Vestes Para Servir

Meditação do dia: 03/11/2023

“Diga também a todos os homens hábeis a quem enchi do espírito de sabedoria, que façam vestes para Arão para consagrá-lo, para que me sirva no ofício sacerdotal.” (Ex 28.3)

Vestes Para Servir – Estamos vendo algo que parece tão simples, tão trivial, que nem se dá tanta atenção, mas que Deus considera relevante: Roupas! Há um adágio ou ditado popular muito utilizado no Brasil, que diz: “O hábito não faz o monge!” é claro que a ambivalência da palavra “hábito” foi muito bem explorada, por se refere a costumes, práticas, afazeres etc. Mas também aquela roupa utilizada pelos monges se chama “hábito.” A moral da história é que não é por causa da roupa, da aparencia que se avalia a vida e o serviço da pessoa que a veste. Estamos vendo  com muita tristeza e indignação as ondas de violência e assaltos nas cidades, onde os meliantes se apresentam como entregadores de comida ou encomendas; em diversos setores de atividades as pessoas de má intenção se infiltram e se passam por participantes e frequentadores ou prestadores de serviço. Arão já servia a Deus. Ele era o auxiliar direto, chamado por Deus para ser o porta-voz de Moisés na interlocução com o Faraó, para a libertação do povo. Ele já exercia alguma liderança e sua influencia era positiva entre a comunidade de hebreus. Era dedicado e comprometido. Agora, Deus o está chamando para algo novo e diferente, onde ele seria separado para oficiar como Sumo Sacerdote da nação. Deixava o posto de serviço voluntário e assumiria o mais alto posto do ofício de culto, em caráter definitivo e hereditário. Olhando e comparando isso a nossa realidade como igreja, Corpo de Cristo presente aqui na terra para oficiar ao mundo, levando as boas novas do Evangelho de Cristo, fazemos isso basicamente pelo meio de transmissão através do discipulado. Passamos de uma geração para a outra, servindo inicialmente como voluntários e posteriormente somos chamados por Deus, reconhecidos pela igreja local e no meu caso, a denominação assume a responsabilidade da ordenação e credenciamento. Não seria aquelas vestes bonitas e bem trabalhadas que fariam de Arão um Sumo Sacerdote à altura das expectativas de Deus. As vestes seriam para serem usadas no serviço santo do Senhor, por uma pessoa consagrada, isso é, separada, especialmente para isso. Não é um terno e uma gravata que faz um pastor e não é a ausência desses itens que desqualifica, ou anula os atos. Quem é chamado deve se orgulhar e se alegrar desse privilégio, ao mesmo tempo que necessita agir no temor do Senhor e com a máxima reverencia e consideração para com a vocação espiritual. Todo grande privilégio, vem com uma grande responsabilidade. “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,” (Ef 4.11).

Senhor, Deus Todo Poderoso, nosso Salvador Jesus Cristo e o Espírito Santo, o Consolador, que a bondade de Deus nos mantenha vocacionados e aptos a servir com humildade e fidelidade diante de ti. Graças te damos pela capacitação e pela forma como preparas os nossos corações para o serviço. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Homens Hábeis

Meditação do dia: 02/11/2023

“Diga também a todos os homens hábeis a quem enchi do espírito de sabedoria, que façam vestes para Arão para consagrá-lo, para que me sirva no ofício sacerdotal.” (Ex 28.3)

Homens Hábeis – Todos nós provavelmente já ouvimos falar daquela história infantil, “O Patinho Feio.” O Patinho Feio é um conto de fadas do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, publicado pela primeira vez em 11 de Novembro de 1843; daqui a uns nove dias ele completa 180 anos. Essa história encanta gerações e suas aplicações morais continuam válidas. Aquele patinho se descobriu ao encontrar suas verdadeiras raízes e percebeu que não era nada feio, pois pertencia a uma outra categoria e vivera até então deslocado e onde não fazia muito sentido. Estou pensando aqui sobre os filhos de Deus, que após se converterem, se tornaram novas criaturas, com uma nova vida, um novo destino e novos propósitos de vida e para a vida. É importante a reafirmação dessa identidade espiritual para se encontrar de fato na verdadeira família da qual faz parte e onde se encaixa muito bem. “¹⁶O próprio Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus. ¹⁷E, se somos filhos, somos também herdeiros; herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, se com ele sofremos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.16,17). O Espírito Santo testemunha em nosso interior (nosso espírito) quem verdadeiramente somos; se somos isso, temos então todas as características inerentes a essa condição. Sou filho, então sou herdeiro! Nessa família de Deus todos são dotados de dons e habilidades, com as quais fomos criados para no devido tempo servirmos a Deus e ao próximo com esses dons e talentos. Olhemos esse paralelo na vida dos hebreus acampados ali no deserto do Sinai. Até poucos dias, eram escravos no Egito, uma grande massa de gente sobrevivendo e sem identidade. Agora, Deus os chama, organiza, distribui tarefas e responsabilidades e pede participação para construírem o Tabernáculo e todos podem participar. Hoje, estamos vendo que Deus ordenou que se fizessem roupas muito bonitas, bem feitas, cheias de detalhes e simbolismos que exigiam perícias e habilidades de verdadeiros artesãos e de diferentes ofícios. No texto Deus fala que é para convocar os homens hábeis, ou seja, essas pessoas já tinham capacidades e habilidades e agora estavam sendo revestidos de poder do Espirito de Deus para realizarem uma obra diferente das usuais, onde eles só precisavam das próprias habilidades. Cada cristão, cada membro de igreja tem alguma habilidade profissional ou artesanal, criatividade e deve fazer uso disso para levantar seu sustento e prover suas necessidades e de suas famílias. Quando Deus precisar de qualquer um deles, ele chama, capacita e enche com o Espírito Santo e dá sabedoria para fazer aquilo que essa pessoa precisa fazer. Alguém é chamado para ser professor(a), outra para ser médico, outro para ser enfermeiro(a), Engenheiro(a), Piloto, Administrador(a), Pastor(a), Mecânico, Pedreiro, Costureiro(a) Cozinheiro(a), etc… Cada um deve estar disponível para servir, mesmo não sendo sacerdote, ou ministro formal do Evangelho. É um erro agir como chamado é para ser pastor ou missionário e as outras coisas não são ministérios e não é serviço para Deus. O seu trabalho, a sua profissão é seu ministério primário!

Senhor, obrigado por realizar a tua obra através de homens e mulheres com um coração cheio de amor e zelo pelo Senhor em primeiro lugar. Servir com fidelidade e zelo é muito importante. Obrigado pelas vocações e pela disponibilidade para servir na tua causa. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Com Que Roupa?

Meditação do dia: 1º/11/2023

“Faça vestes sagradas para o seu irmão Arão, para que lhe deem glória e beleza.” (Ex 28.2)

Com Que Roupa? – Não quero nem pensar em mexer nesse vespeiro social que é falar sobre roupas e com que roupa que eu vou, como diz a turma da moda! Mas temos que convir que o vestuário é um importante elemento social que expressa muita coisa, para todos os lados que pudermos imaginar. É de peso forte no mercado e na economia de qualquer povo; é elemento que expressa a beleza cultural, a fé, a religião. Ela demonstra graus e níveis sociais, e temos vestes para todas as ocasiões, situações e ambientes. Vai do básico ao sofisticado! Aqueles sacerdotes do povo israelita, iriam ocupar funções de muita relevância e possuiriam posições de destaque, poder, autoridade e prestígio, afinal eles eram os representantes espirituais do culto ao Deus Todo Poderoso. Se oculto era o centro da vida da nação, quem oficiava nesses rituais, estava sim em posição de relevância. Por isso mesmo, Deus mostrou e normatizou as indumentárias sacerdotais de forma que representavam aquilo que Deus entendia que deveria ser. Como todas as coisas, as peças, utensílios, rituais e tudo mais tinham significados espirituais através da simbologia que apontava para o sacrifício definitivo que um dia Cristo faria. Eles eram representantes de um legítimo e verdadeiro sacerdote, que ofereceria o verdadeiro sacrifício, completo, perfeito, único e para sempre. Como o Messias, que um dia haveria de vir, seria um sacerdote, um profeta e um rei, ocupando em si mesmo todos os ofícios que a redenção revelaria ao seu povo. “¹³e, no meio dos candelabros, um semelhante a um filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com um cinto de ouro. ¹⁴A cabeça e os cabelos dele eram brancos como alva lã, como neve. Os olhos eram como chama de fogo. ¹⁵Os seus pés eram semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha. A voz era como som de muitas águas. ¹⁶Na mão direita ele tinha sete estrelas, e da sua boca saía uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força” (Ap 1.13-16). Em se tratando de vestes, elas quando citadas nas Escrituras de forma simbólica ou numa aplicação espiritual, elas significam um estilo, padrão de vida, comportamento, moral e caráter de quem as usa. “⁷Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque chegou a hora das bodas do Cordeiro, e a noiva dele já se preparou. ⁸A ela foi permitido vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro.” Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos” (Ap 19.7,8). Temos uma citação de uma visão profética, onde o sacerdote se apresentava com vestes sujas, isso claro, jamais poderia acontecer no exercício do serviço a Deus, pois revela também traços do caráter de Deus, o culto à Deus revela a sua glória, grandeza, poder e santidade e seus sacerdotes e ministros são a prova e a evidencia física e visível dessa realidade espiritual. Isso se tratava de mostrar como estava a verdadeira vida espiritual daquela nação e como estava o culto na vida daquelas pessoas. “Ora, Josué estava diante do Anjo vestido com roupas muito sujas” (Zc 3.3). Recomendo a leitura desse capítulo de Zacarias, porque tem uma mensagem para quem se vê como sacerdote e ministro de Deus, mesmo nos termos da Nova Aliança.

Senhor, obrigado por providenciar vestes apropriadas para os teus servos, que ministram diante de ti, mas também te representam diante dos homens e da sociedade. Queremos estar à altura de servir o Todo Poderoso, graças a redenção que há em Cristo Jesus, disponível a cada um de nós. No nome poderoso de Jesus, oramos em fé; Amém!

Pr Jason

(Correção: A referência bíblica da meditação de ontem 31/10/2023 é Ex 28.1)

Vocação Sacerdotal

Meditação do dia: 31/10/2023

“Traga para junto de você, do meio dos filhos de Israel, o seu irmão Arão e os filhos dele, para que me sirvam como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.” (Ex 27.20,21)

Vocação Sacerdotal – Vamos meditar hoje sobre servir a Deus em uma função especial e específica. Posso, até certo ponto falar sobre isso com alguma propriedade, porque sou um ministro ordenado oficialmente, dentro de uma denominação tradicional e reconhecidamente respeitada no cenário evangélico no Brasil e no mundo. Estou servindo numa função pastoral desde 1985, são trinta e oito anos de vida ministerial de tempo integral. Mas não é sobre isso, ou sobre mim que pretendo escrever. No texto que apreciamos hoje, Moisés, no exercício da liderança do povo hebreu, na jornada em direção à sua Terra Prometida, está ordenando as coisas, em todos os níveis e esferas de administração, porque aquele povo, não estava e nem estivera organizado como uma nação. A liderança exercida até então era informal e tribal; os líderes das principais famílias, se reuniam e decidiam as questões e orientavam nas tomadas de decisões. Agora eles estavam sendo preparados para serem uma nação organizada, com as instituições e aparatos próprios de estado. O culto e as suas ritualidades também estavam sendo organizadas e formalizadas. Deus ordena a Moisés a separar a Arão e a seus quatro filhos, para exercerem a liderança espiritual, como sacerdotes principais do culto a Deus e expandirem o conhecimento e as práticas de fé para todos eles. Primeira lição que aprendemos é que Deus levanta os seus ministros, os vocacionados, de dentro do próprio povo. Onde há uma necessidade, ali também tem a solução. Uma segunda lição é que a escolha é de Deus, ele é quem chama quem ele entende que deve ocupar alguma função ministerial. Tanto Moisés, quanto Arão e vários outros, inclusive da mesma tribo de Levi, já serviam e trabalhavam fazendo serviços e ocupando funções, até que Deus disse especificamente: Separe Arão e seus filhos, Nadabe, Abiú, Eleazer e Itamar para oficiarem como sacerdotes. Uma necessidade não constitui uma chamada! Não é porque está faltando alguém aqui ou ali, que isso signifique que uma pessoa deva ser ordenada ou colocada ali e Deus está validando aquilo. Ministério é um pouco mais sério e solene do isso.

Senhor, obrigado pela chamada e a vocação para cada pessoa e para cada função na tua seara. Precisamos ouvir a tua instrução e trabalhar bem o preparo para que as pessoas possam cumprir com alegria e capacidade o chamado que veio do Senhor. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Lâmpada Acesa Continuamente

Meditação do dia: 30/10/2023

“²⁰Ordene aos filhos de Israel que tragam a você azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente. ²¹Na tenda do encontro fora do véu, que está diante da arca do testemunho, Arão e seus filhos a conservarão em ordem, desde a tarde até pela manhã, diante do Senhor. Este será um estatuto perpétuo entre os filhos de Israel de geração em geração.” (Ex 27.20,21)

Lâmpada Acesa Continuamente – Percebemos que muitas coisas ordenadas por Deus para que Moisés instruísse os filhos de Israel a fazerem, tinha caráter permanente, no sentido mais literal possível; aqui também, a lâmpada deveria ser abastecida e o suprimento ser provisionado para que nunca faltasse e ela pudesse ser mantida acesa conforme os preceitos do ritual, de geração em geração. Podemos imaginar, que a inauguração desse tabernáculo se deu no segundo ano da saída do Egito; sendo assim, uma criança que nascera ali no deserto nos dias da inauguração, quando eles entraram em Canaã, essa pessoa já tinha trinta e oito anos de idade e viu aquilo acontecer e se repetir todos os dias de sua vida e aquilo seria ensinado e passado para seus filhos e os filhos de seus filhos em uma sucessão interminável. Isso exige fé, obediência, determinação, superação de obstáculos, ser criativo em tempos de crises e dificuldades. Constantemente assistimos na TV programas e reportagens sobre algumas festividades religiosas que já tem mais de duzentos anos e a uma força muito grande das tradições familiares para preservar e perpetuar tais práticas. Dentro das famílias, existe uma força muito forte capaz de manter acesa uma chama e perpetua-la, desde que certos princípios não sejam violados. Foi o que Deus ensinou aos povos antigos e muitas dessas verdades foram registradas nas Sagradas Escrituras transmitidas ao antigo povo de Israel. Celebrar com festas as grandes marcas e conquistas, ensinando aos filhos e ajudando-os a repetirem os atos e passa-los adiante de geração em geração. Agora, por exemplo, no nosso presente, estamos vivenciando uma fase crítica da sociedade e da civilização humana, onde alguns alcançaram um bom progresso e desenvolvimento e outros vivem ao lado disso, numa ilusão de que alcançaram uma iluminação tal que têm todas as respostas. Com esse orgulho e arrogância social, os princípios divinos, morais e sociais que são fundamentos firmes para o bem da humanidade, são assolados por ventos de vaidades destruidoras. Em todo o globo, é muito pequeno o índice de natalidade, consequentemente, a população envelhecida ficou maior que a proporção mais jovem e em idade produtiva, com sistemas de sustento dessa massa idosa provida pela ala produtiva, que não atende mais a demanda. Até os cristãos estão se omitindo de casarem e terem filhos para alimentar uma vaidade mundana e contrária a mentalidade do Reino de Deus. Há famílias cristãs com três filhos adultos ou mais e que não terão uma terceira geração, porque nenhum desses filhos produziu filhos e nem os quer! Certamente também, não verão a bênção de Deus passando de geração em geração. Ainda que simbólica, mas a luz não poderia ser extinta, teria que haver provisão para jamais faltar unção. Que Deus tenha misericórdia de nós e das próximas gerações.

Senhor, nos apresentamos diante de Deus, conscientes de que as coisas não estão caminhando na direção da obediência à tua vontade revelada nas Escrituras. Queremos um avivamento e isso deve nos levar a voltar aos princípios que fundamentam os teus planos de geração em geração. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Altar de Bronze

Meditação do dia: 29/10/2023

“¹Faça também o altar de madeira de acácia. Seu comprimento será de dois metros e vinte e a largura será de dois metros e vinte; o altar será quadrado. A altura será de um metro e trinta.²Nos quatro cantos coloque quatro chifres, os quais formarão uma só peça com o altar, que deverá ser revestido de bronze.” (Ex 27.1,2)

O Altar de Bronze – O Tabernáculo ocupava o centro do acampamento israelita no deserto durante as suas peregrinações, até quando chegaram em Canaã. As doze tribos se organizaram em função da posição do tabernáculo. O culto a Deus era o centro da vida daquele povo. Eles foram escolhidos e separados dos demais povos para representarem os propósitos de Deus para todas as famílias da terra. O conhecimento de Deus deveria ser disseminado através deles e assim Deus seria amado, conhecido, adorado e servido em toda parte. Entre as peças do serviço de culto, estava esse altar, que ficou sendo conhecido como o “altar de bronze;” porque era na verdade a aparência visível dele para o povo. Ele era confeccionado de madeira de acácia, uma árvore de porte não muito grande e muito resistente e de qualidade nobre. O altar seria revestido de bronze e esse metal aparece na Bíblia quando em sentido figurado, ele representa “juízo,” ou seja ali se recai o julgamento de uma pessoa. O pecador ao reconhecer seu pecado diante de Deus, o confessava e oferecia um sacrifício de algum animal, que o substituía, assumindo o seu lugar e a sua culpa, recebendo a condenação ou a sentença do julgamento. Sendo assim, aquele altar era então o lugar da manifestação da misericórdia divina para com o pecador. O  condenado era substituído e a vítima era então totalmente queimada e consumida naquele altar; esse é o sentido da palavra “holocausto.” Por causa desse significação tão especial, veio um costume em Israel de uma pessoa culpada de algo grave, como poderia ser condenado à pena capital, ela corria para o altar de bronze e se agarrava nesses pontas do altar, que eram utilizadas para amarrar os sacrifícios quando eram muitos a serem queimado simultaneamente. O ato de se agarrar ao altar de bronze era um pedido de clemencia, de misericórdia e ele poderia ser atendido, e as vezes não, dependendo  da gravidade de sua conduta. “⁵⁰Porém Adonias, temendo Salomão, levantou-se, foi e pegou nas pontas do altar. ⁵¹Então alguém foi dizer a Salomão: Eis que Adonias tem medo do rei Salomão, porque pega nas pontas do altar, dizendo: “Que o rei Salomão me jure hoje que não matará este seu servo à espada.” ⁵²Salomão respondeu: Se for homem de bem, nem um de seus cabelos cairá no chão. Mas se fizer alguma maldade, morrerá” (1 Rs 1.50-52). Depois desse meio irmão do rei Salomão ter passado por essa situação, o ex-general do exército de Israel, com muitos crimes e desobediências de grande gravidade, também usou esse artifício. “Quando esta notícia chegou a Joabe porque Joabe tinha se desviado para seguir Adonias, embora não tivesse se desviado para seguir Absalão, ele fugiu para o tabernáculo do Senhor e pegou nas pontas do altar.” (1 Rs 2.28). Esse altar, compõe o conjunto de peças que atribuem significados à determinados aspectos da obra da redenção realizada por Jesus Cristo lá na cruz ao morrer em substituição ao pecador que se arrepende. A morte de Cristo na cruz é suficiente para substituir o pecador arrependido que corre para Deus pedindo misericórdia e perdão. Aquele ato de desespero de correr e se apegar ao altar, é simbolicamente substituído pela ação de se aproximar de Deus com humildade, contrição e legítimo arrependimento por seus pecados e receber os benefícios oferecidos pela morte substitutiva de Cristo na cruz. Isso é o significado da expressão, “sacrifício ou morte vicária de Cristo.” O profeta Isaías disse profeticamente e o Apóstolo Pedro aplicou a profecia na Nova Aliança: “⁴Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. ⁵Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. ⁶Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Is 53.4-6). Pedro colocou nos seguintes termos: “carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele vocês foram sarados” (1 Pe 2.24). Precisamos do altar de bronze e seu significado atuando em nossas vidas.

Senhor, agradeço pela morte de Jesus Cristo lá na cruz do Calvário em substituição à minha vida, que estava perdida, pelos meus pecados e ali as minhas culpas foram removidas, me dando a possibilidade de ter comunhão e ser aceito diante de Deus. Agradeço, louvo e bendigo ao Senhor meu Deus. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Seguir O Modelo Que Foi Mostado

Meditação do dia: 28/10/2023

“Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que foi mostrado a você no monte.” (Ex 25.31,32)

Seguir o Modelo Que Foi Mostrado – São poucas palavras, mas uma recomendação de muito peso e responsabilidade para quem recebeu, no caso específico aqui, foi Moisés. Era para ele faz tudo e todas as peças conforme o modelo que lhe mostrado por Deus lá no monte. Isso me faz refletir sobre o propósito das revelações divinas. Daí vem o princípio que nos ensina que não se deve buscar uma experiencia pela experiencia em si, mas para cumprir um propósito divino. Fui agraciado pelo Senhor Jesus com um dom ou talento para o ensino e isso me leva a estar continuamente buscando aprender, observar, examinar e rever conceitos, porque nem sempre captamos tudo da primeira vez e em alguns casos, não há uma segunda vez. Moisés subiu ao monte a convite, ou se preferir por convocação compulsória de Deus. Lá em cima, ele viu e ouvir coisas que provavelmente ele não escreveu ou relatou tudo que viu e ouvir; ele pode ter experimentado coisas de uma dimensão e um ponto de vista que nenhum outro ser humano experimentou, nem antes e nem depois dele. Adão teve experiencias que certamente ninguém mais teve. Enoque, aquele que foi trasladado vivo para a presença de Deus, também é único nas Escrituras. Noé, igualmente foi agraciado com experiencias e um relacionamento único e que não se repetirá mais. Abraão, Isaque, Agar, Jacó, Moisés, Josué, Elias, e …. qual é a minha marca? Qual é a sua, a nossa experiencia que nos torna únicos? Também tem as responsabilidades pelo que experimentamos: Deus disse a Moisés para fazer tudo conforme o modelo que lhe fora mostrado lá no monte. Não era para ele apenas ver, admirar, escrever sobre, publicar no Youtube da época… ele tinha a responsabilidade de fazer aqui na terra, um outro, exatamente igual ao que ele viu e não era ele mesmo que confeccionaria as peças. Isso envolve delegação de tarefas e oportunidades para mais pessoas participarem da revelação divina. Nem sempre a visão e a missão que Deus nos dá ou nos mostra é para ser feito por nós em carreira solo. Treinar, capacitar, supervisionar outras pessoas, pode ser o grande teste da fidelidade e capacitação divina para sua obra. Quanto recebemos uma tarefa e não temos as habilidades e competências necessárias, então é preciso buscar no discipulado, nas parcerias. Assim como fui chamado, outras pessoas também o foram! Cada um a seu modo, a seu tempo e à sua vez!

Pai celestial, a nossa gratidão ao Senhor e por tudo que nos tens confiado! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Candelabro

Meditação do dia: 27/10/2023

“³¹Faça também um candelabro de ouro puro; de ouro batido deverá ser feito este candelabro. O seu pedestal, a sua haste, os seus cálices, as suas maçanetas e as suas flores formarão com ele uma só peça. ³²Seis hastes sairão dos lados do candelabro: três de um lado e três do outro.” (Ex 25.31,32)

O Candelabro – Também conhecido como “Menorah,” esse candelabro, ou luminária, juntamente com a estrela de Davi, aquela estrela de seis pontas, são os símbolos mais conhecidas da fé judaica e hoje são símbolos do Estado de Israel. Ele ficava no lugar santo e iluminava o ambiente e seguindo as prescrições dadas à Moisés, ele era aceso antes de escurecer e só era apagado depois do sol raiar. Uma alusão a presença de Deus como luz para o seu povo e posteriormente, na Nova Aliança, Jesus assumiu esse papel ao se colocar como a luz do mundo. “De novo, Jesus lhes falou, dizendo: Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8.12). Com base na identidade de corpo que os cristãos assumem no ministrar ao mundo, através do testemunho, recebemos também o importante papel de sermos luz. “¹⁴Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte. ¹⁵Nem se acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto, mas num lugar adequado onde ilumina bem todos os que estão na casa. ¹⁶Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus” (Mt 5.14-16). Precisamos crescer no conhecimento daquilo para o qual fomos chamados a servir, pois caso contrário, o nanismo espiritual fará que as pessoas se convertam e se apeguem egoisticamente em sua própria experiencia de salvação e não queiram crescer e se desenvolver; nossa vocação vai bem mais além de simplesmente sermos salvos e perdoados; depois de salvos, somos também comissionados a fazermos discípulos através de uma vida de serviço e testemunho, disseminando a luz do evangelho através de vidas transformadas. “para que sejam irrepreensíveis e puros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual vocês brilham como luzeiros no mundo” (Fp 2.15).

Senhor, obrigado por ser a luz do mundo para que os que te seguem não andem em trevas; somos abençoados com a luz da tua glória. Agradecemos pelo convite e missão de servir como luz a esse mundo conturbado e entenebrecido pelo pecado. Nossa gratidão e louvor a Deus Pai, ao Senhor Jesus e ao Espírito Santo, que nos guia todos os dias para o caminho da vida. Amém.

Pr Jason

Diante de Deus Perpetuamente

Meditação do dia: 26/10/2023

“²³Faça também uma mesa de madeira de acácia. Terá o comprimento de oitenta e oito centímetros, a largura de quarenta e quatro e a altura de sessenta e seis. ³⁰Ponha sobre a mesa os pães da proposição diante de mim perpetuamente.” (Ex 25.23,30)

Diante de Deus Perpetuamente – Perpetuamente é muito tempo! Receber uma ordem direta de Deus para fazer algo perpetuamente, deve conduzir à reflexão e estabelecer os meios de cumprir tal ordem. Sendo assim, já se sabe que será preciso alargar os conceitos arraigados na mente e os muitos aspectos culturais de como se lida com o fator tempo. Um adorador do Deus Criador, como é o nosso caso, já sabemos de cor e salteado que ele não nos dá ordens impossíveis de serem cumpridas. Em seguida, sabemos que sempre que vem uma ordem, também vem a capacidade e os recursos para que se possa executar a tal ordem. No exercício da mordomia cristã, é patente que cabe ao Senhor, fornecer e prover todos os recursos para os seus servos fazerem o que lhes é ordenado, é responsabilidade do Senhor e ele jamais deixou de ser competente e fiel. Também o servo sabe que é sua responsabilidade confiar no caráter do seu Senhor e assim estar disponível para servir. Lembrem-se: “A obra de Deus, feita da maneira de Deus, sempre terá o sustento de Deus!” voltando ao tema da perpetuidade da tarefa, fica claro, que servimos a um Deus que é geracional, ou seja, ele lida com gerações, é o autor dessa idéia e cuida para elas se sucedam e uma geração é responsável pela próxima geração, preparando as bases para que cada nova geração edifique sobre o que os antepassados conquistaram e consolidaram e assim, vamos de geração em geração. Viver, pensar e trabalhar para consumir tudo o que se produz consigo mesmo, alegando que tudo acaba quando a pessoa morre, já se sabe que isso é idéia de quem não tem vida eterna e não tem propósito na vida, assim a vida de tal pessoa se resume no físico e material. Olha o que diz a idéia cristã: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo” (1 Co 15.19). Além de viver e pensar geracionalmente, o cristão precisa se responsabilizar por sua vida prática de fé e pelo treinamento correto e adequado de seus filhos e descendentes, quer naturais, quer adotados no caso de pais espirituais. Todos precisam deixar um legado firme e certo de que a vontade de Deus permaneça sendo feita geração após geração e que o tempo e a modernidade e as novas tendências não mudem aquilo que Deus disse que é para ser feito perpetuamente. Que tipo de compromisso é exigido para que algo assim não caia no esquecimento? Estamos falando da nossa fé, da nossa vida devocional, da nossa responsabilidade de ensinar o que acreditamos e discipular as nossas gerações. Isso não pode ser relegado apenas para os “profissionais da fé,” como pastores, obreiros e pessoas vocacionadas para o ministério cristão. Todos foram criados com capacidade e potencial de reproduzir segundo a sua espécie e todos podem passar adiante o que acredita e o que lhe interessa e importa. Fazer doze pães, expô-los diante de Deus e trocar a cada sete dias, todos os sábados eternamente… se temos que fazer, vamos nos preparar para fazer e fazer de fato e preparar a próxima geração para fazer e fazer e fazer… Isso é um desafio para você?

Pai, estou sendo desafiado a repensar a minha fé e os meus valores; será necessário rever conceitos e tomar novas medidas, mas eu acredito na tua graça e capacidade de nos habilitar a te servir de fato e de verdade, de geração em geração; essa não é uma ordem impossível de ser praticada. Acrescenta-nos a fé em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Mesa e os Pães da Proposição

Meditação do dia: 25/10/2023

“²³Faça também uma mesa de madeira de acácia. Terá o comprimento de oitenta e oito centímetros, a largura de quarenta e quatro e a altura de sessenta e seis. ³⁰Ponha sobre a mesa os pães da proposição diante de mim perpetuamente.” (Ex 25.23,30)

A Mesa e os Pães da Proposição – Pães sobre uma mesa é uma cena comum em praticamente qualquer casa, com raríssimas exceções. O pão é um alimento universal, em toda e qualquer cultura, povo e nação existem pães. Diga-se lá de passagem, não tem como não gostar de pão. Modifica-se os hábitos, as receitas, os ingredientes, mas desde os mais sofisticados até os mais simples, ele é sempre bem-vindo. Também o pão está incluso nos aspectos de praticamente todas as religiões e práticas de fé; mesmo para quem não curte fé e se diz agnóstico, ateu ou nenhuma coisa ou outra, o pão também é bem vindo, sendo sagrado ou secular, ele está presente na vida de todos nós. Quando Moisés transmitiu as leis e os mandamentos a serem observados pelos antigos israelitas, o pão estava inserido nos rituais e de forma muito marcante. Aqui, vemos na confecção dos utensílios, havia uma mesa feita com madeira de qualidade, revestida de ouro e preparada para ser transportada com solenidade e respeito. Sobre ela seria colocados os pães da proposição. Literalmente a tradução do hebraico, significa, “Pães da Presença,” pois eles eram expostos nessa mesa de ouro que ficava na parte interna do tabernáculo, ou lugar santo, considerando que estavam expostos diante da presença, ou da face de Deus. Eram doze pães colocados em duas fileiras, algumas versões diz duas pilhas, pessoalmente prefiro a expressão fileiras. Feitos com medias e pesos estritamente regulamentos e eram substituídos à cada sábado. Após a troca, poderiam ser comidos pelos sacerdotes e suas famílias. O fato de estarem permanentemente expostos diante de Deus, significava a provisão divina para sustento do seu povo. Duas verdades que eu gosto muito, admiro nos registros bíblicos, é que Jesus se apresentou como sendo o verdadeiro pão da vida, em substituição ao Maná, que fora dado por Deus aos israelitas no deserto, por quarenta anos e ele agora dava vida eterna e abundante. “⁴⁷Em verdade, em verdade lhes digo: quem crê em mim tem a vida eterna. ⁴⁸Eu sou o pão da vida. ⁴⁹Os pais de vocês comeram o maná no deserto e morreram. ⁵⁰Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. ⁵¹Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente.  o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne” (Jo 6.47-51). A outra verdade é que por ser algo tão simples, prático e acessível, o pão foi utilizado por Jesus no memorial da Nova Aliança, como sendo o seu corpo oferecido pelos nossos pecados. Relembrar o sacrifício de Jesus como provisão divina, a proposição de Deus para nossa salvação, pode ser feita quantas vezes desejarmos, na simplicidade de dois elementos facilmente acessíveis a todas as pessoas em todos os lugares do mundo. Pão e vinho (suco de uva), são elementos que despertam nossa fé, através da memória tátil, do sabor, cheiro, e tudo mais que se fazem presentes. A mesa era de madeira, revestida de ouro, mas os pães é que eram sagrados.

Senhor meu Deus e Pai, graças te rendemos e bendizemos o teu santo e poderoso nome, pela obra maravilhosa, perfeita e completa de Jesus lá na cruz. Jesus deu a sua vida de uma forma sacrificial, dolorosa em favor das nossas vidas, que são preciosas diante de ti. Todas as nossas necessidades foram perfeitamente supridas por tua graça e misericórdia. Receba a nossa gratidão e o nosso louvor, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason