Fragmentos de Confissões

Meditação do dia: 26/05/2020

 “Então disse-nos teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois filhos; E um ausentou-se de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e não o tenho visto até agora;” (Gn 44.27-28)

Fragmentos de Confissões – Confessar faz muito bem para a alma, para a saúde emocional e mental das pessoas. Guardar erros, pecados, segredos e problemas, faz com que a a pessoa viva como se andasse no fio da navalha! Ela sabe, que à qualquer momento tudo pode vir à tona! Uma pisada em falso, uma palavra fora do lugar ou alguém cavar no lugar errado e a coisa toda vai aparecer. Não vale a pena! Conta-se a história de um fiel que procurou seu confessor pois sentia uma culpa e condenação, sem qualquer razão; o confessor lhe ditou uma penitencia leve e ele se foi. Na semana seguinte ele voltou e disse que nada tinha mudado, se sentia mal e o confessor lhe apertou, então ele disse que a única coisa insignificante que lembrava era de ter achado uma corda e trazido para casa. Nova penitencia e lá se foi. Próxima sema, tudo de novo; não me sinto livre e perdoado. Outro aperto e então ele disse que na verdade achou a corda, mas ela estava amarrada a uma árvore e ele a desamarrara. Tudo certo, então e nova penitencia. Nova semana e lá vem ele novamente. Dessa vez, ele disse na outra ponta da corda, havia um cabrito e que ele também o levara consigo. Embora isso não passe de uma anedota, mas ilustra uma tentativa religiosa de aliviar a consciência sem de fato tratar do pecado. No íntimo da pessoa, a meia verdade, não é uma verdade! Duas meias verdades podem não constituir uma verdade, antes, uma grande mentira. Isso não funciona diante de Deus, meus irmãos. Deus é luz e nele não há trevas alguma n(I Jo 1.5). Estou sempre de olho em Hb 4.13 – E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.José, o Governador, foi dando corda para eles irem falando e a cada fala, novas revelações; parecia escavação arqueológica, pequenos fragmentos ia se revelando sob cada camada de poeira do tempo. Antes ele haviam dito que “um já não existia” – depois “estava morto” e agora, seguindo as narrativas da tradição oral, Judá está repetindo as falas deles com o pai e então reproduziu o que o pai lhes dissera sobre uma situação: “Então disse-nos teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois filhos; E um ausentou-se de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e não o tenho visto até agora;” Opa!! Aqui o pai revela que José saíra de casa e desapareceu, “certamente despedaçado por feras…” Como o pai soubera disso ou chegara a essa conclusão? Aí tinha coisa nova! Ou coisa velha, empoeirada, mofada e cheirando mal. O que Benjamim saberia? Acredito que até então, os filhos de Israel estavam pensando apenas nas questões momentâneas que se apresentavam. Eles estavam tendo problemas com um governador exigente com relação a honestidade de clientes numa época de escassez severa. Apenas estava sendo muito severo nas averiguações, pois não havia nada de errado com eles ou os fatos que estavam descrevendo, sendo inclusive comprovados com a chegada do irmão mais novo. Coisas da burocracia de estado. José estava sondando os corações deles e vendo suas intenções e que mudanças haviam neles depois de tantos anos e o efeito que seu desaparecimento provocara em toda a família. Deus estava lidando com o caráter de pessoas que levariam o seu nome e à sua glória ao conhecimento de todas as nações, para abençoarem todas as famílias da terra. Como um Deus justo, íntegro e amoroso, seria representado por embaixadores trapaceiros, dispostos a esconder seus erros e pecados e seguir em frente como se nada tivesse acontecido? Gente, o pregador do Calvário, precisa ser alguém crucificado! “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). Encobrir pecados e crimes não é fazer justiça – ausência de conflitos não é paz – alegria do Espírito Santo é diferente de “risadas, entretenimento e euforia emocional.” Se você não sabe ou percebe a diferença, Deus sim! E isso importa muito!

Senhor, nós estamos vivendo dias onde a verdade é contestada e adaptada à conveniência e gosto do cliente. Mas a tua Palavra é a verdade que nos serve de referencia e fundamento. Aceitamos sim, pela fé, a ação do Espírito Santo em nos sondar e iluminar nosso interior e reprovar aquilo que o Senhor reprova. Queremos andar na luz, mas na tua luz e sob o teu olhar de misericórdia e compaixão. Não somos reprovados ou desprezados por seus fracos e pecadores, mas por sermos apegados ao mal e ao pecado. O Senhor nos ama e nos acolhe; nos aceita e nos perdoa, linda e purifica no sangue de Jesus. A tua graça é suficiente para acolher a todos e trazer para a comunhão dos filhos de Deus. Converte-nos Senhor a ti, todos os dias e a cada dia renova a tua misericórdia. Pedimos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Valor Das Pequenas Coisas

Meditação do dia: 25/05/2020

 E nós dissemos: Não poderemos descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não poderemos ver a face do homem se este nosso irmão menor não estiver conosco. (Gn 44.26)

O Valor das Pequenas Coisas – Apertar o parafuso certo, esse é o segredo! O pessoal de RH, Administração e da Área Motivacional, fazem uso da história do profissional altamente qualificado que foi contratado para consertar um problema numa plataforma em alto mar, bem distante da costa e por elevadíssimo custo porque nenhum tecno ou engenheiro local conseguir sanar o referido problema que paralisava as operações todas daquela indústria. Ele só levou uma minúscula chave no bolso e em lá chegando, se dirigiu diretamente a um determinado local e com um pequeno toque, sem esforço nenhum, colocou tudo funcionando novamente com precisão exata. Ninguém dos demais se conformava que apenas aquilo, tão insignificante resolveria o que eles não resolveram em dias. Em retaliação exigiram que ele emitisse uma nota fiscal de serviço detalhando minimamente o custo elevado do seu serviço. Foi então que ele surpreendeu novamente: Ajustar um pequeno parafuso = 1,00 dólar. Ajustar o parafuso CERTO = 999,00 dólares. Em nossas meditações dos últimos dias temos girado em torno de um único eixo, que tem mexido com muitas gente e de muitas maneiras: Benjamim. O pequeno Benjamim, o caçula, o mais novo. A raspa do tacho, como dizemos no interior do Brasil. Na primeira viagem dos irmãos para comprar alimentos, o pai já não o deixou ir. Quando apertados e pressionados pelo governador, disseram que tinham um irmão menor, que ficara em casa, que era o xodó do papai – o governador/José, achou o pequeno parafuso certo, que com uma leve torção produzira resultados na máquina toda. Sem ele, Simeão estaria em maus lençóis; quando veio, foi o centro das atenções e quando a “taça sumiu” como num passe de mágica (pare eles) ela apareceu na bagarem de Benjamim. Todos se prontificaram a serem escravos, mas o governador só se interessava por um deles, o menor. José estava certo, ali estava a fraqueza e a força deles. Ao eliminarem José de suas vidas, parece que o centro de gravidade em torno de onde tudo girava naquela família passou a ser o pequeno Benjamim. Não só Israel queria, mas eles mesmos se viram obrigados a amar demais e proteger demais um centelha que ficará, porque a promessa de Deus e a aliança, era com doze filhos de Israel e eles fizeram por conta própria, por ódio, rancor e insensatez a eliminação de uma das tribos e agora não conseguiam equilibrar essa balança! Quando nosso corpo está ferido ou doente, todas as atenções dos demais órgãos são para aquela parte, para suprir a necessidade da sua operação ou para reparar o quanto antes o seu funcionamento. Uma roda feita com doze peças, não rodava bem só com onze, por mais que se esforçassem, a cada volta, ela denunciava que a falta de uma peça. O profeta Zacarias fez a pergunta: Porque, quem despreza o dia das coisas pequenas (Zc 4.10). Paulo descrevendo as funções do corpo para ensinar sobre os dons espirituais escreveu: Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; E os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra (I Co 12.22,23). No Milênio, quando tudo estiver no lugar certo, sob o domínio de Cristo: E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará (Is 11.6). Tiago falando sob o controle da língua: Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas (Tg 3.5). No contexto imediato ele cita três coisas pequenas que comandam e produzem grandes resultados: O freio para os cavalos, o leme para os navios e uma fagulha para um incêndio. Não é sem razão que diz o nosso ditado, que os melhores perfumes e os priores venenos, vem em pequenos frascos. Há coisas pequenas emperrando sua vida com Deus ou com a igreja ou família? Há pequenas atitudes bloqueando o seu crescimento espiritual? Há pequenos pecados impedindo um grande mover do Espírito ao seu redor? O Deus quer nos mostrar sobre pequenas coisas que produzem grandes resultados?

Senhor, obrigado, porque podemos estar procurando grandes vazamentos, grandes estragos e pecados enormes que arruinaram nossas relações e nossa comunhão e não os encontramos; pode ser que de fato não existam; mas pequenos desvios de conduta, pequenos arranjos para acomodar o erro e o pecado; pequenos, pequenos e insignificantes furos que estão minando toda a nossa resistência e vazando todo o poder e energia espiritual que ainda conseguimos produzir. Revela-nos, Senhor, a nossa real condição e guia-nos pelos teus caminhos eternos. Queremos e precisamos nos arrepender e sair dessa condição para andarmos em vitória, como é a tua perfeita vontade para cada um de nós, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tu Disseste, Nós Dissemos

Meditação do dia: 24/05/2020

 “Então tu disseste a teus servos: Trazei-mo a mim, e porei os meus olhos sobre ele.
E nós dissemos a meu senhor: Aquele moço não poderá deixar a seu pai; se deixar a seu pai, este morrerá. Então tu disseste a teus servos: Se vosso irmão mais novo não descer convosco, nunca mais vereis a minha face.”
 (Gn 44.21-23)

Tu Disseste, Nós Dissemos – Há pessoas que possuem uma capacidade de argumentação muito grande, capaz de reverterem situações difíceis só na lábia, no poder da fala. Isso bem utilizado se torna uma arte e algumas pessoas proporciona muito prazer em ouvi-los. Esse mesmo talento pode ser utilizado para o mal, ou o pecado e assim é profundamente lesivo para que lhe der atenção. Algumas crianças na fase de crescimento se tornam contestadoras e ficam muito boas em argumentarem especialmente contra ordens ou situações que devem ser suas responsabilidades; para evitar, elas argumentam veementemente e pode até se tornar “bate-boca,” e se não forem bem orientadas e disciplinadas, isso poderá se tornar um traço negativo na sua vida de adulto e nas relações sociais e familiares. Nos tempos bíblicos antigos, os ensinamentos e as verdades eram perpetuadas em sua maioria pela tradição oral, ou seja, as histórias e ensinamentos eram contados e repetidos até que os novos aprendessem e contassem fielmente a mesma coisa, passando assim para frente; isso produzia uma boa utilização da memória e da capacidade de contar e relatar fatos. Um mal dos nossos dias, porque desde que surgiu a calculadora portátil, ninguém mais sabe tabuada de memória; depois dos aparelhos de projeção de textos e imagens, não memorizamos mais os cânticos e textos bíblicos; desde o advento da internet, não se precisa mais saber nada de memória, é só consultar o doutor Google e tá na mão!!!! Você já percebeu o quanto os personagens bíblicos contavam e repetiam as história s e argumentos de suas experiencias espirituais? Como era o sistema cultural usual entre as pessoas, foi também o sistema que Deus fez uso para que sua Palavra e seus ensinamentos fossem transmitidos. Gosto de encontrar essas preciosidades e ver quão efetivos eram. Um dos meus preferidos é uma fala de Deus à respeito de Abraão: Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado (Gn 18.19). Abraão irá ordenar bem a seus filhos, sua casa depois dele, para guardarem o caminho do Senhor, agir com justiça e juízo! No ritual da páscoa e outras festas, isso também é reafirmado: Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas (Êx 12.24-27). Eles nem tinham saído ainda do Egito e Deus já falava de quando eles estivessem na Terra Prometida e os filhos lhes perguntassem sobre esse ritual que faziam anualmente. Aqui, no texto da nossa meditação, vemos Judá repetindo e repetindo os diálogos que já tiveram e ainda que pareça repetitivos, era assim que se desenvolviam as argumentações. Diante do Governador que lhe concedeu uma audiência, Judá pediu permissão para apresentar sua argumentação final. Ele apresentou que tudo poderia ter sido mais simples e sem complicações, pois eles vieram para adquirir suprimentos e o governador os interpelou, sobre quem eram e exigiu atestado de idoneidade para comprovar que não eram espiões e sim homens de bem e que o pai estava em Canaã com o irmão mais novo, sendo um dos doze já era morto. Veja que eles tentavam levar a vida suprimindo a pessoa de José. Judá lhe afirma, que foram e voltaram e trouxeram o irmão mais novo, sem o qual o pai não suportaria o sofrimento, caso algo ruim lhe acontecesse. Judá subiu o tom, o senhor mesmo disse que sem o garoto não nos receberia e nem veríamos mais a sua face. Nós dissemos, o senhor disse, no dissemos novamente… José sabia de tudo aquilo e não estava preocupado com retórica, lógica e poder argumentativo, ele procurava atitude interior de mudança de vida de seus irmãos e ver alguém disposto a se responsabilizar por seus atos. O que José fez com seus irmãos, Deus faz conosco, para levar-nos a assumir posições e demonstrar vida transformadas, serviços com excelência e rendição autentica diante de seus pés.

Senhor, obrigado pelo argumento do Calvário, onde sem palavras, o Senhor ensinou o que é o amor e como se resgata algo precioso. Mais do que palavras, a obra inteira da redenção é um agir contínuo e bem planejado para alcançar cada um dos milhares de pecadores. Obrigado, porque entre esses tantos, estou eu! Graças, por tão grande salvação. Oramos e louvamos com gratidão em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Falta o Atestado de Óbito

Meditação do dia: 23/05/2020

 “E dissemos a meu senhor: Temos um velho pai, e um filho da sua velhice, o mais novo, cujo irmão é morto; e só ele ficou de sua mãe, e seu pai o ama.” (Gn 44.20)

Falta o Atestado de óbito – O Brasil é o país do futuro. Conheci essa frase quando era garoto ainda. E o Brasil continua sendo o mesmo país do futuro de muitos anos atrás; mas nessa semana li uma citação que se não fosse trágica, seria bem cômica: O Brasil é o país que não perde uma oportunidade de perder oportunidade. Sem nenhuma conotação político-partidária, fico na oração para que os propósitos de Deus se estabeleçam sobre essa nação. Mas esse gancho eu peguei porque os irmãos de José parecem não perder uma oportunidade de perder oportunidades. Desde o primeiro encontro com o governador do Egito, eles se apresentaram como homens de bem, filhos de um ancião da Terra de Canaã, doze filhos, um não existia mais e o mais novo ficara em casa com o pai. E eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; e eis que o mais novo está com nosso pai hoje; mas um já não existe (Gn 42.13). José fez de conta que não acreditou e trancou todos eles em prisão por três dias e depois propôs que um ficasse detido e os outros voltassem com alimentos para os familiares. Só aqui, já havia aparecido mais de uma oportunidade de dizerem a verdade sobre o irmão desaparecido. Admitiram internamente, mas ainda dispostos a manter o segredo. Então disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia. E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido (42.21,22). Vocês sabiam que há uma diferença entre confessarmos os nossos pecados e fazermos um relatório sobre os mesmos pecados? O fato de admitir um erro, um pecado e contá-lo, seja a Deus em oração ou a alguém, não necessariamente significa que se está fazendo uma confissão. Em relação aos pecados e erros, é necessário uma atitude de arrependimento e o sincero desejo de não voltar a cometer novamente e assim, se faz uma confissão genuína. Os irmãos de José, admitiam que erraram com José, viram a angústia da sua alma e não o socorreram e agora sua vida era requerida de suas mãos. Mas fico nisso! Era como se dissessem: José já está morto a muitos anos, não podemos fazer mais nada, e se escondemos isso até hoje, não há motivo para abrir a boca agora e trazer à tona tudo isso e ter que dar explicações em casa para o papai. Ausência de evidencia não significa evidencia de ausência. Por que José não voltara para casa, não dera notícia e ninguém mais ouviu falar dele, concluíram que evidentemente estava morto; passaram a agir como se de fato ele estive morto. Em poucos dias, José ouvira dos seus irmãos por duas vezes que ele estava morto. Assim ele percebeu que embora se esforçassem para viverem de forma honesta e correta, havia algo no passado deles que lhes prendia e eles não queriam tocar naquele tema. Só queriam seguir com suas vidas. Eles eram uma família que se tornaria uma nação, que se tornaria o instrumento da obra da redenção abençoar todas as famílias da terra, em caráter definitivo e permanente. Tudo que se edifica, precisa ter alicerces sólidos; sem um bom fundamento a ruína é só uma questão de tempo, mais cedo ou mais tarde ela virá acontecer. Deus precisava ajuda-los a construir sobre fundamentos melhores, e a mentira, o engano não podem servir de fundamento. A hipótese de que “ninguém sabia de nada”, era muito frágil, pois eles foram falar isso, exatamente para o suposto morto. Fundamentos são importantes! Sobre que bases estamos construindo nossa vida, família, ministério ou riquezas?

Senhor, a tua sabedoria nos orienta a deixar o futuro para o futuro e o passado no passado; mas não podemos seguir pela vida arrastando cadáveres de problemas que não sepultamos devidamente e com as honras necessárias. Pecados precisam ser confessados e abandonados, erros precisam ser reparados e as restituições devidas feitas e tudo ficar às claras. Obrigado por nos guiar a uma vida de legítima honra e sem deixar marcas ruins ou que deponham contra o nosso testemunho de vida. Pedimos sabedoria e ajuda para viver e andarmos na luz, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Incômoda Pergunta de José!

Meditação do dia: 22/05/2020

 “Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós pai, ou irmão?” (Gn 44.19)

A Incômoda Pergunta de José – Fazer boas perguntas é uma arte, chega a ser quase uma ciência. Alguns chegam a dizer que na verdade o que move o mundo não são as respostas, mas perguntas. Num tribunal, normalmente os inquiridores são experientes na arte de perguntar e para isso se preparam com muito esmero, para que possam antecipar o raciocínio do outro lado da questão e assim preparar as perguntas certas no momento certo, onde elas vão produzir os resultados esperados. Por vezes até os mais astutos são surpreendidos e são obrigados a admitir que foram apanhados. Nas Escrituras Sagradas encontramos muitas perguntas sobre muitos assuntos, e até mesmo o Senhor Deus faz perguntas; já escrevi em ocasiões anteriores que quando Deus faz uma pergunta, ele não espera uma resposta, mas uma atitude. Por que o Todo Poderoso, onisciente, perguntaria algo a um mortal que não sabe nada? José sabia fazer as perguntas certas que lhe permitia extrair mais do que palavras e dados, ele estava pescando atitudes dos corações dos seus irmãos. As pessoas costumas dizer que o tempo resolve determinados problemas. Na verdade, o tempo não resolve, o que ele faz é dar a oportunidade das pessoas mudarem de atitudes e tomarem decisões melhores, que resolvam seus conflitos. Faziam mais de vinte anos que eles se separaram naquele dia em Dotã, quando eles o venderam e José sabia que eles não teriam dito a verdade ao pai, porque se o fizessem ele teria ido em sua procura. A conclusão era que todos estavam envolvidos no acobertamento dos fatos. Judá estava se esforçando para ser honesto e transparente diante de todas as perguntas do governador desde a primeira visita. A questão estava pendente no fato de que José os reconhecera, mas eles não o reconheceram, e lidavam com ele como se fosse um verdadeiro estranho, portanto o passado deles não lhe importava e não teria como saber como fora que um dos seus irmãos morrera! Como eu disse acima, saber fazer as perguntas certas na hora certa é muito importante; José em nenhum momento contra argumentou com eles sobre como fora que morrera o outro irmão. Tal pergunta seria embaraçosa para eles, mas também anteciparia o roteiro do final da história. Aqui, novamente Judá reafirma que José era morto! Eles mentiram e enganaram muita gente por tanto tempo que eles mesmos já acreditavam na própria mentira. É fato que alguém pode enganar muita gente, por muito tempo; mas não dá para enganar a todo mundo o tempo todo! Com tantas pessoas no mundo, eles foram falar exatamente para José que o José irmão deles estava morto a muitos anos. Judá e seus irmãos odiavam tanto a José, que o queriam morto, para eu eles não se dobrassem diante dele. Criaram a situação e forjaram o seu sumiço e contando com as probabilidades das chances de um garoto não sobreviver sob escravidão, cravaram que ele já estava morto; dando isso como fato consumado. Você já incorreu em declarar um fato, quando não o era? Já acreditou em uma informação dada como verídica e depois se comprovou falsa? Saulo de Tarso também acreditava que Jesus estava morto e sepultado e era assunto liquidado, até no caminho de Damasco teve um encontro com ninguém mais do que o próprio Jesus! No filme Ben Hur, o governador romano da Judeia, prendeu o príncipe Judeu, seu amigo e o condenou às galés, certo de que ninguém sobreviveria naquelas condições; para surpresa sua ele não só sobreviveu, como salvou um Consul romano que o adotou como filho e quando ele voltou a Jerusalém era autoridade maior que o próprio governador. Quem planeja o mal se torna conhecido como criador de problemas (Pv 24.8 NVT). O problema que Judá e seus irmãos enterraram vivo, e nunca mais olharam para ele, não só não morrera, como crescera e se agigantara agora diante deles. O garoto mimado e sonhador que foi suplantado para não se tornar nada importante, estava agora sendo chamado pelo próprio Judá como alguém “…porque tu és como Faraó..” Em termos atuais, numa contextualização só para entendermos o significado disso, Faraó era mais poderoso e tinha mais prestígio do que tem hoje Donald Trump, Xi Jinping ou Vladmir Putin. José só não era maior que o Faraó no Trono. Lição do dia: Resolva seus problemas e conflitos interiores, não os enterre e declare mortos se resolvidos, porque eles irão crescer e quando aparecerem diante de você, será grande demais para enfrenta-los. José, não se tornara um problema não solucionado para eles, mas uma solução não reconhecida e por ignorância, temido antecipadamente. Errar nunca é bom, mas errar tomando o bom por mal é preferível do que errar tomando o mal por bom. O bem e o bom sempre retribuirão com bondade; mas o mal é vingativo e altamente destrutivo.

Senhor, Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Ti seja o louvor, honra e glória para todo o sempre. Graças te rendemos pela tua precisão em cuidar das nossas vidas e prover o bem e as bênçãos para nos alcançar nos momentos certos da vida. Os filhos de Israel tentaram se livrarem da salvação providenciada por ti, para que no devido tempo eles fossem ajudados, mas agiram como se tivessem controle de tudo e do próprio tempo. Queremos aprender com humildade as lições de cada dia, e nos conformarmos com as tuas sábias decisões, que possamos crescer em sabedoria e acharmos graça diante de Ti. O Senhor é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente no tempo das angústias; por isso não temeremos, a despeito de todas as convulsões ao nosso redor. Nossa fé é para ti, nosso louvor e nossa adoração sempre serão somente para ti, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Termo de Rendição

Meditação do dia: 21/05/2020

 “Então Judá se chegou a ele, e disse: Ai! senhor meu, deixa, peço-te, o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu senhor, e não se acenda a tua ira contra o teu servo; porque tu és como Faraó..” (Gn 44.18)

Termo de Rendição – As palavras de Jó, que em termos de cronologia, foram ditas, muito tempo antes de Judá, pois mui provavelmente ele fora contemporâneo de Abraão, fazem muito sentido e tem pleno cumprimento nessa situação em que Judá está curvado diante de José, humildemente pedindo clemencia e o reconhecendo como autoridade sobre ele. Jó falou a Deus e sobre Deus: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido (Jo 42.2). O que começou como diferença de opinião entre irmãos dentro de casa, tornou-se rixa e adversidade crescente, quebrando os afetos e laços familiares e virou sentimento de violência doméstica com um grau de periculosidade tão intensa, que se cogitou em fratricídio; por intervenção de um irmão um pouco mais ajuizado,  ficou só em sequestro, tortura e tráfico de escravidão humana. Tudo isso dentro de uma família da promessa, da linhagem da redenção; cujo pano de fundo ou verdadeira motivação era não permitir que os planos de Deus se cumprissem na vida de uma pessoa. Parece-nos difícil imaginar que duas correntes estava atuando juntas e contrárias naquela família. Os propósitos e a vontade de Deus agindo através de Jacó e José para serem bênçãos para todas as famílias da terra. Por outro lado o mal e o pecado, pelo ódio atuando atrás de Judá e outros irmãos, para que José jamais se tornasse aquilo que ele sonhava. Judá não podia ver o futuro, como ninguém deles podia e muito menos você e eu hoje podemos; mas sem saber ele estava lidando com algo maior do ele mesmo e destruindo José adolescente, ele destruiria sua própria família e seu clã e comprometeria todo o futuro. Judá e seus irmãos estavam jogando contra sua própria equipe. Uma terceirização muito ruim – homens de Deus prestando serviço ao Diabo. É bem provável que Judá no seu íntimo tenha cultivado a intenção de “jamais se curvar para aquele pirralho mimado, queridinho do papai!” Até Jacó/Israel, um homem de íntima comunhão com Deus e de vida espiritual equilibrada e constante, estranhava os sonhos do filho; não entendeu, mas preferiu uma repreensão branda, como que aceitando uma possibilidade, mas não dar tanta ousadia para o filho. E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra? Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai porém guardava este negócio no seu coração (Gn 37.10,11). Israel foi muitas vezes visitado por Deus em sonhos e revelou-lhe coisas grandes e profundas que levaria muito tempo para aquilo se materializar; também instruções sobre como se livrar das armadilhas desonestas do sogro e assim prosperar, quando ele apascentava os rebanhos e usou varas com listas nas cascas para gerar rebanhos favoráveis a si. Então ver o filho adolescente ter sonhos sobre reinar, governar e todos se curvarem a ele, era estranho mas não inviável, pois ele mesmo tinha promessa que reis procederiam de sua linhagem. Talvez a questão dele, seria o fator tempo – já é para agora? A lição aqui é que não sabemos como Deus vai agir e operar para cumprir suas promessas em nossas vidas; não saber como e mesmo assim oferecer resistência, pode ser um tipo de rebeldia muda, que no fundo é rebeldia de qualquer jeito. Mas voltando a Judá na casa do governador; o que é que estamos assistindo ali? Judá e seus irmãos fazendo exatamente aquilo que prometeram nunca fazerem: se curvar para José! Chamá-lo de Senhor! Implorar por suas vidas e até se proporem em servir-lhe como escravos! Aqui como meus botões, talvez até para José, aquilo já estava indo longe demais! Mas não era longe demais; era o ponto crítico onde o pecador reconhece que não tem saída! Não tem mais domínio sobre si e sobre suas ações e não tem como apresentar defesas! Só resta se render e agora a vida está nas mãos de quem pode, mas que aguardou a rendição sem forçar. A verdadeira conversão e também o processo de santificação da vida do cristão, ambas acontecem numa crise, onde a agonia e a luta interior é tão intensa que beira o desespero até a rendição final. Estou falando por experiencia própria. É por isso que o nome é “RENDIÇÃO!” Quando se chega nesse ponto, não importa o que foi disso anteriormente; não importa o que juramos nunca fazer! Ali é o fim da linha para aquela vida; só se sai dali “morto!” a pessoa que se levanta e sai não é mais e nunca mais a mesma! Se você ainda não passou por isso, não perde por esperar! A sua hora vai chegar e se não chegar é pior para você, aqui e na eternidade, pode apostar nisso. Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça (Rm 6.16). A Escolha, ou rendição de a quem servimos é nossa! Escolha e renda-se, viva ou morra!

Senhor, eis-nos aqui, diante de ti, desejosos de fazer a tua vontade de maneira voluntária, consagrada por livre escolha do teu senhorio. Muitos de nós enfrentamos lutas internas muito intensas sobre quem vai manter o controle da nossa vida interior. Morrer para o EU não é fácil, não simples, mas é o caminho da vida eterna. Só podemos ter um só centro na vida; só podemos servir a um senhor e precisa ser Jesus, porque ele é o único que dá a vida eterna e paz sem fim. Oramos por sabedoria para fazer todos os dias a escolha sobre a quem queremos servir e reafirmar todos os dias que tomaremos a nossa cruz, renunciaremos a nós mesmos e seguiremos o Mestre até o Calvário onde a crucificação e a morte nos aguardam mas do outro lado está a vida e a santidade, a alegria e a paz que não pode ser encontrada em nenhum outro lugar ou condição. Nos rendemos a ti, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Perguntas de Judá

Meditação do dia: 1920/05/2020

 “Então disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniqüidade de teus servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão foi achado o copo.” (Gn 44.16)

As Perguntas de Judá – O crime perfeito ainda não foi cometido! Essa afirmação é muito popular entre os peritos em criminalística. Ela se baseia que a mente criminosa sempre deixará uma pista que favoreça o desvendamento do delito. A sabedoria divina registrada nas Escrituras, confirmam essa verdade forense. Prestemos atenção nessas palavras de Salomão: Eis que os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele pesa todas as suas veredas. Quanto ao ímpio, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido. Ele morrerá, porque desavisadamente andou, e pelo excesso da sua loucura se perderá (Pv 5.21-23). Grifei as expressões centrais das verdades que o cristão deve observar no comportamento de alguém que anda sem disciplina e pecando voluntariamente com a “certeza de que no final tudo dará certo.” Começando pela cena do nosso texto, onde Judá e seus irmãos tem um encontro muito constrangedor com o governador do Egito. Lendo nas entrelinhas, dando vasão à criatividade de pensamento e permitindo as emoções participarem da experiencia; entendemos que foi muito constrangedor. Vamos propor a nós mesmos um exercício de ficção: imagine-se presente naquele encontro, sem poder intervir é claro. Aqueles homens adentrando os portões da casa do Governador, observados por soldados e servos, que até poucas horas atrás estavam curiosos com aqueles viajantes hebreus sendo convidados pelo governador para comer com ele. Foram muito bem tratados, e agora a conversa que circula entre a criadagem é que afanaram objetos preciosos da casa. Por que alguém se sujaria por uma taça, ainda que de ouro? Meus queridos, nós, vocês e eu sabemos que eles não pegaram nada da casa de José, eles não sabem, mas não poderiam saber que algum deles faria tamanha insensatez; o governador já desconfiava deles, já os prendera da primeira vez por três dias e depois liberou-os para suprirem suas casas, deixando Simeão como garantia de honestidade e retidão. Também sabemos que José não os incriminariam inocentemente, mas ele precisa aperta-los o máximo para extrair precioso conteúdo escondido lá no íntimo de cada um. Sob pressão, quem fraquejaria e delataria, ou tentaria se livrar traindo os outros? Na cabeça de Judá havia perguntas, muitas perguntas e nenhuma delas se encaixava ou fazia sentido. Tudo o que não podia acontecer estava acontecendo bem diante de seus olhos e não havia nada que eles pudessem fazer; como um castelo de areia se desfazendo e só resta olhar e esperar tudo desmontar. José passara por isso nas mãos deles e não houve nada que ele fizesse ou dissesse que os demoveram do intento e ficaram com as moedas, o lucro do crime que encobriram por tantos anos; mas agora a cobrança chegou. O que mais pesava para eles era a acusação recair exatamente sobre Benjamim, o único ali que de fato seria inocente e nunca soubera de nada. Podemos também ver aqui, o peso que tem um falso testemunho. Como é maligna uma acusação sobre alguém que não deve e lhe é criada uma situação com provas forjadas sem que lhe dê oportunidade de explicar. É muito ruim uma pessoa ter que se render e se responsabilizar por delitos e pecados que não cometeu, mas as acusações são fortes demais para serem contestadas, porque foram fabricadas de propósito. Será que tem alguém preso, culpado e vivendo miseravelmente por algum ato que não cometeu, mas que nós sabemos a verdade e omitimos ou fizemos para nos livrar? Já passou por isso? De um lado ou de outro? Já caluniou? Já foi caluniado? Já armou para alguém? Já se omitiu de ajudar alguém e fez-se de surdo e não se comprometeu com a verdade? Como Judá, eu tenho muitas perguntas e não quero ficar com elas só para mim, quero dividi-las com vocês; pode ser que chegou a sua hora de sair do escuro e encarar o seu passado e colocar às claras algumas coisas para assim, libertar de vez e para sempre alguém,     incluindo você mesmo. Permita ao Espírito Santo lançar luz no seu íntimo, naquele quartinho secreto.

Senhor, tu que sondas a mente e o coração de cada um dos teus filhos; não queremos andar e viver sob condenação, dando vantagem ao adversário e impossibilitados de contemplar de fato e de direito a beleza da comunhão com o Senhor. Judá e seus irmãos tiveram um encontro com seus passados sombrios e maus, para que viessem a ser em uma nação abençoada e reconciliadora para o mundo todo, para todas as famílias da terra. Pela fé, somos filhos de Abraão e herdeiros da mesma aliança de bênçãos que em Cristo trás paz e harmonia para o nosso coração. Ilumina-nos através da verdade que penetra nossa alma. Precisaremos de ajuda tua, oh! Espírito Santo! Guia-nos a toda a verdade, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Na Casa de José

Meditação do dia: 19/05/2020

 “E veio Judá com os seus irmãos à casa de José, porque ele ainda estava ali; e prostraram-se diante dele em terra” (Gn 43.14)

Na Casa de José – O mundo dá muitas voltas! E como dá! Essa também é uma outra forma de revelação da “Lei da Semeadura.” Tudo aquilo que o homem semeia, um dia ele colherá. Quando crianças, naquelas querelas entre irmãos, alguém batia, alguém apanhava e a vida seguia, mas de vez em quando pintava uma “DR” (discutir a Relação) e alguém cobrava ter perdido vantagem nas brigas, e o outro não lembrava, então o reclamante dizia: “Quem bate sempre esquece, mas quem apanha, não esquece!” Não diria que esquece, mas não tem peso emocional tão marcante quando em quem sofreu. O efeito dos anos afeta de forma diferente. Estou olhando isso dentro do quadro que nos está proposto aqui por José e seus irmãos. Como já conhecemos o final da novela, sabemos que José é bondoso, perdoador e já estava à muito tempo consciente das razões de todos os acontecimentos e que tudo fora dentro dos planos e propósitos divinos, para que seus sonhos de fato se cumprissem e ele pudesse ajudar e abençoar sua família. Ele sabia disso; mas seus irmãos não tinham essa experiencia e vamos usar uma expressão grotesca, mas que imprime a ideia: Os irmãos de José viviam uma vida de “crente comum,” membros que se assentam nos bancos dos templos e ficam com a boca aberta esperando serem alimentados, cuidados e protegidos, sem oferecerem colaboração significativa para a família de Deus. Judá sempre fora o líder na família e fora dele e por iniciativa dele que José fora sequestrado, preso e vendido, para que os seus sonhos não se cumprissem e eles JAMAIS tivessem que se curvar diante dele. Todos eles, e Judá, já haviam se curvado mais de uma vez diante de José, mas sem saber de quem se tratava. José, não estava consciente de tudo, mas agora ele queria provocar a cura emocional e mexer com o que havia de mais sagrada e precioso dentro deles. É uma lição muito linda em termos de fé e prática cristã. Ter a oportunidade de vingar, fazer sofrer e pagar tin tin por tin tin e mesmo assim escolher o caminho da edificação e da verdadeira restauração. “Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça (Rm 12.20). Agora, depois de muitos anos e muitas voltas, ali estava novamente frente a frente, os onze irmãos e agora Benjamim de testemunha. Lá no deserto era o território deles, sem testemunhas e sem apelo, nada de misericórdia e compaixão. Agora era na casa de José, e pode acreditar, nem uma tenda, um barraco ou casa simples; era a casa do governador, com seguranças, guardas, proteção e autoridade para decidir sobre vida e morte, liberdade e prisão. Todos estavam nas mãos de José e em instantes eles iriam ter suas vidas reviradas e expostas de uma forma que não teriam como voltar atrás, como se justificar ou voltar atrás dizendo, sinto muito. Benjamim teria a oportunidade de conhecer a verdade sobre o desaparecimento misterioso de seu irmão, sendo lhe contado que fora morto por animais do campo. Permitam-me dizer que aqueles homens estavam diante de um “fantasma,” um homem morto ainda adolescente, que eles não queriam na época que ele vivesse para ser alguém na vida. Agora seria um alguém que eles não gostariam de encontrar vivo – quem saberia dizer no que aquele garoto maltratado poderia ter se tornado? Minha lição favorita de hoje é algo que afirmo sempre: Antes de Deus trabalhar através de nós, nos usar para sua glória, ele precisa trabalhar o nosso caráter e nos tornarmos confiáveis, mansos e maleáveis. Dar poder a alguém destemperado, ofendido, amargurado, vingativo e preso a um passado sombrio, é um risco que Deus não está disposto a correr. O poder que José tinha não lhe afetava para o mal e nem lhe tentava vingar só um pouquinho, só pra eles sentirem na pele o que eu senti!!!! Deixa Deus tratar com você! Permita ele tratar com seu caráter! Caso contrário, jamais, jamais será poderosamente usado por Deus e para glória de Deus! Parem de trazer ofertas inúteis; o incenso que oferecem me dá náusea! Suas festas de lua nova, seus sábados e seus dias especiais de jejum são pecaminosos e falsos; não aguento mais suas reuniões solenes (Is 1.13 NVT).

Pai, obrigado pela oportunidade que todos temos de sermos confrontados pelo Espírito Santo sobre nosso compromisso com a verdade e a justiça eterna. O nosso chamado é para seguir e servir a um Deus de amor e bondade, que está construindo um Reino onde a verdade e a Justiça são os fundamentos principais. Nosso testemunho diante de um mundo corrompido e que valoriza mais as trevas do que a luz, precisamos ser diferentes para fazer a diferença. Pedimos iluminação espiritual, para sermos hoje melhor que fomos ontem e amanhã dar novos passos na jornada de crescimento. Purifica o nosso coração, para não ficar dividido. Agradecemos a oferta de perdão e restauração oferecida a nós pelo sacrifício perfeito de Jesus lá na cruz. Em nome dele oramos, amém!

Pr Jason

Hora de Agir

Meditação do dia: 18/05/2020

 “E se não nos tivéssemos detido, certamente já estaríamos segunda vez de volta.” (Gn 43.10)

Hora de Agir – Jesus certa vez contou uma parábola, uma história sobre um pai de família proprietário de uma vinha, e por alguma razão seus dois filhos não estavam comprometidos com as atividades da vinha da família. Mas ambos tinham tempo disponível para trabalhar. Então o pai pediu a um deles que fosse trabalhar na vinha e ele disse que não ia, mas depois mudou de idéia e foi; o mesmo pedido foi feito ao segundo filho, que disse ao pai que iria, mas não foi. Jesus não entrou no mérito moral da história sobre obediência ou desobediência dos filhos; também não falou sobre a autoridade ou não do pai sobre seus filhos, mas apenas uma pergunta: Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus (Mt 21.31). A questão toda está em FAZER ou NÃO FAZER a vontade do pai! Nesse texto específico, Jesus está falando sobre pessoas buscando justiça própria e méritos diante de Deus e ele apontou que enquanto essas pessoas olhavam para si mesmas e suas bondades e as muitas virtudes, os considerados pecadores “de carteirinhas” estavam se arrependendo e entrando no reino de Deus, e deixando os “muito bons” do lado de fora. Judá estava levando em consideração que havia urgência e não era apenas uma questão de pressa e correria, mas era o momento de agir. Faltava comida na mesa, um irmão estava detido numa prisão no Egito, um longo caminho entre os dois destinos de ida e volta e sabendo o que deviam fazer, estavam entretidos com reuniões que não estavam levando ninguém a lugar nenhum. Para Simeão, que estava preso, a demora era torturante, e a cada novo dia que não aparecia ninguém, sua angústia só aumentava. Esperar sentado em casa, no aconchego da família, com liberdade de ir vir é uma coisa, mas estar preso, com uma acusação pouco consistente, e aguardar a boa fé do pai e dos irmãos, tornava tudo aquilo muito intenso. Provavelmente, José também tinha seus motivos de escolha de Simeão, quem sabe, vê-lo sob pressão seria uma boa medida par a verificar as mudanças ocorridas naquelas vidas. Quando Moisés, liderando a libertação dos hebreus do Egito e chegaram às margens do Mar Vermelho, ele, parou para orar e Deus lhe disse que não era momento de oração, só de ação e ele deveria agir. Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco (Ex 14.15,16). O escritor da carta Aos Hebreus, fala de um processo de retardo no crescimento e maturidade dos cristãos, que deveria ser corrigido para produzir resultados melhores e não atrapalhar até o ministério dos líderes. Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento (Hb 5.11,12). Me impressiono com o crescimento e a maturidade que Judá adquiriu e como ele assumiu uma postura de alguém que precisa determinar os passos a serem dados. Na minha época de seminarista, convivendo com americanos e sua cultura de precisão e tempo para tudo e tudo no seu tempo, a gente divertia jocosamente, parafraseando e recriando ditados populares e um deles era: “Os americanos dizem que o que deve ser feito hoje não pode ser deixado para amanhã. Nós brasileiros dizemos: O que deve ser feito hoje, deixe para amanhã, quem sabe não precisará ser feito mais!” Nem preciso dizer que nosso cultura tupiniquin está fora da métrica bíblica e cristã. Tem alguma coisa que já era para estar pronta, ou encaminhado e você tem procrastinado? Há alguma orientação de Deus para agir e você está parado esperando mais alguma coisa? Quem sabe, enquanto você demora, na outra ponta tem alguém preso, limitado, sofrendo, dependo de sua ação? Pense e ore sobre isso.

Senhor, obrigado pela vida e a oportunidade de administrar bem o nosso tempo e as nossas oportunidades, para abençoar não só a nós e a nossa casa, mas muitas outras vidas, que podem ter orado pedindo ao Senhor e nós somos as respostas dessas orações, que para aquelas pessoas estão demorando muito. O nosso crescimento e maturidade depende de passos de fé e obediência que damos a cada dia e hoje é uma dia de agir para glória do Senhor. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fiador do Irmão

Meditação do dia: 17/05/2020

 “Eu serei fiador por ele, da minha mão o requererás; se eu não o trouxer, e não o puser perante a tua face, serei réu de crime para contigo para sempre.” (Gn 43.9)

Fiador do Irmão – Liderança tem à ver com pessoas, nas duas pontas: quem assume o comando e vai à frente e os que seguem e são liderados. Atualmente, a administração se volta para líderes com capacidade de relacionamentos construtivos e que consigam extrair o melhor das equipes, conciliando pessoas e processos. Os processos são importantes, mas são as pessoas que fazem que eles aconteçam. Momentos críticos exigem líderes com capacidade de assumir a direção, se preciso for, tirar do piloto automático e comandar as ações até as turbulências passarem, ou passarmos por elas. O povo da promessa estava em meio a uma turbulência que ameaçava arruinar e destruir tudo ao redor. As circunstancias externas, se juntavam aos dilemas interiores daquela família, que agora era um clã, com muitas pessoas, propriedades e a natureza não estava facilitando para lidarem com suas fontes de suprimentos, pois a escassez de chuvas, produzia fome em todas as direções. A vida de Israel já fora mais simples e mais fácil de lidar. Os meninos não eram mais meninos e a família não se resumia apenas um velho pai e seus garotos. Abraão, lidava com propriedades e uma esposa e um filho; Isaque, tinha as propriedades que herdara e uma esposa e os dois filhos, até que Jacó foi morar em Harã com o tio e agora, ele volta, mas era maior que todos os antepassados juntos. Além dos doze filhos, duas esposas e uma riqueza que construíra, igual ou maior que as posses que o pai Isaque deixaria para os dois filhos. As questões íntimas é que realmente tinha peso; perdera um dos filhos e recentemente um outro ficou detido no Egito e só seria liberado com a presença do mais novo. Há aqui, a lição da transição entre as duas gerações, pois o patriarca já era idoso e precisava passar o comando para os filhos, mas qual deles? Judá havia saído de casa e tentado a carreira solo entre os cananeus e estava de volta, viúvo, com três filhos, um rapaz e dois bebês gêmeos. Jacó nascera gêmeo com Esaú e os dois eram completamente diferentes, um era peludo, e o outro liso e figuradamente, as características físicas lembrariam suas atitudes na vida. Esaú continuou peludo, briguento, amargurado, vingativo, insolente e descuidado com a vida espiritual. Jacó foi liso a vida quase todo, escorregadio, cheio das trapaças e usurpador, capaz de se disfarçar para conseguir o que queria. Agora aparece Judá com filhos gêmeos e foi descrito que no nascimento um tomou a iniciativa de nascer, mas se recolheu e o outro nasceu primeiro: E sucedeu que, dando ela à luz, que um pôs fora a mão, e a parteira tomou-a, e atou em sua mão um fio encarnado, dizendo: Este saiu primeiro. Mas aconteceu que, tornando ele a recolher a sua mão, eis que saiu o seu irmão, e ela disse: Como tu tens rompido, sobre ti é a rotura. E chamaram-lhe Perez. E depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o fio encarnado; e chamaram-lhe Zerá (Gn 38.28-30). Esse Judá, restaurado e se reafirmando no propósito com a vontade de Deus, se apresenta junto ao seu pai e diante de seus irmãos, colocando -se como fiador por seu irmão mais novo. Ele mostrou atitude de fé, coragem, empenhando sua palavra sob pena de juízo. Podemos acreditar que tal qual Ruben, que tentara convencer o pai a liberar Benjamim, numa tentativa de lidar com seu passado, aqui também Judá, sabendo que fora dele a iniciativa de sumir com José, agora poderia lidar com seus dilemas se responsabilizando pelo outro filho de Raquel. Ele não podia mudar o passado, podia agir como irmão responsável e cuidadoso, o que não fora com José. Queridos, não temos como modificar os nossos erros do passado; mas podemos mudar nossas atitudes em relação ao nosso passado. Aprender a lidar com os conflitos e marcas que ficaram faz parte do processo de crescimento e maturidade. Nosso passado, é de onde viemos, é o que fomos e fizemos – não se anula. O perdão e a graça de Deus removem a culpa e a condenação, mas é preciso levantar a cabeça e agir como quem aprendeu a lição. Não se permitir ser arrastado para o lamaçal das emoções de culpa, condenação e acusações falsas na mente. Aja com base na redenção que há em Cristo. Mas levante-se e assuma as novas responsabilidades e oportunidades. Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão (Gl 5.1).

Obrigado Senhor, por liberar perdão e graça para nossas vidas. Reconhecemos o peso das nossas decisões e ações erradas do passado, mas nos apropriamos da redenção que há pela fé em Cristo. Aceitamos a nova vida em Cristo e cura e restauração da vida emocional, espiritual e a sanidade da nossa mente em processo de renovação com a ajuda do Espírito Santo. Peço que ajudes as pessoas que precisam liberar perdão para elas mesmas, para que se vejam livres e acolhidas em ti. No teu sacrifício há provisão suficiente para todos nós e todos os nossos pecados. Oramos em fé, no nome de Jesus, amém.

Pr Jason