Previsão Meteorológica

Meditação do dia 15/12/2015

1 Rs 17.1 “Então Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.”

Previsão Meteorológica – Faz parte do nosso cotidiano, saber e se informar sobre as condições do tempo. Isso é um benefício da modernidade, pois ao sair de casa a pessoa já sabe se vai precisar levar acessórios e quais deles. Convenhamos, que os paulistanos normalmente desfrutam das quatro estações num só dia. Mas na época do profeta Elias, não havia esse ciência com tamanha precisão e as pessoas se baseavam nas estações regulares e ciclos climáticos, contando com algumas vicissitudes que poderiam acarretar mudanças drásticas, como secas ou invernos rigorosos. Mas Elias chegou e fez uma declaração ao rei, que à partir dali, não choveria por tempo indeterminado, e quem determinaria o fim do período de escassez de chuvas seria ele mesmo, por Palavra de Deus. Elias foi arrogante ao trazer para si o controle sobre o tempo? Elias foi fiel a uma ordem explícita de Deus? Elias blefou e deu certo? Acreditamos de coração e com toda simplicidade, que o Senhor Deus, a quem servimos é o Criador de todas as coisas e que tem perfeito controle sobre a sua criação, incluindo o senhorio ou direito de governar, estabelecer, mudar ou alterar segundo o seu entendimento quaisquer elementos do mundo criado. Quem tem o hábito da leitura bíblica, conhece muitos textos que mostram em muitas ocasiões alterações no curso da natureza, para cumprir certos propósitos divinos, quer para abençoar ou para disciplinar um povo. Exemplos disso, são por demais conhecidos, como o dilúvio no tempo de Noé, as dez pragas no Egito, a abertura do Mar Vermelho na travessia dos hebreus, e tantas outras. Aqui se tratava de um tempo de disciplina a que a nação toda precisa para corrigir seus rumos, uma vez que haviam deixado todos os ensinamentos e práticas de fé, e entrada para uma onda de paganismo estatal, patrocinado pela rainha, vinda da fenícia, num daqueles casamentos políticos arranjados para conveniências de estado. Ela trouxe sua fé, sua cultura e seu culto a Baal que arrogava para si o controle dos tempos e das colheitas. Claro que isso dava de encontro com a fé monoteísta local, e uma afronta ao Deus Todo Poderoso, que começou por enviar o profeta Elias para avisar o rei, que as torneiras celestes estariam fechadas até segunda ordem. Hoje, estou refletindo, sobre a responsabilidade ministerial minha e nossa, dos pastores e ministros de Deus. Não estamos aqui, claro, para controlar e manipular tempos e estações; mas temos sim, um papel sacerdotal de representar a vontade de Deus e interpretar essa vontade e sua Palavra diante de um mundo cada vez mais cético e anti-Deus. O número de blasfêmias e ofensas que vemos e ouvimos diariamente nas mídias e meios de comunicações, revelam o quanto há de pessoas amarguradas, ressentidas e com corações endurecidos; e nessas condições alguém tem que ser culpado de suas dores e fracassos e sobra também para Deus. Estou constantemente pensando na palavra do profeta Amós: Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas (Am 3.7). Precisamos saber fazer as leituras do nosso tempo, para sermos os mensageiros ao povo dos nossos dias. Se eles vão ouvir ou não, se vão mudar ou não, isso é com eles, é com cada um, o meu papel é ser profético e transmitir a mensagem fielmente. Isso é o Deus espera de mim e de cada colega de ministério.

 

Pr Jason

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