Jetro e Zípora

Meditação do dia: 22/04/2023

“E Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, a mulher de Moisés, depois que ele lha enviara,” (Ex 18.2)

Jetro e Zípora – Familia é algo maravilhoso, complexo, mas que está entre as prioridades da vida humana. Sem uma família, nos sentimos incompletos, carentes e o preço pela solidão é muito alto. À menos que alguém receba uma vocação para o celibato, comprometido com um ministério especial, dentro da perfeita vontade de Deus, escolher não ter uma família, é uma escolha muito triste. Jetro tinha uma família grande e acolhedora, que recebera a Moisés e o incluiu na sua rotina e o treinou para uma missão de grande valia para os propósitos de Deus, que seria abençoador para todas as demais famílias da terra. Gosto de pensar nessa passagem, como aquele tipo de experiencia que faz com que a gente esquente a cuca, pensando se tomamos algum atalho, demos algum passo errado ou fizemos alguma escolha que nos tirou do caminho proposto. Moisés saíra de Midiã, em companhia da esposa Zípora e os dois filhos, para irem ao Egito, encontrar com seus familiares e liderança dos hebreus e confrontar Faraó quanto à libertação dos israelitas. Tudo isso era trabalho a ser feito em família. Afinal, eles agora formavam uma família, abraçaram uma fé e acolheram o chamado do líder e deveriam compartilhar juntos das experiencias que viriam. Para Zípora e os filhos, um dia isso teria que acontecer, pois se casara com um forasteiro que nunca abriu mão de quem era e do que deveria fazer. Cientes disso, ela e os filhos esperavam dia de começarem a jornada das jornadas. Foram até uma parte do caminho e numa estalagem onde se hospedaram, alguma coisa mudou tudo o que estava planejado e Zípora e os meninos tiveram que voltar a Midiã e ficar com Jetro até segunda ordem. Confesso que se fosse comigo, eu teria muito o que pensar e a decisão não seria fácil. Se aquela estalagem foi um divisor para a vida de Moisés e sua família, ela deve representar algum de tipo de ruptura em nossa jornada, na consagração e na caminhada rumo a assumir a posição que sabemos ser a vontade de Deus para nós no momento. Já passamos por essa meditação quando Moisés estava à caminho do Egito; agora estamos olhando para a presença da pessoa de Jetro na vida, família e ministério de Moisés e sua influencia no povo de Deus. Então, ele teve que receber a filha e os netos para ficarem sob sua guarda até uma próxima ordem. Ali estava Jetro novamente, disponível, receptivo e abençoador. Não é humor negro, mas ali estava de volta os que não foram!

Senhor, obrigado pelos nossos familiares que compartilham das nossas experiencias e em algumas situações eles são os instrumentos que nos acalmam e nos dão o suporte necessário para prosseguirmos e nos sentirmos seguros até uma segunda ordem do Senhor. Mesmo quando não entendemos o porque precisamos nos separar dos nossos familiares e seguir por algum tempo numa experiencia solo, podemos saber que somos abençoados por ter pessoas que nos amam, nos respeitam e entendem a nossa missão e estão abertos a acolher e ajudar. Somos gratos por eles, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Vai Em Paz

Meditação do dia: 21/04/2023

“Então foi Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Eu irei agora, e tornarei a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai em paz.” (Ex 4.18)

Vai Em Paz – No Novo Testamento conhecemos a verdade bíblica, que Deus usa as coisas pequenas, frágeis, pouco valorizadas, para confundir as que se ostentam e se apresentam como poderosas, sábias e em posição de destaque. Nas palavras do apóstolo São Paulo: “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são” (1 Co 1.27,28). Mas isso não apareceu apenas nos tempos da igreja e sim, desde a eternidade, é princípio eterno. Moisés fora um príncipe egípcio, uma posição social de maior destaque no mundo daquela época. O Egito era o mais forte império naqueles dias e os seus reis eram venerados como se fossem deuses. Mas de repente, tudo isso ruiu por terra e Moisés não passava de um fugitivo, sem prestígio, sem paradeiro, honra ou respeito. Foi parar numa terra distante, numa tribo nada significante e viver quase que de favor com um homem que lhe ofereceu abrigo e ele passou a servir numa posição de trabalhador braçal, cuidando de ovelhas que nem dele era. Todo o exterior, toda a aparente postura de homem poderoso, lhe fora tirado e recomeçou sua vida, como se fosse apenas a oportunidade que um condenado ganhou de sobreviver em troca de serviço. Mas por dentro, a essência daquele Moisés, era a mesma de que fora criado por Deus e dado àquela família de hebreus, que fez de tudo para sustenta-lo vivo, acreditando que poderia vir a ser alguém que cumpriria um destino muito promissor, não apenas para si e sua família, mas para toda a nação. Jetro, que era apenas um modesto criador de ovelhas com a ajuda das filhas e servia de sacerdote para algumas poucas pessoas que cultuavam o Deus Criador, mas num lugar tão distante, tão remoto, tão insignificante que não teria como fazer diferença alguma numa grande causa. Será? Ainda que Moisés pensasse assim, como muitos de nós pensamos ainda nos dias de hoje, já no século XXI, que para ser e fazer alguma coisa importante, seria preciso… teria que estar em… teria que ter…. Deus ainda é o Senhor de tudo e de todos! Ainda está no controle e nada é tão distante, pequeno, indiferente ou insignificante estando em suas mãos e sob o seu propósito. Moisés teve uma grande experiencia com Deus, descobriu seu chamado, sua verdadeira vocação e qual seria a sua missão de vida e voltou para Jetro que o acolhei com tanta piedade e zelo, como no dia em que ele ali chegara, assustado, desconfiado e sem certezas de coisa alguma. Jetro lhe disse “Vai em Paz!” quanto peso de bondade poderia conter essas palavras? Como elas foram acalentadoras para Moisés? As coisas grandes de Deus estão reservadas em condições que é exigem humildade, quebrantamento e pureza de coração para compreender e liberar o acesso. O chamado e o ministério eram de Moisés, mas a bênção de Jetro fazia todo sentido. A lição aqui é que mesmo os grandes, precisam reconhecer o papel daqueles que Deus colocou nas suas vidas para momentos especiais. Precisamos da aprovação de pessoas aprovadas e sabem o lugar delas e sabem o momento de liberar a bênção para que as coisas comecem a acontecer.

Senhor, graças te damos pelas pessoas que liberam a bênção delas e ali está contido a tua bênção também e o momento certo para se dar os próximos passos. Obrigado pelas pessoas que reconhecem suas próprias chamadas, mas reconhecem também as pessoas em autoridade que foram colocadas sobre elas ou ao lado delas para abrir as portas e facilitar os acessos. Graças, por essas vidas, que nos abrem as portas e nos deixam ir em paz para realizarmos o nosso chamado e elas se realizam com a bênção acontecendo em nossas vidas. Oro por elas e para os seus serviços sejam reconhecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés Voltou Para Jetro

Meditação do dia: 20/04/2023

“Então foi Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Eu irei agora, e tornarei a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai em paz.” (Ex 4.18)

Moisés Voltou Para Jetro – O propósito de Deus para seus filhos é que tenham uma vida normal, sem altos e nem baixos de forma descoordenadas. Certamente pelas nossas limitações humanas, um sentido ascendente é preferível que linear plano ou em sentido declinante. Sendo Deus a prioridade e ocupando de fato esse lugar e essa condição, as promessas garantem uma estabilidade. Quando olho o que está descrito no Salmo primeiro, é isso que eu vejo. Quando olho para o Salmo quinze, vejo estabilidade e segurança. Estou dizendo que a normalidade da vida cristã, deve ser buscada e cultivada com diligencia. O fervor da fé não tem muito de fanatismo, extremos e exageros; mas as prioridades nos devidos lugares, o espiritual acima do material e eterno buscando com afinco à despeito do passageiro e temporal. Quando olhamos para aquela chave dourada que Jesus deixou no sermão do monte, “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33); estamos vendo Deus falando sobre o que de fato faz sentido e o que é necessário para seguirmos em boas condições. Foi o Criador que nos fez tal qual somos, providenciando antecipadamente todas as reservas necessárias ao bem-estar das suas criaturas. Todas as necessidades humanas, físicas, alimentares, emocionais, intelectuais, espirituais, descanso e recondicionamentos, reposição de energias e outras mais, estão contempladas na provisão divina. Precisamos trabalhar e exercitar os talentos e habilidades para produzir e desenvolver todo o nosso potencial e suprir as demandas individuais, familiares, sociais e globais. Mas isso não precisaria ser tão difícil como tem sido e nem tão desigual, produzindo anomalias e desregramentos, com exageros e desperdícios. O equilíbrio é o grande desafio da vida. Hoje, na meditação, encontramos uma pessoa tendo uma grande experiencia espiritual bem no meio de sua jornada de trabalho. Isso significa que do ponto de vista de Deus não há distinção entre sagrado e secular, hora de trabalho e hora de cultivar relacionamento com Deus. O Criador, Senhor de tudo, tem primazia sobre nossas atividades. Após aquela grande experiencia, ele ainda tinha que cuidar do rebanho do sogro, leva-las em segurança e compartilhar com alguém maduro o suficiente para lhe orientar e apoiar. Moisés tinha Jetro, que sabemos ser o tipo de pessoa, de pai, de sacerdote e conselheiro que realmente estaria à altura para servir naquele momento. Jetro era quem era, mas Moisés precisa reconhecer e valorizar isso e foi o que ele fez. Quando você passa por alguma experiencia grande, acima do nível até então experimentado, você tem para quem voltar? Você reconhece as pessoas que Deus colocou na sua vida, para dentro da normalidade de acompanhar e quando surgir algo novo, elas podem ser o elo de ligação entre o que é até agora e o novo que irá começar? Quando atendemos um novo chamado ou chegamos a uma nova compreensão, precisamos de pessoas que nos acolha e nos transmita a segurança necessária. Feliz de quem tem um Jetro, para voltar e dizer que algo novo está se aproximando e entende que Deus está agindo para algo maior e preciso seguir nesse caminho. É para isso que os Jetros servem!

Senhor, obrigado porque podemos ouvir a tua voz, discernir a tua vontade, mas é preciso receber as confirmações que nos farão bem e darão segurança. Todas as pessoas boas e amadurecidas que fazem parte das nossas vidas, estão ali por razões que podem ir muito além da nossa compreensão atual. Também as pessoas mais novas, mas espirituais e tementes ao Senhor exercem importantes papeis no modo como o Senhor conduz o teu governo. Obrigado pelo Corpo de Cristo, pessoas como nós, com experiencias contigo como as nossas, bênçãos e apoio estratégicos para os momentos decisivos. Obrigado por todos eles. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Jetro, o Dono do Rebanho

Meditação do dia: 19/04/2023

“E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe.” (Ex 3.1)

Jetro, o Dono do Rebanho – Já passamos por esse texto dos capítulos iniciais do livro de Êxodo, quando estávamos estudando a vida, o chamado, o preparo e o ministério inicial de Moisés. Retornamos ao texto agora pela pessoa de Jetro, que aparece aqui como o dono do rebanho pastoreado por Moisés, o genro do sacerdote de Midiã. Em termos de tempo corrido, estamos falando de aproximadamente quarenta anos, desde a chegada de Moisés na casa de Jetro e se alojado ali, encontrado abrigo, apoio, se casou e teve dois filhos. Durante todo esse tempo, o ex-príncipe do Egito se tornara um pastor de ovelhas naquelas terras desertas de Midiã. Mas hoje não falaremos de Moisés e suas experiencias, queremos pensar no outro lado da história, não o lado do herói, ou personagem principal do enredo, mas, digamos, na parte do coadjuvante. Jetro era um criador de ovelhas e cabras, e desse ofício sustentava a sua família, mas também servia como sacerdote ali naquela cidade ou aldeia onde vivia. Nossa cabeça ocidental acostumada com cidades grandes, igrejas com templos suntuosos, onde eles exercem um papel tão importante que em muitos casos se tornam até mais importante do que a própria igreja. Em certos casos foram construídos para congregar milhares de fiéis, que não foram tão fiéis assim e deixaram aquela casa entregue à solidão, com apenas poucas dezenas de pessoas que aparecem para cultuar. Exteriormente, quem passa ainda olha admirado e diz: “que igreja grande!!” Jetro, provavelmente seria um sacerdote do Deus Criador, para um contingente pequeno de parte daquela população, especialmente os de origem semita; até pode ser que todo o seu público poderia se resumir em sua família e servos de sua casa. Na minha vontade de aprender, olho para um senhor de cabelos grisalhos, paciente, gentil e dono de um pequeno rebanho, que agora está sob os cuidados de um genro estrangeiro, ou não, mas de criação nobre, que teve que renunciar tudo para aprender o básico, o simples, até estar em condições de conhecer a Deus. A vida, o rebanho, a família e a hospitalidade daquele ancião, estivera à serviço da obra de Deus para treinar alguém para uma grande tarefa, que consumiria a terceira parte de quarenta anos de sua vida. Não conseguimos imaginar Israel, os hebreus no velho Egito, sem a figura de Moisés, pronto para libertá-los. Igualmente não podemos imaginar um Moisés pronto, sem a figura de um Jetro, um pacato sacerdote de uma família num vilarejo distante. Na verdade, sem a bondade de Deus, nem conseguimos imaginar coisa alguma significativa em nossas vidas. Somos o que somos, temos o que temos e fazemos o que fazemos, por causa da bondade divina revelada a nós em Cristo Jesus. O deserto, a vida antiga frustrada, o começo de algo que nos parece insignificante, na verdade, Deus preparou o lugar, as pessoas e os meios para trabalhar em nossas vidas. Louvamos ao Senhor, por Jetros, Midiãs, desertos e pessoas que entraram e nos moldaram e nos abençoam até hoje. Aprendemos como Moisés, cuidando do rebanho dos outros, aprendendo com eles, até entrarmos em nossa verdadeira missão de vida.

Senhor, Obrigado, por providenciar tudo o de que precisamos para o nosso treinamento para servirmos primeiramente ao Senhor, servindo às pessoas a quem tu amas e estás trabalhando nelas e somos parte dessa agir. Graças damos pelos irmãos de caminhada que entraram em nossas vidas e permitiram que pudéssemos caminhar com eles e aprender e servir e sermos servidos também. Obrigado, Espirito Santo, pela vocação e treinamento que temos recebido de ti. Agradeço, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Jetro, o Hospitaleiro

Meditação do dia: 18/04/2023

“Ora Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel seu povo, como o SENHOR tinha tirado a Israel do Egito.” (Ex 18.1)

Jetro, o Hospitaleiro – Há adágio antigo que diz que só conhecemos bem uma pessoa depois comer um saco de sal com ele. Nesse antigamente, no interior, as famílias compravam o sal que vinha embalado em sacos, que deveria conter de 30 a 50 kg. Como o consumo de sal é de poucos gramas por dia, imagina quanto se levaria para comer um saco de sal? Estou abrindo essa meditação com essa volta salgada ao imaginário sertanejo do interior do Brasil, para nos trazer ao que realmente nos interessa, sobre a vida e a pessoa do nosso querido Jetro, o sogro de Moisés. Lá no capitulo dois do livro de Êxodo, quando esse distinto sacerdote entra na narrativa bíblica e na vida de Moisés, encontramos no versículo vinte a seguinte descrição: “E disse a suas filhas: E onde está ele? Por que deixastes o homem? Chamai-o para que coma pão.” Isso demonstra que era ele uma pessoa educada, hospitaleira e agradecida por ter recebido um favor que lhe fora feita por alguém que agiu em defesa de suas filhas. Moisés ajudou na defesa das meninas e ajudou a dar água ao rebanho de um até então desconhecido. Como devia rezar a tradição dos bons costumes, as moças não se envolveram em maiores relacionamentos com um homem estranho, com ares de viajante, embora parecesse educado, gentil e prestativo, até interferindo numa rusga local por prioridade de água do poço para os rebanhos. Hospitalidade é uma qualidade apreciada em toda a sociedade humana, de todas as culturas e embora cada uma delas tenham lá as suas convenciencias, ser hospitaleiro, em alguns lugares é algo levado muito à sério e faz parte das cortesias que se deve cultivar e assim demonstrar civilidade e bons modos. O escritor aos Hebreus cita essa virtude como algo que os cristãos deveriam se esforçar na prática, porque além das serventias sociais e humanitárias, pode ser um caminho para grandes possibilidades espirituais. “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos” (Hb 13.2). Pelo bom hábito de servir as pessoas e hospedar aqueles que passavam de viagem, muitos deles cansados, famintos, doentes ou desorientados sobre os caminhos e os percursos a serem feitos, entre os tantos que Jetro porventura já hospedara, agora chega alguém que na verdade estava sendo conduzido a ele por Deus para um tratamento e também uma forma de serem bênçãos um na vida do outro. Aquele convite feito através das filhas, como forma de demonstrar apreço e gratidão pela ajuda, seria um momento para o forasteiro se alimentar, descansar e quem sabe seguir seu caminho. Uma boa amizade poderia surgir dali e de alguma forma Jetro poderia retribuir a gentileza recebida. Nenhum dos dois se sentira obrigado a fazer o que fizeram, mas ambos se viram agraciados pela bondade de outra pessoa completamente desconhecida. Na verdade, estamos falando de dois homens de Deus e da forma como eles “casualmente” se encontraram pela primeira vez. Eu tenho uma história de vida vivida fora e longe da casa dos meus pais e sei e posso falar com muita gratidão de muitas pessoas e famílias que me foram acolhedoras, me favoreceram e cuidaram de mim. Pude também utilizar minha casa e minha família para oferecer apoio e ajuda a outros que tal qual eu, estavam longe de suas bases, ou à trabalho ou pela causa do reino de Deus, como obreiros, seminaristas e outros mais. Meus pais sempre foram muito hospitaleiros e calorosos com pessoas nessas condições, sem falar na cultura do Centro-Oeste brasileiro que predomina a simplicidade e gentileza em receber visitas e onde todos são bem-vindos e onde come um, come dez e sempre cabe mais um, é só botar mais água no feijão. Meus com a vida moderna, com tantos hotéis, pousadas, pensões, abrigos beneficentes, hostels e hospedagem por aplicativos, ser hospitaleiro é uma qualidade de valor espiritual e o povo de Deus precisa praticar isso com todos e em todas s possibilidades. Jetro, acabou ganhando um genro, e que genro?! Moisés teve mais que uma acolhida e uma família! Nós ganhamos tudo o que resultou disso e devemos ser muito agradecidos por isso.

Obrigado Senhor, pela aprendizagem através das boas virtudes do teu servo Jetro, que foi atencioso para com Moisés, mas na verdade, ele estava à seu serviço e na tua infinita sabedoria, estavas cuidando de tudo e providenciado o que todos eles precisavam e no momento certo. Sou grato por cada pessoa, família e igreja que cuidou de mim fazendo um serviço muito especial. Obrigado por esses amigos e que eles sejam sempre abençoadores e abençoados pela generosidade e hospitalidade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Jetro de Midiã

Meditação do dia: 17/04/2023

“Ora Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel seu povo, como o SENHOR tinha tirado a Israel do Egito.” (Ex 18.1)

Jetro de Midiã – Passaremos uns bons dias meditando e aprendendo com esse amável senhor, sacerdote de Deus em Midiã. No registro inicial, onde ele é citado pela primeira vez, está descrito: E o sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram tirar água, e encheram os bebedouros, para dar de beber ao rebanho de seu pai (Ex 2.16). Algumas peças do quebra-cabeças não aparecem e não são citadas nos textos sagrados de forma direta, e isso exige calma na interpretação e estudo. Por exemplo: aqui é dito que ele tinha sete filhas, que cuidavam do rebanho, mas não fala sobre uma esposa e ela não aprece em nenhuma outra citação; podemos presumir que talvez fosse viúvo e que cuidava ele mesmo das filhas, pois todas eram solteiras até que uma fora dada como esposa à Moisés. Também não fala sobre um filho homem, mas posteriormente isso aparece vinculado à história dos israelitas. “Disse então Moisés a Hobabe, filho de Reuel, o midianita, sogro de Moisés: Nós caminhamos para aquele lugar, de que o Senhor disse: Vo-lo darei; vai conosco e te faremos bem; porque o Senhor falou bem sobre Israel. Porém ele lhe disse: Não irei; antes irei à minha terra e à minha parentela. E ele disse: Ora, não nos deixes; porque tu sabes onde devemos acampar no deserto; nos servirás de guia. E será que, vindo tu conosco, e sucedendo o bem que o Senhor nos fizer, também nós te faremos bem” (Nm 10.29-32). Toda história tem sempre um contexto, o fato de não sabermos todos os detalhes, não anula as verdades e tudo que levou até aquele momento, quando a cena nos aparece. Jetro e Moisés eram desconhecidos um para o outro e tinham vidas distintas até que um acontecimento colocou Moisés no caminho e na vida de Jetro. Mesmo para os padrões daquela antiguidade, deve ter sido dias muito difíceis e de adaptação complicada para os dois lados. Jetro tinha suas atividades, sua propriedade e com o auxílio das filhas, cuidava do seu rebanho e não sabemos sobre os planos daquela família para um futuro. Mas a chegada de um forasteiro, fugitivo da corte egípcia mudou tudo em torna daquela família. Jetro ganhou um genro e Moisés ganhou um discipulador, um mentor para que durante os próximos anos, aquele de fato era descendente direto de Abraão e nascido para libertar o seu povo do cativeiro, viesse a conhecer o Deus de seus antepassados e experimentar uma nova fase de seu treinamento. Ele passara os primeiros quarenta anos de sua vida servindo e sendo moldado na corte de faraó e agora acabara de se matricular na chamada “Escola do Deserto,” onde Deus costuma graduar os seus principais obreiros; seriam apenas os próximos quarenta anos (mas não conte isso a Moisés, pois achará muito tempo e ele tem outros planos). Quero compartilhar com vocês, as chaves espirituais que podemos conhecer aqui. O tempo e o lugar dos propósitos de Deus para nossas vidas, fica à cargo dele. Somos apressados e nem sempre concordamos com os métodos de Deus e por isso mesmo ele prefere não nos contar muita coisa antecipadamente. Como não conhecemos o futuro, poderemos sim, confiar na sabedoria e na capacidade de Deus coordenar todas as coisas na nossa vida. Quando estiver na hora, as portas se abrem, os recursos aparecem e as coisas acontecem. Nada antes do tempo! Nada depois do tempo! Tudo no tempo de Deus! É um exercício de fé!

Senhor, estamos aqui, hoje, agora, vivendo esse momento presente de nossas vidas, por obra e graça da tua bondade. Reconhecemos a nossa pequenez diante dos desafios, mas também reconhecemos a grande capacidade que o Senhor tem de transformar desafios em soluções, necessidades em suprimentos e oportunidades. Agradecemos pelas pessoas que já estão à postos esperando para nos abençoar assim que chegarmos ali. Te louvamos e bendizemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Jetro, Sacerdote de Midiã

Meditação do dia: 16/04/2023

“Ora Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel seu povo, como o SENHOR tinha tirado a Israel do Egito.” (Ex 18.1)

Jetro, Sacerdote de Midiã – Sabemos bem pouco sobre a vida desse homem de Deus, que como tantos outros estrangeiros serviam ao Deus Criador e foi um instrumento para abençoar o povo de Deus. Sabe-se que  ele pertencia a uma tribo semita que fixou moradia no território de Midiã e que há muito tempo serviam ao mesmo Deus de Abraão e os hebreus, servindo de sacerdote na sua região. Ele foi a pessoa que abrigou a Moisés quando fugitivo do Egito em terras estranhas. E o sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram tirar água, e encheram os bebedouros, para dar de beber ao rebanho de seu pai (Ex 2.16). Ao meditarmos nessa passagem bíblica, estaremos percebendo o grande cuidado de Deus com as nossas vidas e com os nossos chamados de servir ao seu povo. Muito antes de nascermos, Deus já estava criando e fazendo coisas que serviriam para determinados propósitos, que só no devido tempo se revelarão oportunos. Aqui está um homem, pai de família, sacerdote de Deus, vivendo numa terra distante, servindo a Deus e cultivando um estilo de vida de adorador, com certeza sendo minoria e sem ser reconhecido e até respeitado. Aqui está um exilado, que deixava para trás uma vida de luxo e importância, para se esvaziar de si mesmo e aprender as lições básicas da vida, para um dia pudesse voltar a ter significado e realizar uma importante missão, que lhe estava destinada muito antes dele nascer. Muitas pessoas envolvidas nessa trama, não se conheciam, nunca se viram e nem viriam a se encontrar, mas que alimentavam uma mesma esperança, oravam a um mesmo Deus e confiavam nas Palavras que lhes foram passadas de geração em geração. Tudo o que sei a meu próprio respeito, não é necessariamente toda a verdade. Tudo o que não sei, não significa que não exista ou que não faça sentido. É justamente por isso que o justo deve viver pela fé. “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé” (Rm 1.17). Entre tantas terras, tantas tribos, montes e vales com estradas de mercadores e trilhas utilizadas por pastores, exércitos e povos nômades, como Moisés se dirigiu exatamente por aquela que lhe conduziu àquele povoado midianita? Como ele chegou àquele povo, bem à tempo de recepcionar as moças pastoras, que ali vieram? Elas vieram mais cedo para evitar problemas com os demais pastores locais, mas ainda assim, eles interferiram e precisou da intervenção do forasteiro, que viu uma situação de desigualdade e injustiça, que não importava a terra, cultura ou costumes, ele precisava intervir e ajudar? Ele fez o que acreditava ser o certo a fazer e isso abriu-lhe as portas por onde sua vida faria sentido de agora em diante. Tudo aquilo propositalmente aproximaram dois homens, servos do mesmo Deus e com ministérios distintos mas necessários um ao outro. Quanto mais conhecermos a pessoa de Jetro, tal qual Moisés, mais veremos o seu valor e sua importância. Será um tempo de reconhecermos as pessoas que Deus colocou em nossas vidas, que fizeram toda a diferença. Pense nisso!!

Senhor, obrigado por estudarmos a tua Palavra, observando a vida de Jetro, como ele foi bênção na vida de Moisés e através disso, cooperou para tantas coisas boas que veio acontecer com o povo hebreu e com o teu projeto, que perpassa o tempo e a eternidade. Obrigado pelas pessoas maduras que já andavam com o Senhor antes de as conhecermos e como elas foram bênçãos para nós e muito do que somos e fazemos depois desse encontro, devemos creditar a elas a influência e o treinamento que fizeram conosco. Somos gratos por cada uma delas, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Guerra do SEnhor

Meditação do dia: 16/04/2023

“E disse: Porquanto jurou o Senhor, haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração.” (Ex 17.16)

Guerra do Senhor – Já escrevemos que um dos benefícios de se estudar a história, é para que os erros do passado não se repitam. É uma boa frase, uma boa filosofia, mas nem sempre aprendemos da primeira vez ou parece que os ciclos tendem a se repetir de quando em quando. Para os estudiosos da Palavra de Deus, aprendemos lições à partir das experiencias daquelas pessoas que viveram antes de nós e trilharam caminhos que nem sempre teremos as mesmas experiencias. Contudo, a jornada deles trás luz e esclarecimento para os nossos dias. Em linhas gerais, o enredo não varia muito, pouco se altera e os princípios permanecem ali para serem identificados e observados. Do outro lado, o inimigo espiritual de todos os adoradores de Deus, tem milhares de anos de experiencias de tentar e provocar males e ele não altera muito as suas táticas, embora elas evoluam e se modernizem, mas via de regra, troca-se apenas a coleira, o cão permanece o mesmo. Abordei superficialmente esses dias atrás sobre esse episódio da guerra contra amaleque e hoje, vou pincelar mais alguns conceitos, que me chamam a atenção e acredito que possam também servir de instrução para muitos dos amados irmãos. A guerra ali era totalmente espiritual – foi uma guerra do Senhor contra amaleque e o contingente humano, poderíamos até dizer, que eram meros figurantes. O bem contra o mal, o povo de Deus contra o exército de saqueadores. Uma das razões de Deus não ter conduzido a Israel por um caminho mais curto para a Terra Prometida. “E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte ao Egito” (Ex 13.17). Foi exatamente para não desanimarem ao serem confrontados pelos inimigos em combates; eles não tinham experiencias militares e nem treinamento e teriam que se organizar, para futuramente ser uma nação, tem quem um exército e responde às suas necessidades de defesa e conquista. Após o desfecho contra as hordas amalequitas e a celebração da vitória, foi registrado tudo para memória do povo e também para que Josué e os combatentes soubessem de fato, o que acontecera enquanto eles lutavam. Amaleque fora destroçado e posteriormente, já nos tempos do Rei Saul, veio a ordem para exterminar de vez com aquela tribo de saqueadores impiedosos. “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eu me recordei do que fez Amaleque a Israel; como se lhe opôs no caminho, quando subia do Egito. Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos” (1 Sm 15.2,3). Essa situação é na casa de duzentos anos depois da primeira, lá no deserto. Deus disse e mandou Moisés registrar que haveria guerra do Senhor contra amaleque de geração em geração. O rei Saul não seguiu as regras do combate e custou-lhe o reino. Esse combate espiritual permanece, geração após geração no povo de Deus. O maligno persiste em atacar os peregrinos em jornada e especialmente quando cansados, desanimados, em crise e ou após uma grande conquista. A Igreja do Senhor Jesus nunca teve temporadas longas de paz e prosperidade, sem ser atacada, por dentro ou por fora. Mas a igreja segue caminhando, segue caminhado! As guerras são do Senhor e nós somos dele e contamos com a sua presença e suas estratégias para lutar e vencer. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra. O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (Sl 46.1,7,10,11).

Senhor, Deus dos exércitos, o Todo-Poderoso, te louvamos e agradecemos por cada vitória, por cada batalha e pelas experiencias que podemos acumular. Te bendizemos, em nome de Jesus, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. A ti, pertencem o Reino, o poder e a glória para sempre, amém.

Pr Jason

Minha Bandeira

Meditação do dia: 15/04/2023

“E Moisés edificou um altar, ao qual chamou: O SENHOR É MINHA BANDEIRA.” (Ex 17.15)

Minha Bandeira – Desejo refletir mais personalizadamente sobre essa importante passagem das Escrituras. As verdades da Palavra de Deus são para todos os que exercitam a fé e abraçam a verdade para sua própria experiencia. Como já escrevi em outras oportunidades, o Deus da nossa teologia pode ser bem diferente do Deus da nossa experiencia. Costumamos nos ocultar entre a multidão, engrossando a massa sobre certas confissões que na verdade pertencem ao coletivo, mas que individualmente nem todos as levam para seus corações. Quando dizemos que os evangélicos acreditam em determinadas verdades, isso pode ser verdade até a página três; pois cada grupo assume uma identidade própria e algumas práticas não são adotadas. Por exemplo: Sou pastor de uma igreja de Renovação Espiritual – Mas acreditar que todos os membros e frequentadores são praticantes de renovação espiritual, pode ser muito temerário. Quantas pessoas acreditam no batismo com o Espírito Santo como uma experiencia subsequente à salvação – acreditar é uma coisa, mas ser batizado e cultivar uma vida devocional nesses moldes, é uma outra história. Moisés erigiu um altar e o nomeou como “O Senhor é a minha bandeira.” Quantas pessoas ao verem aquilo, se identificaram? Quantas disseram: “Eu concordo!” Quantos se emocionaram? Alguns devem até ter tirado uma “self” com a inscrição ao fundo! Mas queremos pensar em termos de experiencia. Quando nossas lutas e dificuldades chegam, somos pressionados e ao olharmos, percebemos que não temos a menor chance de vencer por nós mesmos e então suspiramos e nos alegramos com um brado de vitória: “O senhor é a minha bandeira?!” Queremos assimilar os conceitos de Deus para lutar cada uma de nossas batalhas. Fazer o que for preciso sob a orientação do Espírito Santo, seguindo as métricas da Palavra de Deus e esperando no Senhor, mesmo que aparentemente a batalha não esteja tomando os rumos que esperamos, ainda continuamos confiados. Na vida e na experiencia de Moisés, teve momentos em que ele agiu sob as ordens do Senhor; outras ele orou e esperou o agir de Deus; em alguns momentos ele esperou o mover do poder de Deus e em outros ele simplesmente decretou em nome do Senhor os resultados. Lá no Mar Vermelho, Deus disse a ele que não era para orar, mas para agir! À poucos dias, na crise da falta dágua, ele foi instruído a tomar a sua vara, ir diante do povo e levar alguns anciãos e Deus já estava na sua frente sobre a rocha. Precisamos desses discernimentos para agirmos em nome da nossa fé, mas uma fé experimentada, consolidada. Até que ponto, Deus é a sua bandeira? Até onde sua fé lhe permite andar em segurança e sua alma fica em paz? Dizer frases de efeito, bem boladas, com verdades profundas, mas com uma experiencia rasa, dá no mesmo; ou seja, não funciona, não obtemos bons resultados. Todos os israelitas tinham as promessas de saírem do Egito e entrarem em Canaã. Muitos ficaram pelo caminho; dos adultos, apenas Josué e Calebe entraram. Dos demais que entraram, alguns só entraram, mas não desfrutaram, como Acã e sua família; alguns que foram mortos no primeiro ataque à pequena cidade de Aí. Se todo o povo representa a coletividade do povo de Deus, individualmente, ainda somos indivíduos e temos chances de vencer ou não. Não é suficiente ser parte de uma igreja, estar no meio da massa, cantar, bradar e afirmar aquilo que todos afirmam. O nome do altar não muda, continua sendo “o Senhor é a minha bandeira.” E se não for?

Pai amado, graças te damos por sermos chamados a fazer parte da Igreja, o Corpo de Cristo aqui na terra. A salvação e a adoção de filhos está disponível pela graça através da fé, acessível a todos. Pedimos sabedoria e graça para transformar a nossa experiencia de cada dia, numa motivação de crescer e servir com alegria. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Senhor é a Minha Bandeira

Meditação do dia: 14/04/2023

“E Moisés edificou um altar, ao qual chamou: O SENHOR É MINHA BANDEIRA.” (Ex 17.15)

O Senhor é a Minha Bandeira – Uma bandeira éuma insígnia, um símbolo que representa muito e o seu significado é muito forte para quem ela representa. Por questões várias, temos observado que a política de estado e de governo tem decepcionado os cidadãos brasileiros de uma tal forma, que os momentos cívicos que mais dão orgulho de ver a bandeira sendo hasteada e o hino nacional sendo cantado, tem sido nos eventos esportivos. Muitos podem lembrar que nas edições dos jogos da copa do mundo, a Fifa toca uma versão resumida do hino das seleções que irão jogar, mas os brasileiros cantaram à capela toda a primeira parte do hino, violando o protocolo e virou mania. Quem não se lembra de ver o Airton Sena dando a volta da vitória com uma bandeira que alguém da torcida lhe dava. Nos Jogos Olímpicos, quando tem podium brazuca, tem hino, tem choro e muita emoção. Fora desses eventos esses símbolos não exercem a mesma atração e orgulho. Gosto muito de meditar e pensar nesse texto, onde Moisés apresentou uma das grandes revelações do nome de Deus em hebraico, com significado redentivo. Jeová-Nissi é um patrimônio, um legado espiritual para o povo de Deus. A idéia máster que o texto nos dá é de um povo arregimentado, pronto para entrar em conflito com um adversário que se apresentou hostil, disposto a atacar, saquear e fazer vítimas sem ser provocado e sem uma razão que justificasse a sua ação. Esse inimigo é ardiloso, preparado, conhecedor do terreno e malicioso, disposto a utilizar táticas sujas, desonestas para atingir os seus fins. Quando provocado o povo de Deus reage, se arma e se coloca valentemente em defesa daquilo que acredita ser a bênção de Deus para ele. Fomos resgatados por Deus de uma vida de escravidão e maus tratos e levados para alcançar promessas antigas de paz e prosperidade. Tudo o que temos é tudo o que Deus nos concedeu por sua graça. Alcançamos pela fé as promessas de Deus e lutamos por elas, porque é à partir dali que poderemos abençoar todas as famílias da terra. Um exército marcha sob uma bandeira, que lhe segue à frente e o combate travado, faz parte da defesa daquele pavilhão. Os dois lados fincam suas bandeiras e entram em combate; a vitória é considerada ganha quando um lado consegue tomar a bandeira do outro. Ver a sua bandeira sendo descerrada, capturada e exibida como troféu pelo inimigo é um momento muito triste. Quem tem a Deus como Jeová-Nissi, está em combate, mas toda vez que ele olha, lá está a sua bandeira, firme, tremulando segura. Podemos até ser em menor número, mas a nossa bandeira não deixa de estar firme no alto. Os soldados permanecem animados, motivados e determinados, porque eles veem que não há qualquer chance do inimigo capturar a sua bandeira. A luta é grande, é renhida, mas a nossa bandeira permanece firme. Qualquer outra coisa ou símbolo que for adotado, jamais fará o mesmo nós. me lembro de um cântico antigo que dizia: “Foi no calvário que ele sem falar, mostrou ao mundo inteiro o que o amar!” Jesus é a nossa bandeira, a nossa vitória, e não importa o que o mundo e todo o sistema disser; a cruz permanece de pé no alto do Calvário e sempre que olharmos para lá, seremos renovados, restaurados e seguros de nossa vitória.

Senhor, agradecemos porque a cruz ainda firme está e para sempre estará. Nada e ninguém pode anular os efeitos daquilo que o Senhor Jesus fez por mim e por nós. Todos os dias lutamos o bom combate da fé e estamos seguros de que o nosso Deus luta por nós. te agradecemos por ser a nossa bandeira, e ela permanece firme até a vitória final. Te louvamos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason