu sua vida com os filhos e tal como seus pai e seu avô, ele também enfrentou períodos de escassez  e fome na terra. Fome na terra produz mobilização humana e gera migrações e com isso oportunidades para desenvolver projetos que de outra forma ficariam parados por mais tempo. Jacó ficou sabendo que no Egito havia mantimentos e em abundancia tal que estavam vendendo para os povos ao redor. Sem que soubessem os filhos de Jacó estavam caminhando para o encontro com o destino que eles tentaram evitar a qualquer custo. Mais à frente, na história, o Egito virá a se tornar uma figura espiritual do mundo sem Deus, controlado por Satanás e o pecado que escraviza e destrói, de onde o povo de Deus precisa sair e marchar em direção à sua liberdade e a posse de sua Terra Prometida. Gosto de pensar e tenho bases bíblicas e doutrinárias para isso, que Deus é o soberano de tudo e de todos em todos os tempos. Todos os povos, reinos, culturas e tudo o que torna viável a vida humana sempre estiveram sob os cuidados das mãos poderosas de Deus e seu governo. Não somos deístas que acreditam que Deus criou todas as coisas mas desistiu e abandonou a sua criação à sua própria sorte. Para nós “Deus é Espírito Pessoal perfeitamente bom, que em santo amor, criou, sustenta e governa tudo.” Deus não é evangélico, católico, nem é do judaísmo e dos judeus, Deus é Deus, aquele que criou, sustenta e preserva tudo e tem tudo sob seu justo governo. Segundo o seu querer ele dispõe de todo e qualquer recurso para realizar os seus propósitos. É assim que o Egito entra na história do povo de Deus, agora no tempo de Jacó e até Jesus quando recém nascido, foi acolhido no Egito, escapando da ira de Herodes. A minha vida, a sua vida, a nossa história tem uma trama perfeitamente conhecida por Deus e podemos confiar que ele sabe como conduzir as coisas. Nossos filhos também estão em suas mãos, tal qual José que ao ser perdido por Jacó, foi acolhido por Deus e não lhe deixou faltar nada até o tempo necessário. Como pais precisamos estar dispostos a abrir mãos daquilo que não podemos ter o controle, para permitir que Deus realize sua vontade de forma que tenha a nossa cooperação e os resultados serão os melhores para os propósitos eternos e não apenas para nossas conveniências e desejos egoístas. “Não é tolo aquele que abre mão daquilo que não pode reter, para ganhar aquilo que não pode perder!”

Pai amado, olhando o quadro todo, podemos ver que vale muito confiar em ti e permitir que dirijas as nossas vidas. Mesmo quando não podemos ver ou saber, podemos confiar nas tuas promessas e em tua Palavra. Podemos chorar as perdas como Jacó chorou, mas podemos nos alegrar com a maneira sábia como cuidastes de todos e não apenas de José ou Jacó. Mesmo os que procedem mal, podem estar prestando serviços que só a tua sabedoria pode precisar. Agora, preferimos a historia como ela de fato aconteceu e as glórias que ela produziu ao teu santo nome. Oro pelos pais que ainda estão em dificuldade em liberar seus filhos para seguirem os teus planos e eles querem controlar tudo e manter sob suas mãos o destino deles. Oro pelos filhos que estão agindo por motivos banais em detrimento do chamado e vocação que tens para com eles. Oro pela igreja do Senhor, que é a coluna e a firmeza da verdade, para que possa conduzir o processo de crescimento e maturidade dos teus filhos para fins proveitosos e que atendam os teus propósitos. Senhor, a nossa história e a nossas vidas estão em tuas mãos, e esse é um ótimo lugar para ela estar, em nome de Jesus, oramos e nos consagramos a fazer e viver a tua vontade, amém.

Pr Jason