O Que Josué Ouviu

Meditação do dia: 07/12/2023

“Quando Josué ouviu a voz do povo que gritava, disse a Moisés:

  — Há um alarido de guerra no arraial.” (Ex 32.17)

O Que Josué Ouviu – Nosso ouvido é preparado para discernir sons distintos e isso é feito de forma muito natural, afinal é o aparelho mais sensível ao som que existe. Também é verdade que podemos treinar os nossos ouvidos para discernir diferentes sons e saber precisamente o que é uma coisa e o que é outra. Nós, amadores e leigos em termos musicais, podemos assistir a um concerto musical e acharmos maravilhoso e tudo muito harmônico. Mas o maestro que está regendo a orquestra, de vez em quando, parece que gesticula com a cabeça ou a expressão do rosto ou a dirige o seu olhar para uma certa direção como se algo lhe incomodasse…. e não é que ele tem razão!! Alguém ali pode ter errado uma única nota e a diferença no acorde é muito mínimo! Não para o afinadíssimo ouvido do regente. Mecânicos percebem a diferença no ronco de um motor e ou em que outra engrenagem. Mateiros, em meio à floresta que a abundancia de sons existentes consegue perceber algo que quebra a normalidade e que animal ou fenômeno está acontecendo. Espiritualmente também temos ouvidos e podemos ter percepções e discernimentos que imaturos e inexperientes não conseguem perceber. Um exemplo bíblico que muito me atrai é registrado em Atos dos Apóstolos, na viagem de Paulo à Roma, em meio à tempestades, calamidades, fome e frio, ele foi visitado e assistido por Deus. “²²Mas agora aconselho que tenham coragem, porque nenhuma vida se perderá, mas somente o navio. ²³Porque, esta mesma noite, um anjo do Deus a quem pertenço e a quem sirvo, esteve comigo, ²⁴dizendo: Paulo, não tenha medo! É preciso que você compareça diante de César, e eis que Deus, por sua graça, lhe deu todos os que navegam com você” (At 27.22-24). Outra situação muito interessante também foi com o profeta Elias lá no Monte Horebe: “¹¹Então foi-lhe dito: Saia daí e fique diante do Senhor no monte. Eis que o Senhor estava passando. E um grande e forte vento fendia os montes e quebrava as rochas diante do Senhor. Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento, houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto. ¹²Depois do terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo. E, depois do fogo, veio o som de um suave sussurro. ¹³Quando Elias ouviu isso, cobriu o rosto com o manto e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. Eis que veio uma voz e lhe disse: O que você está fazendo aqui, Elias?” (1 Rs 19.11-13). Varias manifestações sobrenaturais e em nenhuma delas estava a presença do Senhor, mesmo em fenômenos costumeiros de registros nos quais Deus se manifestara antes. Deus sempre vai além do óbvio. No caso de Josué, ele percebeu um barulho, um alarido que primariamente ele atribuiu ao costumeiro barulho de guerras, combates ou conflitos. Claro, ele não tinha também as informações que Moisés tinha, assim vemos duas pessoas com informações de fontes diferentes: Moisés sabia porque Deus lhe contara; nesse caso não precisava de conhecimento prévio ou discernimento, pois já era fato, mesmo que não fosse visível ou materializado diante dele. Josué, estava sendo surpreendido por um som, que era diferente do esperado ao aproximar do acampamento e assim, sua fonte de informação era humana, falível e dependia de aproximação, visão, informação mais detalhada, talvez fornecida por alguém confiável que participava do movimento. Precisamos discernir os sons ao nosso redor, como em casa, na família; na igreja que participamos; no trabalho que realizamos; na sociedade ao nosso redor e até mesmo os sons dos tempos e épocas. Como está sua audição espiritual? Tem conseguido ouvir a voz e a direção de Deus?

Senhor, obrigado por ser nosso Deus e Pai e nos guiar em meio a um mundo conturbado e barulhento, mas a tua voz é diferente e as tuas ovelhas podem ouvir e distinguir perfeitamente e não seguir voz estranha. Assim como pedimos para abrir os nossos olhos espirituais, também pedimos pelos nossos ouvidos espirituais, a nossa capacidade de perceber e distinguir a tua voz e as tuas instruções. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Duas Tábuas

Meditação do dia: 06/12/2023

“As tábuas eram obra de Deus; também o que estava escrito tinha sido escrito pelo próprio Deus, esculpido nas tábuas.” (Ex 32.16)

As Duas Tábuas – “Não acredito na Bíblia porque ela foi escrita por homens!” Quem ainda não ouviu isso? Essa argumentação nunca me preocupou e nem me faz desanimar, porque ela vem de um tipo de pessoa que não merece muito crédito. São pessoas que nunca leram a Bíblia, não se expuseram a ela; não são praticantes de alguma fé e não são honestos nesse quesito, além de julgarem um livro que nem leram. Para mim, não dizem nada! Não me incomoda em nada! No dia 30/10/23 agora, terminei de ler a Bíblia 143 vezes e não sei muita coisa dela ainda. Então alguém que nunca leu, nem abriu-a me dizer que não acredita nela devido a sua autoria, não significa muita coisa. Só para ser um pouco sarcástico e pisar no calo dessas personas, quando me falam isso, eu pergunto a elas e elas já leram ou já viram ou viram falar de alguém que leu alguma escrita que não foi escrita por uma pessoa humana. Ninguém leu? Aquelas escritas rupestres em cavernas, pedras e até os caçadores de óvnis, não leram nada extra-terrestre. Entendemos que a Bíblia é a Palavra de Deus, revelação à humanidade, em linguagem humana, com traços, culturas, hábitos e todas as pistas investigáveis de autoria e procedência. Bom, poderia ter uma exceção, mas infelizmente ela não sobreviveu por muito tempo e foi quebrada por Moisés. Isso mesmo! Lá no Monte Sinai, naqueles quarenta dias que ele esteve na presença divina, recebendo as instruções para o povo de Deus, ele recebeu duas tábuas de pedra, lavradas e escritas de ambos os lados por Deus. Ele esculpiu as suas palavras naquelas duas tábuas e Moisés as trouxe até ao acampamento. Seria a primeira escrita não humana, entre os humanos, verdadeira lei de Deus, trazida diretamente das suas mãos e entregue a um homem que as levou a um povo e deveria ser lida, estudada, acolhida e amada por todos. Você pode imaginar se ela não fora quebrada, hoje seria um centro de peregrinação e devoção idólatra, devoção ao objeto e não à palavra de Deus. Bem, houve a réplica delas, mas lavradas por Moisés e levada a Deus que escreveu novamente as mesmas palavras, mas essa está desaparecida juntamente com a Arca da Aliança. Devemos reverenciar a Palavra de Deus, que é viva e poderosa, aplica-la em nossas vidas e viver segundo os seus ensinamentos. Leia para ser sábio, creia para ser salvo e pratique para ser santo!

Senhor, obrigado por tua Palavra e por tudo o que ela é e faz por nós. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés Desceu Com Duas Tábuas

Meditação do dia: 05/12/2023

“Moisés voltou-se e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho nas mãos, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas.” (Ex 32.15)

Moisés Desceu Com Duas Tábuas – Essa descida do Monte é um momento histórico da maior importância para toda a humanidade. Um homem estava na presença de Deus e desceu, interrompendo uma audiência onde estava recebendo as leis e os mandamentos que até hoje norteiam as vidas de pessoas de todas as nações, mesmo aquelas onde o conhecimento e a reverencia a esse Deus não é reconhecido. Moisés desceu porque ficou sabendo que o povo sob sua liderança estava se comportando de uma maneira inesperada e abandonando os princípios que já conheciam. Quando pensamos em descer, se tratando de experiencia espiritual e devocional, falamos de humildade, quebrantamento e reconhecimento da condição carente humana diante da grandeza e santidade de Deus; se pensa em consagração, dedicação a Deus. Aqui estamos vendo alguém descer por causa de outras pessoas; sair da presença de Deus para socorrer pessoas que achem prematuramente, desprezando um conhecimento sólido e experimental, para se agarrar a algo tão fútil. Por outro lado, tem alguma coisa de muito especial nessa descida, porque mesmo diante do pecado do povo, da interrupção de algo que Deus estava fazendo e revelando para Moisés, ainda assim, Deus permite que ele traga as tábuas da lei. Duas tábuas de pedra, lavradas e escritas de ambos os lados. A graça divina se manifesta sempre em favor dos homens, mesmo quando eles não merecem, aliás, nunca merecem! Nunca merecemos! Naquela situação eles mereciam o juízo e a justiça recaindo sobre seus atos que revelavam as intenções de seus corações. Graça e misericórdia – A graça nós concede o que não merecemos e a misericórdia não permite que recebamos o que merecemos. Embora muita gente boa se lembra dessas tábuas, como as tábuas da lei, como mandamentos, ordens e preceitos a serem obedecidos e cumpridos e que acabam por revelar as fraquezas e a incapacidade humana de agradar a Deus. Gostaria de lembrar com vocês, que elas também são chamadas de tábuas do testemunho de Deus. Do lado humano são leis, do lado divino é testemunho.

Senhor, obrigado por testemunhar a tua bondade e fidelidade para com a raça humana, que insiste em viver de seu próprio jeito. Perdoa-nos e conduza os nossos corações aos verdadeiros caminhos da retidão. Oramos com gratidão. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus é Lembrado

Meditação do dia: 04/12/2023

“Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo juraste, dizendo: “Multiplicarei a descendência de vocês como as estrelas do céu, e toda esta terra de que tenho falado, eu a darei à sua descendência, para que a possuam por herança eternamente.” (Ex 32.13)

Deus é Lembrado – Numa boa relação de amizade, conversa-se de tudo sem constrangimento e com absoluta transparência. Um bom e verdadeiro amigo é aquele com quem se pode pensar em voz alta. Na comunhão com Deus e à medida que se vai crescendo e intimidade e conhecendo mais e mais a graça divina, também se chega a um nível de conversas que nem se diria que podem ser chamadas de orações, pois é conversa mesmo. Deus é uma pessoa e como tal ele gosta de companhia, boa conversa, gosta de compartilhar e é muito generoso; como ele tem tudo à sua disposição, ele é surpreendente e estar na presença dele é sempre muito agradável. O que estou escrevendo aqui pode parecer absurdo, irrelevante ou até que estou sendo muito abusado; mas como em todo relacionamento entre pessoas, quanto mais se conhece e se convive, melhor fica e melhor se entende um ao outro. Na vida cristã, um dos lados desse relacionamento é Deus e desse lado não tem problemas, não há limitações e nem risco de traição ou quebra de confiança; o lado mais difícil é o nosso mesmo. Por isso ao investir na vida devocional, na prática da presença de Deus, se vai estreitando mais e mais os laços de amizade e com o passar do tempo (do nosso lado) aprendemos muito e o entendemos melhor, embora ele sempre será surpreendente. Moisés tinha uma estreita relação de comunhão com Deus, não só por causa do seu ofício, mas também por ter desenvolvido isso e na situação em que estamos meditando, estavam os dois(?) lá no Monte há vários dias quando as coisas desandaram no acampamento. Deus demonstrou sua irritação com a atitude tão leviana daquelas pessoas e Moisés imediatamente valeu-se da amizade e da autoridade dessa comunhão para lembrar a Deus de sua aliança com os patriarcas Abraão, Isaque e Israel no passado e do juramento feito a eles, quando Deus empenhou seu próprio nome como garantia de que cumpriria a promessa de fazer deles uma grande nação, com uma descendência muito numerosa e depois os levaria de volta para possuírem a terra das peregrinações de seus pais. Claro que não se trata de Deus ter esquecido, ou abandonado a sua promessa, ele não tem esse tipo de problema. A questão aqui é a didática humana, o aprendizado, o treinamento e a capacidade de reação diante do inusitado e sobrenatural. Assim como aquelas pessoas eram especiais para Deus, também o era para Moisés e assim, desfazer de tudo e recriar novamente, levaria um bom tempo e seria um plano alternativo; Moisés como intercessor, escolheu seguir com o plano original e foi isso que pleiteou diante de Deus. É nesses momentos críticos que se separa os homens dos meninos, é quando se percebe o grau de maturidade e consciência de grandeza. Cresçamos em Cristo!

Senhor, obrigado por nos aceitar em tua família e assim estamos dentro da aliança de bênção estabelecida com Abraão, Isaque e Israel e somos hoje o Corpo de Cristo, os embaixadores do Reino dos Céus. Agradecemos a alegria de viver em tua presença e poder de conhecer melhor a cada dia; te louvamos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés Interessado

Meditação do dia: 03/12/2023

“Por que deixar que os egípcios digam: “Ele os tirou de lá com más intenções, para matá-los nos montes e para eliminá-los da face da terra”? Deixa de lado o furor da tua ira e muda de ideia quanto a este mal contra o teu povo.” (Ex 32.12)

Moisés Interessado – Para quem gosta de uma boa polêmica, esse texto é um bom prato! Mas para quem deseja conhecer o caráter de Deus, também tem ótimas chances de aprender muito. Quem deseja ficar de fora das discussões intermináveis e apenas se deliciar das verdades da Palavra de Deus, têm também o seu quinhão. Sou até certo ponto curioso e gosto de ver as opiniões de outras pessoas e também gosto de apreciar as linhas de pensamentos que produzem perguntas e daí vem o aprendizado edificante. A discussão pela discussão não me agrada muito. Moisés se encontra num momento muito importante e precisa agir rápido e com serenidade, mesmo que medidas urgentes se façam necessárias. Pelos últimos tempos, ele tem conhecido muito bem a Deus e sabe como ele age e reage diante das posições humanas, especialmente quando colocam em dúvida o seu caráter. Nos embates com Faraó lá no Egito, Deus se mostrou poderoso e muito justo mesmo para com a população egípcia, que logo perceberam que o seu líder não era de fato um Deus de verdade e ainda que ostentasse poder, não era páreo para o Deus dos hebreus. Através da liderança de Moisés e Arão, Faraó e seus principais líderes foram confrontados, desafiados e subjugados sem uma mínima chance de prevalecerem; foi uma humilhação extrema. Faraó resistiu o quanto pode e foi muito obstinado, mas teve que ceder e atender as exigências feitas e liberar o povo como Deus previra e deixara o povo avisado. Depois de todos os sinais e prodígios vistos pelos egípcios e pelos hebreus; depois fora das vistas dos egípcios, só entre os israelitas Deus se manifestara de forma ainda muito mais experimental e todos puderam conhece-lo. Sendo assim, a proposta de destruir tudo e todos e recomeçarem do zero, ou de Moisés como número um, não soava bem aos ouvidos de Moisés. Tudo o que acontecera no Egito fora para mostrar o poder de Deus a eles e ganhar o respeito e a admiração pela sua capacidade da salvar um povo tirando-o de outro povo, sob intensos sinais e maravilhas e como isso repercutiria lá no Egito? Moisés pensou no testemunho dado e que poderia agora ser colocado em dúvida. Ele foi zeloso e buscou os caminhos da pacificação e pensando em Reino de Deus e não em ganhos pessoais. Hoje, nossa abordagem na comunicação com Deus está baseado numa visão de Reino ou nos interessamos mais por coisas transitórias e que nos beneficia momentaneamente? Precisamos ajustar nossas escolhas em função daquilo que acreditamos e utilizar os momentos difíceis para crescer mais e nos fortalecer em nossa jornada de fé.

Senhor, agradecemos por seu amor infinito e sua grande bondade para com os teus filhos; as tuas misericórdias são a causa de não sermos consumidos, elas se renovam a cada manhã. Somos gratos por tudo isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Súplica de Moisés

Meditação do dia: 02/12/2023

“Porém Moisés suplicou ao Senhor, seu Deus, dizendo: Ó Senhor, por que se acende a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande poder e forte mão?” (Ex 32.11)

A Súplica de Moisés – Os praticantes da arte da intercessão, ou quem lida com o ministério da intercessão, conhece de cor e salteado o texto bíblico do profeta Ezequiel sobre ficar na brecha: “Procurei entre eles um homem que reconstruísse a muralha e se colocasse na brecha diante de mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei ninguém” (Ez 22.30). Pela falta de uma pessoa que ficasse na brecha e intercedesse pela nação de Israel, ela foi para o cativeiro e o preço pago foi muito alto. Ficar na brecha é uma expressão fácil de entender em termos de linguagem, mas difícil de praticar espiritualmente. A idéia vem de uma invasão a uma cidade por um exército na conquista daquele território; ele já vem vencendo e agora chegou nas muralhas e bateu no muro em um ponto onde julga ser mais frágil ou que lhe daria melhor acesso para entrar pela brecha aberta no muro e conquistar o que restou e fazer os saques que darão lucro e recompensa para os invasores e aliados. Acontece que alguém de dentro da cidade, se coloca ali na brecha e não permite que ninguém invada por ali. Essa pessoa, ou pelotão de soldados, ou civis voluntários se valem do lhes for possível, mas a principal arma deles é a valentia e a determinação de não deixar o inimigo entrar, custe o que custar, ainda que se tenha que morrer, mas entrar eles não entrarão e não conquistarão nada! São pessoas muito determinadas! Essa é a figura bíblica para o ministério da intercessão, alguém que se coloca em oração e intercessão diante de Deus, contra qualquer inimigo, seja um problema, uma doença, uma praga, uma guerra; demônios, feitiçaria, instituições governamentais e até a própria morte. Eles ficam na brecha e não saem e não permitem que o inimigo avance. Moisés se colocou nessa condição diante de Deus em favor de um Israel quase nem existia ainda. Ele viu que a justa ira de Deus contra o pecado do povo iria leva-los à ruína e a destruição seria iminente e seria um extermínio sem fim. Provavelmente sóbria ele e sua família, ou quem sabe, só ele que estava no alto do Monte Sinai. Mas ele entrou na brecha antes que ela se formasse e com sua própria vida serviu de escudo e argumentou com Deus. Ele prevaleceu! Glória a Deus, porque o Senhor é justo e reconhece um outro valente e determinado! Quantas perdas poderiam ter sido evitadas e ainda poderão, se Deus encontrar vidas dispostas a interceder e ficar na brecha em favor de uma causa que valha a pena lutar por ela.

Senhor, obrigado pelos valentes da intercessão, que ganham batalhas que muitos nem souberam que existiram, porque estavam envolvidos com suas atividades e não perceberam a presença do inimigo e da morte rondando-lhes e ameaçando suas vidas e seus projetos. Obrigado pelo ministério de intercessão de Jesus, que até hoje comparece diante do trono da graça pelos salvos; obrigado pela intercessão do Espírito Santo que nos assiste e intercede por nós até com gemidos inexprimíveis. Te agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

“Grande” Pode Ser Grande Demais

Meditação do dia: 01/12/2023

“Agora, pois, deixe-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma; e de você farei uma grande nação.” (Ex 32.10)

“Grande” Pode Ser Muito Grande – Mesmo nos momentos de devaneio mental e naqueles “sonhos acordados” alguém poderia imaginar que se tornasse realidade e se ver diante de uma grande oportunidade, tão grande que não acontece duas vezes na vida. É nesses momentos que se pode mediar a grandeza de uma pessoa; verdadeiramente se tem a chance de vê-la por dentro, sem nenhum filtro. Já sabemos que a todo privilégio tem um correspondente de responsabilidade. O Sonho da vida de todo israelita, desde a promessa de Deus a Abraão, era ver uma nação formada e fazer parte de algo inédito no mundo, um povo todo dedicado e consagrado a Deus e à causa de fazer com que todas as famílias da terra, todas as nações chegassem ao conhecimento de Deus e o servisse. Depois de quase meio milênio, isso estava se materializando! Eles deixaram de serem escravos no Egito; alcançaram a liberdade e não corriam mais risco de serem perseguidos e capturados por Faraó. Estavam acampados ao pé do Monte Sinai e Deus se revelara para eles de uma forma tão inaudita, que ninguém tinha dúvida da presença e dos propósitos divinos para eles. O principal líder, Moisés estava a mais de um mês na presença do Senhor Deus, lá em cima no Monte que estava encoberto pela nuvem da presença de Deus. Melhor do que isso, só dois disso! É exatamente nesse instante da história que alguém tem a idéia de jogar tudo isso fora e buscar refúgio na idolatria; o segundo líder em comando, Arão embarcou nesse viagem insólita e fabricou um bezerro de ouro com as contribuições voluntárias de todos os mobilizados e começaram a celebrar aquilo como sendo Deus e o libertador deles. Deus interrompeu os trabalhos lá no Monte com Moisés e lhe comunicou o que estava acontecendo aqui em baixo. Deus estava indignado com a atitude daquelas pessoas e fez uma proposta a Moisés, que destruiria todas aquelas pessoas e recomeçaria com ele, Moisés, e fazer dele a grande nação, descendência de Abraão. Vocês podem imaginar, alguém recebendo de Deus, uma proposta dessa? Pois Moisés não embarcou! Ele não tinha vaidade no coração, não ostentava desejos megalomaníacos de grandeza e realeza. A grande chance de Moisés, seria também a grande destruição de uma nação; seria a grande destruição de um projeto; seria a ruina de pessoas boas que não estavam envolvidas com aquela baixaria toda. Aquilo tudo era grande, grande demais para ser desejado. Cuidado com os desejos do coração! Eles podem estar travestidos de santos, de espirituais, de obra de Deus; podem ter cara de “estar fazendo o bem a muita gente.” Lembramos das palavras de Jesus: “¹⁸Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina a pessoa. ¹⁹Porque do coração procedem maus pensamentos, homicídios, adultérios, imoralidade sexual, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.” (Mt 15.18,19). O que havia no coração de Moisés era puro e bom! Ele tinha visão de Reino de Deus! Para ele não havia “eu” e sim “nós, povo de Deus.”

Senhor, agradecemos ao Senhor pela existência homens e mulheres de Deus com um coração verdadeiramente convertidos e comprometidos com o Reino de Deus e com a verdade, a justiça e a retidão. Louvamos pela vida de pessoas despojadas de vaidade e egoísmo, que não desejam serem beneficiadas enquanto multidões podem ser destruídas. Graças te damos pela vida e pelo dom de amar e repartir com os demais as bondades recebidas. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Povo se Corrompeu

Meditação do dia: 30/11/2023

“Então o Senhor disse a Moisés: Vá, desça; porque o seu povo, o povo que você tirou do Egito, se corrompeu.” (Ex 32.7)

O Povo se Corrompeu – Deus convidou a Moisés para subir ao Monte Sinai e estar em sua presença para receber revelações com as instruções para estruturar a nação israelita. Por alguma razão, aquela estadia foi interrompida e o próprio anfitrião comunicou a Moisés a necessidade dele descer até o arraial, porque as coisas lá em baixo não estavam indo bem. O povo se corrompeu! É triste mas é verdade! Antes de se consolidarem como povo de Deus; antes mesmo de receberem as leis mais importantes e se tornarem um povo especial, santo e dedicado, já teria que reavaliar tudo. A história humana pode muito bem ser contada em três palavras: Geração – Degeneração e Regeneração. Logo após a criação e instalação do primeiro casal, lá no Éden, a corrupção apareceu e se instalou. Começou com a perda da vida espiritual e a conexão direta com o Criador e como haviam sido avisados, se comessem daquele fruto morreriam… “¹⁶E o Senhor Deus ordenou ao homem: De toda árvore do jardim você pode comer livremente, ¹⁷mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá” (Gn 2.17,18). A morte entrou e fez um estrago começando na própria primeira família, quando Caim matou seu irmão e daí para frente se cresceu o número e o grau de violência e morte, até chegar no dilúvio e colocar um ponto final naquele capítulo e reiniciar. Mas não demorou muito para a sociedade crescer e com ela a corrupção moral e espiritual. Nossa sorte é que havia um plano bem feito e que seria levado a execução, para finalmente chegar ao ápice lá na cruz no Monte Calvário em Jerusalém, onde Cristo efetuou o mais completo e eficiente projeto divino. Precisamos entender o surgimento da nação de Israel como um dos passos em direção a realização desse propósito redentor. O Pacto de Deus com Abraão, um homem amigo de Deus e que se dedicou a propagar uma fé no Deus Criador. Essa aliança foi renovada com Isaque, o filho de Abraão e confirmado com Jacó, o neto e dele se formou a nação por meio de seus doze filhos que vieram a se tornar as doze tribos da nação de Israel. Também precisamos entender que o mesmo que sabotou os planos lá no Éden, também trabalhou nas gerações seguintes, corrompendo as gerações, agora também atuou forte no Egito para não permitir a saída dos hebreus para a liberdade e a formação da nação. Aqui tem as marcas de seus dedos sujos, corrompendo e arrastando o povo para longe da revelação divina e produzindo o mal para que o projeto como um todo nunca viesse a dar certo. A batalha espiritual existe do começo ao fim da história humana. Ela ainda é acirrada em nossos dias e podemos ver como as igrejas se levantam no poder de Deus e logo em seguida se maculam com intrigas e divisões, heresias e males de toda sorte. Mas não somos chamados para morrer na praia ou no deserto; a nossa vocação a sermos vencedores, do pecado, do Diabo, da morte e do mal. Em Cristo, somos mais do que vencedores. Moisés desceu para colocar a casa em ordem. Para que muitos subam, alguém tem que descer e fazer o papel de mediador. Como igreja, somos a voz de Deus clamando aos pecadores corruptos e corrompidos pelo pecado, que é tempo de salvação e libertação.

Senhor nosso Deus e Pai, a ti seja a honra e a glória para sempre! Em Cristo buscamos a redenção de nossas vidas, pelo preço alto que ele pagou lá na cruz, agora podemos ter acesso livre à tua presença. Confessamos a nossa fraqueza e incapacidade de resolver nossos próprios problemas, mas reconhecemos a grandeza da obra de Cristo na cruz e aceitamos a tua oferta de amor, perdão e restauração de tudo aquilo que o pecado estragou e corrompeu. Aceitamos pela fé, em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

No dia Seguinte

Meditação do dia: 29/11/2023

“No dia seguinte, madrugaram, ofereceram holocaustos e trouxeram ofertas pacíficas. E o povo sentou-se para comer e beber e levantou-se para se divertir.” (Ex 32.6)

No Dia Seguinte – Nada como um dia após o outro! Mas nem sempre isso é poético e romântico a ponto de criar boas expectativas. Nessa meditação de hoje, estamos olhando para um dia na vida de uma comunidade de pessoas de bem, adoradoras de Deus e comprometidas por uma aliança feita com as gerações anteriores e cujo propósito principal de sua existência seria abençoar todas as famílias da terra, fazendo Deus conhecido e amado. Mesmo com todas as boas intenções eles se perderam em algum ponto do caminho e é isso que nos leva a refletir, pensar e repensar os caminhos e decisões que tomamos que podem levar a resultados diferentes daqueles que nós mesmos gostaríamos de ter. aprender com os erros dos outros é sábio e ganhamos tempo com isso, afinal a vida é muito curta para aprendermos tudo por tentativa e erro; afinal, pode acumular saberes e relatos das experiencias de modo que cada nova geração não tenha que aprender tudo desde o início. Quero observar algumas citações do versículo e trazê-las para o nosso contexto e assim produzir um conhecimento e crescimento intencional para nossa edificação. Começamos pelo dia seguinte à fabricação do bezerro de ouro fabricado por Arão e apresentado à congregação como sendo a representação “dos deuses” que os tiraram do Egito. Eles madrugaram – isso me chama a atenção, porque as pessoas quase sempre reclamam de terem que levantar bem cedo para iniciar a jornada diária de trabalhos e afazeres; todos parecem desejar poder ficar um pouquinho à mais de tempo na cama. Eles não tinham tantas preocupações com trabalho para produzir sustento de suas necessidades, porque eles o tinham de forma milagrosa e sobrenatural através do Maná que Deus enviava todas as manhãs; era só levantar e colher a porção de cada dia, isso tinha que acontecer antes do nascer do sol, evitando o derretimento do Maná. Fora isso, atividades de trabalho estavam ligadas à manutenção da ordem doméstica e reparos e cuidados com os animais domésticos que eles levavam consigo para a nova terra, que lhes seria a possessão definitiva. Mas nesse dia, eles madrugaram para algo do interesse deles, que seria cultuar aquele ídolo, reverenciá-lo com sacrifícios e cultos como se realmente estivessem cultuando a Deus, o Deus criador. Depois sentaram-se para comer e beber e depois da “pança” cheia, se levantaram para se divertir. Esse “divertir” foi bem mais do que podemos supor em termos de entretenimento. A idolatria e os cultos pagãos como os denominamos, sempre estiveram associados ao baixo nível de decência e moralidade, incluindo muito sensualidade e luxúria, já que comida e bebida à vontade num ambiente de festa e celebração, os limites inexistem e os exageros logo se iniciam. Isso produz uma ira santa em Deus, por razões que diríamos até mesmo óbvias e lógicas: Vocês conseguem imaginar uma multidão de milhares e milhares de pessoas, num lugar inóspito, sem fontes de suprimentos básicos e todos sendo abençoados por Deus com pão que cai do céu todos os dias antes do nascer do sol; água abundante mesmo estando no deserto; proteção contra frio, calor, animais peçonhentos e ferozes; saqueadores e outros perigos. Essas mesmas pessoas desfrutam de tudo isso, pegam a comida e a bebida, bênçãos de Deus e fazem uma festança em homenagem a ídolos? Dá para imaginar como Deus se sente? Nos sentimos profundamente enganados quando alguém abusa da nossa generosidade e hospitalidade, agradecendo e honrando depois alguém que não fez nada por elas. O profeta Oséias foi símbolo desse relacionamento entre Israel e Deus, representado pelo seu casamento com uma mulher infiel. “⁸Ela não reconheceu que fui eu que lhe dei o trigo, o vinho e o azeite; fui eu que lhe multipliquei a prata e o ouro, que eles usaram para Baal. ⁹Portanto, farei com que, no devido tempo, ela devolva o meu trigo e o meu vinho. Tirarei dela a minha lã e o meu linho, que deviam cobrir a sua nudez” (Os 2.8,9). Tudo o que temos e desfrutamos é graça de Deus e vem de suas mãos como bênçãos, utilizar isso para a idolatria é terrível e ultrajante.

Senhor, nós te adoramos como sendo o Deus Criador e sustentador de todas as coisas; tudo provém de ti e devemos faz uso disso com gratidão, louvor e reconhecimento de quem nos supre a cada dia. Agradecemos pelo pão de cada dia e as demais necessidades que são cuidadas e nada tem nos faltado. Seja bendito o teu santo nome, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Altar de Arão

Meditação do dia: 28/11/2023

“Arão, vendo isso, edificou um altar diante do bezerro e fez a seguinte proclamação: Amanhã haverá festa ao Senhor.” (Ex 32.5)

O Altar de Arão – Cada coisa tem o seu lugar e o seu propósito. Um altar existe para ser palco de adoração de alguém a um ser que receberá tal culto. Ninguém constrói um altar só pela arte de construir ou para alguma coisa que não seja representativa de sua fé. Onde se vê um altar, está o testemunho de algum tipo de fé prática e adoração. Aquele objeto testifica sobre as pessoas que o cercam. Conhecendo as verdades espirituais sobre a fé e o culto na vida e na sociedade humana, sabemos que existem bem mais coisas do que se pode ver fisicamente, e de peso espiritual acima do que a nossa vã filosofia admite. Nossa fé judaico-cristã, admite uma dualidade de forças espirituais que se contrapõem e o homem fica sendo atraído e comprometido com uma ou com outra, embora deveria se fiel à apenas uma delas. Paulo explicitou muito bem isso nos seus ensinos aos novos cristãos que eram alcançados pela pregação do Evangelho. Na sua carta aos cristãos da cidade de Corinto, na Grécia antiga, escreveu: “¹⁴Não se ponham em jugo desigual com os descrentes. Pois que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão existe entre a luz e as trevas? ¹⁵Que harmonia pode haver entre Cristo e o Maligno? Ou que união existe entre o crente e o descrente? ¹⁶Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivo, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2 Co 6.14-16). Isso não é uma verdade clara e revelada apenas no Novo Testamento e que no mundo antigo isso ainda era indefinido e portanto, as pessoas poderiam ser desculpadas por práticas ambíguas. Ao receber os mandamentos, isso já ficou muito claro! “²Eu sou o Senhor, seu Deus, que o tirei da terra do Egito, da casa da servidão. ³Não tenha outros deuses diante de mim. ⁴Não faça para você imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. ⁵Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque eu, o Senhor, seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, ⁶mas faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Ex 20.2-6). Todos os profetas e mensageiros de Deus ao longo da história do povo de Deus sempre pregaram contra, agiram contra e advertiram para que não se enveredassem por esses caminhos. Uma palavra clássica foi dada por Deus ao profeta Isaías: “Eu sou o Senhor: este é o meu nome. Não darei a mais ninguém a minha glória, nem a minha honra, às imagens de escultura.” (Is 42.8). Arão, o homem responsável pela fé e o culto do povo hebreu, pela propagação do culto ao Deus único e verdadeiro, sem representação física através de imagens, estátuas, totens, monumentos etc, aparece como articulador da fabricação de um bezerro de ouro fundido e agora faz uma conclamação para que celebrassem uma festa ao Senhor. Celebrar uma festa em honra a Deus, utilizando todos os itens que Deus detesta, odeia e rejeita e recomenda que nunca se faça daquele jeito! Uma mistura de práticas que não há comunhão entre elas, são incompatíveis… isso deve servir de advertência e lição para nós, pois servimos ao mesmo Deus e na atualidade, as astúcias estão espalhadas e infiltrada em todos os aspectos da vida da sociedade humana. Aquilo que é rejeitado ou sofre resistência, eles mudam, adaptam, e dão uma nova roupagem para que seja assimilado de um jeito ou de outro. Costumo dizer que “trocam a coleira, mas o cão ainda é o mesmo!” o culto aos ídolos em nossos dias é incentivado e se apresenta tão bem adaptado ao nosso tempo e modo de vida, que até cristãos convictos e maduros se dão à tais práticas e quando percebem já estão viciados e presos. Oremos e vigiemos, cuidemos para que altares, festas e proclamações não nos prendam e Deus seja misturado com aquilo que não deve.

Obrigado Senhor nosso Deus e Pai. A ti seja a glória e a honra para sempre e eternamente. Nosso culto é para ti e nossas vidas são consagradas ao teu serviço e queremos andar e crescer em obediência a tudo que a tua Palavra e vontade nos revela. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason