Abana e Farfar X Jordão

Meditação do dia: 13/12/2023

“¹⁰Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vá e lave-se sete vezes no Jordão, e a sua carne será restaurada, e você ficará limpo. ¹¹Mas Naamã ficou indignado e se foi, dizendo: Eu pensava que ele certamente sairia para falar comigo, ficaria em pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, passaria a mão sobre o lugar da lepra e restauraria o leproso. ¹²Por acaso não são Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que eu não poderia me lavar neles e ficar limpo? Deu meia-volta e foi embora muito irritado.” (2 Rs 5.10-12)

Abana e Farfar X Jordão – O bairrismo é algo bastante comum nas pessoas. Apreciamos aquilo que nos pertence, ou com os quais temos laços de afinidade, considerando superior aos similares e as vezes se chega até ao exclusivismo. Isso pode ocorrer até mesmo em face da fé e da devoção praticada pela pessoa. Nesses dias estamos meditando sobre alguns acontecimentos registrados nas Sagradas Escrituras, onde pessoas agiram de forma que substituíram ou trocaram valores eternos ou bons, por outros não tão bons e alguns até completamente ineficientes. Essa passagem bíblica é muito rica em lições e a conhecemos pelo grande milagre de cura e saúde, pois uma pessoa ser restaurada de uma doença contagiosa tão grave como a lepra, numa época em que não havia tratamentos para os doentes; eles eram segregados da sociedade, vivendo isolados e era muito triste viver ou sobreviver nessas condições. Naamã, um general da Síria, um homem de prestígio veio ao profeta Eliseu por indicação de uma menina israelita que estava na condição de serva na sua casa. Podemos aprender sobre a diferença entre a fé e a religiosidade cultivada pelas pessoas, tomando por base a experiencia desse general. A religião é pratica pelas pessoas, que no íntimo elas esperam alguma recompensa ou compensação e quando mais e melhor praticado mais méritos a pessoa entende que merece e tem diante de Deus. Eles se conscientizam dos rituais e de seus valores e até mesmo como aquilo tudo precisa ser feito. O Evangelho de Cristo não é e não está vinculado à religião, ela é uma mensagem de boas notícias daquilo que Deus já fez em favor do homem pecado e coloca à sua disposição. A graça de Deus, ou seja, a sua capacidade de prover sem custos, sem preços ou merecimentos da parte humana, levando a pessoa a se apropriar pela fé, como condição de alcançar aquilo que está buscando. Mas a atitude religiosa limita a pessoa que abre mão do privilégio de receber gratuitamente para desejar pagar por algo que ele não tem como fazer e nem teria os recursos caso Deus resolvesse aceitar. A lógica humana de suas relações de desconfiança de si mesmo e de seus semelhantes é transferida para sua vida de devoção e assim elas alegam que não deve haver nada de graça, porque tudo tem um preço e um custo e com Deus também não seria diferente. Isso é absolutamente falso. Naamã, foi recebido pelo profeta, que lhe enviou um mensageiro, dizendo que ele simplesmente precisaria mergulhar sete vezes nas águas do Rio Jordão para ficar curado. Isso provocou nele um acesso de religiosidade exacerbada a ponto de provocar sua indignação e fazer a escolha preferencial de ficar doente ser melhor que se submeter a algo que ele considerava indigno de sua posição e do prestígio de sua nação e seus recursos naturais. Ele citou como no seu entendimento, imaginara o que o profeta deveria fazer por ele. Orar, gesticular, passar as mãos ou fazer determinados rituais místicos e quem sabe, exigir alguma penitência ou preço em troca do benefício de cura. Ainda hoje, pessoas sem prática cristã, sabem tudo sobre como os cristãos devem ser e proceder, de modo que vivem apontando e cobrando um testemunho mais transparente ou religioso o suficiente para elas valorizarem. Aceitar a oferta da graça de Deus pela fé lhes parece uma loucura. Foi assim que Naamã, entendeu que águas por águas, as da sua terra, eram melhores, incluindo dois rios de seu país que eram mais límpidos e de águas mais transparentes que as águas barrentas do Rio Jordão que é caudaloso e recebe muitos sedimentos, assim para a  saúde, as águas dos Rios Abana e Farfar, seriam melhores que a do Jordão. Felizmente um de seus acompanhantes fez a ele uma sugestão inteligente e humilde, para que ele experimentasse fazer como recomendado, pois não teria nada a perder e tudo à ganhar; afinal ele viera de longe e só para isso, então porque não agir em obediência. Como goiano, eu diria que as águas dos rios Araguaia, Tocantins, Paranaíba e o Rio Vermelho são superiores e melhores que de outros rios de estados diferentes. Poderia dizer que a minha fé é melhor ou mais isso ou aquilo em relação a de outras pessoas, mas em que isso serviria, quando o mal está corroendo a minha vida e talvez o orgulho e arrogância não me permita agir pela fé. O que Deus oferece é sempre o melhor para nós. desçamos de nossas posições privilegiadas e andemos em humildade para servos ajudados.

Senhor obrigado porque o Senhor cura, liberta e restaura da vida das pessoas com base naquilo que Jesus fez por elas e por nós lá na cruz. Nossos méritos não nos ajudam muito e não são nossas próprias ações e escolhas que vão determinar o milagre que precisamos receber de ti e o Senhor escolhe nos abençoar pela fé, sem obras, sem intervenção de nossa parte. Agradecemos a ajuda em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fonte de Água Viva X Cisternas Rachadas

Meditação do dia: 12/12/2023

“Porque o meu povo cometeu dois males: abandonaram a mim, a fonte de água viva, e cavaram cisternas, cisternas rachadas, que não retêm as águas.” (Jr 2.13)

Fonte de Água Viva X Cisternas Rachadas – Pensar em coisas impensáveis, é um desafio grande para a nossa cabeça ocidental do século 21. Ainda mais quando é algo que até o próprio Senhor nosso Deus ficou alarmado, com o tamanho da estupidez, não de uma pessoa, ou uma família, mas uma nação inteira. Claro que sempre existem os remanescentes fiéis que nunca se dobram diante do mal. Conhecemos a história do profeta Elias e quando ele reclamou que havia ficado sozinho do lado da verdade e do bem, o Senhor o avisou que havia muita gente que não se dobrara diante de Baal. “Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou” (1 Rs 19.18). Pensando em uma nação, sete mil pessoas ainda é muito poucas pessoas. Aqui, o profeta Jeremias é motivado a transmitir uma mensagem ao povo expressando um quadro terrível, que mostra muito bem o que acontece quando a verdade é substituída pela mentira e o engano. Quando a justiça perde para a injustiça e a idolatria toma o lugar que seria da verdadeira adoração. Precisamos nos alarmar sim com a situação do pecado em nossos dias e as práticas que chegam às portas de nossas igrejas e famílias. Estamos comprometidos com a edificação do Reino de Deus e qualquer movimento em direção oposta a isso, deve chamar a nossa atenção e temos que concordar com Deus que a situação é realmente triste. Duas coisas horríveis cometidas por quem tinha conhecimento, mas optou por caminhos mais fáceis; deixar a Deus e tudo o que ele representa. Aqui, ele mesmo se autodenomina de Fonte de água viva. Os brasileiros, com raríssima exceção não conhecem uma vida de escassez de água, como os habitantes de países desérticos, como por exemplo, Israel. Água é um bem de consumo de primeira necessidade. O ser humano não vive e não sobrevive sem água e não há um produto que a substitua. Alguém que tem à sua disposição uma fonte de água viva, corrente, fresca e perene, deixar isso e ir cava cisternas em terrenos arenosos, que além de não se sustentarem, se alcançar o nível de acumular água, elas não se acumulam, ao contrário, elas são drenadas e vão embora. É um esforço inútil. Adoradores de Deus que o servem e recebem suas bênçãos, provisões, cuidados e proteção e sem razão nenhuma, tomam a decisão de abandonar essa fé e correrem atrás de adorar ídolos e deuses que não são verdadeiros, não podem ajuda-los. Essas práticas não se referem apenas ao paganismo selvagem da antiguidade como vemos nos textos sagrados; a vida moderna e a modernidade trouxe seus próprios “deuses falsos” que demandam adoração e dedicação máxima, mas não proporcionam nada de verdadeiramente satisfatório. Quando a sociedade moderna optou pelo racionalismo, iluminismo e seus aliados, prometendo a cura dos males e a solução dos problemas. Eles pregavam a necessidade de abandonar a fé e a crença cega na religião como vinha sendo na idade das trevas e idade média, onde a crença, na verdade crendices e os abusos da igreja oficial, empurraram os pensadores a influenciarem uma ação radical e racional. Com as ciências florescendo, a industrialização, a educação ao alcance da maioria, “Deus” se tornara obsoleto e a fé uma coisa sem função. As pesquisas, os remédios, novas técnicas de cirurgia e tratamento curariam todos os males físicos. As ciências comportamentais e as artes preencheriam a alma e traria alegria e satisfação ao mundo. Com os cálculos e as métricas certas, se produziria alimentos e suprimentos necessários da mitigar a fome e proporcionar riquezas e abundancia para todos. Todo mundo embarcou nessa viagem! Logo se descobriu que não era bem assim; resumindo: o resultado foram duas guerras mundiais, risco de extermínio em massa de toda a vida no planeta com as bombas e armas nucleares e gerações na miséria, sendo explorados e rebeldia geracional, com drogas e sexo livre, produzindo grandes prejuízos geracionais. Agora o pós modernismo é o resultado dessa frustração mundial e a busca por algo sem absolutos e radicalidade. Tudo agora é relativo e não há nada que não seja questionável. O lema é desconstruir e cada um abraça a sua verdade e sua diversidade. Olha o que se chama de pluralismo, diversidades, novo normal, etc e etc. O vazio interior, existencial, a crise de identidade, a fome e a sede de algo que verdadeiramente satisfaça está escancarado em todo lugar. Esse é o resultado do abandono da fonte verdadeira de vida e o abraçar aquilo que não pode satisfazer. O homem buscava felicidade, realização e lhe foi prometido isso, mas o que veio foi entretenimento – alegria passageira, momentânea, ilusória e estamos assistindo a depressão, as moléstias emocionais e comportamentais destruírem vidas preciosas. A igreja é a coluna e a firmeza da verdade, e isso é absoluto. Jesus e o Evangelho são tudo que de fato produzem resultados consistentes e verdadeiros. “Jesus respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).

Senhor, tu és a nossa fonte de água viva e não abrimos mão da absoluta inspiração das Sagradas Escrituras que são as tuas Palavras. Nós acolhemos a verdade, porque ela liberta, santifica e transforma verdadeiramente as nossas vidas. Agradecemos porque Jesus é tudo isso; ele é tudo o de que precisamos; ele nos satisfaz, agradecemos essa água viva e o efeito dela em nossos corações. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fogo Estranho

Meditação do dia: 11/12/2023

“¹Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, puseram fogo dentro deles, e sobre o fogo colocaram incenso; e trouxeram fogo estranho diante da face do Senhor, algo que ele não lhes havia ordenado. ²Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram diante do Senhor.” (Lv 10.1,2)

Fogo Estranho – Estamos escrevendo algumas meditações bíblicas com um tema em comum: as ações humanas realizando substituições em ordens divinas ou agindo de forma que um projeto original é substituído por um inferior conforme a conveniência de determinados personagens. A idéia é refletir sobre como fazemos as coisas; como tomamos decisões alterando ordens, mandamentos, princípios e normas estabelecidas, ou um padrão que seria o convencional. Hoje, voltamos a nossa atenção para uma dessas atitudes com consequências desastrosas, culminando na morte de pessoas, que tinham um valor muito grande, uma vocação ao ministério e no exercício de suas funções tomaram decisões por conta própria, desconsiderando as ordens específicas recebidas. É claro que toda perda de vidas é lamentável e produz dor e sofrimento em familiares e amigos que são afetados com tais perdas. Aqui, os filhos do Sumo Sacerdote Arão, foram treinados, preparados e credenciados para oficiarem como sacerdotes no culto a Deus e tinham a responsabilidade de ministrarem no altar de Deus. Ninguém chega nessa nível de responsabilidade sem que tenha sido trabalhado e aprendido com exatidão as suas funções e responsabilidades. Aconteceu com eles o que tem acontecido com muitas pessoas ao longo dos anos e séculos, em muitas funções e responsabilidades que lhes são conferidas como privilégio servir, mas escolhem um caminho diferente, deixando de levar à sério aquilo que lhes foram passado com muito zelo e reverencia. Fazer a obra de Deus nos nossos próprios termos não é fazer a obra de Deus. Nos tempos de Jesus, alguém fez essa pergunta, sobre como fazer a obra de Deus, e Jesus lhes respondeu: “²⁸Então lhe perguntaram: Que faremos para realizar as obras de Deus? ²⁹Jesus respondeu: A obra de Deus é esta: que vocês creiam naquele que ele enviou” (Jo 6.28,29). Crer em Jesus está diretamente ligado a viver e seguir os seus ensinamentos, suas prescrições e mandamentos. Não é uma questão de assentimento mental, uma concordância com um credo ou código de moralidade e religiosidade. Quando o Tabernáculo de Deus foi inaugurando, foi um evento espiritual e sobrenatural, aos olhos de todos e os próprios sacerdotes e ministros presenciaram os eventos e tinham instruções de procedimentos que resguardavam a santidade de Deus e a representatividade deles como ministros. Eles precisavam ser e servir de exemplo no zelo, cuidado e respeito com as coisas sagradas, porque são sagradas. No versículo final do capitulo nove de Levíticos, descreve a manifestação da glória divina e o fogo procedente de Deus sobre o altar, consumindo a oferta ali depositada. “E eis que, saindo fogo de diante do Senhor, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar. Quando todo o povo viu isso, deu gritos de alegria e se prostrou com o rosto em terra” (Lv 9.24). Esse era o fogo que deveria ser preservado sobre o altar continuamente, porque era procedente de Deus, fogo santo como dizemos e como foi prescrito na lei. “¹²O fogo sempre ficará aceso sobre o altar; não deve ser apagado. O sacerdote acenderá lenha no altar cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. ¹³O fogo queimará continuamente sobre o altar; não deve ser apagado” (Lv 6.12,13). De alguma forma, ou por alguma razão eles resolveram trazer um fogo comum, e não foi aceito por Deus, que fulminou os dois sacerdotes. Segundo alguns comentaristas, uma das prováveis razões pela ação irreverente deles, pode ter sido causado por ingestão de bebida alcoólica, e sobre tal efeito se apresentarem para servir no altar, o que era impróprio e vedado a Arão e à seus filhos perpetuamente, conforme se percebe na sequencia do texto bíblico. “⁹Você e seus filhos não devem beber vinho ou bebida forte, quando entrarem na tenda do encontro, para que não morram. Isso será estatuto perpétuo entre as suas gerações, ¹⁰para que vocês façam diferença entre o santo e o profano e entre o impuro e o puro ¹¹e para ensinarem aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado por meio de Moisés” (Lv 10.9-12). Como sacerdotes eles precisam de sobriedade para terem bom discernimento entre coisas sagradas e profanas, impuras e puras, para ensinarem ao povo; portanto serviria para preservar suas vidas também. Se muitos cristãos e ministros não se embriagam com vinho ou bebidas, todavia se embriagam com o poder, o prestígio, a ostentação; com isso acabam por caírem sobre a tentação da ganancia e o materialismo, as riquezas e para alcançarem tais desejos, sacrificam suas próprias vidas e seus ministérios. Quantos altares estão hoje com fogo estranho aos propósitos de Deus e do que é ser igreja, para satisfazer a ambição desmedida de homens que perderam o temor de Deus e tomaram as rédeas de como interpretar a verdade revelada de Deus conforme as suas próprias conveniências. Isso nunca termina bem!

Senhor, te louvamos e agradecemos porque junto com o chamado o Senhor fornece também os recursos e até o fogo para ser ministrado no altar. Pedimos essa sabedoria do alto e a integridade de caráter para servirmos em fé e obediência, com humildade e alegria de estar diante de tua santidade e ministrar ao teu povo. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Escudos de Bronze

Meditação do dia: 10/12/2023

“²⁶Levou embora os tesouros da Casa do Senhor e os tesouros do palácio real. Levou tudo, inclusive todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito. ²⁷Em lugar destes, o rei Roboão fez escudos de bronze e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam o portão do palácio real.” (1 Rs 14.26,27)

Escudos de Bronze – Nessas meditações estamos abordando o assunto das substituições humanas para os verdadeiros valores. Hoje, estaremos lidando com a época dos reis de Israel e a verdade sobre as consequências de vidas fora da vontade de Deus, no pecado e na desobediência. Esse rei, Roboão, o filho do rei Salomão, neto do rei Davi; assumiu o trono no lugar da pai, um homem notável que ficou para a história como o homem mais sábio que pintou nesse planeta. A nação experimentara um muito crescimento, popularidade e fama, graças ao rei Salomão. Suas alianças e acordos costurados com as nações vizinhas o manteve seguro e em paz durante os seus quarenta anos de reinado. Parece que o que o pai tinha de sabedoria, o filho tinha de estupidez. Começou passando os pés pelas mãos e agindo com uma tamanha arrogância e prepotência que pouco se viu na história do povo de Deus. Conhecemos suas escolhas logo no começo do seus movimentos. Assim que foi coroado, o povo lhe pediu um alívio nos tributos que foram exageradamente altos para manter a opulência e megalomania de Salomão. Ele pediu um prazo para consultas e ouviu dois grupos: Os anciãos que lideraram a nação juntamente com o seu pai, que o aconselharam a ouvir a petição do povo, pois demonstrando boa vontade, ele ganharia o coração e a simpatia do povo, que o serviria de bom grado. Consultou também os jovens, seus colegas de aventuras e burgueses que nunca souberam o preço ou o custo de coisa alguma. Eles o inflaram de mais prepotência e arrogância, colocando em sua vaidade real, a idéia que ele era muitas vezes superior ao antecessor que reinara sobre aquele povo. Nas palavras deles: “E os jovens que haviam crescido com ele responderam: Diga o seguinte a este povo que se queixa do pesado jugo que o seu pai lhe impôs e que pede para que ele seja aliviado. Diga-lhe o seguinte: “O meu dedo mínimo é mais grosso do que a cintura do meu pai” (1 Rs 12.10). Resultado, perdeu dez das doze tribos da nação. O reino foi dividido, e os prejuízos foram incalculáveis. Nesses problemas todos, ele foi atacado e saqueado perdendo os grandes tesouros nacionais e particulares que eram uma riqueza imensa e orgulho nacional. O rei do Egito, Sisaque, no seu quinto ano veio e levou tudo, incluindo os duzentos escudos de ouro que o rei Salomão fizera e utilizava nas grandes e pomposas cerimônias festivas do povo. “O rei Salomão fez duzentos grandes escudos de ouro batido, empregando sete quilos e duzentos gramas de ouro em cada escudo” (1 Rs 10.16). São 1.440 kg de ouro. Só em valores monetários, hoje quando escrevo essa meditação, 18/11/2023, o ouro está cotado á R$ 311,49 o grama. São R$ 311.490,00 o kg e são 1.440 kg = R$ 448.545.600,00). Estamos falando só dos escudos que foram levados. O que o rei fez? Mandou fazer duzentos escudos de bronze e pendurou no lugar e quando havia solenidades, eles eram utilizados exatamente como nos tempos do rei Salomão. Escudos de bronze, polidos, brilhantes, reluzentes, em substituição a escudos de ouro. Mas o rei manteve a pose! Quem é que vai notar a diferença? Se alguém perguntar, é só dizer que os legítimos estão bem guardados e esses são utilizados para resguardar os verdadeiros que são muito valiosos, foram feitos pelo grande rei Salomão e em respeito e a memória (“que Deus o tenha”)… substituir o verdadeiro pelo genérico! Trocar os dons de Deus pelas habilidades humanas. Substituir a mensagem de Deus, pelo discurso motivacional. Trocar a alegria do Espírito Santo pela diversão ou entretenimento. Substituir o mover de Deus pelos artifícios tecnológicos e técnicas de oratória positivista. As famílias trocar a presença em família por dinheiro, presentes caros, viagens dispendiosas e permissividade aos filhos. Pessoas substituir relacionamentos verdadeiros por conforto e riquezas materiais. Se esconder atrás de algo que brilha, dá status, tem a mesma aparência e é só mesmo para ser mostrado em eventos e cerimônias públicas. Mas na vida privada, no particular, na intimidade, se sabe que é de bronze e não de ouro. É falso! É engano!

Senhor, nesses dias de tanta maquiagem, meios de camuflar a verdade, retocar e produzir efeitos especiais que dá a aparencia de perfeição em praticamente tudo, nós nos voltamos para ti, olhando na tua Palavra e vendo que pessoas de posição e prestígio já fizeram isso no passado e não deu certo. A verdade é libertadora. A autenticidade é preciosa e o Senhor nosso Deus ama a verdade no íntimo. Conceda-nos a tua graça e misericórdia. Queremos que a glória do Senhor seja vista, de forma autêntica e pura em nossas vidas e ministérios. Pedimos perdão em nome de Jesus, por condutas e atitudes que são contrárias a essa verdade ensinada na tua Palavra. Senhor, tenha misericórdia de cada de um de nós, em do seu filho Jesus, amém.

Pr Jason

Armadura de Saul

Meditação do dia: 09/12/2023

“Saul vestiu Davi com a sua própria armadura, pôs um capacete de bronze na cabeça dele, e o vestiu com uma couraça.” (1 Sm 17.38)

Armadura do Rei Saul – Nessa mini série de meditações, estamos trabalhando com situações onde alguém deixou de depender de Deus e fez uso de seus próprios meios para servir a Deus ou resolver suas situações complicadas. Nosso propósito é ver os paralelos da história bíblica com as quais podemos nos identificar e assim fazendo uso da sabedoria bíblica, corrigir nossas ações e perspectivas. Hoje vamos estudar e meditar numa situação de batalha, o que é bastante comum na vida cristã; todos nós estamos numa batalha espiritual onde ao escolher servir a Deus, nos colocamos no campo de visão do inimigo, que procura atacar os filhos de Deus e derrota-los ou no mínimo deixar o máximo de baixa possível. Toda batalha necessita de estratégia para luta-la. Como soldados do exército do Senhor, devemos receber dele as instruções e segui-las à risca para então lograr êxito. Nosso contexto bíblico, foi no reinado do rei Saul, quando ele já havia se apostatado dos caminhos de Deus e tomado suas próprias iniciativas. Ele fora confrontado pelo exército dos filisteus, que vieram para o seu território e com uma provocação desafiadora. Eles tinham um trunfo nas mãos; um gigante de mais de três metros de altura, bem treinado e muito bem equipado com armas e armaduras. Era inédito o que eles estavam propondo para os israelitas que representam o povo de Deus, ou os interesses do reino de Deus. Eles queriam evitar um confronto sangrento e propunham um duelo entre apenas dois guerreiros, um de cada lado da contenda. O melhor israelita contra o melhor filisteu. Eles apostavam tudo em Golias. Saul não encontrou ninguém disposto a aceitar o desafio. Ele, o rei, era o maior homem em termos de estatura em todo o seu exército, mas ainda assim não se habilitou. Experimentou uma proposta onde o desafiante que vencesse o gigante ganharia um prêmio generoso em termos financeiros e poderia se casar coma princesa. Nem assim deu certo. Por quarenta dias eles foram desafiados pela gigante. Foi então que apareceu um rapazinho, que viera ao acampamento trazer suprimentos para seus irmãos e levar notícias deles para a família. Ele ouviu o desafio e achou um absurdo ninguém reagir e enfrentar a situação. Ele foi ao rei e se apresentou como voluntário para enfrentar o gigante filisteu. O rei Saul se viu pressionado, pois não poderia aceitar um adolescente sem idade militar aceitar um desafio que nenhum soldado treinado aceitara, nem os generais, nem o rei. Com a insistência de Davi, baseando unicamente na fé em Deus e no histórico de vitórias já obtidas em situações também desafiadoras como quando teve que enfrentar um leão e um urso para defender suas ovelhas e vencera em ambos os casos. Não vamos nos ater aos detalhes, porque essa história faz parte da cultura cristã, pois desde bebezinhos somos ensinados e ensinamos aos nossos pequeninos sobre essa história. A que queremos aqui, é que o rei Saul acabou cedendo aos apelos do menino prodígio e para aliviar sua consciência resolveu “ajudar” a Davi, fornecendo-lhe o seu próprio equipamento de proteção militar. É incrível o que o ser humano é capaz de fazer para cobrir sua incapacidade e substituir a fé em Deus através de artifícios mentais, emocionais e materiais em busca de conforto ilusório. Imagina só, a armadura de Saul, um homem de quase dois metros de altura, corpo forte, bem treinado, musculoso, com equipamento personalizado, feito exclusivamente para ele, como rei; tirar isso de si e vestir num adolescente de pequena estatura imaginando que estaria ajudando!! Davi nem conseguiu andar, mal podia se mexer ou movimentar! Como aquilo iria ajuda-lo a enfrentar um gigante, bem treinado, acostumado a lutar? Prestem bem atenção: Não importa de quem é a luta, se minha, se de alguém familiar, se de outra pessoa… mas se vamos entrar nela, não podemos entrar com equipamento alheio. Não se lutar com armas de outras pessoas; cada guerreiro deve lutar com suas próprias armas, sua própria armadura e ter a agilidade necessária para o combate. O rei Saul aqui, é uma figura que simboliza alguém em autoridade, mas incapaz de discernir a verdadeira causa e o verdadeiro sentido da luta. Ele está disposto a aceitar a oferta de qualquer um que o possa substituir naquele que seria sua responsabilidade. Você não pode confiar nele! Você não pode aceitar a ajuda dele, nem os equipamentos que ele diz que será para sua proteção. Davi se protegia em Deus, na sua fé e lutaria aquela batalha como sendo uma batalha de Deus! A verdade contra a mentira, o espiritual contra o carnal; a luz contra as trevas! “⁴ Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir fortalezas. Destruímos raciocínios falaciosos ⁵e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.4,5). Não lute suas batalhas com as armas de Saul. Use as suas. Confie em Deus, porque ele te dará a vitória.

Senhor, nós te rendemos graças pela vida e pelas vitórias que conquistamos a cada dia com a sua bênção. Somos gratos porque a cada batalha, podemos receber novas instruções e estratégias para prevalecermos. Pedimos sabedoria e fé para confiarmos naquilo que já conquistamos com a tua ajuda até hoje. Não estaremos sozinhos e nem enfrentaremos um inimigo que não poderá ser vencido pela fé e obediência à tua Palavra. Em nome de Jesus, amém.

Folhas de Figueira

Meditação do dia: 08/12/2023

“Então os olhos de ambos se abriram; e, percebendo que estavam nus, costuraram folhas de figueira e fizeram cintas para si.” (Gn 3.7)

Folhas de Figueira – Queremos iniciar uma pequena série de meditações na Palavra de Deus com um tema um tanto quanto exótico. À princípio vou chamar de “Substituições humanas” – Talvez até por falta de uma melhor criatividade; mas se no decorrer do percurso, vier uma idéia mais brilhante, consistente ou apropriada, provavelmente a gente adota. Nunca preguei sobre essas idéias, embora seja citadas em algumas pregações ou ensinos porque se trata de algo muito natural na natureza humana. Como vocês já sabem, pelos os meus três leitores mais engajados, tudo o que acontece nesse nosso mundo, provavelmente já aconteceu antes, ou teve sua idéia ou ação embrionária no Livro Gênesis, por ali está o começo de tudo e tudo o que começa, tem alguma raiz ali. Como disse o sábio rei Salomão, “⁹O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; não há nada de novo debaixo do sol. ¹⁰Será que existe alguma coisa de que se possa dizer: “Veja! Isto é novo!”? Não! Já existiu em tempos passados, muito antes de nós” (Ec 1.9,10). Existe um proverbio ou sabedoria popular que afirma que “desde que a desculpa foi inventada, ninguém nunca mais errou!” parece que o inventor da desculpa foi um dos nossos ancestral, ou seja, O NOSSO ANCESTRAL MAIOR, Adão e sua digníssima esposa Eva. Eles eram o casal mais perfeito, mais feliz de toda a terra, não tinham sogras, nem caminhão e nem mesmo problemas; viviam no paraíso e não eram incomodados com as inquietações humanas com as quais estamos familiarizados. Eram amigos de Deus, o Criador e mantinham uma estreita amizade e se relacionavam muito bem, tendo até um encontro social todas as tardes; mas hoje alguma coisa aconteceu e a rotina foi quebrada. Deus não os encontrou como antes, ou seja, o homem e a mulher não mais estavam no mesmo lugar em relação a Deus; agora eles se esconderam, e Deus então começou a buscar. Pensando na onisciência divina, por que eles se esconderam de que quem não se pode esconder? “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?” (Sl 139.7 siga a leitura até o verso 12). Foi aí que eles responderam, meio tímidos e já apresentando a primeira desculpa do mundo, (e diga-se de passagem, bem esfarrapada, embora fosse a primeira). “Estamos nus…” – Como assim? Poderia ter perguntado o Senhor. Quem disse que vocês estão nus? Por acaso, vocês já viram alguém nu? Ou vestido? Lembremo-nos que a serpente havia dito a Eva que se comessem do fruto, seus olhos se abririam… (v. 4,5). Abriu mesmo, mas não como eles pensavam. Esse o mal do engano, só depois de dar tudo errado é que a ficha cai e a pessoa percebe que foi enganado e não adianta querer jogar a culpa em alguém. Tiago disse que cada um toma suas decisões: “¹⁴Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. ¹⁵Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1.14,15). Cada um é tentado pela sua própria cobiça… Para cobrir sua nudez o casal 1 confeccionou vestes de folhas de figueira. Eram vestidos de justiça, inocência, honra e glória. “⁴que é o homem, para que dele te lembres? E o filho do homem, para que o visites? ⁵Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste” (Sl 8.4,5). Trocou tudo o que haviam recebido de Deus por algo que eles mesmos fizeram de improviso. Roupas de folhas de figueira! Quanto tempo durariam? Quantas vezes teriam que refazer? Já perceberam que o jeito humano de resolver seus problemas não são nada eficientes e nem duradouros? Até hoje as pessoas erram e quando são confrontadas elas se escondem e tentam cobrir com folhas os seus pecados, suas más obras. Até para a situação da salvação as pessoas querem inventar o próprio meio, rejeitando a oferta de Deus. A religião surgiu para substituir a vida espiritual e a comunhão com Deus. A religiosidade humana nada mais é do que folhas de figueira! Cristãos também se enrolam em folhas de figueira para se cobrirem e disfarçarem a mediocridade de suas condições e pecados. Até quando? Se Deus está te chamando, apareça, confesse, admita que pecou, desobedeceu e precisa de ajuda! “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:” (Jo 16.8).

Senhor, aqui estamos e precisamos admitir e confessar ao Senhor a nossa eterna mania de nos escondermos e negar nossos erros e pecados. Somos especialistas em fazer vestes de folhas de figueira! Queremos e precisamos de ajuda, para sermos honestos, convictos de tua santidade e justiça, tal qual acreditamos na tua graça e misericórdia. Oramos por nós mesmos e pedimos perdão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Que Josué Ouviu

Meditação do dia: 07/12/2023

“Quando Josué ouviu a voz do povo que gritava, disse a Moisés:

  — Há um alarido de guerra no arraial.” (Ex 32.17)

O Que Josué Ouviu – Nosso ouvido é preparado para discernir sons distintos e isso é feito de forma muito natural, afinal é o aparelho mais sensível ao som que existe. Também é verdade que podemos treinar os nossos ouvidos para discernir diferentes sons e saber precisamente o que é uma coisa e o que é outra. Nós, amadores e leigos em termos musicais, podemos assistir a um concerto musical e acharmos maravilhoso e tudo muito harmônico. Mas o maestro que está regendo a orquestra, de vez em quando, parece que gesticula com a cabeça ou a expressão do rosto ou a dirige o seu olhar para uma certa direção como se algo lhe incomodasse…. e não é que ele tem razão!! Alguém ali pode ter errado uma única nota e a diferença no acorde é muito mínimo! Não para o afinadíssimo ouvido do regente. Mecânicos percebem a diferença no ronco de um motor e ou em que outra engrenagem. Mateiros, em meio à floresta que a abundancia de sons existentes consegue perceber algo que quebra a normalidade e que animal ou fenômeno está acontecendo. Espiritualmente também temos ouvidos e podemos ter percepções e discernimentos que imaturos e inexperientes não conseguem perceber. Um exemplo bíblico que muito me atrai é registrado em Atos dos Apóstolos, na viagem de Paulo à Roma, em meio à tempestades, calamidades, fome e frio, ele foi visitado e assistido por Deus. “²²Mas agora aconselho que tenham coragem, porque nenhuma vida se perderá, mas somente o navio. ²³Porque, esta mesma noite, um anjo do Deus a quem pertenço e a quem sirvo, esteve comigo, ²⁴dizendo: Paulo, não tenha medo! É preciso que você compareça diante de César, e eis que Deus, por sua graça, lhe deu todos os que navegam com você” (At 27.22-24). Outra situação muito interessante também foi com o profeta Elias lá no Monte Horebe: “¹¹Então foi-lhe dito: Saia daí e fique diante do Senhor no monte. Eis que o Senhor estava passando. E um grande e forte vento fendia os montes e quebrava as rochas diante do Senhor. Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento, houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto. ¹²Depois do terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo. E, depois do fogo, veio o som de um suave sussurro. ¹³Quando Elias ouviu isso, cobriu o rosto com o manto e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. Eis que veio uma voz e lhe disse: O que você está fazendo aqui, Elias?” (1 Rs 19.11-13). Varias manifestações sobrenaturais e em nenhuma delas estava a presença do Senhor, mesmo em fenômenos costumeiros de registros nos quais Deus se manifestara antes. Deus sempre vai além do óbvio. No caso de Josué, ele percebeu um barulho, um alarido que primariamente ele atribuiu ao costumeiro barulho de guerras, combates ou conflitos. Claro, ele não tinha também as informações que Moisés tinha, assim vemos duas pessoas com informações de fontes diferentes: Moisés sabia porque Deus lhe contara; nesse caso não precisava de conhecimento prévio ou discernimento, pois já era fato, mesmo que não fosse visível ou materializado diante dele. Josué, estava sendo surpreendido por um som, que era diferente do esperado ao aproximar do acampamento e assim, sua fonte de informação era humana, falível e dependia de aproximação, visão, informação mais detalhada, talvez fornecida por alguém confiável que participava do movimento. Precisamos discernir os sons ao nosso redor, como em casa, na família; na igreja que participamos; no trabalho que realizamos; na sociedade ao nosso redor e até mesmo os sons dos tempos e épocas. Como está sua audição espiritual? Tem conseguido ouvir a voz e a direção de Deus?

Senhor, obrigado por ser nosso Deus e Pai e nos guiar em meio a um mundo conturbado e barulhento, mas a tua voz é diferente e as tuas ovelhas podem ouvir e distinguir perfeitamente e não seguir voz estranha. Assim como pedimos para abrir os nossos olhos espirituais, também pedimos pelos nossos ouvidos espirituais, a nossa capacidade de perceber e distinguir a tua voz e as tuas instruções. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Duas Tábuas

Meditação do dia: 06/12/2023

“As tábuas eram obra de Deus; também o que estava escrito tinha sido escrito pelo próprio Deus, esculpido nas tábuas.” (Ex 32.16)

As Duas Tábuas – “Não acredito na Bíblia porque ela foi escrita por homens!” Quem ainda não ouviu isso? Essa argumentação nunca me preocupou e nem me faz desanimar, porque ela vem de um tipo de pessoa que não merece muito crédito. São pessoas que nunca leram a Bíblia, não se expuseram a ela; não são praticantes de alguma fé e não são honestos nesse quesito, além de julgarem um livro que nem leram. Para mim, não dizem nada! Não me incomoda em nada! No dia 30/10/23 agora, terminei de ler a Bíblia 143 vezes e não sei muita coisa dela ainda. Então alguém que nunca leu, nem abriu-a me dizer que não acredita nela devido a sua autoria, não significa muita coisa. Só para ser um pouco sarcástico e pisar no calo dessas personas, quando me falam isso, eu pergunto a elas e elas já leram ou já viram ou viram falar de alguém que leu alguma escrita que não foi escrita por uma pessoa humana. Ninguém leu? Aquelas escritas rupestres em cavernas, pedras e até os caçadores de óvnis, não leram nada extra-terrestre. Entendemos que a Bíblia é a Palavra de Deus, revelação à humanidade, em linguagem humana, com traços, culturas, hábitos e todas as pistas investigáveis de autoria e procedência. Bom, poderia ter uma exceção, mas infelizmente ela não sobreviveu por muito tempo e foi quebrada por Moisés. Isso mesmo! Lá no Monte Sinai, naqueles quarenta dias que ele esteve na presença divina, recebendo as instruções para o povo de Deus, ele recebeu duas tábuas de pedra, lavradas e escritas de ambos os lados por Deus. Ele esculpiu as suas palavras naquelas duas tábuas e Moisés as trouxe até ao acampamento. Seria a primeira escrita não humana, entre os humanos, verdadeira lei de Deus, trazida diretamente das suas mãos e entregue a um homem que as levou a um povo e deveria ser lida, estudada, acolhida e amada por todos. Você pode imaginar se ela não fora quebrada, hoje seria um centro de peregrinação e devoção idólatra, devoção ao objeto e não à palavra de Deus. Bem, houve a réplica delas, mas lavradas por Moisés e levada a Deus que escreveu novamente as mesmas palavras, mas essa está desaparecida juntamente com a Arca da Aliança. Devemos reverenciar a Palavra de Deus, que é viva e poderosa, aplica-la em nossas vidas e viver segundo os seus ensinamentos. Leia para ser sábio, creia para ser salvo e pratique para ser santo!

Senhor, obrigado por tua Palavra e por tudo o que ela é e faz por nós. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés Desceu Com Duas Tábuas

Meditação do dia: 05/12/2023

“Moisés voltou-se e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho nas mãos, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas.” (Ex 32.15)

Moisés Desceu Com Duas Tábuas – Essa descida do Monte é um momento histórico da maior importância para toda a humanidade. Um homem estava na presença de Deus e desceu, interrompendo uma audiência onde estava recebendo as leis e os mandamentos que até hoje norteiam as vidas de pessoas de todas as nações, mesmo aquelas onde o conhecimento e a reverencia a esse Deus não é reconhecido. Moisés desceu porque ficou sabendo que o povo sob sua liderança estava se comportando de uma maneira inesperada e abandonando os princípios que já conheciam. Quando pensamos em descer, se tratando de experiencia espiritual e devocional, falamos de humildade, quebrantamento e reconhecimento da condição carente humana diante da grandeza e santidade de Deus; se pensa em consagração, dedicação a Deus. Aqui estamos vendo alguém descer por causa de outras pessoas; sair da presença de Deus para socorrer pessoas que achem prematuramente, desprezando um conhecimento sólido e experimental, para se agarrar a algo tão fútil. Por outro lado, tem alguma coisa de muito especial nessa descida, porque mesmo diante do pecado do povo, da interrupção de algo que Deus estava fazendo e revelando para Moisés, ainda assim, Deus permite que ele traga as tábuas da lei. Duas tábuas de pedra, lavradas e escritas de ambos os lados. A graça divina se manifesta sempre em favor dos homens, mesmo quando eles não merecem, aliás, nunca merecem! Nunca merecemos! Naquela situação eles mereciam o juízo e a justiça recaindo sobre seus atos que revelavam as intenções de seus corações. Graça e misericórdia – A graça nós concede o que não merecemos e a misericórdia não permite que recebamos o que merecemos. Embora muita gente boa se lembra dessas tábuas, como as tábuas da lei, como mandamentos, ordens e preceitos a serem obedecidos e cumpridos e que acabam por revelar as fraquezas e a incapacidade humana de agradar a Deus. Gostaria de lembrar com vocês, que elas também são chamadas de tábuas do testemunho de Deus. Do lado humano são leis, do lado divino é testemunho.

Senhor, obrigado por testemunhar a tua bondade e fidelidade para com a raça humana, que insiste em viver de seu próprio jeito. Perdoa-nos e conduza os nossos corações aos verdadeiros caminhos da retidão. Oramos com gratidão. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus é Lembrado

Meditação do dia: 04/12/2023

“Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo juraste, dizendo: “Multiplicarei a descendência de vocês como as estrelas do céu, e toda esta terra de que tenho falado, eu a darei à sua descendência, para que a possuam por herança eternamente.” (Ex 32.13)

Deus é Lembrado – Numa boa relação de amizade, conversa-se de tudo sem constrangimento e com absoluta transparência. Um bom e verdadeiro amigo é aquele com quem se pode pensar em voz alta. Na comunhão com Deus e à medida que se vai crescendo e intimidade e conhecendo mais e mais a graça divina, também se chega a um nível de conversas que nem se diria que podem ser chamadas de orações, pois é conversa mesmo. Deus é uma pessoa e como tal ele gosta de companhia, boa conversa, gosta de compartilhar e é muito generoso; como ele tem tudo à sua disposição, ele é surpreendente e estar na presença dele é sempre muito agradável. O que estou escrevendo aqui pode parecer absurdo, irrelevante ou até que estou sendo muito abusado; mas como em todo relacionamento entre pessoas, quanto mais se conhece e se convive, melhor fica e melhor se entende um ao outro. Na vida cristã, um dos lados desse relacionamento é Deus e desse lado não tem problemas, não há limitações e nem risco de traição ou quebra de confiança; o lado mais difícil é o nosso mesmo. Por isso ao investir na vida devocional, na prática da presença de Deus, se vai estreitando mais e mais os laços de amizade e com o passar do tempo (do nosso lado) aprendemos muito e o entendemos melhor, embora ele sempre será surpreendente. Moisés tinha uma estreita relação de comunhão com Deus, não só por causa do seu ofício, mas também por ter desenvolvido isso e na situação em que estamos meditando, estavam os dois(?) lá no Monte há vários dias quando as coisas desandaram no acampamento. Deus demonstrou sua irritação com a atitude tão leviana daquelas pessoas e Moisés imediatamente valeu-se da amizade e da autoridade dessa comunhão para lembrar a Deus de sua aliança com os patriarcas Abraão, Isaque e Israel no passado e do juramento feito a eles, quando Deus empenhou seu próprio nome como garantia de que cumpriria a promessa de fazer deles uma grande nação, com uma descendência muito numerosa e depois os levaria de volta para possuírem a terra das peregrinações de seus pais. Claro que não se trata de Deus ter esquecido, ou abandonado a sua promessa, ele não tem esse tipo de problema. A questão aqui é a didática humana, o aprendizado, o treinamento e a capacidade de reação diante do inusitado e sobrenatural. Assim como aquelas pessoas eram especiais para Deus, também o era para Moisés e assim, desfazer de tudo e recriar novamente, levaria um bom tempo e seria um plano alternativo; Moisés como intercessor, escolheu seguir com o plano original e foi isso que pleiteou diante de Deus. É nesses momentos críticos que se separa os homens dos meninos, é quando se percebe o grau de maturidade e consciência de grandeza. Cresçamos em Cristo!

Senhor, obrigado por nos aceitar em tua família e assim estamos dentro da aliança de bênção estabelecida com Abraão, Isaque e Israel e somos hoje o Corpo de Cristo, os embaixadores do Reino dos Céus. Agradecemos a alegria de viver em tua presença e poder de conhecer melhor a cada dia; te louvamos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason