Lidando Com as Perdas

Meditação do dia: 11/06/2020

 “E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim.” (Gn 33.7)

Lidando Com as Perdas – As marcas que a vida proporciona fazem diferença na vida de todos nós. Temos que aprender a lidar com a dor, o sofrimento, as perdas e a morte. Ainda que os pais tentam blindar os filhos de serem atingidos, necessariamente nem sempre se consegue êxito. Nesses momentos, a alma precisa ter uma âncora para se segurar; lições importantes devem ser aprendidas e vivenciadas com as tragédias e dificuldades. Como em tantas outras áreas da vida, nossa fé nos ensina que Deus está sempre no controle de todas as situações e que nada escapa ao seu olhar cuidadoso e de bondade. O difícil é separar a teoria da fé, com a prática de fato. Mas entre um e outro, acredito e posso dizer-lhes que Deus continua no controle e tem um plano muito bem traçado e havendo cooperação da nossa parte, sairemos sempre mais fortes de cada percalço que acontecer em nossas vidas. Ainda que o nosso texto não fale e não faça qualquer citação de José, eu resolvi escrever essa meditação, incluindo-o nesse cenário, porque de fato ele estava ali e foi um dos mais atingidos pela morte da mãe. José, era um garotinho ainda. Muito ligado à mãe, que era a paixão do pai; o que fazia dele, como caçula, uma preciosidade e a quem era reservado o de melhor que poderiam oferecer. Jacó e Raquel estavam em estado de êxtase, pela chegada de mais um filho; o irmãozinho de José; eles estava muito perto de chegar em casa, na casa do vovô Isaque; mas os planos foram alterados e a vida de muita gente mudou completamente. Raquel teve dificuldades no trabalho de parto e ainda que a criança nasceu, ela não resistiu e sabia disso, ao registrar a criança com o nome de “Filho de minha dor!” Para o pai, era o filho das suas delícias, do seu prazer. Benjamim chegou, mas Raquel partiu. José ficou! Ficou só e sozinho num mundo tão grande, num lugar que ele não conhecia, à caminho do sonho de conhecer a Terra da Promessa de Deus ao papai. Mui provavelmente ele ainda não compreendia tudo que estava acontecendo ali bem diante de seus olhos. O que tinha a chegada de seu irmãozinho com a morte da mamãe? Mas tudo terminou num montão de pedra; uma coluna que Jacó levantou sobre a sepultura de Raquel. De agora em diante era um pai, dois filhos pequenos, mas sem a mãe para cuidar, ensinar e embalar aqueles pequenos. Conseguimos imaginar as primeiras noites, primeiras semanas? O pai de José, estava com o coração dilacerado; mas ele era um patriarca e tinha promessas e compromissos com a sua fé e com o seu Deus e não podia parar e se desmanchar ali. Pode ser, ali também começou o treinamento de Deus com José, com Jacó e até com o pequeno Benjamim; porque muitas separações, muitas dores e muitas perguntas sem respostas, situações sem explicações, estavam apenas começando. Amados irmãos e irmãs que estão lendo essa meditação: O que estamos aprendendo aqui? Não tenho questionamento algum; mas tenho perguntas de inquirição para aferir o aprendizado meu, seu e nosso. Deixe-me firmar algumas estacas onde verdades precisam ficarem presas e firmes o tempo todo: Jacó e família estavam dentro da vontade e do tempo de Deus; eles estavam indo em direção certa, apontada e dirigida pelas promessas do Senhor; estavam na Terra Prometida já; haviam firmado um novo pacto, ratificado as alianças e a operação de Deus estava sobre eles. Nada disso tem a ver com pecado, desobediência ou obra do Diabo! Deus estava criando as estruturas para o tipo de projeto que se sustentaria para o tempo e a eternidade. O Sofrimento, a perda, a morte, não é necessariamente um mal, uma tragédia ou desgraça. Nem sempre pode ser entendida como ausência ou abandono de para com seus servos. Quando se trata de um coração de pai sofrer pelos filhos, Deus entende tudo disso, Ele é especialista; Ele deu o próprio filho, para ganhar outros filhos; a dor da morte também sensibiliza Deus, ele viu seu filho morrer de forma muito cruel e dolorosa e aguentou firme até obra toda estar consumada. Não culpe a Deus; não se amargure, enclausurando-se no seu mundinho de sofrimento egoísta. O Pai está construindo coisas grandes e firmes que ainda não sabemos e não vemos de imediato. Confie! “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia. Descansa no Senhor, e espera nele” (Sl 37.4-7).

Pai amado, obrigado por nos ensinar o caminho da vida através de aprendermos com as nossas dores e perdas. Ninguém perdeu tanto quanto o Senhor e ninguém amou tanto quanto o Senhor; por isso também não há ninguém tão satisfeito e realizado quanto o Senhor. Perdoa-nos quando colocamos nossas causas e dores acima de nossa fé e desacreditamos no ter perfeito amor e cuidado. O Senhor é fiel e justo em todo o tempo e nada desabona o teu caráter santo. Submetemos nossos corações ao teu Espírito Santo para nos ajudar no processo de cura e restauração pelas perdas e dores sofridas, mas ao sabermos que tudo está sob teu controle, podemos descansar e acalmar nossa alma. Pai, refrigera-nos a alma; alivia-nos a tensão e o estresse que a vida nos impõe; mas sabemos que maior é aquele que está conosco e para sempre estará, pois foi isso que Jesus prometeu, e acreditamos nele. Amém.

Pr Jason

José & Raquel

Meditação do dia: 10/06/2020

 “E chegou também Lia com seus filhos, e inclinaram-se; e depois chegou José e Raquel e inclinaram-se” (Gn 33.7)

José & Raquel Os pais e mães foram projetados por Deus para serem agentes dele na transmissão da sua visão da vida, também sobre os seus propósitos concernentes à identidade e destino. Deus confiou os filhos aos pais, por colocado neles uma capacitação especial para cumprirem esse papel. Acreditamos sem dúvida alguma de que Deus jamais dá ordens impossíveis de serem executadas; certamente junto com cada missão e trabalho delegado, ele envia junto todo um arsenal de ferramentas e equipamentos poderosos nele, para que os pais consigam cumprir a missão de gerar filhos para serem disseminadores do conhecimento de Deus e assim abençoar todas as famílias da terra. Jacó era muito consciente disso e passou esses conceitos de aliança com o Eterno para suas esposas e assim, juntos poderiam incutir nos filhos a missão privilegiada que sua linhagem exerceria sobre os povos e as nações. Quando a Palavra de Deus recomenda algo, isso precisa ser considerado, porque ela é a Palavra de Deus e a vontade de Deus deve ser amada, buscada, encontrada e obedecida diligentemente. Ao lermos: Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele (Pv 22.6). Qual é o tamanho da sua visão para os seus filhos e próximas gerações? Quanto maior for a visão, maior deve ser a dedicação e o investimento na formação de solidificar nos seus corações aquilo que está em mente que é a perfeita vontade de Deus. Quanto maior for o edifício, maior e mais profundo precisam ser os fundamentos. “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (1 Tm 4.12). O apóstolo Paulo é indiscutivelmente um dos maiores exemplos de obreiro fiel e comprometido com o Evangelho de Jesus Cristo. Ele aceitava o desafio de ser imitado pelos demais cristãos de seus dias; Sede meus imitadores, como também eu de Cristo (I Co 11.1); Ele se identificava com os filhos na fé à ponto de sofrer por eles: Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós (Gl 4.19). Ele se esforçava por produzir naquelas vidas e nas nossas também através dos seus escritos, como aquilo uma missão de vida e para a vida: A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo;
E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente
(Cl 1.28,29). Simplificando tudo o que estou pretendendo dizer e aprender com vocês nessa meditação, é que o exemplo dos pais é o mais poderoso elemento para construção de valores eternos na vida dos filhos e das gerações seguintes. José aprendeu a respeitar e reverenciar um tio fora da casinha, porque viu isso no pai, respeitando um sogro trapaceiro e disposto a atitudes ruins em favor de lucro; ele viu a mãe lidar com a tia e mãe de seus meio irmãos; ela ia para oração e se derramava diante de Deus, fez isso por ele e fez pelo irmãozinho que estava à caminho. Pais, também sou e sei que não adianta tentar enfiar piedade e fé garganta à baixo nos filhos; eles precisam nos ver em ação, diligentemente e constantemente para que saibam que aquilo tem importância e valor; aquilo ocupa tempo e prioridade do papai e da mamãe; que as atividades que dizem respeito à fé, é levado à sério por eles e querem passar isso para os filhos, como uma herança alvissareira e não um fardo difícil e desgastante. Seus filhos vêem vocês orarem constantemente? Eles presenciam vocês lerem a Bíblia devocionalmente, constantemente? Eles percebem alegria em vocês nas práticas espirituais? A hora de aprontar para ir ao templo (antes da Pandemia) eram momentos de alegria e expectativas? Como eles observam o trato de vocês com os líderes espirituais e irmãos na fé? Vocês são generosos financeiramente com a obra de Deus à vista deles? Missões e outras atividades contam com a participação ativa de vocês e eles são incluídos nisso? Pregar o Evangelho e testemunhar de Cristo está sendo mostrado como algo importante na vida de vocês? Se não dermos um bom exemplo, por omissão estaremos dando maus exemplos. Faça, mostre, explique, permita-o entender o racional das ações, deixem eles ajudarem a fazer e estimule-os a serem criativos nas coisas de Deus. Um dos exemplos mais eficientes de discipulado que vejo os pais se esforçarem para incutir nos filhos é torcer para o time de futebol do coração. Imagine a mesma dedicação, investimento e acompanhamento na vida espiritual? Esse exemplo mostra que é possível sim, fazer um grande trabalho, mesmo sem ser especialista e com formação específica na área. Será que Raquel sabia mais quanto tempo ela teria em companhia de José? Qual seriam as marcas que com  ou sem ela, ele levaria para a vida toda?

Senhor, obrigado pela missão de ser pai e produzir discípulos para ti, começando dentro da nossa própria casa. Envidamos tantos esforços para levar nossos filhos a serem bem preparados para a vida secular e até absorverem nossos gostos e preferencias de lazer e esportes, mas perdemos oportunidade de incutir neles as tuas palavras que produzem a vida eterna. Ao olharmos para ti, encontramos o mais perfeito exemplo e modelo em tudo que precisarmos e podemos aprender contigo. Hoje, minha oração a ti é em favor dos pais que reconhecem que estão aquém do ideal mínimo na transmissão da tua mensagem aos seus filhos. Desperta-os e levanta-os no poder do Espírito Santo para uma vida de fé e vitória, ganhando as primeiras almas de suas vidas, que são os seus próprios filhos. Que a bendita herança do Senhor seja nossa prioridade e nossa maior missão nesta vida. Oramos pelas famílias que se despertarão para começar um novo ciclo, contando com a tua graça e bondade. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

José e Raquel Inclinaram-se

Meditação do dia: 09/06/2020

 

“E chegou também Lia com seus filhos, e inclinaram-se; e depois chegou José e Raquel e inclinaram-se” (Gn 33.7)

José e Raquel e inclinaram-se“As crianças são perfeitas imitadoras; eles insistem em imitar os pais, por mais que esses se esforcem para lhes ensinar boas maneiras.” Gostei muito dessa frase, que encontrei e a inseri num trabalho para casais, a um tempo atrás. Todos sabemos que as crianças copiam os modelos próximos delas e à medida em que vão crescendo, isso segue com quem elas convivem ou admiram. Assim, quem tem seus segredos e mal feitos, não deixem que elas tenham acesso, porque se tornará público primeira oportunidade. Pais cristãos que terceirizam a vida de fé e piedade dos filhos para a igreja, através da ebd ou ministério infantil e dizem que não levam jeito para lidar com crianças e já que a igreja desenvolve líderes e tem bons programas e são saudáveis, nada melhor do que passar isso para ela. Já li algo à respeito de que John Wesley era radicalmente contra Escola Dominical para crianças; segundo ele, isso tiraria dos pais a iniciativa e a responsabilidade pelo ensino bíblico dos filhos. Não é que ele tinha razão! A profissão de fé dos Israelitas desde os tempos antigos, foi acrescida de ordens, mandamentos explícitos quanto à prática doméstica e familiar de se responsabilizar pela educação espiritual dos filhos, PELOS PAIS: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te (Dt 6.4-7). Amar a Deus inclui guardar no coração as Palavras dele e guarda-las implica em ensinar aos filhos de tempo integral, aqui, sugere ao menos quatro oportunidades diárias para transmissão dos ensinos bíblicos. Uma transmissão poderosa de bênçãos para os filhos está intimamente ligada à cultura do ensino piedoso, para que os filhos reproduzam no futuro, tudo aquilo que foi semeado em seus corações desde pequenos. Deus sempre teve esse cuidado, deixando isso claro ao criar rituais e cerimonias que tinham como finalidade TAMBÉM, perpetuar a memória daquilo que tais festejos e celebrações significavam; nada tão eficiente como os filhos verem desde pequeno os pais fazerem e depois ajudarem a fazer e depois assumirem eles mesmos a responsabilidade por fazer e depois transmitir aos seus descendentes, de geração em geração, de século em século, de novo e de novo outra vez! Um exemplo implantado quando da saída do Egito: Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou. E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como o Senhor ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram (Ex 12.24-28). Eles fazem isso até hoje, religiosamente, rigorosamente, fielmente. Vemos então a família de Jacó, em risco iminente de sofrer algum mal por parte de Esaú; o pai faz o que lhe é possível e tenda assegurar que a promessa divina de que tudo iria dar certo e contava com algum favor para aplacar a ira represada do seu irmão. Mas todos da família estavam ensinados e preparados para serem educados e corteses, ainda que em situação de risco. O pacificador, age ativamente em seu mundo par promover a paz e a reconciliação, mesmo sabendo que se expõe ao perigo de não ser aceito ou bem visto por aqueles que querem fazer o mal. Vemos Raquel e José se aproximando e se inclinando para saudar o cunhado/tio. Parece que uma das grande lições da vida de José foi aprender a se curvar diante dos grandes, para se tornar grande até que se tornou o maior dos doze irmãos. Já escrevi em meditação anterior, que as pessoas cristãs não tem problemas em serem chamadas de servos e servos; o problema realmente está na atitude de servir. É só dar um rodo, uma vassoura e um pano de chão que você descobrirá o serve que há dentro delas! É servindo que aprendemos! O caminho da grandeza passa pelas estações mais baixas. Os galhos que mais produzem são aqueles que mais se inclinam. As águas das chuvas procuram e abençoam primeiro os lugares mais baixos. Ministérios e dons espirituais só são descobertos e bem utilizados servindo, quando mais serve, melhores ficam. José tem muito que nos ensinar.

Senhor, nós apresentamos a nossa gratidão pela vida e a oportunidade de aprendermos a seguir as instruções de tua Palavra que nos coloca em condições de vantagem sobre o pecado e o mal. Intercedemos pelos pais que lidam com os filhos e precisam confiar em ti para proteger e prosperar seus passos. Reconhecemos que a instrução dada com amor e validada por uma vida coerente de testemunho de fé, abençoa e influencia a vida deles. Agrademos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Últimos São os Derradeiros

Meditação do dia: 08/06/2020

 E pôs as servas e seus filhos na frente, e a Lia e seus filhos atrás; porém a Raquel e José os derradeiros. (Gn 33.2)

Os Últimos São os Derradeiros – À poucos dias falei uma daquelas histórias cujos fatos são verdadeiros, mas que provavelmente ela em si, nunca acontecera. Temos outra hoje! Conta-se que Rui Barbosa, um dos nossos “bons baianos,” confessou a alguém que tinha sérias dúvidas sobre o lugar exato em sua vasta biblioteca, que seria adequado para colocar a Bíblia. Segundo o relato ele dizia que se colocasse ela na mais alta das prateleiras, significava que ela era a obra de mais elevada posição, valor e prestígio sobre todas as demais obras; Se a colocasse, na prateleira mais baixa, significaria que ela era a base, o alicerce sobre o qual toda a sabedoria e conhecimento ali presentes estava alicerçados; caso a colocasse no meio, então estaria dizendo que ela era o centro de tudo ali e que dela irradiaria a iluminação para todos os demais conteúdos. Oh! Dúvida cruel! Quando lidamos com família, a nossa, principalmente, sempre tem aquelas asseverações sobre o papel e a lugar de cada um e é claro, os que sofreram mais e os privilegiados ou mais poupados pelos pais. Os mais primeiros, os mais velhos carregam toda a inexperiência dos pais e quando eles já estão bem “amaciados,” vem os mais novos que pegam toda a moleza. Mas como as famílias estão ficando cada vez menores, então o primeiro é o mais velho e o mais novo, ou apenas há um e outro, uma dupla dinâmica. No caso do Zezinho, até então era o último, o caçula do papai e o primeiro da mamãe; ele fora o último a nascer quando a família ainda residia na região de Harã, mas já estavam de malas prontas para a grande viagem de volta para Canaã, a tão falada Terra Prometida que o papai tanto falava, que incutira na mente e no coração de todos, que ali seria o lugar deles e onde prosperariam de verdade. As duas esposas de Jacó, Lia e Raquel, sabiam através de seus pais, que uma tia, chamada Rebeca, irmã dele, tinha vivida o maior “Love History” das antiguidades. Ela foi buscar água no poço fora da cidade e encontrou um homem, que viera da terra de Canaã, à procura de sua família para encontrar uma moça para levar e se casar com um primo rico, filho de Abraão. Se Raquel era romântica e sonhadora e vivia com a cabeça nas nuvens sonhando acordada com o “vale a pena ver de novo,” da titia, não é que o raio caiu duas vezes no mesmo lugar! Só que desta vez, quando ela chegou no poço, o príncipe quase encantado, já estava aguardando por ela; não deu outra, amor à primeira vista! A trama toda só não quebrou a mágica trajetória de felizes para sempre, porque para Raquel e Jacó, no caminho do altar, tinha uma pedra, tinha uma pedra chamada Lia, a irmã solteirona, a futura cunhada que virou esposa como que no despertar de um pesadelo. Raquel ficou para se casar por derradeiro! Na geração de filhos, novamente ele ficou por derradeiro, José, foi o primeiro que se tornou derradeiro também. Agora que tudo ia bem na viagem dos sonhos, Raquel estava grávida novamente e o José perderia o status de derradeiro; mas quando o perigo se pôs de espreita, a o risco de um ataque de um tio revoltado e amargurado, levou Jacó a distribuir mães e filhos e colocados em grupos separados por certa distancia entre uns e outros; sobrou para Raquel e José serem os derradeiros novamente. Quantas vezes mais isso iria se repetir na vida desse menino? Quem se identifica com ele? Quem, na infância, adolescência ou até mesmo na vida adulta, está sempre ficando no fim da fila? Não leve isso para o lado negativo, quando se trata de lições espirituais e sobre o propósito e o agir de Deus em sua vida. Todos nós, seus filhos somos de primeira categoria, somos todos amados e prestigiados e estar no fim da fila diante de Deus, não é desprestígio e nem segregação. Pode ser estratégico e proposital; com Deus, não é verdade que os que chegam por último, bebem água suja. Sempre há provisão de abundancia e fartura, suficiência para todos os convidados. Deus não esquece de ninguém.

Pai, obrigado por reservar um lugar elevado e honroso para todos os teus filhos. Na tua mesa a banquete continuo e abundancia suficiente para todos, todos os dias. Cada de todos os filhos, tem um papel e uma importância nos teus planos e assim ninguém está para trás por desprestígio ou esquecimento. Somos importantes para ti e honrados por fazer parte dos teus planos. Somos agradecidos, somos agraciados em pertencer a tua família. Abba Pai! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

E Agora, José?

Meditação do dia: 07/06/2020

 “E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre. E ela concebeu, e deu à luz um filho, e disse: Tirou-me Deus a minha vergonha. E chamou-lhe José, dizendo: O Senhor me acrescente outro filho.” (Gn 30.22-24)

E Agora, José? – Dificilmente tem alguém com maior deseja de ver chegar a hora de meditar e escrever sobre José, do que eu mesmo. Quando decidi escrever as meditações do dia me baseado nas vidas e pessoas, José foi nome certo na lista. Confesso que na minha cabeça, ao começar em Gênesis, escreveria umas poucas meditações sobre os principais personagens e seguiria em frente. Como os planos mudaram! Graças a Deus que foi para melhor. Tem sido uma experiencia muito agradável e edificante, seguir a vida de pessoas que marcaram a história e nos deixaram um legado de valor espiritual inestimável. Assim, vamos nos aprofundando e nos aperfeiçoando no caminhar com Deus em fé. São Lições preciosas que o Espírito Santo tem compartilhado com todos nós. Ao iniciar a saga de José, talvez de forma muito singela, mas valorizando o agir de Deus em tudo que circundava aquela família. José foi o primeiro filho de Jacó com Raquel. A amada esposa do patriarca, lutar por muito tempo com a incapacidade ou impossibilidade de gerar filhos. Além dos limites da luta pessoa e interior, ela ainda tinha outro fronte, que era a competição da irmã, que fora beneficiada pela tradição de ter que se casar primeiro que a mais nova. Raquel, amava o marido e queria fazer parte da promessa de Deus para a vida dele; afinal ele viera de tão longe, para constituir uma família e ainda no caminho recebeu uma promessa de Deus de que teria uma família com muitos filhos antes de retornar para Canaã. Os muitos filhos estavam chegando, pois Lia, a outra esposa já tivera seis filhos e uma filha; ele dera sua serva por concubina ao marido e obtido dois filhos e a outra concubina, serva de Lia também lhe dera outros dois. Jacó já tinha dez filhos. Para quem viera de uma linhagem de poucos filhos a cada geração, ter dez filhos era muito abençoado. Para Raquel, até então ela estava fora do melhor da promessa para Jacó e a aliança com Deus, para as próximas gerações até se tornarem uma grande nação. Deus lembrou de Raquel e de suas orações; ela não desistira e muito menos Deus desistira dela. O quadro de vergonha e desprezo que ela sentia por não contemplar e recompensar todo o amor de Jacó e os sonhos que tiveram juntos. Foi exatamente aí que apareceu José. Quando soube da novidade, Raquel desabafou em tom de triunfo: Deus tirou a minha vergonha! José significa “Deus acrescenta,” no sentido de aumentar; uma profecia para a vinda algum tempo depois para a chegada de Benjamim. O nascimento de José, também marcou o tempo em que Jacó reconheceu ser o momento adequado para voltar à casa de seus pais em Canaã. Seu nascimento foi então um marco de mudanças na vida de todos. Quem tem promessas de Deus, não deve desistir devido as circunstancias de esterilidade que envolve o presente. Lute em oração e determine perseverar e permita Deus providenciar as mudanças e tornar em realidade suas promessas para sua vida.

Senhor, obrigado pela oportunidade de estudarmos a tua Palavra através da vida e da história de José, um homem que nos serve muito bem de exemplo e modelo a ser seguido e copiado. Queremos fazer desses dias difíceis e da realidade estéril que nos cerca nesses dias de crise mundial de saúde e insegurança social, para crescermos na fé e na qualidade de vida devocional diante do Senhor. Guia-nos pelos caminhos da verdadeira intimidade e consagração de vida, como foi a vida de José. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Vermelho & Branco

Meditação do dia: 06/06/2020

 “Os olhos serão vermelhos de vinho, e os dentes brancos de leite.” (Gn 49.12)

Vermelho & Branco – Existem histórias que relatam um fato verídico, mas que na verdade pode não ter acontecido. Isto quer dizer que a narrativa e o princípio moral ou espiritual que se pretende ensinar, é verídico, mas a história pode ser uma mera ficção, ou adaptação ou ainda suas origens são imprecisas ou desconhecidas. Muito bem, dito isso, vou citar uma dessas pérolas. Circula, ou circulou nos arraias evangélicos que o Evangelista Billy Graham em certa ocasião participou de uma reunião ministerial, ou assembleia de determinada igreja e na pauta constava a discussão sobre disciplina de um dos diáconos da referida igreja, acusado de embriaguez. No calor das discussões, a maioria absoluta querendo aplicar a disciplina, pois muitos textos bíblicos atestam pela abstinência de vinho, citando inclusive e principalmente Paulo, E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito (Ef 5.18). Foi então que o nobre colega evangelista de renome internacional, pediu a palavra e ao lhe ser concedida, ele perguntou quantos mais diáconos a igreja tinha; ao ser informada do número, ele voltou a indagar: Quantos desses demais são cheios do Espírito Santo? Pairou aquela calmaria e aquele silencio de suspense, como se fosse algo inédito ou como saber responder um pedido desses? Diante da paralisia, então ele retomou: “O mesmo versículo que vocês estão utilizando para justificar a disciplina de um cristão por beber vinho ou bebida alcoólica, também afirma que ao invés isso os cristãos devem, precisam, imperativamente serem cheios do Espírito! Se os demais diáconos da igreja não bebem, mas também não são cheios do Espírito Santo, devem igualmente serem disciplinados, conforme a verdade do mesmo versículo.” Não sei o final da história da tal assembleia; mas aprendi uma lição importante para minha vida. Na bênção profética paternal de Israel para seu filho Judá, ele inseriu as verdades, que tem também cunho cultural de hábitos culinários e gastronômicos, juntando-se aos muitos outros espalhados pelas Escrituras Sagradas. Vemos relados de efeitos negativos da bebida e temos também relatos de efeitos positivos, saudáveis, medicamentoso, festivo e outras tantas mais possibilidades. Não vou entrar no mérito aqui, de A ou B, ou muito pelo contrário, porque o propósito aqui é aprendermos com a vida e a experiencia de Judá, perscrutando todos os fragmentos dos relatos que encontramos. Aprendemos com os acertos e virtudes, como com os erros, pecados e dúvidas de sua pessoa. Aqui, o barco segue em frente, pois sabemos manejar as velas e tirar proveito até de vento contrário. Israel está abençoando-o de forma profética citando aspectos futuros, figurados, mas que se confirmarão no tempo e modo oportuno de fato e direito. Aqui, o pai fala sobre a fartura, a provisão abundante, a riqueza e a alegria que haveria de fazer parte da herança daquele filho, extensivamente aos seus descendentes imediatos e as gerações posteriores quando se tornariam uma tribo e fariam parte de uma grande nação. Judá seria uma referencia da prosperidade e da bênção de Deus. Na Terra Prometida e naquela época a viticultura era gerador a de riqueza e prosperidade e as boas pastagens produzira bons frutos para o agronegócio e a pecuária, e os produtos lácteos judaicos fariam a alegria da garotada que mostraria bigodes brancos de leite nas crianças e até nos adultos. Abundancia de provisão! Geração de trabalho e riquezas, sendo tudo isso promoção de alegria e contentamento.

Pai, obrigado por seu generoso e abençoador para com nossas famílias e nossa nação, ao nos dar condições de produzir e gerar suprimentos e riquezas através do trabalho e habilidades criativas. O trabalho é uma bênção e faz parte do processo de sermos produtivos, laboriosos e desempenharmos o uso dos dons e habilidades com as quais fomos presenteados desde o nascimento. O pão nosso de cada dia que nos dás, vem de mãos operosas e trabalhadoras. As habilidades em toda a cadeia produtiva são bênçãos da tua generosidade e agradecemos por elas, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Sinais Que Acompanham a Prosperidade

Meditação do dia: 05/06/2020

 “Ele amarrará o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à cepa mais excelente; ele lavará a sua roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas.” (Gn 49.11)

Os Sinais Que Acompanham a Prosperidade – “Venha a nós o vosso reino!” Essa parte da oração todos sabem e todos querem e querem muito; mas “seja feita a vossa vontade!” Isso não! Pula essa parte! É como se todos quisessem participar do banquete dominical, mas ninguém tá nada a fim de encarar o avental do serviço semanal. A maturidade cristã expressa nas Escrituras afetam todos os aspectos da vida do cristão e a razão do relacionamento com Deus deixa de ser o famoso “troca-troca,” alguma fidelidade em troca de muita bênção. Os valores na vida adulta se tornam de diferentes de quando éramos crianças, adolescentes, jovens e em determinadas etapas muitos ainda são “adultecentes,” uma mistura de adulto com adolescente; uma combinação não muito produtiva. Abraão é o modelo de fé, de onde partimos na jornada da vida com Deus. Ele e Deus começaram um relacionamento baseado na confiança da parte de Abrão e soberania da parte de Deus. Houve uma promessa e ela foi acolhida, abraçada e experimentada sem ganancia, sem desespero e sem correrias; Abraão não ficou correndo atrás de bênçãos, ele as tinha dentro de si, no coração. Estando a bênção dentro da pessoa, no coração e na fé, quanto mais ela corre atrás e se mata para pegar e segurar, é bem provável que ela distancia-se cada vez mais daquilo que estava perto. É como uma criança que sai da segurança do jardim e se perde na mata correndo atrás de uma borboleta colorida. Ela perde completamente a noção e pode ser perder e se entreter com outras belezas e atratividades que nem percebe que já está em perigo. Olha a conversa de Deus com o patriarca: Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito (Gn 12.1-4). Muitos, para dizer todos os aspectos contidos nessa promessa, não aconteceria ali, nem no próximo ano e quase a totalidade, só no longo prazo, acima de vinte e cinco anos; a parte boa das bênçãos não aconteceria nos seus dias terrenos e outra boa parte só com quase quinhentos anos e o ápice da coisa, lá pela casa dos dois mil anos e ainda tem coisa para se cumprir. Você e eu, temos fibra para esperar, lutar e vivenciar coisas assim? Por outro lado, alguém pode dizer: mas Deus também não contou para ele que ia demorar. Verdade! Mas isso muda alguma coisa? Mudou para Abraão e os demais patriarcas e o povo escolhido? Se você tem tanta pressa para colher – então plante alface! Com trinta a quarenta dias já estará colhendo; mas também com cinquenta ou sessenta dias, não haverá mais nada. Tem mais; de posse de todo esse arsenal de bênçãos, veja o que ele encontrou QUANDO CHEGOU na terra que Deus lhe mostrou: E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra (Gn 12.10). Que tipo de promessa, de bênção que essa? Gente boa do meu Brasil Varonil, e alguns leitores internacionais que me acompanham de terras longínquas; não sou nem um pouco adepto da “Teologia da Prosperidade” (na verdade nem sei se isso existe), mas admito que sou totalmente averso à “Teologia da Miséria,” (se é que isso também existe, mas acho que criação herética jasoniana). Acredito em verdades bíblicas, Palavras de Deus, ditas e experimentadas no contexto certo, com a exegese e hermenêutica certa. Para os adeptos dos termos difíceis (que não é a minha praia), é ortodoxia e ortopraxia, isto é, crença correta e prática correta. O que estou dizendo e querendo dizer é que a graça e a bondade de Deus não é desculpa e nem muleta para a pessoa folgar e querem que tudo caia do céu no seu colo, sem esforço, sem trabalho, sem diligencia, sem boa administração e boa mordomia. Vale a máxima do pessoa das academias de ginástica e regimes alimentares: “Sem dor e sofrimentos, não existe ganhos!” Se tem uma coisa entre tantas outras que Deus detesta é preguiça, indolência e inércia. Ficar de boca aberta, de mãos estendidas com o pires ou chapéu na mão é atitude de medicante, pedinte de esmolas, não de filhos de Deus, herdeiros de promessas, gente sábia e poderosa em Deus e testemunhas da graça e generosidade do Pai Celestial. Vencedores não seguem e sofrem com a história, eles faz acontecer! Ele muda o curso das coisas, ainda que seja um pouquinho de cada vez. Vejamos os elementos que continha na promessa da bênção de Judá: Primeiro, Amarrar o seu jumentinho à vide – Ele teria que ter um jumentinho, teria que ter uma corda ou laço; teria o trabalho de fazer isso e teria que ter uma videira para tal. Segundo, além do jumentinho, ele teria também que ter mãe dele (do jumento) e uma vinha com cepas (mudas, plantas excelentes que produziriam com qualidade fora do comum. Isso dá muito trabalho, exige especialização e muita dedicação. Terceiro, Lavar roupa seja onde for e em que produto for também é trabalho, exige cuidado e quem não é do ramo, estraga tudo, para produzir tanta uva e tanto vinho para esbaldar, haja operosidade e se não for diligente, perde toda a colheita e fica no prejuízo. Quarto lugar, a capa aqui significa revestimento, proteção, autoridade,  status de nobreza, associando à alegria proporcionada pelo vinho ou domínio e poder do Espírito Santo na Nova Aliança. NADA disso, sem trabalho, dedicação e empenho. Benção que não custa nada, também não vale nada! Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada (2 Sm 24.24).

Obrigado, Pai amado, por nos dar o que mais valioso, precioso e exclusivo tinhas no céu e na eternidade contigo. Pelo alto preço do investimento, o sacrifício de Jesus é tão preciso e transformou nossas vidas em preciosidades inestimáveis, sem preço, só resgatáveis pela vida de teu filho Jesus. O Senhor trabalhou e trabalha desde a eternidade e Jesus também, para nos dar tudo de qualidade, valor e durabilidade eterna. Queremos aprender contigo e seguir as tuas pisadas e os modelos de investimento que tens feito. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Cetro Permanece em Judá

Meditação do dia: 04/06/2020

 “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.” (Gn 49.10)

O Cetro Permanece Com Judá – As lembranças boas que guardamos em nossos corações quando afloram, nos abençoam e produzem as chamadas memórias afetivas, que as vezes nos levam a voltar mental e emocionalmente àqueles tempos, lugares e experiencias; por elas podemos sentir o cheirinho gostoso do café sendo coado lá na cozinha rústica da mamãe ou vovó; aqueles biscoitinhos quentinhos saindo do forno, que aquela pessoa sabia fazer como ninguém! São tantas possibilidades armazenadas dentro de nós e em tantas experiencias, como as espirituais dos “bons tempos,” naquelas vigílias de oração, nas ministrações de determinadas pessoas que nunca fugiram do nosso coração; ilustrações que fixaram uma verdade ou um princípio bíblico que nunca mais desgrudou de nós. Esse texto bíblico de Gênesis, faz isso comigo! Era adolescente, nunca tinha lida a Bíblia e não tinha conhecimento nenhum espiritual e ganhei uma Bíblia de presente de meu irmão Dinair, que havia se convertido recentemente e foi até Mato Grosso nos visitar e semear a Palavra de Deus; vocês não podem aquilatar quantas conversões e vidas transformadas existem hoje, frutos daquilo; tanto dentro da família e familiares em outros graus de parentesco; não vamos aqui mensurar os frutos dos ministérios de todos ao longo desses anos. É muito verdade Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina! (Is 52.7). Os poetas da vida afirmam que a “digital do conquistador de almas é nos pés!” Quando li essa história pela primeira vez, e cheguei a esse texto sobre as bênçãos daquele pai sobre seus filhos, e especialmente para esse filho, Judá, ele fez umas citações diferentes, o constituindo profeticamente como líder e um líder majestoso, com ares de realeza e além do mais afirmou que o cetro não se arredaria daquela tribo. Também me foi muito significativo a referencia a alguém muito importante que viria no futuro, ali descrito como capaz de congregar junto a si os povos. Mesmo sem muito entendimento naquela época eu liguei os pontos em Jesus Cristo. Só poderia ser ele! A verdade é que Judá estava sendo abençoado por seu pai, e recebeu uma transmissão poderosa o suficiente para determinar o curso da sua história pessoal e sua descendência posterior até os dias de hoje; mas vai ainda mais além, pois Jesus é seu descendente e herdeiro do trono de Davi, o maior rei da história de Israel como nação e aquele que se assentará perpetuamente para reinar para todo sempre. Isso é literal, espiritualmente verdadeiro e confirmado pelas Escrituras Sagradas. Daniel, no tempo do cativeiro hebreu na Babilônia, interpretou o sonho do rei Nabucodonosor, sobre os reinos humanos até os fins dos tempos, e ali não deu outra, tudo termina em Jesus e para sempre. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra. Este é o sonho; também a sua interpretação diremos na presença do rei (Dn 2.34-36). Logo em seguida o profeta apresentou a interpretação do sonho e o significado para o rei. Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação (Dn 2.44,45). Quero finalizar carimbando oficialmente, ou melhor, vamos selar isso com o selo real, quando ele mesmo deixa a sua marca, confirmando a bênção proferida por Jacó/Israel: E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra (Ap 5.5,9,10). Depois de dito tudo isso, é só adorar e glorificar de pé! Pessoalmente não tenho nada contra quem tem alguma coisa contra Jesus ser quem ele é e diz ser – mas vão perder! Porque ele é o Cara!

Jesus, a ti seja a honra e a glória, força e poder em todos os tempos. Creio para expressar melhor diante de ti, só mesmo ficando  calado, prostrado, reverentemente e agradecidos pelo privilégio de participar de tamanha glória e grandeza. Te confesso como meu Senhor, meu Salvador, meu Rei e grande irmão, obrigado por me privilegiar com a adoção de filho junto ao Pai Celestial. Eu me inclino e me rendo diante de ti. Agora e sempre, para sempre e sempre, amém.

Pr Jason

O Leão de Judá

Meditação do dia: 03/06/2020

 “Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará?” (Gn 49.8)

O Leão de Judá – Símbolos empregados para demonstrar significados de qualidades desejadas, são muito naturais em toda a história humana. Modernamente até se tornou ciência, cátedra, profissão da área a comunicação – o marketing e a publicidade. Trabalham com símbolos, produzem imagens que vendem desde alfinetes até aviões, Iates, cultura, imagem pessoal, e torna o consumismo uma espécie de religião, com seus templos suntuosos e luxuosos por toda parte, os “Shoppings Centers.” Toda instituição cria sua marca e um logotipo, que nada mais é do que um símbolo que a representa. Veja os símbolos das marcas de automóveis! Grifes de roupas e jóias! Quando se menciona a marca ou mostra o símbolo, surge o respeito e admiração, ou o desprezo e zombaria. Nas páginas das Sagradas Escrituras, encontra-se também muitos símbolos e marcas que impunham respeito. A história da redenção tem um desenho de publicidade fora de série. Lá no Éden, quando só havia duas pessoas no mundo todo, o Senhor falou sobre uma “Semente da Mulher,” e todo o restante, a totalidade da revelação bíblica desenvolve esse conceito e vai tornando-o cada vez mais forte, conhecido, esperado e desejado e tudo passa a girar em torno dele. Quer ver um exemplo, que é generalizado e não importa o credo ou descrédito para com Deus ou fé ou questão espiritual, mas ele está presente: Qual a data de hoje? Resposta: 03/06/2020 – terceiro dia do sexto mês de uma contagem que agora alcança 2020 – O que marca o começo dessa contagem? Ele, a Semente da Mulher. Aqui está Israel abençoando seus filhos e eles são os pilares ou fundamentos de uma grande nação prometida por Deus a Abraão, Isaque e Israel e é o seguimento das promessas anteriores de redenção da humanidade. Esse fio vermelho da narrativa da redenção, partindo de Adão e Eva vai sendo passado por cada geração através de um descendente e chegou em Israel que passará adiante legitimamente por qualquer dos seus doze filhos, mas Judá é a peça da revelação. O pai ao abençoar, caracteriza como Leãozinho, Leão e Leão velho (nessa versão  Corrigida da Fiel). Na maioria das demais versões em português, é descrito como Leãozinho, Leão e como uma Leoa. O brasão da tribo estava estabelecido; quem via aquele estandarte com um leão estampando, já distinguia Judá. Todos eram filhos de Jacó/Israel; todos eram e foram abençoados pelo pai e recebeu sua promessa e seu legado; Porém cada um foi distinguido com ou por uma característica individual e pessoal. O pai te ama, me ama e a todos os seus filhos indistintamente. O propósito porém é personalizado e preparado exclusivamente sob medida para cada indivíduo. Seus planos e projetos são distintos, para valorizar e honrar a individualidade e a perfeição da sua criação. Deus não tem dois iguais de nós; não tem figurinha repetida no álbum de Deus. Só peças raras! Únicas em toda a sua coleção. Você e eu somos especiais do começo ao fim. Ninguém é insignificante diante dele. É o pecado e a corrupção que desvaloriza as pessoas e não a condição de sua origem. Ninguém foi criado para ser uma vergonha, um derrotado, um fracasso total! Acreditar nisso é astúcia daquele outro! Levante-se e brilhe! Você não será Judá, porque ele é ele, você será você e deve se concentrar nas suas qualidades, oportunidades, talentos e aptidões que te foram confiados. Em alguma coisa, você é bom e deve valorizar isso e glorificar a Deus e servir ao próximo através disso. Amém?

Senhor, obrigado por nos criar de uma forma tão maravilhosa e especial, de forma que não precisamos replicar o que os outros são, porque a uma chamada e uma possibilidade de sucesso, brilho e utilidade para cada um de nós. Graças te damos, porque ninguém, nenhum de nós é insignificante ou sem valor. Estamos aqui por uma determinação e graça daquele que pode e sabe todas as coisas e acredita em nós e no potencial que há dentro de cada um. Sou extremamente valioso por causa daquele que me criou, daquele me ama e daquele que morreu por mim. Não posso e não sou sem valor! Sou de Deus, sou abençoado e criado para um propósito todo especial que só eu posso cumprir esse meu papel. Louvado seja, Senhor o nome da tua glória, o nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Bênção Paternal de Judá

Meditação do dia: 02/06/2020

 “Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão.” (Gn 49.8)

A Bênção Paternal de Judá – “Engenheiros de obras prontas.” Você já ouviu essa expressão? Ela é utilizada para qualificar as pessoas que se gabam de algo, depois daquilo estar resolvido, então eles aparecem em cena: “não falei?” Uu ficam dizendo como algo deveria ter sido feito, quando não há mais como modificar nada. De certa forma, agimos ou nos percebemos um pouco assim, quando retrocedemos nosso olhar para como as coisas de ajustaram na vida, fazendo com que cada situação fizesse sentido e a gente até tivesse planejado e calculado “nos mínimos detalhes,” como diria o Chapolin Colorado. Estou me referindo ao quadro agora pronto da vida de Judá. Olha significado do seu nome: Judá: Significa “exaltado”, “glorificado” ou “louvado.” Este nome seria uma derivação da expressão hebraica Yah hu Dah, que era considerada uma exaltação de agradecimento à Deus. Pois bem, voltemos no tempo e vejamos o momento do seu nascimento: E concebeu outra vez e deu à luz um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao Senhor. Por isso chamou-o Judá; e cessou de dar à luz (Gn 29.35). No contexto do seu nascimento, sua mãe Lia e a sua tia Raquel, competiam pela atenção e preferencia do pai, Jacó; para a mãe era uma luta desigual e quase injusta contra sua irmã, que era a amada de Jacó e a esposa preferida; enquanto ela era a esposa “legítima” ou a primeira e a única que estava gerando filhos, o grande sonho de Jacó. O nome do menino, foi uma saída daquela guerra emocional por afeição e aceitação e Lia, resolveu louvar a Deus, dando ao seu quarto filho um nome que expressava sua gratidão a Deus e cujo significado também fosse uma expressão de louvor e exaltação a Deus. O significado do nome tem uma força muito grande nas culturas que tomam isso à sério e o utilizam de forma profética, para marcar a vida dos filhos e profetizar sobre eles. Cada vez que alguém chamava pelo nome “Judá” estava agradecendo, louvando, exaltando a Deus e reafirmando na vida dele um propósito de bênção e louvor. Judá andou por caminhos difíceis e tomou decisões muito ruins para sua vida e para o significado da aliança que ele trazia sobre si, por pacto de transmissão geracional de pai para filho. Agora, que uma hora crucial na vida, quando ele vai receber a sua bênção paternal cerimonial, que valia muito mais do que o nosso “testamento” onde o pai lega para os filhos preciosos bens e ou expressa sua vontade para o futuro deles. Isso era muito valorizado naquela cultura. Jacó começa as bênçãos pela ordem de nascimento e agora ele chega em Judá, e inicia com poderosa afirmação de propósito para aquele filho. É impressionante como dois dos componentes da bênção o colocam de pronto em posição de vantagem sobre os demais irmãos: Primeiro – “…a ti te louvarão os teus irmãos...” ou seja, a turma toda vão bater palmas para você. Segundo – “…os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Novamente sobrou para os irmãos, mas não era algo imposto, empurrado goela abaixo; era uma submissão humilde, reconhecida e respeitada por todos. Vemos também que aquilo que ele tanto odiou e detestou nos sonhos de José, seu irmão, estava reservado para ele também. A sua rebeldia e luta contra a determinação e graça de Deus para sua vida o levou a tentar destruir algo que também estava reservado para ele em forma de bênção. Agora, até eu sabia, que essa cara tinha futuro; ele já trazia isso no nome!? Dava para perceber que lá no fundo, ele era diferenciado! Engenheiros de obras prontas! Amados, Deus está construindo em nossas vidas; na verdade nossa vida inteira é um grande canteiro de obras. Ele não começou ontem, ou quando nos convertemos ou quando aceitamos o chamado. Deus é Deus e seus planos são sempre eternos, antes de existirmos, antes do mundo ser mundo, Deus já era Deus e já tinha projetado nossas vidas. Caminhos que tomamos, atitudes assumidas, as vezes complicam, retardam ou dificultam, mas ninguém é tão competente para anular os planos de Deus. Mas cooperar e vivenciá-los pela graça é uma maravilhosa experiencia na jornada da vida. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem (Sl 139.14).

Senhor, te louvarei hoje pela minha existência não ser um acaso, um acidente, mas um projeto pessoal personalizado, feito sob medida pelo Senhor para mim. Minha sabe muito bem da profundidade das tuas obras. Estamos aqui para cumprir um plano, maravilhoso e perfeito. Mesmo sem saber, nossos pais estavam cumprindo certas determinações dos teus propósitos eternos ao nos nomear e prever traços da tua eternidade em cada um de nós. Obrigado por nos alcançar e nos permitir te conhecer melhor e assim nos devotarmos a ti e ao teu trabalho. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason