Não Tomar o Nome de Deus em Vão

Senhor, obrigado pelo exercício das tuas misericórdias para comigo e para consoco, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Meditação do dia: 17/07/2023

“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.” (Ex 20.7)

Não Tomar o Nome de Deus em Vão – Sem dúvidas alguma estamos diante de um mandamento bíblico que sempre inspirou o maior temor e respeito aos servos do Senhor. Ele veio acompanhado de uma sentença pesada de juízo sobre a pessoa que utilizar o nome de Deus de forma atribua ao caráter dele um sentido negativo e o exponha maldosamente. Segundo algumas fontes, por temer o uso inadequado do nome de Deus, isso era rarissimamente utilizado pelos hebreus. Também se fala, que os escribas ao fazerem as cópias das Sagradas Escrituras, em reverencia e temor, todas as vezes que tinham que escrever o nome de Deus, eles paravam a transcrição, tomavam banho de corpo inteiro, removiam a tinta da pena ou instrumento de escrita e utilizavam uma nova porção, tudo isso por zelo para que o santo nome de Deus não fosse tomado em vão. Temos uma descrição em Juízes, que uma mãe deitava maldições em quem havia lhe roubado uma certa quantia de moedas de prata, até que um dia, o seu filho confessou que era ele que havia feito aquilo e devolveu as moedas à mãe, que retirou as maldições e o abençoou. “E havia um homem da montanha de Efraim, cujo nome era Mica.
O qual disse à sua mãe: As mil e cem moedas de prata que te foram tiradas, por cuja causa lançaste maldições, e de que também me falaste, eis que esse dinheiro está comigo; eu o tomei. Então lhe disse sua mãe: Bendito do Senhor seja meu filho”
(Jz 17.1,2). Nos seus ensinamentos, Jesus também falou sobre a responsabilidade dos seus seguidores ao utilizarem o seu nome, mas sem um verdadeiro compromisso com ele; assim ele enfatizou a importância daquilo que somos diante de Deus, como superior ao que podemos fazer por Deus ou para Deus. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23). Aprofundando a atenção às palavras de Jesus, percebemos que ele se refere, a uma espécie de manipulação da autoridade do seu nome, consequentemente do nome de Deus, sem apartar-se dos pecados e da vida de pecados, mercandejando com os dons e os favores de Deus em beneficio próprio. No dia do juízo, não haverá apelação, porque tais elementos nunca cultivaram um relacionamento com Deus de forma intencional e reverente. Estão mais para mercenários, do que para servos e adoradores de Deus. Conhecer a Deus significa conhecer o seu nome e o seu caráter. Associar o nome de Deus à banalidades, futilidades e meras expressões exclamatórias, não condiz com a vida de adoração e serviços legítimos que um adorador faz a Deus. Nome de Deus é santo, tal qual ele mesmo! Tem poder tal qual sua pessoa, porque o nome expressa aquilo que Deus é.

Senhor, obrigado por ser o nosso Deus, sempre e eternamente. Reconhecemos a tua santidade e o poder que há em ti e esse mesmo poder está no teu nome. Sobre nós, que nos tornamos teus filhos, repousa o poder desse nome que nos protege, nos assegura o direito de utilizá-lo em nossa adoração e no serviço em santidade e justiça. Nosso propósito é glorifica-lo e engrandece-lo, pois bendito é o teu santo nome. Oramos com fé, reverencia e muito temor, zelando pelo nome que está acima de todos os nomes, o nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As misericórdias do Senhor

Meditação do dia: 16/07/2023

“mas faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.” (Ex 20.6)

As Misericórdias do Senhor – Conta-se que na época do governo de Napoleão Bonaparte, na França, uma mãe compareceu diante dele e implorou para que ele usasse de misericórdia para com o filho dela, que fora condenado a pena de morte. Ele respondeu a ela que o rapaz, filho dela merecia justiça; ao que que ele disse: “Eu sei, que ele merece justiça, por isso estou pedindo por misericórdia!” O conhecimento dessas verdades sobre os atributos de Deus, faz muito bem ao cristão no seu relacionamento com Deus e também com o próximo e no exercício de seu ministério e serviço ao próximo. Por definição, justiça é dar a cada um aquilo que lhe é devido. A misericórdia é exatamente o contrário da justiça, pois ela consiste em NÃO DAR aquilo que se merece, mas dar por graça, generosidade sem que tenha merecimentos. Veja o exemplo do relacionamento de Deus conosco, os pecadores; através do sacrifício de Cristo na cruz e da obra da redenção: o pecador merece o castigo, o juízo, a condenação, isso seria justo da parte de Deus; mas esse castigo, juízo e justiça recaiu sobre Cristo na cruz. O pecador não merecia o perdão, a salvação, a filiação e a vida eterna; mas isso lhe foi atribuído por imputação, pela graça de Deus. “Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Is 53.4-6). Pedro repete essas expressões de Isaías de forma muito forte: “carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele vocês foram sarados” (1 Pe 2.24). Podemos ver essas verdades aplicadas no rigor da lei e no exercício da lei, porque o caráter de Deus é perfeito e ele não exerce um atributo em detrimento do outro. Vimos que a maldição e o juízo de Deus vêm sobre as pessoas até a terceira e quarta geração dos que aborrecem a Deus e aqui vemos que as misericórdias do Senhor alcançam as pessoas até mil gerações. Justiça seja feita, a desproporção é enorme entre uma ação e outra. Louvado Seja Deus pela obra redentora em Cristo Jesus. Sabe por quê? “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade” (Lm 3.22,23).

Senhor, obrigado pelo exercício das tuas misericórdias para comigo e para consoco, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Três Ou Quatro Gerações

Meditação do dia: 15/07/2023

Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque, eu, o Senhor, seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” (Ex 20.5)

Três Ou Quatro Gerações – Repetindo para não cairmos na vala das discussões ou sermos tachados de qualquer coisa que não edifica: Nossas meditações não têm como foco ou propósito transitar nos campos doutrinários. Não pretendemos também disseminar heresias, ou ensinos duvidosos, mas primamos por uma ortodoxia bíblica e saudável, que promova a edificação e o crescimento espiritual de todos nós. sabemos que existem diversas escolas de pensamentos, correntes teológicas, crenças individuais e culturais que precisamos respeitar e conviver com dignidade e fraternidade cristã. Portanto, se abordarmos algum tema que não seja exatamente o que você acredita ou cultiva, não leve para o campo das discussões; desfrute daquilo que te abençoa e edifica e compare o que está escrito com o que você tem e acrescente o bom e descarte o que não lhe serve. Na meditação desses dias, incluindo a de hoje, temos passar pelas portas das questões das “bênçãos e maldições” – “juízos e justiça” de Deus – Questões hereditárias e etc. Li outro dia alguém que escreve e compartilha meditações e estudos bíblicos em larga escala a um bom tempo e ao que tudo indica tem muitos seguidores. Encontrei lá coisas muito interessante e edificantes, mas também um pouco de radicalismo sobre determinados temas, onde ele bate direto e classifica negativamente como heresias ou falsas doutrinas. Respeito, mas deve haver espaço para outros pensarem diferentes, desde que não fira a verdadeira interpretação bíblica. Nesse caso em particular ele “desceu a madeira” em “maldição hereditária” e em seguida citou com entusiasmo as “bênçãos hereditárias.” Pensei com meus botões, porque um sim e outro não? Por que pode herdar um e outro não? Como na meditação de ontem, eu, pastor Jason, separo na minha vida prática e pastoral, que seria uma maldição, de uma consequência de atitudes tomadas. Se um pai toma atitudes erradas (não morais, pecado etc.) mas de emprego, moradia, negócios e algo der errado, toda a família vai sofrer as consequências e isso não tem nada de culpa ou maldição. Como se tal decisão der tudo certo e aumentar a produtividade, os recursos e a prosperidade, todos serão beneficiados. No mandamento de Deus, a questão é atrelada a decisões morais e espirituais de obedecer ou desobedecer a verdade revelada, conhecida e clara, culto e na fé das pessoas. Culturalmente na atualidade quando nos referimos a alguma coisa feita de coração, a interpretação mais comum está ligado às emoções e sentimentos. Mas biblicamente, não é exatamente isso, quanto lemos por exemplo, na lei dada a Moisés e a Israel: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração (Dt 6.5,6). Sublinhei as expressões que se referem ao coração para facilitar para nós. A principal função do coração é a reflexão, a decisão voluntária e consciente, o planejamento, a percepção, a compreensão. Nesse texto em particular, primeiro os pais precisam vivenciar o processo de ouvir, amar, ter estas palavras no seu coração para, então, repetir, falar, atar. É neste processo que o caráter das pessoas é transformado, visto que é diante da obediência ao Soberano Deus que a justiça e a Lei alcançarão todas as nações; então, será estabelecido o Reino. Pessoas que desafiam conscientemente a verdade de Deus, se colocam numa condição de maldição e uma condição cancela a outra. Não é possível ser um bendito amaldiçoado e nem um amaldiçoado bendito. Tiago e Jesus disseram que não é possível essa ambivalência: “De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce” (3.10-12). “Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons” (Mt 7.16-18).

Te louvamos, querido Pai, somos gratos pela verdade revelada na tua Palavra que nos governa e nos encaminha pelas veredas direitas e boas para promover a verdadeira vida. Agradamos ao obedecermos àquilo que conhecemos e já fomos instruídos na revelação da tua vontade, em Cristo e na Palavra escrita. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Visitação da Iniquidade Paternal

Meditação do dia: 14/07/2023

Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque, eu, o Senhor, seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” (Ex 20.5)

Visitação da Iniquidade Paternal – De cara, precisamos confirmar em nossos corações e mentes que Deus não comete injustiça e nem pune alguém inocente. É bíblico e patente em um sem número de evidencias que cada pessoa é responsável pelos seus atos, escolhas e atitudes e disso irá prestar contas. “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.12). “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5.10). “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele” (Ez 18.20). Lendo sobre o tema encontraremos bons argumentos e também verdades misturadas com pontos de vistas pessoais, que acabam por comprometer o legítimo ensino bíblico. Como disse Jesus, “…um pouco de fermento, leveda toda a massa.” (Lc 13.21; Gl 5.6,7). Deus está tratando com um povo que acredita muito no poder e na influencia das gerações umas sobre as outras. As culturas antigas, especialmente entre os hebreus, cada geração era importante como um ele de duma grande corrente e nessa simbologia, a força da corrente e sua capacidade de resistência está firmada no elo mais fraco; o que ele suportar, toda a corrente também suporta; então o sistema do mundo trabalha para eliminar elos tidos como fracos. Lembramos as atrocidades que o nazismo produziu, atribuindo à certos grupos étnicos graus diferentes de legitimidade, importância e até aqueles que deveriam ser extintos, claro, dando superioridade a uma determinada raça. Também vimos o estrago que o Apartheid fez com o povo Sul Africano. Tivemos nossa própria escravidão e segregação e não gostamos nada daquilo. Quando Adão e Eva pecaram, eles foram responsabilizados e o trabalho da redenção entrou em ação em favor deles, com uma expiação de culpa e pecado através do sacrifício de um animal inocente: “E fez o Senhor Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu. (Gn 3.21). O casal foi perdoado? Sim! A culpa foi removida ou expiada? Sim! O relacionamento espiritual foi restabelecido? Sim, dentro das novas condições imposta pela desobediência humana. Adão e Eva permaneceram no Jardim do Éden? Não! Foram expulsos e impedidos de voltar. Houve injustiça da parte de Deus? Não! Os filhos e descendentes de Adão e Eva vieram ao mundo, que não era mais um paraíso e a condição de vida não era tão propícia como no início. Então esses filhos e descendes, incluindo nós, recebemos as consequências dos atos Adão, mas não recebemos a culpa ou castigo pelo pecado deles. Esse é o princípio utilizado no verso de de nossa meditação de hoje: “…que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam” (Ex 20.5). O pecado tem consequências graves que afetam não apenas o praticante, mas também aos próximos dele e até a sociedade no contexto. Lembrando que na ortodoxia bíblica não existe “SE…” Se Eva não… Se Adão… Se eu… Se Deus…. Se a Igreja… Se a Bíblia… A Palavra de Deus é o que ela é, diz o que diz e porque diz e pronto!

Senhor Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Redentor forte, o Caminho, a Verdade e a Vida! Somos agraciados com a fé na tua divina revelação, na Palavra e na encarnação de Cristo. Somos abençoados em sermos teus filhos, comprados pelo precioso sacrifício vicário de Cristo e se somos filhos, somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Nos propomos conhecer, obedecer e praticar os teus princípios e os teus mandamentos. Te louvamos e engrandecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus Zeloso

Meditação do dia: 13/07/2023

Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque, eu, o Senhor, seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” (Ex 20.5)

Deus Zeloso – Ao contrário do que proclama o deísmo, a verdade bíblica expressa que Deus criou todas as coisas, as preserva e governa pessoal e presencialmente toda a sua criação. Salomão, quando escreveu o Livro de Eclesiastes, fez uma citação interessante e muito significativa: “Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal.” (Ec 8.11). Essa declaração de Salomão nos faz refletir sobre as tendências que vemos no cotidiano de nossas vidas e em nossa sociedade. Isso leva as pessoas a desenvolverem conceitos e viverem relacionamentos religiosos como se Deus fosse distante, omisso e ou “não ligasse” para nada que acontece aqui em baixo. Mas cremos que Deus é muito presente, muito próximo e o seu amor o faz presente não só na vida dos tementes a ele, mas em todo o contexto de existência. Ele cuida de tudo e de todos, como Jesus expressou no Sermão da Montanha, que ele cuida dos pássaros, das ervas e consequentemente, muito mais das pessoas, que foram criados à sua imagem e semelhança, criou todo esse planeta lindo, dotado de todos os recursos para servir de habitat para a mais perfeita de suas criações, o homem. Tudo o que existe, foi criado em função de dar ao homem um lar apropriado, agradável, produtivo e onde ele poderia desenvolver seu potencial e se realizar. O pecado é que estragou tudo e corrompeu tudo. Também cremos biblicamente que Deus não é um ser religioso, que vive em função de rituais, cerimonias, ofertas e sacrifícios, que os homens são obrigados a fazer. Deus não vive em secreto, escondido, enigmático e deixa migalhas como pistas para ver se alguém resolve a charada e o descobre. Olha o que Paulo disse aos sábios filósofos de Atenas: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração” (At 17.24-28). Deus nunca esteve longe de sua criação, nunca a abandonou e por essas e tantas outras razões, ele é presente, cuidadoso e ZELOSO, por sua santidade. “Porque o SENHOR, teu Deus, é um fogo que consome, um Deus zeloso” (Dt 4.24). Para fechar, uma referencia do Novo Testamento: “Não podeis beber o cálix do Senhor e o cálix dos demónios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demónios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?” (1 Co 10.21,22).

Senhor meu Deus e Pai, obrigado por estar sempre presente em minha vida e na vida de todos nós que acreditamos e consagramos nossas vidas para serem vividas para tua glória e para o teu serviço. Te reconhecemos como santo, puro, exaltado acima de tudo e o único digno de receber louvor, honra e glória. Dedicamos nosso culto ao Senhor e não compartilharemos nada com ninguém que queira um espaço em nossa fé. Só o Senhor é Deus, graças, por isso. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Adorar Imagens de Esculturas

Meditação do dia: 12/07/2023

“Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque, eu, o Senhor, seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” (Ex 20.5)

Não Adorar Imagens de Escultura – Par nós, culto é um serviço que prestamos a Deus; é um ato de fé e está na centralidade da nossa vida. Reconhecemos a Deus, como um Ser, uma Pessoa com todos os seus atributos em perfeita santidade e harmonia. Nossa fé nos ensina que Deus é Espirito pessoal, perfeitamente bom e que em santo amor criou, sustenta, guia e governa todas as coisas. Acreditamos essencialmente que ele é Todo-Poderoso, Onisciente, Onipotente e onipresente. Então, sendo quem ele é, sua perfeita sabedoria nos faz crer em perfeição absoluta; sendo assim, sua palavra é infalível, e capaz de produzir os mais maravilhosos resultados, quando praticada com fé e devoção piedosa. O escritor aos Hebreus, assim fala da Palavra de Deus: “Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e espírito, das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e as intenções do coração.” (Hb 4.12). Se Deus em sua Palavra diz para não fazermos imagens de escultura, de quaisquer tipos e simbologias e não adorar essas coisas; entendemos então que o certo é não fazer e não adorar isso. Deus não pode ser representado por figura ou escultura, por ele é Deus e está muito acima da capacidade e imaginação humana, que de forma alguma alcançaria um nível de conhecimento e habilidade capaz de transferir a essência de quem Deus é para uma obra de arte. Além de não representa-lo, porque imagens e esculturas são produtos da mente e imaginação humana; também não podem ser adoradas, porque são inanimadas e nada representam. Adorar é uma atividade espiritual e se esse culto não serve para Deus, então ele é totalmente errado. Ao profeta Isaías, Deus transmitiu a seguinte mensagem. “Eu sou o Senhor: Este é o meu nome. Não darei a mais ninguém a minha glória, nem a minha honra, às imagens de escultura” (Is 42.8). Isso é muito significativo para nossa devoção a Deus, tal qual revelado em sua Palavra.

Pai nosso que estás nos céus, te adoramos e te bendizemos o nome santo e poderoso, te reconhecemos como único e soberano sobre tudo e todos. Buscamos a tua face em oração e adoração verdadeiros, desejosos de caminhar contigo e pelos teus caminhos, conforme tens revelado em tua Palavra. Agradecemos por nos acolher em amor e perdoar os nossos pecados e dar a Jesus Cristo em sacrifício por nós, para formar uma grande família, de muitos filhos, comprados e redimidos pela vida de Jesus. Em nome dele oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

Não fazer Imagens de Escultura

Meditação do dia: 11/07/2023

“Não faça para você imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.” (Ex 20.4)

Não Fazer Imagens de Escultura – Essa verdade é um ponto crucial na fé hebraica e cristã, me parece que no islamismo também não é aceito. Se trata de um princípio da fé em Deus, como o Criador e Senhor de todas as coisas. Ele sempre se manifestou e esteve presente na vida do ser humano desde a criação. Adão e Eva tinham uma boa relação de amizade e comunhão com Deus no seu estado de perfeição quando viviam no Jardim do Éden, até à desobediência e o pecado. Com a morte espiritual em ação, isto é, a separação do homem em seu estreito  relacionamento com Deus, e o poder do pecado corrompendo suas faculdades dia após dia, provocando uma degeneração muito grande e profunda, de forma que em bem pouco tempo, o conceito de Deus passou a ser histórico, distante, teórico e com tudo isso acontecendo, sem compreensão, vieram a necessidade de representar esse Deus como se isso trouxesse aproximação verdadeira; mas produziu um vazio e um distanciamento cada vez maior e a porta se abriu para a prática da idolatria. Dos filhos de Adão vieram linhagens que se dividiram na prática de culto verdadeiro, nos moldes das instruções divinas recebidas pelo casal inicial, mas também vieram as inovações e a rebelião deliberada. Toda linhagem, desde então, que opta por acreditar e obedecer a Palavra de Deus e fazer a sua vontade, firmando-se somente na fé, conseguem se relacionar com a divindade, sem precisar de uma representação física e material. A isso chamamos de vida espiritual. Quando não se pode servir e cultuar sem uma representação visível e palpável, para inspirar e fazer sentido à razão e à necessidade de fazer uso dos sentidos físicos, essa relação se chama “religião.” Nem precisamos discorrer tanto sobre a religiosidade humana, que se acha presente em todas as culturas e ainda que haja variações e inovações, sempre há elementos comuns em todas elas e em todo lugar. Ainda que governos e autoridades trabalhem para suplantar a fé e a prática religiosa, ela ainda prevalece, se esconde, camufla e se dissimula, mas não se extingue. Em outras tantas experiencias as pessoas em posição de autoridade arrogam para si o lugar de divindade e forçam a uma veneração deles mesmos, mas nada elimina da essência humana a fome e a sede pela presença da divindade. Deus, o Criador, aquele que fez uma aliança com Abraão, o patriarca da nação israelita, optou por se revelar e se manifestar sem visível presença e representatividade. Quando na revelação das leis cerimoniais e nos rituais de culto e prática da fé, isso ficou contemplado. Era proibido ter outros deuses diante dele, como representa-lo de forma humana ou de seres ou imagens que o simbolizassem. Se Deus proibiu, é porque isso faz sentido e mesmo que não tenhamos uma total compreensão de tudo, mas podemos andar pela fé e obedecer em amor e aceitar sua vontade como boa, agradável e perfeita para nós.

Senhor, te louvamos e adoramos como a nossa fé nos ensina. O Senhor é Deus grande e digno de ser adorado, amado, experimentado pela fé e assim podemos andar nessa vida, numa jornada muito especial de comunhão, crescimento e aprendizado na tua perfeita vontade. Oramos agradecidos por satisfazer nossos corações sem precisarmos de uma forma aparente. O Senhor é Deus e isso nos satisfaz plenamente através de Jesus Cristo, o teu amado filho e nosso Senhor; no nome dele oramos, amém.

Pr Jason

Não Ter Outros Deuses

Meditação do dia: 10/07/2023

“Não tenha outros deuses diante de mim.” (Ex 20.3)

Não Ter Outros Deuses – Estamos diante de um texto verdadeiramente sagrado e reconhecido por todos os cristãos. O nosso texto é o que descreve os “Dez Mandamentos.” Vivendo numa cultura agora com mais de quinhentos anos, e formada em sua maioria por variantes do cristianismo, predominou em nossa formação a cosmovisão cristã, mais propriamente do seguimento católico europeu. Por onde andamos podemos perceber a marca dessa influência, pelos nomes de muitas cidades, muitos rios, montanhas e outros aspectos geográficos. Isso passa uma falsa sensação de espiritualidade e devoção fiel e piedosa de toda a população, que basicamente serve um só Deus e se mantém fiel a isso por séculos e séculos, amém. Na verdade, o monoteísmo vigente, é mais um artefato de fachada; sem muita consistência legítima de fidelidade ao verdadeiro Deus. Os israelitas receberam os mandamentos de Deus através de Moisés, naquela grande revelação quando Deus em pessoa, se manifestou lá no Monte Sinai. Esse mandamento inicial era uma prova de fidelidade para aquele povo, que conhecera a Deus, primeiro pela tradição familiar, patriarcal, passando de geração em geração, desde Abraão, o primeiro deles a receber a promessa e desenvolvido um estilo de vida de adorador do único e verdadeiro Deus e assim ele difundiu essa fé e a prática se consolidou entre os seus descendentes. Lá no Egito, vivendo como escravos e expostos a uma cultura exatamente oposta a tudo isso, eles se contaminaram e se envolveram em práticas de politeísmo e outras formas de culto. Agora estavam ganhando uma identidade nova, um propósito novo e a certeza de que pertenciam ao único e verdadeiro Deus, que fora capaz de amá-los e se envolver numa batalha épica contra Faraó e seus deuses para libertar os filhos de Israel. Até pensando em lógica, seria infidelidade, depois de todos os favores, bênçãos e milagres operados em favor deles, se eles se voltassem para o culto a qualquer outra divindade, que ainda que existisse nada fizera por eles. O dilema de nossos contemporâneos, persiste tal qual naquele tempo. Além do culto ao personalismo humano, a divinização de coisas e atividades, a adoração pagã de estilos de vida e consumo; a supervalorização e o endeusamento de atletas, atores, artistas e personagens humanos falíveis e incapazes de salvarem até a si mesmos. Muitos dos nossos contemporâneos ainda cultivam uma expressão que diz: “Todos os meus ídolos morreram de overdose!” Nós, os cristãos, somos chamados a ser diferentes, fazer diferente e viver de forma diferente, para legitimamente ser sal e luz ou como diz o escritor sagrado: “Façam tudo sem murmurações nem discussões, para que sejam irrepreensíveis e puros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual vocês brilham como luzeiros no mundo (Fp 2.14,15).

Pai amado, agradecemos pelo dia de hoje e pela oportunidade de viver de forma que sejas glorificado em nós e através de nós. Te reconhecemos como o nosso único e verdadeiro Deus, a quem amamos, adoramos e servimos. A tua graça é suficiente para nós e o teu amor nos guia pelos caminhos eternos. Somos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

De Onde Fomos Tirados

Meditação do dia: 09/07/2023

“Eu sou o Senhor, seu Deus, que o tirei da terra do Egito, da casa da servidão.” (Ex 20.2)

De Onde Fomos Tirados – É muito forte o ensino bíblico sobre a identidade dos filhos de Deus. Cada um de nós precisamos saber e ter isso muito bem definido em nossos corações e mentes, porque disso depende as importantes decisões que iremos tomar durante toda a nossa vida. Essa verdade é repetida constantemente na história bíblica, onde as pessoas e a nação eram instados a estarem relembrando suas origens. Quem não reconhece o seu passado, dificilmente terá um futuro. Israel como nação, surgiu ao sair do Egito, porque até então, eram um grande povo, servindo como escravos e sem identidade própria, embora se mantivessem relativamente unidos pela fé no Deus de Abraão, Isaque e Jacó. A promessa que eles se apegavam era de que se tornariam uma grande nação e seriam numerosos e abençoados, em condições de influenciarem todas as nações da terra. O mundo ao redor deles, fez de tudo para que eles não acreditassem nisso e que eles não teriam futuro e nem competência para se emanciparem e realizarem qualquer coisa significante. O mesmo se dá com os cristãos no mundo de hoje. Tudo conspira contra e querem provar que não somos nada e nem realizarem nada de importante. Somos ridicularizados e menosprezados por todos os lados. Não há nenhuma novidade nisso! Não é para ninguém estranhar nada disso. “Amados, não estranhem o fogo que surge no meio de vocês, destinado a pô-los à prova, como se alguma coisa extraordinária estivesse acontecendo. Pelo contrário, alegrem-se na medida em que são coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vocês se alegrem, exultando (1 Pe 4.12,13). Deus disse ao povo, através de Moisés, que ele é o Deus deles, que os tirara do Egito e da casa da servidão. Isso valia para eles e vale para nós hoje. Deus os tirara do Egito; não fora eles que saíram ou se libertaram. Foi Deus que nos alcançou com a salvação em Cristo. Nenhum de nós se salvou ou se salva. No Egito eram escravos – Agora eram livres, seriam uma nação e teriam sua própria pátria. Na vida sem Deus estávamos perdidos, escravizados, condenados à destruição. Agora somos novas criaturas, filhos amados de Deus, temos uma família, formamos um só Corpo e temos uma missão de alcance global. Nossa vida agora tem sentido e propósito. Não abra mão disso; não perca isso de vista! Quando as lutas, provas e perseguições chegam a você, diga em voz alta a sua identidade, seu propósito e sua alegria de servir a Deus, o Deus que te livrou no tempo difícil.

Senhor, reconhecemos sem ti as nossas origens e nossa razão de ser e existir. Estávamos perdidos e fomos alcançados pela tua graça e bondade. Agora somos novas criaturas em Cristo e temos novos propósitos e razões para vivermos felizes e realizados. Agradecemos por tudo isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés Desceu ao Povo

Meditação do dia: 08/07/2023

“Então Moisés desceu ao povo e lhe disse tudo isso.” (Ex 19.25)

Moisés Desceu ao Povo – O que fazemos com nossas decisões pode ter diversas razões e motivações; porém nenhuma delas é mais significativa do que fazer por amor e obediência. Como Moisés era um líder influente e prestigiado, com traços fortes de homem decidido, capaz e experimentado; sobra pouca margem para discutir se ele foi de fato eficiente nas decisões que tomou. Ele foi modelo para os seus dias e para as gerações que puderam conviver com ele; ainda é uma liderança de categoria maior para nós e nossas gerações e o será para sempre e eternamente. Ele tem essa posição e nem ousamos contestar. Quando estamos também na posição de liderança, e constantemente estamos, temos que tomar decisões e estas irão afetar um certo número de pessoas, dependendo do tamanho do nosso círculo de influência. A grande questão não é o tamanho dos círculos de influência das pessoas; mas a eficácia e o poder transformador dessa presença. É a questão do sal e da luz, que Jesus se referiu: “Vocês são o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte. Nem se acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto, mas num lugar adequado onde ilumina bem todos os que estão na casa. Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus” (Mt 5.13-16). O sal precisa salgar, temperar, preservar e não pode perder suas características, não importa a pressão. A quantidade de sal é proporcionalmente inferior à massa que ele influencia. A luz deve brilhar, iluminar, esclarecer, até aquecer e produzir segurança. Um sol só ilumina todo o nosso mundo; uma lâmpada é suficiente para um espaço grande e não importa a densidade das trevas, ela permanece influenciando. Para um adorador convicto, a melhor coisa é permanecer perto de Deus e desfrutar de tudo que isso significa; tudo o mais é superficial e secundário. Era essa a posição de Moisés lá no monte, na presença de Deus. Ele teve que deixar isso e voltar, descer para junto do povo, não por escolha pessoal, mas por obediência a Deus e ao seu crescimento espiritual. Cá em baixo, tinha problemas, murmurações, incredulidade, desobediência e muitas outras coisas. Mas era esse o seu povo, era essa a sua missão e estar ali e deixa-lo o mais seguro e prontos para receber mais de Deus e crescerem, era tudo que o próprio Deus queria para eles e para Moisés. O líder continuar crescendo, se desenvolvendo, sem que o seu povo o acompanhe, não faz muito sentido. Na jornada com Deus, não se faz nada sozinho e nem por si próprio. Somos o povo da comunidade, da comunhão, do fazer juntos.

Senhor, graças te rendemos e bendizemos o teu santo e poderoso nome! Somos o teu povo e temos trabalho a fazer, que inclui apoiar, ajudar e incentivar nossos irmãos e companheiros de caminhada, a seguirem firmes em direção ao alvo que nossa maturidade e semelhança com Cristo, o nosso Senhor. Te louvamos e agradecemos e engrandecemos, amém.

Pr Jason