A Confissão de Judá

Meditação do dia: 11/04/2021

“Então Judá deu um passo à frente e disse: Por favor, meu senhor, permita que o teu servo lhe diga apenas uma palavra. Peço que não perca a paciência comigo, embora o senhor seja tão poderoso quanto o próprio faraó.” (Gn 44.18)

A Confissão de Judá – Jesus uma certa vez perguntou aos seus discípulos quem eles diziam que ele era. eles estavam num contexto onde muitas pessoas apresentavam muitas versões e suposições sobre a pessoa e o ministério do Senhor Jesus Cristo. Ele quis então filtrar as opiniões e apurar ou depurar a fé deles. foi assim que conseguimos a magnífica confissão de Pedro, movido pelo Espírito Santo de que Jesus é o Cristo do Deus vivo. “Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16.16). A centralidade da nossa confissão determina a direção do nosso caminhar na vida. Nossas ações nunca estarão acima da nossa confissão. É princípio indiscutível de que nossos lábios falam sobre o conteúdo do nosso coração. Um discurso desalinhado com o interior não passa de retórica barata, palavras ao vento ou mera repetição de palavras bonitas e coerentes intelectualmente, mas que não tem raiz suficiente para produzir frutos. os irmãos de José chegaram de volta à casa do governador, agora completamente desarmados de argumentos e desprovidos de qualquer cobertura para seus feitos. Eles estavam expostos publicamente e com as provas e evidencias diante de todos. Esse é um momento de crise de conversão ou de santificação muito importante. Judá se adianta para falar em nome de todos e fazer o que era esperado dele como líder. Ele havia dado sua palavra ao seu pai e diante de seus irmãos que se responsabilizaria por devolver Benjamim a seu pai. Começou bem, reconhecendo a autoridade do Governador e pedindo clemência e a oportunidade para falar. interessante que ele disse que daria “apenas uma palavra,” indício de que a verdade viria para ficar. Não haveria discursos ou argumentos para testar até onde poderia ir e deixar o melhor argumento para o final. Ele só tinha uma opção e não precisaria mais do que isso. A verdade é sempre suficiente, “Porque nada se pode contra a verdade, senão pela própria verdade” (2 Co 13.8). Oremos:

Senhor, obrigado pela tua palavra que é a verdade que nos guia e nos orienta. Graças rendemos pela ação do Espírito Santo para nos iluminar a mente e o coração diante da tua presença Santa e justa onde nossos argumentos são aceitos quando conformados à obra da redenção em Cristo Jesus. No nome dele oramos agradecidos, hoje e sempre. Amém.

Pr Jason

Subir Em Paz

Meditação do dia: 10/04/2021

Mas ele disse: Longe de mim que eu tal faça; o homem em cuja mão o copo foi achado, esse será meu servo; porém vós, subi em paz para vosso pai.(Gn 44.17)

Subir Em Paz – Paz não é ausência de conflitos e também a ausência de conflitos não significa que reina a paz. José vivia no Egito à muitos anos e estava adaptado, não por escolha inicial sua, mas pelo serviço que prestava, antes como escravo, depois como homem livre, mas comprometido com uma responsabilidade de salvar milhares de pessoas de morrerem de fome. Quando surgiu a oportunidade dele ir embora e viver sua vida, ele entendeu seu papel e sua importância. Só grandes homens, com uma vontade consagrada, compreendem isso e se dispõe a fazer de sua vida um instrumento de bênção. Na Nova Aliança, Jesus é a encarnação dessa verdade: Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28). Podemos ver isso replicado na vida de Paulo também. Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus (At 20.24). Entre o povo de Deus, houve, há e sempre haverá muitos exemplos dignos de ser imitados; só no capítulo onze de Hebreus, temos uma galeria de heróis da fé. No nosso texto de hoje, os irmãos de José, desceram de Canaã para o Egito e agora sob forte provação, o govenador, libera-os para voltarem em paz, subirem de volta para a casa do pai. Como voltar em paz, se um deles não poderia voltar e esse era justamente Benjamim, o único que deveria voltar, porque estava sob juramento dos irmãos de que o protegeriam de qualquer perigo e o trariam de volta são e salvo para o pai. Eles já não viviam em paz a muitos anos; aliás, todos os anos desde que viram José sendo levado aos gritos de socorro por uma caravana de mercadores para o Egito. Agora eles eram os mercadores, estavam abastecidos de mercadorias para levar para casa; mas qual casa? Para onde iriam? Esses homens chegaram numa condição situacional, onde o dinheiro em dobro que trouxeram não lhes garantia nada. Os presentes dados ao governador de nada valiam. A recepção amistosa e as boas vindas, com comida farta e os prazeres oferecidos pela casa do governador não se levava mais em conta. A presença de Simeão, liberado com a presença de Benjamim, que comprovara serem homens de bem, também não surtia mais nenhuma alegria. Mesmo o perdão do governador a todos os dez e permitindo voltarem para casa com suas cargas de alimentos, não faziam sentido e muito menos teria propósito. Eu diria, que eles chegaram na esquina da falência com o fracasso! Aqui, paz circunstancial não tem valor algum. Se alguém disser que era desesperadora a condição deles, eu diria que desesperador era muito pouco! Só um milagre, daqueles grandes poderia reverter as coisas. Milagres estão na área do sobrenatural, do espiritual, no campo das ações de Deus, intervindo em favor do homem. Aqui me lembro e me apego ao dizer do profeta Jeremias, incitado por Deus: Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes (Jr 33.3).

Senhor nosso Deus e Pai, é certo que chegamos à situações só a tua graça é capaz de prover livramentos e salvação. Somos bons em criar situações difíceis com nossas escolhas inconsequentes e tentar levar a vida livre de responsabilidades como se não houvesse amanhã e muito menos prestação de contas. Justo és, o Senhor e justos são todos os teus caminhos. Pedimos ajuda para nos quebrantarmos os corações e as mentes e aceitarmos a tua ajuda poderosa. Guia, ó Senhor os nossos passos por caminhos direitos e por onde possas andar conosco. Pedimos perdão e buscamos reconciliação em Cristo Jesus e sua obra redentora; no nome dele oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

Escravo Por Um Copo

Meditação do dia: 09/04/2021

Mas ele disse: Longe de mim que eu tal faça; o homem em cuja mão o copo foi achado, esse será meu servo; porém vós, subi em paz para vosso pai.(Gn 44.17)

Escravo Por Um Copo – A reação quase que imediata de uma pessoa quando é comprovada sua culpa de forma incontestável, é demonstrar-se disposta a receber qualquer medida de compensação. Isso é provocado pela alma, que é muito lógica e racional e não gosta de ficar sob pressão e em dívida ou conflito. Assim, o quando antes for decretada uma penalidade, melhor para a adaptação psicológica. Por isso mesmo, nem sempre todos os valores foram pesados e nem as consequências foram vistas e assim, a pessoa subestima o que fez, como algo menor e que facilmente se pode contornar. O remorso é um tipo de tristeza que invade a pessoa e ele facilmente admite sua culpa e pode até superestimar o castigo e punição que merece. Não deixo de lembrar sempre casos de homens alcoólatras, que sob efeito da bebida, agride a esposa, maltrata os filhos e os animais domésticos, quebra os móveis e utensílios da casa. Assim que passa o efeito, ele chora e se martiriza, que é um fraco e não merece a família que tem, perde perdão e promete não fazer mais… e isso dura até o próximo fim de semana com o encontro de amigos de copos e lá se vai, tudo novamente. O apóstolo Paulo fala de dois tipos de tristeza que acomete a pessoa e somente um é produtivo. “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte(2 Co 7.10). O arrependimento é uma resposta da pessoa à convicção do Espírito Santo através da Palavra de Deus, que leva a pessoa a uma mudança de mente, de atitude e ali ela se entristece pelo que fez, pelos danos causados à outras pessoas, à quebra da sua comunhão com Deus. Essa pessoa guiada pela graça divina, busca o perdão e a reconciliação e se dispõe a fazer as devidas reparações e restituições. Quando não é arrependimento, mas remorso, a tristeza é mais consequência de sua condição racional de culpa e desejo de compensar o que fez e até se submete a receber o que vier, pois isso acalma sua alma, e lhe trás a falsa sensação de que já pagou pelo que fez – aqui entra os merecimentos religiosos ou comportamentais. Até quem tem bom conhecimento espiritual e da Palavra de Deus, sofre a tentativa de racionalizar suas condutas e pagar por si mesmo os custos da redenção. Mas o Espírito Santo sempre irá adverti-lo de que isso não é saudável e não é o caminho da redenção em Cristo. Os irmãos de José chegaram diante dele arrasados emocionalmente; suas mentes estavam confusas e as peças não se encaixavam, pois eles eram honestos, eles não contavam com uma possibilidade daquilo acontecer, mas aconteceu; o governador estava no seu direito de exercer sua justiça e puni-los. Eles confiaram uns nos outros e alguém traiu essa confiança e agora nem dava para discutir se era fato mesmo que Benjamim se apropriara de objetos alheios ou se alguém plantou a prova; a verdade é que a prova estava ali, incontestável diante deles. Assim, o porta-voz falou por todos e admitiu a punição, mas o govenador se negou a punir a todos, por um crime que na concepção dele, apenas um homem fizera, e esse sim, ficaria escravizado. Nas lutas, modernas se diz que o atleta finalizou seu adversário. José colocou Benjamim numa mesma situação em que ele esteve, diante dos dez irmãos, indefeso, impotente. Ele tinha o propósito de ver o que eles fariam diante de mesma cena, o que eles fariam por Benjamim? Isso seria revelador, para eles, para José e certamente para o próprio irmão caçula, que era inocente ali e ainda era inocente em relação ao que acontecera com José. Ao invés de fazer suposições sobre o que fariam, ou perguntar-lhes sobre como agiriam numa eventualidade que um deles ficasse em perigo, José escolheu uma prova de verdade, com elementos autênticos e com testemunhas. A vida como ela é, ao vivo e à cores.

Senhor, obrigado por agir com justiça e verdade para conosco e não simulas possibilidades, mas operas em verdade e em condições reais na vida das pessoas. Que bom que o teu caráter é perfeito e o Senhor é santo em todos os teus caminhos. Jesus lá no Jardim do Getsêmani, experimentou agonia verdadeira, por se identificar com a condição de todos nós, pecadores inveterados e dissimulados, fugindo das responsabilidades. Por isso ele soou como grandes gotas de sangue, e até pediu que se possível fosse, passasse dele aquele cálice amargo, mas que não fizesse a sua vontade pessoal, a vontade do Pai, e assim foi; assim é! Por isso agora podemos te chamar de Pai, podemos ter acesso à sala do trono e achar graça em momento oportuno. Agradecemos essa oferta de amor e sacrifício. A vida dele, pela nossa; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fomos Apanhados

Meditação do dia: 08/04/2021

Então disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniqüidade de teus servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão foi achado o copo.(Gn 44.16)

Fomos Apanhados – Existe a vida ideal e a vida real, vivemos na real, mas sonhando ou fantasiando estar na ideal. Na vida ideal tudo funciona, todos são bons e solidários, quando erram, se desculpam, assumem e fazem os reparos e restituições. As pessoas, as instituições e até o estado é perfeito e senão, está bem próximo disso. As igrejas, essas sim, só membros TOP de linha, os pastores esses sim, fazem jus ao nome e a comunidade como um todo é modelo de comunhão amor e serviço. É aí que acordamos em caímos na real. A vida não é o que queremos que seja e nem o que gostaríamos que fosse, a vida é o que ela é. A vida ideal já existiu e funcionou, até que os moradores do Paraíso, cruzaram a fronteira demarcada por Deus como marca da obediência, que seria também uma demonstração de amor e respeito. Deus sempre foi real, e fez o ideal para ser desfrutado, cuidado e perpetuado. Já sabemos, a durabilidade foi até a página três. A vida de vitórias e sucesso, é possível e é um ideial a ser buscado e se deve investir; sem ser um trocadilho infame, a vida ideal é possível e real. No preambulo do Evangelho de João, encontramos o seguinte registro: Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam(Jo 1.3-5). Lembrem-se que somos de fé criacionista – Deus fez tudo e sem ajuda, nada do que foi feito aconteceu por outros meios. Esse agente da criação, Jesus é o portador da vida, e essa vida é luz para os homens, sempre foi e sempre será. A plena manifestação da luz é nas trevas, que por sua vez é o campo das incompreensões de toda natureza. Criado à imagem e semelhança do seu Criador, um ser perfeito e completo de aspectos múltiplos, de espírito, alma e corpo, com muitos componentes que pudessem fazê-lo expressar toda a glória e grandiosidade de sua origem. Uma escolha mudou e as consequências produziram profundas transformações, sendo a principal, a desconexão espiritual, desde então. Vivendo em nível muito abaixo e inferior ao original, as aspirações existem, mas nem sempre são acessadas, porque as realidades espirituais não podem ser exercidas pela alma, que no máximo cria uma existência paralela, caricata e insatisfatória aos anseios do espírito. Exemplos: Fé é do espírito, religião é da alma. Comunhão é espiritual, obrigações é da alma. Adoração é do espírito, rituais e cerimoniais são da alma. A graça e a verdade são espirituais, as obras e os méritos são da alma. O meio de entrar nesse mundo físico e natural é o nascimento físico e natural; o meio de adentrar ao mundo espiritual, dimensão do espírito de onde já se esteve, é o nascimento espiritual, também chamado de regeneração. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus (Jo 1.12,13). Isso só pode ser acessado pela fé (que é do espírito), em Jesus (que é a luz e a vida original), que para viabilizar isso se materializou entre nós, se tornou carne, se tornou gente, sendo e permanecendo em essência Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1.14). O que estava acontecendo com José e seus irmãos era em figura, o resumo da vida dos homens na busca por satisfação verdadeira, mas procurando sempre do seu modo e nos seus termos, fracassando muito e negando suas reais condições. Ali, naquela manhã, eles chegaram ao fim da linha. “Fomos apanhados – Falar o quê? Justificar o quê?” A vida “ideal” deles de erros, mentiras, enganos e prosseguir sem prestar contas, acabou de acabar! A única saída era a rendição total e incondicional, de agora em diante estavam nas mãos de José, alguém que até então eles não conheciam e não confiavam, mas que irá se revelar a eles e é por causa do caráter e das intenções de José que haverá salvação para eles. O paralelo também é verdadeiro para nós em nosso tempo e oportunidade.

Senhor, Criador e sustentador de todas as coisas. Autor da nossa vida e agora também autor e consumador da nossa fé. Precisamos da conversão verdadeira, total e incondicional, para termos a possibilidade de entrar na verdadeira vida. Graças pela ação do Espírito Santo agindo a favor do homem, levando-o a compreender espiritualmente o amor e as intenções de Deus, na pessoa de Jesus Cristo. Pela fé, aceitamos andar pelos teus caminhos e fazermos do teu jeito. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Que Já Foi Feito

Meditação do dia: 07/04/2021

E disse-lhes José: Que é isto que fizestes? Não sabeis vós que um homem como eu pode, muito bem, adivinhar?(Gn 44.15)

O Que Já Foi Feito – Já escrevemos sobre perguntas de retórica, essa figura de linguagem que permite fazer perguntas para as quais já se tem a resposta. Sendo assim a função da indagação é para enfatizar o que se pretende. José estava de pé, braços cruzados, sério, até parecendo-se indignado, ou quem sabe com semblante curioso, aguardando a chegada dos seus irmãos. Ele foi direto ao assunto: “Vocês pensam que poderiam me enganar? Achavam que não tinha meios de saber o que foi retirado da minha casa e quem pegou?” Eles não tinham o que responder e ainda que tivessem, não teriam como justificar, porque também não sabiam como aquilo tinha acontecido. O caso agora era fatalismo, o que aconteceu, já aconteceu e o que virá acontecer, virá mesmo! Certamente para nós que lemos os fatos agora, muitos anos depois e também entendemos as razões e quem estava por trás de todas elas, nos acomodamos tão somente em ver os fatos acontecerem. Digamos, queremos mais é que o circo pegue fogo mesmo. Esses rapazes bem que merecem um bom aperto e José tá coberto de razão em pressioná-los duramente. Para efeito de identificação, vamos nos colocar no lugar dos personagens por alguns momentos e sentir o que sentiam e ver as coisas pela mesma ótica deles. Isso deve propiciar uma experiencia emocional e mental de ver quais seriam as reações de quem estava envolvido. Se fôssemos “José,” seguiríamos o roteiro que ele seguiu ou faríamos de modo mais eficiente? Como? Aqui, precisamos também nos situarmos na vida de José como um todo e não apenas na cena de teatro que ele estava fazendo. Você precisa entender que a decisões e atitudes que tomam está diretamente vinculado ao todo das suas experiencias de vida. Vivemos dentro de um contexto de vida. O que sou é resultado do que já vivi, já experimentei; e o que farei no futuro é a sequencia de todos os aprendizados e experiencias. José não havia amanhecido governador do Egito e com visitas em casa, que por acaso eram seus irmãos que o haviam vendido como escravo. O José que está em ação é um homem experiente, sofrido, injustiçado, oprimido, mas que nada disso minou sua posição de fé e valores de conduta. Ele foi nobre e gentil enquanto estava por baixo e foi generoso e correto quando ascendeu ao sucesso e ao poder. Sua mão era forte e firme sobre seus irmãos, mas era igualmente justa e comedida, sob controle. Se fôssemos “seus irmãos?” O campo de reflexão e identificação seria ainda mais vasto e exigiria de nós posturas que iriam variam em graus de culpas e responsabilidades. Ruben, não concordara em fazer qualquer mal a José e pretendia devolvê-lo à salvo para o pai; mas só ele e os irmãos sabiam disso; José e Benjamim não sabiam. Provavelmente José sempre vira todos contra ele. Judá foi quem teve a idéia de vende-lo e tomou a iniciativa; como isso teria ficado gravado em José? Simeão, já vimos que deve ter sido “o torturador” ou o executor das idéias, porque já vimos que José não hesitou em escolhê-lo e amarrá-lo na presença dos irmãos, para deixa-lo em prisão até a volta deles. Os demais, qual foi o envolvimento de cada um? Estou abordando isso, por que eles estavam conscientes de que Deus estava tratando com eles devido que fizeram com o José no passado.  Então disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia. E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido(Gn 42.21,22). O verso seguinte, afirma que eles não sabiam que José estava entendendo, porque até ali a conversa entre eles era por meio de intérprete. O governador tinha a vantagem de falar o idioma deles e sabia que eles sofriam pelo mal que haviam feito, mas provavelmente eles não sabiam ou não tinham como reparar os feitos do passado. Isso dói muito. Incentivo vocês aqui, a aprofundarem o estudo e o conhecimento da doutrina bíblica sobre o perdão de Deus e a obra da justificação que o pecado tem acesso pela redenção. Sem esse conhecimento muito bem definido, a pessoa pode sofrer muito com consequências do seu passado; tanto pelos erros cometidos como pelos sofridos e experimentados. Mas há provisão misericordiosa e restauradora disponível para você e para mim. Aqui vale a máxima: “Conhecimento é poder!”

Senhor Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, a quem seja a honra e a glória em todo tempo, por todas as gerações. Graças te damos pela obra completa e perfeita de Cristo na cruz que abriu-nos as portas da vida eterna e da comunhão com o Deus perfeito e santo. Somos necessitados de graça e misericórdia, todos os nossos dias e contamos com a ajuda do Espírito Santo para prevalecermos pela fé, pela graça e por tua bondade. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Prostrando-se Prostrados

Meditação do dia: 06/04/2021

E veio Judá com os seus irmãos à casa de José, porque ele ainda estava ali; e prostraram-se diante dele em terra.(Gn 44.14)

Prostraram-se Prostrados – Encontros são sempre singulares e únicos, disse alguém sabiamente. Partindo dessa premissa, decidi por dar um título que sugere pobreza de criatividade, ou falta de imaginação, mas pode acreditar, conhecendo minhas limitações isso não está tão longe assim da verdade. Desta vez, porém foi proposital, lançar mão do mesmo verbo em duas flexões, só para dizer que tudo o que aconteceu ali naquele encontro entre irmãos, não tem nada de comodidade, ou mesmo repeteco e mais do mesmo. Não mesmo! Depois de aproximadamente vinte e dois anos, eles se encontraram todos juntos, os doze filhos de Jacó. Alguns dias atrás houve o primeiro encontro depois de todo esse tempo, mas de um lado eram os dez irmãos e para eles, ao todo eram onze e o mais novo estava em Canaã com o pai em segurança. O governador exigiu a presença desse mais irmão mais novo e um deles ficou detido em garantia de que eles voltariam; então voltaram nove e para eles havia um em Canaã e outro agora no Egito. Para José, quando eles chegaram, ele foi informado que eles eram onze, apenas um não existia mais. Temos duas contas sendo feita e dois pontos de vistas sendo colocados, mas a conta só fecha para nós, que estamos meditando na história deles. Sabemos o todo que eram doze – ele no Egito, com os dez na sua presença e seu irmão caçula em Canaã com o Pai. Para José era uma boa notícia, saber que seu pai estava vivo e bem de saúde e que todos os seus irmãos estavam vivos e tocando os negócios da família. Só refrescando nossa memória: eles descartaram José vendendo-o como escravo, mesmo com o risco ser morto, e somente só, para que não tivessem que um dia no futuro virem a se prostrar diante dele. Só e tudo isso. Já sabemos que desde que chegaram à primeira vez e agora na segunda vez também, eles se prostraram diversas vezes reverentemente e com muito respeito diante de José. Pode imaginar, que volta que a vida deu neles! Fazendo exatamente o prometeram para si mesmos que nunca, jamais fariam. Se fossem brasileiros, nossos contemporâneos, eles teriam dito: “Nunca, prostraremos diante dele, nem mortos!” dessa vez, me refiro e quero que elevem os seus pensamentos comigo, que estamos olhando a cena deles voltando da periferia da cidade, após o mordomo descobrir o copo de prata na bagagem de Benjamim, conduzindo-os para os trâmites finais do processo judicial que por antecipação lhes fora dito que ele ficaria como escravo. Assim que se aproximaram do governador que ainda estava em casa, eles se prostraram diante dele em terra. Agora não era apenas respeito e reverencia; não era uma saudação de plebeus a um senhor nobre e poderoso. Inclinar e prostrar era o de menos para eles; na verdade eles estavam arrasados. Prostração era o que designava a condição de suas almas e mentes diante da tragédia anunciada. Embora não vamos desenvolver o tema aqui hoje, mas essa condição deles, é um lugar onde todos nós precisamos chegar na rendição a Deus e a seus propósitos. Onde não há mais desculpas, defesas ou justificativas e nem mais argumentação se temos ou não algum direito. Pode ser tratado como quebrantamento total, onde somos moídos e triturados em nossa condição natural e prostrar-se em rendição é tudo que nos resta. Você já se prostrou prostrado?

Senhor, nos render a ti, deveria ser a coisa mais natural na vida de fé e adoração. Mas a verdade é que a nossa carne não melhora, ela precisa ser crucificada com Cristo, e morrer lá na cruz, para dar lugar a um novo homem, uma nova criatura. Queremos agradecer a tua infinita bondade e paciência nesse processo de nos levar ao lugar ideal, onde voluntariamente, nos rendemos ao teu governo e ao teu amor. Obrigado ao Espírito Santo por produzir essa obra de conscientização no nosso interior. A Deus seja a honra e a glória para todo o sempre. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Ainda Estava Ali

Meditação do dia: 05/04/2021

E veio Judá com os seus irmãos à casa de José, porque ele ainda estava ali; e prostraram-se diante dele em terra.(Gn 44.14)

Ainda Estava Ali – Um dia de tensão para todos os envolvidos na história. Todos querendo colocar um ponto final naquela sequencia de eventos que se tornavam mais tensos a cada instante ou novo movimento. Essa é a marca de onde todos se questionam a si mesmos porque fazem tudo certo e parece que tudo conspira para os resultados darem tudo errado. Se por um lado os rapazes estavam na maré baixa, onde todas as suas forças estavam sendo  testadas e a cada movimento eles se enredavam ainda mais; por outro lado, José apertava o cerco a cada oportunidade porque ele ainda via aspectos que eles ainda mantinham reservas e aquilo também precisava ser exposto e a verdade toda vir à tona. Duas meias verdades podem não se confirmar uma verdade completa; ao contrário, duas meias verdades podem ser uma grande mentira. Mudanças geográficas necessariamente não mudam atitudes interiores das pessoas. Porque alguém fracassa em um lugar e vai embora para outro, para recomeçar a sua vida, mas se não houver mudança de postura em nada adiantará. Na época da colonização americana, alguém de uma caravana de novos  aventureiros, parou num povoado e perguntou para um morador local como as pessoas dali. A resposta foi: “As pessoas daqui, são como as pessoas de onde você vem. Depende de como você se comporta com elas.” Nos últimos vinte anos os irmãos de José fizeram de tudo, mudaram de lugar de peregrinação, se esforçaram par consolar o pai, dar segurança ao irmão mais novo; vieram ao Egito comercializar produtos e suprimentos para mitigar a fome de suas famílias; agiram com honestidade com relação as informações pedidas pelo governador sobre suas vidas e famílias; foram corretos nas questões financeiras ao encontrarem o dinheiro da compra de volta nas suas bagagens; foram transparentes com seu pai e esforçados para retornarem para novas compras e garantiram proteção ao irmão mais novo; tudo eles fizeram de maneira correta e descente. Mas toda essa construção fora feita sobre uma base instável de segredos e pecados do passado, não confessados, não tratados e nem admitidos. Um mar de serenidade e calmaria aparente, ocultando ondas bravias e correntes traiçoeiras por baixo. Benjamim veio inocente, certos da sinceridade dos irmãos para com ele e para com o pai, mas nem eles dez podiam olhar nos olhos uns dos outros sem denunciarem com a pergunta: “Até quando?” Essa era a vida deles – Mas José ainda estava ali. Como sempre esteve. Esperando por eles para o momento decisivo. Um confronto sempre é necessário e sempre é aguardado. O pecador nunca se rende sem lutar para defender seu erro. Aceitar a verdade sem luta é uma confissão de estar consciente de sua condição e culpa. Quando estudamos a doutrina da santificação, encontramos um momento de crise, onde uma escolha deve ser feita – afastar-se do pecado e dos velhos hábitos e abraçar a verdade revelada pelo Espírito Santo na Palavra de Deus e ser liberto, transformado e começar a caminhar em vitória pela fé na obra completa da redenção. Até aquele momento a maioria receberam a Cristo como salvador, mas não como Senhor. Dizíamos: “O coração é de Jesus, mas o pulmão é da Souza Cruz.” (Fabricante de cigarros no Brasil). José sempre representou a verdade, que sempre fora indigesta para eles. Tiraram José de suas vistas, mas ele nunca saiu de seus corações e eles ficaram algemados à ele. Já escrevi sobre o elefante na sala que incomoda e ninguém faz nada para tirá-lo de lá. Eles voltaram e José estava lá ainda. A verdade sempre estará à nossa frente, não importa os meios que utilizemos para nos desviar dela e tirá-la do nosso caminho. Sempre que voltarmos, José ainda estará ali.

Senhor, precisamos nos arrepender de verdade, de todos os nossos pecados e a única maneira certa de nos livrarmos deles, é pelo caminho da redenção. Só o sangue de Jesus, derramado lá na cruz é capaz de perdoar e purificar de uma vez por todas. As artimanhas e remendos feitos por nós mesmos não produz perdão e paz interior e a verdade sempre estará ali quando voltarmos. Pedimos perdão, mas também sabedoria para aplicarmos de forma legítima a redenção que há em Cristo Jesus. No nome dele oramos, amém.

Pr Jason

Criamos Um Monstro

Meditação do dia: 04/04/2021

E veio Judá com os seus irmãos à casa de José, porque ele ainda estava ali; e prostraram-se diante dele em terra.(Gn 44.14)

Criamos Um Monstro – Muitos caciques e poucos índios – é uma expressão que utilizamos para dizer quando tem muita gente dando ordem e querendo liderar e poucas pessoas para fazerem o trabalho. Os filhos de Jacó eram doze, e certamente alguém seria o líder de todos eles. Isaque não teve concorrentes e nem Jacó, pois apesar de ter um irmão, esse não optou por andar nos termos da aliança com Deus e Jacó passou grande parte de sua vida, longe da casa paterna e teve que liderar seu próprio clã. Agora os seus filhos teriam que tomar iniciativas porque ainda que a longevidade do pai fosse evidente, um dia ele deixaria de estar com eles. Voltando nossa atenção ao início de toda essa história, no último encontro entre esses irmãos, vinte e dois anos atrás, Ruben liderou a idéia de não fazerem mal à José e enviá-lo de volta ao pai, mas foi traído pelos irmãos que não respeitaram o momento em que ausentou-se. Judá apareceu com a liderança para venderem José e não o matarem, mas também não o devolverem para casa. Uma das últimas oportunidades de se verem, José estava numa cova e vendo seus irmãos de baixo para cima, ele apavorado e eles sarcásticos com risos por fazerem uma ação de livramento. A vida deu suas voltas e aqui estão de novo juntos, com Benjamim como testemunha. Eles apavorados, desesperados vendo José de baixo para cima. José esteve nas mãos deles e não recebeu compaixão e livramento. Agora a cena é de onze homens prostrados literal e figuradamente, sabendo que não podem receber misericórdia. Quero fazer aqui uma aplicação: Criamos situações pensando no imediatismo que nos satisfaz e nem queremos pensar nas consequências. Criamos, mas não gostamos do que irá aparecer. Eles enviaram José para o Egito para se livrarem dele – agora estão diante do egípcio que criaram e não podem nada contra ele. A diferença básica entre a cena de José na cova e eles em cima e agora eles prostrados e José ali, de pé, é o caráter – a essência do que havia dentro de cada um deles. Na primeira vez, Benjamim não estava presente e não sabia até hoje qual era o verdadeiro caráter de seus irmãos; eles também fizeram tudo aquilo longe dos olhos de Benjamim e o mantiveram longe da possibilidade de descobrir quem eles eram, mas isso também os levou a pensar que não conheciam o irmão mais novo, pois ele pode ter furtado o copo do governador, enganando a todos e colocando tudo à perder. A situação criada por José, expôs todos diante de todos. Warren Buffett, considerado o maior investidor de todos os tempos, hoje, um velhinho sábio da pequena cidade de Omaha, Nebraska, diz que “é quando a maré baixa que se descobre quem está nadando pelado.” Ele se refere a investidores descuidados que se expõe a riscos exagerados pela ambição e na adversidade do mercado são expostos e sofrem prejuízos muito grandes. Isso pode ser visto como verdade também para as decisões morais na vida. Fazer o mal ou o errado, certo de que nunca será descoberto e ou que as consequências não virão. Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna (Gl 6.7,8).

Pai, graças te damos hoje, por tua infinita bondade e misericórdia para conosco. Em muitas situações agimos conscientes de que estamos fazendo o certo e na verdade não temos uma visão do todo e cometemos erros, injustiças e pecados. Produzimos mais destruição do que edificação e expomos a nós mesmos ao perigo e atingimos pessoas boas e piedosas que sofrem pelas decisões erradas que como líderes nós tomamos. Pedimos hoje a sabedoria para sermos comedidos e dependentes do teu Espírito Santo, para sermos verdadeiramente bênçãos e alegrias para todos à nossa volta. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Judá e Seus Irmãos

Meditação do dia: 03/04/2021

E veio Judá com os seus irmãos à casa de José, porque ele ainda estava ali; e prostraram-se diante dele em terra.(Gn 44.14)

Judá e Seus Irmãos – Hoje é um sábado, no calendário cristão, é um dia que foi marcado pelo silencio e a dor pela morte de Jesus Cristo, lá no Monte Calvário nos arredores de Jerusalém, no início do chamamos de era cristã. Desde então a cristandade convencionou ser um dia de reflexão, pois está numa transição entre a dor e a tristeza da morte e a alegria e vitória da ressurreição. Viver e fazer a história como aqueles primeiros discípulos experimentaram é impar e eles assumiram posições que definiram os rumos do que entendemos por reino de Deus e por igreja, um termo que até então não tinha tanto peso. Cristo com sua vida e sacrifício uniu as partes conflitantes, fazendo dos dois grupos um só povo, o povo de Deus. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades (Ef 2.14-16). A fé ganhou destaque sobre a tradição e a hereditariedade e assim, chegamos a dois mil e vinte e um, celebrando a segunda Páscoa em meio à uma pandemia e a isolamento social. Agora é a nossa vez de fazer a história. O que meu coração e mente está focando nesse texto de hoje é relação que existe no desenvolvimento dos projetos de Deus para nós, com a questão prática do dia a dia. Olhamos para a vida com um olhar linear, retilíneo e sem retornos; a vida para nós só anda para frente, não tem como dar um passo atrás, ou mesmo parar um só instante. É certo que Deus na sua onisciência e onipotência não está preso nessas conveniências, por isso ele pode dirigir e governar todas as coisas, incluindo nossas vidas, fazendo um excelente trabalho, quer gostemos, quer não. Mas isso não muda nada, porque ele é perfeito em todos os ângulos, é santo e justo em tudo e para com todos. Ao olhar para a blitz que os irmãos de José sofreram nos arredores da cidade, percebemos que a pretensão deles era seguir com suas vidas, em linha reta, rumo à Canaã, esquecer esse período de provações. Vida que segue. José tinha uma visão de reencontrar sua família e conhecer como estavam, não só em termos de vida e saúde, mas também suas motivações de amor e cuidado uns pelos outros; sem deixar de ver a importância de cumprirem os termos da aliança com Deus e se tornarem uma grande nação. Israel acreditava nisso, seus filhos esperavam por isso, mas José trabalhava por isso. Voltaram atrás era uma concepção ruim para eles, pois seria perder tempo importante com explicações desnecessárias pois eles não se apropriaram de nada. Essa é a visão do homem natural. Voltarem era a oportunidade de conhecerem a si mesmos, fortalecerem seus laços e verem as coisas que sempre estiveram diante deles e nunca foram percebidas. José estava possibilitando a eles aprenderem aquilo que não tem como ser ensinado, só aprendido. Ali estava o prenuncio de uma crise, (momento crítico de início de um processo); Ninguém sairia dali do modo como entrou. Nem José! Nem Benjamim! Nem os servos de José e até mesmo Faraó. Ali a história aconteceria.

Pai amado, ainda hoje não gostamos de voltar atrás. Ou não queremos prosseguir para enfrentar o desconhecido e preferimos nos acomodar a seguro e conhecido, embora não seja o ideal. Precisamos de fé e determinação de confiar em ti e na tua Palavra como guias seguros para nossa jornada. Cristo abriu mão de tudo, para assumir a condição de ser um de nós, nas mesmas condições e passar por tudo que passou, para vivermos sem medo, em fé e certos de há vitórias pela frente. Voltar atrás pode significar se humilhar e ter que fazer de novo o que não fizemos bem feito ou nem fizemos. Obrigado por nos amar e nos conduzir da tua maneira, passo a passo, em aprender e crescer em fé. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Juntos Cada Um Por Si

Meditação do dia: 02/04/2021

Então rasgaram as suas vestes, e carregou cada um o seu jumento, e tornaram à cidade.(Gn 44.13)

Juntos Cada Um Por Si – Estamos acostumados com “Tudo junto e misturado,” mas “Cada um por si, todos juntos,” é novidade até para mim, e dá a impressão de ultrapassar a licença poética. Mas a ídeia é um tanto simples. Tem coisas que podemos fazer sozinhos e outras que só podem ser feitas juntas com outras pessoas em parcerias. Mas aqui estamos lidando com uma situação atípica e de desespero. Comparando a uma cena atual, poderíamos imaginar uma blitz policial, provocada por uma denúncia prévia, especificando o tipo de objeto que seria procurado, como  também os possíveis suspeitos. A caravana foi interceptada e todos colocaram suas cargas disponíveis para inspeção, e lá se foram um a um no ritual: “Esse é seu? Sim senhor. Abra-o e afaste-se.” Onze vezes, até chegar ao desfecho mais inesperado para todos, e não menos para Benjamim. Posso imaginar na minha mente criativa, pois todos eles, intimamente sabia que nada seria encontrado em sua posse; também cada tinha plena certeza que não encontrariam o tal copo com qualquer outro dos irmãos, porque ninguém deles iria fazer uma insensatez dessa natureza. A descoberta do copo na bagagem de Benjamim foi um choque para todos e especialmente o próprio Benjamim. Ele sabia que não havia pegado ou escondido nenhum bem da casa do homem que lhe fora tão simpático e acolhedor. Mas a decepção de ver ali o tal copo e a expressão de decepção dos irmãos, era mais do que um ducha fria sobre ele. Espero que cada leitor esteja ao menos numa sintonia de que estamos tratando aqui também com a imagem pessoal. O que as pessoas vão pensar de mim, sabendo isso e eu não podendo explicar – uma, por não ter explicação mesmo e outra, que não sei de fato porque tem um copo na minha bagagem! Mesmo que por fora a gente diga que não se importa com o que os outros pensam da gente; no fundo todos pensamos e nos importamos. Isso é saudável até certo nível e é altamente destrutivo se a dose for exagerada. Benjamim estava dentro de sua comunidade mais próxima e íntima, que era a comunidade de irmãos. Estava vivendo a sua primeira experiencia de viajar para longe de casa e foi muito difícil convencer o pai a liberar sua saída e só o fez com recomendações de extrema segurança. Com descoberta do copo em sua posse, ele se colocara em risco e minou a condição de seus irmãos em protege-lo. Em nosso linguajar comum, dizemos que “o mundo inteiro desabou na cabeça de Benjamim.” A cultura de época para expressar desespero era rasgar as vestes e até parecia uma coreografia ensaiada, pela simultaneidade das ações deles em sinal de desespero, angústia e horror. Logo Benjamim, Por quê? Sei que alguns de vocês, pensam nisso, tentando contextualizar com uma atividade cristã, dentro de sua igreja, entre os irmãos e como isso afetaria a toda a comunidade, ou como alguém dos nossos foi tão descuidado, ou porque ele se deixou seduzir por algo tão comprometedor? Sendo ou não um acontecimento na comunidade de fé, ou na família, é muito constrangedor, mas não é impossível de acontecer, e não temos como nos preparar antecipadamente, ou prevenir. Teremos que lidar com o problema, assim que ele surgir. E a nossa imagem, nossa reputação? Não quero ser frívolo, mas imagem e reputação se assemelham com taça cristal, é linda, frágil e exige tanto cuidado, que as vezes é melhor nem ter. Cuidado! Não estou dizendo que não deva ter ou se preocupar com sua reputação e ou imagem. Estou dizendo que nossa concentração de esforços deve ser para viver a vontade de Deus, sem os cuidados e preocupações DESNECESSÁRIAS que tendem a exigir atenção egoísta e ou exagerada sobre nós mesmos. De todas as pessoas do mundo todo, a única sobre a qual eu exerço poder e influencia de lhe dizer o que fazer, sou eu mesmo. Não podemos dizer a ninguém o que ela deva fazer ou como fazer e muito menos controlar as pessoas, controlar o que elas dizem, fazem, pensam ou suas reações. Então a única peça móvel nesse quebra-cabeças, sou eu mesmo e só tenho poder de mexer com ela. Os outros são os outros. Viva com isso ou viverá com dificuldades nos relacionamentos interpessoais. Gosto muito de utilizar aqui a palavra de Paulo: “Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente” (Rm 14.5b).

Senhor, obrigado por tua vida ter sido derramada lá na cruz para nos transformar em novas criaturas e nos aproximar do Pai em inteira certeza de fé. Como filhos de Deus temos responsabilidades com um bom testemunho e bons exemplos de vida e conduta diante das pessoas e instituições do estado e da sociedade. Queremos viver para tua glória e louvor, e isso nos leva a depender inteiramente do Espírito Santo para vivermos em fé e obediência. Pedimos sabedoria para sermos sal e luz todos os dias e em todos os lugares, para que o teu nome seja honrado e glorificado. Pedimos ajuda para aqueles que estão lutando com dificuldades para limparem suas imagens ou reputação depois de algo que foi destrutivo e produziu muita dor e tristeza. Restaura-os pelo teu poder e graça; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason