Fogo Estranho

Meditação do dia: 11/12/2023

“¹Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, puseram fogo dentro deles, e sobre o fogo colocaram incenso; e trouxeram fogo estranho diante da face do Senhor, algo que ele não lhes havia ordenado. ²Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram diante do Senhor.” (Lv 10.1,2)

Fogo Estranho – Estamos escrevendo algumas meditações bíblicas com um tema em comum: as ações humanas realizando substituições em ordens divinas ou agindo de forma que um projeto original é substituído por um inferior conforme a conveniência de determinados personagens. A idéia é refletir sobre como fazemos as coisas; como tomamos decisões alterando ordens, mandamentos, princípios e normas estabelecidas, ou um padrão que seria o convencional. Hoje, voltamos a nossa atenção para uma dessas atitudes com consequências desastrosas, culminando na morte de pessoas, que tinham um valor muito grande, uma vocação ao ministério e no exercício de suas funções tomaram decisões por conta própria, desconsiderando as ordens específicas recebidas. É claro que toda perda de vidas é lamentável e produz dor e sofrimento em familiares e amigos que são afetados com tais perdas. Aqui, os filhos do Sumo Sacerdote Arão, foram treinados, preparados e credenciados para oficiarem como sacerdotes no culto a Deus e tinham a responsabilidade de ministrarem no altar de Deus. Ninguém chega nessa nível de responsabilidade sem que tenha sido trabalhado e aprendido com exatidão as suas funções e responsabilidades. Aconteceu com eles o que tem acontecido com muitas pessoas ao longo dos anos e séculos, em muitas funções e responsabilidades que lhes são conferidas como privilégio servir, mas escolhem um caminho diferente, deixando de levar à sério aquilo que lhes foram passado com muito zelo e reverencia. Fazer a obra de Deus nos nossos próprios termos não é fazer a obra de Deus. Nos tempos de Jesus, alguém fez essa pergunta, sobre como fazer a obra de Deus, e Jesus lhes respondeu: “²⁸Então lhe perguntaram: Que faremos para realizar as obras de Deus? ²⁹Jesus respondeu: A obra de Deus é esta: que vocês creiam naquele que ele enviou” (Jo 6.28,29). Crer em Jesus está diretamente ligado a viver e seguir os seus ensinamentos, suas prescrições e mandamentos. Não é uma questão de assentimento mental, uma concordância com um credo ou código de moralidade e religiosidade. Quando o Tabernáculo de Deus foi inaugurando, foi um evento espiritual e sobrenatural, aos olhos de todos e os próprios sacerdotes e ministros presenciaram os eventos e tinham instruções de procedimentos que resguardavam a santidade de Deus e a representatividade deles como ministros. Eles precisavam ser e servir de exemplo no zelo, cuidado e respeito com as coisas sagradas, porque são sagradas. No versículo final do capitulo nove de Levíticos, descreve a manifestação da glória divina e o fogo procedente de Deus sobre o altar, consumindo a oferta ali depositada. “E eis que, saindo fogo de diante do Senhor, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar. Quando todo o povo viu isso, deu gritos de alegria e se prostrou com o rosto em terra” (Lv 9.24). Esse era o fogo que deveria ser preservado sobre o altar continuamente, porque era procedente de Deus, fogo santo como dizemos e como foi prescrito na lei. “¹²O fogo sempre ficará aceso sobre o altar; não deve ser apagado. O sacerdote acenderá lenha no altar cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. ¹³O fogo queimará continuamente sobre o altar; não deve ser apagado” (Lv 6.12,13). De alguma forma, ou por alguma razão eles resolveram trazer um fogo comum, e não foi aceito por Deus, que fulminou os dois sacerdotes. Segundo alguns comentaristas, uma das prováveis razões pela ação irreverente deles, pode ter sido causado por ingestão de bebida alcoólica, e sobre tal efeito se apresentarem para servir no altar, o que era impróprio e vedado a Arão e à seus filhos perpetuamente, conforme se percebe na sequencia do texto bíblico. “⁹Você e seus filhos não devem beber vinho ou bebida forte, quando entrarem na tenda do encontro, para que não morram. Isso será estatuto perpétuo entre as suas gerações, ¹⁰para que vocês façam diferença entre o santo e o profano e entre o impuro e o puro ¹¹e para ensinarem aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado por meio de Moisés” (Lv 10.9-12). Como sacerdotes eles precisam de sobriedade para terem bom discernimento entre coisas sagradas e profanas, impuras e puras, para ensinarem ao povo; portanto serviria para preservar suas vidas também. Se muitos cristãos e ministros não se embriagam com vinho ou bebidas, todavia se embriagam com o poder, o prestígio, a ostentação; com isso acabam por caírem sobre a tentação da ganancia e o materialismo, as riquezas e para alcançarem tais desejos, sacrificam suas próprias vidas e seus ministérios. Quantos altares estão hoje com fogo estranho aos propósitos de Deus e do que é ser igreja, para satisfazer a ambição desmedida de homens que perderam o temor de Deus e tomaram as rédeas de como interpretar a verdade revelada de Deus conforme as suas próprias conveniências. Isso nunca termina bem!

Senhor, te louvamos e agradecemos porque junto com o chamado o Senhor fornece também os recursos e até o fogo para ser ministrado no altar. Pedimos essa sabedoria do alto e a integridade de caráter para servirmos em fé e obediência, com humildade e alegria de estar diante de tua santidade e ministrar ao teu povo. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Escudos de Bronze

Meditação do dia: 10/12/2023

“²⁶Levou embora os tesouros da Casa do Senhor e os tesouros do palácio real. Levou tudo, inclusive todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito. ²⁷Em lugar destes, o rei Roboão fez escudos de bronze e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam o portão do palácio real.” (1 Rs 14.26,27)

Escudos de Bronze – Nessas meditações estamos abordando o assunto das substituições humanas para os verdadeiros valores. Hoje, estaremos lidando com a época dos reis de Israel e a verdade sobre as consequências de vidas fora da vontade de Deus, no pecado e na desobediência. Esse rei, Roboão, o filho do rei Salomão, neto do rei Davi; assumiu o trono no lugar da pai, um homem notável que ficou para a história como o homem mais sábio que pintou nesse planeta. A nação experimentara um muito crescimento, popularidade e fama, graças ao rei Salomão. Suas alianças e acordos costurados com as nações vizinhas o manteve seguro e em paz durante os seus quarenta anos de reinado. Parece que o que o pai tinha de sabedoria, o filho tinha de estupidez. Começou passando os pés pelas mãos e agindo com uma tamanha arrogância e prepotência que pouco se viu na história do povo de Deus. Conhecemos suas escolhas logo no começo do seus movimentos. Assim que foi coroado, o povo lhe pediu um alívio nos tributos que foram exageradamente altos para manter a opulência e megalomania de Salomão. Ele pediu um prazo para consultas e ouviu dois grupos: Os anciãos que lideraram a nação juntamente com o seu pai, que o aconselharam a ouvir a petição do povo, pois demonstrando boa vontade, ele ganharia o coração e a simpatia do povo, que o serviria de bom grado. Consultou também os jovens, seus colegas de aventuras e burgueses que nunca souberam o preço ou o custo de coisa alguma. Eles o inflaram de mais prepotência e arrogância, colocando em sua vaidade real, a idéia que ele era muitas vezes superior ao antecessor que reinara sobre aquele povo. Nas palavras deles: “E os jovens que haviam crescido com ele responderam: Diga o seguinte a este povo que se queixa do pesado jugo que o seu pai lhe impôs e que pede para que ele seja aliviado. Diga-lhe o seguinte: “O meu dedo mínimo é mais grosso do que a cintura do meu pai” (1 Rs 12.10). Resultado, perdeu dez das doze tribos da nação. O reino foi dividido, e os prejuízos foram incalculáveis. Nesses problemas todos, ele foi atacado e saqueado perdendo os grandes tesouros nacionais e particulares que eram uma riqueza imensa e orgulho nacional. O rei do Egito, Sisaque, no seu quinto ano veio e levou tudo, incluindo os duzentos escudos de ouro que o rei Salomão fizera e utilizava nas grandes e pomposas cerimônias festivas do povo. “O rei Salomão fez duzentos grandes escudos de ouro batido, empregando sete quilos e duzentos gramas de ouro em cada escudo” (1 Rs 10.16). São 1.440 kg de ouro. Só em valores monetários, hoje quando escrevo essa meditação, 18/11/2023, o ouro está cotado á R$ 311,49 o grama. São R$ 311.490,00 o kg e são 1.440 kg = R$ 448.545.600,00). Estamos falando só dos escudos que foram levados. O que o rei fez? Mandou fazer duzentos escudos de bronze e pendurou no lugar e quando havia solenidades, eles eram utilizados exatamente como nos tempos do rei Salomão. Escudos de bronze, polidos, brilhantes, reluzentes, em substituição a escudos de ouro. Mas o rei manteve a pose! Quem é que vai notar a diferença? Se alguém perguntar, é só dizer que os legítimos estão bem guardados e esses são utilizados para resguardar os verdadeiros que são muito valiosos, foram feitos pelo grande rei Salomão e em respeito e a memória (“que Deus o tenha”)… substituir o verdadeiro pelo genérico! Trocar os dons de Deus pelas habilidades humanas. Substituir a mensagem de Deus, pelo discurso motivacional. Trocar a alegria do Espírito Santo pela diversão ou entretenimento. Substituir o mover de Deus pelos artifícios tecnológicos e técnicas de oratória positivista. As famílias trocar a presença em família por dinheiro, presentes caros, viagens dispendiosas e permissividade aos filhos. Pessoas substituir relacionamentos verdadeiros por conforto e riquezas materiais. Se esconder atrás de algo que brilha, dá status, tem a mesma aparência e é só mesmo para ser mostrado em eventos e cerimônias públicas. Mas na vida privada, no particular, na intimidade, se sabe que é de bronze e não de ouro. É falso! É engano!

Senhor, nesses dias de tanta maquiagem, meios de camuflar a verdade, retocar e produzir efeitos especiais que dá a aparencia de perfeição em praticamente tudo, nós nos voltamos para ti, olhando na tua Palavra e vendo que pessoas de posição e prestígio já fizeram isso no passado e não deu certo. A verdade é libertadora. A autenticidade é preciosa e o Senhor nosso Deus ama a verdade no íntimo. Conceda-nos a tua graça e misericórdia. Queremos que a glória do Senhor seja vista, de forma autêntica e pura em nossas vidas e ministérios. Pedimos perdão em nome de Jesus, por condutas e atitudes que são contrárias a essa verdade ensinada na tua Palavra. Senhor, tenha misericórdia de cada de um de nós, em do seu filho Jesus, amém.

Pr Jason

Armadura de Saul

Meditação do dia: 09/12/2023

“Saul vestiu Davi com a sua própria armadura, pôs um capacete de bronze na cabeça dele, e o vestiu com uma couraça.” (1 Sm 17.38)

Armadura do Rei Saul – Nessa mini série de meditações, estamos trabalhando com situações onde alguém deixou de depender de Deus e fez uso de seus próprios meios para servir a Deus ou resolver suas situações complicadas. Nosso propósito é ver os paralelos da história bíblica com as quais podemos nos identificar e assim fazendo uso da sabedoria bíblica, corrigir nossas ações e perspectivas. Hoje vamos estudar e meditar numa situação de batalha, o que é bastante comum na vida cristã; todos nós estamos numa batalha espiritual onde ao escolher servir a Deus, nos colocamos no campo de visão do inimigo, que procura atacar os filhos de Deus e derrota-los ou no mínimo deixar o máximo de baixa possível. Toda batalha necessita de estratégia para luta-la. Como soldados do exército do Senhor, devemos receber dele as instruções e segui-las à risca para então lograr êxito. Nosso contexto bíblico, foi no reinado do rei Saul, quando ele já havia se apostatado dos caminhos de Deus e tomado suas próprias iniciativas. Ele fora confrontado pelo exército dos filisteus, que vieram para o seu território e com uma provocação desafiadora. Eles tinham um trunfo nas mãos; um gigante de mais de três metros de altura, bem treinado e muito bem equipado com armas e armaduras. Era inédito o que eles estavam propondo para os israelitas que representam o povo de Deus, ou os interesses do reino de Deus. Eles queriam evitar um confronto sangrento e propunham um duelo entre apenas dois guerreiros, um de cada lado da contenda. O melhor israelita contra o melhor filisteu. Eles apostavam tudo em Golias. Saul não encontrou ninguém disposto a aceitar o desafio. Ele, o rei, era o maior homem em termos de estatura em todo o seu exército, mas ainda assim não se habilitou. Experimentou uma proposta onde o desafiante que vencesse o gigante ganharia um prêmio generoso em termos financeiros e poderia se casar coma princesa. Nem assim deu certo. Por quarenta dias eles foram desafiados pela gigante. Foi então que apareceu um rapazinho, que viera ao acampamento trazer suprimentos para seus irmãos e levar notícias deles para a família. Ele ouviu o desafio e achou um absurdo ninguém reagir e enfrentar a situação. Ele foi ao rei e se apresentou como voluntário para enfrentar o gigante filisteu. O rei Saul se viu pressionado, pois não poderia aceitar um adolescente sem idade militar aceitar um desafio que nenhum soldado treinado aceitara, nem os generais, nem o rei. Com a insistência de Davi, baseando unicamente na fé em Deus e no histórico de vitórias já obtidas em situações também desafiadoras como quando teve que enfrentar um leão e um urso para defender suas ovelhas e vencera em ambos os casos. Não vamos nos ater aos detalhes, porque essa história faz parte da cultura cristã, pois desde bebezinhos somos ensinados e ensinamos aos nossos pequeninos sobre essa história. A que queremos aqui, é que o rei Saul acabou cedendo aos apelos do menino prodígio e para aliviar sua consciência resolveu “ajudar” a Davi, fornecendo-lhe o seu próprio equipamento de proteção militar. É incrível o que o ser humano é capaz de fazer para cobrir sua incapacidade e substituir a fé em Deus através de artifícios mentais, emocionais e materiais em busca de conforto ilusório. Imagina só, a armadura de Saul, um homem de quase dois metros de altura, corpo forte, bem treinado, musculoso, com equipamento personalizado, feito exclusivamente para ele, como rei; tirar isso de si e vestir num adolescente de pequena estatura imaginando que estaria ajudando!! Davi nem conseguiu andar, mal podia se mexer ou movimentar! Como aquilo iria ajuda-lo a enfrentar um gigante, bem treinado, acostumado a lutar? Prestem bem atenção: Não importa de quem é a luta, se minha, se de alguém familiar, se de outra pessoa… mas se vamos entrar nela, não podemos entrar com equipamento alheio. Não se lutar com armas de outras pessoas; cada guerreiro deve lutar com suas próprias armas, sua própria armadura e ter a agilidade necessária para o combate. O rei Saul aqui, é uma figura que simboliza alguém em autoridade, mas incapaz de discernir a verdadeira causa e o verdadeiro sentido da luta. Ele está disposto a aceitar a oferta de qualquer um que o possa substituir naquele que seria sua responsabilidade. Você não pode confiar nele! Você não pode aceitar a ajuda dele, nem os equipamentos que ele diz que será para sua proteção. Davi se protegia em Deus, na sua fé e lutaria aquela batalha como sendo uma batalha de Deus! A verdade contra a mentira, o espiritual contra o carnal; a luz contra as trevas! “⁴ Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir fortalezas. Destruímos raciocínios falaciosos ⁵e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.4,5). Não lute suas batalhas com as armas de Saul. Use as suas. Confie em Deus, porque ele te dará a vitória.

Senhor, nós te rendemos graças pela vida e pelas vitórias que conquistamos a cada dia com a sua bênção. Somos gratos porque a cada batalha, podemos receber novas instruções e estratégias para prevalecermos. Pedimos sabedoria e fé para confiarmos naquilo que já conquistamos com a tua ajuda até hoje. Não estaremos sozinhos e nem enfrentaremos um inimigo que não poderá ser vencido pela fé e obediência à tua Palavra. Em nome de Jesus, amém.

Folhas de Figueira

Meditação do dia: 08/12/2023

“Então os olhos de ambos se abriram; e, percebendo que estavam nus, costuraram folhas de figueira e fizeram cintas para si.” (Gn 3.7)

Folhas de Figueira – Queremos iniciar uma pequena série de meditações na Palavra de Deus com um tema um tanto quanto exótico. À princípio vou chamar de “Substituições humanas” – Talvez até por falta de uma melhor criatividade; mas se no decorrer do percurso, vier uma idéia mais brilhante, consistente ou apropriada, provavelmente a gente adota. Nunca preguei sobre essas idéias, embora seja citadas em algumas pregações ou ensinos porque se trata de algo muito natural na natureza humana. Como vocês já sabem, pelos os meus três leitores mais engajados, tudo o que acontece nesse nosso mundo, provavelmente já aconteceu antes, ou teve sua idéia ou ação embrionária no Livro Gênesis, por ali está o começo de tudo e tudo o que começa, tem alguma raiz ali. Como disse o sábio rei Salomão, “⁹O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; não há nada de novo debaixo do sol. ¹⁰Será que existe alguma coisa de que se possa dizer: “Veja! Isto é novo!”? Não! Já existiu em tempos passados, muito antes de nós” (Ec 1.9,10). Existe um proverbio ou sabedoria popular que afirma que “desde que a desculpa foi inventada, ninguém nunca mais errou!” parece que o inventor da desculpa foi um dos nossos ancestral, ou seja, O NOSSO ANCESTRAL MAIOR, Adão e sua digníssima esposa Eva. Eles eram o casal mais perfeito, mais feliz de toda a terra, não tinham sogras, nem caminhão e nem mesmo problemas; viviam no paraíso e não eram incomodados com as inquietações humanas com as quais estamos familiarizados. Eram amigos de Deus, o Criador e mantinham uma estreita amizade e se relacionavam muito bem, tendo até um encontro social todas as tardes; mas hoje alguma coisa aconteceu e a rotina foi quebrada. Deus não os encontrou como antes, ou seja, o homem e a mulher não mais estavam no mesmo lugar em relação a Deus; agora eles se esconderam, e Deus então começou a buscar. Pensando na onisciência divina, por que eles se esconderam de que quem não se pode esconder? “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?” (Sl 139.7 siga a leitura até o verso 12). Foi aí que eles responderam, meio tímidos e já apresentando a primeira desculpa do mundo, (e diga-se de passagem, bem esfarrapada, embora fosse a primeira). “Estamos nus…” – Como assim? Poderia ter perguntado o Senhor. Quem disse que vocês estão nus? Por acaso, vocês já viram alguém nu? Ou vestido? Lembremo-nos que a serpente havia dito a Eva que se comessem do fruto, seus olhos se abririam… (v. 4,5). Abriu mesmo, mas não como eles pensavam. Esse o mal do engano, só depois de dar tudo errado é que a ficha cai e a pessoa percebe que foi enganado e não adianta querer jogar a culpa em alguém. Tiago disse que cada um toma suas decisões: “¹⁴Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. ¹⁵Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1.14,15). Cada um é tentado pela sua própria cobiça… Para cobrir sua nudez o casal 1 confeccionou vestes de folhas de figueira. Eram vestidos de justiça, inocência, honra e glória. “⁴que é o homem, para que dele te lembres? E o filho do homem, para que o visites? ⁵Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste” (Sl 8.4,5). Trocou tudo o que haviam recebido de Deus por algo que eles mesmos fizeram de improviso. Roupas de folhas de figueira! Quanto tempo durariam? Quantas vezes teriam que refazer? Já perceberam que o jeito humano de resolver seus problemas não são nada eficientes e nem duradouros? Até hoje as pessoas erram e quando são confrontadas elas se escondem e tentam cobrir com folhas os seus pecados, suas más obras. Até para a situação da salvação as pessoas querem inventar o próprio meio, rejeitando a oferta de Deus. A religião surgiu para substituir a vida espiritual e a comunhão com Deus. A religiosidade humana nada mais é do que folhas de figueira! Cristãos também se enrolam em folhas de figueira para se cobrirem e disfarçarem a mediocridade de suas condições e pecados. Até quando? Se Deus está te chamando, apareça, confesse, admita que pecou, desobedeceu e precisa de ajuda! “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:” (Jo 16.8).

Senhor, aqui estamos e precisamos admitir e confessar ao Senhor a nossa eterna mania de nos escondermos e negar nossos erros e pecados. Somos especialistas em fazer vestes de folhas de figueira! Queremos e precisamos de ajuda, para sermos honestos, convictos de tua santidade e justiça, tal qual acreditamos na tua graça e misericórdia. Oramos por nós mesmos e pedimos perdão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Que Josué Ouviu

Meditação do dia: 07/12/2023

“Quando Josué ouviu a voz do povo que gritava, disse a Moisés:

  — Há um alarido de guerra no arraial.” (Ex 32.17)

O Que Josué Ouviu – Nosso ouvido é preparado para discernir sons distintos e isso é feito de forma muito natural, afinal é o aparelho mais sensível ao som que existe. Também é verdade que podemos treinar os nossos ouvidos para discernir diferentes sons e saber precisamente o que é uma coisa e o que é outra. Nós, amadores e leigos em termos musicais, podemos assistir a um concerto musical e acharmos maravilhoso e tudo muito harmônico. Mas o maestro que está regendo a orquestra, de vez em quando, parece que gesticula com a cabeça ou a expressão do rosto ou a dirige o seu olhar para uma certa direção como se algo lhe incomodasse…. e não é que ele tem razão!! Alguém ali pode ter errado uma única nota e a diferença no acorde é muito mínimo! Não para o afinadíssimo ouvido do regente. Mecânicos percebem a diferença no ronco de um motor e ou em que outra engrenagem. Mateiros, em meio à floresta que a abundancia de sons existentes consegue perceber algo que quebra a normalidade e que animal ou fenômeno está acontecendo. Espiritualmente também temos ouvidos e podemos ter percepções e discernimentos que imaturos e inexperientes não conseguem perceber. Um exemplo bíblico que muito me atrai é registrado em Atos dos Apóstolos, na viagem de Paulo à Roma, em meio à tempestades, calamidades, fome e frio, ele foi visitado e assistido por Deus. “²²Mas agora aconselho que tenham coragem, porque nenhuma vida se perderá, mas somente o navio. ²³Porque, esta mesma noite, um anjo do Deus a quem pertenço e a quem sirvo, esteve comigo, ²⁴dizendo: Paulo, não tenha medo! É preciso que você compareça diante de César, e eis que Deus, por sua graça, lhe deu todos os que navegam com você” (At 27.22-24). Outra situação muito interessante também foi com o profeta Elias lá no Monte Horebe: “¹¹Então foi-lhe dito: Saia daí e fique diante do Senhor no monte. Eis que o Senhor estava passando. E um grande e forte vento fendia os montes e quebrava as rochas diante do Senhor. Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento, houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto. ¹²Depois do terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo. E, depois do fogo, veio o som de um suave sussurro. ¹³Quando Elias ouviu isso, cobriu o rosto com o manto e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. Eis que veio uma voz e lhe disse: O que você está fazendo aqui, Elias?” (1 Rs 19.11-13). Varias manifestações sobrenaturais e em nenhuma delas estava a presença do Senhor, mesmo em fenômenos costumeiros de registros nos quais Deus se manifestara antes. Deus sempre vai além do óbvio. No caso de Josué, ele percebeu um barulho, um alarido que primariamente ele atribuiu ao costumeiro barulho de guerras, combates ou conflitos. Claro, ele não tinha também as informações que Moisés tinha, assim vemos duas pessoas com informações de fontes diferentes: Moisés sabia porque Deus lhe contara; nesse caso não precisava de conhecimento prévio ou discernimento, pois já era fato, mesmo que não fosse visível ou materializado diante dele. Josué, estava sendo surpreendido por um som, que era diferente do esperado ao aproximar do acampamento e assim, sua fonte de informação era humana, falível e dependia de aproximação, visão, informação mais detalhada, talvez fornecida por alguém confiável que participava do movimento. Precisamos discernir os sons ao nosso redor, como em casa, na família; na igreja que participamos; no trabalho que realizamos; na sociedade ao nosso redor e até mesmo os sons dos tempos e épocas. Como está sua audição espiritual? Tem conseguido ouvir a voz e a direção de Deus?

Senhor, obrigado por ser nosso Deus e Pai e nos guiar em meio a um mundo conturbado e barulhento, mas a tua voz é diferente e as tuas ovelhas podem ouvir e distinguir perfeitamente e não seguir voz estranha. Assim como pedimos para abrir os nossos olhos espirituais, também pedimos pelos nossos ouvidos espirituais, a nossa capacidade de perceber e distinguir a tua voz e as tuas instruções. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Duas Tábuas

Meditação do dia: 06/12/2023

“As tábuas eram obra de Deus; também o que estava escrito tinha sido escrito pelo próprio Deus, esculpido nas tábuas.” (Ex 32.16)

As Duas Tábuas – “Não acredito na Bíblia porque ela foi escrita por homens!” Quem ainda não ouviu isso? Essa argumentação nunca me preocupou e nem me faz desanimar, porque ela vem de um tipo de pessoa que não merece muito crédito. São pessoas que nunca leram a Bíblia, não se expuseram a ela; não são praticantes de alguma fé e não são honestos nesse quesito, além de julgarem um livro que nem leram. Para mim, não dizem nada! Não me incomoda em nada! No dia 30/10/23 agora, terminei de ler a Bíblia 143 vezes e não sei muita coisa dela ainda. Então alguém que nunca leu, nem abriu-a me dizer que não acredita nela devido a sua autoria, não significa muita coisa. Só para ser um pouco sarcástico e pisar no calo dessas personas, quando me falam isso, eu pergunto a elas e elas já leram ou já viram ou viram falar de alguém que leu alguma escrita que não foi escrita por uma pessoa humana. Ninguém leu? Aquelas escritas rupestres em cavernas, pedras e até os caçadores de óvnis, não leram nada extra-terrestre. Entendemos que a Bíblia é a Palavra de Deus, revelação à humanidade, em linguagem humana, com traços, culturas, hábitos e todas as pistas investigáveis de autoria e procedência. Bom, poderia ter uma exceção, mas infelizmente ela não sobreviveu por muito tempo e foi quebrada por Moisés. Isso mesmo! Lá no Monte Sinai, naqueles quarenta dias que ele esteve na presença divina, recebendo as instruções para o povo de Deus, ele recebeu duas tábuas de pedra, lavradas e escritas de ambos os lados por Deus. Ele esculpiu as suas palavras naquelas duas tábuas e Moisés as trouxe até ao acampamento. Seria a primeira escrita não humana, entre os humanos, verdadeira lei de Deus, trazida diretamente das suas mãos e entregue a um homem que as levou a um povo e deveria ser lida, estudada, acolhida e amada por todos. Você pode imaginar se ela não fora quebrada, hoje seria um centro de peregrinação e devoção idólatra, devoção ao objeto e não à palavra de Deus. Bem, houve a réplica delas, mas lavradas por Moisés e levada a Deus que escreveu novamente as mesmas palavras, mas essa está desaparecida juntamente com a Arca da Aliança. Devemos reverenciar a Palavra de Deus, que é viva e poderosa, aplica-la em nossas vidas e viver segundo os seus ensinamentos. Leia para ser sábio, creia para ser salvo e pratique para ser santo!

Senhor, obrigado por tua Palavra e por tudo o que ela é e faz por nós. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés Desceu Com Duas Tábuas

Meditação do dia: 05/12/2023

“Moisés voltou-se e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho nas mãos, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas.” (Ex 32.15)

Moisés Desceu Com Duas Tábuas – Essa descida do Monte é um momento histórico da maior importância para toda a humanidade. Um homem estava na presença de Deus e desceu, interrompendo uma audiência onde estava recebendo as leis e os mandamentos que até hoje norteiam as vidas de pessoas de todas as nações, mesmo aquelas onde o conhecimento e a reverencia a esse Deus não é reconhecido. Moisés desceu porque ficou sabendo que o povo sob sua liderança estava se comportando de uma maneira inesperada e abandonando os princípios que já conheciam. Quando pensamos em descer, se tratando de experiencia espiritual e devocional, falamos de humildade, quebrantamento e reconhecimento da condição carente humana diante da grandeza e santidade de Deus; se pensa em consagração, dedicação a Deus. Aqui estamos vendo alguém descer por causa de outras pessoas; sair da presença de Deus para socorrer pessoas que achem prematuramente, desprezando um conhecimento sólido e experimental, para se agarrar a algo tão fútil. Por outro lado, tem alguma coisa de muito especial nessa descida, porque mesmo diante do pecado do povo, da interrupção de algo que Deus estava fazendo e revelando para Moisés, ainda assim, Deus permite que ele traga as tábuas da lei. Duas tábuas de pedra, lavradas e escritas de ambos os lados. A graça divina se manifesta sempre em favor dos homens, mesmo quando eles não merecem, aliás, nunca merecem! Nunca merecemos! Naquela situação eles mereciam o juízo e a justiça recaindo sobre seus atos que revelavam as intenções de seus corações. Graça e misericórdia – A graça nós concede o que não merecemos e a misericórdia não permite que recebamos o que merecemos. Embora muita gente boa se lembra dessas tábuas, como as tábuas da lei, como mandamentos, ordens e preceitos a serem obedecidos e cumpridos e que acabam por revelar as fraquezas e a incapacidade humana de agradar a Deus. Gostaria de lembrar com vocês, que elas também são chamadas de tábuas do testemunho de Deus. Do lado humano são leis, do lado divino é testemunho.

Senhor, obrigado por testemunhar a tua bondade e fidelidade para com a raça humana, que insiste em viver de seu próprio jeito. Perdoa-nos e conduza os nossos corações aos verdadeiros caminhos da retidão. Oramos com gratidão. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus é Lembrado

Meditação do dia: 04/12/2023

“Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo juraste, dizendo: “Multiplicarei a descendência de vocês como as estrelas do céu, e toda esta terra de que tenho falado, eu a darei à sua descendência, para que a possuam por herança eternamente.” (Ex 32.13)

Deus é Lembrado – Numa boa relação de amizade, conversa-se de tudo sem constrangimento e com absoluta transparência. Um bom e verdadeiro amigo é aquele com quem se pode pensar em voz alta. Na comunhão com Deus e à medida que se vai crescendo e intimidade e conhecendo mais e mais a graça divina, também se chega a um nível de conversas que nem se diria que podem ser chamadas de orações, pois é conversa mesmo. Deus é uma pessoa e como tal ele gosta de companhia, boa conversa, gosta de compartilhar e é muito generoso; como ele tem tudo à sua disposição, ele é surpreendente e estar na presença dele é sempre muito agradável. O que estou escrevendo aqui pode parecer absurdo, irrelevante ou até que estou sendo muito abusado; mas como em todo relacionamento entre pessoas, quanto mais se conhece e se convive, melhor fica e melhor se entende um ao outro. Na vida cristã, um dos lados desse relacionamento é Deus e desse lado não tem problemas, não há limitações e nem risco de traição ou quebra de confiança; o lado mais difícil é o nosso mesmo. Por isso ao investir na vida devocional, na prática da presença de Deus, se vai estreitando mais e mais os laços de amizade e com o passar do tempo (do nosso lado) aprendemos muito e o entendemos melhor, embora ele sempre será surpreendente. Moisés tinha uma estreita relação de comunhão com Deus, não só por causa do seu ofício, mas também por ter desenvolvido isso e na situação em que estamos meditando, estavam os dois(?) lá no Monte há vários dias quando as coisas desandaram no acampamento. Deus demonstrou sua irritação com a atitude tão leviana daquelas pessoas e Moisés imediatamente valeu-se da amizade e da autoridade dessa comunhão para lembrar a Deus de sua aliança com os patriarcas Abraão, Isaque e Israel no passado e do juramento feito a eles, quando Deus empenhou seu próprio nome como garantia de que cumpriria a promessa de fazer deles uma grande nação, com uma descendência muito numerosa e depois os levaria de volta para possuírem a terra das peregrinações de seus pais. Claro que não se trata de Deus ter esquecido, ou abandonado a sua promessa, ele não tem esse tipo de problema. A questão aqui é a didática humana, o aprendizado, o treinamento e a capacidade de reação diante do inusitado e sobrenatural. Assim como aquelas pessoas eram especiais para Deus, também o era para Moisés e assim, desfazer de tudo e recriar novamente, levaria um bom tempo e seria um plano alternativo; Moisés como intercessor, escolheu seguir com o plano original e foi isso que pleiteou diante de Deus. É nesses momentos críticos que se separa os homens dos meninos, é quando se percebe o grau de maturidade e consciência de grandeza. Cresçamos em Cristo!

Senhor, obrigado por nos aceitar em tua família e assim estamos dentro da aliança de bênção estabelecida com Abraão, Isaque e Israel e somos hoje o Corpo de Cristo, os embaixadores do Reino dos Céus. Agradecemos a alegria de viver em tua presença e poder de conhecer melhor a cada dia; te louvamos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés Interessado

Meditação do dia: 03/12/2023

“Por que deixar que os egípcios digam: “Ele os tirou de lá com más intenções, para matá-los nos montes e para eliminá-los da face da terra”? Deixa de lado o furor da tua ira e muda de ideia quanto a este mal contra o teu povo.” (Ex 32.12)

Moisés Interessado – Para quem gosta de uma boa polêmica, esse texto é um bom prato! Mas para quem deseja conhecer o caráter de Deus, também tem ótimas chances de aprender muito. Quem deseja ficar de fora das discussões intermináveis e apenas se deliciar das verdades da Palavra de Deus, têm também o seu quinhão. Sou até certo ponto curioso e gosto de ver as opiniões de outras pessoas e também gosto de apreciar as linhas de pensamentos que produzem perguntas e daí vem o aprendizado edificante. A discussão pela discussão não me agrada muito. Moisés se encontra num momento muito importante e precisa agir rápido e com serenidade, mesmo que medidas urgentes se façam necessárias. Pelos últimos tempos, ele tem conhecido muito bem a Deus e sabe como ele age e reage diante das posições humanas, especialmente quando colocam em dúvida o seu caráter. Nos embates com Faraó lá no Egito, Deus se mostrou poderoso e muito justo mesmo para com a população egípcia, que logo perceberam que o seu líder não era de fato um Deus de verdade e ainda que ostentasse poder, não era páreo para o Deus dos hebreus. Através da liderança de Moisés e Arão, Faraó e seus principais líderes foram confrontados, desafiados e subjugados sem uma mínima chance de prevalecerem; foi uma humilhação extrema. Faraó resistiu o quanto pode e foi muito obstinado, mas teve que ceder e atender as exigências feitas e liberar o povo como Deus previra e deixara o povo avisado. Depois de todos os sinais e prodígios vistos pelos egípcios e pelos hebreus; depois fora das vistas dos egípcios, só entre os israelitas Deus se manifestara de forma ainda muito mais experimental e todos puderam conhece-lo. Sendo assim, a proposta de destruir tudo e todos e recomeçarem do zero, ou de Moisés como número um, não soava bem aos ouvidos de Moisés. Tudo o que acontecera no Egito fora para mostrar o poder de Deus a eles e ganhar o respeito e a admiração pela sua capacidade da salvar um povo tirando-o de outro povo, sob intensos sinais e maravilhas e como isso repercutiria lá no Egito? Moisés pensou no testemunho dado e que poderia agora ser colocado em dúvida. Ele foi zeloso e buscou os caminhos da pacificação e pensando em Reino de Deus e não em ganhos pessoais. Hoje, nossa abordagem na comunicação com Deus está baseado numa visão de Reino ou nos interessamos mais por coisas transitórias e que nos beneficia momentaneamente? Precisamos ajustar nossas escolhas em função daquilo que acreditamos e utilizar os momentos difíceis para crescer mais e nos fortalecer em nossa jornada de fé.

Senhor, agradecemos por seu amor infinito e sua grande bondade para com os teus filhos; as tuas misericórdias são a causa de não sermos consumidos, elas se renovam a cada manhã. Somos gratos por tudo isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Súplica de Moisés

Meditação do dia: 02/12/2023

“Porém Moisés suplicou ao Senhor, seu Deus, dizendo: Ó Senhor, por que se acende a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande poder e forte mão?” (Ex 32.11)

A Súplica de Moisés – Os praticantes da arte da intercessão, ou quem lida com o ministério da intercessão, conhece de cor e salteado o texto bíblico do profeta Ezequiel sobre ficar na brecha: “Procurei entre eles um homem que reconstruísse a muralha e se colocasse na brecha diante de mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei ninguém” (Ez 22.30). Pela falta de uma pessoa que ficasse na brecha e intercedesse pela nação de Israel, ela foi para o cativeiro e o preço pago foi muito alto. Ficar na brecha é uma expressão fácil de entender em termos de linguagem, mas difícil de praticar espiritualmente. A idéia vem de uma invasão a uma cidade por um exército na conquista daquele território; ele já vem vencendo e agora chegou nas muralhas e bateu no muro em um ponto onde julga ser mais frágil ou que lhe daria melhor acesso para entrar pela brecha aberta no muro e conquistar o que restou e fazer os saques que darão lucro e recompensa para os invasores e aliados. Acontece que alguém de dentro da cidade, se coloca ali na brecha e não permite que ninguém invada por ali. Essa pessoa, ou pelotão de soldados, ou civis voluntários se valem do lhes for possível, mas a principal arma deles é a valentia e a determinação de não deixar o inimigo entrar, custe o que custar, ainda que se tenha que morrer, mas entrar eles não entrarão e não conquistarão nada! São pessoas muito determinadas! Essa é a figura bíblica para o ministério da intercessão, alguém que se coloca em oração e intercessão diante de Deus, contra qualquer inimigo, seja um problema, uma doença, uma praga, uma guerra; demônios, feitiçaria, instituições governamentais e até a própria morte. Eles ficam na brecha e não saem e não permitem que o inimigo avance. Moisés se colocou nessa condição diante de Deus em favor de um Israel quase nem existia ainda. Ele viu que a justa ira de Deus contra o pecado do povo iria leva-los à ruína e a destruição seria iminente e seria um extermínio sem fim. Provavelmente sóbria ele e sua família, ou quem sabe, só ele que estava no alto do Monte Sinai. Mas ele entrou na brecha antes que ela se formasse e com sua própria vida serviu de escudo e argumentou com Deus. Ele prevaleceu! Glória a Deus, porque o Senhor é justo e reconhece um outro valente e determinado! Quantas perdas poderiam ter sido evitadas e ainda poderão, se Deus encontrar vidas dispostas a interceder e ficar na brecha em favor de uma causa que valha a pena lutar por ela.

Senhor, obrigado pelos valentes da intercessão, que ganham batalhas que muitos nem souberam que existiram, porque estavam envolvidos com suas atividades e não perceberam a presença do inimigo e da morte rondando-lhes e ameaçando suas vidas e seus projetos. Obrigado pelo ministério de intercessão de Jesus, que até hoje comparece diante do trono da graça pelos salvos; obrigado pela intercessão do Espírito Santo que nos assiste e intercede por nós até com gemidos inexprimíveis. Te agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason