Meditação do dia: 10/10/2024
“Quem há que possa discernir as suas próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas.” (Sl 19.12)
Discernir as Próprias Faltas – Quando iniciamos a meditação nesse salmo, dissemos que ele trabalha as revelações de Deus à humanidade; através da natureza, como revelação natural e através da Palavra de Deus, como revelação especial. Após fazer as apresentações, ele faz algumas aplicações possíveis na vida, que é realmente o que a torna poderosa e transformadora. Quando a pessoa se expõe à Palavra de Deus, ela reflete o poder criador, transformador e vivificador de Deus, abençoando a tudo e a todos que fazem contato com ela. O salmista trata a revelação divina como algo muito maravilhoso, valioso, tão precioso a tal nível que é incomparável os seus efeitos e valores na experiencia humana. A nossa fé, tal qual expressa na Palavra de Deus é uma fé relacional, porque Deus também é relacional. Fomos criados para nos relacionar com ele e isso jamais saiu das intenções divinas. O amor do Pai procura o homem para reparar os danos causados pela desobediência e trazê-lo de volta à comunhão e a um relacionamento saudável e compensador. Isso já aconteceu no começo e voltará a acontecer num futuro próximo; nesse intervalo isso acontece pela fé, através do culto e comunhão entre criatura e criador. O legado da Palavra de Deus não é apenas de efeito legal e regulatório, mas é um manual de instruções, um guia para uma jornada, onde cada um percorre seu caminho e vai desenvolvendo-se como pessoa e como adorador. Quanto mais nos expomos a verdade revelada, mais assimilamos a vontade de Deus para nós, que já sabemos, é muito boa, muito agradável e perfeita, como disse Paulo aos Romanos. “1Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês.2E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1,2). Aqui, ele aborda o oferecimento por parte da pessoa, de seu próprio corpo como um sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor; algo racional, inteligível e voluntarioso. Isso demanda conhecimento, desejo e vontade consagrados. Com tal medida, ele aprende a não se adequar a um padrão mundano anti-Deus e ao mesmo tempo ser transformado pelo processo de renovação mental, exercícios de leitura, aprendizagem, memorização, meditação e prática da Palavra de Deus, que o transforma totalmente sua condição mental e espiritual lhe dando condições de experimentar a vontade de Deus. O foco está em EXPERIMENTAR. É sobre isso que que ele se expressa, perguntando quem pode discernir sua condição diante de Deus? O processo de autoconhecimento é possível em alto nível somente com a ajuda de uma ferramenta capaz de superar as camadas e lugares ocultos que há no mais íntimo do ser humano. Tem coisas tão escondidas, tão secretas que nem a própria pessoa sequer sabe que exista ali. Deus deixou uma ferramenta, instrumento poderoso, capaz de fazer isso com muita propriedade: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para julgar os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12). Vejamos como mais à frente o salmista ora a Deus, e também será a nossa oração no dia de hoje: “23Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; 24vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23,24).
Pr Jason