Livre e de graça

Meditação do dia: 21/08/2023

“Estes são os estatutos que lhes proporás. Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça.” (Ex 21.1,2)

Livre e de Graça – Dizíamos em tom de brincadeira, que “de graça, até injeção na testa!” já do lado comercial, se apregoa em alto e bom som, que “não existe almoço grátis!” A moral é que alguém sempre paga essa conta, pois o preço estará embutido em alguma outra ponta. De muitas formas, todos esses conceitos da sabedoria popular, aparecem disfarçadamente de nos conceitos da vida espiritual e dos relacionamentos com Deus. Espera-se que Deus faça uma parte considerável do trabalho em favor dos homens, para que lhes reste apenas uma pequena porção que possam realizar sem nenhum esforço, preferencialmente. Há outros que não aceitam acreditar na graça divina, atribuindo a Deus o mesmo caráter visto nos homens, isto é, “sempre tem letrinhas miúdas no rodapé do contrato;” ou “Não pode ser tão simples assim, sempre tem mais alguma coisa!” Mas posso afirmar por experiencia pessoal e por conhecimento teológico, ao estudar a Palavra de Deus, que isso está muito longe e dissociado da verdade. Firmo minhas amarras em verdades que não me deixam à deriva, uma das principais que utilizo é esta: “Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, bondoso em todas as suas obras. Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. Ele satisfaz o desejo dos que o temem; ouve o seu clamor e os salva” (Sl 145.17-19). Quando as dificuldades da vida tentam me alcançar, eu cito e recito palavras de afirmação do caráter de Deus, como este salmo e minha alma volta a sossegar. Naquela lei e estatuto que os israelitas receberam, no sentido natural, ela arbitrava sobre relações de trabalho e administrava o sistema de servidão, que permitia a remissão da pessoa e retomar ao comando de sua vida e sua dignidade. Isso é exemplo clássico da bondade de Deus, alcançando o homem na sua totalidade e reconstruindo os caminhos da salvação, que estavam embutidos na figura daquilo que Jesus (o próprio Deus) iria fazer no futuro para resolver de forma definitiva a situação natural, física e espiritual do ser humano. Veja verdades sobre isso: “Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9). “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Por isso, permaneçam firmes e não se submetam, de novo, a jugo de escravidão. Porque vocês, irmãos, foram chamados à liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à carne; pelo contrário, sejam servos uns dos outros, pelo amor” (Gl 5.1,13). Depois de uma vida de escravidão ao pecado, eis que Deus proclama a nossa libertação, onde ele pagou o preço de nossa redenção e nos permite sair de graça, livres para sempre.

Senhor, obrigado por tamanha bondade em nos resgatar de uma condição muito difícil de nossa vida, escravizados ao pecado e sem condições de nos salvar com os nossos próprios recursos; assim, lá na cruz, Jesus pagou a nossa dívida e proclamou a nossa libertação. Somos agradecidos e consagramos a nossa vida para servir somente ao Senhor de agora em diante, para sempre, amém. Esta é a nossa oração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Seis e Sete Anos

Meditação do dia: 20/08/2023

“Estes são os estatutos que lhes proporás. Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça.” (Ex 21.1,2)

Seis e Sete Anos – Entre as convenções humanas, muitas são dramáticas e de difícil compreensão para uma mentalidade cristã, onde a cultura prevalecente é a da liberdade individual, as garantias pessoais e a proteção da lei para todos como cidadãos com igualdade de condições e direitos. Mas também reconhecemos que tudo isso não passa de uma narrativa bonita e teórica, pois constante vemos, aqui mesmo no Brasil, pessoas sendo libertadas de trabalho em condições análogas a escravidão, pela polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministério do Trabalho e entidades civis e humanitárias. Em muitas dessas ações, as pessoas responsáveis pelos maus tratos e proprietários e ou patrões, são pessoas cultas, com formação educacional de nível superior, com históricos de bons cidadãos e poucos suspeitos. Há também casos urbanos de pessoas mantidas sob regime de escravidão, por anos, sem quaisquer direitos, privilégios e ou garantias e isso por pessoas das quais jamais se esperaria isso. Que tal pensarmos no tráfico de pessoas para exploração sexual no exterior – trafico infantil, para exploração sexual ou mesmo para adoção por famílias abastadas do exterior com poder e influencia para corromper juízes, promotores de justiça, autoridades da área de proteção infantil e etc. Sócrates, o ilustre filósofo grego, que morreu executado, sendo forçado a ingerir sicuta (veneno), acreditava que o ser humano errava por falta de conhecimento. Se essa máxima fosse fato, hoje em dia com tanto conhecimento disseminado, tanta iluminação cultural e científica, estaríamos vivendo quase que num paraíso. Mas já sabemos que as pessoas mais cultas, necessariamente não são as mais santas. Nesse caso, o mundo precisaria de educadores, benfeitores e não de um redentor. Mas o pecado é de fato a raiz de todos os males e causa básica dos problemas sociais. Os mandamentos e estatutos dados por Deus à Israel, visava dar uma condição um tanto quanto mais justa e a oportunidade da pessoa se libertar e viver sua vida numa condição que em outras culturas e povos isso jamais iria acontecer. Entre eles, a condição de servidão era temporária e com prazo definido desde o surgimento de tal condição: Seis anos. Qualquer que fosse a causa que levasse alguém se tornar um escravo, isso deveria ser resolvido com seis anos de trabalho nessas condições e no sétimo ano ela estaria livre, sem custo ou oneração alguma. Para quem aceita os números na Bíblia como simbólicos e ilustrativos de lições, esses seis anos muito bem podem ser levados em consideração com a condição humana de escravidão ao pecado e a perda de sua capacidade de autodeterminação. Mas com a previsão do plano de redenção, que lhe previa uma possibilidade de salvação, de graça. Sete, é sempre visto como a figura de totalidade, completo, perfeito, (não no sentido moral); como sete dias, forma uma semana… Paulo escrevendo aos cristãos da Galácia, falou sobre o tempo certo do projeto de redenção de Deus em Cristo Jesus: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5). Assim o tempo difícil de escravidão é compensado pela beleza e graça da salvação, que trás a condição infinitamente melhor do que só simplesmente deixar de ser escravo. “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5.20). Melhor ainda nos é mostrado no capitulo 8 dessa mesma carta: “Porque vocês não receberam um espírito de escravidão, para viverem outra vez atemorizados, mas receberam o Espírito de adoção, por meio do qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se somos filhos, somos também herdeiros; herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, se com ele sofremos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.15-17).

Senhor meu Deus e meu Pai, graças te rendo pela minha libertação da condição de escravidão ao pecado e ser recebido na  tua família, como filho, herdeiro e acolhido em amor. Te louvo e adoro, de todo o meu coração. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Estatutos Propostos

Meditação do dia: 19/08/2023

“Estes são os estatutos que lhes proporás. Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça.” (Ex 21.1,2)

Estatutos Propostos – É quase fato comum e ponto pacífico entre os cristãos, que tem na Bíblia a sua regra de fé e prática, estarem tão familiarizados com ela na vida devocional, religiosa e dessa forma, só conseguem ver nela algo para ser utilizado na igreja ou na vida espiritual. Originalmente as nossas Sagradas Escrituras, foram dadas ao povo israelita como na verdade é, Palavra de Deus, mas com aplicação em todas as áreas de suas vidas, tanto pessoais quanto nacionais, isto é, para legislar mesmo. As Escrituras era a base das leis civis, códigos de ética, penal, constituição da nação e eram utilizadas de forma ampla, desde o culto e seus rituais, até na educação familiar, escolar, ministérios espirituais, o reinado e tudo que nos fosse possível imaginar. “Também, quando se assentar no trono do seu reino, mandará escrever num livro uma cópia desta lei, feita a partir do livro que está com os sacerdotes levitas. O rei terá esse livro consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir” (Dt 17.18,19). Seria bom vocês darem uma lida no contexto desses versos, dos versos 14-20). Os estatutos contidos na Palavra de Deus são excelentes e a observância deles poderá trazer sucesso administrativo para qualquer instituição. Embora, Deus não necessariamente entre nos méritos de algumas formas de proposições humanas (como a escravidão aqui), conduto ele legisla para o bem estar de ambos os lados, tendo a vida humana como preciosa e digna de respeito. Não estamos afirmando ou insinuando que Deus é favorável à escravidão humana e outras modalidades de opressão etc. A perfeita vontade de Deus entre os homens se manifesta por meio de agirem entre si, tendo por base o modo como o próprio Deus age conosco, como humanidade. Estamos falando de amor, justiça, bondade, cuidado e tudo o que sabemos e outras tantas que nem sempre nos atentamos. Jesus disse o seguinte: “Para demonstrarem que são filhos do Pai de vocês, que está nos céus. Porque ele faz o seu sol nascer sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mt 5.45).

Pai, obrigado pela tua bondade para conosco, também agradecemos a tua forma de ensinar e nos direcionar para um estilo de vida produtivo, justo e que respeita a pessoa humana como alguém criado à tua imagem e semelhança e com dignidade e valor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Cuidado Com os Degraus

Meditação do dia: 18/08/2023

“Nem subam ao meu altar por degraus, para que ali não seja exposta a sua nudez.” (Ex 20.26)

Cuidado Com Os Degraus – Temos algumas máximas, na verdade algumas citações de sabedoria popular, que nos alerta contra a altivez, a arrogância, a idéia de grandeza acima das medidas saudáveis. Há uma que tem versões iguais com sujeitos diferentes: “Quanto maior o gigante, maior o tombo!”  ou “Quanto maior a árvore, maior o tombo!” O contexto da exortação divina dada através de Moisés, se refere ao culto a Deus e a participação dos fiéis nas celebrações. Parece que as pessoas tinham em mente que colocar o altar em um ponto mais elevado do que onde ficaria a plateia, ou assistentes, daria uma boa visão para eles e com isso estimularia a adoração e o culto.  A recomendação bíblica veio certamente em função das vestimentas dos sacerdotes e ministros que ali estariam servindo. Essa posição de altura, poderia produzir uma cena visual dos participantes, que lhes desviaria a atenção do culto e com isso, perderia o sentido e também a santidade da adoração. O que poderia ser um meio de acessibilidade, poderia servir de meio de desvio de conduta. Assim, tanto as vestes dos sacerdotes, quando a construção de degraus deveria ser repensado, para proporcionar um verdadeiro ministério à Deus, sem perturbar a serenidade da cerimonia e dos rituais. Isso também chama a atenção para um aspecto moral e de conduta dos ministros de Deus, que é a sua conduta pessoal diante das vidas que estão a observá-lo na posição de liderança e referencia. Essa posição de altura, no sentido figurado é claro, o torna uma figura de destaque, ficando assim exposto à crítica pública, e pode ser que aquilo que ele considera normal, salutar e condizente com sua postura, pode na verdade servir de pedra de tropeço para os demais membros da congregação. Alguns líderes se portam como pessoas especiais e de nível de autoridade e importância maior e assim dignas de maior respeito e consideração. Outros tantos, exageram na sua condição de liderança e “exige” dos demais e até colegas de ministério, um tratamento diferenciado. Não é muito raro, vermos ministros soberbos, presunçosos e até orgulhosos e arrogantes no trato com as demais pessoas, reivindicado uma preferencia e um tratamento de celebridade. São os “ungidões” – “vice-arcanjos” – “vice-deuses” e por aí vai…. Cuidado com os degraus, eles facilitam subir e estar no alto para ser visto e admirado, aplaudido e celebrado, mas também pode facilitar a queda e se machucar diante de uma grande plateia. O que era um ato de ostentação, pode se tornar numa videocassetada muito apreciada pelos que já não aprovavam tal conduta. Mas como a palavra de Deus é para todos, e na Nova Aliança, todos somos sacerdotes, o aviso serve para todos. sua vida moral está exposta a todos porque somos observados o tempo todo. Outros facilitam as coisas subindo os degraus das redes sociais e mídias se expondo além daquilo que vai sua atuação ministerial e se torna um exibicionismo egolomaníaco. (se não existia essa palavra, acabei de inventar). Se você participa do altar de Deus servindo às pessoas, cuidado com os degraus para não se expor à vergonha em público.

Senhor, obrigado por cuidar de nossas vidas e nossa conduta no melhor dos propósitos que trás glória e honra ao teu santo nome. Como ministros, todos os cristãos estão expostos à crítica pública e devemos zelar pela nossa reputação e moral, para que as nossas condutas não tragam prejuízos para a pregação do Evangelho de Cristo. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Se Fizer Um Altar De Pedras

Meditação do dia: 17/08/2023

“Se vocês fizerem um altar de pedras para mim, não o façam de pedras lavradas; pois, se fizerem uso de ferramentas, vocês terão profanado o altar.” (Ex 20.24)

Se Fizerem Um Altar De Pedras – Quando morei e trabalhei no Estado do Espírito Santo, lá na fronteira com Minas Gerais, adquiri alguns conhecimentos extras que até então estiveram fora do meu alcance cultural, por motivos inerentes às próprias atividades. Duas coisas me foram peculiares ali: Uma delas foi ver pela primeira vez in loco, a plantação de arroz no barro, na lama; transplantando mudas dentro de um lamaçal irrigável. Fui criado no Centro-Oeste brasileiro e lá se planta arroz de forma direta em terra alta. Para minha surpresa os capixabas também não sabiam que existia esse tipo de cultivo de arroz de que eu estava falando. Uma segunda coisa importante foi o conhecimento sobre pedras de granito onde aquele estado é o maior produtor nacional e na região onde eu morei, estava iniciando a descoberta e exploração e aquilo virou uma febre entre os caçadores de pedras. Um jovem da nossa igreja ali, com seus irmãos era trabalhador com Pedras, mais precisamente com essas utilizadas para calçamento e construção civil. É fascinante a habilidade deles em cortar manualmente uma pedra e apará-la de forma tão uniforme. É uma ciência, sem dúvida, não é só força muscular e marreta! Hoje, o texto da nossa meditação, me remeteu a isso na lembrança; pois aqui Deus disse a Moisés e aos israelitas algo sobre isso e que eles deveriam levar em consideração no culto deles. Quando eles fizessem um altar para Deus, haveria um modo aceitável e correto de fazer. Não era apenas empilhar pedras em formato útil para servir de altar. Isso nos ensina que não se faz as coisas para Deus de qualquer jeito e especialmente “do nosso jeito!” o meu “melhor” pode não ser exatamente o que agrada a Deus. O que primeiro me chama a atenção é a expressão “Se vocês fizerem um altar de pedras para mim…” Esse, SE FIZEREM – é muito significativo, porque ele indica também a idéia de voluntariedade, isto é, não é obrigado a fazer, mas e fizer, tem que ser desse jeito. Exatamente como Jesus utilizou semelhante forma sobre outras virtudes e exercícios espirituais que fazem parte da vida de discípulos e adoradores de Deus. “Quando, pois, deres esmola…” (Mt 6.2). “E, quando orares” (Mt 6.5). “E, quando jejuardes” (Mt 6.16). Seguindo o mesmo princípio, ninguém é “Obrigado” a dar esmolas, orar ou jejuar… mas se for fazer, caso se proponha a fazer, há um protocolo divino a ser observado. No caso lá do altar, para os israelitas, eles não poderiam laborar as pedras, trabalha-las para melhor o formado, o encaixe, o padrão… deveriam utilizar pedras naturais, apenas assentá-las corretamente, o que também exigiria certa perícia e habilidade. O altar para eles era um símbolo da vida de fé e adoração a Deus, que lhes proporcionava ajuda, proteção, salvação e tudo mais e eles respondiam com um culto cheio de fé e gratidão através dos sacrifícios e ofertas, que na verdade simbolizavam a substituição de suas próprias vidas, pelas vítimas ou oferendas. No plano verdadeiro e eterno de Deus, ele fizera tudo, incluindo doar-se através de Jesus que consumou a obra lá na cruz, no Monte Calvário. Para a salvação humana, quem faz a obra é Deus e com seus meios e sabedoria. Por isso, a proibição da interferência do homem no elaborar o altar, burilando as rochas utilizando as suas habilidades e recursos para dar formato naquilo que Deus e só ele pode fazer. Aceitamos pela fé ou não aceitamos, fazemos do jeito de Deus ou não fazemos. O altar é de pedras, o coração não! Esse, precisa ser trabalhado, quebrado e quebrantado, aí sim, disso Deus se agrada. “Sacrifício agradável a Deus é o espírito quebrantado; coração quebrantado e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17).

Senhor, em atitude de humildade e reconhecimento de tua grandeza, poder e glória, nos apresentamos com corações quebrantados e humildes diante de ti. Somos gratos pela obra perfeita que planejaste desde a eternidade e levada a consumação através de Jesus Cristo lá na cruz. Aceitamos a tua oferta em nosso favor. Acreditamos que do teu modo é melhor, é perfeito, é suficiente. Acolhemos isso em fé, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Visitados e Abençoados

Meditação do dia: 16/08/2023

Façam um altar de terra para mim e sobre ele vocês sacrificarão os seus holocaustos, as suas ofertas pacíficas, as suas ovelhas e os seus bois; em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei até vocês e os abençoarei.” (Ex 20.24)

Visitados e Abençoados – Diferentemente dos dias atuais secularizados, quando a idéia ou conceito de Deus vai ficando cada vez mais distante da vida das pessoas e as leis e regulamentações vão passando como um rolo compressor sobre o conceito de Deus na vida cotidiana. Um estado laico se reverte numa mordaça para não se mencionar Deus ou se praticar a fé nele, porque isso pode ofender a alguém que possivelmente não crê e para respeitar os direitos de uns poucos, se oprime e amordaça uma maioria. Os israelitas tinham já na formação de sua condição de estado ou nação, a centralidade de Deus em suas vidas em todos os sentidos. O que para nós hoje é literatura sagrada, religiosa, para eles era a constituição, o código civil, código penal, código do consumidor, primeira, segunda e terceira instancias judiciais e até cortes supremas; Tudo, no nosso querido Velho Testamento. O culto era o centro da vida daquele povo, tanto é, que no acampamento, depois de organizado, e estabelecido o local de cada tribo se acampar, o centro disso tudo era o local do Tabernáculo. Onde há culto na vida, há vida no culto! A construção de altares e sua utilização piedosa e generosa, com entrega de suas ofertas e sacrifícios como reconhecimento da pessoa de Deus, sua presença para receber aqueles cultos e proporcionar perdão, reconciliação e trazer-lhes a proteção e no devido tempo abençoá-los com prosperidade na conquista de sua terra. Nosso destaque no texto bíblico em que estamos baseando a meditação, apresenta a palavra em que mesmo lhes promete, que ao fazer do modo certo, “…virei até vocês e os abençoarei.”  Estou afirmando a vocês, que ao levarmos a sério a nossa vida espiritual, cultivando uma relação de comunhão, obediência e prática da verdade da Palavra de Deus, é absolutamente normal que as bênçãos de Deus venham sobre nós. Não precisa fazer campanha de oração e unção para ser abençoado, se a vida já é abençoada como um todo. Amo meditar e apreciar o que Deus falou na repetição das Leis, quando citou o que traria a bênção e o que provocaria a maldição no meio do seu povo. “Se vocês ouvirem atentamente a voz do Senhor, seu Deus, tendo o cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje lhes ordeno, o Senhor, seu Deus, exaltará vocês sobre todas as nações da terra. Se ouvirem a voz do Senhor, seu Deus, sobre vocês virão e os alcançarão todas estas bênçãos: O Senhor determinará que a bênção esteja nos seus celeiros e em tudo o que colocarem a mão; ele os abençoará na terra que o Senhor, seu Deus, lhes dá” (Dt 28.1,2,8). Tudo está condicionado á prática ou descuido com a vida espiritual.

Senhor, obrigado por vir nos abençoar e de fato somos abençoados e gratos pelas provisões e abundancia. Também quando somos provados e precisamos aprender com as dificuldades da vida, podemos aprender com uma atitude piedosa e confiante de que servimos a um Deus de amor e muita bondade, que em Cristo Jesus, nos proporciona toda sorte de bênçãos. Oramos com gratidão, na pessoa bendita de Jesus, amém.

Pr Jason

Em Todo Lugar

Meditação do dia: 15/08/2023

Façam um altar de terra para mim e sobre ele vocês sacrificarão os seus holocaustos, as suas ofertas pacíficas, as suas ovelhas e os seus bois; em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei até vocês e os abençoarei.” (Ex 20.24)

Em Todo Lugar – A vida religiosa exige que aja rituais, lugares e dias sagrados, sacerdotes e intermediários na relação da pessoa com Deus. Nos tempos bíblicos, quando o projeto de Deus para a redenção da humanidade estava sendo revelado gradativamente através de um sistema de simbolismo, que se revelaria posteriormente em Cristo Jesus, como sendo o cumprimento de tudo e todos aqueles rituais, gestos, prescrições e movimentos. Jesus trouxe nova luz às velhas verdades conhecidas e praticadas, mas nem sempre compreendidas, até mesmo pelas principais pessoas da fé judaica. Ao se revelar á uma mulher na beira de um poço, em Samaria, Jesus falou sobre verdadeira adoração, verdadeiros adoradores e como Deus espera que as coisas aconteçam. “Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês dizem que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Jesus respondeu: Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai” (Jo 4.20,21). Naquele deserto do Sinai, e durante a peregrinação, os israelitas iriam construir altares para oferecerem seus sacrifícios a Deus, pois o culto deles deveria ser constante e intermitente. Chegaria um tempo em que deixariam de estar em movimento, pois já estariam de posse da sua herança na Terra prometida. Assim como nós mudamos de situação e de condições, mas isso não tem que interromper ou alterar a nossa condição de adorador. Jovens, nas casas de seus pais, tem mais tempo livre, menos responsabilidades familiares e assim podem se dedicarem ao serviço de Deus e ao ministério para o qual se sentem chamados. Quando chega o tempo de estudar, ir para a faculdade ou universidade, quem sabe, longe de casa e tudo mudo drasticamente, pouco tempo, muita atividade, assédio do pecado e as facilidades da vida estudantil para certas aventuras… mas não pode seduzir e afastar da vocação de adorador de Deus, comprometido com o Senhor e a sua Palavra. Um dia eles irão se casar, assumir novas responsabilidades, vida profissional, carreira, virão os filhos e a vida se torna muito corrida – isso é um fato – mas não deve deixar de adorar e servir a Deus. O culto a Deus sempre deve estar no centro de nossas vidas e nossas ações e intenções.

Senhor, obrigado por nos abrir portas pelo caminho da vida, de modo que as modificações necessárias não nos afastem daquilo que é importante e necessário. Queremos manter aquilo que é importante, como realmente é importante. Pedimos graça e sabedoria para lidarmos com sabedoria e diligencia com vida e as oportunidades dadas por ti para o nosso progresso, desenvolvimento, prosperidade e realização. O Senhor sempre será o centro e a razão da nossa devoção. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Façam Um Altar

Meditação do dia: 13/08/2023

“Façam um altar de terra para mim e sobre ele vocês sacrificarão os seus holocaustos, as suas ofertas pacíficas, as suas ovelhas e os seus bois; em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei até vocês e os abençoarei.” (Ex 20.24)

Façam Um Altar – Me lembro da letra de uma música evangélica dos anos 70, que dizia: “Das muitas coisas que andei fazendo, de quase todas me arrependo, mas em aceitar Jesus, sinceramente foi a melhor coisa que eu já fiz!” Fazemos muitas coisas durante o curso de nossa vida; algumas são passageiras, temporárias, sem significação alguma, de pouco significado, importantes, vitais e outras imprescindíveis. Muitas fazem parte daquilo que se espera de nós como pessoas, ou para o bem estar de nossa família, comunidade e algumas por práticas de fé. Isso está presente por todo lado e nunca deixamos de fazer coisas. Pensando nas verdades bíblicas, e mais especialmente no contexto em que estamos meditando nesses dias, quando o povo de Deus recebeu as grandes revelações de Deus; coisas que impactaram suas vidas e de todos em todos os tempos à partir da dali. Desde a criação do mundo e das humanidade, tal qual conhecemos nas Escrituras, começando com Adão, ele fez muitas coisas e no seu relacionamento com Deus, ele praticou sua fé e fez o que foi instruído por Deus e depois passou adiante esse conhecimento aos seus filhos e descendentes, vindo então a sociedade humana se desenvolvendo e recebendo revelações graduais de Deus. Em determinado ponto, Deus começou a tratar com um homem, Abraão e se revelou a ele e foram amigos e foi celebrada alianças de valor eterno. Dentro dessas alianças surgiu uma família (Jacó) e dela, veio uma nação (Israel); que em sua formação até estar pronta para receber a grande revelação, que depois de compilada e acrescida de mais textos e ensinos, se tornou o que hoje conhecemos como Sagradas Escrituras, tanto dos israelitas, quando dos cristãos. Estamos lidando com pormenores, quando Deus lhes deu através de Moisés as leis e mandamentos e regulamentou muitas coisas para a vida pessoal, familiar, social e como nação, com viés de eternidade. Entre essas ordens veio esta: “Façam um altar de terra para mim e sobre ele vocês sacrificarão os seus holocaustos…” é facilmente dedutivo que quem faz um altar o faz com um propósito e uma intenção: Adorar, cultuar e oferecer culto a Deus. O altar estava no centro da vida daquelas pessoas e daquela nação. Como cristãos, fomos chamados também para adorar e servir a Deus. Isso foi uma das primeiras e grandes revelações de Jesus no seu ministério terreno. “Mas vem a hora – e já chegou – em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. Deus é Espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.23,24). O culto deles tinha muito de material e elementos físicos, por isso construíam altares de terra, pedra, metais, de madeira e revestidos e ali ofereciam suas ofertas que significavam o seu culto e sua adoração. Na Nova Aliança, Jesus consumou em si mesmo lá na cruz todos os aspectos do simbolismo desses rituais. Agora, nós somos o santuário de Deus onde o Espírito Santo habita, sendo então o nosso coração o altar, o lutar do culto a Deus. Isso precisa ser compreendido como sendo algo muito importante na nossa fé e na prática da nossa adoração a Deus. Como está o seu altar?

Senhor, bendito seja o teu santo e poderoso nome, receba a nossa adoração, o nosso louvor que procede de nossos corações que se curvam em reverencia diante de ti. Te louvamos e agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Façam Deuses

Meditação do dia: 12/08/2023

“Não façam deuses de prata ao lado de mim, nem façam para vocês deuses de ouro.” (Ex 20.23)

Não Façam Deuses – No meu modo de escrever essas meditações, estou seguindo de certa forma uma sequencia, aproveitando as narrativas bíblicas, tais quais as temos na Bíblia. Assim, as vezes uma série de meditações seguem um certo padrão e quem leu a anterior tem um contexto próximo para entender o que está sendo desenvolvido; caso não seja esse o caso, pode até parecer que está descoordenado ou sem nexo. Mas sendo assim, essa meditação de hoje, está quase que inteiramente ligada à de ontem, quando falamos sobre como Deus se revela e fala dos céus, seja literalmente como foi nessa experiencia lá no Monte Sinai, ou como foi como no batismo de Jesus no Rio Jordão e também na transfiguração narrada em Mateus 17. A nossa conexão aqui, é uma inferência, ou seja, a dedução está óbvia embora não escrita. Deus se manifestou, falou, com Moisés e com o povo, houve todos aqueles fenômenos como relâmpagos, trovões, sons de trombetas. O povo ficou muito temeroso à ponto de pedirem a Moisés que pedisse a Deus para não mais falar com eles daquela forma e sim com Moisés e ele retransmitisse a palavra. Pois bem, nem Moisés que esteve na presença divina, nem povo aqui no acampamento, viram qualquer forma ou semelhança do que seria a pessoa de Deus. Ele não era físico, nem materializado; claro, Deus é espírito! É com base nessa realidade que Deus disse a eles que não deveriam “fazer deuses,” o que concluímos sem nenhuma dúvida, de que Deus está se referindo a fabricar objetos que o representem. Já que eles não viram nada, então não teriam como representa-lo de alguma forma. Por outro lado, o que inicialmente seria apenas uma forma representativa, logo alcançaria status de vida própria, como todas as demais imagens de ídolos das religiões pagãs. Eles acabaram de sair do Egito, onde essa prática era comum e sempre lhes afrontara. Podemos também imaginar a estupidez que é alguém fabricar uma obra com as próprias mãos e dar ou atribuir-lhe poderes sobrenaturais, incluindo adoração, reverencia e culto formalizado com sacerdotes, ofertas e rituais. “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade. Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta” (Sl 115.1-7). Essa descrição do salmista, contrasta completamente com o que o povo teve como revelação do Todo-Poderoso lá no Monte Sinai. A advertência para os nossos dias, é que adaptamos a idolatria e o fazer deuses ao nosso contexto moderno. Achamos um absurdo alguém adorar imagens de ídolos, mas se fabrica ídolos no coração através da cultura, dos esportes, da mídia, das artes e das paixões pessoais, virando uma verdadeira religião, a moda é tão forte, que até adaptaram aspectos como sendo “uma segunda pele” através das tatuagens. A necessidade de lembrar, homenagear, divulgar o que está no coração que marca na pele. Se eu fizesse uma enquete entre os meus leitores, sobre quais são os ídolos ou candidatos a ídolos, à luz da revelação do Espírito Santo, qual seria o resultado? Só posso responder por mim, só eu sei o que se passa no meu coração, igualmente você!

Senhor Deus Todo-Poderoso, o criador dos céus e da terra; aquele que em amor guia, governa com amor tudo o que existe. Reconhecemos o teu legítimo direito de ser adorado, glorificado, porque só o Senhor é Deus em cima nos céus e em baixo na terra ou em qualquer outro lugar. Teu, Senhor, é o Reino, o poder e a glória para todo o sempre, amém. Te amamos e cultuamos somente a ti, em Cristo, por Cristo e para glória de Cristo, amém.

Pr Jason

Falando Dos Céus

Meditação do dia: 11/08/2023

“Então o Senhor disse a Moisés: Assim você dirá aos filhos de Israel: “Vocês viram que dos céus eu lhes falei.” (Ex 20.22)

Falando Dos Céus – A idéia um tanto poética ou pela formatação dos pensamentos humanos, sempre imaginamos que em relação à Deus e à verdades espirituais, vindo do alto, dos céus ou de qualquer alusão a altura, é bom, é de Deus. Tudo que vem de baixo, inferior, é mal e tem alguma ligação com o mal. Não é só metáfora, há inúmeras referencias que endossa essa criatividade dos homens. O profeta Isaías disse algo, replicando a revelação de Deus: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade e cujo nome é Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15). Uma das formas como Deus se revelou à Abraão e por ele fora conhecido, também apoia a idéia de que verdades espirituais vem do alto. “Ele abençoou Abrão e disse: Abrão seja abençoado pelo Deus Altíssimo, que criou os céus e a terra. E bendito seja o Deus Altíssimo… Mas Abrão lhe respondeu: Juro pelo Senhor, o Deus Altíssimo, que criou os céus e a terra” (Gn 14.19,20,22). No Novo Testamento, essas verdades foram reafirmadas também. “Entretanto, o Altíssimo não habita em casas feitas por mãos humanas. Como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra é o estrado dos meus pés” (At 7.48,49). Escrevendo aos cristãos da cidade de Filipos, Paulo colocou da seguinte forma: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas” (Fp 3.20,21). Quando em eternidade, em arrebatamento e uma lista de temas, estamos sempre pensando em alturas, para cima, de cima e por aí vai!! O que Deus falou a Moisés para dizer ao povo, é coerente com toda a revelação bíblica e base de doutrina para tantas outras verdades da nossa fé. “Então o Senhor disse a Moisés: Assim você dirá aos filhos de Israel: “Vocês viram que dos céus eu lhes falei.” (Ex 20.22). Isso nos conecta ao batismo de Jesus no Rio Jordão, “Depois de batizado, Jesus logo saiu da água. E eis que os céus se abriram e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me agrado” (Mt 3.17,18). Nos leva ao Monte da Transfiguração, “E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o” (Mt 17.5). Assim a nossa fé foi alimentada por revelações firmes que devemos esperar grandes e boas coisas vindas de Deus e vindas de cima. Fecho essa meditação com a palavra de Tiago: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1.17). Deus te abençoe ricamente desde os altos céus e receba grandes revelações que te leve às alturas, mas mantenha o seu coração humilde e firme nas promessas.

Senhor, são grandes as tuas promessas e o teu poder de se revelar aos nossos corações através do teu Espírito Santo e da tua Palavra. Te agradecemos por falar conosco e aos nossos corações. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason