O Medo de Aproximar

Meditação do dia: 25/02/2024

“Quando Arão e todos os filhos de Israel olharam para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; e ficaram com medo de chegar perto dele.” (Ex 34.30

O Medo de Aproximar – Passam se os dias e os anos e algumas coisas permanecem como antes, ou como sempre; as reações humanas ao novo, inusitado ou diferente ainda é desafiador. Aceitamos até com uma certa normalidade, que toda mudança provoca incômodos. A maioria das pessoas se sentem mais confortáveis com a rotina e a normalidade. Outros, tem perfil conservadores e assim eles não gostam muito de verem coisas novas sendo implementadas; o contrário de quem tem perfil inovador, que adora mudanças, novidades e sem elas, eles se entendiam e produzem mudanças só pelo prazer de não ver as coisas do mesmo jeito e no mesmo lugar. Qual é o seu perfil? Eu sou conservador, não gosto muito de mudanças, mas aprendi muito com os de perfil adaptável; esses não gostam de mudanças, mas as recebem bem e se adaptam rapidamente e seguem em frente. Existe também o perfil dos “Arrastados”, esses como o próprio nome diz, eles vão porque não tem como ficar, mais sempre serão arrastados pelos outros. Os quatro perfis formam a chamada “Curva do Sino.” Quando Moisés voltou do monte e da presença de Deus, o resplandecer do seu rosto provocou reações muito estranhas nas pessoas, porque elas ficaram com medo de aproximarem dele. Por quê? Imaginemos a cena acontecendo em nossos dias e em nossa comunidade. Como seria a reação das pessoas que conhecemos tão bem? Como seria a minha reação? Os mais curiosos, tomariam a frente, ainda que desconfiados, mas não perderiam a oportunidade de serem os primeiros a descobrir a causa do fenômeno. Outros tantos, não gostariam de se aproximar, por precaução, pois poderia ser que afetasse quem dele se aproximasse. Com certeza também apareceriam os desconfiados, que acham que “ali tem coisa!” também tem aqueles que não se deve mexer com o sobrenatural, pois ele é sobrenatural exatamente para permanecer em segredo. As perguntas que realmente fazem a diferença são: qual a minha reação e por que? Na minha concepção, sou responsável por minhas atitudes, sou o único que tem autoridade para mudar minhas ações e reações e ainda que outros tenham suas experiencias, no que me diz respeito, a minha experiencia é a que realmente conta. Mas vou fechar esse texto com uma outra provocação: Como são suas reações ao diferente e ao sobrenatural? Quando foi sua última grande experiencia com Deus?

Senhor, obrigado por se revelar e permitir acesso dos teus filhos às riquezas da glória do teu conhecimento. Na tua Palavra há fontes maravilhosas das quais podemos extrair muitas coisas boas e úteis para crescermos em nossa caminhada de fé. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Brilho no Rosto

Meditação do dia: 24/02/2024

“Quando Moisés desceu do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do testemunho, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois de Deus ter falado com ele.” (Ex 34.29)

O Brilho no Rosto – “Foi lá no cume do Monte Sinai que o nosso Deus com Moisés falava… Brilhava, brilhava, o seu rosto brilhava! Foi lá no cume do Monte Sinai que o nosso Deus com Moisés falava…Moisés não sabia que o seu rosto brilhava; brilhava, brilhava… ” Essa é a letra de um “corinho” muito cantado nos anos setenta (do século passado). O brilho do rosto de Moisés era reflexo dele ter estado e permanecido na presença de Deus por muito tempo e de forma contínua. Ele trouxe consigo algo que resultou dessa exposição do finito diante do infinito, do temporal diante do eterno, o corruptível diante do incorruptível. Ao contrário da maioria das experiencias humanas e naturais no nosso universo, quando dois elementos distintos e de qualidades antagônicas se expõem um na presença do outro por prolongado tempo, é mais plausível que os efeitos do negativo influenciem o positivo, ou o corrompa. Algo como exposto nos ensinos proféticos de Ageu: “¹¹Assim diz o Senhor dos Exércitos: Peça aos sacerdotes que decidam a seguinte questão relacionada com a lei: ¹² Se alguém leva carne santificada na borda de sua roupa, e ela vier a tocar no pão, ou no cozido, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, isso ficará santificado? E os sacerdotes responderam: Não. ¹³Então Ageu perguntou: Se alguém que se tornou impuro pelo contato com um cadáver tocar em qualquer dessas coisas, ficará ela impura? E os sacerdotes responderam: Sim, ficará impura” (Ag 2.11-13). Indo para aplicações mais próximas da nossa realidade de vida cristã e comunhão: O apóstolo Paulo escrevendo aos irmãos da igreja de Corinto, citou essa experiencia de Moisés no uso de um véu para cobrir o seu rosto quando comparecia diante do povo para ministrar a eles. Ali, ele comunica, que há um grande valor espiritual nas revelações da Nova e da Velha Aliança, pois, ao revelar a Lei, que seria transitória e simbólica em relação as verdades eternas da redenção, isso produziu um reflexo tão glorioso no rosto de Moisés, por estar exposto à presença de Deus e da Lei de Deus. Como não será infinitamente maior e superior a glória que se espera revelar na manifestação de Cristo em plenitude, como a igreja de Cristo espera ver e Deus fará acontecer. “⁷E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fixar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que fosse uma glória que estava desaparecendo, ⁸como não será de maior glória o ministério do Espírito? ⁹Porque, se o ministério da condenação teve glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça” (2 Co 3.7-9). Glória seja dada a quem merece, a Deus, o Senhor de todos nós. A presença de Deus é para ser desfrutada, amada, recebida e contemplada; não discutida teologicamente ou de qualquer outra forma. Moisés também não buscou isso, não correu atrás disso; ele esteve presente, servindo, recebendo o que Deus lhe tinha e ele nem sabia de brilho e parece que alguém teve que avisá-lo porque ele não tirou proveito disso, e muito menos fez valer para benefício ou modelo a ser copiado, seguido ou buscado. Mas, que brilhava, isso brilhava!

Senhor, obrigado por revelar coisas boas, grandes, profundas a quem tem maturidade e sabedoria para estar exposto a isso. Queremos aprender e precisamos aprender sobre estar mais perto de ti, oramos sobre isso em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando Moisés Desceu do Monte

Meditação do dia: 23/02/2024

“Quando Moisés desceu do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do testemunho, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois de Deus ter falado com ele.” (Ex 34.29)

Quando Moisés Desceu do Monte – Quando éramos crianças, e em grupo, costumávamos brincar as vezes jogando para cima terra, areia, pedrisco ou outras pequenas coisas com um grito: “Tudo que vem de cima é Deus quem manda!!!!” A idéia era correr e evitar ser acertado pela “chuva” iminente. Faz parte da experiencia que tudo que sobe, tem que descer; excetuando impostos e preços é claro! Na vida cristã, o “normal” é crescer e alcançar alturas maiores a cada dia e ir permanecendo em cada novo degrau alcançado; descer não é uma boa opção, pois indica retrocesso ou estagnação. Pensando com o coração, na experiencia de Moisés, ele estava lá em cima porque fora convidado, ou convocado por Deus; precisa estar lá para receber instruções e revelações da lei, dos mandamentos, estatutos, testemunhos e dos rituais de culto e de questões administrativas da nação. Lembrando que eles estavam iniciando a formação da nação, pois até então eram um amontoado de gente, com costumes tribais, governados pelas leis informais e tradições passadas de uma geração para outra. Quando viviam numa nação organizada, tinham que se submeter às leis e costumes locais, o que quase sempre terminava em opressão e dificuldades. Não sei se vocês conseguem seguir o raciocínio, mas a vida e a dedicação a Deus, ocupa áreas da vida das pessoas de diferentes modos e o ministério, não é necessariamente só atividades espirituais ou diretamente ligadas ao culto. Era fato, que Moisés estava privilegiado de estar na presença de Deus numa condição quase única na história humana. Seu trabalho em receber revelações divinas é claro, altamente espiritual, mas com responsabilidades de um legislador, criando leis e regulamentos a serem impostos à população. O que há de espiritual nisso? Tudo! Ao cumprir suas tarefas, ele estava também recebendo graça e experiencia que certamente vai lhe valer para a eternidade, uma vez que diante de Deus ninguém morre, no sentido de se extinguir e aquilo teria aplicações em outras dimensões. “³⁶Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. ³⁷E que os mortos ressuscitam, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando afirma que o Senhor é o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. ³⁸Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem” (Lc 20.36-38). “²⁹E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e a roupa dele ficou de um branco brilhante. ³⁰E eis que dois homens falavam com ele: eram Moisés e Elias, ³¹que apareceram em glória e falavam da morte de Jesus, que ele estava para cumprir em Jerusalém” (Lc 9.29-31). Quando ele desceu do monte, alguma coisa estava diferente e ele nem estava consciente disso. A presença de Deus produzira influencia, transformação, agregou algo em sua vida de tal modo que física e biologicamente era perceptível. Isso não é maravilhoso em termos de experiencia humana com algo transcende, acima de razoabilidades e probabilidades circunstanciais?

Senhor, obrigado pelas coisas que não conseguimos explicar em palavras humanas, mas sabemos que são reais e verdadeiras. Obrigado em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Quarenta Dias e Noites

Meditação do dia: 22/02/2024

“Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites. Não comeu pão nem bebeu água. E escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.” (Ex 34.28)

Os Quarenta Dias e Noites – Não consigo ver na de misticismo nesses números de dias e noites que Moisés passou diante de Deus no cume do Monte Sinai. O fato de Jesus também ter permanecido no deserto se preparando para o início do seu ministério, também por quarenta dias, isso não torna isso um conjunto mágico, poderoso em si mesmo e muito menos determinante para servir de base ou modelo para outros tempos. É claro que há componentes intrigantes e que nos chamam a atenção, como o fato de durante todos esses dias e noites, ficar registrado que Moisés não comeu nem bebeu. Humanamente, sabemos que o isso ultrapassa os limites da resistência de vida para qualquer pessoa. Sem alimento, é muito provável que uma pessoa com boas condições de saúde e num ambiente e temperatura adequado pode sobreviver. Contudo, sem água, dificilmente um ser humano ultrapassa sete dias. Agora, temos que convir, que aqui não havia nada de normal – Moisés estava na presença de Deus, como da outra vez, à convite dele e do ponto de vista dos demais israelitas, ele estava encoberto por uma densa nuvem, com aqueles raios e trovões e ninguém saberia o que acontecia por detrás daquela cortina. Moisés não fez questão de relatar e se ele confidenciou com Josué e Arão ou a outras pessoas, elas foram confidentes e preservaram consigo mesmas; mas eu tenho minhas dúvidas se isso de fato aconteceu, afinal, Moisés era muito confiável e por isso mesmo confiou a ele todas essas revelações maravilhosas. Muitos cristãs cultivam hábitos de subirem à montes para oração e consagração, hábito esse ficando mais raro ultimamente. Não há uma recomendação bíblica sobre a prática de quarenta dias em algum lugar; como também não há proibição de tal prática. Como a vida cristã na Nova Aliança é regulamentada pela fé e devoção pessoal de cada cristão, cabe a nós valorizar as boas práticas devocionais e intensificar a busca saudável por crescimento espiritual e ministerial para servir a obra de Deus e glorifica-lo. A experiencia de Moisés lá no Monte Sinai não foi replicada com nenhuma outra pessoa, por iniciativa divina ou pessoal, mesmo no relato sobre o profeta Elias, que após o confronto no Monte Carmelo com os profetas de Baal, ele empreendeu uma jornada de quarenta dias e noites com a força de uma comida e bebida fornecida por anjos. “⁵Deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro. E eis que um anjo tocou nele e lhe disse: Levante-se e coma. ⁶Elias olhou e viu, perto da sua cabeça, um pão assado sobre pedras em brasa e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. ⁷O anjo do Senhor voltou, tocou nele e lhe disse: Levante-se e coma, porque a viagem será longa. ⁸Então Elias se levantou, comeu e bebeu. E, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus” (1 Rs 19.5-8). Ele veio para o mesmo lugar, mas não nas mesmas situações e circunstancias e o tipo de experiencia pessoal com Deus também foi diferente. Graças a Deus por isso!

Senhor, obrigado por personalizar as nossas experiencias contigo na oração e na comunhão, para o nosso crescimento aconteça para a tua glória e sem que tenhamos o controle daquilo que produziria orgulho e vaidade pessoal. Agradecemos a bênção de pertencermos ao Senhor e sermos aceitos em tua presença sem nenhum merecimento. Em Cristo isso é totalmente possível e acontece sempre. Em nome dele oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

A Palavra e a Aliança

Meditação do dia: 21/02/2024

“O Senhor disse ainda a Moisés: Escreva estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança com você e com Israel.” (Ex 34.27)

A Palavra e a Aliança – Para os três leitores mais assíduos dessas meditações já não deve pairar muitas dúvidas sobre a apreciação especial que o pastor Jason tem pela Palavra de Deus. Acredito nela como ela de fato é: Palavra de Deus! Inspirada, eterna, viva, transformadora, capaz de falar ao coração, capaz de santificar um pecador inveterado; como descrever seus efeitos saudáveis e abençoadores em nossas vidas? Não há palavras! A melhor atitude é acolhê-la no coração e guardar como o tesouro mais precioso. Ao olhar um texto pequeno, como o versículo que separamos hoje para nossa meditação, somos forçados a nos perguntar: Seria por causa de Deus ou de Moisés mesmo, que era para ele escrever o que Deus mandou? Quando digo Moisés, estou o colocando no lugar dos israelitas, no meu lugar e de qualquer pessoa da humanidade. Palavra de Deus para o homem, o ser humano. Sei que Deus não tem problemas de memória e esquece o que diz! Sei que nós temos! Não só esquecemos como também “esquecemos” de propósito, descuido, e por aí vai… Deus disse o que disse, ordenou que se escrevesse, porque seria e é em conformidade com o teor dessas palavras que ele estabeleceu a aliança com Israel e ratificou com a igreja através de Jesus lá na noite quando ele celebrou a ceia antes de ser preso. É um tanto quanto comum, novos convertidos ou cristãos mais novos, perguntarem sobre como manter uma obediência construtiva a Deus e à Palavra dele. A verdade é que muitas pessoas cristãs nascidas de novo e herdeiras das promessas na Nova Aliança, cultivam uma mentalidade da Antiga Aliança e tentam viver a vida cristã pelo esforço próprio, querendo cumprir todos os mandamentos sem escorregar e assim agradar a Deus; alguns até fazendo check list para ver se está indo tudo bem e nada está fora de controle. Não se pode viver a graça, na era da graça através da força da carne. A vida cristã precisa ser vivida pela fé! O justo viverá da fé é assim que se faz. “mas o meu justo viverá pela fé; e, se retroceder, dele a minha alma não se agradará” (Hb 10.38). Conheça a  Palavra de Deus e segundo o teor dela experimente a graça de Deus e o poder do Espírito Santo para uma vida bem sucedida.

Te louvamos Senhor, pela bondade e paciência para com os teus servos; nos colocamos diante de ti, para sermos instruídos e aconselhados em tua Palavra, que é tudo o de que precisamos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Cabrito Ao Leite

Meditação do dia: 20/02/2024

“Tragam as primícias dos primeiros frutos da terra à casa do Senhor, seu Deus. Não cozinhem o cabrito no leite da sua própria mãe.” (Ex 34.26)

Cabrito Ao Leite – hoje o circo vai pegar fogo! Mas certamente não serei eu que irei atear o fogo dessa discussão. Não sou nada entendido de culinária e meus hábitos alimentares são os mais simples e corriqueiros da cozinha brasileira; afinal sou goiano da roça e embora vivi muitos anos em Goiania, a capital, naqueles tempos da minha infância e adolescência ela era apenas uma roça maior do que as outras do interior. Embora devido aos meus estudos e trabalho, já tenha andando por uns dezesseis estados e várias capitais e cidades grandes por esse Brasil à fora, as coisas básicas da vida continuam fortemente enraizadas em mim. Assim como há alguns pratos que levam leite na sua composição ou no modo de preparo, isso ainda está um tanto quanto distante daquilo que imaginamos ser a verdade central por trás do mandamento bíblico do texto de hoje da nossa meditação. Já respondendo a pergunta que não calar, eu não sei a resposta, o porque desse mandamento e até onde consegui pesquisar, nem mesmos os eruditos e versados em hebraico, levíticos, costumes antigos e hábitos culturais, todos estão no mesmo barco que eu e você, ou seja: eles também não sabem! E o que fazer então?! Apelar para o que se deve fazer em casos semelhantes… ou seja, acreditar que a Bíblia explica a própria Biblia e que há uma razão justa e certa pela qual Deus ordenou tal questão a seu povo. Por outro lado, vendo do ponto de vista cultural, devia ser uma prática usual e de conhecimento geral, de forma que nem Deus e muito menos Moisés se deram ao trabalho de explicar ou justificar. Por exemplo: a dieta daqueles povos todos do oriente, era muito semelhante e comer cabritos, ovelhas, vacas e etc. fazia parte comum dos hábitos alimentares de modo geral de todas as civilizações; então eles sabiam dos modos de preparo e as variações possíveis e que em determinados arraiais regionais aquilo poderia variar e assim, o que para alguns era normal, para outros era exótico e outros até desconheciam. Minha família cultivava arroz, e conhecia as variedades e qualidades circulantes entre os agricultores. Mas me lembro que eles repudiavam uma espécie que aparecia intrusa, um chamado “arroz vermelho.” Assim que detectado, ele era arrancado e não se permitia amadurecer para não proliferar. Depois de adulto, descobri que o tal arroz vermelho é cultivado em alguns regiões para consumo e que é muito apreciado; ele deve ser cozido no leite e não em água como o arroz branco. Também só depois de adulto lá no Estado do Espírito Santo, foi que vi pela primeira vez o arroz sendo plantado na lama, e cultivado com irrigação abundante, praticamente submerso. Os capixabas ficaram horrorizados com o meu espanto e me perguntaram se havia outro modo de cultivar arroz; quando falei do modo utilizado do centro oeste eles ficaram espantados e acharam aquilo uma loucura… O cabrito ao cabrito ao leite da própria mãe, para alguns era proibido por questão de piedade, por significar que ele ainda era muito novo e nem havia sido desmamado. Outros atribuem ao ritual de vida e morte não se misturarem, pois o mesmo leite que alimentava o filhote não poderia ser utilizado como meio de morte para ele no preparo do prato. Outros aludem a práticas pagãs entre os cananeus e Israel deveria se manter puro e evitar tal prática. Não tenho muito paladar para carne de caprinos e ovinos, nem mesmo um churrasquinho, ou aquela carneirada tão apreciada pelos paulistas e os pratos saborosos nordestinos. Nada contra. Estou aberto a aprender sobre o tema, se alguém já alcançou algum conhecimento mais esclarecedor, por favor, compartilhe conosco, será muito edificante.

Senhor, obrigado por providenciar alimento e provisão para todos nós em todo tempo e lugar. Os povos e nações com suas culturas e hábitos são obras de tuas mãos e glorificam a ti com suas vidas e cultos nas mais diversas formas de manifestações e expressões. Em Cristo somos todos um só corpo e juntos estaremos reunidos um dia para servir juntos aquele que nos comprou com o seu precioso sangue. Te louvamos e agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Prazo de Validade

Meditação do dia: 19/02/2024

“Não ofereçam o sangue do meu sacrifício com pão levedado. O sacrifício da Festa da Páscoa não deve ficar da noite para a manhã do dia seguinte.” (Ex 34.25)

Prazo de Validade – Quase todos os produtos de consumo atualmente vêm com uma informação na embalagem avisando do prazo de validade daquele produto. Já nos habituamos a observar esse íten ao fazer as compras. Precisamos também ficar espertos quando são produtos que estão em promoção, porque podem estar muito próximos da data de validade e para não perderem o produto, os comerciantes realizam promoções, o que pode induzir as pessoas a comprarem maior quantidade e se não atentarem para a validade, pode até mesmo perder o investimento. Quando os israelitas receberam as normas de como celebrar anualmente a festa da Páscoa, ela veio também com uma informação sobre o prazo de validade. O animal era sacrificado na tarde do dia 14 do primeiro mês e comido ainda à noite com pães ázimos e ervas amargas; isso feito em família naquela noite. O que não fosse consumido naquela refeição não poderia ser mais utilizado como alimento. Deveria ser queimado até se consumir totalmente. Era uma prescrição divina e as razões eram espirituais, simbólicas e de aplicação na vida através da fé naquilo que a Páscoa simbolizava para todos eles. Lembrando que Jesus era o cumprimento dessa simbologia e assim ele foi crucificado por volta do meio dia, morreu próximo às 15 horas e foi retirado da cruz e sepultado no mesmo dia, antecipando o sábado judaico. “⁴⁵A partir do meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. ⁴⁶Por volta de três horas da tarde, Jesus clamou em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sabactani? Isso quer dizer: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” ⁵⁰ E Jesus, clamando outra vez em alta voz, entregou o espírito (Mt 27.45,46,50). Lembrando que a contagem do dia para eles, difere do nosso; eles contam o dia à partir do por do sol – quando ele se põe no horizonte, começa um novo dia. Nós utilizamos à meia noite como base de contagem do novo dia. “⁴²Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, ⁴³José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. ⁴⁶Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o num lençol que tinha comprado e o depositou num túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo” (Mc 15.42,43,46). Toda aquela operação de preparação para celebrar a Páscoa, apontava para algo de urgência, de consumação rápida e precisa. O mesmo se vê no sacrifício de Cristo, foi julgado, condenado, executado, morto e sepultado num curto espaço de tempo. A celebração da Páscoa aponta para a obra de libertação do pecado de sua condição de escravidão ao pecado. Ele é salvo assim que participa da celebração da Páscoa, ou seja, assim que o pecador se identifica com o que Jesus fez por ele lá na cruz, ele é aceito, perdoado e salvo. Isso é um ato – a vida cristã, que seguirá à partir de agora, isso sim, será um processo.

Senhor, obrigado por se oferecer no meu lugar e me dar a oportunidade de começar uma nova vida, agora livre e liberto do pecado e do seu poder escravizante. Agora sou uma nova criatura e as coisas antigas ficaram para trás, agradeço por me proporcionar essa graça de me tornar filho de Deus. Amém!

Pr Jason

Sangue e Fermento

Meditação do dia: 18/02/2024

“Não ofereçam o sangue do meu sacrifício com pão levedado. O sacrifício da Festa da Páscoa não deve ficar da noite para a manhã do dia seguinte.” (Ex 34.25)

Sangue e Fermento – A Bíblia é um livro de história! Conta a história do amor de Deus pela sua criação, que de alguma forma agiu deslealmente com o seu criador e por amor ele levou a efeito um projeto de restauração de todos as coisas. Dizemos todas as coisas, porque o homem como representante de toda uma raça ou espécie, era também o primor de toda aquela criação. A ele fora concedido a liderança e a primazia sobre tudo e assim, suas ações refletia sobre tudo, para o bem e para o mal. Como ele fez uma escolha de má qualidade, contagiou tudo com o efeito destruidor e corrosivo do pecado. Estamos falando de algo que nos dias atuais é ignorado, rejeitado e considerado obsoleto, ultrapassado. O desejo de independência do ser humano, nunca esteve tão exacerbado como em nossos dias. Agora já estamos no tempo que está sendo chamado de “pós verdade.” Mas isso não muda a verdade verdadeira! Deus é a verdade; a sua Palavra, a Bíblia é a verdade! Então, os relatos bíblicos são a verdade que nos orienta e nos capacita a vivenciar a nossa fé. Sempre seremos em menor número, mas não precisamos ser a maioria, não aqui na terra e no presente sistema. “Mas Isaías clama a respeito de Israel: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo” (Rm 9.27). Jesus nos seus dias aqui na terra ensinou que somos sal e luz e esses dois elementos não precisam ser maioria para gerar influencia benéfica. “¹³Vocês são o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. ¹⁴Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte” (Mt 5.13,14). Como cristãos e adoradores do Deus verdadeiro e o Criador de todas as coisas, aprendemos em sua Palavra como cultuar e como agradar de forma que as suas prescrições sejam levadas a sério, e as verdades cheias de significados sejam apropriados de modo espiritual e edificante. Hoje, no nosso texto, ele fala sobre a prática de apresentar sacrifícios de animais, tanto para perdão de pecados, como para adoração e gratidão pelas bênçãos e provisões vindas das mãos de Deus. Aquilo era simbólico, que apontavam para um sacrifício maior, melhor, perfeito e de aplicação eterna, de uma vez por todas, que aconteceria no futuro. Isso se referia ao que eles chamavam de “O Messias” ou “O Cristo” – que significava “o enviado” se referindo a uma pessoa que Deus providenciaria que seria capaz de resolver o problema da separação entre o homem e Deus, fazendo a reconciliação e anulando o efeito do pecado na vida humana e até onde ele havia afetado. O pão oferecido no culto que acompanhava o sacrifício deveria ser asmo, (ázimo) ou seja, sem adição de fermento. Porque o fermento simboliza a corrupção, o exagero, o crescimento fantasioso. Pão asmo (ázimo) é autêntico, puro, original. Essa é a idéia de culto aceitável a Deus!

Senhor, obrigado por ser o Deus provedor de todas as coisas e no culto que prestamos a ti, devemos seguir as instruções que a tua Palavra declara como deve ser. Não servimos ao Senhor nos nossos próprios termos. Seguimos a tua Palavra que é a nossa regra de fé e prática. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tres Vezes Por Ano

Meditação do dia: 17/02/2024

“Três vezes por ano, todo homem deve aparecer diante do soberano Senhor, o Deus de Israel.” (Ex 34.23)

Três Vezes Por Ano – Certamente esta é uma verdade prescrita para um contexto que não se encaixa nos moldes do tipo de culto e adoração que praticamos na Nova Aliança. Os Israelitas estavam em peregrinação, indo em direção à terra de Canaã, que era a Terra Prometida deles. Deus a prometeu à Abraão, à mais de quatrocentos anos antes dessa situação vivida por eles no êxodo. Aqui eles estavam em jornada, habitando em tendas e sem residência física, mas a expectativa era de que logo estariam de posse do seu território e à medida que se estabelecessem como nação, a vida ganharia contornos de normalidade. Nessas prescrições que Deus estava dando ao povo através de Moisés, ficou regulamentado as festas e festivais, dentro de um calendário anual. Entre todas as festividades, haviam três que eram as principais e obrigatórias e assim as pessoas deveriam se esforçar para comparecer: A primeira é a Páscoa; a segunda é a Festa das Colheitas ou Semanas que, a partir do domínio Grego, recebeu o nome de Pentecostes; finalmente, a festa dos Tabernáculos ou Cabanas. Cada uma delas tinha significados importantes e apontavam para a bondade do Senhor e a sua provisão em todos os sentidos. Tudo isso foi consumado no sacrifício de Jesus Cristo lá na cruz. Na noite em que ele foi preso, antes ele celebrou com antecipação do ritual da Páscoa com os seus discípulos lá naquele cenáculo e ali foi instituída a Ceia do Senhor, que agora cumprida pela sua morte e ressurreição, alude à sua próxima vinda à terra, desta vez para arrebatar a sua igreja. Em termos de festas e rituais de adoração, na Nova Aliança, não tem mais os aspectos físicos e materiais como fatores preponderantes, como o Senhor Jesus ensinou à mulher samaritana. “²⁰Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês dizem que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. ²¹Jesus respondeu: Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai. ²²Vocês adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. ²³Mas vem a hora e já chegou em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. ²⁴Deus é Espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.20-24). Até então, nos tempos de Jesus e no começo da era da igreja, as reuniões de adoração e celebração a Deus no contexto de israelitas, se restringiam ao templo de Jerusalém e nas sinagogas espalhadas por onde quer que houvesse a presença de israelitas. A igreja cristã, ganhou maturidade e acolheu os ensinamentos de Jesus e dos apóstolos e temos uma concepção bem diferente. “Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivo, como ele próprio disse: “Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2 Co 6.16). Em outro texto, o mesmo apóstolo Paulo ensina: “¹⁹Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo, que está em vocês e que vocês receberam de Deus, e que vocês não pertencem a vocês mesmos? ²⁰Porque vocês foram comprados por preço. Agora, pois, glorifiquem a Deus no corpo de vocês” (1 Co 6.19,20). Não é mais três vezes ao ano – agora é todo dia e o dia todo em todo o tempo!

Obrigado, Senhor Jesus por ter realizado um sacrifício verdadeiro, único e perfeito para sempre, podendo assim resgatar todos aqueles que colocam a fé em ti e na tua Palavra. Agora não precisamos comparecer em algum lugar para adoração, pois somos o teu santuário e habitação de Deus, através do Espírito Santo que habita em nós. Louvado seja o Senhor, para sempre e eternamente, amém.

Pr Jason

Trabalhar Seis Dias

Meditação do dia: 16/02/2024

“Seis dias vocês trabalharão, mas no sétimo dia vocês descansarão. Mesmo no tempo de arar e de colher vocês deverão descansar.” (Ex 34.21)

Trabalhar Seis Dias – O cristianismo por representar o projeto de vida à moda de Deus é sempre um movimento contra cultural, ou seja, andamos sempre contra o fluxo, nadamos contra a correnteza. Não é à toa que a Palavra de Deus nos diz que o mundo passa… “Ora, o mundo passa, bem como os seus desejos; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2.17). os ciclos de vida e ações do mundo seguem os ventos das conveniências e tendências. O mundo não tem um plano de longo prazo e não nem planos alternativos quando suas previsões não se completam. Observem bem a instrução desse mandamento dado por Deus a Moisés, para o povo hebreu tivessem uma boa legislação normatizando as atividades de trabalho e descanso. O mundo já passava de dois mil anos, desde a criação. Lá no Éden, na sua primeira semana de existência, Adão representando toda a raça humana que descenderia dele, descansou no dia sétimo junto com Deus que tudo criara em seis dias. Recente, na era industrial, a necessidade de produção e produtividade inventaram a jornada de trabalho e à medida que direitos e deveres começaram a serem negociados, foram sendo criados condições de trabalho e descanso, pensando no bem-estar do trabalhador. Agora, estamos vendo a reinvenção da roda, o próprio mercado de trabalho se autorregulando e a jornada de quarenta e oito hora semanais foi considerado muito exaustiva e se reduziu para menos e agora já estão testando e implementando a jornada de três dias semanais de trabalho. Descobriram que a vida é mais do que só trabalhar! Para Deus, o estabelecido inicialmente é razoável e suficiente: seis dias de trabalho e um de descanso. Como servos de Deus, adoradores e praticantes de sua Palavra e com nossas vidas separadas para o seu serviço, entendemos que o Senhor sempre tem razão e agora precisamos compreender as implicações das instruções divinas. O homem deve trabalhar seis dias semanais. Um dia para descanso e reposição das energias e vigor tanto físico quanto mental e emocional. Trabalhar seis dias, independe de se estar empregado ou contratado. O trabalho faz parte do nosso estilo de vida, tanto quando o culto, a adoração, a oração, a beneficência e tudo mais. Seis dias!! Lembre-se disso.

Senhor, obrigado por cuidar de tudo que é necessário para a nossa vida funcionar perfeitamente bem. Te agradecemos por suprir tudo o que precisamos, por graça e generosidade. Oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason