Adão e a Árvore

Meditação do dia 18/11/2017

Gn 3.6 – E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.

 Adão e a Árvore – Quero lançar mão hoje de uma alegoria, para meditar em duas verdades cruciais da vida. Não sou lá muito adepto do dualismo do bem e do mal, do preto e do branco e etc… embora não descarto os bons ensinamentos onde duas verdades são propostas e na Bíblia muitas delas são muito preciosas, como as duas portas e os dois caminhos, as virgens prudentes e as loucas, os dois filhos do senhor da vinha, o filho pródigo e seu irmão e muitas outras. Hoje, estou pensando numa situação acontecida lá no Jardim do Éden, quando Adão e Eva, representando todos nós, diante de uma árvore declarada proibida por Deus e eles foram desafiados pela serpente a questionar a integridade do Criador e suas intenções; assim eles se viram diante de uma oportunidade de seguirem as instruções conhecidas e recebidas claramente ou adotar a nova proposta, vinda de alguém alheio ao seu ambiente e convivência, que sutilmente colocava o caráter de Deus em dúvida. Diante da grande decisão, à sombra da árvore, eles abriram mão da segurança da fé, para arriscar pela areia movediça da desconfiança e do lucro enorme da incerteza. Apostaram e perderam! Perderam muito! Só não perderam tudo, por causa da misericórdia de Deus e seu amor restaurador. Deus nos ama tanto e valoriza o que ele fez, por saber o valor que temos, de uma tal maneira, que para ele vale mais restaurar o estragado e corrompido, do que simplesmente destruir tudo e fazer algo inteiramente novo e esquecer o que se passou. Na narrativa do Êxodo Israelita, o povo se corrompeu de uma tal maneira e de uma forma quase irremediável, que a possibilidade de zerar tudo e começar de novo chegou a ser levado em conta por Deus. Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me, para que o meu furor se acenda contra ele, e o consuma; e eu farei de ti uma grande nação (Ex 32.9,10). À sombra da árvore do conhecimento do bem e do mal, Adão escolheu o egoísmo da satisfação própria e a auto glorificação, condenando toda uma raça, que viria por seus descendentes. Como ensinou o apóstolo São Paulo aos Corintios, há o primeiro Adão, mas também a o último Adão – um é alma vivente, o outro é espírito vivificante; um é terreno e o outro é celestial e qual o terreno, tais os terrenos, qual o celestial, tais também os celestiais; um natural e o outro espiritual. O Éden foi o Jardim de Adão, lugar de delícias e opções de escolhas que dariam prazer. O Getsemani, foi o Jardim de Jesus, o último Adão, lugar de agonia e oração intensa, lugar de escolhas e Jesus optou por Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua (Lc 22.42). Adão e Eva viram o quando a árvore era boa, apetitosa e aprazível e comeram. Jesus viu a nossa condição e se colocou não na sombra da árvore, não saboreando o fruto e nem se satisfazendo, mas renunciando a si, a sua vontade, a sua vida, crucificado até a morte e morte de cruz. Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados (I Pe 2.24).  Quero fazer da letra de uma antiga musica, cantada por Luiz de Carvalho, a minha oração de hoje: Madeiro Lavrado.

Cortaram madeiro, fizeram uma cruz para o meu Salvador
Madeiro lavrado, com pregos cravados, pesado ficou
Ele carregou a cruz, no caminho caiu
Mas Deus deu-lhe graça, morrendo na cruz
Por mim e por ti

Foi feita assim, a cruz do Salvador
Madeiro lavrado, com pregos cravados
Pesada ficou

Perante Pilatos Jesus foi levado como um malfeitor
Chegando a ele, olhando ao Mestre, assim perguntou
És o rei dos judeus? Disse Jesus: na verdade eu sou
O meu reino é eterno, não é desse mundo, daqui eu não sou

Chegando ao Calvário, pregaram na cruz, o meu Salvador
Com a coroa de espinhos, sua fronte sangrava, ao Pai suplicou
Transpassado de dor ficou o meu Salvador
Às três horas da tarde inclinou a cabeça e ali expirou

 

Pr Jason

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