Anonimato

Meditação do dia 08/04/2019 

“E disse: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, dá-me hoje bom encontro, e faze beneficência ao meu senhor Abraão!” (Gn 24.12)

 Anonimato – Me recordo da história de uma garotinha, filho de um ministro bem sucedido em seu ministério, com quem aprendi muito e tenho gratidão por isso; numa conversa entre os pai e filha sobre provavelmente servir ao próximo sem esperar reconhecimento e coisas assim, ela disse ao pai: “Quando eu crescer e ficar muito famosa, eu não vou querer que ninguém saiba!” Que bom que as crianças podem simplificar bem as coisas da vida. Quando pensamos em anonimato, facilmente nossa mente associa o tema a duas principais possibilidades: (i) Uma denúncia sobre alguma coisa errada e (ii) Matéria escrita e o autor deseja se manter em segredo. Mas o anonimato tem seus faces positivas também e de muito bom proveito nas ensinos da fé cristã. O Sal por exemplo exerce um papel fundamental e não deixa de ser anônimo, isto é, ele só é percebido se passar das medidas ou para mais ou para menos. Um churrasco, uma salada estando no ponto ideal só a elogios, mas se passar ou faltar o sal, todos sabem exatamente o que é que faltou ou passou. A mordomia como vista e ensinada na Bíblia, exige uma administração fortemente carregada de anonimato. O mordomo é um servo e quem tem a preeminência é o Senhor. Os resultados são dele e para ele. A satisfação do mordomo é sua tarefa ter sido completada com sucesso. O papel de um embaixador é também fundamentado no anonimato. Ele não tem voz própria, não fala em seu nome, não tem opinião pessoal; ele apenas representa o seu país, fala em nome do seu pais e emite opiniões de seu pais, em nome de seu governo. Quando o embaixador brasileiro em outro pais, diz algo, aquele pais e quem tomar conhecimento dirá: “O Brasil disse…. – a posição do Brasil é…. – o Brasil fará….” Eliezer sabia muito bem disso. Ao chegar na beira do poço em Harã, ele orou a Deus, porque ele era um adorador do Altíssimo Deus, a quem seu senhor servia e influenciara aos seus servos e familiares a conhecer e servir. Abraão tinha lhe dado ordens e dito que ele seria bem sucedido por o Deus a quem ele servia, lhe havia feito promessas a ele e a seus descendentes, e que sua viagem seria prosperada porque o anjo de Deus o acompanharia. Assim ao orar, ele invocou o Deus que tinha alianças com seu senhor e pediu um bom encontro, para que suas misericórdias se manifestasse à Abraão. Ele entendia que sendo Abraão agraciado, ele já estaria recompensado por poder ter concluído sua missão. Voltar para casa, com uma moça para se casar com Isaque, era para Eliézer uma grande bênção de Deus sobre a vida de seu senhor, e era isso que importava. Sendo mordomos dos bens de Deus, somos chamados á fidelidade e a uma vida de sucesso, para glória e engrandecimento do nosso Senhor e do seu Reino. Fama e anonimato não combinam, assim como humildade e orgulho ou generosidade e avareza, bênção e maldição. Repetindo: Grandeza não combina com ser servo; ou é grande ou é servo, as duas coisas não dá. É maravilhoso ser servo do Grande Deus Todo Poderoso, o
Altíssimo, o Possuidor dos Céus e da Terra. Mas ser O Grande Servo de Deus não bate muito bem.

 

Senhor, o teu nome é grande e deve ser assim reverenciado, adorado, louvado e engrandecido em todo tempo entre todas as gerações. O teu trono é de glória e todos os seres prostram-se diante de tua majestade e isso é maravilhoso e produz alegria em nossos corações, por termos sido chamados para servir a ti e isso nos dá dignidade e honra. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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Junto ao Poço

Meditação do dia 07/04/2019 

“E fez ajoelhar os camelos fora da cidade, junto a um poço de água, pela tarde, ao tempo que as moças saíam a tirar água.” (Gn 24.11)

 Junto ao Poço – Temos muitos registros bíblicos importantes de atividades que aconteceram em volta de um poço. A região que serviu de palco para a maioria das cenas da vida dos patriarcas, do povo de Israel e de Jesus com seus discípulos foi a Palestina antiga, com predominância desértica e consequentemente a água era uma preciosidade inigualável, então um poço seria um point de encontros e negócios; era por ali que a vida acontecia. Eliézer sabia disso e foi ali que estacionou sua frota ao chegar em Harã. Como estamos olhando comparativamente a vida daquele tempo e trazendo para nossa realidade, para então chegarmos as lições que inspiram nossas vidas, devemos com certeza elogiar a iniciativa desse mordomo; ele sabia o que estava fazendo. Além de depender da bênção e da ação de Deus para localizar uma pessoa específica entre as milhares de possibilidades existentes, ele também tinha sua contribuição a dar, ao fazer uso de suas habilidades e conhecimentos. A tradição de seus dias e dos povos do seu tempo, apontava que no entardecer as famílias precisavam ser abastecidas de água e o lugar para isso, era uma fonte, um poço, e ali estava um e também ele sabia que as moças das famílias eram muitas vezes as encarregadas de fazer esse serviço. Digamos, ele tinha conhecimento técnico da questão. Uma missão ou tarefa delegada a alguém, é esperado que ele saiba o que fazer e tenha as demais habilidades agregadas para finalizar. Isso chega até nós, na nossa vida cristã e nas nossas atividades ministeriais, pois fomos chamados por Deus para realizar uma tarefa nobre, tal qual o mordomo de Abraão, somos também hoje embaixadores do Reino de Deus, e estamos comissionados a conseguir agregar mais pessoas à noiva de Cristo. Levar as pessoas à salvação e a filiação na família de Deus produz muitas oportunidades para todos os filhos do Reino. Na sua multiforme graça, Deus disponibiliza dons e habilidades para serem úteis e eficientes. Uns semeiam, outros regam, outros colhem e em meio a tudo isso é Deus mesmo que dá o crescimento. Para que uns sejam eficientes e produtivos na linha de frente, é muito importante os trabalhos de outras pessoas, que servem de suporte e também são extremamente importantes. Num hospital, um bom cirurgião pode realizar cirurgias complexas só ele é capaz e assim salvar pessoas. Mas ele não faz tudo sozinho e à começar pelas pessoas que fazem limpeza, enfermagem, cozinham, servem e cuidam dos curativos, e etc. em qualquer destas outras muitas atividades, tudo pode ser confirmado ou perdido. No Igreja também; o pregador ungido e cheio da graça de Deus comunica a mensagem. Mas é importante alguém convidar as pessoas para ouvir, alguém recepciona na porta, alguém dá um abraço amigo; alguém visita depois e acompanha na consolidação e outros sustentam na oração. Não importa em qual lugar da corrente você e eu estejamos, precisamos conhecer nossas possibilidades e fazer bem feito a nossa parte. Eliézer precisava encontrar uma moça e foi a um lugar onde se reunia muitas moças. Deus te chamou para alcançar determinado tipo de público; onde é que essas pessoas se reúnem? Onde é que pode interagir com o alvo do seu ministério? Aperfeiçoe seus conhecimentos e habilidades para que seu ministério seja bem sucedido.

 

Senhor, obrigado por chamar pessoas comuns, mas capacitá-las com o teu poder e a orientação do Espírito Santo para fazer algo que só elas podem fazer e só com a tua graça e bênção esses ministérios poderão fluir. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Servo e a Mordomia

Meditação do dia 06/04/2019 

“E o servo tomou dez camelos, dos camelos do seu senhor, e partiu, pois que todos os bens de seu senhor estavam em sua mão, e levantou-se e partiu para Mesopotâmia, para a cidade de Naor.” (Gn 24.10)

 O Servo e a Mordomia – Nos filmes em que há um mordomo que cuida do afazeres da caso do patrão, especialmente nos filmes de suspense ou de investigações policiais, quando o dona da casa morre, o mordomo é sempre o primeiro suspeito. Ainda que isso faça parte da ficção e das anedotas, a função e as muitas chaves de acesso, lhe conferem as suspeitas nos papeis de mocinho e também de vilão. Na fé cristã, a mordomia ganhou contornos muito especiais e elevou o nível esperado do trabalho desse servo. Começando por Jesus Cristo, que declarou que “veio para servir e não para ser servido.” E no episódio da bacia e da toalha naquela ceia intimista com os discípulos antes de ser preso, ele configurou melhor ainda para a concepção de vida cristã, o que de fato é ser servo e as responsabilidades de tudo isso. Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.13-15). Ao olhar o versículo base da meditação de hoje, de saída se nota valores, patrimônio, confiança, responsabilidades, missão a ser cumprida e destino a ser alcançado. Tudo isso à luz do Novo Testamento e da Nova Aliança, estamos falando de dons, ministérios, talentos, oportunidades, fidelidade e boa administração e nada disso existe sem a futura prestação de contas. Olha que elogio lindo se registra sobre Eliézer: pois que todos os bens de seu senhor estavam em sua mão. Creio que nem vocês e nem eu, temos a menor idéia do que significa “TUDO QUE ABRAÃO TINHA; mesmo em termos monetários, financeiros, bens e etc. Há poucos dias vi uma reportagem sobre a má gestão de setores do secretaria de assuntos sociais da Prefeitura da capital paulista, sobre o atendimento nos albergues e casas de acolhimento; e um dos atendidos disse que eles até repartiam um sabonete em pedaços para três ou quatro pessoas. O repórter lhe perguntou como ele se sentia, e ele me surpreendeu muito com sua resposta filosófica de gente das ruas, ele disse: “Moço, para gente como nós que não tem nada, a metade já é o dobro!” Quando o Apóstolo São Paulo escreveu sua carta aos Coríntios e falou sobre mordomia do ponto de vista cristão.

“Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel” (I Co 4.1,2). Eliézer partiu para a Mesopotamia, porque ele tinha uma missão a ser cumprida lá, e as coisas só aconteceriam a partir da hora que ele estivesse lá. Ele teria que resolver isso e voltar, por a sua vida e as suas responsabilidades estavam aqui e todas elas estavam sob sua guarda. Ele transferiu, não se omitiu e não se culpou por ser servo e especialmente porque na casa de Abraão, quem resolvia todas as coisas era ele, tudo isso. Para ele, era só isso. Ele vivia para isso e era grato por ser quem era e desempenhar o papel que tinha e de receber as tarefas que recebia. O que dá dignidade à nossa vida é ser o que somos, ter o Deus que temos e servi-lo como deve ser. É preferível ser servo de Deus, do que sócio do Diabo. É confortável servir a Deus, muito mais do que a independência egocêntrica alimentada por nós mesmos. A rainha de Sabá invejou a posição dos servos do Rei Salomão. A questão é, de quem somos servos?

 

Pai, obrigado por nos criar a tua imagem e restaurá-la na redenção depois da queda, pagando o preço que pagaste, através do sacrifício de Jesus; assim, servir ao Senhor, só pode ser uma resposta de amor e gratidão. É assim que creio, e é assim que me apresento diante de ti; no nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Servo e o Senhor

Meditação do dia 05/04/2019 

“Então pôs o servo a sua mão debaixo da coxa de Abraão seu senhor, e jurou-lhe sobre este negócio.” (Gn 24.9)

 O Servo e o Senhor – Abrão e Eliézer estavam agora de pleno acordo sobre a missão. Os termos estavam claros e definidos. O servo estava com a responsabilidade de conduzir os próximos passos da vida do filho de seu senhor e isso tudo está ligado ao relacionamento deles com Deus e com a herança espiritual que Abraão recebera e tinha que passar adiante para que sua descendência efetivasse a promessa. Abraão fizera a escolha de adorar o Deus único, e não fez disso uma questão pessoal, mas promoveu a adoração e o conhecimento dessa fé entre os seus empregados e servos, e dava testemunho público para todos que tinham contato com ele e em muitas situações esses amigos e povos falaram do Deus de Abraão e receberam intervenções dele em suas vidas, por causa da aliança entre eles. O mordomo de Abraão estava familiarizado com a fé e o culto ao Deus altíssimo, de modo que se sentiu confortável quando seu senhor lhe afirmou que oraria para que o anjo de Deus o acompanhasse na viagem e fizesse prosperar seus passos, porque estava tudo dentro da aliança. Eliézer então fez o juramento exigido por Abraão, pois agora além de ter a palavra do seu senhor empenhada e esclarecidos as possibilidades da missão, ele também sabia que estava agindo dentro dos termos da aliança de bênçãos. A missão que lhe fora dada era de alta responsabilidade, mas também o dignificaria por executá-la dentro do esperado. Pensamos muito sobre status social e normalmente temos as preocupações de não estarmos sendo reconhecidos ou valorizados. A busca pela dignidade, sem a consciência mais básica do que é a própria dignidade, não faz muito sentido. Novamente eu volto ao ponto da questão cultural e mentalidade ocidental que nos alija de vermos determinadas verdades como elas são. Filtramos muito conhecimento bíblico com as lentes modernas e com os conceitos da atual situação e condição humana de independência e individualidade exacerbada. Olho para as págínas de Gênesis e olho o relacionamento de Deus com tantas pessoas, de altíssimo nível de intimidade e revelação; onde o sobrenatural se manifestava de maneira tão fácil e fazia parte do dia a dia de todos eles, que a comunhão era admirável. Na Nova Aliança, basicamente metade da população do mundo conhecido basicamente era escravizada, em diversos níveis e foi onde a Igreja nasceu no poder do Espírito Santo e foi missionária e revolucionária, sem nunca levantar movimentos de rebelião e passeatas com cartazes dizendo “abaixo isso, ou aquilo.” Na igreja cristã, servos e senhores se convertiam e adoravam juntos e uns ministravam aos outros como irmãos em Cristo e membros de um mesmo corpo. Depois da adoração comunitária, voltavam as suas vidas cotidianas e cada um no seu quadrado. Eu quero muito encontrar o ponto de equilíbrio, pois eu creio que Deus está certo e que o seu Reino prevalecerá sobre os reinos humanos e até os absorverão, como visto na visão de Daniel: “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação” (Dn 2.44,45).

 

Senhor, obrigado por seu o meu Deus e o meu Senhor. Compreendendo isso bem, já me basta, pois és fiel e os teus planos são perfeitos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr  Jason

O Que Farei?

Meditação do dia 04/04/2019 

“E disse-lhe o servo: Se porventura não quiser seguir-me a mulher a esta terra, farei, pois, tornar o teu filho à terra donde saíste?” (Gn 24.5)

 O Que Farei? – Sem querer fazer chover no molhado, reitero o quanto sou fá desse rapaz, servo de Abraão; grande garoto! As palavras sábias do rei Salomão, muitos séculos depois, só confirma a máxima de que não há realmente nada novo debaixo do céu. Quando se trata de relacionamento de liderança, ou mesmo só em questão de cumprir tarefas delegadas, um grande princípio da boa administração que os dias modernos trás e os palestrantes, couchings, motivadores, especialistas em busness e etc e tal, ganham uma grana preta e ficam famosos porque “descobriram a América,” na verdade nada mais estão fazendo do que reiventando a roda. Eliézar já pratica isso nos dias de Abrão e provavelmente ele não é o autor desse princípio. Estou falando sobre a necessidade de perguntar a quem delega um trabalho, o que ele espera quando o tal trabalho for finalizado. A questão é até simples: alguém me dá uma tarefa a ser cumprida e eu não pergunto o que ele espera ver como resultado final; ele corre o risco de ao receber a tarefa finalizada, ela não ser exatamente o que ele esperava ou ordenou que se fizesse. É Sábio, a quem recebe a tarefa, indagar: o que de fato você espera ver ao final? Pode ser que até eu tenha entendido de modo diferente e executado como entendi e nada tem á ver com o que estava na mente da outra pessoa. O mordomo de Abraão, sabia do peso e da importância da tarefa de viajar ao exterior, numa caravana por vários dias, encontrar uma moça de determinada família e a convencesse a se casar com alguém que ela nunca tinha visto ou tinha informações. E se ela não ou alguma de todas as possibilidades de pretendes que preenchiam os requisitos, não se interessasse por isso? Se Ela fizesse uma contra-proposta: “Se ele vier morar aqui, até que dá… ou se ele vier pessoalmente para eu conhecer… essas e outras possibilidades poderiam surgir e estando lá longe, o que o servo faria? Lembremos, que ele não tinha celular, telefone fixo, que permitisse comunicação em tempo real, ou mais imediato possível. Foi pensando possibilidades futuras que ele apresentou já uma alternativa primária: Levo Isaque lá? Isso ainda significava, voltar de Harã sem a moça e fazer nova viagem agora levando o pretendente. Abrão já entendera a preocupação do servo que demonstrava a seriedade e a responsabilidade dele e lhe antecipou, que não haveria plano B, Deus fará prosperar seu caminho, e se não der certo, assim, trabalhariam com outra alternativa, que não incluiria levar Isaque para Harã. Também coube a Abraão como senhor prudente e responsável, já deixar para o servo que ele estaria desobrigado do juramento, caso a moça não se propusesse a vir como ele. Isso mexeu muito comigo, quando aprendi esse princípio e podem estar certo, a primeira pergunta que me veio na hora, foi: O que Jesus espera de nós, igreja, sobre o resultado final da “Grande Comissão?” Isso ainda martela no meu interior, porque sou pastor, sou líder e sou consciente da minha vocação e ministério. Isso é para pensar, por hoje.

 

Senhor, não posso fugir da minha mordomia e das responsabilidades com o que me foi delegado por ti. Reconheço: preciso de ajuda e muita! Obrigado, Espírito Santo, por guiar a mim e aos filhos de Deus nessa grande jornada. Graças, pelos dons e oportunidades. O Senhor espera fidelidade, e faremos isso, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Sob Juramento

Meditação do dia 03/04/2019 

E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito. (Gn 15.2,3)

 Sob Juramento – Abraão sabia da capacidade e da autoridade que Eliézer tinha e exercia dentro de suas competências. Sendo ele um servo criado em casa de seu senhor e que gozava da simpatia e confiança plena, é muito provável que os demais criados se submetiam a ele sem problemas, porque em muitas situações os patrões ou senhores não se faziam presentes e ele cuidava de todos os interesses, com o devido respaldo. O que também podemos ver é que ele tinha o respeito de Isaque, que embora sendo o herdeiro, o senhor aquém ele serviria na ausência definitiva de Abraão, sabia e confiava nele para tarefas muito particulares e pessoais. Agora que Abraão tomara a decisão de buscar uma esposa para seu filho, e isso deveria ser feita entre os familiares que se encontravam em Harã e sem a permissão para que Isaque fosse pessoalmente fazer sua busca e voltasse; ele optou pela segurança de ter o filho ao seu lado e delegar tal responsabilidade ao mordomo. Abraão tinha suas razões por conjurar a Eliézer a dar a sua palavra de honra, mas muito mais do que isso, jurar diante de Deus que cumpriria a ordem estritamente em conformidade com os desejos do patriarca. No comentário das notas da Bíblia Vida Nova, sobre esse tipo de juramento, que parece bem estranho e sem sentido para nós na atualidade, mas como precisamos compreender aquilo dentro do contexto da época e da cultura, então isso passa a fazer sentido. O comentário afirma: “O juramento descrito tem sido designado como ‘juramento pela posteridade,’ que significa a vingança relativamente a qualquer transgressão do juramento exercida pelos descendentes de que procedessem de sua  coxa.” Era para eles, algo que se levava muito à sério. Na Nova Aliança, sob a qual vivemos como igreja, o juramento já é algo descartado das práticas, não porque ele não tenha valor ou qualquer outra questão; é que Jesus trouxe para a vida e o relacionamento com Deus, padrões mais elevados e mais centrados na transformação da vida interior das pessoas. À começar pelo novo nascimento, e o andar em santidade, o que se espera dos servos de Deus é que sejam íntegros e corretos em suas palavras e ações. Jesus, já em seus dias terrenos, fez a afirmação que serve de base doutrinária para o que se espera agora: “Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei; Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” (Mt 5.33-37). Não somente espera que sejamos confiáveis, mas que nossa palavra seja suficiente. Isso exige um exercício constante, porque estamos certos de que todo o ambiente à nossa volta, conspira contra falar a verdade ou mesmo ser obrigado a cumprir o que se falou. A nossa constituição brasileira, veda alguém produzir prova contra si mesmo; como cristão, dá para imaginar como fica a doutrina e a prática da confissão de pecados e a importância de assumir responsabilidades? Por isso, ser cristão é mais do que ser evangélico, gospel, crente, seguidor, fiel ou qualquer outro nome que se diga. Cristão é um compromisso com Deus, com a verdade e com uma integridade de alto nível.

 

Senhor, obrigado por empenhar tua Palavra e nenhuma delas jamais cair por terra. Não temos nenhuma sobra de dúvidas sobre o teu caráter, ou sobre as tuas promessas. Esse é o modelo que seguimos e pedimos graça para sermos fiéis e bem representarmos o teu nome que em nós é invocado. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Servo Mais Velho da Casa

Meditação do dia 02/04/2019 

E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito. (Gn 15.2,3)

 O Servo Mais Velho da Casa – Abraão a esta atura da vida estava com cento e quarenta anos de idade e Eliézer aparece como servo e mordomo, antes mesmo do nascimento de Ismael, aos oitenta e seis do patriarca, somando tudo, ele devia ter próximo, ou até mais de sessenta anos no cargo. Tamanha longevidade, acontece por capacidade operacional e fidelidade em suas atribuições. Como ele era um servo de Abraão, identifica-se perfeitamente com as figuras ou tipos bíblicos que produzem lições mui preciosas para todos nós. Ser chamado de servo, não é problema para nenhum cristão, muito pelo contrário, muitos se sentem até lisonjeados ao serem apresentados como “servos.” O que na verdade não pega bem para ninguém, é ser tratado como tal. O título, ou termo, atrai a idéia de humildade, serviço e disponibilidade; mas o tratamento dado a servos, revela o ego que está por trás da máscara, onde na verdade é bem mais agradável ser servido do que servir. Para alguns líderes, quanto mais bajulado, mais gente fazendo serviços, que é da alçada dele, principalmente os manuais e braçais, mais ele se orgulha de ser humilde e ser apreciado e honrado pelos seus discípulos. Os mais radicais afirmam que na verdade não existe essa de “grande servo de Deus!” Se é grande, então não é servo e se é servo, então não é grande! Servo é servo! O conceito de Jesus e notadamente o conceito divino e bíblico, é de que no meio dos seus discípulos, o grande é medido pela sua capacidade de amar e servir. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.26-28). Não temos esquecer aquela lição da “quinta feira santa,” quando Jesus trocou suas vestes e tomando uma bacia e uma toalha, produziu a maior revolução social da história da humanidade até então. Onde já se viu, um senhor, lavar e enxugar os pés dos servos. Os discípulos que estavam acostumados com as etiquetas sociais da sua cultura, com servos, senhores, maiores e menos e cada um no seu quadrado, se arrepiaram e até quiseram contestar Jesus na sua movimentação. Mas ele foi firme e incisivo: “Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim? Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo. Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (Jo 13.6-8,13-15).

 

Pai, obrigado, por ser meu Deus, meu Pai, meu Senhor e ter a Jesus Cristo como Senhor e Mestre, em tudo o que essas palavras significam. Obrigado pela ajuda que o Espírito Santo me dá e a cada um de todos os teus filhos na caminhada cristã. Ser teu servo dignifica minha pessoa e valoriza o pouco que posso fazer. Mas pretendo servir com zelo e fidelidade, em gratidão a tudo que tens feito em mim e por mim, todos os dias que tenho vivido e todos os que virão não só nesta vida terrena, mas em tudo que as tuas promessas falam e à seu tempo se hão de cumprir por toda a eternidade. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Eliézer, O Mordomo

Meditação do dia 01/04/2019 

Então disse Abrão: Senhor DEUS, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro. (Gn 15.2,3)

 Eliézer, o Mordomo – Sempre que se fala em serviço, fidelidade e boa administração, dificilmente esse homem fica de fora. É um paradigma de boa mordomia e como tal um exemplo para todos nós. Não sabemos muito sobre ele, pois há pouquíssimos texto que descreve sobre ele, sendo o mais extenso o capitulo 24 de Gênesis, quando ele chefia uma comitiva enviada por Abraão, de Canaã para Harã, para encontrar na casa de seus familiares uma esposa para seu filho Isaque. Também nessa narrativa, ele se sai muitíssimo bem, voltando com êxito trazendo Rebeca. Estou escrevendo sobre uma pessoa que admiro muito e à muito tempo. E desde que me propus a escrever meditações com base em personagens bíblicos, eu já sabia que Eliézer não ficaria de fora de jeito nenhum. Seu nome é hebraico e significa Deus é meu Socorro. Há registros de pelo menos seis outras pessoas com esse nome, sendo que um dos mais famosos é o filho de Moisés (Ex 18.4). Os registros bíblicos sobre a vida de Abraão, mostram que foi um homem muito bem sucedido, em qualquer aspecto que observarmos. Ele saiu de Ur dos Caldeus com destino à Canaã e fez uma parada em Hará, que é na Mesopotamia (atual Iraque, Síria etc) onde um de seus irmãos já habitava. Após a morte de Terá, seu pai, ele seguiu para a Terra Prometida. Como ele afirma no nosso texto de hoje, que Eliézer era seu mordomo e fora nascido na sua casa, então podemos deduzir que os pais dele já serviam ou passaram a servir o patriarca nessa estadia em Hará. Então o jovem fora criado na casa de Abraão e por sua laboriosidade e fidelidade galgou o posto de mordomo da casa, sendo de absoluta confiança. Quando desta conversa entre Deus e Abraão sobre as promessas e alianças, Abraão digamos, fez uma “cobrança” para que Deus o abençoasse com filhos. Ele já em idade madura e consciente da condição da esposa Sara não poder conceber filhos, já alimentava em seu íntimo um plano B, e para ele, caso isso viesse a se confirmar, ou seja, chegarem à velhice e não tivessem filhos, tudo o que ele possuía, seria passado como herança para o seu mordomo, Eliézer. Contemplo pelo duas alternativas, que considero interessantes: 1. Ele tinha ali mesmo em Canaã, um sobrinho, Ló, que até mesmo fora criado por ele, e parece que fora descartado como herdeiro. 2. Ele tinha família em Hará, que poderiam ser notificados e virem a se tornar legítimos herdeiros de seus bens . Então, por que, Abraão dava como certa e primeira opção de herança o seu mordomo? Pensando com os meus botões, era exatamente pela excelência de caráter e confiabilidade que Eliézer demonstrava em seu trabalho na administração da casa de seu senhor. As pessoas que colocam amor e dedicação exemplar em seus trabalhos, conseguem imprimir uma imagem positiva e digna daqueles ofícios e ainda que sejam atividades que a maioria das pessoas não queiram para si, elas se notabilizam e dão dignidade à função. Ser mordomo, era um ofício de servos, contratados ou escravos, mas era uma condição serviçal; por mais importante que ele fosse, só seria reconhecido como superior aos demais subalternos de seu senhor. Mesmo recebendo grandes tarefas e de muita responsabilidade  representativa, ainda assim, só falava em nome de seu senhor, nunca em seu próprio nome. Um típico anonimato famoso. Mas, a dignidade na verdade e a grandiosidade estava pelo senhor que o mordomo representava. Abraão embora fosse um fazendeiro bem sucedido e peregrino naquelas terras, era muito bem posicionado entre os grandes e reis daquelas terras e épocas; então ser “O” mordomo de Abraão, era uma posição relevante e de muita dignidade e respeito. Nós, hoje somos servos, voluntariamente, por entregar nossa vida à Cristo e aceitarmos a condição de filhos de Deus e servos de Cristo; então a nossa dignidade de servos não jaz em nós ou nosso trabalho, mas em quem servimos. Ele é o Senhor, para glória de Deus Pai, e quem o serve, pode se orgulhar no bom sentido de sua condição. Mas ainda somos apenas servos, reconhecer o seu lugar e sua importância é  um bom exercício da condição de mordomo.

 

Senhor, obrigado, por entregar sua vida e vir para servir e dar sua vida ao invés de ser servido. Aprender com o Senhor é um excelente caminho para o crescimento na graça de ser mordomos dos bens do Senhor. Que a nossa fidelidade nos leve a ser de fato, aquilo que esperas de cada um de nós. em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Rebeca, a Promessa e a Graça

Meditação do dia 31/03/2019 

E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai; Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), foi-lhe dito a ela: O maior servirá ao menor. (Rm 9.10-12)

 Rebeca, a Promessa e a Graça – Pesquisando um pouco mais, encontrei essa referencia sobre Rebeca no Novo Testamento, que parece ser a única citação sobre ela, na Nova Aliança, e justamente tratando de um tema muito bonito, importante e alegre, que é a obra da graça de Deus em eleger que ele em sua infinita sabedoria e propósito resolve eleger, sem discriminar e sem ser injusto ou errado, mas dentro dos limites de sua soberania legítima e cumprindo sua aliança estabelecida com Abraão e Sara, que sendo estéril veio ser mãe por um ato de fé nas promessas divinas, tal qual Rebeca, que sendo herdeira das promessas, como consorte de Isaque, também era estéril e concebeu em resposta as orações de Isaque, para igualmente gerar os herdeiros da Aliança. Ela fora agraciada para que através dela a fidelidade das promessas se mantivessem intactas, pois não se cogita pensar que Deus não daria conta de cumprir o que prometera, por estar limitado pela circunstancia de seu herdeiro ter se casado com uma mulher impossibilitada de gerar os filhos da promessa. Nossa teologia sustenta que não há impossível para Deus, nada pode limitar as suas intenções e sua perfeita vontade. Como criador, ele faz, cria, transforma, restaura, corrige, muda, ordena soberanamente. Nas vidas de seus filhos e adoradores, os obstáculos aparecem para ainda mais magnificar o seu poder e sua glória. Aquilo que humanamente é impossível, não é suficiente para impedir o agir de Deus, ainda que haja forças sobrenaturais e espirituais poderosas se opondo, contudo não são páreos para aquele que é simplesmente “O Todo-Poderoso!” “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes” (Ef 6.11-13). O caráter do Diabo é mau. Ele é ruim por natureza, por essência e nunca irá mudar, regenerar ou melhorar. O caráter de é bom. É perfeito, é santo, justo e nunca irá mudar, para mais ou para menos; Deus é o que é, pronto! Paulo demonstra que os dois fetos no ventre de Rebeca, não tinham feito nenhuma escolha moral de bem ou de mal, para merecer ou desmerecer qualquer coisa e mesmo assim O Senhor já determinara a eleição de Jacó, que sempre prevaleceria sobre Esaú. Qualquer que seja a corrente teológica, ideológica que se acolha, até que ponto a predestinação envolve isso ou aquilo, a verdade é que Rebeca foi buscar em Deus as respostas não para sua curiosidade teológica, mas da inquietação materna, pois ela estava consciente de que era um instrumento da graça maravilhosa de Jeová e que concebera para herança espiritual dentro do contexto de uma aliança eterna entre Deus e Abraão, seu marido Isaque e seus filhos e os filhos de seus filhos para sempre e sempre. Ela recebeu a promessa de Deus, que estava tudo bem com sua gestação e aqueles bebês se tornariam nações que se rivalizariam por todos os tempos e o menor prevaleceria sobre o maior. Ela não recebeu explicações de Deus do por que e nem Deus o fez. Ela guardou isso no coração e trabalhou por tornar isso uma realidade, até mesmo quando teve que agir na questão da bênção que Isaque queria dar a Esaú, ela entendeu que a verdade revelada por Deus no passado deveria prevalecer sobre as preferencias individuais do marido que lhe pareciam equivocadas. Me deixe dar o meu pitaco pessoal, mesmo sabendo que deveria me recolher na minha insignificância, mas faltou fé a ela. Não estou dizendo de fé salvadora, ou presença de incredulidade; me refiro a saber esperar em Deus e ver como ele faria para que as coisas se mantivessem dentro da perspectiva das promessas. Pensando com meus botões: se a promessa diria que SEMPRE o menor prevaleceria, será que o fato de Isaque impetrar sua bênção sobre Esaú, invalidaria a promessa para Jacó? Não é uma boa pergunta?

 

Pai, ainda somos humanos e com muitas falhas, por isso mesmo precisamos tanto da tua graça e misericórdia. Nem sempre nossa lógica ou argumentos justificam nossas ações, especialmente quando elas violam a tua Palavra. Cremos na graça, na eleição, e em tudo que o Evangelho ensina e principalmente no teu caráter santo e justo. Nenhuma de tuas promessas jamais foi quebrada e nenhuma deixará de se cumprir ao seu tempo e ao seu modo. Que a perseverança cristã permaneça em nossos corações alimentadas pela verdade que liberta. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Quando Rebeca Morreu?

Meditação do dia 30/03/2019 

Ali sepultaram a Abraão e a Sara sua mulher; ali sepultaram a Isaque e a Rebeca sua mulher; e ali eu sepultei a Lia.”  (Gn 49.31)

 Quando Rebeca Morreu? – A vida e a história de amor de Rebeca é belíssima, mas também cercada de mistérios. Algumas coisas dá para ler nas entrelinhas e outras, no máximo temos fragmentos históricos tradicionais que dão algumas informações. Mas fico muito honrado em ter passado esses tempos meditando diariamente na saga dessa matriarca, corajosa, talentosa e que escreveu definitivamente seu nome na história da humanidade e em especial do povo hebreu, então a igreja tem nela também uma referencia. Num desses escritos seculares sobre ela diz que foi um dos dotes de casamentos mais elevados pagas na antiguidade. O mordomo de Abraão, levou dez camelos carregados de ouro, joias, roupas e etc. No encontro lá perto do poço onde ela se encontrou com Eliézer e depois já em casa ela recebeu presentes; “E aconteceu que, acabando os camelos de beber, tomou o homem um pendente de ouro de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as suas mãos, do peso de dez siclos de ouro; E tirou o servo jóias de prata e jóias de ouro, e vestidos, e deu-os a Rebeca; também deu coisas preciosas a seu irmão e à sua mãe” (Gn 24.22,53). Os presentes foram para Rebeca, Labão e a mãe, mas o dote sempre era pago ao pai da moça, por isso nem é citado pois era costume aceito por todos. O ultimo relato que temos dela em vida, foi quando ela acertou com Isaque a viagem de Jacó para Harã e cessa completamente qualquer registro, que se ocupa da saga de Jacó até sua volta para Canaã. Essa mesma tradição, registra que ela morreu quando Jacó já estava à caminho de casa; por certo ela adoeceu e vivenciou o luto de filhos vivos e sendo impotente para reaproxima-los e trazer o seu filho de volta, morreu sem ver a Jacó, que se casara com duas sobrinhas dela e tinha uma família numerosa, que certamente lhe traria imensa alegria de ver o sucesso do filho, que abençoado por seus pais, andara em obediência e sob os cuidados do senhor Deus de Abraão e Isaque, materializara as promessas. Tem se o registro da morte de Débora, sua ama que cuidara dela até o fim de sua vida e fora sepultada num local chamado Alom Bacute, que pode significar “lugar de duplo sofrimento,” possivelmente por marcar as mortes de Rebeca e sua ama em pequeno espaço de tempo e isso foi muito dolorido para Isaque. E morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho cujo nome chamou Alom-Bacute” (Gm 35.8). A próxima citação sobre Raquel, é esse texto base de hoje, quando Jacó em seu leito de morte, ordena que seus filhos após sua morte, levem seu corpo para ser sepultado juntamente com os demais patriarcas Abraão e Sara, Isaque e Rebeca e onde já estava Lia, sua falecida esposa que ele mesmo sepultara lá, antes de vir para o Egito. Nos moldes dos romances dos famosos escritores, os personagens vivem suas histórias de alegrias, tristezas, encontros e desencontros e nem sempre terminam com um “e viveram felizes para sempre…” como nos contos de princesas. Mesmo tendo o final cercado de mistério e até cercado de melancolia por se tratar de uma mãe apaixonada por seus filhos, se viu privado de um deles e isso persistiu até seu falecimento. Nisso, tem lições preciosos para nós, que em muitas circunstancias não aceitamos o sofrimento e a dor que consideramos injusto ou que poderia ser contornado, uma vez eu somos pessoas de fé e andamos em estreita relação com o Senhor. Acredito que muitas mães e pais, se identificam e empaticamente com Rebeca. Com vocês, vai nossas orações e o consolo do Senhor através do Espírito Santo, bem acima de nossas possibilidades de entendimento.

 

Senhor, obrigado pela vida e ensinamentos que a meditação na tua Palavra sobre a vida e a história de Rebeca trouxe a mim e aos teus servos, que se identificaram com circunstancias semelhantes. Temos a ti como Senhor e confiamos na tua sabedoria e governo perfeito em todos os sentidos. Em breve, nos veremos face a face e não pairará mais dúvidas e inseguranças, pelo pleno conhecimento e consolo que teremos na casa do Pai. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason