A Explicação de Moisés

Meditação do dia: 10/08/2023

“Moisés respondeu ao povo: Não tenham medo; Deus veio para provar vocês e para que o seu temor esteja diante de vocês, a fim de que não pequem.” (Ex 20.20)

A Explicação de Moisés – O papel de Moisés era muito importante por diversas razões para aquele povo e para o tempo e a eternidade, pois ele lidava com coisas muito maiores do que ele mesmo e mais duradouras do que a sua existência física como homem aqui na terra. Hoje, o que conhecemos e experimentamos em nossa caminhada de fé está fundamentado naquilo que ele recebeu como revelação e no trabalho de liderança exercido por ele. Líder todos os cristãos por extensão, todos somos; o modelo da igreja crescer e sobreviver é através do discipulado e isso foi feito e ensinado desde aquele tempo. O cristão mais maduro, ajuda outros cristãos a amadurecerem, produzirem frutos e reproduzirem o modelo de geração em geração, tal qual Jesus fez e seus discípulos fizeram até chegar a nós, hoje. A explicação de Moisés, revela um propósito divino em se revelar aos homens. Tudo o que Deus faz tem propósito! Por isso Moisés disse ao povo para não temer, pois aquilo não era para aniquilar ninguém, não era para verem por esse ponto de vista. Deus estava testando a qualidade da fé e do tipo de relacionamento que isso iria proporcionar, mas visando vida e crescimento. Anos mais tarde Salomão, como rei sábio escreve que o temor a Deus deve proporcionar experiencias maravilhosas de relacionamento, ajudando os homens a evitarem o pecado e assim se afastarem daquilo que só lhes faz bem. “Quem teme ao Senhor tem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos. O temor do Senhor é fonte de vida para evitar os laços da morte.” (Pv 14.26,27). O líder estava passando a eles a verdade sobre a experiencia dele com Deus e que todos deveriam desfrutar disso. As revelações de Deus encaminham para a vida e para a bênção, nunca para a morte. Os pais de Sansão, quando receberam a revelação sobre o seu nascimento, o pai, citou essa idéia de morte mas a esposa dele valeu-se dessa sabedoria. “E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus. Porém sua mulher lhe disse: Se o Senhor nos quisesse matar, não aceitaria da nossa mão o holocausto e a oferta de alimentos, nem nos mostraria tudo isto, nem nos deixaria ouvir tais coisas neste tempo” (Jz 13.22,23). Esperamos crescer e amadurecer em nossa comunhão com Deus conhecendo assim a sua perfeita vontade que já sabemos na Nova Aliança, que é boa, perfeita e agradável. “E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

Senhor, obrigado pela vida eterna em Cristo Jesus, mas também pelo nosso dia a dia onde podemos te conhecer, amar e servir apoiando uns aos outros na caminhada de fé. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Contradições Entre Fé e Prática

Meditação do dia: 09/08/2023

“Disseram a Moisés: Fale-nos você, e ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos.” (Ex 20.18)

As Contradições Entre Fé e Prática – Como já pronunciamos em outras ocasiões, não temos a intenção de tecer críticas à quem viveu no passado bíblico pelos seus vacilos, medos, dúvidas e imaturidade. Todos nós passamos por vales e momentos difíceis e nem sempre acertamos de primeira, às vezes, nem acertamos; então a idéia não é criticar, mas aprender com eles e superarmos naquilo que é nossa parte na caminhada. O que eu faria se estivesse lá naquele acampamento, sob a liderança de Moisés? O que você faria? Só acertaríamos? Estaríamos entre os fervorosos, entre os temerosos, entre a turma da dúvida ou estaríamos “em cima do muro” pagando para ver qual lado escolher? Pelo título, estou propenso a discutir as palavras deles a Moisés, que expressava o medo de morrer, devido a presença e poder de Deus. Sabemos, que com exceção do arrebatamento da igreja, a outra possibilidade de alguém encontrar com Deus, é através da morte. Morre-se fisicamente e o corpo vai para o pó e a alma e espírito vão para a eternidade. Como estamos escrevendo para uma maioria cristã evangélica, que tem na Palavra de Deus a certeza da salvação pessoal; então para ver Deus, tem que morrer. Mas aí é que está o problema: ninguém quer morrer, nem gostam de pensar nessa idéia. Alguns até “batem na madeira, e dizem: Isola, sai fora!” É salvo, ama a Deus, quer ir para o céu, mas não aceita morrer! Não tem algo incoerente nisso? Os cristão amam e vibram com a doutrina da ressurreição, e ainda mais pela palavra de Jesus diante do túmulo do amigo Lázaro: “Jesus disse a ela: O seu irmão há de ressurgir. Ao que Marta respondeu: Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia. Então Jesus declarou: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente. Você crê nisto?” (Jo 11.23-26). Todos querem participar da ressurreição, mas como ressuscitar se não morrer? Aqueles hebreus estavam em pânico e falando de coisas que contradizia o que eles criam sobre viver na presença de Deus e como ter um relacionamento em termos de eternidade. Qual é a nossa afirmação hoje? Não me refiro ao que os pastores pregam dos púlpitos, mas o que as pessoas da igreja acreditam, vivem e aguardam em termos de esperança. Você está vivendo em coerência ao que professa?

Senhor, obrigado por nos guiar a caminhos de reflexão sobre nossos valores e nossas crenças. Nossa fé precisa ser forte e firme o suficiente para superar até mesmo os momentos mais difíceis nessa vida sob a certeza de que estamos firmados em verdades eternas. Agradecemos pela salvação disponível em Cristo Jesus para cada um de nós, pela fé. Oramos em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Por quê Moisés e Não Eu?

Meditação do dia: 08/08/2023

“Disseram a Moisés: Fale-nos você, e ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos.” (Ex 20.18)

Por quê Moisés e Não Eu? – Por alguma razão, que desconfio que nem a própria razão desconfia, fui levado a subdividir o texto da meditação em uma trilogia, que espero servir para edificar mais do que complicar a vida de vocês e minha também. Depois de quase pronto o texto da meditação intitulada “Intercessao?” do dia 06/08, me vi obrigado a dividi-lo em duas partes e dois assuntos e fechar com essa de hoje, por isso virou uma trilogia. A questão é a seguinte: Depois da grande manifestação divina, com todos aqueles trovões, relâmpagos e vozes de trombetas e tremores do solo, mesmo estando orientados e prevenidos por Deus e por Moisés, eles ficaram aterrorizados e vieram à Moisés com essa proposta para Moisés ir a Deus e ouvir e retransmitir a eles, mas para Deus não falar diretamente com eles, porque estavam com medo. Estou escrevendo isso, muitos séculos depois, milhares de anos e com um entendimento muito diferente do que aquilo que eles tinham e vendo as revelações divinas com outros olhos e entendendo melhor os seus propósitos. À luz de nossa experiencia cristã e bíblica, ainda que seja uma metáfora, o que eles fizeram é o que chamamos de “fugir da responsabilidade.” É terceirizar sua vida espiritual para que profissionais cuidem. Deveriam cada um deles se aproximar de Deus, na condição de seres frágeis e pecadores, ainda assim eles seriam aceitos e acolhidos por aquele que é o Deus Criador e tinha uma aliança de bênção com eles, desde os tempos de Abraão. Em vez de conhecer melhor a Deus e aprender com ele, para crescimento e progresso na fé, eles resolveram se recolher em sua insignificância e passar a bola para Moisés. Foi por isso que perguntei nas meditações anteriores, se a atitude deles era porque buscavam um intercessor ou um mediador. Mas a verdade é que eles estavam abrindo mão de seus direitos e privilégios de comunhão com Deus, para deixar que Moisés servisse de ponte entre eles e Deus. Isso continua acontecendo até hoje, mesmo nas igrejas bíblicas. Observe, com as pessoas esperam que outros orem por elas. Ninguém mais tá afim de pagar um preço de joelhos e ter uma vida de oração. Veja como as pessoas adoram e louvam a Deus, só seguindo um ministro de louvor, ou alguém que puxa os cânticos nas reuniões. Adoradores não se fazem mais! Olha quanto tempo e quanto de Bíblia é lido nos cultos e reuniões? Quase nada, zero! Ao invés de alimentarem-se da Palavra de Deus, isso é substituído por mensagens e pregações dos “ungidos.” Tudo está sendo terceirizado e delegado para outros fazerem porque “fazem” melhor do que a gente! Os pais terceirizam a educação cristã e bíblica para a igreja; eles alegam que a igreja tem pessoas mais bem preparadas e elas não tem “ministério” com crianças. Tudo isso é antibíblico, as Escrituras atribuem tais e todas essas ações a cada um de nós. Esses dias isso tem me consumido o coração e a mente; admito que sou responsável por boa parte disso se perpetuar, como pastor tenho facilitado tais práticas. Misericórdia, Senhor! Precisamos repensar muitos dos nossos valores!

Senhor, clamo por misericórdia! Precisamos fazer o que é certo, porque é certo e é assim que a tua Palavra ensina. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Mediação?

Meditação do dia: 07/08/2023

“Disseram a Moisés: Fale-nos você, e ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos.” (Ex 20.18)

Mediação? – A mediação em termos espirituais no quesito mais importante e determinante da fé cristã, existe e só pode ser realizada por uma única pessoa, por um único motivo, Jesus Cristo. “Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e a humanidade, Cristo Jesus, homem, que deu a si mesmo em resgate por todos, testemunho que se deve dar em tempos oportunos” (1 Tm 2.5,6). Para mediar a condição de salvação e redenção humana, exige-se determinados requisitos, que não é encontrado entre os homens e por isso Deus precisou se encarnar e viver entre nós e assumir tais condições. Entender esse ensinamento é crucial para a experiencia de relacionamento dom Deus. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. No dia seguinte, vendo que Jesus vinha em sua direção, João disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.14,29). Assim os apóstolos reafirmaram as credenciais de Jesus Cristo para nos oferecer a sua salvação. “Carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele vocês foram sarados. Porque vocês estavam desgarrados como ovelhas; agora, porém, se converteram ao Pastor e Bispo da alma de vocês” (1 Pe 2.24,25). Em uma de suas primeiras pregações do Evangelho para uma multidão, esse mesmo apóstolo Pedro fez a seguinte afirmação: “E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12). Salvação, só em Jesus! Porque ele fez lá na cruz o único sacrifício que poderia satisfazer a justiça divina e a necessidade humana. Ele se colocou como mediador entre Deus e homens, por sendo Deus ele entende a razão das reivindicações justas de Deus e como homem ele entende e conhece as fraquezas e limitações humanas; ninguém melhor do que ele para mediar esses interesses. Então ninguém comparece diante de Deus Pai, na sala do trono com autoridade como Jesus. É isso que as Escrituras ensinam. “Que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.6-11). Só e tudo isso!

Senhor, graças te damos pela mediação da obra expiatória de Cristo lá na cruz, por isso podemos nos achegar a ti como filhos, acolhidos, amados, aceitos e perdoados, comprados pelo precioso sangue de Jesus! Temos um excelente advogado diante do Pai e temos assegurado a vida eterna, pela fé e pela graça. Te amamos, te adoramos e agradecemos por toda essa operação de salvação e resgate da nossa vida, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Intercessão?

Meditação do dia: 06/08/2023

“Disseram a Moisés: Fale-nos você, e ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos.” (Ex 20.18)

Intercessão? – Ler nas entrelinhas é uma expressão da língua portuguesa, que significa observar também o que está sendo dito sem que esteja escrito no texto. Pode se chamar também de “captar o espírito do texto ou da lei.” Na oralidade fazemos uso disso utilizando a entonação da voz ou até mesmo utilizando recursos que permitam a dedução. Numa conversa com alguém, por exemplo: “Você acha que tenho tempo para isso?” Quando na verdade a afirmativa seria: “Não tenho tempo para isso!” Quando estamos impacientes, dizemos: “Aja paciência!!” Não estou afirmando, nem sugerindo que esse tipo de linguagem esteja nesse texto da nossa meditação, mas a expressão nos leva a outros contextos bíblicos e históricos onde estas duas palavras existem e não são intercambiáveis entre si. A intercessão é uma atitude de se colocar diante de alguém em favor de outra pessoa, para obter alguma coisa. A mediação é também estar e se colocar diante de alguém para arbitrar uma condição de necessidade e que uma das partes é incapaz de realizar por si só. Em termos espirituais, utilizamos muito esses aspectos. A intercessão é quando alguém se coloca em oração, clamor em favor de outra pessoa, diante de Deus até que o favor ou a graça sejam alcançada. Até mesmo o Senhor nosso Deus espera que haja intercessores diante dele em favor de outros: “Procurei entre eles um homem que reconstruísse a muralha e se colocasse na brecha diante de mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei ninguém” (Ez 22.30). Este texto é um clássico no ensino bíblico sobre intercessão. Mas temos outros tantos. “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador” (2 Tm 2.1-3). Na nova vida em Cristo, esse texto de Romanos não poderia ficar de fora: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).

Senhor Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, louvado seja o teu santo e poderoso nome, bendita seja a tua Palavra entre nós e nos nossos corações. Estendemos a nossa gratidão pelo ensinamento das verdades que tornam preciosas as nossas vidas diante de ti e nos dá um proposto e um destino. Obrigado, pelo relacionamento que nos trás tantos benefícios, mas a comunhão com o Todo-Poderoso é a maior graça que podemos alcançar e em Cristo isso se tornou possível. Oramos com gratidão e temor, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tremer de Medo

Meditação do dia: 05/08/2023

“Todo o povo presenciou os trovões, os relâmpagos, o som da trombeta e o monte fumegante; e o povo, observando, tremeu de medo e ficou de longe.” (Ex 20.18)

Tremer de Medo “Tendo medo já serve!” Essa era uma expressão muito utilizada e conhecida entre a garotada lá no nosso Goiás. Ela tinha uma conotação de brincadeira, mas em outros aspectos era levada à sério. A moral da expressão é que se não pode ter o respeito ou a consideração da outra pessoa, ela tendo medo, já servia. Mas sabemos que há uma enorme distancia entre medo e respeito ou reverencia. Pensemos no relacionamento familiar, onde os filhos têm medo de seus pais, mas não os respeitam, ou o tipo de respeito que cultivam é devido ao medo e ao terror que eles impõem. Isso é tragédia anunciada por antecipação. Com o relacionamento com Deus, isso toma uma conotação ainda mais pesada. Porque somos chamados a nos relacionarmos com Deus em nível de família, de amor, comunhão e confiança. “Assim, vocês não são mais estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Ef 2.19). Se não for possível se aproximar de Deus pela fé, que é um caminho espiritual, do íntimo do ser (coração); isso será feito pela razão ou intelecto, que é atividade da alma e não do espírito, por tanto é carnal, humano e procurará caminho físicos, materiais e sensoriais; é porta aberta para o extremismo, fanatismo, idolatria e superstição. Estamos falando de religião. Isso não tem nada de evangelho, da graça de Deus e não produz satisfação espiritual. A pessoa continuará faminta, sedenta, inquieta e perdida. Lembremos que foi exatamente isso que levou a Jesus a nos fazer um convite: “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30). Ter medo de Deus, mas não conhecê-lo o suficiente para “temer” no sentido de reverencia, reconhecimento de sua santidade, justiça, bondade, compaixão e generosidade… não ajuda e ainda sobrecarrega. Tiago dá o diagnóstico mais claro que poderia ser dado sobre isso: “Você crê que Deus é um só? Faz muito bem! Até os demônios creem e tremem” (Tg 2.19). Viu, o que ronca e fuça tem medo à ponto de tremer, mas não muda, não se converte e isso não é suficiente.

Senhor, graças te rendemos, adorando em espírito e em verdade, sabendo que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria e por ele evitamos o pecado e tudo aquilo que não te agrada. Queremos andar bem perto de ti, em estreita amizade e comunhão hoje e todos os dias que teremos na face da terra e depois para todo o sempre e eternamente, amém.

Pr Jason

Presenciando Relâmpagos e Trovões

Meditação do dia: 04/08/2023

“Todo o povo presenciou os trovões, os relâmpagos, o som da trombeta e o monte fumegante; e o povo, observando, tremeu de medo e ficou de longe.” (Ex 20.18)

Presenciando Trovões e Relâmpagos – Cada tempo tem seus encantos e seus desafios. Agir pela fé para nós faz todo sentido e entendemos que deve ser assim mesmo, porque a Bíblia diz que o justo vive pela fé. Conhecemos a Deus, somos salvos, recebemos bênçãos e fazemos serviços e ministérios, ajudamos pessoas, acreditamos em muitas coisas, que só é possível a nível espiritual. Quando examinamos a nossa Bíblia encontramos passagens como essa da meditação de hoje, onde presenciamos a descrição de fenômenos atmosféricos, como relâmpagos, trovões, nuvens escuras, raios e até aparência de fogo, mas com a diferença, que os nossos são fenômenos mesmos, mas aqueles eram manifestações da presença, da glória e do poder de Deus, assim, visíveis, audíveis, perceptíveis a todos os sentidos humanos. Mas nada era natural. Quando a experiencia com Deus e com o sobrenatural é bem rasa, limitada, a tendência mais comum é acreditar que aquilo não aconteceu de verdade; foi uma narrativa em forma figurada, ou se aconteceu, não acontecerá mais. Também acontece que algumas pessoas acreditam que aquelas pessoas que viveram e presenciaram aquelas manifestações, foram mais privilegiadas do que nós porque não temos isso em nossos dias. Outros, procuram espiritualizar demais e empreender buscas e viver à procura de ver a repetição novamente. Podemos dizer que a Bíblia é um livro de exportação, isto é, ela tem mensagens para nós retirarmos dela para nosso aprendizado e crescimento; ela não é uma fonte de importação, recebendo nossas interpretações pessoais e enviando para ela o sentido que queremos que ela tenha. Em nosso relacionamento com a Palavra de Deus o melhor que podemos fazer é ler para ser sábio, praticar para ser santos e crer para ser salvos. Aqueles amados israelitas do passado não eram nem mais e nem menos especiais do que nós; apenas viveram num tempo e numa época em que aquelas bases da revelação de Deus estavam acontecendo. Hoje, ela, a revelação divina está completa e isso é privilégio nosso. “Pois o que se pode conhecer a respeito de Deus é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, isto é, o seu eterno poder e a sua divindade, claramente se reconhecem, desde a criação do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que Deus fez. Por isso, os seres humanos são indesculpáveis” (Rm 1.19,20). Outra citação muito importante também foi escrita pelo apóstolo Paulo que diz: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Cl 1.15,16). Não poderia deixar de citar o texto do autor aos Hebreus, que joga muita luz sobre a maior revelação de Deus, que é através de Jesus Cristo. “Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo. O Filho, que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela sua palavra poderosa, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles” (Hb 1.1-4). Vamos firmar a nossa fé e o nosso relacionamento com Deus, através de Jesus e tudo que ele trouxe pessoalmente e através de seus apóstolos e tudo isso registrado no nosso Novo Testamento. Deus hoje está mais perto de nós, do que estava daqueles hebreus, porque na Nova Aliança, ele habita em nós, que somos agora o seu santuário. Viva sua fé! Ande em fé e sirva ao Senhor com alegria, esse é o seu tempo; essa é a sua hora, essa é a nossa vez!

Pai Celestial, obrigado por sua bondade, justiça e misericórdia; somos gratos pelas revelações de tua bendita pessoa, tanto no passado, como no presente, através do Espírito Santo na igreja e da tua Palavra. Somos felizes por vivermos nesse tempo, nesse contexto e dentro do teu propósito. Consagramos a nossa vida, nossa vontade e tudo o que somos e temos, para servir com alegria e fazer a nossa parte, agora que é a nossa vez! Oramos em fé, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Cobiçar Coisa Alguma

Meditação do dia: 03/08/2023

Não cobice a casa do seu próximo. Não cobice a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” (Ex 20.17)

Não Cobiçar Coisa Alguma – Coisa alguma me parece muita coisa! Assim como nada, é muito pouco coisa; ninguém é muito pouco em termos de pessoas; tudo é muita coisa ou muito abrangente. Quando a Bíblia diz que Deus criou todas as coisas, algumas pessoas perguntam: “até…? ou aquilo também?” Sim! “Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). “Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste” (Cl 1.16). Especialmente este texto bíblico de Colossenses é muito abrangente, radical e redundante. Em Cristo foram criadas todas as coisas – em todos os lugares e de todas as categorias, materiais, imateriais, físicas, metafísicas, tipos de poderes e autoridades. O mais significante: Tudo foi criado por ele, para ele; ele antecede a tudo e a todos e é por seu intermédio que tudo isso é e permanece! Excluir Deus da Criação é simplesmente acabar com tudo, ou com nada, melhor dizendo! Essas são algumas das bases ou provas do porque Deus tem o legítimo direito de legislar e regulamentar todas as coisas, ainda que alguém ou algumas pessoas se arrogam alguma coisa, queira negar essa influencia e até a sua existência. Ao meditarmos hoje, sobre o pecado da cobiça, estou dizendo, quer você aceite ou goste ou não, essa é a verdade e a sua ou minha negação, não vai alterar substancialmente nada no propósito eterno de Deus, senão para nosso próprio prejuízo. Cobiçar é errado, porque Deus estabeleceu uma lei que diz para não cobiçar e ponto! “Que diremos, então? Que a lei é pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, a não ser por meio da lei. Porque eu não teria conhecido a cobiça, se a lei não tivesse dito: “Não cobice.” Mas o pecado, aproveitando a ocasião dada pelo mandamento, despertou em mim todo tipo de cobiça. Porque, sem lei, o pecado está morto” (Rm 7.7,8). Acredito que algum dos meus leitores dessa meditação, prestando mais atenção nessa referencia de Romanos, vai ter muito material para meditar, criar estudos bíblicos e aprender muito sobre salvação, libertação,  da santificação, do poder do pecado, o papel da lei, da graça, da cruz, do novo nascimento, e a lista será grande. Se precisarem, apertem os seus pastores e professores para lhes encaminhar em maior conhecimento dessas verdades. Para nós aqui, é suficiente entender porque Deus quer que não cobicemos nada de ninguém; se precisarmos, podemos lhe pedir com fé, porque ele pode nos dar TUDO, então pra que cobiçar o que pertence ao próximo? Se ele tem ou recebeu, também podemos, se isso está alinhado com os propósitos de Deus. Amém?

Senhor, os teus mandamentos são justos e retos! Podemos aprender com as grandes verdades contidas nesses pequenos fragmentos contidos na tua Palavra. Precisamos ser cheios do Espírito Santo, que já habita em nós e pode nos guiar a toda a verdade! Obrigado, graças, Senhor! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Cobiçar o Boi ou Jumento

Meditação do dia: 02/08/2023

Não cobice a casa do seu próximo. Não cobice a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” (Ex 20.17)

Não Cobiçar o Boi ou Jumento – Em dias modernos, até o boi ou o jumento é tech, é pop! Quando se pensa nas verdades dos ensinos bíblicos e suas aplicações, não se pode agir literalmente no entendimento e aplicação, como se não houvesse uma história, uma cultura e um intervalo de tempo entre o que foi escrito e o que vivenciamos como sociedade atual. Deus tratou com pessoas, povos, nações e isso envolvia costumes, culturas e hábitos regionais e para isso, valeu-se de princípios que poderiam ser experimentados ali, no dia a dia e também serviriam para todos os povos em todos os tempos, sem que a verdade ficasse obscura, obsoleta e sem utilidade. Não é verdade que a Bíblia é tudo alegoria, metáforas e mitos. Ela é verdade verdadeira, absoluta, sem conter erros ou contradições e nenhum livro jamais foi tão combatido, contestado e desacreditado e sobrevivido cada vez mais forte, mais veraz do que seus inimigos e adversários imaginavam, do que a Bíblia. Literalmente, bois e jumentos, cavalos e outros animais domésticos são propriedades, bens para consumo e serviço. Alguns deles já ocuparam na história dos povos, status de riqueza, grandeza e poder. Para evitar algo assim e desvirtuar a fé dos israelitas, Deus incluiu cláusulas nas suas leis para que eles se mantivessem tementes e confiantes num poder maior e superior, que poderia mantê-los protegidos, seguros e prósperos. “Porém esse rei não deve multiplicar para si cavalos, nem fazer o povo voltar ao Egito, para multiplicar cavalos, pois o Senhor já lhes disse: Nunca mais vocês devem voltar por este caminho” (Dt 17.16). Deus sabe o que diz e porque diz, concorda comigo? A versão correta da fé deveria levar Israel e todo o povo de Deus a uma verdade simples: “Uns confiam em carros de guerra, e outros, em seus cavalos; nós, porém, invocaremos o nome do Senhor, nosso Deus” (Sl 20.7). No contexto deles também, o boi ou jumento era um importante aliado do trabalho pesado, para transporte, uso na agricultura e em tantas outras utilidades, como foram para os povos e civilizações em desenvolvimento. Até que começaram a serem substituídos por máquinas e carros, implementos de trabalho mecanizados. De onde você acha que vem o padrão de medida de forças de um veículo? O motor é de 100 cavalos, 300 cavalos… usando também a nomenclatura em inglês “HP” de Horse Power. Entende de onde pode vir a cobiça, e o pecado.

Senhor, ensina-nos a ver a vida do teu ponto de vista e assim alcançarmos corações sábios e vida produtiva sem avareza, cobiça e pecado. Confiando em ti e no teu modo de governo. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Cobiçar o Servo do Próximo

Meditação do dia: 1º/08/2023

Não cobice a casa do seu próximo. Não cobice a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” (Ex 20.17)

Não Cobiçar Servo do Próximo – Podem ficar tranquilo que o pastor Jason não é favorável a trabalhos em condições análogos à escravidão. Como cristão, aceitamos a condição de servos, no sentido bíblico de voluntário, por amor e a serviço do Reino de Deus. Essa é uma condição muito justa e para quem conhece a Deus e ao seu caráter, sabe que é por demais honroso ser chamado de servo de Deus; é um privilégio servir ao Corpo de Cristo, do qual somos membros e precisamos promover a edificação e saúde mútua; sendo assim, todos servimos e todos somos servidos. Como disse o apóstolo Paulo, “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14,15). No contexto de mão de obra, empregados e servidores entram na categoria de servos, na linguagem bíblica. Com um mercado muito concorrido e disputado para certas classes e determinados profissionais, cobiçar o servo e a serva alheia hoje até faz parte do ritual do mundo empresarial e de negócios. Estamos num tempo de transição daquilo que conhecíamos como “mão de obra,” para o mercado 4.0 onde já se utiliza a expressão “cérebro de obra.” Os setores de RH das empresas estão atrás de cérebros capazes de resoluções de problemas e pessoas capazes de aprender e criar sem terem de serem comandados e supervisionados de perto por um único especialista. Há seguimentos trabalhistas onde só se contratam funcionários formados em engenharia, porque são os elementos mais treinados para solução de situações e problemas. Já notaram que atualmente poucos querem passar a vida toda num único emprego? Não há mais carreiras definitivas e as novas gerações buscam mais a rotatividade e os novos desafios? Mas ainda que as coisas sigam essas tendências, as relações humanas ainda são importantes e nelas, cobiçar de forma mesquinha e egoísta as pessoas que servem a outros, ou até mesmo aos concorrentes, precisa ser vista pelo cristão, como oportunidade de viver a verdade da revelação divina. Não construímos nossa felicidade, prosperidade e bem-estar sob alicerces da desonestidade, cobiça, inveja e métodos que ferem a ética e as boas relações. Para cumprir a nossa função cristão de ser luz e brilhar, não podemos e não precisamos apagar a luz e o brilho dos outros.

Senhor, agradecemos por nos capacitar a viver acima da média, da mediocridade e sermos sal e luz num mundo corrompido e desleal; mas o fato do mundo ser assim, não nos autoriza a sermos parecidos com isso ou adotarmos condutas e padrões que não permitam que a luz e a graça do Senhor faça a diferença nas vidas ao nosso redor. Seguimos as recomendações da tua Palavra, que nos incentiva a fazermos todas coisas, quem em palavras ou ações, tudo deve ser feito para a tua glória; e assim será, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason