Incoerencia ou Ignorancia?

Meditação do dia: 17/12/2022

“Não é esta a palavra que te falamos no Egito, dizendo: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois que melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto.” (Ex 14.12)

Incoerência ou Ignorância? – Nada do que estamos presenciando nessas experiencias dos israelitas no preparo para saírem do Egito e na própria saída é algo tão irreal e absurdo, quando pensamos sem termos espirituais. A lógica seria bem diferente, mas quem diz que a vida espiritual tem uma lógica semelhante à matemática? Por outro lado, também estamos lidando com experiencia humana e o ser humano é como sabemos, afinal, nós também somos humanos e convivemos conosco mesmo e tem dias que é difícil tolerarmos a nós mesmos e nem vamos falar dos demais participantes de nossos círculos sociais! Outro detalhe que me chama a atenção, pode ser que muitos não concordem comigo, mas isso também é bom, pois as conclusões que fazemos de muitos temas, tem à ver com a nossa experiencia e vivencia, portanto os resultados podem ser diferentes; estou falando de uma realidade que deve ser levado em consideração, pois muitas pessoas e líderes entre o povo de Deus no Antigo Testamento, eram verdadeiros adoradores, comprometidos de corpo, alma e espirito na sua fé e prática; poderíamos utilizar para eles a experiencia da Nova Aliança que chamamos de conversão e novo nascimento. Outros tantos, porém, viviam na sombra da fé dos pais e familiares e seguiam uma prática de vida e fé que era o centro da vida da família, clã, tribo e nação, mas elas mesmas não tinham uma experiencia íntima espiritualmente falando. Como todos faziam parte de uma aliança com Deus e tinham certas obrigações espirituais, rituais de fé, comprometimento social e cultural alinhados com os termos da aliança, eles então simplesmente seguiam a corrente, andavam de acordo com o fluxo e quando tudo está indo bem e ou dentro de uma normalidade, isso não aparece e não destoa; mas quando aparecem as provações, perseguições e ou situações onde se tem de andar pela fé e exercitar a fé, aí sim, separam-se os meninos dos homens. Pense num paralelo desse texto para o nosso contexto de igreja: Tudo vai bem, todos participam, celebram, cooperam até que… temos presenciado algo que não faz sentido para nós, que é alguém de raiz cristã, evangélica, e de repente se afasta, depois se volta para um tipo fé totalmente oposto a tudo que ela cria e pregava. Aqui, os israelitas que oraram e pediram à Deus por livramento, agora estão dizendo que preferiam ter ficado como escravo no Egito. Para muitos, se acomodar com a condição de vida ruim é preferível do que aventurar-se a tomar novas iniciativas e assumir a responsabilidade por mudanças. Ser escravo é ruim, mas tem alguém que diz o que fazer, quando fazer, quanto fazer e quando parar… alguém providencia os poucos recursos de que se precisa e comportando bem, dá para seguir… é o que pensam. O pecador não convertido, vive dentro de uma esfera de religião, onde alguém responde por ele diante de Deus e intercede e dá as garantias que sua alma enganada e iludida se acomoda, pois ela é obediente e tá fazendo como manda a tradição. O novo nascimento faz com que tudo se torne novo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Esse tudo novo, é de fato tudo novo e não tudo novo mas do mesmo jeito. A pessoa é salva, perdoada, justificada, liberta, santificada, recebe o Espírito Santo e o seu poder para viver e ser testemunha do Evangelho e os dons, ou as ferramentas necessárias para desenvolver a sua salvação. “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor (Fp 2.12 ARA). Nossa vida pertence ao Senhor, mas ficamos como mordomos dela, fiéis depositários e compete a nós dirigi-la e otimizar os resultados. Lembram-se da parábola dos talentos? Os acomodados não gostam disso, é muita responsabilidade. Quantos dentro da igreja, não querem crescer; não querem assumir responsabilidades; preferem ir na sombra e carregados pela massa da igreja. É estatisticamente comprovado a lei dos 80/20: 80% dos membros de igreja são servidos e carregados pelos 20% que trabalham e produzem. Pode observar, que nas comunidades, em torno de 20% apenas de participantes, fazem todo o trabalho e ocupam todas as funções produtivas. A igreja faz tudo isso no mundo com apenas 20% de pessoas comprometidas, imagina o que não faria se mobilizasse 40%, 50%?

Senhor, obrigado pela nossa salvação e libertação, que recebemos pela graça através da fé, sem merecimento nosso. Não nos arrependemos e nem queremos voltar atrás, mas queremos nos consagrar mais e mais e elevar o nosso nível de serviço em amor e fé, como culto e gratidão ao Senhor por tudo que fez por nós, agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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