Meditação do dia: 21/12/2025
“Ouça, filha, olhe e preste atenção: esqueça o seu povo e a casa de seu pai.” (Sl 45.10)
Deixando a Casa do Pai – O casamento é a mais antiga instituição da humanidade. Logo após a criação, no sexto dia, o homem foi criado e logo em seguida a sua companheira e ali mesmo, Deus celebrou a união deles e já decretou o que tem sido seguido por todas as eras e acreditando no propósito eterno de Deus, ainda o será para sempre e sempre, pelos séculos e séculos, for even and even, amém e amém. “²⁰O homem deu nome a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selvagens; mas para o homem não se achava uma auxiliadora que fosse semelhante a ele. ²¹Então o Senhor Deus fez cair um pesado sono sobre o homem, e este adormeceu. Tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. ²²E da costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus formou uma mulher e a levou até ele. ²³E o homem disse: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; será chamada varoa, porque do varão foi tirada.” ²⁴Por isso, o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.20-24). Quem criou ou tomou a iniciativa foi Deus! Ele instituiu a família e com uma base muito boa. Um origina-se do outro e ambos têm sua origem em Deus! POR ISSO – “Por isso, o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Gostaria que vocês, meus prezados leitores, atentassem para as duas expressões grifadas por mim: Deixar pai e mãe – pressupõe maturidade emocional, intelectual, física e autonomia para iniciarem um novo projeto de vida juntos. Ao se unirem, forma-se uma nova célula familiar com as características da origem, mas com a originalidade dos dois novos componentes. Até quando casamos, a casa dos pais é a nossa casa; quando casamos ela deixa de ser a nossa casa e passamos a ter a nosso própria casa; pode até ser daí que vem a poética expressão que “a casa de um homem é o seu castelo!” Esse é o princípio que o salmista cantou em seu poema, exortando a noiva a esquecer a casa de seus pais e o seu povo, porque agora ela tem o seu próprio povo e a sua própria casa. Vemos isso, muito bem compreendido por Rute, quando não se deixou convencer por sua sogra Noemi, no retorno para sua terra natal. “¹⁶Porém Rute respondeu: Não insista para que eu a deixe nem me obrigue a não segui-la! Porque aonde quer que você for, irei eu; e onde quer que pousar, ali pousarei eu. O seu povo é o meu povo, e o seu Deus é o meu Deus. ¹⁷Onde quer que você morrer, morrerei eu e aí serei sepultada. Que o Senhor me castigue, se outra coisa que não seja a morte me separar de você” (Rt 1.16,17). Quando adotamos a cidadania do Reino de Deus, ou somos por ele adotados, passamos a ser cidadãos de dois reinos, com ampla prioridade pelo espiritual, e eterno em comparação com esse mundo. “²⁰Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, ²¹o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas” (Fp 3.21,22). Com escreveu muito bem colocado o apóstolo Paulo, aos efésios, que tudo isso é um grande mistério, mas está mais ligado à Cristo e a igreja: “³¹Eis por que “o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. ³² Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Ef 5.31,32).
Senhor, damos graças por sermos chamados a participar das bodas do Cordeiro e a sua noiva está se aprontando, para apresentar-se bela, pura e santa diante do Senhor, que a comprou e se deu por ela. Reconhecemos a grandiosidade do teu sacrifício e de quanto o Pai investiu para comprar-nos de volta e voltarmos à comunhão e à unidade com o eterno e viver para sempre em sua presença. Oramos em nome de Jesus, amém.
Pr Jason