O Altar de Bronze

Meditação do dia: 29/10/2023

“¹Faça também o altar de madeira de acácia. Seu comprimento será de dois metros e vinte e a largura será de dois metros e vinte; o altar será quadrado. A altura será de um metro e trinta.²Nos quatro cantos coloque quatro chifres, os quais formarão uma só peça com o altar, que deverá ser revestido de bronze.” (Ex 27.1,2)

O Altar de Bronze – O Tabernáculo ocupava o centro do acampamento israelita no deserto durante as suas peregrinações, até quando chegaram em Canaã. As doze tribos se organizaram em função da posição do tabernáculo. O culto a Deus era o centro da vida daquele povo. Eles foram escolhidos e separados dos demais povos para representarem os propósitos de Deus para todas as famílias da terra. O conhecimento de Deus deveria ser disseminado através deles e assim Deus seria amado, conhecido, adorado e servido em toda parte. Entre as peças do serviço de culto, estava esse altar, que ficou sendo conhecido como o “altar de bronze;” porque era na verdade a aparência visível dele para o povo. Ele era confeccionado de madeira de acácia, uma árvore de porte não muito grande e muito resistente e de qualidade nobre. O altar seria revestido de bronze e esse metal aparece na Bíblia quando em sentido figurado, ele representa “juízo,” ou seja ali se recai o julgamento de uma pessoa. O pecador ao reconhecer seu pecado diante de Deus, o confessava e oferecia um sacrifício de algum animal, que o substituía, assumindo o seu lugar e a sua culpa, recebendo a condenação ou a sentença do julgamento. Sendo assim, aquele altar era então o lugar da manifestação da misericórdia divina para com o pecador. O  condenado era substituído e a vítima era então totalmente queimada e consumida naquele altar; esse é o sentido da palavra “holocausto.” Por causa desse significação tão especial, veio um costume em Israel de uma pessoa culpada de algo grave, como poderia ser condenado à pena capital, ela corria para o altar de bronze e se agarrava nesses pontas do altar, que eram utilizadas para amarrar os sacrifícios quando eram muitos a serem queimado simultaneamente. O ato de se agarrar ao altar de bronze era um pedido de clemencia, de misericórdia e ele poderia ser atendido, e as vezes não, dependendo  da gravidade de sua conduta. “⁵⁰Porém Adonias, temendo Salomão, levantou-se, foi e pegou nas pontas do altar. ⁵¹Então alguém foi dizer a Salomão: Eis que Adonias tem medo do rei Salomão, porque pega nas pontas do altar, dizendo: “Que o rei Salomão me jure hoje que não matará este seu servo à espada.” ⁵²Salomão respondeu: Se for homem de bem, nem um de seus cabelos cairá no chão. Mas se fizer alguma maldade, morrerá” (1 Rs 1.50-52). Depois desse meio irmão do rei Salomão ter passado por essa situação, o ex-general do exército de Israel, com muitos crimes e desobediências de grande gravidade, também usou esse artifício. “Quando esta notícia chegou a Joabe porque Joabe tinha se desviado para seguir Adonias, embora não tivesse se desviado para seguir Absalão, ele fugiu para o tabernáculo do Senhor e pegou nas pontas do altar.” (1 Rs 2.28). Esse altar, compõe o conjunto de peças que atribuem significados à determinados aspectos da obra da redenção realizada por Jesus Cristo lá na cruz ao morrer em substituição ao pecador que se arrepende. A morte de Cristo na cruz é suficiente para substituir o pecador arrependido que corre para Deus pedindo misericórdia e perdão. Aquele ato de desespero de correr e se apegar ao altar, é simbolicamente substituído pela ação de se aproximar de Deus com humildade, contrição e legítimo arrependimento por seus pecados e receber os benefícios oferecidos pela morte substitutiva de Cristo na cruz. Isso é o significado da expressão, “sacrifício ou morte vicária de Cristo.” O profeta Isaías disse profeticamente e o Apóstolo Pedro aplicou a profecia na Nova Aliança: “⁴Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. ⁵Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. ⁶Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Is 53.4-6). Pedro colocou nos seguintes termos: “carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele vocês foram sarados” (1 Pe 2.24). Precisamos do altar de bronze e seu significado atuando em nossas vidas.

Senhor, agradeço pela morte de Jesus Cristo lá na cruz do Calvário em substituição à minha vida, que estava perdida, pelos meus pecados e ali as minhas culpas foram removidas, me dando a possibilidade de ter comunhão e ser aceito diante de Deus. Agradeço, louvo e bendigo ao Senhor meu Deus. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Seguir O Modelo Que Foi Mostado

Meditação do dia: 28/10/2023

“Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que foi mostrado a você no monte.” (Ex 25.31,32)

Seguir o Modelo Que Foi Mostrado – São poucas palavras, mas uma recomendação de muito peso e responsabilidade para quem recebeu, no caso específico aqui, foi Moisés. Era para ele faz tudo e todas as peças conforme o modelo que lhe mostrado por Deus lá no monte. Isso me faz refletir sobre o propósito das revelações divinas. Daí vem o princípio que nos ensina que não se deve buscar uma experiencia pela experiencia em si, mas para cumprir um propósito divino. Fui agraciado pelo Senhor Jesus com um dom ou talento para o ensino e isso me leva a estar continuamente buscando aprender, observar, examinar e rever conceitos, porque nem sempre captamos tudo da primeira vez e em alguns casos, não há uma segunda vez. Moisés subiu ao monte a convite, ou se preferir por convocação compulsória de Deus. Lá em cima, ele viu e ouvir coisas que provavelmente ele não escreveu ou relatou tudo que viu e ouvir; ele pode ter experimentado coisas de uma dimensão e um ponto de vista que nenhum outro ser humano experimentou, nem antes e nem depois dele. Adão teve experiencias que certamente ninguém mais teve. Enoque, aquele que foi trasladado vivo para a presença de Deus, também é único nas Escrituras. Noé, igualmente foi agraciado com experiencias e um relacionamento único e que não se repetirá mais. Abraão, Isaque, Agar, Jacó, Moisés, Josué, Elias, e …. qual é a minha marca? Qual é a sua, a nossa experiencia que nos torna únicos? Também tem as responsabilidades pelo que experimentamos: Deus disse a Moisés para fazer tudo conforme o modelo que lhe fora mostrado lá no monte. Não era para ele apenas ver, admirar, escrever sobre, publicar no Youtube da época… ele tinha a responsabilidade de fazer aqui na terra, um outro, exatamente igual ao que ele viu e não era ele mesmo que confeccionaria as peças. Isso envolve delegação de tarefas e oportunidades para mais pessoas participarem da revelação divina. Nem sempre a visão e a missão que Deus nos dá ou nos mostra é para ser feito por nós em carreira solo. Treinar, capacitar, supervisionar outras pessoas, pode ser o grande teste da fidelidade e capacitação divina para sua obra. Quanto recebemos uma tarefa e não temos as habilidades e competências necessárias, então é preciso buscar no discipulado, nas parcerias. Assim como fui chamado, outras pessoas também o foram! Cada um a seu modo, a seu tempo e à sua vez!

Pai celestial, a nossa gratidão ao Senhor e por tudo que nos tens confiado! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Candelabro

Meditação do dia: 27/10/2023

“³¹Faça também um candelabro de ouro puro; de ouro batido deverá ser feito este candelabro. O seu pedestal, a sua haste, os seus cálices, as suas maçanetas e as suas flores formarão com ele uma só peça. ³²Seis hastes sairão dos lados do candelabro: três de um lado e três do outro.” (Ex 25.31,32)

O Candelabro – Também conhecido como “Menorah,” esse candelabro, ou luminária, juntamente com a estrela de Davi, aquela estrela de seis pontas, são os símbolos mais conhecidas da fé judaica e hoje são símbolos do Estado de Israel. Ele ficava no lugar santo e iluminava o ambiente e seguindo as prescrições dadas à Moisés, ele era aceso antes de escurecer e só era apagado depois do sol raiar. Uma alusão a presença de Deus como luz para o seu povo e posteriormente, na Nova Aliança, Jesus assumiu esse papel ao se colocar como a luz do mundo. “De novo, Jesus lhes falou, dizendo: Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8.12). Com base na identidade de corpo que os cristãos assumem no ministrar ao mundo, através do testemunho, recebemos também o importante papel de sermos luz. “¹⁴Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte. ¹⁵Nem se acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto, mas num lugar adequado onde ilumina bem todos os que estão na casa. ¹⁶Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus” (Mt 5.14-16). Precisamos crescer no conhecimento daquilo para o qual fomos chamados a servir, pois caso contrário, o nanismo espiritual fará que as pessoas se convertam e se apeguem egoisticamente em sua própria experiencia de salvação e não queiram crescer e se desenvolver; nossa vocação vai bem mais além de simplesmente sermos salvos e perdoados; depois de salvos, somos também comissionados a fazermos discípulos através de uma vida de serviço e testemunho, disseminando a luz do evangelho através de vidas transformadas. “para que sejam irrepreensíveis e puros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual vocês brilham como luzeiros no mundo” (Fp 2.15).

Senhor, obrigado por ser a luz do mundo para que os que te seguem não andem em trevas; somos abençoados com a luz da tua glória. Agradecemos pelo convite e missão de servir como luz a esse mundo conturbado e entenebrecido pelo pecado. Nossa gratidão e louvor a Deus Pai, ao Senhor Jesus e ao Espírito Santo, que nos guia todos os dias para o caminho da vida. Amém.

Pr Jason

Diante de Deus Perpetuamente

Meditação do dia: 26/10/2023

“²³Faça também uma mesa de madeira de acácia. Terá o comprimento de oitenta e oito centímetros, a largura de quarenta e quatro e a altura de sessenta e seis. ³⁰Ponha sobre a mesa os pães da proposição diante de mim perpetuamente.” (Ex 25.23,30)

Diante de Deus Perpetuamente – Perpetuamente é muito tempo! Receber uma ordem direta de Deus para fazer algo perpetuamente, deve conduzir à reflexão e estabelecer os meios de cumprir tal ordem. Sendo assim, já se sabe que será preciso alargar os conceitos arraigados na mente e os muitos aspectos culturais de como se lida com o fator tempo. Um adorador do Deus Criador, como é o nosso caso, já sabemos de cor e salteado que ele não nos dá ordens impossíveis de serem cumpridas. Em seguida, sabemos que sempre que vem uma ordem, também vem a capacidade e os recursos para que se possa executar a tal ordem. No exercício da mordomia cristã, é patente que cabe ao Senhor, fornecer e prover todos os recursos para os seus servos fazerem o que lhes é ordenado, é responsabilidade do Senhor e ele jamais deixou de ser competente e fiel. Também o servo sabe que é sua responsabilidade confiar no caráter do seu Senhor e assim estar disponível para servir. Lembrem-se: “A obra de Deus, feita da maneira de Deus, sempre terá o sustento de Deus!” voltando ao tema da perpetuidade da tarefa, fica claro, que servimos a um Deus que é geracional, ou seja, ele lida com gerações, é o autor dessa idéia e cuida para elas se sucedam e uma geração é responsável pela próxima geração, preparando as bases para que cada nova geração edifique sobre o que os antepassados conquistaram e consolidaram e assim, vamos de geração em geração. Viver, pensar e trabalhar para consumir tudo o que se produz consigo mesmo, alegando que tudo acaba quando a pessoa morre, já se sabe que isso é idéia de quem não tem vida eterna e não tem propósito na vida, assim a vida de tal pessoa se resume no físico e material. Olha o que diz a idéia cristã: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo” (1 Co 15.19). Além de viver e pensar geracionalmente, o cristão precisa se responsabilizar por sua vida prática de fé e pelo treinamento correto e adequado de seus filhos e descendentes, quer naturais, quer adotados no caso de pais espirituais. Todos precisam deixar um legado firme e certo de que a vontade de Deus permaneça sendo feita geração após geração e que o tempo e a modernidade e as novas tendências não mudem aquilo que Deus disse que é para ser feito perpetuamente. Que tipo de compromisso é exigido para que algo assim não caia no esquecimento? Estamos falando da nossa fé, da nossa vida devocional, da nossa responsabilidade de ensinar o que acreditamos e discipular as nossas gerações. Isso não pode ser relegado apenas para os “profissionais da fé,” como pastores, obreiros e pessoas vocacionadas para o ministério cristão. Todos foram criados com capacidade e potencial de reproduzir segundo a sua espécie e todos podem passar adiante o que acredita e o que lhe interessa e importa. Fazer doze pães, expô-los diante de Deus e trocar a cada sete dias, todos os sábados eternamente… se temos que fazer, vamos nos preparar para fazer e fazer de fato e preparar a próxima geração para fazer e fazer e fazer… Isso é um desafio para você?

Pai, estou sendo desafiado a repensar a minha fé e os meus valores; será necessário rever conceitos e tomar novas medidas, mas eu acredito na tua graça e capacidade de nos habilitar a te servir de fato e de verdade, de geração em geração; essa não é uma ordem impossível de ser praticada. Acrescenta-nos a fé em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Mesa e os Pães da Proposição

Meditação do dia: 25/10/2023

“²³Faça também uma mesa de madeira de acácia. Terá o comprimento de oitenta e oito centímetros, a largura de quarenta e quatro e a altura de sessenta e seis. ³⁰Ponha sobre a mesa os pães da proposição diante de mim perpetuamente.” (Ex 25.23,30)

A Mesa e os Pães da Proposição – Pães sobre uma mesa é uma cena comum em praticamente qualquer casa, com raríssimas exceções. O pão é um alimento universal, em toda e qualquer cultura, povo e nação existem pães. Diga-se lá de passagem, não tem como não gostar de pão. Modifica-se os hábitos, as receitas, os ingredientes, mas desde os mais sofisticados até os mais simples, ele é sempre bem-vindo. Também o pão está incluso nos aspectos de praticamente todas as religiões e práticas de fé; mesmo para quem não curte fé e se diz agnóstico, ateu ou nenhuma coisa ou outra, o pão também é bem vindo, sendo sagrado ou secular, ele está presente na vida de todos nós. Quando Moisés transmitiu as leis e os mandamentos a serem observados pelos antigos israelitas, o pão estava inserido nos rituais e de forma muito marcante. Aqui, vemos na confecção dos utensílios, havia uma mesa feita com madeira de qualidade, revestida de ouro e preparada para ser transportada com solenidade e respeito. Sobre ela seria colocados os pães da proposição. Literalmente a tradução do hebraico, significa, “Pães da Presença,” pois eles eram expostos nessa mesa de ouro que ficava na parte interna do tabernáculo, ou lugar santo, considerando que estavam expostos diante da presença, ou da face de Deus. Eram doze pães colocados em duas fileiras, algumas versões diz duas pilhas, pessoalmente prefiro a expressão fileiras. Feitos com medias e pesos estritamente regulamentos e eram substituídos à cada sábado. Após a troca, poderiam ser comidos pelos sacerdotes e suas famílias. O fato de estarem permanentemente expostos diante de Deus, significava a provisão divina para sustento do seu povo. Duas verdades que eu gosto muito, admiro nos registros bíblicos, é que Jesus se apresentou como sendo o verdadeiro pão da vida, em substituição ao Maná, que fora dado por Deus aos israelitas no deserto, por quarenta anos e ele agora dava vida eterna e abundante. “⁴⁷Em verdade, em verdade lhes digo: quem crê em mim tem a vida eterna. ⁴⁸Eu sou o pão da vida. ⁴⁹Os pais de vocês comeram o maná no deserto e morreram. ⁵⁰Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. ⁵¹Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente.  o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne” (Jo 6.47-51). A outra verdade é que por ser algo tão simples, prático e acessível, o pão foi utilizado por Jesus no memorial da Nova Aliança, como sendo o seu corpo oferecido pelos nossos pecados. Relembrar o sacrifício de Jesus como provisão divina, a proposição de Deus para nossa salvação, pode ser feita quantas vezes desejarmos, na simplicidade de dois elementos facilmente acessíveis a todas as pessoas em todos os lugares do mundo. Pão e vinho (suco de uva), são elementos que despertam nossa fé, através da memória tátil, do sabor, cheiro, e tudo mais que se fazem presentes. A mesa era de madeira, revestida de ouro, mas os pães é que eram sagrados.

Senhor meu Deus e Pai, graças te rendemos e bendizemos o teu santo e poderoso nome, pela obra maravilhosa, perfeita e completa de Jesus lá na cruz. Jesus deu a sua vida de uma forma sacrificial, dolorosa em favor das nossas vidas, que são preciosas diante de ti. Todas as nossas necessidades foram perfeitamente supridas por tua graça e misericórdia. Receba a nossa gratidão e o nosso louvor, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Em Cima do Propiciatório

Meditação do dia: 24/10/2023

“Ali eu me encontrarei com você e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei com você a respeito de tudo o que eu lhe ordenar para os filhos de Israel.” (Ex 25.22)

Em Cima do Propiciatório – Esse lugar era muito especial, porque era o lugar da manifestação divina. Aquele conjunto de peças do mobiliário do Tabernáculo, representava a obra da redenção. Todo o relacionamento de Deus com o seu povo está baseado na redenção. A santidade de Deus encontra a verdadeira justiça satisfeita ali no lugar onde se faz a expiação dos pecados. Aquele sangue aspergido no propiciatório, entre aqueles Querubins, era a base da relação divina com a humanidade, era dali que Deus iria falar e tratar com Moisés que representava todo o povo de Israel. Buscamos perdão e restauração da comunhão Deus somente através de Jesus Cristo. Ali, Deus fala conosco; ali Deus intervém na vida da pessoa. Jesus morreu para fazer a correção da rota das vidas perdidas através do pecado. Havia todo aquele simbolismo, que representava a completa obra de Cristo na cruz; como não poderia ser feito por um único meio, uma única oferta e por uma única pessoa e de uma vez por todas, então todos os rituais se juntavam para dar a idéia completa. Só uma vez no ano alguém entraria ali e deveria ser alguém com autoridade e ministério dedicado a representar o povo, um intercessor, no caso, o Sumo Sacerdote. Ele primeiro cuidaria dos seus pecados e acertaria sua relação com Deus e devidamente aparamentado, com vestes apropriadas, os símbolos do sacerdócio, com as suas atribuições e responsabilidades, entraria até o santo dos santos para aspergir o sangue do sacrifício pelo perdão dos pecados do povo e da nação. Jesus fez isso, uma única vez, por seu ele o Cristo, o enviado de Deus e com todas as qualidades de um salvador verdadeiro. Esse lugar, agora, deve ser encontrado dentro dos corações arrependidos e dispostos a abandonar o pecado e encontrar com Deus e nele serem satisfeitos e completos. Esse tipo de entendimento, só o alcançamos em experiencias pessoais, de busca, contínua até o espirito humano alcançar esse estágio de se satisfazer com a presença divina. Intelectualmente não faz muito sentido e por mais que se tente entender, ainda assim, as verdades espirituais só podem serem acessadas pela fé e a nível de espírito. A pessoa tem que sair da zona comum, natural, onde todos os demais lidam; é mais profundo e para isso é preciso coragem e perseverança na busca.

Senhor Deus e Pai, obrigado por se revelar e nos dar a entender os teus planos e a tua vontade. Pela fé, podemos aproximar mais e mais das tuas promessas e dos teus propósitos. Pedimos ajuda do Espírito Santo para nos guiar por esse caminho de encontro ao Senhor. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Lugar de Encontro

Meditação do dia: 23/10/2023

“Ali eu me encontrarei com você e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei com você a respeito de tudo o que eu lhe ordenar para os filhos de Israel.” (Ex 25.22)

O Lugar de Encontro – Esse versículo é muito especial para mim, desde os tempos de seminário, por ocasião de uma conferencia de louvor e adoração promovida pelo seminário com Michael Piper, de Curitiba. Até então eu não tinha uma noção tão precisa sobre adoração, cantar cânticos novos, salmodiar e etc. Ele cantou esse verso e isso ficou gravado no meu coração e os anos só tornaram mais relevante a preciosidade da presença de Deus na vida devocional. O propiciatório é um local de perdão e graça, onde o sangue é aspergido e o perdão é outorgado ao pecador e assim a comunhão é restaurada, mantida e desenvolvida em níveis crescentes a cada dia. O que aquela arca e aquele propiciatório significavam na Velha Aliança e no relacionamento do povo de Deus com o culto e a adoração, isso tudo está disponível e de forma ainda mais viva na Nova Aliança, onde Jesus apresentou lá na cruz do Calvário, o seu precioso sacrifício, onde o seu sangue foi derramado em favor do perdão dos nossos pecados. O sacrifício não apenas perdoa e cancela os pecados, como restaura a comunhão entre o pecador e Deus, que está em busca de um relacionamento de amizade e companheirismo. O valor da redenção está na restauração de tudo aquilo que foi perdido ou comprometido pelo pecado. Além de trazer paz ao coração humano, vem também uma nova possibilidade de caminharem juntos, se relacionarem através de encontros significativos, onde Deus pode se manifestar em amor e graça, falar, instruir, governar e transformar a vida dos adoradores. Ali, entre os Querubins, era de onde emanava a presença de Deus no tabernáculo e para todo o acampamento.

Senhor, muito obrigado por sua manifestação de amor e graça através da propiciação que há no sangue de Jesus, que foi derramado por mim e por nós todos os pecadores, assim a nossa comunhão se torna possível por tua iniciativa. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Querubins

Meditação do dia: 22/10/2023

“Faça dois querubins de ouro batido, nas duas extremidades do propiciatório.” (Ex 25.18)

Os Querubins – Na confecção da Arca, um detalhe chama a atenção, pois no propiciatório, que seria a tampa da Arca, seria esculpido em ouro maciço e estariam posicionados nas extremidades do propiciatório, com as asas estendidas para frente, de modo que cobriam todo o propiciatório, encontrando-se as asas no centro. Já sabemos que Querubins, são anjos, ou classe de anjos, juntamente com Anjos, Arcanjos, Serafins e Querubins, pode ser que existam outras mais classes ou agrupamentos, que exercem funções distintas. Podemos ver isso numa citação de Paulo aos Colossenses: “Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Cl 1.16). Como nosso propósito é ganhar conhecimento que nos faça crescer e aproximar mais de Deus em qualidade de tempo devocional e meditação bíblica, não vamos nos ater a questões sobre os anjos; isso pode ser feito estudando algum tratado de teologia sobre Angelologia. Algumas pessoas as vezes questionam com  base nesse texto, que embora Deus tenha proibido fazer ídolos ou imagens para adoração, mas ordenou que se fizesse esses Querubins. É verdade que Deus proibiu confeccionar objetos e ídolos de quaisquer espécies ou semelhanças para fins de adoração. Aqui, não se trata de um objeto para veneração ou adoração, nem mesmo receber culto ou homenagens. Essa arca, ficava guardada no lugar chamado santíssimo ou santo dos santos, no interior do tabernáculo. Lá só o sumo sacerdote entrava, uma vez no ano, no dia da festa da expiação, quando ele aspergia o sangue do sacrifício anual por toda a nação. De alguma forma, o ministério dos Querubins está associado à obra de redenção que foi levada a efeito por Cristo através de sua vida, sua obra, ensinamentos, sua morte e ressurreição e ascensão de volta ao céu. Portanto, nos propomos a viver uma fé simples e obediente aos ensinamentos das Escrituras. O Tabernáculo, com tudo o que nele havia em termos de móveis, utensílios e seus rituais, representavam simbolicamente a obra completa de Cristo para a redenção; em sim, nada e nenhum deles eram adorados ou reverenciados em culto. Até onde entendemos as Escrituras, não veneramos objetos sagrados ou relíquias de quaisquer natureza. Ainda que o uso era muito especial e sagrado, ainda assim são objetos, artifícios fabricados e não possuem poderes ou atribuições místicas ou espirituais. Adoramos a Deus nas pessoas do Pai, do Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo como uma Trindade divina com triunidade de essência.

Pai, nós te amamos e te adoramos, agradecidos por nos acolher no amor do seu Filho Jesus Cristo que é igualmente Deus eterno e Todo Poderoso, enviado a esse mundo para ser o mediador entre Deus e os homens. Somos agradecidos por ele ter feito uma obra perfeita, completa e suficiente para a nossa salvação e ao retornar à casa do Pai, ele enviou o Espírito Santo para ficar conosco até o dia da sua volta para nos levar. Aguardamos em fé e alegria. Amém.

Pr Jason

Fazer Um Propiciatório

Meditação do dia: 21/10/2023

“Faça também um propiciatório de ouro puro, de um metro e dez de comprimento e sessenta e seis centímetros de largura.” (Ex 25.17)

Fazer Um Propiciatório – Tudo o que Deus nos pede ou ordena fazer, deve ser feito com muito prazer e também dentro dos padrões e exigências dele. Nada de fazer para Deus o “nosso melhor” do nosso jeito e das nossas conveniências. Para Deus, o melhor, sempre; e o melhor é do jeito dele. Já ouviram falar que quase sempre, a simplicidade é a maior sofisticação? Pois bem, Deus mostrou a Moisés o que era para fazer e como era para ser feito, não havia espaço para inovações, incrementos, melhorias ou adaptações. Do ponto de vista humano e artístico, não era nada tão diferente a ser feito. Em palavras simples, era uma caixa com certas medias e uma tampa; nada que um bom carpinteiro ou marceneiro não pudesse fazer; ou no caso deles ali, um artesão especializado em trabalho com madeiras. Aquele trabalho poderia ser muito interessante e prazeroso para o artista, porque se tratava de uma encomenda que depois de pronta seria utilizada na adoração a Deus e estaria entre as peças, utensílios e objetos mais sagrados do culto deles. Que trouxe o pedido, foi Moisés, o grande líder de seu povo e que gozava de um grande prestígio e respeito de todos e ainda mais que era uma encomenda feita para atender uma solicitação de Deus. Isso muda muito as coisas. Quem está por detrás das ordens que você e eu estamos executando e que dizemos que é a obra de Deus? É possível fazer coisas em nome de Deus, sem que nem ele mesmo saiba disso. “¹⁸Porque quem esteve no conselho do Senhor, e viu, e ouviu a sua palavra? Quem esteve atento à sua palavra e a ouviu? ²¹Não mandei esses profetas, mas eles foram correndo; não lhes falei, mas eles profetizaram. ²²Mas, se tivessem estado no meu conselho, teriam anunciado as minhas palavras ao meu povo e o teriam feito voltar do seu mau caminho e da maldade das suas ações.” (Jr 23.18,21,22). Estou pensando no fazer o que recebemos para fazer, como Deus espera que seja feito. Para aqueles artistas, era em certo sentido, apenas fazer uma caixa de madeira, talvez até, só mais uma caixa, com uma medida exata; depois de pronta, ela seria consagrada no tempo certo, na forma certa e então deixaria de ser apenas uma caixa, para ser a Arca da Aliança, onde estaria a presença de Deus e conteria dentro dela três coisas muito especiais para todos daquela nação: Um vaso com Maná, o pão que caia do céu todas as manhãs; a Vara de amendoeira, representando a tribo de Levi, como tribo sacerdotal e as duas tábuas da lei, pedras lavradas por Moisés em substituição das primeiras que foram quebradas e gravado nelas os mandamentos, pelo próprio Senhor Deus. Amados, é Deus quem transforma e faz as coisas e objetos terem sentido e representarem alguma coisa de valor. O poder, a honra, a glória, pertencem a Deus! Servi-lo é uma honra e alegria e devemos ter prazer em obedecer as instruções. Para a glória de Deus!!

Senhor, obrigado por compartilhar conosco, as oportunidades de fazer alguma coisa que possa servir e atingir propósitos eternos e vidas serem abençoadas, libertas, salvas e transformadas pelo teu poder. Fazer algo para Deus, o nosso Deus é motivo de satisfação e grande realização para nós, como teus filhos; somos gratos por isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Propiciatório

Meditação do dia: 20/10/2023

“Faça também um propiciatório de ouro puro, de um metro e dez de comprimento e sessenta e seis centímetros de largura.” (Ex 25.17)

O Propiciatório – Algumas palavras bíblicas são pouco utilizadas no contexto da vida cotidiana, com uso mais restrito às áreas de culto, fé e religiosidade. Uma delas essa que vamos trabalhar hoje. O propiciatório – literalmente era uma tampa, que cobria a Arca da Aliança, também chamada de Arca do Testemunho. Conforme descrito mais à frente, essa peça era maciça, de outro puro: “Fez também o propiciatório de ouro puro, de um metro e dez de comprimento e sessenta e seis centímetros de largura” (Ex 37.6). O nome dessa peça, que tinha uma função muito peculiar e importante, vem exatamente dessa utilidade, porque ali seria o lugar onde se faria a propiciação pelos pecados do povo. Um dicionário de língua portuguesa, trás a seguinte definição de propiciatório: “1. Templo, santuário ou lugar de amerceamento, de concessão de mercê. 2. Fórmula ou reza que torna um deus propício.” Simplificando: É um local onde se oferece algo para alcançar o favor ou o perdão de Deus. No culto a Deus praticado pelos israelitas daqueles tempos, eles ofereciam sacrifícios de animais, sobre um altar de bronze, que ficava na entrada do Tabernáculo. Havia uma festa anual, chamada de festa da Expiação; nesse dia, o sumo sacerdote, depois de oferecer sacrifícios pelos seus próprios pecados ele então entrava no lugar mais sagrado, o Santo dos Santos, onde ficava a Arca da Aliança e ali, naquele propiciatório, ele respingava do sangue do sacrifício pelos pecados da nação. Aquilo valia pela expiação ou cobrir, perdoar, os pecados da nação e tinha validade por um ano, até o próximo dia da Expiação. “⁷Mas, no segundo, o sumo sacerdote entra sozinho uma vez por ano, não sem sangue, que oferece por si e pelos pecados de ignorância do povo. ¹¹ Quando, porém, Cristo veio como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos humanas, quer dizer, não desta criação, ¹²e não pelo sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santuário, uma vez por todas, e obteve uma eterna redenção.” (Hb 9.7,11,12).

Agradecemos, Senhor, pelos ensinamentos da tua Palavra que nos permitem alcançar o teu favor e assim servos abençoados com os recursos que providenciastes para a nossa salvação. Te louvamos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason