Pela Glória de Deus

Meditação do dia: 20/11/2023

“Ali virei aos filhos de Israel, para que, por minha glória, sejam santificados” (Ex 29.43)

Pela Glória de Deus – Estamos muito acostumados a fazer as coisas cientes de que tudo tem um custo, um preço, um sacrifício e que os resultados são sempre equivalentes ao que se investe. No jargão do comércio a expressão é: “Não existe almoço grátis!” Tudo tem um custo e se não sou eu quem paga, alguém paga! Se alguém está ganhando muito é porque alguém está perdendo muito. Com esses conceitos arraigados na mente e no coração, isso vira cultura, estilo de vida e depois transferimos isso para os relacionamentos, incluindo a vida de fé e a devoção a Deus. À medida que vamos conhecendo a Deus e à sua Palavra, também vamos conhecendo a sua vontade e o seu caráter. A graça começa a fazer sentido e se tornar bem mais do que uma palavra. Começamos a compreender a nível de espírito e não apenas a nível de intelecto e emoções. Percebemos que a obra de Deus para nossa salvação é bem mais extensa e intensa do que inicialmente percebemos. A comunhão com o Espírito Santo possibilita alcançar revelações de quão grande é Deus e o seu amor por nós; também percebemos quão pequenos e incapazes (no sentido de redenção) o pecador é. Daí termos a necessidade de um salvador, grande, único e suficiente, porque a nossa condição é de fato irremediável e os nossos recursos estão muito aquém de conseguir suprir a demanda e a necessidade de cobrir a conta ou a dívida que o pecado produziu. Nos Salmos, há descrições maravilhosas sobre isso, como esta que cito à seguir: “⁷Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate ⁸pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre, ⁹para que continue a viver perpetuamente e não venha a morrer” (Sl 49.7-9). Fomos criados para o louvor da glória de Deus; somos salvos para o louvor de sua glória; somos santificados para o louvor da sua glória. Tudo é para a sua glória, sempre! É por ela que tudo acontece; não porque somos ou fazemos alguma ou qualquer coisa. “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre. Amém!” (Rm 11.36).

Pai, obrigado por sua graça, sua glória e seu poder, hoje e sempre, amém!

Pr Jason

Encontro Com Deus

Meditação do dia: 19/11/2023

“Este será o holocausto contínuo oferecido de geração em geração, à porta da tenda do encontro, diante do Senhor, onde me encontrarei com vocês, para falar com você ali.” (Ex 29.42)

Encontro Com Deus – A fé é o elemento principal da devoção de uma pessoa e do seu culto. Tudo depende disso. E esse ingrediente não pode faltar e muito menos ser menosprezado por ninguém. O Escritor aos Hebreus diz: “¹Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem. ²Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. ⁶De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam” (Hb11.1,2,6).  É é certeza! É convicção! Por ela, os antigos alcançaram bom testemunho. Se os antigos se deram bem, então isso continua válido pois se trata de um princípio eterno e espiritual. Quem se aproxima de Deus precisa de fé, na sua existência e na sua revelação e manifestação favorável ao culto que lhe está sendo prestado. Crer que Deus é generoso e recompensador. Mesmo naquele tempo antigo, com as revelações divinas sendo passadas ao conhecimento das pessoas oralmente, de uma geração para outra e isso dependia de poder confiar no caráter de quem transmitia tais conhecimentos, ainda assim, eles cultivavam uma fé muito forte, autêntica. Quando tais revelações se tornaram mais frequentes e próximas deles através de Moisés e Arão, que foram profetas reconhecidos e respeitados por todos, quando trouxeram a mensagem de libertação e comprovada com sinais e milagres, que comprovavam a veracidade das palavras e a autenticidade da presença divina ali com eles no Egito e nos caminhos em meio ao deserto na jornada para a Terra Prometida. Lá no Monte Sinai, essa revelação de Deus transcendeu o que até então fora experimentado por todos eles, mesmo Moisés e Arão. Deus se manifestou visível e audivelmente, com fogo, som de trombetas, tremor de terra e uma presença sobrenatural de tal forma que as pessoas ficaram impressionadas, impactadas e temerosas pela magnitude de tudo aquilo. Deus, chamou Moisés, Arão e anciãos, que subiram o monte e presenciaram a revelação, que até então só a Moisés havia sido dado. Depois Moisés sozinho subiu para uma experiencia de quarenta dias e noites na presença divina, oculto numa nuvem da presença do Senhor que o ocultava da vista do povo. Ali ele recebeu as diversas leis e as ordens para construírem um tabernáculo com todos os seu mobiliário e utensílios e como proceder aos rituais de culto e consagração das pessoas, dos sacerdotes e como realizar as diversas cerimonias e rituais que tinham prescrições precisas mas exigiam o elemento fé, tanto para quem executava os rituais, como para quem as ofereciam e para quem adorava e buscava o favor divino. Deus disse que estaria presente constantemente recebendo o culto do povo e o serviço dos ministros, onde também falaria e daria instruções. Se lá no Antigo Testamento isso era válido, verdadeiro e o adorador deveria agir em função disso e dessa presença pela fé; quanto mais nós na Nova Aliança, onde Deus não só se revelou em carne e osso, andando e servindo em nossas vidas e ensinando a sua vontade, o que é um fato para nós. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Nosso culto hoje, deve ser carregado de fé porque Deus hoje habita em cada adorador e recebe o que lhe é oferecido, com a prescrição de que seja em Espírito e em verdade. “¹⁹Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo, que está em vocês e que vocês receberam de Deus, e que vocês não pertencem a vocês mesmos? ²⁰Porque vocês foram comprados por preço. Agora, pois, glorifiquem a Deus no corpo de vocês” (1 Co 6.19,20). Valorize o seu culto, seja individual, seja coletivo na sua igreja e experimente viver isso com fé prática, poderosa, transformadora. Isso é muito bíblico!

Senhor, te reconhecemos como o Deus Todo Poderoso, Senhor de tudo e de todos, digno de honra, glória, louvor e poder. Para sempre seja louvado o teu santo e bendito nome, agora e para sempre, amém.

Pr Jason

Holocausto Contínuo de Geração em Geração

Meditação do dia: 18/11/2023

“Este será o holocausto contínuo oferecido de geração em geração, à porta da tenda do encontro, diante do Senhor, onde me encontrarei com vocês, para falar com você ali.” (Ex 29.42)

Holocausto Contínuo de Geração em Geração – Essas palavras são muito preciosas para mim; elas falam muito ao meu coração e me levam a pensar em quantas possibilidades e responsabilidades precisam ser exercidas e exercitadas para que isso aconteça e nunca deixe de acontecer. Palavras de Deus certamente devem ser levadas a sério e quando se trata de mandamentos, não são opcionais ou preferencias se assim gostarmos ou tivermos disposição. Quando foram instituídos esses rituais, eles eram parte de todo um sistema de culto e adoração, devoção pessoal, familiar, tribal e nacional, para toda a nação. Israel, como nação, era um estado criado, delineado para ser teocrático, isto é, governado por Deus através do sistema de governo representativo. Um juiz, um governador, um príncipe, rei ou qualquer outro tipo de sistema, essa pessoa, seria um legítimo delegado de Deus. Assim como o sacerdote era levantado por Deus dentro da tribo de Levi, os profetas poderiam ser levantados dentro de quaisquer das doze tribos e os governantes também. Daí vem o legítimo sistema de que os ofícios de sacerdotes, profetas e reis eram instrumentos de Deus na condução do seu povo. Eles deveriam cumprir as leis de Deus, praticá-las e levar o povo a obediência e servirem a Deus dentro dessas instituições. O rei ou governo, deveria convocar o povo para as reuniões solenes, patrocinar o culto, oferecer e ofertar e facilitar todas as necessidades para que o culto não sofresse interrupção. O iluminismo trouxe o conceito de laicidade da sociedade e a separação entre o estado e a igreja. Isso, digamos foi um mal necessário, porque a igreja se apropriou do poder temporal, dizendo-se o braço de Deus e em nome dele cometeu atrocidades tais que o que o Hamas e o Talibã fazem, parece brincadeira de criança. Mas só para constar: O sistema de governo de Deus é Monarquia, um rei, um reino e os homens são seus ministros. Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que jamais será destruído e que não passará a outro povo. Esse reino despedaçará e consumirá todos esses outros reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn 2.44). Voltando ao nosso texto, o holocausto seria oferecido de forma contínuo, duas vezes dia, pela manhã e à tarde, de geração em geração – isso fala da perenidade da representação do sacrifício pelos pecados, oferecidos até que

Que viesse o Cristo e oferecesse um sacrifício definitivo, que não mais precisasse de repetição, devido a sua perfeição e competência. É isso que o Livro Hebreus nos ensina: “¹⁰Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. ¹¹Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, para exercer o serviço sagrado e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados. ¹²Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus, ¹⁴Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb 10.10-12,14). Para fazer algo todos os dias, duas vezes por dia, de manhã, ao nascer do sol e ao por do sol, por anos à fio, geração após geração, temos que admitir que exige um nível de comprometimento e uma cadeia de suprimentos, treinamentos e organização muito eficientes. Não pode envolver apenas um sacerdote, só sua família, ou uns poucos voluntários. No meio disso tudo aparece alguém dizendo: “não quero me casar, não quero ter filhos, dá muito trabalho, custa muito caro, os tempos estão difíceis, quero seguir outra carreira, não vou seguir as tradições do meu pai, da minha família… não gosto de ver sangue, sou vegetariano, sou defensor dos direitos dos animais, sou…. sou…. não sou…. não quero….” Escutamos isso o tempo todo dentro da igreja: “Quero ser membro, mas só isso! Não quero me envolver com nenhum ministério… Isso é muita responsabilidade… não quero passar o que os pastores passam….” O que Deus diz é bem diferente: “O fogo queimará continuamente sobre o altar; não deve ser apagado” (Lv 6.13).

Senhor, tu tens os meios e o poder para sempre, amém. Agradeço a visão e a motivação que o teu Espírito Santo tem colocado na minha vida para servir ao Senhor, servindo à igreja e as pessoas. Agradeço por colocar esse fogo santo na minha vida como oferta dedicada para ser totalmente queimada, consumida no teu altar. Não há significado ou glória maior para um homem, do que agradar ao Senhor, servindo continuamente no teu altar, no poder do teu Espírito Santo, no nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Santidade do Altar

Meditação do dia: 17/11/2023

“Durante sete dias você fará expiação pelo altar e o consagrará; e o altar será santíssimo; tudo o que o tocar será santo.” (Ex 29.37)

A Santidade do Altar – Entre as instruções de consagração de tudo o que dizia respeito ao Tabernáculo e seus utensílios, esse detalhe sobre o altar me parece muito interessante. Durante uma semana, sete dias, Moisés ofereceria sacrifícios sobre aquele altar apenas para consagrá-lo ao serviço de Deus. Fazer expiação é cobrir, no sentido de pagar uma conta, uma dívida, um débito; os pecados das pessoas eram perdoados com base no sacrifício que fazia expiação por eles, ou seja, alguém morria a morte do pecado sentenciado por suas culpas, mas essa dívida era cobrada da vítima que era oferecida sobre o altar, expiando assim a culpa e a condenação do pecador. Não é faz de contas que não houve culpa; é substituição de uma vida por outra vida. Foi o trabalho de Jesus lá na cruz, em expiação pelos nossos pecados, sua morte cobriu a nossa morte, removeu as nossas culpas de diante de Deus. Ele morreu e nós vivemos! Ele foi condenado, para que nós fôssemos livres! Aquele altar após a devida consagração ficaria sendo muito importante no culto dos israelitas, ele seria santíssimo, ao ponto de qualquer coisa que encostasse, ou tocasse nele ficaria santo também. Isso é algo muito profundo e só mesmo com uma revelação do Espírito Santo uma pessoa pode chegar a esse tipo de conhecimento e torna-lo aplicável na vida. Nos tempos de Jesus aqui na terra, as pessoas, incluindo as lideranças religiosas israelitas, haviam desvirtuado as verdades práticas do culto a Deus e se perdiam no modo de interpretar as realidades espirituais em detrimento das coisas materiais; Jesus reprovou tal comportamento: “¹⁸ E vocês dizem: “Se alguém jurar pelo altar, isso não tem importância; mas, se alguém jurar pela oferta que está sobre o altar, fica obrigado pelo que jurou.” ¹⁹Cegos! Qual é mais importante: a oferta ou o altar que santifica a oferta? ²⁰Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que está sobre ele. ²¹Quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita; ²²e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que está sentado no trono” (Mt 23.18-22). Entender o valor espiritual das realidades como prescritas por Deus faz muita diferença na vida e no culto da pessoa. Entender o valor do altar na vida e assim poder aplicar esse princípio na vida pessoal e devocional leva a um nível de crescimento que vale a pena. Todas aquelas peças e suas funcionalidades serviam para apontar para o futuro onde a vida e o ministério do Messias, Jesus, se revelaria de forma definitiva e faria o verdadeiro sacrifício e a verdadeira santificação para que o homem verdadeiramente pudesse se aproximar de Deus. O profeta Ageu, no tempo pós-exílio na Babilônia, na época da reconstrução do templo e da nação, trouxe uma mensagem, no sentido de uma entrevista aos sacerdotes e conhecedores da Lei de Deus, sobre a validade dos rituais e cerimoniais de purificação e santidade, que na verdade apontavam para a vida dos adoradores e não necessariamente para o objeto ou ritual em si mesmo. “¹¹Assim diz o Senhor dos Exércitos: Peça aos sacerdotes que decidam a seguinte questão relacionada com a lei: ¹²Se alguém leva carne santificada na borda de sua roupa, e ela vier a tocar no pão, ou no cozido, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, isso ficará santificado? E os sacerdotes responderam: Não. ¹³Então Ageu perguntou: Se alguém que se tornou impuro pelo contato com um cadáver tocar em qualquer dessas coisas, ficará ela impura? E os sacerdotes responderam: Sim, ficará impura. ¹⁴Então Ageu continuou: Assim é este povo, e assim é esta nação diante de mim, diz o Senhor. Assim é toda a obra das suas mãos, e o que ali oferecem: tudo é impuro” (Ag 2.11-14). Não é a oferta, o trabalho, o serviço, o ministério, o dízimo, o esforço da pessoa que o habilita e o torna agradável diante de Deus, mas a vida de obediência e fé. A prática da Palavra de Deus é que é transformadora. Sem isso, tudo se torna em religiosidade vazia e um peso na vida da pessoa.

Senhor, agradecemos pela tua graça salvadora, que em Cristo Jesus se tornou favorável a todos nós pecadores. Há redenção suficiente para todos em Jesus e na sua morte na cruz. Há perdão e provisão suficiente para ninguém ser condenado ou viver debaixo de condenação, sob o peso do pecado. Agradecemos pelo investimento feito em nossas vidas. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Herança e Consagração

Meditação do dia: 16/11/2023

“²⁹As vestes santas de Arão passarão a seus filhos depois dele, para serem ungidos nelas e consagrados nelas. ³⁰Sete dias as vestirá o filho que for sacerdote em seu lugar, quando entrar na tenda do encontro para ministrar no santuário.” (Ex 29.29,30)

A Herança e a Consagração – São abordados dois temas muito importantes na vida dos sacerdotes do Senhor. Um se trata de herdar as vestes de Sumo Sacerdote quando este viesse a falecer, então um de seus filhos herdaria a função e consequentemente as vestes sacerdotais do pai. O outro tema é a consagração ao ministério, ou ofício que eles deveriam desempenhar. Um sacerdote herdaria as vestes mas não a autoridade e a unção de Sumo Sacerdote. Isso seria conseguido por um processo de consagração, tal qual da primeira vez e seria repetido todas as vezes que houvesse a substituição. Como podemos aplicar isso em nossos dias, para nossas vidas e ministérios na Nova Aliança? Como já vimos, as vestes representam o estilo de vida, o comportamento em justiça e retidão; também serviam para beleza e glória da representatividade diante de Deus. Podemos pensar na vida de bom testemunho, santidade e justiça de todos nós cristãos, não só diante de Deus, mas também diante da sociedade em que vivemos. Somos uma amostra daquilo que revela a grandeza e a bondade de Deus. Isso é construído dia a dia na convivência como sendo sal e luz diante de um mundo hostil e com aversão à fé e ao próprio Deus. É uma verdade bem conhecida, que as pessoas querem muito as bênçãos e os favores de Deus, mas não querem um compromisso ou um relacionamento com ele. É aí que entramos, como testemunhas. “Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus” (2 Co 5.20). Na Nova Aliança, os ministérios são dons, ou seja, presentes da graça de Deus para os seus filhos. Não herdamos ministérios e nem funções, somos chamados para servir e recebemos as capacitações através do discipulado e a ordenação acontece através da autoridade eclesiástica que uma comunidade organizada pode ordenar as pessoas vocacionadas e preparadas para ocupar tais funções, mas os dons e a vocação pertencem a Deus.

Senhor, somos gratos por sua bondade e misericórdia em nos chamar para servir a ti e  servir a nossa comunidade de fé. Somos gratos por isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sangue e Óleo

Meditação do dia: 15/11/2023

“Então pegue um pouco do sangue sobre o altar e um pouco do óleo da unção e faça aspersão sobre Arão e suas vestes e sobre seus filhos e as vestes de seus filhos com ele, para que ele seja santificado, e as suas vestes, e também seus filhos e as vestes de seus filhos com ele.” (Ex 29.21)

Sangue e Óleo – Prestemos atenção à cena descrita nesse versículo base da meditação de hoje: misturar um pouco de sangue de um carneiro oferecido como sacrifício e um pouco de óleo de unção. Que era um preparado à base de azeite de oliva, perfumes, ervas aromáticas em uma composição bem precisa e artesanal, especialmente confeccionado para ser utilizado nas cerimônias de ungir para consagrar. Esse mistura de sangue e óleo, seria aspergido, respingado nas vestes sacerdotais de Arão, o sumo sacerdote e de seus filhos, que seriam os sacerdotes. Isso fazia parte do processo cerimonial de consagração, ou seja, eles seriam separados em santidade para oficiarem no ministério em favor do povo diante de Deus. O sangue do animal sacrificado simbolizava no ritual, o futuro sacrifício de Jesus lá na cruz. A obra da redenção se fundamenta sobre o sacrifício vicário de Cristo que se entregou em nosso lugar. A sentença de morte que recaia sobre os pecadores foi comutada em Cristo. Assim, a justiça dele foi comutada ao pecador. Sendo assim, a justiça de Deus foi satisfeita porque o preço do pecado foi pago em condições satisfatória e a graça salvadora dele pode ser comunicada aos que depositam sua fé naquilo que suas palavras proferem como sendo o caminho para a salvação. O serviço sacerdotal é servir a Deus em favor dos homens, levando sobre si e as responsabilidades de ser um representante de Deus, podendo oficiar as graças de Deus disponível através da morte do filho de Deus em favor dos pecadores, para que esses venham a se tornar verdadeiros e legítimos filhos de Deus. A unção com óleo faz lembrar a obra de aplicação da redenção que é feita pelo Espírito Santo, levando os pecadores ao arrependimento e à conversão a Deus. Sem a obra do Espírito Santo, o homem não chega a Deus, porque ele precisa de convicção verdadeira e uma conversão dos pecados para a justiça e só o Espírito Santo faz isso. Simbolicamente, Arão e seus filhos, carregavam sobre si mesmos uma demonstração visível da graça redentora de Deus, através do sacrifício de Cristo, naquele tempo, simbolizado e profético através de um animal sacrificado. Quem está perdido no pecado é o homem; quem salva e liberta do poder do pecado é Deus através da obra de Cristo; isso precisa ser exposto e colocado à disposição dos pecadores, isso é feito através do serviço da igreja, como sacerdotes de Deus. Nosso papel é muito importante, proclamando a boa nova oferecida por Deus em Cristo Jesus.

Senhor, eis-nos aqui, disponíveis ao teu serviço, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Aplicação do Sangue

Meditação do dia: 14/11/2023

“Mate o carneiro, pegue um pouco do sangue e coloque-o na ponta da orelha direita de Arão e na ponta da orelha direita de seus filhos, bem como sobre o polegar da mão direita deles e sobre o polegar do pé direito deles; o restante do sangue você jogará sobre o altar, ao redor.” (Ex 29.20)

Aplicação do Sangue – Esse capítulo vinte e nove de Êxodo trata do ritual de consagração de Arão e seus filhos para oficiarem como sacerdotes diante de Deus em favor do povo. É explicado em detalhes os diversos passos do processo de consagração, para então estarem aptos a ministrarem. Não vamos entrar nesses detalhes, porque eles são autoexplicativos e não é difícil encontrar ensinos, escritos e ministrações sobre tudo isso. Vou separar alguns poucos trechos e buscar algumas verdades que podem enriquecer a vida de todos nós. Enquanto estudo, leio e medito, eu também aprendo e me edifico, por isso compartilho. Nesse detalhe do texto separado para esse texto, há umas informações muito preciosas na consagração de Arão e seus filhos, que podem ser aplicadas espiritualmente em nossas vidas, no processo de nos separarmos para servirmos a Deus na causa do Evangelho. Ainda que muitos não venham a se tornar um ministro oficialmente, mas todos os cristãos são chamados a servir, como voluntários em suas igrejas locais e alguns alcançam muitas vidas e causam grandes impactos positivos por suas áreas de serviço a Deus. Assim, você deve continuar a fazer aquilo que te vem a mão e com a oportunidade que essas portas se abrem, devem ser aproveitadas e levar a mensagem que salva, liberta, transforma, alimenta, corrige e edifica o povo de Deus. Todos os ministérios são úteis e devem ser valorizados. O detalhe interessante era que Moisés devia pegar do sangue do carneiro oferecido e digamos, marcar com um toque de dedo na orelha direito, polegar direito da mão e polegar direito do pé de Arão e de seus filhos. Estamos consagrando o ouvido, a audição para ser separada para ouvir a Deus e ouvir as necessidades do povo de Deus. O polegar da mão, que simboliza a ação da pessoa, o que ela faz, o trabalho; essas mãos estão separadas para Deus e para o seu serviço. O dedo polegar do pé também diz respeito ao caminhar, o andar, isto deve ser agora exclusivo para Deus e seu serviço. Estamos pensando em como nossos ouvidos devem ser consagrados e como nossas mãos e nossos pés devem estar disponíveis para servir o povo de Deus e fazermos as coisas que agradam a Deus. Tanto eu, quando vocês, devem estender a meditação e a aplicação dessas verdades na vida toda. O que temos escutado, a serviço de quem estão nossos ouvidos? O que temos feito com nossas mãos e o que elas representam? Por onde tem andado os nossos pés? Quais tem sido os nossos caminhos? Sete vezes em Apocalípse Jesus repetiu: “quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”  Pau escrevendo à Timóteo pediu que ele incentivasse a igreja a uma vida de oração e intercessão: “Quero, pois, que os homens orem em todos os lugares, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade” (1 Tm 2.8). O profeta Isaías disse: “Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: “O seu Deus reina!” (Is 52.7). ouvidos, mãos e pés cobertos pelo Sangue do Cordeiro!

Senhor, nos aproximamos de ti que és santo, justo e bom, esperando em tua graça e bondade que nos acolha, nos limpe e nos purifique baseado no sacrifício de Jesus lá na cruz. Nossos pecados são perdoados e assim podemos nos aproximar para servir ao Senhor e servir ao teu povo. Consagramo-nos a ti e ao teu serviço. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Calções de Linho

Meditação do dia: 13/11/2023

“⁴²Faça também calções de linho para eles, para cobrirem a pele nua; irão da cintura às coxas. ⁴³Esses calções estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda do encontro ou quando se aproximarem do altar para ministrar no santuário, para que não incorram em iniquidade e morram. Isto será estatuto perpétuo para ele e para sua posteridade depois dele.” (Ex 28.42,43)

Calções de Linho – É um assunto delicado, se trata de processos de intimidade pessoal, mas extremamente necessário de ser abordado e tratado na igreja atual, com muita responsabilidade e temor de Deus. Como é familiar, na simbologia bíblica, vestes de linho significam conduta ilibada, santidade de vida e de proceder, viver em justiça e retidão. “A ela foi permitido vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos” (Ap 19.8). os calções de linho que deveriam compor o conjunto de vestes sacerdotais, são o equivalente que conhecemos hoje como “cuecas” ou “ceroulas” para os mais antigos. Se trata de “vestes íntimas.”  Por se tratar de um tema assim, acaba sendo relegado ao esquecimento ou não seja abordado nos melhores discursos e pregações nos púlpitos e muito pouco nos fóruns mais reservados nas denominações, mesmo nos trabalhos internos entre as muitas atividades eclesiásticas. Deus se preocupou em utilizar espaço útil de sua Palavra e incluiu em suas instruções normativas das cerimonias rituais de culto, Por quê? Porque é importante! Os calções de linho falavam da intimidade das vidas pessoais dos sacerdotes. Os calões de linho se refere ao modo de proceder dos pastores, ministros, obreiros e líderes eclesiásticos e não apenas cristãos, mas todos que lidam com o sagrado, que representam a Deus e se expõem diante da sociedade, a suas condutas morais, vidas íntimas e pessoais importam e significam muito e pesam na balança dos afazeres. Temos vividos dias de muitas lutas e provas entre o povo de Deus por tantas ações de imoralidade sexual, cometida por líderes entre o povo de Deus nas mais diversas denominações em todo o globo. Isso não é só no Brasil ou entre latinos e ou quaisquer grupos étnicos. Os americanos sofreram e ainda sofrem com constantes escândalos entre os mega-evangelistas e celebridades do mundo religioso. A igreja católica está recebendo os seus boletos de anos, décadas de imoralidade no clero, nas mais diversas áreas de atuação. Pessoas a quem foram confiadas entidades beneficentes e filantrópicas para cuidarem de pessoas vulneráveis socialmente, se viram na verdade vítimas de quem deveria amar, cuidar e proteger. Nossos púlpitos tem sido sacudidos não tanto pelo poder de Deus, mas pelo sacrilégio de líderes de se afundam em imoralidade tão nefasta e se escondem atrás de seus títulos e autoridades corporativistas dentro de suas instituições. Quantas novas congregações e denominações tem surgido,  não pela ação de crescimento evangelístico, mas por obreiros imorais, que fugindo das disciplinas institucionais, saem e fundam movimentos, abrindo portas e congregando pessoas que concordam com suas práticas e as apoiam em iniciativas de não se arrependerem e mudarem de vida. Os calções de linho deveriam servir de modelo para quem está diante do rebanho, como Deus disse a Moisés e para que ele desse instruções aos sacerdotes para se cuidarem quando estivessem ministrando no altar de Deus. “⁴²Faça também calções de linho para eles, para cobrirem a pele nua; irão da cintura às coxas. ⁴³Esses calções estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda do encontro ou quando se aproximarem do altar para ministrar no santuário, para que não incorram em iniquidade e morram. Isto será estatuto perpétuo para ele e para sua posteridade depois dele” (Ex 28.42,43). Atente para as partes que fiz questão de sublinhar – era para evitarem a morte. Quantos estão por aí cadáveres espirituais ambulantes ministrando sem vida, sem aprovação de Deus, mas se apoiam em argumentos racionais e humanistas e em apoios de outros que se não praticam, permitem e apoiam tais práticas. O sacerdócio cristão de cada filho de Deus, vem da linhagem sacerdotal bíblica e é estatuto perpétuo, isto é o que Deus disse, tá dito de uma vez por todas e para sempre. O fato da igreja tolerar, concordar e apoiar eclesiasticamente tais atitudes não é sinal de que Deus também tolera e apoia. Ser condescendente com o pecado não é ser acolhedor, inclusivo, misericordioso. O ministério é sagrado, era no passado, é no presente e o será para sempre. É Estatuto perpétuo!

Senhor, com temor e tremor, meditamos nas verdades da tua Palavra, que acreditamos serem as verdadeiras Palavras de Deus, viva, eterna, penetrante, espada de dois gumes. Aceitamos e nos abrigamos sob a intercessão de Jesus na oração sacerdotal que pediu ao Pai que nos santificasse na verdade, a tua Palavra é a verdade. Obrigado por nos permitir fazer parte dessa vocação ministerial, com fé, responsabilidade e temor de Deus. É nossa oração em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Aparencia Importa?

Meditação do dia: 12/11/2023

“⁴⁰Para os filhos de Arão você fará túnicas, cintos e turbantes, para que lhes deem glória e beleza. ⁴¹Com essas roupas vista o seu irmão Arão, bem como os filhos dele; unja, consagre e santifique-os, para que me sirvam como sacerdotes.” (Ex 28.40,41)

Aparência Importa? – Jocosamente alguém disse que opinião é como nariz, cada um tem o seu! Até mesmo as constituições de nações democráticas prescrevem a liberdade e o direito à opinião e pensamento. Sendo assim, as pessoas se dão ao luxo de discutir até mesmo o que Deus legislou e ordenou. As vestes são motivos de discussões e como ela faz parte da efemeridade da moda, ele é tremendamente inconstante, ou tem ciclos constantes. Mas aqui estamos lidando com vestes sagradas, cerimoniais para serem utilizadas por pessoas especiais, específicas com finalidades peculiares e especialmente porque estariam representando Deus diante das pessoas. Logo de entrada percebemos que elas deveriam ser confeccionadas artesanalmente, personalizadas e meticulosamente reguladas no padrão prescrito por Deus. Vejam bem, sou o ocidental, vivendo a milhares de anos distante da vigência da lei dada por Moisés ao povo, e estamos vivendo sob a graça de Cristo na Nova Aliança, onde os conceitos simbólicos foram cumpridos na pessoa e obra de Jesus lá na cruz. Agora, os cristãos são todos sacerdotes e ministros diante de Deus e devem servir à igreja e a Deus. Nisso, todos concordamos. Não há uma regulação bíblica no Novo Testamento e nos ensinos apostólicos sobre esse assunto. Historicamente, os templos e os rituais vieram de mansinho adentrando as portas da igreja e a formalidade foi assumindo proporções mais visíveis, praticamente uns trezentos anos depois do início lá em Jerusalém, com a ressurreição e ascensão de Cristo aos céus. Lá no Velho Testamento, todos esses rituais e simbologias representadas nas vestes, nos materiais, texturas, formas e movimentos, apontavam para a futura realização do sacrifício de Cristo que consumaria a obra da redenção. Mas Deus enfatiza que essas vestes deveriam conferir aos sacerdotes e ao Sumo Sacerdote, glória e beleza. É muito natural e faz todo sentido, que uma representação de algo ou alguém grandioso e poderoso, ostente e apresente uma aparência que dê credibilidade e  faça uma boa imagem do representado. Assim, falar de um Deus, Todo-Poderoso, o Criador de todas as coisas, Senhor e dono de tudo e de todos, que se revela e manifesta invisivelmente ao seu povo, embora perceptível, mas sem uma forma e aparência física, é de se esperar que seus ministros, apresentem uma beleza, uma graça e uma glória que demonstre a quem eles servem. Então, para a igreja de Cristo, se não é simbólico e não há regulação, toda a descrição deve ser preservada em termos de estilo de vida, santidade, modéstia, simplicidade e atitudes que permitam que as pessoas percebam que esses ministros de fato servem a um Cristo poderoso e transformador, acolhedor e receptivo a todos que se aproximam dele. Resumindo, o testemunho de vida, deve ser notório e revelador de que Deus está presente nessas vidas e no que se prega e o poder de Deus opera em benefício do pecador.

Senhor, graças te rendemos, porque ao Senhor, pertence toda a honra, a glória e o poder, pois fizeste uma obra perfeita, completa e única, suficiente para transformar as nossas vidas. Recebemos a validade da obra da cruz em nossas vidas e vivemos firmados nela. Queremos e devemos ser modelos e referencias para que as pessoas creiam em ti e sejam libertas, salvas e abençoadas. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Lâmina de Ouro

Meditação do dia: 11/11/2023

“³⁶Faça também uma lâmina de ouro puro e grave nela à maneira de gravuras de sinetes as seguintes palavras: “Santidade ao Senhor”. ⁷Amarre essa lâmina com um cordão de pano azul, de maneira que esteja na mitra; bem na frente da mitra estará. ³⁸E estará sobre a testa de Arão, para que Arão leve a iniquidade concernente às coisas santas que os filhos de Israel consagrarem em todas as ofertas de suas coisas santas. Essa lâmina sempre estará sobre a testa de Arão, para que eles sejam aceitos diante do Senhor.” (Ex 28.36-38)

Lâmina de Ouro – Estamos diante de outra preciosidade da simbologia utilizada nas vestes sacerdotais. A veste do Sumo Sacerdote do culto a Deus no povo de Israel, era diferente das vestes dos demais sacerdotes. Tudo ali, apontava simbolicamente para aspectos da obra da redenção, que um projeto eterno de Deus, elaborado antes mesmo da criação e colocado em exercício assim que o pecado entrou no mundo através dos nossos primeiros pais. Como somos imediatistas, supérfluos e materialistas, nos apegamos muito àquilo que é visível, palpável e produz satisfação imediata. As verdades de cunho eterno, quase sempre são relegados a um plano posterior, como se o que é eterno pode esperar para a eternidade. O ofício sacerdotal é uma vocação ministerial que demanda consagração total da vida, que a serviço do povo, representa-o diante de Deus e carrega em si as responsabilidades espirituais que a graça de Deus manifesta ao povo e à humanidade. O Sumo Sacerdote utilizava uma Mitra, uma espécie de turbante, e nela era colocada uma lâmina de ouro puro, que ficaria sobre o alto da testa, com os dizeres “Santidade ao Senhor.” Não era apenas um adereço, embora ornamentasse lindamente a composição de peças; mas ela expressava um aspecto importante, porque aquilo trazia à lembrança ao sacerdócio e ao povo que a via, que tudo o que eles ofereciam a Deus, era recebido por ele devido à sua graça e que suas ofertas e sacrifícios pelos pecados valiam diante de Deus, porque simbolicamente aquelas vítimas davam suas vidas em favor ou em troca daquelas vidas que ofereceram tais sacrifícios. O Sumo sacerdote levaria em sua testa esse testemunho para o povo da bondade de Deus de aceitar a substituição da pessoa por uma vítima oferecida em sacrifício. Para Deus, aquilo recaia sobre a vida de Jesus, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” (Jo 1.19). Encontramos os fragmentos proféticos explicativos dessas verdades eternas, em muitas passagens das Escrituras, como em: “⁴Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. ⁵Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. ⁶Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Is 53.4-6). O apóstolo Paulo citou a obra redentora de Cristo, nessas mesmas condições. “¹⁴Pois o amor de Cristo nos domina, porque reconhecemos isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. ¹⁵E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. ¹⁹ A saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos seres humanos e nos confiando a palavra da reconciliação. ²⁰Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus. ²¹Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.14,15,19-21). O ofício sacerdotal é um serviço a Deus em favor do povo e de sua reconciliação com o Deus Criador. A santidade é possível porque o Deus a quem servimos providenciou a provisão necessária para o perdão e a restauração da comunhão. Sem essa compreensão o valor da obra de Cristo na cruz, a fé se torna um mero aparato religioso vazio de significação e valor; como seria um pedaço de pano bonito na cabeça de alguém com uma placa de ouro escrito algo como “santidade ao Senhor.” Lembramos a poucos dias que o “Hábito, não faz o monge!” a roupa não torna ninguém um sacerdote, um pastor ou ministro. Deus é que faz a obra e os seus ministros são “seus ministros” com autoridade delegada, representativa. Nada podemos fazer por nós mesmos. Portanto se “auto promover” a cargos e títulos e se nomear ministros, não legitima ninguém a menos que Deus o faça. Ministério é coisa séria. “⁴E ninguém toma esta honra para si mesmo, a não ser quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão. ⁵Assim, também Cristo não glorificou a si mesmo para se tornar sumo sacerdote, mas quem o glorificou foi aquele que lhe disse: Você é meu Filho, hoje eu gerei você” (Hb 5.4,5).

Senhor, agradecemos pela obra redentora que o Senhor planejou desde antes da criação do mundo e na qual Cristo ofereceu-se a si mesmo como Sacerdote e vítima, em favor da nossa redenção. Agradecemos pela vocação ministerial que é vocação divina, para servir ao Senhor em função da salvação das pessoas pela graça através da fé em Cristo. Sou grato pela minha vida ter sido escolhida por ti e estar até hoje disponível ao Senhor e ao teu serviço. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason