Quando Deus Não Quer Sacrifícios (2)

Meditação do dia: 05/09/2025

“Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres.” (Sl 40.6)

Quando Deus Não Quer Sacrifícios (2) – Quando os israelitas saíram do Egito para possuírem a sua própria terra, a chamada “Terra Prometida” eles se organizaram como povo e com o centro de suas atenções no culto a Jeová, ou o Senhor nosso Deus. Eles foram instruídos por Moisés, que recebera as revelações divinas e lhes transmitiram. Foi lhes ordenado construírem um tabernáculo para servir de lugar de adoração e onde se manifestaria a presença de Deus. O lugar mais especial desse tabernáculo era o Santo dos Santos, um local em formato de cubo, com largura, comprimento e altura exatamente iguais e em cujo centro ficara depositado a Arca da Aliança. Ela era uma caixa retangular, de madeira, revestida de ouro e com uma tampa, também revestida de ouro e esculpido à partir do revestimento a figura de dois querubins, cujas asas cobriam totalmente a arca e era dali, entre eles que se revelava a Glória de Deus, chamada por eles de Shekinah. “Ali eu me encontrarei com você e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei com você a respeito de tudo o que eu lhe ordenar para os filhos de Israel” (Ex 25.22). Essa tampa, era chamada de “Propiciatório” – o lugar onde se faz propiciação; isto é onde se oferece algo capaz de cobrir, pagar, substituir – no sentido de prover perdão para o pecador que se arrepende e se propõe a acertar as coisas com Deus. Um animal era sacrificado e o seu sangue era levado pelo Sumo Sacerdote, uma vez no ano, no sétimo mês na festa da Propiciação. Ali era respingado o sangue e os pecados da nação eram cobertos, perdoados e com validade até o ano que vem na mesma época. Isso se relacionava a capacidade falível dos sacrifícios de animais, como símbolo de algo que viria no futuro e teria validade permanente diante de Deus, para fazer uma eterna redenção. “¹¹Quando, porém, Cristo veio como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos humanas, quer dizer, não desta criação, ¹²e não pelo sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santuário, uma vez por todas, e obteve uma eterna redenção” (Hb 9.11,12). Mais do que uma compreensão intelectual do ritual e dos valores envolvidos naqueles sacrifícios, o cristão precisa ligar a verdade da redenção, o alto preço do sacrifício de Cristo, ao imenso amor de Deus em prover tal oportunidade a pecadores como nós, que somos os beneficiados. Não se trata de atos religiosos e rituais, mas de um amor muito grande e uma generosidade capaz de doar-se ao extremo em favor de quem não merece e nem tem como retribuir o investimento divino. Por isso é muito importante compreender e amar a graça de Deus, porque somos salvos pela graça através da fé, sem obras. Você compreende isso?

Senhor, obrigado por tão grande sacrifício, por tão grande amor demonstrado através da vida de Jesus Cristo o teu amado filho. Não merecemos, mas agradecemos a generosa oferta misericordiosa, pela tua graça infinita. Te louvamos e engrandecemos o nome, que está acima de todo e qualquer nome, o nome de Jesus, amém!

Pr Jason

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