Intercessão?

Meditação do dia: 06/08/2023

“Disseram a Moisés: Fale-nos você, e ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos.” (Ex 20.18)

Intercessão? – Ler nas entrelinhas é uma expressão da língua portuguesa, que significa observar também o que está sendo dito sem que esteja escrito no texto. Pode se chamar também de “captar o espírito do texto ou da lei.” Na oralidade fazemos uso disso utilizando a entonação da voz ou até mesmo utilizando recursos que permitam a dedução. Numa conversa com alguém, por exemplo: “Você acha que tenho tempo para isso?” Quando na verdade a afirmativa seria: “Não tenho tempo para isso!” Quando estamos impacientes, dizemos: “Aja paciência!!” Não estou afirmando, nem sugerindo que esse tipo de linguagem esteja nesse texto da nossa meditação, mas a expressão nos leva a outros contextos bíblicos e históricos onde estas duas palavras existem e não são intercambiáveis entre si. A intercessão é uma atitude de se colocar diante de alguém em favor de outra pessoa, para obter alguma coisa. A mediação é também estar e se colocar diante de alguém para arbitrar uma condição de necessidade e que uma das partes é incapaz de realizar por si só. Em termos espirituais, utilizamos muito esses aspectos. A intercessão é quando alguém se coloca em oração, clamor em favor de outra pessoa, diante de Deus até que o favor ou a graça sejam alcançada. Até mesmo o Senhor nosso Deus espera que haja intercessores diante dele em favor de outros: “Procurei entre eles um homem que reconstruísse a muralha e se colocasse na brecha diante de mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei ninguém” (Ez 22.30). Este texto é um clássico no ensino bíblico sobre intercessão. Mas temos outros tantos. “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador” (2 Tm 2.1-3). Na nova vida em Cristo, esse texto de Romanos não poderia ficar de fora: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).

Senhor Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, louvado seja o teu santo e poderoso nome, bendita seja a tua Palavra entre nós e nos nossos corações. Estendemos a nossa gratidão pelo ensinamento das verdades que tornam preciosas as nossas vidas diante de ti e nos dá um proposto e um destino. Obrigado, pelo relacionamento que nos trás tantos benefícios, mas a comunhão com o Todo-Poderoso é a maior graça que podemos alcançar e em Cristo isso se tornou possível. Oramos com gratidão e temor, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tremer de Medo

Meditação do dia: 05/08/2023

“Todo o povo presenciou os trovões, os relâmpagos, o som da trombeta e o monte fumegante; e o povo, observando, tremeu de medo e ficou de longe.” (Ex 20.18)

Tremer de Medo “Tendo medo já serve!” Essa era uma expressão muito utilizada e conhecida entre a garotada lá no nosso Goiás. Ela tinha uma conotação de brincadeira, mas em outros aspectos era levada à sério. A moral da expressão é que se não pode ter o respeito ou a consideração da outra pessoa, ela tendo medo, já servia. Mas sabemos que há uma enorme distancia entre medo e respeito ou reverencia. Pensemos no relacionamento familiar, onde os filhos têm medo de seus pais, mas não os respeitam, ou o tipo de respeito que cultivam é devido ao medo e ao terror que eles impõem. Isso é tragédia anunciada por antecipação. Com o relacionamento com Deus, isso toma uma conotação ainda mais pesada. Porque somos chamados a nos relacionarmos com Deus em nível de família, de amor, comunhão e confiança. “Assim, vocês não são mais estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Ef 2.19). Se não for possível se aproximar de Deus pela fé, que é um caminho espiritual, do íntimo do ser (coração); isso será feito pela razão ou intelecto, que é atividade da alma e não do espírito, por tanto é carnal, humano e procurará caminho físicos, materiais e sensoriais; é porta aberta para o extremismo, fanatismo, idolatria e superstição. Estamos falando de religião. Isso não tem nada de evangelho, da graça de Deus e não produz satisfação espiritual. A pessoa continuará faminta, sedenta, inquieta e perdida. Lembremos que foi exatamente isso que levou a Jesus a nos fazer um convite: “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30). Ter medo de Deus, mas não conhecê-lo o suficiente para “temer” no sentido de reverencia, reconhecimento de sua santidade, justiça, bondade, compaixão e generosidade… não ajuda e ainda sobrecarrega. Tiago dá o diagnóstico mais claro que poderia ser dado sobre isso: “Você crê que Deus é um só? Faz muito bem! Até os demônios creem e tremem” (Tg 2.19). Viu, o que ronca e fuça tem medo à ponto de tremer, mas não muda, não se converte e isso não é suficiente.

Senhor, graças te rendemos, adorando em espírito e em verdade, sabendo que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria e por ele evitamos o pecado e tudo aquilo que não te agrada. Queremos andar bem perto de ti, em estreita amizade e comunhão hoje e todos os dias que teremos na face da terra e depois para todo o sempre e eternamente, amém.

Pr Jason

Presenciando Relâmpagos e Trovões

Meditação do dia: 04/08/2023

“Todo o povo presenciou os trovões, os relâmpagos, o som da trombeta e o monte fumegante; e o povo, observando, tremeu de medo e ficou de longe.” (Ex 20.18)

Presenciando Trovões e Relâmpagos – Cada tempo tem seus encantos e seus desafios. Agir pela fé para nós faz todo sentido e entendemos que deve ser assim mesmo, porque a Bíblia diz que o justo vive pela fé. Conhecemos a Deus, somos salvos, recebemos bênçãos e fazemos serviços e ministérios, ajudamos pessoas, acreditamos em muitas coisas, que só é possível a nível espiritual. Quando examinamos a nossa Bíblia encontramos passagens como essa da meditação de hoje, onde presenciamos a descrição de fenômenos atmosféricos, como relâmpagos, trovões, nuvens escuras, raios e até aparência de fogo, mas com a diferença, que os nossos são fenômenos mesmos, mas aqueles eram manifestações da presença, da glória e do poder de Deus, assim, visíveis, audíveis, perceptíveis a todos os sentidos humanos. Mas nada era natural. Quando a experiencia com Deus e com o sobrenatural é bem rasa, limitada, a tendência mais comum é acreditar que aquilo não aconteceu de verdade; foi uma narrativa em forma figurada, ou se aconteceu, não acontecerá mais. Também acontece que algumas pessoas acreditam que aquelas pessoas que viveram e presenciaram aquelas manifestações, foram mais privilegiadas do que nós porque não temos isso em nossos dias. Outros, procuram espiritualizar demais e empreender buscas e viver à procura de ver a repetição novamente. Podemos dizer que a Bíblia é um livro de exportação, isto é, ela tem mensagens para nós retirarmos dela para nosso aprendizado e crescimento; ela não é uma fonte de importação, recebendo nossas interpretações pessoais e enviando para ela o sentido que queremos que ela tenha. Em nosso relacionamento com a Palavra de Deus o melhor que podemos fazer é ler para ser sábio, praticar para ser santos e crer para ser salvos. Aqueles amados israelitas do passado não eram nem mais e nem menos especiais do que nós; apenas viveram num tempo e numa época em que aquelas bases da revelação de Deus estavam acontecendo. Hoje, ela, a revelação divina está completa e isso é privilégio nosso. “Pois o que se pode conhecer a respeito de Deus é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, isto é, o seu eterno poder e a sua divindade, claramente se reconhecem, desde a criação do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que Deus fez. Por isso, os seres humanos são indesculpáveis” (Rm 1.19,20). Outra citação muito importante também foi escrita pelo apóstolo Paulo que diz: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Cl 1.15,16). Não poderia deixar de citar o texto do autor aos Hebreus, que joga muita luz sobre a maior revelação de Deus, que é através de Jesus Cristo. “Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo. O Filho, que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela sua palavra poderosa, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles” (Hb 1.1-4). Vamos firmar a nossa fé e o nosso relacionamento com Deus, através de Jesus e tudo que ele trouxe pessoalmente e através de seus apóstolos e tudo isso registrado no nosso Novo Testamento. Deus hoje está mais perto de nós, do que estava daqueles hebreus, porque na Nova Aliança, ele habita em nós, que somos agora o seu santuário. Viva sua fé! Ande em fé e sirva ao Senhor com alegria, esse é o seu tempo; essa é a sua hora, essa é a nossa vez!

Pai Celestial, obrigado por sua bondade, justiça e misericórdia; somos gratos pelas revelações de tua bendita pessoa, tanto no passado, como no presente, através do Espírito Santo na igreja e da tua Palavra. Somos felizes por vivermos nesse tempo, nesse contexto e dentro do teu propósito. Consagramos a nossa vida, nossa vontade e tudo o que somos e temos, para servir com alegria e fazer a nossa parte, agora que é a nossa vez! Oramos em fé, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Cobiçar Coisa Alguma

Meditação do dia: 03/08/2023

Não cobice a casa do seu próximo. Não cobice a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” (Ex 20.17)

Não Cobiçar Coisa Alguma – Coisa alguma me parece muita coisa! Assim como nada, é muito pouco coisa; ninguém é muito pouco em termos de pessoas; tudo é muita coisa ou muito abrangente. Quando a Bíblia diz que Deus criou todas as coisas, algumas pessoas perguntam: “até…? ou aquilo também?” Sim! “Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). “Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste” (Cl 1.16). Especialmente este texto bíblico de Colossenses é muito abrangente, radical e redundante. Em Cristo foram criadas todas as coisas – em todos os lugares e de todas as categorias, materiais, imateriais, físicas, metafísicas, tipos de poderes e autoridades. O mais significante: Tudo foi criado por ele, para ele; ele antecede a tudo e a todos e é por seu intermédio que tudo isso é e permanece! Excluir Deus da Criação é simplesmente acabar com tudo, ou com nada, melhor dizendo! Essas são algumas das bases ou provas do porque Deus tem o legítimo direito de legislar e regulamentar todas as coisas, ainda que alguém ou algumas pessoas se arrogam alguma coisa, queira negar essa influencia e até a sua existência. Ao meditarmos hoje, sobre o pecado da cobiça, estou dizendo, quer você aceite ou goste ou não, essa é a verdade e a sua ou minha negação, não vai alterar substancialmente nada no propósito eterno de Deus, senão para nosso próprio prejuízo. Cobiçar é errado, porque Deus estabeleceu uma lei que diz para não cobiçar e ponto! “Que diremos, então? Que a lei é pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, a não ser por meio da lei. Porque eu não teria conhecido a cobiça, se a lei não tivesse dito: “Não cobice.” Mas o pecado, aproveitando a ocasião dada pelo mandamento, despertou em mim todo tipo de cobiça. Porque, sem lei, o pecado está morto” (Rm 7.7,8). Acredito que algum dos meus leitores dessa meditação, prestando mais atenção nessa referencia de Romanos, vai ter muito material para meditar, criar estudos bíblicos e aprender muito sobre salvação, libertação,  da santificação, do poder do pecado, o papel da lei, da graça, da cruz, do novo nascimento, e a lista será grande. Se precisarem, apertem os seus pastores e professores para lhes encaminhar em maior conhecimento dessas verdades. Para nós aqui, é suficiente entender porque Deus quer que não cobicemos nada de ninguém; se precisarmos, podemos lhe pedir com fé, porque ele pode nos dar TUDO, então pra que cobiçar o que pertence ao próximo? Se ele tem ou recebeu, também podemos, se isso está alinhado com os propósitos de Deus. Amém?

Senhor, os teus mandamentos são justos e retos! Podemos aprender com as grandes verdades contidas nesses pequenos fragmentos contidos na tua Palavra. Precisamos ser cheios do Espírito Santo, que já habita em nós e pode nos guiar a toda a verdade! Obrigado, graças, Senhor! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Cobiçar o Boi ou Jumento

Meditação do dia: 02/08/2023

Não cobice a casa do seu próximo. Não cobice a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” (Ex 20.17)

Não Cobiçar o Boi ou Jumento – Em dias modernos, até o boi ou o jumento é tech, é pop! Quando se pensa nas verdades dos ensinos bíblicos e suas aplicações, não se pode agir literalmente no entendimento e aplicação, como se não houvesse uma história, uma cultura e um intervalo de tempo entre o que foi escrito e o que vivenciamos como sociedade atual. Deus tratou com pessoas, povos, nações e isso envolvia costumes, culturas e hábitos regionais e para isso, valeu-se de princípios que poderiam ser experimentados ali, no dia a dia e também serviriam para todos os povos em todos os tempos, sem que a verdade ficasse obscura, obsoleta e sem utilidade. Não é verdade que a Bíblia é tudo alegoria, metáforas e mitos. Ela é verdade verdadeira, absoluta, sem conter erros ou contradições e nenhum livro jamais foi tão combatido, contestado e desacreditado e sobrevivido cada vez mais forte, mais veraz do que seus inimigos e adversários imaginavam, do que a Bíblia. Literalmente, bois e jumentos, cavalos e outros animais domésticos são propriedades, bens para consumo e serviço. Alguns deles já ocuparam na história dos povos, status de riqueza, grandeza e poder. Para evitar algo assim e desvirtuar a fé dos israelitas, Deus incluiu cláusulas nas suas leis para que eles se mantivessem tementes e confiantes num poder maior e superior, que poderia mantê-los protegidos, seguros e prósperos. “Porém esse rei não deve multiplicar para si cavalos, nem fazer o povo voltar ao Egito, para multiplicar cavalos, pois o Senhor já lhes disse: Nunca mais vocês devem voltar por este caminho” (Dt 17.16). Deus sabe o que diz e porque diz, concorda comigo? A versão correta da fé deveria levar Israel e todo o povo de Deus a uma verdade simples: “Uns confiam em carros de guerra, e outros, em seus cavalos; nós, porém, invocaremos o nome do Senhor, nosso Deus” (Sl 20.7). No contexto deles também, o boi ou jumento era um importante aliado do trabalho pesado, para transporte, uso na agricultura e em tantas outras utilidades, como foram para os povos e civilizações em desenvolvimento. Até que começaram a serem substituídos por máquinas e carros, implementos de trabalho mecanizados. De onde você acha que vem o padrão de medida de forças de um veículo? O motor é de 100 cavalos, 300 cavalos… usando também a nomenclatura em inglês “HP” de Horse Power. Entende de onde pode vir a cobiça, e o pecado.

Senhor, ensina-nos a ver a vida do teu ponto de vista e assim alcançarmos corações sábios e vida produtiva sem avareza, cobiça e pecado. Confiando em ti e no teu modo de governo. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Cobiçar o Servo do Próximo

Meditação do dia: 1º/08/2023

Não cobice a casa do seu próximo. Não cobice a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” (Ex 20.17)

Não Cobiçar Servo do Próximo – Podem ficar tranquilo que o pastor Jason não é favorável a trabalhos em condições análogos à escravidão. Como cristão, aceitamos a condição de servos, no sentido bíblico de voluntário, por amor e a serviço do Reino de Deus. Essa é uma condição muito justa e para quem conhece a Deus e ao seu caráter, sabe que é por demais honroso ser chamado de servo de Deus; é um privilégio servir ao Corpo de Cristo, do qual somos membros e precisamos promover a edificação e saúde mútua; sendo assim, todos servimos e todos somos servidos. Como disse o apóstolo Paulo, “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14,15). No contexto de mão de obra, empregados e servidores entram na categoria de servos, na linguagem bíblica. Com um mercado muito concorrido e disputado para certas classes e determinados profissionais, cobiçar o servo e a serva alheia hoje até faz parte do ritual do mundo empresarial e de negócios. Estamos num tempo de transição daquilo que conhecíamos como “mão de obra,” para o mercado 4.0 onde já se utiliza a expressão “cérebro de obra.” Os setores de RH das empresas estão atrás de cérebros capazes de resoluções de problemas e pessoas capazes de aprender e criar sem terem de serem comandados e supervisionados de perto por um único especialista. Há seguimentos trabalhistas onde só se contratam funcionários formados em engenharia, porque são os elementos mais treinados para solução de situações e problemas. Já notaram que atualmente poucos querem passar a vida toda num único emprego? Não há mais carreiras definitivas e as novas gerações buscam mais a rotatividade e os novos desafios? Mas ainda que as coisas sigam essas tendências, as relações humanas ainda são importantes e nelas, cobiçar de forma mesquinha e egoísta as pessoas que servem a outros, ou até mesmo aos concorrentes, precisa ser vista pelo cristão, como oportunidade de viver a verdade da revelação divina. Não construímos nossa felicidade, prosperidade e bem-estar sob alicerces da desonestidade, cobiça, inveja e métodos que ferem a ética e as boas relações. Para cumprir a nossa função cristão de ser luz e brilhar, não podemos e não precisamos apagar a luz e o brilho dos outros.

Senhor, agradecemos por nos capacitar a viver acima da média, da mediocridade e sermos sal e luz num mundo corrompido e desleal; mas o fato do mundo ser assim, não nos autoriza a sermos parecidos com isso ou adotarmos condutas e padrões que não permitam que a luz e a graça do Senhor faça a diferença nas vidas ao nosso redor. Seguimos as recomendações da tua Palavra, que nos incentiva a fazermos todas coisas, quem em palavras ou ações, tudo deve ser feito para a tua glória; e assim será, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Cobiçar a Mulher do Próximo

Meditação do dia: 31/07/2023

Não cobice a casa do seu próximo. Não cobice a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” (Ex 20.17)

Não Cobiçar a Mulher do Próximo – Voltamos a uma exigência moral, de cunho espiritual de grande abrangência. Aqui, também “mulher” está no sentido de que o inverso também é válido, não cobiçar o “homem” da próxima. Acredito que utilizando as lentes da humildade e da sinceridade, não vamos tirar proveito e enveredar pela senda da moda atual e arrastar-nos para campos minados e escorregadios das pautas sociais que enaltecem um lado da verdade como se fosse a verdade toda. Duas meias verdades podem não terminar em uma grande verdade, e sim numa grande mentira. Não cobiçar mulher do próximo, não serve para discutir feminismo, mulher objeto, machismo, empoderamento de A ou de B. O mesmo coração invejoso que menospreza o valor do trabalho honesto e da justiça de cada um progredir e alcançar o sucesso pelo próprio esforço e trabalho, e o mesmo coração que se encaminha para a imoralidade e busca a satisfação a qualquer preço e faz de qualquer pessoa que lhe agrade aos olhos, um objeto de conquista e satisfação carnal. A cobiça não se satisfaz com o que tem e com quanto tem; sempre estará querendo mais e sem medir consequências. “De onde procedem as guerras e brigas que há entre vocês? De onde, senão dos prazeres que estão em conflito dentro de vocês? Vocês cobiçam e nada têm; matam e sentem inveja, mas nada podem obter; vivem a lutar e a fazer guerras. Nada têm, porque não pedem; pedem e não recebem, porque pedem mal, para esbanjarem em seus prazeres” (Tg 4.1-3). Nesse mandamento, não cobiçar vem seguindo de uma série de possibilidades e todas estão dentro da ordem de se guardar. A boa mordomia cristã não proíbe e nem inibe a nenhum filho de Deus, possuir ou trabalhar para adquirir o que precisa e até mesmo a prosperidade e a riqueza; mas tudo deve ser feito dentro das normas éticas e morais bíblicas, através do trabalho e diligencia da pessoa, fazendo bom uso dos bens e dons de Deus para multiplicar todo o seu potencial. Se toda a energia desperdiçada com a cobiça ilícita for canalizada para a criatividade e o trabalho honesto, a pessoa alcançará suas metas e com a bênção do Senhor assegurada e garantida.

Senhor, tu és o possuidor dos céus e da terra, dono de toda a riqueza e a distribuis conforme a tua justiça e a cada um foi dado dons e talentos, oportunidades e possibilidades para serem desenvolvidas. Permite que o nossos coração se torne sábio a cada dia para fazer bom uso de tudo que está disponível a nós e produzamos honra, glória e louvor ao teu santo nome. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Cobiçar a Casa do Próximo

Meditação do dia: 30/07/2023

“Não cobice a casa do seu próximo. Não cobice a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” (Ex 20.17)

Não Cobiçar a Casa do Próximo – Lar doce lar! Mas não é disso que a Palavra de Deus está falando; aqui se trata de propriedade, um imóvel que pertence a alguém perto de mim, seja próximo no sentido geográfico, como o meu vizinho, ou próximo no sentido de pessoa conhecida, do círculo de relacionamentos; nesse caso o imóvel pode até estar distante fisicamente, mas ainda é objeto de cobiça. Podemos pensar em termos de desejo de possuir e isso pode ser ambivalente, pois o desejo em si, não precisa ser necessariamente mal, pois poderia ser empregado meios legítimos e uma diligencia positiva para se alcançar a ambição positiva de se alcançar alguma coisa. Mas quando a ambição é fruto de ações, atitudes e sentimentos pervertidos, isso toma uma conotação totalmente diferente. Gostaria de pensar e chamar sua atenção para a importância do senso de justiça que deve prevalecer em nossas vidas, como filhos e servos de Deus e acima da justiça, ainda se sobrepõe o senso de dever ou missão de vida, para com o reino de Deus. Somos mordomos de todos os bens que Deus disponibiliza para nós, como servos, administrar e realizar os seus propósitos. De acordo com a minha área de serviço, determinadas prioridades pessoas devem ser substituídas por outras que estão alinhadas com o exercício ministerial. Todos estamos aqui para cumprir uma missão e realizar um propósito e não podemos nos envolver com nada que nos desvie de alcançar esses objetivos. “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é agradar aquele que o recrutou. Igualmente, o atleta não é coroado se não competir segundo as regras” (2 Tm 2.4,5). Paulo utilizou duas figuras fáceis de se compreender suas rotinas de vida frente aos seus objetivos. O soldado está completamente comprometido com a missão e para isso treina, se disciplina e se dedica essa causa como prioridade de vida. O atleta, precisa ser disciplinado e dedicado, abrindo mão de quaisquer outros atrativos, para alcançar suas metas e precisa estar dentro das regras, para não ser desclassificado. Não é pecado e nem errado, ter digamos, uma casa de praia, de campo, de inverno, um sítio, um haras ou uma fazenda etc. Mas como cristão, há perguntas que precisam ser respondidas: Como a aquisição e manutenção disso, contribui para o progresso e desenvolvimento do meu chamado? Como isso acrescenta ao meu ministério? Como o Reino de Deus será impactado positivamente através disso? Se as respostas forem negativas ou neutras, seria bom repensar. O fato de alguém ter, não serve de base para mim. Concentrar esforços e despesas em algo que não acrescenta nada espiritualmente e nem melhora ou facilita o meu ministério, eu preciso orar mais e alcançar permissão do meu Senhor, porque afinal os recursos e o tempo gasto nisso, pertencem a ele. Uma vida alinhada à perfeita vontade de Deus, evita desperdício de investimentos em coisas, que embora sejam boas, valiosas, úteis, não se encaixam no contexto da vontade de Deus para a pessoa naquele momento. Não cobiçar deve ser visto como uma advertência para concentrar seu foco no que verdadeiramente é importante.

Senhor, agradecemos servir a um Senhor tão generoso e provedor como tu. Temos o necessário e suficiente para realizarmos a tarefa para a qual fomos chamados e queremos muito fazer o melhor. Não precisamos cobiçar nada de ninguém, porque tu tens prazer em abençoar aqueles que te servem e se ocupam do teu serviço. Graças, por toda a provisão espiritual, material, financeira, emocional e social, com vidas preciosas disponíveis a caminhar conosco nessa jornada de fé. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Dar Falso Testemunho

Meditação do dia: 29/07/2023

“Não dê falso testemunho contra o seu próximo.” (Ex 20.16)

Não Dar Falso Testemunho – Estamos meditando nos Dez Mandamentos. São princípios de vida, que tornam os relacionamentos saudáveis e todos podem viver com segurança e estarão assegurados a tranquilidade, a paz, a justiça, a prosperidade e toda a família e por extensão, toda a nação são abençoados. Gostaria também de deixar bem claro aqui, que o propósito da lei não é justificar ninguém. “Porque ninguém será justificado diante de Deus por obras da lei, pois pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.” (Rm 3.20). Ninguém será salvo, ou justificado diante de Deus por obedecer os dez mandamentos ou os outros quase 380 existentes na Palavra de Deus. O propósito da lei e dos mandamentos não é salvar ou justificar; mas sim, dar consciência da fraqueza humana e da necessidade de um salvador. A salvação e a justificação humana, acontece pela fé em Cristo. Nossa boa conduta moral e social, fazendo todos esses princípios, nos levam a bons relacionamentos, sermos bons cidadãos, bons vizinhos, bons amigos, pessoas de confiança e tudo mais, mas, não conta pontos para salvação. O mandamento que vamos pensar hoje, diz respeito a integridade pessoal, quando precisa depor como testemunha, ou comparecer diante de uma autoridade, numa questão judicial. O mandamento trabalha com a idéia de que a pessoa assuma sua responsabilidade e aja de forma madura e consciente, de que a verdade é o melhor caminho para resolver questões cruciais, sendo assim, falar a verdade é abençoador. Dar falso testemunho é trabalhar para prejudicar alguém, tirando-lhe o direito de se defender imparcialmente e impondo-lhe uma sentença, sem critérios e sem bondade. O cristão deve entender e estar pronto a pagar o preço para que a justiça seja feita; sendo assim, ele não pode ser parcial e acusar ou deixar de acusar, não dizendo a verdade, para proteger alguém de quem gosta, contra alguém que não lhe é afeto. Mesmo quando a pessoa em questão é o próprio, procurar se livrar da responsabilidade dando um falso testemunho e muito grave. Isso diante de Deus é de uma gravidade imensa. Entre sete atitudes detestáveis diante de Deus, ser uma falsa testemunha está presente. “Seis coisas o Senhor Deus odeia, e uma sétima a sua alma detesta: olhos cheios de orgulho, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que faz planos perversos, pés que se apressam a fazer o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia discórdia entre irmãos” (Pv 6.16-19).

Senhor, Deus de toda justiça, graças te damos pela tua bondade e compaixão demonstrada para conosco, em Cristo Jesus; mesmo sem merecimento de nossa parte, fomos aceitos, amados e acolhidos por ti. Agora somos tuas testemunhas e como tais, precisamos prevalecer em justiça e verdade, para que boas pessoas não sejam prejudicadas ou pessoas más, sejam livres de suas responsabilidades. Pedimos sabedoria e coragem moral para tomarmos boas decisões no momento certo. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Furtarás – Exceções

Meditação do dia: 28/07/2023

“Não furte.” (Ex 20.15)

Não Furtarás – Exceções – Toda regra tem sua exceção, já vaticina o jargão popular. No nosso sistema legal e jurídico, há certos expedientes que podem servir legalmente para certos casos. Porém, isso não significa que há permissão legal ou jurídica para violar o direito privado ou público, de bens e propriedades. Tais institutos são bases atenuantes de culpa e responsabilidade, que até a Bíblia prevê, e que foram incorporados no sistema jurídico de muitos povos e nações. Vejamos algumas citações bíblicas de situações que recebiam esses benefícios. “Quando entrarem na vinha do seu próximo, podem comer uvas à vontade, até ficarem fartos, porém não devem levá-las embora num cesto. Quando entrarem na plantação do seu próximo, podem arrancar as espigas com as mãos; porém não devem colher nada com a foice” (Dt 23.25,26). Entende-se que esses princípios eram parte da cultura e das tradições dos povos antigos, quando as pessoas viajavam, ou em algumas circunstancias, estando com fome e passando por uma plantação, poderiam comer e saciar a fome, mas em ambos os casos, não valia colher e levar para casa; era circunstancial. Também não era uma permissão para se sair de casa e ir para a propriedade alheia para comer e se deleitar às custas alheia. Uma outra passagem bíblica interessante é encontrada em Mateus. “Por aquele tempo, num sábado, Jesus passou pelas searas. Estando os seus discípulos com fome, começaram a colher espigas e a comer. Os fariseus, vendo isso, disseram a Jesus: Olhe! Os seus discípulos estão fazendo o que não é lícito fazer num sábado” (Mt 12.1,2). Os discípulos estando com fome, em viagem, utilizavam esse expediente legal e de repente, os legalistas fizeram acusações, não por eles pegarem as espigas, mas por fazer isso no dia de sábado. Jesus ficou do lado dos discípulos, e ainda no contexto ele apresentou contextos bíblicos onde leis e mandamentos de cerimônias e rituais da fé judaica foram violados, e foram considerados exceções permitidas e sem culpa ou aplicação da lei de forma radical. Ele citou o trabalho dos sacerdotes em relação ao sábado e Davi e seus homens terem comido dos pães cerimoniais sagrados, que por lei só os sacerdotes e familiares poderiam comer. Também encontramos o princípio do direito de se sustentar através do trabalho pessoal, que foi atribuído também no trato com os animais que trabalhavam nos campos. “Não amarrem a boca do boi quando estiver pisando o trigo” (Dt 25.4). Esse princípio legal do Velho Testamento foi apropriado no Novo Testamento, como sendo um princípio espiritual e de sustento para os obreiros em serviço no Reino de Deus. “Porque na Lei de Moisés está escrito: Não amarre a boca do boi quando ele pisa o trigo. Por acaso Deus está preocupado com bois? Será que não é certamente por nossa causa que ele está dizendo isso? É claro que é por nossa causa que isso está escrito. Pois quem lavra deve fazê-lo com esperança e o que colhe deve fazê-lo na esperança de receber a parte que lhe é devida. Se nós semeamos entre vocês as coisas espirituais, será muito recolhermos de vocês bens materiais?” (1 Co 9.9-11). Há também um precedente, que no juridiquês brasileiro se diz “roubo ou furto famélico.” É um delito, mas tem atenuante se comprovado a legitimidade do estado de fome e necessidade. Na Bíblia isso era levado em conta, mas se apanhado, a pessoa arcaria com as consequências. “Não se despreza o ladrão quando, faminto, rouba para matar a fome. Pois este, ao ser apanhado, pagará sete vezes tanto; entregará todos os bens de sua casa” (Pv 6.30,31). Como cristãos, procuramos dar um bom testemunho em todos os aspectos da vida e de nossas relações com o nosso próximo. Não roubamos, não furtamos e não aceitamos exceções, uma vez que temos a bênção e o favor do Senhor, como o nosso provedor. Utilizar de artimanhas e brechas na lei, para se apropriar de bens sem o devido pagamento, é inaceitável e uma forma de desonrar o Deus a quem servimos e de quem testemunhamos que é dono, senhor e provedor de todas as coisas; sendo generoso e doador, que faz justiça e ampara os que nele confiam. Há brechas nas leis de consumo, que inclusive permite obrigar o comércio a dar gratuitamente ou repor mercadorias em que alguns aspectos legais estão fora da conformidade e padrão legal, como data de vencimento e pessoas mal-intencionadas, se aproveitam e saem a caça de amealhar alimentos e artigos de consumo, com tais artifícios. Não importa o que a lei diz, para nós, a um princípio maior: “Não furtarás.”

Senhor, graças te damos, por ser o nosso Deus e o Senhor de nossas vidas. O Senhor é o nosso pastor e nada nos faltará, assim diz a tua Palavra, e assim nós cremos e vivemos na segurança que através do nosso trabalho e da tua bênção teremos o suficiente e o necessário. Graças pelo provimento diário, agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason