Ferir Pai ou Mãe

Meditação do dia: 26/08/2023

“Quem ferir seu pai ou sua mãe será morto.” (Ex 21.15)

Ferir Pai ou Mãe – Pensando com a cabeça de uma pessoa saudável, equilibrada e temente a Deus, é inconcebível a idéia de ferir o pai ou a mãe. Mas o fato de não fazermos isso e nem mesmo cogitar, não significa que tal prática não exista e os noticiários estão aí para confirmar. Alguém viciado em substancias alucinógenas, numa crise de abstinência, no afã de conseguir recursos para satisfazer o vício, é capaz de qualquer coisa, inclusive abater os pais quando resistem em atender a demanda do filho. Herança material e financeira também tem protagonizado cenas horríveis de violência contra os pais, por ganancia desmedida e acaba por levar a um crime hediondo. Atos de desonestidade e má gestão de recursos familiares também tem produzido casos tristes, alguns deles simplesmente para encobrir o que se considera um mal maior, que seria os pais virem a saber a verdadeira causa do problema. Mas normalmente quando meditamos na Palavra de Deus, o fazemos para encontrar alimento, conforto e consolo que produz edificação, ensino e correção com piedade e espiritualidade. Sendo assim, saímos da esfera de crimes contra a vida, no sentido literal e precisamos aprofundar mais a nossa busca, pois Jesus nos ensinou que existe coisas mais profundas que saem do coração, que precisa ser protegido, porque é dali que procedem as saídas da vida. “Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina a pessoa. Porque do coração procedem maus pensamentos, homicídios, adultérios, imoralidade sexual, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15.18,19). Provérbios já dizia isso também: “De tudo o que se deve guardar, guarde bem o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23). Quando o Senhor Jesus estava ensinando sobre as bases do Reino de Deus, ele falou também sobre atitudes pessoais do cultivo virtudes que evitam vícios e atos errados e violência contra nossos semelhantes. Olhe a profundidade do seu ensino: “Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: “Não mate.” E ainda: “Quem matar estará sujeito a julgamento.” Eu, porém, lhes digo que todo aquele que se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem insultar o seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem o chamar de tolo estará sujeito ao inferno de fogo” (Mt 5.21,22). Cultivar uma vida espiritual autêntica, livre de violência mental, para evitar que ela chegue à mente e depois contamine o coração. Ainda que não seja um crime físico, material, contra os pais, a nossa fé deve nos levar a uma vida de reconciliação, perdão e restauração de relacionamentos, para evitar os extremos. Já ouviu dizer que “Toda grande jornada começa com o primeiro passo?” um longo distanciamento relacional com os pais, provavelmente também começa com um pequeno passo. Com o tempo isso vai tomando proporções cada vez maiores até se tornar um abismo intransponível de amargura, ressentimento e ódio. Nada disso condiz com uma vida de fé e comunhão com Deus.

Senhor, obrigado por manifestar a sua graça e o seu perdão, através de Jesus o Senhor transpôs o abismo que o pecado impôs entre o homem e o Senhor. Agora podemos voltar à comunhão e amizade com o Senhor. Agradecemos ao trabalho maravilhoso que o Espírito Santo tem feito em nos guiar à toda a verdade, ao arrependimento e à fé no amor restaurador de nosso Pai amado. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Crimes e Religião

Meditação do dia: 25/08/2023

“Se alguém vier maliciosamente contra o próximo, matando-o à traição, você deve tirá-lo até mesmo do meu altar, para que seja morto.” (Ex 21.13)

Crimes e Religião – Para os três ou quatro leitores(a) mais assíduos destas meditações, não é nenhuma novidade que eu separo muito bem a vida religiosa da vida espiritual; são coisas distintas uma da outra. Pessoas religiosas não são necessariamente pessoas espirituais, piedosas e tementes a Deus. Quem já assistiu os Três Mosqueteiros, sabe que o Cardeal Richeliu não é um bom exemplo de vida espiritual, religiosa, embora no filme e nos escritos, isso possa ser considerado apenas ficção, porque há uma versão que diz que ele foi Imortalizado como o grande vilão do escritor Alexandre Dumas no livro “Os Três Mosqueteiros”, o verdadeiro cardeal Richelieu nunca participou de nenhuma traição contra o rei Luis XIII, pelo contrário, foi totalmente leal durante toda a sua vida ao rei. Na Bíblia mesmo, vemos exemplos negativos, como os filhos do Sumo Sacerdote Arão, sobrinhos de Moisés, que morreram logo após a inauguração do Tabernáculo, por irreverencia na conduta diante de Deus nos seus ministérios. Não sentimos saudades dos filhos do sacerdote Eli, que foi o tutor do Profeta Samuel; cujos filhos também não foram bons exemplos. Mas nada se compara com Anás e Caifás nos dias de Jesus. “Estava próxima a Festa dos Pães sem Fermento, chamada Páscoa. Os principais sacerdotes e os escribas procuravam uma forma de matar Jesus; porque temiam o povo. Então, prendendo Jesus, levaram-no e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe” (Lc 22.1,2,54). Quando a Lei foi entregue a Moisés, e nessa parte que diz respeito à crimes contra a vida humana, como temos visto nessas últimas meditações, Deus fez prescrições protegendo a vida e os atos de inocência e acidentes que faziam vítimas. Aqui, no texto de hoje, é tratado de alguém com intenção dolosa que comete um homicídio e depois tenta se esconder atrás da sua religião, com ares de piedoso pedindo desculpas e fingindo arrependimento para não arcar com as consequências de seus atos. Já escrevi uma outra meditação à um tempo atrás sobre a prática que os israelitas criaram, de em certas circunstancias, onde se encontravam em situação de risco de vida, corriam para o altar dos holocaustos, que ficava no pátio do Tabernáculo e posteriormente no pátio do templo, agarrando-se nas pontas do altar. Aquilo significa um pedido de misericórdia e perdão, porque aquele altar de bronze, que recebia os sacrifícios pelos pecados, simbolicamente recebia os juízos ou os julgamentos das pessoas que recorriam a Deus. No texto de hoje, Deus diz, que um homicida doloso, agarrado no seu altar poderia ser retirado dali para ser julgado e sentenciado à morte se esse fosse o caso. Vemos um exemplo disso no começo do reinado do rei Salomão: “Quando esta notícia chegou a Joabe – porque Joabe tinha se desviado para seguir Adonias, embora não tivesse se desviado para seguir Absalão, ele fugiu para o tabernáculo do Senhor e pegou nas pontas do altar. Benaia foi ao tabernáculo do Senhor e disse a Joabe: Assim diz o rei: “Saia daí.” Ele respondeu: Não saio! Vou morrer aqui. Então Benaia voltou com a resposta ao rei, dizendo: Assim falou Joabe e foi isso que ele me respondeu. E Salomão ordenou: Faça o que ele disse. Mate-o e sepulte-o, para que você tire de mim e da casa de meu pai a culpa do sangue que Joabe derramou sem razão” (1 Rs 2.28,30.31). A grande lição que podemos tirar para nossas vidas é que Deus não aceita desculpas esfarrapadas de pecados cometidos e depois tentar se esconder atrás da fé, que nunca foi vivida e experimentada como um relacionamento com ele. Deus sempre irá nos responsabilizar por nossos atos, não há religião ou ritual que nos isente disso.

Senhor, obrigado pelo perdão dos nossos pecados, todos eles; exceto a blasfêmia contra o Espirito Santo, todos os demais pecados podem ser confessados e perdoados; as pessoas podem ser aceitas e acolhidas com base no sacrifício de Jesus lá na cruz. O Senhor é justo e faz juízo e justiça para todos de forma imparcial. Agradecemos em nome de Jesus por sua bondade e misericórdia, para com todos nós. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Homicídio Culposo

Meditação do dia: 24/08/2023

“Porém, se não lhe armou ciladas, mas Deus permitiu que ele caísse em suas mãos, então designarei a você um lugar para onde ele fugirá.” (Ex 21.13)

Homicídio Culposo – A justiça é uma esfera muito importante para a vida diária de uma sociedade. Entre o povo de Deus não poderia ser diferente. Muitas nações já existiam a muito mais tempo do que Israel e em várias delas havia sistemas de justiça muito bem equipadas, para os padrões daqueles tempos. O código de Hamurabi é muito antigo, provavelmente bem mais velho que o patriarca Abraão. Sua origem foi na região da Mesopotâmia, a mesma da origem de Abraão. Esse código de leis, seguia o que se convencionou como Lei do Talião, ou em latim: Lex Talionis – uma espécie de reciprocidade, ou retaliação. Encontramos a seguinte definição: A lei de talião, também dita pena de talião, consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena — apropriadamente chamada retaliação. Na perspectiva da lei de talião, a pessoa que fere outra deve ser penalizada em grau semelhante, e a punição deve ser aplicada pela parte lesada. Lembram da tese do “olho por olho, dente por dente?” “Mas, se houver dano grave, então o castigo será vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe” (Ex 21.23-25). Nos dias de seu ministério terreno, Jesus citou essa lei e apresentou o que chamamos de “espírito da lei:” “Vocês ouviram o que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém lhe der um tapa na face direita, ofereça-lhe também a face esquerda. Se alguém quer processar você e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém obrigar você a andar uma milha, vá com ele duas” (Mt 5.38-41). Jesus não deu uma nova interpretação, mas mostrou o princípio de como se espera no Reino de Deus que os cidadãos se comportem, valorizando a vida e os relacionamentos. Lá no deserto do Sinai, e isso foi confirmado quando entraram em Canaã, eles estabeleceram as cidades de refúgio, para que acolher e abrigar as pessoas que cometessem um homicídio culposo, quando não se tem a intenção de produzir aquele resultado e nem se assumiu um risco de provocar tal possibilidade; isso transformaria o caso em homicídio doloso, ou seja, com a intenção de matar ou assumir o risco de provocar uma morte. Não temos cidades de refúgio, na atualidade, mas em algumas nações, como no Brasil, temos um sistema chamado de “Programa de Proteção à Testemunha,” mas esse expediente é mais para resguardar testemunhas que correm risco de serem ameaçadas ou mortas, antes, durante e depois da decorrência de um processo judicial. Mas espiritualmente, sabemos que Deus leva em conta a motivação das ações tão à sério quando a própria ação. Como Ele conhece e perscruta bem o coração humano, ele não tem problema em determinar a culpa ou inocência dos atos cometidos e claro, todos prestarão contas disso.

Senhor, agradecemos a vida e a preservação dela, como meios legítimos de se fazer justiça e a verdade prevalecer em situações críticas. Agradecemos pela tua onisciência, que nos dá a paz interior, sabendo que não haverá injustiça contra os teus filhos e que julgas segundo a verdade. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Homicídio e Pena Capital

Meditação do dia: 23/08/2023

“Quem ferir um homem, de modo que este venha a morrer, também será morto.” (Ex 21.12)

Homicídio e Pena Capital – Posso concordar com alguns irmãos, que esse não parece um tema muito sugestivo para se meditar e procurar edificação cristã, é um assunto um tanto quanto mórbido e difícil de lidar. É fato! Mas faz parte das Sagradas Escrituras e das legislações que foram estabelecidas por Deus para o bem-estar de seu povo e trazer segurança social e institucional, cabendo ao estado o cumprimento de tais observações. Se por um lado eu reconheço o legítimo direito legal do estado legislar e fazer cumprir as lei e às quais devemos ser obedientes e praticantes, segundo os ensinamentos de nossa fé; “Que todos estejam sujeitos às autoridades superiores. Porque não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas. Portanto, é necessário que vocês se sujeitem à autoridade, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência” (Rm 13.1,). Por outro lado, também reconheço que na atualidade, muitas de nossas leis e de tantas outras nações, são feitas por pessoas sem nenhum compromisso com Deus, com a fé, com a decência e a moral e os congressos estão eivados de corrupções. Mas uma coisa não invalida a outra. Como cristão, e adorador do Deus Criador, que se encontra revelado nas Escrituras, eu acredito piamente na Bíblia como Palavra de Deus e concordo que Deus tem razão em tudo o que fala e faz; portanto suas leis não são arcaicas, obsoletas ou decadentes. A civilização humana se desenvolveu e criou caminhos e aparelhamento do estado, e muitas coisas são muito boas e outras nem tanto, e algumas são ridículas e más. Desde a sociedade antediluviana que a violência e o crime de ódio se instalaram e só cresceu desde então. Deus sempre considerou o derramar de sangue algo profundamente lamentável e passível de punição capital. “O Senhor viu que a maldade das pessoas havia se multiplicado na terra e que todo desígnio do coração delas era continuamente mau. A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Deus olhou para a terra, e eis que estava corrompida; porque todos os seres vivos haviam corrompido o seu caminho na terra” (Gn 6.5,). Após o dilúvio, no novo pacto celebrado com a raça humana, agora representada por Noé e seus filhos, Deus disse que requereria o justo exercício da justiça sobre os crimes de violência contra a pessoa. “Certamente requererei o sangue de vocês, o sangue da vida de vocês; de todo animal o requererei, bem como do ser humano; sim, de cada um requererei a vida de seu semelhante. Se alguém derramar o sangue de uma pessoa, o sangue dele será derramado por outra pessoa; porque Deus fez o ser humano segundo a sua imagem” (Gn 9.5,6). A razão mostrada como base, é a semelhança de Deus no ser humano, que lhe confere valor, sentido, propósito e dignidade; e ninguém deveria atentar contra isso. Nas legislações atuais que incluem penas capital, algumas são tentativas de punição por atos de violência extrema contra serem humanos e a sociedade em si. Há tantos casos de erros judiciais que viciaram os sistemas que muitos se posicionaram contra a pena capital. Em algumas nações, o sistema já é viciado de origem, com ideologias que oprimem e não há nada de justiça ou confiabilidade, sendo mais um aparelho de estado ou de governo para promover autoritarismos e inibir críticas aos regimes. No Novo Testamento, as idéias de Jesus, prioriza o ser humano, como objeto do amor de Deus e para vencer o sistema humano, ele próprio se deixou capturar, ser morto e cumprir as regras humanas para então vencer a própria morte e dar uma vitória definitiva contra o mal. “E então virá o fim, quando ele entregar o Reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque é necessário que ele reine até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte” (1 Co 15.24-26).

Senhor, autor de toda a vida; te reconhecemos como o único com plenas condições de estabelecer juízos de vida e morte para os seremos que foram criados por ti e colocados nessa terra, para serem bênçãos e produtivos para desenvolverem juntos e glorificarem o teu santo nome. O pecado corrompeu tudo e a todos e ainda assim, o Senhor continua nos amando e trabalhando para uma restauração plena, através da obra da redenção em Cristo Jesus. Ele morreu para dar-nos a vida eterna e a graça de sermos acolhidos por ti em tua família. Somos gratos e te louvamos por isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Servo da Orelha Furada

Meditação do dia: 22/08/2023

“Porém, se o escravo expressamente disser: Eu amo o meu dono, a minha mulher e os meus filhos; não quero ser livre, então o dono do escravo o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira da porta, e o seu dono furará a orelha dele com um furador; e ele será seu escravo para sempre.” (Ex 21.5,6)

Servo de Orelha Furada – Faz muitos anos que preguei uma mensagem na igreja, domingo à noite, baseada nesse texto bíblico; jamais vou esquecer os olhares e a inquietação provocada na congregação quando após ler o texto, eu disse que o titulo da mensagem era esse da meditação de hoje: “Servos de Orelhas Furadas.” Eu era novo aqui no pastorado e ainda havia alguns resquícios de legalismos com usos e costumes e naquele tempo, furar as orelhas no máximo era admitido apenas para as mulheres, então era de se esperar alguma reação. Mas não era disso, que eu queria tratar, como também hoje, ao revisitar o tema. Estaremos pensando sobre consagração de vidas, entrega consciente e deliberada do comando ao Senhor para que ele seja de fato Senhor de nossas vidas. A metáfora, é muito apropriada e clara. Um servo ou escravo que se sente muito bem servindo a um senhor e ali ele constituiu família, com esposa e filhos e todos se encontram confortáveis, são bem cuidados e tratados com humanidade pelo senhor; portanto não faz sentido para ele, deixar aquela condição para sair e enfrentar uma realidade que não lhe será tão favorável. Uma observação muito importante que precisamos trazer em mente é que nem todas as pessoas e famílias, que tinham escravos como propriedades, eram maus e tratavam mal os seus escravos. Sempre houve pessoas de bom caráter, coração compassivo e generosos em todas as épocas e tais pessoas sempre se destacavam das demais. Isso é uma verdade séria, que há até afirmações bíblicas sobre tais casos e a história também se encarrega de comprovar isso. “Se alguém mimar o escravo desde a infância, por fim ele vai querer ser filho” (Pv 29.21). Há uma outra citação de Provérbios, que aponta quatro situações em que causa comoção na terra; sendo que duas delas se refere a servos ou escravos que de alguma forma mudaram de posição e talvez por falha de caráter, não transforma em bênção a sua vida, para ele mesmo ou para outras pessoas ao seu redor. “Três coisas fazem a terra tremer; na verdade, são quatro que ela não pode suportar: o escravo que se torna rei; o insensato que anda farto de pão; a mulher desprezada que se casa; e a escrava que se torna herdeira da sua senhora (Pv 30.21-,23). Espiritualmente, o homem é escravo de seus pecados e quando conhece a salvação em Cristo Jesus, ele fica maravilhado pelo caráter do novo Senhor, que pagou o preço de sua libertação e permite que ele escolha seu próprio destino e o que quer fazer com sua vida. É sábio, servir a alguém como Jesus, e constrangido pelo seu amor, nos consagramos a ele e ao seu serviço, de forma que assim como ele deu a sua vida por nós, desejamos retribuir, servindo-o para sempre. “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Co 5.14,15). Aquela marca, da orelha furada perante autoridades na porta da casa, ou da cidade, equivale espiritualmente a um ato de consagração de vida, de forma pública, diante de toda a congregação da qual a pessoa faz parte. Sua vida de serviço é reconhecida e seu compromisso será validado por todos. Você é um servo de orelha furada?

Senhor, muito obrigado por ter comprado a nossa vida, nos libertado por alto valor, e nos dado plena liberdade. Consagramos nossas vidas para ti e para o teu louvor, queremos servir por toda a nossa vida terrena e depois por toda a eternidade. Agradecemos ter nossa condição de vida transformada pelo seu amor. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Livre e de graça

Meditação do dia: 21/08/2023

“Estes são os estatutos que lhes proporás. Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça.” (Ex 21.1,2)

Livre e de Graça – Dizíamos em tom de brincadeira, que “de graça, até injeção na testa!” já do lado comercial, se apregoa em alto e bom som, que “não existe almoço grátis!” A moral é que alguém sempre paga essa conta, pois o preço estará embutido em alguma outra ponta. De muitas formas, todos esses conceitos da sabedoria popular, aparecem disfarçadamente de nos conceitos da vida espiritual e dos relacionamentos com Deus. Espera-se que Deus faça uma parte considerável do trabalho em favor dos homens, para que lhes reste apenas uma pequena porção que possam realizar sem nenhum esforço, preferencialmente. Há outros que não aceitam acreditar na graça divina, atribuindo a Deus o mesmo caráter visto nos homens, isto é, “sempre tem letrinhas miúdas no rodapé do contrato;” ou “Não pode ser tão simples assim, sempre tem mais alguma coisa!” Mas posso afirmar por experiencia pessoal e por conhecimento teológico, ao estudar a Palavra de Deus, que isso está muito longe e dissociado da verdade. Firmo minhas amarras em verdades que não me deixam à deriva, uma das principais que utilizo é esta: “Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, bondoso em todas as suas obras. Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. Ele satisfaz o desejo dos que o temem; ouve o seu clamor e os salva” (Sl 145.17-19). Quando as dificuldades da vida tentam me alcançar, eu cito e recito palavras de afirmação do caráter de Deus, como este salmo e minha alma volta a sossegar. Naquela lei e estatuto que os israelitas receberam, no sentido natural, ela arbitrava sobre relações de trabalho e administrava o sistema de servidão, que permitia a remissão da pessoa e retomar ao comando de sua vida e sua dignidade. Isso é exemplo clássico da bondade de Deus, alcançando o homem na sua totalidade e reconstruindo os caminhos da salvação, que estavam embutidos na figura daquilo que Jesus (o próprio Deus) iria fazer no futuro para resolver de forma definitiva a situação natural, física e espiritual do ser humano. Veja verdades sobre isso: “Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9). “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Por isso, permaneçam firmes e não se submetam, de novo, a jugo de escravidão. Porque vocês, irmãos, foram chamados à liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à carne; pelo contrário, sejam servos uns dos outros, pelo amor” (Gl 5.1,13). Depois de uma vida de escravidão ao pecado, eis que Deus proclama a nossa libertação, onde ele pagou o preço de nossa redenção e nos permite sair de graça, livres para sempre.

Senhor, obrigado por tamanha bondade em nos resgatar de uma condição muito difícil de nossa vida, escravizados ao pecado e sem condições de nos salvar com os nossos próprios recursos; assim, lá na cruz, Jesus pagou a nossa dívida e proclamou a nossa libertação. Somos agradecidos e consagramos a nossa vida para servir somente ao Senhor de agora em diante, para sempre, amém. Esta é a nossa oração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Seis e Sete Anos

Meditação do dia: 20/08/2023

“Estes são os estatutos que lhes proporás. Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça.” (Ex 21.1,2)

Seis e Sete Anos – Entre as convenções humanas, muitas são dramáticas e de difícil compreensão para uma mentalidade cristã, onde a cultura prevalecente é a da liberdade individual, as garantias pessoais e a proteção da lei para todos como cidadãos com igualdade de condições e direitos. Mas também reconhecemos que tudo isso não passa de uma narrativa bonita e teórica, pois constante vemos, aqui mesmo no Brasil, pessoas sendo libertadas de trabalho em condições análogas a escravidão, pela polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministério do Trabalho e entidades civis e humanitárias. Em muitas dessas ações, as pessoas responsáveis pelos maus tratos e proprietários e ou patrões, são pessoas cultas, com formação educacional de nível superior, com históricos de bons cidadãos e poucos suspeitos. Há também casos urbanos de pessoas mantidas sob regime de escravidão, por anos, sem quaisquer direitos, privilégios e ou garantias e isso por pessoas das quais jamais se esperaria isso. Que tal pensarmos no tráfico de pessoas para exploração sexual no exterior – trafico infantil, para exploração sexual ou mesmo para adoção por famílias abastadas do exterior com poder e influencia para corromper juízes, promotores de justiça, autoridades da área de proteção infantil e etc. Sócrates, o ilustre filósofo grego, que morreu executado, sendo forçado a ingerir sicuta (veneno), acreditava que o ser humano errava por falta de conhecimento. Se essa máxima fosse fato, hoje em dia com tanto conhecimento disseminado, tanta iluminação cultural e científica, estaríamos vivendo quase que num paraíso. Mas já sabemos que as pessoas mais cultas, necessariamente não são as mais santas. Nesse caso, o mundo precisaria de educadores, benfeitores e não de um redentor. Mas o pecado é de fato a raiz de todos os males e causa básica dos problemas sociais. Os mandamentos e estatutos dados por Deus à Israel, visava dar uma condição um tanto quanto mais justa e a oportunidade da pessoa se libertar e viver sua vida numa condição que em outras culturas e povos isso jamais iria acontecer. Entre eles, a condição de servidão era temporária e com prazo definido desde o surgimento de tal condição: Seis anos. Qualquer que fosse a causa que levasse alguém se tornar um escravo, isso deveria ser resolvido com seis anos de trabalho nessas condições e no sétimo ano ela estaria livre, sem custo ou oneração alguma. Para quem aceita os números na Bíblia como simbólicos e ilustrativos de lições, esses seis anos muito bem podem ser levados em consideração com a condição humana de escravidão ao pecado e a perda de sua capacidade de autodeterminação. Mas com a previsão do plano de redenção, que lhe previa uma possibilidade de salvação, de graça. Sete, é sempre visto como a figura de totalidade, completo, perfeito, (não no sentido moral); como sete dias, forma uma semana… Paulo escrevendo aos cristãos da Galácia, falou sobre o tempo certo do projeto de redenção de Deus em Cristo Jesus: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5). Assim o tempo difícil de escravidão é compensado pela beleza e graça da salvação, que trás a condição infinitamente melhor do que só simplesmente deixar de ser escravo. “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5.20). Melhor ainda nos é mostrado no capitulo 8 dessa mesma carta: “Porque vocês não receberam um espírito de escravidão, para viverem outra vez atemorizados, mas receberam o Espírito de adoção, por meio do qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se somos filhos, somos também herdeiros; herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, se com ele sofremos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.15-17).

Senhor meu Deus e meu Pai, graças te rendo pela minha libertação da condição de escravidão ao pecado e ser recebido na  tua família, como filho, herdeiro e acolhido em amor. Te louvo e adoro, de todo o meu coração. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Estatutos Propostos

Meditação do dia: 19/08/2023

“Estes são os estatutos que lhes proporás. Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça.” (Ex 21.1,2)

Estatutos Propostos – É quase fato comum e ponto pacífico entre os cristãos, que tem na Bíblia a sua regra de fé e prática, estarem tão familiarizados com ela na vida devocional, religiosa e dessa forma, só conseguem ver nela algo para ser utilizado na igreja ou na vida espiritual. Originalmente as nossas Sagradas Escrituras, foram dadas ao povo israelita como na verdade é, Palavra de Deus, mas com aplicação em todas as áreas de suas vidas, tanto pessoais quanto nacionais, isto é, para legislar mesmo. As Escrituras era a base das leis civis, códigos de ética, penal, constituição da nação e eram utilizadas de forma ampla, desde o culto e seus rituais, até na educação familiar, escolar, ministérios espirituais, o reinado e tudo que nos fosse possível imaginar. “Também, quando se assentar no trono do seu reino, mandará escrever num livro uma cópia desta lei, feita a partir do livro que está com os sacerdotes levitas. O rei terá esse livro consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir” (Dt 17.18,19). Seria bom vocês darem uma lida no contexto desses versos, dos versos 14-20). Os estatutos contidos na Palavra de Deus são excelentes e a observância deles poderá trazer sucesso administrativo para qualquer instituição. Embora, Deus não necessariamente entre nos méritos de algumas formas de proposições humanas (como a escravidão aqui), conduto ele legisla para o bem estar de ambos os lados, tendo a vida humana como preciosa e digna de respeito. Não estamos afirmando ou insinuando que Deus é favorável à escravidão humana e outras modalidades de opressão etc. A perfeita vontade de Deus entre os homens se manifesta por meio de agirem entre si, tendo por base o modo como o próprio Deus age conosco, como humanidade. Estamos falando de amor, justiça, bondade, cuidado e tudo o que sabemos e outras tantas que nem sempre nos atentamos. Jesus disse o seguinte: “Para demonstrarem que são filhos do Pai de vocês, que está nos céus. Porque ele faz o seu sol nascer sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mt 5.45).

Pai, obrigado pela tua bondade para conosco, também agradecemos a tua forma de ensinar e nos direcionar para um estilo de vida produtivo, justo e que respeita a pessoa humana como alguém criado à tua imagem e semelhança e com dignidade e valor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Cuidado Com os Degraus

Meditação do dia: 18/08/2023

“Nem subam ao meu altar por degraus, para que ali não seja exposta a sua nudez.” (Ex 20.26)

Cuidado Com Os Degraus – Temos algumas máximas, na verdade algumas citações de sabedoria popular, que nos alerta contra a altivez, a arrogância, a idéia de grandeza acima das medidas saudáveis. Há uma que tem versões iguais com sujeitos diferentes: “Quanto maior o gigante, maior o tombo!”  ou “Quanto maior a árvore, maior o tombo!” O contexto da exortação divina dada através de Moisés, se refere ao culto a Deus e a participação dos fiéis nas celebrações. Parece que as pessoas tinham em mente que colocar o altar em um ponto mais elevado do que onde ficaria a plateia, ou assistentes, daria uma boa visão para eles e com isso estimularia a adoração e o culto.  A recomendação bíblica veio certamente em função das vestimentas dos sacerdotes e ministros que ali estariam servindo. Essa posição de altura, poderia produzir uma cena visual dos participantes, que lhes desviaria a atenção do culto e com isso, perderia o sentido e também a santidade da adoração. O que poderia ser um meio de acessibilidade, poderia servir de meio de desvio de conduta. Assim, tanto as vestes dos sacerdotes, quando a construção de degraus deveria ser repensado, para proporcionar um verdadeiro ministério à Deus, sem perturbar a serenidade da cerimonia e dos rituais. Isso também chama a atenção para um aspecto moral e de conduta dos ministros de Deus, que é a sua conduta pessoal diante das vidas que estão a observá-lo na posição de liderança e referencia. Essa posição de altura, no sentido figurado é claro, o torna uma figura de destaque, ficando assim exposto à crítica pública, e pode ser que aquilo que ele considera normal, salutar e condizente com sua postura, pode na verdade servir de pedra de tropeço para os demais membros da congregação. Alguns líderes se portam como pessoas especiais e de nível de autoridade e importância maior e assim dignas de maior respeito e consideração. Outros tantos, exageram na sua condição de liderança e “exige” dos demais e até colegas de ministério, um tratamento diferenciado. Não é muito raro, vermos ministros soberbos, presunçosos e até orgulhosos e arrogantes no trato com as demais pessoas, reivindicado uma preferencia e um tratamento de celebridade. São os “ungidões” – “vice-arcanjos” – “vice-deuses” e por aí vai…. Cuidado com os degraus, eles facilitam subir e estar no alto para ser visto e admirado, aplaudido e celebrado, mas também pode facilitar a queda e se machucar diante de uma grande plateia. O que era um ato de ostentação, pode se tornar numa videocassetada muito apreciada pelos que já não aprovavam tal conduta. Mas como a palavra de Deus é para todos, e na Nova Aliança, todos somos sacerdotes, o aviso serve para todos. sua vida moral está exposta a todos porque somos observados o tempo todo. Outros facilitam as coisas subindo os degraus das redes sociais e mídias se expondo além daquilo que vai sua atuação ministerial e se torna um exibicionismo egolomaníaco. (se não existia essa palavra, acabei de inventar). Se você participa do altar de Deus servindo às pessoas, cuidado com os degraus para não se expor à vergonha em público.

Senhor, obrigado por cuidar de nossas vidas e nossa conduta no melhor dos propósitos que trás glória e honra ao teu santo nome. Como ministros, todos os cristãos estão expostos à crítica pública e devemos zelar pela nossa reputação e moral, para que as nossas condutas não tragam prejuízos para a pregação do Evangelho de Cristo. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Se Fizer Um Altar De Pedras

Meditação do dia: 17/08/2023

“Se vocês fizerem um altar de pedras para mim, não o façam de pedras lavradas; pois, se fizerem uso de ferramentas, vocês terão profanado o altar.” (Ex 20.24)

Se Fizerem Um Altar De Pedras – Quando morei e trabalhei no Estado do Espírito Santo, lá na fronteira com Minas Gerais, adquiri alguns conhecimentos extras que até então estiveram fora do meu alcance cultural, por motivos inerentes às próprias atividades. Duas coisas me foram peculiares ali: Uma delas foi ver pela primeira vez in loco, a plantação de arroz no barro, na lama; transplantando mudas dentro de um lamaçal irrigável. Fui criado no Centro-Oeste brasileiro e lá se planta arroz de forma direta em terra alta. Para minha surpresa os capixabas também não sabiam que existia esse tipo de cultivo de arroz de que eu estava falando. Uma segunda coisa importante foi o conhecimento sobre pedras de granito onde aquele estado é o maior produtor nacional e na região onde eu morei, estava iniciando a descoberta e exploração e aquilo virou uma febre entre os caçadores de pedras. Um jovem da nossa igreja ali, com seus irmãos era trabalhador com Pedras, mais precisamente com essas utilizadas para calçamento e construção civil. É fascinante a habilidade deles em cortar manualmente uma pedra e apará-la de forma tão uniforme. É uma ciência, sem dúvida, não é só força muscular e marreta! Hoje, o texto da nossa meditação, me remeteu a isso na lembrança; pois aqui Deus disse a Moisés e aos israelitas algo sobre isso e que eles deveriam levar em consideração no culto deles. Quando eles fizessem um altar para Deus, haveria um modo aceitável e correto de fazer. Não era apenas empilhar pedras em formato útil para servir de altar. Isso nos ensina que não se faz as coisas para Deus de qualquer jeito e especialmente “do nosso jeito!” o meu “melhor” pode não ser exatamente o que agrada a Deus. O que primeiro me chama a atenção é a expressão “Se vocês fizerem um altar de pedras para mim…” Esse, SE FIZEREM – é muito significativo, porque ele indica também a idéia de voluntariedade, isto é, não é obrigado a fazer, mas e fizer, tem que ser desse jeito. Exatamente como Jesus utilizou semelhante forma sobre outras virtudes e exercícios espirituais que fazem parte da vida de discípulos e adoradores de Deus. “Quando, pois, deres esmola…” (Mt 6.2). “E, quando orares” (Mt 6.5). “E, quando jejuardes” (Mt 6.16). Seguindo o mesmo princípio, ninguém é “Obrigado” a dar esmolas, orar ou jejuar… mas se for fazer, caso se proponha a fazer, há um protocolo divino a ser observado. No caso lá do altar, para os israelitas, eles não poderiam laborar as pedras, trabalha-las para melhor o formado, o encaixe, o padrão… deveriam utilizar pedras naturais, apenas assentá-las corretamente, o que também exigiria certa perícia e habilidade. O altar para eles era um símbolo da vida de fé e adoração a Deus, que lhes proporcionava ajuda, proteção, salvação e tudo mais e eles respondiam com um culto cheio de fé e gratidão através dos sacrifícios e ofertas, que na verdade simbolizavam a substituição de suas próprias vidas, pelas vítimas ou oferendas. No plano verdadeiro e eterno de Deus, ele fizera tudo, incluindo doar-se através de Jesus que consumou a obra lá na cruz, no Monte Calvário. Para a salvação humana, quem faz a obra é Deus e com seus meios e sabedoria. Por isso, a proibição da interferência do homem no elaborar o altar, burilando as rochas utilizando as suas habilidades e recursos para dar formato naquilo que Deus e só ele pode fazer. Aceitamos pela fé ou não aceitamos, fazemos do jeito de Deus ou não fazemos. O altar é de pedras, o coração não! Esse, precisa ser trabalhado, quebrado e quebrantado, aí sim, disso Deus se agrada. “Sacrifício agradável a Deus é o espírito quebrantado; coração quebrantado e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17).

Senhor, em atitude de humildade e reconhecimento de tua grandeza, poder e glória, nos apresentamos com corações quebrantados e humildes diante de ti. Somos gratos pela obra perfeita que planejaste desde a eternidade e levada a consumação através de Jesus Cristo lá na cruz. Aceitamos a tua oferta em nosso favor. Acreditamos que do teu modo é melhor, é perfeito, é suficiente. Acolhemos isso em fé, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason