Respeito Pelo Sagrado

Meditação do dia 10/11/2015

2 Sm 6.9 “E temeu Davi ao Senhor naquele dia; e disse: Como virá a mim a arca do Senhor?”

O respeito pelo sagrado – Todos os adjetivos elogiosos que pudermos atribuir ao rei Davi, é justo e merecido. Deus mesmo, disse que ele era um homem segundo o seu coração. Mas como todo homem e todo ser humano, Davi também aprendeu muitas coisas pelo caminho mais difícil, pelo sofrimento e pelas experiências amargas e dolorosas. Muitas dessas lições, que aprendemos na vida por esses caminhos, poderiam, claro, não serem tão dolorosas, se a obediencia e observação das instruções fossem levadas mais a sério e praticadas em tempo oportuno. Um dos erros de Davi, nessa experiência de transportar a arca, foi não considerar as instruções precisas que prescrevia o modo adequado de manuseio e transporte da Arca da Aliança, um objeto sagrado. A prescrição era que ela só poderia ser transportada por sacerdotes verdadeiros, carregada aos ombros, por quatro homens de cada vez, por meio de varais que foram confeccionados para este fim específico. Mas Davi, fez a sua própria interpretação e criou seu próprio modo de fazer o que Deus disse de modo diferente. Ele estava inovando, tornando o transporte mais “seguro, menos cansativo!” Ele achou que por ser o rei, por ser querido e amado por Deus, isso lhe credenciava a fazer regras novas, introduzir melhorias, “afinal, é para glória de Deus;” Ele estava doando um carro novinho em folha para a obra de Deus; isso não teria nenhuma importância, afinal, “a ordem dos tratores não altera o viaduto!” ou melhor, a ordem dos fatores não altera o produto. Verdade? Não! Não é assim! Deus é infinitamente sábio e quando ele dá instruções, elas fazem sentido e devem ser seguidas à risca. A santidade, a justiça, a sabedoria de Deus, juntamente com sua soberania, não aceita emendas e ressalvas nas suas leis e instruções. Não se pode confundir a pessoa de Deus, conosco mesmo e nem com nossas frágeis estruturas que podem ser mudadas e alteradas a todo tempo. O fato de Deus ser nosso Pai, permitir intimidade e comunhão, acesso imediato à sua presença, liberdade para apresentar nossas demandas e necessidades, não significa que ele permite irreverencia e independência para fazer suas coisas do jeito que a pessoa bem entender. Ele ainda é Deus, o Todo Poderoso! Ele ainda é o Soberano, sobre tudo e sobre todos. Porque Ele é bom, misericordioso, não significa que seja fraco, sem vontade e sem determinação. A Arca quase caiu no balanço do carro e no tropeçar dos bois que puxavam o carro, e o sacerdote Uzá, agindo instintivamente tentou segurá-la e evitar um acidente, mas pagou caro, com a própria vida! Uma festa, termina em tragédia! Davi, aprendeu ali, a temer a Deus! Ele viu que Deus precisa ser levado a sério e com santa reverencia. O sagrado é sagrado e deve ser tratado como tal. Você sabe o que é algo sagrado? Então, trate-o como tal.

Pr Jason

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Ouvindo Coisas

Meditação do dia 09/11/2015

2 Sm 5.24 “E há de ser que, ouvindo tu um estrondo de marcha pelas copas das amoreiras, então te apressarás; porque o Senhor saiu então diante de ti, a ferir o arraial dos filisteus.”

Ouvindo coisas estranhas – Um dos nomes de Deus proclamado pelos israelitas dos tempos bíblicos era “Senhor dos Exércitos” – JEOVÁ-SABBAOTH – O SENHOR DOS EXÉRCITOS – (I Sm 1.3). O Senhor dos Exércitos é um conceito bíblico largamente aceito. Deus não apenas tem um exército, como Ele é “O Senhor dos Exércitos.” Exército induz o pensamento à batalhas, guerras, conquistas, domínios, vitórias, glórias, ao mesmo tempo que fala de disciplina, treinamento, organização, uniformidade, ordem e comando.

– Sabemos que Deus não é de confusão, mas de ordem e descencia (I Co 14.33, 40). – Ele é um Deus de Grandes conquistas. Desde muito tempo ele trava batalhas contra forças organizadas do mal, lideradas por Satanás, que caiu de sua posição de glória e tornou-se oposição a Deus e tudo que o representa. Ter Jesus Como Jeová-Sabbaoth, é certeza de vitória nas lutas, exercer domínio espiritual e conquistas de promessas e heranças possíveis na fé. Davi, assim que foi reconhecido rei de todo o território israelita e aclamado por toda a comunidade, recebeu também uma invasão de seu território, até parece que era para testar sua força e seu governo. As táticas o mal, não mudam com os tempos; sempre que o povo de Deus atinge uma nova posição, alcança uma bênção ou promessa, logo de imediato, as batalhas recomeçam, somos bombardeados de todos os lados. Nossa fé em Deus e nossa capacidade de resistir e perseverar é testada o tempo todo; entenda isso, como uma realidade com a qual temos que conviver, mas nunca nos conformar e muito menos fazer acordo para evitar o conflito. O bem e o mal, nunca poderão conviver pacificamente. Se o mal ou o inimigo está tentando ser bonzinho e gostando de você, saiba que você está sendo enganado e iludido e isso é uma estratégia, uma cilada para derrotar você na primeira oportunidade. Davi derrotou os filisteus, com a ajuda de Deus, foi uma vitória tão arrasadora, que a melhor maneira que ele encontrou para descrever o acontecido, foi dizer que Deus rompeu contra os inimigos como quem rompe águas. Você já tentou cortar água? Pois é, é moleza! Numa nova invasão, Davi consultou novamente ao Senhor que o instruiu a não fazer do mesmo jeito, afinal, cada batalha é diferente da outra, e a nossa vitória de ontem, não vale mais para hoje, “basta a cada dia o seu próprio mal,” como disse Jesus. O Senhor dos Exércitos disse a Davi, que quando ouvisse som de marcha sobre a copa das árvores, era a hora de entrar em ação, por o reforço estava chegando. Imagina só, ouvir barulho de um exército marchando na copa das árvores!? É sobrenatural, é fantástico! Davi não estava ouvindo coisas, ele estava ouvindo a Deus! Creia e ore buscando orientação e estratégia divina para suas lutas e batalhas! Você prevalecerá!

Pr Jason

Tragédias em Série

Meditação do dia 08/11/2015

2 Sm 4.4 “E Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado de ambos os pés; era da idade de cinco anos quando as novas de Saul e Jônatas vieram de Jizreel, e sua ama o tomou, e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu, e ficou coxo; e o seu nome era Mefibosete.”

Tragédias em série – Desde que me entendo por gente eu vejo e ouço pessoas pedindo explicações do “porquê” de tragédias, calamidades e sofrimentos de pessoas boas e até mesmo crianças inocentes. O que não falta é filosofias tentando justificar e explicar, procurando trazer algum conforto ou algo que faça sentido para os familiares. Isso também produz amargura e ressentimento em muita gente que se fecha para a vida e o amor, passando a viver numa penumbra de tristeza sem fim. Por outro lado, há casos em que isso fortalece as pessoas, tornando-as muito mais altruístas, gratas e alegres, passando a usufruir e demonstrar gratidão em tudo. Jônatas, o príncipe herdeiro do trono israelita, era um homem bom, decente, amigo leal e muito comprometido com tudo que era bom. Ele morreu em campo de batalha, contra os filisteus, juntamente com seus outros dois irmãos e o rei seu pai. Quando essa notícia chegou a casa da família, que precisou fugir devido a invasão do exército conquistador e também porque a morte do rei e os herdeiros diretos, toda a família real corria perigo. O único filho e herdeiro de Jônatas, era o principezinho de cinco anos. Na fuga apressada, ele sofreu um acidente que o tornou deficiente de ambas as pernas, aleijado para o resto da vida. Estamos falando de uma situação que nos nossos dias modernos, seria plenamente reversível; mas à mais de três mil anos, os recursos eram diferentes e a situação em si era totalmente desfavorável. Temos uma criança inocente, filha de um homem bom, sob os cuidados de uma babá cuidadosa e confiável, vivendo num lugar seguro e com todas as condições de vir a ser alguém notável e de repente, da noite para o dia, tudo na sua vida é revirada. Perdeu o pai, o avô, os tios, o reino, a família, a segurança, a saúde e a mobilidade. Como dizem os pessimistas: “miséria pouco é bobagem!” Você tem experimentado perdas e colecionados tragédias? Você acha que a vida não tem sido justa com você ou com alguém que você ama? Saiba que não está sozinho, mas saiba também que isso não é o fim, e nem uma sentença de morte ou maldição. Deus não te desamparou e nem está necessariamente te punido ou castigando, cobrando alguma coisa. Se for esse o caso, você sabe e tem consciência da razão das coisas ruins, então você tem como reverter o quadro. Por mais que seja difícil nesse momento para você, eu te encorajo a ter e manter a sua fé intacta. Não deixe a amargura, o ressentimento ou o medo dominar e controlar sua vida. Assuma as rédeas de seu destino e trabalhe, reaja e lute por aquilo que acredita e mude aquilo que pode ser mudado e aceite apenas aquilo que está fora do seu controle e possibilidades. Faço o seu melhor e tudo o que for possível, e deixe o impossível para Deus cuidar para você. Ainda voltarei a te contar mais sobre a história desse garotinho e sobre o homem por trás dessa tragédia. Coisas melhores estão reservados para quem tem alianças com aquele que pode todas as coisas.

Pr Jason

A Casa de Saul e a Casa de Davi

Meditação do dia 067/11/2015

2 Sm 3.1 E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi; porém Davi ia se fortalecendo, mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo.

A casa de Saul e a Casa de Davi – A dualidade na vida não é nada incomum e até mesmo a Palavra de Deus mostra muitas dualidades importantes. Pensar em dualidade, é pensar em escolhas, dificilmente se pode ficar com as duas, o que em tese é ficar ou com a pior parte ou ficar sem nada. Provavelmente a maior dualidade da vida, seja a do propósito eterno de Deus. O homem foi criado e colocado em boas condições de viver e prosperar, então pode escolher entre obedecer a instrução de Deus e desobedecer. Adão e Eva escolheram o caminho da independência de Deus, seguir seus próprios caminhos e é claro, se deram mal e nos deixaram esse legado. Desde então, cada pessoa que nasceu neste planeta, à começar por Abel e Caim, até o último que bebê que acaba de nasceu nessa manhã de sábado, todos nascemos fora do plano original e da comunhão com Deus. O caminho de volta é uma decisão pessoal, oferecida por Deus em Jesus Cristo. Recebendo-o como redentor, Salvador, nos tornamos filhos de Deus e voltamos ao plano original. (Jo 1.11,12; Ef 2.1,8,9). Não escolher Jesus já é uma escolha, de deixar como está para ver como é que fica – e isso é tão desastroso, quando escolher rejeitar a proposta amorosa de Deus. A casa de Saul e a casa de Davi, representam coisas importantes; Todos são chamados para a amizade e a comunhão com Deus e com a oportunidade de servir. Pode variar de tempo e propósito, mas todos são aceitos e amados por Deus, ninguém é rejeitado ou descartada, a menos que o faça por si mesmo com sua conduta e escolhas, como fez Saul. Ele era um jovem do interior, simples, pequeno sitiante e Deus o chamou para um papel importante e nobre e lhe deu um lugar de honra, um nome importante e a oportunidade de fazer algo grande por seu país e servir como rei em nome de Deus. Ele deixou o poder subir à cabeça, tomou decisões independentes, desobedeceu, se desviou do caminho da justiça e do bem e o mal tomou conta de sua vida. Davi, tal qual Saul, era o adolescente desacreditado até dentro de casa, de uma família de pecuarista de pequeno porte, de cidade pequena. Foi chamado por Deus e andou pelos caminhos de Deus e aceitou com humildade as lutas e as provas, perseguições e injustiças de um rei perverso, até que Deus o colocou no trono, de fato e de direito. Aqui, a casa de Davi começou a crescer e prosperar, enquanto a casa de Saul se desmontava passo a passo. O bem e o certo devem ser feitos e cultivados, mesmo que ninguém o faça. O mal e o erro, devem ser evitados e abandonados, ainda que “todo mundo” esteja fazendo e sendo à favor. A casa de Saul representa a vida carnal, mundana, de escolhas egoístas, mesmo sendo por pessoas do bem e na casa de Deus. A casa de Davi, é a vida espiritual com Deus, onde estão as promessas e as garantias, mesmo estando repletas de lutas e cercadas de armadilhas e ciladas do inimigo, a casa de Davi sempre prevalecerá. Por haver lutas e provas, não significa que não exista a bênção e a presença de Deus. Porque tudo tá correndo bem e sendo favorável, não é indício de que é o certo e são confirmações da benção de Deus. A promessa de Deus é que a casa de Davi prevalecerá PARA SEMPRE E ETERNAMENTE. Os da fé, são da casa de Davi!

Pr Jason

O Dia do Reconhecimento

Meditação do dia 06/11/2015

2 Sm 2.4 Então vieram os homens de Judá, e ungiram ali a Davi rei sobre a casa de Judá.

O dia do reconhecimento – Saber esperar é uma virtude, alguns dizem que é também uma arte. Enquanto esperamos o momento certo, aprendemos a lidar com questões pessoais que precisam ser melhoradas ou resolvidas. A posse de uma promessa, especialmente quando ela vem de Deus, é muito significativo e deve ser recebida com reverencia e temor. Os propósitos do Pai, hão de se cumprir em nossas vidas, enquanto não chega o momento, precisamos trabalhar e nos colocar em condições de sermos produtivos posteriormente. Davi era um adolescente quando foi ungido por Samuel, na casa de seu pai, diante de toda a sua família, incluindo os irmãos que já serviam no exército de Saul. Os anos que se passaram até chegar esse dia, foram anos difíceis, onde ele correu risco de vida, tanto em batalhas, como nas mãos do rei Saul. Davi teve que viver em fuga, se escondendo em cavernas, cidades estrangeiras e vivendo de favores e contanto com a generosidade de estranhos; teve que liderar um bando de mercenários violentos e desgostosos com a vida, cheios de amargura e dispostos a tudo, até mesmo a pressionar Davi. Durante esse período, surgiram oportunidades de eliminar Saul e chegar mais cedo ao trono, mas ele recusou isso diversas vezes, Ele sabia que chegaria o dia em que a vontade de Deus, se mostraria materializada em sua vida e que ele seria o legítimo rei de Israel. Esse dia chegou! Sem rei, sem líder, a nação estava à espera e Davi consultou a Deus sobre o que fazer e para onde ir, e a orientação divina foi que ele fosse para Hebrom, que por sinal era uma das cidades de refúgio, que pertencia por herança à família de Calebe, que era da tribo de Judá, tal qual Davi; Ali os homens daquela tribo ungiram a Davi rei sobre eles. A unção aqui foi uma confirmação que aquela tribo fazia, reconhecendo a vocação de Deus para Davi ser o rei e que agora era confirmado. Davi se tornou rei oficialmente, no tempo que Deus quis, na cidade indicada por Deus e reconhecido por pessoas que representavam os interesses da tribo. Tudo legal, tudo espiritual, tudo certo. É assim que se faz! Em provérbios há uma citação de que a posse antecipada de uma herança, o seu fim não é bom (Pv 20.21); São lições que precisamos aprender e aplicar na vida prática cotidiana. Jovens líderes, pessoas em Ascenção, que estão esperando uma oportunidade de mostrar seu valor e subirem de posto… faça do jeito certo, pelos caminhos certos!

Pr Jason

Tempo de Lamentar

Meditação do dia 05/11/2015

2 Sm 1.12 E prantearam, e choraram, e jejuaram até à tarde por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo do Senhor, e pela casa de Israel, porque tinham caído à espada.”

Tempo de lamentar – Gostaríamos que a vida fosse feita apenas de bons momentos, recheados de melhores momentos ainda! Somente flores, perfumes, alegrias, vitórias e conquistas; mas eu sei e vocês também, que isso não é a realidade! O sofrimento, a perda, o choro, a derrota e até a morte e as separações estão presentes na experiência de cada um e de todos. Salomão, disse sabiamente que existe tempo para todas as coisas debaixo do sol e incluiu também o lado triste. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar” (Ec 3.1,2,4). Davi, lamentou a morte do homem que mais o perseguiu e procurou mata-lo o tempo todo; mas esse rei perverso, era também o pai de seu melhor amigo, era seu sogro e era o ungido de Deus para estar no trono. Davi sabia separar as coisas, até mesmo as de cunho pessoal. Mesmo ele, o maior beneficiado com a morte de Saul, pois herdaria o trono; ele não teve isso acima da lealdade e respeito que aquela autoridade merecia. Ele lamentou pela morte do amigo inseparável, e que por mais de uma vez o ajudou a escapar de ciladas contra sua vida; ele lamentou pela derrota do exército de Israel, com as vidas humanas desperdiçadas, eram soldados, mas também eram pais de famílias, filhos e muitos daqueles lhe eram conhecidos e serviram juntos pela causa da nação. Davi lamentou pelos danos sofridos pela nação, agora subjugada a um povo estrangeiro, opressores e saqueadores dos bens e propriedades do povo de Deus. Uma guerra é uma tragédia! Ninguém ganha com isso! Mesmo quando não se trata de conflitos armados, ou de guerras oficiais declaradas entre nações e povos, sempre que existe uma situação de crise e descrédito de governo, as pessoas sofrem as consequências. Como nação, desde 1822 nós conseguimos nosso independência e desde 1889 adotamos o sistema de governos que temos, mas nunca deixamos de estar em luta e sofrimento. Conquistamos muitas coisas e avançamos em muitas áreas, mas sempre fica a pergunta: A que preço? Todos os dias vemos mães lamentando suas perdas nas nossas ruas, favelas e morros; Perdemos sempre quando o mal prevalece, quando a justiça é torcida, quando o direito é negado, quando o certo é posto em dúvida… Lamentamos como nessa semana, lá em Tocantins uma igreja nossa da CBN ficou sem seu pastor, a família sem o pai, a PM sem um combatente, vítima de fogo amigo da Polícia Federal no local onde houvera um assalto a banco. E quando não é alguém conhecido? Não alguém famoso? Durante esses nossos 40 dias de oração e jejum, também é tempo de orar e lamentar, mas crer com esperança que o avivamento de Deus está nas nossas portas.

Pr Jason

O Dia do Juízo

I Sm 31.3 E a peleja se agravou contra Saul, e os flecheiros o alcançaram; e muito temeu por causa dos flecheiros.”

O dia do juízo – Por termos informalmente uma cultura com fortes traços cristãos, a idéia de dia do juízo é familiar para praticamente todo mundo. Provavelmente onze em cada dez pessoas morrem de medo desse termo e mais ainda dessa possibilidade; alguns até preferem não tocar no assunto e outros o ignoram e tentam manter essa idéia afastada do seu vocabulário. Mas isso, claro, não muda os fatos. Tão certo quanto a morte é uma realidade implacável, que não negocia e nem adia, assim também será o juízo, pois um seguirá o outro. Todos compareceremos diante de um tribunal divino para prestação de contas, recompensa ou condenação. Existe algum meio de evitar? Não evitar, mas mudar as peças do julgamento sim! Tem dois outros casos citados na bíblia, que me leva a refletir sobre essa verdade, porque pessoas receberam a notícia e as coisas aconteceram. O primeiro foi o rei Ezequias, um grande rei de Israel, piedoso, comprometido; O profeta Isaías trouxe-lhe a seguinte mensagem: “Naqueles dias Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele o profeta Isaías, filho de Amós, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás” (Is 38.1). Ele orou e chorou diante de Deus e implorou por sua vida  e recebeu uma segunda mensagem, revertendo, ou adiando o dia de sua morte em mais 15 anos. Como será viver com os dias contados? Uma contagem regressiva, agora sem adiamento? Mas foi o que aconteceu. Outro caso, foi do rei Belzasar, da Babilônia, quando Israel estava lá em cativeiro e um de seus ministros, era o Profeta Daniel, israelita que fora levado cativo ainda muito jovem e servia no palácio. O caso dele teve um final diferente, também a vida e a conduta dele era diferente. Ele não cria e cultuava a Deus, o nosso Deus, como também era idólatra, irreverente, profano e atrevido o suficiente para desafiar a Deus. Ele fez uma festa, um bacanal, com comida, bebida e imoralidade correndo solto; no auge do banquete, embriagado, mandou trazer os vasos e objetos de liturgia de cultos do Deus de Israel, para os convidados beberem e brindarem com tais objetos sacros. A resposta de Deus foi imediata: “Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo. E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos à tua presença os vasos da casa dele, e tu, os teus senhores, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. Então dele foi enviada aquela parte da mão, que escreveu este escrito. Este, pois, é o escrito que se escreveu: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM. Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino, e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas. Naquela noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus. (Dn 5.5,23-28,30). Nquela mesma noite, o rei enfrentou seu destino eterno, estando despreparado, com saldo negativo e ainda tendo provocado a ira de Deus; Como você acha que ele está e estará na eternidade? Saul, o rei de Israel, estava agora com a morte já no seu encalço, vendo seu exército destroçado, seus filhos já mortos e os flecheiros inimigos se aproximando dele… ele não estava pronto, vivera por suas próprias regras, desobedecera a Palavra de Deus e suas instruções, na noite anterior consultara uma necromante, coisa que Deus abomina e agora estava com o pé na cova e a alma ardendo em chamas ainda em vida! Se a vida não é brincadeira e nem um campo de recreio, imagine a morte? É um estado eterno e irreversível depois que se entra. Se você crê diferente, certifique-se de que sua fé é verdadeiramente segura, porque se estiver errado, a coisa vai ficar preta, mais feia do que já é!

Pr Jason

O Que Fazer na Hora da Angústia?

Meditação do dia 03/11/2015

I Sm 30.6 “E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; todavia Davi se fortaleceu no Senhor seu Deus.”

O que fazer na hora de angústia? Quem lidera pessoas, sabe o que é pressão por responsabilidade. É preciso tomar decisões, quem nem sempre agradam a todos e muitas delas exige esforço extra da equipe. Quando os resultados são bons e aparecem logo, é fácil superar as adversidades e as críticas. Quando as coisas vão mal e os resultados não aparecem ou as circunstancias se mantém inalteráveis ou pioram, então o líder corre risco de que a insatisfação se torne em rebelião. Já vimos anteriormente, que esse grupo original de Davi, fora formado por quatrocentos homens amargurados, endividados, e sem nada a perder, desesperançados da vida. Davi conseguiu mantê-los coesos como uma milícia para-militar que agia em função de ataques que futuramente ajudaria na defesa da nação  quando ele assumisse o trono. Agora eles estavam em estado crítico; foram rejeitados para a batalha dos filisteus que os abrigara, contra os exércitos de Israel; pensando estrategicamente os filisteus agiram com prudência, para evitar “fogo amigo.” Ao voltarem para casa, encontraram sua cidade saqueada, queimada e destruída e suas famílias levadas cativas pelo inimigo. Eles entraram em desespero, e desespero tal, que os versos contexto anterior diz que eles choraram tanto, mas tanto, que desfaleceram, pararam de chorar porque não tinham mais forças para chorar. Imaginem, homens guerreiros, acostumados a combates e lutas corporais, ferimentos e mortes todos os dias, agora chorando copiosamente! Os poetas do contrário dizem que após a tempestade vem a enchente, o foi o que aconteceu. Eles procuraram eleger um culpado, alguém em quem descarregar suas frustrações e raiva; e ninguém melhor do que o líder – Davi era o culpado de tudo! Naquele acesso de fúria insana, queriam apedrejar a Davi. O que fazer numa hora dessas, quando você também é parte do quadro e está sofrendo o mesmo que todos, mas cada um quer descarregar sua dor numa mesma pessoa? Fugir? Se esconder? Transferir a responsabilidade? Davi fez a coisa mais sensata e mais difícil num momento crítico; Ele orou, ele adorou, ele meditou no cuidado e nas promessas de Deus. Uma crise, por maior que seja, não anula a fidelidade e a bondade anteriormente experimentada. Deus não deixa de ser Deus porque estou em crise e dificuldade. Sua mão não deixa de ser poderosa porque a adversidade está batendo nas minhas portas. Quando cultivamos uma vida de adoração verdadeira, de piedade e devoção, e o fazemos constantemente, isso nos fortalece e nos capacita para agir com serenidade e sobriedade na hora da angústia. Ninguém está isento de ser provado e duramente atingido pelas tempestades da vida, mas também ninguém está fora do cuidado e da bênção do Pai Celestial. Na história que Jesus contou sobre os dois homens que construíram casas, com e sem alicerces, a tempestade e a tragédia abateram igualmente em ambas as casas, mas só uma desabou. Se recolha no Senhor e encontre nele o seu porto seguro. Davi não brigou com aqueles homens, não mandou ninguém embora e não quebrou nenhum relacionamento, ao contrário, os liderou na busca e libertação de seus familiares e bens e obtiveram vitória. Transforme sua adversidade em motivação para conquistas maiores ainda. Fortaleça-se em Deus.

Pr Jason

Os Príncipes

Meditação do dia 02/11/2015

I Sm 29.6 “Então Aquis chamou a Davi e disse-lhe: Vive o Senhor, que tu és reto, e que a tua entrada e a tua saída comigo no arraial é boa aos meus olhos; porque nenhum mal em ti achei, desde o dia em que a mim vieste, até ao dia de hoje; porém aos olhos dos príncipes não agradas.”

Os Príncipes – Faz parte do imaginário de praticamente todo mundo, que príncipe, é uma pessoa de fino trato, educado, cortês, que se veste bem e tem um comportamento refinado, de uma elegância nobre e se for princesa então, é o sonho de todo mortal. Mas na prática, para por aí! Príncipe é uma autoridade, e dependendo da sua esfera de atuação, ele governa um território, representa um estado e podem até ser déspotas, ditadores e o reverso de tudo que idealizamos fantasiosamente. Em termos mais populares, príncipes, são políticos, como quaisquer outros, e como tais, precisamos nos armar de cuidados. A Palavra de Deus, fala bastante sobre esses personagens e suas intervenções nas vidas das pessoas, muitos são dignos mesmo do nome e do título, enquanto outros estão longe disso. Vimos esses dias, por exemplo, o príncipe Jônatas, filho do perverso rei Saul, e ele era um legítimo príncipe, com o melhor do que esta palavra significa. Ao seguir a história de Davi, que se tornou rei e o melhor e mais famoso dos reis de Israel, não teve a mesma honra com seus filhos, que foram briguentos, profanos, imorais, violentos e houve até caso de fratricídio. Uma árvore tão boa e produziu alguns frutos ruins. Não copiaram o pai. Uma citação interessante de cunho profético que me vem a memória é: “Ai de ti, ó terra, quando teu rei é uma criança, e cujos príncipes comem de manhã. Bem-aventurada tu, ó terra, quando teu rei é filho dos nobres, e teus príncipes comem a tempo, para se fortalecerem, e não para bebedice” (Ec 10.16,17). Quando a gente olha para Brasília, e olha para textos assim, a gente entende a razão de muitas coisas! Espiritualmente, príncipes, na Bíblia, simbolizam autoridades do mundo espiritual, tanto bons, quando maus, são os chamados “principados e potestades” que exercem influencia sobre as autoridades humanas e sobre a cultura e as práticas dos povos. “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Ef 6.12). Quando Cristo entrou em nossa vida, ele nos tirou de uma esfera de domínio, que cativa e escraviza o entendimento humano, mantendo as pessoas longe de Deus e da verdade de Deus. A salvação em Cristo, é resultado de uma grande batalha da verdade contra o engano, que impõe um estilo de vida de desobediência e resistência a Deus e ao bem. “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Ef 2.1,2). Davi era um representante do Reino de Deus, era um homem do bem e da retidão, era até da confiança do rei que o havia abrigado em seu asilo forçado, mas Davi não agradava aos príncipes. Mas os príncipes é que não eram bons e nem de Deus! Assim, não adianta esforçar-se para agradar ou acomodar a situação, o confronto é inevitável. Fique do lado do bem, e dos príncipes de Deus!

Pr Jason

Quando Deus se Cala

Meditação do dia 1º/11/2015

I Sm 28.6 E perguntou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.

Quando Deus se cala – O Senhor nosso Deus é um Deus comunicativo, que fala, se expressa e interage com seus filhos. A comunicação humana é derivada das faculdades divinas outorgadas na criação. Sendo que ele tem especial interesse em nós, é normal esperar uma comunicação de boa qualidade entre nós, suas criaturas e ele, o criador. O rei Saul, foi perguntar ao Senhor, porque já havia conversado antes com Deus e recebera instruções, correções e isso seria o normal. Ele era o rei que o próprio Deus estabelecera sobre o seu povo. Mas por que não houve resposta desta vez? Toda a Escritura Sagrada ensina coerentemente sobre o relacionamento divino com os homens e são princípios que não se modificam, uma vez que Deus não muda. Quando Deus se cala, há uma razão para tal e isso precisa ser meditado, contemplado e reverenciado com muito temor. Os homens querem fazer parecer que Deus está limitado a certos padrões que se encaixam em suas conveniências, de tal forma que ele é obrigado a falar, agir e ceder aos caprichos humanos. Isso não é verdade! Deus é soberano! Ele é auto determinante e não deve explicação a nada e a ninguém. Pessoas de pouco ou nenhum conhecimento sobre o caráter de Deus, acostumados à tradições ligadas ao paganismo, que cultivam relacionamentos com ídolos, costumam engendrar artifícios, para obrigar os “santos” a realizar seus desejos. Exemplo clássico disso no Brasil é as moças solteironas colocar “Santo Antonio” de cabeça para baixo até que ele lhes arrume um marido. Mas o Deus vivo a quem servimos, não é pequeno, fraco, manipulável assim. “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (At 17.24,25). Saul recebera varias e muitas palavras e instruções divinas e à muito tempo havia deixado de servir e obedecer a Deus. Ele perdera o respeito e o temor pela pessoa de Deus. É o clássico caso da pessoa que reconhece a Deus quando lhe é conveniente; tipo interesseiro –“o que eu levo nisso, o que eu ganho com isso, ou o que eu não perco com isso.” Agora, que ele estava velho, doente, mentalmente desequilibrado, atacado por remorsos e espíritos malignos o afligiam constantemente e vendo um exército enorme acampado em seu território pronto para trucida-lo, apavorado de medo, resolve então perguntar a Deus o que fazer! Deus não lhe respondeu, de forma alguma, de nenhuma das formas habituais, desde uma revelação pessoal por sonhos, ou sorteio (Urim e tumim – duas pedrinhas branca e preto, que se lançava e equivalia a sim e não, certo e errado, culpado e inocente etc), e nem por meio de um homem de Deus, um profeta. Por que Deus se calou? Provérbios afirma: “O Homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio” (Pv 291.). Pessoas com quem Deus fala, fala, corrige, corrige e ele se recusa a mudar de vida, chega uma hora que Deus se cala e logo em seguida vem o golpe final e fatal, sem chances! Chama-se “disciplina de Deus!” Para encerrar essa meditação, quero deixar a expressão paulina “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifar” (Gl 6.7). Isto é, de Deus não se zomba, com Deus não brinca!

Pr Jason