Meditação do dia: 13/04/2026
“Ofereça a Deus sacrifício de ações de graças e cumpra os seus votos para com o Altíssimo.” (Sl 50.14)
Ofereça Sacrifício de Ações de Graças (2) – Façamos uma continuação do assunto, ainda que divirjamos em algum aspecto do escrito anterior, mas a idéia básica é seguir no tema, oferecer sacrifícios de ações de graças. Enfatizamos um pouco o conceito de o que seja oferecer, e agora vamos pensar na idéia de “sacrifício.” Certamente os antigos hebreus e povos antigos entendem com muito mais exatidão do que nós, quando o assunto é ofertar sacrifícios em um altar a Deus. A priori, “sacrifício” trás consigo a noção de dificuldade, ou sofrimento, como também pode ser pensado em alto custo, dor ou sofrimento prolongado. Mas quero me ater ao fato de que aquele animal que era antigamente imolado e colocado sobre o altar e então queimado como oferta e sacrifício; ele era a vítima inocente que dava a sua vida em substituição a vida da pessoa ofertante ou representante dela. Pensamos que ao oferecer algo, como sacrifício, precisa ser de fato um sacrifício, um ato que custa muito, ainda que não se pense apenas sobre valor monetário. Tenho um texto em mente e coração, que recebi nos tempos de seminário e aquilo foi muito marcante na minha vida e me acompanha desde então, e está diretamente ligado a essa idéia que estamos meditando agora. Foi quando o rei Davi, foi instruído a comprar um campo e oferecer um holocausto para cessar uma praga que assolava o seu povo. “Porém o rei disse a Araúna: Não! Eu vou comprar de você pelo que vale. Porque não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que não me custem nada” (2 Sm 24.24). O proprietário ao ser informado pelo Rei do que se tratava, se propôs doar tudo ao rei para que o sacrifício fosse oferecido e a praga acabasse. Mas Davi não entendeu como “bênção” receber e oferecer a Deus algo que não lhe custara nada. Esse é um princípio espiritual muito valioso e atemporal, ou seja, ele continua valendo até hoje e assim o será eternamente: Sacrifício que não custa nada, também não vale nada! Quando entendo que a situação é próxima a isso, me recuso a receber ofertas, doações e ajudas. Assim como não se constrói a felicidade às custas do sofrimento alheio; assim também não se constrói riqueza e provisão divina às custas da exploração e trabalho alheio; pois digno e o trabalhador do seu salário.
Obrigado Senhor, por prover o suficiente para os seus filhos e estou entre eles; o meu culto a ti, é meu, é para ti, e não pode estar baseado no sacrifício de outras pessoas, quer sejam adoradores, quer não. O que eu dedicar ao Senhor, tem que ter as marcas do meu trabalho e da dignidade devida e atribuída com justiça. Te agradeço, em nome de Jesus, amém.
Pr Jason