A Grande Pergunda

Meditação do dia: 17/12/2023

“Depois, Moisés perguntou a Arão: O que foi que esse povo fez a você, para que você trouxesse sobre ele tão grande pecado?” (Ex 32.21)

A Grande Pergunta – Nossa herança cultural vem de tempos variados, remotos, distantes, não tão distantes, regionalizados, nacionalizados, etmologicamente radical e até mesmo derivando de expressões descontextualizados. Exemplo disso são expressões brasileiras e suas origens: “Pé-de-Moleque” – um doce de amendoim caramelizado muito apreciado. Tem duas possibilidades: A primeira é que os moleques (meninos) andavam descalço e os pés ficavam grossos e duros; isso até parecia com o doce. A segunda é que a mulher fazia o doce é colocava na janela para esfriar e o moleque vinha e roubava pelo lado de fora; quando flagrado, ela gritava com ele: “Pede, moleque!” Outra expressão das antigas é distorção de quem ouviu e reproduziu. Alguém disse: “Corro, de burro quando foge.” (pela dificuldade de captura-lo). Alguém reproduziu dizendo: “Cor de burro quando foge.” (Aspecto que denuncia que fez algo errado). Estou escrevendo isso, para fazer uso de uma expressão dos velhos tempos dos “goianos brabos,” onde se dizia: “Atira primeiro, pergunta depois!” Foi esse o primeiro sentido do texto e contexto dessas ações, lá no arraial dos israelitas ao pé do Monte Sinai. Moisés desceu do monte e ao ver aquelas cenas aviltantes e pecaminosas do povo em orgias cerimoniais em volta de um bezerro de ouro fundido e sendo adorado, ele ficou muito bravo e despedaçou o objeto de veneração, derreteu o no fogo, transformou em pó, espalhou isso nas águas e fê-los beber. Só então ele falou alguma coisa como alguém, no caso com Arão, o cabeça do movimento. Arão certamente ao ver o irmão, manso como um cordeiro, completamente ensandecido, quebrando tudo e fuzilando qualquer um com um olhar implacável – deve ter ficado em estado catatônico e paralisado, sem ação, sem resposta e nem mesmo condição de reagir e tentar salvar alguma coisa ou explicar qualquer coisa que fizesse algum sentido. A pergunta de Moisés o apanhou de surpresa, de modo que a sua resposta nem faz muito sentido, nem mesmo como uma desculpa ou justificativa. “O que foi que esse povo fez a você, para que você trouxesse sobre ele tão grande pecado?” Claro que não iremos desculpar Arão por sua conduta, mas não podemos deixa-lo sozinho nessa fogueira, porque de vez em quando cometemos erros grotescos que nos envergonhamos depois só de lembrar: “Como é que fiz uma coisa dessas!?” Vez ou outra somos surpreendidos pela mídia mostrando um absurdo cometido por alguém com luz suficiente para estar longe daquele tipo de situação. Então percebemos que de fato somos humanos e isso precisa ser levado em conta, tanto pela fragilidade, como pela capacidade de superação. O homem pode ir de um extremo a outro em um espaço pequeno de tempo. Espiritualmente, isso nos alerta, a ficarmos espertos, alertas e vigiar, porque ninguém está isento.

Senhor, pedimos graça e misericórdia! A vitória conquistada ontem foi uma bênção, mas já ficou no passado; hoje é um novo dia e uma nova oportunidade, tanto para consolidar a posição de bênção, quando para caírmos em abismos de insensatez e ter que recomeçar tudo de novo. Obrigado pelo perdão e restauração que há disponível em Cristo Jesus, em nome de quem oramos, amém.

Pr Jason

Bezerro em Pó

Meditação do dia: 16/12/2023

“E, pegando o bezerro que tinham feito, queimou-o e o reduziu a pó, que espalhou sobre a água, e deu de beber aos filhos de Israel.” (Ex 32.20)

Bezerro em Pó – Moisés apresenta aqui uma boa maneira de exterminar com o erro, o pecado e a deslealdade a Deus. A complacência com o erro e o respeito humano diante do erro, para manter as aparências e sociabilidade não pode ser tolerada diante da heresia, da corrupção e das más práticas religiosas dissimuladas de culto a Deus. A indignação de Moisés, o fez agir rápida e corretamente para corrigir toda aquela conduta nefasta liderada por nada menos que Arão, seu irmão e o líder da adoração ao verdadeiro Deus. Situações extremas exigem medidas extremas e para isso requer-se homens de fibra, valor e coragem para fazer a história e não procrastinar, jogando com as possibilidades de que o tempo cuidará do caso. Ele agiu imediatamente, destruindo o bezerro de ouro, dissolvendo-o no fogo e transformando em pó que adicionou nas águas e fez as pessoas beberem. Alguém pode dizer que isso foi um exagero, ditadura, forçar a barra e agir impulsivamente, sem nem mesmo ouvir as explicações das pessoas envolvidas. Quando se viola princípios conhecidos e nos quais deveriam fundamentar e observar a ação de Deus, não se apresenta oportunidade de explicar o inexplicável. Uma vez que desejavam saciarem-se com aquele culto pagão e abominável diante de Deus, nada mais justo do que beberem o objeto de sua adoração. Uma das razões porque a idolatria é tão abominável diante de Deus é que ela se aproveita de dádivas não suas; rouba a glória que legitimamente pertence ao Deus Criador e aquele que sustenta todas as coisas. Isso é absorvido pelo culto idólatra como se aqueles objetos tivessem produzido ou ajudado em alguma coisa. O ouro e as joias preciosas que Deus proveu para os hebreus como indenização pelos anos de trabalho escravo e que na saída do Egito pelos feitos poderosos de Deus, eles alcançaram graça diante dos habitantes e senhores egípcios e receberam aquilo para construírem suas vidas; agora eles utilizaram aquilo para fabricarem um ídolo e prostrarem-se diante dele e lhe atribuírem a libertação do cativeiro. Deus, o nosso Deus, abençoa a todos indistintamente, concedendo tempos bons e propícios onde as pessoas produzem riquezas e bens e depois utilizam esses recursos e bênçãos para celebrarem a deuses de mentira e ídolos abomináveis, a quem atribuem as bênçãos e os favores que receberam. “Eu sou o Senhor: este é o meu nome. Não darei a mais ninguém a minha glória, nem a minha honra, às imagens de escultura.” (Is 42.8).

Senhor, nós te adoramos hoje e sempre, agradecidos pela obra completa e perfeita de Jesus Cristo lá na cruz, onde o preço foi pago e a tua justiça se deu por satisfeita; agora podemos ter aceso à tua presença e podemos fazer parte da tua família. Louvado seja o teu santo nome. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés Quebrou as Tábuas

Meditação do dia: 15/12/2023

“Logo que se aproximou do arraial e viu o bezerro e as danças, Moisés ficou muito irado. Arremessou as tábuas de pedra das suas mãos e quebrou-as ao pé do monte.” (Ex 32.19)

Moisés Quebrou as Tábuas – Existem tantas oportunidades e pautas que se pode levantar dessa passagem, que por mais que escrevêssemos, dificilmente conseguiríamos esvaziá-la. Imaginemos o valor daquelas tábuas, esculpidas e lavradas por Deus! Imaginemos o valor da procedência do presente ou legado delas? Pensemos no poder da influência delas – Será que teriam algum poder em si mesmas? Será que poderiam ser utilizadas para outras aplicações? – o valor histórico. Sabemos e ensinamos que em termos doutrinários, não existe a expressão: “SE!” Se isso fosse assim – se aquilo fosse – se … Se eles existissem até hoje… a verdade é que elas não duraram muito tempo. Moisés, as quebrou ao chegar ao arraial e nem mesmo elas foram apresentadas ao povo. Quando Moisés chegou e viu no centro das atenções um bezerro de ouro e as celebrações com cânticos e muita alegria, ele saiu da casinha, como dizemos atualmente! Ele ficou bem mais do que indignado, ele ficou irado! Vamos pensar aqui, em situações que nos despertam a ira, à tal ponto de jogar no chão, o que tivermos nas mãos – O que nos deixariam transtornados à tal ponto de perdermos a compostura? Eu, Jason, tenho temperado forte, sou genioso e sou um tanto implacável se as coisas forem longe demais. No tempo da inexperiência e imaturidade, eu mesmo me considerava uma “panela de pressão!” Agora Moisés era considerado uma pessoa muito mansa! “Moisés era um homem muito manso, mais do que qualquer outro sobre a terra” (Nm 12.3). Estamos falando desse homem, com essas características e mesmo assim, a temperatura subiu e ele explodiu! Ele jogou as tábuas sagradas, recebidas das mãos de Deus. Ele estiveram quarenta dias e noites na presença de Deus, trabalhando, estudando, aprendendo, recebendo instruções e revelações para abençoar o seu povo e precisou deixar essa atmosfera da presença divina para vir cuidar de situações humanas, cá em baixo. Enquanto os líderes buscam a presença de Deus, procuram aprender e submeterem-se a experiencias que trarão o favor de Deus ao povo, esse mesmo povo está cá em baixo, literalmente e figuradamente – o povo estava em baixo nível de moralidade, espiritualidade, de temor de Deus e indo cada vez mais para baixo. A verdade, é que quando Moisés espatifou as tábuas de pedra, a verdadeira Lei de Deus, já havia sido quebrada na vida e no coração do povo. Aquilo que foi jogado ao chão, não tinha mais valor para aquelas pessoas, no coração eles já haviam violado a aliança mesmo antes de receber os termos escritos por Deus. Nossas atitudes humanas, não são tão diferentes ainda hoje! Valorizamos mais os souvenirs do que as revelações de valores eternos e que procedem de Deus.

Senhor, obrigado, por tua bondade e misericórdia para com os seres humanos e suas fraquezas; falo com propriedade, porque também necessito de graça e favor o tempo todo. Somos a tua igreja e o Corpo de Cristo, com poder e autoridade para proclamar a tua Palavra e o teu propósito e dependemos muito, na verdade, dependemos totalmente da ação do Espírito Santo, para termos alguma utilidade no teu serviço. Pedimos graça, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Que Moisés Ouviu

Meditação do dia: 14/12/2023

“Moisés respondeu: O que ouço não é alarido de vencedores nem de vencidos, mas o alarido de pessoas cantando.” (Ex 32.18)

O Que Moisés Ouviu – Duas pessoas estando no mesmo lugar, na mesma circunstancia e no mesmo contexto, ainda assim podem ouvir coisas diferentes? Parece que sim! Ali estava caminhando juntos, não diria literalmente lado a lado, porque estavam descendo uma montanha e isso pode significar que seguiam uma trilha estreita; mas posicionalmente eram dois líderes, dois dos maiores líderes da história do povo de Deus. Duas pessoas tremendamente abençoadas e que marcaram a vida e a história para sempre. Até hoje, os respeitamos e admiramos por suas vidas, posturas e capacidade de liderança nas maiores exposições à pressão e oposição e ainda assim, seguiram firmes no cumprimento do dever e da missão. Moisés e Josué, uma dupla fora da curva, como dizemos hoje. Aqui, Josué ainda estava em treinamento e aprendendo os primeiros passos para que um dia estivesse em condições de assumir as pisadas de seu mentor principal e ele sim, conduzir a entrada do povo na Terra Prometida. Descendo da montanha, eles identificaram sons, para Moisés era certo que eram cânticos de alegria e júbilo, mas não havia nada de celebração espiritual e culto agradável a Deus; muito pelo contrário, era o início de uma das muitas condutas de desvio da fé e de enveredarem por caminhos opostos aos aprendidos e ensinados por Deus. Josué, como vimos anteriormente, estava se passando por barulho de guerra e combates. Mas Moisés tinha informações privilegiadas que ele não possuía. Quando estudamos, meditamos ou lidamos com liderança, essas lições ainda estão presentes e são princípios eternos. O líder principal, a quem Deus chamou e a quem confiou a liderança, recebe informações e revelações mais precisas do que os líderes auxiliares. Ainda que sejam homens e mulheres de Deus de vidas consagradas e no altar de Deus; ainda assim, são auxiliares e Deus lida com eles e conosco como tal. Costumo ilustrar para os meus líderes na igreja, que é muito semelhante a visão que o motorista tem do trajeto e do modo de condução do veículo, do que a pessoa que esteja no banco do carona. Ainda que esse carona seja excelente motorista e muito experiente, a posição que ele tem, não é igual a visão de quem está na direção. Na obra de Deus existe líderes, pastores, a quem Deus a liderança e o comando. Um membro de igreja, nunca terá a mesma visão que o líder e pastor. Ovelha sempre terá cabeça de ovelha e pastor sempre terá cabeça de pastor e a visão da vida e do ministério sempre seguirá isso. Observe igreja e congregações onde membros assumem o comando; nunca é nunca será igual, ovelha nunca pastoreará, porque é ovelha! Ela pode assumir a liderança de caminhar e levar outras ovelhas a segui-la, mas ela nunca poderá oferecer os cuidados e a proteção que um pastor pode oferecer. São funções e posições diferentes. Não observar isso, pode ser desastroso para o grupo. Sem falar que é um desrespeito a Deus, que nunca nomeará algo assim e nunca dará a unção e a autoridade de liderança.

Senhor, agradecemos pela visão e pela audição espiritual que o Senhor concede aos líderes e isso para que a condução do rebanho de Deus seja feito no poder e autoridade espiritual de Pessoas que o Senhor mesmo, como supremo pastor concede. Obrigado pelos homens e mulheres vocacionados e reverentes, tementes a ti e disponíveis para servir ao rebanho do Senhor. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Abana e Farfar X Jordão

Meditação do dia: 13/12/2023

“¹⁰Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vá e lave-se sete vezes no Jordão, e a sua carne será restaurada, e você ficará limpo. ¹¹Mas Naamã ficou indignado e se foi, dizendo: Eu pensava que ele certamente sairia para falar comigo, ficaria em pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, passaria a mão sobre o lugar da lepra e restauraria o leproso. ¹²Por acaso não são Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que eu não poderia me lavar neles e ficar limpo? Deu meia-volta e foi embora muito irritado.” (2 Rs 5.10-12)

Abana e Farfar X Jordão – O bairrismo é algo bastante comum nas pessoas. Apreciamos aquilo que nos pertence, ou com os quais temos laços de afinidade, considerando superior aos similares e as vezes se chega até ao exclusivismo. Isso pode ocorrer até mesmo em face da fé e da devoção praticada pela pessoa. Nesses dias estamos meditando sobre alguns acontecimentos registrados nas Sagradas Escrituras, onde pessoas agiram de forma que substituíram ou trocaram valores eternos ou bons, por outros não tão bons e alguns até completamente ineficientes. Essa passagem bíblica é muito rica em lições e a conhecemos pelo grande milagre de cura e saúde, pois uma pessoa ser restaurada de uma doença contagiosa tão grave como a lepra, numa época em que não havia tratamentos para os doentes; eles eram segregados da sociedade, vivendo isolados e era muito triste viver ou sobreviver nessas condições. Naamã, um general da Síria, um homem de prestígio veio ao profeta Eliseu por indicação de uma menina israelita que estava na condição de serva na sua casa. Podemos aprender sobre a diferença entre a fé e a religiosidade cultivada pelas pessoas, tomando por base a experiencia desse general. A religião é pratica pelas pessoas, que no íntimo elas esperam alguma recompensa ou compensação e quando mais e melhor praticado mais méritos a pessoa entende que merece e tem diante de Deus. Eles se conscientizam dos rituais e de seus valores e até mesmo como aquilo tudo precisa ser feito. O Evangelho de Cristo não é e não está vinculado à religião, ela é uma mensagem de boas notícias daquilo que Deus já fez em favor do homem pecado e coloca à sua disposição. A graça de Deus, ou seja, a sua capacidade de prover sem custos, sem preços ou merecimentos da parte humana, levando a pessoa a se apropriar pela fé, como condição de alcançar aquilo que está buscando. Mas a atitude religiosa limita a pessoa que abre mão do privilégio de receber gratuitamente para desejar pagar por algo que ele não tem como fazer e nem teria os recursos caso Deus resolvesse aceitar. A lógica humana de suas relações de desconfiança de si mesmo e de seus semelhantes é transferida para sua vida de devoção e assim elas alegam que não deve haver nada de graça, porque tudo tem um preço e um custo e com Deus também não seria diferente. Isso é absolutamente falso. Naamã, foi recebido pelo profeta, que lhe enviou um mensageiro, dizendo que ele simplesmente precisaria mergulhar sete vezes nas águas do Rio Jordão para ficar curado. Isso provocou nele um acesso de religiosidade exacerbada a ponto de provocar sua indignação e fazer a escolha preferencial de ficar doente ser melhor que se submeter a algo que ele considerava indigno de sua posição e do prestígio de sua nação e seus recursos naturais. Ele citou como no seu entendimento, imaginara o que o profeta deveria fazer por ele. Orar, gesticular, passar as mãos ou fazer determinados rituais místicos e quem sabe, exigir alguma penitência ou preço em troca do benefício de cura. Ainda hoje, pessoas sem prática cristã, sabem tudo sobre como os cristãos devem ser e proceder, de modo que vivem apontando e cobrando um testemunho mais transparente ou religioso o suficiente para elas valorizarem. Aceitar a oferta da graça de Deus pela fé lhes parece uma loucura. Foi assim que Naamã, entendeu que águas por águas, as da sua terra, eram melhores, incluindo dois rios de seu país que eram mais límpidos e de águas mais transparentes que as águas barrentas do Rio Jordão que é caudaloso e recebe muitos sedimentos, assim para a  saúde, as águas dos Rios Abana e Farfar, seriam melhores que a do Jordão. Felizmente um de seus acompanhantes fez a ele uma sugestão inteligente e humilde, para que ele experimentasse fazer como recomendado, pois não teria nada a perder e tudo à ganhar; afinal ele viera de longe e só para isso, então porque não agir em obediência. Como goiano, eu diria que as águas dos rios Araguaia, Tocantins, Paranaíba e o Rio Vermelho são superiores e melhores que de outros rios de estados diferentes. Poderia dizer que a minha fé é melhor ou mais isso ou aquilo em relação a de outras pessoas, mas em que isso serviria, quando o mal está corroendo a minha vida e talvez o orgulho e arrogância não me permita agir pela fé. O que Deus oferece é sempre o melhor para nós. desçamos de nossas posições privilegiadas e andemos em humildade para servos ajudados.

Senhor obrigado porque o Senhor cura, liberta e restaura da vida das pessoas com base naquilo que Jesus fez por elas e por nós lá na cruz. Nossos méritos não nos ajudam muito e não são nossas próprias ações e escolhas que vão determinar o milagre que precisamos receber de ti e o Senhor escolhe nos abençoar pela fé, sem obras, sem intervenção de nossa parte. Agradecemos a ajuda em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fonte de Água Viva X Cisternas Rachadas

Meditação do dia: 12/12/2023

“Porque o meu povo cometeu dois males: abandonaram a mim, a fonte de água viva, e cavaram cisternas, cisternas rachadas, que não retêm as águas.” (Jr 2.13)

Fonte de Água Viva X Cisternas Rachadas – Pensar em coisas impensáveis, é um desafio grande para a nossa cabeça ocidental do século 21. Ainda mais quando é algo que até o próprio Senhor nosso Deus ficou alarmado, com o tamanho da estupidez, não de uma pessoa, ou uma família, mas uma nação inteira. Claro que sempre existem os remanescentes fiéis que nunca se dobram diante do mal. Conhecemos a história do profeta Elias e quando ele reclamou que havia ficado sozinho do lado da verdade e do bem, o Senhor o avisou que havia muita gente que não se dobrara diante de Baal. “Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou” (1 Rs 19.18). Pensando em uma nação, sete mil pessoas ainda é muito poucas pessoas. Aqui, o profeta Jeremias é motivado a transmitir uma mensagem ao povo expressando um quadro terrível, que mostra muito bem o que acontece quando a verdade é substituída pela mentira e o engano. Quando a justiça perde para a injustiça e a idolatria toma o lugar que seria da verdadeira adoração. Precisamos nos alarmar sim com a situação do pecado em nossos dias e as práticas que chegam às portas de nossas igrejas e famílias. Estamos comprometidos com a edificação do Reino de Deus e qualquer movimento em direção oposta a isso, deve chamar a nossa atenção e temos que concordar com Deus que a situação é realmente triste. Duas coisas horríveis cometidas por quem tinha conhecimento, mas optou por caminhos mais fáceis; deixar a Deus e tudo o que ele representa. Aqui, ele mesmo se autodenomina de Fonte de água viva. Os brasileiros, com raríssima exceção não conhecem uma vida de escassez de água, como os habitantes de países desérticos, como por exemplo, Israel. Água é um bem de consumo de primeira necessidade. O ser humano não vive e não sobrevive sem água e não há um produto que a substitua. Alguém que tem à sua disposição uma fonte de água viva, corrente, fresca e perene, deixar isso e ir cava cisternas em terrenos arenosos, que além de não se sustentarem, se alcançar o nível de acumular água, elas não se acumulam, ao contrário, elas são drenadas e vão embora. É um esforço inútil. Adoradores de Deus que o servem e recebem suas bênçãos, provisões, cuidados e proteção e sem razão nenhuma, tomam a decisão de abandonar essa fé e correrem atrás de adorar ídolos e deuses que não são verdadeiros, não podem ajuda-los. Essas práticas não se referem apenas ao paganismo selvagem da antiguidade como vemos nos textos sagrados; a vida moderna e a modernidade trouxe seus próprios “deuses falsos” que demandam adoração e dedicação máxima, mas não proporcionam nada de verdadeiramente satisfatório. Quando a sociedade moderna optou pelo racionalismo, iluminismo e seus aliados, prometendo a cura dos males e a solução dos problemas. Eles pregavam a necessidade de abandonar a fé e a crença cega na religião como vinha sendo na idade das trevas e idade média, onde a crença, na verdade crendices e os abusos da igreja oficial, empurraram os pensadores a influenciarem uma ação radical e racional. Com as ciências florescendo, a industrialização, a educação ao alcance da maioria, “Deus” se tornara obsoleto e a fé uma coisa sem função. As pesquisas, os remédios, novas técnicas de cirurgia e tratamento curariam todos os males físicos. As ciências comportamentais e as artes preencheriam a alma e traria alegria e satisfação ao mundo. Com os cálculos e as métricas certas, se produziria alimentos e suprimentos necessários da mitigar a fome e proporcionar riquezas e abundancia para todos. Todo mundo embarcou nessa viagem! Logo se descobriu que não era bem assim; resumindo: o resultado foram duas guerras mundiais, risco de extermínio em massa de toda a vida no planeta com as bombas e armas nucleares e gerações na miséria, sendo explorados e rebeldia geracional, com drogas e sexo livre, produzindo grandes prejuízos geracionais. Agora o pós modernismo é o resultado dessa frustração mundial e a busca por algo sem absolutos e radicalidade. Tudo agora é relativo e não há nada que não seja questionável. O lema é desconstruir e cada um abraça a sua verdade e sua diversidade. Olha o que se chama de pluralismo, diversidades, novo normal, etc e etc. O vazio interior, existencial, a crise de identidade, a fome e a sede de algo que verdadeiramente satisfaça está escancarado em todo lugar. Esse é o resultado do abandono da fonte verdadeira de vida e o abraçar aquilo que não pode satisfazer. O homem buscava felicidade, realização e lhe foi prometido isso, mas o que veio foi entretenimento – alegria passageira, momentânea, ilusória e estamos assistindo a depressão, as moléstias emocionais e comportamentais destruírem vidas preciosas. A igreja é a coluna e a firmeza da verdade, e isso é absoluto. Jesus e o Evangelho são tudo que de fato produzem resultados consistentes e verdadeiros. “Jesus respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).

Senhor, tu és a nossa fonte de água viva e não abrimos mão da absoluta inspiração das Sagradas Escrituras que são as tuas Palavras. Nós acolhemos a verdade, porque ela liberta, santifica e transforma verdadeiramente as nossas vidas. Agradecemos porque Jesus é tudo isso; ele é tudo o de que precisamos; ele nos satisfaz, agradecemos essa água viva e o efeito dela em nossos corações. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fogo Estranho

Meditação do dia: 11/12/2023

“¹Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, puseram fogo dentro deles, e sobre o fogo colocaram incenso; e trouxeram fogo estranho diante da face do Senhor, algo que ele não lhes havia ordenado. ²Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram diante do Senhor.” (Lv 10.1,2)

Fogo Estranho – Estamos escrevendo algumas meditações bíblicas com um tema em comum: as ações humanas realizando substituições em ordens divinas ou agindo de forma que um projeto original é substituído por um inferior conforme a conveniência de determinados personagens. A idéia é refletir sobre como fazemos as coisas; como tomamos decisões alterando ordens, mandamentos, princípios e normas estabelecidas, ou um padrão que seria o convencional. Hoje, voltamos a nossa atenção para uma dessas atitudes com consequências desastrosas, culminando na morte de pessoas, que tinham um valor muito grande, uma vocação ao ministério e no exercício de suas funções tomaram decisões por conta própria, desconsiderando as ordens específicas recebidas. É claro que toda perda de vidas é lamentável e produz dor e sofrimento em familiares e amigos que são afetados com tais perdas. Aqui, os filhos do Sumo Sacerdote Arão, foram treinados, preparados e credenciados para oficiarem como sacerdotes no culto a Deus e tinham a responsabilidade de ministrarem no altar de Deus. Ninguém chega nessa nível de responsabilidade sem que tenha sido trabalhado e aprendido com exatidão as suas funções e responsabilidades. Aconteceu com eles o que tem acontecido com muitas pessoas ao longo dos anos e séculos, em muitas funções e responsabilidades que lhes são conferidas como privilégio servir, mas escolhem um caminho diferente, deixando de levar à sério aquilo que lhes foram passado com muito zelo e reverencia. Fazer a obra de Deus nos nossos próprios termos não é fazer a obra de Deus. Nos tempos de Jesus, alguém fez essa pergunta, sobre como fazer a obra de Deus, e Jesus lhes respondeu: “²⁸Então lhe perguntaram: Que faremos para realizar as obras de Deus? ²⁹Jesus respondeu: A obra de Deus é esta: que vocês creiam naquele que ele enviou” (Jo 6.28,29). Crer em Jesus está diretamente ligado a viver e seguir os seus ensinamentos, suas prescrições e mandamentos. Não é uma questão de assentimento mental, uma concordância com um credo ou código de moralidade e religiosidade. Quando o Tabernáculo de Deus foi inaugurando, foi um evento espiritual e sobrenatural, aos olhos de todos e os próprios sacerdotes e ministros presenciaram os eventos e tinham instruções de procedimentos que resguardavam a santidade de Deus e a representatividade deles como ministros. Eles precisavam ser e servir de exemplo no zelo, cuidado e respeito com as coisas sagradas, porque são sagradas. No versículo final do capitulo nove de Levíticos, descreve a manifestação da glória divina e o fogo procedente de Deus sobre o altar, consumindo a oferta ali depositada. “E eis que, saindo fogo de diante do Senhor, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar. Quando todo o povo viu isso, deu gritos de alegria e se prostrou com o rosto em terra” (Lv 9.24). Esse era o fogo que deveria ser preservado sobre o altar continuamente, porque era procedente de Deus, fogo santo como dizemos e como foi prescrito na lei. “¹²O fogo sempre ficará aceso sobre o altar; não deve ser apagado. O sacerdote acenderá lenha no altar cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. ¹³O fogo queimará continuamente sobre o altar; não deve ser apagado” (Lv 6.12,13). De alguma forma, ou por alguma razão eles resolveram trazer um fogo comum, e não foi aceito por Deus, que fulminou os dois sacerdotes. Segundo alguns comentaristas, uma das prováveis razões pela ação irreverente deles, pode ter sido causado por ingestão de bebida alcoólica, e sobre tal efeito se apresentarem para servir no altar, o que era impróprio e vedado a Arão e à seus filhos perpetuamente, conforme se percebe na sequencia do texto bíblico. “⁹Você e seus filhos não devem beber vinho ou bebida forte, quando entrarem na tenda do encontro, para que não morram. Isso será estatuto perpétuo entre as suas gerações, ¹⁰para que vocês façam diferença entre o santo e o profano e entre o impuro e o puro ¹¹e para ensinarem aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado por meio de Moisés” (Lv 10.9-12). Como sacerdotes eles precisam de sobriedade para terem bom discernimento entre coisas sagradas e profanas, impuras e puras, para ensinarem ao povo; portanto serviria para preservar suas vidas também. Se muitos cristãos e ministros não se embriagam com vinho ou bebidas, todavia se embriagam com o poder, o prestígio, a ostentação; com isso acabam por caírem sobre a tentação da ganancia e o materialismo, as riquezas e para alcançarem tais desejos, sacrificam suas próprias vidas e seus ministérios. Quantos altares estão hoje com fogo estranho aos propósitos de Deus e do que é ser igreja, para satisfazer a ambição desmedida de homens que perderam o temor de Deus e tomaram as rédeas de como interpretar a verdade revelada de Deus conforme as suas próprias conveniências. Isso nunca termina bem!

Senhor, te louvamos e agradecemos porque junto com o chamado o Senhor fornece também os recursos e até o fogo para ser ministrado no altar. Pedimos essa sabedoria do alto e a integridade de caráter para servirmos em fé e obediência, com humildade e alegria de estar diante de tua santidade e ministrar ao teu povo. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Escudos de Bronze

Meditação do dia: 10/12/2023

“²⁶Levou embora os tesouros da Casa do Senhor e os tesouros do palácio real. Levou tudo, inclusive todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito. ²⁷Em lugar destes, o rei Roboão fez escudos de bronze e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam o portão do palácio real.” (1 Rs 14.26,27)

Escudos de Bronze – Nessas meditações estamos abordando o assunto das substituições humanas para os verdadeiros valores. Hoje, estaremos lidando com a época dos reis de Israel e a verdade sobre as consequências de vidas fora da vontade de Deus, no pecado e na desobediência. Esse rei, Roboão, o filho do rei Salomão, neto do rei Davi; assumiu o trono no lugar da pai, um homem notável que ficou para a história como o homem mais sábio que pintou nesse planeta. A nação experimentara um muito crescimento, popularidade e fama, graças ao rei Salomão. Suas alianças e acordos costurados com as nações vizinhas o manteve seguro e em paz durante os seus quarenta anos de reinado. Parece que o que o pai tinha de sabedoria, o filho tinha de estupidez. Começou passando os pés pelas mãos e agindo com uma tamanha arrogância e prepotência que pouco se viu na história do povo de Deus. Conhecemos suas escolhas logo no começo do seus movimentos. Assim que foi coroado, o povo lhe pediu um alívio nos tributos que foram exageradamente altos para manter a opulência e megalomania de Salomão. Ele pediu um prazo para consultas e ouviu dois grupos: Os anciãos que lideraram a nação juntamente com o seu pai, que o aconselharam a ouvir a petição do povo, pois demonstrando boa vontade, ele ganharia o coração e a simpatia do povo, que o serviria de bom grado. Consultou também os jovens, seus colegas de aventuras e burgueses que nunca souberam o preço ou o custo de coisa alguma. Eles o inflaram de mais prepotência e arrogância, colocando em sua vaidade real, a idéia que ele era muitas vezes superior ao antecessor que reinara sobre aquele povo. Nas palavras deles: “E os jovens que haviam crescido com ele responderam: Diga o seguinte a este povo que se queixa do pesado jugo que o seu pai lhe impôs e que pede para que ele seja aliviado. Diga-lhe o seguinte: “O meu dedo mínimo é mais grosso do que a cintura do meu pai” (1 Rs 12.10). Resultado, perdeu dez das doze tribos da nação. O reino foi dividido, e os prejuízos foram incalculáveis. Nesses problemas todos, ele foi atacado e saqueado perdendo os grandes tesouros nacionais e particulares que eram uma riqueza imensa e orgulho nacional. O rei do Egito, Sisaque, no seu quinto ano veio e levou tudo, incluindo os duzentos escudos de ouro que o rei Salomão fizera e utilizava nas grandes e pomposas cerimônias festivas do povo. “O rei Salomão fez duzentos grandes escudos de ouro batido, empregando sete quilos e duzentos gramas de ouro em cada escudo” (1 Rs 10.16). São 1.440 kg de ouro. Só em valores monetários, hoje quando escrevo essa meditação, 18/11/2023, o ouro está cotado á R$ 311,49 o grama. São R$ 311.490,00 o kg e são 1.440 kg = R$ 448.545.600,00). Estamos falando só dos escudos que foram levados. O que o rei fez? Mandou fazer duzentos escudos de bronze e pendurou no lugar e quando havia solenidades, eles eram utilizados exatamente como nos tempos do rei Salomão. Escudos de bronze, polidos, brilhantes, reluzentes, em substituição a escudos de ouro. Mas o rei manteve a pose! Quem é que vai notar a diferença? Se alguém perguntar, é só dizer que os legítimos estão bem guardados e esses são utilizados para resguardar os verdadeiros que são muito valiosos, foram feitos pelo grande rei Salomão e em respeito e a memória (“que Deus o tenha”)… substituir o verdadeiro pelo genérico! Trocar os dons de Deus pelas habilidades humanas. Substituir a mensagem de Deus, pelo discurso motivacional. Trocar a alegria do Espírito Santo pela diversão ou entretenimento. Substituir o mover de Deus pelos artifícios tecnológicos e técnicas de oratória positivista. As famílias trocar a presença em família por dinheiro, presentes caros, viagens dispendiosas e permissividade aos filhos. Pessoas substituir relacionamentos verdadeiros por conforto e riquezas materiais. Se esconder atrás de algo que brilha, dá status, tem a mesma aparência e é só mesmo para ser mostrado em eventos e cerimônias públicas. Mas na vida privada, no particular, na intimidade, se sabe que é de bronze e não de ouro. É falso! É engano!

Senhor, nesses dias de tanta maquiagem, meios de camuflar a verdade, retocar e produzir efeitos especiais que dá a aparencia de perfeição em praticamente tudo, nós nos voltamos para ti, olhando na tua Palavra e vendo que pessoas de posição e prestígio já fizeram isso no passado e não deu certo. A verdade é libertadora. A autenticidade é preciosa e o Senhor nosso Deus ama a verdade no íntimo. Conceda-nos a tua graça e misericórdia. Queremos que a glória do Senhor seja vista, de forma autêntica e pura em nossas vidas e ministérios. Pedimos perdão em nome de Jesus, por condutas e atitudes que são contrárias a essa verdade ensinada na tua Palavra. Senhor, tenha misericórdia de cada de um de nós, em do seu filho Jesus, amém.

Pr Jason

Armadura de Saul

Meditação do dia: 09/12/2023

“Saul vestiu Davi com a sua própria armadura, pôs um capacete de bronze na cabeça dele, e o vestiu com uma couraça.” (1 Sm 17.38)

Armadura do Rei Saul – Nessa mini série de meditações, estamos trabalhando com situações onde alguém deixou de depender de Deus e fez uso de seus próprios meios para servir a Deus ou resolver suas situações complicadas. Nosso propósito é ver os paralelos da história bíblica com as quais podemos nos identificar e assim fazendo uso da sabedoria bíblica, corrigir nossas ações e perspectivas. Hoje vamos estudar e meditar numa situação de batalha, o que é bastante comum na vida cristã; todos nós estamos numa batalha espiritual onde ao escolher servir a Deus, nos colocamos no campo de visão do inimigo, que procura atacar os filhos de Deus e derrota-los ou no mínimo deixar o máximo de baixa possível. Toda batalha necessita de estratégia para luta-la. Como soldados do exército do Senhor, devemos receber dele as instruções e segui-las à risca para então lograr êxito. Nosso contexto bíblico, foi no reinado do rei Saul, quando ele já havia se apostatado dos caminhos de Deus e tomado suas próprias iniciativas. Ele fora confrontado pelo exército dos filisteus, que vieram para o seu território e com uma provocação desafiadora. Eles tinham um trunfo nas mãos; um gigante de mais de três metros de altura, bem treinado e muito bem equipado com armas e armaduras. Era inédito o que eles estavam propondo para os israelitas que representam o povo de Deus, ou os interesses do reino de Deus. Eles queriam evitar um confronto sangrento e propunham um duelo entre apenas dois guerreiros, um de cada lado da contenda. O melhor israelita contra o melhor filisteu. Eles apostavam tudo em Golias. Saul não encontrou ninguém disposto a aceitar o desafio. Ele, o rei, era o maior homem em termos de estatura em todo o seu exército, mas ainda assim não se habilitou. Experimentou uma proposta onde o desafiante que vencesse o gigante ganharia um prêmio generoso em termos financeiros e poderia se casar coma princesa. Nem assim deu certo. Por quarenta dias eles foram desafiados pela gigante. Foi então que apareceu um rapazinho, que viera ao acampamento trazer suprimentos para seus irmãos e levar notícias deles para a família. Ele ouviu o desafio e achou um absurdo ninguém reagir e enfrentar a situação. Ele foi ao rei e se apresentou como voluntário para enfrentar o gigante filisteu. O rei Saul se viu pressionado, pois não poderia aceitar um adolescente sem idade militar aceitar um desafio que nenhum soldado treinado aceitara, nem os generais, nem o rei. Com a insistência de Davi, baseando unicamente na fé em Deus e no histórico de vitórias já obtidas em situações também desafiadoras como quando teve que enfrentar um leão e um urso para defender suas ovelhas e vencera em ambos os casos. Não vamos nos ater aos detalhes, porque essa história faz parte da cultura cristã, pois desde bebezinhos somos ensinados e ensinamos aos nossos pequeninos sobre essa história. A que queremos aqui, é que o rei Saul acabou cedendo aos apelos do menino prodígio e para aliviar sua consciência resolveu “ajudar” a Davi, fornecendo-lhe o seu próprio equipamento de proteção militar. É incrível o que o ser humano é capaz de fazer para cobrir sua incapacidade e substituir a fé em Deus através de artifícios mentais, emocionais e materiais em busca de conforto ilusório. Imagina só, a armadura de Saul, um homem de quase dois metros de altura, corpo forte, bem treinado, musculoso, com equipamento personalizado, feito exclusivamente para ele, como rei; tirar isso de si e vestir num adolescente de pequena estatura imaginando que estaria ajudando!! Davi nem conseguiu andar, mal podia se mexer ou movimentar! Como aquilo iria ajuda-lo a enfrentar um gigante, bem treinado, acostumado a lutar? Prestem bem atenção: Não importa de quem é a luta, se minha, se de alguém familiar, se de outra pessoa… mas se vamos entrar nela, não podemos entrar com equipamento alheio. Não se lutar com armas de outras pessoas; cada guerreiro deve lutar com suas próprias armas, sua própria armadura e ter a agilidade necessária para o combate. O rei Saul aqui, é uma figura que simboliza alguém em autoridade, mas incapaz de discernir a verdadeira causa e o verdadeiro sentido da luta. Ele está disposto a aceitar a oferta de qualquer um que o possa substituir naquele que seria sua responsabilidade. Você não pode confiar nele! Você não pode aceitar a ajuda dele, nem os equipamentos que ele diz que será para sua proteção. Davi se protegia em Deus, na sua fé e lutaria aquela batalha como sendo uma batalha de Deus! A verdade contra a mentira, o espiritual contra o carnal; a luz contra as trevas! “⁴ Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir fortalezas. Destruímos raciocínios falaciosos ⁵e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.4,5). Não lute suas batalhas com as armas de Saul. Use as suas. Confie em Deus, porque ele te dará a vitória.

Senhor, nós te rendemos graças pela vida e pelas vitórias que conquistamos a cada dia com a sua bênção. Somos gratos porque a cada batalha, podemos receber novas instruções e estratégias para prevalecermos. Pedimos sabedoria e fé para confiarmos naquilo que já conquistamos com a tua ajuda até hoje. Não estaremos sozinhos e nem enfrentaremos um inimigo que não poderá ser vencido pela fé e obediência à tua Palavra. Em nome de Jesus, amém.

Folhas de Figueira

Meditação do dia: 08/12/2023

“Então os olhos de ambos se abriram; e, percebendo que estavam nus, costuraram folhas de figueira e fizeram cintas para si.” (Gn 3.7)

Folhas de Figueira – Queremos iniciar uma pequena série de meditações na Palavra de Deus com um tema um tanto quanto exótico. À princípio vou chamar de “Substituições humanas” – Talvez até por falta de uma melhor criatividade; mas se no decorrer do percurso, vier uma idéia mais brilhante, consistente ou apropriada, provavelmente a gente adota. Nunca preguei sobre essas idéias, embora seja citadas em algumas pregações ou ensinos porque se trata de algo muito natural na natureza humana. Como vocês já sabem, pelos os meus três leitores mais engajados, tudo o que acontece nesse nosso mundo, provavelmente já aconteceu antes, ou teve sua idéia ou ação embrionária no Livro Gênesis, por ali está o começo de tudo e tudo o que começa, tem alguma raiz ali. Como disse o sábio rei Salomão, “⁹O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; não há nada de novo debaixo do sol. ¹⁰Será que existe alguma coisa de que se possa dizer: “Veja! Isto é novo!”? Não! Já existiu em tempos passados, muito antes de nós” (Ec 1.9,10). Existe um proverbio ou sabedoria popular que afirma que “desde que a desculpa foi inventada, ninguém nunca mais errou!” parece que o inventor da desculpa foi um dos nossos ancestral, ou seja, O NOSSO ANCESTRAL MAIOR, Adão e sua digníssima esposa Eva. Eles eram o casal mais perfeito, mais feliz de toda a terra, não tinham sogras, nem caminhão e nem mesmo problemas; viviam no paraíso e não eram incomodados com as inquietações humanas com as quais estamos familiarizados. Eram amigos de Deus, o Criador e mantinham uma estreita amizade e se relacionavam muito bem, tendo até um encontro social todas as tardes; mas hoje alguma coisa aconteceu e a rotina foi quebrada. Deus não os encontrou como antes, ou seja, o homem e a mulher não mais estavam no mesmo lugar em relação a Deus; agora eles se esconderam, e Deus então começou a buscar. Pensando na onisciência divina, por que eles se esconderam de que quem não se pode esconder? “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?” (Sl 139.7 siga a leitura até o verso 12). Foi aí que eles responderam, meio tímidos e já apresentando a primeira desculpa do mundo, (e diga-se de passagem, bem esfarrapada, embora fosse a primeira). “Estamos nus…” – Como assim? Poderia ter perguntado o Senhor. Quem disse que vocês estão nus? Por acaso, vocês já viram alguém nu? Ou vestido? Lembremo-nos que a serpente havia dito a Eva que se comessem do fruto, seus olhos se abririam… (v. 4,5). Abriu mesmo, mas não como eles pensavam. Esse o mal do engano, só depois de dar tudo errado é que a ficha cai e a pessoa percebe que foi enganado e não adianta querer jogar a culpa em alguém. Tiago disse que cada um toma suas decisões: “¹⁴Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. ¹⁵Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1.14,15). Cada um é tentado pela sua própria cobiça… Para cobrir sua nudez o casal 1 confeccionou vestes de folhas de figueira. Eram vestidos de justiça, inocência, honra e glória. “⁴que é o homem, para que dele te lembres? E o filho do homem, para que o visites? ⁵Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste” (Sl 8.4,5). Trocou tudo o que haviam recebido de Deus por algo que eles mesmos fizeram de improviso. Roupas de folhas de figueira! Quanto tempo durariam? Quantas vezes teriam que refazer? Já perceberam que o jeito humano de resolver seus problemas não são nada eficientes e nem duradouros? Até hoje as pessoas erram e quando são confrontadas elas se escondem e tentam cobrir com folhas os seus pecados, suas más obras. Até para a situação da salvação as pessoas querem inventar o próprio meio, rejeitando a oferta de Deus. A religião surgiu para substituir a vida espiritual e a comunhão com Deus. A religiosidade humana nada mais é do que folhas de figueira! Cristãos também se enrolam em folhas de figueira para se cobrirem e disfarçarem a mediocridade de suas condições e pecados. Até quando? Se Deus está te chamando, apareça, confesse, admita que pecou, desobedeceu e precisa de ajuda! “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:” (Jo 16.8).

Senhor, aqui estamos e precisamos admitir e confessar ao Senhor a nossa eterna mania de nos escondermos e negar nossos erros e pecados. Somos especialistas em fazer vestes de folhas de figueira! Queremos e precisamos de ajuda, para sermos honestos, convictos de tua santidade e justiça, tal qual acreditamos na tua graça e misericórdia. Oramos por nós mesmos e pedimos perdão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason