Meditação do dia 13/11/2017
I Co 15.46 – “Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.”
Natural e Espiritual – Verdadeiramente há muito o que aprender com Adão, a criação, as primeiras experiências humanas, sejam elas positivas ou não; pois podemos aprender em todo tempo e lugar e é com a nossa história de erros e acertos que construímos o que somos e podemos melhorar. Adão foi o primeiro, nem por isso menor, imperfeito ou digno de ser melhorado, longe disso, porque tudo o que Deus faz, trás a sua marca de perfeição, eternidade e selo de pronto em definitivo. Para minha meditação pessoal e pela generosidade de todos vocês, meus amigos que aceitaram me acompanhar, recebendo o texto, e assim podem não apenas ler, mas também refletir e chegar a novas conclusões sobre o que até então vocês pensavam e criam sobre aquilo. Como afirmei várias vezes em textos anteriores, não tenho aqui a pretensão de discutir teologia e doutrinas, mas buscar alimento devocional para a alma e o espírito; claro que isso não pode acontecer se houver erros doutrinários e fugir da sã interpretação da Palavra de Deus. Estou dizendo com isso, que todos vocês, e cada, tem a livre iniciativa e a liberdade de rejeitar o texto em parte ou no todo, segundo suas convicções sem que de forma alguma isso me ofenda. Isso aqui, é uma reflexão! Obrigado. Então Adão foi criado para viver e trabalhar no Jardim, mas o enredo todo envolvia relações com outras vertentes, pois ele logo ganhou uma esposa e é claro que isso demandava convivência e relações familiares, que geram responsabilidades, aprendizado, exercício de virtudes e habilidades; criatividade para prover o sustento e o conforto em todos os níveis, é daí que vem a engenhosidade humana, de ter que se adaptar e melhorar as condições; assim sendo o trabalho é uma fonte contínua de aperfeiçoamento, aprendizado, desenvolvimento de novas ferramentas e tecnologias, para facilitar a vida. Deixe eu exemplificar, criando uma peça de ficção sobre a vida deles no Paraiso, bem no início: “Quando eles tinham fome, pegavam uma fruta e comim, quando tinham sede, iam ao rio, ribeiro nascente ali perto e bebiam; quando dava vontade de tirar um cochilo, procuram uma sombra e relaxavam, etc. Imaginemos que os dois estivem fazendo algo juntos e então Adão dissesse: ‘Estou com sede, vamos beber água?’ Eva por vez dizia: não posso parar agora, traga água para mim’! Ele então se dirige à fonte, bebe, e enche as conchas das mãos e trás água para Eva; se perde um pouco no trajeto e fica pouca água, ele então tem que repetir o processo. Ele percebe que se pegar uma folha grande de certa planta, dá para fazer um espécie de copo e carregar água o suficiente para saciar e até sobrar; assim ele criou o protótipo do copo e da jarra. Posteriormente, com essa descoberta, podiam trabalhar, passear e ir mais longe da fonte de água, porque havia tecnologia e ferramenta para armazenar e transportar água; a cada nova necessidade, ele aperfeiçoava o que tinha e desenvolvia ou adaptava algo para uma nova função. Esse conceito pode ser aplicado a todas as áreas da vida.” É por aqui, que vejo Adão como o primeiro, o homem natural que é o nosso predecessor e desenvolvedor de todos os recursos naturais e provisionou naturalmente a vida humana para sobreviver e desenvolver-se. Como ele era natural, transmitia vida e conhecimentos naturais e todo adaptado a vida e a cultura terrena, necessária para cumprir a ordem divina de viver aqui, crescer e se desenvolver e multiplicar-se até encher toda a terra. Por isso as sociedades humanas que adotaram o trabalho escravo, nem sempre desenvolveram boas ferramentas e tecnologias, porque não faziam atividades e tarefas manuais e do cotidiano, então não viam necessidade de aperfeiçoar e produzir mais em menos tempo e com menor custo. As sociedades livres, que valorizavam a pessoa humana e onde o trabalho era bem visto e não com condição social para menos favorecidos, criaram ferramentas, tecnologias e máquinas que facilitavam a vida e o trabalho. Mentes criativas, produtivas, estão em constante atividades e investem muito tempo e habilidade para produzir soluções. Não é à toa que o sábio Salomão disse: “As mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza. Aquele que faz a colheita no verão é filho sensato, mas aquele que dorme durante a ceifa é filho que causa vergonha” (Pv 10.4,5).
Pai celeste, obrigado por ter criado Adão com tanta habilidade e capacidade e ele naturalmente desenvolveu-se para ser o provedor da raça humana, ainda que inicialmente eram poucas pessoas. Obrigado pelas pessoas trabalhadoras, criativas e inventivas, que procuram facilitar a vida de todos. Obrigado pelas mentes brilhantes que nos proporcionaram tantas facilidades e nos conectam uns aos outros e até nos permite estudar a tua Palavra de forma prática e acessível em qualquer lugar. Obrigado pelas incontáveis riquezas de glória e sabedoria que ainda estão por serem reveladas e nos tempos por vir, maiores e poderosas coisas ainda conheceremos. Obrigado, em nome de Jesus. Amém.
Pr Jason