Raquel Furtou Ídolos

Meditação do dia: 02/03/2020

E havendo Labão ido a tosquiar as suas ovelhas, furtou Raquel os ídolos que seu pai tinha.(Gn 31.19)

Raquel Furtou Ídolos – Fazer coisas ruins nunca é bom! Praticar atos errados em nome de um pseudo bem maior, crendo que os resultados justificarão os meios utilizados para se chegar lá, compensarão, é um engano. Um bem, em certas circunstancias pode se tornar mal, mas o mal em circunstancia alguma se tornará bem. Isso se parece com aquela ilustração de se amassar uma rosa, ela sempre deixará suas mãos perfumadas; mas amassar uma “Maria-fedida” (um inseto/planta), também deixará suas marcas. Os ancestrais dos hebreus, vieram da Caldéia (Região do Iraque atual), e alguns deles se instalaram em Harã e Abrão seguiu para Canaã seguindo as instruções de Deus para que deixasse sua terra e seus familiares. Alguma razão importante Deus tinha para pedir tal coisa do seu servo, pois seus propósitos estava em formar uma nação fundada sobre as bases de uma fé monoteísta sólida e atuante. Agora podemos ver resquícios do comportamento cultivados por eles, mesmo depois de anos de convivência com Jacó, e sendo ele homem de Deus e influente testemunha da fé e da aliança com o Todo-Poderoso. O que levou Raquel a fazer tal coisa? Furtar já não é bom; furtar os pais, fica mais baixo o nível do ato e furtar ídolos caseiros já é uma outra história. Por outro lado, façamos um exercício de tentar entender a mente de Raquel, para chegarmos a um possível entendimento; entendendo que não iremos concordar com ela, nem com o ato em si, quaisquer que sejam as razões. Ela estava partindo para Canaã, em caráter definitivo, pois este sempre foi o projeto de sua vida ao se casar com Jacó, que chegou em Harã, mas com passaporte carimbado para o regresso, mais dias, menos dias, eles iriam, e ela sabia disso. Sabemos que toda mudança causa incômodos, inseguranças e até medos; assim não seria estranho isso estar acontecendo com ela; Segundo alguns historiadores, os ídolos familiares fazia parte de um certo tipo de herança a serem passada para os filhos, para legitimar os bens familiares e a continuidade de tais cultos. Assim, Raquel pretendia manter os laços com o seu passado e suas raízes, além de adquirir ainda que furtivamente uma espécie de bênção paternal para sua vida em Canaã, pois também estavam saindo escondidos, fugidos por temor de que Labão os impedissem. Ídolos do lar, seria o equivalente na cultura brasileira, de pequenas estátuas de santos e ídolos religiosos, para veneração em casa, com seus devidos altares e os rituais domésticos a tais entidades. Além de furtar os ídolos do pai, ela também o fez às escondidas de seu marido e demais familiares da caravana; mui provavelmente ela já sabia que não teria a aprovação mesmo que fosse com permissão do pai. Sei que falar de ídolos entre os evangélicos é um tanto quanto esquisito, pois na sua maioria eles acreditam que isso é prática pagã, de quem realmente não tem uma experiência de novo nascimento e por isso atribuem tal prática somente a outras religiões não evangélicas. Contudo, porém, todavia, não é assim que as Escrituras distingue a prática de tais cultos. Tudo o que é amado, venerado, guardado e ocupa lugar no coração, lugar esse devido unicamente a Deus Pai, Filho e Espirito Santo, é idolatria. Sendo assim, pode se constituir um panteão de ídolos por colocar, marido, esposa, filhos, namorados (a), estrelas da TV e Cinema; astros do esporte, além das coisas inanimadas como dinheiro, trabalho, profissão, títulos, objetos de coleção, prestígio, fama, poder e uma infinidade de coisas que vem sempre acompanhado da frase: “Isso é a minha vida!” Uma ilação que se pode fazer no caso de Raquel e aplicar aos tempos modernos, é que essa prática em muitos casos, vem “da casa dos pais.” Em tantos textos bíblicos que combatem práticas idólatras, eu me contento com apenas uma: Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém (I Jo 5.211). Leio esse versículo sempre com a imagem de uma placa de transito numa rodovia, “Curva Perigosa;” Não existiria essa advertência, se não houvesse de fato uma curva com alto grau de perigo. Então porque João diria para os cristãos se guardassem dos ídolos?

Senhor Deus e Pai, somente tu és digno de toda adoração, louvor, honra e glória. É para ti o nosso culto e o desejo dos nossos corações, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s