Na Casa de José

Meditação do dia: 19/05/2020

 “E veio Judá com os seus irmãos à casa de José, porque ele ainda estava ali; e prostraram-se diante dele em terra” (Gn 43.14)

Na Casa de José – O mundo dá muitas voltas! E como dá! Essa também é uma outra forma de revelação da “Lei da Semeadura.” Tudo aquilo que o homem semeia, um dia ele colherá. Quando crianças, naquelas querelas entre irmãos, alguém batia, alguém apanhava e a vida seguia, mas de vez em quando pintava uma “DR” (discutir a Relação) e alguém cobrava ter perdido vantagem nas brigas, e o outro não lembrava, então o reclamante dizia: “Quem bate sempre esquece, mas quem apanha, não esquece!” Não diria que esquece, mas não tem peso emocional tão marcante quando em quem sofreu. O efeito dos anos afeta de forma diferente. Estou olhando isso dentro do quadro que nos está proposto aqui por José e seus irmãos. Como já conhecemos o final da novela, sabemos que José é bondoso, perdoador e já estava à muito tempo consciente das razões de todos os acontecimentos e que tudo fora dentro dos planos e propósitos divinos, para que seus sonhos de fato se cumprissem e ele pudesse ajudar e abençoar sua família. Ele sabia disso; mas seus irmãos não tinham essa experiencia e vamos usar uma expressão grotesca, mas que imprime a ideia: Os irmãos de José viviam uma vida de “crente comum,” membros que se assentam nos bancos dos templos e ficam com a boca aberta esperando serem alimentados, cuidados e protegidos, sem oferecerem colaboração significativa para a família de Deus. Judá sempre fora o líder na família e fora dele e por iniciativa dele que José fora sequestrado, preso e vendido, para que os seus sonhos não se cumprissem e eles JAMAIS tivessem que se curvar diante dele. Todos eles, e Judá, já haviam se curvado mais de uma vez diante de José, mas sem saber de quem se tratava. José, não estava consciente de tudo, mas agora ele queria provocar a cura emocional e mexer com o que havia de mais sagrada e precioso dentro deles. É uma lição muito linda em termos de fé e prática cristã. Ter a oportunidade de vingar, fazer sofrer e pagar tin tin por tin tin e mesmo assim escolher o caminho da edificação e da verdadeira restauração. “Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça (Rm 12.20). Agora, depois de muitos anos e muitas voltas, ali estava novamente frente a frente, os onze irmãos e agora Benjamim de testemunha. Lá no deserto era o território deles, sem testemunhas e sem apelo, nada de misericórdia e compaixão. Agora era na casa de José, e pode acreditar, nem uma tenda, um barraco ou casa simples; era a casa do governador, com seguranças, guardas, proteção e autoridade para decidir sobre vida e morte, liberdade e prisão. Todos estavam nas mãos de José e em instantes eles iriam ter suas vidas reviradas e expostas de uma forma que não teriam como voltar atrás, como se justificar ou voltar atrás dizendo, sinto muito. Benjamim teria a oportunidade de conhecer a verdade sobre o desaparecimento misterioso de seu irmão, sendo lhe contado que fora morto por animais do campo. Permitam-me dizer que aqueles homens estavam diante de um “fantasma,” um homem morto ainda adolescente, que eles não queriam na época que ele vivesse para ser alguém na vida. Agora seria um alguém que eles não gostariam de encontrar vivo – quem saberia dizer no que aquele garoto maltratado poderia ter se tornado? Minha lição favorita de hoje é algo que afirmo sempre: Antes de Deus trabalhar através de nós, nos usar para sua glória, ele precisa trabalhar o nosso caráter e nos tornarmos confiáveis, mansos e maleáveis. Dar poder a alguém destemperado, ofendido, amargurado, vingativo e preso a um passado sombrio, é um risco que Deus não está disposto a correr. O poder que José tinha não lhe afetava para o mal e nem lhe tentava vingar só um pouquinho, só pra eles sentirem na pele o que eu senti!!!! Deixa Deus tratar com você! Permita ele tratar com seu caráter! Caso contrário, jamais, jamais será poderosamente usado por Deus e para glória de Deus! Parem de trazer ofertas inúteis; o incenso que oferecem me dá náusea! Suas festas de lua nova, seus sábados e seus dias especiais de jejum são pecaminosos e falsos; não aguento mais suas reuniões solenes (Is 1.13 NVT).

Pai, obrigado pela oportunidade que todos temos de sermos confrontados pelo Espírito Santo sobre nosso compromisso com a verdade e a justiça eterna. O nosso chamado é para seguir e servir a um Deus de amor e bondade, que está construindo um Reino onde a verdade e a Justiça são os fundamentos principais. Nosso testemunho diante de um mundo corrompido e que valoriza mais as trevas do que a luz, precisamos ser diferentes para fazer a diferença. Pedimos iluminação espiritual, para sermos hoje melhor que fomos ontem e amanhã dar novos passos na jornada de crescimento. Purifica o nosso coração, para não ficar dividido. Agradecemos a oferta de perdão e restauração oferecida a nós pelo sacrifício perfeito de Jesus lá na cruz. Em nome dele oramos, amém!

Pr Jason

Hora de Agir

Meditação do dia: 18/05/2020

 “E se não nos tivéssemos detido, certamente já estaríamos segunda vez de volta.” (Gn 43.10)

Hora de Agir – Jesus certa vez contou uma parábola, uma história sobre um pai de família proprietário de uma vinha, e por alguma razão seus dois filhos não estavam comprometidos com as atividades da vinha da família. Mas ambos tinham tempo disponível para trabalhar. Então o pai pediu a um deles que fosse trabalhar na vinha e ele disse que não ia, mas depois mudou de idéia e foi; o mesmo pedido foi feito ao segundo filho, que disse ao pai que iria, mas não foi. Jesus não entrou no mérito moral da história sobre obediência ou desobediência dos filhos; também não falou sobre a autoridade ou não do pai sobre seus filhos, mas apenas uma pergunta: Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus (Mt 21.31). A questão toda está em FAZER ou NÃO FAZER a vontade do pai! Nesse texto específico, Jesus está falando sobre pessoas buscando justiça própria e méritos diante de Deus e ele apontou que enquanto essas pessoas olhavam para si mesmas e suas bondades e as muitas virtudes, os considerados pecadores “de carteirinhas” estavam se arrependendo e entrando no reino de Deus, e deixando os “muito bons” do lado de fora. Judá estava levando em consideração que havia urgência e não era apenas uma questão de pressa e correria, mas era o momento de agir. Faltava comida na mesa, um irmão estava detido numa prisão no Egito, um longo caminho entre os dois destinos de ida e volta e sabendo o que deviam fazer, estavam entretidos com reuniões que não estavam levando ninguém a lugar nenhum. Para Simeão, que estava preso, a demora era torturante, e a cada novo dia que não aparecia ninguém, sua angústia só aumentava. Esperar sentado em casa, no aconchego da família, com liberdade de ir vir é uma coisa, mas estar preso, com uma acusação pouco consistente, e aguardar a boa fé do pai e dos irmãos, tornava tudo aquilo muito intenso. Provavelmente, José também tinha seus motivos de escolha de Simeão, quem sabe, vê-lo sob pressão seria uma boa medida par a verificar as mudanças ocorridas naquelas vidas. Quando Moisés, liderando a libertação dos hebreus do Egito e chegaram às margens do Mar Vermelho, ele, parou para orar e Deus lhe disse que não era momento de oração, só de ação e ele deveria agir. Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco (Ex 14.15,16). O escritor da carta Aos Hebreus, fala de um processo de retardo no crescimento e maturidade dos cristãos, que deveria ser corrigido para produzir resultados melhores e não atrapalhar até o ministério dos líderes. Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento (Hb 5.11,12). Me impressiono com o crescimento e a maturidade que Judá adquiriu e como ele assumiu uma postura de alguém que precisa determinar os passos a serem dados. Na minha época de seminarista, convivendo com americanos e sua cultura de precisão e tempo para tudo e tudo no seu tempo, a gente divertia jocosamente, parafraseando e recriando ditados populares e um deles era: “Os americanos dizem que o que deve ser feito hoje não pode ser deixado para amanhã. Nós brasileiros dizemos: O que deve ser feito hoje, deixe para amanhã, quem sabe não precisará ser feito mais!” Nem preciso dizer que nosso cultura tupiniquin está fora da métrica bíblica e cristã. Tem alguma coisa que já era para estar pronta, ou encaminhado e você tem procrastinado? Há alguma orientação de Deus para agir e você está parado esperando mais alguma coisa? Quem sabe, enquanto você demora, na outra ponta tem alguém preso, limitado, sofrendo, dependo de sua ação? Pense e ore sobre isso.

Senhor, obrigado pela vida e a oportunidade de administrar bem o nosso tempo e as nossas oportunidades, para abençoar não só a nós e a nossa casa, mas muitas outras vidas, que podem ter orado pedindo ao Senhor e nós somos as respostas dessas orações, que para aquelas pessoas estão demorando muito. O nosso crescimento e maturidade depende de passos de fé e obediência que damos a cada dia e hoje é uma dia de agir para glória do Senhor. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fiador do Irmão

Meditação do dia: 17/05/2020

 “Eu serei fiador por ele, da minha mão o requererás; se eu não o trouxer, e não o puser perante a tua face, serei réu de crime para contigo para sempre.” (Gn 43.9)

Fiador do Irmão – Liderança tem à ver com pessoas, nas duas pontas: quem assume o comando e vai à frente e os que seguem e são liderados. Atualmente, a administração se volta para líderes com capacidade de relacionamentos construtivos e que consigam extrair o melhor das equipes, conciliando pessoas e processos. Os processos são importantes, mas são as pessoas que fazem que eles aconteçam. Momentos críticos exigem líderes com capacidade de assumir a direção, se preciso for, tirar do piloto automático e comandar as ações até as turbulências passarem, ou passarmos por elas. O povo da promessa estava em meio a uma turbulência que ameaçava arruinar e destruir tudo ao redor. As circunstancias externas, se juntavam aos dilemas interiores daquela família, que agora era um clã, com muitas pessoas, propriedades e a natureza não estava facilitando para lidarem com suas fontes de suprimentos, pois a escassez de chuvas, produzia fome em todas as direções. A vida de Israel já fora mais simples e mais fácil de lidar. Os meninos não eram mais meninos e a família não se resumia apenas um velho pai e seus garotos. Abraão, lidava com propriedades e uma esposa e um filho; Isaque, tinha as propriedades que herdara e uma esposa e os dois filhos, até que Jacó foi morar em Harã com o tio e agora, ele volta, mas era maior que todos os antepassados juntos. Além dos doze filhos, duas esposas e uma riqueza que construíra, igual ou maior que as posses que o pai Isaque deixaria para os dois filhos. As questões íntimas é que realmente tinha peso; perdera um dos filhos e recentemente um outro ficou detido no Egito e só seria liberado com a presença do mais novo. Há aqui, a lição da transição entre as duas gerações, pois o patriarca já era idoso e precisava passar o comando para os filhos, mas qual deles? Judá havia saído de casa e tentado a carreira solo entre os cananeus e estava de volta, viúvo, com três filhos, um rapaz e dois bebês gêmeos. Jacó nascera gêmeo com Esaú e os dois eram completamente diferentes, um era peludo, e o outro liso e figuradamente, as características físicas lembrariam suas atitudes na vida. Esaú continuou peludo, briguento, amargurado, vingativo, insolente e descuidado com a vida espiritual. Jacó foi liso a vida quase todo, escorregadio, cheio das trapaças e usurpador, capaz de se disfarçar para conseguir o que queria. Agora aparece Judá com filhos gêmeos e foi descrito que no nascimento um tomou a iniciativa de nascer, mas se recolheu e o outro nasceu primeiro: E sucedeu que, dando ela à luz, que um pôs fora a mão, e a parteira tomou-a, e atou em sua mão um fio encarnado, dizendo: Este saiu primeiro. Mas aconteceu que, tornando ele a recolher a sua mão, eis que saiu o seu irmão, e ela disse: Como tu tens rompido, sobre ti é a rotura. E chamaram-lhe Perez. E depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o fio encarnado; e chamaram-lhe Zerá (Gn 38.28-30). Esse Judá, restaurado e se reafirmando no propósito com a vontade de Deus, se apresenta junto ao seu pai e diante de seus irmãos, colocando -se como fiador por seu irmão mais novo. Ele mostrou atitude de fé, coragem, empenhando sua palavra sob pena de juízo. Podemos acreditar que tal qual Ruben, que tentara convencer o pai a liberar Benjamim, numa tentativa de lidar com seu passado, aqui também Judá, sabendo que fora dele a iniciativa de sumir com José, agora poderia lidar com seus dilemas se responsabilizando pelo outro filho de Raquel. Ele não podia mudar o passado, podia agir como irmão responsável e cuidadoso, o que não fora com José. Queridos, não temos como modificar os nossos erros do passado; mas podemos mudar nossas atitudes em relação ao nosso passado. Aprender a lidar com os conflitos e marcas que ficaram faz parte do processo de crescimento e maturidade. Nosso passado, é de onde viemos, é o que fomos e fizemos – não se anula. O perdão e a graça de Deus removem a culpa e a condenação, mas é preciso levantar a cabeça e agir como quem aprendeu a lição. Não se permitir ser arrastado para o lamaçal das emoções de culpa, condenação e acusações falsas na mente. Aja com base na redenção que há em Cristo. Mas levante-se e assuma as novas responsabilidades e oportunidades. Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão (Gl 5.1).

Obrigado Senhor, por liberar perdão e graça para nossas vidas. Reconhecemos o peso das nossas decisões e ações erradas do passado, mas nos apropriamos da redenção que há pela fé em Cristo. Aceitamos a nova vida em Cristo e cura e restauração da vida emocional, espiritual e a sanidade da nossa mente em processo de renovação com a ajuda do Espírito Santo. Peço que ajudes as pessoas que precisam liberar perdão para elas mesmas, para que se vejam livres e acolhidas em ti. No teu sacrifício há provisão suficiente para todos nós e todos os nossos pecados. Oramos em fé, no nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deixa Comigo!

Meditação do dia: 16/05/2020

 “Então disse Judá a Israel, seu pai: Envia o jovem comigo, e levantar-nos-emos, e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem os nossos filhos.” (Gn 43.8)

Deixa Comigo! – Liderança! Iniciativa! Tomar a frente e assumir o comando. Essa é a atitude que primeiro percebemos ao ler o texto base de hoje. Nosso protótipo de patriarca, fala, age e lidera como um patriarca de verdade. Esse é o filho e o líder que Israel tinha expectativa em relação a Judá e agora isso se despontava bem ali na sua frente. Pela familiaridade com o texto e a história, percebe-se a energia e a convicção com que ele fala com o pai, diante dos irmãos. Esse tipo de voz de comando, inspira coragem e arbitra lealdade. Israel via que dava para sentir firmeza no filho; os irmãos sabiam que podiam contar com um líder comprometido e a quem eles poderiam seguir e obedecer as instruções. Judá assumir a postura de estadista, de alguém com voz e vez! Ele não apresentou uma proposta compartilhada de responsabilidades, lucros e prejuízos; ao contrário, assumir para si a responsabilidade e compartilhou coletivamente as ações que produziriam o resultado esperado por todos. É forte a atitude dele: “Envia o jovem comigo!” É o brasileiríssimo “deixa comigo!” Quando precisamos entender um texto, um dos caminhos (atalhos se preferir), é observar os verbos na sentença e no caso do nosso português, as flexões dele. Aqui, temos os verbos: Enviar – levantar – ir – viver e morrer. Na prática, Israel enviaria Benjamim – os onze filhos se levantariam – juntos eles iriam adquirir provisões e liberar o Simeão – assim todos viveriam – ninguém morreria. Existem aplicações muito bonitas aqui, e cada um de nós, vocês e eu as podemos buscar e aplicar ao contexto e à situação que mais nos edificam e abençoam. Vou liderar a iniciativa, e incentivar vocês a pensarem fora da caixa e fazer as suas, ok? Israel à muitos anos perdera um filho e ainda que à contragosto se contentara com onze filhos; os laços comerciais com o Egito provocou movimentação no coração do velho patriarca e só permitiu que dez filhos se envolvessem, para assim proteger Benjamim, que se tornara uma preciosidade para ele. Ao voltarem do Egito, os dez se tornaram nove, porque Simeão ficara retido até que o caráter deles e não só as suas palavras fossem testadas e aprovadas. Falar, até papagaio fala, é o dizer tupiniquim. O governador do Egito não caiu na conversa deles, porque percebeu meias verdades na fala deles; como sei disso? É só ler nas entrelinhas: E eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; e eis que o mais novo está com nosso pai hoje; mas um já não existe (Gn 42.13). Observe o que sublinhei, duas verdades e uma inverdade. Eles eram de fato doze irmãos- era fato que o mais novo estava com o pai; mas COMO um não existia mais? Quer dizer que tudo o que eu não sei, não existe? Tudo o que não vejo, não existe? Por que eu não tenho, não existe? Por que não tenho essa experiencia, então isso não existe? Esse princípio da comunicação se baseia no fato de que sou o centro do meu mundo, tudo gira ao meu redor, o que eu não dominar, saber, ter e validar, não existe. José, era sábio, experiente em lidar com gente, avaliar e julgar – então ele percebeu, que eles afirmavam que um dos doze não existia, dez estavam ali, o outro estava com o pai em Canaã, e ele não contava mais? Que história eles inventaram para o velho pai, quando venderam-me para o Egito? Mais do que as palavras deles precisavam ser avaliadas. A sobrevivência de todos dependia da comprovação da autenticidade deles. Judá estava tomando a iniciativa de reconstruir a confiança na família e alguém deveria tomar a liderança, assumir as responsabilidades diante do pai, diante do governador e entre eles mesmos. Líder não espera as coisas acontecerem, ele as faz acontecerem! Engenheiro de obras prontas é coisa para medíocres, incautos e pigmeus da graça de Deus. A bênção do Senhor acompanha quem toma iniciativas, ainda que arriscadas, mas só os fortes em Deus dão o primeiro passo, certos de que o milagre vai acontecer. Não deixe a vida acontecer diante de ti, faça acontecer! Influencie! Seja ousado em fé e ação. Quando precisarem, se apresente, como Judá aqui e à partir daqui. E sucedeu, depois da morte de Josué, que os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR, dizendo: Quem dentre nós primeiro subirá aos cananeus, para pelejar contra eles? E disse o Senhor: Judá subirá; eis que entreguei esta terra na sua mão (Js 1.1,2). Judá, subirá primeiro, os outros vem depois, é o que Deus disse aí!

Jeová, Senhor nosso! Graças te rendemos, porque tua vontade é boa, agradável e perfeita para cada um de todos os teus filhos; antes de operar através de nós, o Senhor opera em nós, para transformar e produzir um caráter muito parecido com o teu e do Senhor Jesus. Maior e mais importante é o que somos do que o as obras que podemos fazer para ti. Submetemos nesse dia os nossos corações, para serem sondados pelo Espírito Santo e conduzidos pelos teus caminhos eternos. Abençoe-nos com a graça de contemplarmos a tua bondade e beleza e sermos sensíveis à tua voz mansa e suave, poderosa e tremendamente impactante. No nome mais poderoso e sublime de todo o universo, o nome de Jesus, nós oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

A Importancia do Irmão

Meditação do dia: 15/05/2020

 “Mas se não o enviares, não desceremos; porquanto aquele homem nos disse: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco.” (Gn 43.4)

A Importância do Irmão – Cuidado e canja de galinha não faz mal a ninguém em tempo algum. Então só para não nos perdermos na caminhada em nossas meditações diárias, renovo aqui algumas orientações básicas para mantê-las sempre em mente e coração: Nossa proposta é meditar na Palavra de Deus e nos alimentar espiritualmente com porções diárias, nutritivas e edificantes. Não visamos profundidade teológica e acadêmica, que tem o seu lugar, mas não aqui nesse situação. Procuramos manter uma coerência e fidelidade doutrinária e interpretativa, mas focada na meditação e na busca por alimento. Estamos seguindo uma série baseada em personagens da Bíblia e suas experiencias de vida, família, com Deus, seus erros e acertos, anseios e expectativas, como todos nós temos e somos. Procuramos identificar-nos e aprender e por isso sempre fazemos alguma aplicação ao final. Buscamos orientação do Espírito Santo para não oferecermos palha em vez de alimento de qualidade. Agradecemos ao apoio e incentivos recebidos de muitos irmãos e amigos, que saboreiam como num banquete preparado por Deus. De coração, muito obrigado e que Deus te abençoe ricamente, juntamente com sua família e sua comunidade de fé. Judá estava enfrentando uma situação que requeria sabedoria, mas também graça e firmeza, para convencer o seu pai a liberar a ida de Benjamim com eles ao Egito para comprovarem a veracidade de suas identidades diante do governador, que até então eles não sabiam que era José, o irmão que eles mesmos despacharam para lá, vendido como escravo a muitos anos atrás. A peça-chave aqui, era Benjamim – José estava interessado nele; Jacó estava se apegando nele de forma emocional, com temor de que perdesse a sua última semente da esposa amada, Raquel. Os irmãos todos agora também perceberam a situação, de como o irmão se tornara uma solução para todos os seus dilemas, mas também poderia ser o pivô de uma crise ainda maior, pois havia muitas variantes possíveis e ninguém tinha controle sobre isso. Como costumamos dizer: O futuro insiste em permanecer opaco, invisível, imprevisível e intocável; ou melhor, o futuro insiste em permanecer no futuro. Se Israel permitisse sua viagem e acontecesse algo à caminho do Egito, antes de se apresentar ao governador? Se ele chegasse ao governador e não fosse liberado para voltar? Ainda mais, se fosse liberado para voltar, mas sem Simeão ou outro deles? Se voltassem todos, mas acontecesse algo com caçula na viagem de volta? Perguntas é o que não falta, mas e as respostas? São só conjecturas, suposições, possibilidades. Você já passou por situações assim, quando tudo é muito incerto? Me vem à mente o texto que diz: Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele. (Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre), Para que viva para sempre, e não veja corrupção (Sl 49.7-9). Muitos de nós temos irmãos, familiares e amigos muito amados, mas que estão vivendo longe dos caminhos de Deus e resistem ao amor de Deus. Isso pesa muito e desafia-nos à oração e intercessão por eles. Queremos tê-los conosco na eternidade. Precisamos intensificar nossos esforços espirituais em batalha por suas vidas. Outras versões da importância de algumas pessoas em nossas vidas, como parceiros de fé. Saúda-vos Epafras, que é dos vossos, servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus(Cl 4.12). Paulo quase sempre no final de suas cartas relaciona muitos amados irmãos preciosos que eram batalhadores na causa de Cristo. Eles precisam de nosso amor e apoio em orações. Os pastores e líderes, precisam muito mais de suas orações e apoio de irmão, do que provavelmente você imagina. Eles são pessoas, são humanos, tem suas próprias pressões e necessidades e alia-se a isso o peso da responsabilidade ministerial. Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil (Hb 13.17). Porque há maus obreiros e charlatões, não deixe de amor os seus líderes com quem vocês convivem e conhecem de perto e sabem que podem contar com eles, assim como elas podem contar com vocês. A Lição nossa hoje é evitar a “Síndrome de Caim,” que dizia não saber e não se importar com seu irmão.

Pai, obrigado pela amizade e companheirismo que temos entre a fraternidade dos teus filhos aqui na terra. Amigos são necessários, são importantes e até o Senhor sempre teve amigos e os presava muito. Obrigado por aqueles que intercedem diante de Ti com lutar verdadeiras em oração para que haja graça e favor sobre nossas vidas, nossas famílias e ministérios. Hoje, oramos por aqueles que estão em dificuldade devido a presente situação de isolamento social, pela pandemia do Corona Virus. Pedimos sabedoria e discernimento para apoiarmos uns aos outros e caminharmos juntos na tua direção. Obrigado pelos bons companheiros de jornada, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Conosco, o Nosso Irmão

Meditação do dia: 14/05/2020

 “Se enviares conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos alimento;” (Gn 43.4)

Conosco o Nosso Irmão – Deus é a mais perfeita representação de comunidade. Cremos em Deus como Trindade, mas também como Triunidade. Uma comunhão perfeita entre três pessoas com a mesma essência e distintas em personalidades, funções e manifestações, ao mesmo tempo que são perfeitamente um. Não entendeu? Então está certo! A trindade divina não é para ser entendida, compreendida, dissecada pela mente e lógica finita humana. Não cabe ao finito explicar o infinito. Um dos antigos pais da igreja dizia que “se alguém tentar entender a trindade pelo raciocínio, perderá o juízo; se negar a trindade, perderá a alma!” Não é para ser entendido, mas adorado, reverenciado, aceito pela fé. A fé tem sua própria lógica, acredite nisso. O apóstolo Paulo, escreveu aos irmãos romanos algo profundo e muito espiritual: Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida (Rm 6.3,4). A identificação do cristão com o seu Senhor em sua morte e ressurreição, produz a realidade da morte para a velha vida egoísta, individual e controlada pelo pecado; ao mesmo tempo que gera uma nova vida, espiritual em essência e qualidade divina. Assim, morre-se para a individualidade e nasce para a comunidade. Até então era eu e eu e o resto é resto; domínio total do pecado. Na nova vida, não é mais “eu” e sim, nós, a igreja, o Corpo de Cristo, a comunidade de salvos, os remidos em Cristo. Aos Gálatas ele deixou isso muito cristalino: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim (Gl 2.20). A verdadeira vida é expressa apenas em relacionamentos de comunidade, por isso Jesus falava sobre “dois ou três” reunidos em seu nome em oração; “dois ou três” concordarem na terra sobre ligar ou desligar; o cordão de três dobras não se quebra facilmente. O amor só pode ser expresso em comunidade. Deus é amor porque é trindade, é comunidade, há relações de interação. Assim e o poder da igreja, como comunidade, unidade de muitos membros formando um só corpo. Os mandamentos recíprocos “uns aos outros” tão abundantes na Nova Aliança. Tudo isso está estabelecido em figuras e símbolos do evangelho na Antiga Aliança: Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão (Gl3.7-9). Olha isso na experiencia de Judá! À poucos dias atrás ele estava vivendo no pecado, misturado com os cananeus, separado da família e da aliança de bênção, não valorizando sua identidade e seu lugar no propósito eterno. Foi confrontado e reconheceu seu erro e mudou de vida. Voltou para casa e veio servir junto com os irmãos na presença do pai. Agora quando Israel quer salvar seu povo da morte, mas sem enviar seu precioso filho para o sacrifício – Judá aparece como mediador, não pensando mais em si, mas em todos; o esforço e o sacrifício seria de todos, mas a recompensa também seria compartilhada por toda a família. Tudo isso está numa pequena frase: conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos – Tudo no plural, em comunidade, juntos. Os tipos e símbolos da Velha Aliança, eram fracos e materiais demais para representarem em si toda a grandiosidade da redenção em Cristo, que é perfeito, único e suficiente em si. Então utilizava-se dois ou mais objetos para representar uma única realidade, como no sacrifício da expiação, que utilizava dois bodes, um morria e outro era solto no deserto; representando Jesus morrendo na cruz e vivo na ressurreição levando nossos pecados. Aqui, está Israel tendo que dar seu filho (Benjamim) para ir ao Egito (mundo) para salvar o pecador (Simeão e prover alimentos para todos). Israel resistia a isso, mas ela não sabia que já tinha dado seu filho que havia morrido a muito tempo atrás (José), que estava vivo e libertaria tanto a Benjamim como a Simeão, e ainda salvaria a todos da fome e da morte em Canaã, levando-os para as melhores terras que havia no Egito, sob o governo de um Rei amigo e generoso que acolhera seu filho, que fora traído e vendido por seus próprios irmãos. Viva a Comunidade de Amor e Fé. Deus é Amor e se deu por você e por mim. Creia, só isso será suficiente!

Pai de amor, eu creio, por isso confesso a minha necessidade da tua graça e bondade em Cristo Jesus. Salva-nos de nossos pecados e de nossa vida egoísta e centrada em nós mesmos e em nossas mesquinhas necessidades. Estenda a tua graça e misericórdia para nós e liberta-nos do poder do pecado; da cegueira espiritual e permita que a verdade da tua Palavra produza fé salvadora em nossos corações. Oramos em Nome de Jesus, aquele que nos amou a ponta de dar a sua vida por nós em sacrifício redentor. Amém.

Pr Jason

A Hora de ir às Compras

Meditação do dia: 13/05/2020

 “Mas Judá respondeu-lhe, dizendo: Fortemente nos protestou aquele homem, dizendo: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco.” (Gn 43.3)

A Hora de Ir ás Compras – Crises são também oportunidades! Medidas mais extremas se fazem necessárias e assim surgem as pessoas criativas, resilientes e determinadas a sobreviver e ambicionar estarem melhores quando o quadro se reverter. Especialistas em finanças e economia globais, ou macros, afirmam que os ciclos tem a se repetir, porque a economia e as pessoas estão interligadas e uma afeta a outra. Assim, tempos difíceis produzem homens fortes e criativos que colocam as coisas nos eixos e superam as crises, produzindo tempos bons. Tempos bons produzem homens fracos, esbanjadores, consumistas, burgueses e superficiais; que por sua vez produzem tempos difíceis, que produzem homens fortes….  e a roda gira! A palestina, ou Canaã estava vivendo uma grave crise de seca e fome. E a fome era gravíssima na terra (Gn 43.1). Uma região desértica, naturalmente escassa de recursos hídricos, e com populações em grande parte nômades, ao agravar o prolongamento dos períodos de seca, a fome e a miséria alastra-se mui rapidamente; temos experiencia disso, aqui no Brasil, com mais intensidade no Nordeste. Lá, a fome ajudou o clã hebreu; Judá já aparece com sua família em torno do patriarca Israel e os demais onze filhos. O primeiro suprimento de alimentos adquiridos no Egito se esgotara e era hora de voltar as compras; mas algo travava essa iniciativa. O homem forte do Egito, em audiência pessoal com os hebreus deixara Simeão detido até a apresentação presencial de Benjamim, como comprovação de eles não eram espiões, mas como diziam homens de bem. Todos nós somos filhos de um mesmo homem; somos homens de retidão; os teus servos não são espias (Gn 42.11). Afirmaram para o governador do Egito que se mostrava áspero, que eles eram homens de retidão! Será que José, riu por dentro? Será que ele pensou que se tratava algo bom demais para ser verdade? Qual será deles que falou? Dependendo de quem era, José sabia das qualidades e características pessoais e poderia tecer um juízo mais assertivo. Essa é a hora da verdade, quando não sabemos o que se passa ao nosso redor, mas onde todas as nossas palavras e movimentos são avaliados e irão pesar na balança da justiça. Israel precisava e queria ir às compras, sem levar em conta que Benjamim agora era o passaporte esperado pelo governador do Egito. Fico imaginando com os meus botões, com nossas limitações só conseguimos ver um lado das coisas de cada vez e isso as vezes é assustador. Deus vê o todo e está no controle e espera um gesto de confiança, porque as duas parte podem ter suas orações atendidas num movimento único, sob o seu controle. Aqui, temos de um lado Israel com o coração na mão por Benjamim, não querendo correr risco de perder mais um filho e esse é o caçula e o único de Raquel que ficou. Do outro lado está José, ansioso pela chegada do irmãozinho que ele não via à mais de vinte anos e nem teve despedida. Agora ele tinha meios para forçar a sua vinda e promover o reencontro em segredo até o momento oportuno. Israel orando de um lado e José do outro e os dois lados querendo amar e proteger Benjamim e certificarem-se de que ele continuaria bem. Alguém tinha que entrar nesse meio e servir de mediador, intercessor. Garantir a segurança que Israel como pai precisava e proporcionar ao governador a demonstração de boa fé e honradez. Ruben já havia tentado e fracassado: Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu não tornar a trazê-lo para ti; entrega-o em minha mão, e tornarei a trazê-lo. Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco (Gn 42.37,38a). Agora era a hora e a vez de Judá voltar ao seu lugar e ao seu papel de protagonista entre os irmãos e liderar a família, porque esse era o seu papel. Saber o seu lugar e a sua hora, faz diferença na vida e no ministério. Deus nos prepara sempre para essa ocasião, quando chegar, precisamos responder com firmeza e determinação.

 

Senhor, para todas as coisas há um tempo e uma hora certa! Da tua parte isso sempre acontecerá precisamente; mas precisamos de sabedoria e discernimento, porque o pecado nos tornou lentos e lerdos para perceber verdades espirituais por trás das situações naturais da vida. Com a ajuda do Espírito Santo o homem espiritual discerne bem tudo e de ninguém é discernido. Buscamos no Senhor essa sabedoria espiritual e abençoadora para realizarmos a tua perfeita vontade dentro do tempo hábil que nos dás. Oramos por isso em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Judá Reconheceu

Meditação do dia: 12/05/2020

 “E conheceu-os Judá e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a tenho dado a Selá meu filho. E nunca mais a conheceu.” (Gn 38.25)

Judá Reconheceu – Enfim chegou o grande dia! Quem nunca ouviu isso ou já não viveu isso? Esse grande dia tem um sentido todo especial para cada um e por aquilo que vai acontecer. O certo é que há um grande dia para todos. Até o Senhor Deus nos diz na sua Palavra que tem um grande dia, o dia do Senhor! Tocai a trombeta em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; tremam todos os moradores da terra, porque o dia do SENHOR vem, já está perto; Dia de trevas e de escuridão; dia de nuvens e densas trevas, como a alva espalhada sobre os monte (Jl 2.1,2a). Para nós, pode ser o dia da formatura, o dia do casamento; mas nada se compara com o primeiro dia, aquele primeiro dia na escola! O primeiro dia de trabalho! Já ouviu falar da bem sucedida empresa de E-Comerce Amazon? Ela tem um lema: “Day One” (O dia 1) O lendário termo “Day one” – É a espinha dorsal da filosofia da empresa, que acredita que todos os dias os funcionários e sócios devem se sentir como se estivessem começando do zero, o que protege a corporação de ficar acomodada em seu enorme sucesso. De fato, o primeiro dia de qualquer pessoa no emprego, na nova empresa, no novo posto é diferente, a motivação é altíssima! Conseguir manter esse nível com certeza fará diferença onde quer que seja! Para Judá, foi o seu grande dia, o dia da mudança, onde ele caiu na real, como dizemos por aqui. Do olhar soberbo, altivo, acusador e fulminante, para um estado de humilhação e quebrantamento. Ele ficou paralisado, petrificado! Por mais fortes que fossem as provas que Tamar apresentasse, ele estaria pronto para esmagar, trucidar sem piedade. Mas os argumentos dela eram fortes demais até para ele. O adúltero com assinatura e comprovantes era ele mesmo! Não há aplicação mais coerente de um princípio bíblico ensinado em Provérbios, do que esses fatos com a pessoa de Judá: “O Homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio” (Pv 29.1). Numa outra versão, é dito que a pessoa será quebrantada sem que haja cura! Seria como o ato do pescador dar linha à vontade ao peixe já fisgado! O pecador contumaz, chega a acreditar que o seu pecado nunca será descoberto e nem ele terá que arcar com as consequências dos seus atos. Ledo engano. Judá sentiu o golpe contra si! Admitiu de livre e espontânea pressão, que em se comparando o comportamento e a conduta dos dois, ele muito mais culpado do que ela. Sua conduta, quase que a justificava e naquele pleito ele não tinha a mínima chance! Queridos irmãos e amigos leitores, quando a verdade chega, não tem espaço para mais desculpas, meias verdades e justificativas. Aquele dia, ou podemos dizer, aquele instante, Judá se converteu! Ele se rendeu completamente fazendo a volta imediatamente para andar nos caminhos dos filhos da promessa. Tamar ganhou a batalha contra um grande e levou o direito de viver e ter seu filho, ainda que não o casamento. Judá porém ganhou não uma batalha, mas uma guerra, onde ele mesmo era o maior inimigo. Não dizemos que errar é humano, mas permanecer no erro é burrice?! Na parábola do Filho Pródigo, Jesus utilizou a expressão, “Caindo em si” para definir o momento exato da mudança da conduta daquele jovem. Na inauguração do Templo de Jerusalém, em resposta Deus manifestou o seu  poder e deixou marcado a sua posição para os tempos difíceis e as atitudes que os adoradores deveriam adotar diante dele: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14). (O grifo ali é meu). Há um momento em que acontece a conversão da pessoa, quando ela é confrontada pela verdade, pelo Espírito de Deus e todos os seus argumentos acabam ali. Na obra de santificação, chamamos isso de “A Crise,” é aquele instante onde acontece a rendição total e incondicional a Deus. Judá reconheceu! Que bom, para ele e para a história do povo escolhido, porque ali nasceu uma nova história.

 

Senhor, graças te damos pela obra que o Espírito Santo faz em nossos corações de nos convencer de nossa condição diante de Ti e nos apontar o caminho da cruz. Ali, no Calvário encontramos provisão e misericórdia para uma mudança completa de direção e ali nasce os novos caminhos a serem trilhados pelo novo homem em Cristo. Obrigado pelas lições da vida de Judá, porque muitos de nós nos identificamos com ela e com ele. No Senhor podemos reescrever nossas vidas e andar por caminhos de justiça e de verdade. Oramos com gratidão pela redenção que há no sangue de Jesus, suficiente e abundante para todos nós. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Voce Reconhece?

Meditação do dia: 11/05/2020

 “E tirando-a fora, ela mandou dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E ela disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.” (Gn 38.24)

Você reconhece? – Li há algum tempo um livro de um autor muito bom, um pastor de igreja local nos Estados Unidos. Ele narra um período difícil que atravessou, chegando à beira do esgotamento físico e emocional; é claro que isso afeta muito a condição espiritual da pessoa e a sua produtividade no ministério. Com uma equipe ministerial boa, eficiente e zelosa ao seu lado, eles perceberam a situação e resolveram agir compulsoriamente para o bem dele. Reuniram a igreja e diretorias e deram-lhe um período de férias forçado; ele teria que sair e ir para um local aprazível e descansar, só isso e sem direito de não aceitar. Resignado ele reconheceu o seu estado e sua necessidade e aceitou passar unos dias numa cabana nas montanhas, e um obreiro muito próximo se encarregou de leva-lo e buscar no dia combinado. No percurso, o seu auxiliar colocou para ouvirem uma gravação de uma conferencia para pastores e líderes onde o pregador ensinava as medidas e passos bíblicos e práticos que pastores e obreiros deveriam seguir para não entrarem em colapso físico e emocional no ministério. O pastor gostou muito e elogiou o conferencista, afirmando que aquilo realmente era o correto. Foi quando o auxiliar perguntou se ele reconhecia a voz e o estilo do pregador – ele ficou surpreso ao saber que era ele mesmo a poucos anos atrás. Judá havia tomado decisões que o conduziram a afastar-se de sua verdadeira vocação e propósito de vida. As armadilhas do pecado são suaves e quase imperceptíveis no começo, sendo apenas um assentimento com determinadas condutas, que não são “tão runs” e podem aproximar a pessoa de um público que precisa ser alcançado e ajudado. O tempo e a lassidão moral vão distanciando o coração das margens de segurança até facilitar um tropeço e queda. Ministros do Evangelho, sacerdotes vocacionados e pessoas que receberam um dom ou uma oportunidade de servir a Deus ao servir as pessoas, testemunhando sobre o caminho a verdade e a vida abundante disponível em para todos precisam ser cuidadosos e vigilantes, para não se desviarem do caminho. Judá era um homem, um cidadão, um pastor de rebanhos, empreendedor e negociante, era um pai de família e representante de uma aliança eterna, passada de geração em geração. Mas ele se perdeu no meio do caminho e agiu como se fosse um cananeu tal qual o seu amigo adulamita. Criou seus filhos nesses moldes e essa influencia fez mal a eles e se perderam e morreram. Judá entregou sua identidade pessoal e ministerial em troca de satisfação passageira e quando tudo isso ficou desaparecido, ele se deu por resignado, aquilo não parecia ter mesmo tanta importância. Foi uma experiencia dura e vergonhosa diante de um tribunal, onde ele se apresentava como aparte que acusa alguém de lhe causar um grande prejuízo moral e espiritual, que valeria a pena de morte. Então lhe é expostos seu selo, cordo e cajado, acompanhado da pergunta desconcertante: Você reconhece isso? Ele não tinha como não reconhecer; não tinha como negar objetos tão personalizados e também reconhecer o que eles simbolizavam. Não se tratava de um anel, um cordão e um cajado de madeira, aquilo era ele! Aquilo era sua vida! Aquilo era sua vocação e responsabilidade! Aquilo nunca deveria nem poderia estar nas mãos ou sob guarda de nenhuma outra pessoa! Aquilo era responsabilidade pessoal intransferível. Reconhecer o que é, onde está e porque chegou até esse ponto é o início do caminho de volta. Adão não reconheceu seu papel e culpou Eva, que não se reconheceu e culpou a serpente! De lá para cá, é um festival de desculpas esfarrapadas! “Foi um momento de fraqueza!” “Estava sob muita pressão!” “Fui abandonado por…” Como os discípulos desiludidos após a morte do Mestre, mesmo sabendo da ressurreição, alguém desiste e abre a porta para os demais. Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam (Jo 21.2,3). Você sabe para o que foi chamado? Reconhece sua identificação ministerial? Está em seu poder e sob seus cuidados os dons de Deus que te foram confiados? Não espere ir para o tribunal e ser forçado a reconhecer aquilo que lhe é tão pessoal. Seu íntimo e o à sós com Deus serve de tribunal, onde não tem como negar a verdade ali exposta. Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Tm 4.1,2,7).

 

Senhor Deus, nós nos reconhecemos em Jesus! Somos pecadores, mas arrependidos e prostrados diante daquele que pode salvar e guardar a cada um de nós. Os dons e a vocação pertencem ao Senhor e nos foram entregues para serem desenvolvidos e servir no Reino de Deus. Oramos por perseverança e resiliência nos momentos difíceis e das provações que parecem infindáveis, para que possamos encontrar abrigo em ti e assim renovar nossas forças para vencer. O senhor nos reconhece como filhos, nos ama e nos recebe, isso nos basta, nos conforta e restaura. Glórias sejam dadas a Jesus o nosso Senhor e pelo seu sacrifício obtemos a vitória. Amém.

 

Pr Jason

Quem é o Pai do Bebê?

Meditação do dia: 10/05/2020

 “E tirando-a fora, ela mandou dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E ela disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.” (Gn 38.24)

Quem é o Pai do Bebê? – O padre estava insatisfeito e decepcionado com a comodismo e inercia de sua paróquia. Ela não reagia a nada e não se comprometia com as questões necessárias. Ele então resolver dar um choque nos fiéis (nos infiéis também), convocou para uma missa de corpo presente, o funeral da igreja e fazia questão que todos viessem prestar a última homenagem antes do sepultamento. Deu certo, o templo ficou lotado e as pessoas podiam passar em fila, ao lado do caixão exposto e ver pela última vez a igreja morta. A curiosidade arrastou a todos, pois quem seria o morto? Pelo espanto e cara de pavor que fazia cada um passava, era alguém de fato importante e isso aumentava ainda mais a expectativa dos fiéis. Quando chega a vez, ao olhar dentro do caixão, cada um se deparava com a sua imagem no espelho colocado no fundo da urna. Essa é a cara da igreja morta a ser sepultada. Poderia ser uma história de um pastor evangélico, pois também temos nossas cotas de pesos mortos. Chegou a hora de passar a história à limpo! É hora da verdade ser revelada. Judá quer ver seus direitos prevalecendo, porque afinal, ele é um homem de Deus e preza pelos bons costumes e não vai permitir que uma pessoa desqualifique sua família. Pelo menos era assim que ele demonstrava acreditar. Acusar a nora de adultério era fácil, pois as evidencias eram claras: ela era viúvo e comprometida em casamento com o filho dele; agora ela aparece grávida, então alguém fez coisa errada! Outro lado da história estava sendo montado gradativamente, e só aguardando o exato momento de fazer a revelação que desmontaria uma grande farsa. Não é de se menosprezar a possibilidade da informação da gravidez de Tamar ter sido vazada de propósito para chegar em Judá. Assim como ela havia previsto e antecipado os movimentos dele para pegá-lo, agora ela o fazia para desferir o golpe final; deixa-lo nocauteado. Pela prática dos tribunais, o crime dela era adultério e esse é um crime, uma prática que não se comete sozinho, existe um cúmplice, um parceiro na jogada. Por ele ter incorrido em tal prática, seria também julgado e condenado juntamente com ela; assim ela teria que apresentar ao tribunal a pessoa envolvida. No devido momento ela, expôs os penhores, não negando o adultério, a gravidez e nem justificando ou recorrendo das acusações e sentença. Tamar estava muito convicta do que estava fazendo e da força dos seus argumentos. Os objetos expostos para serem examinados e reconhecidos perante a corte, era uma questão de segundos, para Judá ter a grande e terrível experiencia de confrontar a si mesmo: “Quem é a pessoa que se envolveu e violou a santidade da minha família?” As provas diziam e apontavam para o dono do selo, do cordão e do cajado. Era ele mesmo! Judá endurecido pelos seus caminhos fora da vontade de Deus, seguindo o padrão dos povos que Deus advertira para não copiar, queria transferir as responsabilidades para outros. Culpar e condenar os outros pelo próprio fracasso. Esconder-se atrás do bom nome que tinha, que seu pai e seu avô tiveram, valer de ser alguém trabalhador, empreendedor e responsável. Essa prática não é nova, não é coisa da modernidade, nem resultado da liberação feminina ou do liberalismo dos dias em que se vive. Todos nós vemos e testemunhamos a destruição de famílias cujas pessoas são maravilhosas, trabalhadoras (até demais), de boas origens, bem sucedidas nas carreiras e com recursos abundantes; mas as relações se desgastaram, ausência, distancia, omissão e exposição do cônjuge aos riscos da solidão, insegurança, carência e no final da linha a infidelidade, (física, emocional e por fim sexual). Então a pessoa se levanta justificando, ser gente boa, sempre trabalhando, nunca fui infiel e nunca e nunca e sempre e sempre; mas a outra pessoa…. a família começa com duas pessoas diante do altar de Deus, empenhando a sua palavra e honra, cercado de sorrisos e testemunhas bem vestidas. Mais do que diante do sacerdote, a aliança celebrada diante de Deus é responsabilidade das duas pessoas faze-la valer. Se é “minha” família, então a responsabilidade também é “minha!” Jesus falou sobre o valente que guarda sua casa contra a invasão externa: Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não maniatar o valente; e então roubará a sua casa (Mc 3.27). Entre as muitas aplicações dessa verdade, está o fato de que o bem de maior valor do universo todo são as pessoas criadas por Deus; elas vivem em sociedade organizadas em famílias; todos vem de uma família e o mal quer destruir e saquear o que há de valor. Para saquear a casa, ele tem que derrotar o valente da família e da casa e só então saqueia os bens. Quantas casas saqueadas, vilas inteiras, cidades e a pilhagem continua. Alguém tem que resistir e dizer: Aqui não! Sou o valente da minha casa, da minha família, dos meus filhos!

 

Pai santo, o mundo quer nos fazer acreditar que errado é que está certo! Nada faz mal e se existe “amor” então tá valendo! Em nome de Jesus, nos levantamos para sermos sal e luz num mundo confuso e perdido em suas próprias trevas; para nós, teus filhos andar na luz é a melhor salvaguarda contra o mal e o pecado. Abraçar a verdade eterna da tua Palavra e os ensinos que dão vida, podem nos conduzir às veredas antigas, onde há paz no coração. Rejeitamos as ofertas de prazer temporário em detrimento da perdição eterna. Clamamos a Espírito Santo para nos instigar ao arrependimento e a convicção de responsabilidade em Deus para restauração dos nossos caminhos diante de ti. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason