Meditação do dia: 11/11/2023
“³⁶Faça também uma lâmina de ouro puro e grave nela à maneira de gravuras de sinetes as seguintes palavras: “Santidade ao Senhor”. ⁷Amarre essa lâmina com um cordão de pano azul, de maneira que esteja na mitra; bem na frente da mitra estará. ³⁸E estará sobre a testa de Arão, para que Arão leve a iniquidade concernente às coisas santas que os filhos de Israel consagrarem em todas as ofertas de suas coisas santas. Essa lâmina sempre estará sobre a testa de Arão, para que eles sejam aceitos diante do Senhor.” (Ex 28.36-38)
Lâmina de Ouro – Estamos diante de outra preciosidade da simbologia utilizada nas vestes sacerdotais. A veste do Sumo Sacerdote do culto a Deus no povo de Israel, era diferente das vestes dos demais sacerdotes. Tudo ali, apontava simbolicamente para aspectos da obra da redenção, que um projeto eterno de Deus, elaborado antes mesmo da criação e colocado em exercício assim que o pecado entrou no mundo através dos nossos primeiros pais. Como somos imediatistas, supérfluos e materialistas, nos apegamos muito àquilo que é visível, palpável e produz satisfação imediata. As verdades de cunho eterno, quase sempre são relegados a um plano posterior, como se o que é eterno pode esperar para a eternidade. O ofício sacerdotal é uma vocação ministerial que demanda consagração total da vida, que a serviço do povo, representa-o diante de Deus e carrega em si as responsabilidades espirituais que a graça de Deus manifesta ao povo e à humanidade. O Sumo Sacerdote utilizava uma Mitra, uma espécie de turbante, e nela era colocada uma lâmina de ouro puro, que ficaria sobre o alto da testa, com os dizeres “Santidade ao Senhor.” Não era apenas um adereço, embora ornamentasse lindamente a composição de peças; mas ela expressava um aspecto importante, porque aquilo trazia à lembrança ao sacerdócio e ao povo que a via, que tudo o que eles ofereciam a Deus, era recebido por ele devido à sua graça e que suas ofertas e sacrifícios pelos pecados valiam diante de Deus, porque simbolicamente aquelas vítimas davam suas vidas em favor ou em troca daquelas vidas que ofereceram tais sacrifícios. O Sumo sacerdote levaria em sua testa esse testemunho para o povo da bondade de Deus de aceitar a substituição da pessoa por uma vítima oferecida em sacrifício. Para Deus, aquilo recaia sobre a vida de Jesus, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” (Jo 1.19). Encontramos os fragmentos proféticos explicativos dessas verdades eternas, em muitas passagens das Escrituras, como em: “⁴Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. ⁵Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. ⁶Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Is 53.4-6). O apóstolo Paulo citou a obra redentora de Cristo, nessas mesmas condições. “¹⁴Pois o amor de Cristo nos domina, porque reconhecemos isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. ¹⁵E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. ¹⁹ A saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos seres humanos e nos confiando a palavra da reconciliação. ²⁰Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus. ²¹Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.14,15,19-21). O ofício sacerdotal é um serviço a Deus em favor do povo e de sua reconciliação com o Deus Criador. A santidade é possível porque o Deus a quem servimos providenciou a provisão necessária para o perdão e a restauração da comunhão. Sem essa compreensão o valor da obra de Cristo na cruz, a fé se torna um mero aparato religioso vazio de significação e valor; como seria um pedaço de pano bonito na cabeça de alguém com uma placa de ouro escrito algo como “santidade ao Senhor.” Lembramos a poucos dias que o “Hábito, não faz o monge!” a roupa não torna ninguém um sacerdote, um pastor ou ministro. Deus é que faz a obra e os seus ministros são “seus ministros” com autoridade delegada, representativa. Nada podemos fazer por nós mesmos. Portanto se “auto promover” a cargos e títulos e se nomear ministros, não legitima ninguém a menos que Deus o faça. Ministério é coisa séria. “⁴E ninguém toma esta honra para si mesmo, a não ser quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão. ⁵Assim, também Cristo não glorificou a si mesmo para se tornar sumo sacerdote, mas quem o glorificou foi aquele que lhe disse: Você é meu Filho, hoje eu gerei você” (Hb 5.4,5).
Senhor, agradecemos pela obra redentora que o Senhor planejou desde antes da criação do mundo e na qual Cristo ofereceu-se a si mesmo como Sacerdote e vítima, em favor da nossa redenção. Agradecemos pela vocação ministerial que é vocação divina, para servir ao Senhor em função da salvação das pessoas pela graça através da fé em Cristo. Sou grato pela minha vida ter sido escolhida por ti e estar até hoje disponível ao Senhor e ao teu serviço. Agradecemos em nome de Jesus, amém.
Pr Jason