Toda a Congregação

Meditação do dia: 16/11/2022

“Toda a congregação de Israel o fará.” (Ex 12.47)

Toda a Congregação – Uma festa cheia de simbologismo e importância para a fé daquelas pessoas, ainda que no momento não tivessem todo o entendimento do que significava cada um daqueles muitos detalhes. A fé era o elemento mais importante. Fé na Palavra de Deus enviada a eles sobre a razão de porque deveriam fazer aquela celebração naqueles moldes. O passar dos tempos, a repetição anual e as explicações que sempre teriam que dar aos filhos quando lhes ensinavam a fazer a celebração, iam sedimentando a verdade nos seus corações. Nossa crença e nossa prática está fundamentada sobre fatos muito sólidos, como a fidelidade de Deus, sua imutabilidade e  seu amor sem medidas. Intelectualmente não sabemos tudo, não entendemos tudo e com toda certeza, estamos longe de chegar na plenitude desse conhecimento. Contudo, nossa fé nos dá as bases para sabermos o suficiente para nossa devoção sincera, à medida que crescemos na intimidade com Deus, vamos alcançando mais luz e novas verdades vão se descortinando para nós. Não sabemos tudo, mas sabemos o suficiente para nos guardar o coração e nos permitir andar com Deus e servi-lo de coração e alma. Mas hoje, destaco o fato  de que essa celebração da páscoa, era algo compulsório, ou seja, era obrigatório para todos os hebreus, toda a congregação do Senhor teria que celebrar, na mesma data, com os mesmos ingredientes e seguir as mesmas instruções. A cabeça das pessoas no século vinte e um, aqui no ocidente, está formatada para não acolher e não abraçar nada que lhe seja imposto como uma obrigação. Somos a civilização que busca a independência e a sua própria direção, mesmo que isso tenha nos levado para abismos cada vez maiores e nos distanciado cada vez mais do ponto de partida, de onde nunca o homem deveria ter saído. Mesmo na igreja do Senhor Jesus, onde a obediência é companheira fiel da fé, a observância do ritual da Ceia do Senhor, não exerce uma solenidade e uma devoção tão fiel aos preceitos passados por Cristo. A idéia da contextualização acaba trazendo consigo desvios do mandamento original, para prejuízo da fé e da prática de algo tão sagrado. Mesmo a quantidade de pessoas, membros de uma igreja local que comparecem nos cultos quando é celebrada a ceia, não representa a totalidade da congregação do Senhor, como fora ordenado para Moisés e os israelitas no início do Êxodo. Nossa fé, porém nos leva a alimentar a esperança de ver dias melhores e mais comprometimentos com as causas da fé.

Senhor, agradecemos o privilégio de sermos a congregação do Senhor, vivendo a história do povo de Deus, como igreja militante. Reconhecemos a obra realizada por Cristo lá na cruz e os benefícios que isso trás para nós. comparecemos diante do Senhor com alegria em nossos corações para celebrar a Ceia do Senhor, onde recebemos o pão e o cálice como memoriais daquilo que Jesus fez, ao dar sua vida por nós. reafirmamos a nossa participação na Nova Aliança, aguardando a volta do Senhor Jesus, para então celebrarmos novamente com o Senhor na direção dos trabalhos, na casa do Pai. Louvado Seja o Senhor, Todo-Poderoso. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Quebrar Osso

Meditação do dia: 15/11/2022

“Numa casa se comerá; não levarás daquela carne fora da casa, nem dela quebrareis osso.” (Ex 12.46)

Não Quebrar Osso – Nessa meditação que empreendemos, acabamos por fazer uma trilogia dentro do mesmo versículo. Isso não é devido a criatividade e largueza de recursos do escritor, mas a bondade de Deus em nos ensinar através dos detalhes, e o desejo de ver o progresso dos irmãos em aspectos simbólicos que aqueles antigos hebreus experimentaram e que para nós, na Nova Aliança, tem um peso muito grande e uma reverencia santa pela significação na Ceia do Senhor. Fazemos sempre uma boa ligação entre a Páscoa judaica e a Ceia do Senhor, entendendo que em Cristo se cumpriram todos os simbolismos que apontavam para o redentor e a redenção. Quando Jesus Cristo foi crucificado e morto, em seguida as autoridades liberaram os corpos para serem removidas das cruzes e os soldados quebraram as pernas dos outros dois crucificados, mas em relação a Jesus, eles não fizeram isso e a explicação do evangelista, é que não foi um ato de piedade ou conveniência, mas cumprimento das Escrituras; que maravilha!! “Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado; mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. E aquele que o viu testificou, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que é verdade o que diz, para que também vós o creiais. Porque isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Jo 19.32-36). Amo essa passagem das Escrituras, sobre Jesus não ter ossos quebrados, porque certifica a veracidade das revelações divinas e a preciosidade das nossas sagradas Escrituras. Quando celebramos a Ceia do Senhor, o ensino apostólico é que aquele pão representa o Corpo de Cristo, do qual todos participamos de um único pão, porque há um único corpo com muitos membros e diversas funções. “Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito” (1 Co 12.12,13). É por isso que há uma grande necessidade de discernir o Corpo do qual fazemos parte, evitando assim incorrermos em problemas em vez de sermos abençoados. “Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” (1 Co 11.29). Não quebrar osso algum, nos fala de evitarmos fraturas na comunhão através de promover ou aceitar divergências ruins, rachas e segregações dentro do Corpo de Cristo. O cordeiro da páscoa não pode ter ossos quebrados, e isso só pode ser feito ou evitado por quem celebra e participa. É nossa responsabilidade observar atentamente todas as recomendações.

Senhor nosso Deus e Pai, agradecemos o sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo, que se entregou por nossos pecados e ressuscitou para nossa salvação. Aceitamos e recebemos como a solução divina para o maior problema humano e estamos cientes que o sacrifício foi perfeito, completo, bastante e suficiente para quitar a dívida e promover a redenção de todo aquele que crer. Eu creio, nós cremos e abraçamos essa fé. Apresentamos aqui a nossa gratidão e o nosso louvor pelo que fizeste por nós. oramos em nome de Jesus, amém!!!

Pr Jason

Não Leve Para Fora de Casa

Meditação do dia: 14/11/2022

“Numa casa se comerá; não levarás daquela carne fora da casa, nem dela quebrareis osso.” (Ex 12.46)

Não Leve Para Fora de Casa – Estamos seguindo na meditação sobre a celebração da páscoa, entre os hebreus lá no Egito ainda, antes de partirem para a Terra Prometida. Estamos focando nos aspectos simples, mas significativos da prática daquela fé. Ontem vimos que ele deveria ser celebrada numa casa de família e o que isso significava e como isso pode ser aplicado a nós, como igreja nos dias atuais. Há uma diferença considerável na celebração de algo numa casa, em família e a mesma coisa sendo realizada num templo para uma comunidade maior num âmbito coletivo. Hoje, destacamos o fato de que nada daqueles ingredientes da páscoa poderia ser levado para fora de casa. Por que Deus, daria uma ordem que não tem a menor importância de for feita assim ou de outro modo? Se Deus diz que determinado detalhe é importante e deve ser observado, é bom prestarmos atenção, ainda que não tenhamos ainda alcançado entendimento daquilo, devemos primar pela obediência. A páscoa, deveria ser celebrada em família, na casa da família, onde apenas eles ou algum servo adquirido e circuncidado, poderia ter a permissão de participar. Levar algo para fora era vedado. Podemos pensar, talvez num paralelo social que acontece na cultura brasileira, onde as pessoas vão a uma festa ou celebração, onde há bastante comida e ao final, querem levar alguma coisa para alguém da família, que não veio e gosta muito daquilo. Há situações em que isso é levado à extremos, à ponto de causar mal estar social. Aquela celebração, estava prevista, e nos últimos quatro dias, desde o dia dez, o cordeiro já havia sido separado e estava guardado em casa, sendo cuidado e alimentado pela família. Todos da família estavam sendo preparados para aquele dia e para aquela celebração. Qual seria então a razão de levar algo para fora de casa? Seria para compartilhar com alguém, que não veio, e não se aprontou a tempo? De qualquer forma isso estava fora de questão. A celebração deveria ter um caráter intimista, reservado, exclusivamente para aquela família. A prescrição dizia que caso uma família fosse muito pequena para consumir um cordeiro numa única refeição, ela deveria convidar outra família e celebrarem juntos, mas dentro de casa, onde a comunhão estava representada pela união das duas famílias e ainda assim, ao terminar, não se poderia levar “as sobras” para um reaproveitamento. Considero muito significativo, entender que a celebração da páscoa deve ser feita de uma única vez, dentro de casa, em família e ali, se inicia e se finaliza a refeição que marca a substituição do primogênito pelo cordeiro imolado e também se abre a passagem para uma nova vida, começando uma jornada em direção às promessas de Deus, que eram conhecidas e apreciadas, mas estavam longe do alcance e agora se concretizavam. A apropriação dos benefícios do sacrifício da nossa páscoa, agora a Ceia do Senhor, ainda é para a família, em intimidade e simplicidade; não levamos para fora nada daquilo que Cristo fez por nós e é para nós. A mensagem que temos para compartilhar convida as pessoas a se tornarem parte da família e então celebrar também. Deve haver uma identificação muito profunda entre o participante e aquele cordeiro substitutivo, ainda que na simplicidade da família de cada um.

Senhor, obrigado por vir até nós em humanidade e identificar-se com a nossa condição, para efetuar um sacrifício real e verdadeiro, que nos permite aproximar dos planos e propósitos eternos do Pai, para toda a família. Reconhecemos que precisamos de ajuda para entender e assimilar as verdades espirituais com o coração e não só com o entendimento racional. Obrigado, Senhor Jesus, por ser o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo e assim, nos alcançou para Deus. Em teu nome oramos, amém.

Pr Jason

Numa Casa

Meditação do dia: 13/11/2022

“Numa casa se comerá; não levarás daquela carne fora da casa, nem dela quebrareis osso.” (Ex 12.46)

Numa Casa – As aplicações das lições e ensinamentos simbolizados pela celebração da páscoa, como originalmente foi instituída por Deus, são muito ricas e significativas para o povo de Deus, a igreja e os muitos aspectos da obra da redenção efetuada por Cristo em sua vida, sofrimento, morte, ressurreição e glorificação. Precisamos de mais simplicidade de coração do que refino intelectual para apropriarmos das bênçãos do aprendizado. Sabemos que o conhecimento espiritual verdadeiro, vem de Deus e só pode ser acessado pelo elemento humano, através da revelação divina no espírito humano. Verdades espirituais só são assimiladas à nível de espírito e sendo assim, só mesmo sendo uma pessoa espiritual, se chega a esse conhecimento. “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Co 2.10,14,15). Espero que tirem bom proveito dessas verdades que estão nas Escrituras e o próprio Espírito Santo pode trabalha-las na vida de cada um que se dedica com fé e piedade no coração, para agradar a Deus e crescer em sua jornada com Deus. Um aspecto muito simples da celebração da páscoa que abordaremos hoje, é o fato dela ter que ser comida em casa, na casa da família. A simplicidade de uma casa é contrastante em relação a um templo, santuário ou qualquer edifício oficial de culto. Nestes, as celebrações são massivas, coletivas, uniformizadas e metódicas. No lar, cada uma casa de família é distinta da outra, ainda mesmo que sejam conjuntos habitacionais, feitos com uma mesma planta para todas as unidades. Quando se entra na casa, ali aparece os traços da personalidade, do caráter, da criatividade, zelo e piedade de cada um, ou a falta desses elementos. Ainda que haja uma liturgia ensinada para todos, mas em casa, isso toma a forma dos traços de cada um. A fé de cada pessoa, de cada família é distinta na mesma celebração, com os mesmos elementos. Deus instituiu para que cada um pudesse participar como celebração, absorvendo os significados e recebendo as bênçãos de ser parte do povo de Deus. Nos templos, os sacerdotes oferecem uma liturgia profissional, rituais pasteurizados, que podem ser lindos e representativos, mas com o passar do tempo, são meros rituais decorados e até recebidos com negligencia e o elemento fé já não está mais presente. Como é a prática da fé na sua casa, com sua família, no particular, sem a presença e a influencia dos sacerdotes oficiais? Deus ainda é o centro? A Palavra ainda é poderoso e determinante? Todos os membros da família participam e comungam com alegria e expressam o desejo de fazer isso de geração em geração? A Ceia do Senhor, veio para a igreja, substituindo a páscoa judaica, mas não pode perder a sua essência!

Senhor, que a tua graça nos capacite a dizer como Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor!” ou como Paulo pregou ao carcereiro da cidade de Filipos: “Creia no Senhor Jesus e será salvo, tu e a tua casa!” Permita, que tenhamos uma nova revelação da riqueza da tua graça, oferecida em Cristo Jesus no seu sacrifício lá na cruz. Queremos celebrar nossa fé, em casa, dentro de casa, em família, todos na bênção do Senhor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Páscoa do Senhor

Meditação do dia: 12/11/2022

“Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da páscoa: nenhum filho do estrangeiro comerá dela. Porém todo o servo comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado, então comerá dela. O estrangeiro e o assalariado não comerão dela.” (Ex 12.43-45)

A Páscoa do Senhor – O apóstolo Paulo chamou a Cristo de “nossa páscoa” e ele estava se referindo a necessidade de tomada de posição ao lado da verdade e da sinceridade, afastando do pecado a vida que já pertence a Deus. “Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (1 Co 5.7). Estou concentrando a minha atenção no assunto que se refere a fazer as coisas de Deus da maneira que ele instruiu. A tendência humana é progredir e desenvolver novidades, novas tecnologias e facilitar os processos e otimizar o trabalho. Ninguém é contra o progresso, afinal foi o próprio Criador que nos fez com capacidades e criatividade, justamente para crescer e se multiplicar e encher a terra. É Ele quem dá sabedoria ao sábio e entendimento ao entendido… “E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz (Dn 2.21,22). Porém, há procedimentos, rituais, atos de fé e culto, que são princípios eternos e simbolizam ou representam aspectos dos eternos propósitos divinos para a redenção e o serviço a Ele. Nesses casos, não há inovação permitida ou alteração do original dito por Deus e as adaptações para comodidade e conveniência humana. Assim foi que Deus disse a Moisés que instruísse os israelitas sobre o sacrifício da páscoa. Era uma festa, uma celebração, sim, mas cercada de mistérios da fé. A Páscoa representava bem mais do que a imaginação humana seria capaz de entender naquela época. Sabemos que a revelação de Deus à humanidade, ela foi progressiva, porque à medida que se aproximava o advento do Messias, maiores eram os esclarecimentos dados e os pormenores que  tornava o entendimento algo compreensivo mas sem se descaracterizar. Lembramos que aprendemos que o mundo passa, as coisas do mundo não são eternas, porque elas seguem os padrões e valores dos homens e suas culturas, que se alteram geração após geração, devido a suas próprias imperfeições. No meio de tudo isso está a perenidade da graça e da verdade de Deus. Muitas coisas, podemos dizer, que “o ouro é de Deus, mas a forma é humana.” Uma barra de ouro, pode ser mais larga ou estreita, alta ou baixa, comprida ou curta, quadrada o cilíndrica… esses formatos não alteram a característica do elemento ouro. Assim, a verdade de Deus pode ser representada de diversas formas, em diversas culturas, mas a essência não pode ser alterada. No texto de hoje observamos: 1. Filho de estrangeiro; 2. Estrangeiro; 3. Assalariado – não poderiam participar da celebração da Páscoa. Porém, um servo, COMPRADO, circuncidado, poderia participar. A significação dessas condições sociais não é discriminação, xenofobia ou outras esquisitices dos nossos dias. Trazendo isso, para dentro do contexto de agora somos como igreja, o povo de Deus e somos as testemunhas de Deus, como esses ensinos são aplicados? O que é contextualização e o que é modernismo humanístico? O que difere inclusão de exclusão?  O que é espiritual e o que é religioso? O que é bíblico e o que é gospel?

Senhor, buscamos por discernimento e sabedoria para sermos fiéis e constantes no temor do Senhor e não fazermos nada por nós mesmos e assim desvirtuarmos a verdade revelada nas Escrituras. Te amamos e somos o teu povo, comprometidos com o testemunho da verdade e do amor sacrificial do Senhor Jesus, para a redenção humana, como dizem as Sagradas Escrituras. Oramos por essa sabedoria e esse discernimento, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Noite do Senhor

Meditação do dia: 11/11/2022

“Esta noite se guardará ao Senhor, porque nela os tirou da terra do Egito; esta é a noite do Senhor, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações.” (Ex 12.42)

A Noite do Senhor – Todos nós temos um dia ou uma data marcante e até mesmo uma coleção delas: dia do aniversário; dia Formatura; dia do casamento; nascimento dos filhos/netos; Primeiro emprego etc. eu incluo ainda o dia da minha conversão, esse dia foi marcante para mim, pois foi ali que a vida começou de verdade. Para nós, pastores, o dia da ordenação também é muito significativo; enfim, viva as datas boas de serem comemoradas! A história do povo de Deus, ou a nação de Israel está estreitamente relacionada com a comunhão com Deus e o cumprimento de suas promessas. Desde que o Senhor chamou a Abraão para uma vida diferente, em lugar distante de suas raízes, até o dia em que oficialmente seus descendentes saíram do Egito, sob a liderança de Moisés e Arão, a história contada tem em Deus as partes principais. Pensando exclusivamente naquela noite, dia catorze de Abibe, o primeiro mês do calendário israelita, foi de fato muito marcante. Os preparativos iniciaram no dia dez quando separaram um cordeiro ou cabrito para ser imolado na tarde do décimo quarto dia, quando o sangue seria passado nos umbrais das portas de cada casa, de cada família, para serem protegidos do destruidor que passaria à meia noite. Fora um dia de muita expectativa e atividades, onde todos deveriam e estavam dentro de casa após o anoitecer. A primeira páscoa ninguém esquece! De fato o ritual de comer uma refeição em família, com pães sem fermento, acompanhado de ervas amargas, todos vestidos e calçados, prontos para viajar = e quem iria viajar de noite? Tudo mudou como profetizado por Moisés e acatado por todos, pois exatamente  como fora lhes dito, à meia noite uma força destruidora passou por todo o Egito e simultaneamente morreu o filho mais velho de cada família do Egito inteiro, onde o sangue do cordeiro não havia sido aplicado. Faraó também foi surpreendido, porque ele não acreditava que tamanha calamidade poderia acontecer, mas aconteceu e agora ele agiu muito rápido. Enviou mensageiros à Moisés e ordenou que saíssem imediatamente, com todas as pessoas, todos os animais e quaisquer posses que porventura tivessem. Essa se tornou a noite do Senhor, a noite em que ele operou poderosamente em favor dos seus filhos e contra os seus opositores. Numa noite nasceu uma nação! Todos os anos ao celebrar a Páscoa, não tinham como não relembrarem o livramento e a libertação. Isso seria lembrado por todas as gerações, e com certeza os modernos ou atuais israelitas fazem isso anualmente, geração após geração. Afinal, essa noite é a noite do Senhor!

Senhor, graças te damos por cada uma das muitas promessas contidas em tua Palavra, nós as reconhecemos e louvamos por cada uma delas. Hoje, a salvação e a graça do Senhor estão disponíveis a todos, universalmente devido ao sacrifício de Jesus Cristo lá na cruz do Calvário. Nunca esqueceremos isso, até porque todas as vezes que celebramos a Ceia do Senhor, relembramos em memória a sua morte e ressurreição, com a promessa de voltar para nos levar para estar na eternidade com o Pai. Louvado seja o Senhor, nosso redentor forte. Amém.

Pr Jason

Quatrocentos e Trinta Anos

Meditação do dia: 10/11/2022

“O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. E aconteceu que, passados os quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito.” (Ex 12.40,41)

Quatrocentos e Trinta Anos – Algo muito curioso é que ao estudarmos a história, quanto mais distante for o tempo em apreço, maior é a variação permitida ou a aproximação de datas tem permissão não ser exatamente precisa; claro que estamos falando de informalidade. Esse tempo de estadia dos israelitas no Egito fora previsto por Deus à Abraão, quando ainda não existia nenhum descendente. “Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos” (G 15.13). Ao receber a promessa de um descendente, Abraão teve um sono turbulento e aterrador; foi um sonho profético e recebeu essa revelação profética sobre o futuro dos seus descendentes. O tempo previsto seria de quatrocentos anos. Sempre que preciso tratar desse tema, eu levo o meu pensamento para a tentativa que Moisés fez para libertar os israelitas e deu errado, precisando se exilar em Midiã por quarenta anos. Juntando as peças, naquela época estava fazendo trezentos e noventa anos de cativeiro e ao tentar antecipar, na verdade Moisés adiou por mais quarenta anos. Quarenta anos para quem está escravizado, apanhando, trabalhando forçado e sob forte opressão, se torna muito tempo. Para efeito de comparação, o Brasil desde a sua descoberta por Cabral, celebramos em abril desse ano, quinhentos e vinte e dois anos. Em se falando de nação, somos muito jovens ainda, ao nos compararmos com nações europeias, africanas e orientais. Podemos aprender aqui sobre a fidelidade de Deus em prometer e cumprir sua Palavra. Ele deu a sua Palavra a Abraão que eles seriam conduzidos de volta à Canaã, e no devido tempo, lá estavam eles com o pé na estrada. Nossa jornada hoje pode ser um tanto quanto diferente daquela, mas o Deus é o mesmo e as promessas feitas aos israelitas, se cumpriram para eles pudessem se tornam um povo de alianças com Deus e assim abençoarem todas as nações da terra. Cada povo tem o seu quinhão de responsabilidade com a contribuição para os povos e a própria civilização humana. Deus distribuiu dons e habilidades para as pessoas, mas também deu dons redentivos para as nações e assim elas podem cumprir o seu propósito. Nunca deixe de orar pela alegria brasileira, a celebração festiva, a hospitalidade e a espontaneidade de nosso povo. Assim como Deus deseja abençoar outras nações através dessas características, também o Diabo deseja corromper essas características e transformá-las em instrumentos do pecado, através de músicas profanas e de conteúdo imoral e levianos; fazer do carnaval a marca da alegria brasileira; incentivar o turismo e a exploração sexual; trocar a criatividade pelo “jeitinho brasileiro,” fazendo grassar a corrupção em todos os níveis. Os dons foram dados a nós como povo e nação, mas o pecado quer tirar proveito e estragar tudo. A igreja é responsável por orar e batalhar pela verdade e justiça. Quando Deus falou ao rei Salomão na inauguração do Templo de Jerusalém, ele atribuiu ao povo dele, a responsabilidade de fazer a bênção chegar a toda a nação. “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).

Senhor, obrigado por nos chamar para servir ao Senhor nessa época da nossa história; como nação, reconhecemos o nosso papel e também a generosidade do Senhor para sermos sal e luz, bênção de verdade para todos os povos. Obrigado pela nossa alegria, nossa criatividade, nossa espontaneidade e festividade e a nossa capacidade de hospitalidade, sem igual, porque é uma bênção de Deus para nós como nação. Acrescente mais conhecimento ao teu povo, para se verem como a bênção para essa época da história. Oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Mistura de Gene

Meditação do dia: 09/11/2022

“E subiu também com eles muita mistura de gente, e ovelhas, e bois, uma grande quantidade de gado.” (Ex 12.38)

Mistura de Gente – A ordem era partir, e era para todos, israelitas e simpatizantes. Olhando do ponto de vista do rei do Egito e de seu povo, era uma media de alívio, pois por causa daquele povo eles estavam tendo sérios problemas. Como eles,  o rei e seu povo representam o mundo sem Deus e em relação à nós, simbolizam a velha vida que tivemos antes de conhecermos a Deus e reconhecer a Jesus como Senhor e Salvador pessoal. Nesse modo de vida, a fonte dos nossos problemas é o nosso egocentrismo, mas atribuímos a qualquer um e a todos menos a nós mesmos. Não consideramos a nossa rebeldia e indiferença para com Deus e os seus planos. Menosprezamos tudo que não nos interessa e supervalorizamos nossas preferencias. Dessa forma, os problemas do Faraó era puramente os hebreus, teimosos, rebeldes e que botaram uma idéia maluca na cabeça de saírem da proteção e generosidade real para irem para uma terra que eles diziam deles e que se tornariam uma nação. Que absurdo! Eles mal sabem seguir ordens e instruções! Nasceram para servirem e deveriam ser gratos ao Egito por isso! Essa é a idéia do rei e da maioria dos egípcios. Para eles estava muito bom e nada precisaria mudar. Quando Deus falou a eles, ninguém levou aquilo a sério. Isso te faz lembrar alguma coisa? O pecado está destruindo a nossa vida e todos ao nosso redor dizem que está tudo bem e que a vida é assim mesmo. Quando damos passos em direção à libertação e as mudanças começam a ser perceptíveis, aí aparecem os conselheiros que querem desestabilizar a vida do novo cristão. A ordem de Deus é para sairmos do Egito e deixarmos Faraó para trás e seguirmos no caminho que Ele está nos direcionando. Seguimos as promessas de Deus pela fé, pois entre a conversão e a maturidade, há um enorme deserto a ser atravessado e ali há perigos, desafios e armadilhas, mas também tem companheirismo, provisão, presença de Deus e muitos milagres e coisas sobrenaturais. Nunca experimentaremos essas maravilhas se escolhermos ficar no Egito e sob a proteção de Faraó. Tudo começa com a mudança de senhorio. Junto com os hebreus, saíram ou vieram juntos, muitas pessoas de origem diferentes; egípcios, de outros povos, que também eram escravos, ou pessoas pobres que viram a oportunidade de começarem uma nova vida. Muitos de fato acreditavam em Deus e foram impactados pelo testemunho do poder de Deus através de Moisés e Arão e tudo que viram acontecer. Muitos eram apenas oportunistas ou aventureiros. Deus não desprezou ninguém e não negou refúgio a nenhum deles. Era uma oportunidade para povo aprender o valor da amizade, da influencia de fazer Deus conhecido e adorado entre todos os povos. Nunca devemos perder oportunidades de testemunhar da graça de Deus. A mistura de gente, pode ser salva e transformada.

Senhor obrigado por nos dar as tuas promessas e a oportunidade de compartilhar daquilo que estamos recebendo. Sempre haverá testemunho da tua grandeza e glória e as pessoas verão quão grande é o nosso Deus e como o Senhor é generoso e tem uma vida nova e diferente para cada um que se propõe acreditar e dar passos de fé. Te agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Partiram

Meditação do dia: 08/11/2022

“Assim partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar os meninos.” (Ex 12.37)

Partiram – #Finalmente partiram! Tudo o que aconteceu até agora, tinha como finalidade chegar a esse momento. Deus prometera que eles sairiam do Egito e iriam para Canaã e agora, finalmente partiram! Com ou sem o agrado do Faraó, prevaleceu a Palavra de Deus. Os hebreus chegaram à muito ao Egito, mas já chegaram com a idéia definida de que logo, ou algum dia eles partiriam de volta para a sua terra. Demorou, mas a demora estava dentro do planejado por Deus, para dar tempo do povo se multiplicar, crescer o suficiente para se tornar uma nação. Também seria o prazo para que a medida da maldade dos canaanitas chegassem à limites insuportáveis diante de Deus. “E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia” (Gn 15.16). Pensando em tempo, prazo e coisas do gênero, sempre pensamos que as coisas demoram muito para acontecer. Na verdade, a medida que utilizamos para aferir isso é que pode não ser adequada. Como somos mortais e nossa vida física nesse mundo é muito breve (dependendo com que comparamos), então, sempre temos pressa, queremos que aconteça logo, queremos ver as coisas acontecerem e é até uma forma de termos certeza de que elas realmente aconteceram. Mas Deus é eterno, não tem problemas com questão de tempo, além de ter precisão e pontualidade que faz inveja aos britânicos e suíços. Nada lhe foge do controle e nada passa da hora. Tiago disse uma verdade muito importante, onde alia a pressão do tempo e o desejo de livrar-se do sofrimento. As coisas precisam de tempo para maturar e produzir os resultados esperados. “Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tg 1.l2-4). Muitos daquelas pessoas esperavam à muito tempo, mesmo antes de Moisés nascer, eles tinham esperança de verem em seus dias a realização daquelas promessas que lhes eram passadas de pai para filho, geração após geração. Tudo indica, que os pais de Moisés tinham percepção profética e trabalharam para que aquilo viesse a acontecer. Quando ele assumiu essa missão, era pelo menos o começo do fim da espera e muita coisa teve que ser feito, organizado e a fé deles teve que ser testada e aprovada para que no momento certo, eles sairiam e realmente aconteceu. Essas mesmas verdades, acontecem comigo, contigo, com a igreja de Cristo aqui na terra e nas vidas individualmente e em situações coletivas. Em tudo isso, a fé sempre será um elemento de muita importância. Nunca abra mão de exercitar a fé. Na hora de partir, partiremos. Lembremos que estamos também em compasso de espera, aguardando a volta de Jesus para buscar a sua igreja. Igualmente, muitos estão esperando, outros tantos estão trabalhando e muitos estão em cima do muro, já que há várias vertentes de ensinos sobre isso. Também há os que não esperam nada, outros até afirmam que ele já veio… qual é a sua expectativa ?

Senhor, obrigado por cumprir as tuas promessas e elas não demoram nem tardam, elas se cumprem no devido tempo. Agradecemos, porque estamos também esperando a volta de Jesus e sabemos que no devido tempo, ele voltará e todas as demais promessas ligados a isso se hão de cumprir. Graças, oh Pai, por tudo, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Graça Aos Olhos Dos Egípcios

Meditação do dia: 07/11/2022

“E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, e estes lhe davam o que pediam; e despojaram aos egípcios.” (Ex 12.36)

Graça Aos Olhos Dos Egípcios – Como temos visto, no dia a dia dessa jornada pela libertação do povo de Deus, muitas coisas vão se sucedendo para que os propósitos de Deus se realizem na vida daquelas pessoas. Como cristãos, acreditamos na integralidade da vida, onde todas as coisas estão interligadas e umas fazem parte das outras, sem nada de independencia ou isolamento. Na mordomia cristã não se faz distinção entre sagrado e secular, espiritual e mundano. Toda a nossa vida é sagrada e tudo que há nela está ligada aos planos de Deus para a vida da pessoa. Não temos dias de culto e dias de atividades seculares, pois todos os dias são sagrados, todos os momentos são de culto permanente, já que vivemos na presença constante de Deus, que é Onisciente e Onipresente. Nossas atividades de trabalho de onde vem o nosso provisionamento financeiro e o sustento de nossas famílias, são também tão sagradas quanto aquelas atividades que praticamos nos cultos no templo. Quando agimos em conformidade com os valores da nossa fé, reconhecemos ao Senhor como o dono de tudo, o senhor de tudo e de todos. Somos apenas seus mordomos e administramos tudo que Ele deixou sob nossa responsabilidade. Ninguém é dono de nada! Nossos bens, nossos talentos, oportunidades e capacidades, são contados como patrimônio pertencentes a Deus e colocados à nossa disposição para que o serviço de Deus seja realizado no tempo esperado e atinja os resultados possíveis. Quem uma riqueza, tem uma responsabilidade, porque Deus não desperdiça nada e nem daria algo sem um propósito específico, apenas para a ter por ter, ou poder ostentar, esbanjar e certamente desperdiçar. Aprecio a maneira como Deus provisiona as coisas para o seu povo, em todo tempo e lugar. Estamos vivendo um tempo de necessidade de mudanças nas matrizes energéticas, pois além de saturar a atmosfera, poluir o ar e degradar a natureza, estamos como civilização descobrindo e desenvolvendo meios melhores, mais seguros e até renováveis de produzir e consumir. Já imaginou que tudo isso, já estava provisionado desde a criação? Sim estava. Quando os hebreus pediram bens e presentes aos egípcios, eles ganharam muita coisa e saíram ricos e abastados do Egito. Logo ali no deserto, eles foram construir um santuário, um tabernáculo para cultuar a Deus, e os recursos e a qualidade dos materiais eram altíssimos; mas eles deram voluntariamente com tanta abundancia, que até ultrapassaram a necessidade pedida. “E falaram a Moisés, dizendo: O povo traz muito mais do que basta para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse. Então mandou Moisés que proclamassem por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais, Porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se, e ainda sobejava” (Ex 36;5-7). Isso foi possível, porque Deus havia abençoado com provisões suficientes, para que eles pudessem ofertar com generosidade no momento oportuno. Vou jogar uma semente aqui para vocês pensarem: Já imaginou uma dar razões por os magos do oriente que vieram visitar Jesus no seu nascimento, lhe ofertaram ouro, incenso e mirra? Presentes dignos de um rei! Sabem?

Senhor, estamos agradecidos pelo suprimento de nossas necessidades diárias e elas tem sido generosas e suficientes. Também agradecemos pela capacidade de abençoarmos a tua obra sob nossa responsabilidade. Através de nossos dízimos e ofertas fazemos a tua obra avançar e a causa do Evangelho prospera em todo lugar. Te damos graças pelas habilidades, pelos dons e ministérios que tens distribuído para a igreja, assim todos participam e cooperam no poder do Espírito Santo. Agradecemos, louvamos e bendizemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason