Aoliabe, o Artífice Auxiliar

Meditação do dia: 23/11/2023

“Escolhi Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, para trabalhar com ele. Também dei habilidade a todos os homens hábeis, para que me façam tudo o que tenho ordenado:” (Ex 31.6)

Aoliabe, o Artífice Auxiliar – Estamos meditando e pensando em como podemos aprender e crescer no serviço de Deus, partindo do que podemos observar na vida de pessoas como esses arquitetos, ou artífices que foram levantados nominalmente por Deus para construírem o Tabernáculo. No mesmo pacote, Moisés foi instruído para convocar Bezalel e Aoliabe, esse foi o auxiliar direto, cujo nome significa “Tenda do pai,” então a dupla dinâmica era “debaixo da sombra de Deus” e “a tenda do pai,” juntos para construírem a tenda ou o tabernáculo para o culto e o serviço de Deus. O meu foco de pensamento hoje, está nas questões relacionadas ao modo como a obra de Deus precisa ser feita e as composições necessárias. Deus chamou dois homens habilidosos, competentes e excelentes naquilo que faziam profissionalmente. Sobre essa capacidade humana e natural, eles foram cheios do Espírito Santo, revestidos de poder para realizarem aquela obra específica. Dois homens de duas tribos diferentes, Judá e Dã, para trabalharem juntos. O trabalho é que os unia. A tarefa deveria produzir o fator de unidade, independente das suas relações anteriores, se conhecidos ou não, se tinham afinidades pessoais ou não, se gostavam de trabalhar em equipe ou não, isso deveria ser superado, porque eles tinham uma missão a cumprir, com prazo determinado e um projeto especifico, e que exigia perfeição absoluta. Entendo que nós pastores e obreiros cristãos temos muito o que aprender com isso, assim como quaisquer outros cristãos que entendem que suas profissões e seus ofícios são dádivas de Deus e que suas ocupações são fontes de sustento de suas necessidades e também são pontos de apoio para seus ministérios espirituais. Hoje, em nossos dias atuais, focamos a idéia de ministério, apenas nas atividades eclesiásticas, no contexto de igreja. Assim criamos um campo de proteção para  separar essas atividades das demais. Pastores e obreiros trabalham para Deus e os irmãos trabalham secularmente para sustentarem suas vidas e famílias e com suas contribuições, sustentam os ministros e ministérios. Quando olhamos para as páginas da Palavra de Deus e da história do povo de Deus, não é isso que vemos. Abraão, Isaque e Jacó, eram fazendeiros, criadores de gado, agricultores. José, um ícone do serviço ao reino de Deus, foi escravo de serviços caseiros, mordomos, administrador de prisão e depois primeiro ministro de estado. Josué era general do exército de Israel. Eliézer era escravo de Abraão e mordomo dele. Neemias era copeiro real; Daniel era ministro de estado. Davi foi militar, depois Rei, Paulo fabricava tendas em determinado período de seu ministério. Outro detalhe muito importante no nosso texto de hoje, é que além dos dois arquitetos, foi chamado e convocado todos os homens habilidosos para todos as artes e ofícios que fossem necessários para o serviço. Nem todos seriam chefes, líderes ou ocupariam posições de frente. Equipes são importantes em todo lugar e em todo serviço. Vamos observar ao nosso redor quem são as pessoas que Deus tem levantado e capacitados para servir conosco, ou para servirmos com eles. A causa de Deus é mais importante do que qualquer um de nós individualmente.

Pai, obrigado por providenciar trabalhadores para a tua seara. Abra os nossos olhos e o nosso entendimento para percebermos como podemos colaborar e trabalhar em equipe e uns ao lado dos outros sem divergências e sim com unidade e comprometimento com o reino. Agradecemos a unção do Espírito Santo que produz unidade e capacitação. Oramos em fé em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Bezalel, o Artífice

Meditação do dia: 22/11/2023

“²Eis que chamei pelo nome Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, ³e o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício,” (Ex 31.2,3)

Bezalel, o Artífice – Estamos hoje, meditando sobre um personagem com muitas habilidades e qualidades que além da utilidade nos propósitos divinos naquela época e situação, para ajudar a Moisés na construção do Tabernáculo, ele também é uma ótima referencia para se pensar em qualidades de uma pessoa chamada por Deus para um serviço específico. Esse homem cujo nome significa “debaixo da sombra de Deus,” certamente é um nome muito apropriado e cheio de significação. A chamada foi uma daquelas coisas sonhadas por muitos, mas realizadas ou acontecidas com poucos – ser requisitado nominalmente por Deus. Deus disse a Moisés que chamara pelo nome a Bezalel para um serviço e o havia capacitado com um enchimento do Espírito Santo para realizar sua missão. Quando se estuda Pneumatologia, ou a doutrina do Espírito Santo, sempre se passa por esse texto e por essa pessoa. A razão é porque na antiga aliança, o Espírito Santo era concedido por Deus a pessoas específicas, para finalidades específicas. Assim, apenas umas poucas pessoas eram contempladas com a plenitude do Espírito. Reis, profetas e sacerdotes eram os mais comuns nessa relação, porque esses ofícios eram funções de representação do governo e da autoridade de Deus para com o seu povo. Para serem ministros de Deus, eles era capacitados espiritualmente ao serem consagrados e ungidos com óleo para assumirem aquelas funções. Além deles, as pessoas que precisavam cumprir uma tarefa específica exigida ocasionalmente, então recebiam esse enchimento espiritual. Vimos que quando Moisés estava com Deus lá no alto do Monte Sinai, ele recebeu a responsabilidade de construir um tabernáculo, com muitos acessórios e com detalhes muito precisos a serem executados e certamente apenas algumas pessoas, peritas, habilitadas com conhecimentos de determinadas artes e ofícios poderiam desempenhar com satisfação e propriedade aquelas obrigações. Assim, Bezalel, um artífice com muitas habilidades em diversos materiais e funções seria uma pessoa estratégica na liderança de alguns daqueles trabalhos. Queremos valorizar a excelência das habilidades daquele homem, que foi chamado por nome, exatamente porque ele era bom no que fazia e a tarefa exigia alguém assim. Mas como já vimos, não era apenas fazer algo muito bonito e bem feito com materiais de boa qualidade; antes, era algo para servir à Deus, para ser o centro da adoração de toda a nação e algo que expressaria toda a glória e grandeza da santidade de Deus e do compromisso dele com o seu povo e de como esse mesmo povo deveria estar comprometido com Deus pela fé e cultivar uma prática de serviço e adoração em altíssimo nível de excelência. Gosto, pessoalmente de estimular o povo de Deus a serem excelentes naquilo que fazem para Deus ou naquilo que representam a bênção de Deus na vida de seu povo. Se vamos construir, então que seja bem feito, com bons materiais, com zelo e cuidado e qualidade, afinal, pretendemos que Deus seja glorificado através daquilo que lhe oferecemos. Aqui, até chamados isso de “Padrão Monte das Oliveiras.” Para Deus, o melhor, sempre!

Senhor, somos gratos por podermos participar da tua obra e da construção do teu reino. Reconhecemos que só Jesus salva; só o Espírito Santo pode convencer um pecador e só ele pode capacitar alguém para compreender a tua Palavra e exercer a tua vontade e assim a tua igreja testemunha do teu poder e do teu governo. A ti, Senhor, seja o louvor, a honra e a glória para todo o sempre, no nome poderoso de Jesus, amém.

Pr Jason

O Lado Divino

Meditação do dia: 21/11/2023

“⁴⁴e consagrarei a tenda do encontro e o altar. Também santificarei Arão e os seus filhos, para que me sirvam como sacerdotes. ⁴⁵E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus. ⁴⁶E saberão que eu sou o Senhor, seu Deus, que os tirou da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou o Senhor, o Deus deles.” (Ex 29.44-46)

O Lado Divino – “Toda moeda tem dois lados!”“Toda regra tem excessão!”“Para toda ação há uma reação!”Poderíamos citar muitos outros pensamentos ou provérbios, e máximas sobre as dualidades da vida. Algumas são meras filosofias bonitas, outras tantas são princípios exatos da física, matemática, lógica e outras possibilidades. As verdades espirituais também têm certos princípios que são muito precisos e tem suas utilidades e sem tais medidas o caos se instalaria. Quando deparei com esses versículos hoje pela leitura com o propósito de escrever algo sobre suas verdades, fui despertado para pensar um pouco sobre os dois lados da consagração e de como a obra de Deus é feita. Não diria que é uma “revelação nova,” mas é uma importante fonte de inspiração para nossas vidas no dia a dia. Comecei por sublinhar alguns verbos, e acho que seria muito bom vocês leitores voltarem a ler o texto e prestar atenção nos grifos. Estamos vendo esses dias todos, sobre a confecção do Tabernáculo, dos utensílios e das vestes especiais para os sacerdotes e o Sumo Sacerdote de Israel, no caso, Arão e seus filhos. Também vimos alguns rituais de consagração e como aquilo afetara a vida deles; são esses mesmos temas que ainda circulam no nosso universo de servir a Deus, pregar o Evangelho, sermos testemunhas e darmos bons exemplos para santificar o nome do Senhor diante de um mundo pervertido e com aversão à verdade e ao que é espiritualmente correto. Nossas igrejas são constantemente exortadas pelos seus pastores e pregadores sobre o valor e a importância da santificação da vida, sobre a consagração que devemos ter e manter para que a graça de Deus permaneça conosco e a obra de Deus progrida e o Espírito Santo possa operar com poder e assim cumprirmos a nossa missão nesse mundo. Vimos que Moisés e Arão e aquelas pessoas, tinham funções e rituais que deveriam realizar exatamente como Deus os instruíram para que a consagração se efetivasse. Esse era o lado humano, fazendo e cumprindo as determinações dadas por Deus. Ao procederem assim, Deus entraria com a sua parte e então ele santificaria, consagraria e faria com que aquilo se tornasse santo, separado e destinado a cumprir aquela função e propósito que ele determinara para o benefício do culto e do povo que cultuava. Ele citou ali, que ele os tirara do Egito para leva-los à sua terra e para serem o seu povo. Deus fez isso! Vendo desse ponto de vista, não se pode dizer que os israelitas saíram do Egito. Na verdade, eles não conseguiriam sair porque não tinham meios, nem forças e nem a permissão do Faraó que os oprimia e os possuía. Deus os tirou do poder de Faraó e depois saíram do território do Egito. Igualmente não saímos do mundo, não “viramos crentes” – Deus nos salvou, nos libertou do poder do pecado e das garras do Diabo através de seus muitos meios de nos manter sob escravidão. Não conseguimos nos salvar, nem santificar-nos, nem nos consagrarmos se não houver a contraparte de Deus. Daí a declaração de Jesus: “Se, pois, o Filho os libertar, vocês serão verdadeiramente livres” (Jo 8.36).

Agradecemos, Senhor, pela vida e a vitória que conseguimos através da ação poderosa de salvação que o Senhor fez por nós. verdadeiramente sem o Senhor, nada podemos fazer. Te agradecemos por tão grande salvação, libertação, santificação e um dia chegará a vez da nossa glorificação. Em Cristo temos uma nova vida! Agradecemos em nome dele, amém.

Pr Jason

Pela Glória de Deus

Meditação do dia: 20/11/2023

“Ali virei aos filhos de Israel, para que, por minha glória, sejam santificados” (Ex 29.43)

Pela Glória de Deus – Estamos muito acostumados a fazer as coisas cientes de que tudo tem um custo, um preço, um sacrifício e que os resultados são sempre equivalentes ao que se investe. No jargão do comércio a expressão é: “Não existe almoço grátis!” Tudo tem um custo e se não sou eu quem paga, alguém paga! Se alguém está ganhando muito é porque alguém está perdendo muito. Com esses conceitos arraigados na mente e no coração, isso vira cultura, estilo de vida e depois transferimos isso para os relacionamentos, incluindo a vida de fé e a devoção a Deus. À medida que vamos conhecendo a Deus e à sua Palavra, também vamos conhecendo a sua vontade e o seu caráter. A graça começa a fazer sentido e se tornar bem mais do que uma palavra. Começamos a compreender a nível de espírito e não apenas a nível de intelecto e emoções. Percebemos que a obra de Deus para nossa salvação é bem mais extensa e intensa do que inicialmente percebemos. A comunhão com o Espírito Santo possibilita alcançar revelações de quão grande é Deus e o seu amor por nós; também percebemos quão pequenos e incapazes (no sentido de redenção) o pecador é. Daí termos a necessidade de um salvador, grande, único e suficiente, porque a nossa condição é de fato irremediável e os nossos recursos estão muito aquém de conseguir suprir a demanda e a necessidade de cobrir a conta ou a dívida que o pecado produziu. Nos Salmos, há descrições maravilhosas sobre isso, como esta que cito à seguir: “⁷Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate ⁸pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre, ⁹para que continue a viver perpetuamente e não venha a morrer” (Sl 49.7-9). Fomos criados para o louvor da glória de Deus; somos salvos para o louvor de sua glória; somos santificados para o louvor da sua glória. Tudo é para a sua glória, sempre! É por ela que tudo acontece; não porque somos ou fazemos alguma ou qualquer coisa. “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre. Amém!” (Rm 11.36).

Pai, obrigado por sua graça, sua glória e seu poder, hoje e sempre, amém!

Pr Jason

Encontro Com Deus

Meditação do dia: 19/11/2023

“Este será o holocausto contínuo oferecido de geração em geração, à porta da tenda do encontro, diante do Senhor, onde me encontrarei com vocês, para falar com você ali.” (Ex 29.42)

Encontro Com Deus – A fé é o elemento principal da devoção de uma pessoa e do seu culto. Tudo depende disso. E esse ingrediente não pode faltar e muito menos ser menosprezado por ninguém. O Escritor aos Hebreus diz: “¹Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem. ²Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. ⁶De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam” (Hb11.1,2,6).  É é certeza! É convicção! Por ela, os antigos alcançaram bom testemunho. Se os antigos se deram bem, então isso continua válido pois se trata de um princípio eterno e espiritual. Quem se aproxima de Deus precisa de fé, na sua existência e na sua revelação e manifestação favorável ao culto que lhe está sendo prestado. Crer que Deus é generoso e recompensador. Mesmo naquele tempo antigo, com as revelações divinas sendo passadas ao conhecimento das pessoas oralmente, de uma geração para outra e isso dependia de poder confiar no caráter de quem transmitia tais conhecimentos, ainda assim, eles cultivavam uma fé muito forte, autêntica. Quando tais revelações se tornaram mais frequentes e próximas deles através de Moisés e Arão, que foram profetas reconhecidos e respeitados por todos, quando trouxeram a mensagem de libertação e comprovada com sinais e milagres, que comprovavam a veracidade das palavras e a autenticidade da presença divina ali com eles no Egito e nos caminhos em meio ao deserto na jornada para a Terra Prometida. Lá no Monte Sinai, essa revelação de Deus transcendeu o que até então fora experimentado por todos eles, mesmo Moisés e Arão. Deus se manifestou visível e audivelmente, com fogo, som de trombetas, tremor de terra e uma presença sobrenatural de tal forma que as pessoas ficaram impressionadas, impactadas e temerosas pela magnitude de tudo aquilo. Deus, chamou Moisés, Arão e anciãos, que subiram o monte e presenciaram a revelação, que até então só a Moisés havia sido dado. Depois Moisés sozinho subiu para uma experiencia de quarenta dias e noites na presença divina, oculto numa nuvem da presença do Senhor que o ocultava da vista do povo. Ali ele recebeu as diversas leis e as ordens para construírem um tabernáculo com todos os seu mobiliário e utensílios e como proceder aos rituais de culto e consagração das pessoas, dos sacerdotes e como realizar as diversas cerimonias e rituais que tinham prescrições precisas mas exigiam o elemento fé, tanto para quem executava os rituais, como para quem as ofereciam e para quem adorava e buscava o favor divino. Deus disse que estaria presente constantemente recebendo o culto do povo e o serviço dos ministros, onde também falaria e daria instruções. Se lá no Antigo Testamento isso era válido, verdadeiro e o adorador deveria agir em função disso e dessa presença pela fé; quanto mais nós na Nova Aliança, onde Deus não só se revelou em carne e osso, andando e servindo em nossas vidas e ensinando a sua vontade, o que é um fato para nós. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Nosso culto hoje, deve ser carregado de fé porque Deus hoje habita em cada adorador e recebe o que lhe é oferecido, com a prescrição de que seja em Espírito e em verdade. “¹⁹Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo, que está em vocês e que vocês receberam de Deus, e que vocês não pertencem a vocês mesmos? ²⁰Porque vocês foram comprados por preço. Agora, pois, glorifiquem a Deus no corpo de vocês” (1 Co 6.19,20). Valorize o seu culto, seja individual, seja coletivo na sua igreja e experimente viver isso com fé prática, poderosa, transformadora. Isso é muito bíblico!

Senhor, te reconhecemos como o Deus Todo Poderoso, Senhor de tudo e de todos, digno de honra, glória, louvor e poder. Para sempre seja louvado o teu santo e bendito nome, agora e para sempre, amém.

Pr Jason

Holocausto Contínuo de Geração em Geração

Meditação do dia: 18/11/2023

“Este será o holocausto contínuo oferecido de geração em geração, à porta da tenda do encontro, diante do Senhor, onde me encontrarei com vocês, para falar com você ali.” (Ex 29.42)

Holocausto Contínuo de Geração em Geração – Essas palavras são muito preciosas para mim; elas falam muito ao meu coração e me levam a pensar em quantas possibilidades e responsabilidades precisam ser exercidas e exercitadas para que isso aconteça e nunca deixe de acontecer. Palavras de Deus certamente devem ser levadas a sério e quando se trata de mandamentos, não são opcionais ou preferencias se assim gostarmos ou tivermos disposição. Quando foram instituídos esses rituais, eles eram parte de todo um sistema de culto e adoração, devoção pessoal, familiar, tribal e nacional, para toda a nação. Israel, como nação, era um estado criado, delineado para ser teocrático, isto é, governado por Deus através do sistema de governo representativo. Um juiz, um governador, um príncipe, rei ou qualquer outro tipo de sistema, essa pessoa, seria um legítimo delegado de Deus. Assim como o sacerdote era levantado por Deus dentro da tribo de Levi, os profetas poderiam ser levantados dentro de quaisquer das doze tribos e os governantes também. Daí vem o legítimo sistema de que os ofícios de sacerdotes, profetas e reis eram instrumentos de Deus na condução do seu povo. Eles deveriam cumprir as leis de Deus, praticá-las e levar o povo a obediência e servirem a Deus dentro dessas instituições. O rei ou governo, deveria convocar o povo para as reuniões solenes, patrocinar o culto, oferecer e ofertar e facilitar todas as necessidades para que o culto não sofresse interrupção. O iluminismo trouxe o conceito de laicidade da sociedade e a separação entre o estado e a igreja. Isso, digamos foi um mal necessário, porque a igreja se apropriou do poder temporal, dizendo-se o braço de Deus e em nome dele cometeu atrocidades tais que o que o Hamas e o Talibã fazem, parece brincadeira de criança. Mas só para constar: O sistema de governo de Deus é Monarquia, um rei, um reino e os homens são seus ministros. Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que jamais será destruído e que não passará a outro povo. Esse reino despedaçará e consumirá todos esses outros reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn 2.44). Voltando ao nosso texto, o holocausto seria oferecido de forma contínuo, duas vezes dia, pela manhã e à tarde, de geração em geração – isso fala da perenidade da representação do sacrifício pelos pecados, oferecidos até que

Que viesse o Cristo e oferecesse um sacrifício definitivo, que não mais precisasse de repetição, devido a sua perfeição e competência. É isso que o Livro Hebreus nos ensina: “¹⁰Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. ¹¹Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, para exercer o serviço sagrado e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados. ¹²Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus, ¹⁴Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb 10.10-12,14). Para fazer algo todos os dias, duas vezes por dia, de manhã, ao nascer do sol e ao por do sol, por anos à fio, geração após geração, temos que admitir que exige um nível de comprometimento e uma cadeia de suprimentos, treinamentos e organização muito eficientes. Não pode envolver apenas um sacerdote, só sua família, ou uns poucos voluntários. No meio disso tudo aparece alguém dizendo: “não quero me casar, não quero ter filhos, dá muito trabalho, custa muito caro, os tempos estão difíceis, quero seguir outra carreira, não vou seguir as tradições do meu pai, da minha família… não gosto de ver sangue, sou vegetariano, sou defensor dos direitos dos animais, sou…. sou…. não sou…. não quero….” Escutamos isso o tempo todo dentro da igreja: “Quero ser membro, mas só isso! Não quero me envolver com nenhum ministério… Isso é muita responsabilidade… não quero passar o que os pastores passam….” O que Deus diz é bem diferente: “O fogo queimará continuamente sobre o altar; não deve ser apagado” (Lv 6.13).

Senhor, tu tens os meios e o poder para sempre, amém. Agradeço a visão e a motivação que o teu Espírito Santo tem colocado na minha vida para servir ao Senhor, servindo à igreja e as pessoas. Agradeço por colocar esse fogo santo na minha vida como oferta dedicada para ser totalmente queimada, consumida no teu altar. Não há significado ou glória maior para um homem, do que agradar ao Senhor, servindo continuamente no teu altar, no poder do teu Espírito Santo, no nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Santidade do Altar

Meditação do dia: 17/11/2023

“Durante sete dias você fará expiação pelo altar e o consagrará; e o altar será santíssimo; tudo o que o tocar será santo.” (Ex 29.37)

A Santidade do Altar – Entre as instruções de consagração de tudo o que dizia respeito ao Tabernáculo e seus utensílios, esse detalhe sobre o altar me parece muito interessante. Durante uma semana, sete dias, Moisés ofereceria sacrifícios sobre aquele altar apenas para consagrá-lo ao serviço de Deus. Fazer expiação é cobrir, no sentido de pagar uma conta, uma dívida, um débito; os pecados das pessoas eram perdoados com base no sacrifício que fazia expiação por eles, ou seja, alguém morria a morte do pecado sentenciado por suas culpas, mas essa dívida era cobrada da vítima que era oferecida sobre o altar, expiando assim a culpa e a condenação do pecador. Não é faz de contas que não houve culpa; é substituição de uma vida por outra vida. Foi o trabalho de Jesus lá na cruz, em expiação pelos nossos pecados, sua morte cobriu a nossa morte, removeu as nossas culpas de diante de Deus. Ele morreu e nós vivemos! Ele foi condenado, para que nós fôssemos livres! Aquele altar após a devida consagração ficaria sendo muito importante no culto dos israelitas, ele seria santíssimo, ao ponto de qualquer coisa que encostasse, ou tocasse nele ficaria santo também. Isso é algo muito profundo e só mesmo com uma revelação do Espírito Santo uma pessoa pode chegar a esse tipo de conhecimento e torna-lo aplicável na vida. Nos tempos de Jesus aqui na terra, as pessoas, incluindo as lideranças religiosas israelitas, haviam desvirtuado as verdades práticas do culto a Deus e se perdiam no modo de interpretar as realidades espirituais em detrimento das coisas materiais; Jesus reprovou tal comportamento: “¹⁸ E vocês dizem: “Se alguém jurar pelo altar, isso não tem importância; mas, se alguém jurar pela oferta que está sobre o altar, fica obrigado pelo que jurou.” ¹⁹Cegos! Qual é mais importante: a oferta ou o altar que santifica a oferta? ²⁰Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que está sobre ele. ²¹Quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita; ²²e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que está sentado no trono” (Mt 23.18-22). Entender o valor espiritual das realidades como prescritas por Deus faz muita diferença na vida e no culto da pessoa. Entender o valor do altar na vida e assim poder aplicar esse princípio na vida pessoal e devocional leva a um nível de crescimento que vale a pena. Todas aquelas peças e suas funcionalidades serviam para apontar para o futuro onde a vida e o ministério do Messias, Jesus, se revelaria de forma definitiva e faria o verdadeiro sacrifício e a verdadeira santificação para que o homem verdadeiramente pudesse se aproximar de Deus. O profeta Ageu, no tempo pós-exílio na Babilônia, na época da reconstrução do templo e da nação, trouxe uma mensagem, no sentido de uma entrevista aos sacerdotes e conhecedores da Lei de Deus, sobre a validade dos rituais e cerimoniais de purificação e santidade, que na verdade apontavam para a vida dos adoradores e não necessariamente para o objeto ou ritual em si mesmo. “¹¹Assim diz o Senhor dos Exércitos: Peça aos sacerdotes que decidam a seguinte questão relacionada com a lei: ¹²Se alguém leva carne santificada na borda de sua roupa, e ela vier a tocar no pão, ou no cozido, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, isso ficará santificado? E os sacerdotes responderam: Não. ¹³Então Ageu perguntou: Se alguém que se tornou impuro pelo contato com um cadáver tocar em qualquer dessas coisas, ficará ela impura? E os sacerdotes responderam: Sim, ficará impura. ¹⁴Então Ageu continuou: Assim é este povo, e assim é esta nação diante de mim, diz o Senhor. Assim é toda a obra das suas mãos, e o que ali oferecem: tudo é impuro” (Ag 2.11-14). Não é a oferta, o trabalho, o serviço, o ministério, o dízimo, o esforço da pessoa que o habilita e o torna agradável diante de Deus, mas a vida de obediência e fé. A prática da Palavra de Deus é que é transformadora. Sem isso, tudo se torna em religiosidade vazia e um peso na vida da pessoa.

Senhor, agradecemos pela tua graça salvadora, que em Cristo Jesus se tornou favorável a todos nós pecadores. Há redenção suficiente para todos em Jesus e na sua morte na cruz. Há perdão e provisão suficiente para ninguém ser condenado ou viver debaixo de condenação, sob o peso do pecado. Agradecemos pelo investimento feito em nossas vidas. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Herança e Consagração

Meditação do dia: 16/11/2023

“²⁹As vestes santas de Arão passarão a seus filhos depois dele, para serem ungidos nelas e consagrados nelas. ³⁰Sete dias as vestirá o filho que for sacerdote em seu lugar, quando entrar na tenda do encontro para ministrar no santuário.” (Ex 29.29,30)

A Herança e a Consagração – São abordados dois temas muito importantes na vida dos sacerdotes do Senhor. Um se trata de herdar as vestes de Sumo Sacerdote quando este viesse a falecer, então um de seus filhos herdaria a função e consequentemente as vestes sacerdotais do pai. O outro tema é a consagração ao ministério, ou ofício que eles deveriam desempenhar. Um sacerdote herdaria as vestes mas não a autoridade e a unção de Sumo Sacerdote. Isso seria conseguido por um processo de consagração, tal qual da primeira vez e seria repetido todas as vezes que houvesse a substituição. Como podemos aplicar isso em nossos dias, para nossas vidas e ministérios na Nova Aliança? Como já vimos, as vestes representam o estilo de vida, o comportamento em justiça e retidão; também serviam para beleza e glória da representatividade diante de Deus. Podemos pensar na vida de bom testemunho, santidade e justiça de todos nós cristãos, não só diante de Deus, mas também diante da sociedade em que vivemos. Somos uma amostra daquilo que revela a grandeza e a bondade de Deus. Isso é construído dia a dia na convivência como sendo sal e luz diante de um mundo hostil e com aversão à fé e ao próprio Deus. É uma verdade bem conhecida, que as pessoas querem muito as bênçãos e os favores de Deus, mas não querem um compromisso ou um relacionamento com ele. É aí que entramos, como testemunhas. “Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus” (2 Co 5.20). Na Nova Aliança, os ministérios são dons, ou seja, presentes da graça de Deus para os seus filhos. Não herdamos ministérios e nem funções, somos chamados para servir e recebemos as capacitações através do discipulado e a ordenação acontece através da autoridade eclesiástica que uma comunidade organizada pode ordenar as pessoas vocacionadas e preparadas para ocupar tais funções, mas os dons e a vocação pertencem a Deus.

Senhor, somos gratos por sua bondade e misericórdia em nos chamar para servir a ti e  servir a nossa comunidade de fé. Somos gratos por isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sangue e Óleo

Meditação do dia: 15/11/2023

“Então pegue um pouco do sangue sobre o altar e um pouco do óleo da unção e faça aspersão sobre Arão e suas vestes e sobre seus filhos e as vestes de seus filhos com ele, para que ele seja santificado, e as suas vestes, e também seus filhos e as vestes de seus filhos com ele.” (Ex 29.21)

Sangue e Óleo – Prestemos atenção à cena descrita nesse versículo base da meditação de hoje: misturar um pouco de sangue de um carneiro oferecido como sacrifício e um pouco de óleo de unção. Que era um preparado à base de azeite de oliva, perfumes, ervas aromáticas em uma composição bem precisa e artesanal, especialmente confeccionado para ser utilizado nas cerimônias de ungir para consagrar. Esse mistura de sangue e óleo, seria aspergido, respingado nas vestes sacerdotais de Arão, o sumo sacerdote e de seus filhos, que seriam os sacerdotes. Isso fazia parte do processo cerimonial de consagração, ou seja, eles seriam separados em santidade para oficiarem no ministério em favor do povo diante de Deus. O sangue do animal sacrificado simbolizava no ritual, o futuro sacrifício de Jesus lá na cruz. A obra da redenção se fundamenta sobre o sacrifício vicário de Cristo que se entregou em nosso lugar. A sentença de morte que recaia sobre os pecadores foi comutada em Cristo. Assim, a justiça dele foi comutada ao pecador. Sendo assim, a justiça de Deus foi satisfeita porque o preço do pecado foi pago em condições satisfatória e a graça salvadora dele pode ser comunicada aos que depositam sua fé naquilo que suas palavras proferem como sendo o caminho para a salvação. O serviço sacerdotal é servir a Deus em favor dos homens, levando sobre si e as responsabilidades de ser um representante de Deus, podendo oficiar as graças de Deus disponível através da morte do filho de Deus em favor dos pecadores, para que esses venham a se tornar verdadeiros e legítimos filhos de Deus. A unção com óleo faz lembrar a obra de aplicação da redenção que é feita pelo Espírito Santo, levando os pecadores ao arrependimento e à conversão a Deus. Sem a obra do Espírito Santo, o homem não chega a Deus, porque ele precisa de convicção verdadeira e uma conversão dos pecados para a justiça e só o Espírito Santo faz isso. Simbolicamente, Arão e seus filhos, carregavam sobre si mesmos uma demonstração visível da graça redentora de Deus, através do sacrifício de Cristo, naquele tempo, simbolizado e profético através de um animal sacrificado. Quem está perdido no pecado é o homem; quem salva e liberta do poder do pecado é Deus através da obra de Cristo; isso precisa ser exposto e colocado à disposição dos pecadores, isso é feito através do serviço da igreja, como sacerdotes de Deus. Nosso papel é muito importante, proclamando a boa nova oferecida por Deus em Cristo Jesus.

Senhor, eis-nos aqui, disponíveis ao teu serviço, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Aplicação do Sangue

Meditação do dia: 14/11/2023

“Mate o carneiro, pegue um pouco do sangue e coloque-o na ponta da orelha direita de Arão e na ponta da orelha direita de seus filhos, bem como sobre o polegar da mão direita deles e sobre o polegar do pé direito deles; o restante do sangue você jogará sobre o altar, ao redor.” (Ex 29.20)

Aplicação do Sangue – Esse capítulo vinte e nove de Êxodo trata do ritual de consagração de Arão e seus filhos para oficiarem como sacerdotes diante de Deus em favor do povo. É explicado em detalhes os diversos passos do processo de consagração, para então estarem aptos a ministrarem. Não vamos entrar nesses detalhes, porque eles são autoexplicativos e não é difícil encontrar ensinos, escritos e ministrações sobre tudo isso. Vou separar alguns poucos trechos e buscar algumas verdades que podem enriquecer a vida de todos nós. Enquanto estudo, leio e medito, eu também aprendo e me edifico, por isso compartilho. Nesse detalhe do texto separado para esse texto, há umas informações muito preciosas na consagração de Arão e seus filhos, que podem ser aplicadas espiritualmente em nossas vidas, no processo de nos separarmos para servirmos a Deus na causa do Evangelho. Ainda que muitos não venham a se tornar um ministro oficialmente, mas todos os cristãos são chamados a servir, como voluntários em suas igrejas locais e alguns alcançam muitas vidas e causam grandes impactos positivos por suas áreas de serviço a Deus. Assim, você deve continuar a fazer aquilo que te vem a mão e com a oportunidade que essas portas se abrem, devem ser aproveitadas e levar a mensagem que salva, liberta, transforma, alimenta, corrige e edifica o povo de Deus. Todos os ministérios são úteis e devem ser valorizados. O detalhe interessante era que Moisés devia pegar do sangue do carneiro oferecido e digamos, marcar com um toque de dedo na orelha direito, polegar direito da mão e polegar direito do pé de Arão e de seus filhos. Estamos consagrando o ouvido, a audição para ser separada para ouvir a Deus e ouvir as necessidades do povo de Deus. O polegar da mão, que simboliza a ação da pessoa, o que ela faz, o trabalho; essas mãos estão separadas para Deus e para o seu serviço. O dedo polegar do pé também diz respeito ao caminhar, o andar, isto deve ser agora exclusivo para Deus e seu serviço. Estamos pensando em como nossos ouvidos devem ser consagrados e como nossas mãos e nossos pés devem estar disponíveis para servir o povo de Deus e fazermos as coisas que agradam a Deus. Tanto eu, quando vocês, devem estender a meditação e a aplicação dessas verdades na vida toda. O que temos escutado, a serviço de quem estão nossos ouvidos? O que temos feito com nossas mãos e o que elas representam? Por onde tem andado os nossos pés? Quais tem sido os nossos caminhos? Sete vezes em Apocalípse Jesus repetiu: “quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”  Pau escrevendo à Timóteo pediu que ele incentivasse a igreja a uma vida de oração e intercessão: “Quero, pois, que os homens orem em todos os lugares, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade” (1 Tm 2.8). O profeta Isaías disse: “Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: “O seu Deus reina!” (Is 52.7). ouvidos, mãos e pés cobertos pelo Sangue do Cordeiro!

Senhor, nos aproximamos de ti que és santo, justo e bom, esperando em tua graça e bondade que nos acolha, nos limpe e nos purifique baseado no sacrifício de Jesus lá na cruz. Nossos pecados são perdoados e assim podemos nos aproximar para servir ao Senhor e servir ao teu povo. Consagramo-nos a ti e ao teu serviço. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason